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Cidades dos EUA eliminam pagamento de fiança

domingo, 3 de dezembro de 2017

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“O acusado recebeu a pontuação três, Meritíssimo.” “Antes das avaliações ele foi classificado na categoria dois.” “Na avaliação de perigo para a comunidade, a pontuação é cinco.” O réu, um homem magro, com barba, vestido com um macacão laranja e algemas nos pulsos, ouviu sua avaliação em uma escala de seis pontos ao lado do advogado.

Bem-vindo ao mundo das audiências pré-julgamento em New Jersey, que no dia 1º de janeiro foi o primeiro estado a eliminar quase por completo o uso da fiança. Em vez de critérios subjetivos, ou um valor fixo para o pagamento de fiança, os juízes agora usam um algoritmo com nove fatores de risco para avaliar se um réu é perigoso ou se tem intenção de fugir. Os que se encaixam nesse perfil são presos. Os outros aguardam o julgamento em liberdade, porém sob vigilância.

Os que apoiam a experiência de New Jersey apontam uma diminuição acentuada na população carcerária do estado, em razão da redução do número de criminosos pobres, que não representavam perigo para a comunidade, mas aguardavam julgamento na prisão por não terem dinheiro para pagar a fiança. O número de detentos nas prisões de New Jersey diminuiu 36% no período de setembro de 2015 a setembro de 2017.

Os críticos argumentam que o pré-julgamento permite que os criminosos circulem em liberdade pelas ruas, o que pode constituir uma ameaça à segurança das cidades. Mas o sistema está sendo adotado em diversos lugares dos EUA.

O Comitê de Segurança Pública da Califórnia aprovou um projeto de lei semelhante ao de New Jersey. O Conselho Municipal de Nova Orleans aprovou uma medida que proíbe o pagamento de fiança em casos de delitos leves. Connecticut limitou os casos de delitos leves que exigem o pagamento de fiança. A senadora democrata Kamala Harris, da Califórnia, e Rand Paul, um senador republicano de Kentucky, apresentaram um projeto de lei incentivando os estados a adotarem programas de avaliação de criminosos baseados em evidências. Em 2016 e 2017, Illinois, Montana, New Mexico e Alasca aprovaram medidas destinadas a reduzir o pagamento de fiança e a permitir que réus mais pobres aguardassem o julgamento em liberdade, sem o pagamento de fiança.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) processou o condado de Randolph, no Alabama, pela prisão de Kandace Edwards, uma veterana de guerra que estava grávida de sete meses, por ter falsificado um cheque de US$ 75. A polícia manteve-a na prisão, porque não tinha condições de pagar uma fiança de US$ 7,500. Um estudo sobre a população carcerária em Nova Jersey antes do projeto de reformulação do pagamento de fiança revelou que 12%, o proporcional a mais de 1.500 pessoas, estavam presas porque não podiam pagar uma fiança de US$ 2,500.

Um estudo realizado pela Fundação Arnold, que criou o sistema de avaliação pré-julgamento usado em New Jersey, mostrou que mesmo um período curto de detenção anterior ao julgamento de réus de risco baixo a moderado correspondia a taxas maiores de reincidência. A experiência de New Jersey é ousada, mas os resultados estão incentivando outros lugares a imitá-la.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Senado americano aprova reforma tributária de Trump

domingo, 3 de dezembro de 2017

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Neste sábado, 2, o Senado americano aprovou a proposta de reforma tributária defendida pelo presidente Donald Trump com 51 votos a favor e 49 contra. Este projeto representa o maior corte de impostos nos últimos 30 anos, e implica em um aumento do déficit fiscal americano.

Esta é a primeira grande vitória legislativa de Trump após a sua fracassada tentativa de mudar a lei da saúde, conhecida como Obamacare.

Agora, o Senado precisa conciliar o texto com a Câmara dos Representantes, que aprovou uma versão própria do projeto. O texto que sair dessa negociação precisa então passar por uma nova votação.

Demanda alta trava venda de maconha no Uruguai

domingo, 3 de dezembro de 2017

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País pioneiro na legalização da venda da maconha na América do Sul, o Uruguai enfrenta seu maior desafio para manter a comercialização da droga. A alta demanda e a restrição de bancos no país têm travado as vendas da erva no país, que busca formas de restabelecer o comércio.

Liberada para uso recreativo desde 2013 e com vendas iniciadas em julho deste ano, a maconha pode ser comprada em farmácias. Entretanto, a quantidade de maconha legalizada que chega aos uruguaios é reduzida. Segundo levantamento do portal de notícias G1, apenas 12 estabelecimentos no país têm autorização para manter 2 kg de maconha no estoque. Em contraponto, são mais de 15 mil pessoas cadastradas para comprar a erva, vendida em pacotes com 5 gramas, a um valor estimado em R$ 20.

Além disso, a produção da maconha no Uruguai é controlada e ocorre sob monitoramento de um técnico do governo. Dessa forma, a erva é distribuída para as farmácias de 15 em 15 dias e, devido a isso, os estabelecimentos ficam desabastecidos por dias – a maconha chega a ser totalmente vendida em apenas  algumas horas.

Nos últimos meses, o comércio legalizado da maconha também tem enfrentado um impasse com bancos internacionais que operam no país. Muitos desses bancos ameaçaram encerrar contas das farmácias que vendiam maconha, alegando que não poderiam depositar dinheiro com origem no comércio da erva, pois poderiam sofrer sanções internacionais por receber os valores.

Segundo o governo uruguaio, a situação tem ocorrido porque os bancos que funcionam no país necessitam de parceiros que sejam dos Estados Unidos, já que o país também opera com dólares. Por outro lado, a lei federal americana proíbe o sistema financeiro de ter relações com entidades que comercializam maconha e outras substâncias.

O estatal Banco República tentou contornar a situação, oferecendo seus serviços às farmácias do país, mas acabou voltando atrás para não comprometer as operações em dólar. A solução temporária encontrada pelas farmácias para não paralisar o lucrativo comércio de maconha tem sido aceitar somente pagamentos em dinheiro.

Em meio a esse impasse, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, iniciou negociações com os Estados Unidos para resolver as dificuldades do sistema financeiro e a venda de maconha legal no Uruguai. Entretanto, a iniciativa é vista com ceticismo, já que dentro dos Estados Unidos a questão da legalização da maconha está longe de ser resolvida e os estados onde a venda foi legalizada também esbarram na lei federal.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Sumiço de submarino expõe crise nas Forças Armadas da Argentina

domingo, 3 de dezembro de 2017

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Na última quinta-feira, 30, a Marinha da Argentina anunciou que descartou a ideia de encontrar viva a tripulação do submarino ARA San Juan, que no dia 15 deste mês desapareceu com 44 pessoas a bordo.

O modelo do submarino é o mais moderno dos três existentes na Marinha argentina. A tragédia iniciou um debate sobre a crise nas Forças Armadas do país. Desde o fim da ditadura militar na Argentina, em 1983, sucessivos governos reduziram os gastos militares. Eles caíram de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 1978, para menos de 1% no ano passado. A Argentina gasta uma parcela menor do PIB do que qualquer um dos seus vizinhos em suas Forças Armadas.

Do montante do PIB destinado ao setor, apenas uma pequena parcela vai para a compra de armas e equipamentos para a Marinha, Exército e Aeronáutica. O Ministério da Defesa argentino gasta cerca de 70% do seu orçamento com salários e pensões.

A austeridade muitas vezes causou problemas. Em 2013, o contratorpedeiro Santísima Trinidad ficou preso no porto; a Marinha levou três anos para conseguir retirá-lo. Em 2014, a frota de submarinos passou apenas 19 horas sob a água. Em 2015, os jatos de combate Mirage não podiam voar em dias nublados devido a problemas em seus instrumentos. Em 2018, quando a Argentina sediará a cúpula do G-20, o governo pode ter de alugar jatos de combate do Brasil.

