Mundo

Economia mundial pode ser afetada por falta de interesse sexual dos japoneses

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

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timthumb.phpA baixa taxa de natalidade no Japão, que se tornou a menor do mundo na última década, pode fazer com que o país não tenha uma população grande o suficiente para manter a sua economia. Como o país é a terceira maior economia do mundo, um mergulho na segurança financeira poderia facilmente afetar a economia mundial, segundo alguns especialistas.

A apatia sexual dos japoneses preocupa tanto que ganhou até um nome: “sekkusu shinai shokogun”, que pode ser traduzido como “síndrome do celibato”.

A baixa natalidade não é o resultado de um pré-natal ineficiente ou de uma taxa alta de mortalidade, é apenas um indicador de que os japoneses não estão se interessando em casamentos, filhos ou até mesmo encontros amorosos.

De acordo com uma matéria publicada no jornal Guardian, em 2013, 45% das mulheres e 25% dos homens entre 16 e 24 anos não “estão interessados ou desprezam o contato sexual”.

Essa falta de interesse também tem relação com a atitude social dos japoneses perante as mulheres. Segundo uma reportagem publicada no Washington Post, as mulheres que engravidam ou que se casam sofrem uma  pressão social forte para largarem seus empregos e cuidar da família. Há inclusive uma palavra para designar mulheres casadas que trabalham: “oniyome”, o que equivaleria a esposas diabólicas.

Danos por mudanças climáticas podem ser ‘irreversíveis’

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

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timthuUm relatório divulgado neste domingo, 2, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) revelou que os danos causados pelo aquecimento global poderão ser “graves, amplos e irreversíveis”.

Leia mais: União Europeia fecha acordo para reduzir emissões

O diretor do IPCC, Rajendra Pachauri, ressaltou, entretanto, que ainda há esperança, pois “felizmente nós temos os meios para limitar a mudança climática e construir um futuro mais próspero e sustentável”.

Pachauri disse também que nenhuma parte do mundo ficará intocada pelos impactos, que “terão uma relevância crescente no futuro”.

Ainda de acordo com o diretor do IPCC, “agora a comunidade científica se pronunciou” e está “passando o bastão para os políticos, para a comunidade que toma as decisões”.

Rajendra Pachauri afirmou que o relatório divulgado neste domingo “estabelece um novo modelo em avaliação científica”, destacando também o fato de o relatório ter envolvido mais de 800 autores diretamente e milhares de outros revisores.

Cerca de 30 mil publicações foram analisadas para a elaboração do documento, que destaca, entre outras coisas, que o uso sem restrições de combustíveis fósseis deveria ser suspenso até o ano de 2100 para evitar uma mudança climática perigosa, pontuando que o uso dos combustíveis renováveis deve subir de 30% — atualmente — para 80% do setor de energia até 2050.

Após a divulgação do documento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ressaltou que “há um mito de que a ação para o clima custa muito, mas a falta de ação vai custar muito mais”.

Imprensa europeia repercute vitória de Dilma Rousseff

segunda-feira, 27 de outubro de 2014
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banner_eleicoesA vitória de Dilma Rousseff repercutiu na imprensa europeia nesta segunda-feira (27). O jornal britânico The Guardian estampa uma foto de militantes petistas comemorando os resultados da eleição presidencial e diz que a década de dominação de partidos políticos de esquerda na América do Sul se mantém com a vitória do PT no Brasil.

O espanhol El País relembra a trajetória de Dilma Rousseff e sua luta contra um câncer em 2009, e chama a petista de “a presidenta com caráter”. O diário enfatiza a pequena margem de diferença entre ela e o candidato adversário, Aécio Neves (PSDB), e diz que “um país dividido será mais difícil de governar”.

O Le Monde, da França, traz uma foto de Dilma Rousseff durante seu primeiro discurso após a divulgação dos resultados e observa que a presidenta reeleita defendeu o diálogo e a união. O jornal enfatiza a divisão do país entre esquerda e direita, diz que o PT teve sucesso na redução das desigualdades sociais existentes no Brasil, mas que, com as mudanças no cenário internacional, não conseguiu sustentar o crescimento econômico.

No exterior, quase 142 mil brasileiros votaram para presidente da República no segundo turno das eleições. A abstenção, assim como no primeiro turno, continuou alta: 59%. O candidato Aécio Neves teve 77% dos votos dos brasileiros que vivem fora do país, enquanto Dilma Rousseff teve 23%.

 

Giselle Garcia – Correspondente da Agência Brasil

Exército italiano irá cultivar maconha para fins terapêuticos

terça-feira, 14 de outubro de 2014

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timthOs ministérios da Defesa e da Saúde italianos firmaram um protocolo de cooperação para que homens do exército realizem o plantio de maconha em áreas militares para fins medicinais. O documento estabelece o cultivo da planta pelo instituto farmacêutico militar na cidade de Florença – entidade que normalmente produz medicamentos para uso exclusivo dos militares.

Embora o país tenha legalizado o uso médico da maconha no ano passado, os altos custos (cerca de 38 euros por grama ou R$ 13) representam um impedimento para boa parte dos pacientes.

Para a ministra da Saúde italiana, Beatrice Lorenzin, a produção deverá substituir o produto importado (mais caro). “Até agora, importamos cannabis para uso medicinal a 15 euros por grama. Agora o custo deverá cair pela metade”.

Além disso, o controle do cultivo pelos militares visa acalmar os ânimos dos críticos da medida, já que propõe um uso seguro, legal, acessível a todos e sem o intermédio dos traficantes.

A maconha medicinal será utilizada em quimioterapias (para alívio da dor) ou no tratamento paliativo dos sintomas de males como a esclerose múltipla. Contudo, seu uso é controlado. Só pacientes registrados recebem os remédios. Estima-se que 600 mil italianos participem do programa.

Contrária ao uso indiscriminado da droga, a ministra Beatrice ressaltou que plano não prevê a liberalização da maconha no país, nos moldes dos Estados Unidos, onde as leis sobre a maconha medicinal têm sido seguidas pela legalização do uso recreativo da erva em alguns estados.

Os medicamentos à base de cannabis já são fornecidos gratuitamente em 11 das 20 regiões administrativas italianas. A produção local deve chegar às farmácias do país no final do segundo semestre de 2015.

