Economia

CNI diminui previsão do PIB e dos investimentos para 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Contas Abertas
Do Contas Abertas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu as suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) e para os investimentos em 2013. Em dezembro do ano passado, a previsão de crescimento da CNI para o PIB era de 4%, enquanto na análise trimestral passou para 3,2%. A estimativa também caiu para o aumento percentual dos investimentos, que passou de 7% para 4%.

Os dados foram divulgados no Informe Conjuntural Trimestral, divulgado nesta quarta-feira pela confederação. Segundo nota da entidade, as previsões estão mais perto das projeções menos otimistas do ano passado. Apesar disso, a CNI afirma que há sinais de recuperação da indústria.

O crescimento dos investimentos, por exemplo, deve acontecer após queda de 4% registrada em 2012, um dos principais motivos apontados para o fraco desempenho do PIB no ano passado. Segundo a CNI, o aumento nas as aquisições de máquinas, equipamentos e materiais de construção vai alavancar a indústria e a economia brasileira.

“O retorno a uma taxa de crescimento mais expressiva deve ocorrer com a resposta do investimento às medidas de redução dos custos e melhora da competitividade”, diz o estudo, que prevê expansão de 1,2% no PIB do primeiro trimestre do ano.

Os estoques estão no nível planejado pelos empresários, o que abre espaço para o aumento de produção nos próximos meses. Além disso, a utilização da capacidade instalada aumentou 1,1 ponto percentual e alcançou 84% em janeiro, na série livre de influências sazonais, e aproximou-se dos 84,4% registrados em janeiro de 2008, o maior patamar da série iniciada em 2003.

“O aumento da utilização da capacidade instalada é condição importante para a volta dos investimentos”, considera o Informe Conjuntural.

O estudo estimou ainda que o saldo da balança comercial será de US$ 11,3 bilhões, com exportações de US$ 253,4 bilhões e importações de 242,1 bilhões. “As exportações brasileiras devem aumentar em 2013. Mais uma vez, por conta das vendas de commodities”, avalia a CNI.

Emprego e renda

A recuperação da atividade econômica deve ampliar a oferta de empregos. A previsão é que taxa média de desemprego ficará em 5,4% e o rendimento médio real dos trabalhadores continuará se expandindo neste ano.

“A aceleração da atividade industrial em um cenário de taxa de desemprego em baixa histórica deverá intensificar ainda mais o problema de falta de trabalhador qualificado”, afirma a CNI.

O Informe Conjuntural do primeiro trimestre prevê ainda que a inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechará o ano em 5,7%, abaixo do teto da meta de 6,5%. Com a inflação dentro do limite, a taxa básica de juros, a Selic, se manterá em 7,25% ao ano e os juros reais deverão recuar para 0,9%.

De acordo com o estudo, os gastos do governo federal cresceram 7,2% no primeiro bimestre do ano em relação ao mesmo período de 2012. “A composição do aumento dos gastos, com grande participação de despesas discricionárias, comprova que se trata de um movimento deliberado por parte do governo federal na tentativa de impulsionar a economia”, destaca o Informe.

A estimativa da CNI é que o déficit público nominal alcance 3,2% do PIB neste ano. O superávit primário deve ser de 1,7% do PIB e a dívida pública líquida chegará ao final de 2013 em 35,4% do PIB.

Dilma reafirma intenção de usar royalties do petróleo na educação

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff reafirmou hoje (4) a dirigentes da União Nacional dos Estudantes (UNE) sua disposição de negociar, tanto quanto possível, para que os royalties do petróleo extraído da camada pré-sal sejam destinados integralmente à educação.

A informação foi dada pelo presidente da UNE, Daniel Iliescu, depois de audiência na qual entregaram extensa pauta de reivindicações à presidenta da República, para marcar a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, que acontece em 16 capitais.

Os estudantes defendem cinco bandeiras: financiamento público da educação, trabalho decente para a juventude, reforma política para o avanço da democracia, direitos sociais e humanos e pela democratização da comunicação de massas.

Eles reivindicam 10% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país – para a educação pública, juntamente com os royalties do petróleo e 50% do fundo social do pré-sal para um ensino de qualidade, segundo Daniel. Reivindicam também mais 2% do PIB para ciência, tecnologia e inovação.

O presidente da UNE enfatizou que no entendimento do governo, a aprovação da Medida Provisória 592, que trata dos royalties e da criação do fundo social do pré-sal, é condição básica para possibilitar uma reforma estrutural da educação, com escolas em tempo integral.

Edição: Fernando Fraga

Tombini nega passividade do BC ante resistência da inflação

terça-feira, 2 de abril de 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central (BC) não está passivo, “olhando a resistência da inflação”, disse hoje (2) o presidente da instituição, Alexandre Tombini, em audiência pública no Senado. Segundo ele, o BC está agindo desde janeiro, por meio da comunicação ao mercado. Tombini lembrou que foi retirada dos documentos divulgados pelo banco informação segundo a qual a taxa básica de juros (Selic) seria mantida por “período de tempo suficientemente prolongado”.

De acordo com Tombini, essa mudança na comunicação já produziu impactos nas condições financeiras e monetárias. “O Banco Central tem observado resistência da inflação nos últimos meses. Estamos trabalhando já. Comunicação é parte integrante da política monetária”, disse ele.

A Selic é o instrumento do Banco Central para influenciar a atividade econômica e, por consequência, calibrar a inflação. Com a alta dos preços, o mercado financeiro espera por aumento da Selic ao longo deste ano. A expectativa é que a taxa encerre 2013 em 8,5% ao ano. Mas o mercado não espera por elevação já na reunião deste mês do Copom.

Na audiência, Tombini enfatizou que o Banco Central “não se sujeita a qualquer tipo de pressão” e lembrou que a instituição tem autonomia operacional para definir a Selic.

O presidente do BC foi questionado por senadores sobre declarações feitas na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff sobre a inflação. A presidenta disse, na ocasião, que quem fala sobre inflação é o ministro da Fazenda e que é contra medidas de combate à inflação que comprometam o ritmo de crescimento econômico do país. Tombini ressaltou ter esclarecido tais declarações na semana passada, ao dizer que o BC tem autonomia para definir a Selic, se e quando achar necessário. Sobre inflação, “fala a equipe econômica e sobre juros, fala o Banco Central”, acrescentou.

Na audiência, ele falou também sobre o aumento das projeções da instituição para a inflação. “O Banco Central apresenta as suas melhores projeções em relação à inflação. A inflação no primeiro trimestre explica boa parte desse aumento na projeção para o ano”, explicou.

Na última quinta-feira (28), o BC informou que a inflação deve chegar a 5,7% este ano. A projeção ficou 0,9 ponto percentual acima da previsão de dezembro e do centro da meta (4,5%).

De acordo com as projeções do BC, a inflação deve apresentar variação acima do limite superior da meta ao longo deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 12 meses, deve chegar ao final do primeiro trimestre em 6,5% e subir para 6,7% no segundo trimestre. Depois, a expectativa é que a inflação diminua para 6% e 5,7% no terceiro e quarto trimestres, respectivamente. Ao final de 2014, a estimativa é que a inflação fique em 5,3%.

Edição: Nádia Franco

BC eleva para 5,7% projeção de inflação em 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve chegar a 5,7%, este ano. A estimativa foi divulgada hoje (28) pelo Banco Central (BC), no Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente. A projeção está 0,9 ponto percentual acima da previsão de dezembro.

Para 2014, a estimativa é que a inflação fique em 5,3%, acima dos 4,9% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do primeiro trimestre de 2015, a estimativa é 5,4%.

Essas estimativas são do cenário de referência, feito com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (7,25% ao ano) e no dólar a R$ 1,95.

O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são utilizadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e o câmbio. Nesse caso, a estimativa para a inflação, este ano, é 5,8%, 0,1 ponto percentual acima do projetado no cenário de referência e 0,9 ponto percentual maior que a projeção do relatório divulgado em dezembro.

Para o próximo ano, a estimativa desse cenário é que a inflação fique em 5,1%, ante 4,8% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do primeiro trimestre de 2015 é 5,2%.

Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta, que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação. O principal instrumento que influencia a atividades econômica e, por consequência, calibra a inflação, é a taxa Selic.

Edição: Juliana Andrade

Congresso Nacional custa R$ 23 milhões por dia

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Marina Dutra Do Contas Abertas

Em 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. O valor é semelhante a todo o orçamento autorizado para a cidade de Belo Horizonte (MG) em 2012 – R$ 8,8 bilhões e aos dispêndios integrais de seis ministérios: Cultura, Pesca, Esporte, Turismo, Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Veja tabela aqui.

