Saúde

Excesso de frutose é responsável por doenças hepáticas

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

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A frutose, um açúcar de grande poder adoçante, é encontrada principalmente nas frutas. Os fabricantes de alimentos e bebidas adicionam frutose para adoçar seus produtos. Mas o excesso de frutose na alimentação está associado a doenças hepáticas e a diabetes melito.

A natureza dessa associação tem sido pesquisada há anos. Alguns estudiosos argumentam que o efeito é indireto. Alimentos doces suprimem a sensação de saciedade, por isso, as sobremesas são servidas ao final de uma refeição. O consumo de alimentos ricos em frutose pode causar obesidade e doenças decorrentes do aumento de peso. Outros acham que o efeito é mais direto, em razão de seu processo metabólico.

Agora, um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism por Josh Rabinowitz e seus colegas da Universidade de Princeton apoia a hipótese do efeito metabólico como causa de doenças. O artigo de Rabinowitz sugere que a frutose, quando consumida em grande quantidade, sobrecarrega o mecanismo no intestino delgado que a processa. Assim, a frutose é assimilada diretamente pelo fígado, onde se converte em gordura.

Rabinowitz e seus colegas chegaram a essa conclusão por meio de um experimento feito com ratos. Alguns animais foram alimentados com frutose misturada a um isótopo não radioativo de carbono – 13C. Outros foram alimentados com glicose a qual acrescentaram o isótopo. A mistura de glicose com o isótopo após ser processada pelo intestino delgado seguiu para o fígado através da artéria hepática. Em seguida, entrou na corrente sanguínea que a distribuiu por todo o corpo. A mistura de frutose com o isótopo, por sua vez, foi bloqueada pelo intestino delgado.

Depois da análise do processamento dos dois tipos de açúcar pelo organismo, Rabinowitz e seus colegas aumentaram as doses. A ideia era dar aos ratos a mesma quantidade de açúcar contida em um refrigerante adoçado com frutose. O mecanismo do intestino delgado não conseguiu processar a dose mais elevada de frutose e 30% do açúcar foi transportado sem processamento para o fígado, onde se converteu em gordura.

Em quantidades moderadas o fígado tem a capacidade de metabolizar alimentos e toxinas. Mas em longo prazo o órgão sofre as consequências dos excessos e o acúmulo de gordura no fígado pode causar doenças hepáticas crônicas, como cirrose.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Novo antibiótico tem potencial para combater superbactérias

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

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Uma nova família de antibióticos com potencial de combater infecções resistentes a outros tratamentos foi descoberta em amostras de solos em diferentes pontos dos Estados Unidos. O estudo foi divulgado na Nature Microbiology.

Os testes feitos por pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, mostraram que os compostos naturais chamados de “malacidins” conseguiram combater doenças bacterianas que tinham se mostrado resistentes a outros tipos de tratamentos, como a superbactéria MRSA (Staphylococcus aureus, que é resistente à meticilina).

Os exames foram feitos em roedores, fazendo com que a infecção de pele que eles tinham fosse eliminada. Com isso, os cientistas renovaram as esperanças em encontrar antibióticos mais eficientes no combate às doenças resistentes a remédios, que matam aproximadamente 700 mil pessoas por ano em todo o mundo.

O líder da equipe de pesquisadores da Rockefeller University, Sean Brady, é um dos cientistas que deseja explorar o potencial medicinal dos micro-organismos vivos que estão no solo, com potencial para se tornarem componentes terapêuticos.

Os pesquisadores estão analisando mais de mil amostras de solo coletada em todo os Estados Unidos. Os cientistas já identificaram a família “malacidins” em diferentes amostras usando uma técnica de sequenciamento de genes.

Com isso, os pesquisadores querem melhorar o medicamento para fazê-lo mais eficiente, tentando tornar os “malacidins” em um novo tratamento de antibióticos em humanos. No entanto, segundo Brady, isso ainda é incerto, pois a pesquisa está em fase inicial. “É um longo, árduo caminho entre a descoberta inicial e o uso médico de um antibiótico”, explicou.

O professor Colin Garner, que pesquisa antibióticos no Reino Unido, seguiu a mesma linha de pensamento de Brady, admitindo que a descoberta da nova família é uma boa notícia, mas mantendo os pés no chão sobre o futuro do possível tratamento. “Nossa preocupação é com as bactérias chamadas gram-negativas, que são difíceis de tratar e cuja resistência está aumentando. Elas causam pneumonia, infecções sanguíneas e urinárias, além de infecção na pele. .Precisamos de novos antibióticos”, finalizou Garner.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Cresce o número de jovens com transtorno de ansiedade nos EUA

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

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A campainha tocou anunciando o encerramento de mais um dia de aula em uma escola de ensino médio no centro de Los Angeles e os alunos precipitaram-se para a saída com os celulares nas mãos. Na calçada do colégio quase todos os alunos olhavam para a tela de seus smartphones, com a cabeça inclinada. Um grupo de garotos divertia-se com um vídeo do YouTube, enquanto uma menina à espera de sua carona olhava as irmãs Kardashian no Instagram.

Desde 2007, quando a Apple lançou o primeiro iPhone, essas cenas são corriqueiras nos EUA. Dados de uma pesquisa do Pew Research Centre mostraram que três quartos dos adolescentes têm acesso a um smartphone. De acordo com um executivo do Facebook, a geração do milênio olha a tela de seus celulares em média mais de 150 vezes por dia.

Ao longo da última década, o número de crianças e adolescentes americanos internados em hospitais infantis por terem pensamentos suicidas mais do que duplicou. Alguns não receberam ajuda a tempo de evitar uma tragédia. A taxa de suicídio de jovens de 15 a 19 anos aumentou 31% para os homens e mais que duplicou entre as mulheres no período de 2007 a 2015. Os psicólogos tentam descobrir se esse aumento coincidiu com o uso das redes sociais, ou se existe outro fator que provoca depressão.

“Os jovens atuais nasceram na época do massacre de Columbine, eram crianças em 11 de setembro, e enfrentaram uma das piores recessões da história moderna”, disse Nicole Green, diretora executiva do Counselling and Psychological Services da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que observou o aumento da assistência psicológica do departamento a estudantes da universidade.

Um estudo recente de Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de São Diego e autora de iGen: Why Today’s Super-Connected Kids Are Growing Up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy, sugeriu que as inúmeras horas em frente às telas dos smartphones eram responsáveis pela depressão entre os adolescentes.

Ao examinar os dados coletados em mais de 500 mil adolescentes americanos, Twenge descobriu que os jovens que passavam mais tempo em novas mídias, como Snapchat, Facebook e Instagram tinham mais tendência a se influenciarem com frases como: “O futuro, muitas vezes, parece sombrio”, ou “não sei fazer nada de maneira correta”.

Apesar da pesquisa extensa de seu estudo, Twenge reconhece que outros fatores podem ser responsáveis pelo aumento de casos de depressão entre os adolescentes, que procuram refúgio em seus iPhones. Um número crescente de evidências científicas indica que as redes sociais também causam sentimentos de inadequação e tristeza.

Mas nem todos os estudos têm uma visão pessimista das novas mídias. Quando existe interação entre os usuários as redes sociais podem ser divertidas, com momentos agradáveis de lazer.  É preciso evitar o uso constante do Snapchat e do Instagram, que mostram fotos de pessoas sempre felizes, em férias em lugares exóticos, ou em casamentos luxuosos. Inconscientemente, às vezes as pessoas comparam suas vidas com as imagens de sonho postadas nas mídias. “É muito fácil romantizar a vida de alguém com base nas fotos postadas”, disse Sarah, uma aluna do ensino médio em Los Angeles.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Quem nunca teve dengue não deve tomar vacina contra a doença

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

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Aprovada no Brasil em 28 de dezembro de 2015, a vacina Dengvaxia, do laboratório Sanofi-Aventis, não deve ser tomada por quem nunca teve dengue. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira, 29, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Anvisa, o laboratório apresentou dados preliminares que sugerem que quem nunca teve contato com o vírus da dengue pode desenvolver formas mais graves da doença após a aplicação da vacina, que não é oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações.

Embora a suspeita do laboratório ainda não seja conclusiva, a recomendação da Anvisa é de que a vacina não seja tomada por quem nunca teve contato com o vírus, uma vez que existe a possibilidade de que pessoas soronegativas desenvolvam um quadro mais grave de dengue caso sejam infectadas após terem recebido a vacina.

A Anvisa informou que o risco de desenvolver um quadro mais agudo de dengue não tinha sido identificado “nos estudos apresentados para o registro da vacina na população para qual a vacina foi aprovada”. Ainda de acordo com a agência, antes do registro, foram realizados testes em mais de 40 mil pessoas em todo o mundo. Além disso, as pesquisas seguiram padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.

Os dados mais completos dos estudos ainda serão avaliados pela Anvisa. Por enquanto, a bula da vacina Dengvaxia, a única aprovada no país, será atualizada. A agência considera que o benefício da aplicação da vacina para pessoas que já tiveram dengue continua favorável.

 

Fonte: Opinião&Notícia

HPV atinge mais da metade dos brasileiros com idades entre 16 e 25 anos

terça-feira, 28 de novembro de 2017

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A prevalência estimada de HPV (papilomavírus humano) entre os jovens brasileiros com idades entre 16 e 25 anos é de 54,6%. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério da Saúde. Os resultados ainda são preliminares e produzidos por meio de estimativas.

Leia também: Meninos começam a ser vacinados contra HPV

A pesquisa revelou ainda que 38,4% dos casos são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer. Há mais de 200 subtipos diferentes de HPV, mas apenas alguns subtipos de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

O vírus é transmitido principalmente por meio de relações sexuais, mas também pode ser disseminado pelo sangue, roupas ou objetos contaminados, pelo beijo e durante o parto, e causa feridas principalmente na região genital.

