Mundo  

Chavez nacionaliza empresas de arroz

O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou a expropriação de uma fábrica de produção de arroz da empresa norte-americana Cargill, mas pode não ficar por aí. Uma das ameaçadas é a Empresa Polar, a maior do setor agro-industrial do país, depois de ter apresentado queixa ao Supremo Tribunal Judicial dizendo que as inspeções decretadas por Chávez no fim-de-semana eram um abuso.
“Inicie-se o processo de expropriação”, disse o Presidente, indicando que a empresa estava violando a lei. A Cargill, sediada em Minneapolis (Minnesota), declarou que respeita a decisão e que espera apenas ter oportunidade de clarificar a situação. Entretanto, continuam as inspeções em todas as empresas. “Quero que inspecionem tudo”, disse Chávez. “Tudo tem que ser visto e aquele não estiver dentro da lei, sofrerá medidas mas severas e a favor do povo. Estamos protegendo o povo.”
Na Venezuela, aonde a inflação é superior a 30%, as empresas estavam deixando de produzir arroz branco, cujo preço é fixado pelo Governo,  optando por variantes aromatizadas, que não sofrem o controle do governo. Isso levou o presidente Chávez a decretar, através de Lei, que as empresas têm que produzir entre 70% e 95% dos produtos cujo preço é fixado pelo Estado. As empresas queixam-se, dizendo que esse preço está abaixo do custo de produção.
Para garantir o cumprimento da Lei, o Presidente ordenou a invasão das fábricas, acusadas também de armazenar os produtos para provocar o aumento do preço. Ainda não se sabe se só a produção de arroz será atingida, sendo que a Cargill produz também massa, azeite e farinhas.
“Se não cumprem a lei, vou-te expropriar Mendoza”, disse Chávez na televisão venezuelana numa alusão ao director da Empresa Polar. O Presidente disse para Lorenzo Mendoza deixar de “inventar” que as inspeções são um atropelo à propriedade privada.

Deixe um comentário