Saúde

O crescente impacto das doenças não contagiosas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Um relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta semana revelou que um terço dos adultos em todo o mundo sofre de hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta.

A hipertensão, um mal cada vez mais frequente, é responsável por cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos.

Diabetes

Ainda de acordo com o relatório da OMS, a diabetes, outra doença que vem sendo diagnosticada com mais frequência, atinge um em cada dez adultos em todo o mundo.

A diretora geral da OMS, Margaret Chan, ressaltou que “este relatório oferece mais uma evidência do dramático aumento das condições que desencadeiam doenças de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento”.

Em seu relatório, a OMS faz um alerta para “o crescente impacto das doenças não contagiosas”, responsáveis atualmente por dois terços das mortes no mundo. Em alguns países africanos, destaca a organização, a situação é preocupante: 50% dos adultos têm hipertensão.

Excesso de peso

Esta foi a primeira vez que o estudo estatístico da OMS incluiu dados sobre os altos níveis de pressão sanguínea e da taxa de glicose no sangue referentes a 194 países.

Outra grande preocupação apontada no relatório é o excesso de peso. “Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas”, ressaltou o diretor do Departamento de Estatísticas Sanitárias e Sistemas da Informação da OMS, Ties Boerma.

Aspirina pode reduzir em um terço risco de morte por câncer de intestino, diz estudo

quinta-feira, 26 de abril de 2012

 

Pacientes de câncer no intestino que tomam aspirina podem reduzir em um terço o risco de morrer por causa da doença, acreditam especialistas.

Mas eles dizem ser muito cedo para concluir que o medicamento deveria ser ministrado regularmente a pacientes.

Outros estudos já apontaram para benefícios do analgésico no tratamento de outros tipos de câncer. Mas a droga também pode ter indesejáveis e perigosos efeitos, causando irritação estomacal e hemorragia interna em alguns pacientes.

O estudo, publicado pelo British Journal of Cancer, examinou 4.500 pacientes na Holanda. Todos receberam baixas doses diárias de aspirina – 80mg ou menos – dose também é recomendado a pessoas com doenças cardíacas.

No estudo, que levou quase uma década, um quarto dos pacientes não usaram aspirina, um quarto apenas usou aspirina depois de ser diagnosticado com câncer e a metade restante tomou aspirina antes e depois do diagnóstico.

A maior parte dos pacientes que tomaram aspirina o fizeram para evitar doenças cardiovasculares, como enfarte e acidentes vasculares.

Tomar aspirina por qualquer período depois do diagnóstico reduziu a chance de morte por câncer em 23%.

Os pacientes que tomaram doses diárias do medicamento por pelo menos nove meses depois do diagnóstico tiveram a chance de morrer por câncer reduzida em 30%.

Os que usaram aspirina apenas depois de diagnosticado o câncer de intestino apresentaram um maior impacto na redução de mortalidade.

Nos pacientes que tomaram a aspirina antes e depois do diagnóstico, a redução do risco de morte foi de apenas 12%.

A razão para isso talvez seja o fato de que vários dos pacientes que já vinham tomando o analgésico sofriam de tipos de câncer particularmente agressivos, afirmam especialistas.

O pesquisador Gerrit-Jan Liefers, do Centro Medicinal da Universidade de Leiden, afirmou: “Nosso trabalho soma-se a crescentes evidências de que a aspirina não apenas pode prevenir a ocorrência de câncer mas também impedir que a doença se espalhe”.

Ele disse que a aspirina não deve ser vista como alternativa a outros tratamentos, como a quimioterapia, mas poderia ser útil como tratamento adicional.

Recomendar, não

“É possível que pessoas mais velhas tenham outros problemas de saúde que não permitam a quimioterapia. Câncer de intestino é mais comum em pessoas mais velhas, então esses resultados poderiam ser um grande avanço no tratamento da doença, particularmente para este grupo. Mas precisamos de pesquisa adicional para confirmar isso.”

Ele disse que o plano agora é fazer um teste aleatório controlado – chamado “Gold Standart Test” na pesquisa – para verificar se a aspirina prevalece sobre uso de placebo junto ao mesmo grupo de idosos.

Sarah Lyness, da Cancer Research UK, disse: “Este último estudo acrescenta evidências sobre os benefícios da aspirina. Mas ainda não chegamos ao ponto de recomendar que as pessoas tomem aspirina para reduzir o risco de câncer.

“Ainda há questões que precisamos responder sobre efeitos colaterais, como hemorragia interna, e sobre quais seriam os maiores beneficiados pelo uso da aspirina, quem poderia sofrer efeitos negativos e ainda que dose deveria ser ministrada”.

“Qualquer um pensando em tomar aspirina para reduzir o risco de câncer deveria conversar com seu médico primeiro. Pessoas com câncer devem estar cientes de que a aspirina pode aumentar as chances de complicações antes de cirurgia ou outros tipos de tratamento, e devem discutir isso com o especialista.

“Enquanto isso, há outras formas de reduzir os riscos de câncer, como não fumar, beber menos álcool e manter um peso saudável”.

Fonte: votebrasil.com

Radiografias dentais: de preferência raramente

sábado, 21 de abril de 2012

Se você é do tipo desconfiado, você pode ficar perturbado pelo fato de que, apesar de confirmações da segurança do procedimento, os dentistas e seus assistentes saem da sala ao utilizar raios X em seus pacientes. Não só isso, eles geralmente põem um avental forrado com chumbo sobre os corpos dos pacientes de modo a proteger seus órgãos vitais. Quase todos, exceto o cérebro.

Um estudo de Elizabeth Claus, da Universidade de Yale recém-publicado no periódico Cancer, sugere que a sua suspeita pode ter fundamento. Dra. Claus acha que conseguiu identificar, naqueles que fizeram muitas radiografias dentárias, um aumento significante no risco notoriamente baixo de desenvolver um tumor cerebral.

Em países ricos, cinco em cada 200 mil homens, e o dobro de mulheres, desenvolvem tumores chamados de meningiomas que afetam as membranas que envolvem o cérebro. Os meningiomas são responsáveis por um terço dos tumores cerebrais primários. Apenas cerca de 2% destes são malignos, mas os que não são malignos também podem causar problemas. Até um meningioma “benigno” pode matar. Cerca de 30% o fazem até cinco anos após o diagnóstico. Os sintomas podem incluir derrames e cegueira, e o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia ou, ironicamente, radioterapia.

Ironicamente porque pesquisas anteriores que estudaram os efeitos da exposição a coisas como bombas atômicas e tratamentos de câncer com radiação sugerem que o fator ambiental mais importante para o meningioma é a radiação ionizante. Hoje em dia, entretanto, a principal fonte de radiação ionizante para a maioria das pessoas não vem nem de bombas nem de radioterapia, mas sim de radiografias dentais. Apesar disto, surpreendentemente pouca pesquisa a respeito dos efeitos destes raios X foram feitas.

Dra. Claus e sua equipe tentaram preencher essa lacuna. Eles estudaram 1.433 norte-americanos que tiveram meningiomas e os compararam com outros 1.350 pessoas que nunca tiveram o tumor. Estas 1.350 pessoas foram escolhidas parra corresponder ao perfil, gênero, e local de habitação do grupo de estudo. Os pesquisadores depois fizeram perguntas a respeito dos históricos familiares, médicos e dentais de ambos os grupos.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas que haviam tido meningiomas tinham duas vezes mais chances de ter feito radiografias do que aquelas que nunca tiveram o tumor. E quanto mais destas constavam no histórico da pessoa, maior a sua chance de desenvolver o tumor.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Aspirina pode reduzir risco de câncer e metástase, sugerem estudos

quarta-feira, 21 de março de 2012

 

Tomar uma dose baixa de aspirina diariamente pode prevenir e possivelmente até ajudar a tratar alguns tipos de câncer, segundo novos estudos recém-publicados pela revista científica The Lancet.

Muitas pessoas já tomam doses diárias de aspirina para prevenir problemas cardíacos.

Mas os especialistas advertem que ainda não há provas suficientes para recomendar o consumo diário de aspirina para prevenir câncer e advertem que a droga pode provocar efeitos colaterais perigosos, como sangramentos estomacais.

Peter Rothwell, da Universidade de Oxford, e sua equipe, já haviam relacionado anteriormente a aspirina a um risco menor de câncer, particularmente de intestino. Mas seu trabalho anterior sugeria que as pessoas precisavam tomar a droga por mais de dez anos para ter alguma proteção.

Agora os mesmos especialistas acreditam que o efeito de proteção pode ocorrer em muito menos tempo – de três a cinco anos -, baseados em uma nova análise de dados de 51 estudos envolvendo mais de 77 mil pacientes.

Metástase

A aspirina parece não somente reduzir o risco de desenvolver muitos tipos diferentes de câncer, mas também impede a doença de se espalhar pelo corpo.

Os exames tinham como objetivo comparar os pacientes que tomavam aspirina para prevenir doenças cardíacas com aqueles que não tomavam.

Mas quando Rothwell e sua equipe viram como muitos dos participantes desenvolveram e morreram de câncer, verificaram que também poderia haver uma relação entre o consumo da aspirina e a doença.

Segundo o estudo, o consumo de uma dose baixa (75 a 300 mg) de aspirina parecia reduzir o número total de cânceres em cerca de um quarto em um período de três anos – houve nove casos de câncer a cada mil pacientes ao ano no grupo que consumia aspirina, comparado com 12 por mil entre os que consumiam placebo.

A droga também reduziu o risco de morte por câncer em 15% num período de cinco anos (e em menos tempo se a dose fosse maior que 300 mg).

Se os pacientes consumiam aspirina por mais tempo, as mortes relacionadas a câncer caíam ainda mais – 37% após cinco anos.

Doses baixas de aspirina também pareciam reduzir a probabilidade de o câncer, principalmente no intestino, se espalhar para outras partes do corpo (metástase), em até 50% em alguns casos.

Em números absolutos, isso poderia significar que a cada cinco pacientes tratados com aspirina, uma metástase de câncer poderia ser prevenida, segundo os pesquisadores.

Sangramentos

A aspirina já vem sendo usada há tempos como prevenção contra o risco de ataques e derrames, mas ela também aumenta o risco de sangramentos graves.

Porém o aumento do risco de sangramento somente é verificado nos primeiros anos de tratamento com a aspirina e cairia depois.

Críticos apontam que algumas das doses analisadas no estudo eram muito maiores que a dose típica de 75 mg dada para pacientes com riscos de problemas cardíacos. Outros estudos grandes sobre o consumo de aspirina realizados nos Estados Unidos não foram incluídos na análise.

Rothwell admite as lacunas ainda deixadas pelo estudo e diz que para a maioria das pessoas saudáveis, as coisas mais importantes para reduzir o risco de câncer ao longo da vida é não fumar, se exercitar e ter uma dieta saudável.

Mas ele afirma que a aspirina parece reduzir o risco ainda mais – apenas em uma pequena porcentagem quando não há nenhum outro fator de risco, mas consideravelmente quando o paciente tem um histórico familiar de cânceres como o colorretal.

Os especialistas advertem, porém, que as pessoas devem discutir suas opções com seus médicos antes de tomar qualquer remédio.

Fonte: votebrasil.com

Jejum faz bem ao cérebro

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Segundo pesquisa norte-americana, jejuar um ou dois dias ajuda a prevenir doenças como Parkinson e Alzheimer.

Top models e muçulmanos vão gostar desta notícia: jejuar um ou dois dias por semana pode proteger o cérebro contra doenças degenerativas como Parkinson ou Alzheimer. As conclusões constam de um estudo realizado pelo National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos.
 
“Reduzir o consumo de calorias poderia ajudar o cérebro, mas fazer isso simplesmente diminuindo o consumo de alimentos pode não ser a melhor maneira de ativar esta proteção. É provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que se ingere praticamente nada, com períodos em que se come o quanto quiser”, disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto, durante o encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver, no Canadá.
 
