Saúde

Animais de estimação podem fazer bem para a saúde

segunda-feira, 12 de junho de 2017

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Cientistas estão prestando cada vez mais atenção aos chamados “micróbios de casa”, as bilhões de bactérias, vírus e fungos que habitam nossos lares e escritórios. Mas nem todos os micro-organismos são uma ameaça, e a exposição à vasta variedade de germes domésticos pode, na verdade, fazer bem, nos ajudando a evitar uma variedade de doenças.

Há, então, a preocupação de que, na nossa grande ansiedade de banir bactérias de nossas casas e locais de trabalho, nós estejamos nos tornando “limpos demais”, eliminando a mistura de micróbios que nosso sistema imunológico precisa para se desenvolver corretamente.

E, se pesquisas recentes sobre seres humanos e seus bichos de estimação estiverem corretas, os animais, principalmente cachorros, podem ajudar. Todos os germes que eles trazem da rua em suas patas, focinhos e pelos podem ser, na verdade, bons para a saúde de seus donos. Estudos epidemiológicos mostram que crianças que crescem em casas com cachorros têm menos riscos de desenvolver doenças autoimunes, como asma e alergias, e isso pode ser o resultado da diversidade de micróbios que estes animais trazem para nossas casas.

De acordo com essa hipótese, passar mais de 90% do nosso tempo em um ambiente pobre de bactérias, como fazemos (principalmente na infância, quando nosso sistema imunológico está sendo formado), pode fazer com que nossos corpos tenham reações exageradas a substâncias inofensivas mais tarde, fazendo com que adoeçamos.

“Alergias e asma são dois exemplos de como o nosso sistema imunológico pode errar o alvo”, diz Jordan Peccia, professor de engenharia ambiental na Universidade de Yale. “Uma alergia é o nosso sistema imunológico atacando algo que não deveria atacar, porque não foi calibrado corretamente.”

Peccia diz que a exposição aos micro-organismos dos animais durante os primeiros três meses de vida ajuda a estimular o sistema imunológico da criança para que não se torne sensível demais ao longo da vida.

 

Fonte: Opinião&Notícia

A memória e o óleo de alecrim

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Em época de provas, estudantes fazem de tudo para melhorar a memória. Não foi a toa que a loja inglesa Holland & Barrett teve um aumento de 187% nas vendas de óleo de alecrim no ano passado. Uma pesquisa da Universidade de Northumbria, Reino Unido, mostrou que o óleo de alecrim pode fazer bem para a memória futura.

Em termos científicos, podemos considerar que há três tipos de memória: a passada (como o que você aprendeu na escola), a presente (usada a todo o momento) e a futura (lembrar de tomar um remédio, por exemplo). Segundo o chefe de departamento de psicologia da universidade, Mark Moss, algumas moléculas do óleo de alecrim conseguiriam interagir com neurotransmissores cerebrais. Os componentes seriam absorvidos pelo sangue pela inalação do aroma do óleo.

A questão é que não seria apenas uma molécula, mas um conjunto delas em proporções específicas. Logo, pode haver um óleo de alecrim sem benefícios para memória. No estudo, a equipe de Moss dividiu 60 voluntários em três salas impregnadas com óleo de alecrim, óleo de lavanda e sem aroma nenhum.

Os participantes achavam que estavam testando uma bebida de vitaminas. Quando comentavam o cheiro do sala, os pesquisadores diziam que o aroma tinha sido “deixado pelo grupo que usou a sala antes”. Durante o experimento, os voluntários fizeram um teste de memória. Aqueles que estavam na sala com aroma de alecrim foram estaticamente melhor do que os que estavam na sala sem aroma. Já os da sala com aroma de lavanda (associada ao sono) tiveram uma queda significativa no desempenho.

Apesar de a pesquisa ter sido feito em pequena escala, para um aluno desesperado vale chá de hortelã antes da prova, canela para aumentar o estado de atenção ou até um suplemento de Ginkgo biloba (apesar de um grande estudo não conseguir provar os benefícios que são tradicionalmente divulgados).

Fonte: Opinião&Notícia

Crack é um grave problema para um em cada cinco municípios

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Um levantamento feito pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revela que a droga é um grave problema para 1.155 dos 5.570 municípios do país, ou um em cada cinco.

Pode-se concluir, no entanto, que o crack está presente em 78,5% dos municípios brasileiros caso sejam somados todos os níveis de problemas relacionados à droga.

O levantamento foi baseado em relatos feitos pelas prefeituras por meio de um questionário com 26 perguntas. Um total de 17%, ou 945, dos municípios não participaram. Apenas 5%, ou 252, disseram que não têm que resolver problemas relacionados ao crack.

O estado de São Paulo é o que reúne, em números absolutos, o maior número de cidades com graves problemas com crack: um total de 193 dos 644 municípios paulistas. Em seguida aparece Minas Gerais, com 191 municípios de um total de 852.

O Observatório do Carck vem reunindo essas informações desde 2010. O levantamento traz apenas um mapeamento da circulação da droga e dos problemas gerados pela presença do crack nos municípios. Não há dados sobre o número de usuários em cada cidade, nem sobre número de pessoas que recebem atendimento.

De acordo com o último levantamento sobre o consumo de crack no Brasil, elaborado em 2010, há um total de 2 milhões de usuários em todo o país. O número, no entanto, já está defasado. Na ocasião, a Secretaria Nacional Antidrogas e a Fiocruz identificaram um total de 29 cracolândias em 17 capitais brasileiras.

Os problemas relacionados ao uso do crack são classificados como alto, médio e baixo. A tarefa fica a cargo das próprias prefeituras. De acordo com Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, “quando um gestor indica que o nível do problema é alto, significa praticamente um pedido de socorro”.

A falta de equipamentos para atender dependentes químicos é a principal queixa dos gestores municipais, impossibilitando o tratamento de crise de abstinência, início de overdose e desintoxicação.

 

Fonte: Opinião&Notícia

“Paro quando quiser”

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Uma arma, uma bala, uma tentativa. A roleta russa foi uma das coisas que Luiz Antônio da Cruz fez por conta do alcoolismo. Entre brigas e empregos perdidos, ele chegou a ameaçar o padrasto com uma faca sem nem saber o motivo. Hoje, Luiz Antônio tem um site sobre alcoolismo, no qual compartilha textos para ajudar pessoas a superarem o problema. Segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2016 do Ministério da Saúde (Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico), 19,1% dos brasileiros consomem bebidas alcoólicas de forma abusiva.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 3,3 milhões de mortes ao redor do mundo (5,9% do total) em 2012 foram atribuídas ao consumo de álcool. De acordo com outro relatório da OMS de 2014, cada pessoa (acima de 15 anos) consumiu, em média, 8,7 litros de álcool por ano no país, entre 2008 e 2010, enquanto a média per capita mundial durante o período foi de 6,2 litros. A média brasileira projetada para o ano de 2016 foi de 8,9 litros, enquanto a média mundial projetada foi de 6,4. O psiquiatra e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, Bernard Miodownik, explica que o alcoolismo é uma doença. “Mesmo que inicialmente o álcool seja utilizado para aliviar ou encobrir sintomas ansiosos ou depressivos, o seu uso constante cria uma dependência psicológica e uma dependência física específica.”

Luiz Antônio da Cruz, autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz Antônio da Cruz,
autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz começou a beber com 14 anos. A maioria dos seus amigos já bebia e ele não queria ficar de fora. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar de 2015 do IBGE revelou que 55,5% dos pouco mais de 102 mil alunos do 9º ano do ensino fundamental entrevistados já experimentaram alguma vez uma bebida alcoólica. Para piorar, 23,8% dos entrevistados disseram ter bebido nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa, e 21,4% do total disseram já ter passado por um episódio de embriaguez na vida. Segundo o psiquiatra, o álcool muitas vezes é uma ponte para a socialização e inserção em um grupo, além de funcionar como um “desinibidor” nos relacionamentos. “O alcoolismo costuma começar na juventude nessa forma recreativa”, explica.

Quando o álcool não fazia mais efeito, Luiz passou a fumar maconha e só não foi para cocaína porque era muito cara. Com uns 20 e poucos anos, a situação foi piorando. Ia trabalhar embriagado, acabava brigando e sendo demitido. Quando se mudou para outro bairro com a mãe e os irmãos, ficou contente porque a casa alugada fazia esquina com um bar. Acabou tendo um relacionamento com Ana Léia, a dona do local. Ia para o bar ajudá-la e acabava bebendo escondido.

Ele achava que um dos clientes tinha um caso com Ana. “O doente do álcool acaba vendo coisas que não existem”, conta Luiz. Um dia, depois de uma mistura nada saudável entre remédios para emagrecer e muita bebida, Luiz agrediu o cliente. Ele tentou agredir a própria mulher, mas foi impedido. Depois da confusão, ela o expulsou do bar e de sua vida.