Vaticano defende mudança da Igreja em relação aos gays

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Economia da China ultrapassa a dos Estados Unidos

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

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timthDurante muito tempo se especulou quando a economia da China iria ultrapassar a dos Estados Unidos. As últimas análises indicavam que isso aconteceria em no máximo cinco anos, senão menos.

Agora é oficial. Este ano, economia chinesa ultrapassou a americana. O Fundo Monetário Internacional (FMI) comparou o tamanho da economia de ambos os países em 2011, com a estimativa para este ano.

A rapidez com que a economia chinesa cresceu impressiona, pois, em 2005, a economia da China gerou metade da riqueza da economia americana. Agora, estimativas do FMI apontam que em 2019, economia da China seja 20% maior que a dos EUA.

O fenômeno da economia chinesa se deve, em parte, à expansão dos mercados emergentes em relação aos países desenvolvidos no cenário internacional. Em 2007, os países emergentes correspondiam a 50% da economia global. Atualmente este percentual subiu 57%. Além, disso, entre 2007 e 2014, as economias emergentes cresceram nove vezes mais rápido do que as economias desenvolvidas.

Veja abaixo três gráficos criados pelo jornal britânico Financial Times. Os dois primeiros mostram o crescimento da economia chinesa frente à americana, os outros dois mostram o avanço das economias emergentes em relação às desenvolvidas.

 

Entre 8% e 15% da riqueza financeira mundial estão em paraísos fiscais

quarta-feira, 10 de setembro de 2014
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Flavia Villela – Repórter da Agência Brasil
 
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notas_e_moedaEstima-se que entre 8% e 15% da riqueza financeira líquida mundial estejam em paraísos fiscais, a maior parte sem registro, o que gera perda de recursos públicos de US$ 190 bilhões a US$ 290 bilhões por ano. Os dados fazem parte do Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014 – publicação anual da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) – lançado hoje (10).

“Entre US$ 66 bilhões e US$ 84 bilhões são perdidos por países em desenvolvimento, o que equivale a dois terços do valor anual da Ajuda Pública ao Desenvolvimento”, destaca o texto.

O documento critica a queda das tarifas comerciais ao reduzir muito a arrecadação de impostos sobre o comércio exterior, bem como a maior mobilidade do capital e o uso intensivo de paraísos fiscais. Segundo o relatório, isso tem alterado as condições para a tributação sobre a renda e a riqueza. “Os acordos de governança que evoluíram na era da globalização liderada pelas finanças deram liberdade demais às empresas privadas e reduziram demais o espaço para a ação do governo.”

O relatório defende que para regular as finanças domésticas é necessário que os mercados financeiros internacionais também sejam regulamentados. Para isso, é preciso conceder papel mais proeminente para instituições como o Comitê de Especialistas em Cooperação Internacional em Matéria Fiscal das Nações Unidas e adotar uma convenção internacional contra a fraude e a evasão fiscais. “A concorrência fiscal entre países, para atrair ou reter investidores estrangeiros, acaba por provocar um nivelamento fiscal por baixo.”

Em relação às empresas, o principal veículo de evasão fiscal ou de evasão e fuga de capitais dos países em desenvolvimento é o uso indevido de “preços de transferência” – quando as empresas internacionais definem preços para bens e serviços fornecidos a diferentes partes de sua rede de forma a gerar lucros ou perdas que minimizem o pagamento de impostos. A estimativa da Unctad é que os países em desenvolvimento estejam perdendo mais de R$ 160 bilhões de dólares por ano, valor bem superior ao da soma dos orçamentos de ajuda dos países desenvolvidos.

A Unctad observa ainda que a arquitetura fiscal internacional não se adaptou adequadamente a essa realidade. “Os centros financeiros offshore e as jurisdições sigilosas que os hospedam estão totalmente integrados ao sistema financeiro global e a quantidade significativa de fluxos comerciais e de capital é canalizada por meio deles. O uso dessas jurisdições hoje faz parte da prática empresarial ‘normal’ na maior parte das grandes empresas e bancos.”

Mobilizar a receita fiscal nacional é fundamental, de acordo com o relatório, que reconhece os esforços recentes destinados a melhorar a transparência e o intercâmbio de informações sobre questões fiscais. O alerta, entretanto, é sobre o fato de que tais iniciativas são, na maioria, lideradas pelas economias desenvolvidas – algumas das quais abrigam jurisdições sigilosas e poderosas corporações transnacionais.

Com isso, o texto constata que governos de países ricos e pobres precisam ampliar os gastos públicos em infraestrutura, serviços básicos e transferências sociais, além de financiar investimentos, para reverter o atual quadro econômico de lento crescimento. “Com níveis mais elevados de renda média, surgem uma base tributária mais ampla e fontes mais confiáveis de arrecadação por parte do Estado”, informa o relatório. “A atual estrutura da economia global está dificultando a expansão das receitas”, acrescenta.

Para evitar o risco de uma queda acentuada do crescimento, o documento orienta que os países em desenvolvimento deem menos ênfase às exportações aos países desenvolvidos e mais destaque às demandas doméstica e regional.

Projeção de instituições financeiras para PIB cai pela 15ª semana seguida

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

pib_corrigidoA projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira, este ano, continua em queda. Pela 15ª semana seguida, a pesquisa feita pelo Banco Central (BC) indica crescimento menor. Desta vez, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,52% para 0,48%.

Aécio pede “posição mais clara” de Dilma sobre delação

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

images_cms-image-000391965Presidenciável tucano, classificou como “absolutamente graves” as denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e defendeu investigações “aprofundadas” e “punição exemplar daqueles que permitiram que isso ocorresse. “É preciso que haja por parte da presidente da República uma posição mais clara em relação a tudo isso”

Cristina Kirchner culpa Brasil pela queda do PIB argentino

sábado, 9 de agosto de 2014

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timthA presidente argentina, Cristina Kirchner, culpou o baixo crescimento econômico do Brasil como uma das razões pela qual a Argentina teve dois trimestres seguidos de recuo econômico. “O Brasil tem crescimento previsto de 1,3% em 2014 e é o nosso principal sócio comercial”, afirmou a presidente em alusão à previsão do PIB brasileiro feita pelo FMI.

