Saúde

Os malefícios e os benefícios dos diferentes tipos de açúcar

sábado, 7 de março de 2015

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timthO consumo excessivo de açúcar pode causar muitos problemas ao organismo do ser humano, como cáries e queda de dentes, acúmulo de gordura, danos no sistema circulatório e aumento do nível de açúcar no sangue. Algumas pessoas recorrem aos adoçantes artificiais, porém eles também podem causar danos à saúde, como diabetes e obesidade. As alternativas naturais são mais saudáveis, mas, se consumidas em excesso, podem ser igualmente prejudiciais.

O organismo do ser humano explica por que os doces são tão consumidos. Começa na língua: quando o órgão tem contato com o sabor adocicado, o nosso paladar envia a novidade ao cérebro, que libera um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer, chamado Dopamina. É como se fosse uma recompensa que nosso cérebro nos dá em troca da comida de alta caloria.

Para demonstrar a variedade de tipos de açúcar e explicar seus atributos positivos e negativos, o jornal Washington Post desenvolveu uma tabela, onde é possível ver quais são os tipos de açúcares mais calóricos, além de analisar os tipos de adoçantes mais usados.

Os mais famosos açúcares não-sintéticos:

Mel: Pequena quantidade de calorias. Contém nutrientes e promove o bom funcionamento do intestino. Tem antioxidantes, mas pode conter pesticidas que causam problemas para crianças.

Sucrose (Açúcar refinado): Baixa quantidade de calorias. Sem atributos positivos. Pode causar problemas nos rins, fígado e gota.

Frutose (Presente nas frutas): Baixa quantidade de calorias. Bom para portadores da diabetes. Aumenta o apetite, mas também os níveis de triglicerídeos e colesterol ruim.

Glucose (derivado de milho. Karo): Baixa quantidade de calorias. Sem atributos positivos. Reduz o apetite e aumenta o nível de açúcar no sangue rapidamente.

Açúcar Mascavo: Baixa quantidade de calorias. Tem uma pequena quantidade de nutrientes.

Os mais famosos adoçantes sintéticos:

Sacarina: Em excesso, pode causar problemas de metabolismo, não é aconselhável usar para cozinhar, pois pode liberar substâncias tóxicas no calor e deixa um gosto ruim na boca. Já foi proibido por causar câncer em ratos.

Sucralose: Em excesso, pode causar problemas de metabolismo. Mantém a forma cristalina mesmo em altas temperaturas.

Aspartame: Em excesso, pode causar problemas de metabolismo. Libera substâncias tóxicas no calor. Gera formaldeído no organismo e estimula o acúmulo de gordura na região da cintura.

Clique aqui para ver a tabela completa.

Polícia vai investigar grupo que transmite HIV de propósito

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

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timthuDepois da polêmica sobre um grupo de homens soropositivos que têm usado táticas para infectar parceiros sexuais propositalmente, a Polícia Civil vai abrir um inquérito, além de fazer investigações online de grupos que formam o chamado “clube do carimbo”. Segundo o artigo 130 do Código Penal, a pena para quem transmite o vírus sem consentimento do parceiro é de até quatro anos de prisão.

Leia mais: Pesquisadores desenvolvem molécula capaz de bloquear o vírus da Aids

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, mobilizou a área de inteligência em internet da polícia para tentar identificar donos dos blogs que compartilham dicas de como contaminar outras pessoas sem consentimento com até imagens e vídeos de passo a passo. O pedido foi feito pelo secretário da Justiça e da Defesa e Cidadania de São Paulo, Aloísio de Toledo César.

Segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo, Toledo, em conversa com Moraes, pediu rigor nas investigações do que classifica como um “ato horrorizante”. “Entendo que a homossexualidade é uma opção pessoal que deve ser respeitada, mas não se pode admitir, em hipótese nenhuma, que pessoas de baixo nível moral se esforcem para trasmitir o HIV a outras”.

De acordo com Toledo, Alexandre de Moraes orientou as equipes do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) para agirem disfarçadamente na identificação dos grupos. Desta forma, serão analisados salas de bate-papo, blogs, páginas na internet e até clubes e saunas de sexo.

Grupo difunde táticas para espalhar o vírus do HIV

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

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timEnquanto cientistas desenvolvem uma molécula capaz de bloquear a infecção do vírus da Aids, uma descoberta que pode abrir caminho para uma nova terapia e uma vacina alternativa de combate ao avanço da doença, grupos de homens soropositivos têm usado táticas para infectar parceiros sexuais propositalmente.

Adeptos da modalidade “bareback”, na qual gays fazem sexo sem camisinha, têm compartilhado na internet dicas de como transmitir o HIV sem que o parceiro perceba. A prática é considerada crime e tem causado preocupação na área da saúde e também no meio LGBT.

Na internet e nas festas, os “barebackers” formam o “clube do carimbo”. Em blogs, eles compartilham diferentes técnicas para fazer sexo sem proteção ou furar a camisinha. Fotos e vídeos chegam a ilustrar o passo a passo. Um dos sites avisava que as férias escolares e o carnaval são os melhores momentos para “carimbar” (ato de transmitir o vírus), principalmente os jovens. Após inúmeras denúncias, o site foi retirado do ar.

Segundo o Ministério da Saúde, o aumento da infecção é maior entre os gays. Para Áurea Abbade, advogada e presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids, a geração mais jovem desconhece o perigo da doença. “A gente tenta conscientizar e como resposta recebe risadas. Sinto medo de uma nova epidemia”.

Segundo Valéria Antakly de Mello, a coordenadora da equipe de psiquiatria do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, transmitir propositalmente o HIV ao parceiro sexual ou se expor ao risco de contaminação de forma consciente são ações que caracterizam um transtorno psiquiátrico. “Embora sejam casos raros, há pessoas que, por revolta por terem sido contaminadas, querem que outros também peguem o vírus. Ou então têm medo da reação do parceiro se ele souber da condição do outro e acabam passando a doença para que pareça que os dois descobriram juntos. Nesses casos, existe um traço perverso de psicopatia”.

Pesquisadores desenvolvem molécula capaz de bloquear o vírus da Aids

domingo, 22 de fevereiro de 2015

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timtCientistas desenvolveram uma molécula capaz de bloquear a infecção do vírus da Aids, uma descoberta que pode abrir caminho para uma nova terapia e uma vacina alternativa de combate ao avanço da doença.

Pesquisadores vêm tentando há três décadas desenvolver uma vacina eficaz contra o vírus da imunodeficiência humana, que causa a AIDS. Eles também têm buscado uma maneira de curar pessoas infectadas. Mas o vírus, em constante evolução, frustrou todas as tentativas anteriores.

Agora, uma equipe do Instituto de Pesquisa Scripps afirma ter identificado um caminho para impedir a infecção pelo HIV nas células. Eles usaram uma técnica que se assemelha à terapia gênica ao invés da abordagem que busca induzir uma resposta do sistema imunológico.

Como funciona

O HIV normalmente invade a célula através de dois receptores. A nova proteína bloqueia os dois locais onde o vírus se conecta, fechando assim as portas de entrada. Por aderir a ambos os receptores em vez de apenas um, a proteína, chamada eCD4-IG, bloqueia mais cepas do HIV que qualquer um dos poderosos anticorpos que vêm sendo usados para tentar inibir o vírus, segundo os estudiosos. A pesquisa foi publicada na última quarta-feira, 18, na revista Nature.

