Saúde

De 3% a 7% da população do mundo tem claustrofobia

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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claustofobiaA claustrofobia, o medo irracional e mórbido de permanecer em lugares fechados, pode ser um transtorno psíquico penoso. Andar de metrô é uma tarefa que exige um enorme esforço; trancar a porta em um cubículo é uma agonia; um exame de ressonância magnética é impensável. De suor frio, tremores à sensação de asfixia, os que sofrem de claustrofobia sentem uma série de sintomas que podem aumentar de intensidade, até se transformar em um ataque de pânico.

Diversos estudos avaliam que a fobia afeta entre 3% a 7% da população do mundo. Segundo os dados do National Health Service, no Reino Unido 10% da população sofre de claustrofobia. Mas embora os sinais do distúrbio sejam fáceis de detectar, suas causas são bastante complexas. Então, por que algumas pessoas são afetadas por esse distúrbio psicossomático?

Uma das ideias equivocadas a respeito da claustrofobia refere-se à noção de que o medo mórbido limita-se ao confinamento físico. Apesar de os claustrofóbicos evitarem espaços fechados, um show de rock ao ar livre com uma multidão de espectadores ou um engarrafamento de trânsito pode desencadear sintomas desagradáveis de ansiedade. Isso ocorre porque as pessoas que são mais sensíveis ao ambiente em que vivem, sentem-se confinados mesmo na ausência de barreiras físicas.

Alguns estudos científicos atribuem esse distúrbio a fatores biológicos. Em um artigo publicado na revista Psychiatry and Clinical Neuroscience em 2009, Fumi Hayano mencionou uma ligação entre a síndrome de pânico e a anomalia de amígdalas menores do que o normal, a parte do cérebro que processa as reações emocionais. Outras teorias atribuem a claustrofobia a problemas genéticos. Por sua vez, os psicólogos têm uma teoria diferente.

De acordo com a Anxiety UK, uma organização beneficente do Reino Unido que ajuda pessoas que sofrem de ansiedade, a razão mais comum do medo de espaços fechados é a vivência de um acontecimento traumático, como ficar preso em um elevador ou em outro lugar pequeno. Crianças com pais claustrofóbicos às vezes herdam a fobia sem terem sido expostas a um trauma. Mas uma imaginação fantasiosa também pode provocar esse medo mórbido. A tendência em pensar com insistência em determinados fatos pode sugestionar as pessoas a se sentirem ameaçadas. Em alguns casos, o medo pode ser uma forma de exteriorizar uma emoção ou sentimentos reprimidos projetando-os em seu ambiente imediato.

Síndrome de transtorno de estresse pós-traumático

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

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medo-wikipedia-e1446575213553Relatos de um medo debilitante que se apodera de uma pessoa depois de uma situação traumática existem desde a guerra de Troia. No século XIX, os sobreviventes de um acidente de trem foram diagnosticados com a síndrome do chicote, decorrente de uma lesão na região cervical, porque na opinião dos médicos a histeria deles originava-se de uma compressão na coluna vertebral. Na Primeira Guerra Mundial, alguns soldados expostos à violência dos campos de batalha apresentaram sintomas da neurose de guerra, com graves danos ao sistema nervoso central.

Mas só quando os soldados voltaram da Guerra do Vietnã com os mesmos sintomas de hipervigilância, flashbacks e pesadelos, os médicos decidiram estudar esse distúrbio psíquico com mais profundidade. Em 1980, surgiu a expressão transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) para designar o conjunto de sintomas físicos e emocionais causados por situações traumáticas ou atos violentos.

Desde então, as pesquisas fizeram descobertas importantíssimas sobre as causas do TEPT e de como tratar essa síndrome que afeta um grande número de pessoas. O TEPT é mais comum em pessoas que sofreram traumas repetidos; é também mais provável de afetar uma pessoa que conhece quem a atacou ou o motivo da agressão. O trauma na infância, quando o cérebro ainda está aprendendo o que é o mundo e o que deve ser temido, torna as pessoas mais vulneráveis na idade adulta.

Porém a principal diferença do TEPT em relação à maioria dos distúrbios mentais é ofato de atingir outros mamíferos, que sentem e demonstram medo da mesma maneira que os seres humanos. Muitas doenças mentais ainda têm causas misteriosas, mas os progressos dos estudos referentes ao TEPT são notáveis. E a pesquisa neural está revelando por que as pessoas ficam paralisadas ou em estado de pânico quando sentem medo.

As amígdalas, os dois lóbulos arredondados do tamanho de uma amêndoa situados na superfície anterior do cerebelo, têm o papel de processar o significado emocional de estímulos, como cheiros e sons que provocam medo, e os enviam para outras partes do cérebro, que filtram os sinais antes da reação. Em pessoas que sofrem do transtorno de estresse pós-traumático, os filtros têm dificuldade em distinguir as ameaças reais e as que podem ser ignoradas.

Uma mulher agredida em um bar barulhento pode ter uma reação de medo ao ouvir o barulho de copos por algumas semanas, mas aos poucos, com o que chamamos de “extinção do medo”, a associação positiva de estar na companhia de amigos brindando em ocasiões festivas superará as lembranças negativas.

À medida que as pessoas conseguem controlar a sensação de pânico e os flashbacks das situações traumáticas, mais o medo se dissipa. Por esse motivo, não se deve esconder o trauma, e sim tentar enfrentá-lo. Quando esse mecanismo falha, os sintomas do TEPT aparecem. Há pouco tempo, os pesquisadores fizeram uma descoberta instigante de marcadores biológicos que mostram as diferenças entre o cérebro, os genes e o sangue de pessoas afetadas pelo transtorno de estresse pós-traumático e as que não têm esse tipo de distúrbio mental.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Verme pode transmitir células cancerígenas para os humanos

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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H_nanaCientistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) identificaram um novo quadro clínico enigmático, similar ao câncer em um colombiano de 41 anos. O paciente estava vivendo com HIV durante pelo menos sete anos, sem iniciar tratamento. Porém, uma tomografia computadorizada revelou tumores, que variavam de 0,4 a 4,4 centímetros em seu pescoço, gânglios linfáticos, pulmões e fígado. Além disso, exames de fezes constataram a presença de vermes dentro de seu corpo.

No momento em que os investigadores do CDC descobriram o que estava acontecendo, a condição do homem havia se deteriorado e ele estava sob cuidados paliativos. Ele morreu sem qualquer possibilidade de tratamento. Sua causa oficial de morte foi a Aids, sendo o câncer um contribuinte para seu estado debilitado.

O caso é a primeira transmissão conhecida de células cancerígenas de um parasita para um ser humano. A partir da biópsia dos tumores, os médicos descobriram que as células agiram como células cancerígenas em sua destrutividade, mas eram estranhas em outros aspectos. Elas eram cerca de dez vezes menores do que as células cancerígenas humanas normais, por exemplo.

Atis Muehlenbachs, patologista da unidade especial do CDC que investiga doenças e mortes ​​misteriosas, não tinha certeza do que fazer com as amostras de células, quando ele e sua equipe as receberam, em 2013. O padrão de crescimento das células foi semelhante ao do câncer, com uma alta taxa de multiplicação. Mas as células também se fundiam em conjunto, o que é raro em células humanas.

Na verdade, o patologista é cauteloso em chamar a doença do colombiano de câncer, porque essas células eram diferentes de células cancerígenas humanas normais, embora se comportassem de forma semelhante.

Após a realização de dezenas de testes, a equipe descobriu que as células continham trechos de DNA de uma tênia anã, a hymenolepis nana. Essa análise foi verificada por um pesquisador e especialista em tênia do Museu de História Natural  de Londres.

Os investigadores do CDC, que publicaram suas descobertas na última quarta-feira, 4, na revista New England Journal of Medicine, agora acham que o colombiano pode ter ingerido alguns ovos do parasita microscópico, provavelmente em alimentos contaminados por fezes de rato, insetos ou fezes humanas. Devido ao sistema imunológico comprometido do homem, as tênias se multiplicaram rapidamente dentro de seu trato gastrointestinal e as células invadiram outras partes de seu corpo. Porém, não está claro se as células já exibiam propriedades cancerígenas nos ovos do parasita ou se alguma interação entre o parasita e o corpo humano, fez com que elas se tornassem cancerígenas.

O estudo de caso é preocupante por vários motivos. Muitas criaturas, como vários animais marinhos, são suscetíveis ao câncer, enquanto outros, como os elefantes, são quase imunes à doença. Mas, até agora, os cientistas não acreditavam que qualquer parasita humano poderia portar células cancerígenas ou transferi-las para as pessoas.