Cristina também citou o desempenho ruim da indústria automotiva brasileira, fato que teve efeitos negativos nas exportações argentinas de autopeças. A presidente argentina ressaltou que estava apenas respondendo às afirmações dos críticos, que dizem que o impasse na dívida e o calote técnico vão ter efeitos na economia do país.

A presidente lembrou que Barack Obama teria o poder de interceder pela Argentina, pois o presidente americano tem a prerrogativa de intervir em decisões de juízes americanos. O juiz americano Thomas Griesa, de Nova York, impediu os pagamentos argentinos a partes dos credores, o que obriga a Argentina fechar acordo com todos que têm títulos de sua dívida.

Nesta sexta-feira, 8, o juiz Griesa realizará uma audiência em Nova York para tratar das “recentes declarações” do governo argentino. Este, por sua vez, comunicou que entrou com uma ação na Corte Internacional de Justiça, em Haia, contra os EUA.

Sandra Negro, professora de Direito Internacional da Universidade de Bueno Aires, explica que o ato é uma instância preliminar. O governo americano não aceita a jurisdição da corte internacional, que não dispõe de meio coercitivos para aplicar suas decisões.

 

‘NYT’ veicula anúncio de página inteira de empresa ligada à maconha

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

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ny.jpegA edição do último domingo, 3, do jornal New York Times trouxe um anúncio de uma página inteira de uma empresa dos setor de marijuana. A veiculação do anúncio publicitário reforça a posição do jornal a favor da legalização da maconha.

A companhia Leafly, que veiculou o anúncio, avalia e critica diferentes variedades de cannabis, mais ou menos como revistas voltadas para produtos de consumo, ajudando a informar a escolha dos compradores.

Nova York foi o 23º estado a legalizar o uso de cannabis para fins medicinais, no mês passado. O New York Times saudou a iniciativa e pediu a legalização da maconha em uma série de editoriais.

O conselho editorial do jornal argumentava nos editoriais, que a atual proibição da droga é prejudicial à sociedade, já que a maconha causa menos danos à saúde que o álcool ou o tabaco.

Debate crescente

Depois que os estados americanos do Colorado e Washington passaram a permitir o uso de maconha para fins recreativos, o assunto virou um tema central no debate público americano neste ano.

Os defensores da legalização da maconha acreditam poder conseguir algum tipo de liberalização também no Alasca, Arizona e Oregon, e talvez uma espécie de referendo nos próximos anos na Califórnia. A legislação federal americana proíbe o uso de maconha, considerada uma droga perigosa e sem valor medicinal.

O governo do presidente Barack Obama disse que vai permitir a experiência dos dois Estados que legalizaram a marijuana, mas que não tem a finalidade de mudar a legislação nacional.

O tema também levanta uma discussão regional sobre as drogas, já que os EUA são o principal defensor da estratégia de “guerra” contra o narcotráfico no hemisfério. Enquanto a tática até agora privilegiou a ação armada, requereu bilhões de dólares e resultou em dezenas de milhares de mortos da Colômbia ao México, outros países discutem saídas alternativas similares à legalização da maconha no Uruguai.

 

Israel critica postura do governo brasileiro sobre conflito em Gaza

quinta-feira, 24 de julho de 2014
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Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil

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04320951O governo de Israel criticou a postura do governo brasileiro de convocar o embaixador em Tel Aviv para consultas e a publicar duas notas, em uma semana, considerando inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. No texto divulgado ontem (23), o Brasil “condena energicamente o uso desproporcional da força” por Israel na Faixa de Gaza.

Em comunicado à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio do porta-voz, Yigal Palmor, manifestou “desapontamento” diante da convocação do embaixador brasileiro. “Israel manifesta o seu desapontamento com a decisão do governo do Brasil de retirar seu embaixador para consultas. Esta decisão não reflete o nível das relações entre os países e ignora o direito de Israel de se defender. Tais medidas não contribuem para promover a calma e a estabilidade na região. Em vez disso, eles estimulam o terrorismo, e, naturalmente, afetam a capacidade do Brasil de exercer influência”, informa o texto.

Yigal Palmor disse que “Israel espera o apoio de seus amigos em sua luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países no mundo”. Jornais israelenses noticiaram críticas mais duras do porta-voz. De acordo com o jornal judaico  The Jerusalem Post, Palmor disse que “essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”, e acrescentou que “o relativismo moral por trás deste movimento faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, aquele que cria problemas em vez de contribuir para soluções”.

Na nota publicada nessa quarta-feira, o Ministério de Relações Exteriores também reiterou seu chamado a um “imediato cessar-fogo” entre as partes. O Itamaraty explicou que, diante da gravidade da situação, votou favoravelmente à resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que condena a atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e cria uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também reagiu. “A Confederação Israelita do Brasil vem a público manifestar sua indignação com a nota divulgada pelo nosso Ministério das Relações Exteriores, na qual se evidencia a abordagem unilateral do conflito na Faixa de Gaza, ao criticar Israel e ignorar as ações do grupo terrorista Hamas”, destaca o texto.

“Uma nota como a divulgada nesta quarta-feira só faz aumentar a desconfiança com que importantes setores da sociedade israelense, de diversos campos políticos e ideológicos, enxergam a política externa brasileira”, criticou a Conib, representante da comunidade judaica brasileira, que disse compartilhar da preocupação do povo brasileiro e expressar “profunda dor pelas mortes dos dois lados do conflito”, além de também esperar um cessar-fogo imediato.

Na nota publicada no dia 17 de julho, o governo brasileiro afirmou que “condena, igualmente, o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza contra Israel”. O Brasil e a Alemanha são os únicos países a ter relações diplomáticas com todas as nações do mundo. Ontem, foi um dos 29 países a votar a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Houve 17 abstenções e apenas um voto contra, dos Estados Unidos. Além do Japão, todos os países europeus presentes, incluindo a França, o Reino Unido e a Alemanha, optaram pela abstenção.

China tem onda de suicídios de autoridades

domingo, 6 de julho de 2014

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timthuEm 24 de junho Wei Jianghong, presidente de uma empresa pública de fundição de cobre e representante na legislatura nacional, se atirou de um prédio na província de Anhui. Esta foi, pelo menos, a 62ª morte “não natural” conhecida de uma autoridade ou funcionário de alguma entidade estatal desde o início de 2013, de acordo com reportagens da mídia chinesa, e pelo menos o 32º suicídio entre essas mortes.