“É absolutamente 100% efetivo. Não há dúvida de que esse é, de longe, o melhor inibidor da entrada do vírus desenvolvido até hoje”, disse o professor de doenças infecciosas no Scripps e autor da pesquisa, Michael Farzan. A descoberta ainda não foi testada em humanos, mas apenas em quatro macacos.

“Essa pesquisa inovadora é uma promessa de que nos movemos em direção a dois objetivos importantes: assegurar a proteção em longo prazo da infecção pelo HIV e colocar o vírus em remissão sustentada em pessoas cronicamente infectadas”, disse o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci.

Próximas etapas

Cientistas que não estão envolvidos no projeto dizem que a estratégia parece promissora e que a equipe deve partir rapidamente para a fase de testes em humanos. Segundo estimativas, 35 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus em todo o mundo, porém somente 13,6 milhões recebem tratamento adequado para conter a evolução do vírus, impedindo que ele se multiplique e permitindo que os pacientes tenham qualidade de vida.

Farzan disse que espera que os testes em humanos comecem em um ano. Até lá, mais testes em animais serão realizados para garantir a segurança da descoberta. O primeiro passo, segundo o pesquisador, será avaliar a capacidade da molécula em manter os níveis do vírus estagnados nas pessoas infectadas. Depois será testada a eficácia da molécula como vacina em pessoas que não têm o vírus, mas tem alto risco de infecção.

Aparelhos eletrônicos podem interferir no sono de adolescentes, diz estudo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

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timtO centro de pesquisas Uni Research Health, da Noruega, fez uma pesquisa com 10 mil adolescentes entre 16 e 19 anos sobre a relação entre o uso de aparelhos eletrônicos e o sono. O estudo foi publicado na revista especializada BMJ.

O resultado entre as meninas e os meninos foi parecido. Em média, as meninas afirmaram que passavam cerca de cinco horas e meia por dia assistindo TV ou usando aparelhos eletrônicos, como smartphones e tablets. Já os meninos tinham uma média de seis horas e meia por dia.

Quase todos os participantes da pesquisa afirmaram que usaram os aparelhos pouco antes de ir dormir, e muitos relataram dormir menos de cinco horas por noite. De acordo com os pesquisadores, qualquer tipo de tela usada durante o dia e um pouco antes de dormir parece ter prejudicado o sono dos adolescentes participantes.

A conclusão foi que quanto mais tempo eles passaram em frente às telas, maior a pertubação e menor a duração do sono. Se o tempo passado em frente às telas durante o dia fosse de quatro horas ou mais, os adolescentes teriam um risco 49% maior de precisar de mais do que uma hora para conseguir pegar no sono.

Segundo Mary Hysing e os outros pesquisadores da Uni Research Health, o uso destes aparelhos eletrônicos pode fazer com que os adolescentes tenham menos tempo para fazer outras coisas, inclusive dormir. No entanto, o tempo passado em frente às telas pode estar interferindo na sonolência. Afinal, segundo os cientistas, olhar para a tela iluminada na hora de dormir pode mandar sinais errados para o cérebro, perturbando o relógio biológico e fazendo com que a pessoa fique mais alerta.

“Sabemos que um tempo suficiente de sono é essencial para a boa saúde física e mental. Desconectar pode ser uma medida importante para garantir uma boa noite de sono”, disse Mary.

 

Relação entre consumo de adoçantes e doenças não é consenso entre cientistas

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

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timOs alimentos diet e adoçantes são uma opção para pessoas que querem reduzir a ingestão de açúcar. Mas a segurança desses produtos vem sendo questionada e testada há anos por cientistas. Algumas pesquisas apontam relações entre o consumo dessas substâncias e o surgimento de doenças mas o único consenso entre os pesquisadores é que ainda é muito cedo para condenar ou não essas substâncias.

O aspartame é um adoçante artificial muito conhecido e alvo constante de críticas. Em 1996, um estudo científico sugeriu que o aumento nos casos de tumores cerebrais no mundo estaria ligado ao crescente consumo do aspartame. Outros tipos de câncer também já foram relacionados ao consumo do adoçante.

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos conduziu um teste com quase 500 mil voluntários. Os resultados, publicados em 2006, não encontraram nenhum aumento no risco de câncer no cérebro, leucemia ou linfoma em pessoas que consumiam aspartame regularmente. Segundo cientistas, o consumo diário de 40 mg por cada quilo do peso corporal da pessoa é seguro.

Outro adoçante, o xilitol, presente em balas sem açúcar, é um tipo de carboidrato que, se consumido em excesso, pode provocar diarreia. Mas também existem indícios que esse adoçante neutraliza a acidez da placa bacteriana sobre os dentes, ajudando na prevenção à cárie.

A grande novidade é a estévia, planta nativa do Brasil e do Paraguai que é usada como planta medicinal há séculos. Sem calorias e 300 vezes mais doce que o açúcar, ela é misturada por alguns fabricantes de alimentos a adoçantes artificiais. O motivo seria o leve gosto de anis que não agrada alguns consumidores.

Um estudo realizado pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos concluiu que a estévia não provoca câncer e não é tóxica. Por outro lado, a agência europeia não encontrou provas de que a planta ajude na perda ou manutenção de peso.

Outra dúvida que ainda está sem resposta é se o consumo de adoçantes pode estimular o corpo a liberar insulina em excesso. Isso aconteceria porque o cérebro registra o sabor doce, mas não recebe a dose de açúcar esperada.

Casos de dengue no Brasil crescem 57% em janeiro

domingo, 8 de fevereiro de 2015

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timthEm janeiro deste ano foram notificados 40.916 casos de dengue. Houve um aumento de 57% em relação ao mesmo mês do ano passado. A informação é do Ministério da Saúde.

Leia também: São Paulo teme explosão de casos de dengue por causa da crise hídrica

O aumento é inesperado, uma vez que ocorre fora da época de maior crescimento na incidência da doença no país — o que geralmente acontece nos meses de março e abril.

A região Sudeste concentra metade dos casos de dengue notificados no país. O Ministério da Saúde ressaltou que a crise hídrica representa uma “preocupação adicional” neste ano, embora ainda não possa ser apontada como responsável pelo aumento do número de casos da doença.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, “as pessoas estão fazendo acúmulo de água, tanto nas regiões castigadas há mais tempo ou sob ameaça recente”. O ministro afirmou que, “não é problema guardar água, a questão é como fazer isso”, ressaltando ainda que “é inquestionável que a crise hídrica apresenta situação de risco maior para a proliferação do mosquito”.

O aumento no número de casos de dengue em janeiro foi registrado em 14 estados brasileiros. A maior incidência da doença ocorre no Acre, em seguida aparecem Goiás e Mato Grosso do Sul.

Uma ação de mobilização, o chamado dia D contra a dengue e a chikungunya (“febre prima da dengue”, transmitida pelos mesmos vetores), está marcada para acontecer neste sábado, 7, em todo o país.

Apesar do aumento do número de casos notificados de dengue em janeiro, o Ministério da Saúde informou que o número de casos graves da doença caiu 71,4% neste ano em relação a janeiro de 2014, passando de 49 para 14.

Em relação à chikungunya, neste ano já foram registrados 23 novos casos no país. Em 2014 foram notificados ao todo 2.847 casos da doença.

Câncer pode ser consequência da má sorte, diz estudo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

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timthumb.phpO que seria mais agradável em uma época do ano de novos projetos, abstinência e “detox” do que descobrir que não temos de levantar um dedo para evitar o câncer? Um artigo publicado há poucas semanas em Science sugeriu aos beberrões e comilões ocasionais excelentes motivos para rasgar suas decisões de Ano-Novo. Segundo muitos relatos dessa pesquisa, dois terços dos casos de câncer em seres humanos são causados por nada mais do que má sorte.