O estudo conta com a participação de 5.812 mulheres e 1.774 homens com idades entre 16 e 25 anos. O grupo passou por entrevistas e realizou exames. A pesquisa inclui dados de 119 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um Centro de Testagem e Aconselhamento das 26 capitais e do Distrito Federal.

Alguns municípios ainda não concluíram as coletas, o que pode alterar a porcentagem até o fim do estudo. O relatório final deve divulgado em março do próximo ano.

A coordenadora do estudo, Eliana Wendland, ressaltou que “todo mundo passou pela coleta, mas uma parte ainda não foi analisada. Esse dado pode ter uma pequena variação não maior que 2 pontos percentuais, é isso que a gente estima. De qualquer maneira, é um número muito alto, mesmo se for de 54% para 52%”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Três brasileiros morrem a cada cinco minutos por falhas em hospitais

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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Falhas evitáveis são responsáveis pela morte de cerca de 829 brasileiros todos os dias em hospitais públicos e privados do país. A informação consta no Anuário da Segurança Assistencial Hospitalar no Brasil, elaborado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Isso significa que três brasileiros morrem a cada cinco minutos por falhas que poderiam ser evitadas. Trata-se da segunda causa de morte mais comum no país, sendo superada apenas por problemas cardiovasculares, que, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, causam 950 mortes por dia.

Um total de 302.610 brasileiros morreram no ano passado em hospitais por causa de um “evento adverso”, isto é, erros de dosagem ou aplicação de medicamentos, uso incorreto de equipamentos, infecção hospitalar, entre outros motivos.

Em entrevista ao portal UOL, Tania Grillo, uma das coordenadoras da pesquisa, explicou que isso “não significa, necessariamente, que houve um erro, negligência ou baixa qualidade, mas trata-se de incidente que poderia ter sido evitado”.

Os “eventos adversos” também podem provocar sequelas no paciente. A pesquisa aponta que 1,4 milhão do total de 19,1 milhões de brasileiros internados em hospitais do país no ano passado foram vítimas de alguns desses “eventos”, principalmente bebês com menos de 28 dias de vida e idosos acima de 60 anos de idade.

As principais ocorrências são: lesão por pressão; infecção urinária associada ao uso de sonda vesical; infecção no local cirúrgico; fraturas ou lesões decorrentes de quedas ou traumatismos dentro do hospital; trombose venosa profunda ou embolia pulmonar; e, infecções relacionadas ao uso de cateter venoso central. Nem sempre, no entanto, esses problemas levam à morte.

Com o aumento do tempo de internação dos pacientes por causa de problemas no atendimento, os gastos também aumentam. De acordo com o anuário, os chamados “eventos adversos” custam R$ 10,9 bilhões por ano.

A Organização Mundial da Saúde reconhece que os “eventos adversos” são um problema de saúde pública. Em todo o mundo, ainda segundo o anuário, ocorrem por ano 421 milhões de internações e 42,6 milhões de “eventos adversos”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Cientistas curam diabetes tipo 1 em cobaias

terça-feira, 21 de novembro de 2017

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Cientistas conseguiram reverter com sucesso diabetes tipo 1 em ratos de laboratório, nos Estados Unidos, a partir de células-tronco. O estudo, feito no Boston Children’s Hospital, foi publicado na Science Translation Medicine.

A pessoa com diabetes tipo 1 não produz insulina, o hormônio responsável pela quebra de glicose no organismo. A doença autoimune ocorre porque o sistema imunológico destrói as células produtoras do hormônio.

Os cientistas então usaram a engenharia genética para fazer com que as células-tronco do sangue produzissem o PDL-1, um tipo de proteína ausente em pessoas com diabetes tipo 1. Essa proteína produzida pelo gene CD274 é responsável por impedir que o sistema imunológico ataque as células produtoras do composto. Desta forma, a insulina seria produzida e os níveis de glicose ficariam normalizados.

Para fazer isso, os cientistas infundiram o gene CD274 nas células-tronco responsáveis pela produção de PDL-1.

Quase todos os ratos usados no teste foram curados da doença em curto prazo e um terço manteve níveis normais de açúcar no sangue durante a vida. Como as células-tronco eram dos próprios ratos, isso diminuiu a chance de rejeição.

Agora, são necessários novos testes para verificar se os efeitos da terapia se prolongam por mais tempo. Os cientistas também querem a aprovação dos Estados Unidos para realizar um ensaio clínico em humanos.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Seis mitos sobre o cérebro

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Um dos órgãos mais importantes e mais misteriosos do corpo humano. Assim podemos definir o cérebro, que é estudado há centenas de anos e ainda continua cercado de mistérios, mitos e poucas verdades.

Sendo assim, vez ou outra aparecem “verdades”, que acabam sendo desmascaradas anos mais tardes, com estudos mais completos para entender melhor o funcionamento do cérebro. Por isso, destacamos alguns mitos famosos, mas que já foram desvendados:

1 – Apenas 10% do cérebro é utilizado

Pixabay

Um mito antigo, que dizia que o ser humano usa apenas 10% da sua capacidade cerebral, já foi desvendado inúmeras vezes e de maneiras diferentes. Cientistas podem comprovar esse fato apenas com uma ressonância magnética. Além disso, tarefas simples como falar já exigem maior uso do cérebro do que este percentual.

Não se sabe ao certo quando e onde o mito surgiu, mas acredita-se que pode estar relacionado ao estudo The Energies of Men, de 1908, escrito pelo psicólogo William James, que afirma que o ser humano usa apenas uma pequena parte do cérebro.

Outra possibilidade está relacionada à falta de compreensão de estudos sobre a neurociência, que mostram que os neurônios da massa cinzenta, que são responsáveis pelo processamento do cérebro, são um a cada dez células cerebrais, enquanto as outras células, as gliais, oferecem apoio e nutrição aos neurônios.

2 – É possível aprender novas línguas dormindo

Flickr Anderson Pontes

Flickr Anderson Pontes

Diz a crença popular que se colocarmos um CD de inglês enquanto dormimos absorveremos o conteúdo durante o sono, facilitando o aprendizado do idioma. Porém, um estudo de Charles Simon e William Emmons, de 1956, não encontrou nada relacionado à possibilidade de aprender novos idiomas durante o sono.

Já em 2014, através do estudo de Thomas Schreiner e Björn Rasch foi provado que ensinar o vocabulário holandês ao acordar melhora um pouco a capacidade de memorizar as palavras.

3 – Mozart torna as crianças mais inteligentes

Flickr Wael Baqer Al Shakhs

Flickr Wael Baqer Al Shakhs

Em 1991, um estudo feito na Universidade da Califórnia afirmou que ouvir Mozart cerca de 10 minutos antes de uma atividade mental melhorava a habilidade visual específica. Porém, o baixo número de participantes na pesquisa – foram apenas 36 estudantes, e nenhuma criança – fez com que o estudo fosse contestado.

Já em 2010, através da análise de diversos estudos, foi comprovado que ouvir música ou outro tipo de conteúdo tem um impacto em curto prazo na capacidade de manipular formas mentalmente, mas não encontrou evidências de que afetaria o quociente de inteligência (QI) das pessoas.

4 – Pensar com o lado direito ou esquerdo do cérebro

Flickr cosassencillas

Flickr cosassencillas

Uma outra crença popular coloca em pauta o mito de que as pessoas pensam mais com o hemisfério esquerdo ou direito do cérebro, levando em conta os traços de sua personalidade. Entre estudantes, por exemplo, costuma-se dizer que aqueles mais ligados a disciplinas de exatas pensam com o lado esquerdo do cérebro, enquanto os mais inclinados a disciplinas de humanas pensam com o lado direito.

Porém, essa teoria também já foi desmitificada. Um idioma, por exemplo, é controlado mais pelo lado esquerdo do cérebro, mas a comunicação é guiada pelo lado direito. Ou seja, apenas em uma conversa ambos os lados são utilizados.

Divulgado na Plos One, um estudo da Universidade de Utah examinou cada par de 7.266 regiões do cérebro em mais de mil pessoas, enquanto realizavam pequenas tarefas. Porém, a pesquisa não encontrou evidências que indicassem que as pessoas estavam utilizando mais o lado esquerdo ou direito.

5 – O álcool mata células do cérebro

Flickr Nilton Viveiros

Flickr Nilton Viveiros

Não é incomum acordar com a cabeça doendo após ingerir grandes quantidades de álcool, mas isso não significa que são células cerebrais sendo destruídas. Em 1993, Grethe Jensen comparou neurônios entre pessoas que bebiam e que não bebiam álcool e não constatou grandes diferenças no número ou densidade das células.

Porém, apesar de não destruir as células, pesquisas apontam que o álcool pode, ainda assim, ter um impacto negativo no comportamento delas, alterando as ligações entre os neurônios e o cérebro. Ademais, um estudo publicado na revista Neuroscience revelou que a ingestão de quantidades moderadas de álcool altera a produção de novos neurônios no hipocampo.

6 – Dano cerebral é permanente

Flickr Dr. Curtis Cripe

Flickr Dr. Curtis Cripe

O cérebro tem um notável poder de cura que possibilita que uma lesão, dependendo das circunstâncias, local e da gravidade, se recupere completamente. Uma concussão, por exemplo, pode ser uma interrupção temporária das funções do cérebro, mas desde que não haja traumatismo posterior na cabeça, o cérebro pode se recuperar completamente.

Neuroplasticidade é um processo cerebral no qual o cérebro consegue redirecionar suas funções desativadas por condições sérias, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e permite que o cérebro também se adapte a lesões mais graves.