Durante os seis meses em que ficou afastado da mulher e daquele bar, ele pegava sua moto e bebia muito no seu antigo bairro. “Não sei como voltava de moto”, conta. Uma vez, uma viatura de polícia pediu para que Luiz encostasse. Ele ia começar um novo trabalho como motoboy no dia seguinte, sabia que a situação não era nada promissora e falou a verdade. “Eu estou com problemas, me separei da minha mulher, estou tentando parar o álcool, separei dela por causa da bebida. Vou começar um emprego novo amanhã, se eu for preso e perder a moto, não vou ter mais o que fazer da minha vida”. O policial disse que guincharia a moto, mas que ele ficasse tranquilo, porque nada ia acontecer com ele. Quando chegaram à delegacia, uma assistente social conversou com Luiz. “Aquele policial entendeu minha situação”, lembra. A polícia chamou os irmãos do Luiz para que o levassem para casa. “Meu irmão começou a chorar, a me perguntar o que estava fazendo com a minha vida e a dizer que estava acabando com a de minha mãe”, lembra Luiz.

Depois do episódio, ele resolveu dar uma chance a sua mãe e concordou com seu pedido de ir a uma reunião da Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo (AAESP). Naquele mês de junho de 1993, diante de todos os presentes no encontro, Luiz jurou que ia parar de beber. Bernard Miodownik lembra que ajudar um alcoólatra costuma ser complicado, pois a pessoa tende a negar sua dependência, dizendo “paro quando quiser”. A pessoa geralmente não para ou logo retoma o uso de álcool pelo prazer emocional devido à dependência psicológica e por conta do mal-estar físico causado pela dependência física. “Na maioria dos casos, a pessoa só vai buscar tratamento por exigência familiar”. O psiquiatra explica que a melhor forma é buscar uma abordagem multidisciplinar com tratamento emocional através de psicoterapia individual ou grupal para o alcoólatra e sua família, além de tratamento medicamentoso com psiquiatra e tratamento clínico para as complicações físicas do alcoolismo. Os grupos de apoio também são uma alternativa.

Durante sua recuperação, um ex-chefe o reencontrou e acabou o empregando novamente. Como o chefe era cliente do antigo bar, ele foi dando notícias da mudança de vida de Luiz. Ana Léia e Luiz logo voltaram a se encontrar e acabaram voltando a namorar.  Os filhos dela estavam com um pé atrás, mas Luiz sabia que devia ganhar novamente a confiança de todos.

Com o surgimento da internet, a empresa onde trabalhava montou um provedor. Luiz deixou de ser motoboy para ocupar um cargo administrativo, quando aprendeu um pouco sobre internet. Como sabia que sua mulher gostava de orquídeas, fez um pequeno site com imagens de flores. Na época, um jornal estava fazendo uma matéria sobre a quantidade de inutilidade que havia na internet e seus colegas indicaram seu portal. “Fiquei constrangido, mas participei da matéria. O site era um lixo mesmo. Era bonitinho para minha esposa, mas não tinha utilidade nenhuma”. A repercussão negativa sobre o antigo site foi alta, e foi aí que Luiz teve uma ideia: “se um site de orquídeas pode gerar tanta repercussão mesmo que negativa, por que não faço um sobre alcoolismo, sobre minha recuperação?”. O site sobre alcoolismo foi ganhando reconhecimento, logo vieram e-mails de pessoas pedindo ajuda e convites para falar com a imprensa. Luiz pediu ajuda de clínicas de reabilitação para responder a parte médica e o site continuou a crescer.

Luiz Antônio da Cruz é abstêmio desde seu primeiro e único voto na AAESP, em 1993. Hoje, aos 56 anos, ele tem consciência do perigo do álcool. Depois de uns cinco anos sem beber, sua sogra ofereceu um gole de champagne numa festa de final de ano, dizendo “você já está bom, não vai acontecer nada”. Luiz recusou, sabia que sua promessa era para vida toda e que muitas pessoas passam tudo de novo por conta de apenas um gole. Luiz é casado com Ana Léia desde 2010. O bar não existe mais, o que foi um alívio para Luiz, não pela sua fraqueza para com a bebida, mas porque sabia que era incoerente falar sobre alcoolismo enquanto enchia o copo dos outros.

Fonte: Opinião&Notícia

O altíssimo custo do tratamento do câncer

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Apesar do tom veemente da discussão a respeito do alto custo dos medicamentos nos países desenvolvidos, as tentativas de reduzir os preços são quase sempre frustrantes. Mas segundo os novos dados do QuintilesIMS Institute, a taxa de crescimento dos gastos com medicamentos nos EUA diminuiu 4,8% em 2016, o equivalente a menos da metade da taxa média dos dois anos anteriores.

Michael Levesque da agência de classificação de risco Moody’s observou que a pressão sobre os preços contribuiu para a desaceleração no crescimento dos lucros das empresas farmacêuticas. Porém, não em oncologia, acrescentou. Os tratamentos de câncer estão cada vez mais eficazes e caros.

Em 1º de maio, a Food and Drug Administration aprovou o medicamento Durvalumab (marca registrada Imfinzi) fabricado pela empresa britânica AstraZeneca, para o tratamento de câncer de bexiga. O Imfinzi, com um custo por atacado de US$180,000 para o tratamento de um ano, pertence a uma nova classe de “inibidores de sinalização”, que atacam um alvo molecular específico, com o objetivo de ajudar o sistema imunológico a combater o câncer.

Diante dos preços tão elevados dos medicamentos contra o câncer, discute-se a possibilidade de pagar um preço com base em sua eficácia, ou seja, um preço baseado em valor.  Algumas empresas, como a empresa de biotecnologia Genentech, e seguradoras de saúde americanas estão tentando adotar esse critério de estimativa de preço. Mas, ainda assim, o acesso a tratamentos caros é restrito a poucos.

Fonte: Opinião&Notícia

Zika e microcefalia já não são mais emergência em saúde

sexta-feira, 12 de maio de 2017

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Foi anunciado nesta quinta-feira, 11, o fim da emergência nacional na saúde pública por zika e microcefalia. O Ministério da Saúde, que havia declarado estado de emergência em 2015, depois de um significante aumento nos casos de microcefalia no Nordeste e, posteriormente relacionada à infecção pelo vírus da zika, registrou queda no número de casos em 2017.

Segundo a pasta, do início do ano até o dia 15 de abril, 7,911 casos de zika foram registrados no Brasil. O número representa uma redução de 95,4% em relação ao ano passado, que, na mesma época, registrou 170,535 casos da doença.

De microcefalia, foram confirmados 230 novos casos, e 3,837 ainda continuam em investigação. Das 13,490 notificações de casos suspeitos e microcefalia recebidos pelo Ministério da Saúde, 2,653 foram confirmados.

O governo diz que o Brasil “não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência”. Eles são: impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado e se há risco de propagação internacional.

O numero de casos das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti sofreu uma redução de 88,9% em comparação com o mesmo período em 2016, segundo o boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde. Foram 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Cientistas estudam criar genoma humano sintético

domingo, 22 de maio de 2016

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dna-163466_960_720-830x467Cientistas estudam fabricar um genoma humano usando elementos químicos para compor todo o DNA contido nos cromossomos humanos.

Apesar de ainda não ter saído do papel, o projeto, batizado de HGP-Write: Testing Large Synthetic Genomes in Cells, desperta preocupação na comunidade das ciências biológicas por conta da possibilidade de gerar humanos sem parentes biológicos, como na clonagem.

A ideia vem sendo discutida em caráter sigiloso por cientistas da Harvard Medical School, e também prevê a criação de formas de aprimorar o DNA. Segundo os envolvidos, o projeto trará grande contribuição científica e pode ser tornar uma continuação do Projeto Genoma, que visa decifrar o código genético do DNA humano.

No entanto, a proposta levanta várias questões éticas. Por exemplo, seria possível criar humanos com um determinado comportamento, como tipos de soldados, ou apenas clonar pessoas específicas?

O projeto ainda não tem financiamento. Porém, George Church, professor de genética da Harvard Medical School e um dos organizadores do projeto, afirma que muitas empresas serão convidadas a investir no projeto, sendo que algumas já demonstraram interesse. Segundo Church, o governo americano também será convidado a investir.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Medicamento contra câncer pode ajudar no controle da pedofilia

domingo, 10 de abril de 2016

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seringa-e1460039978557Cientistas estão fazendo pela primeira vez testes de um medicamento para tratar pedófilos antes que eles abusem sexualmente crianças. Eles estão usando uma plataforma científica de ‘crowdfunding’ para arrecadar dinheiro para a pesquisa.

O medicamento, chamado degarelix, é normalmente usado para tratar o câncer de próstata, só que um de seus efeitos colaterais é a redução da excitação sexual, já que diminui drasticamente os níveis da testosterona. Este efeito dura de três a quatro meses.

O médico Christoffer Rahm, que lidera o projeto no Instituto Karolinska, em Estocolmo, capital da Suécia, diz que um entre dez meninos e uma entre vinte meninas vão ser abusados sexualmente durante a infância.

Os cientistas querem comparar 30 homens que recebem o medicamento com 30 outros que recebem o placebo. Até agora, vários homens que têm fantasias sexuais com crianças, mas que nunca foram condenados por abuso, se voluntariaram para o experimento.

