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Chávez afirma que OEA é um corpo a ser enterrado

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Um dos principais críticos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que o órgão é “um corpo a ser enterrado”. Segundo ele, a entidade serve apenas para atacar os governos, massacrar os povos e simbolizar o império numa alusão à influência dos Estados Unidos sobre o órgão. As informações são da imprensa oficial venezuelana, a Agência Bolivariana de Notícias (ABN).

“A OEA só serve para atacar os países-membros”, disse Chávez, ao chegar à capital equatoriana, Quito. Ele participa da 7ª Reunião Bilateral Venezuela-Equador. “Tristemente houve o apoio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos ao golpe na Venezuela em 2002, ao reconhecer o novo governo, quando eu estava preso e sequestrado”, afirmou. “A OEA é um símbolo do império.”

O mais recente embate entre Chávez e a OEA ocorreu em fevereiro, quando a Comissão Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos apelou para que o governo venezuelano respeitasse a liberdade de expressão, a atuação da imprensa e as divergências ideológicas. Na ocasião, o presidente da Venezuela disse que a organização atuava em parceria com os Estados Unidos.

Chávez afirmou que suas afirmações feitas hoje serão reiteradas durante as sessões da Comunidade da América Latina e do Caribe, que ocorrerão a partir de 5 de julho. As reuniões serão realizadas durante a Cúpula da América do Sul, em Caracas. Chávez defende que o grupo, liderado por ele, substitua a OEA.

O presidente venezuelano rebateu as afirmações da Ação Financeira Internacional (Gafi) para que o Equador não coopere com o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. O Gafi é uma entidade que faz recomendações aos países para prevenir e reprimir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, assim como para o confisco de lucros do crime e cooperação internacional nesses temas.

“Eu apelo à consciência dos equatorianos para que defendam a soberania deste país e não façam como alguns alguns venezuelanos – a burguesia e os partidos de direita, os contrários à revolução, que a cada ataque dos Estados Unidos aplaudem”, disse Chávez.

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