Cientistas testam bafômetro capaz de diagnosticar malária

terça-feira, 14 de novembro de 2017

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Pesquisadores da Universidade Washington, em St. Louis, nos Estados Unidos, estão testando um protótipo de bafômetro para diagnosticar a malária, uma das doenças que mais mata crianças no mundo.

O equipamento, que está sendo testado no continente africano, é capaz de identificar odores expelidos por pessoas que estão infectadas pela doença. Segundo os pesquisadores, um desses odores é idêntico ao cheiro natural de pinheiros e coníferas que exalam terpenos, substância cujo odor atrai mosquitos.

Os cientistas apontam que os testes iniciais com o equipamento indicaram um índice razoável de diagnósticos de malária envolvendo crianças. Contudo, eles explicam que o dispositivo ainda precisa ser aprimorado para se tornar uma alternativa aos exames de sangue, principal método para identificar a doença.

Em um teste feito com 35 crianças com febre no Malauí – parte delas com malária –, o resultado foi preciso em 29 pacientes, indicando uma taxa de sucesso de 83%. Contudo, o índice ainda é considerado baixo para o método poder ser usado rotineiramente.

Ainda assim, eles acreditam que o aparelho pode se tornar um meio confiável de diagnóstico precoce e dessa forma ajudar a prevenir mortes. Além disso, eles afirmam que esse método é menos invasivo que os exames de sangue. “Uma nova ferramenta de diagnóstico, baseada na identificação de (substâncias) voláteis associadas com a malária, é algo animador”, afirmou James Logan, professor da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 95 países notificaram a transmissão da doença em 2015, com 214 milhões de casos registrados e 438 mil mortes. A organização alertou que cerca de 3,2 bilhões de pessoas – quase metade da população mundial – correm risco de serem infectadas. Responsável por 88% dos casos e por 90% das mortes, a África é o continente mais afetado pela Malária.

Fonte: Opinião&Notícia

A evolução dos chips subcutâneos

domingo, 12 de novembro de 2017

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Mal dá para perceber a pequena elevação nas costas da mão de Dave Williams – a maioria das pessoas não veria de primeira o calombo do tamanho de um grão de arroz entre seu dedão e o indicador. Apenas quando o homem, de 33 anos, abre a porta de sua casa com um gesto ondulatório com a mão fica claro que há algo estranho.

Sob a pele de Williams há um implante de microchip – um circuito eletrônico dentro de uma cápsula de vidro em formato de pílula – que pode ser usado da mesma forma que um cartão de crédito sem contato.

Engenheiro de sistemas na empresa de software Mozilla, ele é um entre os cada vez mais numerosos “biohackers” que querem dar um reforço tecnológico ao corpo. No seu caso, a decisão de implantar um chip de identificação de frequência de rádio (RFID, na sigla em inglês) foi movida por curiosidade.

O procedimento basicamente fez de Williams um cartão inteligente ambulante. Ao registrar sua identificação em uma série de dispositivos, ele pode usar o microchip para desempenhar algumas funções, como transferir seus contatos para o celular de um amigo.

“Eu tenho a pior memória do mundo”, diz o engenheiro. O fato de agora ter em si em tempo integral um dispositivo que abre portas e destrava seu computador – algo que ele não pode esquecer em casa – é uma grande vantagem. “Também é divertido dar o meu número de telefone e endereço de email a alguém simplesmente tocando em seu celular.”

A empresa de máquinas de venda de bilhetes Three Square Market, baseada em River Falls (EUA), acabou de anunciar que está oferecendo implantes nas mãos de seus funcionários.

A companhia diz que um chip de US$ 300 (R$ 943) permitirá que os trabalhadores abram portas, acessem os computadores e até comprem comida na cantina. Cinquenta funcionários já se cadastraram para receber o implante.

E eles não são os únicos. A empresa de vídeos de segurança CityWatcher, baseada em Cincinnati (EUA), colocou os dispositivos sob a pele de dois funcionários em 2006 e a incubadora de tecnologia EpiCentre disse que ofereceria os chips a seus integrantes em Estocolmo, na Suécia, neste ano.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Pet terapia: um atendimento animal

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Cherry

Quando Cherry entrou no Prontobaby – Hospital da Criança, na Tijuca, na zona norte do Rio, na semana passada, não teve enfermeiro, paciente ou médico que não parasse para dar uma espiada no que estava acontecendo ali.

Cherry é uma cadela de 10 anos, que faz parte do Projeto Pêlo Próximo. Todas as segundas-feiras, das 15h às 16h, a equipe de voluntários leva animais para este hospital, que é apenas uma das inúmeras instituições onde atendem.

Adriana Cabana

A psicóloga Adriana Cabana, coordenadora do Centro de Apoio ao Familiar do Prontobaby, explica que as crianças que participam da visita têm que estar dentro de um protocolo do hospital, ou seja, precisam se encaixar num perfil específico que segue regras da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). No Prontobaby, as crianças têm que ser maiores de dois anos, não podem estar com doenças infectocontagiosas nem estar com um acesso (tubo, sonda ou dreno) profundo, nada que possa causar dano para ela ou para o animal. “Elas têm que ter autorização por escrito dos responsáveis. A gente sempre preconiza as crianças que estão hospitalizadas há mais tempo”, explica Adriana.

Em uma área delimitada e devidamente higienizada, Cherry e os voluntários aguardavam a chegada das crianças. As reações eram as mais diversas, desde a criança que receia chegar perto do animal até aquela que já vem abraçando. Os voluntários entram em ação e propõem tarefas. As crianças escovam o pelo, escutam o coração de Cherry, fazem curativos de brincadeira em sua pata e escutam histórias com marionetes. Por uma hora, elas esquecem que aquele mesmo ambiente é um hospital.

Roberta Araújo

A coordenadora do projeto Roberta Araújo, que também é uma das idealizadoras do Pêlo Próximo, conta que sempre adorou animais. “Eu via que nem todas as pessoas tratavam os animais da mesma forma como a minha família fazia, com respeito, carinho, como um membro efetivo da família. Depois de mais velha, confesso que não fiquei muito satisfeita em ver o cachorro só como companhia. O que eu via é que eles ofereciam muito mais, sem tanto retorno dos seres humanos”. Por isso, ela e uma amiga começaram a pesquisar na internet e viram que instituições no exterior já faziam Atividade Assistida por Animais (AAA), Terapia Assistida por Animais (TAA), além de promover a Educação Assistida por Animais (EAA).

Roberta, então, se capacitou e reuniu um grupo multidisciplinar, com voluntários da área de saúde, educação, além de comportamentalistas e adestradores para avaliar os animais. Afinal de contas, nem todos os animais são aptos para o trabalho. “O cão pode ser maravilhoso para você, dono, mas não ser o mesmo para as outras pessoas. O animal tem que ter uma tendência natural para fazer este trabalho. Ele deve ser extremamente receptivo com pessoas e outro animais. Além disso, precisa ser extremamente dócil, e não pode de forma alguma revidar a nenhum tipo de agressão. Nós lidamos muito com autistas, por exemplo, que podem ter reações inesperadas e acabar agredindo o animal. O animal não pode de forma alguma responder a agressão. O máximo permitido é que ele se afaste ou se esquive da violência”, explica Roberta.

Os animais são avaliados antes e durante sua participação no projeto. Quando o cão envelhece, os atendimentos no projeto diminuem. Não se deve tirar o animal de uma vez, pois ele pode entrar em depressão.

Cada animal tem seu veterinário particular, mas o Pêlo Próximo tem um veterinário que atende a todos eles. Os animais precisam passar pelo crivo deste profissional para participar. O trabalho filantrópico é mantido através de doações e os animais são bancados por seus próprios donos. No entanto, existe o sonho de ter uma sede própria do Pêlo Próximo, onde poderiam ocorrer mais atendimentos. “No projeto, há fisioterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional, entre outros profissionais, mas são todos voluntários [com ou sem animal], eles têm seus próprios trabalhos. O sonho é ter patrocinadores que possam regar esse jardim da solidariedade”, conta Roberta.

No total, 25 animais participam do projeto. Além de cachorros, também há calopsitas, que são destinadas a atividades com idosos. Segundo a coordenadora do projeto, as crianças sentem nervoso com os pássaros e podem acabar apertando o animal, o que pode resultar em óbito.

As abordagens são diversas. Em escolas, os animais podem ajudar a intervir indiretamente em casos de bullying, gagueira ou timidez exacerbada. Já no Instituto Benjamin Constant, referência nacional na área de deficiência visual, na Urca, na zona sul do Rio, são usados dois tipos de cães. Um para treinar as crianças para um futuro cão-guia, treinando caminhada, autoestima, segurança e individualidade, e outro que fica com aqueles que são mais debilitados. Neste caso, o atendimento é feito com Penélope, uma cadela que sofreu maus tratos e perdeu a perna traseira.

De volta ao Prontobaby, as crianças se encantam com o pelo macio de Cherry. “No mesmo dia ou no dia seguinte, a gente passa nos leitos para saber como foi a visita e o feedback que recebemos é ótimo. As crianças perguntam quando vai ter de novo. Elas melhoram com a interação, isso diminui o estresse e tem um efeito muito bom no psicológico do paciente”, explica a psicóloga Adriana Cabana. O trabalho de Cherry foi concluído com sucesso.

Fonte: Opinião&Notícia

Animais de estimação podem fazer bem para a saúde

segunda-feira, 12 de junho de 2017

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Cientistas estão prestando cada vez mais atenção aos chamados “micróbios de casa”, as bilhões de bactérias, vírus e fungos que habitam nossos lares e escritórios. Mas nem todos os micro-organismos são uma ameaça, e a exposição à vasta variedade de germes domésticos pode, na verdade, fazer bem, nos ajudando a evitar uma variedade de doenças.