Leia mais: China experimenta queda no número de suicídios

O trabalho de uma autoridade chinesa pode ser estressante demais para alguns, e especialmente desde que Xi Jinpnig se tornou o líder do partido Comunista em 2012 e lançou uma ampla campanha anticorrupção que não parece ter perdido força com o tempo. Pesquisas já sugeriram que os membros do governo se sentem mais estressados e menos felizes que a sociedade como um todo. A onda de repressão contra a corrupção de Xi os torna ainda mais ansiosos.

A maior parte dos relatos de suicídio afirmam apenas que a autoridade em questão estava “deprimida”. O laconismo não é acidental: em 10 de maio autoridades de comunicação do governo publicaram uma ordem para que a mídia use apenas os relatos oficiais de tais ocorrências e não efetuem investigações independentes por conta própria, de acordo com a China Digital Times, um site americano que frequentemente recebe notícias sobre instruções internas de comunicação oficial.

Aqueles que se encontram sob investigação por corrupção podem ter levado outro fator em conta: proteger os seus ganhos escusos para suas famílias. Sob a lei chinesa, investigações de corrupção são interrompidas caso o suspeito ou réu morra.

 

 

Fontes: The Economist-Unnatural deaths
                 Opinião&Notícia-China tem onda de suicídios de autoridades

FIFA teria recebido propina para eleger Catar como sede da Copa de 2022

segunda-feira, 2 de junho de 2014

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Documentos divulgados no último domingo, 1, pelo jornal britânico Sunday Times acusam a FIFA de receber propina para escolher o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022.

Leia mais: ‘New York Times’ levanta suspeita sobre manipulação de jogos da Copa

De acordo com um relatório de 11 páginas obtido pelo jornal, o ex-representante do Catar na FIFA, Mohamed Bin Hammam, teria pago US$ 5 milhões a membros da entidade em troca de apoio à candidatura do pais um ano antes da escolha, em dezembro de 2010.

Bin Hammam foi banido do comitê executivo da FIFA em 2011, quando se envolveu em um escândalo de corrupção durante sua campanha à presidência da entidade.

Segundo a denúncia, as propinas teriam sido pagas a membros da FIFA na África e na Oceania. Bin Hamman também teria subornado Reynald Temarii e Jack Warner, respectivamente ex-membros do Comitê Executivo da FIFA para a Oceania, e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf).

O comitê esportivo do Catar para a Copa nega as denúncias e diz que “a escolha do Catar como sede foi baseada em um alto padrão de ética e integridade”.

A escolha do Catar vem sendo criticada por conta das condições climáticas inadequadas para o evento. Se for confirmada a denúncia de suborno, o país, a FIFA terá de realizar uma nova eleição para sede do mundial de 2022.

Atualmente, uma comissão interna da FIFA está investigando as denúncias de corrupção na entidade. No último fim de semana, o jornal New York Times teve acesso a documentos que mostram que algumas partidas realizadas na Copa de 2010, na África do Sul, tiveram os resultados manipulados.

 

Mapa dos piores e melhores países do mundo para trabalhar

quarta-feira, 21 de maio de 2014

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A Confederação Sindical Internacional (ITUC), organização internacional de sindicatos que avalia os direitos trabalhistas em vários países do mundo, divulgou esta semana um mapa dos melhores e piores países para se trabalhar. Os países foram classificados em uma escala que vai de um (para os melhores) a cinco (para os piores).

Para criar o mapa, a ITUC avaliou 97 quesitos em 139 países, entre eles a liberdade para se filiar a sindicatos, direitos coletivos e o acesso do trabalhador aos processos e proteções legais.

A ITUC também produziu um relatório sobre o ranking alertando sobre a situação trabalhista no mundo. “Somente nos últimos 12 meses, governos de 35 países prenderam trabalhadores como uma tática para desestimular exigências por direitos democráticos, como melhores salários e mais segurança no trabalho”, diz o relatório.

O Brasil foi classificado com a nota três, que diz que o país falha em garantir direitos trabalhistas. Entre os países latino-americanos, o Uruguai foi o único que recebeu a nota um. O país ganhou destaque no relatório como um exemplo de respeito às leis trabalhistas.

 

Fontes: The Washington Post-MAP: The worst places in the world to be a worker, Opinia&Noticia – Mapa dos piores e melhores países do mundo para trabalhar

Uruguai se torna o primeiro país do mundo a ter mercado legal de maconha

segunda-feira, 5 de maio de 2014

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timtQuase cinco meses após ser aprovada pelo Parlamento do Uruguai, a lei que regulamenta a comercialização da maconha será assinada na tarde desta segunda-feira, 05, pelo presidente José Mujica, tornando o Uruguai no primeiro país do mundo onde o Estado controla o plantio, a distribuição e a venda da erva. “Queremos dar um golpe no narcotráfico, tirando dele parte do mercado”, explicou Mujica.

Apesar da aprovação da lei, consumidores terão de esperar até o fim do ano para comprar a droga nas farmácias. Por questões burocráticas, os cigarros da maconha nacional só começarão a ser vendidos no começo de dezembro. Um mês antes, em outubro (após as eleições gerais naquele país), o Uruguai pretende começar a vender cigarros de maconha fabricados a partir de sementes importadas do Canadá.

Segundo o anúncio oficial, cada grama da maconha uruguaia será comercializada por cerca de R$ 2 (entre 20 e 22 pesos uruguaios). Para comprar a erva os uruguaios precisam ser maiores de 18 anos, cidadãos e naturais do país ou residentes permanentes com registro em uma das categorias listadas pelo Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Irca), consumidores, cultivadores autônomos (até seis plantas e produção de 480 gramas por ano) ou sócios de um clube canábico.

Os consumidores poderão adquirir até 10 gramas por semana nas farmácias. O governo cultivará cinco variedades diferentes. Porém, clubes e cultivadores autônomos poderão plantar as variedades que quiserem. O Irca será presidido, inicialmente, por Julio Calzada, atual secretário da Junta Nacional de Drogas.

Os usuários terão a identidade protegida por lei. “Fizemos estudos entre consumidores para decidir como distribuir a droga sem estigmatizar. Todos os dados pessoais são protegidos como dados sensíveis pela lei”, afirmou o secretário da presidência, Diego Cánepa.