De acordo com este especialista, citado pela BBC, seria suficiente reduzir o consumo diário para 500 calorias, o equivalente a alguns legumes e chá, duas vezes por semana, para sentir os benefícios.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br 

 

Pesquisas com células-tronco rendem seus primeiros frutos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

 

Há 14 anos James Thomson, da Universidade de Wisconsin, isolou células-tronco de embriões humanos. Foi um momento emocionante. A habilidade que essas células têm de se transformar em qualquer outro tipo de célula sugeria que tecidos desgastados ou danificados podiam ser reparados, e, portanto, que diversas doenças podiam ser tratadas assim – uma técnica que veio a ser conhecida como medicina regenerativa. Desde então avanços nos estudos têm sido inconstantes e (devido à origem das células) controversos. Mas, como dois novos estudos provam, houve progresso, sem dúvida.

A Lancet da semana passada publicou resultados de um teste clínico que utilizou células-tronco em seres humanos. Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, diz ter obtido alguns sucessos no tratamento de cegueira. Schwartz e sua equipe manipularam células-tronco embrionárias para que se transformassem em tecido da retina, que ajuda as células bastonetes e cones a responder a estímulos de luz – e então injetaram 50 mil delas no olho de cada paciente, na esperança de que fossem estimular a produção natural dessas células.

O resultado foi um sucesso parcial. Antes de tudo, nenhum paciente teve uma reação adversa ao transplante – sempre um risco quando tecidos estranhos são inseridos no organismo de alguém. Em segundo lugar, embora nenhum deles tenha tido a visão restaurada em grande grau, todos foram capazes, quatro meses depois do transplante, de distinguir mais letras do alfabeto do que eles conseguiam anteriormente.

Um outro estudo, publicado na revista Nature por Lawrence Goldstein, da Universidade da Califórnia, em San Diego, mostra como células-tronco podem ser úteis mesmo se elas não levam diretamente ao tratamento. Desde 2006 pesquisadores têm sido capazes de reprogramar células adultas de volta a um estado embrionário, utilizando proteínas chamadas de fatores de transcrição. Seu valor imediato é ser uma excelente forma de se compreender doenças. Goldstein está usando essas células para tentar entender a doença de Alzheimer.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Está com dor? Ligue o som!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Por Fernanda Dias – opiniaoenoticia.com.br

 

Ela tem sido apontada como um remédio capaz de reduzir a dor e a ansiedade. E o melhor: sem nenhum produto químico, conservante ou efeitos colaterais. Na fórmula, apenas o ritmo, a batida e as cifras. Estudos recentes mostram que a música pode ajudar a reduzir os sintomas das doenças mencionadas e auxiliar no tratamento de várias enfermidades.   Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, e publicada pelo “The Journal of Pain” (Jornal da Dor) no fim do ano passado avaliou os potenciais benefícios da música para desviar a atenção de pacientes dos estímulos da dor. Os pesquisadores colocaram 134 pessoas para ouvir música enquanto recebiam choques na ponta dos dedos. Os participantes precisaram, simultaneamente, acompanhar as melodias e identificar sons estranhos. Os pesquisadores mediram a intensidade da dor sentida pelos voluntários através de eletrodos ligados ao cérebro, da dilatação das pupilas e de outros métodos. Foi constatado que a dor dos participantes diminuiu conforme eles foram sendo absorvidos pelo som. Os resultados mostraram que a música ajuda a reduzir o sintoma ao ativar vias sensoriais que competem com ele e estimulam reações emocionais e cognitivas.   Os indivíduos com altos níveis de ansiedade tiveram os melhores resultados de engajamento com a música, o que contrariou a hipótese inicial dos autores de que a ansiedade poderia interferir na capacidade de o sujeito deixar-se levar pelo som. Segundo o pesquisador David H. Bradshaw, que coordenou o estudo, o tipo de música não é tão importante e sim o quanto ela mantém o interesse do paciente.   Os médicos vêm buscando entender o poder da música em tratamentos de várias doenças há muitos anos, geralmente fazendo uso dos sons como uma maneira de distrair os enfermos preocupados e ansiosos. Há mais de cinco anos, o Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio de Janeiro, acreditou nos poderes da música, que desde então permanece ligada durante todo o dia no CTI, sendo desligada apenas à noite. A seleção musical é feita pela própria equipe do hospital, que opta por músicas instrumentais e eruditas. Segundo a chefe da Divisão de Terapia Intensiva do Instituto, Fernanda de Almeida Sampaio, não há comprovação científica sobre o efeito analgésico da musicoterapia, mas, no dia a dia do hospital os especialistas observaram que houve uma substancial redução da necessidade de sedativos e analgésicos.   “A música gera uma maior tranquilidade aos pacientes e uma sensação de proximidade com a realidade. Um caso que nos chamou atenção foi o de um paciente do CTI que permaneceu grave por muitos dias e com sedativos em doses altas. Ao melhorar clinicamente e despertar, o perguntarmos se ele se lembrava de algo durante o coma induzido. Ele nos respondeu que a única coisa de que se recordava era de uma música suave que ele não sabia de onde vinha, mas lhe dava uma sensação de bem-estar”.   De acordo com a professora da graduação e da pós-graduação do Conservatório Brasileiro de Música Marly Chagas, a música só é contra-indicada para pacientes que possuem epilepsia musicogênica (aversão a som). Mas, de maneira geral, é boa para todo paciente, variando apenas a intensidade e a maneira como é feito o tratamento:   “Costumo dizer que a música e os sons dão auxílio para nascer e para morrer. Há desde terapias para gestantes em trabalho de parto, já que o ritmo induz os movimentos de contração, a pacientes terminais. Também há tratamentos para dependência de álcool e drogas e desvio de atenção, entre outros”.   Segundo Marly, a musicoterapia também auxilia na amamentação, principalmente nos casos de mães de bebês prematuros. “A questão hormonal está atrelada à fabricação e excreção do leite. O que faz o alimento não descer é o medo diante das dificuldades do bebê muito pequeno. É aí que a música atua”, diz ela.   A alta do tratamento vai depender de cada caso. Uma criança que busca conseguir expressar determinados fonemas vai ser liberada assim que esse objetivo for alcançado. O mesmo é válido para quem tem problemas respiratórios e ainda para pacientes que tiveram algum tipo de trauma e que estão com dificuldade de caminhar. “O ritmo ajuda que o passo se dê. Depois que o paciente está caminhando, não precisa mais do tratamento”, explica Marly. Já em casos de Alzheimer, por exemplo, a musicoterapia ajuda a impedir o avanço da doença e é recomendada enquanto o paciente se sentir bem com o auxílio, que neste caso é complementar.   Para a especialista, a música, acima de tudo, ajuda a organizar sentimentos e expressões: “A musicoterapia possibilita que a pessoa expresse o inexprimível, além de distrair a atenção, divertir e relaxar. A atenção focada na dor e no desespero não leva a lugar algum”.

Pesquisa da Fiocruz investiga aumento de cesarianas no país

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entrevistar 24 mil mulheres que tiveram bebê recentemente (pós-parto) para descobrir o porquê da preferência de muitas brasileiras pela cesariana. Dados do Ministério da Saúde indicam que, em 2010, 52% dos partos no país foram cirúrgicos. Na rede privada, o índice chega a 82% e na rede pública, a 37%.

A pesquisa vai verificar com a mãe qual foi a indicação médica para o tipo de parto, onde foi feito o pré-natal e se o profissional que acompanhou a gestação foi o mesmo que realizou o parto. No caso de mulheres que passaram por cesariana, será perguntado o motivo da escolha.

Doula há cinco anos, Rachel Bessa oferece apoio a mulheres grávidas para alcançar o bem-estar físico e emocional durante a gestação e o parto. Ela explicou que o parto normal é um ato de respeito ao próprio corpo feminino, enquanto a cesariana exige um procedimento cirúrgico com riscos, como a hemorragia interna.

Outra desvantagem, segundo Rachel, é que, após a cesariana, a mãe não pode ficar junto com a criança imediatamente porque precisa se recuperar da cirurgia – mesmo que o bebê necessite desse primeiro contato já que, por meio dessa aproximação, é possível, por exemplo, controlar a temperatura corporal.

“Além disso, durante o parto normal, acontece uma compressão natural no peito da criança. Com isso, todo o resquício de líquido, próprio da gestação e que pode estar dentro da criança, é limpo. É um processo natural. No caso da cesárea, é usada uma sonda para a retirada desses líquidos.”

Lais Ignácio, 25 anos, é nutricionista e está grávida do primeiro filho. “Pretendo ter parto normal, mas vai depender da situação na hora”, disse. Apesar do receio da dor, ela explicou que prefere parto normal porque a recuperação é mais simples. “O corpo feminino foi preparado para isso”, completou.

Catiana Ferreira, 29 anos, trabalhadora doméstica, compartilha o sentimento de ansiedade. Grávida do primeiro filho e já no oitavo mês de gestação, ela disse que ainda não recebeu uma indicação médica sobre que tipo de parto optar. “Quero parto normal, porque é mais rápido e recupera logo. Assim, não necessito de muito repouso já que preciso voltar a trabalhar.”

Já Maria de Fátima Oliveira, 36 anos, fará uma cesariana, mesmo preferindo o parto normal. A empregada doméstica está grávida do primeiro filho, mas tem um mioma que pode complicar o procedimento. “Se não fosse esse problema, faria o [parto] normal, porque a recuperação é mais rápida e mais saudável”, disse.

De acordo com o Ministério da Saúde, as chamadas cesáreas eletivas são as que mais representam risco. Nesse tipo de procedimento, a mãe agenda o dia e o bebê nasce sem que a mulher entre em trabalho de parto, o que pode causar problemas de saúde, sobretudo respiratórios, na criança.

Cientistas desenvolvem técnica para ‘ler’ pensamentos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.

A técnica, descrita na revista científica PLoS Biology, se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.
Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.
 
Estudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de “ler” pensamentos.
No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.
Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.
Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.
 Palavra secreta
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.
Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.
Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.
“Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer”, explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
“Os pacientes estão nos dando estas informações, então seria bom podermos dar alguma coisa em troca no fim.”
Os cientistas explicam, no entanto, que a ideia de “leitura de pensamento” ainda precisa ser amplamente aperfeiçoada para que aparelhos do tipo se tornem uma realidade.

Fonte: votebrasil.com

Governo vai listar gestantes a fim de reduzir a mortalidade no país

sábado, 31 de dezembro de 2011

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, passou parte da tarde de ontem esclarecendo, no Twitter, dúvidas sobre a Medida Provisória nº 557. Feministas criticam o texto, sancionado na última segunda-feira, que cria um cadastro nacional de gestantes e puérperas, mulheres que deram à luz recentemente.

O objetivo é reduzir a mortalidade materna, mas os críticos temem que o cadastro seja usado para perseguir mulheres que fizerem abortos clandestinos. A MP também prevê um auxílio de R$ 50 para o transporte de mães que não têm como ir fazer o pré-natal, o que foi visto como uma forma de comprá-las para que não interrompam a gravidez.

Os R$ 50 serão pagos em duas parcelas: a primeira se a mãe começar o pré-natal até os três meses de gestação e a segunda entre o sexto e o sétimo mês. “Algumas mulheres procuram o pré-natal no início da gravidez e só retornam, e quando retornam, no fim. Nem sempre é perto de casa (o hospital).

A expectativa é aumentar a adesão das mulheres ao pré-natal. Entre a primeira e a última consulta, ela pode ter desenvolvido uma série de problemas, e os mais comuns são diabetes e hipertensão, que podem transformar uma gravidez de risco habitual em de alto risco”, esclarece o assessor especial do ministro, Fausto Pereira dos Santos.

Algumas feministas ficaram insatisfeitas com as medidas anunciadas. “A mortalidade materna é um problema crucial, mas que demanda mais recursos, mais médicos, mais informação, mais tratamento especializado, não um cadastro para controlar as mulheres. Aí, eles saem com essa medida provisória, que é muito menos do que é demandado pela população”, lamenta a diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira César.

Ela também critica o fato de o sistema ter sido aprovado sem o debate devido. “Temos alguns objetivos a serem alcançados mais rapidamente. Ainda não abrimos mão de cumprir a meta do milênio de reduzir a mortalidade materna até 2015. Um projeto de lei poderia se arrastar o ano todo”, justificou Fausto.

Nomes divulgados

As gestantes que receberem o benefício terão seus nomes divulgados no Portal da Transparência, o que é visto com desconfiança. “É dinheiro público, tem que ter transparência”, rebate o assessor especial de Padilha. Ele garante que as informações do prontuário são sigilosas e não estarão disponíveis fora do âmbito do Ministério da Saúde.