Mas os adeptos da vida saudável ficarão contentes ao saber que os cientistas não estão afirmando que a má sorte seja um fator tão determinante. Um dos autores do artigo, Cristian Tomasetti da Johns HopkinsUniversity, esclareceu que: “Não dissemos que dois terços de casos decâncer são resultado da má sorte. O câncer é, em geral, uma combinação de má sorte, poluição e predisposição genética.”

Os resultados do estudo mostraram que dois terços dos diversos tipos de câncer em tecidos diferentes são causados por mutações aleatórias associadas à divisão celular. Isso não é o mesmo de afirmar que dois terços de casos de câncer sejam provocados pelo acaso, porque os resultados não proporcionam informações sobre os índices relativos da ocorrência desse câncer em questão. Na verdade, o estudo explica um fenômeno conhecido há muito tempo, mas curioso, de que aparentemente partes semelhantes do corpo são sujeitas a diferentes incidências de câncer.

Nenhum desses argumentos, no entanto, indica um fatalismo. Erros na multiplicação das células durante a divisão celular não são a única fonte de mutações que provocam o câncer. Os produtos químicos que afetam o DNA, os raios ultravioletas, a radiação ionizante e as infecções virais também são causas, que podem ser evitadas com um comportamento cuidadoso e consciente. Em geral, de acordo uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha pela Cancer Research UK, uma organização sem fins lucrativos, 42% dos casos de câncer são associados a fatores passíveis de serem controlados pelas pessoas.

Baleias podem ser a chave para a cura do câncer e a longevidade humana

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

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timthumb.phpPesquisadores Universidade de Liverpool começaram a investigar o genoma de baleias-da-groenlândia para tentar aumentar a longevidade dos homens e desenvolver resistência a certas doenças, como o câncer.

Segundo os envolvidos no estudo, essa espécie é a de mamíferos mais longevos do planeta, podendo chegar até a 200 anos de vida. Os resultados foram publicados na revista científica Cell, uma das mais conceituadas na área.

“Isso vai permitir aos pesquisadores estudar processos moleculares básicos e identificar mecanismos de manutenção que ajudam a preservar a vida e reparar o dano molecular”, disse ao jornal Washington Post, o pesquisador português João Pedro de Magalhães, líder do estudo.

O objetivo do estudo é encontrar genomas de animais que sejam resistentes a certas doenças, ou até mesmo a idade, para melhorar a saúde de seres humanos.

A característica das baleias que mais chamou a atenção da equipe de Magalhães foi a resistência ao câncer. Por ter mais células que os humanos, estatisticamente faria sentido que esses animais tivessem mais chance de desenvolver a doença, mas exames comprovam que não é o caso.

Mudanças no estilo de vida podem proteger cérebro da demência, diz relatório

domingo, 28 de dezembro de 2014

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timthumbCaso pequenas mudanças no dia-a-dia fossem implementadas mais de 80 mil pessoas poderiam ser salvas anualmente da demência.  é o que afirma o relatório publicado no Daily Telegraph. Além disso, o estudo sugere que as adequações no estilo de vida sejam feitas  ainda quando jovens para combater doenças como Alzheimer, já que se tem evidências de que a deterioração do cérebro começa aos 40.

A pesquisa e suas conclusões serão apresentadas em fevereiro para a Cúpula Mundial de Inovação e Saúde em Doha.

O estudo afirma que 80.294 casos de demência seriam impedidos na Grã-Bretanha, se medidas como reduzir a pressão arterial na meia-idade fossem tomadas. Alimentação adequada e prática de exercícios físicos, segundo o estudo precisam ser incluídos desde muito cedo na vida cotidiana.

O ex-ministro da Saúde britânico Lord Dazi, diante do relatório sugeriu ao público que a atitude em relação ao cérebro é “use-o ou perca-o”.

“Em nível individual, precisamos cuidar de nossos cérebros – aguçar as habilidades no xadrez, pegar as palavras cruzadas e resolver esse quebra-cabeça”, ele sugere. “Comer uma dieta saudável, evitando a obesidade e fazendo muito exercício são todos importantes para a saúde do cérebro, porque o que é bom para o coração também é bom para as nossas cabeças”, completou.

Cientistas descobrem anticorpo que neutraliza vírus da dengue

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

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timthumbCientistas do Imperial College London, na Grã-Bretanha, descobriram uma nova classe de anticorpos capazes de neutralizar os quatro tipos de vírus da dengue.

A descoberta, publicada nesta segunda-feira, 15, na revista britânica Nature Immunology, pode auxiliar no desenvolvimento de tratamentos eficazes contra a doença, incluindo uma futura vacina universal.

O novo tipo de anticorpo, descoberto em humanos, também é capaz de neutralizar o estado inicial do vírus presente no mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue.

Estima-se que a dengue infecta 400 milhões de pessoas por ano, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais. Um grande problema é que quando uma pessoa é infectada por um dos quatro tipos de dengue fica imune a esse vírus, mas não aos demais.

O diretor da pesquisa, Gavin Screaton, disse que não acredita que a dengue possa ser controlada até que uma vacina seja desenvolvida, ressaltando ainda que isso poderia levar uma quantidade de tempo “considerável”, uma vez que será necessário produzi-la e testá-la primeiro em modelos não humanos.

Sangue cultivado em laboratório pode transformar transfusões

domingo, 14 de dezembro de 2014

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timtEm 2007 as Forças Armadas dos Estados Unidos convidaram pesquisadores do Reino Unido e do serviço de sangue irlandês para ajudá-los a desenvolver uma tecnologia capaz de gerar sangue a partir de células-tronco para soldados feridos. A ideia era construir uma máquina a ser levada para campos de batalha. A missão não foi aceita, mas ajudou os pesquisadores a reorientar seus esforços em uma missão ainda  maior: criar uma oferta ilimitada de sangue cultivada em laboratório para uso em clínicas de todo o mundo.

Os pesquisadores agora trabalham com células-tronco embrionárias pluripotentes ou induzidas, que, dadas as condições de cultivo adequadas, podem se diferenciar em qualquer tipo de célula. Ainda assim, pelo menos, em um ano de testes em humanos, a equipe tem mudado o seu protocolo para selecionar apenas as células vermelhas do sangue.

“Fazer sangue a partir de células humanas é como faz a natureza. É a mesma coisa que o seu corpo faz, mas nós estamos fazendo isso em um laboratório”, explica Joanne Mountford, da Universidade de Glasgow, que lidera o projeto. A cientista diz ainda que o  sangue cultivado em laboratório tem ainda vantagens sobre o sangue de doadores. “Se eu levasse seu sangue, algumas células ainda seriam novas, mas outras teriam 110 ou 120 dias de idade e estariam prestes a morrer. A equipe propõe usar células vermelhas de sangue a partir de um único lote para garantir que os destinatários recebam sangue jovem e potencialmente mais eficaz”.

Outra vantagem é que em laboratório é possível cultivar o sangue tipo O -, doador universal. A oferta ilimitada deste tipo de sangue ajuda a eliminar a questão logística, permitindo que a distribuição de sangue flua mais livremente onde se é necessário.

Ted Bianco diretor de Inovações da Wellcome Trust, que financia o projeto se mostra animado com o potencial do cultivo de sangue em laboratório, mas vê desafios de se substituir a doação humana. Já Mountford diz que o maior obstáculo é conseguir produzir  com um custo globalmente relevante. Ela lembra ainda que é um longo caminho pela frente e que as pessoas precisam manter a doação.