Em 2008, mais de cem condenados por abuso sexual, no presídio Whatton, em Nottinghamshire, no Reino Unido, receberam medicação para reduzir seu desejo sexual. A medida está agora no processo para ser estabelecida em âmbito nacional.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Até os 75 anos, um em cada cinco brasileiros terá câncer

quinta-feira, 17 de março de 2016

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cancer-flickr-e1450293083905Até os 75 anos, estima-se que um em cada cinco brasileiros desenvolvam alguma forma de câncer, É o que informa a primeira edição em português do “Atlas do Câncer”, lançado na manhã desta quarta-feira, 16, em São Paulo. A publicação traça um panorama da doença, reunindo dados de 185 países e contará com informações sobre os fatores de risco e medidas para combatê-la. O Atlas foi desenvolvido pela Sociedade Americana de Câncer (ACS) e revisado em português pelo Hospital do Câncer de Barretos.

Será a primeira edição do Atlas lançada em português. Tem como foco auxiliar a população geral a se informar mais sobre a doença e evitá-la, além de servir como material de consulta para especialistas e profissionais da área de saúde.

Para especialistas, a publicação tem grande importância, tendo em vista que o câncer está se tornando mais comum entre os brasileiros, devido à obesidade e aos maus hábitos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a previsão é que surjam 600 mil novos casos da doença no país em 2016 e 2017.

A publicação também prevê que o numero de pessoas diagnosticadas com câncer no mundo aumente de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030. África, Ásia e América Latina devem registrar os maiores aumentos, circulando na casa dos 70%.

O panorama traçado globalmente é um dos fatores que também destacam a importância da publicação. O diretor executivo da Sociedade Americana de Câncer, John R. Seffrin, classifica a nova edição do Atlas como única, pelo fato de reunir opiniões de diversos especialistas internacionais e ter sido elaborado por mais de 40 autores.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Por que o uso do preservativo ainda é tão negligenciado?

terça-feira, 8 de março de 2016

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camisinha-wikipedia-e1457378930591A estudante universitária Daniela Assis*, de 23 anos, instalou em seu celular o aplicativo de namoro Tinder por incentivo das amigas. Depois do término de um namoro de quatro anos, sentia-se insegura, e o aplicativo foi um modo de conhecer pessoas novas. “Eu achava que não sabia mais flertar, já estava muito confortável na relação com o meu ex.”

Depois de poucas semanas e conversas com alguns rapazes, marcou um encontro em uma festa. Daniela já conversava com Pedro* pelo aplicativo há alguns dias antes de encontrá-lo pessoalmente.

Divertiram-se na festa e Daniela ficou à vontade. Pedro sabia que ela havia terminado o namoro recentemente e parecia preocupado em não pressioná-la a nada.

No momento do que seria a primeira relação sexual entre os dois, Pedro avisou-a que não tinha consigo um preservativo, perguntando se havia problema. Daniela, que também não tinha um preservativo, hesitou, mas acabou concordando.

“Eu sabia que estava errado, que deveria ter insistido pra sairmos para comprar uma camisinha ou, se fosse o caso, parar por ali. Mas na hora, parece que esquecemos. Eu só pensei que ele era um cara legal, e eu tomava pílula, então acabou acontecendo.”

camisinha pixabay

Entre os jovens, a prática do sexo sem camisinha parece comum

Casos como o de Daniela não são incomuns. Assim como ela, muitas pessoas, cada vez mais, deixam de lado o preservativo na hora da relação sexual. De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), de 2013, apenas 54% dos brasileiros usava camisinha em todas as relações. Entre os jovens entre 14 e 25 anos, o percentual é ainda menor. Apesar destes números, 94% dos brasileiros reconhece que o preservativo ainda é o modo mais eficaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Principalmente entre os jovens, a palavra do parceiro muitas vezes é o suficiente para que o sexo desprotegido aconteça.

“Antes de começar o relacionamento mais constante sem proteção, sempre perguntei das condições de saúde da pessoa’, diz Gisele Costa*, de 20 anos, que conheceu seu namorado graças a um aplicativo de namoro. “Mas nunca vi nenhum exame concreto, acreditava na palavra da pessoa.”

Em uma entrevista ao Opinião & Notícia, Gisele conta que já foi pressionada para deixar o preservativo de lado.

“Pressão para o sexo em si, não, mas para fazer sem camisinha, sim. Eu estava meio alcoolizada, infelizmente. Aí na hora da excitação, não quis parar, entende? E como eu tomo pílula regularmente, não tinha a preocupação da gravidez.”

A atendente de banco Juliana Faria* diz que também já sofreu este tipo de pressão, mas não se sentiu confortável para continuar.

“Ele dizia que ‘bala com embalagem não tem graça’.”

Como Juliana, há quem sempre insista no uso do preservativo.

“Sou bem rígido em relação à camisinha, ando sempre com as minhas, pois sou medroso. Mas já aconteceu de eu encontrar alguém e a pessoa ‘esquecer’ ou falar que não gosta de usar. Eu dou logo duas opções: ou usa ou tchau”, conta o estudante de publicidade Adriano Branco, de 24 anos. “Mas existe um grupo que transa somente sem camisinha, e é um grupo GRANDE. Segundo eles, o preservativo tira o prazer.”

O músico Bruno Pacheko, da banda Lítio, também diz sempre se proteger.

“Até hoje, o que mais vai ter quando se é jovem são os pais, amigos dos pais, parentes, professores, ‘tiozões’ do churrasco que dizem ‘não vai transar sem camisinha, não quero ser tio, não!’ Ouvindo isso toda hora, fica difícil não usar a famigerada.”

homem-camisinhaPara a psicóloga Maria Manuela Barros, o principal motivo desse descuido ainda é a falta de coragem de dizer “não” ao parceiro.

“Aliada à ‘emoção do momento’, o jovem se empolga e deixa de pensar nas consequências. O parceiro diz que é melhor, alega que a menina não confia nele e então, não querendo deixar o clima ir embora, ela aceita.”

De modo geral, a preocupação parece ser, principalmente, com gravidez, e não com as DSTs. Além dos riscos mais conhecidos, há uma ameaça silenciosa, que vem crescendo. Desde 2008, o Ministério da Saúde constatou um crescimento acentuado dos casos de sífilis em gestantes e recém-nascidos. O sexo e o sexo oral são importantes vias de contaminação.

“Ainda há muito tabu acerca da gravidez indesejada e, como o aborto no Brasil é ilegal, muitas meninas e mulheres ainda travam uma batalha interna entre o que ela quer e o que é aceito. Então, o número de mulheres que se desesperam com a possibilidade de uma gravidez indesejada ainda é enorme.”

Outra razão muito apontada é o fato de o jovem não ter vivido a época em que a Aids era uma ameaça constante e terminal.

“Atualmente apenas comenta-se sobre a época da Aids, mas diversas outras doenças foram sendo descobertas. Atualmente, o novo vilão é o Papiloma Vírus Humano (HPV). Como toda doença terrível, esta também pode permanecer ‘escondida’, ainda que transmissível, ou seja, o indivíduo a tem, mas não apresenta quaisquer sintomas, não é detectada, Mas transmite para outros. Outro motivo que faz com que os jovens relaxem é a negação em usar camisinha ao realizar sexo oral, por exemplo. A doença ainda é transmitida, mas o cuidado em questão é ignorado porque ‘é frescura’.”

Entre os entrevistados pelo Opinião & Notícia, apenas um não conhece pessoas que praticam sexo sem o preservativo.

*Alguns nomes foram modificados, para proteção dos entrevistados

Caro leitor, 

Para você, por que o preservativo ainda é deixado de lado?

É um problema só dos jovens?

 

Por Erica Dourado 
Fonte: Opinião&Notícia

 

‘Viagra feminino’ tem resultados modestos, afirma estudo

segunda-feira, 7 de março de 2016

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Viagra-femminile-e1456855943218No ano passado, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou o flibanserin, o primeiro medicamento para tratar a falta de desejo sexual nas mulheres. A droga foi promovida por um grupo de ativistas pelos direitos femininos, que dizia ser injusto que os homens tivessem à sua disposição inúmeros medicamentos para aumentar a libido, enquanto as mulheres não tinham nenhum.

Mas grupos da saúde pública e alguns grupos femininos pleitearam nesta segunda-feira, 1, que a ciência por trás do medicamento não justificava sua aprovação. Seus efeitos foram modestos, eles disseram, e não compensavam os efeitos colaterais, como sonolência, tontura, fadiga e enjoos. Os riscos de alguns desses efeitos aumentaram com o consumo de álcool.

No estudo, publicado no site JAMA Internal Medicine, pesquisadores descobriram que os benefícios eram um pouco mais modestos do que os submetidos ao FDA durante o processo de aprovação. Os pesquisadores analisaram oito estudos de cerca de 5,900 mulheres e concluíram que o tratamento com flibanserin, comercializado como Addyi, resultou em “metade de um encontro sexual satisfatório a mais por mês” (o estudo não definiu o que é “metade” de um encontro sexual satisfatório).