Ainda segundo Fausto, a intenção do sistema não é fazer uma busca ativa de mulheres que se submetem ao aborto. “Isso nem é factível. Não está no escopo da Rede Cegonha e não temos nem a sofisticação para fazer esse tipo de cruzamento”, garante.

Outra preocupação é que o cadastro seja usado para localizar mulheres que tenham cometido aborto clandestino e penalizá-las. Guacira, do Cfemea, rebate: “Já existem comitês de mortalidade materna em todo o país. Toda morte materna tem que ser registrada. Para quê criar esse cadastro?”, questiona.

Também preocupa as feministas a obrigatoriedade de fazer parte do cadastro, o que o próprio ministro nega. “Gente, confundir universal com obrigatório é demais, hein? O SUS busca ser universal, mas ninguém é obrigado a se submeter ao atendimento”, escreveu o ministro Padilha no Twitter. Entretanto, todas as gestantes que fizerem o pré-natal, em hospitais públicos ou privados, serão incluídas no sistema.

A medida provisória ainda vai ser regulamentada para definir como o pagamento do benefício e o cadastro das mães serão operacionalizados. Já está definido que as mães que receberem Bolsa Família terão o benefício pago no mesmo cartão. O pagamento será efetuado pela Caixa Econômica Federal.

Sai estatuto da Enserh

Foi publicado ontem, no Diário Oficial da União, o estatuto da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Enserh). A empresa pública, de direito privado e patrimônio próprio, será responsável por administrar os hospitais universitários.

Prestará gratuitamente serviços de assitência médico-hospitalar e ambulatorial, assim como prestará apoio às universidades no que diz respeito a ensino, pesquisa e extensão. A empresa terá patrimônio de R$ 5 milhões e contratará servidores por meio de concurso público.

Fonte: votebrasil.com

Planos de saúde serão obrigados a divulgar lista de hospitais e médicos credenciados na internet

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Brasília – As operadoras de planos de saúde serão obrigadas a divulgar na internet a lista de prestadores credenciados, como hospitais e médicos. A norma definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada hoje (26) no Diário Oficial da União.

Para as operadoras com 100 mil clientes ou mais, a obrigatoriedade vale a partir de junho de 2012. As empresas com número de usuários inferior a 100 mil têm até dezembro do próximo ano para se adequar.

Os planos de saúde deverão informar o nome do estabelecimento e profissional credenciados, serviços contratados, endereço e telefones de contatos.

As operadoras com mais de 100 mil clientes devem, inclusive, apresentar a localização geográfica dos prestadores por meio de mapas e imagens. O uso de mapas é obrigatório também para os planos com 20 mil a 100 mil usuários. A exigência não vale para as operadoras com até 20 mil clientes.

A resolução proíbe que as informações na internet sejam restritas apenas aos clientes do plano, ou seja, deverão estão disponíveis para qualquer cidadão. Os dados devem ser atualizados em tempo real.

Com essa medida, a ANS espera que o usuário de plano de saúde tenha mais facilidade em encontrar um serviço ou profissional próximo a sua casa, trabalho ou durante uma viagem.

As operadoras que descumprirem a norma estão sujeitas a penalidades, como pagamento de multas.

Brasil tem 48 cidades sob ameaça de surto de dengue

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira, 5, dados que indicam que, dos 561 municípios brasileiros monitorados pelo governo, 48 estão em situação de risco de surto de dengue, 236 estão em alerta para a doença e 277 têm índice considerados satisfatórios. Os dados foram obtidos durante mapeamento realizado entre outubro e novembro com parcerias com as secretarias municipais de Saúde.

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Segundo o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), mais de 3,9% dos imóveis das cidades em situação de risco apresentaram larvas do mosquito. Já nos municípios em alerta, o índice ficou entre 1% e 3,9%. Para ser considerada satisfatória a taxa deve ser inferior a 1%.

O relatório mostrou ainda que 4,6 milhões de pessoas vivem em locais de risco de epidemia de dengue. As cidades em situação de risco são de 16 diferentes estados. Entre eles, três são capitais: Rio Branco, Porto Velho e Cuiabá. Em situação de alerta, a capital Salvador teve índice de 3,5%; Recife, 3,1%, Belém, 2,2%; São Luís, 1,6%; e Aracaju, 1,5%.

Em 2010, 427 cidades tiveram monitoramento pelo Liraa. De acordo com o ministério, a partir de 2012, o mapeamento será feito três vezes ao ano e não anualmente. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esclareceu que o mapeamento dá uma estimativa da presença do Aedes aegypti no país. No entanto, o ministrou ressaltou que outros fatores precisam ser considerados para que uma epidemia seja registrada.

De acordo com Padilha, o levantamento tem como objetivo avaliar as medidas a serem tomadas para reduzir as chances de uma epidemia e que as cidades em situação de risco devem trabalhar para reduzir os índices até janeiro, quando será realizada nova avaliação. “Se nada for feito agora, a tendência é ter uma infestação ainda maior nesses municípios”, alertou.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, advertiu que o período de maior concentração dos casos de dengue é entre janeiro e maio. Segundo Barbosa, a campanha de combate à doença no verão terá como foco a instrução de hábitos simples que colaboram para o combate de focos do mosquito. Entre as medidas preventivas estão a limpeza de caixas d’ água e o não acúmulo de lixo: “Não precisa tecnologia nem comprar nada para combater a dengue. Temos que desmistificar: são medidas simples que cada família pode fazer”, declarou o secretário.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Técnica de estimulação pode reverter efeitos de Alzheimer

domingo, 4 de dezembro de 2011

 

Uma técnica que está sendo desenvolvida por cientistas canadenses pode tornar realidade algo que antes parecia impossível, a reversão dos efeitos da doença de Alzheimer. Até hoje nenhuma técnica conseguiu alcançar a cura desse mal. Os tratamentos disponíveis hoje apenas tratam os sintomas e retardam o declínio cognitivo, melhorando a qualidade de vida do paciente. A reversão do encolhimento do cérebro, da deterioração de suas funções e da perda de memória provocados pela doença era algo tido como impossível.
 
Os pesquisadores da University of Toronto estão estudando uma técnica chamada Estimulação Cerebral Profunda, método que envolve a aplicação de eletricidade em certas regiões do cérebro. Os resultados parecem promissores. Dois dos pacientes sob tratamento não apenas tiveram reversão da deterioração da área do cérebro associada à memória como também crescimento da região.
 
O estudo ainda não foi publicado, mas suas conclusões já foram anunciadas em novembro durante a conferência da Society for Neuroscience em Washington, nos Estados Unidos. A técnica já estava sendo utilizada em milhares de pacientes com Doença de Parkinson e há menos tempo em pacientes com Síndrome de Tourette e depressão. Mas, apesar de apresentar resultados positivos até então, ainda não se sabe exatamente como o método funciona.
 
O estudo
 
Sob anestesia local, uma ressonância magnética identifica o alvo dentro do cérebro. Em seguida com cabeça imobilizada, uma pequena área do cérebro é exposta e colocam-se eletrodos próximos à região que se pretende estimular. Os eletrodos são então conectados a uma bateria implantada sob a pele perto da clavícula.
 
Participaram da pesquisa seis pacientes, que receberam estimulação no fórnix, área do cérebro responsável por levar mensagens ao hipocampo. Segundo Andres Lozano, chefe do estudo, o encolhimento do hipocampo em pacientes com Alzheimer é de, em média, 5% ao ano. Após 12 meses sob o tratamento, um dos pacientes teve um aumento de 5% e, outro, 8%.
 
“Quão importantes são esses 8%? Imensamente importantes. Nunca vimos o hipocampo crescer em (pacientes com) Alzheimer em nenhuma circunstância. Foi uma descoberta incrível para nós”, disse Lozano à rede BBC. Ele ainda afirmou ser a primeira vez que se demonstrou que a estimulação do cérebro promove o crescimento de determinada parte do órgão.
 
A análise dos sintomas levou os cientistas a concluírem que houve reversão do quadro da doença. “Um dos pacientes está melhor após um ano de estimulação do que quando começou, então seu Alzheimer foi revertido, digamos assim”, disse Lozano .
 
Explicação
 
“A maioria das pessoas diria que não sabemos por que isso funciona”, diz o professor John Stein, da University of Oxford, na Inglaterra. Para ele a explicação é de que no Mal de Parkinson, as células do cérebro permanecem em um padrão de descargas elétricas seguidas por silêncios e, depois, novas descargas. Após serem estimuladas de forma contínua e em alta freqüência, esse ritmo seria perturbado. No entanto, a explicação, ele admite, não é aceita por todos.
 A própria doença é um mistério ainda maior. Sabe-se que nos pacientes com o mal, o hipocampo, centro onde a memória de curto prazo se converte em memória de longo prazo, é uma das primeiras áreas do cérebro a encolher. Isso leva ao aparecimento dos primeiros sintomas, perda de memória e desorientação. No fim do processo de degeneração as células cerebrais morrem ou estão morrendo em todo o cérebro.
 
Futuro
 
Marie Janson, médica da entidade beneficente britânica Alzheimer’s Research UK, disse a reversão do encolhimento do cérebro seria um grande avanço. “Se você pudesse retardar o começo do Alzheimer por cinco anos, você cortaria pela metade o número de pessoas afetadas”.
 
A equipe canadense ainda precisa fazer uma pesquisa maior para confirmar os resultados obtidos. Para isso, em abril os pesquisadores vão implantar eletrodos em cerca de 50 pacientes com grau médio de Alzheimer, mas apenas metade terá os aparelhos ligados. Em seguida vão comparar os hipocampos dos dois grupos para verificar se existem diferenças.
 
Por enquanto o estudo é focado em pacientes com graus leves de Alzheimer porque dos seis pacientes estudados, apenas os dois que tinham sintomas leves melhoraram.

Memória superpotente é alvo de estudo

domingo, 4 de dezembro de 2011

Síndrome rara permite que pessoas se lembrem o que comeram no almoço hoje ou três anos atrás, ou lembrar de detalhes de textos que leram a décadas…

 Robert Petrella é um norte-americano dono de uma memória acima do normal. Ele consegue memorizar todos os números de telefone armazenados em telefones celulares e, ao olhar para apenas uma fotografia de um lance de um jogo do seu time de coração, o Pittsburgh Steelers, sabe dizer a data da partida e o placar final.
 
Petrella possui uma síndrome tão rara que só recebeu a denominação de Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSAM, na sigla em inglês) cinco anos atrás, depois que o especialista em memória James McGaugh publicou um artigo sobre o assunto. Em seu estudo de seis anos com uma paciente com memória incrível, ele caracterizou essa condição na qual o paciente não se esquece de quase nada do que experienciou na vida.
 
As raras pessoas que possuem a síndrome conseguem se lembrar o que comeram no almoço hoje ou três anos atrás, ou lembrar de detalhes de textos que leram a décadas. Esses indivíduos simplesmente não conseguem apagar memórias mesmo as que querem como o fim de um namoro ou as lembranças de um acidente.
 
“Eu notei isso durante o ensino secundário, me dava conta que nem todos recordavam o que eu conseguia lembrar, e pensava que era algo incomum, como ser canhoto ou algo assim. Mais tarde, notei que isso tinha outra dimensão. Sempre tive facilidade nos exames, pois lembrava de tudo sem ter feito revisão dos tópicos”, disse Petrella à BBC.
 
Para ele a síndrome se mostrou uma ferramenta de trabalho útil. Ele é produtor de documentários para o History Channel e o Discovery Channel. “Às vezes, me recordo de algo que alguém disse há 30 anos, coisas que as outras pessoas não lembrariam, porque foram ditas no momento, e isso pode tornar as relações raras”, diz Petrella
 
Diagnóstico
 
A síndrome é difícil de ser detectada, até pouco tempo apenas 20 pessoas no mundo, todas nos Estados Unidos, haviam sido diagnosticadas com a HSAM. No entanto, um programa sobre a síndrome exibido pela rede de TV americana CBS, deu destaque ao assunto. O programa foi visto por pelo menos 24 milhões de pessoas e levou 500 a contatarem os pesquisadores por acharem ser portadoras da HSAM. Dez dessas pessoas foram realmente diagnosticadas com a síndrome.
 Além disso, a HSAM já apareceu na ficção, como no conto Funes, o Memorioso, do argentino Jorge Luis Borges, e na série de TV Unforgettable (“Inesquecível”, em inglês), que acaba de estrear nos Estados Unidos.
 