 

Depressão pode começar nos primeiros anos de vida, mas nem sempre é tratada

domingo, 14 de dezembro de 2014

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914488-brasilia__40A publicitária Bárbara Lopes* apresentou os primeiros sinais de depressão aos 19 anos. Na época, começou a se isolar, faltava às aulas na faculdade e dormia durante grande parte do tempo. “Tinha dia em que eu não queria sequer tomar banho. Minhas amigas me chamavam para sair, mas eu não queria. Eu dizia que estava triste, mas para mim não era depressão. Era só tristeza”, lembra. Especialista ouvida pela Agência Brasil diz que é uma doença que pode começar em pessoas jovens e nem sempre recebe tratamento médico.

Mais de 15 anos depois e uma lista extensa de psiquiatras e psicólogos visitados, a publicitária atualmente é casada, tem um bebê e atua na área em que se formou, mas ainda luta contra a doença. “As pessoas ficam sempre perguntando o que a gente tem. Aqueles que se julgam normais perguntam por que eu estou triste se tenho tudo que preciso, se tudo está certo, se sou bonita e inteligente”.

Bárbara toma o mesmo medicamento há sete anos. Mesmo sendo acompanhada por profissionais, a depressão precisa ser combatida diariamente. “Outro dia, deixei meu bebê cair da cama. Além de me sentir culpada, comecei a pensar que nada para mim funcionava, que tudo para mim dava errado, que eu era a pior mãe do mundo”.

Para a publicitária, a combinação entre medicamento e terapia traz qualidade de vida para quem sofre com a doença. “O remédio libera aquilo que está faltando no seu organismo. É como se fosse uma orquestra que precisa do maestro. Quando ele está ali, a música sai direito. Quando não tem o maestro, não tem música”, resume.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esta semana, indicam que mais de 11 milhões de brasileiros têm depressão. O número corresponde a 7,6% das pessoas com 18 anos ou mais. Ainda segundo o instituto, desse total, apenas 46,6% dos pacientes tiveram assistência médica nos 12 meses anteriores à pesquisa.

De acordo com a psiquiatra e psicoterapeuta Fatima Vasconcelos, o Brasil é um dos países latino-americanos com índices mais altos quando o assunto é depressão. Apesar de ser tida por muitos como uma doença que atinge os mais velhos, a depressão, segundo ela, começa cedo – 9% dos casos ocorrem entre 18 e 25 anos; 7,5% entre 26 e 49 anos; e 5,5% acima dos 50 anos.

“Quanto mais precoce é a doença, mais grave pode vir a ser no futuro e mais danos ela vai provocar na vida do indivíduo. A depressão é uma doença crônica e o mais comum não é ter só uma única crise na vida. O risco de ter uma segunda crise é 50% maior após a primeira. E, para quem tem dois episódios, a chance é 70% maior.”

Ainda de acordo com a especialista, a estimativa é a de que seis em cada dez pacientes não procuram ou não encontram tratamento para a doença – sobretudo em razão do preconceito. Ela destaca que uma pessoa com depressão sofre com alterações do humor e, por mais que queria estar bem, vê o mundo de forma negativa e precisa de ajuda para enfrentar isso.

“Uma pessoa que está deprimida, às vezes, nem percebe que está triste. Mas, quando vai para o trabalho, rende menos do que rendia. Tem dificuldade de memória, concentração e sente uma insegurança muito grande. Ela passa a desconfiar de sua própria capacidade. Por isso, é muito importante que as pessoas saibam que a depressão é uma doença do cérebro que tem que ser reconhecida e tratada.”

*Nome fictício a pedido do entrevistado.

 

 

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Segundo PNS, 40% dos brasileiros têm doenças crônicas

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

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timthumbSegundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 10, 40% dos brasileiros têm alguma doença crônica e não transmissível. Ainda segundo o estudo, essas doenças representam 70% das mortes no país.

O senso feito pelo IBGE entrevistou 146,8 milhões de brasileiros. Desses, 57,8 milhões afirmaram ter alguma doença com essas características. Essas doenças estão ligadas à má alimentação, hábitos não saudáveis como beber e fumar e falta de exercício físico. Hipertensão é um exemplo de doença do gênero.

“O monitoramento destes fatores de risco e da prevalência das doenças a eles relacionados é primordial para a definição de políticas de saúde voltadas para prevenção destes agravos”, diz a pesquisa.

Um quinto dos brasileiros sofre de hipertensão, a causa principal de doenças no coração, na pesquisa 31,3 milhões de pessoas relataram diagnóstico de pressão alta e 14,1% foram internados por isso. A porcentagem de mulheres diagnosticadas com casos de pressão alta é maior que a dos homens, 24,2% para elas e 18,3% para eles. O número de pacientes cresce ainda mais ao olhar as pessoas com mais de 65 anos, mais de 50% delas tem casos de hipertensão.

A pesquisa também divide os casos da doença de acordo com a escolaridade. Entre os mais instruídos, apenas 18,2% têm casos de pressão alta, enquanto entre as pessoas com escolaridade mais baixa 31% já tiveram o diagnóstico. Além disso existem as pessoas que nunca tiveram a pressão medida, 3% dos brasileiros. A região que mais tem pessoas que nunca tomaram medida é a Norte, 7% da população local.

Outros fatores de risco de doenças cardiovasculares também foram analisados, como colesterol alto e diabetes. O estado com maior porcentagem de casos de altas taxas de gordura no sangue é Minas Gerais (14,8% entre os homens e 16,8% entre as mulheres). Já a diabetes atinge mais gravemente estados das regiões norte e nordeste, tendo o maior número de casos no Maranhão (25,9%).

Depressão se alastra nas cidades

Mais de 11 milhões de brasileiros já foram atingidos pela depressão, segundo o estudo. A maior parcela deles vive nos grandes centros urbanos. As regiões que apresentam a maior quantidade de casos da doença psíquica são Sul (12,6%) e Sudeste (8,4%). Um dos índices da pesquisa mostra como a doença é subestimada, apenas 46,4% das pessoas diagnosticadas com depressão receberam tratamento.

Segundo o estudo, um décimo da população nacional é atingida pela doença. Ao olhar somente para o gênero masculino a proporção cai para 1 em cada 25. Segundo a gerente da PNS, Maria Lúcia Vieira, os índices de casos da doença em mulheres aparecem à frente nas pesquisas por elas terem o hábito de procurar tratamento, enquanto os homens evitam consultas médicas.

“Há uma resistência ainda maior dos homens em procurar o profissional de saúde mental. Acredita-se que as mulheres tenham uma facilidade maior de procurar esses profissionais e até de assumir a depressão”, concluiu Maria Lúcia.

Pesquisadores da Indonésia desenvolvem anticoncepcional masculino 99% eficaz

domingo, 7 de dezembro de 2014

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timthCientistas da Universidade de Airlangga, na Indonésia, afirmam ter criado um anticoncepcional para homens com 99% de eficácia e sem nenhum efeito colateral.

A pílula foi feita a partir de  um arbusto do país e permite aos homens produzirem espermatozoides, que, no entanto não são capazes de penetrar o óvulo. Os cientistas ainda precisam determinar a dosagem do princípio ativo que será utilizada em cada pílula.