Entre os gastos, estão incluídos os salários dos 15.647 servidores efetivos e comissionados da Câmara e dos 6.345 do Senado. As despesas, previstas na proposta Orçamentária da União para 2013, também incluem aposentadorias, pensões, indenizações, compra de materiais de consumo, serviços de terceiros, entre outros itens.

No ano passado, o Congresso Nacional gastou R$ 7,6 bilhões, valor 10% inferior ao previsto para o atual exercício. Desse total, R$ 373 milhões, ou 5% do valor, foram destinados ao custeio de despesas pendentes em 2011.


Apenas com o pagamento do vencimento aos servidores das Casas foram gastos R$ 3 bilhões, o que representa 40% das despesas do Congresso. Além dos salários propriamente ditos, dentro desse valor estão incluídos os adicionais noturnos, as incorporações, os adicionais de periculosidade e insalubridade, as férias, o 13º salário, entre outros. Só em adicional noturno, por exemplo, Câmara e Senado pagaram R$ 4,4 milhões em 2012.

Fora dos vencimentos, as despesas com horas extras somam uma quantia significativa ao orçamento do Congresso. Foram pagos pelas duas casas R$ 52 milhões em horas adicionais aos servidores. A Câmara dos Deputados foi responsável por R$ 44,4 milhões desse montante. O valor gasto pelo Senado só não foi maior, pois, de acordo com relatório divulgado no início do mês, a Casa economizou R$ 35 milhões com despesas de horas extras no ano passado, após a implementação do banco de horas.

Atrás apenas dos vencimentos, a maior despesa do Legislativo em 2012 foi com o pagamento de aposentadorias. Ao todo, R$ 1,7 bilhão foi gasto com os 2.839 servidores aposentados do Senado e com os 2.563 da Câmara.  Em seguida, estão os custos das pensões, que somaram R$ 529 milhões.   Os gastos ainda envolveram os desembolsos com sentenças judiciais, indenizações e restituições e indenizações trabalhistas. As três rubricas custaram R$ 205 milhões ao Congresso. A Câmara dos Deputados foi responsável por 83% dos pagamentos deste tipo de despesa. Só em indenizações e restituições a Casa gastou R$ 145 milhões.

No ano passado, Câmara e Senado gastaram R$ 8,3 milhões com os pagamentos de auxílio-moradia aos parlamentares que não conseguiram vaga nos apartamentos funcionais. Entretanto, como mostrado no Correio Braziliense do dia 17 de fevereiro, a Câmara dos Deputados mantém 132 apartamentos de quatro prédios – dos 18 de que dispõe – vazios, à espera de reforma.

As despesas do Senado Federal em 2012 foram inferiores as dos últimos dois anos, considerando os valores constantes (corrigidos pela inflação). No ano passado, a Casa custou R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos. O valor também é menor que a média dos últimos sete anos – R$ 3,4 bilhões.

Já os gastos da Câmara dos Deputados foram os maiores desde 2003. A Casa pagou R$ 4,2 bilhões em 2012, montante superior em R$ 400 milhões a média dos últimos dez anos – R$ 3,8 bilhões.  

Entenda o Congresso

O Congresso Nacional é constituído por 513 deputados e 81 senadores. Como o Senado representa a unidade da federação, todos os Estados (e o Distrito Federal) têm o mesmo número de representantes (três senadores), independentemente do tamanho de suas populações.

Na Câmara dos Deputados, o número de cadeiras por estado é distribuído conforme o número de habitantes da região. Entretanto, como essa proporcionalidade é limitada a um mínimo de oito deputados e a um máximo de setenta deputados por estado, a representação não se dá de forma justa. Enquanto Roraima tem um representante para cada 51 mil habitantes, São Paulo é representado por um deputado para cada 585 mil habitantes.

Segundo o Ministério do Planejamento, em 2012 a média salarial do Legislativo era de R$ 15.055. O valor é mais que o dobro do que ganham os servidores do Executivo – R$ 5.906. No Judiciário a média é de R$ 10.385.

Para se ter uma ideia, o salário de um parlamentar é de R$ 26,7 mil. O valor pode ser ainda maior se considerados os acréscimos de auxílio-moradia (R$ 3,8 mil) e a cota para exercício do mandato (R$ 34,2 mil).

Congresso brasileiro é o segundo mais caro do mundo

O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países.  É o que aponta estudo realizado em 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a UIP (União Interparlamentar), divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o levantamento, cada um dos 594 parlamentares do Brasil – 513 deputados e 81 senadores – custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano. O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.

Em resposta à Folha, os assessores da presidência da Câmara disseram que a constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes – na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana. Ainda segundo a publicação, no total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.

Logo após a divulgação do ranking dos Congresso, o consultor político Rogério Schmitt escreveu um artigo para a Folha apontando dois motivos para o Congresso brasileiro ser o segundo mais caro entre os 110 países analisados.

Schmitt cita o elevado número de funcionários e aposentados na folha de pagamentos, como um dos fatores. Segundo ele, a quantidade é da mesma magnitude do Congresso americano.

O segundo fator é o número de dias com sessões plenárias no ano: em 2012 foram 160. O consultor político aponta que o Congresso brasileiro é o 5º que mais vezes se reúne para votar leis. No ano passado, o Congresso Nacional aprovou 193 leis ordinárias (propostas por parlamentares) e 45 medidas provisórias (propostas pelo Executivo).

Reforma administrativa do Senado

Um dia antes de ser entregue uma petição com cerca de 1,6 milhões de assinatura pedindo pelo impeachment de Renan Calheiros (PMDB), na terça-feira da semana passada, o Presidente do Senado anunciou reforma administrativa na Casa.

A reforma que prevê economia anual de R$ 262 milhões já foi aprovada pela Mesa Diretora do Senado.  Embora a economia seja bem-vinda, ela representa apenas 7% do orçamento da Casa previsto para este ano, de R$ 3,5 milhões.

De acordo com o Senado, a proposta se baseou em sugestões apresentadas pelos dirigentes dos ¬diversos órgãos administrativos da Casa e procura eliminar excessos e superposições.

Entre as mudanças propostas, está a ampliaçao da jornada de trabalho dos servidores da Casa de seis para sete horas diárias. Além da não renovação de contratos de mão de obra com vencimento até o meio do ano e a demissão de 512 funcionários do apoio administrativo e outros 61 do arquivo, entre outras medidas.

Dilma defende abertura de portos para investimento da iniciativa privada

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pedro Peduzzi e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (27) a abertura dos portos para investimentos privados e destacou que a Medida Provisória 595 – que estabelecerá as novas regras para o setor portuário – não retirará nenhum direito dos portuários.

“O Brasil tem que abrir os portos. Nós temos um imenso e desnecessário custo em portos. Abrir os portos não significa tirar 1 milímetro de direito do trabalhador portuário. Pelo contrário, nós mantivemos intacta a forma pela qual esses direitos foram garantidos. Mas implica, necessariamente, em abrir à concorrência, porque um dos nossos custos, chamado custo Brasil, lá fora, é portos”, argumentou a presidenta, ao participar de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

O ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, reiterou ontem (26) que o objetivo da MP 595 foi definido a partir de um diagnóstico de baixa eficiência logística no escoamento da produção e do breve esgotamento da capacidade instalada. Segundo ele, até 2015, a capacidade dos portos brasileiros não dará mais conta da demanda, que vem evoluindo a cada ano.

No último dia 22, o governo e os portuários fecharam um acordo para suspender as greves nos portos até o próximo dia 15 de março. Os trabalhadores protestam por mudanças na medida provisória.

No discurso de hoje, a presidenta disse ainda que as ferrovias também deverão ser beneficiadas com as parcerias público-privadas. “Fizemos um imenso esforço na área de infraestrutura e queremos que esse esforço tenha resultado. Estamos fazendo uma apresentação internacional em alguns grandes centros. Nós acreditamos que o Brasil precisa de um modelo de rodovias simples já testado. O país precisa [também] de ferrovias e hidrovias. É impossível continuar transportando minério, grãos só por estrada. O modelo de ferrovias vai ser objeto agora de avaliação dos investimentos privados nacionais e internacionais. Queremos que essa seja uma solução enormemente bem-sucedida”, disse.

Dilma Rousseff reiterou que o Brasil não corre risco de enfrentar racionamento de energia. A presidenta disse que quem colocou “expectativa negativa gratuita no país” está agora calado, lembrando que, em 2013, serão agregados mais 10 mil megawatts (MW) de energia ao sistema elétrico brasileiro, e que o país conta ainda com os 14 mil MW das termelétricas.

“Eu repito: não vai haver racionamento de energia. Quem disse isso em dezembro e janeiro, hoje se cala. Eles colocam expectativa negativa gratuita ao país, mas este país tem segurança energética”, disse a presidenta. “Não é admissível que se diga que vai ter racionamento, quando não vai haver racionamento. Eu acho que essa irresponsabilidade afeta a vida das pessoas, das empresas”, acrescentou.

Dilma voltou a defender o aproveitamento do potencial hidrelétrico, e que as térmicas são fundamentais para garantir a segurança energética em tempos de reservatórios baixos. “Todos nós defendemos que não se pode construir reservatórios imensos, mas para não construirmos reservatórios imensos temos de construir térmicas”, disse.

Edição: Carolina Pimentel

Aumento do custo de vida em São Paulo bate recorde mundial em 2012

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

De acordo com o índice do custo de vida da revista Economist, publicado nesta quinta-feira, 7, a alta do custo de vida em São Paulo representa um recorde global em 2012, empatando apenas com Caracas, na Venezuela.

O bolívar, moeda venezuelana, está atrelado ao dólar, o que explica porque a cidade é uma das dez mais caras do mundo. No entanto, usando uma taxa de câmbio informal, que leva em conta a alta inflação do país, Caracas ficaria empatada com Mumbai e Karachi (veja o gráfico abaixo).

Tóquio recuperou o seu lugar como a cidade mais cara do mundo. A cidade japonesa ocupou o primeiro lugar no ranking 14 vezes nos últimos 20 anos, período durante o qual apenas Zurique (que ficou em primeiro lugar no ano passado graças a sua moeda forte), Paris e Oslo também ocuparam o topo do ranking.

O índice é calculado pela média dos preços de 160 produtos e serviços, com Nova York representando 100 para servir de base para comparações. Nova York em si tornou-se mais cara, mas ocupa o 27 º lugar entre 131 cidades, tendo subido 19 postos  no último ano. Genebra e Zurique apresentaram a maior queda no ano passado, atribuída aos esforços da Suíça para enfraquecer o seu franco.

Na última década, o custo de vida diminuiu mais em Detroit e na Cidade do Panamá.

 

 

Taxa de juros para pessoa física é a menor desde 1995

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou redução de 0,01 ponto percentual em janeiro, passando 5,44% ao mês em dezembro, para 5,43% ao mês em janeiro, a menor desde 1995. Para pessoa jurídica, a taxa de juros média geral manteve-se estável em 3,07% ao mês, a mesma de dezembro, também a menor desde 1995. O levantamento divulgado hoje (13) é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade.

Três das seis linhas de crédito para pessoas físicas pesquisadas mantiveram-se inalteradas em relação a dezembro: cartão de crédito rotativo (juro de 9,3%), empréstimo pessoal feito por bancos (2,93%) e empréstimo pessoal feito por financeiras (6,96%). Juros do comércio (4%) e cheque especial (7,77%) tiveram redução, respectivamente de 0,06 e 0,05 ponto percentual. Financiamento de veículos feito por bancos (1,54%) subiu 0,02 ponto percentual.

Das três taxas de juros cobradas para as pessoas jurídicas, desconto de duplicatas (2,22%) manteve-se inalterada, conta garantida (5,55%) teve queda de 0,02 ponto percentual, e capital de giro (1,45%) teve elevação de 0,04 ponto percentual.

A expectativa associação é que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses “por conta da melhora da economia, pela maior competição no sistema financeiro – após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros -, bem como a expectativa de redução dos índices de inadimplência”.

Edição Beto Coura

Inflação em alta aumenta possibilidade de que BC volte a reajustar juros

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A alta da inflação, que em janeiro atingiu o maior nível em quase oito anos, pode mudar os rumos da política econômica no governo da presidenta Dilma Rousseff, marcada até agora pela queda dos juros. Segundo especialistas, caso os preços continuem aumentando acima do esperado, o Banco Central (BC) voltará a reajustar os juros básicos, atualmente no menor nível da história.

No mês passado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86%, a maior variação mensal desde abril de 2005, quando a alta tinha somado 0,87%. Dezembro, no entanto, também tinha registrado inflação expressiva, de 0,79%. Com o resultado de janeiro, o IPCA acumulado em 12 meses passou para 6,15%, contra inflação de 5,84% registrada em todo o ano passado.

Desde outubro do ano passado, a taxa Selic (que determina os juros básicos da economia) está em 7,25% ao ano. Até agora, as instituições financeiras acreditavam que a taxa Selic chegaria ao fim do ano no nível atual, segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central. Para os especialistas, o comportamento da inflação nos próximos meses determinará a necessidade de o BC aumentar os juros antes do esperado.

O que diverge os economistas é o risco de a inflação fugir do controle. Para Newton Rosa, economista-chefe do Banco Sulamérica Investimentos, o IPCA de janeiro foi bastante influenciado por reajustes típicos de início de ano. “Sem dúvida, o resultado do mês passado aumentou o risco de o Banco Central ser obrigado a rever a política monetária, mas acredito que a pressão sobre os preços deve arrefecer a partir do segundo trimestre, e a inflação oficial deve fechar o ano entre 5,5% e 6%, na faixa prevista pelo governo”, diz.

O professor de economia Fábio Gallo, da Fundação Getulio Vargas (FGV), no entanto, acredita que a inflação já está fora de controle. “O próprio IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] mostra que, em janeiro, houve aumento em 75% dos itens pesquisados. Isso mostra que a inflação está bastante disseminada na economia”, critica.

Para Gallo, a interrupção da trajetória de queda da taxa Selic é inevitável. “Os juros são o remédio mais rápido para conter a inflação, e o governo não terá como escapar”, avalia. Segundo ele, a inflação atual reflete erros da política econômica “Em vez de conter os gastos públicos, o governo concedeu reduções paliativas de impostos para estimular a economia. Isso impulsionou o consumo, e a população hoje está disposta a pagar mais porque tem mais dinheiro”, explica.

Newton Rosa não descarta a possibilidade de aumento de juros, mas acredita que o governo antes tentará outros instrumentos para conter a inflação. “A redução das tarifas de energia e a possível isenção de impostos da cesta básica ajudarão a inflação a cair nos próximos meses. O governo tem usado outras medidas para conter a inflação, como permitir a queda do dólar para menos de R$ 2”, ressalta.

Edição: Andréa Quintiere

Balança comercial tem maior déficit mensal da história

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A balança comercial brasileira fechou o primeiro mês do ano com déficit de US$ 4,035 bilhões, pior resultado mensal desde o início da série histórica em 1993. Anteriormente, o resultado mais fraco havia sido déficit de US$ 1,7 bilhão em dezembro de 1996. O saldo negativo é três vezes superior ao déficit de R$ 1,3 bilhão registrado em janeiro de 2012. A diferença é resultado do forte volume de importações e à queda nas vendas para os principais parceiros comerciais do Brasil.

As compras do país ficaram em US$ 20,003 bilhões, resultado recorde para meses de janeiro, contra exportações de US$ 15,968 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimemnto, Indústria e Comércio Exterior. As importações do Brasil cresceram 14,6% ante janeiro do ano passado e 3,9% em relação a dezembro.

Na comparação anual, aumentaram as compras de produtos dos Estados Unidos. Houve elevação de 32,1% na aquisição de gasolina, veículos de carga, veículos para via férrea, motores geladores elétricos, aviões, óleos combustíveis e outros. Do Oriente Médio vieram petróleo, produtos químicos e eletroeletrônicos, com alta de 27,2% e da África crescimento de 21,2% em função do petróleo, gás e da castanha de caju. Na comparação mensal com dezembro, a compra de combustíveis e lubrificantes do exterior teve alta de 55,7%.

As exportações retrocederam 1,1% na comparação com janeiro de 2012 e caíram 26,5% frente ao mês passado. A queda anual foi puxada pelo petróleo (-69,5%), café em grão (-16,2%), farelo de soja (-11,9%), fumo em folhas (-7,1%), minério de cobre (-8,9%) e pela carne de frango (-4,5%). O recuo deveu-se principalmente aos produtos básicos, já que as vendas externas de manufaturados e semimanufaturados cresceram 6,6% e 1% respectivamente. As exportações de bens básicos recuaram 5,9%.

De acordo com o ministério, nos últimos 12 meses, houve decréscimo nas vendas para os principais mercados que adquirem bens do Brasil. As exportações para os EUA caíram 19,6% na comparação anual. Os motivos foram redução das compras petróleo bruto, celulose, autopeças, partes de motores para veículos, café em grão, semimanufaturados de ferro e aço, motores, geradores elétricos e compressores.

O comércio com a China recuou 5,8% devido à retração nas vendas de medicamentos, partes de motores de veículos, plásticos, suco de laranja congelado e autopeças. Para a América Latina e Caribe as exportações caíram 5%, e para o Mercosul, 0,1%. A Argentina foi a maior responsável pela queda no comércio com o bloco latino-americano, com retração de 2,3% na aquisição de tratores, pneus, papel e cartão; de motores para veículos, veículos de carga e bombas e compressores brasileiros.

As exceções na queda das exportações brasileiras foram os mercados da Europa Oriental (alta de 50,9%), Oriente Médio (elevação de 25,5%), União Europeia (aumento de 9,1%) e África (alta de 2,6%).

Edição: Beto Coura

Otimismo do mercado fincanceiro é semi-irracional

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um vírus está se espalhando pelos mercados financeiros – e não é o da gripe. Investidores por todo o mundo foram atacados por um acesso de otimismo, quando os mercados de ações de Nova York a Tóquio atingiram picos vistos pela última vez há alguns anos. O VIX, um indicador do medo dos investidores, caiu a seu nível mais baixo desde 2007. Essa ebulição tem fundamento?

Até certo ponto. Há três razões para se sentir mais otimista em relação à economia mundial. Primeiro, vários desastres foram evitados. Os políticos europeus se mostraram determinados a salvar a moeda única. Os políticos americanos evitaram despencar no “abismo fiscal”. Uma segunda razão para comemorações vem do ativismo dos bancos centrais. Em setembro o Banco Central Europeu prometeu comprar títulos ilimitadamente a fim de manter o euro de pé. Em seguida o Fed prometeu manter as taxas de juro baixas até a taxa de desemprego americana cair abaixo dos 6,5%, junto a compras mensais de títulos sem limites de valor total. Evidências de que o crescimento possa estar se acelerando, pelo menos em alguns lugares, fornece a terceira razão para otimismo. Grande parte das boas notícias vem da China, onde o crescimento do PIB disparou nos últimos meses de 2012, de 7,4% para 7,9% em relação ao trimestre anterior.

Essas são boas razões para se sentir melhor em relação aos prospectos da economia mundial, mas é necessários relativizá-los. Os políticos podem ter evitado catástrofes, mas ainda há falhas em suas políticas. O prospecto de ativismo por parte do banco central não é tudo isso que se diz por aí.

A maior razão para cautela, no entanto, se encontra no intervalo entre o otimismo do mercado financeiro e a realidade econômica. Esse intervalo é maior na Europa. O último acesso de otimismo nos mercados vem em boa hora, mas os governos não deveriam se deixar infectar por uma complacência perigosa.

CGU aponta irregularidades no Bolsa Família de 24 municípios fiscalizados

sábado, 26 de janeiro de 2013
Marina Dutra
Do Contas Abertas

A 36ª edição do “Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos”, realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU), apontou ao menos 2,8 mil irregularidades no Programa Bolsa Família. Ao todo, os 24 municípios fiscalizados pela CGU apresentaram pelo menos uma irregularidade em relação ao programa. O principal problema verificado é de beneficiários com renda per capita superior à estabelecida na legislação do programa.

Para Vicente Faleiros, assistente social e doutor em sociologia da Universidade de Brasília, detectar as falhas do programa é um importante passo para a diminuição da corrupção. “O sistema está permitindo detectar as irregularidades e isso é fantástico. Com os dados é possível estudar as fraudes, detectar os infratores e punir. O Brasil tem um alto índice de corrupção em razão da impunidade. Como o controle em nível federal é descentralizado, há prefeituras sem fiscalização e isso facilita a inclusão no programa de pessoas fora do perfil”, afirma.

Em Arraial do Cabo (RJ), por exemplo, cidade com 27,7 mil habitantes e PIB per capita de R$ 12,3 mil, foram identificados 397 beneficiários com a média de rendimentos acima do limite permitido. Após a constatação da CGU, a prefeitura do município informou que bloqueou o benefício das pessoas apontadas e solicitou o comparecimento das mesmas na Secretaria de Assistência Social, para formalização dos pedidos de cancelamento.

Durante as fiscalizações, também foram encontrados vários funcionários públicos que recebiam o Bolsa Família. Em Santana (PE), cidade com 101,2 mil habitantes e PIB per capita de R$ 9,9 mil, das 319 famílias que recebem o benefício e possuem renda per capita superior à estabelecida no programa, foram encontrados 99 casos de favorecidos empregados na esfera municipal. Destes, 62 estão relacionados à própria Prefeitura Municipal de Santana. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) do município, disse que “a gestão municipal do programa estabeleceu um Cronograma de Ações que verificará, caso a caso, as famílias relacionadas pela equipe de fiscalização da CGU”.

Em grande parte dos municípios foram encontradas também irregularidades referentes nos estudantes pertencentes às famílias que recebem o benefício. Entre os problemas estão as divergências entre as frequências registradas com as informações prestadas pelas escolas, alunos beneficiários não localizados nos centros de ensino cadastrados e estudantes com frequência escolar inferior à estipulada pelo programa.

No município de Sobral (CE), que conta com 188 mil habitantes e PIB per capita de R$ 9,4 mil, 43 alunos beneficiários do programa que constavam nos registros como estudantes com presença integral, não se encontram mais nas escolas relatadas nos dados do Bolsa Família. A prefeitura informou que as frequências foram registradas de forma integral para que os alunos não fossem prejudicados. “Vimos que estes beneficiários estavam matriculados e frequentando outras escolas. Porém, se o colocássemos como “não localizado”, eles seriam prejudicados”. A CGU concluiu, entretanto, que a atualização do código de identificação da escola é fundamental para o acompanhamento da frequência.

Na cidade Pontal do Paraná (PR), com 20,9 mil habitantes e PIB per capita de R$ 10,5 mil, foi encontrada outra falha do programa. No município, foram feitos 242 pagamentos a famílias com dados cadastrais desatualizados por mais de dois anos. A Prefeitura Municipal de Pontal do Paraná informou que estão sendo realizadas visitas domiciliares e mobilizações para atualizar os respectivos cadastros e fazer os bloqueios.

Nos municípios pernambucanos de Condado e Itacuruba foi constatada a retenção de cartões de beneficiários em estabelecimentos comerciais. Em Itacuruba, cidade com 4,3 mil habitantes e PIB per Capita de R$ 4,8 mil, a CGU descobriu que duas beneficiárias deixavam os cartões em mercados do município. A Controladoria recebeu denúncia de que os proprietários do supermercado “Tende Tudo” de Itacuruba ficavam de posse de vários cartões do Programa Bolsa Família, com as senhas em anexo.  O cartão de uma das mulheres foi encontrado no supermercado. A prefeitura explicou que foram disponibilizados ofícios circulares, informando aos comerciantes citados e aos demais que os cartões do Programa Bolsa Família “são de uso pessoal e intransferível conforme documentos comprobatórios anexos”.

De acordo com a CGU, a partir do recebimento dos relatórios, cabe a cada ministério tomar as medidas corretivas e punitivas em sua área, bem como à Polícia Federal a instauração de inquéritos policiais sempre que houver indícios de crime ou de esquemas organizados envolvendo empresas e prefeituras diversas, como tem ocorrido frequentemente. À Advocacia-Geral da União caberá o ajuizamento das ações judiciais para ressarcimento de eventuais prejuízos.

Segundo Vicente Faleiros, a cultura republicana institucional precisa ser mais difundida no Brasil. “Quanto mais institucionalizado e menos burocrático, menos corrupção um país tem. A gestão pública precisa ter mais accountability (prestação de contas), mais responsabilidade com o dinheiro público”, conclui.

Criado em 2003, o programa de fiscalização  da CGU tem o objetivo de analisar a aplicação dos recursos federais nos municípios selecionados. Segundo a Controladoria, o programa já chegou a 1.965 cidades (35% dos municípios brasileiros), fiscalizando recursos totais da ordem de R$ 18,4 bilhões. No último relatório, divulgado no dia 18, o total de verba pública fiscalizada foi superior a R$ 496 milhões.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza (renda familiar per capita de R$ 70,01 a R$ 140,00) e de extrema pobreza (renda familiar per capita de até R$ 70,00). Em 2012, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a transferência direta de renda alcançou 13,9 milhões de famílias.

Confira aqui todos os relatórios da CGU

Dilma: Apesar dos pessimistas, Brasil vai crescer em 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Ao participar hoje (18) de uma cerimônia em Teresina, no Piauí, a presidenta Dilma Rousseff disse que, “apesar dos pessimistas”, a economia brasileira vai crescer em 2013. Segundo ela, “o Brasil em 2012 se preparou para crescer em 2013. Podem ter certeza”. De acordo com a presidenta, o país vai gerar mais empregos e “procurar todas as oportunidades”.

Depois de crescer 2,7% em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar menos de 1% em 2012, segundo estimativa do mercado. Em dezembro, a presidenta disse que queria um “pibão” para 2103. Mais cedo, também no Piauí, Dilma declarou que o país terá um “crescimento sério, sustentável e sistemático” em 2013, mas que ainda será “um ano em que vamos plantar mais do que colher”.

Segundo a presidenta, a descoberta de novas fontes de petróleo de gás poderá assegurar o crescimento. “Nós já achamos o pré-sal. Agora é importante que achemos sobretudo gás nas bacias sedimentares do continente brasileiro. E quando a gente fala em bacia sedimentar, a gente fala da Bacia do Parnaíba (PI)”, ressaltou.

O governador do Piauí, Wilson Martins, que discursou antes de Dilma, informou que a presidenta autorizou hoje a realização de leilões a fim de iniciar a pesquisa para exploração de gás na região da Bacia do Parnaíba.

Após entregar unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, em Teresina, e 25 retroescavadeiras a municípios do interior do Piauí, Dilma reafirmou o compromisso de seu governo de acabar com a pobreza extrema no Brasil, meta que, segundo ela, meta deve ser alcançada no começo do próximo ano.

“Vamos acabar com a pobreza extrema na maioria dos estados do Brasil ainda em 2013 e vamos completar esse processo no início de 2014. Isso é possível e vai ser feito”, disse a presidenta. “No passado se achava que era possível o país crescer e desenvolver e as pessoas ficarem para trás. Nós achamos que o país vai crescer se as pessoas crescerem junto com ele”, ressaltou

Um futuro espinhoso espera o Brasil

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ultimamente, as notícias sobre economia vêm decepcionando cada vez mais os brasileiros. Depois do fraco crescimento da economia no ano passado, agora é a vez do fantasma da inflação assombrar o país, tornando as previsões cada vez mais pessimistas. Em 2012, os preços subiram 5,84% — acima das expectativas do mercado, ficando pelo terceiro ano consecutivo próximo ao limite de 6,5% estabelecido pelo Banco Central.

Leia também: Financial Times acusa governo brasileiro de usar ‘jeitinho’ na economia

A verdade é que se o governo não tivesse limitado o preço máximo do petróleo e congelado as tarifas do transporte público municipal antes das eleições de outubro de 2012, a inflação provavelmente teria fechado próximo ao limite de 6,5%. Em 2013, a previsão é que tanto o preço do petróleo quanto a tarifa dos transportes voltem a subir. O fim do corte nos impostos sobre automóveis é outro fator que impulsionará a inflação.

A maioria dos analistas acha que a inflação será de cerca de 6% este ano. Semana após semana, eles estão reduzindo suas previsões para o crescimento econômico do Brasil em 2013, agora em cerca de 3%.

A resposta do governo para as más notícias alimentou ainda mais os temores de que o Brasil pode estar prestes a enfrentar um longo período de inflação alta e crescimento baixo. Irritada com as críticas, a presidente Dilma Rousseff ressaltou que o Brasil continua crescendo mais rápido do que a Europa. Mas a maioria das outras economias emergentes, incluindo as da América Latina, estão fazendo muito melhor.

Mais preocupante ainda são os planos do governo para enfraquecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, em vigor desde o ano 2000 e que cumpriu a missão de limpar a bagunça deixada por décadas de inflação alta. Se o Congresso concordar, como parece provável, o governo federal vai ser capaz de cortar impostos sem ter que dizer como vai compensar a queda da Receita.

A principal fonte de otimismo é a rodada de concessões prevista para este ano. Isso mostra que o governo é sério quando se trata da luta contra gargalos, e não é muito apegado às suas formas estatais.

Mesmo assim, parece que 2013 será um ano árduo para o país, que corre o risco de enfrentar racionamento de energia devido à seca. Dilma Rousseff pode não ser uma pessoa muito religiosa, mas deve estar rezando por chuva.

Fundos estrangeiros trocam Brasil por outros emergentes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O Brasil se tornou menos atraente a fundos de investimento estrangeiros e tem nos altos impostos e na interferência do governo na economia os vilões da troca do país por outros mercados emergentes. O país registrou redução no percentual de procura por fundos especializados em países emergentes e globais e vem perdendo espaço para México, Rússia, Turquia e Tailândia.

A diminuição da demanda de ativos reduz a capacidade de financiamento das empresas brasileiras, por meio da Bolsa, e do governo, via mercado de títulos públicos. De acordo com dados da consultoria EPFR, o portfólio de fundos de ações de mercados emergentes que optaram pelo Brasil caiu de 16,7% no fim de 2009 para 11,6% em novembro do ano passado, índice mais baixo desde 2005.

O Brasil também caiu no percentual de investimentos por fundos globais de ação, que no início do ano passado registraram índices acima de 2% e marcou 1,2% no fim do ano passado, menor nível desde o fim de 2008. Os fundos que investem na América Latina reduziram a procura pelo Brasil de uma média acima de 65% do total que foi administrado entre 2010 e 2011 para 56,6% em novembro de 2012.

O fundo de renda fixa Pimco, especializado em mercados emergentes, atingiu em junho passado o índice de cerca de 7,3%, bem abaixo dos 20,3%, registrados em 2007. A BlackRock também diminuiu seus investimentos em ações ordinárias de empresas brasileiras, de 20%, no início de 2011, para 13%, em julho de 2012.Os vilões para os investidores são a carga de Imposto sobre Operações  Financeiras (IOF) somado ao receio quanto à política econômica do país.

INSS publica portaria que altera para 6,2% o reajuste de benefícios

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Diário Oficial da União publicou hoje (11) portaria interministerial alterando de 6,15% para 6,2% o índice de reajuste para os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valor acima do salário mínimo.

Na última quarta-feira (9), o governo havia publicado no Diário Oficial da União o reajuste de 6,15%, mas a mudança teve que ser feita porque esses benefícios são reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ontem (10), o Ministério da Previdência Social já tinha antecipado que haveria a correção por meio de nova portaria, que traria os os índices de reajuste dos benefícios e a nova tabela de contribuição dos segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. O novo teto da Previdência Social passou, dessa forma, de R$ 4.157,05, para R$ 4.159,00.

O Ministério da Previdência Social informou também que, com a correção do índice de 6,15% para 6,20%, os 9,2 milhões de benefícios acima do piso previdenciário representarão impacto líquido de R$ 9,2 bilhões.

Edição: Juliana Andrade

Déficit da Previdência em novembro chega a R$ 5,3 bilhões

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

 

Brasília – O Regime Geral da Previdência Social (RGPS) registrou déficit de 5,3 bilhões em novembro – valor 89% superior ao registrado em outubro deste ano. O aumento foi influenciado pelo déficit de R$ 6,7 bilhões no setor rural e pelo pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário (que tinha o prazo até o dia 20 de dezembro para ser quitada) que aumentou as despesas em novembro e diminuiu o superávit do setor urbano.

Em novembro foram arrecadados R$ 22,5 bilhões e gastos R$ 27,8 bilhões, aproximadamente. Em outubro, o déficit foi de cerca de R$ 2,8 bilhões.

No acumulado de janeiro a novembro, houve aumento de 13,4% no saldo total do RGPS, se comparado ao mesmo período em 2011. Foram arrecadados R$ 238 bilhões e gastos R$ 225,1 bilhões, resultando no superávit de R$ 12,9 bilhões.

O setor urbano fechou o mês de novembro com o saldo positivo de R$ 1,3 bilhão, com R$ 22 bilhões arrecadados e R$ 20,7 bilhões gastos. Esse saldo caiu 20,9% em relação a novembro de 2011, quando o regime teve saldo de R$ 1,6 bilhão. De acordo com a Previdência, a queda do superávit nesse setor é explicado pelo pagamento da segunda parcela do décimo-terceiro salário. No setor urbano, foram gastos R$ 1,2 bilhão só com o pagamento do décimo-terceiro.

No setor rural, o déficit da Previdência cresceu 9,4% em novembro, na comparação com outubro, totalizando necessidade de financiamento de R$ 6,7 bilhões. A arrecadação chegou a R$ 478,2 milhões e os gastos, a R$ 7,1 bilhões. A Previdência justifica que o desequilíbrio no setor rural se deve à valorização do salário mínimo (atualmente R$ 622 – R$ 678 a partir de 1º de janeiro), pois 98,7% dos benefícios nesse setor estão na faixa do piso previdenciário, o que eleva a quantidade de pagamentos de benefícios.

No mês passado, foram pagos quase 30 milhões de benefícios, dos quais cerca de 26 milhões foram previdenciários ou acidentários. O valor médio dos benefícios pagos pela Previdência até novembro de 2012 foi R$ 937,48.

 

Edição: Lílian Beraldo

Governo reajusta salário mínimo para R$ 678 a partir de janeiro

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Iolando Lourenço e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil


Brasília – O valor do salário mínimo será R$ 678 a partir do dia 1° de janeiro de 2013. O anúncio foi feito hoje (24) e o decreto será publicado no Diário Oficial da União da próxima quarta-feira (26). Atualmente, o salário mínimo é R$ 622.

De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que fez o anúncio a pedido da presidenta Dilma Rousseff, o reajuste, de cerca de 9%, considerou “a variação real do crescimento” e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Ela [Dilma] fez questão de que isso ocorresse hoje, na véspera do Natal”, disse a ministra. A proposta da Lei Orçamentária de 2013 previa o mínimo em R$ 674,96 a partir de janeiro.

Além do reajuste do salário mínimo, o governo anunciou hoje a isenção de imposto de renda sobre a participação nos lucros e resultados de até R$ 6 mil e escalonamento de alíquotas para benefícios acima desse valor.

Edição: Fábio Massalli

Delta ainda está no pódio das construtoras que mais recebem da União

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Dyelle Menezes Do Contas Abertas

Mesmo com as denúncias de corrupção e apesar de ter sido considerada inidônea, a empreiteira Delta Construções está terminando o ano de 2012 em terceiro lugar entre as construtoras que mais receberam recursos do Orçamento Geral da União (OGU), no Poder Executivo. A empresa somente foi superada pelas concorrentes Odebrecht e Queiroz Galvão.

Ao longo deste ano, até outubro, a Delta Construções recebeu R$ 379,2 milhões do Poder Executivo Federal. O valor, no entanto, é significativamente inferior aos montantes recebidos pela construtora nos anos de 2011 e 2010, quando foram repassados R$ 862,4 milhões e R$ 753,2 milhões, respectivamente. De 2004 para cá, a empreiteira recebeu R$ 4 bilhões do governo federal.

O crescimento meteórico dos valores aconteceu a partir de 2007, quando foi iniciado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desde então a empreiteira vinha liderando o ranking das construtoras em se considerando os recursos do OGU. O ranking não inclui os investimentos das empresas estatais.

Depois de ter sido considerada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU), no dia 13 de junho de 2012, a Delta recebeu até a última sexta-feira (14), R$ 185,4 milhões do governo federal. A maior parcela dos recursos repassada depois da declaração aconteceu no mês de agosto, quando a construtora adicionou R$ 46,7 milhões aos seus cofres.

Com a declaração de inidoneidade, a Delta foi impedida de participar de novas licitações ou ser contratada pela administração pública, nas esferas federal, estadual ou municipal. Segundo a CGU, a construtora violou o princípio da moralidade na administração pública e nos próximos dois anos não poderá assinar novos contratos com prefeituras, estados e governo federal.

A decisão da CGU foi baseada na conclusão de Processo Administrativo aberto na Corregedoria-Geral da União, órgão da Controladoria, em abril, para apurar responsabilidades da Delta em irregularidades na execução em contratos para realização de obras rodoviárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Foi constatado, em uma operação conjunta entre Polícia Federal, CGU e Ministério Público, realizado em 2010, que a empreiteira pagou propina para funcionários do Dnit do Ceará, responsáveis pela fiscalização dos contratos da empresa.

Problemas

A empresa de Fernando Cavendish foi citada em diversas gravações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que resultou na instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. A construtora está envolvida em denúncias de corrupção que vão desde a associação com o contraventor Carlinhos Cachoeira a redes de influência em governos estaduais e na União, o que teria resultado na sua expansão meteórica dentro dessas esferas de Poder.

Irregularidades em 60 contratos que somam R$ 632,3 milhões

O principal “cliente” da Delta Construções no governo federal é o Dnit, vinculado ao Ministério dos Transportes. Segundo a CGU, entre os anos de 2007 e 2010, foram encontradas irregularidades em 60 contratos, que somam R$ 632,3 milhões.

As irregularidades estão localizadas em 17 estados. Os problemas ocorreram em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Governo prorroga IPI menor para carros, linha branca e móveis até junho

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mariana Branco e Wellton Máximo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – Até junho de 2013, os consumidores continuarão a comprar automóveis, eletrodomésticos da linha branca (fogões, tanquinhos, máquinas de lavar e geladeiras) e móveis com desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prorrogou a desoneração para esses produtos por mais seis meses.

A partir de janeiro, as alíquotas serão recompostas gradualmente, até voltarem aos níveis normais em julho. A exceção são os caminhões, cujo IPI será zerado permanentemente, as máquinas de lavar e os papéis de parede, cuja alíquota permanecerá em 10% por tempo indeterminado.

No caso da linha branca e de móveis, painéis e laminados, as alíquotas atuais permanecerão em vigor até o fim de janeiro. De fevereiro a junho, haverá a cobrança de alíquotas intermediárias. Para os veículos, a recomposição do imposto se dará em duas etapas: as alíquotas subirão em janeiro, em abril, até alcançarem os patamares normais em julho.

De acordo com o ministro, o governo deixará de arrecadar R$ 3,263 bilhões com a prorrogação do IPI reduzido. Do total, R$ 2,063 bilhões se referem à desoneração dos automóveis, R$ 650 milhões aos móveis e painéis e R$ 550 milhões aos produtos da linha branca.

Segundo Mantega, as alíquotas voltarão ao normal, após junho do ano que vem, por causa do bom desempenho no segundo semestre deste ano dos setores beneficiados pelas desonerações. “Houve boa recuperação do mercado nos últimos seis meses do ano. As vendas virão com impulso para o próximo ano”, declarou hoje (19).

Na avaliação de Mantega, as desonerações foram necessárias para reativar o consumo. “Se o governo não tivesse reduzido os impostos, as vendas teriam sido 30% a 40% menores do que foram. No caso do setor automobilístico, as vendas se intensificaram a partir de julho e se mantiveram em níveis acima dos registrados no primeiro semestre”, ressaltou.

O ministro citou um estudo em que a perda de arrecadação do IPI dos veículos foi compensada pelo aumento de outros tributos ligados às vendas. As alíquotas reduzidas provocaram a perda de R$ 19,5 milhões diários em IPI. Em compensação, o governo federal passou a arrecadar R$ 11,8 milhões a mais do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) por dia.

De acordo com as estimativas apresentadas por Mantega, os estados obtiveram R$ 11,1 milhões a mais de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$ 2,8 milhões diários de Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). “No fim das contas, tivemos vantagem líquida de R$ 6,2 milhões por dia. Isso é resultado de medida que estimula o crescimento. Podemos reduzir um tributo para estimular a atividade ganhando em outros tributos”.

No caso dos caminhões, o ministro disse que a alíquota foi mantida porque esses veículos são considerados bens de capital (usados na produção) e o governo pretende continuar a desonerar os investimentos. Sobre as máquinas de lavar, Mantega alegou que a mercadoria deixou de ser considerada bem de luxo. “O país ainda tem 50% das residências sem máquinas de lavar, que viraram objeto de desejo das famílias de menor renda”, explicou.

Automóveis Alíquota reduzida Alíquota janeiro a março Alíquota abril a junho Alíquota a partir de julho
Até 1 mil cc 0% 2% 3,5% 7%
De 1 mil cc a 2 mil cc        
      Flex 5,5% 7% 9% 11%
      Gasolina 6,5% 8% 10% 13%
Utilitários 1% 2% 3% 8%
Caminhões 0% 0% 0% 0%

 

Linha branca Alíquota reduzida Alíquota janeiro Alíquota fevereiro a junho Alíquota a partir de julho
Fogão 0% 0% 2% 4%
Tanquinho 0% 0% 2% 10%
Refrigerador e congelador 5% 5% 7,5% 15%
Máquina de lavar roupa 10% 10% 10% 10%

 

Móveis, painéis e afins Alíquota reduzida Alíquota janeiro Alíquota fevereiro a junho Alíquota a partir de julho
Móveis 0% 0% 2,5% 5%
Painéis 0% 0% 2,5% 5%
Laminados (PET, PVC, alta resistência) 05 0% 2,5% 15%
Luminárias 5% 5% 7,5% 15%
Papel de parede 10% 10% 10% 10%

Fonte: Ministério da Fazenda

Edição: Carolina Pimentel

Dilma deve demitir Guido mantega, diz Revista Economist

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Apenas dois anos atrás, quando Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil, a economia do país estava crescendo. Desde então ela estagnou, e agora luta para se recuperar. Apesar dos esforços cada vez mais frenéticos para estimulá-la, essa criatura moribunda cresceu apenas 0,6% no terceiro trimestre, metade do número previsto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A maioria dos analistas de mercado espera agora que o crescimento do PIB seja inferior a 1,5% este ano e não muito acima de 3% no próximo ano. Lá se vai a ideia de que o B dos BRICs é uma economia rápida.

Leia também: ‘Pibinho’ alimenta boatos sobre a saída de Mantega

Os motores do crescimento que alimentaram o Brasil na última década estão falhando. Os preços das exportações de commodities, embora ainda elevados, não estão mais crescendo. Os consumidores estão usando mais de sua renda para pagar os empréstimos com os quais haviam comprado carros e televisões. Baixo desemprego significa que existem menos mãos ociosas para serem postas a trabalhar. Em vez de depender do consumo, o crescimento agora tem de vir de uma maior produtividade e investimento. Isso significa mexer com o “Custo Brasil”: a combinação de burocracia, impostos pesados, crédito caro, infraestrutura precária e uma moeda sobrevalorizada, que tornam o país um lugar extremamente caro para fazer negócios.

Dilma reconhece a necessidade de melhorar a competitividade do país. Sua equipe econômica diz que seu objetivo é estimular uma recuperação baseada em “supply-side economics” (baseada em ofertas e não em gastos públicos) e mais investimentos. Nos últimos 15 meses, o Banco Central reduziu os juros em 5,25 pontos percentuais, para 7,25% (apenas dois pontos acima da inflação). Isso ajudou a enfraquecer a moeda e estimular o setor manufatureiro. O governo cortou impostos sobre os salários para indústrias (mas não para o setor de serviços). Também está cortando tarifas de energia elétrica e convidando empresas privadas para melhorar a qualidade de aeroportos, estradas e ferrovias.

Apesar de tudo isso, investimentos despencaram em cada um dos últimos cinco trimestres. Agora equivale a apenas 18,7% do PIB, contra 30% no Peru em 2011 e 27% no Chile e Colômbia – as novas economias de crescimento rápido da América Latina.

Empresas estão agindo com cautela porque o governo se mete demais em seus negócios. Um bom exemplo é o aparente desejo do governo de reduzir o retorno sobre investimentos por imposição, não só para bancos, mas também para as empresas de energia elétrica e outros provedores de infraestrutura. Mais até do que o seu antecessor, Lula, Dilma parece acreditar que o Estado deve direcionar as decisões do investimento privado. Tal intromissão em micro escala mina a confiança na política macroeconômica, também.

Pare de se intrometer e deixe rugir o espírito animal

O Banco Central pode ser tentado a reagir aos últimos números da economia com outro corte da taxa de juros. Isso seria um erro. Em vez disso, o governo deveria redobrar os esforços para reduzir o Custo Brasil, por exemplo, revendo leis trabalhistas e, assim, permitindo que o setor privado solte seu rugido selvagem. A preocupação é que a própria presidente é a intrometida-em-chefe. Mas ela insiste que é pragmática. Se assim for, ela deve demitir Mantega, responsável pelas previsões exageradamente otimistas que levaram à perda da confiança dos investidores, e nomear uma nova equipe capaz de recuperar a confiança dos negócios.

Dilma parece concentrar suas esperanças no pleno emprego e no aumento dos salários, apostando que isso será o suficiente para garantir-lhe um segundo mandato, em 2014. Mas emprego e salários dependem da renovação do crescimento econômico. Lula ganhou um segundo mandato por causa de suas políticas, que tiraram milhões de brasileiros da pobreza. O eleitorado, de forma semelhante, recompensou Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula, porque ele acabou com a inflação. E Dilma? Os eleitores podem julgar que, na tentativa de fazer malabarismo com tantas bolas econômicas, ela deixou cair a maioria delas.

Fontes:  opiniaoenoticia.com.br

Dilma: governo não recuará da decisão de reduzir preço da energia

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5), em evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que o governo federal manterá a diminuição das tarifas de energia elétrica no país. “Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar profundamente a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”, destacou no discurso.

A presidenta participou nesta quarta-feira do 7º Encontro Nacional da Indústria, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Ela explicou que a redução das tarifas elétricas é uma das ações mais importantes para a redução de capital, levando, consequentemente, à diminuição dos custos de investimentos e ao crescimento sustentável do país.

Segundo Dilma, o objetivo do governo era uma redução média no valor das tarifas de energia à população de 20,2%. No entanto, a diminuição deve ser inferior (até 16,7%) devido à recusa de algumas companhias de aderir à proposta do governo.

Edição: Talita Cavalcante

Brasil registra o pior crescimento desde o governo Collor

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A presidente Dilma Rousseff deve terminar os primeiros dois anos de seu mandato com a segunda pior média de crescimento da história recente do Brasil, só perdendo para o período Collor. Segundo dados do Boletim Focus, no biênio 2011-2012, o crescimento médio anual do PIB alcançado pelo governo deverá ser de cerca de 2,1%, considerando uma expansão prevista de 1,52% este ano.

Desde o período Collor, em que a média de expansão do PIB ficou em 0,25%, o país não registra um crescimento tão baixo. Para se ter um ideia, durante os dois primeiros anos do governo Lula essa média foi de 3,4% e 5,6% respectivamente. Já nos dois primeiros anos de Fernando Henrique Cardoso, a média foi de 3,2% e 2,3%.

De acordo com economistas, se o governo não mudar o foco da política, hoje baseada em pacotes que estimulam o consumo, corre o risco de ter um prognóstico ainda pior para 2013. Além disso, a falta de reformas somada à tendência do governo de interferir em decisões privadas pode dificultar uma recuperação significativa. “Esses resultados ruins não serão salvos com políticas pontuais, como a desoneração do IPI dos automóveis, que ajudou muito o resultado do terceiro trimestre” afirma Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Para Thadeu de Freitas, presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o problema da economia não é a demanda, mas sim a oferta. Segundo Freitas, a prova disso é que a inflação ainda está dentro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%.  ”Precisamos de uma mini-agenda de crescimento que comece por desindexar o salário mínimo”, explica Freitas, ressaltando que é preciso baixar o custo unitário do trabalho do Brasil que, segundo ele, está muito caro.

José Ricardo Roriz Coelho, diretor da Fiesp, explica que as medidas tomadas pelo governo ainda não surtiram efeito na produtividade das empresas. Segundo Roriz, a queda da taxa de juros, a melhora do câmbio e a desoneração da folha de pagamentos de 40 setores industriais vão ter impacto positivo no futuro. “Mas isso não acontece de uma hora para a outra, sem contar que pegou as empresas descapitalizadas, sem capacidade de investir e numa situação em que a produtividade está muito baixa”.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Lei dos royalties fecha portas para Olimpíadas, diz Cabral

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O projeto que altera as regras de distribuição dos royalties do petróleo, aprovado nesta terça-feira, 6, na Câmara dos Deputados, vem causando muita polêmica. O governador do Rio agora diz que, sem royalties, a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão ameaçadas.

De acordo com Sérgio Cabral, as mudanças vão impôr ao Rio de Janeiro uma perda de R$ 4,6 bilhões em receitas apenas em 2013, o que, segundo o governador, pode fechar as portas para os dois megaeventos esportivos.

A presidente Dilma Rousseff disse que fará uma exaustiva análise do projeto antes de decidir sobre sua sanção, veto total ou parcial. Enquanto isso, Cabral afirma que a redistribuição dos valores que os entes da federação recebem como compensação por danos ambientais da exploração do petróleo vai levar o estado à bancarrota.

Espírito Santo: impacto de R$ 11 bilhões para o estado

 

“O projeto de lei em si gera um colapso nas finanças públicas do estado. É absolutamente inviável. O estado fecha as portas, não faz Olimpíadas, não faz Copa do Mundo, não paga servidor público, aposentado, pensionista. Enfim, sofre um abalo”, afirmou o governador do Rio, que ressaltou ainda que “a presidente vai vetar” o projeto de lei, que é “inconstitucional”.

Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso o Congresso derrube o veto. Casagrande calcula que as novas regras vão gerar um impacto de R$ 11 bilhões para o estado entre 2013 e 2020.

Dilma diz que avaliará exaustivamente projeto dos royalties antes de tomar decisão

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasíli – A presidenta Dilma Rousseff evitou hoje (8) adiantar sua decisão sobre o projeto que trata da partilha dos royalties do petróleo alegando que ainda não tem o texto e que seria uma leviandade falar sobre o assunto antes de avaliá-lo. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (6).

Por meio da assessoria, a presidenta já havia informado que faria uma análise “exaustiva” antes de decidir o que fará: se vetará o texto de forma total ou parcial ou se o sancionará na integralidade.

“Não tenho a lei, vou avaliar a lei. Eu seria uma pessoa leviana se, sem recebê-la, falasse sobre isso”, disse Dilma aos jornalistas, após participar da cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Alfabetização na Idade Certa, no Palácio do Planalto.

O governador do Ceará, Cid Gomes, que também participou da cerimônia, disse que conversou com Dilma sobre o projeto dos royalties e defendeu a sanção do texto aprovado. Segundo Cid Gomes, a presidenta está “preocupada com algumas inconsistências” e enfrenta “uma situação de muita pressão”.

O texto aprovado pela Câmara não foi o proposto pelo Executivo e deixou de fora a previsão de repasse de 100% dos royalties dos poços que serão licitados para a educação, como queria o governo. A presidenta também defendia a manutenção dos atuais contratos de exploração do regime de concessão para preservar os ganhos dos principais estados produtores, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Na conversa com os jornalistas, Dilma comentou ainda o jantar que teve ontem (7) com o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O partido integra a base aliada do governo e saiu fortalecido das eleições municipais. Segundo a presidenta, a relação com Campos permanece a mesma. Perguntada se o PSB precisa de “afagos”, Dilma repondeu: “todos precisam de afago”. “Quem não precisa de afagos, em sendo humano?”.

Edição: Nádia Franco//Matéria corrigida às 14h45: ao contrário do que foi publicado às 14h16, o governador do Ceará, Cid Gomes, não defendeu o veto ao texto aprovado na Câmara, e sim que ele seja sancionado pela presidenta

Financial Times questiona saúde de bancos brasileiros

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Um artigo publicado nesta terça-feira pelo diário econômico Financial Times afirma que os investidores estão preocupados com a saúde de bancos brasileiros e com as dificuldades que as instituições enfrentam em consequência do baixo crescimento da economia do país.

O texto, assinado por um dos editores do jornal especializado no setor bancário, Patrick Jenkins, cita a recente intervenção do Banco Central no banco BVA e diz que ela “aponta para um problema mais amplo – nos últimos meses, um punhado de outros bancos brasileiros vêm encontrando dificuldades na medida em que a economia do país patina”.

Segundo o jornal, os bancos no Brasil, principalmente os pequenos, vêm sofrendo com uma redução nos lucros, por conta de uma demanda menor por empréstimos, e com o aumento da inadimplência.

Além disso, observa o artigo, o governo vem pressionando os bancos a reduzir suas taxas de juros para empréstimos – para níveis mais compatíveis com o mercado internacional.

‘Pânico suave’

O jornal afirma que nos últimos tempos o sentimento entre os investidores em relação aos bancos brasileiros tem sido de “pânico suave”.

Levando em conta o histórico de altos e baixos acentuados no mercado brasileiro, os investidores vêm vendendo em peso suas ações das instituições financeiras brasileiras, segundo o Financial Times.

O artigo observa que as ações dos bancos brasileiros estão entre as de pior desempenho entre os principais mercados do mundo nos últimos tempos.

Segundo o jornal, as ações dos bancos brasileiros já perderam 10% de seu valor neste ano, num desempenho mais de 24% inferior à média dos bancos mundiais, enquanto em 2009 esse desempenho foi 67% superior, em 2010, 10% superior, e, no ano passado, 1% acima da média.

Apesar disso, o jornal observa que o resultado geral dos bancos no Brasil ainda não condiz com o pessimismo dos investidores, já que os dois maiores bancos privados brasileiros, Itaú e Bradesco, ainda vêm registrando lucros bilionários.

O texto comenta ainda que “há alguns sinais de que os males do Brasil parecem estar arrefecendo, com uma nascente confiança entre os analistas econômicos de que o crescimento do PIB pode aumentar outra vez a 3% ou 4% no ano que vem e de que a taxa de inadimplência pode ter chegado ao seu pico”.

Fonte: votebrasil.com

Novo Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho começa a valer amanhã

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Começa a valer amanhã (1º) o novo modelo do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), sem o qual trabalhadores não poderão sacar na Caixa Econômica Federal o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em caso de demissão sem justa causa. A regra também é válida para o fim de contratos de trabalhadores domésticos que tenham FGTS, ainda que não seja um direito.

No novo modelo, deverão ser detalhadamente especificadas as verbas rescisórias devidas ao funcionário e as deduções feitas. No documento, também devem constar adicional noturno, de insalubridade e de periculosidade, horas extras, férias vencidas, aviso prévio indenizado, décimo terceiro salário, gorjetas, gratificações, salário família, comissões e multas. Ainda deverão ser discriminados valores de adiantamentos, pensões, contribuição à Previdência e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

De acordo com o governo, o objetivo é facilitar a conferência dos valores pagos e devidos ao trabalhador. Os empegadores tiveram cerca de quatro meses para se adequar ao novo modelo, que foi aprovado mediante portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, em 14 de julho.

Edição: Talita Cavalcante

Dilma anuncia em São Paulo nova prorrogação do IPI reduzido dos automóveis

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciou hoje (24) que o governo vai prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis até 31 de dezembro. Esse benefício deveria acabar no final deste mês.

Essa informação, que era esperada pelos empresários do setor, foi transmitida durante discurso na cerimônia de abertura da 27ª edição do Salão Internacional do Automóvel, evento bienal que está completando este ano 52 anos.

Dilma demonstrou ter gostado de ver a capacidade tecnológica das 49 marcas e dos 500 modelos de veículos em exposição no salão e, por mais de uma vez, defendeu a necessidade de o Brasil qualificar melhor sua mão de obra para tornar-se referência no mercado internacional.

A presidenta disse ainda que a melhoria da mão de obra reduz, simultaneamente, a dependência por alta tecnologia estrangeira. “Não acho que o Brasil deva abrir mão de produzir aqui o que pode produzir aqui”, disse Dilma.

Dilma destacou a importância do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto), lançado pelo governo no início do mês. Ela acentuou ainda ser factível o avanço da participação brasileira no ranking mundial do setor, “porque o país tem três qualidades para ampliar a competitividade: preço, prazo e qualidade”.

Além disso, Dilma atribuiu o bom momento vivido pela industria automobilística à ascensão da nova classe média.

Edição: Davi Oliveira

China se torna o país que mais exporta ao Brasil

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Em 2002, a China era o sétimo país exportador do Brasil, respondendo por apenas 3,3% das importações brasileiras. Na última década, a fatia de exportações chinesas para o Brasil aumentou gradativamente a cada ano. Até setembro deste ano a China atingiu 15,2% de participações, vendendo um total de R$ 25,1 bilhões ao Brasil. Já os Estados Unidos, têm 14,4% das importações, vendendo ao país um total de R$ 23,8 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Segundo Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior, com a entrada de produtos eletrônicos, a pauta de exportação da China para o Brasil se diversificou muito mais que a dos Estados Unidos, cujos bens exportados para o Brasil são os mesmo de dez anos atrás (aviões, helicópteros e suas partes).

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, as vendas da China ficaram mais sofisticadas e mais voltadas para novidades tecnológicas. “As importações da China não são mais de quinquilharias, ou de produtos têxteis e de calçados. Hoje importamos bens de capital chineses”, diz Castro.

O avanço das exportações chinesas não se restringe ao Brasil. A China tornou-se fornecedora de produtos mais simples até bens mais sofisticados, conquistando mercados fornecedores de bens de capital como Estados Unidos, Alemanha e demais países europeus.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Pela décima vez consecutiva Copom diminui a taxa básica de juros

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) surpreendeu o mercado financeiro e diminuiu mais uma vez a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, chegando a 7,25%. Foi a décima reunião consecutiva em que o colegiado de diretores do BC optou pelo afrouxamento da política monetária, de modo a incentivar o crescimento da atividade econômica.

De agosto do ano passado, quando a taxa estava em 12,50% ao ano, a Selic perdeu 5,25 pontos percentuais até chegar aos atuais 7,25% – uma queda equivalente a 42% – e renovou pela terceira vez o patamar de juro básico mais baixo da história do Copom, criado em junho de 1996.

Em nota divulgada logo após a término da penúltima reunião do Copom no ano, o colegiado de diretores do BC informa que a redução de 0,25 ponto percentual teve 5 votos a favor, enquanto três diretores optaram por manter a taxa nos atuais 7,50%.

O Copom explica que “considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional”, entende que “a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”.

A taxa entra em vigor amanhã (11), com validade até a próxima reunião do Copom, em 28 de novembro.