O diagnóstico da HSAM é feito através de testes médicos conduzidos pelos cientistas e avaliação dos potenciais candidatos com um questionário de acontecimentos públicos ocorridos nos últimos 20 anos. As questões dizem respeito a variados assuntos, desde eleições e competições a entrega de prêmios e até acidentes aéreos. Uma pessoa com a Memória Autobiográfica Altamente Superior conseguiria dar dados precisos como a data e o dia da semana em que os eventos ocorreram. Apenas os que obtêm mais de 55% no teste passam para a fase seguinte da avaliação: questões mais pessoais.
 
‘Google humano’
 
“A família nos dá fotos ou diários para que a gente tenha dados precisos e assim provar as informações das quais eles dizem se lembrar. É muito, muito difícil que um indivíduo que registre (dados como esse) além de um certo tempo, como um nível de detalhes tão específico”, explica McGaugh. Por isso, eles foram apelidados de “Googles humanos”.
 
Apesar de ser vista como um “dom” pela maioria das pessoas, nem todos os portadores da síndrome festejam sua condição. Jill Price procurou especialistas por não conseguir suportar seu constante exercício de se lembrar de tudo e seu caso foi o gatilho para os estudos. “É incessante, incontrolável e imensamente cansativo. As lembranças vêm, simplesmente chegam na minha mente. Não posso controlá-las”, escreveu Price em sua autobiografia The Woman Who Can’t Forget (A Mulher que Não Consegue Esquecer, em tradução livre do inglês).
 
A HSAM lhe trouxe complicações para suas relações com as outras pessoas. Entre os pacientes de McGaugh nenhum é casado ou tem relações estáveis. Mesmo assim, o pesquisador conta que a maioria dos portadores não demonstra descontentamento com a síndrome. “A maioria acredita que é um dom. Se questionados se prefeririam não ter a síndrome, eles dizem que não mudariam isso por nada.”
 
Na opinião do neurobiólogo McGaugh, a HSAM é uma condição pré-existente, que se mantém ao longo do tempo e que ainda precisa de explicações neurológicas. A recomendação às pessoas com a síndrome é de não encarar a condição de forma ruim e procurar não se expor a circunstâncias traumáticas, como, por exemplo, se alistar no Exército e ir para a guerra.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Menino desafia opinião médica e sobrevive a câncer com terapia fotodinâmica

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um menino de 10 anos de idade diagnosticado com uma rara forma de câncer em 2006 vem surpreendendo especialistas na Grã-Bretanha pela melhora em seu estado de saúde depois de se submeter a um tratamento alternativo à quimioterapia.

Connah Broom, da cidade de Flintshire no País de Gales tinha 11 tumores e a quimioterapia apresentava poucos resultados.

Mas após se submeter ao tratamento, conhecido como terapia fotodinâmica e que custou mais de 200 mil libras (equivalentes a cerca de R$ 560 mil), resta ainda apenas um dos tumores.

Seu médico descreve seu estado físico como impressionante e sua família diz que ele está bem.

A avó, Debbie Broom, explicou que após a quimioterapia e outros tratamentos tradicionais terem sido descartados, a família começou a procurar outras formas de combate ao câncer raro, conhecido como neuroblastoma, uma doença que afeta cerca de 80 crianças na Grã-Bretanha anualmente.

Em 2007, eles ouviram falar de uma clínica privada no México que oferecia o tratamento de terapia fotodinâmica.

O tratamento usa laser, e outras fontes de luz, combinado com um medicamento que reage à luz (chamado de agente fotossensível) para destruir células cancerígenas.

Em alguns países, como na Grã-Bretanha, a técnica é usada para o tratamento de algumas formas de câncer, como o de pele.

O garoto se submeteu a um tratamento intensivo de duas semanas no México, segundo a avó.

Ele prosseguiu então com a terapia em casa, onde mora com os avós e o pai.

Resultados

Agora, após quatro anos, Debbie diz que os 10 tumores secundários do neto se foram.

“Estamos lutando e Connah também. Ele está se saindo muito bem”, diz ela.

Ele ainda tem o tumor primário em seu abdômen e se submete a sessões de duas horas de tratamento, quatro dias por semana.

O garoto também frequenta uma escola em período integral, toca teclado, canta, dança e gosta de jogar futebol e fazer ginástica.

A avó está convencida de que o tratamento, aliado a uma dieta orgânica, é o segredo do sucesso do neto.

No entanto, o médico de Connah, Eamonn Jessup, não sabe se o tratamento surtiu efeito ou foi seu corpo que combateu o câncer.

“Seu estado é impressionante”, diz ele. “É realmente inexplicável que a maioria dos tumores tenha desaparecido.”

“Não sei se é por causa do regime seguido ou do tratamento”, finaliza.

A avó diz que a família continuará com o tratamento até que o último tumor desapareça.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Problemas psiquiátricos podem começar na tireoide

domingo, 27 de novembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Em pacientes com depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátricos, médicos encontram constantemente níveis anormais de hormônio da tireóide. Tratar o problema, eles descobriram, pode levar a melhoras no humor, na memória e na cognição.

Agora os pesquisadores estão explorando uma ligação um tanto quanto controversa entre problemas menores, ou subclínicos, de tireóide e dificuldades psiquiátricas de alguns pacientes. Depois de analisar a literatura sobre hipotireoidismo subclínico e humor, o Dr. Russel Joffe, um psiquiatra do North Shore-Long Island Jewish Health System e colegas recentemente concluíram que tratar a condição, que afeta hoje cerca de 2% dos norte-americanos, poderia aliviar alguns sintomas psiquiátricos e poderia ainda prevenir um futuro declínio cognitivo.
Pacientes com sintomas psiquiátricos, disse o Dr. Joffe, “nos dizem que quando lhes damos hormônios da tireóide, eles melhoram”.

A tireóide, uma glândula em formato de nó de gravata que envolve a traqueia, produz dois hormônios: a tiroxina, ou T4, e a triiodotironina, conhecida como T3. Esses hormônios atuam em uma surpreendente variedade de processos físicos, desde a regulação da temperatura corporal e batimentos cardíacos até o funcionamento cognitivo.
Uma grande quantidade de coisas pode levar a tireóide a funcionar de forma anormal, incluindo exposição à radiação, pouco ou muito iodo na dieta, medicamentos como lítio e doenças autoimunes. E a incidência de problemas na tireóide aumenta com a idade. Hormônio da tireóide demais acelera o metabolismo (hipertireoidismo), causando sintomas como suor em excesso, palpitações, perda de peso e ansiedade. Quando é muito pouco (hipotireoidismo) pode causar fatiga física, ganho de peso, letargia, assim como depressão, inabilidade de concentração e problemas de memória.

“No início do século XX, as melhores descrições da depressão clínica estavam na verdade em textos sobre doenças da tireóide, não de psiquiatria”, diz Dr. Joffe. Mas médicos por muito tempo discordaram sobre a natureza de links entre sintomas psiquiátricos e problemas da tireóide. “É a questão da galinha e do ovo”, diz Jennifer Davis, professora de psiquiatria e comportamento humano da Universidade Brown. “Existe algum problema da tireóide subjacente que cause sintomas psiquiátricos, ou é o contrário?”

O Dr. Davis afirma que é comum que pessoas com problemas da tireóide sejam mal diagnosticadas com doenças psiquiátricas. Leah Christian, de 29 anos, usou antidepressivos há 10 anos para depressão e ansiedade. Eles não ajudaram. “Eu só fiquei para baixo”, disse Christian, funcionária de uma creche em São Francisco. Há alguns anos, ainda lutando, ela perguntou a seu médico para indicá-la um terapeuta. O médico fez exames de tireóide primeiro e descobriu que Christian tinha uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto, causa comum de hipotireoidimo.

Ela recebeu levotiroxina, um hormônio de reposição sintético. Sua depressão e ansiedade desapareceram. “Ao que parece meus sintomas estavam relacionados à tireóide”, disse. De certa forma ela teve sorte, seus níveis hormonais estavam claramente anormais. Níveis normais de hormônio estimulador da tireóide (TSH) variam de 0,4 a 5. Quanto maior o nível de TSH, menos ativa é a tireóide. A maioria dos endocrinologistas concorda que um resultado de mais de 10 requer tratamento para hipotireoidismo. Mas para pessoas com níveis entre 4 e 10, as coisas ficam sombrias, especialmente para aqueles que experienciam sintomas psiquiátricos vagos, como fatiga, leve depressão ou apenas não se sentirem como si mesmos.

Alguns médicos acreditam que esses pacientes deveriam ser tratados. “Se alguém tem problemas de humor e hipotireodismo subclínico, isso poderia ser significante”, disse o Dr. Thomas Geracoti, professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Cincinnati. Ele já usou hormônios da tireóide para tratar artistas com medo de palco debilitante, um músico de alto nível se recuperou completamente.

A ideia de tratar hipotireoidismo subclínico é controversa, especialmente entre endocrinologistas. Tratamento com hormônio da tireóide pode tencionar o coração e pode agravar problemas de osteoporose em mulheres, notou o Dr. Joffe. Por outro lado, deixar de tratar a condição também pode estressar o coração e alguns estudos sugerem que possa aumentar o risco de doença de Alzheimer e outras demências. E ainda existe o quociente de bem-estar, que é difícil de quantificar. “Pessoas tendem a descontar as questões de qualidade de vida relacionadas à depressão e ansiedade residuais”, diz Joffe.

Mulheres são bem mais inclinadas a desenvolver problemas da tireóide do que homens, especialmente após os 50 anos e alguns especialistas acreditam que o gênero é responsável por algumas relutâncias a tratar doenças subclínicas. “Existe um terrível preconceito contra mulheres que chegam com queixas de problemas emocionais sutis”, diz o Dr. Davis. “Essas queixas tendem a serem deixadas de lado ou atribuídas a estresse ou ansiedade.”

Sintomas psiquiátricos podem ser vagos sutis e muito individuais, conta o Dr. James Hennessey, diretor de endocrinologia clínica no Centro Médico Beth Israel Deaconess em Boston. Outra complicação é que não está claro para muitos especialistas, o que são níveis hormonais “normais” da tireóide.
Em um estudo publicado em 2006, pesquisadores da província Anhui, na China, usaram imagens de tomografias para avaliar pacientes com hipotireoidismo subclínico antes e depois do tratamento. Eles encontraram melhoras tangíveis tanto na memória quanto da função motora após seis meses de tratamento com levotiroxina.

Com fundos dos Institutos Nacionais de Saúde, Dr. Joffe e pesquisadores da Universidade de Boston recentemente começaram testes clínicos para cortar a relação entre hipotireoidismo subclínico e certos sintomas cognitivos e de humor em pessoas acima de 60 anos. Os resultados estarão disponíveis em alguns anos.

Importante! Prostata sem cirurgia

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Portugal pioneiro em tratamento da

Pedro LaranjeiraPRÓSTATA (Pedro Laranjeira)
HIPERPLASIA BENIGNA SOB A MIRA DE UMA INVESTIGAÇÃO INOVADORA

JÁ NÃO É PRECISO RECORRER À CIRURGIA

Quando se escreve sobre saúde, é costume referir a taxa de incidência das doenças na sociedade, quer em número de pacientes num determinado universo, quer na percentagem da população atingida. Este é um caso especial, porque a hiperplasia da próstata é um problema que não se situa dentro de margens percentuais:

atinge TODOS os homens, mais cedo ou mais tarde, é apenas uma questão de idade.

