Saúde

Obesidade e a dificuldade em se perder peso

sábado, 3 de setembro de 2011

Modelo ‘coma menos e se exercite mais’ não tem sido suficiente na luta pelo emagrecimento.
 
A resposta para a cura da obesidade é óbvia: coma menos e se exercite mais. Contudo, anos de insistência nesses mandamentos não foram o suficiente para convencer a maior parte dos afetados a fazer isso. Em particular, é muito mais difícil queimar a gordura acumulada do que evitar ingeri-la.

Estranhamente, porém, um modelo matemático conveniente, que descreve este fato, ainda está para ser amplamente adotado. Mas um estudo publicado no Lancet dessa semana por Kevin Hall, do National Institutes of Health (NIH), e seus parceiros pretende mudar isso.

A regra convencional de emagrecimento, endossada tanto pelo NIH quando pelo National Health Service, conta com o benefício da simplicidade: corte 500 calorias por dia e perca meio quilo por semana. A maioria dos especialistas, porém, acredita que essa regra é por demais grosseira, pois ignora as mudanças do metabolismo à medida que os quilos se acumulam. O modelo do Dr. Hall tenta fazer isso. Ele também leva em conta características que mudam de pessoa para pessoa. Gordura e músculos, por exemplo, respondem diferentemente a mudanças dietéticas, então o mesmo consumo terá certo efeito numa pessoa rechonchuda e outro numa outra musculosa. O resultado é uma avaliação mais realista do que é necessário para ficar magro.

Ganhar peso é fácil. Um desequilíbrio surpreendentemente baixo, somente 10 calorias a mais por dia fez com que a média de peso dos Estados Unidos aumentasse em 9 quilos ao longo dos últimos 30 anos. A razão que torna a reversão desses ganhos tão difícil é que servir a essa carne extra significa que a dieta de manutenção (a comida necessária para manter o corpo funcionando) aumenta em conjunção a seu peso – e o mesmo acontece com o apetite.
Este aumento de 9 quilos implica em uma dieta diária com 220 calorias a mais do que há três décadas. Voltar à média do passado significa reverter cada uma dessas 220 calorias. Medidas paliativas resultarão num novo equilíbrio, mas ainda assim em um que ainda é muito pesado.

Teoricamente, as pessoas mais pesadas poderiam fazer os cortes necessários em fases — reduzindo a ingestão diária aos poucos à medida que peso fosse sendo perdido. Na prática, isso iria requerer uma vontade de ferro, e as poucas pessoas que têm essa força de vontade raramente tornam-se gordas para início de conversa. Não é fácil num mundo onde o imperativo econômico diz que todo apetite deve ser satisfeito, mas talvez um pouco mais urgente agora que Dr. Hall transformou essas informações em números.

Texto traduzido e adaptado pelo Opinião&Notícia

 

Médicos marcam paralisação em protesto contra planos de saúde

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pela segunda vez este ano, os médicos vão parar o atendimento de rotina aos clientes de planos de saúde para protestar contra as operadoras. A paralisação será no dia 21 de setembro, com duração de 24 horas.

Diferentemente da primeira paralisação, ocorrida no dia 7 de abril, a suspensão das consultas e outros serviços agendados não valerá para os usuários de todos os planos de saúde, mas para os clientes das operadoras que não negociaram com os médicos ou apresentaram propostas consideradas insatisfatórias pela categoria. Além disso, os profissionais de cada estado irão definir quais planos serão afetados.

“O protesto é contra os planos que não vieram negociar com os médicos. Queremos mostrar a inflexibilidade das operadoras”, disse o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, uma das entidades organizadoras do movimento.

Nas próximas semanas, as entidades médicas vão divulgar a lista dos planos que terão o atendimento paralisado. Segundo Miranda, a interrupção deve atingir três ou quatro planos por estado. “Um plano com paralisação em São Paulo não é o mesmo na Bahia”.

Desde abril, os profissionais cobram das operadoras reajuste permanente no valor pago pelas consultas e outros procedimentos. Outra reivindicação é o fim da interferência das empresas na autonomia dos médicos, como recusar exames ou dificultar a internação de determinados pacientes.

Em São Paulo, médicos de oito especialidades já decidiram parar o atendimento a 12 planos de saúde a partir do dia 1º de setembro. Cada especialidade vai suspender a prestação de serviços por três dias.

Em maio, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, adotou uma medida preventiva proibindo as entidades médicas de boicotar os planos de saúde, cobrar taxa extra dos clientes de planos para fazer o atendimento e promover campanha de descredenciamento em massa dos médicos conveniados para forçar as operadoras a pagar mais pelos serviços. De acordo com a secretaria e o CFM, a paralisação do dia 21 de setembro não contraria a medida. O conselho tem questionado a decisão na Justiça.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as 15 maiores operadoras do país, informou, por meio de nota, que participa das negociações sobre a remuneração dos médicos credenciados. De acordo com a federação, as empresas afiliadas estão entre as que pagam os maiores honorários aos profissionais.
 

 

Edição: Rivadavia Severo

 

Brasileiros mais pobres têm dieta com melhor qualidade nutricional

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Fonte: votebrasil.com

Entra a disponibilidade de rendimento e a pessoa começa a comprar biscoito recheado, batata industrializada, já começa a consumir mais fora de casa e come pizza, toma refrigerante. Na classe de rendimento mais alta é absurdo o consumo de refrigerante”…

A parcela mais pobre da população brasileira é a que mantém uma dieta mais saudável, considerando os itens presentes na mesa dessas pessoas diariamente.

De acordo com a análise de consumo alimentar da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (28/7), no Rio de Janeiro, além de comer mais arroz e feijão do que as outras classes, as pessoas com renda de até R$ 296 comem o dobro de batata-doce e a metade de batata frita que os brasileiros com renda superior a R$ 1.089.

“Como [as pessoas de menor renda] não têm disponibilidade para comprar tanto, têm uma alimentação mais básica. E a alimentação mais básica tem melhor qualidade nutricional.

Mas a diferença entre o consumo dos melhores e piores alimentos é muito pequena. Todo mundo consome os dois tipos de coisa”, avaliou André Martins, pesquisador da POF/ IBGE.

A pesquisa foi feita durante um ano por meio de formulários preenchidos individualmente por mais de 34 mil pessoas relatando o que comeram e beberam durante dois dias, não consecutivos.

A análise mostrou que as pessoas com menor renda foram as que revelaram um consumo maior de peixe fresco e salgado e carne salgada.

Essa parcela de brasileiros também se destaca por consumir menos doces, refrigerantes, pizzas e salgados fritos e assados. Refrigerante diet é um item praticamente inexistente na mesa dos mais pobres.

“Nos rendimentos mais baixos, você tem muita presença de carboidrato. Já tem também açúcar e gorduras, mas nem tanto quanto os de maior renda porque não tem disponibilidade para ficar comprando batatinha [industrializadas]. Mas mesmo na classe menos favorecida você já tem inadequação de gordura e açúcares”, disse Martins.

Se por um lado o consumo de refrigerante aumenta à medida que a renda melhora, os mais ricos são os que mais consomem frutas, verduras, leite desnatado e derivados do leite. “As classes menos favorecidas não têm consumo adequado de frutas, legumes e verduras.

Quando vê as rendas mais altas, a participação desses produtos aumenta. Mas nenhuma delas consome a quantidade de energia que deveria vir das frutas, dos legumes e das verduras e isso acaba rebatendo nos micronutrientes, como cálcio e vitaminas”, avaliou o pesquisador.

O levantamento do IBGE mostra que quanto mais alta a renda, maior é o número de pessoas que fazem pelo menos uma refeição fora de casa por dia. “Os dois consomem coisas erradas [mais pobres e mais ricos].

Entra a disponibilidade de rendimento e a pessoa começa a comprar biscoito recheado, batata industrializada, já começa a consumir mais fora de casa e come pizza, toma refrigerante. Na classe de rendimento mais alta é absurdo o consumo de refrigerante”, disse André Martins.

Essa mesma comparação pode ser feita entre a população urbana e rural. A análise do consumo alimentar mostrou que as médias diárias de consumo per capita de itens como arroz, feijão, batata-doce, mandioca, farinha de mandioca, manga, tangerina, peixes e carnes foi muito maior na zona rural.

Na área urbana os entrevistados revelaram um consumo maior de alimentos prontos ou processados, como pão de sal, biscoitos recheados, iogurtes, vitaminas, sanduíches, salgados, pizzas, refrigerantes, sucos e cervejas.

Cientistas bloqueiam transmissão da dengue

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Doença mata mais de 12 mil pessoas e afeta mais de 50 milhões por ano em todo o mundo.
 
Cientistas australianos anunciaram aquele que pode ser um dos maiores avanços até agora na luta contra a dengue. Foi descoberto que uma bactéria denominada Wolbachia, que ataca apenas insetos, é capaz de bloquear a capacidade dos mosquitos Aedes Aegypti de transmitir o vírus da doença.