Os argentinos especulam que a ineficiência e a corrupção contribuíram para o sumiço do San Juan. A Marinha insiste que o submarino estava em “perfeitas condições” quando partiu, mas há evidências que mostram o contrário. Em 2011, após uma revisão do San Juan, a então presidente Cristina Kirchner declarou que o submarino estava apto para “mais 30 anos de serviço”. Mas uma investigação do Ministério da Defesa, divulgada no último dia 26 de novembro, pelo jornal La Nación, sugere que o processo de licitação para o contrato de substituição de baterias continha irregularidades para favorecer certos fornecedores.

Os argentinos, agora, acreditam que as Forças Armadas do país precisam de reformas, mas não chegam a um acordo sobre a forma como ela deve ser feita. Primeiro, o país precisa decidir quais são os objetivos da política externa, argumenta Santiago Rivas da consultoria IHS Jane’s.

O aparato militar da Argentina provém da era da guerra fria e é projetado para combater ameaças que já não existem. A maioria dos especialistas em Defesa concorda que a Argentina, o oitavo país do mundo em área territorial, precisa de jatos de combate, navios e submarinos para dissuadir potenciais inimigos.

Alguns dizem que as Forças Armadas também devem lidar com o tráfico de drogas, terrorismo e pesca ilegal. Isso exigiria uma alteração na legislação. Em 2006, Néstor Kirchner, marido e antecessor de Cristina, decretou que as Forças Armadas só poderiam enfrentar “agressões externas”. O objetivo era evitar outro golpe de Estado. O atual presidente, Mauricio Macri, argumenta que a regra é muito restritiva.

A reforma nas Forças Armadas da Argentina pode exigir mais gastos do que o governo pode pagar. No momento, o país está tentando reduzir o déficit orçamentário, que foi de 4,6% do PIB no ano passado.

Coreia do Norte lançou míssil capaz de atingir os EUA, diz KCTV

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

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Em um boletim especial, a apresentadora Ri Chung-hee da emissora de TV norte-coreana KCTV anunciou nesta quarta-feira, 28, que a Coreia do Norte lançou um novo tipo de míssil balístico intercontinental, batizado de Hwasong-15, que pode atingir “todo o território dos EUA”.

De acordo com a apresentadora, o “bem-sucedido” lançamento — o primeiro desde meados de setembro — foi autorizado e testemunhado pessoalmente pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Pyongyang afirmou ainda que o míssil, que caiu nas águas do Mar do Japão, voou 950 quilômetros durante 53 minutos e alcançou uma altitude de cerca de 4.475 quilômetros. Os números estão em sintonia com os divulgados pela Coreia do Sul, EUA e Japão.

Trata-se da maior altura já atingida por um míssil norte-coreano, representando um novo e perigoso avanço no programa de armas do regime de Kim Jong-un.

Especialistas acreditam que, em um voo normal, o projétil poderia ter percorrido mais de 13 mil quilômetros, o que seria suficiente para atingir Washington ou qualquer parte continental dos EUA.

A apresentadora Ri Chung-hee ressaltou que a Coreia do Norte “fez a grande causa histórica de completar uma força nuclear do estado uma realidade”.

Em declaração à imprensa, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, afirmou que o míssil “subiu mais que qualquer outro lançamento feito anteriormente, foi um esforço de investigação e desenvolvimento de sua parte para continuar construindo mísseis balísticos que podem ameaçar todo o mundo, basicamente”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Exército dos EUA desenvolve ‘plantas espiãs’

domingo, 26 de novembro de 2017

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O exército americano está apostando nas plantas como um novo tipo de equipamento de espionagem para a próxima geração. A ideia é usar as plantas como sensores para detectar produtos químicos, agentes patogênicos, radiações e sinais eletromagnéticos e nucleares em ambientes onde outros tipos de tecnologia não seriam tão eficientes.

A iniciativa foi denominada de Programa de Tecnologia Avançada de Plantas (APT) e é comandada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA). Os pesquisadores da equipe buscam as melhores alternativas para utilizar as plantas em benefício do exército.

No próximo dia 12 de dezembro, a DARPA vai realizar o Dia dos Proponentes, em Arlington, Virgínia, onde vai ouvir pesquisadores e cientistas listarem formas como as plantas podem ser usadas, além de receber ideias sobre estímulos e modificações que devem ser testadas.

Para iniciar os trabalhos, todos os experimentos serão confinados em estufas e ambientes naturais simulados, seguindo todos os regulamentos federais. Caso as pesquisas sejam concluídas com sucesso, os trabalhos de campo serão monitorados pelo Serviço de Inspeção de Animais e Veículos Sanitários do Departamento de Agricultura dos EUA.

Anteriormente, a DARPA já tinha criado outras tecnologias utilizadas em cenário mundial pelos Estados Unidos, como os satélites e sismógrafos empregados para garantir o cumprimento do Tratado de Proibição de Teste Nuclear. Porém, dessa vez, a agência tem apostado exclusivamente nos recursos naturais.

“As plantas estão altamente sintonizadas com seus ambientes e, naturalmente, manifestam respostas fisiológicas a estímulos básicos, como luz e temperatura, mas também, em alguns casos, ao toque, produtos químicos, pragas e patógenos”, explicou o doutor Blake Bextine, gerente do programa ATP.

A modificação dos genomas das plantas permitiria que os militares controlassem todos os tipos de detecção. Ademais, já existem diferentes tecnologias para monitorar plantas, seja no solo, no ar e até mesmo no espaço.

“As técnicas emergentes de modelagem molecular podem possibilitar reprogramar essas capacidades de detecção, o que não só abrirá novos fluxos de inteligência, como também reduzirá os riscos e custos associados aos sensores tradicionais”, Bextina.

O desafio, por outro lado, é que modificações feitas anteriormente em plantas dificultaram que o organismo vivesse em seu ambiente natural. Isso porque a tensão adicionada nos recursos naturais, devido a suas novas funções, faz com que seja mais difícil competir com plantas comuns.

Fonte: Opinião&Notícia

Construtora é acusada de pagar propina de US$ 3,9 mi a ex-presidente do Peru

domingo, 26 de novembro de 2017

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Da Agência Brasil
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A construtora Camargo Correa pagou uma propina de pelo menos US$ 3,9 milhões ao ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, através de empresas no exterior do empresário israelense Josef Maiman, suposto testa de ferro do antigo governante, anunciou a Promotoria peruana. As informações são da agência de notícias EFE.

A agência acrescenta que o pagamento ilícito foi feito em troca de favorecer para a construtora na licitação do trecho 4 da Estrada Interoceânica do Sul, que atravessa o território peruano da costa do Pacífico até sua fronteira com o Brasil.

As empresas localizadas em paraísos fiscais são Trail Bridge Ltd e Warbury & Co, ambas vinculadas a Maiman. Ele colabora com a Promotoria peruana para esclarecer a rota das propinas.

A quantia recebida por Toledo nesta operação pode alcançar US$ 5,4 milhões, equivalentes a 5% do contrato para a construção da estrada, segundo publicou o jornal  La República, de Lima.

Uma Unidade Especial da Promotoria, que investiga a irregularidade, concluiu que a Camargo Correa teria utilizado o mesmo sistema de pagamento no escândalo da Petrobras, caso similar de corrupção ocorrido com a petrolífera brasileira.

Empresas de operadores participaram da ação

Para realizar os pagamentos ilícitos, a construtora supostamente recorreu a Julio Gerin de Almeida Camargo para atuar como intermediário, e isso, por sua vez, para as empresas dos operadores “Jorge e Raul Davies”, do Grupo Davies.