Sendo uma doença que só aparece em idades avançadas,
torna-se particularmente relevante numa ocasião em que a esperança de vida aumenta continuamente.
Mas vamos a números, no concreto:
A partir dos 60 anos de idade, a incidência é de 65% na população masculina; entre os 70 e os 80, sobe para 80%, entre os 80 e os 90 para 90% e a partir dos 90 o número é mesmo 100% – todos!
Trata-se, portanto, de um mal a que não se pode fugir.
Há que lidar com ele da melhor maneira, porque faz perder completamente a qualidade de vida, a dignidade e a hipótese de uma existência feliz.
Até hoje, todas as soluções implicavam sofrimento, mudança radical de hábitos, medicamentos extremamente caros para o resto da vida e a perda total da capacidade sexual.
Tudo mudou graças à iniciativa de um cientista português que, com investigação, descobriu uma forma de melhorar a doença, sem cirurgia, sem internamento hospitalar e sem alteração da actividade sexual ou até a sua melhoria.
Trata-se do Dr. João Martins Pisco, já pioneiro no tratamento de mulheres com fibromiomas uterinos, a quem cura sem cirurgia, permitindo a manutenção dos órgãos reprodutores e a capacidade de ter filhos.
Agora encontrou uma solução da mesma grandeza para os homens e é, neste momento, oúnico médico no Mundo a fazer este tipo de investigação. Na realidade é uma investigação que está a efectuar com excelentes resultados, pois nesta fase não se deve denominar de tratamento.
Tudo começou no início de 2009 e estão tratados até agora 65 pacientes, dos quais apenas um não obteve os resultados desejados. Isto equivale a uma taxa de sucesso de 98,5%, o que para uma nova terapia acabada de inventar é um número extraordinário.

(estes dados foram actualizados em 5 de Dezembro de 2010)

Dos 24 pacientes tratados com êxito, nove estavam algaliados e não podiam, portanto, ter relações sexuais. Todos renasceram para uma vida nova, com qualidade e um futuro em que podem agora confiar.
O primeiro doente que se quis submeter à investigação de Martins Pisco, para além do valor emblemático de ter sido o primeiro, adquiriu dimensão histórica no currículo e na memória do pioneiro português. Tratou-se de um seu amigo pessoal, de 78 anos de idade, que lhe confidenciou que estava numa fase de completo desespero por estar algaliado havia 3 meses e estar a chegar a um ponto em que já não aguentava mais aquilo em que a doença lhe transformara a vida. Foi tratado, abandonou por completo a medicação e telefonou, um ano depois, a comunicar, feliz, que ia ser pai: a esposa, de 39 anos, estava grávida.
Mas vamos a factos, quanto à doença e a esta nova investigação revolucionária que significa uma nova esperança para os homens – para todos os homens.

O QUE É A HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA

Com o avançar da idade, a próstata “incha”, aumenta de volume. Trata-se de uma proliferação adenomatosa, não maligna, que pode obstruir as vias urinárias inferiores. É o tumor benigno mais comum no homem.
Esta patologia pode começar a aparecer depois dos 40, mas normalmente isso só sucede por volta dos 60 ou mais; a partir daí, a incidência aumenta muito com o passar dos anos e acaba por ser inevitável a partir de uma idade avançada.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns são a dificuldade em urinar, fazê-lo normalmente em pequenas quantidades e com uma vontade frequente, que muitas vezes leva os homens a levantar-se várias vezes durante a noite para ir à casa de banho. O jacto pode ser fraco e intermitente ou mesmo causar dor. Fica-se com a sensação de que a bexiga continua cheia. Por vezes há também perda de sangue.
Estes sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Quando a situação se agrava, pode chegar-se à retenção urinária, que leva o paciente ao hospital para que lhe seja introduzida uma sonda pela uretra, para esvaziar a bexiga.

DIAGNÓSTICO

Faz-se através de exames médicos, que podem ir do toque rectal à ecografia pélvica por via rectal, análises laboratoriais incluindo Urina II, Glicemia, Colesterol, Triglicerideos, Hemograma, V.S., Creatinina e Ureia, exame PSA (dosagem do antígenio prostático específico), para determinação de existência ou não de neoplasia.

MEDICAÇÃO

É a primeira fase de abordagem ao problema, quando não é ainda muito grave. Usam-se medicamentos, que por norma reduzem a potência sexual em mais de metade dos casos. São eles os antagonistas alfa1 (doxazosina, alfasusina e tamsulosina) e os inibidores da 5 alfa reductase (finasteride e dutasteride). Com o evoluir da patologia, avança-se para uma das várias soluções cirúrgicas que existem.

CIRURGIA

A mais comum é a “prostatectomia a céu aberto”, ou seja, a extracção cirúrgica da próstata. Existe também a “ressecção transuretral da próstata” (TURP), em que todo o procedimento é realizado pela uretra.
Outros métodos incluem cirurgia a laser, termoterapia, eletrovaporização, etc., mas com resultados que não se comparam aos das cirurgias clássicas.
As intervenções cirúrgicas estão frequentemente associadas a hemorragia, com necessidade de transfusão sanguínea.
A TURP está sempre associada a ejaculação retrógrada (o esperma vai para a bexiga) e a cirurgia clássica provoca igualmente e ejaculação retrógrada e impotência sexual numa grande percentagem dos pacientes.
Os números “oficiais” apontam para índices de impotência entre os 50 e os 60%, mas o Dr. Martins Pisco, após uma Conferência em que participou recentemente em Tampa, nos Estados Unidos, foi abordado por vários colegas americanos que lhe garantiram que os “números oficiais” eram falsos e que a impotência resultante da cirurgia era de cerca de 100%.

NÃO FAZER NADA

Quando não tratada, a HBP pode levar a graves complicações: cálculos na bexiga, infecções urinárias, insuficiência renal e retenção urinária, que obriga ao uso de algália.
Resolver o problema é sempre inevitável.

A NOVA DESCOBERTA

O CAMINHO DA ESPERANÇA

Trata-se de uma técnica de radiologia de intervenção, chamada “embolização” e que se aplica em determinadas artérias, conforma a doença. É o método que Martins Pisco utiliza já para curar fibromiomas uterinos em mulheres, embolizando-lhes as artérias que alimentam os miomas, e que agora encontrou forma de estender aos homens, para intervir na próstata.
“Embolizar” significa provocar a oclusão de um vaso sanguíneo, normalmente uma artéria, para diminuir o fluxo de sangue a um determinado local.
No caso da próstata, o seu aumento de volume depende de irrigação sanguínea. O que Martins Pisco faz é “entupir” as artérias que fornecem esse sangue, levando a que ela “mirre”, atrofia que surge uma vez interrompida a circulação sanguínea que a irriga.
O processo é rápido (e acredita-se nesta fase da investigação que é também duradouro) e a próstata é preservada, obtendo-se uma diminuição de volume que chegou já, nos casos tratados e no curto prazo desta terapia, a uma redução de 65% do tamanho original.
Conseguido isto, os sintomas melhoram ou desaparecem mesmo, a medicação é abandonada e a potência sexual mantida.
Esta técnica inovadora chama-se “embolização das artérias prostáticas” (EAP) e é uma nova resposta à Hiperplasia Benigna da Próstata. É minimamente invasiva, não comporta os riscos inerentes a qualquer outra forma de cirurgia e não requer anestesia geral.

. EMBOLIZAÇÃO DAS ARTÉRIAS PROSTÁTICAS .

Tudo começa com uma consulta prévia, exames e algum tempo de preparação, que inclui o abandono dos medicamentos tradicionais, durante alguns dias e até à intervenção.
Chegado “o dia”, o paciente apresenta-se no hospital com 4 horas de jejum, é preparado para o tratamento e conduzido à sala de intervenção, onde, sob anestesia local, pode acompanhar todo o processo através dos monitores que orientam os terapeutas.
É introduzido um cateter com 1,5 mm de diâmetro (comparável à agulha de anestesia de um dentista) numa artéria na zona direita da virilha, por onde é injectado um produto, que consiste em microesferas de plástico à base de polivinil álcool, que vai proceder à oclusão dos vasos sanguíneos que alimentam o lado esquerdo da próstata, passando-se então para a artéria que alimenta o lado direito. Em ambos os casos é preservada a permeabilidade das artérias pudendas internas, o que permite aos pacientes manter a potência sexual.
O evoluir do processo é acompanhado em monitores de uma aparelhagem sofisticada que orienta a equipa, podendo verificar-se, em tempo real, o entupimento dos vasos sanguíneos cuja oclusão se pretende.

Artéria ilíaca interna antes da embolização das artérias prostáticas, que já não são visíveis depois.

Todo o processo demora uma a duas horas, durante as quais o paciente mantém a consciência e pode visualizar o tratamento.

Volume da próstata antes e depois da embolização

Retirado cateter, está concluída a intervenção, sem dor nem perda de sangue.

DEPOIS DA EMBOLIZAÇÃO

Duas horas após a embolização, o paciente já pode ir à casa de banho pelo seu próprio pé e já urina sem dificuldade.
Três horas depois pode tomar uma refeição ligeira. Volvidas quatro a oito horas tem alta e regressa a casa, mesmo que more a centenas de quilómetros de Lisboa.
O período aconselhado de convalescença é de dois a três dias, mas a maior parte dos pacientes retoma as suas actividades no dia seguinte. Não deve, em qualquer dos casos, ficar acamado, devendo ter um dia normal da actividade física a que esteja habituado.
Na manhã após o tratamento, recebe um telefonema do médico, que volta a contactá-lo uma semana depois e o acompanhará durante três anos.
Todos os pacientes recebem o número de telemóvel do médico, que estará disponível 24 horas por dia.

RESULTADOS

Sem vasos sanguíneos, a diminuição do tamanho da próstata e dos nódulos adenomatosos faz-se gradualmente, verificando-se uma redução progressiva nos primeiros 3 meses após a embolização.
Os pacientes tratados afirmam uma melhoria da qualidade de vida e de estado de espírito, mais optimismo, melhor disposição para as actividades pessoais e profissionais, mais energia e mais espírito criativo. Testemunham ter passado a dormir com maior tranquilidade e alguns referem uma melhoria clara de potência sexual.

A QUEM SE DESTINA

Esta investigação está a ser prioritariamente direccionada por Martins Pisco para doentes com obstrução uretral aguda, hematúria refractária e doentes algaliados durante muito tempo (como era o caso de nove dos 25 já intervencionados), particularmente aqueles com indicação cirúrgica absoluta (retenção urinária, insuficiência renal secundária a obstrução prostática, hematúria, divertículo, litíase vesical) ou a doentes a quem uma patologia associada grave torne a cirurgia prostática num risco considerável.
Apesar da embolização ser minimamente invasiva, só deve, contudo, ser efectuado em pacientes com sintomas graves. Por tal motivo, todos os doentes serão avaliados por um urologista da equipa de Martins Pisco, o Professor Luis Campos Pinheiro.
Após o acordo do urologista, o paciente deverá efectuar um exame Angio-TAC Pélvica para avaliação dos vasos da pélvis e da próstata. A fim de evitar qualquer risco, a embolização só será realizada se aqueles vasos não estiverem muito envolvidos pela ateroesclerose.
A avaliação dos resultados da embolização é efectuada periodicamente pelo mesmo urologista. Por se tratar de uma investigação nova e não ainda de um tratamento standard, os resultados tem de ser avaliados periodicamente.
Constitui também uma solução para quem, por motivos religiosos (como é o caso das testemunhas de Jeová), não queira ser submetido a cirurgia ou a transfusões sanguíneas, que aqui não são necessárias mas são normalmente inevitáveis nas cirurgias clássicas.
Finalmente, é uma abordagem inovadora – e agora possível – ao problema dos doentes com diagnóstico de Hiperplasia Benigna da Próstata.

A QUEM NÃO SE DESTINA

Doentes já com diagnóstico de neoplasia próstática (cancro da próstata).
Doentes com aterosesclerose avançada ou grande tortuosidade dos vasos pélvicos, uma vez que não permite a cateterização eficaz das artérias.

MARCOS HISTÓRICOS

30-03-2009 – Realização da embolização no primeiro doente com HBP, homem de 78 anos de idade, algaliado havia 6 meses e que continua sem algalia.
14-01-2010 – Completa-se embolização em 18 doentes.
26-02-2010 – No Congresso do Patient Care apresenta-se pela 1ª vez a embolização como terapia para HBP.
16-03-2010 – No congresso do SIR, em Tampa, Estados Unidos, apresentam-se os primeiros resultados preliminares.
13-05-2010 – No Curso pós-graduado da SPRMN dá-se informação sobre a embolização na HBP.
10-06-2010 – Desloca-se a Lisboa um Radiologista de Intervenção Americano para observar a EAP praticada por Martins Pisco.
20-09-2010 – Procedimento oficialmente aprovado nos Estados Unidos.
29-09-2010 – Completa-se embolização nos primeiros 45 pacientes.
05-12-2010 – Atingido o número de 65 pacientes, com uma taxa de êxito de 98,5%.