Segundo o Ministério de Saúde uruguaio, apenas farmácias comunitárias ou de primeira linha, poderão vender maconha. Cultivadores autônomos poderão cultivá-la no quintal, mas deverão apresentar constância de domicílio e documentos que provem que são proprietários ou inquilinos do imóvel. Segundo Cánepa, “quem não for parte da cadeia de distribuição, não estiver legalmente cadastrado no Irca ou tiver mais de 40 gramas de maconha será penalizado pela lei”.

 

 

 

China pode superar EUA como maior economia do mundo ainda em 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

tiDados divulgados nesta quarta-feira, 30, pelo International Comparison Programme (IPC) mostra que a China pode ultrapassar os Estados Unidos e se tornar a maior economia do mundo ainda este ano. O IPC é um órgão coordenado pelo Banco Mundial e pela ONU que reúne as estatísticas de 199 países.

Com base na Paridade do Poder de Compra (PPC), que permite calcular o poder de compra da população de um país e compará-lo com o de outros, economistas do IPC descobriram que o PPC da China em 2014 será 20% maior do que o que foi estimado para a data no último levantamento, feito em 2005. Na época, o FMI anunciou que a economia da China somente superaria a dos Estados Unidos em 2019.

O gráfico abaixo mostra a diferença entre as duas previsões, onde a linha vermelha corresponde à nova estimativa do PPC da China.

 

De acordo com o IPC, a economia da Índia ficará em terceiro lugar, seguida pela do Japão.

Enquanto a economia da China avança, o PIB americano amargou um crescimento de apenas 0,1% no primeiro trimestre deste ano. Parte dessa estagnação econômica se deve ao inverno rigoroso que atingiu o país este ano, reduzindo os investimentos empresariais e as exportações americanas.

 

FMI aponta as empresas mais endividadas da América Latina

quinta-feira, 24 de abril de 2014

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timthuAlerta do Fundo Monetário Internacional (FMI) põe em xeque as nações da América Latina, pelos altos índices de endividamento das empresas locais. Segundo a organização, os governos devem estar atentos aos níveis altos de endividamento e alavancagem (qualquer técnica aplicada para multiplicar a rentabilidade por meio de endividamento) das empresas, bem como aos potenciais descasamentos de moedas nas operações financeiras das companhias. O Brasil é citado como o país em que a alavancagem média das empresas é a mais alta na região.

O relatório levou em consideração os balanços de mil empresas abertas no Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. A instituição já havia alertado as nações sobre os altos índices de endividamento corporativo dos países emergentes, no início do mês em Washington. Mas, segundo o relatório “as empresas das economias financeiramente integradas da América Latina podem estar alcançando níveis problemáticos de alavancagem financeira”.

A soma de fatores como: crescimento econômico baixo e condições financeiras mais duras no mercado internacional (devido a mudanças na política monetária dos Estados Unidos) pode trazer uma avalanche de calotes e uma menor rentabilidade dos bancos, detalha o relatório da organização.

No geral, a participação dos bônus nos passivos das empresas vem crescendo desde 2009, conforme o FMI. Com a liquidez abundante nas economias desenvolvidas, por conta da política monetária ultra acomodatícia dos bancos centrais, as companhias da América do Sul não encontraram dificuldade em captar recursos pela emissão de bônus. No Brasil acontece o contrário; os empréstimos bancários ainda têm peso importante nos passivos, ressalta o órgão, embora a participação dos bônus tenha aumentado.

Até o momento, a expansão dos passivos das empresas parece não estar comprometendo o pagamento dos serviços das dívidas, segundo o documento. O lucro líquido é, em média, três a quatro vezes maior que o pagamento de juros na maioria dos países, de acordo com o fundo. Ainda assim, a instituição orienta que os governos tenham o controle da situação, para evitar quedas nos balanços corporativos.

 

Papa pede perdão por abusos sexuais cometidos por padres

sexta-feira, 11 de abril de 2014
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Danilo Macedo* – Repórter da Agência Brasil
 

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papa.jpegO papa Francisco pediu hoje (11) publicamente perdão pelos abusos sexuais de crianças cometidos por padres, que têm motivado duras críticas à Igreja Católica nos últimos anos. Durante pronunciamento aos membros do Escritório Internacional Católico para a Infância, o papa disse que a Igreja não dará qualquer passo atrás ao abordar o problema e aplicar sanções.

“Eu me sinto compelido a assumir pessoalmente todo o mal cometido por alguns padres, poucos em número, obviamente, não comparáveis ao total de padres e a pedir, pessoalmente, perdão pelos danos que eles causaram por terem abusado sexualmente de crianças”, disse Francisco. “Temos de ser muito fortes. Com as crianças, não se brinca”.

Essa foi a primeira vez que o papa pediu perdão pelos casos de abuso sexual. Francisco já havia criado uma comissão, composta por oito representantes, encarregada de adotar medidas que promovam a proteção de crianças e adolescentes. Faz parte da comissão, a irlandesa Marie Collins, de 66 anos, que foi vítima de abusos sexuais por parte de um religioso quando era criança e se tornou ativista para denunciar estes casos.
*Com informações da Agência Lusa

Toyota anuncia recall mundial de 6,4 milhões de veículos

quarta-feira, 9 de abril de 2014

 

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A Toyota anunciou nesta quarta-feira, 9, um recall mundial de 6,39 milhões de veículos de 27 modelos diferentes devido a cinco falhas que afetam desde sistemas de direção a assentos. A medida representa o segundo maior recall da história da empresa, a maior montadora do mundo.

Cerca de 3,5 milhões de carros serão recolhidos em todo o mundo para substituir um cabo espiral ligado ao airbag que pode ser danificado quando o volante é virado, impedindo o funcionamento do airbag em caso de acidente. Praticamente a metade desses veículos (ou 1,67 milhão), fabricados entre abril de 2004 e dezembro de 2010, foi vendida nos EUA.

‘Defeitos não causaram acidentes’

A Toyota disse que não está ciente de quaisquer acidentes ou ferimentos provocados pelos defeitos. A montadora também não disse quanto o recall custará à empresa ou se as falhas são responsabilidade de fornecedores ou do seu próprio processo de fabricação.

“Pedimos sinceras desculpas aos nossos clientes pelos transtornos e a preocupação trazidos por este anúncio de recall”, disse a empresa através de um comunicado.

Recalls de grande porte têm se tornado mais comuns nos últimos anos, um sinal de que as montadoras estão esforçando-se mais para corrigir defeitos antes que eles possam provocar acidentes graves. Em outubro de 2012, a Toyota recolheu mais de 7,4 milhões de Yaris, Corollas e outros modelos para corrigir um problema no sistema de controle de janelas automáticas que representava risco de incêndio.

Defeitos relacionados à aceleração súbita e involuntária de veículos da Toyota resultaram em um recall de milhões de veículos entre 2009 e 2001. O problema obrigou o presidente da Toyota, Akio Toyoda, a testemunhar no Congresso americano e culminou em um acordo judicial fechado há poucas semanas nos EUA, através do qual a empresa negociou o pagamento recorde de US$1,2 bilhão a clientes. Neste caso, a empresa reconheceu ter enganado consumidores sobre o problema, já que tinha detectado o defeito durante o processo de fabricação dos veículos.

Análise

As montadoras vêm adotando métodos cada vez  mais modulares de fabricação, com modelos diferentes compartilhando um número cada vez maior de componentes. A estratégia reduz o preço e aumenta a capacidade de produção das fábricas, revelando-se um caminho de sucesso para as montadoras, capazes de simplificar e ampliar a produção e reduzir o número de fornecedores. Plataformas particularmente flexíveis acabam sendo usadas em dezenas de modelos de carros, impulsionando o crescimento da indústria. Por outro lado, componentes mal-fabricados comprometem um número cada vez maior de modelos, pondo em risco mais consumidores. Montadoras enfrentam uma dificuldade muito maior para conter as consequências de seus erros.

Surto de ebola na África já deixa pelo menos 90 mortos

segunda-feira, 7 de abril de 2014

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A epidemia do vírus Ebola na África Ocidental já deixou pelo menos 90 mortos e no último domingo, 6, chegou a Gana e ao Mali.

Leia mais: Surto de ebola em Guiné mata 59 e ameaça países vizinhos

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), já foram confirmados 127 casos da doença, sendo que 90 resultaram em mortes. A cepa do vírus causador do surto tem uma taxa de letalidade de 90%.

O surto está espalhando o pânico entre moradores de regiões afetadas. Na Guiné, segundo informações da Reuters, uma multidão atacou um centro de tratamento de infectados. O local é suspeito de espalhar o vírus. Em algumas cidades do país, as pessoas evitam apertar as mãos.

O principal motivo do temor é o fato do ebola não ter cura, nem tratamentos eficazes. O atendimento aos infectados é focado no tratamento dos sintomas. Os pacientes devem permanecer em quarentena, e a morte pela doença ocorre após sofrimentos terríveis. Para evitar a contaminação, os familiares não podem ter contato com o infectado, ou com corpo do mesmo após a morte.

O padrão migratório da doença tem espantado agentes de saúde. Antes, os casos se concentravam em regiões remotas da Guiné, mas se espalharam rapidamente e chegaram à capital do país, Conacri.

A escassez de médicos na Guiné torna o cenário ainda pior. Segundo um relatório feito pela OMS e publicado pelo Banco Mundial, no país existe apenas um profissional para cada mil habitantes. A taxa é uma das menores do mundo, mais baixa que a do Afeganistão.

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As amarras por trás do silêncio do Brasil

quarta-feira, 2 de abril de 2014

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oioiO Brasil, líder regional, tem se mantido em silêncio diante da crise na Venezuela. A presidente Dilma Rousseff fez poucos comentários públicos sobre o país vizinho até agora, e o Ministério das Relações Exteriores limitou-se a reafirmar sua solidariedade com o governo de Nicolás Maduro. Não é à toa. Embora devesse assumir uma postura mais clara e dura, o Brasil tem seus motivos para adotar uma postura discreta em relação à Venezuela .

A Venezuela é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. A escassez de produtos básicos na Venezuela significa que o país precisa importar cada vez mais bens manufaturados e agrícolas brasileiros.

Uma  intervenção diplomática, se percebida negativamente pelo governo Maduro, poderia romper o comércio bilateral e remover uma importante fonte de renda para os exportadores brasileiros.

Também poderia tornar mais difícil para as empresas brasileiras receber pagamentos da Venezuela. Em março, o jornal Valor Econômico estimou que a Venezuela deve a empresas brasileiras um total de  US $ 2,5 bilhões.

Já é difícil o suficiente extrair pagamentos da Venezuela devido ao seu complicado sistema cambial. Uma ruptura nas relações diplomáticas poderia impossibilitar a quitação de dívidas.

Além disso, o atual governo brasileiro de esquerda mantém certas afinidades ideológicas com a Venezuela, e Dilma não ousaria contrariar sua base de apoio esquerdista  criticando publicamente o governo de Maduro, tendo em vista que ela está mesmo é de olho na reeleição.

Chile em estado de emergência após forte terremoto

quarta-feira, 2 de abril de 2014

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Um forte terremoto de 8,2 graus na escala Richter atingiu o litoral norte do Chile na noite desta terça-feira, 1º, causando pelo menos cinco mortes e deixando várias pessoas feridas.

tA presidente do Chile, Michelle Bachelet, declarou estado de emergência em três regiões do norte do país após o tremor. Segundo o governo, cerca de 900 mil pessoas tiveram que deixar suas casas em decorrência de um alerta de risco de maremoto em toda a costa do país. O alerta, no entanto, foi cancelado após algumas horas.

Trata-se do terremoto mais forte nos últimos dois anos no Chile. Outros sete tremores com 5,4 de magnitude foram registrados na região norte do país após o terremoto principal.

O terremoto também causou deslizamentos de terra e incêndios. Cerca de 300 mulheres aproveitaram para fugir de uma prisão na cidade de Iquique. A informação foi divulgada pelo ministro do Interior do Chile, Rodrigo Penailillo.

O Chile faz parte do chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, onde ocorrem 80% dos terremotos do mundo, sendo, portanto, um país com atividades sísmicas frequentes.

Em 2010, um terremoto de 8,8 graus na escala Richter seguido por um maremoto deixou 524 mortos e 800 mil feridos no país. Várias cidades costeiras do Chile ficaram destruídas. Na época, o prejuízo foi estimado em US$ 30 milhões.