A pesquisa foi publicada na revista científica Nature. Após testes em laboratórios, os cientistas soltaram 300 mil mosquitos Aedes Aegypti adultos infectados com a bactéria Wolbachia em duas áreas relativamente remotas da Austrália ao longo de um período de aproximadamente dez semanas. Quase todos os mosquitos selvagens da mesma espécie que foram submetidos a testes foram infectados e, assim, impedidos de transmitir a dengue.

Método barato e eficiente
Trata-se de uma maneira eficiente e barata de impedir a transmissão do vírus da dengue, doença que mata mais de 12 mil pessoas e afeta mais de 50 milhões por ano em todo o mundo.

“Este é o primeiro caso em que populações de insetos selvagens foram transformadas para reduzir sua habilidade de agir como vetores de doenças humanas”, dizem os cientistas.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Os perigos da obesidade

domingo, 7 de agosto de 2011

 
Cuidar do corpo com o fim das férias de inverno não é uma mera questão de estética. A  obesidade é uma doença caracterizada por aumento da gordura corporal, que pode levar a várias outras patologias e até a morte mais precoce. É o que alerta Mauro Scharf, diretor-médico e endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica.

Segundo o especialista, o Índice de Massa Corporal (IMC) é uma medida simples. Consiste na divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). Por exemplo: em uma pessoa com 90 kg e 1,70 m, o IMC será: 90 / 1,70 x 1,70 = 32,1. Pessoas com IMC entre 20 e 24,9 têm peso normal; entre 25 e 29,9 têm sobrepeso; e com 30 ou mais são obesas.

Além do IMC, a distribuição da gordura corporal também é importante. A obesidade mais grave é a do tipo visceral, isto é, relacionada com o acúmulo de gordura na região do abdome, que está associada às alterações cardiovasculares. As principais doenças associadas à obesidade são hipertensão arterial, diabetes mellitus, alterações das gorduras no sangue (dislipidemias), doença coronariana (que predispõe ao infarto), e doenças reumatológicas e ortopédicas.

Scharf explica que a obesidade ocorre quando não há um balanço entre o que é ingerido nas refeições e o que o organismo gasta nas suas atividades. “Quando um indivíduo ingere alimentos, esses servem para produzir a energia necessária para o funcionamento do corpo. Se sobra energia, ou porque a ingestão foi grande ou porque a atividade foi insuficiente para usar a energia produzida, esta é transformada em gordura. O acúmulo de energia armazenada sob a forma de gordura leva à obesidade.”

Vários são os fatores que influem para que se instale a obesidade, e o fator genético é um dos mais importantes. Pessoas de famílias com obesidade têm maior tendência a serem, também, obesas. Com menos frequência, outras doenças, como as endócrinas, podem estar associadas com a obesidade. “Alimentar-se corretamente e evitar o sedentarismo são as principais armas para se evitar o aumento progressivo de peso que pode chegar à obesidade”, lembra o endocrinologista.

O tratamento da obesidade somente deverá ser realizado sob orientação médica. Após o diagnóstico diferencial, este poderá estabelecer um programa de reeducação alimentar, com a adequação tanto da quantidade como da qualidade dos alimentos ingeridos. Uma alimentação adequada e a prática de exercícios físicos, também sob indicação e supervisão médica, aumentam a massa muscular e o gasto de calorias, favorecendo o emagrecimento. O tratamento com medicações, tanto as que auxiliam na diminuição da ingestão de calorias, como as que diminuem a absorção das gorduras no intestino, poderá ser prescrito pelo médico assistente em casos selecionados.

Para quem estava sedentário e pretende retomar os exercícios físicos nesta volta das férias, Scharf orienta que se procure um médico e cita que os exames mais comumente solicitados são antes do início das atividades: Ferritina/Ferro Sérico; TSH; Creatinina/Ácido Úrico; TGO e TGP; Vitamina D-25; Triglicerídeos; Insulina e Glicose; Colesterol total e frações; Hemograma completo.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Cura da infertilidade está próxima

domingo, 7 de agosto de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Japoneses criam os primeiros espermatozoides em laboratório.Experimento pode ajudar a combater a infertilidade humana
 
Um grupo de pesquisadores japoneses da Universidade de Kyoto usou células-tronco embrionárias de camundongos para produzir espermas saudáveis desses animais em condições de laboratório. A descoberta, divulgada na publicação científica Cell, marca um novo passo no uso de células-tronco na medicina regenerativa, e poderia ajudar no tratamento da infertilidade humana.

As células-tronco são as células-mãe do corpo e fonte de todas as células e tecidos. Como podem se transformar em diferentes tipos de células, e se multiplicar, os especialistas esperam poder aproveitá-las para tratar doenças e disfunções, incluindo câncer e diabetes.

As células foram testadas em camundongos machos inférteis, que aparentemente produziram espermas saudáveis. Os espermas foram removidos diretamente dos testes e fertilizados com óvulos (em recipientes de laboratório), disse o líder do estudo, o professor Mitinori Saitou. “Depois da inseminação, fizemos dois conjuntos de embriões que foram transferidos para os úteros de fêmeas adotivas e que resultaram em camundongos saudáveis, que depois se reproduziram normalmente.”

Criação humana

A equipe de Saitou acredita que possa ser viável usar células-tronco de humanos adultos para produzir espermas humano. “Temos um material enorme para trabalhar agora. Podemos acelerar nosso estudo na direção da causa da infertilidade humana”, afirmou Saitou à Reuters por telefone. “Possivelmente poderemos usar este conhecimento para induzir células germinativas primordiais de humanos”, afirmou

Amy Winehouse e os perigos da abstinência alcoólica

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quando se interrompe o consumo desenfreado de álcool, o corpo é inundado por doses altíssimas de hormônios e neurotransmissores. Do ‘New York Times’*
 
A morte súbita de Amy Winehouse no mês passado jogou luz sobre um problema pouco conhecido: os perigos da interrupção do consumo de álcool. A causa da morte da cantora ainda é desconhecida, mas a família de Winehouse afirmou que ela tentou parar de beber, o que levou a especulação de que a interrupção do consumo exacerbado de álcool possa ter levado à sua morte. Apesar de parecer surpreendente que o esforço para parar de beber possa ser nocivo, especialistas em vício dizem que tal acontecimento é “altamente possível”.

“Espero que a mensagem que virá desse acontecimento será quão perigoso a abstinência súbita e não supervisionada do álcool pode ser”, afirmou Harry Haroutunian, médico diretor do Betty Ford Center em Rancho Mirage, Califórnia. “Cerca de metade das pessoas que interrompem o uso regular de álcool experimentarão alguma manifestação da síndrome de abstinência. As pessoas devem procurar acompanhamento médico.”

Por que a síndrome é tão perigosa? Em alcoólatras, o corpo compensa o efeito depressivo do álcool aumentando consideravelmente a produção de hormônios e neurotransmissores como serotonina, adrenalina e dopamina. Quando uma pessoa para subitamente de beber álcool, o corpo é inundado por doses altíssimas dessas substâncias.

“O consumo crônico de álcool em grandes quantidades cria uma situação de ‘mola pressionada”, afirma Haroutunian. “Quando se interrompe o processo abruptamente, é como se a mola fosse liberada e ‘pou!’ Há uma liberação substancial de substâncias excitatórias que afeta todas as áreas do corpo.”

Em alcóolatras, a abstinência pode produzir uma miríade de efeitos sérios, que podem ocorrer dentro de horas ou dias após o último copo. Sintomas secundários, que podem começar de 6 a 12 horas após o último drinque, incluem insônia, tremores, palpitação, náusea, suor e cólicas. Pacientes podem experimentar alucinações, ou seja, ouvir ou sentir coisas que não estão lá, de 12 a 24 após o último copo.

 

Contar calorias não inibe exagero alimentar

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Informar a quantidade de calorias em produtos não surtiu nenhum efeito sobre as escolhas alimentares dos nova-iorquinos. Da ‘Economist’*.
 
A divulgação do número de calorias nos cardápios de restaurantes e cafés de Nova York tornou-se obrigatória desde julho de 2008. Requere-se de qualquer empreendimento com mais de 15 filiais pelo país que registre as informações de calorias de cada item numa fonte similar e próximas aos seus preços. Mas a única pesquisa de seus efeitos no comportamento do consumidor, publicada em 2009, revela que informar as calorias não surtiu nenhum efeito sobre as escolhas alimentares das pessoas. Pesquisadores observaram 14 lanchonetes Wendy’s, McDonald’s, Burger King e KFC (a cadeia de fast-food anteriormente conhecida como Kentucky Fried Chicken) localizadas especificamente em regiões de baixa renda, comparando as calorias por consumidor duas semanas antes e quatro semanas depois da divulgação das calorias nos cardápios. A conclusão do estudo, que inspirou editoriais mordazes, é de que somente um dentre sete consumidores afirmou ter recorrido às informações de calorias, e que, no total, não houve variação significativa no consumo de calorias per capita.

A abordagem de Nova York sempre foi experimental. É notável por ter se tratado de uma das maiores intervenções de saúde pública em larga escala contra a obesidade; ainda agora, apesar de muitas boas ideias existirem; muito poucas foram postas em prática. Parecia lógico que uma vez que os consumidores percebessem quantas calorias havia em seus pedidos (estudos mostram que as pessoas tendem a subestimar este número), eles ajustariam suas escolhas.