A presença de células cancerígenas em tênias também levanta inúmeras questões sobre onde as células mutantes se originaram. Além disso, levanta a dúvida se outros organismos que vivem dentro das pessoas poderiam transmitir as células cancerígenas. Nos últimos anos, muitos cientistas têm enfatizado que o ecossistema do corpo humano é composto de 10% de células humanas, e 90% de células microbianas.

Geralmente, o câncer não é considerado uma doença transmissível, embora tenha havido casos muito raros de seres humanos que passam as células malignas para outros seres humanos através de transplante de órgãos ou da mãe para o feto durante a gravidez. Há também algumas espécies de animais, como os diabos-da-tasmânia e cachorros, que são conhecidos por terem células cancerígenas transmissíveis entre as próprias espécies. Contudo, o CDC não acredita que haja qualquer risco de as células cancerígenas da tênia serem diretamente transmitidas de uma pessoa para outra.

Infecções por tênia são muito comuns em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. A maioria das pessoas não apresentam sintomas e se livram dos parasitas rapidamente. Mas em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, tênias tendem a prosperar e podem viver em seus hospedeiros por anos.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Tratamento anti-HIV tem resultado positivo em fase preliminar de estudo

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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remediesUma combinação de duas drogas pode ser um novo tratamento contra a Aids. O coquetel é feito com rilpivirina, um composto da Johnson & Johnson, e uma droga experimental da ViiV Healthcare, o cabotegravir. Em estudos preliminares, o coquetel manteve níveis virais mínimos de HIV.

Com a combinação, foi possível reduzir os níveis virais de pacientes com apenas três comprimidos diários a cada quatro ou oito semanas. As duas empresas fizeram um teste clínico de 96 semanas envolvendo 309 pacientes. Segundo o Tech Times, o resultado das primeiras 32 semanas foram encorajadores.

Enquanto a rilpivirina é vendida com o nome Edurant pela unidade Janssen, da Johnson & Johnson, o cabotegravir é similar à dolutegravir, aprovada para tratamento de HIV sob o nome Tivicay, pela GlaxoSmithKline, um dos acionistas da ViiV.

Segundo a Reuters, o diretor científico da Johnson & Johnson, Paul Stoffels, disse que a empresa espera ter a combinação no mercado em 2020. A Johnson & Johnson está codesenvolvendo esta combinação com a ViiV, que foi criada em 2009 e tem a GlaxoSmithKline, a Pfizer e a Shionogi entre seus acionistas.

Além disso, um estudo mais avançado de uma segunda combinação, de rilpivirina com dolutegravir (da ViiV), já começou. As empresas estão planejando desenvolver outras combinações.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Consumo de açúcar pode causar doenças metabólicas, diz estudo

sábado, 31 de outubro de 2015

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doces-e1445956566469O açúcar é uma ameaça maior para a saúde do que muitos supõem. De acordo com um estudo, ele pode causar doenças metabólicas, como pressão alta e doenças cardíacas, mesmo entre aqueles que não estão acima do peso.

O estudo foi desenvolvido pelo endocrinologista e pediatra americano Robert Lustig, autor do livro “Fat Chance: the bitter truth about sugar”. Em entrevista ao jornal britânico Guardian, Lustig afirmou que a saúde de 43 crianças e adolescentes, que estiveram aos cuidados de sua clínica, melhorou drasticamente ao substituir o açúcar por alimentos ricos em amido em sua dieta. Lustig afirma que eles consumiram a mesma quantidade de calorias e disse ainda que suas doenças metabólicas, que podem causar diabetes, foram revertidas em dez dias.

No estudo, realizado pelo hospital infantil de São Francisco UCSF Benioff e pela Universidade de Touro, na Califórnia, as 43 crianças e adolescentes, entre nove e 18 anos de idade, tinham problemas de peso e de saúde, como pressão alta. Elas foram alimentadas por nove dias com alimentos preparados pela clínica e se pesavam diariamente. O corte de açúcar reduziu de 28% para 10% o total de calorias e da frutose de 12% para 4%. Os alimentos ricos em açúcar foram substituídos por alimentos ricos em amido como peru, cachorro-quente, batata-frita e pizza.

Após nove dias, os pesquisadores disseram que muitos aspectos da saúde metabólica das crianças melhoraram, como, por exemplo, a pressão sanguínea. Os índices de LDL (“mau colesterol”) e de triglicerídeos caíram, além da queda da glicemia de jejum e a redução dos níveis de insulina em um terço. Os testes de funcionamento do fígado também indicaram melhora.

Apesar das considerações de Lustig, a reação ao estudo foi tão boa. “Os resultados não me convencem. É um estudo muito pequeno, e ele não foi estatisticamente bem controlado”, disse o professor de medicina metabólica da Universidade de Glasglow, Naveed Sattar.

O professor emérito de nutrição do Colégio Real de Londres, Tom Sanders, disse que o estudo precisa ser visto “com certo ceticismo”, porque não foi controlado. O estudo não compara as crianças com um grupo similar que continuou consumindo altos níveis de açúcar. A comparação foi feita com o peso e com a saúde dessas crianças antes de serem submetidas à dieta.

Para Sanders, alimentos ricos em açúcar e em amido contêm a mesma quantidade de calorias por grama. “É simplesmente inconcebível que a substituição isocalórica de açúcar por amido tenham lenham largos efeitos no metabolismo. De fato, vai contra as leis da termodinâmica”, disse o professor.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Consumo de carne processada causa câncer, diz OMS

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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carne-830x556Consumir carne vermelha e carne processada aumenta as chances de desenvolver vários tipos de câncer. A declaração é de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira, 26.

O relatório foi elaborado por uma comissão composta por 22 especialistas de 10 diferentes países, que analisaram décadas de estudos sobre a ligação entre o consumo de carne vermelha e o câncer. Foram analisados estudos feitos com animais, além de pesquisas sobre a saúde e a dieta humana e mecanismos celulares.

Os resultados da análise concluíram que o consumo de carne processada causa câncer, enquanto o de carne vermelha aumenta os riscos de desenvolver a doença.

A carne processada passa por etapas de salga, secagem e defumação para aumentar o sabor e a preservação do produto. Ela também é submetida a molhos com conservantes.

Segundo a OMS, consumir uma porção de 50 gramas de carne processada por dia aumenta em 18% o risco de câncer colorretal. Por sua vez, o consumo de 100 gramas diários de carne vermelha aumenta em 17% o risco da doença.

Por conta dos resultados, a agência passou a classificar a carne processada como produto do Grupo 1, no qual estão cigarro, álcool, amianto e outras substâncias que têm “evidências suficientes” na incidência de câncer.

Já a carne vermelha foi posta no Grupo 2A, que apresenta “evidência limitada” na incidência do câncer. Segundo a comissão, além do câncer colorretal, a carne vermelha também aumenta os riscos de câncer no pâncreas e de próstata.

O documento é o posicionamento mais agressivo já tomado pela OMS em relação ao consumo de carne e deve ser alvo de intensas críticas, especialmente do setor de carne bovina, que movimenta bilhões de dólares por ano.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Teste virtual pode ajudar a detectar Alzheimer décadas antes de sintomas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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cerebro-flickr-e1445691258460Um novo exame promete diagnosticar Alzheimer décadas antes da manifestação dos primeiros sintomas. Neurocientistas alemães testaram as funções cerebrais de pessoas com idades entre 18 e 30 anos, fazendo-as navegar por um labirinto em realidade virtual. Os indivíduos que tinham alto risco genético de desenvolver a doença puderam ser identificados por seu desempenho no teste.

Leia também: Estudo sugere que Alzheimer pode ser transmitido por procedimentos médicos
Leia também: Pesquisadores desenvolvem medicamento que pode desacelerar os efeitos do Alzheimer

Segundo os cientistas, liderados por Lukas Kunz, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas de Bonn, o grupo de alto risco navegou o labirinto de forma diferente. Além disso, foi possível notar redução das funções cerebrais da área pela memória de orientação espacial, o que pode ajudar a explicar porquê pessoas com demência têm dificuldade de se localizar. Os resultados também podem auxiliar no desenvolvimento de pesquisas futuras, diagnósticos e tratamentos, de acordo com os autores da pesquisa, que foi publicada na revista Science.