Há, então, a preocupação de que, na nossa grande ansiedade de banir bactérias de nossas casas e locais de trabalho, nós estejamos nos tornando “limpos demais”, eliminando a mistura de micróbios que nosso sistema imunológico precisa para se desenvolver corretamente.

E, se pesquisas recentes sobre seres humanos e seus bichos de estimação estiverem corretas, os animais, principalmente cachorros, podem ajudar. Todos os germes que eles trazem da rua em suas patas, focinhos e pelos podem ser, na verdade, bons para a saúde de seus donos. Estudos epidemiológicos mostram que crianças que crescem em casas com cachorros têm menos riscos de desenvolver doenças autoimunes, como asma e alergias, e isso pode ser o resultado da diversidade de micróbios que estes animais trazem para nossas casas.

De acordo com essa hipótese, passar mais de 90% do nosso tempo em um ambiente pobre de bactérias, como fazemos (principalmente na infância, quando nosso sistema imunológico está sendo formado), pode fazer com que nossos corpos tenham reações exageradas a substâncias inofensivas mais tarde, fazendo com que adoeçamos.

“Alergias e asma são dois exemplos de como o nosso sistema imunológico pode errar o alvo”, diz Jordan Peccia, professor de engenharia ambiental na Universidade de Yale. “Uma alergia é o nosso sistema imunológico atacando algo que não deveria atacar, porque não foi calibrado corretamente.”

Peccia diz que a exposição aos micro-organismos dos animais durante os primeiros três meses de vida ajuda a estimular o sistema imunológico da criança para que não se torne sensível demais ao longo da vida.

 

Fonte: Opinião&Notícia

A memória e o óleo de alecrim

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Em época de provas, estudantes fazem de tudo para melhorar a memória. Não foi a toa que a loja inglesa Holland & Barrett teve um aumento de 187% nas vendas de óleo de alecrim no ano passado. Uma pesquisa da Universidade de Northumbria, Reino Unido, mostrou que o óleo de alecrim pode fazer bem para a memória futura.

Em termos científicos, podemos considerar que há três tipos de memória: a passada (como o que você aprendeu na escola), a presente (usada a todo o momento) e a futura (lembrar de tomar um remédio, por exemplo). Segundo o chefe de departamento de psicologia da universidade, Mark Moss, algumas moléculas do óleo de alecrim conseguiriam interagir com neurotransmissores cerebrais. Os componentes seriam absorvidos pelo sangue pela inalação do aroma do óleo.

A questão é que não seria apenas uma molécula, mas um conjunto delas em proporções específicas. Logo, pode haver um óleo de alecrim sem benefícios para memória. No estudo, a equipe de Moss dividiu 60 voluntários em três salas impregnadas com óleo de alecrim, óleo de lavanda e sem aroma nenhum.

Os participantes achavam que estavam testando uma bebida de vitaminas. Quando comentavam o cheiro do sala, os pesquisadores diziam que o aroma tinha sido “deixado pelo grupo que usou a sala antes”. Durante o experimento, os voluntários fizeram um teste de memória. Aqueles que estavam na sala com aroma de alecrim foram estaticamente melhor do que os que estavam na sala sem aroma. Já os da sala com aroma de lavanda (associada ao sono) tiveram uma queda significativa no desempenho.

Apesar de a pesquisa ter sido feito em pequena escala, para um aluno desesperado vale chá de hortelã antes da prova, canela para aumentar o estado de atenção ou até um suplemento de Ginkgo biloba (apesar de um grande estudo não conseguir provar os benefícios que são tradicionalmente divulgados).

Fonte: Opinião&Notícia

Crack é um grave problema para um em cada cinco municípios

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Um levantamento feito pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revela que a droga é um grave problema para 1.155 dos 5.570 municípios do país, ou um em cada cinco.

Pode-se concluir, no entanto, que o crack está presente em 78,5% dos municípios brasileiros caso sejam somados todos os níveis de problemas relacionados à droga.

O levantamento foi baseado em relatos feitos pelas prefeituras por meio de um questionário com 26 perguntas. Um total de 17%, ou 945, dos municípios não participaram. Apenas 5%, ou 252, disseram que não têm que resolver problemas relacionados ao crack.

O estado de São Paulo é o que reúne, em números absolutos, o maior número de cidades com graves problemas com crack: um total de 193 dos 644 municípios paulistas. Em seguida aparece Minas Gerais, com 191 municípios de um total de 852.

O Observatório do Carck vem reunindo essas informações desde 2010. O levantamento traz apenas um mapeamento da circulação da droga e dos problemas gerados pela presença do crack nos municípios. Não há dados sobre o número de usuários em cada cidade, nem sobre número de pessoas que recebem atendimento.

De acordo com o último levantamento sobre o consumo de crack no Brasil, elaborado em 2010, há um total de 2 milhões de usuários em todo o país. O número, no entanto, já está defasado. Na ocasião, a Secretaria Nacional Antidrogas e a Fiocruz identificaram um total de 29 cracolândias em 17 capitais brasileiras.

Os problemas relacionados ao uso do crack são classificados como alto, médio e baixo. A tarefa fica a cargo das próprias prefeituras. De acordo com Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, “quando um gestor indica que o nível do problema é alto, significa praticamente um pedido de socorro”.

A falta de equipamentos para atender dependentes químicos é a principal queixa dos gestores municipais, impossibilitando o tratamento de crise de abstinência, início de overdose e desintoxicação.

 

Fonte: Opinião&Notícia

“Paro quando quiser”

terça-feira, 30 de maio de 2017

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Uma arma, uma bala, uma tentativa. A roleta russa foi uma das coisas que Luiz Antônio da Cruz fez por conta do alcoolismo. Entre brigas e empregos perdidos, ele chegou a ameaçar o padrasto com uma faca sem nem saber o motivo. Hoje, Luiz Antônio tem um site sobre alcoolismo, no qual compartilha textos para ajudar pessoas a superarem o problema. Segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2016 do Ministério da Saúde (Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico), 19,1% dos brasileiros consomem bebidas alcoólicas de forma abusiva.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 3,3 milhões de mortes ao redor do mundo (5,9% do total) em 2012 foram atribuídas ao consumo de álcool. De acordo com outro relatório da OMS de 2014, cada pessoa (acima de 15 anos) consumiu, em média, 8,7 litros de álcool por ano no país, entre 2008 e 2010, enquanto a média per capita mundial durante o período foi de 6,2 litros. A média brasileira projetada para o ano de 2016 foi de 8,9 litros, enquanto a média mundial projetada foi de 6,4. O psiquiatra e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, Bernard Miodownik, explica que o alcoolismo é uma doença. “Mesmo que inicialmente o álcool seja utilizado para aliviar ou encobrir sintomas ansiosos ou depressivos, o seu uso constante cria uma dependência psicológica e uma dependência física específica.”

Luiz Antônio da Cruz, autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz Antônio da Cruz,
autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz começou a beber com 14 anos. A maioria dos seus amigos já bebia e ele não queria ficar de fora. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar de 2015 do IBGE revelou que 55,5% dos pouco mais de 102 mil alunos do 9º ano do ensino fundamental entrevistados já experimentaram alguma vez uma bebida alcoólica. Para piorar, 23,8% dos entrevistados disseram ter bebido nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa, e 21,4% do total disseram já ter passado por um episódio de embriaguez na vida. Segundo o psiquiatra, o álcool muitas vezes é uma ponte para a socialização e inserção em um grupo, além de funcionar como um “desinibidor” nos relacionamentos. “O alcoolismo costuma começar na juventude nessa forma recreativa”, explica.

Quando o álcool não fazia mais efeito, Luiz passou a fumar maconha e só não foi para cocaína porque era muito cara. Com uns 20 e poucos anos, a situação foi piorando. Ia trabalhar embriagado, acabava brigando e sendo demitido. Quando se mudou para outro bairro com a mãe e os irmãos, ficou contente porque a casa alugada fazia esquina com um bar. Acabou tendo um relacionamento com Ana Léia, a dona do local. Ia para o bar ajudá-la e acabava bebendo escondido.

Ele achava que um dos clientes tinha um caso com Ana. “O doente do álcool acaba vendo coisas que não existem”, conta Luiz. Um dia, depois de uma mistura nada saudável entre remédios para emagrecer e muita bebida, Luiz agrediu o cliente. Ele tentou agredir a própria mulher, mas foi impedido. Depois da confusão, ela o expulsou do bar e de sua vida.

Durante os seis meses em que ficou afastado da mulher e daquele bar, ele pegava sua moto e bebia muito no seu antigo bairro. “Não sei como voltava de moto”, conta. Uma vez, uma viatura de polícia pediu para que Luiz encostasse. Ele ia começar um novo trabalho como motoboy no dia seguinte, sabia que a situação não era nada promissora e falou a verdade. “Eu estou com problemas, me separei da minha mulher, estou tentando parar o álcool, separei dela por causa da bebida. Vou começar um emprego novo amanhã, se eu for preso e perder a moto, não vou ter mais o que fazer da minha vida”. O policial disse que guincharia a moto, mas que ele ficasse tranquilo, porque nada ia acontecer com ele. Quando chegaram à delegacia, uma assistente social conversou com Luiz. “Aquele policial entendeu minha situação”, lembra. A polícia chamou os irmãos do Luiz para que o levassem para casa. “Meu irmão começou a chorar, a me perguntar o que estava fazendo com a minha vida e a dizer que estava acabando com a de minha mãe”, lembra Luiz.

Depois do episódio, ele resolveu dar uma chance a sua mãe e concordou com seu pedido de ir a uma reunião da Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo (AAESP). Naquele mês de junho de 1993, diante de todos os presentes no encontro, Luiz jurou que ia parar de beber. Bernard Miodownik lembra que ajudar um alcoólatra costuma ser complicado, pois a pessoa tende a negar sua dependência, dizendo “paro quando quiser”. A pessoa geralmente não para ou logo retoma o uso de álcool pelo prazer emocional devido à dependência psicológica e por conta do mal-estar físico causado pela dependência física. “Na maioria dos casos, a pessoa só vai buscar tratamento por exigência familiar”. O psiquiatra explica que a melhor forma é buscar uma abordagem multidisciplinar com tratamento emocional através de psicoterapia individual ou grupal para o alcoólatra e sua família, além de tratamento medicamentoso com psiquiatra e tratamento clínico para as complicações físicas do alcoolismo. Os grupos de apoio também são uma alternativa.

Durante sua recuperação, um ex-chefe o reencontrou e acabou o empregando novamente. Como o chefe era cliente do antigo bar, ele foi dando notícias da mudança de vida de Luiz. Ana Léia e Luiz logo voltaram a se encontrar e acabaram voltando a namorar.  Os filhos dela estavam com um pé atrás, mas Luiz sabia que devia ganhar novamente a confiança de todos.

Com o surgimento da internet, a empresa onde trabalhava montou um provedor. Luiz deixou de ser motoboy para ocupar um cargo administrativo, quando aprendeu um pouco sobre internet. Como sabia que sua mulher gostava de orquídeas, fez um pequeno site com imagens de flores. Na época, um jornal estava fazendo uma matéria sobre a quantidade de inutilidade que havia na internet e seus colegas indicaram seu portal. “Fiquei constrangido, mas participei da matéria. O site era um lixo mesmo. Era bonitinho para minha esposa, mas não tinha utilidade nenhuma”. A repercussão negativa sobre o antigo site foi alta, e foi aí que Luiz teve uma ideia: “se um site de orquídeas pode gerar tanta repercussão mesmo que negativa, por que não faço um sobre alcoolismo, sobre minha recuperação?”. O site sobre alcoolismo foi ganhando reconhecimento, logo vieram e-mails de pessoas pedindo ajuda e convites para falar com a imprensa. Luiz pediu ajuda de clínicas de reabilitação para responder a parte médica e o site continuou a crescer.

Luiz Antônio da Cruz é abstêmio desde seu primeiro e único voto na AAESP, em 1993. Hoje, aos 56 anos, ele tem consciência do perigo do álcool. Depois de uns cinco anos sem beber, sua sogra ofereceu um gole de champagne numa festa de final de ano, dizendo “você já está bom, não vai acontecer nada”. Luiz recusou, sabia que sua promessa era para vida toda e que muitas pessoas passam tudo de novo por conta de apenas um gole. Luiz é casado com Ana Léia desde 2010. O bar não existe mais, o que foi um alívio para Luiz, não pela sua fraqueza para com a bebida, mas porque sabia que era incoerente falar sobre alcoolismo enquanto enchia o copo dos outros.

Fonte: Opinião&Notícia

O altíssimo custo do tratamento do câncer

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Apesar do tom veemente da discussão a respeito do alto custo dos medicamentos nos países desenvolvidos, as tentativas de reduzir os preços são quase sempre frustrantes. Mas segundo os novos dados do QuintilesIMS Institute, a taxa de crescimento dos gastos com medicamentos nos EUA diminuiu 4,8% em 2016, o equivalente a menos da metade da taxa média dos dois anos anteriores.

Michael Levesque da agência de classificação de risco Moody’s observou que a pressão sobre os preços contribuiu para a desaceleração no crescimento dos lucros das empresas farmacêuticas. Porém, não em oncologia, acrescentou. Os tratamentos de câncer estão cada vez mais eficazes e caros.

Em 1º de maio, a Food and Drug Administration aprovou o medicamento Durvalumab (marca registrada Imfinzi) fabricado pela empresa britânica AstraZeneca, para o tratamento de câncer de bexiga. O Imfinzi, com um custo por atacado de US$180,000 para o tratamento de um ano, pertence a uma nova classe de “inibidores de sinalização”, que atacam um alvo molecular específico, com o objetivo de ajudar o sistema imunológico a combater o câncer.

Diante dos preços tão elevados dos medicamentos contra o câncer, discute-se a possibilidade de pagar um preço com base em sua eficácia, ou seja, um preço baseado em valor.  Algumas empresas, como a empresa de biotecnologia Genentech, e seguradoras de saúde americanas estão tentando adotar esse critério de estimativa de preço. Mas, ainda assim, o acesso a tratamentos caros é restrito a poucos.

Fonte: Opinião&Notícia

Zika e microcefalia já não são mais emergência em saúde

sexta-feira, 12 de maio de 2017

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Foi anunciado nesta quinta-feira, 11, o fim da emergência nacional na saúde pública por zika e microcefalia. O Ministério da Saúde, que havia declarado estado de emergência em 2015, depois de um significante aumento nos casos de microcefalia no Nordeste e, posteriormente relacionada à infecção pelo vírus da zika, registrou queda no número de casos em 2017.

Segundo a pasta, do início do ano até o dia 15 de abril, 7,911 casos de zika foram registrados no Brasil. O número representa uma redução de 95,4% em relação ao ano passado, que, na mesma época, registrou 170,535 casos da doença.

De microcefalia, foram confirmados 230 novos casos, e 3,837 ainda continuam em investigação. Das 13,490 notificações de casos suspeitos e microcefalia recebidos pelo Ministério da Saúde, 2,653 foram confirmados.

O governo diz que o Brasil “não preenche mais os requisitos exigidos para manter o estado de emergência”. Eles são: impacto do evento sobre a saúde pública; se é incomum ou inesperado e se há risco de propagação internacional.

O numero de casos das três doenças transmitidas pelo Aedes aegypti sofreu uma redução de 88,9% em comparação com o mesmo período em 2016, segundo o boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde. Foram 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Cientistas estudam criar genoma humano sintético

domingo, 22 de maio de 2016

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dna-163466_960_720-830x467Cientistas estudam fabricar um genoma humano usando elementos químicos para compor todo o DNA contido nos cromossomos humanos.

Apesar de ainda não ter saído do papel, o projeto, batizado de HGP-Write: Testing Large Synthetic Genomes in Cells, desperta preocupação na comunidade das ciências biológicas por conta da possibilidade de gerar humanos sem parentes biológicos, como na clonagem.

A ideia vem sendo discutida em caráter sigiloso por cientistas da Harvard Medical School, e também prevê a criação de formas de aprimorar o DNA. Segundo os envolvidos, o projeto trará grande contribuição científica e pode ser tornar uma continuação do Projeto Genoma, que visa decifrar o código genético do DNA humano.

No entanto, a proposta levanta várias questões éticas. Por exemplo, seria possível criar humanos com um determinado comportamento, como tipos de soldados, ou apenas clonar pessoas específicas?

O projeto ainda não tem financiamento. Porém, George Church, professor de genética da Harvard Medical School e um dos organizadores do projeto, afirma que muitas empresas serão convidadas a investir no projeto, sendo que algumas já demonstraram interesse. Segundo Church, o governo americano também será convidado a investir.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Medicamento contra câncer pode ajudar no controle da pedofilia

domingo, 10 de abril de 2016

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seringa-e1460039978557Cientistas estão fazendo pela primeira vez testes de um medicamento para tratar pedófilos antes que eles abusem sexualmente crianças. Eles estão usando uma plataforma científica de ‘crowdfunding’ para arrecadar dinheiro para a pesquisa.

O medicamento, chamado degarelix, é normalmente usado para tratar o câncer de próstata, só que um de seus efeitos colaterais é a redução da excitação sexual, já que diminui drasticamente os níveis da testosterona. Este efeito dura de três a quatro meses.

O médico Christoffer Rahm, que lidera o projeto no Instituto Karolinska, em Estocolmo, capital da Suécia, diz que um entre dez meninos e uma entre vinte meninas vão ser abusados sexualmente durante a infância.

Os cientistas querem comparar 30 homens que recebem o medicamento com 30 outros que recebem o placebo. Até agora, vários homens que têm fantasias sexuais com crianças, mas que nunca foram condenados por abuso, se voluntariaram para o experimento.

Em 2008, mais de cem condenados por abuso sexual, no presídio Whatton, em Nottinghamshire, no Reino Unido, receberam medicação para reduzir seu desejo sexual. A medida está agora no processo para ser estabelecida em âmbito nacional.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Até os 75 anos, um em cada cinco brasileiros terá câncer

quinta-feira, 17 de março de 2016

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cancer-flickr-e1450293083905Até os 75 anos, estima-se que um em cada cinco brasileiros desenvolvam alguma forma de câncer, É o que informa a primeira edição em português do “Atlas do Câncer”, lançado na manhã desta quarta-feira, 16, em São Paulo. A publicação traça um panorama da doença, reunindo dados de 185 países e contará com informações sobre os fatores de risco e medidas para combatê-la. O Atlas foi desenvolvido pela Sociedade Americana de Câncer (ACS) e revisado em português pelo Hospital do Câncer de Barretos.

Será a primeira edição do Atlas lançada em português. Tem como foco auxiliar a população geral a se informar mais sobre a doença e evitá-la, além de servir como material de consulta para especialistas e profissionais da área de saúde.

Para especialistas, a publicação tem grande importância, tendo em vista que o câncer está se tornando mais comum entre os brasileiros, devido à obesidade e aos maus hábitos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a previsão é que surjam 600 mil novos casos da doença no país em 2016 e 2017.

A publicação também prevê que o numero de pessoas diagnosticadas com câncer no mundo aumente de 14 milhões em 2012 para 22 milhões em 2030. África, Ásia e América Latina devem registrar os maiores aumentos, circulando na casa dos 70%.

O panorama traçado globalmente é um dos fatores que também destacam a importância da publicação. O diretor executivo da Sociedade Americana de Câncer, John R. Seffrin, classifica a nova edição do Atlas como única, pelo fato de reunir opiniões de diversos especialistas internacionais e ter sido elaborado por mais de 40 autores.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Por que o uso do preservativo ainda é tão negligenciado?

terça-feira, 8 de março de 2016

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camisinha-wikipedia-e1457378930591A estudante universitária Daniela Assis*, de 23 anos, instalou em seu celular o aplicativo de namoro Tinder por incentivo das amigas. Depois do término de um namoro de quatro anos, sentia-se insegura, e o aplicativo foi um modo de conhecer pessoas novas. “Eu achava que não sabia mais flertar, já estava muito confortável na relação com o meu ex.”

Depois de poucas semanas e conversas com alguns rapazes, marcou um encontro em uma festa. Daniela já conversava com Pedro* pelo aplicativo há alguns dias antes de encontrá-lo pessoalmente.

Divertiram-se na festa e Daniela ficou à vontade. Pedro sabia que ela havia terminado o namoro recentemente e parecia preocupado em não pressioná-la a nada.

No momento do que seria a primeira relação sexual entre os dois, Pedro avisou-a que não tinha consigo um preservativo, perguntando se havia problema. Daniela, que também não tinha um preservativo, hesitou, mas acabou concordando.

“Eu sabia que estava errado, que deveria ter insistido pra sairmos para comprar uma camisinha ou, se fosse o caso, parar por ali. Mas na hora, parece que esquecemos. Eu só pensei que ele era um cara legal, e eu tomava pílula, então acabou acontecendo.”

camisinha pixabay

Entre os jovens, a prática do sexo sem camisinha parece comum

Casos como o de Daniela não são incomuns. Assim como ela, muitas pessoas, cada vez mais, deixam de lado o preservativo na hora da relação sexual. De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), de 2013, apenas 54% dos brasileiros usava camisinha em todas as relações. Entre os jovens entre 14 e 25 anos, o percentual é ainda menor. Apesar destes números, 94% dos brasileiros reconhece que o preservativo ainda é o modo mais eficaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Principalmente entre os jovens, a palavra do parceiro muitas vezes é o suficiente para que o sexo desprotegido aconteça.

“Antes de começar o relacionamento mais constante sem proteção, sempre perguntei das condições de saúde da pessoa’, diz Gisele Costa*, de 20 anos, que conheceu seu namorado graças a um aplicativo de namoro. “Mas nunca vi nenhum exame concreto, acreditava na palavra da pessoa.”

Em uma entrevista ao Opinião & Notícia, Gisele conta que já foi pressionada para deixar o preservativo de lado.

“Pressão para o sexo em si, não, mas para fazer sem camisinha, sim. Eu estava meio alcoolizada, infelizmente. Aí na hora da excitação, não quis parar, entende? E como eu tomo pílula regularmente, não tinha a preocupação da gravidez.”

A atendente de banco Juliana Faria* diz que também já sofreu este tipo de pressão, mas não se sentiu confortável para continuar.

“Ele dizia que ‘bala com embalagem não tem graça’.”

Como Juliana, há quem sempre insista no uso do preservativo.

“Sou bem rígido em relação à camisinha, ando sempre com as minhas, pois sou medroso. Mas já aconteceu de eu encontrar alguém e a pessoa ‘esquecer’ ou falar que não gosta de usar. Eu dou logo duas opções: ou usa ou tchau”, conta o estudante de publicidade Adriano Branco, de 24 anos. “Mas existe um grupo que transa somente sem camisinha, e é um grupo GRANDE. Segundo eles, o preservativo tira o prazer.”

O músico Bruno Pacheko, da banda Lítio, também diz sempre se proteger.

“Até hoje, o que mais vai ter quando se é jovem são os pais, amigos dos pais, parentes, professores, ‘tiozões’ do churrasco que dizem ‘não vai transar sem camisinha, não quero ser tio, não!’ Ouvindo isso toda hora, fica difícil não usar a famigerada.”

homem-camisinhaPara a psicóloga Maria Manuela Barros, o principal motivo desse descuido ainda é a falta de coragem de dizer “não” ao parceiro.

“Aliada à ‘emoção do momento’, o jovem se empolga e deixa de pensar nas consequências. O parceiro diz que é melhor, alega que a menina não confia nele e então, não querendo deixar o clima ir embora, ela aceita.”

De modo geral, a preocupação parece ser, principalmente, com gravidez, e não com as DSTs. Além dos riscos mais conhecidos, há uma ameaça silenciosa, que vem crescendo. Desde 2008, o Ministério da Saúde constatou um crescimento acentuado dos casos de sífilis em gestantes e recém-nascidos. O sexo e o sexo oral são importantes vias de contaminação.

“Ainda há muito tabu acerca da gravidez indesejada e, como o aborto no Brasil é ilegal, muitas meninas e mulheres ainda travam uma batalha interna entre o que ela quer e o que é aceito. Então, o número de mulheres que se desesperam com a possibilidade de uma gravidez indesejada ainda é enorme.”

Outra razão muito apontada é o fato de o jovem não ter vivido a época em que a Aids era uma ameaça constante e terminal.

“Atualmente apenas comenta-se sobre a época da Aids, mas diversas outras doenças foram sendo descobertas. Atualmente, o novo vilão é o Papiloma Vírus Humano (HPV). Como toda doença terrível, esta também pode permanecer ‘escondida’, ainda que transmissível, ou seja, o indivíduo a tem, mas não apresenta quaisquer sintomas, não é detectada, Mas transmite para outros. Outro motivo que faz com que os jovens relaxem é a negação em usar camisinha ao realizar sexo oral, por exemplo. A doença ainda é transmitida, mas o cuidado em questão é ignorado porque ‘é frescura’.”

Entre os entrevistados pelo Opinião & Notícia, apenas um não conhece pessoas que praticam sexo sem o preservativo.

*Alguns nomes foram modificados, para proteção dos entrevistados

Caro leitor, 

Para você, por que o preservativo ainda é deixado de lado?

É um problema só dos jovens?

 

Por Erica Dourado 
Fonte: Opinião&Notícia

 

‘Viagra feminino’ tem resultados modestos, afirma estudo

segunda-feira, 7 de março de 2016

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Viagra-femminile-e1456855943218No ano passado, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou o flibanserin, o primeiro medicamento para tratar a falta de desejo sexual nas mulheres. A droga foi promovida por um grupo de ativistas pelos direitos femininos, que dizia ser injusto que os homens tivessem à sua disposição inúmeros medicamentos para aumentar a libido, enquanto as mulheres não tinham nenhum.

Mas grupos da saúde pública e alguns grupos femininos pleitearam nesta segunda-feira, 1, que a ciência por trás do medicamento não justificava sua aprovação. Seus efeitos foram modestos, eles disseram, e não compensavam os efeitos colaterais, como sonolência, tontura, fadiga e enjoos. Os riscos de alguns desses efeitos aumentaram com o consumo de álcool.

No estudo, publicado no site JAMA Internal Medicine, pesquisadores descobriram que os benefícios eram um pouco mais modestos do que os submetidos ao FDA durante o processo de aprovação. Os pesquisadores analisaram oito estudos de cerca de 5,900 mulheres e concluíram que o tratamento com flibanserin, comercializado como Addyi, resultou em “metade de um encontro sexual satisfatório a mais por mês” (o estudo não definiu o que é “metade” de um encontro sexual satisfatório).

Os resultados dos testes submetidos ao FDA para aprovação do medicamento mostraram que uma vez que as mulheres começavam a consumi-lo, tinham uma média de um encontro sexual satisfatório adicional por mês, além dos dois ou três que já estavam tendo. Estes resultados foram minimamente maiores do que o necessário para a aprovação do FDA, mas foram o suficiente.

Fonte: Opinião&Notícia

Antígeno pode ajudar células imunes a combater o câncer

segunda-feira, 7 de março de 2016

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cancer-389921_960_720-830x549Cientistas da University College, em Londres, identificaram uma forma de auxiliar as células imunes a detectar tumores. A descoberta abre caminho para tratamentos que usem o sistema imunológico como defesa natural contra o câncer.

Trabalhando em conjunto com acadêmicos americanos e europeus, os pesquisadores britânicos buscaram entender como o sistema imunológico detecta as mutações que tornam o câncer uma doença tão difícil de combater.

Eles descobriram que as primeiras mutações expelem um tipo particular de antígeno, substância que ativa o sistema imunológico. Esse antígeno é expelido em todas as outras mutações seguintes.

A constatação não significa a cura do câncer, já que os tumores têm grande capacidade de se defender das células imunes. Porém, identificar antígenos que são presentes em todas as mutações e detectáveis pelas células imunes pode ajudar a criar tratamentos que derrubem as defesas do câncer.

“Geralmente os tumores agem como uma gangue de criminosos praticando crimes em vários lugares e o sistema imunológico se esforça para se manter à frente, com tanta coisa acontecendo, da mesma forma como é difícil para a polícia. Nossa pesquisa mostra que em vez de perseguir crimes em diferentes bairros à toa, podemos dar à “polícia” a informação necessária para chegar ao “chefão”, à raiz do crime organizado, o ponto fraco do tumor que pode acabar para sempre com o problema”, disse Sergio Quezada, coautor do estudo.

A imunoterapia é uma das maiores expectativas contra a doença. E a descoberta torna o tratamento ainda mais promissor. A prática de usar células imunes para combater o câncer consegue estender por anos ou meses a vida de pacientes em estágio terminal. Mas a primeira droga desse tratamento a chegar ao mercado funcionou apenas em um terço dos pacientes.

A pesquisa britânica pode auxiliar a resposta ao tratamento, identificando e ativando as células que conseguem combater qualquer tumor, o que leva a tratamentos mais eficazes. A pesquisa foi publicada na revista Science.

Cigarro eletrônico não ajuda a abandonar o hábito de fumar, diz estudo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

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cigarro-eletronicoUm estudo feito pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que o uso de cigarro eletrônico não ajuda os fumantes a abandonar o cigarro convencional.

De acordo com os pesquisadores, na verdade quem usa o cigarro eletrônico é 28% menos propenso a parar de fumar.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, foram divulgados nesta quinta-feira, 14.

Elaborado a partir de uma revisão de 38 pesquisas já realizadas sobre o assunto, o levantamento é o maior já feito para avaliar se os cigarros eletrônicos realmente ajudam fumantes a largar o vício.

O estudo também contou com a participação de fumantes que queriam abandonar o cigarro e outros que não pretendiam parar de fumar.

De acordo com Stanton Glantz, co-autor do estudo, “não há dúvidas de que uma tragada em um cigarro eletrônico seja menos perigosa do que uma tragada em um cigarro convencional, o mais perigoso do cigarro eletrônico, contudo, é o fato de que ele pode manter uma pessoa fumando os cigarros tradicionais”.

No Brasil, a Anvisa proíbe a venda e a importação de cigarros eletrônicos, mas não o uso.

Surto de microcefalia vai agravar a realidade do aborto clandestino?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

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gravidezcapaO aumento dos casos de microcefalia em recém-nascidos, associado ao surto de zika vírus, pode agravar uma realidade brasileira preocupante: o número de abortos clandestinos realizados no país.

O aborto é permitido no Brasil apenas em casos de estupro, risco de vida à mãe e gravidez de anencéfalos — fetos sem cérebro que não sobrevivem fora do útero. A zika é uma doença tropical de origem africana pouco estudada, semelhante à dengue, que chegou ao Brasil em meados de 2015, desencadeando uma explosão de bebês nascidos com microcefalia, uma má-formação cerebral grave, rara e incurável, mas não incompatível com a vida.

Sem literatura científica ou experiência prévia para guiar os esforços de pesquisa, o Brasil tateia à procura do mecanismo de ação ligando o zika à microcefalia. O que se sabe, até agora, explica a virologista Claudia Nunes Duarte dos Santos, chefe do departamento de virologia molecular do Instituto Carlos Chagas, um dos laboratórios de referência para casos da doença no Brasil, é que existe uma ligação inquestionável entre a microcefalia dos bebês e o zika vírus contraído por gestantes durante os primeiros meses de gravidez.

“Temos hoje dados em laboratório que, de forma inconteste, indicam o zika vírus passando pela placenta e infectando células da placenta”, diz Claudia. “O mecanismo de ação, ou seja, como ele passa e causa a microcefalia, se é ele em si ou algum anticorpo ou célula, isso não é conhecido ainda. Mas a associação é inquestionável.”

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado em 5 de janeiro, o país registrou 3.174 casos de microcefalia em recém-nascidos de 684 municípios de 21 estados no período entre 22 de outubro e 02 de janeiro, frente à 147 casos notificados em 2014. O Ministério da Saúde também investiga 38 óbitos de bebês com microcefalia que morreram após o parto.

Microcefalia: a ponta do iceberg

Aedes_aegypti_during_blood_meal-300x198A microcefalia não é a única doença associada ao zika. Um artigo publicado na última quinta-feira, 7, na revista científica Lancet, relatou lesões oculares em três bebês brasileiros com suspeita de microcefalia causada pelo zika vírus. Há relatos de bebês apresentando outras deficiências também, como dilatação dos ventrículos e calcificações no cérebro, detectáveis intrauterinamente. Claudia não descarta a possibilidade de que essas sequelas levem a um aumento no número de abortos inseguros praticados no país.

“O aborto é ilegal no Brasil, mas imagine o impacto que isso pode ter no aumento de casos de abortos clandestinos, quando as pessoas souberem que estão carregando um feto com uma má-formação gravíssima. Imagine o desdobramento que isso pode ter.”

A médica Maria Angela Rocha é coordenadora do setor de infectologia pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), em Recife, que tem concentrado o maior número de atendimentos a bebês com microcefalia em Pernambuco, estado com o maior número de casos da doença (37% do total). Angela, que conversou com o O&N sobre a situação da microcefalia no estado, disse não acreditar no aumento das taxas de aborto, uma vez que muitas mães, em especial aquelas atendidas em hospitais públicos, só descobrem a má-formação após o parto.

A normatização do SUS para pré-natal estabelece uma ultrassonografia morfológica nas primeiras semanas de gestação e depois não a repete, explica a pediatra. Entretanto, só é possível comprovar o diagnóstico da microcefalia, geralmente, a partir da 32ª semana de gestação.

 “A microcefaila só é comprovada a partir do sexto mês de gestação, e quem nessa idade gestacional vai pensar em abortar?”, diz. “Não estamos colocando isso como uma possibilidade”.

Mas a realidade parece ser outra. Entrevistados pela Folha, obstetras particulares de Pernambuco, Bahia e Paraíba relataram casos recentes de pacientes que optaram pelo aborto após um ultrassom morfológico diagnosticar graves lesões cerebrais no feto. Segundo especialistas entrevistados pela reportagem, o fenômeno vai alimentar o debate sobre a ampliação do aborto legal no país.

O genoma do zika vírus no Brasil

O zika que circula no Brasil, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da chicungunya, é igual à cepa asiática do vírus que provocou uma epidemia na Polinésia Francesa entre 2013 e 2014.  Com uma população de pouco mais de 230 mil habitantes, a Polinésia Francesa, um arquipélago isolado no Pacífico, registrou mais de cinco mil casos de zika e pelo menos 17 de microcefalia em recém-nascidos, à época. Como a Polinésia Francesa é um departamento francês, onde o aborto é permitido, algumas gestantes infectadas pelo zika durante o primeiro trimestre da gravidez optaram pelo aborto. De acordo com Pierre-Henri Mallet, médico responsável pela vigilância sanitária do Departamento da Saúde na Polinésia Francesa, foram realizados pelo menos 18 abortos de fetos com microcefalia no país durante a epidemia.

Por ora, ainda não há um teste rápido para confirmar o diagnóstico do zika, mas pesquisadores senegaleses que atuaram no combate ao vírus ebola no continente africano chegaram ao Brasil na semana passada  com esse objetivo em mente:  ajudar os pesquisadores brasileiros a desenvolver um teste capaz de confirmar a presença do vírus em amostras de saliva ou de sangue em poucos minutos

Com ou sem o teste rápido, a previsão é que o número de infecções no país aumente muito no próximo ano. “O país convive com surtos de dengue há 30 anos sem conseguir produzir avanços significativos no combate à doença”, lembra Claudia. “Hoje já são 1,7 milhão de casos de dengue notificados. Não gosto de ser pessimista, mas se você pensar no número de casos de zika que temos hoje e que estão aumentando de forma muito significativa, e pensar na quantidade de mosquitos que temos, a tendência é que essa epidemia cresça muito no próximo ano. Se fizermos uma matemática simples, pegando o número de nascimentos no Brasil por ano, o número de municípios com infestação e o número de municípios com zika, vamos perceber que a tendência é que o surto aumente muito. Temos 3 mil casos de microcefalia agora. Imagine o que vai ser. Multiplique por dez”, diz.

Segundo uma pesquisa feita por professores da Universidade de Brasília em 2010, mas que ainda serve como referência para a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco brasileiras de até 40 anos de idade já fez pelo menos um aborto ilegal. A prática é a quinta causa de morte materna no país.

Caro leitor, 

Qual seria a sua reação ao receber, durante uma gestação, um diagnóstico de feto com microcefalia?

Mortes por câncer de pele crescem 55% em dez anos no país

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

protestor-sol-gettyimagesUm levantamento feito pelo Portal Exame baseado em dados do Instituto Nacional do Câncer, o Inca, revelou que o número de mortes por câncer de pele no Brasil aumentou 55% em dez anos.

De acordo com o último dado disponível, o câncer de pele matou 3.316 brasileiros apenas em 2013, o que significa, em média, uma morte a cada três horas. Em 2003, foram 2.140 mortes.

De acordo com especialistas, entre as principais causas do aumento do número de mortes em decorrência da doença estão o envelhecimento da população, o descuido com a pele durante a exposição solar e a melhoria nos sistemas de notificação.

Em entrevista ao Portal Exame, Luís Fernando Tovo, coordenador do Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ressalta que, “além da proteção, é preciso fazer exame dermatológico periodicamente. A maior parte das pintas não é câncer de pele. As que devem causar maior alerta são as assimétricas, com bordas irregulares, variação de cores, de diâmetro maior, que apresentam evolução ou mudanças”.

O câncer de pele é dividido em dois principais tipos: melanoma, mais agressivo e letal, e o não melanoma. Especialistas afirmam, no entanto, que mesmo o melanoma tem mais de 90% de chance de cura quando diagnosticado de forma precoce.

Ainda de acordo com especialistas, a doença pode surgir tanto por causa da exposição solar acumulada quanto por episódios de queimaduras. A recomendação dos médicos é de que todos utilizem protetor solar diariamente.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Estudo liga poluição do ar ao aumento da obesidade

domingo, 13 de dezembro de 2015

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obesidade-wikipediaEstudos indicam que a qualidade do ar pode aumentar as chances de ganho de peso e diabetes. No prazo de alguns anos, pessoas com dietas e hábitos semelhantes podem observar resultados diferentes em seus metabolismos e no ganho de peso graças a diferenças no ar que respiram.

A fumaça de cigarros e fuligem dos gases expelidos por carros são as maiores fontes de preocupação.  Elas emitem partículas minúsculas que podem causar inflamações generalizadas e atrapalhar a capacidade do corpo de queimar calorias.

“Estamos começando a entender que a inalação e a circulação de poluentes no organismo pode atingir mais do que os pulmões”, explica Hong Chen, professor de saúde pública da Universidade de Toronto, no Canadá.

Os primeiros sinais foram observados em um experimento com ratos de laboratório, na Universidade de Ohio, nos EUA, onde o professor de saúde ambiental procurava entender por que pessoas que vivem em grandes cidades têm mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas que moram no campo, além das diferenças de estilo de vida e alimentação.

O cientista passou a criar ratos em variados tipos de condições atmosféricas encontradas em muitas cidades: alguns respiravam um ar puro e filtrado, enquanto outros inalavam os gases encontrados em ruas movimentadas.

Foi possível observar os efeitos da poluição depois de dez semanas. As cobaias expostas à poluição apresentavam mais gordura corporal, tanto em torno do abdômen como em volta dos órgãos internos. E quando observadas por microscópio, as células de gordura desses animais eram 20% maiores do que as dos ratos que respiraram ar puro.

Além disso, as cobaias intoxicadas se mostravam menos sensíveis à insulina, o que aumenta o risco de diabetes.

Quando inspiramos, os poluentes irritam as pequenas bolsas de ar úmido que normalmente permitem que o oxigênio passe para a corrente sanguínea. Com isso, o revestimento dos pulmões lança uma resposta de estresse, esgotando nosso sistema nervoso, como a liberação de hormônios que reduzem a potência da insulina e retiram o sangue do tecido muscular – mais sensível à insulina -, impedindo o corpo de controlar bem seus níveis de açúcar.

É preciso ter cuidado ao analisar os resultados desta e outras pesquisas semelhantes: todas indicam resultados depois de anos de observação. Mas considerando-se o número de pessoas que mora em cidades muito poluídas, a quantidade total de vítimas a longo prazo pode ser enorme. “Todos nós somos afetados pela poluição, em certa medida”, afirma Brook. “Trata-se de uma exposição contínua e involuntária de bilhões de pessoas – e por isso o impacto geral é muito maior.”

As soluções são conhecidas, mas difíceis de implementar em larga escala: diminuir a poluição atmosférica com a adoção de carros elétricos ou híbridos, ou ainda redesenhar as ruas para que pedestres e ciclistas fiquem menos expostos aos carros.

 

Fonte: Opinião&Notícia

O mito da comida orgânica

domingo, 13 de dezembro de 2015

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vegetais-e1449756825549A patologista e geneticista de plantas Pamela Ronald, 54, que fez doutorado na Universidade da Califórnia em Berkeley, diz que o desprezo por alimentos geneticamente modificados é errado. Ela é casada com um fazendeiro que produz alimentos orgânicos. A pesquisadora fala sobre assuntos polêmicos e diz receber ameaças agressivas. “Eu acho triste um cientista sair do laboratório para comunicar ao público o consenso de uma área e então se tornar vítimas de ataques.” Segundo ela, as pessoas apelam aos orgânicos por conta de um medo antigo e que não tem lógica.

Leia mais: Anvisa reavalia herbicida apontado como ‘provável cancerígeno’ pela OMS

Sobre a diferença entre sua profissão e a do marido, ela diz: “meu marido e eu temos o mesmo objetivo: alimentar a população crescente sem destruir ainda mais o ambiente. Fazendeiros orgânicos usam todo tipo de técnica, exceto engenharia genética.” Ela explica que quando ele começou a plantar orgânicos, há 35 anos, não havia engenharia genética na área da agricultura, só na medicina. “Até onde sei ninguém reclama dos medicamentos feitos com engenharia genética. O fato de ser diferente na agricultura não tem lógica. É um medo antigo. Naquele tempo era comprensível , era uma tecnologia nova. Agora é só marketing, na minha opinião, uma tentaiva de fazer com que as pessoas comprem mais orgânicos.”

Para a geneticista, é muito melhor o alimento ser geneticamente modificado do que receber pesticidas. “Os consumidores estão clamando por um milho não modificado porque eles acham que é mais saudável. É a lei da oferta e da procura. O fazendeiro pode produzir aquilo, mas será 50% mais caro e ele terá de usar pesticidas mais velhos e mais tóxicos”.

Sobre o uso do glifosato, um herbicida vendido pela Monsanto para ser usado em transgênicos, ela tem uma opinião polêmica. “Parece que o glifosato foi ótimo para a imagem dos orgânicos e péssimo para os organismos modificados. Muitas pessoas quando ouvem falar de organismos geneticamente modificados elas pensam em glifosato. Mas o glifosato é menos tóxico que sal de cozinha. Se você olhar a dose letal, a dose de glifosato seria altíssima. Ele ajuda muito a controlar as ervas-daninhas.”

Recentemente, a OMS disse que o glifosato é “provavelmente cancerígeno para seres humanos”. “Há muitos na lista, como café ou carne vermelha. Ele não causa câncer – é um possível ou provável cancerígeno, mas como meu pai diz, ‘tudo em moderação’. Você não vai lá e bebe glifosato. Não faz sentido. A OMS não tem nenhum dado novo. Não fala da dose. É algo um pouco confuso. Supondo que ele fosse banido, os possíveis substitutos são ainda mais tóxicos”, afirma.

Fonte: Opinião&Notícia

Droga contra alcoolismo pode ajudar a encontrar a cura da Aids

sábado, 21 de novembro de 2015

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aids-e1447780022502-600x400Um medicamento usado no tratamento do alcoolismo pode ser capaz de ativar vírus inativos do HIV, o que pode permitir que ele sejam identificados e eliminados. Esta foi a conclusão é de um experimento publicado na semana passada, na revista científica Lancet HIV. A droga é comercializada com o nome Antabuse, mas também é vendido como genérico, com o nome de Dissulfiram.

No experimento, o medicamento foi dado a 30 pacientes soropositivos nos Estados Unidos e na Austrália, que já estavam tomando as drogas anti-HIV. Na maior dose dada, havia evidências de que “o HIV inativo foi ativado”, disseram os pesquisadores, acrescentando que não encontraram quaisquer efeitos colaterais nocivos.

Julian Elliott, do departamento de doenças infecciosas do hospital Alfred, em Melbourne, disse que “acordar” o vírus é apenas o primeiro passo para eliminá-lo. A latência do HIV, em que o vírus permanece inativo no corpo de pessoas que tomam drogas anti-HIV, é um dos maiores obstáculos para conseguir uma cura para a infecção viral que provoca a Aids. Atualmente, o vírus pode ficar sob controle com as drogas anti-HIV, mas a terapia antirretroviral não elimina o vírus completamente. Por isso, os cientistas dizem que encontrar formas de “acordar” o vírus em células inativas e, em seguida, destruí-los é uma estratégia-chave para a cura. No entanto, os pesquisadores ainda não chegaram à combinação exata e eficaz das drogas.

Sharon Lewin, professora da Universidade de Melbourne que liderou o estudo, disse que, embora os cientistas tenham feito progresso ao ativar o HIV inativo, uma das principais preocupações foi a toxicidade das drogas testadas. O Dissulfiram, no entanto, não pareceu causar nenhum problema.

“Este experimento demonstra claramente que o dissulfiram não é tóxico e é seguro de usar, e muito possivelmente poderia ser o divisor de águas que precisamos. Mesmo com a droga sendo fornecida em apenas três dias, vimos um claro aumento do vírus no plasma sanguíneo, o que foi muito encorajador”, disse Sharon.

A doença já matou cerca de 34 milhões de pessoas desde a década de 1980, de acordo com o Programa das Nações Unidas para HIV, a UNAids. Para piorar, cerca de dois milhões de pessoas são infectadas por ano.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Uma vacina potente no combate à meningite

sábado, 21 de novembro de 2015

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vacinaPoucas vacinas foram tão bem-sucedidas e com um efeito tão rápido como a MenAfriVac na prevenção da meningite. A campanha de vacinação com a MenAfriVac para imunizar pessoas contra a meningite A, uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e que provoca a morte ou dano cerebral poucas horas após os primeiros sintomas, semelhantes a uma gripe, foi iniciada na África em 2010. Desde então, a incidência da doença caiu para zero em 16 países que fazem campanhas de vacinação em massa com a MenAfriVac.

Antes da introdução da vacina no “cinturão da meningite”, a epidemia estendia-se da costa do continente africano ao sul do deserto do Saara e matava milhares de pessoas por ano ou deixava sequelas em um número ainda maior, quase sempre crianças e jovens. Em 1996, uma epidemia de meningite matou 25 mil pessoas e contaminou 250 mil em seis meses.

No entanto, apesar desse sucesso, os especialistas em saúde pública temem que alguns países não tenham planos de introduzir a MenAfriVac nas campanhas de vacinação infantil de rotina. Um artigo recém-publicado em Clinical Infectious Diseases por Andromachi Karachaliou da Universidade de Cambridge e seus colegas, advertiu quanto às consequências da não inclusão da vacina nas campanhas.

Em seu estudo, Karachaliou previu que a epidemia de meningite voltaria com muita intensidade em torno de 15 anos, se o uso da MenAfriVac não se tornasse uma rotina na vacinação infantil, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse período, como sugere o artigo, diminui a imunidade dos que haviam sido vacinados e uma nova geração que não havia tomado doses da vacina poderia, aliada a fatores sazonais (as epidemias em geral começam na estação das secas), provocar a crise.

 

Fonte: Brasil 247