(dados actualizados em 17 de Dezembro de 2010).

O Brasil e os cânceres

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Por Gilberto Simões Pires – opiniaoenoticia.com.br

O nosso pobre Brasil está com o corpo tomado por tumores sérios e já não cabe outro tratamento que não seja cirúrgico.

Os brasileiros foram pegos de surpresa com a notícia de que o ex-presidente Lula está com um tumor cancerígeno localizado na laringe. Se o diagnóstico, por si só, gera grande apreensão, quando o paciente goza de enorme popularidade, como é o caso do ex-presidente, aí a comoção se multiplica e todos querem acompanhar de perto o tratamento.

Daí a razão para tantas entrevistas e informações sobre este tipo de câncer, que todos os meios de comunicação estão apresentando. Da mesma forma, os noticiários estão dando grande espaço às reações que Lula apresenta ao já iniciado tratamento.

Quando o assunto é doença, o que todos desejamos é que o tratamento resulte em cura. Envio, portanto, os meus votos de pronta recuperação, tanto de Lula quanto de todos os portadores de qualquer tipo de mal.

Entretanto, o que é preciso chamar a atenção, por ser muito importante, é que o nosso pobre Brasil está com o corpo tomado por tumores sérios há muito mais tempo. E nem por isso os meios de comunicação têm se mostrado minimamente apreensivos.

Embora ainda numa escala inferior ao da Grécia, para os cânceres que o Brasil apresenta, somente nas áreas Previdenciária, Trabalhista, Fiscal, Tributária e Política, já não cabe outro tratamento que não seja cirúrgico.

Todavia, pelo estado avançado da doença, os cortes precisam ser muito fundos e certeiros. Caso contrário, outros tecidos ficarão seriamente comprometidos.

Assim como os médicos são consultados para fazer diagnóstico de doenças humanas, suas causas e suas possíveis curas, os economistas e pessoas de bom senso em administração precisam ser ouvidas para diagnosticar e tratar, urgentemente, dos problemas que prejudicam a saúde econômica de um país.

Repito: o Brasil, como se sabe, está com o corpo minado de tumores de vários tipos. Os corporativos, entretanto, agem de forma mais aguda, destruindo brutalmente o tecido produtivo e acabando de vez com a competitividade.

De forma totalmente equivocada e maldosa, os governos não param de aumentar impostos. Quanto mais tributos são criados e/ou aumentados, mais a doença se agrava. Com um detalhe: o padecimento do Brasil significa a morte do tecido produtivo que vai ficar sem sangue e oxigênio.

Cientistas conseguem fórmula de rejuvenescimento celular

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível.

Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira do periódico científico “Genes & Development”, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.

Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos.

As células idosas foram reprogramadas ‘in vitro’ em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC).

Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado…) após a terapia da “juventude” aplicada pelos cientistas.

Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.

Nova etapa

Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.

Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular.

Em seguida, eles fizeram a reprogramação ‘in vitro’ destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).

Graças a este novo ‘coquetel’ de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior.

“Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas”, explicou Jean-Marc Lemaitre.

Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos.

“A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação”, concluíram.

Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

Foto: Getty Images / Senescência: Até agora, a reprogramação de células adultas tinha o limite da última etapa do envelhecimento celular

Chá do Daime é usado por dependentes para combater vício

domingo, 30 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Uso do chá para tratamento de dependência não é aconselhável e pode ser perigoso.

Alcoólatras crônicos e usuários de drogas ilícitas declararam terem abandonado o vício com o chá ayahuasca, conhecido como Daime. No entanto, o uso do chá como tratamento não é reconhecido publicamente. O tratamento alternativo é usado entre os membros de grupos religiosos que utilizam a bebida, como o Santo Daime e a União do Vegetal. A comunidade científica, médicos e cientistas, estão estudando os efeitos do chá para analisar o suposto combate aos vícios.

Leia também: Uma vacina contra o vício
Leia também: Dependentes usam auxílio-doença para manter vício

As experiências têm sido realizadas por indicação de psiquiatras que freqüentam os rituais com a bebida. De acordo com o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, do Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes), da Unifesp, pessoas que tiveram contato com o chá e tinham problemas com alcoolismo por mais de 40 anos “milagrosamente” largaram o vício.

Silveira, no entanto, não recomenda o chá como tratamento e avalia que o próprio ritual pode influenciar a recuperação dos dependentes: “Sabemos que o contexto religioso protege as pessoas das drogas, mas suspeito que não seja somente isso. Há um efeito químico, que ainda não foi pesquisado”, diz.

Segundo o doutor João Ernesto de Carvalho, coordenador da Divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pequisas Químicas, Biológicas e Agrícolas), da Unicamp, a farmacologia também não explica o fim da dependência, já que do ponto de vista farmacológico, os usuários teriam que tomar doses diárias do chá para que ele fosse considerado um tratamento. Porém, os rituais realizados com o consumo do Daime ocorrem, em média, duas vezes ao mês.

O publicitário Benito Alvarez Rizi, 55, era dependente de cocaína e bebida alcoólica há cinco anos, quando começou a tomar o chá, se declara limpo: “Desde que comecei a tomar o ‘vegetal’, a vontade de me drogar sumiu da minha cabeça.”

A dúvida, no entanto, é se o chá não é apenas um substituto do vício. Para Xavier, apesar de admitir que a dependência pode ser psicológica, a diferença é que a ayahuasca, não é uma experiência agradável, e possui efeitos colaterais como diarreia, vômito, náusea e formigamento. “Não é uma droga do prazer ou que dê ‘barato’ como a cocaína, o álcool ou outra substância. Não é uma experiência agradável que as pessoas queiram repetir”, disse.

Para o psiquiatra e coordenador do grupo de estudos de álcool e drogas da Faculdade de Medicina da USP, Arthur Guerra, o uso do chá para tratamento de dependência não é aconselhável e pode ser perigoso: “Como uma substância alucinógena vai tratar dependentes? Pode ocorrer um erro médico e, em vez de você ajudar a pessoa, você pode matá-la.”

Caso Glauco

Em março de 2010, Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, matou o cartunista Glauco Villas Boas e o filho dele, Raoni. O assassinato aconteceu em Osasco e ambos foram mortos com quatro tiros cada.

Cadu frequentava a igreja Céu de Maria que segue os rituais do Santo Daime. Na ocasião, foram levantadas hipóteses de que o consumo do chá e de outras drogas pudessem ter influenciado o estado mental do assassino, que após laudo médico foi considerado sem condições para responder pelos crimes. A Justiça determinou que Cadu fosse transferido para um hospital psiquiátrico.

Câncer de boca atinge quase 15 mil brasileiros por ano, mas pode ser evitado com auto-exame

domingo, 16 de outubro de 2011

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Uma forma de câncer pouco falada e que afeta milhares de brasileiros todos os anos também é uma das modalidades da doença mais facilmente identificáveis. O câncer de boca atingiu no ano passado 14.120 pessoas, sendo 10.330 homens e 3.790 mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Os principais fatores de risco são o fumo, a ingestão de bebidas alcoólicas e contaminações pelo vírus HPV, contraído em relações sexuais.

Os dados foram divulgados durante o lançamento da segunda etapa da Campanha Nacional contra o Câncer de Boca ontem (14), que ocorreu durante o 8º Simpósio Internacional de Prótese e Implante, que se encerra hoje no Rio. Por causa da doença, os pacientes têm diversas partes do rosto atingidas – incluindo olhos, bochechas e orelhas – o que só pode ser revertido com a retirada das áreas comprometidas e o implante de próteses e tecidos.

O coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, explicou que a melhor forma de se evitar a doença é a prática de hábitos saudáveis, aliada ao autoexame da boca, o que pode ser feito diante de um espelho.

“Nós podemos diminuir o número de casos. O esforço que o governo tem feito é que se massifiquem as informações de prevenção, como o controle do tabagismo e das bebidas alcoólicas, além dos protetores labiais para pessoas cotidianamente expostas ao sol. Ao menor sinal de alteração na mucosa bucal, deve se procurar orientação médica ou odontológica”, disse Pucca.

Durante o autoexame, deve-se procurar por sinais como feridas que não desaparecem, nódulos ou caroços, dor persistente na boca, manchas brancas, vermelhas ou rochas dentro da boca, dificuldade para mastigar, engolir ou mexer a língua, inchaço ou dor no maxilar, dor constante na orelha, sangramento na boca, rouquidão. Na dúvida, o próprio dentista pode ajudar a diagnosticar, encaminhando o paciente ao serviço especializado.

Para o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, é importante detectar a doença nas fases iniciais, pois a maior parte das pessoas – cerca de 80% – só descobre o câncer de boca nas fases avançadas, o que dificulta o tratamento. Segundo ele, a taxa de mortalidade do câncer de boca gira em torno de 13%, considerada alta para os padrões da doença.

“É um câncer evitável e que se for detectado precocemente é curável. A campanha tem o benefício de mobilizar e esclarecer a sociedade de que é importante prestar atenção na doença. O autoexame deve fazer parte de uma campanha global, que também precisa oferecer o serviço odontológico. O profissional que trabalha nas campanhas públicas, como o Brasil Sorridente [do Ministério da Saúde], tem que ser treinado para detectar as doenças que existem, mas às vezes ele não vê”, disse Santini.
 

Edição: João Carlos Rodrigues

Brasil terá em 2012 quarto maior banco genético do mundo

domingo, 16 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O Brasil terá, em 2012, um dos maiores bancos genéticos do mundo para estoque de sementes e diversidade de alimentos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) investirá R$ 10 milhões no banco genético. Atualmente, a estrutura da instituição é 4 vezes menor do que a pretendida.

Durante viagem à Europa com a presidente Dilma Rousseff, o presidente da Embrapa, Pedro Antonio Arraes Pereira, declarou que a criação do banco é uma questão de segurança nacional, tanto economicamente como para garantir a capacidade de produzir alimentos para a população.

Hoje, a Embrapa guarda 200 mil espécies de sementes, plantas e informações em sua unidade conservadora de material genético – o germoplasma. Com o aumento da estrutura, o Brasil será o quarto país com o maior banco genético do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Europa e China.

De acordo com o presidente da Embrapa, a ampliação do reservatório genético dará ao Brasil garantias para enfrentar eventuais surtos de novas doenças. Os recursos genéticos podem ficar até cem anos em estoque.

Gigante da exportação

O Brasil tem um lugar de destaque na exportação agrícola: é o terceiro maior exportador, perdendo apenas para Estados Unidos e União Europeia. Pela previsão da Embrapa, a produção de alimentos terá que dobrar até 2030 para abastecer o mercado mundial. Já o mercado interno terá que ser reforçado para o combate à pobreza, que exigirá um consumo cada vez maior. Assim, a proteção da riqueza agrícola é primordial para o país.

Além da construção de novos reservatórios de recursos genéticos, a Embrapa pretende desenvolver espécies mais produtivas em termos energéticos, com atenção especial à cana-de-açúcar. A proteção contra pragas também é uma meta. Onze espécies de canas serão trazidas dos Estados Unidos para o Brasil.

A troca de informações deve acontecer também com a China. A intenção é a abertura de um laboratório no país asiático, para trazer ao Brasil resultados de pesquisas genéticas sobre a soja.  Com origem na China, a soja é outro foco de atenção para a Embrapa, que tem o objetivo de desenvolver sementes mais resistentes.

Segundo Pereira, o que dificulta o compartilhamento de dados genéticos com outros países é a própria postura do Brasil. Para ele, o Brasil deveria mostrar mais acessibilidade e interesse em compartilhar informações. Ele critica a classe política, que é contrária à troca de experiências com parceiros estrangeiros. De acordo com Pereira, os políticos contrários à abertura dos bancos genéticos brasileiros alegam defesa da soberania nacional, o que para ele, soa como proteccionismo.

A multiplicação do reservatório de recursos genéticos é uma estratégia de internacionalização da Embrapa. Nos últimos cinco anos, a verba destinada a apoiar atividades no exterior duplicou. Cerca de US$ 2 milhões por ano são utilizados para manter projetos e escritórios no exterior. A empresa é um importante braço cientifico da diplomacia brasileira, porém, não conseguiu do Executivo a aprovação de uma legislação que internacionalize a Embrapa.