Por conta desses indícios, a promotoria ampliou a investigação que segue Toledo no caso Camargo Correa, para acusá-lo de crime de lavagem de dinheiro, que se soma ao de colusão (acerto entre partes para enganar e prejudicar terceiros).

Na mesma investigação, também estão acusados Sergio Bravo Orellana, Alberto Pascó-Font Quevedo, John Barclay Méndez e Marcos de Moura Wanderley.

Sobre Toledo, existe desde fevereiro um mandado de prisão internacional pelo caso Odebrecht, outra construtora que supostamente pagou propinas no valor de US$ 20 milhões para vencer a licitação de outros trechos da Interoceânica do Sul. O ex-presidente peruano est

Paciência estratégica com Coreia do Norte acabou, diz Trump

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Em sua primeira visita oficial ao Japão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o tempo de “paciência estratégica” com a Coreia do Norte acabou e que a partir de agora adotará uma postura agressiva contra o regime de Kim Jong-un. A afirmação foi feita nesta segunda-feira, 6, em uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

“O programa norte-coreano é uma ameaça para o mundo civilizado e para a paz e a estabilidade internacionais. A era da paciência estratégica terminou”, alertou Trump, em Tóquio. Desde que assumiu a presidência no início do ano, Trump tem advertido que poderia considerar uma ação militar para frear o avanço do programa nuclear norte-coreano.

As declarações de Trump ganharam apoio do primeiro-ministro japonês, que vem sendo pressionado após mísseis norte-coreanos sobrevoarem o país nos últimos dois meses e tem adotado um discurso mais firme contra Pyongyang. “Respaldamos a política de Trump de manter todas as opções sobre a mesa” afirmou Abe garantindo que seu país abaterá os mísseis norte-coreanos se for necessário. “Em tais casos, o Japão e os Estados Unidos manterão uma estreita cooperação”.

O presidente americano chegou ao país no último domingo, 5, e visitou a base aérea de Yokota. Lá, ele deu um recado ao líder norte-coreano: “Nenhum ditador, nenhum regime deve subestimar a determinação dos EUA”.

Apesar das declarações fortes, Trump chegou a afirmar em uma entrevista a uma emissora de televisão, que já estava gravada e foi exibida no domingo, que estaria aberto ao dialogo com Kim Jong-un. “Estaria disposto a fazê-lo, mas vamos esperar para ver o rumo que isso toma, penso que é ainda muito cedo para uma reunião com Kim”, disse Trump, ao programa “Full Measure”.

A visita de Trump ao Japão é a primeira escala de uma viagem de 12 dias pela Ásia, afetada pela crise na Península Coreana. Em seguida, o presidente americano visitará a Coreia do Sul, China, Vietnam e Filipinas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Fatos inexplorados da história da Bulgária

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

BulgariaTragédias e erros espalham-se pelas fronteiras da Europa. Mas na região montanhosa no sudeste do continente, onde a Cortina de Ferro separou a Bulgária comunista da Grécia capitalista e da Turquia, esses traumas são mais acentuados. A região ainda é perseguida pelas lembranças dessa divisão, e por reinos, povos e guerras desaparecidos. O livro pungente, erudito e espirituoso de Kapka Kassabova, Border: a journey to the edge of Europe, relata fatos inexplorados da história desse país dos Bálcãs.

O tema central do livro é fronteiras. Linhas no mapa desenhadas e policiadas pelos poderosos, que protegem determinados interesses e, ao mesmo tempo, dividem outros. “Uma fronteira ativamente policiada é sempre agressiva”, escreveu a autora. “É onde o poder adquire um corpo, ou um rosto humano, e uma ideologia.”

A era pós-comunista trouxe novos problemas: corrupção, disputas nacionalistas mesquinhas e degradação ambiental. O livro de Kassabova cita com desprezo as pessoas de caráter duvidoso, os valentões pagos para amedrontar os mais fracos e políticos distantes, cuja avareza e negligência causaram tantos danos e infelicidade.

Ela inspirou-se em escrever o livro depois de testemunhar o “nivelamento grosseiro” de seu lar adotivo nas Terras Altas da Escócia e, mais tarde, ao ajudar os búlgaros a limpar uma área após uma inundação causada pela exploração madeireira ilegal e o roubo de areia. “Algo precisa ser feito. Embora não more mais na Bulgária ainda acredito na justiça.”

Kassabova tem um talento especial para descrever mitos fantásticos locais, como faróis de civilizações extraterrestres, misteriosas bolas de fogo, pirâmides perdidas e um local secreto guardado por víboras uzbeques especialmente criadas. O primeiro relato da região foi feito por Heródoto no século V a.C.  A autora carrega com entusiasmo a tocha do primeiro historiador do mundo. Sua escrita também tem ecos da caminhada épica de Patrick Leigh Fermor pelos Bálcãs antes da guerra.  Mas seu estilo irônico e conciso não tem a autoindulgência da narrativa de Fermor, o que lhe dá mais vigor.

Fonte: Opinião&Notícia

O último discurso de Obama como presidente

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

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obamafinal-e1452705294850Em seu último discurso do Estado da União, o presidente americano Barack Obama falou sobre esperança e otimismo, e chegou a dizer que acredita que o país vai encontrar a cura para o câncer e controlar o HIV/aids e a malária.

O presidente falou sobre as conquistas de seu governo, como a recuperação econômica e a criação de mais de 14 milhões de empregos, além de citar a reaproximação com Cuba e as melhorias na Colômbia. Na parte econômica, fez fortes críticas a Wall Street.

Ele disse que os americanos precisam resistir à estigmatização dos muçulmanos em tempos de ameaça do Estado Islâmico, dando uma alfinetada no pré-candidato republicano Donald Trump.

No quesito segurança nacional, Obama voltou a prometer que vai acabar com o Estado Islâmico e buscar “soluções definitivas” para o Oriente Médio.

Além disso, o presidente falou sobre a influência dos Estados Unidos no âmbito internacional.  “Pesquisas mostram que nossa posição em todo o mundo é maior do que quando fui eleito para este cargo, e quando se trata de todas as questões internacionais importantes, as pessoas do mundo não olham para Pequim ou Moscou, elas nos chamam”, disse.

O fim de seu discurso foi marcado por uma mensagem de esperança, citando Martin Luther King. “Mas posso prometer que um ano a partir de agora, quando já não ocupar este cargo, eu estarei na rua com você, como um cidadão ‘inspirado por essas vozes da equidade e da visão, de coragem e bom humor e gentileza que têm ajudado os EUA a ir tão longe. Vozes que nos ajudam a ver a nós mesmos não em primeiro lugar como preto ou branco, ou asiático ou latino, não como gay ou hétero, imigrantes ou nativos; não como democratas ou republicanos, mas como americanos primeiro, vinculados por um credo comum’.”

Na plateia estavam refugiados sírios, os dois jovens americanos que evitaram um ataque terrorista em um trem na França e o casal que garantiu o casamento gay na Suprema Corte. O simbolismo também foi utilizado, afinal de contas, uma cadeira foi deixada vazia em nome das vítimas de armas de fogo, reforçando a luta de Obama pelo controle de armas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Volkswagen perde quase 1,7 bilhão de euros no terceiro trimestre

quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Da Agência Lusa

A Volkswagen, primeira fabricante automobilística da Europa, registou uma perda líquida de quase 1,7 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2015 devido às provisões feitas na sequência do escândalo da manipulação das emissões dos gases poluentes.

O resultado negativo do grupo alemão compara a queda aos lucros de 2,9 bilhões de euros alcançados no mesmo período de 2014.

Os resultados do terceiro trimestre coincidem com o escândalo de manipulação de emissões de gases poluentes, que foi tornado público no passado mês de setembro.

A Volkswagen informou hoje que o lucro líquido caiu 54,1%, entre janeiro e setembro, para os 3,9 bilhões de euros, em comparação com o mesmo período de 2014.

Trump diz que, se for eleito, expulsará refugiados sírios

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

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‘Se eu perco, suponho que ficarão. Mas se eu ganhar, eles voltarão para casa’, disse Trump durante um comício

Em mais uma declaração polêmica, o pré-candidato à presidência dos EUA Donald Trump afirmou que, se for eleito, enviará os refugiados sírios de volta para seu país de origem.

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“Se eu perco, suponho que ficarão. Mas se eu ganhar, eles voltarão para casa”, disse Trump durante um comício realizado na cidade de Keene, em New Hampshire.

Trump argumenta que pode haver terroristas entre os refugiados. “Eles podem ser integrantes do Estado Islâmico. Não sei. Vocês já viram uma imigração como essa? São todos homens, e todos parecem fortes. Há muitos homens, mais que mulheres. E me pergunto: por que não estão lutando para salvar a Síria? Por que estão emigrando para toda Europa?”, questionou o pré-candidato à presidência norte-americana.

O pré-candidato pelo Partido Republicano disse ainda que há uma possibilidade de que os refugiados sejam um “exército terrorista disfarçado”. “As táticas militares são muito interessantes. Este poderia ser um dos maiores estratagemas de todos os tempos. Um exército de 200 mil homens, talvez. É uma possibilidade. Não sei se é assim, mas seria possível”, afirmou Trump.

O secretário norte-americano de Estado, John Kerry, afirmou recentemente que os EUA devem receber um total de 85 mil refugiados em 2016, incluindo 10 mil sírios.

Financial Times aponta o Brasil como paciente em estado terminal

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

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Do Congresso em Foco
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financialtimes1Para o jornal britânico Financial Times, a economia do Brasil virou uma “bagunça”, o sistema político brasileiro apodreceu e a eventual saída da presidente Dilma “só resultaria num político medíocre substituído por outro”. As críticas foram feitas em editorial publicado pelo jornal nesse domingo (13) intitulado “A terrível queda do Brasil do êxtase econômico”. “Se o Brasil fosse um paciente, os médicos o diagnosticariam como em estado terminal. Os rins não funcionam mais, e o coração vai parar em breve”, afirma o texto, atribuindo a comparação a um senador petista que pediu para não ser identificado.

De acordo com o editorial, o Brasil enfrenta o “começo de um estresse econômico extremo”, marcado pelo encolhimento da economia em 3% este ano e 2% em 2016. A publicação destaca que as finanças públicas “estão em desordem”, que o endividamento público voltou a crescer e que o país teve sua nota de crédito rebaixada pela agência Standard & Poor’s na semana passada.

Veja o editorial (em inglês)

Segundo o jornal, o rebaixamento não foi provocado exatamente pela crise na economia brasileira, mas pelo agravamento da crise política. “Dilma Rousseff, a presidente, não é amada por seu próprio partido, e sofre forte rejeição: ela é o presidente mais impopular da história do Brasil. Por isso, é quase impossível para ela responder adequadamente aos problemas econômicos. Especialmente com o Congresso mais preocupado em salvar a própria pele de uma investigação de corrupção que desviou US$ 2 bilhões da estatal de petróleo, a Petrobras.”

A eventual saída de Dilma, no entanto, não resolveria a crise, avalia o Financial Times, ao apontar a mediocridade como característica que une a presidente e sua linha sucessória, composta pelo vice-presidente Michel Temer e pelos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

De acordo com o jornal britânico, a solução passa por uma ampla renovação política no país, o que dificilmente ocorrerá antes de 2018, ano das próximas eleições gerais. Para o Financial Times, a situação do país ainda pode piorar. “Se outra agência de rating seguir a decisão da S&P, muitos investidores estrangeiros terão de vender suas aplicações no Brasil, tornando as coisas piores”.

Apesar das críticas, o jornal se posiciona contra um eventual afastamento de Dilma da Presidência. “A impopularidade de Rousseff é razão insuficiente para tirá-la do cargo: se fosse suficiente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que estabeleceu as bases da estabilidade econômica desperdiçada agora pelo Brasil, não teria durado em seu segundo mandato”, ressalta.

O editorial também defende a permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, elogiado por tentar cortar o inchaço no setor público brasileiro. O problema, observa o jornal, é que Levy “tem sido minado por outros que acreditam erroneamente que o Brasil pode voltar a gastar para escapar de seus problemas”. Para a publicação britânica, a saída de Levy, cogitada nas últimas semanas nos bastidores, terá efeito nocivo para o Brasil. “Os investidores adotarão uma visão sombria da capacidade do governo de endireitar as contas públicas.”

Elizabeth II é a rainha a ocupar por mais tempo o trono britânico

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

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Giselle Garcia – Correspondente da Agência Brasil/EBC
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queen_elizabeth_site_oficial_01Quando a jovem Elizabeth assumiu o trono britânico em 1952, com a morte de seu pai, o rei Jorge VI, ninguém imaginava que ela se tornaria um símbolo de estabilidade em mais de meio século de mudanças econômicas e sociais. Nesta quarta-feira (9), ela supera a marca de sua tataravó, a rainha Vitória, que ficou no poder por 63 anos, sete meses e dois dias.

Não vai haver festa oficial para celebrar o recorde, mas eventos foram preparados em homenagem à monarca. No Palácio de Kensington, em Londres, onde nasceu a rainha Vitória, uma exposição de fotos e vídeos foi aberta ao público, relembrando fatos marcantes na vida de Elizabeth e de sua tataravó. A curadora, Deirdre Murphy, acha que a grande similaridade entre as duas líderes é que elas “foram fontes incríveis de força e estabilidade em momentos de grandes mudanças”.

Elizabeth exibe bons índices de popularidade e, mesmo prestes a completar 90 anos, não dá sinais de que pretende abdicar do posto. O historiador e escritor inglês Hugo Vickers afirma que ela não tem motivos para renunciar ao trono e que é muito querida pelo povo britânico.

A rainha estava no poder durante a Guerra Fria e também quando a Grã-Bretanha se juntou à União Europeia, em 1973. Nos atentados terroristas em Londres, que chocaram a nação em 2005, expressou seu pesar ao povo britânico ao visitar pessoalmente os feridos. Embora alguns analistas questionem o legado de Elizabeth, Vickers acha que ela sempre teve uma visão muito clara de seu papel como monarca e grande capacidade de conciliação. “Elizabeth, a conciliadora, seria um bom adjetivo, pois é isso que ela tem feito ao longo de seu reinado”.

Mesmo convivendo com 12 primeiros-ministros, entre eles Winston Churchil e Margaret Tatcher, a rainha evitou interferir na política britânica. Quando a Escócia esteve prestes a deixar a Grã-Bretanha por meio de um referendo, no ano passado, ela pediu que os cidadãos pensassem bem antes de votar. Na década de 90, o fim dos casamentos de seus três filhos e a morte da princesa Diana foram momentos difíceis, que levaram ao enfraquecimento da monarquia na Grã-Bretanha. Apesar disso, a família real e, principalmente, a figura da rainha, vivem hoje nova era de popularidade.

No ano passado, Elizabeth inaugurou uma conta no Twitter, que já tem mais de 1,2 milhão de seguidores. O ex-secretário de comunicação da rainha Simon Lewis acha que uma das lições aprendidas pela monarquia na Grã-Bretanha é que, para sobreviver, é preciso acompanhar as mudanças que estão ocorrendo na sociedade. “O crédito por esse novo momento deve ser atribuído, em sua maioria, à rainha Elizabeth”, observa.

Na América Latina, uma em cada cinco pessoas mora em favela

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

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timthuUm relatório divulgado nesta segunda-feira, 17, alerta para a crescente expansão das favelas urbanas na América Latina. Segundo o documento, o aumento é fruto das ineficientes políticas públicas de habitação dos governos locais.

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O documento foi elaborado a pedido da agência Reuters, e analisou as políticas de habitação de 11 países da região, entre eles Brasil, México, Chile, Colômbia e Argentina. Segundo ele, a América Latina tem 113 milhões de pessoas vivendo em favelas urbanas, o que corresponde a uma em cada cinco pessoas do continente.

“As políticas de habitação dos Estados, mesmo as presentes nas constituições locais, não estão sendo capazes de suprir o aumento da população urbana”, diz o texto.

Segundo o relatório, atualmente, 80% da população latino-americana (600 milhões de pessoas) vive nas cidades. O percentual é mais alto do que qualquer outra região do mundo e é reflexo das migrações em massa das áreas rurais para as cidades ocorridas no continente na década de 1950.

Um dos pontos do documento afirma que o direito à moradia consta na maioria das constituições latino-americanas. Porém, um grande abismo social impede que famílias de baixa renda tenham acesso a condições decentes de habitação e financiamento imobiliário.

Como resultado, comunidades pobres, com casas amontoadas feitas com materiais precários e em péssimas condições se tornaram comuns nas cidades do continente. “O mercado imobiliário não está sendo capaz de atender às necessidades das populações marginalizadas nesses tipos de assentamentos, o que gerou exclusão social e segregação entre ricos e pobres”, diz o relatório.

O texto lembra ainda uma recente estimativa feita da ONU que diz que o continente precisa construir cerca de 50 milhões de casas para solucionar o déficit habitacional da região.

No caso do Brasil, um estudo feito em outubro de 2014, pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que para zerar o déficit habitacional do país será preciso um investimento de R$ 760 bilhões até 2024, o que equivale a R$ 76 bilhões por ano.

Previsões apontam para uma nova ordem mundial a partir de 2050

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

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timthO número de pessoas aumentará de 7,3 bilhões para 9,7 bilhões em 2050, segundo recentes previsões demográficas das Nações Unidas (ONU), 100 milhões a mais do que as estimativas do último relatório da ONU publicado há dois anos. A África, onde a população deverá atingir 2,5 bilhões, o dobro do número atual, é responsável por mais da metade desse crescimento. A população da Nigéria aumentará para 413 milhões, superando os Estados Unidos como o terceiro país mais populoso do mundo. O Congo e a Etiópia terão, respectivamente, mais de 195 milhões e 188 milhões de habitantes, mais do que o dobro do número atual.

Leia também: Índia terá a maior população do mundo seis anos antes do esperado, diz ONU

A Índia ultrapassará a China como o país mais populoso do mundo em 2022, seis anos antes do que havia sido previsto. A população da China atingirá 1,4 bilhão em 2028; segundo estimativas, 40 anos mais tarde a população da Índia será de 1,75 bilhão. As mudanças nas taxas de fecundidade dificultam fazer previsões de longo prazo, mas em 2100 a população mundial será superior a 11,2 bilhões de pessoas.

Será também uma população bem mais idosa do que a atual. A idade média de 30 anos aumentará para 36 em 2050 e 42 em 2100, a idade média atual dos europeus. Hoje, um quarto das pessoas na Europa tem 60 anos ou mais; em 2050 o número estimado de 32 milhões de mortes superará o de nascimentos. A ONU adverte que só a migração evitará que a população da Europa diminua ainda mais.

Um papa com influência muito além da religião

segunda-feira, 13 de julho de 2015

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timthuDesde 2013, quando assumiu o mais alto cargo da Igreja Católica, o Papa Francisco vem gerando diversas polêmicas por tocar em assuntos delicados e por dizer coisas que não eram bem vistas pela instituição. Além dos temas tradicionalmente associados à religião, o Papa Francisco fala sobre política, meio ambiente e tabus morais. Durante visita a Bolívia, na última quinta-feira, 9, ele tomou chá de coca e pediu desculpas pela cumplicidade da Igreja Católica na opressão da América Latina durante a era colonial.

Leia também: Papa cai no meio de conflito na América do Sul

“Eu digo isso com pesar: muitos pecados graves foram cometidos contra os nativos da América em nome de Deus”, disse. “Eu, humildemente peço perdão, não só pela ofensa da igreja por si só, mas também pelos crimes cometidos contra os nativos durante a chamada conquista da América”, acrescentou.

Francisco é o primeiro papa latino-americano, e seu pedido de desculpas vem no momento em que ele tenta posicionar a igreja como um refúgio, além de defender os pobres e os desfavorecidos de seu continente nativo. Em 2000, João Paulo II fez um pedido de desculpas generalizado em nome do Vaticano, pedindo perdão para os judeus, as populações étnicas em diferentes continentes e outros grupos. A desculpa de Francisco, por sua vez, foi específica, além de ter sido feita em solo boliviano.

Casos de pedofilia

Em junho, o papa criou novos tribunais para julgar a negligência de bispos em casos de abuso sexual. Aqueles que fossem acusados de acobertar ou de falhar ao prevenir abuso sexual de crianças estariam sujeitos ao novo tribunal do Vaticano. Apesar de a  igreja já ter procedimentos jurídicos para julgar padres acusados de abuso, a maioria dos bispos acusados de negligência ou encobrimentos nunca foi responsabilizada. Segundo o plano de Francisco, as denúncias serão investigadas pela primeira vez pelas congregações a que os bispos pertencem. Em seguida, eles serão julgados pela Congregação para a Doutrina da Fé, que já analisa todos os casos de sacerdotes acusados de abusar de menores.

Segundo o Guardian, no próximo sábado, 11, o primeiro representante de alto escalão da igreja acusado de pedofilia vai enfrentar este novo tribunal, em um teste sem precedentes do compromisso de Francisco de combater o legado da igreja em relação à violência sexual contra crianças. O julgamento do ex-núncio Józef Wesołowski, da Polônia, marca a primeira vez que a igreja usa o sistema de justiça criminal, posto em prática pelo pontífice argentino para lidar com casos de má conduta clerical. Alegações de que Wesołowski pagou jovens garotos por atos sexuais enquanto ele era o principal diplomata do Vaticano na República Dominicana abalou a Santa Sé quando a história veio à tona há dois anos.

Meio ambiente

O papa também foi responsável pela primeira encíclica (uma carta de ensinamento aos católicos) da igreja em prol do meio ambiente. Encíclicas costumavam ser cartas aos bispos, mas se tornaram missivas para todos os católicos. A última, no entanto, parece abordar a humanidade em geral. Embora a encíclica cite muitas das ideias verdes da igreja, ela evita falas teológicas sobre o pecado e usa fontes não religiosas.

Reaproximação histórica

A reaproximação entre dois inimigos históricos, Estados Unidos e Cuba, também contou com um empurrão do papa. Em um discurso, o presidente americano Barack Obama chegou a agradecer ao papa por estimular as conversas entre os dois governos, que no próximo dia 20, vão abrir suas embaixadas.

Ciência

Em outubro de 2014, o Papa Francisco declarou acreditar nas teorias da evolução e do Big Bang. “A teoria do Big Bang não contradiz a intervenção do criador divino, mas sim o exige”, afirmou. Ainda de acordo com Francisco, “a evolução na natureza não é incompatível com a noção de criação, pois a evolução exige a criação de seres que evoluem”. A afirmação foi inusitada, já que por muitos séculos a Igreja Católica ostentou uma reputação “anti-ciência”.

Trégua em prol da paz

Em junho de 2014, Mahmoud Abbas, presidente da Palestina, e Shimon Peres, ex-presidente de Israel (que na época, ainda exercia seu mandato) se reuniram com o papa, atendendo ao pedido feito por ele, para orar pela paz no Oriente Médio. O encontro sem precedentes aconteceu nos jardins do Vaticano, considerado um local neutro por ser ao ar livre e não ter imagens nem símbolos religiosos. A cerimônia foi dividida em três atos, em cada um deles foram feitas orações judaicas, cristãs e muçulmanas.

Tabus da igreja

Em setembro de 2013, em sua primeira entrevista após completar seis meses de papado, Francisco declarou que a Igreja se tornou obcecada com a pregação contra o aborto, o casamento gay e os anticoncepcionais. Falando de maneira franca, Francisco disse que a Igreja Católica deve ser uma “casa para todos” e não uma “pequena capela” focada na doutrina, na ortodoxia e em uma agenda limitada de ensinamentos morais.

Em julho de 2013, no voo de volta a Roma, o Papa Francisco concedeu uma longa entrevista a jornalistas a bordo e declarou que os homossexuais devem ser integrados à sociedade e não marginalizados. “Se a pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la?”, declarou.

 

FBI investigará as copas do Mundo realizadas na África do Sul e no Brasil

quarta-feira, 27 de maio de 2015

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Da Agência Brasil
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04770592O FBI – a Polícia Federal dos Estados Unidos – investiga um esquema de suborno sobre as escolhas das Copas do Mundo realizadas na África do Sul, em 2010, e a do Brasil, em 2014. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, não deu detalhes sobre a escolha do Brasil como sede, mas disse que as investigações apontam o pagamento de suborno e de propina em negociações de grandes campeonatos nos últimos 24 anos. Os valores ultrapassam US$ 150 milhões.

“Em 2004, começou a campanha para a escolha da sede do Mundial de 2010, que acabou por ser atribuído à África do Sul, a primeira vez que o continente africano acolhia o torneio. Até para este evento histórico, dirigentes da Fifa e outros corromperam todo o processo recorrendo a subornos para influenciar a escolha do anfitrião”, denunciou Loretta Lynch.

Sobre a Copa de 2010, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que investiga 25 oficiais da Fifa e um funcionário do comitê da Copa do Mundo da África do Sul. Também estão sendo investigadas pessoas e entidades de outros países que participaram nas negociações deste Mundial e de outros.

Em tom mais agressivo, Richard Weber, diretor do Internal Revenue Service (IRS), equivalente à Receita Federal dos Estados Unidos, definiu o torneio da Copa do Mundo como “fraude” e disse que a Fifa “levou cartão vermelho”.

Nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da Fifa foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acusados de conspiração e corrupção desde 1991.

O brasileiro José Maria Marin está entre os detidos na Suíça por corrupção na Fifa

O brasileiro José Maria Marin está entre os detidos na Suíça por corrupção na Fifa

Entre os acusados estão Jack Warner, antigo presidente da Confederação Norte-Americana de Futebol (Concacaf); dois vice-presidentes da Fifa; o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman, assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Os outros dirigentes indiciados são o brasileiro José Maria Marín, o costa-riquenho Eduardo Li, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Cayman.

>> Acompanhe aqui a cobertura da Agência Brasil sobre a investigação na Fifa

ONU pede clemência para brasileiro na Indonésia

sábado, 25 de abril de 2015

Dilma e Obama debaterão termos de cooperação em reunião marcada para junho

segunda-feira, 13 de abril de 2015
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Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil
 
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952356-18032015-_tng9743A reunião entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente norte-americano Barack Obama, marcada para 30 de junho e anunciada na Cúpula das Américas, no Panamá, estabeleceu uma série de discussões bilaterais entre os países, disse hoje (13) a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde (foto).

Entre os temas prioritários a serem tratados antes do encontro dos presidentes estão projetos nas áreas comerciais, de energia, de ciência e tecnologia, além da cooperação em defesa do meio ambiente. “Não vamos começar do zero, mas ampliar o que temos”, destacou a embaixadora, durante a posse do novo presidente da Câmara de Comércio Americana (Amcham), no Rio de Janeiro.

Ao comentar a retomada da agenda conjunta entre os países, depois do caso de espionagem que afetou as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, a embaixadora reforçou os pedidos dos empresários americanos para que o Brasil sinalize com a redução da burocracia e garanta previsibilidade para atrair negócios.

“Empresas americanas querem fazer investimentos aqui no país, no mesmo momento em que o Brasil precisa de mais crescimento. Então, os dois podem se beneficiar”, disse Liliana Ayalde.

O novo presidente da Amcham, Rafael Sampaio da Motta, comemorou a aproximação entre Dilma e Obama e já solicitou uma reunião com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Com a queda dos preços do barril de petróleo e do gás no mercado internacional, Sampaio vê oportunidades nos setores de infraestrutura e logística, transporte e na indústria criativa.

Na parte ambiental, a embaixadora americana disse que pautará as conversas entre os países, nas propostas para a Conferência do Clima, no fim do ano, em Paris. Na ocasião, as Nações Unidas devem promover o encontro entre as nações para firmar um pacto que possibilite o enfrentamento dos impactos das transformações no clima.

“Os nossos países têm passado por problemas de água, eletricidade e queremos compartilhar algumas experiências sobre energia renovável mais eficiente”, afirmou Rafael Motta.

Hillary Clinton deve anunciar sua candidatura à presidência nas próximas semanas

terça-feira, 7 de abril de 2015

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timthuHillary Clinton deverá anunciar sua candidatura à Casa Branca para as eleições de 2016 em duas semanas. O anúncio deve ser feito em um vídeo publicado nas redes sociais, de acordo com a agência de notícias Associated Press e a rede de televisão CNN.

A data oficial do anúncio ainda não foi definida, mas deverá acontecer antes do começo da campanha em Iowa e New Hampshire, onde serão realizadas as primeiras eleições primárias.

A equipe de imprensa da pré-candidata democrata já está definida. Esta equipe terá o desafio de melhorar a relação de Hillary com os jornalistas. Afinal, ela já foi rude com a imprensa em outras ocasiões.

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama americana  é a grande favorita à candidatura democrata em 2016 desde a reeleição de  Barack Obama, em 2012. Além dela, só o governador de Maryland, Martin O’Malley, manifestou interesse até o momento para concorrer ao cargo na chapa democrata no ano que vem.

Dilma silencia a voz do Brasil no cenário mundial

terça-feira, 24 de março de 2015

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timthDilma Rousseff tem sido uma presidente inexpressiva em questões domésticas e, talvez o que é mais decepcionante, no cenário mundial também. Enquanto as outras três grandes economias emergentes, China, Rússia e Índia, estão avançando políticas externas de peso, sob a batuta de Dilma, a voz do Brasil na arena internacional mal registra um sussurro.

Enquanto milhões de brasileiros continuarem a ir às ruas para criticar a liderança de Dilma, alguns até pedindo o seu impeachment, a presidente, muito provavelmente, voltará suas energias para o enfrentamento dessa crise política.

Embora resgatar a confiança dos eleitores seja, sem dúvida, uma tarefa difícil, Dilma seria mais sensata se olhasse um pouco mais para fora, para ajudar a fortalecer a economia do país.

Relação com os EUA

Um primeiro passo seria fazer com que o relacionamento do Brasil com os Estados Unidos voltasse a um patamar saudável. As autoridades americanas viam Dilma como uma promessa significativa durante seus primeiros anos de mandato. Consideravam-na uma líder mais pragmática do que seu antecessor e mentor, Lula, um dos ícones da esquerda latino-americana.

Mas as negociações para a expansão do comércio e do envolvimento diplomático foram frustradas no final de 2013, quando documentos da Agência de Segurança Nacional, vazados por Edward Snowden, revelaram que Dilma estava entre os alvos da vigilância americana. Ela denunciou a coleta massiva de dados globais da agência de espionagem como uma “violação do direito internacional”, cancelou uma visita de estado a Washington e desistiu na última hora de fechar um acordo de US $ 4,5 bilhões para comprar caças da Boeing.

Este ano, os governos Dilma e Obama manifestaram interesse em aprofundar a relação em áreas de interesse mútuo, que incluem comércio, política ambiental e o futuro da turbulenta Venezuela.

Dilma, ex-guerrilheira marxista, não vai se tornar uma aliada americana da noite para o dia, e há muitas áreas em que os dois governos irão continuar a concordar em discordar. O Brasil, por exemplo, tem sido crítico do uso da força militar norte-americana no exterior e, no passado, usou sua influência diplomática para fortalecer as instituições multilaterais que atuam como um contrapeso a Washington.

No entanto, o Brasil pode desempenhar um papel central em dois países latino-americanos que são de importância crescente para os Estados Unidos.

Gigante regional

Na Venezuela, o Brasil pode ser o ator externo mais influente, mediando o confronto entre o governo do presidente Nicolás Maduro e a oposição, cujos líderes tem sido presos por Maduro. Lula, um político carismático que se deleitava em avançar acordos diplomáticos, muitas vezes usava sua influência sobre o predecessor de Maduro, Hugo Chávez.

Em Cuba, o Brasil pode desempenhar um papel construtivo na evolução econômica e política da ilha agora que a era Castro se aproxima do fim. O Brasil já investiu em um enorme porto novo que poderia ajudar a ressuscitar a anêmica economia cubana.

Como líder de esquerda, Dilma tem sido previsivelmente simpática com os líderes autoritários de ambas as nações. Como ex-prisioneira política que sofreu tortura durante uma época de repressão no Brasil, ela poderia fazer muito mais para defender a causa dos que lutam pelos valores democráticos e pelos tipos de movimentos sociais que permitiram sua ascensão ao poder.

Pesquisadores explicam geleira que ‘sangra’ na Antártida

segunda-feira, 23 de março de 2015

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timtAs chamadas Cachoeiras de Sangue da Antártida intrigam cientistas de todo o mundo desde que foram descobertas, em 1911.

Porém, uma equipe de cientistas americanos conseguiu desvendar o mistério. O que jorra das cachoeiras, que têm a altura de um prédio de cinco andares, não é sangue, mas sim água rica em ferro. O líquido é originário da antiga água do mar, presa sob o gelo há 2 milhões de anos.

A descoberta foi feita durante um estudo da Universidade de Estocolmo, Suécia. O estudo teve início em 2004, quando os pesquisadores coletaram amostras da vida microbiana nas águas das cataratas.

A equipe, liderada pelo microbiologista Jill Muckuki, colheu amostras de uma veia profunda das cachoeiras. Para isso, foi usado um aparato chamado IceMole, uma comprida caixa retangular de metal com uma cabeça de cobre que derrete o gele à medida que é enterrada nele.

Os pesquisadores estão coletando mais amostras para analisar o conteúdo químico e a vida microbiana presente nas Cachoeiras de Sangue. O estudo foi publicado no periódico científico The Antartic Sun.

NYT: Com Dilma, voz do Brasil perante o mundo virou sussurro

segunda-feira, 23 de março de 2015

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Do Contas Abertas
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alx_presidente_dilma-20150316-33_originalO jornal ‘The New York Times’ dedicou um editorial ao Brasil neste sábado. As razões, como têm sido de praxe de uns tempos para cá, não são as melhores. O NYT detalha a frustração dos brasileiros e de líderes estrangeiros com o governo Dilma desde sua primeira eleição, em 2011. Segundo o jornal, a expectativa de que a presidente tivesse uma postura de tecnocrata e pragmática, alçando o país a outro patamar de desenvolvimento econômico, não se concretizou. “A Sra. Rousseff desempenhou uma liderança aquém do esperado em assuntos internos e talvez mais frustrante ainda no cenário internacional. Enquanto as três outras grandes economias emergentes, China, Rússia e Índia, têm forte viés de política externa, sob o olhar da Sra. Rousseff a voz do Brasil no cenário internacional raramente supera um sussurro”, afirma.

Leia também:Dilma Rousseff: ‘Não vou fazer reforma ministerial’

Dilma reaparece e pede trégua: ‘Vamos brigar depois’

O jornal sugere que Dilma deveria não apenas tentar recuperar a confiança dos brasileiros e solucionar a crise política no país, como também mirar o setor externo, em especial sua relação com os Estados Unidos. “Um primeiro movimento seria colocar as relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos de volta nos eixos”, aponta o editorial, ao citar que as relações sofreram um baque depois que documentos vazados da NSA por Edward Snowden mostravam que Dilma era um dos alvos de espionagem.

O NYT enaltece as recentes conversas entre a presidente e membros do alto escalão da Casa Branca em direção a uma aproximação, mas reconhece que ela não ocorrerá do dia pra noite. Segundo o editorial, contudo, é de extrema importância que as conversas se concretizem, já que o Brasil pode ter papel central na solução de questões envolvendo dois países de suma importância para a Casa Branca: Cuba e Venezuela. “Na Venezuela, o Brasil talvez seja o ator externo mais influente capaz de mediar a cisão perigosa que ocorre entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição”, afirma o texto. Já em relação à ilha, o NYT acredita que o Brasil pode ter “papel construtivo” na evolução política pós-Fidel.

“Como uma líder de esquerda, a Sra. Rousseff demonstrou simpatia por líderes autoritários desses dois países. Mas, como ex-prisioneira política que foi torturada durante uma era de repressão militar, a Sra. Rousseff poderia fazer muito mais para ajudar a causa daqueles que defendem valores democráticos e os tipos de movimentos sociais que tornaram sua própria ascensão ao poder possível”, conclui o editorial.

Casa Branca recebe carta com suspeita de cianeto

quarta-feira, 18 de março de 2015

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O Serviço Secreto dos EUA confirmou na última terça-feira, 17, que interceptou uma carta enviada à Casa Branca com suspeita de conter traços de cianeto, substância tóxica cujo contato pode ser letal.

Segundo o órgão, a carta chegou à Casa Branca na última segunda-feira, 16, e passou por dois testes. Primeiro foi o teste biológico, cujo resultado foi negativo. Depois, o teste químico, que apontou a possível existência de cianeto.

“Na segunda-feira, um envelope foi recebido pelo departamento de correspondência da Casa Branca. O primeiro teste biológico ofereceu resultado negativo, no entanto, no dia 17 de março, o teste químico retornou como presumível positivo para cianeto. A amostra foi levada a outro centro para confirmar os resultados”, disse Brian Leary, porta-voz do Serviço Secreto.

Um policial, que falou à CNN em condição de anonimato, informou que a pessoa que abriu o envelope não foi exposta à substância.

O caso lembra outro episódio, ocorrido em 2001, no governo de George Bush, quando os EUA travavam uma guera contra a Al Qaeda no Afeganistão. Na época, o FBI interceptou cartas enviadas à Casa Branca com traços da toxina letal antraz.

Não há brasileiros entre as vítimas de atentado na Tunísia, informa o Itamaraty

quarta-feira, 18 de março de 2015

Fonte: Contas Abertas
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O Ministério das Relações Exteriores negou que haja brasileiros entre os mortos do atentado contra um museu em Túnis, na Tunísia. “Não há brasileiros entre as vítimas fatais nem entre os feridos que portavam alguma documentação”, informou o Itamaraty, em nota.

O texto diz que a informação foi averiguada pelo encarregado de negócios do Brasil em Túnis, que visitou o hospital Charles Nicolle, destino inicial dos corpos das vítimas do ataque e onde os feridos estão sendo tratados. “Há, ainda, corpos não identificados”, ressalta a nota.

O encarregado de negócios também esteve no porto de Túnis para verificar se haveria brasileiros nos cruzeiros atracados, que não teriam retornado nesta quarta-feira. “Não há brasileiros ausentes nos dois cruzeiros de onde procedem as vítimas estrangeiras identificadas”, assegurou o ministério, acrescentando que a embaixada do Brasil em Túnis “mantém contato com as autoridades locais e com o hospital para ser imediatamente notificada de qualquer fato novo”.

A suspeita de que um cidadão do Brasil estava entre as vítimas foi levantada a partir de informação divulgada pela agência de notícias EFE, com base em fontes consulares latino-americanas. Segundo a agência, o brasileiro fazia parte de um grupo de turistas de um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

O número de mortos no atentado chegou a 22, sendo vinte turistas, informou o porta-voz do Ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui. Mais de quarenta pessoas ficaram feridas. Os terroristas armados com fuzis automáticos Kalashnikov invadiram o Museu do Bardo, o maior da capital, e atacaram os visitantes. Vários disparos foram ouvidos no edifício que abriga o museu, que fica perto do Parlamento, uma região com presença constante de policiais.

O primeiro-ministro Habib Essid afirmou que entre os mortos estão turistas italianos, espanhóis, poloneses e alemães. O governo da Colômbia confirmou a morte de dois cidadãos do país no ataque.

Os disparos começaram antes mesmo da invasão ao museu, conforme o relato de uma testemunha. “Eles começaram a disparar contra os turistas assim que eles saíram dos ônibus…Eu não consegui ver nada a não ser sangue e morte”, disse a jornalistas o motorista de um ônibus de turismo que estava no local.

Muitos visitantes fugiram para dentro do museu e os terroristas fizeram reféns dentro do prédio. As forças de segurança entraram no local, um antigo palácio, cerca de duas horas depois do início do ataque, mataram dois atiradores e libertaram os reféns, segundo relato das autoridades. Um policial morreu na operação. A polícia ainda está em busca de outras três pessoas que estariam envolvidas com o atentado.

No momento em que os atiradores abriram fogo, os parlamentares estavam discutindo exatamente uma legislação antiterror para o país. O Parlamento foi evacuado por medida de segurança. O presidente Beji Caid Essebsi, por meio de nota, lamentou pelas vítimas e condenou o atentado. Apesar de ser um país mais estável do que outros na região, a Tunísia tem lidado com grupos extremistas islâmicos ligados a Al Qaeda e ao Estado Islâmico (EI).

O Itamaraty divulgou uma outra nota em que condena o atentado. “O governo brasileiro reitera seu absoluto repúdio a atos de terrorismo e ataques contra civis inocentes, praticados sob qualquer pretexto”, diz o texto, que elogia o “admirável processo de transição democrática” no país.

Protestos antigoverno ganham destaque na imprensa internacional

segunda-feira, 16 de março de 2015

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timthOs protestos realizados neste domingo, 15, contra o governo da presidente Dilma Rousseff em diversas cidades do país ganharam destaque nos sites dos principais jornais do mundo.

A versão internacional do site da CNN colocou as manifestações antigoverno em seu destaque principal, com a manchete “Out, Dilma” (“Fora, Dilma”), citando o “clima festivo” nos atos e os gritos contra a corrupção no país, além dos pedidos de impeachment de Dilma. A reportagem ressaltou que o governo brasileiro “está lutando em meio a uma economia fraca e a um enorme escândalo de corrupção envolvendo a estatal de petróleo do país”, e ainda que a taxa de aprovação de Dilma “despencou junto com a economia” desde a sua reeleição.

O site do espanhol El País afirmou que o Brasil “pede mudanças no maior protesto de sua democracia. Manifestantes marcham contra a corrupção e a crise”, ressaltando ainda que os protestos não atraíram apenas os brasileiros das classes mais altas, ao contrário do que alguns afirmavam.

A britânica BBC deu bastante destaque às imagens da população nos protestos, com o título “Grandes protestos no Brasil exigem o impeachment da presidente Rousseff”, lembrando que oposição apoiou as manifestações, mas não pediu abertamente o impeachment de Dilma.

O site do francês Le Monde publicou um vídeo com imagens da Avenida Paulista, em São Paulo, da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e da Esplanada, em Brasília, destacando a baixa popularidade da presidente Dilma, pressionada por escândalos de corrupção e uma “economia à beira da recessão”.

Os jornais argentinos Clarín e La Nción também acompanharam as manifestações. “Massivas marchas de protesto no Brasil contra o governo Dilma”, dizia a manchete do Clarín, que deu destaque à “enorme” mobilização em São Paulo. Já o La Nación fala nos milhões de brasileiros que gritaram “Fora Dilma!” nas ruas do país, descrevendo o ambiente amistoso dos atos.

Papa condena ataques, mas critica insultos às religiões

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Jornal de Israel apaga Merkel de foto de marcha

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

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Fonte: Brasil 247

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Em entrevista a um canal televisivo de Israel, o editor do jornal judeu ultraortodoxo ‘Hamevaser’, Binyamin Lipkin, afirmou que “incluir a foto de uma mulher em algo tão sagrado pode profanar a memória dos mártires”

O jornal judeu ultraortodoxo Hamevaser não registrou a presença da chanceler alemã Angela Merkel na marcha de Paris do último domingo, onde estiveram vários líderes europeus, inclusive o premiê israelense, Benjamin Netanyahu.

“Eu não sou Charlie Hebdo”diz artigo do ‘NYT’

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

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timthumb.phpO New York Times publicou nesta sexta-feira, 9, um artigo do David Brooks contestando o movimento “Je suis Charlie”, que ganhou as redes sociais e a internet como símbolo de solidariedade ao jornal satírico após o ataque na última quarta-feira, 7.

No polêmico artigo, intitulado “I am not Charlie Hebdo” (Eu não sou Charlie Hebdo, em inglês), o colunista fala que os chargistas franceses mortos no ataque estão sendo lembrados como mártires em nome da liberdade de expressão. Mas, segundo Brooks, se eles tivessem tentado publicar o conteúdo do Charlie Hebdo em qualquer campus de universidade americana, o jornal não duraria 30 segundos. Isso porque grupos de alunos e do corpo docente teriam acusado o veículo de discurso de ódio. A administração teria cortado seu financiamento e o jornal seria fechado.

O artigo diz que a reação pública ao ataque em Paris, revelou que muitas pessoas glorificam aqueles que ofendem os pontos de vistas de islâmicos na França, mas que são bem menos tolerantes aos que ofendem suas próprias visões e crenças. O colunista citou como exemplo o caso da Universidade de Illinois, que demitiu um professor por ensinar a visão católica romana sobre o homossexualismo.

O texto afirma que esse pode ser um momento de aprendizado, pois o choque da morte dos chargistas é uma boa hora para adotar uma abordagem menos hipócrita sobre nossas próprias figuras controversas, provocadoras e satíricas.

“Apesar de qualquer coisa que você tenha posto na sua página do Facebook ontem, é impreciso para muitos de nós reivindicar por um ‘Je Suis Charlie Hebdo’, já que a maioria de nós não está realmente engajada nesse tipo de humor deliberadamente ofensivo que esse jornal se especializou”, diz o artigo.

Brooks também afirma que ridicularizar crenças religiosas pode parecer ousado para “impressionar a burguesia” quando se tem 13 anos. Porém, depois de um tempo, ridicularizar fica bem menos engraçado quando você mesmo se torna um alvo frequente.

O artigo fala ainda que as pessoas que querem ser escutadas atentamente têm que merecer isso pela sua própria conduta. “O massacre em Charlie Hebdo deve ser uma oportunidade para acabar com códigos do discurso. E deveria nos lembrar sobre como ser legalmente tolerantes com vozes ofensivas, mesmo se nós mesmos sejamos socialmente descriminados”, finaliza o artigo.