Uma análise publicada na terça-feira, 26, no British Medical Journal reabilita parcialmente essa esperança, ainda que com algumas ressalvas importantes. O Departamento de Saúde da cidade conduziu seus próprios estudos antes e depois da obrigatoriedade das informações de calorias, neste caso um ano antes (primavera de 2007) e nove meses depois (primavera de 2009). A novidade do estudo foi seu escopo: ele analisava dados de todas as cadeias de fast-food de Nova York e utilizava-se de recibos coletados de 15 mil consumidores. Esta é de longe a mais completa avaliação do programa nova-iorquino até agora.

E quanto aos resultados? Surpreendentemente ambivalentes. A média de calorias compradas não diferiu, e de modo similar ao estudo anterior, somente cerca de uma dentre sete pessoas disseram ter usado as informações de calorias. Entretanto, aqueles que o fizeram compraram 96 calorias a menos do que os outros, uma redução de 11%

Mas as informações tornam-se mais interessantes ao se ultrapassar as médias e observar as tendências dentro de cada cadeia. Três das 11 cadeias do estudo superaram a média: McDonald’s, Au Bom Pain e KFC mostraram quedas significantes nas calorias dos pedidos dos consumidores, entre 40 e 80 calorias por pessoa. Os pesquisadores assinalam que esses restaurantes eram aqueles que também promoviam ativamente suas opções de baixas calorias. A força do estudo do British Medical Journal, então, pode ser a de realçar o grande efeito que as lanchonetes em si têm sobre os seus consumidores. Informações de calorias não funcionam somente como forma de alterar o comportamento dos consumidores; elas podem também afetar a estratégia das lanchonetes, encorajando-as a oferecer mais opções de baixas calorias ou promovê-las de modo mais enérgico.

*Texto adaptado para o Opinião e Notícia por Eduardo Sá

 

Mais próximo da cura da AIDS

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Médicos conseguem reativar células dormentes do vírus HIV, que antes eram imunes aos efeitos dos antirretrovirais. Da ‘Economist’*.

Pesquisadores da AIDS, muitos dos quais estão reunidos nessa semana em Roma para um evento da International AIDS Society, estão felizes, e com razão, pelo progresso de suas pesquisas. O uso de drogas antirretrovirais, em particular, não só revolucionou o tratamento da infecção do HIV, como também ofereceu a possibilidade de estancar a multiplicação do vírus. O paciente que não interromper o tratamento ou desenvolver resistência pode contar com uma vida quase tão longa quanto a de um indivíduo não contaminado.

Mas por mais que sejam ótimos em manter a carga viral baixa, antirretrovirais nunca destroem o vírus completamente, logo não curam o paciente de uma vez por todas. Há duas razões para isto. Uma é que apesar de o HIV se reproduzir principalmente em células do sistema imunológico chamadas células T, ele também se instala em certas células cerebrais, intestinais e linfáticas. Nessas células o vírus está protegido por mecanismos que não são, até agora, completamente entendidos. A outra é que até em células T o vírus por vezes para de se reproduzir e entra em estado dormente. Uma vez que os antirretrovirais funcionam intervindo no processo de replicação, os vírus em estado de dormência são imunes a seus efeitos. Caso pare de tomar a medicação, um vírus dormente acordará e rapidamente recontaminará seu hospedeiro.

Mas há uma luz no fim do túnel. Muitos pesquisadores estão abordando a questão dos vírus dormentes de modo contraintuitivo. Eles estão tentando despertar os vírus de modo a aumentar, ao invés de reduzir, a quantidade de HIV no corpo do paciente. O raciocínio é que os vírus despertos matarão as células em questão (logo se matando também) ou encorajarão o sistema imunológico a atacar tais células.

Nenhum estudo publicado até agora conseguiu reativar todo o HIV dormente num ser humano ou numa cultura de células, mas ainda assim tratam-se de passos animadores. Alguns médicos já suspeitam que a reativação total não seja necessária. Se aos novos tratamentos escaparem cópias latentes de difícil ativação do vírus, essas cópias deverão, de todo modo, oferecer menos risco de se reativarem e replicarem naturalmente por estarem num estado mais profundo de dormência.

Infelizmente, nenhuma das drogas atuais lida com a outra parte do problema: os vírus no cérebro, intestino e nódulos linfáticos. Mas muitos profissionais do ramo consideram que a dormência das células T é uma causa mais comum de recaída do que o HIV nesses tecidos reservatórios. Se for possível lidar com esta questão, um grande passo em direção ao conhecimento definitivo da pesquisa do HIV terá sido dado na busca por uma cura rápida e eficiente.

*Texto adaptado para o Opinião e Notícia por Eduardo Sá

 

Tabaco pode ser usado para combater HIV

domingo, 24 de julho de 2011

Esta é a primeira vez que cientistas europeus são autorizados a fazer teste de comparação de placebo com uma droga produzida por meio de biotecnologia.

Um tabaco geneticamente modificado pode ser usado para prevenir a transmissão do vírus HIV, revelou uma pesquisa divulgada na última terça-feira, 19. Esta é a primeira vez que cientistas europeus são autorizados a utilizar biotecnologia em um ensaio clínico — teste de comparação de uma medicação com o placebo.

Atualmente, essas drogas caras são produzidas em culturas de células dentro de tanques de aço inoxidável. Os cientistas acreditam, no entanto, que os medicamentos feitos a partir de proteínas podem ser produzidos de forma mais eficiente e barata dentro de plantações geneticamente modificadas, em comparação com os sistemas tradicionais da indústria.

Metodologia
Após o aval dos reguladores, o anticorpo está sendo testado em 11 mulheres saudáveis da Grã-Bretanha. A droga foi projetada para ser usada como microbicida vaginal a fim de evitar a transmissão do HIV durante o sexo. Caso a primeira fase seja bem-sucedida, os pesquisadores preveem combinar um novo anticorpo (P2G12) na droga para oferecer uma proteção maior contra o vírus.

O ensaio clínico é um marco para o projeto Pharma-Planta, lançado em 2004 com 12 milhões de euros financiados pela União Europeia.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Consumo de churrasco pode levar ao câncer

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Formações químicas criadas quando carnes são cozidas em alta temperatura aumentam os riscos de desenvolvimento da doença em vários órgãos.
 
Milhões de norte-americanos comemoraram o feriado de 4 de julho nos jardins queimando carne, ou mais precisamente tentando não queimá-la. Desde que os primeiros alertas surgiram, nos anos 1970, sobre certos tipos de câncer causados por amino-heterocíclicos (HA) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), formações químicas criadas quando carnes musculares são cozidas em alta temperatura, muitos norte-americanos passaram a adotar a cautela na hora de tostar carnes na churrasqueira.

Nos anos 1970, temperaturas altas significavam qualquer coisa acima de 150ºC. Isso é quase morno se comparado à potência das churrasqueiras externas modernas, que facilmente atingem 370ºC ou mais em poucos minutos. A tais temperaturas, a carne queima rapidamente, e embora as partes tostadas sejam quase sempre as mais saborosas, elas não são exatamente as mais saudáveis.

Nos testes de laboratórios, vários HAs e HAPs se mostraram mutagênicos – ou seja, capazes de alterar o DNA nas células corporais, aumentando os riscos de câncer. Roedores alimentados com uma dieta repleta dessas formações químicas desenvolveram tumores em vários órgãos. No entanto, proporcionalmente, as doses usadas foram milhares de vezes maiores do que a quantidade que as pessoas normalmente conseguiriam digerir. Vários estudos epidemiológicos mostraram associações entre pessoas que consomem enormes quantidades de carne frita ou churrasco e os que sofrem de câncer no cólon, pâncreas, próstata e outros órgãos. Pessoas que comem bifes entre o ponto médio e o bem passado, por exemplo, se mostraram três vezes mais propensas a desenvolver câncer de estômago do que os que preferiam seus bifes mal passados. Em outro estudo, homens que ingeriam dez gramas diários de carne bem passada – bacon crocante, salsichas, bifes, carne de porco ou hambúrgueres – apresentavam um risco de câncer de próstata 40% mais alto.

Tais dados epidemiológicos geram evidências de uma conexão possível entre HAs e HAPs nos alimentos e o câncer. Mais evidências não são irrefutáveis. Talvez outros carcinógenos, como os nitratos encontrados em carnes processadas, tenham um papel fundamental nessa conexão. Além disso, o ferro presente na carne pode produzir radicais livres perigosos e capazes de danificar as células, o que também poderia levar ao câncer. Na prática, os pesquisadores não podem afirmar com certeza que os HAs e HAPs causam, de fato, câncer. A prova definitiva dessa afirmação ainda não apareceu.