A busca por um anticoncepcional masculino é de longa data. Mas ainda não foi possível produzir um medicamento sem tantos efeitos colaterais para quem o utiliza. Este ano, a Parsemus Dondation, uma organização americana sem fins lucrativos, que trabalha no desenvolvimento de abordagens médicas de baixo custo também revelou que pretende trazer ao mercado, até 2017 um anticoncepcional masculino. Esse medicamento, porém, é apenas uma releitura  da tecnologia desenvolvida na Índia, há 15 anos.

Neurologista explica a origem e os tratamentos para a enxaqueca

sábado, 6 de dezembro de 2014

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timthSegundo o neurologista Antonio Cesar Galvão, enxaqueca é uma doença que atinge 20% das mulheres brasileiras e cerca de 6% dos homens. Galvão afirmou que a doença é de caráter genético, ou seja, é hereditária.

Segundo o neurologista, a doença é causada por uma disfunção neuroquímica e neurofisiológica do cérebro. Entre os sintomas estão fortes dores na cabeça, náuseas, tonturas, intolerância à luz e ao barulho. Em casos mais graves, os pacientes podem ter de ficar internados.

Em entrevista ao Estadão, o médico explicou as formas de tratamento da doença. “O tratamento é feito por meio de medicamentos preventivos de uso contínuo, como antidepressivos e antiepiléticos, além de outras dezenas de remédios que podem ser utilizados. O paciente tem que ter consciência disso e não abandonar o tratamento porque isso é muito importante para que ele não tenha a dor de cabeça”.

 

HIV está ficando menos infeccioso

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

timthumUma pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford revelou que o vírus HIV está se tornando menos mortal e menos infeccioso.

Leia também: Pela 1ª vez, número de infectados tratados supera o número de novos casos de Aids

De acordo com os pesquisadores, o HIV está perdendo força ao se adaptar ao nosso sistema imunológico e demorando mais para causar a Aids. Tais mudanças, ainda segundo os pesquisadores, podem ajudar a conter a pandemia.

Alguns virologistas defendem que a evolução do vírus HIV pode até mesmo torná-lo, no futuro, “quase inofensivo”.

O HIV infecta atualmente mais de 37 milhões de pessoas no mundo. O vírus consegue rapidamente — e com pouco esforço — passar por mutações para se adaptar ao sistema imunológico.

A questão é que, às vezes, o HIV infecta uma pessoa com um sistema imunológico particularmente eficaz. Desta forma, “ele pode perder a eficácia ou se transformar para sobreviver e, se tiver que mudar, isso terá um custo”, explica o professor Philip Goulder, da Universidade de Oxford.

O “custo” desta transformação é uma diminuição na capacidade de se replicar, tornando-o menos infeccioso. Os pesquisadores ressaltaram que “o vírus está perdendo sua capacidade de causar doença e isso vai contribuir para sua eliminação”.

O uso de medicamentos antirretrovirais também estão contribuindo para que o HIV evolua para formas mais leves. Philip Goulder afirma que é possível imaginar que, “no futuro, as pessoas possam permanecer assintomáticas durante décadas”.

Os pesquisadores alertaram, no entanto, que mesmo uma versão enfraquecida do HIV ainda é perigosa e pode causar Aids.

Estudo revela que autismo pode ser curado e droga está perto de ser desenvolvida

terça-feira, 11 de novembro de 2014

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timtA Universidade da Califórnia, EUA, divulgou um novo estudo que reforça a tese de que o autismo pode ser reversível e se aproxima de um possível medicamento para tratar o transtorno. A pesquisa foi conduzida pelo biólogo molecular brasileiro, Alysson Muotri.

Em 2010, a primeira etapa do estudo foi publicada e revelou que os neurônios são mais plásticos do que se imaginava, por isso, o autismo poderia ser reversível. A pesquisa transformou células da pele em neurônios de pessoas com síndrome de Rett – um dos tipos mais graves de autismo – e depois aplicaram um medicamento e notaram reversão nos efeitos genéticos, que no caso de Rett são causados por mutações num único gene: o MeCP2.

Na segunda fase, publicada nesta terça-feira, 11, os cientistas focaram no autismo clássico (ou não sindrômico), que apresentam vários genes envolvidos e sua base genética ainda não foi muito estudada. Os pesquisadores transformaram células da polpa do dente de leite em neurônios de um autista clássico e mapearam os genes do voluntário para encontrar os genes defeituosos. Várias mutações genéticas foram encontradas e, entre elas,  uma que anula uma das cópias do gene TRPC6.

Além disso, os cientistas descobriram que os níveis da síndrome de Rett (MeCP2) afetam a expressão de TRPC6, o que revela um caminho semelhantes nos dois tipos do transtorno. Em camundongos, a pesquisa mostrou que a mutação do TRPC6 leva à redução de sinapses e alterações morfológicas nos neurônios.

Em seguida aplicaram um medicamento que está sendo testado em humanos para tratar a síndrome de Rett nos neurônios do autista clássico e o efeito também foi positivo. o que leva a crer que os defeitos dos neurônios podem ser reversíveis e, portanto o transtorno pode ser curado.

Muotri disse que é possível que a tecnologia desenvolvida sirva também para diagnosticar qual o tipo de autismo e auxilie na hora de estabelecer o tratamento. Para o pesquisador, a combinação de reprogramação celular e sequenciamento genético abrirá portas para a medicina personalizada. Cada autista pode ter seu genoma sequenciado para ter um tratamento mais adequado.

Cientistas descobrem o motivo de acreditarmos em fantasmas

domingo, 9 de novembro de 2014

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timthUma equipe de pesquisadores Olaf Blanke na da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, recriou em laboratório a experiência sensorial que  nos indica que estamos na presença de fantasmas. Esse sentimento de “presença”, segundo o estudo é, na verdade, uma alteração dos sinais cerebrais sensomotores, que são responsáveis pela geração de autoconhecimento por meio de informações de nossos movimentos e o posicionamento do nosso corpo.

Os neurocientistas analisaram 12 pacientes com distúrbios neurológicos – a maioria epilepsia, que já relataram ter vivido a experiência de estar na presença de um fantasma.Eles apresentaram por análise de ressonância magnética interferência em três regiões corticais córtex insular, córtex parietal-frontal e córtex temporo-parietal. Essas três áreas são envolvidas no autoconhecimento, movimento e senso de posição no espaço. Juntas, elas contribuem para o processamento do sinal multisensorial, importante para a percepção do próprio corpo.

No estudo, participantes os vendados fizeram movimentos com as mãos na frente do corpo e de um robô. Atrás da pessoa havia outro robô que imitava os movimentos  do participante em suas costas em tempo real. Os neurocientistas introduziram então, um atraso temporal entre o movimento do participante e o toque do robô para recriar a ilusão do fantasma.

Três minutos após o atraso no toque ao serem perguntados pelos cientistas o que sentiram durante o experimento vários dos participantes responderam “presença de uma outra pessoa” e contaram até quatro fantasmas. Alguns, pediram até que o teste fosse interrompido, uma vez que sentiram a presença de maneira muito forte.

Além de explicar porque acreditamos em fantasmas, o estudo  tem com objetivo entender melhor  alguns sintomas  de pacientes que sofrem de esquizofrenia.

 

Exame de toque ainda é tabu para brasileiros que resistem ao exame de próstata

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

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Da Agência Brasil
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924910-img_4663O câncer de próstata é a doença mais frequente no sexo masculino, perdendo, apenas, para o câncer de pele não-melanoma. Estatísticas apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. Quase 50% dos brasileiros nunca foram ao urologista e, até o fim de 2014, a projeção é que 12 mil morrerão vítimas da doença, em função da descoberta em estágio avançado.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o intuito de conscientizar a população masculina sobre a doença e diminuir a taxa de mortalidade. O SBU promove a campanha Novembro Azul, uma iniciativa que já faz parte do calendário nacional das campanhas de prevenção no Brasil. O objetivo é combater a doença e, principalmente, motivar os homens a fazer exames preventivos. A forma mais eficiente de diagnóstico ainda é o exame de toque retal.

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela está localizada abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. O câncer de próstata é mais incidente que o câncer de mama, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A estimativa, entre 2012 e 2013, apontou 60.180 novos casos de câncer de próstata e 52.680 de mama. De acordo com especialistas, o preconceito com o exame de toque retal ainda é forte no Brasil. Apenas 32% dos homens brasileiros declararam já ter feito o exame.

Na capital fluminense, vias expressas e monumentos fazem parte da campanha. Segundo a concessionária que administra a via expressa Linha Amarela, os colaboradores trabalharão com uma fita azul no atendimento aos usuários. Além disso, a concessionária pede que as pessoas trabalhem de azul em um dia do mês. Os corredores e computadores serão enfeitados com o tema da campanha, além da inclusão de um pop-up no site oficial da empresa.

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata – 17 de novembro -, o Cristo Redentor será iluminado de azul em apoio ao Novembro Azul. De acordo com a presidenta do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, a campanha é referência na missão de orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde e procurar o médico com mais frequência.

“Os homens são mais resistentes à ideia de ir regularmente ao médico e, por isso, acabam descobrindo a doença em estágio já avançado”, destaca Marlene Oliveira.

O público-alvo da campanha Novembro Azul são homens a partir de 40 anos e grupos que participam do processo de prevenção e cuidados, como familiares e parceiros. Mais informações estão no endereço eletrônico www.novembroazul.com.br.

Avanços na fertilização in vitro permitem reduzir o custo do procedimento

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

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timthUma nova tecnologia inventada por Claude Ranoux, da INVO Bioscience (Massachusetts), possibilita que as mulheres usem seus próprios corpos como “incubadoras para os embriões”, dispensando o uso de outras máquinas. Trata-se de um aparato cilíndrico com cerca de 4cm de comprimento e 3cm de diâmetro, feito de poliestireno permeável a gases.

Diversos testes realizados até agora, sugerem que o  uso do INVOcell é seguro, e pode ser tão eficaz quando FIV (a fertilização in vitro) convencional. O dispositivo já está liberado – sob certas circunstâncias – na Europa, em partes do Oriente Médio e na América do Sul. Nos Estados Unidos o uso ainda não está permitido.

O mais recente teste elaborado por Kevin Doody, do Centro para Reprodução Assistida, em Bedford (Texas), indica que a nova descoberta pode vir a reduzir os custos de FIV convencional pela metade.

O processo convencional, que envolve coleta de óvulos e administração de medicamentos para a estimulação dos mesmos, é trabalhoso e complexo, e Doody acredita ser desnecessário para dois terços das mulheres (aproximadamente). Ao invés disso, ele administra uma dose “conservadora” de medicamentos, com base no peso e em um teste de sangue da paciente. Depois disso, apenas um ultrassom é suficiente, afirma, para confirmar se uma coleta de óvulos é possível e, se sim, quando.

Data de validade

Uma vez coletados os óvulos, são introduzidos os espermatozoides do doador escolhido pela paciente, assim como na FIV convencional. Em seguida, o INVOcell assume o comando. Depois de algumas horas em uma placa de Petri, os óvulos são postos no INVOcell, que é  inserido na vagina da futura mãe, onde ocorrem a fertilização e os primeiros estágios do desenvolvimento embrionário.

O método de Doody parece ser tão eficaz quanto a abordagem convencional. Da pequena amostra de 37 mulheres inférteis no seu estudo, dois terços engravidaram depois de uma única incubação, independente do método utilizado. Se testes em maior escala confirmarem os resultados de Doody, muitas mulheres inférteis poderão custear uma fertilização in vitro.

 

Software detecta mutações responsáveis por tumores

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

timthUm novo método computacional – pioneiro em seu campo – desenvolvido por pesquisadores do Barcelona Supercomputing Center (BSC-CNS), em colaboração com outros grupos de pesquisa Europeia, é capaz de identificar, em poucas horas, as mutações genéticas responsáveis ​​pelo aparecimento do câncer. O estudo foi publicado na revista Nature Biotechnology.

Chamador SMUFIN (Somatic Mutações do Finder), o método envolve a análise do genoma completo de um tumor, por meio de vários programas de computador, executados em sequência; cada software está programado para identificar algum tipo de variação genética do tumor.

O SMUFIN compara diretamente o genoma das células saudáveis ​​com o das células de tumorais do paciente, identificando a mínima variação no mesmo. Desse modo, além de acelerar o processo, o novo método permite localizar as alterações genéticas de tumores agressivos, que normalmente não são visualizadas nas análises.

Outra vantagem é o reduzido custo do procedimento. Atualmente, o sequenciamento do genoma pode custar entre 2 a 3 mil euros (cerca de R$ 6 a 9 mil); com o novo sistema, o preço cai para 700 euros (R$ 2.100, aproximadamente).

Segundo os criadores do SMUFIN, a nova tecnologia garante uma precisão de 90% na detecção de praticamente todos os tipos de mutações genéticas. Seu uso proporcionará um diagnóstico mais concreto, barato e fiável aos pacientes – além de um tratamento mais preciso e menos invasivo.

 

 

Médico da ONU infectado pelo vírus ebola morre na Alemanha

terça-feira, 14 de outubro de 2014

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tiUm funcionário da ONU que trabalhava para conter o surto de ebola na Libéria morreu infectado pelo vírus em um hospital em Leipzig, leste da Alemanha, para onde foi enviado há cinco dias para receber tratamento.

Leia mais: Mundo está mal preparado para emergências sanitárias, diz OMS
Leia mais: Brasil descarta suspeita de ebola ter chegado ao país
Leia mais: Quais as chances do ebola se alastrar pelo mundo através de viagens aéreas?

A vítima, um médico sudanês cujo nome não foi divulgado, tinha 56 anos. “O paciente com ebola faleceu durante a noite na clínica San Jorge em Leipzig. Apesar de cuidados médicos intensivos e dos melhores esforços de pessoal médico, o funcionário de 56 anos da ONU sucumbiu à doença infecciosa grave”, disse um comunicado emitido pelo hospital nesta terça-feira, 14.

O funcionário da ONU foi um dos três agentes de saúde infectados por ebola que o governo alemão concordou em receber. O primeiro foi um especialista senegalês da Organização Mundial de Saúde (OMS), que no último dia 4 recebeu alta de um hospital em Hamburgo. O terceiro paciente é um médico ungandês que trabalha para uma organização humanitária italiana. Ele segue internado em um hospital em Frankfurt.

Nesta terça-feira, 14, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá em Nova York para discutir medidas para conter a epidemia de ebola, que desde março deste ano já infectou mais de 8 mil pessoas, das quais mais de 4 mil morreram.

A ONU e a OMS tem demonstrado preocupação com o crescente número de agentes de saúde infectados pelo vírus em serviço. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou nesta terça-feira, 14, que já teve 16 integrantes infectados pelo ebola; nove deles morreram.

Para Sharon Ekambaram, chefe da entidade na África do Sul, os trabalhadores receberam assistência inadequada por parte da comunidade internacional. Segundo ela, embora muitas promessas tenham sido feitas publicamente, não houve melhoras na situação dos países afetados.