Fonte: Opinião & Noticia

Coreias do Norte e do Sul trocam disparos

segunda-feira, 31 de março de 2014

timthumbAutoridades sul-coreanas afirmaram nesta segunda-feira, 31, que trocaram disparos com a Coreia do Norte. As mais de cem rodadas de artilharia disparadas pelo Norte seriam uma resposta à condenação da ONU aos lançamentos de foguetes por Pyongyang na última semana  e contra os exercícios militares de forças norte-americanas na Coreia do Sul.

A Coreia do Sul também acionou caças F-15 do seu lado da fronteira. “Acreditamos que os disparos marítimos do Norte são uma provocação planejada e uma tentativa de testar a determinação de nossas Forças Armadas em defender a Linha Limite do Norte e de obter uma vantagem nas relações Sul-Norte”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

Fontes:Reuters – Coreias do Norte e do Sul trocam disparos de artilharia no mar, diz Seul

Quando contas de Twitter são mais valiosas do que cartões de crédito

sexta-feira, 28 de março de 2014

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Segundo relatório divulgado pelo instituto de pesquisas RAND Corporation, contas roubadas do Twitter estão sendo mais procuradas — e se tornando mais valiosas — do que dados de cartão de crédito, no mercado negro do ciberespaço.

timthumb.phpUma conta do Twitter, segundo a pesquisa, tem um potencial de rendimento maior do que um cartão de crédito, e acaba custando mais também. De acordo com a RAND, a lógica da economia hacker funciona da seguinte forma: os dados de cartão de crédito só podem ser levantados a partir de grandes brechas de segurança. Imediatamente após uma grande brecha, os preços são elevados, porque é mais provável que os cartões estejam ativos. Mas depois de um tempo, os preços caem bastante, porque o mercado está inundado desses dados de cartões.

Uma brecha ocorrida em dezembro de 2013, que violou dados da gigante americana do varejo, a Target, culminou em dados de 40 milhões de cartões de crédito e 70 milhões de contas hackeadas. Em poucos dias, os dados dos clientes – incluindo endereços residenciais e informações de login – apareceram à venda no mercado negro. O que começou com vendas na  faixa de US$ 20/135 por conta despencou para US$ 0.75. Enquanto isso, os preços das contas de Twitter não caem tanto, embora variem de US$16 a US$325

Contas de Twitter se tornaram um bom rendimento no mercado negro, tanto porque o acesso ao Twitter muitas vezes permite acesso a outras contas e também porque uma conta real agrega valor para fazer spam, aquela publicidade automática, em massa, que todo mundo, em algum momento da vida, recebe.

Dado o número de pessoas que tendem a usar o mesmo nome de usuário e senha para diversas contas, hackear a conta de Twitter de uma pessoa  muitas vezes pode render outras informações valiosas, tais como acesso a contas bancárias online ou de e- commerce.

Vítima de abuso sexual integra comissão do Vaticano para proteção de crianças

sábado, 22 de março de 2014

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Da Agência Brasil
Edição: Denise Griesinger

Marie Collins, irlandesa vítima de abuso sexual por um padre, vai integrar a Comissão de Proteção às Crianças, órgão instituído pelo papa Francisco para combater a pedofilia, anunciou hoje (22) o Vaticano. Em comunicado, o papa revelou os primeiros oito nomes dos integrantes da comissão, anunciada em 5 de dezembro de 2013.

Além de Marie, que tem sido porta-voz na defesa dos direitos das vítimas, o grupo é formado por quatro homens e quatro mulheres, incluindo o cardeal norte-americano Sean O’Malley, que tem defendido as vítimas norte-americanas; a francesa Catherine Bonnet, especialista em psicologia e psiquiatria; a inglesa Sheila Hollins, professora de psiquiatria; o jurista italiano Claudio Papale; a ex-primeira-ministra da Polônia Hanna Suchocka; o jesuíta argentino Humberto Miguel Yáñez; e o jesuíta alemão Hans Zollner, decano da faculdade de psicologia da Universidade Gregoriana.

“O dever principal dessas pessoas será preparar o estatuto da comissão, onde estarão definidas suas funções e competências. Esse grupo ainda será integrado por outros membros, de várias partes do mundo”, diz o comunicado da Santa Sé.

A comissão terá o dever de informar a situação das crianças que sofreram abuso, sugerir medidas para serem adotadas e propor nomes de pessoas adequadas para a implantação sistemática destas novas iniciativas, incluindo laicos e religiosos que tenham experiência no contato com as vítimas e na aplicação de leis que protejam os menores de idade.

O grupo também deve instituir protocolos de segurança, códigos de conduta, o controle de antecedentes criminais e avaliações psiquiátricas para o ministério sacerdotal, além de colaborar com as autoridades civis para a identificação de possíveis crimes.

Em fevereiro, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um relatório em que acusa a Santa Sé de permitir o abuso sexual de milhares de crianças e de ser conivente com os responsáveis. Milhares de crianças foram abusadas sexualmente por padres em vários países, particularmente na Irlanda e nos Estados Unidos, principalmente, entre 1960 e 1990.

Papa Francisco é indicado a Prêmio Nobel da Paz

quarta-feira, 5 de março de 2014
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Da Agência Télam

O Papa Francisco está entre os candidatos ao Prêmio Nobel da Paz, segundo anunciou o diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad, ao apresentar a lista de 278 nomes escolhidos, informou a agência italiana Ansa.

A candidatura acontece poucos dias antes de Jorge Bergoglio completar, em 13 de março, o primeiro aniversário de seu pontificado.

A comissão do Nobel vai reduzir a lista a uma dúzia de nomes antes do final de abril e, finalmente, o escolhido será anunciado em 10 de outubro, em Oslo, na Noruega, de acordo com a Ansa.

Entre os candidatos também está o presidente russo, Vladimir Putin, que foi eleito por seu papel na crise da Síria, mas atravessa um conflito com a Ucrânia, que poderá desencadear em uma guerra na Crimeia.

Também aparece na lista Edward Snowden, ex-funcionário da CIA a serviço da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, que denunciou a existência de uma rede norte-americana de espionagem global, e hoje está refugiado na Rússia. “Tivemos um número crescente de indicações de pessoas de países que nunca antes haviam apresentado candidatura”, disse Lundestad ao anunciar, em Oslo, os indicados.