Laura Phipps, da organização Alzheimer’s Research, afirmou que o estudo foca em jovens saudáveis com uma alta probabilidade genética de desenvolver Alzheimer. A especialista acredita que, mesmo décadas antes da manifestação dos sintomas, essas pessoas já mostram alterações em problemas de navegação espacial.

“Apesar de não sabermos se esses jovens do estudo realmente terão Alzheimer, caracterizar mudanças cerebrais em um estágio inicial com riscos genéticos é algo importante para ajudar os pesquisadores a entender melhor o porquê de algumas pessoas estarem mais suscetíveis a desenvolver a doença”, disse a especialista.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Sedentarismo: o inimigo silencioso

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

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timtO Ministério da Saúde do Reino Unido chama a vida sedentária de “o assassino silencioso”. Outros a rotularam de “o novo hábito de fumar”. A falta de atividade física está em quarto lugar na lista das causas globais de morte, depois da hipertensão, tabagismo e hiperglicemia, não só porque ajuda a aumentar a cintura.

Até um pouco de exercício tem um efeito benéfico para a saúde, mesmo que as pessoas não percam os quilos extras. Uma pesquisa apresentada em 30 de agosto em uma conferência de cardiologia em Londres sugeriu que andar rápido durante 25 minutos por dia acrescenta de três a sete anos de vida. Um estudo mais abrangente de pesquisadores da Universidade de Cambridge examinou 300 mil europeus ao longo de 12 anos. A pesquisa mostrou que uma caminhada rápida diária de 20 minutos, ou o equivalente, diminui em um quarto a taxa anual de mortalidade em pessoas com o peso normal e em 16% em pessoas obesas. O exercício físico salvaria o dobro de vidas, assim como o fim da obesidade, disse Ulf Ekelund, o principal pesquisador do estudo.

Mas uma caminhada de 20 minutos por dia está abaixo do mínimo de exercício recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, os adultos devem fazer pelo menos 150 minutos semanais de exercício moderado, como uma caminhada ou um passeio de bicicleta (até o ponto em que “você consegue falar, mas não cantar a letra de uma música”, como o National Health Service do Reino Unido esclarece), ou 75 minutos de uma atividade mais forte como correr ou nadar. Os adolescentes precisam fazer pelo menos uma hora de exercício por dia.

Poucos lugares no mundo têm o hábito de incentivar a prática de exercícios físicos com regularidade. De acordo com um estudo comparativo de faixas etárias diferentes, a Colômbia e os países ricos do Oriente Médio lideram o ranking mundial de sedentarismo. Os holandeses, os ciclistas mais entusiasmados da Europa, têm um desempenho muito melhor.

Quem quer viver para sempre?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

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timthNos últimos 100 anos, a humanidade fez um progresso extraordinário em eliminar doenças e a aprender a manter as pessoas vivas por mais tempo. A expectativa de vida de um americano em 1900 era de apenas 47 anos. Oitenta anos depois essa previsão era de 70 anos para homens e 77 para mulheres.  Desde então, essa progressão diminuiu: um menino nascido nos Estados Unidos em 2013 deverá viver só seis anos mais do que um garoto nascido em 1990. E nem todos os anos de crepúsculo serão dourados.

Os especialistas em estatística do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington fizeram novos cálculos, que se ajustam à expectativa de vida ao nascer ao número de anos saudáveis que uma pessoa poderá ter, sem doenças e deficiências físicas. Segundo os cálculos, um americano nascido em 1990 deveria viver até 72 anos, porém com prováveis problemas de saúde durante nove anos. Em 2013, a expectativa de vida aumentou para 76 anos, mas com um período de dez anos de saúde debilitada. A partir de 1990, os homens americanos ganharam mais três anos de uma vida saudável e quatro anos e meio de saúde precária. Esse tem sido o ritmo lento do progresso da longevidade nos EUA; mas, por sua vez, os chineses e os iranianos nascidos hoje terão vidas mais longas e saudáveis do que os americanos.

Os Estados Unidos gastam uma quantidade de dinheiro considerável com medidas para prolongar a vida dos seres humanos: cerca de um quarto dos gastos dos EUA com o Medicare, ou com a assistência médica a pessoas idosas, refere-se a despesas nos últimos seis meses de vida de uma pessoa. Talvez a percepção do momento em que se deve deixar o fantasma partir seja a chave da verdadeira felicidade e da prosperidade de um país.

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Pesquisadores dos EUA descobrem como ‘desligar’ células cancerígenas

terça-feira, 25 de agosto de 2015

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timthUma descoberta anunciada ontem pode abrir caminho para novas terapias capazes de reverter as células cancerígenas em pessoas saudáveis. Segundo Panos Anastasiadis, diretor de Biologia do Câncer da Clínica Mayo, na Florida, e um dos autores do estudo, esta descoberta representa “uma nova biologia que fornece o código, o software para ‘desligar’ o câncer”.

O “software” em questão foi revelado pela descoberta que proteínas de adesão, uma espécie de cola que mantém as células unidas, e interagem com o microRNA (miRNA), que desempenha papel fundamental na produção de moléculas.

A pesquisa, que foi publicada na revista acadêmica Nature Cell Biology, mostra que quando células normais entram em contato umas com as outras, o miRNA suprime os genes que promovem o crescimento celular. Entretanto, quando a adesão acontece entre células cancerígenas, o miRNA fica desregulado e a multiplicação das células, fora de controle. Em experimentos em laboratório, o restabelecimento do nível normal do miRNA em células cancerígenas foi capaz de reverter a sua multiplicação.

“O estudo revela uma nova estratégia para terapias contra o câncer”, afirmou Antonis Kourtidis, líder do estudo.

Entretanto, ainda é cedo para se pensar em uma nova terapia. Para o oncologista Celso Rotstein, consultor médico da Fundação do Câncer, a descoberta “aprofunda o conhecimento sobre os mecanismos que fazem a célula cancerígena se reproduzir sem controle”.

“Mas para transformar esse achado em um medicamento, o passo pode ser muito distante. Não é algo que possa ser considerado todas as vezes que você aprende mais sobre o mecanismo”, avalia Rotstein.

De acordo com o Rotstein, a ciência está passando por um período de rápido aprofundamento do conhecimento sobre o fenômeno oncogênico, sobre o surgimento dos tumores, e novas formas de combate à doença estão surgindo, como as imunoterapias e os medicamentos alvo moleculares.

“O problema é que a célula neoplásica é extremamente instável. Isso significa que ela vai se tornando resistente aos tratamentos”, diz Rotstein.

Radiação de celulares pode prejudicar a saúde, revela estudo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

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timthUm levantamento recém publicado feito a partir de cem artigos científicos revelou que, ao contrário do que muitos especialistas afirmam, a radiação emitida por telefones celulares pode ser prejudicial à saúde.

O tema é polêmico e divide opiniões. Pesquisadores da Ucrânia e dos EUA concluíram, no entanto, que a radiação eletromagnética emitida por celulares não é tão inofensiva como se pensava.

De acordo com o biólogo molecular Segiy Kyrylenko, “essa energia entra nos tecidos. Estamos falando de efeitos de radiação no organismo […] Os efeitos dessa radiação são evidentes, detectáveis e temos que ter cuidado”,

Do total de cem artigos analisados pelos pesquisadores, 93 detectaram algum tipo de efeito em organismos vivos das ondas dos celulares, chamadas de radiação de baixa frequência.

Um relatório divulgado em 2011 pela OMS incluiu a radiação dos celulares na mesma categoria da emissão de gases de automóveis e do café, o grupo 2B, dos agentes possivelmente cancerígenos.

FDA aprova primeira pílula para aumentar a libido feminina

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

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timthO primeiro medicamento de prescrição para aumentar o desejo sexual das mulheres foi aprovado pelos órgãos regulatórios dos EUA na última terça-feira, uma vitória para quem defendeu o remédio e acusou a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, sigla em inglês) de preconceito de gênero ao ignorar as necessidades das mulheres.

A droga, Addyi, da Sprout Farmacêutica, é, na verdade, a primeira droga liberada para tratar a redução na libido para ambos os sexos. O Viagra e outros medicamentos que atendem o público masculino têm apenas a função de ajudar homens a ter ereções e corrigir deficiências na produção de testosterona, mas não tratam uma deficiência no desejo sexual masculino.

Defensores da aprovação do Addyi, muitos deles parte de uma coalizão chamada “Even the Score” (Iguale o placar), disseram que o novo medicamento melhora a vida sexual das mulheres, como há muito se esperava.