Outra preocupação é a falta de preparo da comunidade internacional para enfrentar um surto dessas proporções. Na última segunda-feira, 13, a diretora geral da OMS, Margaret Chan declarou que “o mundo está mal preparado para responder a qualquer emergência sanitária sustentada e severa”.

Obesidade leva a menores salários, diz estudo

domingo, 12 de outubro de 2014

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timtSer obeso é o mesmo que não ter um curso de graduação. Essa é a conclusão de um novo estudo que analisa a realidade econômica de homens suecos que se alistaram no serviço militar obrigatório entre 1980 e 1990.

A análise revela que os homens com quadro de obesidade aos 18 anos ganham 16% menos em relação aos companheiros de peso normal. Segundo a investigação, a regra também vale para os que estão acima do peso (isto é, com índice de massa corpórea entre 25 e 30), já que estes recebem vencimentos significativamente mais baixos quando adultos.

À primeira vista, estes resultados não convenceriam os mais céticos, uma vez que em muitos países, os mais pobres tendem a ser os mais gordos. Além disso, outra investigação apontou que os americanos que residem em municípios com maior presença de pessoas menos favorecidas são os mais propensos a desenvolver a obesidade.

Contudo, os autores conseguem transpor essa linha de raciocínio mantendo o foco em irmãos: todos os indivíduos incluídos na amostragem final (de 150 mil pessoas) têm pelo menos um irmão. Essa característica permite aos economistas usarem “efeitos fixos”: técnica estatística que considera as características da família como a renda dos pais (e a pobreza). Com essas medidas, foi possível isolar o efeito da obesidade nos salários.

E como explicam mais esse “fardo da obesidade”? Para os especialistas, a discriminação no mercado de trabalho não é importante. A saúde também influi pouco. A ênfase está no que os psicólogos chamam de “fatores não-cognitivos”, como motivação, popularidade e outros. A presença desses fatores, segundo os pesquisadores, está associada ao sucesso no mercado de trabalho.

Os autores do estudo afirmam que crianças obesas desenvolvem menos suas habilidades não-cognitivas. Além disso, apresentam menos probabilidade de participarem de equipes esportivas ou podem ainda ser alvo da discriminação por parte dos professores.

E como chegaram ao percentual? Na Suécia, um ano adicional de escolaridade representa um ganho de 6% no salário. Logo, a “multa” de 16% decorrente da obesidade corresponde a quase três anos de ensino – o equivalente a um diploma universitário de bacharelado.

 

Fontes: O Estado de S. Paulo-Ciência econômica da obesidade: um problema de peso
Opinião&Notícia-Obesidade leva a menores salários, diz estudo

Viagra pode causar dano permanente à visão, diz estudo

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

timUm ingrediente do famoso remédio para disfunção erétil, o Viagra, pode comprometer permanentemente a visão de homens que já apresentam um problema nos olhos, segundo pesquisadores australianos. O componente ativo da droga, o sildenafil, também pode causar distúrbios temporários de visão em homens saudáveis.

Médicos vêm alertando que o Viagra não é indicado para pessoas que têm retinite pigmentosa, uma das doenças hereditárias da retina mais comuns. As pessoas que desenvolvem a doença normalmente têm duas cópias do gene mutante EFD6. Contudo, também são portadores da doença aqueles que têm apenas um gene defeituoso, mesmo com a visão normal.

Cerca de uma em cada 50 pessoas é portadora de mutações recessivas que conduzem à degeneração da retina. São essas as mais expostas aos problemas relacionados ao remédio. Pesquisadores da Universidade de New South Wales têm testado o sildenafil em ratos e camundongos saudáveis ou portadores de apenas uma cópia do gene mutante. Os ratos saudáveis desenvolveram problemas de visão durante cerca de dois dias. Já os ratos portadores do gene mutante tiveram a visão comprometida por até duas semanas.

Os pesquisadores também descobriram os primeiros sinais de morte celular nos olhos dos camundongos portadores, sugerindo que o sildenafil pode causar degeneração ou até cegueira em pacientes com pelo menos uma cópia do gene mutante.

“Se as células da retina realmente morrem, o sildenafil pode levar à cegueira”, disse a pesquisadora Lisa Nivison-Smith. A maior preocupação é que muitos pacientes que carregam apenas uma cópia do gene sequer desconfiam disso.

Os medicamentos para disfunção erétil também podem inibir a PDE6, uma enzima que é importante para a transmissão de sinais de luz da retina para o cérebro, disse Lisa. “É provável que isso seja um problema para os portadores do gene mutante PDE6, porque eles produzem menos da enzima do que o normal” disse. O estudo foi publicado na revista Experimental Eye Research.

 

Depressão, a grande desconhecida

domingo, 17 de agosto de 2014

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timthuA depressão, transtorno mental que se caracteriza por uma sensação de tristeza e infelicidade, segue sendo uma enfermidade desconhecida para a maioria das pessoas.

Essa é uma das principais conclusões extraídas no encontro “Avances em la evaluación y tratamiento de lós transtornos del sueño y la depresión”, celebrado na semana passada, na Universidad Internacional Menéndez Pelayo (UIMP), Espanha, sob a direção de Gualberto Buela-Casal, presidente da Associação Espanhola de Psicologia Comportamental (AEPC).

De acordo com estudos apresentados no fórum, a depressão é um distúrbio que afeta 10% da população espanhola. No entanto, uma percentagem muito alta de pacientes que procuram psicólogos – cerca de 30% – desconhecem que sofrem desse transtorno.

“A depressão continua a ser essa grande desconhecida, não porque não há tratamento específico, mas porque muitas vezes nem a família nem o próprio paciente é consciente de que apresenta um quadro depressivo”, explica Francisco Santolaya, presidente do Conselho Geral de Centros de Estudos de Psicologia e psicólogo clínico do Hospital Universitário de Valência.

Segundo Buela-Casal, “as maiores taxas de depressão ocorrem nos países nórdicos”. Na opinião de especialistas, o fato das estatísticas revelarem um aumento da depressão, estresse e ansiedade está diretamente relacionado com a cultura da exigência, desenvolvida nos países desenvolvidos.

Conhecendo a doença

Os seres humanos, como seres racionais que são, têm a tendência de perguntar o porquê das coisas para buscar explicações. Segundo Wenceslao Peñate, professor da Universidad de La Laguna, essa tendência é uma das “armadilhas” psicológicas que estão na origem da doença.

A partir daí, se não se encontra uma razão suficiente para explicar ou encarar um determinado fato, toda uma série de sintomas começa a ser desenvolvida como a tristeza, perda do desejo sexual, a hipocondria, o pessimismo, a irritação, a baixa auto-estima, entre outros.

A pessoa entra em uma espécie de túnel, onde passa a não ser capaz de valorizar as coisas positivas de sua vivência diária, se deixando levar por sentimentos de culpa por decisões entendidas como erros.

A persistência desses sintomas ao longo do tempo – que os especialistas chamam de “convencionalismo” – , bem como a intensidade com que eles vêm à luz, são elementos fundamentais para a detecção da depressão. “Para que um problema seja considerado depressão tem que passar o tempo. Viver três ou quatro dias tristes é má sorte, mas não transcendente”, explica Peñate.

“Quando um paciente chega ao consultório, a primeira coisa a diferenciar é a tristeza da depressão, porque a raiva ou a melancolia são emoções absolutamente normais, que têm sua função”, disse Santolaya. “As pessoas confundem chorar com estar deprimido, e depressão muitas vezes impede a pessoa de chorar”, explica o psicólogo.

Embora psicólogos confirmem que os tratamentos atuais são “eficazes” e que cerca de 80% dos pacientes consegue se livrar da doença, esse percentual segue sendo similar ao obtido em estudos realizados há 20 anos. “Algo está falhando, porque há um número significativo de pessoas que continuam a sofrer”, alerta Santolaya.

Embora alguns fatores genéticos tenham influência no desenvolvimento da depressão, ter pensamentos positivos, ser uma pessoa ativa ou abordar os sucessos e fracassos percebidos da forma correta são elementos-chave que predispõem os indivíduos a sofrerem ou não um transtorno depressivo. Segundo Santolaya ”os mais predispostos à depressão costumam atribuir o positivo à sorte e o negativo a eles mesmos.”

 

Excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo

quinta-feira, 14 de agosto de 2014
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Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto
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sodioO excesso de sal mata mais de 1,6 milhão de pessoas por ano em todo o mundo, mostra trabalho do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade Tufts, alertando que, em média, é consumido quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Há evidências de que o consumo de altos níveis de cloreto de sódio aumentou a pressão arterial, o que é um grande risco para as doenças cardiovasculares e um acidente vascular cerebral, disse Darius Mozaffarian, presidente do departamento e principal autor do estudo, publicado no New England Journal of Medicine. De acordo com o trabalho, “os efeitos do excesso de sal sobre as doenças cardiovasculares em todo o mundo, por idade, sexo e país, não tinham sido estabelecidos até agora”.

O consumo diário de sal no mundo foi, em média, 3,95 gramas por pessoa, quase o dobro dos 2 gramas recomendados pela OMS.

Falta de remédios em postos de saúde afeta tratamento de doentes

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

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timthumA falta de remédios para distribuição a pacientes da rede municipal de saúde se agravou este mês. Conforme uma reportagem publicada no jornal Globo, em Niterói, Rio de Janeiro, pelos menos 11 medicamentos estão em falta, comprometendo até mesmo o tratamento de doentes crônicos.

Dentre os centros de saúde que apresentam a distribuição irregular estão as policlínicas regionais Doutor Carlos Antônio da Silva, no Centro, e Maria Aparecida da Costa, em Itaipu, bem como o Posto de Médico da Família (PMF) de Jurujuba. Segundo relato dos pacientes, a situação é a mesma nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) de Várzea das Moças, Piratininga, Maria Paula e Barreto.

Segundo o Sindicato dos Médicos e dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio (Sindsprev-RJ), a escassez também chegou aos hospitais Orêncio de Freitas, no Barreto, Mário Monteiro, em Piratininga, e Carlos Tortelly, no Bairro de Fátima. Essas unidades só fornecem medicamentos para os pacientes que são medicados no local, e mesmo assim apresentam irregularidades na distribuição.

A aposentada Janete Azevedo Lopes, que depende das farmácias públicas para o tratamento da diabetes e dos rins, contou que chega a gastar até R$ 900 por mês com medicamentos. Na última quarta-feira, 6, ela esteve na Policlínica Doutor Carlos Antônio Silva, onde só conseguiu adquirir dois dos 18 remédios receitados pelo médico.

“Conto com a ajuda dos meus filhos e da pensão que o meu marido deixou para sobreviver, senão já teria morrido há muito tempo”, lamenta Janete Azevedo que sequer conseguiu obter fitas para a aferição da glicose, distribuídas pela rede.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou em nota que, no dia 1º de julho deste ano, foram liberados os empenhos para a reposição dos medicamentos e insumos em falta. Contudo, os remédios ainda não chegaram às unidades de saúde.

Segundo o órgão, uma Comissão de Gestão e Monitoramento da Assistência Farmacêutica será criada para aprimorar a distribuição e entrega dos medicamentos nas unidades de saúde. A publicação do decreto para formar o grupo está prevista para esta semana.

 

Estresse na gravidez é passado de geração a geração

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

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tui.jpegUm estudo publicado nesta quinta-feira, 7, no periódico BMC Medicine revelou que o estresse da mãe pode afetar o bebê e se propagar pelas gerações seguintes.

O parto prematuro é uma das principais causas de morte e pode provocar problemas ao longo da vida, por isso os pesquisadores queriam investigar como bebês prematuros são influenciados pelo estresse. Para isso, fizeram testes com gerações de ratos, divididos entre estressados e não estressados. As filhas de ratos estressados tinham gestações mais curtas do que as do outro grupo e pesavam menos.

Os pesquisadores descobriram que as netas dos ratos estressados tiveram gestações encurtadas, mesmo quando suas respectivas mães não passaram por situações de estresse. Elas também apresentaram Também tinham níveis mais altos de glicose do que os do outro grupo que não tinha antecedentes estressados.

“Mostramos que o estresse ao longo das gerações é forte o suficiente para encurtar a gravidez em ratos. Uma descoberta surpreendente foi que estresse leve e moderado durante a gravidez tiveram efeito cumulativo ao longo das gerações”,  afirmou Gerlinde Metz, autora do estudo pela Universidade de Lethbridge, no Canadá.

Os pesquisadores acreditam que tais mudanças acontecem devido à epigenética, que são os efeitos do ambiente sobre os genes. “Partos prematuros podem ocorrer por vários fatores. No nosso estudo damos novas perspectivas sobre como o estresse em mães, avós e além podem influenciar no risco de complicações na gravidez e no parto. A descoberta tem implicações para além da gravidez e sugere que as causas para muitas doenças complexas poderiam ter raiz nas experiências de nossos ancestrais”, disse Gerlinde.

 

Como viver para sempre

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

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timthumA velhice também é um dos maiores fatores de risco para muitas doenças comuns, como câncer e doença cardíaca. Enfrentar o envelhecimento, portanto, é visto como uma maneira de combater muitas doenças de uma vez só. Essa é a motivação por trás da startup antienvelhecimento do Google, a Calico, fundada no ano passado e presidida por Art Levinson, ex-presidente do Genentech, uma pioneira do setor de biotecnologia.

Craig Venter, geneticista que foi fundamental no sequenciamento do genoma humano, criou uma empresa similar há alguns meses. O objetivo primário desse e outros empreendimentos não é necessariamente expandir a duração da vida humana, mas sim a duração da sua saúde, ou o número de anos vividos com saúde plena.

Essas empreitadas mais novas e muitas pesquisas antienvelhecimento ao longo da década passada se concentraram nos genes. As chances de uma pessoa viver até os 80 estão baseadas sobretudo em condutas – não fumar, comer bem e se exercitar – mas as chances de viver além disso se baseiam em grande parte na genética.

De modo que os cientistas estão procurando por “genes protetores” que desacelerem o declínio celular e proteja as pessoas contra doenças. Se os pesquisadores os encontraram espera-se que empresas farmacêuticas possam criar remédios que imitem os seus efeitos em pessoas que do contrário tenderiam a ter durações de vida normais.

Outros acham que para ir além, o corpo tem que ser tratado como uma máquina que precisa de manutenção frequente e peças substitutas. A medicina regenerativa oferece alguma esperança nesse sentido. Os cientistas estão usando células tronco para criar tecidos e órgãos substitutos humanos.

Em teoria uma pessoa poderia comprar partes novas, contanto que o cérebro permaneça intacto. Os cientistas falam até mesmo de tratar doenças que atingem o cérebro, como os males de Parkinson e Alzheimer, com células nervosas substitutas.