Estudos citam riscos do consumo excessivo de vitaminas

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Algumas vitaminas fortalecem. Outras melhoram a visão, dão brilho aos cabelos e firmeza às unhas. Agora, porém, estudos indicam que as vitaminas também podem acelerar um câncer de próstata, e reduzir a expectativa de vida de outras maneiras. Duas pesquisas independentes publicadas esta semana, servem como um alerta sobre os riscos do consumo desenfreado de suplementos.

No primeiro estudo, pesquisadores financiados pelo Instituto Nacional da Saúde queriam descobrir se a vitamina E pode diminuir o risco de câncer de próstata. Para surpresa do grupo, o estudo concluiu que a vitamina parece fazer exatamente o oposto.

Os resultados, publicados no Journal of the American Medical Association, são parte da conclusão de um grande estudo sobre a prevenção do câncer. Como parte da pesquisa, Eric Klein, da Cleveland Clinic, e seus colegas, examinaram os efeitos de tomar suplementos de vitaminas. Os resultados indicaram um aumento de 17% no índice de câncer de próstata para os homens que tomaram a vitamina, em comparação com aqueles que tomaram um placebo. O mecanismo para o aparente efeito maléfico do consumo da vitamina ainda não está claro, e as conclusões são controversas. O intrigante é que o estudo faz parte de uma série de pesquisas publicadas recentemente com conclusões negativas sobre o consumo de vitaminas.

Talvez ainda mais preocupantes foram os resultados de um segundo estudo publicados poucos dias antes na revista Archives of Internal Medicine. O estudo analisou a saúde e os hábitos de quase 40 mil mulheres durante mais de duas décadas. O pesquisador Jaakko Murso, da Universidade da Finlândia, mostrou que mulheres mais velhas que tomavam multivitaminas tinham uma expectativa de vida reduzida. Isso podia ser observado apesar de que as mulheres que tomavam suplementos eram, em média, mais magras e tinham uma pressão arterial mais baixa do que as mulheres que não tomavam suplementos.

Estes resultados não significam que as pessoas devem descartar imediatamente todas as substâncias que contêm vitaminas, nutrientes essenciais. Além disso, determinar causa e efeito em estudos como estes é um processo notoriamente complicado. Não é a toa que os próprios pesquisadores parecem desconcertados com seus resultados.

Mas as descobertas devem convencer os devoradores mais vorazes de vitaminas a reduzirem esse consumo, pelo menos até que surjam estudos mais conclusivos. O Centro para a Nutrição Responsável, um grupo norte-americano que representa a indústria de vitaminas, prontamente condenou as pesquisas como “uma caça às bruxas”. Essa reação era previsível, afinal, mais de 150 milhões de norte-americanos consomem vitaminas anualmente, gastando cerca de US $ 27 bilhões.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Albinos enfrentam preconceito e até tortura em alguns países

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por Fenanda Dias

Eles chegam a ser tratados como filhos do diabo em algumas regiões da África. Em muitas partes do mundo, são vítimas de preconceito. Mas, de fato, o que diferencia os albinos de qualquer outro homem é apenas um transtorno genético que causa uma menor tolerância à luz, o que pode provocar problemas oftalmológicos e dermatológicos. O maior inimigo desses seres humanos de pela rosada e cabelos e pêlos muito claros, no entanto, é a discriminação. E para combater esse mal, em diversos lugares do mundo, estão sendo criadas associações.

Na Tanzânia, órgãos de portadores de albinismo são usados para rituais de magia. Uma perna chega a ser negociada por 1.600 euros (R$ 3.800). Se for arrancada de uma pessoa viva, acredita-se que os efeitos são ainda maiores. As atrocidades não param por aí. Alguns africanos acreditam que fazer sexo com uma mulher albina garante a cura da AIDS, o que provoca muitos estupros. Outra prática comum é violar túmulos de albinos para se resgatar ossos, que serão oferecidos aos xamãs ou sacerdotes. No país, 60% da população crê nesses rituais, mesmo os de classes altas. Os albinos, que em geral são estigmatizados por serem pobres, se tornaram alvos fáceis principalmente nos últimos anos.

Segundo reportagem do jornal espanhol El País, nos últimos três anos, 60 albinos foram assassinados em rituais da Tanzânia, 16 no Burundi e sete no Quênia. Esses são dados oficiais, mas ONGs estimam que os números sejam muito maiores porque vários sacrifícios são realizados em áreas remotas e sequer são registrados.
Nesse cenário de guerra, algumas organizações já começam a atuar, como é o caso da fundação Under The Same Sun (Sob o Mesmo Sol). Para funcionar, sua sede é cercada por cercas elétricas e seguranças, já que, além dos atendidos, dez dos 14 funcionários têm albinismo. De acordo com dados da ONG, na América do Norte e na Europa, a estimativa é a de que haja um albino para cada 20 mil pessoas. Na Tanzânia e no Leste da África, o albinismo é muito mais prevalente: é registrado um caso para cada duas mil pessoas. Ainda assim, só há um albino eleito nas urnas no país, pelo partido da oposição.

No Brasil, faltam levantamentos sobre os portadores dessa condição genética. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, informou não ter dados sobre o número de albinos do país. E apenas dois estados contam com associações voltadas para esse público: Mato Grosso e Bahia.
De acordo com a diretora executiva da Associação das pessoas com Albinismo na Bahia (Apalba), Maria Santa Cecília, é urgente a necessidade de dar visibilidade a essa população no sentido de ampliar o conhecimento sobre as doenças comuns aos albinos e sobre os hábitos necessários para se prevenir sequelas:
“A maioria dos albinos tem dificuldade de conseguir algum tipo de tratamento até porque muitos profissionais não sabem lidar com pessoas com essas características. A Apalba conseguiu aprovar o Programa Estadual de Atenção à Saúde das Pessoas com Albinismo. Estamos articulando para que isso também aconteça em nível nacional”, afirma Maria, que é portadora de albinismo.

O programa, uma iniciativa da Apalba com a Secretaria Estadual de Saúde, procura capacitar técnicos para o cadastramento, triagem, atendimento especializado e acompanhamento das pessoas com albinismo. E prevê também a distribuição gratuita de protetor solar e de lentes especiais necessárias ao tratamento da baixa visão e fotofobia. Desde fevereiro de 2010, o atendimento dermatológico preventivo começou a ser assegurado através do Hospital Dom Rodrigo de Menezes (HEDRM), que além de ser especializado no tratamento de hanseníase, passará a ser referencia estadual no atendimento às pessoas com albinismo.

Na Câmara dos deputados tramita um projeto de lei que determina a obrigatoriedade de distribuição de protetor solar e o atendimento oftalmológico, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para pacientes com albinismo.

Segundo o Ministério da Saúde, não há um programa específico para as pessoas com albinismo. O órgão ressaltou, no entanto, que elas têm acesso, pelo SUS, a consultas e a tratamentos oftalmológicos e de pele. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o ministério entende que o albinismo é uma condição genética, que não causa problemas de saúde e sim uma menor tolerância à luz, e que não é o caso de se criar um serviço voltado exclusivamente a esse público.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Testes preventivos de câncer são apostas no escuro

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Por H. Gilbert Welch* – opiniaoenoticia.com.br

O começo de outubro trouxe dois progressos no mundo da prevenção ao câncer: o início do mês de combate ao câncer de mama e suas campanhas de mamografias regulares para mulheres, e uma nova recomendação da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos, de que homens saudáveis não precisam realizar testes preventivos contra o câncer de próstata.

Essa é um situação inusitada: testes são bons para as mulheres e ruins para os homens. Mas quão diferentes são esses dois testes?

A resposta é: não muito. Nenhum deles é comparável à decisão de procurar ou não tratamento para pressão alta. Nesse caso, a resposta é simples – procure tratamento. Já os testes preventivos de câncer de mama e câncer de próstata são difíceis de darem resultados, e as diferenças estatísticas entre eles são mínimas. Indivíduos razoáveis, na mesma situação, poderiam tomar decisões diferentes, baseadas na sua avaliação de prós e contras dos testes preventivos.

Pessoalmente, eu, um homem de 56 anos, escolhi não fazer testes para detectar o câncer de próstata (e se fosse mulher, não teria feitos testes para detectar o câncer de mama). Alguns de meus pacientes fizeram essa mesma escolha, enquanto outros preferiram fazer os testes. Tudo bem, não há uma resposta certa. Testes são como jogos: há vencedores e perdedores. E enquanto os poucos vencedores ganham alto, os perdedores são vários.

Quando os médicos fazem testes preventivos de câncer, todos os incentivos – culturais, financeiros, profissionais e legais – apontam para uma única direção: não deixe passar nada. Como consequência, qualquer sinal de abnormalidade ganha proporções enormes, que gera duas espécies básicas de danos: falsos resultados positivos e diagnósticos exagerados.

O primeiro mal é muito comum nos testes preventivos de câncer de mama e próstata. Cerca de 20% das mulheres que realizam testes anualmente num período de dez anos são submetidas a biópsias motivadas por falsos resultados positivos. Diagnósticos exagerados são menos comuns, mas suas consequências são mais graves, porque eles levam a tratamentos desnecessários. Testes encontram anormalidades que se enquadram na definição patológica do câncer, mas que nunca crescerão ou causarão nenhum sintoma, muito menos a morte. Às vezes, pacientes esperam para ver se o câncer irá ou não crescer, mas muitos optam pelo tratamento imediato: uma vez que você ouve que tem câncer, é difícil esperar para ver o que acontece em seguida.

Pacientes exageradamente diagnosticados são os grandes perdedores aqui. Eles enfrentam cirurgias e quimioterapias desnecessárias. Cirurgias mamárias podem desfigurar os seios, e cirurgias na próstata podem causar problemas na bexiga e disfunção sexual.

A verdade é que nenhum dos testes funciona tão bem, e mesmo com os testes, a maior parte das pessoas destinadas a desenvolver tumores fatais e intratáveis vai continuar desenvolvendo tumores fatais e intratáveis. E quando o assunto é câncer de próstata ou de mama, não existem respostas certas, apenas apostas.

* Professor de medicina do Instituto de Políticas de Saúde e Clínica Médicas da Universidade de Dartmouth. Autor de Overdiagnosed: Making People Sick in the Pursuit of Health (“Superdiagnosticados: Deixando Pessoas Doentes em Busca da Saúde”).

Pesquisa explica mecanismo do otimismo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

‘Defeito’ na região frontal do cérebro seria responsável por fazer otimistas ignorarem evidências de um futuro negativo.

Como explicar a visão positiva de mundo, que algumas pessoas apresentam mesmo em meio às situações adversas da realidade? Segundo cientistas da University College London, pessoas otimistas apresentam uma espécie de “defeito” no lobo frontal do cérebro. Em um estudo publicado no periódico Nature Neuroscience eles explicam que esses indivíduos costumam aprender somente as informações que reforçam o lado positivo das coisas.

A pesquisa revelou que um erro no processamento das informações no cérebro leva algumas pessoas a não conseguirem alterar previsões otimistas diante de informações de conflito. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores mostraram uma série de eventos negativos, como roubo de carro e diagnóstico de uma doença, a 19 voluntários que deveriam estimar as chances de vivenciarem aquele evento no futuro.

Durante esse processo o cérebro dos participantes era monitorado pelos cientistas. Num segundo momento os pesquisadores davam aos voluntários a probabilidade média do evento acontecer. Depois do monitoramento cerebral, os participantes faziam uma nova estimativa com base nas informações. A pesquisa incluía também um questionário para medir o nível de otimismo. Ao todo foram analisadas 80 situações.

O resultado foi que as pessoas só alteravam a primeira estimativa se a informação dado pelos pesquisadores era melhor que o esperado. Ou seja, se o voluntário avaliara que a chance de ter câncer no futuro era de 40%, mas os cientistas dissessem que a probabilidade média era de 30%, o ajuste era feito para ser perto dos 30%. No entanto, se a informação dos cientistas fosse de que a chance era de 50%, esse ajuste era bem menor. Nesse caso, a tendência era ignorar os dados desfavoráveis.

A análise cerebral apontou que todos os participantes tiveram uma atividade maior no lobo frontal quando a informação era melhor que o esperado. Essa atividade era exatamente o processamento cerebral para recalcular a estimativa. Entretanto, quando os dados dos cientistas eram mais pessimistas do que a estimativa dos voluntários, aqueles que eram otimistas (de acordo com o questionário), apresentavam menor atividade do lobo frontal. Isso sugere o motivo dos voluntários ignorarem as evidências apresentadas.