“Esse é o maior avanço na saúde sexual das mulheres desde a pílula anticoncepcional”, disse a diretora-executiva da Liga Nacional de Consumidores, Sally Greenberg.

Durante o anúncio da liberação, a agente sênior da FDA, Dr. Janet Woodcock, disse que a agência está “comprometida em apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e efetivos para a disfunção sexual feminina”.

A decisão desta terça-feira não foi uma surpresa desde que um comitê de consultores externo recomendou a aprovação por uma votação de 18 a 6, em junho deste ano. Também foram indicadas precauções que devem ser tomadas para que não haja uso excessivo, reduzindo riscos de efeitos adversos.

Não há previsão de chegada do fármaco ao Brasil, que também é conhecido como flibanserin e já foi apelidado de “Viagra rosa”.

Ser humano come só 200 dos 300 mil espécies de plantas comestíveis

domingo, 16 de agosto de 2015

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timthumNo mundo todo, existem 400 mil espécies de plantas, sendo 300 mil comestíveis. Destas, somente 200 espécies fazem parte da dieta humana, o que corresponde a 0,06% do total de espécies. A grande questão é: se há tantas espécies de plantas comestíveis, por que tão poucas são consumidas?

Em entrevista à BBC, John Warrer, professor de botânica e autor do livro A Natureza dos Cultivos, explica que, até então, a explicação estava na toxicidade das plantas. Porém, o argumento provou ser infundado.

“Até agora, a explicação sugeria que fazemos isto para evitar o consumo de plantas tóxicas. Muitas das plantas que comemos são originalmente tóxicas, mas, com o passar do tempo, nós e outros animais encontramos formas de lidar com estes componentes tóxicos”, diz Warrer.

O botânico afirma que o real motivo está na vida sexual das plantas. Segundo ele, plantas que têm formas d e reprodução estranhas não fazem parte da dieta humana. Isso porque são difíceis de cultivar, necessitando de insetos e, às vezes, até de auxílio manual.

Warrer cita como exemplo as orquídeas. No mundo inteiro, existem cerca de 20 mil espécies de orquídeas. Elas serviriam como boas fontes de alimento, mas não são consumidas.

O motivo é simples: para se reproduzir, as orquídeas precisam ser polinizadas por uma espécie específica de inseto. Se as orquídeas forem cultivadas longe desta espécie, não produzirão sementes e o cultivo será um fracasso. Apenas a orquídea de baunilha é cultivada para o consumo, por conta de seu alto valor de mercado. Porém, a polinização é feita manualmente.

Segundo Warrer, para sobreviver, os ancestrais humanos passaram a restringir o consumo de plantas às espécies que tem a vida sexual mais simples, logo, são mais fáceis de cultivar. “Acabamos com apenas dez cultivos mais importantes do planeta: milho, trigo, arroz, batatas, mandioca, soja, batata-doce, sorgo, inhame e banana. Que, em sua maioria, se polinizam com a ajuda do vento, sem necessidade de insetos”.

O botânico afirma que é necessário expandir o número de espécies domesticadas para o cultivo, sendo o processo de domesticação a eliminação de possíveis substâncias venosas. “Nossa tendência é domesticar plantas muito nutritivas, mas que necessitam de muitos fertilizantes. Deveríamos cultivar novas plantas com sistemas nutritivos inferiores, porém mais sustentáveis no futuro”, conclui o botânico.

Nem sempre o autocontrole é benéfico para a saúde

segunda-feira, 20 de julho de 2015

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timthuTudo começou com uns marshmallows. Na década de 1960 Walter Mischel, um psicólogo que trabalhava na Universidade de Stanford, iniciou uma série de experimentos com crianças pequenas. Uma criança ficou sozinha durante 15 minutos com um prato de marshmallow ou de outra guloseima semelhante à sua frente, com a promessa que se não comesse o doce até o final dos 15 minutos, ganharia mais uma porção. Algumas crianças de 4 e 5 anos sucumbiram à tentação antes do tempo previsto. Outras resistiram e ganharam a recompensa.

Em seguida, foi a vez de Mischel esperar. Ele acompanhou o progresso das crianças à medida que cresciam. As que haviam resistido tinham um desempenho melhor na escola, do que as que haviam cedido à tentação. Na idade adulta conseguiram empregos melhores, eram menos propensas a usar drogas e infringiam a lei com menos frequência. Além disso, as circunstâncias familiares das crianças indicaram que o comportamento impulsivo havia sido incorporado como um aprendizado ao longo de suas experiências de vida ou fora herdado. Isso sugeriu que o aprendizado poderia ser revertido e, assim, a criança em questão teria chances melhores de sucesso na vida.

Os diversos estudos realizados posteriormente confirmaram a percepção inicial de Mischel e agora estão influenciando uma mudança na política pública, sobretudo nos Estados Unidos, onde a Administration for Children and Families, um órgão do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, está desenvolvendo programas para ensinar as crianças a terem autocontrole. No entanto, pesquisas recentes indicaram que nem sempre o autocontrole é benéfico para a saúde.

Um estudo publicado há dois anos por Gene Brody, da Universidade da Georgia, que examinou um grupo de jovens negros americanos, revelou que os jovens que demonstravam autocontrole na adolescência recebiam os benefícios esperados. Mas se eles fossem provenientes de classes menos favorecidas, tinham uma tendência maior a serem hipertensos, obesos e de terem níveis mais altos de cortisol, um hormônio produzido pelo organismo em situação de estresse, do que seus colegas menos comedidos. Essa analogia não se aplicava a pessoas de classes mais ricas.

Em seguida a esse estudo, Brody e seus colegas fizeram uma pesquisa que chegou a uma conclusão também surpreendente. Em pessoas de classes sociais mais altas, o autocontrole acelerava o processo de envelhecimento. Essa pesquisa, recém-publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, baseou-se na análise da metilação do DNA, um tipo de modificação química do DNA que consiste em adicionar um grupo metilo ao material genético em cromossomos.

Cientistas descobrem substância que pode eliminar efeitos colaterais da quimioterapia

domingo, 19 de julho de 2015

timth,joegA réplica celular fora de controle é a principal causa do desenvolvimento de câncer, e os laboratórios buscam uma forma eficiente de desenvolver medicamentos que interferem nesta reprodução descontrolada há muito tempo.

Infelizmente, a maioria dos medicamentos existentes sabota tanto células cancerígenas quanto saudáveis. Isto causa efeitos colaterais terríveis e significa que os médicos devem usar doses menores que o ideal. No entanto, Oliver Thorn-Seshold e Dirk Trauner, dois químicos da Universidade Ludwig Maximiliam, em Munique, esperam mudar esta situação. Eles estão tentando desenvolver um medicamento que controla quais células serão afetadas utilizando luz.

Eles acham que descobriram uma maneira eficaz de fazer isso utilizando uma substância chamada combretastatina, que pode ser encontrada no tronco de uma árvore sul-africana.

Esta árvore contém vários tipos de combretastatina que são extremamente eficientes em interromper a reprodução descontrolada das células. Os dois químicos analisaram particularmente a versão conhecida como combretastatina A-4. Ela vem em dois arranjos, chamados isômeros, que têm a mesma fórmula química, mas formas diferentes. Um dos isômeros é um mau sabotador da atividade de reprodução, enquanto o outro é extremamente eficaz. As perguntas que os pesquisadores tinham de responder era como converter um tipo para o outro usando um feixe de luz.

Testes mostraram que eles poderiam fazer isso ao substituir dois átomos de carbono da molécula por átomos de nitrogênio. A ligação química gerada a partir da substituição permite que o isômero não tóxico, que pouco faz para romper a reprodução celular, passe a ser tóxico quando a luz azul é direcionada a ele. Esta transformação pode ser revertida de forma simples ao desligar a luz. E luz azul, ao contrário da ultravioleta, utilizada em testes anteriores, é inofensiva.

De acordo com o relatório de Oliver e Dirk, o sistema funciona em laboratório. Eles misturaram a combretastatina modificada, que chamam de photostatin, com células de câncer de mama, e deixaram algumas amostras no escuro enquanto expuseram outra a pulsos de luz azul a cada cinco minutos. O medicamento se provou 200 vezes mais eficaz quando exposto à luz do que as deixadas no escuro. É ainda mais eficaz (250 vezes mais potente que a amostra não iluminada) quando exposta à luz violeta, e apenas 75 vezes mais quando exposto à luz azul clara. A photostatin parece poder graduar o seu efeito de acordo com a necessidade.

Descobertas como esta podem parecer promessas vazias. E poucos conseguem sair do laboratório e chegar às clínicas. Mas se as photostatins conseguirem completar a transição, será um avanço surpreendente.

Por que algumas pessoas envelhecem mais rápido?

domingo, 12 de julho de 2015

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timthuA chave para entender o envelhecimento pode estar na compreensão do fenômeno que faz os relógios biológicos das pessoas funcionarem em ritmos diferentes. É o que sugere uma nova pesquisa liderada pelo professor americano Daniel Belsky, da Duke University.

Publicada na segunda-feira, 6, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a pesquisa avaliou a saúde de 1.000 pessoas que nasceram entre 1972 e 1973, na cidade costeira de Dunedin, na Nova Zelândia. Os pesquisadores calcularam a “idade biológica” de cada voluntário aos 38 anos com base em uma vasta gama de biomarcadores. As medições incluíram aptidão cardiorrespiratória, função pulmonar, dos rins e fígado, sistemas metabólicos e imunes, saúde dental, condição das gengivas e função cognitiva, entre outros fatores.

Os pesquisadores avaliaram os voluntários aos 26, 32 e 38 anos e descobriram que, enquanto a maioria deles envelheciam a um ritmo normal – com alterações fisiológicas condizentes com a passagem de um ano cronológico – alguns deles envelheciam de maneira surpreendentemente mais lenta ou mais rápida.

De fato, pesquisadores descobriram que a “idade biológica” dos voluntários aos 38 anos variava de 30 anos a quase 60 anos

“Os participantes do estudo que envelheceram mais rápido experimentaram dois a três anos de mudanças fisiológicas em um único ano. Eles tinham, em geral, pior equilíbrio e coordenação motora e eram fisicamente mais fracos”, diz o estudo.

Segundo Belsky, estes voluntários relataram ter mais problemas com tarefas básicas, como subir escadas ou carregar mantimentos. Além disso, aqueles que envelheceram mais rápido também mostraram mais sinais de declínio cognitivo. Suas pontuações de QI, que de acordo com estudos anteriores deveriam permanecer relativamente estáveis na vida adulta, já eram inferiores aos 38 anos.

Importância do estudo

O estudo é significativo porque avaliou jovens adultos, enquanto a maioria das pesquisas de envelhecimento estuda pessoas de 50, 60, e 70 anos.

“Nossos resultados indicam que processos de envelhecimento podem ser quantificados em pessoas ainda jovens o suficiente para ser possível prevenir doenças relacionadas com a idade, abrindo uma nova porta para terapias antienvelhecimento”, escreveram os pesquisadores.

Belsky disse que, no futuro, a idade biológica de uma pessoa poderia servir como uma simples medida de saúde, para ajudar pacientes a entender melhor a bateria de números que recebem de seus médicos atualmente.

“Um único número seria muito mais fácil de processar”, disse.

Estudo avalia quais as doenças mais comuns em diferentes partes do mundo

segunda-feira, 6 de julho de 2015

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timthEm 2013 o Institute for Health Metrics and Evaluation, com sede em Seattle, realizou uma pesquisa sobre diversas doenças existentes no mundo. Os últimos resultados desse estudo, com o foco em disfunções psíquicas, fisiológicas ou anatômicas, foram publicados há pouco tempo na revista Lancet.

Os problemas ocasionados por doenças específicas todos os anos são avaliados pelo cálculo do número dos habitantes que sofrem dessa doença em um determinado país; em seguida, esse número é multiplicado pelo grau de gravidade da doença medido em uma escala de zero (ou seja, sem efeito) a um (efeito letal).

grafico32-300x211Como o mapa mostra, as dores nas costas são queixas mais frequentes em países desenvolvidos, com uma população idosa. Em geral, a depressão é o distúrbio mais recorrente em países jovens e com um alto índice de pobreza. A anemia é a doença mais comum em países sem recursos e devastados pela guerra, onde a escassez de alimentos é constante. Por sua vez, em algumas regiões prósperas do Oriente Médio onde as pessoas têm hábitos sedentários, a diabetes é a maior fonte de preocupação.

Alimentos influenciam humor

domingo, 21 de junho de 2015

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timNa correria do dia-a-dia, é difícil manter o bom humor, principalmente, quando se tem mais tarefas para fazer do que horas disponíveis, quando o trânsito não colabora ou quando o sono não está em dia. Mas alguns alimentos podem ajudar a enfrentar todos os problemas da rotina com um sorriso no rosto.

Nozes – elas têm calorias; nutrientes; fibras, que estimulam os neurotransmissores; e vitaminas como magnésio, potássio, cálcio, ferro, zinco e selênio.

Chás – eles são associados ao relaxamento. Uma recente meta-análise confirmou que estados positivos de humor ajudam a resolver problemas.

Chocolate – o teor de gordura e açúcar  do chocolate pode aumentar a serotonina e os níveis de endorfina. Além disso, os flavonoides do cacau podem ajudar a melhorar o humor e sustentar o pensamento claro.

Proteínas – ovos, frango, carne com pouca gordura, sardinha, linhaça, sementes de abóbora, vegetais verde escuros e abacate são ricos em ômega 3 e afetam a serotonina, hormônio que atua como neurotransmissor responsável por manter o equilíbrio do humor.

Café – o café aumenta a concentração e a clareza mental, mas é preciso tomar cuidado com a quantidade. O consumo excessivo pode criar dependência, depressão, insônia, alterações de humor e falta de concentração.

                 Opinião&Notícia-Alimentos influenciam humor

Pesquisadores traçam a ‘àrvore genealógica’ do vírus da gripe

terça-feira, 9 de junho de 2015

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timthA proteção do organismo com a vacina da gripe costuma durar até o inverno seguinte. Além de o vírus da gripe sofrer mutações, ele se movimenta muito rapidamente, sendo quase impossível emboscá-lo num imunizante que dure por mais tempo. Pesquisadores americanos resolveram, então, chegar a sua origem, traçando uma espécie de árvore genealógica do vírus, para entender seus padrões de evolução e de deslocamento e, com isso, criar vacinas mais eficazes.

Os cientistas consideram que este foi o estudo mais amplo da história da evolução do vírus da gripe. Publicado na última segunda-feira, 8, na revista científica Nature, o estudo mostra um mapa que engloba os quatro tipos de vírus que causam a gripe sazonal em humanos: dois Influenza A (H3N2 e H1N1) e dois Influenza B (Yagamata ou Yam e Victoria ou Vic). Foram analisadas 9.604 cepas desses quatro tipos de vírus coletadas ao longo da última década em todos os continentes.

A primeira conclusão é que os vírus que evoluem rapidamente, como o H3N2, conseguem atingir os adultos, que já estão imunes a algumas cepas, mas não às novas. Eles geralmente viajam mais do que crianças, ampliando as possibilidades de dispersão dos agentes infecciosos. Na prática, ele surge na Ásia e se desloca para o resto do mundo. Já os vírus que evoluem mais lentamente, como o H1N1 e os do tipo B, infectam principalmente indivíduos que não têm proteção contra agentes infecciosos já comuns no ambiente: as crianças. E, por sua vez, como elas viajam menos do que adultos, também o vírus se dispersa mais lentamente. Por isso, uma determinada cepa pode permanecer numa mesma região por anos. Mas cada região terá uma cepa para chamar de sua.

O próximo passo do estudo é tentar entender melhor por que os vírus H1N1 e o B evoluem mais lentamente que o H3N2, segundo Trevor Bedford, da Divisão de Doenças Infecciosas no Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, e um dos autores da pesquisa.

 

IBGE: Brasil tem 11% da população sem nenhum dente

quarta-feira, 3 de junho de 2015

timthuDados divulgados pela  Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do IBGE, revelam que 16 milhões de brasileiros não tem nenhum dente na boca. O número representa 11% da população, sendo  13,3% entre as mulheres e 8,4% entre os homens.

Leia mais: IBGE: 70% dos brasileiros não têm plano de saúde

Segundo a pesquisa, 41,5% dos brasileiros com mais de 60 anos já perderam todos os dentes. Entre os que não têm ensino fundamental completo, o percentual de desdentados é de 22,8%. Os dados também revelaram que 55,6% dos brasileiros não visitou um dentista em 2013, ano analisado pela pesquisa.

O resultado da pesquisa reflete o descaso da população com a saúde bucal. Embora, 89,1% dos entrevistados tenha afirmado escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, apenas 53% disseram usar escova, pasta e fio dental. Além disso, somente 46% disseram trocar a escova a cada três meses, como recomendam os dentistas.

O descaso com a higiene bucal pode levar a sérios problemas de saúde, além da perda dos dentes. As bactérias que se deslocam da boca podem chegar ao sistema circulatório, afetando vários órgãos. Estudos mostram que a falta de higiene bucal é uma das desencadeadoras de doenças cardíacas e de parto prematuro.

A pesquisa do IBGE não é a única a revelar a falta de cuidado dos brasileiros com a saúde dos dentes. Segundo a organização Turma do Bem, projeto odontológico que atende pessoas carentes, a falta de higiene bucal afeta os brasileiros já a partir da infância. De acordo com a organização, cerca de 30 milhões de crianças brasileiras nunca foram ao dentista.

Cresce o número de derrames em pessoas com idades entre 40 e 54 anos

sexta-feira, 22 de maio de 2015

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timthumO derrame é tido como uma doença que ataca os idosos, mas um novo relatório da organização britânica Stroke Association afirma que o número de casos em pessoas mais jovens, ou seja, na faixa etária entre 40 e 54 anos, tem crescido de forma preocupante.

Segundo dados da pesquisa, foram registrados 6221 casos em homens nessa faixa etária no Reino Unido, em 2014, um aumento de 1961 casos em relação à medição feita em 2000. A ocorrência em mulheres também cresceu. Foram 1075 casos a mais do que há 15 anos. Os pesquisadores afirmam que a principal causa do aumento das ocorrências são os hábitos de vida pouco saudáveis.

Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que 15 milhões de pessoas sofrem derrames anualmente. Dois terços delas morrem ou ficam com sequelas irreversíveis. O aumento do número de obesos, sedentários e pessoas que têm alimentação irregular influenciam no resultado da pesquisa.

“Essa alta nos casos de AVC entre pessoas em idade ativa é alarmante. E isso tem um altíssimo custo, não apenas para o paciente, mas também para sua família e para os serviços públicos de saúde”, disse o especialista da Stroke Association, Joe Barrick.

A nicotina é de todo ruim?

quarta-feira, 20 de maio de 2015

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timthMuitas pessoas acreditam que chiclete de nicotina faz menos mal do que fumar. Médicos ao redor do mundo concordam. Mesmo assim, a possibilidade de uma pessoa ser viciada em nicotina, mas não ser capaz de morrer disso é um debate crescente na comunidade científica. Cientistas não duvidam que a nicotina seja viciante, mas alguns questionam se uma dose diária pode ser tão benigna quanto a cafeína, que muitas pessoas tomam de manhã.

Este debate tem sido agravado pela crescente popularidade dos cigarros eletrônicos, aparelhos livres de tabaco que ajudam algumas pessoas a parar de fumar a partir da inalação do vapor da nicotina. A ideia da nicotina como algo relativamente benigno vai contra a imagem de droga que foi construída ao longo das décadas, quando fumar passou a se tornar uma ameaça indiscutível para a saúde.

Psicólogos e especialistas na dependência de tabaco, incluindo alguns laboratórios considerados líderes mundiais na Grã-Bretanha, acham que agora é a hora de distinguir claramente a nicotina do fumo. Eles dizem que as evidências revelam que o fumo mata, mas a nicotina, não.

“Nós devemos parar de demonizar a nicotina”, disse Ann McNeill, professora de dependência do tabaco no Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King’s College, em Londres. Ela passou sua carreira pesquisando formas de como ajudar as pessoas a parar de fumar.

Alguns estudos mostram que a nicotina, como a cafeína, pode até ter efeitos positivos. Como ela é estimulante, ela aumenta a frequência cardíaca e a velocidade de processamento da informação sensorial, o que alivia a tensão, além de melhorar a capacidade mental.

Tudo isto levanta outras questões: a nicotina poderia preparar o cérebro de jovens para estudar coisas mais difíceis? Poderia estimular propriedades de pessoas mais velhas, cujos cérebros estão mais lentos, prevenindo o Alzheimer e retardando a progressão da doença de Parkinson? Até agora, as respostas ainda não são claras.

Marcus Munafo, um psicólogo da Bristol University na Grã-Bretanha, diz que as campanhas de saúde pública de 1970 e 1980 juntavam a nicotina, o vício e os cigarros para martelar os danos causados pelos fumantes. No entanto, estas associações podem desfocar o potencial da nicotina de fazer com que fumantes  larguem os cigarros.

Munafo está questionando a noção de que a dependência da nicotina é, em si, ruim. Em um “laboratório de fumar” no departamento de Munafo, as pessoas que ainda estão viciadas em cigarros fumam em condições controladas. No momento, os pesquisadores estão estudando as diferenças genéticas no quão profundamente as pessoas inalam, como parte de um projeto que analisa as necessidades e as respostas das pessoas à nicotina.

Fontes: Opinão&Notícia

Um quarto da população nas capitais brasileiras tem hipertensão

terça-feira, 12 de maio de 2015

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timthuA pesquisa “Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico” (Vigitel) divulgada nesta terça-feira, 12, pelo Ministério da Saúde revela que 24,8% dos brasileiros que moram nas capitais do país sofrem de hipertensão. Na mesma pesquisa de 2013, o índice foi de 24,1%.

Os dados mostram que a doença atinge 26,8% das mulheres e 22,5% dos homens. Porto Alegre é a capital com a maior porcentagem de hipertensos, somando 29,5%, enquanto Palmas atingiu o menor índice, com 15,2%.

Dados que mostram os resultados da segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados também foram divulgados. Após um acordo do Ministério da Saúde com a Associação Brasileira as Indústrias da Alimentação (Abia), alimentos que fazem parte do cardápio da maioria das crianças, como bolos, salgadinhos, biscoitos e batatas fritas, perderam até 10% da quantidade de sódio em suas composições.

Até o momento foram eliminadas das prateleiras dos supermercados quase 13 mil toneladas de sódio. Segundo o Ministério, o objetivo é reduzir mais de 28 mil toneladas de sódio de vários produtos até 2020.

A meta do governo, caso seja cumprida, terá impacto direto nos gastos do Sistema Único de Saúde. Além disso, a redução garantiria uma diminuição de 15% dos óbitos por AVC e 10% dos óbitos por infarto. Cerca de 1,5 milhão de pessoas ficariam livres de medicamentos e teriam a expectativa de vida aumentada em quatro anos.

Segundo dados da Vigitel, 48,6% dos brasileiros consomem quase 12 gramas de sal por dia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de no máximo dois gramas diários de sódio, o que equivale a cinco gramas de sal.

O estigma da doença mental está aos poucos desaparecendo

domingo, 3 de maio de 2015

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timthEm geral, as pessoas com problemas mentais escondem seus sintomas por medo do preconceito e, em consequência, não procuram ajuda. Embora saibam que nem todos os distúrbios mentais são incuráveis ou que nem sempre os doentes vivem em um estado de alucinação, temem a rejeição de amigos ou de empregadores. Muitos pensam que os doentes mentais não têm condições de trabalhar, mas, na realidade, a restrição ao trabalho aplica-se apenas aos casos mais graves.

Hoje, pessoas das mais diversas posições sociais conversam sem preconceito sobre disfunções psíquicas, disse Sophie Corlett da MIND, um grupo de apoio à saúde mental britânico. As campanhas promovidas pelos governos e organizações sem fins lucrativos para eliminar o estigma fazem parte de um movimento imparcial e solidário, no qual as pessoas que se manifestam livremente diminuem o desconhecimento e a incompreensão que cercam os distúrbios psíquicos ou psicológicos, além de incentivarem outras a falarem também sobre seus sintomas. Só 13% dos ingleses entrevistados em 2013 disseram que o histórico de doença mental impediria alguém de exercer um cargo público, em comparação com 21% há cinco anos. E o número dos que não fariam objeção a ter um colega de trabalho ou um vizinho com problemas psíquicos aumentou.

Essa abertura maior de diálogo resulta em uma compreensão mais profunda das disfunções psíquicas ou psicológicas, que afetam um grande número de pessoas. Uma em cada cinco pessoas em idade produtiva em países desenvolvidos sofre de alguma perturbação mental todos os anos. Cerca de um quarto dessas pessoas sofre de psicoses graves, como esquizofrenia ou distúrbios maníaco-depressivos, e as demais têm sintomas menos debilitantes, como depressão leve ou ansiedade. Mas os distúrbios mentais são bem menos propensos a receberem tratamento médico do que as doenças físicas. Mais de três quartos das pessoas com psicopatias graves e mais de 90% das que sofrem de transtornos mais leves, não são tratadas por especialistas como psiquiatras e psicólogos, ou não recebem nenhum tratamento.

 

Estudo identifica células responsáveis pela sensação de fome

domingo, 3 de maio de 2015

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timthuEm estudo publicado na revista Nature Neuroscience, cientistas americanos e britânicos identificaram as células do cérebro responsáveis por controlar a sensação de fome. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de uma droga que regule esse mecanismo, o que poderia ajudar na luta contra a crescente obesidade no mundo, dizem pesquisadores.

A nova descoberta é relacionada a um grupo de células do cérebro, conhecidas como neurônios PVH MC4R, que quando desligadas aumentam a fome e, ativadas, acabam com o apetite.

Em experimento feito com camundongos, os animais que tinham ido dormir com o estômago cheio ficaram famintos quando o circuito foi desligado. Quando as células foram ativadas, os camundongos perderam completamente o apetite.

Pesquisadores também fizeram outro experimento para descobrir que tipo de sentimentos os neurônios PVH MC4R geravam quando ligados. Camundongos famintos foram colocados em uma caixa com duas saídas, uma delas equipada com laser para ativar esses neurônios. Os animais pareciam ser atraídos para esta porta. Para os cientistas, o experimento sugeriu uma reação de prazer nos cérebros desses roedores. O corte do apetite não seria causado por náusea ou outras sensações desagradáveis, e sim, pela diminuição da angústia e irritação que muitas vezes acompanha a fome.

Segundo o pesquisador Bradford Lowell, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, a ativação dos neurônios PVH MC4R teve o mesmo efeito que uma dieta.

Por que as pesquisas científicas não entram em um consenso sobre a alimentação?

domingo, 3 de maio de 2015

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timNas pesquisas científicas é difícil achar um consenso sobre os benefícios e os malefícios de alimentos como ovo e carne vermelha. Uma hora eles fazem muito bem, mas de repente, eles viram inimigos do organismo. Por que isto acontece com tanta frequência?

Em 2010, segundo o Conselho de Orientação de Dieta dos Estados Unidos (DGAC, na sigla em inglês), o ovo fazia mal, portanto, só se deveria comer um ou no máximo dois ao dia. Em, 2011, a publicação científica europeia de nutrição médica, European Journal of Medical Nutrition, chegou à conclusão de que fazia bem. “Não aumentam o risco de doenças do coração”. Já em 2012, ele voltou a fazer mal, segundo a revista Artherosclerosis, que dizia que as gemas eram tão prejudiciais ao coração como fumar. Em 2013, a publicação científica britânica, British Medical Journal, retificou a informação, dizendo que fazia bem. “Não há relação entre o consumo de um ovo por dia e o aumento do risco de problemas cardiovasculares”.

“Estamos diante de uma investigação contínua”, explica Giuseppe Russolillo, diretor da Conferência Mundial de Nutricionistas e presidente da Fundação Espanhola de Nutricionistas (FEDN), à BBC.

O professor de nutrição, Duane Mellor, da Universidade de Nottingham, no norte da Inglaterra, explica que conforme se adquire mais conhecimento, mais a ciência se refina, “e algumas coisas que acreditávamos ser definitivas o deixam de ser”.

“Mas nós, cientistas e nutricionistas, temos de trabalhar melhor em como comunicamos a mudança, para que o público não fique confuso. E não somos muito bons nisso”, admite.

Contudo, os especialistas concordam que nem todos os trabalhos que são publicados têm bases sólidas nem fornecem fortes evidências. E parte do problema está no quão difícil é conseguir provas científicas aleatórias e controladas quando se trata de alimentação humana.

Russolillo também fala sobre uma questão ética. “Enfrentamos aquilo que chamamos de ‘prostituição profissional’: sociedades médicas que não trabalham com base em evidência científica e que, com conflitos de interesses, começam a dar recomendações à população”, disse. “Não existe uma fórmula fácil de resolver esse problema. Os cientistas precisam trabalhar com a indústria de alimentos, porque eles fornecem os materiais para fazer os testes. Mas a relação deve ser transparente e explicada publicamente”, disse Duane Mellor.

Dengue bate recorde no estado de São Paulo

segunda-feira, 27 de abril de 2015

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timthCom 222.044 vítimas da dengue em 645 cidades de São Paulo até o dia 22 de abril, o estado vive o maior número de casos confirmados da doença desde o primeiro registro da série histórica disponível, iniciada em 1986. As informações do número de vítimas são do último boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, órgão que tabula os resultados.

Anteriormente, o recorde de contaminados pela doença era de 2013, quando 209.052 pessoas se infectaram durante o ano em todo o estado. Em 2014, por sua vez, foram 204.236 confirmações.

O número de mortes confirmadas também está prestes a ter o recorde batido neste ano no estado de São Paulo. Já são ao menos 125 óbitos contra 141 em 2010, segundo dados do Ministério da Saúde. O agravante é que outras cerca de 90 mortes que podem ter ocorrido devido à dengue ainda estão sendo investigadas em laboratório.

No entanto, municípios do noroeste do estado que tiveram surtos fortes da doença, como Bauru, Marília, Botucatu, Araçatuba e Bebedouro, que enfrentam a dengue desde janeiro, começam a ter uma desaceleração das confirmações. Apesar disto, a doença ainda segue um ritmo forte de contaminação em cidades da Baixada Santista, da grande São Paulo e da região de Campinas, por exemplo.

Como cerca de 80% dos focos da dengue ficam dentro das casas, diversas prefeituras do estado, como a da capital, onde já há epidemia em 13 distritos, pediram auxílio de homens do Exército para ajudar na contenção destes focos.

Embora o pico de infestação da dengue deva ocorrer por agora, entre a última semana de abril e o começo de maio, as condições de proliferação do mosquito devem minguar com menos chuvas e temperaturas mais baixas.

Por que os albinos são perseguidos em muitos países africanos?

sábado, 21 de março de 2015

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Por Mariana Mauro – Opinião&Notícia
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timthuNa última semana, um grupo de feiticeiros foi preso, na Tanzânia, por matar albinos. Mas na última quarta-feira, 18, o comissário regional de Simiyu, Eraston Mbwilo, mandou soltar os suspeitos, segundo o jornal tanzaniano The GuardianSerá que estes feiticeiros foram realmente presos por matar albinos? Como é a situação no Brasil? E, afinal de contas, o que faz com que uma pessoa nasça albina?

Leia mais: Tanzânia prende mais de 200 ‘feiticeiros’ por assassinatos de albinos

A instituição Under the Same Sun (Sob o Mesmo Sol. UTSS, na sigla em inglês) visa incluir socialmente e combater a discriminação muitas vezes fatal contra pessoas albinas. O diretor de operações da ONG canadense, com sucursal na Tanzânia, Don Sawatzky, explicou ao O&N que há centenas de feiticeiros na Tanzânia com licença para trabalhar lá. No entanto, a palavra “feiticeiro” na língua swahili, idioma falado em algumas regiões da África, tem dois significados: a dos tradicionais curandeiros e feiticeiros, e a dos adivinhos e videntes. “O segundo grupo não tem licença na Tanzânia e são eles que costumam ser os alvos das prisões, até onde sabemos. Eles podem simplesmente ser presos por estarem praticando sem licença, mas o governo, através da mídia, está espalhando para a comunidade internacional que isso significa algo mais. O tempo irá dizer”, diz Sawatzky.

Na África, há muitos mitos sobre albinos, mas a ciência já provou que nenhum deles é verdadeiro. Os mitos são: o albinismo é uma maldição dos deuses ou de ancestrais. Logo, entrar em contato com um albino traria má sorte, doença e até morte; pessoas albinas nunca morrem, porque elas não são humanas, mas fantasmas; ter relações sexuais com uma mulher albina pode curar a Aids; um encanto ou uma poção feita com parte do corpo de albinos tem poderes mágicos, que podem trazer saúde, sucesso e sorte; albinos só existem na África; a culpa é da mãe se o bebê nasce albino; pessoas albinas têm visão normal.

Por esses mitos, os albinos são perseguidos, mutilados e assassinados, mas a situação não ocorre só na Tanzânia. “Estigmatização e discriminação contra pessoas com albinismo é endêmico na cultura africana, não apenas na Tanzânia. Albinos são mal compreendidos e deturpados em todo o mundo. A discriminação contra albinos é comum em muitos países, mas de longe a ‘discriminação fatal’  só foi relatada em 25 países africanos”, diz Sawatzky. Essa discriminação ocorre em países como Egito, Moçambique e África do Sul.

Segundo ele, ninguém realmente sabe a origem destes mitos, já que a documentação na África não costuma ser outra além da tradição oral. Enquanto a assistência médica está se desenvolvendo devagar na Tanzânia, alguns profissionais da saúde ainda acreditam em mitos sobre albinos e eles mesmos têm medo de tocar nos albinos ou são indiferentes à situação deles.  Para Sawatzky, os ataques e o tráfico [de partes do corpo dos albinos] só vão chegar ao fim quando os consumidores forem identificados, presos e processados. Afinal, segundo ele, sempre vai ter outro adivinho, traficante e manejador de machete (pessoas que mutilam os albinos com uma espécie de facão) desde que exista uma procura.

O diretor explica que a reação usual de uma família que dá à luz a um bebê albino é o choque. “Além do choque, em muitos países africanos, o pai vai culpar a mãe e vai abandoná-la junto com a criança, já que eles acreditam que o bebê é uma maldição, e/ou que ela é produto de um fantasma europeu, e/ou que a mãe fez sexo com um homem branco.”, explica.

As reações são diversas, já que há muitas tribos diferentes na Tanzânia e em outros países africanos. “A UTSS já ouviu muitos casos na Tanzânia e em outros países africanos, onde a família escondeu a criança com albinismo da aldeia ou a aldeia escondeu a criança das pessoas de fora. Às vezes, isso é feito por vergonha e por uma crença em mitos falsos (é uma maldição). Outras vezes, a criança é escondida por medo de que vá se tornar um alvo de ataque ritual. Ocasionalmente (o que não é comum) a criança é aceita e integrada na família como qualquer outro membro da família”, conta Sawatzky.

A UTSS conta com dois programas, um de ativismo e outro de educação. “Nosso programa de ativismo educa a sociedade sobre a compreensão e aceitação de albinismo, e nosso programa de educação oferece formação acadêmica e profissional. A UTSS já colocou e patrocinou financeiramente mais de 300 alunos com albinismo em escolas de alta qualidade totalmente inclusivas, do jardim de infância até a graduação. A cada ano que passa há mais graduados que entram no mercado de trabalho na convencional sociedade da Tanzânia. Estes estudantes e graduados albinos são a voz mais forte contra a discriminação e a mensagem mais poderosa sobre sua humanidade, dignidade e capacidade”, explica. Em 2014, 326 pessoas com albinismo participaram do programa de educação da UTSS. Neste número estão incluídas matrículas em escolas primárias, secundárias e faculdades. Muitas já estão empregadas e estão assumindo seu papel na sociedade tanzaniana.

O albinismo e a situação brasileira

Segundo a dermatologista Carolina Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o albinismo é uma doença genética rara, que ocorre devido à mutação de um gene. Hoje, já há vários genes descritos, mas há quatro principais. “Na Europa, o gene predominante é do tipo 2, na Ásia é do tipo 1 e aqui no Brasil, a gente não sabe qual é o gene que predomina. De acordo com as características clínicas, a gente pode supor, mas para ter certeza, a gente tem que fazer a biologia molecular”, explica.

Apesar de ser hereditário, um albino não vai ter necessariamente um filho albino.  “É uma doença recessiva, ou seja, o albino tem que ter dois genes recessivos. Então tem que herdar da família do pai e da família da mãe”, explica. “Se um albino tiver um filho com uma albina, provavelmente, eles vão ter um filho albino. Mas se os tipos de mutações dos pais forem diferentes, eles podem não ter um filho albino. Mas é muito raro acontecer”, comenta.

O albinismo afeta apenas a pele e os olhos. A alteração genética faz com que eles produzam uma quantidade muito pequena de melanina ou então, impede totalmente essa produção. A melanina é o pigmento que dá cor à pele e é o que a protege da radiação ultravioleta solar. A alteração genética também afeta os olhos com problemas como a fotofobia (sensibilidade à luz) e as deficiências visuais.

A dermatologista afirma que os dados sobre albinismo no Brasil são muito escassos, mas que a estimativa é de que haja dez mil albinos no país. Segundo a UTSS, foi relatado, apesar das poucas pesquisas, que na América do Norte e na Europa, a estimativa seja de um albino para 17 a 20 mil pessoas. Na África, a estimativa sobe para um para cada cinco mil a 15 mil, e que em algumas áreas africanas, a estimativa é de um para mil. Na Tanzânia, onde fica a UTSS, a estimativa é de um para 1400.

Bíscaro lançou o livro Escolhi ser albino em 2012. “Achei que contar minha história poderia inspirar os leitores. Afinal, venho de família muito modesta economicamente e também possuo as limitações inerentes à condição genética, mas isso não me impediu de me doutorar, viajar e levar uma vida muito produtiva. Acho importante falar do preconceito e dos problemas, mas é igualmente fundamental apontar as potencialidades humanas, algo na linha ‘se eu posso, por que você não vai à luta e tenta também? ’”.

 

Caro leitor,

Como esta situação de mutilação e assassinato pode ser resolvida nos países africanos? E como evitar o preconceito no Brasil?

Tempo de amamentação influencia no desenvolvimento da criança

quarta-feira, 18 de março de 2015

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timthuSegundo pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas, crianças que foram amamentadas durante um período superior a um ano têm índice de escolaridade 10% mais alto que as crianças passaram apenas um mês se alimentando de leite materno. Além disso, a renda das crianças com mais tempo de amamentação, ao se tornarem adultas, é 33% superior. A pesquisa foi realizada com 3500 recém-nascidos.

“Já sabíamos que a amamentação auxiliava no desenvolvimento da inteligência. Esse trabalho traz as primeiras evidências dos efeitos práticos desse benefício”, explicou um dos coordenadores do trabalho, Cesar Victora. O co-autor, Bernardo Hortas, reafirmou: “Havia dúvidas se o efeito da amamentação sobre inteligência e o desenvolvimento cerebral alcançaria a vida adulta. Os resultados dos estudos mostram que sim”.

O grupo de estudiosos acompanhou as informações de crianças nascidas no ano de 1982, na cidade sede da universidade. Foram realizadas quatro avaliações massivas durante os anos de estudo. Na última, em 2012, os indivíduos com 30 anos tiveram de realizar testes de QI e responder questões sobre renda e escolaridade. Inicialmente, 6 mil crianças foram cadastradas. Na última fase apenas 3.493 participantes foram avaliados.

“Tomamos o cuidado de expurgar qualquer fator social que pudesse influenciar nesses resultados. Estudos em países desenvolvidos muitas vezes são criticados por não conseguirem separar de forma socioeconômica, nosso estudo faz isso pela primeira vez”, disse Hortas, explicando que todas as classes sociais estavam representadas na pesquisa.

A influência sobre a inteligência, de acordo com os líderes da pesquisa, se dá pela presença de ácidos graxos no leite materno, que colaboram para o desenvolvimento dos neurônios do bebê. A influência do leite na ativação dos genes também é importante para o desenvolvimento da criança.

Homeopatia não é eficaz no tratamento de doenças, dizem cientistas

quinta-feira, 12 de março de 2015

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timthuUma revisão de 225 estudos feita por cientistas de um órgão do governo australiano revelou que a homeopatia não é eficaz no combate a nenhum tipo de doença.

Ainda de acordo com os cientistas do Conselho nacional de Saúde e Pesquisa Médica (NHMRC, na sigla em inglês), as pessoas que optam pela homeopatia podem colocar a saúde em risco ao rejeitar ou postergar tratamentos comprovados cientificamente.

Os cientistas afirmaram também que, apesar de algumas pesquisas terem demonstrado resultados favoráveis à homeopatia, elas “tinham poucos participantes, eram mal elaboradas ou mal conduzidas”.

“Qualquer tratamento médico deve ser baseado em evidências confiáveis. A revisão mostrou que não é possível afirmar que a homeopatia funcionar melhor do que placebo”, afirmou o cientista Warwick Anderson.

A Associação Homeopática Australiana disse, por sua vez, que o NHMRC deve fazer “uma análise mais abrangente da eficácia da homeopatia e uma avaliação econômica de longo prazo dos benefícios de um sistema mais integrado, que respeita a escolha do paciente no cuidado da saúde”.