Porém, tudo o que se sabe sobre essas formações leva a crer que elas sejam carcinógenos. HAs se formam quando aminoácidos e açúcares reagem a altas temperaturas com um ácido energético chamado creatina que existe nas carnes. Até o momento, 17 HAs potencialmente cancerígenos foram encontrados nas carnes cozidas. Um deles, a harmane, é uma potente neurotoxina associada com “tremores essenciais” – uma desordem neurológica 20 vezes mais comum que o mal de Parkison, que causa tremores nos braços, cabeça, mandíbula e voz, geralmente em pessoas acima dos 65 anos, embora atinja um número grande de pessoas na casa dos 40 anos.

Por outro lado, HAPs são poluentes orgânicos produzidos quando combustíveis como petróleo, carvão, piche ou madeira são queimados. Montadoras têm um enorme trabalho para retirá-las do escapamento de seus automóveis. Nos churrascos, HAPs se formam quando gordura e secreções das carnes pingam nos pedaços incandescentes de carvão, ou nas chapas metálicas, fazendo com que a carne seja coberta por chamas e fumaça. Com o contato, as HAPs nas chamas grudam na carne que será consumida. Usar um defumador também não ajuda. Alimentos defumados também contêm sua porção de HAPs.

Tofu e fígado são opções que não produzem HAs, mas os famintos por carne vermelha não precisam se desesperar. Marinar a carne em cerveja ou vinho tinto por seis horas reduz os níveis de duas das mais perigosas HAs em até 90%. Quer comer frango tostado? Mergulhe a carne em uma mistura de azeite, alho e suco de limão de um dia para o outro. Porque exatamente isso reduz o nível de HAS nos frangos não está exatamente claro, mas segundo todos os relatos, funciona. Embora alguns terminem sentindo falta dos pedaços crocantes de carne tradicionais do 4 de julho, a combinação pode acabar gerando carnes mais saborosas e menos cancerígenas.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

 

Obesidade pode reduzir expectativa de vida dos norte-americanos

terça-feira, 5 de julho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Praticamente um em cada três dos adultos dos Estados Unidos é obeso.
 
A epidemia de obesidade norte-americana não tem esse nome à toa. Praticamente um terço da população adulta do país é formado por obesos. Em 2008, cerca de 25 milhões de norte-americanos sofriam de diabetes, de acordo com um estudo publicado no dia 25 de junho.

Ainda assim, a população está vivendo mais do que nunca. Em 2007, a expectativa de vida média era de 78 anos. Resta saber se a obesidade irá alterá-la.

Esse progresso na expectativa de vida mascara enormes disparidades locais. O Mississippi, por exemplo, tem uma expectativa de vida de 65,9 anos, a mesma dos homens do Paquistão, e 15, 2 anos menor que dos homens de Fairfax, na Virgínia. 702 condados norte-americanos registraram uma redução na expectativa de vida para as mulheres entre 2000 e 2007; 251 condados registraram um declínio significativo na expectativa de vida masculina.

Os avanços nacionais, no entanto, estão atrás dos registrados em outros países desenvolvidos. Um painel do Centro Nacional de Pesquisas recentemente passou a estudar a longevidade. Para as mulheres norte-americanas, um crescimento de 3,3 anos na expectativa de vida, entre 1980 e 2007, significou 60% das conquistas em outros países ricos.

Ainda não está claro se a obesidade terá um impacto maior no futuro. Com os avanços da medicina, os obesos podem ser capazes de levar vidas mais longas. Atualmente, os cidadãos mais obesos do país já se beneficiam de pontes de safena e drogas redutoras de colesterol. Os níveis de colesterol alto e pressões arteriais astronômicas, registrados em 1999-2000, eram metade dos registrados na década de 1960.

Mas isso é o máximo que o progresso médico consegue. Previsões feitas com base nos padrões antigos de mortalidade não levam em consideração as tendências entre os jovens. O desenvolvimento prematuro da obesidade pode trazer sérios problemas de saúde, como complicações renais, quando estes jovens se tornarem adultos.

James Vaupel, diretor do Instituto de Pesquisa Populacional da Duke University, duvida da ideia de que a obesidade possa reverter progressos futuros na expectativa de vida. Mais preocupante, diz ele, é o fato da obesidade crescente gerar níveis maiores de invalidez. Jay Olshansky, da University of Illinois, continua preocupado. “Temos um furacão prestes a varrer o país”, insiste ele, “e ainda não podemos vê-lo”.

 

Ortorexia: o culto à saúde que leva à doença

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Por Fernanda Dias – opiniaoenoticia.com.br

Os que sofrem desse transtorno se tornam ‘viciados’ em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida. 
 
É difícil imaginar que uma pessoa que só coma alimentos saudáveis, sem restrições de quantidade, possa, na verdade, esconder uma disfunção alimentar. A ortorexia é distúrbio ainda pouco divulgado que sequer é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e nem consta nos manuais de psiquiatria. Os que sofrem desse transtorno se tornam “viciados” em comida natural, sem químicas ou agrotóxicos, e seguem uma dieta bastante rígida.

Como qualquer disfunção alimentar, a ortorexia pode causar severo prejuízo à saúde. Ao contrário da anorexia ou da bulimia, o paciente se sente à vontade para comer, mas fica obcecado pelas escolhas que leva à boca.

“O paciente evita carne vermelha, laticínios e alimentos com conservantes, agrotóxicos e corantes. Em geral, passa horas no mercado analisando rótulos e embalagens”, explica Gisela Peres, nutricionista da Santa Casa de Misericórdia do Rio.

Segundo Gisela, os ortoréxicos utilizam conceitos legítimos sobre o consumo de alimentos, mas fazem uso dessas informações de forma exagerada, o que pode acabar provocando falta de vitaminas e substâncias importantes ao organismo:  “As restrições são tantas que eles acabam excluindo importantes grupos alimentares da dieta e tendo disfunções como anemia e avitaminose”.

As doenças causadas pela deficiência de nutrientes acabam sendo acompanhadas por problemas psicológicos e isolamento social. De acordo com Gisela, o portador do distúrbio prefere faltar a um almoço em família para que as pessoas não fiquem comentando suas escolhas. Comer fora também acaba se tornando uma questão problemática pela dificuldade de encontrar restaurantes que se encaixem nos padrões considerados aceitáveis pelos ortorexos. Muitos optam por carregar “kits de sobrevivência” para não passar aperto durante o dia.

Ainda não há um tratamento específico para ortorexia, até porque a doença não é reconhecida pela OMS. O mais adequado é um trabalho multidisciplinar, que agregue nutricionistas e psicoterapeutas. Segundo a chefe clínica do Ambulatório de Psiquiatria da Santa Casa, Maria de Fátima Vasconcellos, o tratamento para a ortorexia é o mesmo que se usa para outros distúrbios alimentares: “Fazemos uso de psicoterapia e até de antidepressivos para ajudar a inibir essa obsessão que a pessoa sente, se for preciso”.

De acordo com Maria de Fátima, os distúrbios deixam as pessoas compulsivas e ansiosas. Alguns deles, como a ortorexia, além de mexer com esses aspectos, trazem também baixa autoestima e alteração da imagem corporal.

“O importante é que o paciente aprenda que seus conceitos sobre dieta saudável podem estar inadequados. É fundamental fazer com que ele entenda isso até para que possa recuperar a autoestima”, completa Gisela.

Teste do Doutor Steve Bratman*  para a ortorexia

Passa mais do que 3h do dia pensando na sua dieta?

Planeia as suas refeições com vários dias de antecedência?

Considera o valor nutritivo dos alimentos mais importante do que o prazer que eles dão?

A qualidade da sua vida reduz à medida que aumenta a qualidade da sua dieta?

Tem sido cada vez mais rigoroso consigo próprio durante este tempo?

Tem melhorado a sua autoestima por se alimentar de forma saudável?

Rejeita consumir alimentos que gostava?

Nota que é difícil fazer refeições fora, distanciando-se da sua família e amigos?

Sente-se culpado quando sai da dieta?

Sente-se em paz consigo mesmo e acredita que tem total controle quando come saudavelmente?

Se as respostas forem afirmativas para quatro ou cinco perguntas, isso significa que é necessário relaxar mais um pouco no que diz respeito à alimentação. Mas, se as respostas forem afirmativas a todas as questões, a pessoa tem uma obsessão pela alimentação saudável.

* Primeiro homem a descrever a ortorexia, em 1997

** Este teste é apenas indicativo, em caso de dúvida, procure um médico especialista

Os anos 60 e o LSD estão de volta

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Médicos voltam a testar a finalidade inicial do LSD: seu uso médico.
 
Os anos 1960 são constantemente lembrados constantemente pela música, arte e, claro, suas drogas. A ciência está bem abaixo na lista. Mas, antes da ascensão desta nova cultura, os pesquisadores estudavam o LSD como um tratamento para quase tudo, desde o alcoolismo ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), com resultados muito promissores.

Timothy Leary, psicólogo da Universidade de Harvard, foi um dos pesquisadores mais conhecidos no meio, mas também amplamente acusado de desacreditá-la, por seus não convencionais métodos de pesquisa e a manipulação negligente das drogas.Os detalhes da pesquisa de Leary se tornarão públicos, pela recente compra de seus artigos pela Biblioteca Pública de Nova York. Os trabalhos serão interessantes não só culturalmente, mas cientificamente, refletindo o que aconteceu com a promessa médica precoce sobre alucinógenos e sua subsequente entrada na lista negra de todas as autoridades do mundo.