Os resultados dos testes submetidos ao FDA para aprovação do medicamento mostraram que uma vez que as mulheres começavam a consumi-lo, tinham uma média de um encontro sexual satisfatório adicional por mês, além dos dois ou três que já estavam tendo. Estes resultados foram minimamente maiores do que o necessário para a aprovação do FDA, mas foram o suficiente.

Fonte: Opinião&Notícia

Antígeno pode ajudar células imunes a combater o câncer

segunda-feira, 7 de março de 2016

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cancer-389921_960_720-830x549Cientistas da University College, em Londres, identificaram uma forma de auxiliar as células imunes a detectar tumores. A descoberta abre caminho para tratamentos que usem o sistema imunológico como defesa natural contra o câncer.

Trabalhando em conjunto com acadêmicos americanos e europeus, os pesquisadores britânicos buscaram entender como o sistema imunológico detecta as mutações que tornam o câncer uma doença tão difícil de combater.

Eles descobriram que as primeiras mutações expelem um tipo particular de antígeno, substância que ativa o sistema imunológico. Esse antígeno é expelido em todas as outras mutações seguintes.

A constatação não significa a cura do câncer, já que os tumores têm grande capacidade de se defender das células imunes. Porém, identificar antígenos que são presentes em todas as mutações e detectáveis pelas células imunes pode ajudar a criar tratamentos que derrubem as defesas do câncer.

“Geralmente os tumores agem como uma gangue de criminosos praticando crimes em vários lugares e o sistema imunológico se esforça para se manter à frente, com tanta coisa acontecendo, da mesma forma como é difícil para a polícia. Nossa pesquisa mostra que em vez de perseguir crimes em diferentes bairros à toa, podemos dar à “polícia” a informação necessária para chegar ao “chefão”, à raiz do crime organizado, o ponto fraco do tumor que pode acabar para sempre com o problema”, disse Sergio Quezada, coautor do estudo.

A imunoterapia é uma das maiores expectativas contra a doença. E a descoberta torna o tratamento ainda mais promissor. A prática de usar células imunes para combater o câncer consegue estender por anos ou meses a vida de pacientes em estágio terminal. Mas a primeira droga desse tratamento a chegar ao mercado funcionou apenas em um terço dos pacientes.

A pesquisa britânica pode auxiliar a resposta ao tratamento, identificando e ativando as células que conseguem combater qualquer tumor, o que leva a tratamentos mais eficazes. A pesquisa foi publicada na revista Science.

Cigarro eletrônico não ajuda a abandonar o hábito de fumar, diz estudo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

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cigarro-eletronicoUm estudo feito pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que o uso de cigarro eletrônico não ajuda os fumantes a abandonar o cigarro convencional.

De acordo com os pesquisadores, na verdade quem usa o cigarro eletrônico é 28% menos propenso a parar de fumar.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, foram divulgados nesta quinta-feira, 14.

Elaborado a partir de uma revisão de 38 pesquisas já realizadas sobre o assunto, o levantamento é o maior já feito para avaliar se os cigarros eletrônicos realmente ajudam fumantes a largar o vício.

O estudo também contou com a participação de fumantes que queriam abandonar o cigarro e outros que não pretendiam parar de fumar.

De acordo com Stanton Glantz, co-autor do estudo, “não há dúvidas de que uma tragada em um cigarro eletrônico seja menos perigosa do que uma tragada em um cigarro convencional, o mais perigoso do cigarro eletrônico, contudo, é o fato de que ele pode manter uma pessoa fumando os cigarros tradicionais”.

No Brasil, a Anvisa proíbe a venda e a importação de cigarros eletrônicos, mas não o uso.

Surto de microcefalia vai agravar a realidade do aborto clandestino?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

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gravidezcapaO aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos, associado ao surto de zika vírus, pode agravar uma realidade brasileira preocupante: o número de abortos clandestinos realizados no país.

O aborto é permitido no Brasil apenas em casos de estupro, risco de vida à mãe e gravidez de anencéfalos — fetos sem cérebro que não sobrevivem fora do útero. A zika é uma doença tropical de origem africana pouco estudada, semelhante à dengue, que chegou ao Brasil em meados de 2015, desencadeando uma explosão de bebês nascidos com microcefalia, uma má-formação cerebral grave, rara e incurável, mas não incompatível com a vida.

Sem literatura científica ou experiência prévia para guiar os esforços de pesquisa, o Brasil tateia à procura do mecanismo de ação ligando o zika à microcefalia. O que se sabe, até agora, explica a virologista Claudia Nunes Duarte dos Santos, chefe do departamento de virologia molecular do Instituto Carlos Chagas, um dos laboratórios de referência para casos da doença no Brasil, é que existe uma ligação inquestionável entre a microcefalia dos bebês e o zika vírus contraído por gestantes durante os primeiros meses de gravidez.

“Temos hoje dados em laboratório que, de forma inconteste, indicam o zika vírus passando pela placenta e infectando células da placenta”, diz Claudia. “O mecanismo de ação, ou seja, como ele passa e causa a microcefalia, se é ele em si ou algum anticorpo ou célula, isso não é conhecido ainda. Mas a associação é inquestionável.”

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado em 5 de janeiro, o país registrou 3.174 casos de microcefalia em recém-nascidos de 684 municípios de 21 estados no período entre 22 de outubro e 02 de janeiro, frente à 147 casos notificados em 2014. O Ministério da Saúde também investiga 38 óbitos de bebês com microcefalia que morreram após o parto.

Microcefalia: a ponta do iceberg

Aedes_aegypti_during_blood_meal-300x198A microcefalia não é a única doença associada ao zika. Um artigo publicado na última quinta-feira, 7, na revista científica Lancet, relatou lesões oculares em três bebês brasileiros com suspeita de microcefalia causada pelo zika vírus. Há relatos de bebês apresentando outras deficiências também, como dilatação dos ventrículos e calcificações no cérebro, detectáveis intrauterinamente. Claudia não descarta a possibilidade de que essas sequelas levem a um aumento no número de abortos inseguros praticados no país.

“O aborto é ilegal no Brasil, mas imagine o impacto que isso pode ter no aumento de casos de abortos clandestinos, quando as pessoas souberem que estão carregando um feto com uma má-formação gravíssima. Imagine o desdobramento que isso pode ter.”

A médica Maria Angela Rocha é coordenadora do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), em Recife, que tem concentrado o maior número de atendimentos a bebês com microcefalia em Pernambuco, estado com o maior número de casos da doença (37% do total). Angela, que conversou com o O&N sobre a situação da microcefalia no estado, disse não acreditar no aumento das taxas de aborto, uma vez que muitas mães, em especial aquelas atendidas em hospitais públicos, só descobrem a má-formação após o parto.

A normatização do SUS para pré-natal estabelece uma ultrassonografia morfológica nas primeiras semanas de gestação e depois não a repete, explica a pediatra. Entretanto, só é possível comprovar o diagnóstico da microcefalia, geralmente, a partir da 32ª semana de gestação.

 “A microcefaila só é comprovada a partir do sexto mês de gestação, e quem nessa idade gestacional vai pensar em abortar?”, diz. “Não estamos colocando isso como uma possibilidade”.

Mas a realidade parece ser outra. Entrevistados pela Folha, obstetras particulares de Pernambuco, Bahia e Paraíba relataram casos recentes de pacientes que optaram pelo aborto após um ultrassom morfológico diagnosticar graves lesões cerebrais no feto. Segundo especialistas entrevistados pela reportagem, o fenômeno vai alimentar o debate sobre a ampliação do aborto legal no país.

O genoma do zika vírus no Brasil

O zika que circula no Brasil, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da chicungunya, é igual à cepa asiática do vírus que provocou uma epidemia na Polinésia Francesa entre 2013 e 2014.  Com uma população de pouco mais de 230 mil habitantes, a Polinésia Francesa, um arquipélago isolado no Pacífico, registrou mais de cinco mil casos de zika e pelo menos 17 de microcefalia em recém-nascidos, à época. Como a Polinésia Francesa é um departamento francês, onde o aborto é permitido, algumas gestantes infectadas pelo zika durante o primeiro trimestre da gravidez optaram pelo aborto. De acordo com Pierre-Henri Mallet, médico responsável pela vigilância sanitária do Departamento da Saúde na Polinésia Francesa, foram realizados pelo menos 18 abortos de fetos com microcefalia no país durante a epidemia.

Por ora, ainda não há um teste rápido para confirmar o diagnóstico do zika, mas pesquisadores senegaleses que atuaram no combate ao vírus ebola no continente africano chegaram ao Brasil na semana passada  com esse objetivo em mente:  ajudar os pesquisadores brasileiros a desenvolver um teste capaz de confirmar a presença do vírus em amostras de saliva ou de sangue em poucos minutos

Com ou sem o teste rápido, a previsão é que o número de infecções no país aumente muito no próximo ano. “O país convive com surtos de dengue há 30 anos sem conseguir produzir avanços significativos no combate à doença”, lembra Claudia. “Hoje já são 1,7 milhão de casos de dengue notificados. Não gosto de ser pessimista, mas se você pensar no número de casos de zika que temos hoje e que estão aumentando de forma muito significativa, e pensar na quantidade de mosquitos que temos, a tendência é que essa epidemia cresça muito no próximo ano. Se fizermos uma matemática simples, pegando o número de nascimentos no Brasil por ano, o número de municípios com infestação e o número de municípios com zika, vamos perceber que a tendência é que o surto aumente muito. Temos 3 mil casos de microcefalia agora. Imagine o que vai ser. Multiplique por dez”, diz.

Segundo uma pesquisa feita por professores da Universidade de Brasília em 2010, mas que ainda serve como referência para a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco brasileiras de até 40 anos de idade já fez pelo menos um aborto ilegal. A prática é a quinta causa de morte materna no país.

Caro leitor, 

Qual seria a sua reação ao receber, durante uma gestação, um diagnóstico de feto com microcefalia?

Mortes por câncer de pele crescem 55% em dez anos no país

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

protestor-sol-gettyimagesUm levantamento feito pelo Portal Exame baseado em dados do Instituto Nacional do Câncer, o Inca, revelou que o número de mortes por câncer de pele no Brasil aumentou 55% em dez anos.

De acordo com o último dado disponível, o câncer de pele matou 3.316 brasileiros apenas em 2013, o que significa, em média, uma morte a cada três horas. Em 2003, foram 2.140 mortes.

De acordo com especialistas, entre as principais causas do aumento do número de mortes em decorrência da doença estão o envelhecimento da população, o descuido com a pele durante a exposição solar e a melhoria nos sistemas de notificação.

Em entrevista ao Portal Exame, Luís Fernando Tovo, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ressalta que, “além da proteção, é preciso fazer exame dermatológico periodicamente. A maior parte das pintas não é câncer de pele. As que devem causar maior alerta são as assimétricas, com bordas irregulares, variação de cores, de diâmetro maior, que apresentam evolução ou mudanças”.

O câncer de pele é dividido em dois principais tipos: melanoma, mais agressivo e letal, e o não melanoma. Especialistas afirmam, no entanto, que mesmo o melanoma tem mais de 90% de chance de cura quando diagnosticado de forma precoce.

Ainda de acordo com especialistas, a doença pode surgir tanto por causa da exposição solar acumulada quanto por episódios de queimaduras. A recomendação dos médicos é de que todos utilizem protetor solar diariamente.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Estudo liga poluição do ar ao aumento da obesidade

domingo, 13 de dezembro de 2015

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obesidade-wikipediaEstudos indicam que a qualidade do ar pode aumentar as chances de ganho de peso e diabetes. No prazo de alguns anos, pessoas com dietas e hábitos semelhantes podem observar resultados diferentes em seus metabolismos e no ganho de peso graças a diferenças no ar que respiram.

A fumaça de cigarros e fuligem dos gases expelidos por carros são as maiores fontes de preocupação.  Elas emitem partículas minúsculas que podem causar inflamações generalizadas e atrapalhar a capacidade do corpo de queimar calorias.

“Estamos começando a entender que a inalação e a circulação de poluentes no organismo pode atingir mais do que os pulmões”, explica Hong Chen, professor de saúde pública da Universidade de Toronto, no Canadá.

Os primeiros sinais foram observados em um experimento com ratos de laboratório, na Universidade de Ohio, nos EUA, onde o professor de saúde ambiental procurava entender por que pessoas que vivem em grandes cidades têm mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas que moram no campo, além das diferenças de estilo de vida e alimentação.

O cientista passou a criar ratos em variados tipos de condições atmosféricas encontradas em muitas cidades: alguns respiravam um ar puro e filtrado, enquanto outros inalavam os gases encontrados em ruas movimentadas.

Foi possível observar os efeitos da poluição depois de dez semanas. As cobaias expostas à poluição apresentavam mais gordura corporal, tanto em torno do abdômen como em volta dos órgãos internos. E quando observadas por microscópio, as células de gordura desses animais eram 20% maiores do que as dos ratos que respiraram ar puro.

Além disso, as cobaias intoxicadas se mostravam menos sensíveis à insulina, o que aumenta o risco de diabetes.

Quando inspiramos, os poluentes irritam as pequenas bolsas de ar úmido que normalmente permitem que o oxigênio passe para a corrente sanguínea. Com isso, o revestimento dos pulmões lança uma resposta de estresse, esgotando nosso sistema nervoso, como a liberação de hormônios que reduzem a potência da insulina e retiram o sangue do tecido muscular – mais sensível à insulina -, impedindo o corpo de controlar bem seus níveis de açúcar.

É preciso ter cuidado ao analisar os resultados desta e outras pesquisas semelhantes: todas indicam resultados depois de anos de observação. Mas considerando-se o número de pessoas que mora em cidades muito poluídas, a quantidade total de vítimas a longo prazo pode ser enorme. “Todos nós somos afetados pela poluição, em certa medida”, afirma Brook. “Trata-se de uma exposição contínua e involuntária de bilhões de pessoas – e por isso o impacto geral é muito maior.”

As soluções são conhecidas, mas difíceis de implementar em larga escala: diminuir a poluição atmosférica com a adoção de carros elétricos ou híbridos, ou ainda redesenhar as ruas para que pedestres e ciclistas fiquem menos expostos aos carros.

 

Fonte: Opinião&Notícia

O mito da comida orgânica

domingo, 13 de dezembro de 2015

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vegetais-e1449756825549A patologista e geneticista de plantas Pamela Ronald, 54, que fez doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que o desprezo por alimentos geneticamente modificados é errado. Ela é casada com um fazendeiro que produz alimentos orgânicos. A pesquisadora fala sobre assuntos polêmicos e diz receber ameaças agressivas. “Eu acho triste um cientista sair do laboratório para comunicar ao público o consenso de uma área e então se tornar vítimas de ataques.” Segundo ela, as pessoas apelam aos orgânicos por conta de um medo antigo e que não tem lógica.

Leia mais: Anvisa reavalia herbicida apontado como ‘provável cancerígeno’ pela OMS

Sobre a diferença entre sua profissão e a do marido, ela diz: “meu marido e eu temos o mesmo objetivo: alimentar a população crescente sem destruir ainda mais o ambiente. Fazendeiros orgânicos usam todo tipo de técnica, exceto engenharia genética.” Ela explica que quando ele começou a plantar orgânicos, há 35 anos, não havia engenharia genética na área da agricultura, só na medicina. “Até onde sei ninguém reclama dos medicamentos feitos com engenharia genética. O fato de ser diferente na agricultura não tem lógica. É um medo antigo. Naquele tempo era comprensível , era uma tecnologia nova. Agora é só marketing, na minha opinião, uma tentaiva de fazer com que as pessoas comprem mais orgânicos.”

Para a geneticista, é muito melhor o alimento ser geneticamente modificado do que receber pesticidas. “Os consumidores estão clamando por um milho não modificado porque eles acham que é mais saudável. É a lei da oferta e da procura. O fazendeiro pode produzir aquilo, mas será 50% mais caro e ele terá de usar pesticidas mais velhos e mais tóxicos”.

Sobre o uso do glifosato, um herbicida vendido pela Monsanto para ser usado em transgênicos, ela tem uma opinião polêmica. “Parece que o glifosato foi ótimo para a imagem dos orgânicos e péssimo para os organismos modificados. Muitas pessoas quando ouvem falar de organismos geneticamente modificados elas pensam em glifosato. Mas o glifosato é menos tóxico que sal de cozinha. Se você olhar a dose letal, a dose de glifosato seria altíssima. Ele ajuda muito a controlar as ervas-daninhas.”

Recentemente, a OMS disse que o glifosato é “provavelmente cancerígeno para seres humanos”. “Há muitos na lista, como café ou carne vermelha. Ele não causa câncer – é um possível ou provável cancerígeno, mas como meu pai diz, ‘tudo em moderação’. Você não vai lá e bebe glifosato. Não faz sentido. A OMS não tem nenhum dado novo. Não fala da dose. É algo um pouco confuso. Supondo que ele fosse banido, os possíveis substitutos são ainda mais tóxicos”, afirma.

Fonte: Opinião&Notícia

Droga contra alcoolismo pode ajudar a encontrar a cura da Aids

sábado, 21 de novembro de 2015

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aids-e1447780022502-600x400Um medicamento usado no tratamento do alcoolismo pode ser capaz de ativar vírus inativos do HIV, o que pode permitir que ele sejam identificados e eliminados. Esta foi a conclusão é de um experimento publicado na semana passada, na revista científica Lancet HIV. A droga é comercializada com o nome Antabuse, mas também é vendido como genérico, com o nome de Dissulfiram.

No experimento, o medicamento foi dado a 30 pacientes soropositivos nos Estados Unidos e na Austrália, que já estavam tomando as drogas anti-HIV. Na maior dose dada, havia evidências de que “o HIV inativo foi ativado”, disseram os pesquisadores, acrescentando que não encontraram quaisquer efeitos colaterais nocivos.

Julian Elliott, do departamento de doenças infecciosas do hospital Alfred, em Melbourne, disse que “acordar” o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo. A latência do HIV, em que o vírus permanece inativo no corpo de pessoas que tomam drogas anti-HIV, é um dos maiores obstáculos para conseguir uma cura para a infecção viral que provoca a Aids. Atualmente, o vírus pode ficar sob controle com as drogas anti-HIV, mas a terapia antirretroviral não elimina o vírus completamente. Por isso, os cientistas dizem que encontrar formas de “acordar” o vírus em células inativas e, em seguida, destruí-los é uma estratégia-chave para a cura. No entanto, os pesquisadores ainda não chegaram à combinação exata e eficaz das drogas.

Sharon Lewin, professora da Universidade de Melbourne que liderou o estudo, disse que, embora os cientistas tenham feito progresso ao ativar o HIV inativo, uma das principais preocupações foi a toxicidade das drogas testadas. O Dissulfiram, no entanto, não pareceu causar nenhum problema.

“Este experimento demonstra claramente que o dissulfiram não é tóxico e é seguro de usar, e muito possivelmente poderia ser o divisor de águas que precisamos. Mesmo com a droga sendo fornecida em apenas três dias, vimos um claro aumento do vírus no plasma sanguíneo, o que foi muito encorajador”, disse Sharon.

A doença já matou cerca de 34 milhões de pessoas desde a década de 1980, de acordo com o Programa das Nações Unidas para HIV, a UNAids. Para piorar, cerca de dois milhões de pessoas são infectadas por ano.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Uma vacina potente no combate à meningite

sábado, 21 de novembro de 2015

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vacinaPoucas vacinas foram tão bem-sucedidas e com um efeito tão rápido como a MenAfriVac na prevenção da meningite. A campanha de vacinação com a MenAfriVac para imunizar pessoas contra a meningite A, uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e que provoca a morte ou dano cerebral poucas horas após os primeiros sintomas, semelhantes a uma gripe, foi iniciada na África em 2010. Desde então, a incidência da doença caiu para zero em 16 países que fazem campanhas de vacinação em massa com a MenAfriVac.

Antes da introdução da vacina no “cinturão da meningite”, a epidemia estendia-se da costa do continente africano ao sul do deserto do Saara e matava milhares de pessoas por ano ou deixava sequelas em um número ainda maior, quase sempre crianças e jovens. Em 1996, uma epidemia de meningite matou 25 mil pessoas e contaminou 250 mil em seis meses.

No entanto, apesar desse sucesso, os especialistas em saúde pública temem que alguns países não tenham planos de introduzir a MenAfriVac nas campanhas de vacinação infantil de rotina. Um artigo recém-publicado em Clinical Infectious Diseases por Andromachi Karachaliou da Universidade de Cambridge e seus colegas, advertiu quanto às consequências da não inclusão da vacina nas campanhas.

Em seu estudo, Karachaliou previu que a epidemia de meningite voltaria com muita intensidade em torno de 15 anos, se o uso da MenAfriVac não se tornasse uma rotina na vacinação infantil, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse período, como sugere o artigo, diminui a imunidade dos que haviam sido vacinados e uma nova geração que não havia tomado doses da vacina poderia, aliada a fatores sazonais (as epidemias em geral começam na estação das secas), provocar a crise.

 

Fonte: Brasil 247

De 3% a 7% da população do mundo tem claustrofobia

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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claustofobiaA claustrofobia, o medo irracional e mórbido de permanecer em lugares fechados, pode ser um transtorno psíquico penoso. Andar de metrô é uma tarefa que exige um enorme esforço; trancar a porta em um cubículo é uma agonia; um exame de ressonância magnética é impensável. De suor frio, tremores à sensação de asfixia, os que sofrem de claustrofobia sentem uma série de sintomas que podem aumentar de intensidade, até se transformar em um ataque de pânico.

Diversos estudos avaliam que a fobia afeta entre 3% a 7% da população do mundo. Segundo os dados do National Health Service, no Reino Unido 10% da população sofre de claustrofobia. Mas embora os sinais do distúrbio sejam fáceis de detectar, suas causas são bastante complexas. Então, por que algumas pessoas são afetadas por esse distúrbio psicossomático?

Uma das ideias equivocadas a respeito da claustrofobia refere-se à noção de que o medo mórbido limita-se ao confinamento físico. Apesar de os claustrofóbicos evitarem espaços fechados, um show de rock ao ar livre com uma multidão de espectadores ou um engarrafamento de trânsito pode desencadear sintomas desagradáveis de ansiedade. Isso ocorre porque as pessoas que são mais sensíveis ao ambiente em que vivem, sentem-se confinados mesmo na ausência de barreiras físicas.

Alguns estudos científicos atribuem esse distúrbio a fatores biológicos. Em um artigo publicado na revista Psychiatry and Clinical Neuroscience em 2009, Fumi Hayano mencionou uma ligação entre a síndrome de pânico e a anomalia de amígdalas menores do que o normal, a parte do cérebro que processa as reações emocionais. Outras teorias atribuem a claustrofobia a problemas genéticos. Por sua vez, os psicólogos têm uma teoria diferente.

De acordo com a Anxiety UK, uma organização beneficente do Reino Unido que ajuda pessoas que sofrem de ansiedade, a razão mais comum do medo de espaços fechados é a vivência de um acontecimento traumático, como ficar preso em um elevador ou em outro lugar pequeno. Crianças com pais claustrofóbicos às vezes herdam a fobia sem terem sido expostas a um trauma. Mas uma imaginação fantasiosa também pode provocar esse medo mórbido. A tendência em pensar com insistência em determinados fatos pode sugestionar as pessoas a se sentirem ameaçadas. Em alguns casos, o medo pode ser uma forma de exteriorizar uma emoção ou sentimentos reprimidos projetando-os em seu ambiente imediato.

Síndrome de transtorno de estresse pós-traumático

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

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medo-wikipedia-e1446575213553Relatos de um medo debilitante que se apodera de uma pessoa depois de uma situação traumática existem desde a guerra de Troia. No século XIX, os sobreviventes de um acidente de trem foram diagnosticados com a síndrome do chicote, decorrente de uma lesão na região cervical, porque na opinião dos médicos a histeria deles originava-se de uma compressão na coluna vertebral. Na Primeira Guerra Mundial, alguns soldados expostos à violência dos campos de batalha apresentaram sintomas da neurose de guerra, com graves danos ao sistema nervoso central.

Mas só quando os soldados voltaram da Guerra do Vietnã com os mesmos sintomas de hipervigilância, flashbacks e pesadelos, os médicos decidiram estudar esse distúrbio psíquico com mais profundidade. Em 1980, surgiu a expressão transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) para designar o conjunto de sintomas físicos e emocionais causados por situações traumáticas ou atos violentos.

Desde então, as pesquisas fizeram descobertas importantíssimas sobre as causas do TEPT e de como tratar essa síndrome que afeta um grande número de pessoas. O TEPT é mais comum em pessoas que sofreram traumas repetidos; é também mais provável de afetar uma pessoa que conhece quem a atacou ou o motivo da agressão. O trauma na infância, quando o cérebro ainda está aprendendo o que é o mundo e o que deve ser temido, torna as pessoas mais vulneráveis na idade adulta.

Porém a principal diferença do TEPT em relação à maioria dos distúrbios mentais é ofato de atingir outros mamíferos, que sentem e demonstram medo da mesma maneira que os seres humanos. Muitas doenças mentais ainda têm causas misteriosas, mas os progressos dos estudos referentes ao TEPT são notáveis. E a pesquisa neural está revelando por que as pessoas ficam paralisadas ou em estado de pânico quando sentem medo.

As amígdalas, os dois lóbulos arredondados do tamanho de uma amêndoa situados na superfície anterior do cerebelo, têm o papel de processar o significado emocional de estímulos, como cheiros e sons que provocam medo, e os enviam para outras partes do cérebro, que filtram os sinais antes da reação. Em pessoas que sofrem do transtorno de estresse pós-traumático, os filtros têm dificuldade em distinguir as ameaças reais e as que podem ser ignoradas.

Uma mulher agredida em um bar barulhento pode ter uma reação de medo ao ouvir o barulho de copos por algumas semanas, mas aos poucos, com o que chamamos de “extinção do medo”, a associação positiva de estar na companhia de amigos brindando em ocasiões festivas superará as lembranças negativas.

À medida que as pessoas conseguem controlar a sensação de pânico e os flashbacks das situações traumáticas, mais o medo se dissipa. Por esse motivo, não se deve esconder o trauma, e sim tentar enfrentá-lo. Quando esse mecanismo falha, os sintomas do TEPT aparecem. Há pouco tempo, os pesquisadores fizeram uma descoberta instigante de marcadores biológicos que mostram as diferenças entre o cérebro, os genes e o sangue de pessoas afetadas pelo transtorno de estresse pós-traumático e as que não têm esse tipo de distúrbio mental.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Verme pode transmitir células cancerígenas para os humanos

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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H_nanaCientistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) identificaram um novo quadro clínico enigmático, similar ao câncer em um colombiano de 41 anos. O paciente estava vivendo com HIV durante pelo menos sete anos, sem iniciar tratamento. Porém, uma tomografia computadorizada revelou tumores, que variavam de 0,4 a 4,4 centímetros em seu pescoço, gânglios linfáticos, pulmões e fígado. Além disso, exames de fezes constataram a presença de vermes dentro de seu corpo.

No momento em que os investigadores do CDC descobriram o que estava acontecendo, a condição do homem havia se deteriorado e ele estava sob cuidados paliativos. Ele morreu sem qualquer possibilidade de tratamento. Sua causa oficial de morte foi a Aids, sendo o câncer um contribuinte para seu estado debilitado.

O caso é a primeira transmissão conhecida de células cancerígenas de um parasita para um ser humano. A partir da biópsia dos tumores, os médicos descobriram que as células agiram como células cancerígenas em sua destrutividade, mas eram estranhas em outros aspectos. Elas eram cerca de dez vezes menores do que as células cancerígenas humanas normais, por exemplo.

Atis Muehlenbachs, patologista da unidade especial do CDC que investiga doenças e mortes ​​misteriosas, não tinha certeza do que fazer com as amostras de células, quando ele e sua equipe as receberam, em 2013. O padrão de crescimento das células foi semelhante ao do câncer, com uma alta taxa de multiplicação. Mas as células também se fundiam em conjunto, o que é raro em células humanas.

Na verdade, o patologista é cauteloso em chamar a doença do colombiano de câncer, porque essas células eram diferentes de células cancerígenas humanas normais, embora se comportassem de forma semelhante.

Após a realização de dezenas de testes, a equipe descobriu que as células continham trechos de DNA de uma tênia anã, a hymenolepis nana. Essa análise foi verificada por um pesquisador e especialista em tênia do Museu de História Natural  de Londres.

Os investigadores do CDC, que publicaram suas descobertas na última quarta-feira, 4, na revista New England Journal of Medicine, agora acham que o colombiano pode ter ingerido alguns ovos do parasita microscópico, provavelmente em alimentos contaminados por fezes de rato, insetos ou fezes humanas. Devido ao sistema imunológico comprometido do homem, as tênias se multiplicaram rapidamente dentro de seu trato gastrointestinal e as células invadiram outras partes de seu corpo. Porém, não está claro se as células já exibiam propriedades cancerígenas nos ovos do parasita ou se alguma interação entre o parasita e o corpo humano, fez com que elas se tornassem cancerígenas.

O estudo de caso é preocupante por vários motivos. Muitas criaturas, como vários animais marinhos, são suscetíveis ao câncer, enquanto outros, como os elefantes, são quase imunes à doença. Mas, até agora, os cientistas não acreditavam que qualquer parasita humano poderia portar células cancerígenas ou transferi-las para as pessoas.

A presença de células cancerígenas em tênias também levanta inúmeras questões sobre onde as células mutantes se originaram. Além disso, levanta a dúvida se outros organismos que vivem dentro das pessoas poderiam transmitir as células cancerígenas. Nos últimos anos, muitos cientistas têm enfatizado que o ecossistema do corpo humano é composto de 10% de células humanas, e 90% de células microbianas.

Geralmente, o câncer não é considerado uma doença transmissível, embora tenha havido casos muito raros de seres humanos que passam as células malignas para outros seres humanos através de transplante de órgãos ou da mãe para o feto durante a gravidez. Há também algumas espécies de animais, como os diabos-da-tasmânia e cachorros, que são conhecidos por terem células cancerígenas transmissíveis entre as próprias espécies. Contudo, o CDC não acredita que haja qualquer risco de as células cancerígenas da tênia serem diretamente transmitidas de uma pessoa para outra.

Infecções por tênia são muito comuns em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento. A maioria das pessoas não apresentam sintomas e se livram dos parasitas rapidamente. Mas em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, tênias tendem a prosperar e podem viver em seus hospedeiros por anos.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Tratamento anti-HIV tem resultado positivo em fase preliminar de estudo

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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remediesUma combinação de duas drogas pode ser um novo tratamento contra a Aids. O coquetel é feito com rilpivirina, um composto da Johnson & Johnson, e uma droga experimental da ViiV Healthcare, o cabotegravir. Em estudos preliminares, o coquetel manteve níveis virais mínimos de HIV.

Com a combinação, foi possível reduzir os níveis virais de pacientes com apenas três comprimidos diários a cada quatro ou oito semanas. As duas empresas fizeram um teste clínico de 96 semanas envolvendo 309 pacientes. Segundo o Tech Times, o resultado das primeiras 32 semanas foram encorajadores.

Enquanto a rilpivirina é vendida com o nome Edurant pela unidade Janssen, da Johnson & Johnson, o cabotegravir é similar à dolutegravir, aprovada para tratamento de HIV sob o nome Tivicay, pela GlaxoSmithKline, um dos acionistas da ViiV.

Segundo a Reuters, o diretor científico da Johnson & Johnson, Paul Stoffels, disse que a empresa espera ter a combinação no mercado em 2020. A Johnson & Johnson está codesenvolvendo esta combinação com a ViiV, que foi criada em 2009 e tem a GlaxoSmithKline, a Pfizer e a Shionogi entre seus acionistas.

Além disso, um estudo mais avançado de uma segunda combinação, de rilpivirina com dolutegravir (da ViiV), já começou. As empresas estão planejando desenvolver outras combinações.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Consumo de açúcar pode causar doenças metabólicas, diz estudo

sábado, 31 de outubro de 2015

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doces-e1445956566469O açúcar é uma ameaça maior para a saúde do que muitos supõem. De acordo com um estudo, ele pode causar doenças metabólicas, como pressão alta e doenças cardíacas, mesmo entre aqueles que não estão acima do peso.

O estudo foi desenvolvido pelo endocrinologista e pediatra americano Robert Lustig, autor do livro “Fat Chance: the bitter truth about sugar”. Em entrevista ao jornal britânico Guardian, Lustig afirmou que a saúde de 43 crianças e adolescentes, que estiveram aos cuidados de sua clínica, melhorou drasticamente ao substituir o açúcar por alimentos ricos em amido em sua dieta. Lustig afirma que eles consumiram a mesma quantidade de calorias e disse ainda que suas doenças metabólicas, que podem causar diabetes, foram revertidas em dez dias.

No estudo, realizado pelo hospital infantil de São Francisco UCSF Benioff e pela Universidade de Touro, na Califórnia, as 43 crianças e adolescentes, entre nove e 18 anos de idade, tinham problemas de peso e de saúde, como pressão alta. Elas foram alimentadas por nove dias com alimentos preparados pela clínica e se pesavam diariamente. O corte de açúcar reduziu de 28% para 10% o total de calorias e da frutose de 12% para 4%. Os alimentos ricos em açúcar foram substituídos por alimentos ricos em amido como peru, cachorro-quente, batata-frita e pizza.

Após nove dias, os pesquisadores disseram que muitos aspectos da saúde metabólica das crianças melhoraram, como, por exemplo, a pressão sanguínea. Os índices de LDL (“mau colesterol”) e de triglicerídeos caíram, além da queda da glicemia de jejum e a redução dos níveis de insulina em um terço. Os testes de funcionamento do fígado também indicaram melhora.

Apesar das considerações de Lustig, a reação ao estudo foi tão boa. “Os resultados não me convencem. É um estudo muito pequeno, e ele não foi estatisticamente bem controlado”, disse o professor de medicina metabólica da Universidade de Glasglow, Naveed Sattar.

O professor emérito de nutrição do Colégio Real de Londres, Tom Sanders, disse que o estudo precisa ser visto “com certo ceticismo”, porque não foi controlado. O estudo não compara as crianças com um grupo similar que continuou consumindo altos níveis de açúcar. A comparação foi feita com o peso e com a saúde dessas crianças antes de serem submetidas à dieta.

Para Sanders, alimentos ricos em açúcar e em amido contêm a mesma quantidade de calorias por grama. “É simplesmente inconcebível que a substituição isocalórica de açúcar por amido tenham lenham largos efeitos no metabolismo. De fato, vai contra as leis da termodinâmica”, disse o professor.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Consumo de carne processada causa câncer, diz OMS

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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carne-830x556Consumir carne vermelha e carne processada aumenta as chances de desenvolver vários tipos de câncer. A declaração é de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira, 26.

O relatório foi elaborado por uma comissão composta por 22 especialistas de 10 diferentes países, que analisaram décadas de estudos sobre a ligação entre o consumo de carne vermelha e o câncer. Foram analisados estudos feitos com animais, além de pesquisas sobre a saúde e a dieta humana e mecanismos celulares.

Os resultados da análise concluíram que o consumo de carne processada causa câncer, enquanto o de carne vermelha aumenta os riscos de desenvolver a doença.

A carne processada passa por etapas de salga, secagem e defumação para aumentar o sabor e a preservação do produto. Ela também é submetida a molhos com conservantes.

Segundo a OMS, consumir uma porção de 50 gramas de carne processada por dia aumenta em 18% o risco de câncer colorretal. Por sua vez, o consumo de 100 gramas diários de carne vermelha aumenta em 17% o risco da doença.

Por conta dos resultados, a agência passou a classificar a carne processada como produto do Grupo 1, no qual estão cigarro, álcool, amianto e outras substâncias que têm “evidências suficientes” na incidência de câncer.

Já a carne vermelha foi posta no Grupo 2A, que apresenta “evidência limitada” na incidência do câncer. Segundo a comissão, além do câncer colorretal, a carne vermelha também aumenta os riscos de câncer no pâncreas e de próstata.

O documento é o posicionamento mais agressivo já tomado pela OMS em relação ao consumo de carne e deve ser alvo de intensas críticas, especialmente do setor de carne bovina, que movimenta bilhões de dólares por ano.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Teste virtual pode ajudar a detectar Alzheimer décadas antes de sintomas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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cerebro-flickr-e1445691258460Um novo exame promete diagnosticar Alzheimer décadas antes da manifestação dos primeiros sintomas. Neurocientistas alemães testaram as funções cerebrais de pessoas com idades entre 18 e 30 anos, fazendo-as navegar por um labirinto em realidade virtual. Os indivíduos que tinham alto risco genético de desenvolver a doença puderam ser identificados por seu desempenho no teste.

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Segundo os cientistas, liderados por Lukas Kunz, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas de Bonn, o grupo de alto risco navegou o labirinto de forma diferente. Além disso, foi possível notar redução das funções cerebrais da área pela memória de orientação espacial, o que pode ajudar a explicar porquê pessoas com demência têm dificuldade de se localizar. Os resultados também podem auxiliar no desenvolvimento de pesquisas futuras, diagnósticos e tratamentos, de acordo com os autores da pesquisa, que foi publicada na revista Science.

Laura Phipps, da organização Alzheimer’s Research, afirmou que o estudo foca em jovens saudáveis com uma alta probabilidade genética de desenvolver Alzheimer. A especialista acredita que, mesmo décadas antes da manifestação dos sintomas, essas pessoas já mostram alterações em problemas de navegação espacial.

“Apesar de não sabermos se esses jovens do estudo realmente terão Alzheimer, caracterizar mudanças cerebrais em um estágio inicial com riscos genéticos é algo importante para ajudar os pesquisadores a entender melhor o porquê de algumas pessoas estarem mais suscetíveis a desenvolver a doença”, disse a especialista.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Sedentarismo: o inimigo silencioso

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

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timtO Ministério da Saúde do Reino Unido chama a vida sedentária de “o assassino silencioso”. Outros a rotularam de “o novo hábito de fumar”. A falta de atividade física está em quarto lugar na lista das causas globais de morte, depois da hipertensão, tabagismo e hiperglicemia, não só porque ajuda a aumentar a cintura.

Até um pouco de exercício tem um efeito benéfico para a saúde, mesmo que as pessoas não percam os quilos extras. Uma pesquisa apresentada em 30 de agosto em uma conferência de cardiologia em Londres sugeriu que andar rápido durante 25 minutos por dia acrescenta de três a sete anos de vida. Um estudo mais abrangente de pesquisadores da Universidade de Cambridge examinou 300 mil europeus ao longo de 12 anos. A pesquisa mostrou que uma caminhada rápida diária de 20 minutos, ou o equivalente, diminui em um quarto a taxa anual de mortalidade em pessoas com o peso normal e em 16% em pessoas obesas. O exercício físico salvaria o dobro de vidas, assim como o fim da obesidade, disse Ulf Ekelund, o principal pesquisador do estudo.

Mas uma caminhada de 20 minutos por dia está abaixo do mínimo de exercício recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, os adultos devem fazer pelo menos 150 minutos semanais de exercício moderado, como uma caminhada ou um passeio de bicicleta (até o ponto em que “você consegue falar, mas não cantar a letra de uma música”, como o National Health Service do Reino Unido esclarece), ou 75 minutos de uma atividade mais forte como correr ou nadar. Os adolescentes precisam fazer pelo menos uma hora de exercício por dia.

Poucos lugares no mundo têm o hábito de incentivar a prática de exercícios físicos com regularidade. De acordo com um estudo comparativo de faixas etárias diferentes, a Colômbia e os países ricos do Oriente Médio lideram o ranking mundial de sedentarismo. Os holandeses, os ciclistas mais entusiasmados da Europa, têm um desempenho muito melhor.

Quem quer viver para sempre?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

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timthNos últimos 100 anos, a humanidade fez um progresso extraordinário em eliminar doenças e a aprender a manter as pessoas vivas por mais tempo. A expectativa de vida de um americano em 1900 era de apenas 47 anos. Oitenta anos depois essa previsão era de 70 anos para homens e 77 para mulheres.  Desde então, essa progressão diminuiu: um menino nascido nos Estados Unidos em 2013 deverá viver só seis anos mais do que um garoto nascido em 1990. E nem todos os anos de crepúsculo serão dourados.

Os especialistas em estatística do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington fizeram novos cálculos, que se ajustam à expectativa de vida ao nascer ao número de anos saudáveis que uma pessoa poderá ter, sem doenças e deficiências físicas. Segundo os cálculos, um americano nascido em 1990 deveria viver até 72 anos, porém com prováveis problemas de saúde durante nove anos. Em 2013, a expectativa de vida aumentou para 76 anos, mas com um período de dez anos de saúde debilitada. A partir de 1990, os homens americanos ganharam mais três anos de uma vida saudável e quatro anos e meio de saúde precária. Esse tem sido o ritmo lento do progresso da longevidade nos EUA; mas, por sua vez, os chineses e os iranianos nascidos hoje terão vidas mais longas e saudáveis do que os americanos.

Os Estados Unidos gastam uma quantidade de dinheiro considerável com medidas para prolongar a vida dos seres humanos: cerca de um quarto dos gastos dos EUA com o Medicare, ou com a assistência médica a pessoas idosas, refere-se a despesas nos últimos seis meses de vida de uma pessoa. Talvez a percepção do momento em que se deve deixar o fantasma partir seja a chave da verdadeira felicidade e da prosperidade de um país.

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Pesquisadores dos EUA descobrem como ‘desligar’ células cancerígenas

terça-feira, 25 de agosto de 2015

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timthUma descoberta anunciada ontem pode abrir caminho para novas terapias capazes de reverter as células cancerígenas em pessoas saudáveis. Segundo Panos Anastasiadis, diretor de Biologia do Câncer da Clínica Mayo, na Florida, e um dos autores do estudo, esta descoberta representa “uma nova biologia que fornece o código, o software para ‘desligar’ o câncer”.

O “software” em questão foi revelado pela descoberta que proteínas de adesão, uma espécie de cola que mantém as células unidas, e interagem com o microRNA (miRNA), que desempenha papel fundamental na produção de moléculas.

A pesquisa, que foi publicada na revista acadêmica Nature Cell Biology, mostra que quando células normais entram em contato umas com as outras, o miRNA suprime os genes que promovem o crescimento celular. Entretanto, quando a adesão acontece entre células cancerígenas, o miRNA fica desregulado e a multiplicação das células, fora de controle. Em experimentos em laboratório, o restabelecimento do nível normal do miRNA em células cancerígenas foi capaz de reverter a sua multiplicação.

“O estudo revela uma nova estratégia para terapias contra o câncer”, afirmou Antonis Kourtidis, líder do estudo.

Entretanto, ainda é cedo para se pensar em uma nova terapia. Para o oncologista Celso Rotstein, consultor médico da Fundação do Câncer, a descoberta “aprofunda o conhecimento sobre os mecanismos que fazem a célula cancerígena se reproduzir sem controle”.

“Mas para transformar esse achado em um medicamento, o passo pode ser muito distante. Não é algo que possa ser considerado todas as vezes que você aprende mais sobre o mecanismo”, avalia Rotstein.

De acordo com o Rotstein, a ciência está passando por um período de rápido aprofundamento do conhecimento sobre o fenômeno oncogênico, sobre o surgimento dos tumores, e novas formas de combate à doença estão surgindo, como as imunoterapias e os medicamentos alvo moleculares.

“O problema é que a célula neoplásica é extremamente instável. Isso significa que ela vai se tornando resistente aos tratamentos”, diz Rotstein.

Radiação de celulares pode prejudicar a saúde, revela estudo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

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timthUm levantamento recém publicado feito a partir de cem artigos científicos revelou que, ao contrário do que muitos especialistas afirmam, a radiação emitida por telefones celulares pode ser prejudicial à saúde.

O tema é polêmico e divide opiniões. Pesquisadores da Ucrânia e dos EUA concluíram, no entanto, que a radiação eletromagnética emitida por celulares não é tão inofensiva como se pensava.

De acordo com o biólogo molecular Segiy Kyrylenko, “essa energia entra nos tecidos. Estamos falando de efeitos de radiação no organismo […] Os efeitos dessa radiação são evidentes, detectáveis e temos que ter cuidado”,

Do total de cem artigos analisados pelos pesquisadores, 93 detectaram algum tipo de efeito em organismos vivos das ondas dos celulares, chamadas de radiação de baixa frequência.

Um relatório divulgado em 2011 pela OMS incluiu a radiação dos celulares na mesma categoria da emissão de gases de automóveis e do café, o grupo 2B, dos agentes possivelmente cancerígenos.