O recorde anterior foi estabelecido no ano passado, quando houve 259 candidatos, entre os quais acabou vencendo a Organização para a Proibição de Armas Químicas, premiada por seus “grandes esforços” para eliminar esses arsenais.

Recuperação de Schumacher se torna cada vez mais improvável

domingo, 2 de março de 2014

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opiniaoenoticia.com.br

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O burburinho dos repórteres já cessou em frente ao University Hospital Center, na França, onde o ex-campeão de Fórmula 1, Michael Schumacher, está internado depois de sofrer um acidente de esqui, em dezembro. Segundo sua empresária Sabine Khem, o estado de saúde do ex-piloto de Fórmula 1 está estável, mas ele continua em coma induzido. Seus médicos tentaram tirá-lo do coma artificial este mês, mas desistiram após “complicações” não detalhadas pelo hospital.

Leia Mais: Uso do capacete não reduz lesões no cérebro em acidentes de esqui

Médicos em Grenoble, a porta de entrada para os resorts de esqui mais conhecidos da França, dizem que centenas de esquiadores chegam ao hospital com contusões e ferimentos na cabeça, e que muitos permanecerão em coma por longos meses ou até anos. Quanto mais tempo permanecem nesse estado vegetativo, mais improvável se torna a sua recuperação. No caso de Schumacher, o que se sabe é cada vez mais deprimente, pelo menos quanto a suas perspectivas de conseguir uma recuperação física e mental completa, ou mesmo de escapar de comprometimentos de longo prazo.

Os ferimentos de Schumacher requisitaram duas operações em suas primeiras 36 horas no hospital, para remover coágulos de sangue no seu cérebro. Uma declaração dos médicos após a segunda operação informou que os exames revelaram outros coágulos em áreas mais profundas do cérebro não acessíveis a cirurgia. Esses coágulos profundos e inoperáveis, disseram médicos especialistas, representam a ameaça mais séria para a recuperação de Schumacher.

A família e médicos de Schumacher decidiram não dar atualizações regulares sobre seu estado de saúde, o que traz dúvidas sobre suas chances de recuperação.  Eles também pediram privacidade aos inúmeros jornalistas que se amontoavam na porta do hospital nas primeiras semanas após o acidente.

“Se eles não estão divulgando boas notícias, é porque não há nenhuma, então isso é uma notícia muito ruim, na verdade”, disse Gary Hartstein, um anestesista americano em Liège, na Bélgica, que atuou por oito anos como chefe da unidade médica da Fórmula 1, até 2012. ”Após oito semanas, se não houver nenhum sinal de que o paciente vai acordar, o que a maioria das pessoas faz é desconectar [as máquinas que o mantém vivo]“, acrescentou.

Felipe Massa, ex-colega de equipe de Schumacher, foi convidado pela família do ex-piloto a visitá-lo e conversar com ele. Massa, que sobreviveu a um ferimento grave na cabeça quando uma mola pesada de outro carro se soltou e atingiu seu capacete durante uma corrida na Hungria, em 2009, disse que passou bastante tempo com o amigo, contando histórias sobre seu carro e  sua nova equipe, a Williams. “Falei bastante e pedi para que ele acordasse várias vezes”, relatou o piloto.

 

 

Fontes: The New York Times-Two Months After Michael Schumacher’s Ski Accident, Hopes for His Recovery Dim

Mujica promulga lei que legaliza a maconha no Uruguai

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Da Agência Brasil*

Mujica TelamBrasília – O presidente uruguaio, José Pepe Mujica, promulgou a lei para a produção e a comercialização de maconha no país. O anúncio foi feito pelo vice-secretário da Presidência, Diego Cánepa. O documento, sancionado pelo Parlamento desde o dia 10 de dezembro, entrou em vigência ontem (24).

O Executivo ainda tem de apresentar a regulamentação do texto em um prazo de quatro meses, especificando os procedimentos para a aquisição de licenças de produção e comercialização e quais tipos de maconha serão permitidos no âmbito desse novo marco legal.

O diretor da Junta Nacional de Droga, Julio Calzada, informou que ainda há de se determinar procedimentos para que delimite a atividade no país. “Ao não estar ainda regulamentada, não estão dados os critérios para poder plantar”, disse Calzada.

Um dos primeiros passos a cumprir para poder cultivar e comercializar maconha é fazer um registro estatal, que ainda não foi estabelecido. De acordo com o novo marco legal, todo cidadão uruguaio maior de 18 anos registrado nesse sistema poderá cultivar maconha para uso pessoal, em clubes de consumo ou comprar em farmácias, em quantidades moderadas.

A iniciativa de Mujica recebeu críticas e apoio, tanto internos quanto internacionais. Representantes de vários setores da sociedade advertiram para os riscos e as consequências da legalização da produção, do consumo e da comercialização da erva no país.

*Com informações da TV multiestatal Telesur

Uruguai vota lei que regulamenta venda de maconha no país

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Senado do Uruguai votará nesta terça-feira, 10, um projeto de lei que regulamenta o plantio e a venda de maconha no país. O Uruguai é o primeiro país do mundo a tomar tal iniciativa.

Se aprovada, a proposta terá dez dias para ser sancionada pelo presidente José Mujica e mais 120 dias para ser implementada. Se isso acontecer, em abril do ano que vem a maconha poderá ser vendida e plantada no Uruguai.

O texto da proposta foi aprovado em julho deste ano. A proposta é de autoria da coalizão esquerdista Frente Ampla, que controla as duas Câmaras do país. O projeto de lei dá ao governo uruguaio domínio sobre o controle, a regulamentação da importação, do cultivo, da colheita, da distribuição e da comercialização da maconha.

O projeto não cria restrições para o consumo da maconha, mas determina que somente residentes maiores de 18 anos terão permissão para cultivar até seis plantas. Será necessário fazer um cadastro antes de começar o plantio.

O produto poderá ser vendido em clubes de usuários e farmácias, com limite de 40 gramas por pessoa. “Estamos regulando um mercado que já existe”, disse o secretário-geral da Junta Nacional do Uruguai, Julio Calzada. Segundo Calzada, a proposta visa impedir que o narcotráfico do país se torne uma organização de grande porte, como no Brasil e no México.

A aprovação da proposta, juntamente com a legalização do aborto e do casamento gay, faz do governo uruguaio pioneiro no reconhecimento dos direitos individuais.