Economia

Ministério confirma gasto a fundo perdido para Cuba

sexta-feira, 30 de maio de 2014

.
Por Eduardo Militão – Congresso em Foco
>
Infografico_Cuba_SubsidioO Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) confirmou ao Congresso em Foco que o Tesouro repassou recursos a fundo perdido, uma espécie de subsídio, sem necessidade de ser pago, para o governo de Cuba modernizar o porto de Mariel. Alegando sigilo, o ministério não revela o total gasto pelo Tesouro na operação. Entretanto, valores do programa que usa recursos públicos para incentivar exportações brasileiras – que existe desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – mostram que Cuba recebeu US$ 107 milhões (o equivalente a R$ 239 milhões) no período da reforma do terminal. Antes do empreendimento, Cuba quase nada recebia do programa de incentivo.

O empreendimento teve um financiamento de US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o porto custou US$ 957 milhões. Um documento inédito, assinado pelo ex-ministro Fernando Pimentel e revelado pelo Congresso em Foco esta semana, mostra que, quando o Brasil fez acordo com Cuba, em 2008, o combinado era emprestar US$ 600 milhões, que seriam “utilizados durante quatro anos”.

O MDIC diz que não pode explicar o aumento do valor do financiamento, alegando sigilo, decretado por Pimentel por período de 15 a 30 anos. Pela mesma razão, se nega a explicar se os quatro anos se referem ao prazo de pagamento por Cuba ou ao período em que o BNDES fará os desembolsos.

A assessoria do ministério informou ao site que a ajuda prestada a Cuba na construção do porto de Mariel é dada pelo Brasil a outros países há muito tempo. O objetivo, alega, é baixar a taxa de juros dos bancos brasileiros às alíquotas internacionais e facilitar a importação de produtos e serviços nacionais por governos e empresas estrangeiros. No caso, Cuba tomou dinheiro emprestado do BNDES para contratar a reforma do porto, executada pela Odebrecht.

 

 

 

 

 

 

Coincidência

Nos últimos quatro anos, período que coincide com a construção do porto de Mariel, Cuba tornou-se o terceiro país beneficiado com recursos públicos do Programa de Financiamento à Exportação – Equalização (Proex), atrás de EUA e Angola. Entre 2001 e 2009, antes do início da modernização do terminal, o governo da ilha dos irmãos Castro só tinha sido destino de US$ 2,2 milhões, segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC. Em alguns anos, nada se recebia. Na maioria deles, valores abaixo de um milhão de dólares.

Mas com o porto, tudo mudou: o valor foi elevado em mais US$ 107 milhões entre 2010 e 2013. Ou seja, tudo indica que, se não foi exatamente esse o valor da ajuda do governo brasileiro para Cuba pagar prestações mais baratas ao BNDES pelo porto construído pela Odebrecht, as cifras devem ser bem próximas disso. Nesse caso, significaria que, na prática, o Brasil gastou do próprio bolso 16% dos US$ 692 milhões emprestados pelo BNDES para viabilizar a operação.

O porto foi inaugurado em janeiro deste ano pela presidenta Dilma Rousseff. Os dados de 2014 ainda não estão disponíveis, o que pode implicar um aumento dos valores do Proex para bancar a importação de Cuba, feita pela Odebrecht.

Triangulação com empreiteiras

Para a oposição, o problema não é financiar as exportações brasileiras, mas beneficiar empresas que financiam campanhas eleitorais, como a construtora do porto. “Nossa preocupação é a triangulação de quem está recebendo, como exportador, esses empréstimos ser doador de campanha de quem libera essa taxa do fundo perdido”, afirma o deputado Fernando Francischini (SD-PR).

Em reunião na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, chegou a afirmar que o banco não usou recursos a fundo perdido. Na verdade, como se confirmou agora, foi o Tesouro Nacional. O deputado Pepe Vargas (PT-RS) destacou que a oposição trabalha contra o interesse econômico do país e dos empresários brasileiros. “O que acontece aqui é preconceito ideológico”, afirmou ele, já que Cuba é dirigida pelo regime socialista dos irmãos Raul e Fidel Castro.

A linha de crédito do BNDES usada em Mariel permite pegar o dinheiro emprestado para pagar em até 12 anos. O banco e o ministério não informam quais foram as reais condições do crédito para Cuba. O documento do MDIC obtido pelo site, um termo de decretação de sigilo para o negócio do porto, fala em “condições específicas” para os cubanos de acordo com “parâmetros internacionais”.

Redução de juros

Na modalidade de “equalização”, o Proex foi utilizado para baixar as taxas de juros pagas pelo governo de Cuba. Por lei, o governo pode ingressar com dinheiro público – por meio de títulos do Tesouro – no banco para que essa taxa caia, no máximo, a 2,5 pontos percentuais. Por exemplo: na hipótese de Cuba ter conseguido o empréstimo de US$ 692 milhões a uma taxa de 4% ao ano, seria possível reduzir esse custo para até 1,5% ao ano.

De acordo com técnicos do MDIC ouvidos pelo site, apesar do prejuízo aos cofres públicos na operação com uso do Proex, essa é uma política importante por causa dos resultados na macroeconomia. Aumentar as exportações significa melhorar a balança comercial brasileira, razão pelo qual o recurso a fundo perdido tem sido usado com outros países e empresas brasileiras.

Os técnicos não gostam do termo “subsídio”, porque, para eles, isso poderia significar baixar a taxa de juros nacional a valores abaixo da média internacional. O que o Proex faz é igualar os juros brasileiros aos dos bancos estrangeiros. Para eles, trata-se de uma “pequena ajuda” do governo para fomentar a economia brasileira.

EUA, Angola e Cuba lideram lista do Proex

 

Saiba mais sobre o negócio do porto de Cuba

Copom encerra ciclo de aumento e mantém juros básicos em 11% ao ano

quarta-feira, 28 de maio de 2014
.
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

.
Depois de nove aumentos consecutivos, o Banco Central (BC) interrompeu o ciclo de aperto monetário. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic – juros básicos da economia – em 11% ao ano.

É a primeira vez em 13 meses em que o Copom deixou de reajustar os juros básicos. Apesar da manutenção, a taxa Selic permanece no maior nível desde novembro de 2011, quando também estava em 11% ao ano.

Quando a presidenta Dilma Rousseff tomou posse, em janeiro de 2011, os juros básicos estavam em 10,75% ao ano e foram gradualmente reajustados nos meses seguintes. Em agosto do mesmo ano, a taxa passou a ser reduzida sucessivamente pelo Copom até atingir 7,25% ao ano em outubro de 2012, o menor patamar da história. A Selic foi mantida nesse nível até abril de 2013, quando o Copom iniciou um novo ciclo de alta nos juros básicos para conter a inflação.

A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação corresponde a 4,5% (centro da meta), com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumulado em 12 meses estava em 6,28% até abril, mais que os 6,15% acumulados até março e cada vez mais próximo do teto da meta. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2014 em 6,47%. A estimativa foi elevada pela segunda semana seguida.

Por outro lado, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu 2,3% no ano passado e ainda está sob o efeito de estímulos do governo, como desonerações e crédito subsidiado. De acordo com o Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,63% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la, o Banco Central contém o excesso de demanda, que se reflete no aumento de preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

 

Entenda a Selic

Balança comercial acumula déficit de quase US$ 6 bilhões no ano

segunda-feira, 26 de maio de 2014
.
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

.
dolar_6Depois de registrar resultado positivo de US$ 563 milhões na semana retrasada, a balança comercial (diferença entre exportações e importações) voltou a ficar negativa em maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as importações superaram as exportações em US$ 1,134 bilhão na quarta semana do mês.

O resultado negativo anulou o superávit que a balança vinha registrando em maio. Agora, a balança acumula déficit de US$ 345 milhões no mês. O déficit da semana passada fez o rombo da balança comercial saltar para US$ 5,911 bilhões em 2014, 27,7% superior aos US$ 4,628 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

A deterioração do saldo da balança comercial neste ano foi provocada pela queda das exportações em maior intensidade que a redução das importações. No acumulado do ano, as vendas para o exterior totalizam US$ 85,040 bilhões, queda de 2,9% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. As compras externas somam US$ 90,951 bilhões, recuo de 1,2% também pelo critério da média diária.

Nas quatro primeiras semanas de maio, as exportações acumulam queda de 5,4% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. As vendas de produtos básicos (bens agrícolas e minerais) cresceram 1,2% nesse tipo de comparação, impulsionadas por minério de cobre, petróleo bruto e pelas safras de café e de soja. No entanto, as exportações de manufaturados caíram 12,5%, principalmente por causa da redução da venda de veículos, açúcar refinado e aviões, e as de semimanufaturados recuaram 18%, puxadas pelo açúcar bruto e óleo de soja.

As importações ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,2% pela média diária, nas quatro primeiras semanas do mês em relação ao ano passado. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, os maiores aumentos foram registrados nas compras de adubos e fertilizantes (43,7%), farmacêuticos (16,4%) e produtos siderúrgicos (11,9%).

Equipe econômica aumenta para 5,6% a estimativa de inflação oficial para o ano

quinta-feira, 22 de maio de 2014
.
Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
 
.
O governo aumentou a previsão oficial de inflação para este ano, divulgou há pouco o Ministério do Planejamento. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, a estimativa da equipe econômica para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014 passou de 5,3% para 5,6%.

A projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país, foi mantida em 2,5%. O valor é levemente superior às previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em seminário na Câmara dos Deputados no mês passado, ele afirmou que esperava crescimento de 2,3% na economia neste ano.

As previsões do governo continuam mais otimistas que as do mercado financeiro. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas acreditam que o IPCA fechará o ano em 6,43%, próximo do teto da meta, de 6,5%. Em relação ao PIB, os economistas projetam crescimento de apenas 1,62% para 2014.

A queda do dólar nos últimos meses refletiu-se nas projeções oficiais. Segundo o relatório, a cotação média do dólar corresponderá a R$ 2,29 este ano, contra R$ 2,44 na versão anterior do documento, divulgada em março. Embora o relatório seja divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para a economia são feitas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Economista critica o Brasil e diz que país é campeão mundial em fracassos

domingo, 18 de maio de 2014

timtO dinamarquês Steen Jakobsen, economista chefe e CIO (executivo encarregado de investimentos) do Saxo Bank, na Dinamarca, disse que o Brasil atravessa uma das piores situações políticas possíveis e que o cenário macroeconômico do país é preocupante.

“A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei. E eu visito 35 países por ano”, disse Jakobsen, durante o evento “Criando Sucesso Operando em Mercados Globais”, realizado na última terça-feira, 06, em São Paulo.

O economista culpou o governo Dilma pela situação. Segundo ele, o governo adotou um modelo econômico que “é uma verdadeira festa”, mas que estava fadado ao fracasso desde o começo.

“O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês, brasileiros, que votam errado e colocam eles lá. A atual presidente, por exemplo, não sabe o que quer e está completamente perdida. Além disso, o Banco Central também está perdido e os conflitos aumentam a cada dia. A falta de reformas e as decisões políticas fora do tom deixaram a situação insustentável”, disse Jakobsen.

Brasil, o campeão mundial em fracassos

Para Jakobsen, se as pessoas votarem certo nas próximas eleições, a situação do país vai melhorar, mas se Dilma for reeleita pode ser positivo, “pois o Brasil precisa de uma crise de verdade, com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito”. Segundo o economista “o Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.

Na avaliação de Jakobsen, sediar a Copa do Mundo foi uma das piores coisas que o Brasil já fez. “O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes, está indo para coisas inúteis. O Brasil só estará pronto para receber uma Copa do Mundo em 20 ou 30 anos”, disse o economista.

Em meio ao caos econômico, Jakobsen  indicou algumas opções seguras para investimento, como a renda fixa e os títulos públicos do Tesouro Direto. “O brasileiro precisa aproveitar essa taxa de juros altíssima, afinal, pelo menos para alguma coisa ela tem que servir. Depois das eleições, se tudo der certo, os brasileiros podem voltar a pensar em bolsa de valores”.

 

                 www.opiniaoenoticia.com.br

Mantega diz que foi contra a aquisição da segunda metade de Pasadena

quarta-feira, 14 de maio de 2014

.
Fonte: Congresso em Foco
.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou durante audiência nas comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados que foi contra a aquisição da segunda metade da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. “Na época da aquisição, eu não fazia parte do conselho e nem era ministro da Fazenda, mas tenho certeza de que houve um resumo executivo e houve um debate. Estava no conselho quando fizeram na segunda metade e fui contra a aquisição. O conselho não aprovou a segundo parte a partir dos resumos executivos”, disse.

Mantega, no entanto, lembrou, que na aquisição da primeira parte da refinaria, o conselho de administração da empresa era formado por executivos como os empresários Jorge Gerdau Johannpeter, Fábio Barbosa e o economista Cláudio Haddad, “sem falar das outras pessoas”.

“O mercado em 2006 era diferente de 2008. As demandas eram diferentes. A Petrobras com justa razão queria uma entrada no mercado americano com o petróleo sendo refinado nos Estados Unidos. Mas na ocasião não considerei conveniente [a compra da segunda metade]. Está nas atas. Fomos obrigados  [ a comprar] pelo tribunal de arbitragem.

Sobre a recomendação do ex- procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Adams sobre a operação de Pasadena, disse que determinou uma ressalva na ata, considerada normal pelo ministro. “Foi feita a verificação sobre a cláusula Marlim, com garantia mínima no caso em que fosse adaptada a refinaria para recever o petróleo brasileiro. Eu indagava se havia prejuízo para a empresa, mas a cláusula não entrou em vigor”.  Segundo reportagem da revista Veja, Adams admitiu, em 2008, a então secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, sobre as cláusulas que causaram prejuízos que ultrapassam R$ 1 bilhão à Petrobras na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

O ministro, ao ser questionado sobre o reajuste da gasolina, evitou declarar qualquer decisão a ser tomada antes ou depois da Copa do Mundo. “O alinhamento de preços tem sido buscado com regularidade, mas com o câmbio se desvalorizando forte, fica difícil. Não falo em aumento de preço [para evitar especulações]. Aumento de preços se faz”.

Ele destacou que a gasolina tem reajustes de preço todos os anos no Brasil, para acompanhar o preço internacional. “Mas quando há uma desvalorização cambial é mais difícil. Simplesmente, não se ajusta o preço pela inflação brasileira e pronto. Chegamos a alinhar o preço com o mercado internacional, mas o problema foi que o  Federal Reserv (Fed) – Banco Central norte-americano – decidiu reduzir os estímulos à economia local ocasionando um  desequilíbrio do cambial, porque o mercado passou a entender que os recursos dos países emergentes migrariam para os Estados Unidos”.

Outro assunto levantado na audiência foi a situação do setor elétrico. O ministro destacou que não faltará energia elétrica. “ Falta água. O governo fez altos investimentos nos últimos anos e construímos um parque de térmicas e eólicas. Está em curso no Brasil a construção de grandes hidrelétricas que entrarão em funcionamento. Não há perigo de falta de energia. O problema são os custos e o governo federal criou um modelo para ajudar a arcar com os custos dos diversos segmentos.” Mas no ano quem vem, haverá uma redução nos preços porque os contratos vencem e teremos novos leilões.

Anfavea diz que retomada do crédito para venda de veículos é prioridade do setor

terça-feira, 13 de maio de 2014
.
Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse hoje (13), após encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido dos automóveis não é prioridade da entidade. Segundo ele, a maior preocupação do setor é com a escassez de crédito para venda de veículos, tema discutido com o ministro.

Segundo a Anfavea, a prioridade neste momento é obter uma resposta do Ministério da Fazenda e do sistema financeiro sobre financiamento de veículos, que tem se tornado seletivo desde o ano passado. No mês passado, a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) negou que a escassez de crédito seja a causa das dificuldades de venda de veículos.

A volta da alíquota cheia do IPI sobre a venda de automóveis está prevista para ocorrer a partir de julho, de acordo com a tabela anunciada pelo governo no final do ano passado. Segundo os novos valores, os carros 1.0, que pagam atualmente 3%, devem voltar a ter alíquota de 7%, enquanto a faixa entre 1.0 e 2.0 flex passa de 9% para 11%. Os utilitários, cuja alíquota atual é 3%, pagarão 8%.

Outra questão que tem preocupado a entidade é com relação à retração das exportações de automóveis do Brasil para a Argentina, cujo atual acordo passar por negociação entre os dois países. Sobre a redução de empregos no setor, Luiz Moan disse que a categoria é especializada e que os fabricantes farão de tudo para não dispensar os trabalhadores.

Graça Foster diz que vai defender reajuste do preço dos combustíveis para 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014
.
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

 .

A presidenta da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse hoje (12) que vai continuar a busca para reajustar os preços dos combustíveis produzidos pela empresa. Apesar de ressaltar que é preciso atenção ao mercado interno, a presidenta destacou que os preços dos derivados (gasolina e diesel) precisam estar alinhados ao mercado externo para a empresa conseguir manter a capacidade de investimento.

Ela reconhece a necessidade de moderação nos aumentos (dos preços dos derivados) e de não repassar para o consumidor interno a volatilidade do mercado externo, mas argumentou que a empresa não pode conviver com defasagens significativas.  “O fato de o real ter reduzido a depreciação frente ao dólar diminuiu a pressão, mas enquanto a paridade não for plena estaremos sempre defendendo o aumento [dos preços]. Estamos mantendo conversas sobre o assunto, de forma permanente, mas padronizada. Hoje, a orientação é não repassar a volatilidade para o mercado, mas não há paridade e nós precisamos considerar a possibilidade do aumento para entramos 2015 em melhores condições do que entramos este ano”, disse, ao detalhar o resultado do primeiro trimestre do ano da estatal.

A presidenta da Petrobras disse que a empresa mantém as projeções de investimentos para este ano, de aproximadamente US$ 40 milhões. Segundo ela, não está prevista redução dos investimentos em relação ao Plano de Negócios e Gestão 2014 – 2018, divulgado pela companhia.

IBGE: inflação oficial fica em 0,67% em abril

sexta-feira, 9 de maio de 2014
.
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

.
supermercadosA inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de abril apresentou variação de 0,67%, com resultado 0,25 ponto percentual inferior à alta do mês de março que foi de 0,92%. Com este resultado, o IPCA, que é utilização pelo governo para balizar as metas de inflação fixadas pelo Banco Central, passou a acumular nos primeiros quatro meses do ano alta de 2,86% – resultado acima da taxa de 2,5% de igual período de 2013.

Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a variação dos últimos doze meses (a taxa anualizada) acumulou alta de 6,28%, acima dos 6,15% relativos aos doze meses anteriores. Em abril de 2013 a taxa foi de 0,55%.

Os principais responsáveis pela desaceleração no ritmo de crescimento do IPCA de março para abril foram os grupos alimentação e bebidas (que caiu de 1,92% em março para 1,19% em abril – 0,73 ponto percentual de queda entre um período e outro); e transporte (de 1,38% para 0,32% – menos 1,32 ponto percentual).

Ainda assim, segundo o IBGE, o grupo dos alimentos continuou apresentando não só a mais elevada variação (1,19%) como o maior impacto no mês (0,30 ponto percentual).

No grupo dos transportes, que subiu 0,32% em abril contra os 1,38% em março, o IBGE destacou a a queda de 1,87% nas tarifas aéreas já que haviam apresentado alta de 26,49% no mês anterior. Além disso, “tanto combustíveis quanto ônibus e automóveis subiram menos”.

O IBGE destacou também a queda no preço do etanol (de 4,17% em março para 0,59% em abril) influenciando também a queda nos preços da gasolina (de 0,67% para 0,43%).

Vale ressaltar, ainda, que, além da queda nos preços dos alimentos e dos transportes, mais três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram redução na taxa de crescimento de março para abril, com destaque para despesas pessoais (de 0,79% para 0,31%), com queda de 0,02% nos serviços de manicure e desaceleração em outros itens como empregado doméstico (de 1,28% para 0,58%) e cabeleireiro (de 0,79% para 0,03%).

Do lado dos quatro grupos que apresentaram variações superiores a março, saúde e cuidados pessoais desponta com 1,01% ante 0,43% em decorrência do aumento nos preços dos remédios, cuja alta ficou em 1,84%, levando a um impacto de 0,06 ponto percentual no IPCA de abril, o maior no mês.

Venda de veículos cresce 21,8% no país, mostra Anfavea

sexta-feira, 9 de maio de 2014
.
Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil
.
Saiba Mais

A venda de veículos novos cresceu 21,8% em abril, na comparação com março, segundo dados divulgados hoje (9) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram licenciados, no mês passado, 293.240 veículos. Em relação a abril de 2013, houve queda de 12,1% nas vendas.

No acumulado deste ano, foram comercializados 1,1 milhão de veículos, contra 1,16 vendidos no mesmo período do ano passado, o que representa uma queda de 5%. Estes dados incluem automóveis leves, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Quanto aos veículos importados, houve alta de 24,7% nas vendas em abril, na comparação com março. Foram vendidos no mês passado 49.661 veículos importados. Em relação a abril de 2013, houve queda de 18,1%.

Já os veículos nacionais apresentaram alta de 21,2% em abril, em relação a março. Foram vendidos 243.579 veículos durante abril, sendo que, na comparação com abril de 2013, foi registrado queda de 10,8%.

Governo barra projeto que parcela dívidas de clubes de futebol

terça-feira, 6 de maio de 2014

.
Por Eduardo Militão – congressoemfoco.com.br

.
O Palácio do Planalto conseguir impedir, na noite desta terça-feira (6), a conclusão da votação de um projeto de lei que refinancia R$ 4 bilhões em dívidas de impostos dos clubes de futebol. A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e o Ministério da Fazenda escalaram o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) para obstruir e até bater boca na comissão especial que analisa a proposta, a fim de evitar uma perda de receitas que sequer foi estimada pelo relator, Otávio Leite (PSDB-RJ).

ComissaoProforte_LucioBernardoAgCamara_060514

Rodrigo Maia debate com José Rocha, Leite, Jovair e Hamm: eles apoiam o texto

 

Como mostrou o Congresso em Foco ontem, a proposta deixou de incluir uma sobretaxa de cerca de R$ 30 milhões por ano para a Confederação Brasileira do Futebol (CBF), o que irritou o deputado Romário. No plenário da comissão, ele disse que houve “sacanagem” e “vergonha” da “bancada da CBF” para não se “enquadrar a maior entidade do futebol, e a mais corrupta, presidida por um bandido”. Romário nominou os deputados que, segundo ele, aprovaram o projeto com o objetivo, “direto ou indireto”, de terem o apoio da Confederação em suas campanhas eleitorais deste ano.

O presidente da comissão especial, o dirigente do Atlético Goianiense Jovair Arantes (PTB-GO), colocou a proposta em votação e aprovou-a. Mas Sílvio Costa pediu verificação dos votos e, no meio da discussão, a ordem do dia do plenário da Câmara começou, o que obrigou a reunião a ser suspensa. A ideia de Jovair e do vice-presidente do colegiado, o dirigente da Federação Pauylista de Futebol (FPF) Vicente Cândido (PT-SP), é tentar concluir a votação ainda hoje, após a sessão do plenário da Casa. Não se sabe se isso vai ser possível.

Os clubes devem, há 25 anos, R$ 4 bilhões à Previdência Social, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros tributos. Otávio Leite relatou duas propostas, de Cândido e de André Figueiredo (PDT-CE), em que dão mais 25 anos para os clubes pagarem a conta. Além disso, reduz a taxa de juros dos débito de 11% para 5% de maneira retroativa, cria duas loterias para ajudar nos pagamentos e ainda retira a cobrança de imposto de renda da Timemania, outro jogo com o mesmo objetivo de aliviar os débitos dos clubes de futebol.

Mas o projeto não diz quanto vai ser essa perda de receita e nem estima um eventual ganhos de arrecadação aos cofres públicos. Otávio Leite mencionar a existência de renúncia fiscal em seu relatório, mas sem dar valores. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) obriga qualquer projeto de lei a informar seus impactos no orçamento. Esse foi o argumento usado por Sílvio Costa – municiado por assessores do Planalto e da Fazenda – para pedir a suspensão da votação. Mas, à exceção dele e de Romário, todos queriam aprovar a renegociação das dívidas.

“Não estamos aqui em defesa de ninguém, mas do esporte e da juventude brasileira”, rebateu Afonso Hamm (PP-RS), ex-goleiro de futebol, representante dos clubes de pequeno e médio porte.

Pelo texto costurado por Otávio Leite, os clubes que aderirem ao novo parcelamento, apelidado de “Proforte”, deverão se seguir regras rígidas de administração. Quem não pagar as dívidas, pode ser rebaixado à segunda divisão do campeonato brasileiro, por exemplo.

Veja o que diz o projeto

Tensão

Visivelmente desinformado sobre a proposta, Sílvio Costa, que não faz parte do colegiado mas é vice-líder do PSC, era orientado a todo momento por assessores do Planalto e até do deputado Romário sobre o que dizer e fazer para impedir a continuidade da reunião. Em determinado momento, Jovair Arantes mandou os assessores ficarem longe dos deputados. “Aí, é ditadura! É Venezuela! Seu assessor pode e o meu não?”, gritou Costa.

Contrariado, Jovair fez cara feia várias vezes. Impediu Sílvio Costa de falar em algumas ocasiões e ironizou as tentativas de chicanas para atrasar a votação. “O senhor diz que entende tanto de regimento…”, comentou o presidente da comissão especial.

Presidente da Anfavea diz que IPI de veículos deve subir em julho

terça-feira, 6 de maio de 2014
.
Da Agência Brasil 

.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, disse hoje (6), em Brasília, que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor deve sofrer aumento em julho. “A sinalização que eu tenho é que vai aumentar a alíquota a partir de 1º de julho”, disse Moan, sem adiantar outros detalhes.

Moan deu a declaração ao sair de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do grupo de trabalho que discute medidas para aumentar o comércio de veículos entre Brasil e Argentina. Criado na semana passada, o grupo definirá os parâmetros e as metas para o incremento do comércio de automóveis no Mercosul e, entre outras medidas, estuda a adoção de instrumentos para garantir operações de crédito para o setor. O encontro de hoje terminou sem decisões.

A Secretaria da Receita Federal já havia informado que tem estudos para aumentar tributos como forma de compensar o gasto adicional de aproximadamente R$ 4 bilhões com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). No fim de abril, o secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, havia informado que esses estudos estão em “análise superior” no Ministério da Fazenda. Ele lembrou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já se manifestou dizendo que vão existir medidas para compensar o gasto extra com o setor energético. Entretanto, Nunes não quis adiantar quais setores podem ser afetados, para não gerar “ansiedade excessiva” nos contribuintes.

O secretário adjunto também disse que “a análise de conveniência e custo político deve ser feita”. A existência dos estudos para a elevação dos tributos havia sido admitida pela primeira vez pela Receita no fim de março.

OCDE reduz previsão de crescimento do Brasil em 2014 para 1,8%

terça-feira, 6 de maio de 2014

.

O ministro da Fazenda Guido Mantega durante coletiva, em São Paulo anunciando o crescimento do PIB

Para Mantega, economia brasileira cresce 2,3% em 2014 (Hélvio Romero/Estadão Conteúdo)

A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano para 1,8%, segundo relatório divulgado nesta terça-feira, ante estimativa de 2,2% em novembro.

Para a OCDE, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 2,2% em 2015, também abaixo da previsão em novembro, que era de 2,5%.

Leia também:

Mercado já espera PIB menor também em 2015

Mantega reduz previsão de crescimento da economia brasileira para 2,3% em 2014 

FMI reduz perspectiva de crescimento do Brasil a 1,8% em 2014   

Crescimento da economia brasileira desacelera, indica IBC-Br    
A economia mundial deve crescer 3,4% neste ano e acelerar para 3,9% no próximo, estimou a organização. Para a OCDE, as economias avançadas vão ter cada vez mais que conduzir a recuperação já que os países em desenvolvimento, que cresciam de forma rápida, perdem fôlego.

“Ainda não saímos da fase crítica, porque o que estamos vendo são números melhores, mas os riscos ainda existem”, disse à Reuters Insider o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. “Crescimento baixo ainda existe, números muito altos de desemprego ainda existem”.

Fonte: Contas Abertas

(Com Reuters)

Instituições financeiras estimam crescimento de 1,63% para o PIB em 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014
.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil
.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram as projeções para o crescimento da economia em 2014 e no próximo ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país este ano, caiu de 1,65% na semana passada, para 1,63% nesta semana e em 2015, de 2% para 1,91%. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a expansão da produção industrial caiu de 1,40% para 1,21%, este ano, e segue em 2,65%, em 2015.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) caiu de US$ 3,02 bilhões para US$ 3 bilhões, em 2014, e segue em US$ 10 bilhões, no próximo ano.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 77,1 bilhões para US$ 78,6 bilhões, este ano, e permanece em US$ 75,6 bilhões, em 2015.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,45, no final de 2014, e foi ajustada de R$ 2,50 para R$ 2,51, no fim do próximo ano. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões neste ano e em US$ 55 bilhões, em 2015.

A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 34,85% para 34,80% neste ano, e permanece em 35%, em 2015.

Em meio à estagnação econômica, Dilma aumenta gastos para atrair votos

segunda-feira, 5 de maio de 2014

.

Os quatro primeiros meses deste ano não foram bons para a política e a economia do Brasil. A severa seca que afeta os reservatórios do Sudeste aumentou o preço dos alimentos, trouxe o risco de racionamento e levou a inflação ao teto de 6,5% estabelecido pelo governo.

Leia mais: Aumento de 10% do Bolsa Família é medida populista, diz ‘Financial Times’

Na contramão do bom-senso

A corrida eleitoral fez o governo aumentar as despesas, embora a presidente tenha se comprometido a reduzi-las. Empenhada em compensar a recente queda de popularidade, Dilma aumentou os gastos com os programas sociais considerados vitrine política de seu governo.

Gastos com o Minha Casa, Minha Vida e PAC cresceram 21%. Isenções fiscais e outras medidas implementadas para ajudar o setor manufatureiro também contribuíram para o aumento da dívida pública federal. Recentemente, a presidente anunciou um aumento de 10% nos benefícios do Bolsa Família.

As medidas tomadas pelo governo para atrair votos vão refletir negativamente no orçamento do país. Se esse declínio econômico persistir, a popularidade de Dilma cairá ainda mais. A proximidade da Copa do Mundo também afetará o governo e a busca pela reeleição de Dilma, já que a infraestrutura do Brasil não está preparada para eventos de grande porte.

 

Fontes: The Economist-Public finances face growing strains
      www.opiniaoenoticia.com.br 

Balança comercial tem superávit de US$ 506 milhões em abril

sexta-feira, 2 de maio de 2014

.
Mariana Branco – Repórter da Agência Brasi

.
A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações), ficando positiva em US$ 506 milhões em abril. O valor é resultado de US$ 19,724 bilhões em exportações e US$ 19,218 bilhões em importações. Em março deste ano, houve superávit de US$ 112 milhões e, em abril do ano passado, déficit de US$ 989 milhões.

Com o resultado de abril, o déficit acumulado neste ano, que em março chegou a R$ 6 bilhões, caiu para US$ 5,56 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No mês, a média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 986,2 milhões, valor 5,2% superior ao registrado em abril de 2013 e 6,3% maior do que em março de 2014. A alta das exportações na comparação anual foi puxada pelo aumento de 11,4% na venda de produtos básicos. As exportações de não industrializados alcançaram valor recorde para meses de abril, US$ 10,6 bilhões.

Os itens básicos cujas vendas mais cresceram ante 2013 foram petróleo bruto (alta de 75,6% no ingresso financeiro), carne suína (elevação de 36,8%), farelo de soja (29,2%), café em grão (27,3%), soja em grão (19,8%) e carne bovina (6,5%).

Por outro lado, houve queda nas exportações de itens de maior valor agregado. As vendas das categorias manufaturados e semimanufaturados recuaram respectivamente 1,8% e 4%, de acordo com o critério da média diária.

No grupo dos industrializados, a queda foi causada por laminados planos, automóveis, óleos combustíveis, autopeças, veículos de carga, polímeros plásticos, motores, bombas e compressores, açúcar refinado, pneumáticos e papel e cartão. Do lado dos semimanufaturados, diminuiu o comércio de açúcar bruto, alumínio bruto, ferro e aço, óleo de soja bruto, ouro e ferro fundido.

Nas importações, a média diária ficou em US$ 960,9 milhões, 2,2% abaixo dos US$ 982,7 milhões registrados em abril de 2013, mas 4,2% maior que a de março deste ano. Na comparação anual, caíram as aquisições no exterior de combustíveis e lubrificantes (-11,7%), automóveis (-9,5%), bens de consumo não duráveis (-8,4%) e matérias-primas e intermediários (-1%).

Economia para pagamento de juros é a menor do governo Dilma no 1º trimestre

quarta-feira, 30 de abril de 2014

.
Fonte: Contas Abertas
.

O setor público brasileiro (governo central, estatais, municípios e Estados) economizou 3,580 bilhões de reais em março para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário. Com isso, o resultado do primeiro trimestre foi de 25,63 bilhões de reais, ou 2,12% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor para o período no governo Dilma Rousseff. Em 2013, o saldo havia sido positivo em 30,72 bilhões de reais entre janeiro e março (2,75% do PIB), enquanto em 2012 e 2011, ficaram em 45,97 bilhões (4,49% do PIB) e 39,26 bilhões (4,2%), respectivamente.

Nos três primeiros meses do ano, o governo central (formado pelo governo federal, Previdência e Banco Central) registrou queda de 35% em sua economia para pagamento da dívida. Ao todo foram economizados 12,32 bilhões de reais, 7,68 bilhões a menos do que no mesmo período de 2013. No caso dos Estados e Municípios, o superávit foi de 10,37 bilhões e 2,82 bilhões, respectivamente. Já as estatais conseguiram economizar 119 milhões de reais.

O resultado de março ficou em linha ao projetado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de 3,5 bilhões de reais. No terceiro mês, o governo Central foi responsável por um superávit primário de 3,2 bilhões de reais, enquanto os governos regionais economizaram 482 milhões. As empresas estatais, contudo, gastaram bem mais do que receberam e registraram um déficit de 64 milhões de reais.

Considerando-se os fluxos acumulados em doze meses, o superávit primário atingiu 86,2 bilhões de reais (1,75% do PIB), quase o mesmo de fevereiro. A meta para 2014 todo é de 99 bilhões de reais, ou 1,90% do PIB.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 13,022 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 34,2% do PIB, a mesma projetada em pesquisa Reuters.

Governo – Segundo dados do Tesouro divulgados também nesta quarta-feira, o resultado fiscal apenas do governo central (governo federal, Previdência e BC) ficou em 1,4% em relação ao PIB em março, maior do que o visto em fevereiro (1,3%), mas abaixo do mesmo mês de 2013 (1,7%).

Enquanto o Tesouro registrou um superávit de 7,737 bilhões de reais em março (contra déficit de 475,6 milhões em fevereiro), a Previdência anunciou um rombo (déficit) de 4,529 bilhões em suas contas – maior do que o visto no mês anterior, de 2,580 bilhões. O BC, por sua vez, registrou um déficit de 34,1 milhões de reais no período, acima do resultado negativo de fevereiro (24,1 milhões de reais).

Credibilidade fiscal – Os excessivos gastos do governo brasileiro e a desaceleração econômica levaram, em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a rebaixar a nota de crédito (rating) do Brasil, de ‘BBB’ para ‘BBB-‘. Com isso, a credibilidade da política econômica e fiscal do governo Dilma foi abalada e o mercado tema que outras agências façam o mesmo.

Para 2015, o governo fixou o alvo em 143,3 bilhões de

Lucro da Vale no 1º tri cai 4,7% para R$ 5,9 bilhões

quarta-feira, 30 de abril de 2014
.
Fonte: Contas Abertas
.
.
vale-logo-1-size-598A Vale registrou lucro líquido de 5,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2014, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a mineradora brasileira reverteu o prejuízo líquido de 14,86 bilhões de reais, depois de ter perdas provocadas pela adesão da companhia ao Refis.

Considerando o resultado líquido em dólar, de 2,515 bilhões, contudo, a queda foi bem maior, de 19,1%. A diferença é explicada pelo fato de a empresa, que é uma grande exportadora, estar bastante exposta às oscilações cambiais. O número veio em linha com as expectativas, uma vez que a média das projeções de instituições financeiras apontava para um lucro de 2,609 bilhões de dólares.

Segundo a companhia, sua receita entre janeiro e março foi de 22,83 bilhões de reais, alta de 5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2013 (21,65 bilhões de reais), mas queda de 24,6% ante o quarto período do ano passado (30,29 bilhões).

Tradicionalmente o primeiro trimestre do ano costuma ser mais fraco em termos de volumes embarcados. Além de uma produção menor, característica neste período, as siderúrgicas chinesas também costumam iniciar os anos estocadas, de forma a se preparar para o rigoroso inverno na região.

Além da questão dos volumes, o resultado da mineradora no trimestre passado foi afetado pelos preços do minério de ferro, em queda ao longo dos primeiros meses do ano no mercado à vista chinês, o principal destino dos embarques transoceânicos da matéria-prima. Como o insumo é o principal produto da companhia brasileira, o menor valor do produto acaba impactando seu desempenho.

Leia mais:
Vitória da Vale no STJ não encerra disputa tributária com o governo
Após pagar multa bilionária, Vale é porta-voz da MP sobre tributos
Vale continuará vendendo ativos para fazer caixa em 2014    

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador de geração de caixa, ficou em 9,57 bilhões de reais entre janeiro e março, recuo de 8% na comparação anual e de 36,8% em relação aos três meses anteriores.

Produção – A produção de minério de ferro da Vale totalizou 71,1 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2014, alta de 9,6% ante o mesmo período do ano anterior, quando foram produzidos 64,85 milhões de toneladas. Trata-se do maior nível para o período desde 2008. O resultado foi impulsionado pelas melhores condições climáticas e pelos “ramp-ups” dos projetos Planta 2, em Carajás, e Conceição Itabiritos, em Itabira (MG).

“A produção no primeiro trimestre do ano tende a ser fraca devido à sazonalidade relacionada ao clima. Nos primeiros três meses do ano, tivemos melhores condições climáticas, o que propiciou a melhora da produção em relação ao mesmo período dos anos anteriores”, informou a companhia. Em Carajás, o principal empreendimento da Vale individualmente, houve aumento de 8,1% na produção de minério de ferro, para 23,36 milhões de toneladas, na comparação anual.

Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a produção recuou pressionada pelas paradas programadas para manutenção que geralmente ocorrem no primeiro semestre do ano.

Leia também:
Guiné deve cancelar licenças da Vale e BSGR
Sócio da Vale em mina na África é suspeito de fraude e corrupç

Em pronunciamento, Dilma diz que vai corrigir tabela do Imposto de Renda

quarta-feira, 30 de abril de 2014
.
Danilo Macedo e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

.

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda e atualizar os valores pagos aos beneficiários do Programa Brasil sem Miséria. Segundo ela, a correção trará um “importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, favorecendo quem vive da renda do trabalho. O discurso é para marcar o Dia do Trabalho, celebrado amanhã (1º).

“Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, disse.

No último dia 10 de março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a correção da tabela para os isentos do pagamento de imposto de renda, segundo a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A OAB alegou que há defasagem acumulada de 61,24% no cálculo durante o período de 1996 a 2013, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Se a correção for feita como pedido pela OAB, estarão isentos contribuintes que ganham até R$ 2.758, e não R$ 1.787 como é hoje.

“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria”, declarou Dilma, programa que, segundo a presidenta, vai garantir que esses cidadãos continuem acima da linha da extrema pobreza, definida pela Organização das Nações Unidas. O programa garante às famílias renda mínima de R$ 70 por pessoa. No início deste ano, o valor médio do pagamento aos beneficiários do Bolsa Família era R$ 150,60.

Sobre o aumento do salário mínimo, corrigido pela inflação, é um “instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade” entre os trabalhadores, a presidenta assumiu o compromisso de “continuar a política de valorização do salário mínimo”. Dilma rebateu críticas sobre o crescimento do mínimo. “Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores”.

Durante o pronunciamento, a presidenta defendeu as políticas econômicas, como o “crescimento com estabilidade” e o “controle rigoroso da inflação”. Sobre este assunto, Dilma afirmou que “aumentos localizados de preço” causam “incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos”.

Em relação ao setor energético, Dilma disse que a tarifa de energia teve “a maior redução da história”. “A seca baixou o nível dos reservatórios e tivemos de acionar as termoelétricas, o que aumentou muito as despesas. Imaginem se nós não tivéssemos baixado as tarifas de energia em 2013”. Segundo ela, os investimentos feitos em geração e transmissão de energia permitem hoje ao Brasil “superar as dificuldades momentâneas, mantendo a política de tarifas baixas”.

Graça Foster diz que negócio de Pasadena foi “potencialmente bom” até 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2014
.
Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

 .
912836-graca foster__5A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje (30) que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um negócio “potencialmente bom” até 2008 em função das condições econômicas do período com crescente consumo de derivados e margens de lucro otimistas. Segundo ela, o negócio tem que ser analisado em dois momentos. O segundo seria pós-2008, quando a refinaria passou a ter baixo retorno para a estatal brasileira.