Pesquisadores norte-americanos começaram a experimentar o LSD em 1949, para simular doenças mentais. Uma vez comprovados seus efeitos psicodélicos, o LSD começou a ser usado em tentativas na psicoterapia e como tratamento para o alcoolismo, se tornando conhecido como uma cura milagrosa. Em 1965 mais de mil trabalhos foram publicados descrevendo os resultados para estas terapias. Também foram relatados potenciais para tratar transtornos de ansiedade, TOC, depressão, luto e até mesmo transtornos sexuais. A maioria dos estudos depois viram que os resultados eram falhos.

Ainda assim, o campo estava amadurecendo para um estudo mais aprofundado. Leary deixou de ser visto como um pesquisador desinteressado e foi visto cada vez mais como um propagandista. Em 1962, o projeto Psilocybin Harvard foi fechado. Leary levou sua investigação a uma propriedade no interior de Nova York. Tanto o LSD quanto a psilocibina foram proscritas.

O uso médico de alucinógenos, aos poucos vem ganhando novamente espaço. A psilocibina tem se mostrado promissora no tratamento de formas de TOC resistentes à terapia, no alívio de enxaquecas e da ansiedade em pacientes com câncer terminal.

Obviamente que novamente pode ser comprovado que o LSD não possui usos clínicos. A maioria dos ensaios clínicos termina em fracasso. Mas ainda vale a pena ver se o LSD poderia realmente cumprir sua promessa inicial. Em seguida, a Biblioteca Pública de Nova York terá feito um serviço ao mundo publicando os fantasmas de Leary que ainda assombravam a pesquisa.

Gene do câncer de próstata é usado em novo tratamento

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Com a descoberta, cientistas desenvolveram um novo tratamento contra a doença, que está sendo testado em ratos com sucesso.

Cientistas americanos e britânicos conseguiram uma avanço importante no caminho para desenvolver uma vacina contra o câncer. Já se sabia que uma melhor compreensão do código genético poderia ajudar no combate à doença. Por isso, os pesquisadores avaliaram o DNA de um câncer de próstata em ratos  e isolaram determinados genes e os incorporaram às vacinas.

Ao receber o medicamento o organismo começou a produzir proteínas que combateram o câncer, ou seja,  a vacina induziu o corpo a atacar o tumor. Os cientistas temiam que o processo com vários genes pudesse provocar uma reação descontrolada no sistema imunológico, mas os cientistas conseguiram evitar isso.

Os pesquisadores dizem que, apesar de o experimento ter sido feito unicamente com o  câncer de próstata, a técnica pode ser usada para combater outros tipos de câncer como, por exemplo, de pele ou mama.

Implantes ajudam a recuperar memória

domingo, 19 de junho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O implante demonstra, pela primeira vez, que uma função cognitiva pode ser melhorada com um dispositivo que simula o padrão cerebral.
 
Cientistas criaram um implante para o cérebro que recupera o funcionamento da memória perdida e fortalece a recordação de novas informações. A pesquisa das universidades Wake Forest e Southern California é um passo fundamental para o desenvolvimento de neuropróteses para consertar déficits de demência, AVC e contusões cerebrais em humanos.

Apesar de ainda não ter sido testado com humanos, o implante demonstra, pela primeira vez, que uma função cognitiva pode ser melhorada com um dispositivo que simula o padrão de descargas neurais. Recentemente, neurocientistas desenvolveram implantes que permitem que pessoas com paralisia movam membros com próteses ou ativem um cursor de computador apenas com seus pensamentos.

Na pesquisa, publicada nesta sexta-feira, 17, os pesquisadores usam algumas das técnicas para interpretar a atividade neural, mas eles interpretam esses sinais internamente para melhorar a função cerebral em vez de ativar anexos exteriores. “Nós estamos apenas arranhando a superfície quando se trata de interações com o cérebro, mas este experimento mostra as possibilidades e o grande potencial de se interagir com o cérebro desta maneira”, afirma Daryl Kipke da Universidade de Michigan.

Metodologia
Em uma série de experimentos, os cientistas condicionaram ratos a lembrarem qual de duas alavancas idênticas eles deveriam pressionar para conseguir água. O rato via a primeira alavanca e, depois de distraído, tinha que lembrar que tinha que pressionar a outra alavanca para receber a água. Esse treinamento repetitivo ensina os ratos a regra geral, mas em cada tentativa ele deve lembrar qual das duas alavancas apareceu primeiro para escolher a segunda opção.

Os ratos, então, tiveram implantados pequenos eletrodos, que ficaram fixados desde o topo da cabeça até duas partes do hipocampo cruciais na formação de memórias novas, tanto em ratos quanto em humanos. As duas partes, chamadas de CA1 e CA3, se comunicam enquanto o cérebro aprende e armazena novas informações. Os cientistas, então, gravaram essas informações no computador.

Para conseguir testar o implante, os pesquisadores usaram uma droga para desligar as atividades do CA1. Sem ele funcionando, os ratos não poderiam lembrar que alavanca puxar. Eles lembravam a regra geral, mas não qual das duas eles tinham visto primeiro.

Os pesquisadores, tendo gravado o sinal apropriado do CA1 no computador, simplesmente emitiram o mesmo sinal, e os ratos lembraram. O implante atuou como se fosse o próprio CA1 — pelo menos para essa função.

Os autores da pesquisa disseram que, com a tecnologia sem fio e chips de computadores, o sistema pode facilmente ser implantado em humanos, com certos obstáculos técnicos e teóricos. O primeiro é que para funcionar, o implante deve gravar primeiro os sinais para depois reproduzi-los, mas em pessoas com problemas de memória esses sinais podem ser muito fracos. Fora isso, memórias humanas são ricas e complexas, ou seja, implantes nessa área serão limitados.

Mesmo assim, o implante pode ajudar pessoas que vivem com um paciente em um quadro de demência, lembrando onde fica o banheiro, por exemplo.

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A aplicação em mulheres já acontece desde 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo médio de R$ 900.
 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens com idades entre 9 e 26 anos. A aplicação em mulheres já acontece desde 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo médio de R$ 900.

A vacina está liberada para homens nos EUA desde 2009. Ela previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina é conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme). Para aprovar a imunização a Anvisa se baseou em um estudo que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

A pesquisa acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, e comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.

No homem o vírus provoca lesões na pele e nas mucosas, verrugas no pênis e no ânus. Na mulher, além das lesões nas regiões genitais, o vírus também é a principal causa de câncer do colo do útero. O contágio ocorre por meio de relação sexual e no parto de mãe para filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, o HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em todo o mundo. No Brasil são registrados 137 mil novos casos da doença a cada ano.

Glaucoma atinge 65 milhões de pessoas, 900 mil no Brasil

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 65 milhões de pessoas já foram diagnosticadas com glaucoma em todo o mundo – dessas, 900 mil são brasileiras. Provocada pela elevação da pressão ocular, a doença não tem cura e, quando não é tratada, pode levar à cegueira.

Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Alípio de Sousa Neto, explicou que a principal barreira a ser vencida no país é o hábito de procurar um médico somente diante da presença de sintomas.

“A pessoa não vai sentir nada. Só vai sentir na fase mais avançada, quando começa a esbarrar nas coisas”, explicou. Isso porque, segundo ele, a doença pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma. A saída é investir em exames periódicos – pelo menos uma vez ao ano.

Pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos devem estar ainda mais atentos à realização dos testes de rotina. Após o diagnóstico, o tratamento vai desde a utilização de colírios, que baixam a pressão ocular, a cirurgias e ao uso do laser.

“Uma gota por dia de colírio já é suficiente para resolver o problema. Pela vida toda. Mas tem que estar controlado”, destacou Neto. O oftalmologista alertou para que as pessoas não façam uso indiscriminado de medicamentos para os olhos, já que eles podem, inclusive, agravar o glaucoma se mal utilizados.

De acordo com a OMS, a cada ano são registrados 2,4 milhões de novos casos de glaucoma no mundo. A doença pode se manifestar de diferentes maneiras: de ângulo aberto (80% dos casos), de ângulo fechado, de pressão normal, pigmentar, secundário e congênito e é responsável por cerca de 13% da cegueira derivada de enfermidade.

Edição: Graça Adjuto

 

Autoridades ainda não sabem como enfrentar o oxi

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Por Fernanda Dias – opiniaoenoticia.com.br

Nova droga devastadora já se espalhou por diversos estados brasileiros. 
 
Tão ou mais devastador do que o crack, o oxi rapidamente tomou as ruas de diversos estados do país. O problema é que essa nova droga também é barata e atinge em cheio a população de rua, propiciando o aumento no número de pequenos roubos e furtos. As autoridades já ligaram o sinal de alerta para a questão, que envolve as áreas de segurança e de saúde pública, mas ainda não sabem como enfrentá-la.

No Rio, por exemplo, técnicos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) passaram a desenvolver uma metodologia para detectar a presença de oxi em entorpecentes encontrados pela polícia, já que ainda não há uma amostra para se fazer comparação. O estado pode ter registrado a primeira apreensão da droga no último dia 17, quando policiais prenderam um homem em Niterói com 18 pedras, que, segundo ele, são de oxi. Os agentes, no entanto, ainda aguardam um laudo oficial com o parecer da substância.

Em São Paulo, policiais do Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) já têm recebido treinamento para distinguir o crack do oxi, que, quando queimado, deixa um resíduo de óleo.

Produzido na Bolívia e no Peru, o oxi entrou no Brasil em 2005 pelo Acre e pelo Amazonas. Atualmente, além desses estados, já há registros no Amapá, Pará, Ceará, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Assim como o Rio, Rondônia e Piauí também aguardam a confirmação de laudos de apreensões que podem ser da nova droga. Diante do alastramento do consumo, o deputado Anderson Ferreira (PR), no último dia 12, apresentou um projeto de lei que aumenta em até o dobro a pena por tráfico se a substância comercializada for oxi.

A nova mistura, dependendo do mercado, chega a ser cinco vezes mais barata do que o crack. Em média, custa 1/3 do preço. Mas, segundo o homem que foi preso supostamente com oxi em Niterói, a droga está mais cara do que o crack no estado do Rio pela alta procura. O receio das autoridades é que a busca pela novidade possa estimular ainda mais o tráfico, o que acabará fazendo o preço da droga cair e atingir ainda mais usuários. Já em São Paulo, a Polícia Civil já suspeita que os traficantes vendam o oxi, que custa R$ 2 a pedra, como se fosse crack, que vale R$ 5, para garantir um lucro ainda maior.

O médico Jorge Jaber, especializado em dependência química em Harvard, acredita que as autoridades não estão preparadas sequer para lidar com o uso de maconha e de cocaína. O especialista, que dirige um serviço de tratamento gratuito a usuários de drogas na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca e tem uma clínica particular em Vargem Pequena, ressalta ainda que o tratamento para viciados em oxi é mais caro porque são necessários mais cuidados clínicos. Além disso, o tempo de internação também é maior.

Ele explica que ainda não há dados científicos suficientes que permitam afirmar categoricamente que o oxi é hoje a droga mais devastadora para o organismo. Ele ressalta, no entanto, que devemos considerar que a mistura é uma evolução negativa do crack, que, por sua vez, é uma evolução negativa da cocaína. Isso já é um indício que a nova droga pode causar maiores problemas à saúde.

O crack e o oxi são produzidos a partir dos restos do refino da cocaína. Assim, as três drogas têm o mesmo princípio ativo e provocam a aceleração do metabolismo do usuário. O que varia é a intensidade. Jaber chama atenção para o fato de o oxi ter, em sua composição, produtos oriundos do petróleo: “Ele é resultado basicamente de cocaína misturada a querosene, por exemplo. Imagine agora a consequência de se fumar querosene”.

O efeito é tão devastador que um estudo realizado no ano passado pelo Ministério da Saúde com 100 usuários do Acre mostrou que um terço dos entrevistados morreu antes de completar um ano de consumo de oxi.

Justiça permite que médicos cobrem adicional de clientes de planos de saúde

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A 4ª Vara Federal, em Brasília, suspendeu hoje (19) a decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça que proibia os médicos de fazer cobranças adicionais por consultas a clientes de planos de saúde.

No dia 9, a SDE proibiu os médicos credenciados de cobrar por consultas e serviços com base na tabela elaborada pela própria categoria, a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que prevê valores acima dos pagos pelos planos de saúde. Para a secretaria, a tabela fere a ampla concorrência e o direito dos usuários dos planos.

A SDE alega ainda que o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras entidades médicas têm promovido paralisações, como a que ocorreu no dia 7 de abril, e descredenciamento em massa dos profissionais para forçar as operadoras a reajustar os valores pagos por consultas e exames. Ainda de acordo com o órgão, as entidades punem os médicos que não aderem ao movimento.

Por meio de nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) considerou a decisão da Justiça uma importante vitória. A entidade defende que a adesão dos médicos ao movimento é facultativa e que não há aplicação de sanções.

Edição: Vinicius Doria

Diferença entre preço de medicamentos pode chegar a 1000%

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com

Foram pesquisados pelo Procon-SP os preços de 52 medicamentos entre genéricos e de referência

A Fundação Procon-SP, em um levantamento realizado entre 13 e 15 de maio, constatou que a variação do preço de um remédio pode chegar a quase 1000%. Foram pesquisados 52 medicamentos entre genéricos e de referência.
 
A maior variação de preço encontrada foi no antiinflamatório genérico Diclofenaco Sódico 50mg com 20 comprimidos. Em uma drogaria ele chega a custar 92 centavos e em outra 10 reais. Uma diferença de 986,96%. Entre os medicamentos de marca, as diferenças também são grandes. A maior variação encontrada foi no Amoxil (Amoxicilina), da GlaxoSmithKline, 500mg, com 21 cápsulas. O antibiótico pode custar 20,86 reais em uma farmácia e 49 reais em outra, um salto de 134,90%.
 
O Procon-SP afirma que essas diferenças podem estar conectadas com as condições locais de mercado, rentabilidade da loja e condições comerciais de compra. Pode haver, ainda, políticas comerciais diferentes para cada canal de venda da drogaria (loja física, telefone ou loja virtual), o que ocasiona diferenças nos preços. Finalmente, há redes que são regidas pelo sistema de franquia, não havendo uma política única de preços entre os franqueados.
 
Além disso, o levantamento reafirma a vantagem do genérico para os medicamentos de marca. Em média, os genéricos são 57,25% mais baratos do que os de marca.

Consumo de sal pode estar liberado

domingo, 15 de maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O sal faz mal. É uma simples mensagem que autoridades norte-americanas tentam, diversas vezes, ensinar aos seus habitantes. Os norte-americanos possuem, notavelmente, péssimos hábitos alimentares. Nutricionistas recomendam que os negros e pessoas com mais de 50 anos consumam menos de 1,500 mg de sódio por dia; todos os demais devem consumir menos de 2,300 mg. Os norte-americanos ingerem, na média diária, 3,400 mg. As autoridades continuam alertando que estes hábitos levam ao desenvolvimento da hipertensão e doenças do coração.
 
Um novo estudo realizado por pesquisadores da Bélgica, República Checa, Itália, Holanda, Polônia e Rússia, e publicado no Jornal da Associação Médica Americana, sugeriu, no entanto, que as dietas pobres em sódio podem não ser tão saudáveis quanto se imagina. A equipe, liderada por Jan Staessen, da Universidade de Leuven, na Bélgica, examinou 3.681 europeus de meia idade que começaram a estudar sem doenças do coração. Após seguir estes voluntários por aproximadamente oito anos, os pesquisadores chegaram a uma chocante conclusão. Aqueles que comiam menos sal estavam mais propensos a morrer de doenças do coração. Já os que consumiam mais sódio, não estavam mais propensos a desenvolver hipertensão.
 
O artigo provocou uma rápida resposta. Um oficial do Centro Americano de Controle e Prevenção de Doenças rebateu o artigo em uma entrevista ao The New York Times. O tamanho da amostra era muito pequeno, argumentou. Lembrou também que os participantes eram muito jovens, e as evidências de doenças cardíacas não seguiam um padrão. O departamento de Saúde Pública da Escola de Harvard também desconsiderou o artigo. “As conclusões do estudo certamente estão erradas”, declarou, acrescentando que vários estudos já demonstraram uma relação clara e direta entre o alto consumo de sal e os riscos de doenças cardíacas.
 
O novo estudo reconhece suas próprias limitações, incluindo a pequena parcela da população estudada e a possibilidade de que os norte-americanos negros sejam mais sensíveis ao sódio do que os europeus. Em nenhum lugar os autores do estudo contestaram que os pacientes hipertensos deveriam comer menos sódio, mas eles apenas argumentaram que os esforços para reduzir o sódio estão equivocados.
 
As autoridades de saúde podem denunciar o artigo o quanto desejarem, os amantes de sal, entretanto, aproveitarão a oportunidade para devorar outro pacote de batatas fritas, enquanto uma outra conclusão não chega às bancas.

Consumo de cerveja em excesso aumenta risco de câncer de estômago

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Risco é maior entre pessoas que bebem quantidades elevadas da bebida e possuem uma variante genética específica no organismo.

Pessoas que bebem uma quantidade elevada de cerveja têm um risco significativamente maior de desenvolver câncer de estômago, principalmente se possuem uma determinada variante genética. É o que revela estudo realizado no Instituto Catalão de Oncologia, na Espanha.
Resultados do estudo também mostram que o mesmo risco também é elevado (mas não tão significativo) para aqueles que bebem uma grande quantidade de cerveja e não têm a variante conhecida como rs1230025, e para os não-bebedores que possuem rs1230025 ou rs283411.

“Esta é uma interação gene-ambiente clássica”, disse o pesquisador Eric Duell. “Ter esses dois fatores de riscos – consumo elevado de cerveja e rs1230025 – parece ser pior em termos de risco de câncer gástrico do que ter apenas um ou nenhum.”

O uso de álcool tem sido suspeito de ser um fator que contribui para o desenvolvimento de câncer gástrico, mas vários estudos têm mostrado resultados mistos.

Duell e colegas conduziram uma análise detalhada do consumo de álcool e do risco de câncer gástrico em mais de 521 mil pessoas com idades entre 35 e 70. Os pesquisadores avaliaram o tipo de álcool consumido (cerveja, vinho ou licor), a localização e o grau de câncer.

Eles descobriram que pessoas que consumiam mais de 60 gramas de álcool (o equivalente a quatro ou cinco cervejas) por dia tinham um risco 65% maior de desenvolver a doença no período do estudo do que pessoas que consumiam regularmente de 0,1 a 4,9 gramas de álcool por dia (menos de uma cerveja).

No entanto, essa associação foi exclusiva para o consumo de cerveja. Vinhos e bebidas alcoólicas não estiveram associados com o risco de câncer gástrico.

Em uma análise mais aprofundada, utilizando um estudo que incluiu 365 casos de câncer gástrico e 1.284 controles, os pesquisadores analisaram os efeitos de um polimorfismo de nucleotídeo único (SNPs) no grupamento do gene ADH1 que produz uma enzima que degrada o álcool. Duas variantes no gene ADH1 foram significativamente associadas com o risco de câncer gástrico; apenas uma variante, rs1230025, interagiu com a cerveja para aumentar o risco.

O mecanismo exato de como o álcool pode causar câncer de estômago ainda não é conhecido. No entanto, Duell disse que há hipóteses convincentes envolvendo o metabólito do álcool (acetaldeído, um composto tóxico e cancerígeno), e nitrosaminas, tais como N nitrosodemethylamine, carcinógeno animal encontrado na cerveja.

Fonte: Isaude.net

O risco do botulismo

domingo, 1 de maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Jaime Rocha, infectologista do Brosntein Medicina Diagnóstica/ Dasa, alerta sobre a doença e os possíveis sintomas que a acompanham.

A doença é rara, mas é letal. Em março deste ano foi notificada à Coordenação de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar do Ministério da Saúde — COVEH/SVS/MS — a ocorrência de cinco casos e um óbito, na cidade de Araguari (SC),  devido ao  botulismo causado por ingestão de mortadela com toucinho.

Jaime Rocha, infectologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ Dasa, explica que o botulismo é uma intoxicação alimentar originada por uma bactéria. Quando as toxinas da bactéria Clostridium botulinum são absorvidas pelo aparelho digestivo, entram na corrente sanguínea, atingem o sistema nervoso e interferem na comunicação entre as células nervosas, resultando em enfraquecimento das funções vitais e paralisia muscular. Rocha afirma que a bactéria causadora da doença é encontrada no solo, em produtos agrícolas, na água e no trato gastrointestinal dos animais. “A Clostridium botulinum se desenvolve em ambientes sem oxigênio e, por esta razão, é encontrada com facilidade em alimentos enlatados ou embalados a vácuo. Tampas estufadas podem ser indício da presença da bactéria”, afirma.

O infectologista destaca alguns alimentos ligados à doença: embutidos de carnes em geral; conservas em lata e vidro de doces, hortaliças, legumes (palmitos, aspargos, cogumelos, alcachofra, pimentões, berinjelas, alho, picles etc.); peixes e frutos do mar, especialmente acondicionados em embalagens submetidas a vácuo. “Principalmente as conservas de vegetais exigem processos cuidadosos de processamento, como lavagem e desinfecção dos alimentos, acidificação e salmoura adequadas, enfim, condições higiênico-sanitárias adequadas, licença e registro na Vigilância Sanitária”, ressalta.

Os sintomas desta intoxicação são manifestados entre 12 e 36 horas após a ingestão do alimento e são variados.  “Aversão à luz, dificuldade para engolir, vômitos, secura na boca e garganta, paralisia respiratória, constipação intestinal e retenção de urina podem ocorrer”, ressalta. O diagnóstico pode ser obtido por meio dos sinais e sintomas, por exame de sangue e por testes complementares nos alimentos suspeitos. O tratamento é realizado por meio do soro antibotulínico, que atua obstruindo a toxina que circula no sangue, impedindo-a de se alojar no sistema nervoso.

O botulismo é uma doença que comumente pode levar à morte e o seu tratamento exige a internação em unidades de terapia intensiva, por tempo prolongado, dependendo da gravidade do quadro e da precocidade do atendimento médico em relação ao início dos sintomas. “Por isso, os familiares dos doentes são extremamente importantes para prevenir ou detectar precocemente o surgimento de um ou mais casos de botulismo. Deve-se identificar aqueles que fizeram ingestão comum dos alimentos, orientá-los quanto ao aparecimento de sinais e sintomas e a procurar urgentemente os cuidados médicos ao primeiro sinal”, afirma.

Problemas renais podem causar doença cardíaca

domingo, 24 de abril de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Medidas simples e eficazes podem prevenir ambas as doenças, explica o cardiologista Dr. Alex Felix, do Lâmina Medicina Diagnóstica / Dasa.
 
Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por doenças ligadas ao coração e 500 milhões sofrem de problemas renais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros apresentem algum grau de disfunção renal, o que contribui consideravelmente para a evolução de doenças cardiovasculares.

As doenças do coração são muito frequentes e quando associadas às doenças renais podem ter evolução mais rápida e de difícil controle.  A doença renal crônica pode   provocar anemia, causar descontrole dos níveis de colesterol e triglicerídeos e dificultar o controle da pressão arterial. Além disso, pode acelerar o processo de aterosclerose, causando calcificação e formação de placas gordurosas nas artérias coronarianas e artérias cerebrais, podendo levar a infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

“Doenças cardíacas e doenças renais se encontram associadas em muitos pacientes, pois os problemas renais facilitam o desenvolvimento de doenças cardíacas e agravam a sua evolução, enquanto que as doenças cardíacas, por sua vez, também podem facilitar o surgimento de problemas renais, muitas vezes graves e irreversíveis. Os médicos envolvidos na assistência a estes pacientes sempre estão atentos para a detecção precoce destas complicações” explica o cardiologista, Dr. Alex Felix, do Lâmina Medicina Diagnóstica / Dasa.

Campanhas vem sendo realizadas para alertar a população sobre os aspectos e potenciais riscos destas doenças, com enfoque especial na sua prevenção, como a realizada no ultimo Dia Mundial do Rim, em 10 de marco deste ano, quando a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) lançou a campanha “Proteja seus rins, salve seu coração” com ações de conscientização em todo o pais.

“Existem medidas simples e eficazes para a prevenção de ambas as doenças, como por exemplo: o controle adequado da pressão arterial, a adoção de hábitos de vida saudável, como dieta equilibrada, exercícios regulares e combate a obesidade. Reduzir o consumo de sal, não fumar, realizar controle adequado do colesterol e do diabetes, também é de grande importância. Estas medidas devem sempre ser coordenadas através de acompanhamento médico regular, possibilitando também a avaliação periódica de outros fatores de risco e a realização de exames laboratoriais de rotina, como por exemplo a dosagem de uréia e creatinina no sangue, permitindo a detecção precoce de alterações da função renal” diz Dr. Felix.

Exames simples e de baixo custo, como a dosagem de uréia e creatinina no sangue, são ferramentas extremamente úteis para o diagnóstico precoce das alterações da função renal. Alterações mais sutis da função renal podem ser avaliadas com exame de urina de 24 horas, para determinação do clearence de creatinina, que possibilita determinar quantitativamente a função dos rins. É importante também a avaliação de outros fatores de risco cardiovascular, como a dosagem de índices de colesterol, triglicerídeos, ácido úrico, glicose e hemoglobina glicada, além da realização de exames de imagem, como ultrassonografia dos rins, ecocardiograma e eletrocardiograma, para uma avaliação completa dos sistemas cardiovascular e renal.

O chocolate que faz bem para a saúde

domingo, 17 de abril de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A indicação para a Páscoa é de Mauro Scharf, endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ Dasa

Durante a Páscoa é praticamente impossível não cair na tentação de consumir pelo menos um chocolatinho. O excesso pode acabar prejudicando todos os esforços feitos para manter a boa forma no decorrer do ano. Mas será que existe algum chocolate bom para a saúde e que não engorde? Mauro Scharf, endocrinologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ Dasa, afirma que sim.

A saída para o endocrinologista é o chocolate amargo. Pesquisas científicas revelam que o alimento protege o coração, ajuda a prevenir o diabetes tipo 2, reforça as defesas do corpo e ainda auxilia no controle do apetite. Scharf explica que o chocolate amargo, por conter mais cacau, tem uma alta concentração de flavonóides encontrada no fruto. “Dentre todos os tipos, o chocolate amargo é o que mais contém esse tipo de substância. Por isso, ele é o único que pode ter um bom impacto na saúde”, afirma.

Os chocolates meio amargos, compostos pelas chamadas catequinas, agem nas artérias e produzem óxido nítrico, um vasodilatador natural. “Assim a camada interna das artérias fica mais flexível, gerando a queda da pressão”, afirma. Para isso acontecer é necessário que o consumo do alimento seja diário. A indicação do endocrinologista é de 30 a 40 gramas. “A queda de pressão também diminui o risco de morrer de AVC ou do coração”, explica.

A ação dos flavonóides também está ligada ao aumento da imunidade. Algumas avaliações indicaram que a ingestão diária do alimento aumenta a intensidade no timo. “Este órgão, situado no tórax, é o responsável pela maturação dos linfócitos T, nossos guardiões contra vírus e bactérias”, destaca.

Além disso, pesquisas divulgadas estudaram também outro componente do chocolate amargo no controle do diabetes tipo 2, a procianidina. Segundo tais estudos as procianidinas melhorariam a eficiência da insulina, o hormônio que bota a glicose dentro das células. Os resultados sugerem que ingestão de 100 gramas diários poderiam fazer os níveis de açúcar no sangue cair. Mas este resultado ainda exige mais pesquisas e comprovações. “Mas, para os diabéticos, ainda é cedo para consumir o alimento em demasia”, ressalta.

Devido à alta concentração de cacau o chocolate amargo também alimenta mais que os outros, saciando a fome. Tudo isso comprovadamente sem se ter alterações no peso, nas taxas de açúcar e gordura na circulação. Comprovada ainda é a sua ação no humor das pessoas. “Ele contém substâncias como a fenilalanina e tirosina, aminoácidos precursores da noradrenalina e da dopamina, estão

Brócolis pode ajudar a limpar os pulmões

domingo, 17 de abril de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br
Segundo o estudo, os pulmões de fumantes e de pessoas com doenças crônicas não conseguem remover os resíduos e bactérias acumulados.

O brócolis pode ajudar o sistema imunológico a retirar bactérias prejudiciais dos pulmões, afirmou um estudo da Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos. A substância “sulphoraphane”, encontrada no alimento, pode restaurar atividades interrompidas pela ação do cigarro.

Segundo o estudo, os pulmões de fumantes e de pessoas com doenças crônicas não conseguem remover os resíduos e bactérias acumulados.

Metodologia
Os pesquisadores analisaram como os ratos reagiam em contato com fumaça e constataram que aqueles que foram expostos à fumaça apresentavam uma maior concentração de bactéria. Após o tratamento com “sulphoraphane”, mais células de defesas foram ativadas e o funcionamento das que já estavam presentes melhorou.

O resultado da pesquisa foram pulmões mais limpos e ativos. Agora, os cientistas vão analisar se a substância presente no brócolis teria o mesmo efeito em pessoas, e se bastaria a ingestão diária do alimento para garantir o benefício.

Saiba como se prevenir do câncer de pele

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Geralmente o câncer de pele surge em áreas expostas tais como dorso e face, e as pessoas acima de 40 anos são as mais atingidas

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, podendo chegar a 25% de todas as neoplasias diagnosticadas. Este tipo de câncer está entre os principais danos causados à pele pela exposição aos raios UV. Outros casos comuns são o surgimento de manchas ou sinais, que representam cerca de 19% e o envelhecimento precoce com cerca de 14%.

O câncer é um tumor formado por células que crescem de maneira desordenada, associado a fatores de risco, principalmente a exposição solar prolongada. O surgimento de lesões assimétricas, com contornos irregulares, mais de uma cor e dimensão superior a 6 milímetros devem ser examinadas por um médico dermatologista.

“Geralmente, o câncer de pele surge em áreas expostas tais como dorso e face. Os indivíduos mais comumente atingidos têm idade acima de 40 anos, pele clara, não têm o costume de se bronzear e a pele fica avermelhada após exposição solar. É muito raro em negros, podendo aparecer em palmas da mão e planta dos pés, e em crianças”, explica Dra. Isabela Baraúna do MedImagem Medicina Diagnóstica / Dasa.

Existem três tipos principais de câncer de pele, o Basocelular, que é o mais frequente, porém o menos maligno de todos, aparecendo em cerca de 70% dos casos, o Espinoceluar, que são lesões maiores e de crescimento mais rápido e a Melanoma, que é o mais maligno, com acometimento de outros órgãos além da pele.

“O câncer de pele pode ser evitado através de medidas simples como, por exemplo, o uso de protetor solar diariamente, chapéus, bonés e evitar a exposição solar entre 10 e 15h”, diz Dra. Isabela.

Campanha contra a tuberculose alerta para tosse por mais de três semanas

sábado, 26 de março de 2011

O objetivo é estimular a população a fazer um diagnóstico precoce da doença e evitar a transmissão para parentes e pessoas próximas…

Brasília – Uma tosse por mais de três semanas é um sintoma importante para que a pessoa procure um médico. Este alerta marca a campanha deste ano de combate à tuberculose lançada hoje (24) pelo Ministério da Saúde.

O objetivo é estimular a população a fazer um diagnóstico precoce da doença e evitar a transmissão para parentes e pessoas próximas.

A campanha também traz um material destinado aos profissionais de saúde que atuam no sistema penitenciário, e foi adotado em razão do número de casos entre os presos – a incidência chega a ser 25 vezes mais do que na população em geral, que é de 37,99 casos para cada 100 mil habitantes.

A insalubridade e a superlotação de celas, de acordo com o ministério, agravam a situação da doença nos presídios. No Brasil, há quase meio milhão de pessoas encarceradas em 1.795 unidades prisionais.

O tratamento para a tuberculose, no Sistema Único de Saúde (SUS), dura seis meses. Quando feito sem interrupções, o paciente deixa de transmitir a doença logo nas primeiras semanas e fica completamente curado.

Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose é chegar a 85%, conforme o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 Fonte: votebrasil.com.br

As ‘guerras sangrentas’ do século XVII

quinta-feira, 24 de março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Milhões de transfusões de sangues são realizadas anualmente, salvando várias vidas. Ainda assim, esse já foi um procedimento um tanto polêmico. Logo após as primeiras experiências, conduzidas na França e na Inglaterra há cerca de 350 anos, as transfusões de sangue foram banidas pelo Parlamento francês, interrompendo efetivamente todas as tentativas. Quase 150 anos se passaram até que a prática fosse ressuscitada por James Blundell, um obstetra inglês, que realizou uma transfusão de sangue entre dois humanos no Guy’s Hospital, em Londres. Mesmo então, as transfusões só eram bem-sucedidas ocasionalmente. Foi apenas após a descoberta dos grupos sanguíneos, e de anticoagulantes que ela se tornou uma prática médica comum.

A polêmica que levou à proibição francesa é o ponto central de “Blood Work: A Tale of Medicine and Murder in the Scientific Revolution” (“Trabalho Sanguíneo: Um conto de Medicina e Assassinato na Revolução Científica”), o excelente livro de Holly Tucker. No dia 15 de junho de 1667, um jovem médico francês, Jean Denis, conseguiu transferir algumas onças do sangue de um carneiro para o corpo de um jovem de 15 anos, na primeira transfusão entre um homem e um animal. O jovem sobreviveu. Dois anos antes, na Inglaterra, outro médico, Richard Lower, conseguira, com sucesso, realizar uma transfusão sanguínea entre dois cães.

Denis, que era de origem humilde, e não era bem visto pelos médicos parisienses, decidiu progredir profissionalmente estendendo os experimentos ingleses. Em dezembro de 1667, seis meses após a transfusão de sangue caprino, ele fez dias transfusões separadas do sangue de um bezerro em Antoine Mauroy, um famoso lunático parisiense. Mauroy morreu semanas mais tarde, e Denis foi acusado de assassinato.

Os experimentos de Denis o colocaram contra os conservadores médicos e religiosos de sua época, que acreditavam que o sangue era a morada da alma, e que seguia do fígado para o coração, como o médico grego Galeno afirmou, no século II. A transfusão era encarada como uma forma de blasfêmia, que deveria ser evitada a todo custo.

Quando Mauroy morreu, Guillaume Lamy, um dos doutores que se opunha aos experimentos de Denis, comemorou o fato de que “a morte do lunático serviria para acabar com sua bela imaginação e arruinar inteiramente suas grandes esperanças”. O que se seguiu foi uma clássica história de poder e intriga, uma “guerra sangrenta”, na qual Denis saiu derrotado.

A crônica do mundo científico de Londres e Paris no século XVII de Tucker é fascinante. Historiadora meticulosa, ela pinta um cativante retrato das rivalidades e manobras políticas entre as várias academias inglesas e francesas, e seus membros. Em uma interessante reviravolta, ela descobre evidências de que Mauroy morreu, não em decorrência das transfusões, mas assassinado por opositores de Denis.

A autora também destaca a maneira caótica em que a revolução científica se desenvolveu, e não apenas no século XVII. Com a atual polêmica sobre as células-tronco em mente, Tucker diz: “Toda era deve necessariamente confrontar alguns dos mesmos debates sobre os limites do corpo, da mente e da alma humana, e refletir se eles são estáveis como gostaríamos que eles fossem”. Alguns dos sentimentos que cercaram as guerras sangrentas do século XVII ainda assombram a pesquisa médica nos dias atuais.