Apesar de os pesquisadores afirmarem que o otimismo é bom para a saúde mental, pois diminui o stress e a ansiedade, “ver o mundo cor-de-rosa” também traz desvantagens. “Isso também significa que as chances de não sermos precavidos aumenta. Muitos especialistas acreditam que a crise financeira de 2008 foi causada por analistas superestimando o rendimento de seus bens mesmo diante de evidências que provavam o contrário”, explica Tali Sharot, uma das autoras do estudo. Para John Williams, neurocientista da mesma universidade, mas que não participou do estudo, “entender por que algumas pessoas permanecem otimistas pode dar pistas importantes sobre o que acontece quando o cérebro não funciona devidamente”.

Um soco no peito: campanha antifumo no Canadá ganha novas e fortíssimas imagens

domingo, 2 de outubro de 2011

Por Ricardo Setti – http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/ 

São um soco no peito, feitas mesmo para impressionar as 16 novas imagens que a lei do Canadá, tal qual no Brasil, obriga a imprimir nos maços de cigarro e nas embalagens de todos os produtos do tabaco, como fumo para cachimbo, cigarrilhas e charutos. O Health Canadá, o Ministério da Saúde canadense, inclui nas embalagens mensagens sobre os malefícios da nicotina e dos mais de 5.000 produtos tóxicos presentes na fumaça dos cigarros.

A campanha canadense contém uma inovação: os textos e imagens procuram se aproximar do usuário e do leitor, lançando mão de histórias e rostos de pessoas reais.

Uma das imagens mais comoventes mostra Barb Tarbox, uma mulher que morreu de câncer de pulmão, em seu leito de morte. “Esperamos que sua imagem tenha forte impacto sobre um monte de jovens e isso é realmente o que Barb queria fazer [quando autorizou a foto]“, disse seu marido, Pat, ao jornal Vancouver Sun.

canadasmokinglabel-6“Quando você fuma, dá para notar os sinais. Cigarros causam vício e são prejudiciais”

 

canadasmokinglabel-7“É assim que fica quem morre de câncer de pulmão. Barb Tarbox morreu aos 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro”

canadasmokinglabel-12“Eu queria nunca ter começado a fumar. Fui diagnosticado como portador de câncer de laringe aos 48 anos. Tive minhas cordas vocais removidas, e agora respiro por um buraco na garganta”

canadasmokinglabel-2“Câncer bucal. Estas manchas brancas são uma forma de câncer bucal causada principalmente pelo hábito de fumar. Mesmo se sobreviver, você pode perder parte ou a totalidade de sua língua”

canadasmokinglabel-1“O simples respirar é uma tortura. Fumar fez meus pulmões entrarem em colapso quatro vezes antes que eu fosse diagnosticada com enfisema aos 42 anos. Sem meu tanque de oxigênio, parece que estou respirando por um canudinho”

“”]canadasmokinglabel-3“Risco de cegueira. Fumar pode aumentar o risco de degeneração macular ligada à idade, uma condição que pode causar perda permanente da visão. Na maioria dos casos, não existe um tratamento eficaz [para isso

canadasmokinglabel-4"Cigarros causam câncer de bexiga. Produtos químicos tóxicos na fumaça do tabaco danificam o revestimento da bexiga, causando câncer. O sinal mais comum é sangue na urina"

no tabaco que causa dependência é a nicotincanadasmokinglabel-5a”"]“A dependência do cigarro afeta gerações. Mãe e filha são dependentes do tabaco. A a droga [existente

canadasmokinglabel-8“Fumo: não, obrigado. O fumo passivo contém muitas substâncias químicas tóxicas que podem prejudicar o feto”

canadasmokinglabel-9“Seus filhos estão cheios de você fumar (aqui há um jogo de palavras, porque ‘sick of your smoking’ também pode significar, ao pé da letra, ‘doentes porque você fuma’). O fumo passivo provoca mais frequentes e graves crises de asma em crianças”

canadasmokinglabel-10“Os cigarros são uma das principais causas de doenças cardíacas. Os fumantes têm até quatro vezes mais probabilidade de desenvolver doença cardíaca do que os não fumantes”

canadasmokinglabel-11“Um derrame cerebral pode deixá-lo inutilizado. Os cigarros são uma das principais causas de acidente vascular cerebral”.

canadasmokinglabel-13“Fumar no carro não afeta apenas você. Ter as janelas abertas não protege os passageiros dos mais de 70 componentes cancerígenos presentes no tabaco”

canadasmokinglabel-14“Outra morte prematura… Fumar é a principal causa evitável de morte prematura no Canadá. Cerca de 100 pessoas morrem por dia devido ao uso de tabaco”

canadasmokinglabel-15“Olhe para o poder do cigarro… Lembre-se deste rosto e de que o fumo me matou.” Barb Tarbox morreu ao 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro

canadasmokinglabel-16“A fumaça do tabaco prejudica a todos. Bebês expostos à fumaça do tabaco correm maior risco de morrer de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI)”

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EUA fazem advertência para vírus raro que já matou três pessoas

sábado, 1 de outubro de 2011

Autoridades sanitárias dos EUA advertiram nesta sexta-feira (30) para um vírus raro que matou três pessoas e deixou quase cem doentes em Japão, Filipinas, Estados Unidos e Holanda nos últimos dois anos.

Trata-se do enterovírus humano 68 (HEV68), cujos sintomas respiratórios podem ser particularmente perigosos para as crianças, segundo o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) em seu relatório semanal sobre morbidade e mortalidade.

Em seis grupos separados de vírus surgidos em todo o mundo, os pacientes tiveram tosse, dificuldade para respirar e chiado.

O maior número de casos foi registrado no Japão, onde as autoridades sanitárias locais reportaram mais de 120 casos no ano passado.

No entanto, o CDC disse que só podia confirmar os dados clínicos de 11 destes pacientes, todos menores, um dos quais faleceu.

Nas Filipinas, havia 21 casos no fim de 2008 e começo de 2009, que causaram duas mortes, segundo o CDC.

Outros casos foram detectados na Holanda e nos estados da Geórgia (sul), Pensilvânia (leste) e Arizona (sudeste), de um total de 95 casos confirmados em mais de dois anos.

O vírus foi detectado pela primeira vez em 1962, na Califórnia, em quatro crianças doentes de pneumonia, mas as incidências posteriores foram escassas e esporádicas, segundo o CDC.

“A identificação de um grande número de pacientes com doenças respiratórias com HEV68 detectado em uma única temporada, como se descreve neste relatório, é um fenômeno recente”, informaram as autoridades sanitárias.

Elas acrescentaram que se desconhece se este aumento dos casos se deve a melhores métodos de diagnóstico ou a uma emergência do patógeno.

O informe do CDC ressaltou que se busca destacar o HEV68 como “uma causa cada vez mais reconhecida de doenças respiratórias” e instou os médicos a denunciarem os casos de doenças respiratórias inexplicáveis às autoridades de saúde pública.

O enterovírus humano está estreitamente vinculado ao rinovírus humano, que provoca o resfriado comum.

ONU: droga sintética é a segunda mais consumida no mundo

domingo, 18 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Sudeste asiático é a região mais afetada pelo consumo deste tipo de entorpecente.
 
De acordo com o relatório anual da Organização das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (ONUDC), as drogas sintéticas superaram a cocaína e a heroína, e passaram a ocupar o segundo lugar na lista de drogas mais consumidas no mundo, ficando atrás apenas da maconha.

A agência destaca ainda as transformações do mercado de entorpecentes e o aumento do número de laboratórios clandestinos para elaborar anfetaminas (ATS)

“O mercado das ATS evoluiu de uma indústria de fabricação doméstica em pequena escala para um mercado do tipo cocaína e heroína, com um nível mais forte de integração e com grupos do crime organizado envolvidos ao longo da cadeia de produção e de distribuição”, explicou Yuri Fedotov, diretor executivo da ONUDC.

De acordo com o relatório, as ATS são fáceis de produzir e precisam de um investimento pequeno, com um grande rendimento, ao contrário das drogas a base de plantas, como a cocaína e os opiáceos. O número de pílulas confiscadas de AST na Ásia sul-oriental – região mais afetada pelas anfetaminas – passou de 32 milhões em 2008 a 93 milhões em 2009 e chegou a 133 milhões no ano passado.

“Vemos a produção suprir novos mercados e as rotas das drogas se diversificam para alcançar áreas que antes não eram afetadas pelas ATS”, diz no documento.

A ONUDC também destacou uma alta tendência crescente de consumidores que injetam ATS, com consequências perigosas para a saúde, sobretudo pelo vírus da Aids.

O relatório também alerta sobre os novos componentes sintéticos não regulados, imitando os efeitos das substâncias ilícitas e que escapam do controle das leis internacionais. “Muito perigosas e, no entanto, ainda consideradas legais em muitos países, estas drogas são facilmente encontradas pela internet”, afirma a ONUDC.

 

Bactérias intestinais podem influenciar o humor

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estudos sugerem que bactérias instaladas nos intestinos podem afetar também o cérebro de um indivíduo, influenciando a sua conduta*

Um bom modo de se tornar malquisto em jantares é observar que uma pessoa típica, da perspectiva de um microbiólogo, é como um recipiente para a cultura de micróbios falante e semovente. Uma extraordinária profusão de criaturas microscópicas habita cada reentrância do humano comum; tantas que provavelmente superam em número a quantidade de células dos corpos nos quais vivem.

Felizmente, a maioria desses micróbios é inofensiva. Alguns deles, particularmente aqueles que vivem nos intestinos, trazem benefícios, ajudando na digestão e mantendo o metabolismo em ordem. Isto não é suspresa – bactérias, assim como pessoas, têm interesse em deixar suas casas em boas condições. O que surpreende é o pequeno, ainda que crescente, corpo de evidências que sugere que as bactérias instaladas nos intestinos podem afetar também o cérebro de um indivíduo, influenciando assim a sua conduta e humor. O mais recente estudo deste tópico, publicado nesta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences, divulga o resultado de experimentos realizados em ratos.

Os pesquisadores, liderados por Javier Bravo da University College, dividiram em dois o seu grupo de roedores. Um grupo foi alimentado com um caldo especial contendo Lactobacillus rhamnosus, um tipo de bactéria que se instala no intestino geralmente encontrada em iogurte e outros laticínios. Ao outro grupo foi ministrada uma dieta comum, sem o complemento de micróbios.

Os pesquisadores então submeteram os ratos a uma bateria de testes geralmente usados para mensurar os estados emocionais dos animais. A maioria destes testes mostraram diferenças significantes entre os dois grupos.

Resultados

Um teste consistia num labirinto que continha túneis abertos e cobertos. Os pesquisadores observaram que os ratos turbinados com bactérias aventuravam-se pelos túneis abertos duas vezes mais do que os ratos do grupo de controle, o que foi visto como uma prova de que estes ratos eram mais confiantes e menos ansiosos do que aqueles não alimentados com Lactobacillus. Em outro teste, os animais foram postos a nadar num recipiente do qual não podiam escapar. Os ratos alimentados com bactérias tentaram nadar por mais tempo do que os outros antes de desistirem e terem de ser resgatados. Tal persistência é geralmente interpretada por estudiosos do comportamento de ratos como evidências de um humor mais positivo.

Medições diretas dos cérebros dos animais corroboraram os resultados comportamentais. Níveis de corticosterona, um hormônio relacionado ao estresse, eram sensivelmente mais baixos nos ratos alimentados com bactérias do que no grupo de controle quando ambos foram expostos a situações de tensão. O mais intrigante é que quando Bravo secionou o nervo vago (transmissor dos sinais entre o sistema digestivo e o cérebro) dos animais, a diferença entre os grupos desapareceu.

Tudo isso está forçando uma reavaliação das relações entre as pessoas e as bactérias que vivem nelas, que por muito tempo foram vistas apenas como potenciais fontes de infecções. Um editorial na Nature desta semana levanta a hipótese de que a prescrição generalizada de antibióticos – os quais matam tanto bactérias úteis como hostis – pode ser um fator por trás das ascendentes taxas de pessoas com asma, diabetes e síndrome da irritação estomacal.

*Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia