Economia

Copom eleva juros básicos da economia para 12,75% ao ano

quarta-feira, 4 de março de 2015
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Danilo Macedo – Repórter da Agência Brasil

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indices1O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu hoje (4) elevar a taxa básica de juros (Selic) da economia brasileira, que passou de 12,25% para 12,75% ao ano. Com o aumento de 0,5 ponto percentual, a taxa retorna ao patamar de janeiro de 2009.

Em comunicado, o Copom reconheceu que decidiu intensificar o ajuste monetário para conter a inflação. “Avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual para 12,75% ao ano, sem viés”.

A Selic serve de referência para as demais taxas de juros, e, no início da semana, a expectativa de analistas e investidores do mercado financeiro já era a de elevação d o índice para 12,75% ao ano. A expectativa do mercado foi divulgada pelo Banco Central segunda-feira (2), no boletim Focus.

O Banco Central tem na Selic um dos instrumentos para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para baixo (2,5% – piso da meta) e para cima (6,5% – teto da meta).

Embora a taxa básica ajude no controle dos preços, sua elevação também pode prejudicar o reaquecimento da economia, pois o crédito fica mais caro. De acordo com o boletim Focus desta semana, o mercado financeiro prevê, para 2015, PIB com retração de 0,58% e Selic a 13% ao ano.

Venda de veículos novos no Brasil despenca em fevereiro, indica Fenabrave

terça-feira, 3 de março de 2015

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Do Contas Abertas
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carros-concessionarias-20080218-03-originalA Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou nesta terça-feira os dados fechados das vendas em fevereiro de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No segundo mês de 2015, foram emplacadas 185.961 unidades, o pior desempenho para o mês desde 2007, quando os negócios somaram 146,7 mil unidades. Os números ratificam os dados divulgados mais cedo com base em informações preliminares de mercado.

O número representa uma queda de 28,3% nas vendas na comparação com o mesmo mês do ano passado e de 26,7% ante janeiro. Com o resultado, as vendas somam 439,7 mil unidades no primeiro bimestre, recuo de 23,1% na comparação com igual período do ano passado.

Parte dessa queda é atribuída ao menor número de dias úteis em fevereiro deste ano (17 dias), devido ao feriado de carnaval, na comparação com o mesmo mês do ano passado (20 dias) e janeiro (21 dias). Em 2014, o carnaval foi em março.

Soma-se a isso o fim da alíquota reduzida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) desde janeiro, o crédito mais caro e mais seletivo e a baixa confiança dos consumidores e empresários, devido á economia ruim e do ajuste fiscal em andamento pela nova equipe econômica.

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Autos e leves – Considerando somente automóveis e comerciais leves, foram emplacadas 178.822 unidades em fevereiro, o equivalente a recuos de 26,68% na comparação com janeiro e de 27,28% ante um ano atrás.

Já os emplacamentos de caminhões e ônibus juntos caíram 27,93% em fevereiro ante janeiro e 46,81% frente ao mesmo mês do ano passado. Ao todo, foram licenciados 5.171 caminhões e 1.968 ônibus.

Motos e implementos – Somando motocicletas, implementos rodoviários e outros veículos, o total de emplacamentos em fevereiro chegou a 290.215 unidades, queda de 22,19% ante janeiro e de 26,18% ante um ano atrás.

Após a divulgação, a entidade reduziu sua estimativa para os licenciamentos de veículos neste ano. A expectativa para as vendas de carros e comerciais leves passou para queda de 10% em 2015, a cerca de 2,996 milhões de unidades. Para caminhões e ônibus, a previsão passou a queda de 10,12%, para 151.977 unidades.

Petrobras quer ‘desinvestir’ quase U$$ 14 bilhões em dois anos

terça-feira, 3 de março de 2015

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timA Petrobras anunciou que estabeleceu como meta de desinvestimento para o biênio 2015-2016 o montante de US$ 13,7 bilhões, que deverá ser alcançado mediante a venda de ativos da empresa no Brasil e no exterior.

O número foi aprovado em reunião da diretoria da estatal. O desinvestimento será repartido entre as áreas de atuação da empresa, sendo que a de Gás e Energia será responsável pela maior fatia, 40%. Abastecimento e Exploração e Produção responderão por 30% do plano, cada uma.

Porém…

“No entanto, ela [a meta de US$ 13,7 bilhões] é sensível a variáveis de mercado, tais como a cotação do barril de petróleo tipo Brent, taxa de câmbio, crescimento econômico brasileiro e mundial, dentre outras”, ressaltou a Petrobras.

A estatal observou também que cada uma das operações de venda de ativos precisará ser submetida à aprovação tanto da diretoria quanto do conselho da empresa.

O volume de desinvestimento para o biênio 2015-2016 é fruto de uma revisão do Plano de Negócio e Gestão da Petrobras para o período de 2014 a 2018, plano que previa um desinvestimento total de US$ 5 bilhões a US$ 11 bilhões ao longo deste período.

Fontes: Portal Exame – Petrobras aprova revisão de desinvestimento para US$ 13,7 bi
Opinião&Notícia-Petrobras quer ‘desinvestir’ quase U$$ 14 bilhões em dois anos

Mercado prevê a maior retração do PIB em 25 anos em 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

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Fonte: Contas Abertas
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Supermercado-precos-size-598Economistas ouvidos para o último Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC), preveem que a economia brasileira encolha 0,58% neste ano – seria a maior retração desde 1990, ano do governo Collor, quando a economia retraiu 4,35%. Na semana anterior, a estimativa era de uma contração de 0,50%. Trata-se da nona piora seguida na projeção. A atual estimativa é pior, inclusive, do que a vista em 2009, logo depois da crise mundial, quando o PIB brasileiro caiu 0,3%.

Segundo o levantamento do BC, na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve levar a taxa básica de juros dos atuais 12,25% ao ano para 12,75% ao ano. A projeção já constava no documento anterior, mas os analistas que participam da pesquisa semanal elevaram a estimativa para a taxa básica de juros no final do ano de 12,75% ao ano para 13% ao ano.

A expectativa de alta dos juros é reforçada pelas previsões para a inflação. Segundo os economistas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015 deve acelerar para 7,47%, ante previsão de alta de 7,33%. Há um mês, a mediana das estimativas para o indicador estava em 7,01%. Esta é a nona semana consecutiva em que há alta das previsões para o IPCA deste ano.

Para o final de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi reduzida de 5,6%, patamar registrado por cinco semanas seguidas, para 5,5%.O BC trabalha com um cenário de alta para o IPCA nos primeiros meses deste ano, mas conta com um período de declínio mais para frente, levando o indicador a ficar no centro da meta de 4,5% no encerramento de 2016.

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PIB do Brasil pode ter encolhido em 2014, diz Levy 
Após recorde em janeiro, Tombini admite piora da inflação, mas projeta melhora de ‘médio e longo prazos’

Dólar – A projeção do mercado financeiro para o câmbio no fim de 2015 subiu de 2,90 reais para R$ 2,91 por dólar. Para o fim de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em 3 reais por dólar.

Moody’s rebaixa nota da Petrobras para grau especulativo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

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timA agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta terça-feira, 24, todas as notas de crédito da Petrobras, que passou a ter grau especulativo.

A medida significa que as ações da estatal não são mais consideradas um investimento seguro para os investidores.

A Moody’s rebaixou a nota de risco da dívida da Petrobras de Baa3 para Ba2. Trata-se do terceiro rebaixamento em quatro meses. No último, em janeiro, a agência já havia rebaixado todas as notas da estatal. Também houve corte em outubro do ano passado.

A agência de classificação de risco informou que os rebaixamentos refletem uma preocupação crescente com as investigações de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato e pressões de liquidez, que podem resultar em atrasos na entrega de seus resultados financeiros.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o governo Dilma Rousseff tentou demover a Moody’s da decisão de rebaixar a nota da Petrobras. O governo teme que o Brasil siga o rastro da estatal e perca o carimbo de bom lugar para investir.

Integrantes do governo afirmam que o rebaixamento da nota da Petrobras não seguiu critérios objetivos e que a situação de caixa da estatal é relativamente “tranquila”.

BC: Brasil teve déficit de transações de US$10,6 bi em janeiro

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

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Brasil registrou déficit em transações correntes de 10,654 bilhões de dólares em janeiro, informou o Banco Central nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos no país somaram 3,968 bilhões de dólares; No acumulado em 12 meses encerrados no mês passado, o déficit em conta corrente do país ficou em 4,17 por cento do Produto Interno Bruto (PIB)

O Brasil registrou déficit em transações correntes de 10,654 bilhões de dólares em janeiro, informou o Banco Central nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos no país somaram 3,968 bilhões de dólares.

Fábricas de carros têm ociosidade recorde no Brasil

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

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timtAs fabricantes de carros que operam no Brasil vão operar no próximo biênio com um nível de ociosidade em suas fábricas que não se via desde o período 1999-2003, quando o Brasil foi impactado pelas consequências de uma crise internacional.

Com capacidade de produção de 5,6 milhões de carros por ano (incluindo a capacidade para quase 800 mil carros novos das novas fábricas da Fiat, em Pernambuco, e da Honda, em São Paulo), o “parque automotivo” brasileiro deverá ter uma demanda de apenas cerca de 3 milhões de unidades neste ano, com pouca variação em 2016.

Isto representa um setor operando a 53% da sua capacidade. Em todo o mundo, o setor de produção de carros deve operar 2014 e 2015 a cerca de 72% da sua capacidade.

As consequências já se veem nos quadros de funcionários das empresas do setor. Em 2014 foram eliminados 12,4 mil postos de trabalho nas fábricas de carros do Brasil. Em janeiro deste ano já aconteceram mais 400 demissões, e as empresas planejam mais cortes ao longo de 2015.

Gabas defende mudança no cálculo da aposentadoria

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

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Luis Blanco: DD Sao Paulo/SP - 19 de Fevereiro de 2015 - MINISTRO DA PREVIDENCIA SOCIAL Entrevista com o Ministro da Previdencia Social Carlos Eduardo Gabas ( PT ) que comentou assuntos ligados ao INSS. Foto: LUIS BLANCO /DIARIO SP.
“Em média, a expectativa de vida chega a 84 anos e a idade média da aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos. Então, o cidadão fica 30 anos, em média, recebendo aposentadoria. Não há sistema que aguente”, afirma o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas; segundo ele, o governo deve rever o fator previdenciário: “O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base partida. As centrais concordam com isso”, diz ele; o sistema soma a idade do tempo de serviço – 85 para mulheres e 95 para homens

O governo estuda aplicar mudanças na fórmula de aposentadoria. É o que revela o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas: “O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base partida. As centrais concordam com isso”, disse ele em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’. O esquema proposto soma a idade do tempo de serviço – 85 para mulheres e 95 para homens.

Mercado avalia que economia brasileira deve encolher em 2015

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
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Da Agência Brasil

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Investidores e analistas do mercado financeiro estimam que a economia deve encolher 0,42% em 2015. Os números estão no Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central. A produção industrial deve encolher 0,43%, informa a publicação.

Para a inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou a taxa de 7,15% para 7,27%. A expectativa é que o dolar feche o ano cotado a R$ 2,90 e a taxa básica de juros fique em 12,75% ao ano. Os preços administrados, que são controlados pelo governo como as tarifas de luz e a gasolina, têm elevação estimada em 10% ante os 9,48% previstos anteriormente.

O mercado financeiro não está otimista em relação à Dívida Líquida do Setor Público, que deve passar de 37,2% para 38% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas do país.

O déficit em conta corrente, um dos principais indicadores das contas externas, deve permanecer em US$ 78 bilhões, segundo a estimativa do mercado, com o saldo da balança comercial previsto em US$ 5 bilhões e os investimentos estrangeiros diretos, em US$ 60 bilhões.

Ministério da Fazenda nega confisco de poupança e aplicações financeiras

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

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poupancaO Ministério da Fazenda negou hoje (13) qualquer intenção de confiscar a poupança ou outras aplicações financeiras. Em nota, a pasta qualificou de falsas as informações que circulam em redes sociais sobre o assunto.

“Tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”, destacou o comunicado.

De acordo com o ministério, foi detectado um volume expressivo de troca de mensagens, principalmente no aplicativo Whatsapp, dando conta do confisco de aplicações financeiras. Isso motivou a emissão da nota oficial.

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Rombo de R$ 88 bilhões com corrupção pode virar R$ 10 bilhões no novo balanço

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

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timthO desafio técnico de quantificar o valor do prejuízo com corrupção no balanço da Petrobras — estimado em R$ 88,6 bilhões pela diretoria anterior –, parece ter sido superado, embora a solução esteja longe do ideal.

Leia também: E se a Petrobras falir?

Segundo apurou o jornal Valor, a solução encontrada pela estatal deve viabilizar a publicação de um balanço auditado, mas deixará para a Petrobras a difícil tarefa de explicar à opinião pública como o rombo de R$ 88,6 bilhões, estimado pela antiga diretoria e que caiu na boca do povo, pode virar algo entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões.

O governo ainda terá de convencer a opinião pública que esse rombo, bem menor do que os R$ 88 bilhões citados no balanço anterior, não se deve somente à corrupção, mas inclui também a queda no preço do petróleo, taxa de câmbio e outras desventuras.

Teste de ‘impairment’

A solução técnica encontrada pela empresa para contabilizar o superfaturamento de seus ativos no novo balanço funciona assim: ao invés de corrigir os lançamentos contábeis errados, contrato por contrato, para dar conta dos valores desviados por corrupção – um caminho considerado impraticável pela estatal – a saída será fazer a maior parte dos ajustes por meio de um teste conhecido como ‘impairment’, que checa se existe algum ativo superfaturado no balanço — seja por corrupção, mudança no preço do petróleo, taxa de câmbio, contratos malfeitos, ineficiência de obras etc –, e faz o ajuste usando uma taxa de desconto para calcular o valor real dos ativos da empresa. Quanto menor essa taxa, mais valem os ativos, e menor a baixa contábil no balanço.

A taxa usada por consultores externos no último balanço (que calculou o rombo em mais de R$ 88 bilhões), foi de 12% ao ano. A diretoria anterior não questionou a taxa usada, para evitar qualquer acusação de que estivesse tentando interferir com o levantamento independente. Ao contrário, os novos diretores, liderados pelo ex-presidente do Banco do Brasil Aldemir Bendine, devem defender uma redução da taxa de desconto usada no cálculo. Se, por exemplo, essa taxa ficar entre 8% e 9%, os R$ 88 bilhões inicialmente calculados caem pela metade.

Apresentar um balanço auditado antes de junho é o evento mais importante para a estatal evitar o vencimento antecipado de US$ 56,7 bilhões em dívidas, o que a colocaria em uma situação financeira ainda mais delicada.

 

 

Geração de empregos cai 64% em 2014

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
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Da Agência Brasil

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imagesO Brasil registrou 396.993 novas vagas de trabalho com carteira assinada no ano de 2014, informou o Ministério do Trabalho e Emprego. Houve aumento de 1% em relação ao estoque de empregos em dezembro de 2013. No entanto, os empregos criados no ano passado representam queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,1 milhão.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) informam que os estados que mais geraram empregos foram Santa Catarina, com 53.887 (+2,72%), o Rio de Janeiro, com 53.586 postos (+1,39%) e o Ceará, com 47.372 (+3,98%).

Entre as regiões, o Sudeste teve o melhor desempenho, com 121.689 vagas (+0,56%), seguido do Sul, com 118.795 vagas (+1,62%) e do Nordeste com 99.522 empregos (+1,51%). No Centro-Oeste, o saldo foi positivo em 39.335 (+1,25%) e no Norte em 17.652 vagas (+0,39%).

O setor que mais criou empregos foi o de serviços, com 476.108, em seguida vêm o comércio, com 108.814, e a administração pública com 8.257 empregos.

Os setores da agricultura, da construção civil e da indústria de transformação fecharam o ano com saldo negativo. Na agricultura, a variação negativa ficou em 370 vagas. A construção civil terminou 2014 com menos 106.476 empregos e indústria de transformação com menos 163.817 postos de trabalho.

Boletim de fundação do PT critica política econômica de Dilma

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

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levyMairaCoelhoGERJ1Boletim de análise econômica publicado nessa terça-feira (20) pela Fundação Perseu Abramo (FPA), do PT, faz críticas às medidas anunciadas pela equipe econômica no início do segundo governo Dilma para estimular o crescimento da economia. Ao analisar o pacote de aumento de impostos anunciado pelo Ministério da Fazenda, o informativo sustenta que o governo corre o risco de aprofundar as “tendências recessivas” da economia ao adotar uma estratégia “bastante conservadora e ortodoxa na política econômica”.

“O problema é que, diante da continuidade de um mundo em crise e da desaceleração abrupta do mercado interno (último motor de crescimento da economia nacional que ainda funcionava), a possibilidade desses ajustes aprofundarem as tendências recessivas da economia nacional não é desprezível”, afirma o Boletim Diário de Conjuntura 236 (leia a íntegra abaixo).

O documento questiona as quatro medidas anunciadas na segunda-feira (19) pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy: o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito para pessoa física, a elevação da PIS/Cofins sobre a gasolina, diesel e produtos importados, o retorno da Cide (contribuição sobre os combustíveis) e a equalização do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre cosméticos. Com esse pacote, o governo espera elevar a sua arrecadação em R$ 20 bilhões. O texto também faz referência a outras ações adotadas pelo governo para aumentar sua receita e estimular o crescimento da economia, como a mudança nas regras dos benefícios sociais como o seguro-desemprego, o corte de gastos correntes e o retorno do IPI sobre automóveis.

De acordo com o boletim, o conjunto das ações encampadas pelo governo neste início do segundo mandato da presidenta Dilma indica “uma clara inflexão na estratégia da política econômica”, com o abandono da estratégia de concessão de desonerações tributárias, que marcou a primeira gestão da petista.

Segundo a análise publicada pela fundação petista, a incapacidade da estratégia anterior de gerar um ciclo sustentado de investimento no país, seja em decorrência da crise internacional, seja por limitações estruturais da economia brasileira, decorrentes de décadas de valorização cambial que enfraqueceram as cadeias industriais, levou o governo a abandoná-la.

“A promessa é de que uma vez que os empresários acreditem na solidez desta nova estratégia adotada pelo governo, sua confiança irá se elevar e os investimentos privados voltarão a fluir, recompondo as perdas de curto prazo do ajuste recessivo e aumentando o emprego e a renda no longo prazo”, afirma o texto, antes de questionar a eficácia dessas medidas. De acordo com o boletim, as medidas anunciadas pelo governo tendem a agravar os problemas do país caso a crise internacional e a desaceleração do mercado nacional persistam. “Caso este cenário pessimista se confirme, mesmo os aumentos das alíquotas dos impostos serão insuficientes para ajustar as contas públicas, tendo em vista que a arrecadação tributária será muito inferior à esperada”, observa.

A assessoria da Fundação Perseu Abramo informou ao jornal O Globo que o documento, que não é assinado, foi escrito pelo economista Guilherme Mello. Ele é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura da instituição. Pela Unicamp, também passaram a presidente Dilma, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann. A indicação de Levy para a Fazenda foi questionada por setores do PT que criticaram o seu perfil liberal. Outros petistas, no entanto, defenderam sua nomeação diante da necessidade de dar novo rumo à economia do país, bastante fragilizada nos últimos anos.

Veja a íntegra do texto publicado pela Fundação Perseu Abramo:

“ECONOMIA NACIONAL

Aumento de impostos deve somar R$ 20 bilhões aos cofres públicos em 2015: As quatro medidas de aumento de impostos anunciadas nesta segunda-feira, 19, pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, devem elevar em aproximadamente R$20 bilhões as receitas públicas apenas no ano de 2015. As medidas anunciadas foram o aumento de 1,5% para 3% no IOF sobre operações de crédito para pessoa física, a elevação da PIS/Cofins sobre a gasolina, diesel e produtos importados, o retorno da CIDE (imposto sobre os combustíveis) e a equalização do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) sobre cosméticos vendidos no atacado em relação aquele cobrado sobre produtores. Tais medidas, somadas aos R$ 18 bilhões dos cortes de gastos com benefícios sociais que tiveram suas regras ajustadas e aos R$ 5 bilhões de aumento de arrecadação com o retorno da cobrança de IPI sobre automóveis devem garantir um aumento da ordem de 0,7% do PIB no superávit primário. Este resultado, uma vez somado aos cortes de gastos correntes e investimentos já desenhados, deve ser (segundo cálculos do governo) suficiente para alcançar a meta de economia de 1,2% do PIB estabelecida pelo governo para o ano de 2015.

Comentário: O conjunto de medidas adotadas pelo governo neste início do segundo mandato da presidenta Dilma indicam uma clara inflexão na estratégia da política econômica. Com um primeiro mandato marcado pela adoção de uma agenda de incentivo à competitividade das empresas, com medidas como desonerações tributárias (mesmo que em prejuízo do financiamento da seguridade social), desvalorização cambial, redução dos juros e do custo de energia elétrica, Dilma havia adotado parcialmente a estratégia defendida por grandes empresários brasileiros, expressa em documentos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A incapacidade desta estratégia de gerar um ciclo sustentado de investimento no país, seja em decorrência da crise internacional, seja por limitações estruturais da economia brasileira (decorrentes de décadas de valorização cambial que enfraqueceram nossas cadeias industriais), levou o governo a abandoná-la, adotando agora uma estratégia bastante conservadora e ortodoxa na política econômica. A promessa é de que uma vez que os empresários acreditem na solidez desta nova estratégia adotada pelo governo, sua confiança irá se elevar e os investimentos privados voltarão a fluir, recompondo as perdas de curto prazo do ajuste recessivo e aumentando o emprego e a renda no longo prazo. O problema é que, diante da continuidade de um mundo em crise e da desaceleração abrupta do mercado interno (último motor de crescimento da economia nacional que ainda funcionava), a possibilidade destes ajustes aprofundarem as tendências recessivas da economia nacional não é desprezível. Caso este cenário pessimista se confirme, mesmo os aumentos das alíquotas dos impostos serão insuficientes para ajustar as contas públicas, tendo em vista que a arrecadação tributária será muito inferior à esperada.”

Alta dos juros é o preço pelos erros da política econômica, diz Fecomércio RJ

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
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Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil
 
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juros.jpegAo comentar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de elevar mais uma vez em 0,5 ponto percentual a taxa de juros básicos da economia, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) ressalta que esse “é mais um dos muitos preços pagos por empresários e consumidores brasileiros pela condução equivocada da política econômica nos últimos anos”. De acordo com a entidade, em nota divulgada na noite de hoje (21), “ao contrário de previsibilidade, rigor fiscal e inspiração de confiança, a economia passou a conviver com improvisos, metas de última hora e ações localizadas”.

Para a Fecomércio RJ,  as medidas adotadas pelo governo têm seguido o caminho mais fácil, o de aumentar os já elevados custos na produção e no consumo, com mais impostos e juros. “Como resultado, instituições como o Fundo Monetário Internacional já preveem resultado próximo a zero para o crescimento da economia doméstica neste ano, assim como apurado no cenário recente”, diz a nota.

A entidade reconhece a necessidade de retomar a credibilidade na condução da economia brasileira, mas defende que o governo faça mais “do que apenas repassar à sociedade o custo de seus erros”. Para isso, considera que é preciso aprimorar a eficiência do gasto público, ampliar a capacidade de produção e a margem para o crescimento, sem maiores pressões inflacionárias.

Levy admite possibilidade de recessão no primeiro trimestre

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
 
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levy3WilsonDiasAgenciaBrasilO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu hoje (21) a possibilidade de o país registrar contração econômica no primeiro trimestre de 2015, mas ponderou que a recessão deve ser momentânea. “Um trimestre de recessão não quer dizer nada em termos de crescimento”, destacou.

Para o ministro, a recuperação da credibilidade e da confiança no país impulsionará o investimento e ajudará a preservar o emprego e o consumo nos meses seguintes. Ele participa do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e minimizou o impacto das medidas de ajuste fiscal anunciadas segunda-feira (19) na produção e no consumo em 2015, pois considera que os efeitos dos cortes de gastos e do aumento de tributos devem limitar-se aos primeiros meses de 2015.

Levy também informou que o governo deverá continuar a fazer ajustes para retomar o crescimento. Segundo ele, as medidas de corte de gastos e de aumento de tributos anunciadas nas últimas semanas são apenas o primeiro passo para reequilibrar a economia.

“Para o investidor internacional, é importante saber que não trabalhamos no curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos, estamos arrumando a casa para garantir crescimento sólido”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas brasileiros na Suíça. A gravação da entrevista foi divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda.

Copom mantém aperto monetário e sobe taxa básica de juros para 12,25% ao ano

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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banco_centralPela terceira vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou hoje (21) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. O órgão manteve o ritmo do aperto monetário. Na reunião anterior, no início de dezembro, a taxa também tinha sido reajustada em 0,5 ponto.

Com o reajuste, a Selic chega ao maior percentual desde agosto de 2011, quando estava em 12,5% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Em comunicado, o Copom informou que a decisão levou em conta o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A reunião durou cerca de três horas e começou por volta das 16h15, uma hora antes do habitual, por causa da viagem do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , o IPCA somou 6,41% em 2014. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, o IPCA encerrará 2015 em 6,67%, acima do teto da meta. A projeção deve subir nas próximas semanas por causa dos aumentos da energia, dos combustíveis e da alta de tributos sobre produtos importados anunciados recentemente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que ainda está sob efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito barato. De acordo com o boletim Focus, analistas econômicos projetam crescimento de apenas 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.
Selic

FMI prevê Brasil com crescimento de apenas 0,3% em 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

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timthumb.phpNo relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado nesta segunda-feira, 19, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu drasticamente a expectativa de crescimento do Brasil para 2015.

Leia mais: Banco Mundial: economia brasileira deve crescer apenas 1% em 2015

De acordo com o FMI, o PIB brasileiro deve crescer apenas 0,3% neste ano. Esta é a quarta revisão negativa para o Brasil publicada no relatório.

O Fundo também reduziu sua expectativa de crescimento para a economia global em 0,3 ponto percentual. O PIB mundial deve avançar 3,5% em 2015 e 3,7% em 2016, ainda segundo o FMI.

O desempenho das economias emergentes deve ser melhor do que o das avançadas, embora as duas previsões também tenham sido revisadas para baixo.

Entre os fatores que moldaram a nova perspectiva para o mundo estão a baixa cotação do petróleo, o crescimento desigual entre os países, a valorização do dólar e o aumento das taxas de juros em países emergentes, além da elevação do risco em títulos e produtos atrelados aos preços da energia.

Balança comercial acumula déficit de US$ 1,4 bilhão em 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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dolarA balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrou déficit de US$ 479 milhões na terceira semana de janeiro, informou, há pouco, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado elevou para US$ 1,462 bilhão o déficit acumulado nas três primeiras semanas do ano.

Apesar do desempenho negativo, o déficit da balança comercial está menor do que no mesmo período do ano passado. Nas três primeiras semanas de 2014, o país tinha importado US$ 2,049 bilhões a mais do que tinha exportado. A queda no déficit é explicada pelo fato de as importações estarem caindo em ritmo maior que as exportações.

No acumulado do ano, o país exportou US$ 7,515 bilhões, queda de 6,2% pela média diária em relação a janeiro de 2014. As importações somaram US$ 8,977 bilhões, com recuo de 10,6%, também pela média diária.

A queda nas exportações nas três primeiras semanas de janeiro está sendo puxada pelos produtos manufaturados, cujas vendas caíram 23,3% principalmente por causa de aviões, automóveis e laminados de ferro e de aço.

As vendas de produtos semimanufaturados subiram 8,5%, impulsionadas pelo óleo de dendê, ferro fundido e borracha sintética. As exportações de produtos básicos aumentaram 4%, por causa de petróleo bruto, trigo em grão, caulim e argila e soja em grão.

Segundo o ministério, nas importações, o recuo foi maior nas compras de combustíveis e lubrificantes (-36,5%), cereais (-30,4%), veículos e partes (-20,9%) e equipamentos mecânicos (-17,8%).

Levy anuncia aumento de impostos e da gasolina

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

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Depois de cancelar agenda que teria com empresários na Federação das Indústrias de São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy convocou entrevista coletiva para anunciar um pacote de aumento de impostos; entre as medidas, estão ajustes nos setores de cosméticos, de importação e exportação, além do aumento do IOF de 1,5% para 3% nas operações de crédito para pessoas físicas; outra medida foi a volta da Cide, uma contribuição incidente sobre o setor de combustíveis; o valor é de R$ 0,22 para a gasolina e R$ 0,15 para o diesel; arrecadação deve subir R$ 20 bilhões e medidas valem a partir de fevereiro

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou nesta segunda-feira quatro medidas do seu ajuste fiscal.

Gasolina brasileira custa 61,1% mais que a internacional

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

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timtApesar da baixa cotação internacional do petróleo, o preço médio da gasolina no mercado doméstico subiu. Segundo cálculos da RC Consultores, a gasolina brasileira já custa 61,1% mais que o preço internacional. Isso ocorre por conta do poder quase monopolista que a Petrobras detém dos mercados de produção e importação de derivados no Brasil, que impede que a diferença de preços seja repassada para o consumidor, segundo os analistas. Entretanto, a petroleira começa a ganhar com essa disparidade nos preços.

Leia mais:  Barril de petróleo a menos de US$50

Nos últimos sete meses, a cotação internacional do petróleo teve uma queda de 60%, enquanto o preço médio da gasolina no mercado doméstico subiu 2,4% de junho para cá, de acordo com os dados compilados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A alta foi maior ainda no caso do diesel, com um aumento de 4,4%. Em meados de junho de 2014, o petróleo iniciou sua queda livre. O barril do tipo Brent, que na época, custava mais de US$115, devido à pressão por conflitos no Iraque, chegou a US$47 na última terça-feira, 13.

No Brasil, a gasolina custava em média R$ 2,957 em junho passado e saía por R$ 3,029 entre 28 de dezembro e 3 de janeiro. Enquanto os consumidores brasileiros observaram um aumento no preço da gasolina, os consumidores americanos viram os preços caírem por mais de cem dias consecutivos, chegando a atingir o menor patamar desde maio de 2009.

“Nos EUA, já se prevê que a inflação do país ficará zerada este ano com a queda dos combustíveis. Lá, os preços da commodity são muito rapidamente repassados aos consumidores, pois impera a lógica do mercado. Existem 175 refinarias privadas nos EUA. No Brasil, como a Petrobras tem praticamente um monopólio desse mercado, é ela que decide os preços, prerrogativa que acaba sendo, na prática, do Ministério da Fazenda”, afirmou Adriano Pires, sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). “Como o governo usa a Petrobras para controlar a inflação e para fins políticos, a empresa subsidia o consumidor quando o petróleo está em alta, e o consumidor subsidia a companhia quando o produto está em baixa”.

Política brasileira do petróleo

De acordo com uma política exigida por Brasília para reduzir a inflação, a Petrobras manteve os preços internos mais baixos que os do mercado internacional nos últimos anos. Com isso, a petroleira teve duras perdas, já que importa grande parte dos combustíveis que vende no mercado doméstico. Entre 2011 e 2013, o prejuízo da chamada conta de abastecimento com gasolina e diesel foi de R$ 70,9 bilhões. No primeiro semestre de 2014, o resultado ficou negativo em R$ 13,3 bilhões.

Com o adiamento da divulgação do balanço financeiro referente ao terceiro trimestre, por conta do escândalo de corrupção, não é possível saber ao certo como evoluiu essa relação. Mas o CBIE estima que, se a Petrobras estivesse cobrando 41,5% pela gasolina e 30% mais pelo diesel, a companhia estaria ganhando R$ 2,9 bilhões por mês com a queda do petróleo. Número este que seria um alívio no caixa de uma empresa endividada e com acesso restrito ao mercado de capitais por causa do escândalo.

A Petrobras informou que sua política de preços visa a “não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico, seja para mais ou para menos”. Atualmente, há pouca perspectiva de redução dos preços dos combustíveis no Brasil.

 

Joaquim Levy diz que ajuste econômico não é “saco de maldades”

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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943357-café da manha_1O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, descartou um“saco de maldades ou pacotes” para fazer correções na economia e nas contas do governo. Em encontro com jornalistas que cobrem o setor e acompanhado do primeiro escalão da área econômica, Levy fez questão de mostrar que as mudanças serão compatíveis com a proposta do governo de elevar a poupança pública.

Ele não informou, porém, quais tributos poderão ser elevados ou ajustados, mas, sobre os gastos, citou medidas recentes do governo para aumentar o rigor na concessão de benefícios da Previdência Social. “[As primeira medidas] se pautam na preservação do direito, mas fazem ajuste de distorções e excessos que só servem para enfraquecer os direitos.” Segundo o ministro, o governo está atuando para evitar desperdícios.

Para Joaquim Levy, a intenção de uma pensão é proteger um pai que, porventura, tenha sofrido acidente ou falecido. “Não é [conceder] uma renda vitalícia para alguém que tenha capacidade de trabalhar e é independente. No caso dos impostos, também. Qualquer movimento será compatível com nosso objetivo”, destacou.

Na mesma linha, o ministro defendeu o “realismo tarifário”. “É um desafio importante no momento em que se deve reorientar a economia. Temos de fazer coisas que tenham um mínimo de impacto na atividade econômica”, avaliou. Levy deixou claro que não haverá repasses do Tesouro Nacional para o setor elétrico para equilibrar a conta de energia, ficando a cargo dos consumidores o aporte final por meio das tarifas.

Para justificar os ajustes que o governo pretende realizar , Levy comparou o governo com famílias que têm orçamentos e devem honrá-los. “Às vezes, em uma semana, deixa-se de ir à balada ou de comprar um tênis, porque tem de pagar outra coisa, como um caderno. Na hora de comprar, o material escolar vem na frente”, exemplificou.

Conforme o ministro, o que o governo está fazendo é exatamente isso. “São decisões que todas as famílias sempre tiveram de tomar e que nos garantem ir para a frente”, completou.

O ministro explicou ainda a tributação de investimento, garantindo que não será uma decisão “absolutamente imediata” e que o governo fará muitas consultas. “O objetivo, ou qualquer coisa que seja feita,  fará parte de uma estratégia de harmonização, de maneira que tenhamps a melhor composição possível de instrumentos de poupança, investimento. Vamos fazer com certa presteza, mas não é uma coisa eminente.”

O novo secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Barbosa Saintive, admitiu que 2015 não será um ano fácil, porque será justamente de ajustes na economia. Ele destacou que as medidas de corte de gastos para o governo atingir o equilíbrio fiscal estão sendo estudadas e serão submetidas ao ministro Joaquim Levy. Saintine não adiantou valores e medidas.

Mercado prevê menos crescimento e mais inflação em 2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

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Do Contas Abertas
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economia-banco-central-20140115-003-size-598Analistas do mercado financeiro ouvidos para o Relatório Focus, do Banco Central (BC), reduziram a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) e aumentaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2015, medidor da inflação. Em relação ao crescimento, a estimativa foi diminuída de 0,5% para 0,4%. Já para a inflação, a projeção aumentou de 6,56% para 6,60%. Para 2016, as estimativas se mantiveram em 1,80% para o PIB e em 5,70% para o IPCA.

A projeção para a inflação este ano, acima do teto da meta de 6,50%, vai ao encontro de afirmações recentes do presidente do BC, Alexandre Tombini. Em declarações à imprensa e também no Congresso, ele admitiu que o IPCA subiria nos primeiros meses deste ano, mas avaliou que entraria em um período de declínio mais para frente e encerraria 2016 no centro da meta de 4,5%.

Em relação à Selic, o mercado manteve a expectativa de elevação da taxa básica de juros para 12,50% em 2015 e para 11,50% em 2016. Atualmente, a taxa básica de juros está em 11,75% e, segundo os analistas, deve ir para 12,25% após a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que acontece nos dias 20 e 21 deste mês.

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No caso do dólar, o BC manteve a estimativa de uma taxa de 2,80 reais em 2015, mas ampliou de 2,80 reais para 2,83 reais o esperado para 2016.

BofA corta recomendação de Brasil e tira Petrobras de portfólio

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O tom de Levy: ajuste, sem ofender direitos sociais

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

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Wilson Dias/Agência Brasil: .

Em cerimônia de posse do Ministério da Fazenda, Joaquim Levy agradeceu nesta tarde a confiança nele depositada pela presidente Dilma Rousseff e assegurou que “o Brasil tem plenas condições de exercitar o equilíbrio fiscal, sem com isso ofender direitos sociais ou deprimir a economia”; ao receber o cargo do secretário-executivo da Fazenda, Paulo Caffarelli, ele ressaltou que o equilíbrio fiscal já começou, com a contenção de gastos públicos, e que o cumprimento das metas será o fundamento da retomada do crescimento do País; Levy celebrou índices de baixa histórica de desemprego e condenou o patrimonialismo

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, adotou como tom de seu discurso na cerimônia de posse do cargo nesta segunda-feira 5, em Brasília, a necessidade do equilíbrio fiscal, porém sem ofender os direitos sociais. Segundo ele, o cumprimento das metas fiscais será o fundamento da retomada do crescimento do País.

Nova equipe econômica mede gastos e calcula meta fiscal

domingo, 28 de dezembro de 2014

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Wilson Dias/Agência Brasil: .
Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, e Nelson Barbosa, que assumirá o Desenvolvimento, passaram os últimos dias estudando a contabilidade do governo a fim de definir – e melhorar – o resultado fiscal

A dupla Joaquim Levy e Nelson Barbosa, futuros ministros da Fazenda e do Planejamento, passou as últimas duas semanas debruçada sobre a contabilidade do governo, a fim de ter melhor ideia do cenário para calcular com precisão a nova meta fiscal, mostra reportagem do jornal O Estado de S. Paulo neste domingo 28 (leia aqui).

Petrobras vale hoje menos do que antes do pré-sal

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

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Do Contas Aberta
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veja.com-ftp26-size-598Abalada pelas investigações de corrupção e pela queda do preço do petróleo, a Petrobras continua sofrendo os efeitos em suas ações. Com isso, a estatal brasileira passou a valer atualmente menos do que antes do anúncio das descobertas do pré-sal. Para os investidores do mercado financeiro, é como se as reservas gigantes de petróleo, anunciadas em novembro de 2007, tivessem perdido todo o valor.

No auge da cotação da empresa, em 21 de maio de 2008, seu valor a preços de hoje era de 737 bilhões de reais, já considerando a inflação. De lá para cá, queimou-se no mercado 610 bilhões de reais. Na sexta-feira, a estatal passou a valer 127 bilhões de reais, segundo dados compilados pela consultoria Economática. Para se ter uma ideia da dinheirama, é como se a companhia tivesse perdido toda a produção anual de Portugal. Ou quatro vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Uruguai.

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Toda essa perda não se deve apenas ao inferno astral do momento. Os prejuízos começaram logo em 2008, por causa da crise financeira global. No ano passado, a Petrobras teve outra grande perda porque, sob influência do governo, não reajustou os preços da gasolina para não pressionar a inflação. Em 2014, a cotação estava começando a se recuperar, quando as notícias de corrupção atingiram a empresa.

No caso das ações da Petrobras, não há quem arrisque dizer se o papel está caro ou barato. São muitas as incertezas em relação à empresa, que ainda podem jogar os preços mais para baixo. Não se sabe, por exemplo, o impacto no balanço da companhia quando reconhecer – se reconhecer – as propinas pagas e denunciadas por ex-diretores. Nem sequer o balanço auditado do terceiro trimestre foi publicado e, se isso não for feito até 31 de janeiro, alguns bilhões em dívidas terão de ser pagos antecipadamente.

(Com Estadão Conteúdo)

Analistas reduzem expectativa de crescimento do PIB

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil 
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Investidores e analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a expectativa de crescimento da economia em 2014. A nova projeção indica alta de 0,16% do Produto Interno Bruto (PIB). Na avaliação anterior, a estimativa era 0,18%. Para 2015, os economistas esperam aumento de 0,69%. A projeção era, até então, 0,73%. O PIB é a soma de todas os bens e riquezas de um país.

Para o câmbio, a projeção subiu de R$ 2,55 para R$ 2,60, com taxa básica de juros em 11,5% ao ano, no fim de 2014. Não houve alteração na expectativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi mantida em 6,38%. O mercado financeiro prevê, porém, alta nos preços administrados, com uma mudança de 5,3% para 5,4%. Esses preços são aqueles controlador pelo governo, como as tarifas de energia elétrica. Houve, ainda, redução na estimativa da Dívida Líquida do Setor Público, que passou de 36% do PIB para 35,9%.

No setor externo, aumentou o pessimismo para o déficit em conta-corrente, que subiu de US$ 84,23 bilhões para US$ 85 bilhões, com o saldo da balança comercial negativo em US$ 1,6 bilhão e mantendo-se a expectativa dos investimentos estrangeiros diretos de US$ 60 bilhões.

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Dilma veta redução da alíquota de contribuição de patrões e domésticos ao INSS

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

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Da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade
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A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o projeto de lei que prevê a redução da alíquota da contribuição previdenciária paga por patrões e empregados domésticos. A decisão foi publicada na edição de hoje (9) do Diário Oficial da União. Na mensagem encaminhada ao Legislativo, a presidenta diz que o texto foi vetado “por contrariedade ao interesse público”.

O projeto de lei foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara no dia 13 de novembro. Atualmente, a alíquota da contribuição previdenciária paga por patrões é 12% e a do empregado doméstico varia de 8% a 11%. Se a mudança entrasse em vigor, a alíquota seria reduzida para 6%, em ambos os casos.

Segundo a mensagem publicada nesta terça-feira no Diário Oficial, os ministérios da Previdência Social e da Fazenda manifestaram-se pelo veto. Um dos motivos é que a mudança teria impacto negativo de R$ 600 milhões por ano, “não condizente com o momento econômico atual”.

Além disso, segundo o Executivo, “o projeto de lei foi proposto anteriormente à promulgação da Emenda Constitucional nº 72, de 2 de abril de 2013, cuja regulamentação legal, de forma integral e mais adequada, encontra-se em tramitação no Congresso Nacional”.

Bradesco alcança Petrobras em ranking de valor de mercado

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

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timthOs ecos dos escândalos de corrupção seguem atingindo a Petrobras. A empresa, que antes do início das investigações era a mais valiosa do país, foi ultrapassada por Ambev e Itaú Unibanco em valor de mercado poucos meses atrás. Agora, em nova projeção, foi alcançada pelo Bradesco, ambas estimadas em R$ 153,9 bilhões.

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No período eleitoral, a estatal mostrou sinais de recuperação, quando suas ações se valorizaram à medida que a candidata Marina Silva subiu nas pesquisas, no mês de setembro. Após esse período voltou a sofrer desvalorizações sucessivas, perdendo metade de seu valor de mercado.

Dois fatores são determinantes para a crise que vive a empresa. A primeira é o envolvimento nos escândalos investigados pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, colocando em cheque o futuro da empresa. Sem divulgar o balanço do terceiro trimestre, a Petrobras corre o risco de perder os investimentos de capital estrangeiro em um momento de forte investimento e alavancagem elevada. A queda no preço do petróleo no mercado internacional é outro fator que prejudica as finanças da petroleira.

A exploração para retirada de petróleo do pré-sal exige grandes investimentos, por isso uma redução na entrada de capital estrangeiro seria fatal para a Petrobras. O atual plano de negócios prevê gastos de US$ 221 bilhões até o ano de 2018.

No rumo contrário

O Bradesco vive situação mais confortável. A instituição privada atua num dos ramos em melhor situação financeira do país nos últimos anos. A alta dos juros e a expansão do crédito beneficiaram os bancos, que cada vez ganham mais espaço entre as empresas mais valiosas do país. O lucro líquido da instituição financeira cresceu 26,5% em relação ao mesmo período de 2013.

A expectativa do economista-chefe da Tov Corretora, Pedro Paulo Silveira, é que, assim que a economia mundial se recupere da recente crise, o preço do barril de petróleo volte a subir, beneficiando assim a estatal.

“O petróleo é um recurso finito que vai sofrer reajuste quando a economia global voltar a crescer”, disse o especialista.

O consultor de investimentos, Richard Rytenband, seguiu a mesma linha do chefe da Tov. Ele também fez projeções otimistas para a empresa no futuro.

“A Petrobras não pode mais errar, a crise foi positiva por isso, para expurgar o que está errado. Quem aposta no fim do ciclo de alta das commodities pode ter uma surpresa nos próximos semestres”, disse o consultor.

Mercado financeiro reduz previsão para inflação e para o PIB em 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil
 

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imagesCABJ6UE9Analistas e investidores consultados pelo Banco Central (BC) elevaram a projeção de fechamento da Selic, taxa básica de juros da economia, para o ano de 2015. A estimativa subiu de 12% para 12,5% ao ano. A informação está no boletim Focus, consulta semanal feita com mais de 100 instituições financeiras, divulgada hoje (8). Na última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 11,75% ao ano.

O Focus, que trabalha com dados coletados na semana anterior, também reduziu a previsão de fechamento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014. De 6,43%, a estimativa foi para 6,38%. A projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas de um país) foi reduzida de 0,19% para 0,18%.

O mercado também elevou a previsão de déficit em conta corrente, indicador que mede o desequilíbrio das contas externas, de US$ 83 bilhões para US$ 84,23 bilhões este ano. O saldo negativo representa a diferença entre as compras e vendas de mercadorias e serviços entre o Brasil e o exterior, conhecidas como transações correntes. A projeção de queda na produção industrial em 2014 aumentou de 2,26% para 2,5%.

Para a balança comercial, analistas e investidores mantiveram projeção de saldo zero este ano. Permanece, ainda, a expectativa de fechamento do dólar em R$ 2,55. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) estimados deverão permanecer em US$ 60 bilhões. Os preços administrados, regulados pelo governo, deverão ser reajustados em 5,3%.