“As margens foram reduzidas porque o mercado caiu, porque não fizemos o revamp da refinaria [investimentos necessários para aumentar o refino da média de 30 a 60 mil barris para 100 mil barris diários] e o mercado compra menos”, explicou.

A presidenta da Petrobras – que definiu a compra da refinaria como um “mau negócio”, ao falar com senadores no último dai 15 – disse que a decisão da estatal foi tomada a partir de estudos de consultorias contratadas pela estatal que apresentaram ressalvas que não comprometiam o negócio. Segundo ela, a aquisição estava de acordo com os objetivos da Petrobras na época.

“A orientação em 1999, confirmada em 2004, era que tínhamos que expandir o refino fora do Brasil”, disse ela, ao citar as compras de outras refinarias na Argentina e Bolívia. Hoje, a Petrobras mantém três refinarias no exterior, incluindo Pasadena, que somam um refino de 230 mil barris por dia. “A Petrobras produzia mais petróleo pesado. Era um petróleo descontado. Na hora de comercializar tinha que fazer desconto para refinadores. Por isso, foi correta a estratégia de levar esse petróleo para o exterior”, completou.

Pelas contas apresentadas hoje (30), em uma audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Graça Foster disse que a estatal brasileira pagou US$ 554 milhões pela refinaria e US$ 341 milhões pela trading com o grupo belga Astra Oil, além de outros US$ 354 milhões que foram gastos com outras aquisições. “A Astra pagou por Pasadena, [em valor] estimado, US$ 360 milhões.”

Segundo ela, o valor pago pelos belgas inclui a aquisição de estoques da refinaria que custaram US$ 104 milhões, além dos pagamentos mensais feitos para elevar a carga de refino, que variava entre 30 a 60 mil barris refinados por dia para 100 mil barris. O dinheiro foi gasto em contratos de serviços e equipamentos. Os números foram levantados por uma Comissão Interna de Apuração da Petrobras deve ser concluído nas primeiras semanas de maio.

A presidenta da estatal lembrou que a Petrobras investiu US$ 685 milhões em Pasadena e que o negócio resultou em baixas nos anos de 2008, 2009 e 2012, totalizando US$ 530 milhões. “[Isso] porque não fizemos o revamp [investimentos necessários para aumentar o refino para 100 mil barris]. O projeto não foi realizado e não captamos a margem. Ainda houve queda de margem do refino e do consumo.”

Graça Foster explicou que as perdas registradas podem ser revertidas, mas isso dependerá de uma reação do mercado, com melhora da margem de refino e aumento de consumo de derivados. Além disto, a Petobras, segundo ela, mantém avaliação constante sobre o retorno de investimentos no exterior ou no mercado interno para decidir o que é mais lucrativo para a empresa.

Percentual de famílias endividadas aumenta e chega a 62,3%

terça-feira, 29 de abril de 2014

.
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasi

.
Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) constatou o aumento no número das famílias brasileiras endividadas e com contas em atraso, de março para abril. O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,3% em abril deste ano. Em março, o índice era 61%. Quando a comparação se dá com abril do ano passado (62,9%), o indicador mostra leve recuo.

Houve, neste caso, também queda no percentual de famílias inadimplentes em relação ao constatado em abril de 2013, quando esse indicador alcançou 21,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – apresentou queda apenas na comparação mensal, alcançando 6,9% em abril de 2014, contra 7,1% de março deste ano e 6,7% quando a comparação se dá com abril de 2013.

Segundo a CNC, a alta no número de famílias endividadas, na comparação com o mês anterior, deu-se em ambos os grupos de renda pesquisados, mas na comparação anual (abril do ano passado) houve queda apenas para a faixa de maior renda. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual das que tinham dívidas chegou a 64,1% em abril. Em março, este percentual era 63,5% e 63,8% em abril do ano passado.

Em relação às famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual das que estavam endividadas passou de 49,6% para 53,3%, de março para abril. Em abril de 2013, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era 58,5%.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores.

Confiança do setor de serviços alcança menor nível desde junho de 2009

terça-feira, 29 de abril de 2014
.
Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

.

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 3,1% em abril frente ao mês anterior, registrando a maior queda desde julho de 2013 (- 4,1%), quando a confiança havia sido negativamente abalada pelas manifestações populares do ano passado. Ao passar de 116,9 para 113,3 pontos, o índice alcança também o menor nível desde junho de 2009.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) a piora do ICS em abril foi determinada pela queda de ambos os componentes e das doze atividades pesquisadas, nove apresentaram redução da confiança.

De março para abril, o Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 3,8%, a segunda queda consecutiva; enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) registrou queda, pelo quarto mês consecutivo (2,5%).

Segundo o Ibre, o recuo do ISA-S resultou do declínio de seus dois componentes. O indicador de Volume de Demanda Atual cedeu 6,1% na comparação com março; enquanto o indicador de Situação Atual dos Negócios recuou 1,8%. Neste caso, o aumento da proporção de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa (de 23,9% para 24,6%) foi insuficiente para neutralizar a elevação verificada na frequência de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como ruim (de 17% para 19,6 %).

Na avaliação do Ibre, a queda do Índice de Expectativas entre março e abril foi determinada pela redução tanto do indicador de Demanda Prevista (- 2,9%), quanto do indicador de Tendência dos Negócios (- 2,1%).

O levantamento indica que a proporção de empresas prevendo aumento da demanda caiu de 40,3% para 39,1%, enquanto a das que preveem demanda menor passou de 8,5% para 11,1%. Já a proporção de empresas esperando tendência dos negócios melhor recuou de 39,2% para 37,7% e a proporção das que esperam piora na tendência dos negócios aumentou de 6,5% para 7,8%.

O Ibre ressalta, ainda, o fato de que os resultados de abril refletem um momento de avaliação desfavorável das empresas sobre o nível de atividade do setor. O nível do ICS que, mesmo situando-se abaixo da média histórica desde o início do ano passado, vinha mantendo certa estabilidade a partir de agosto, parece apontar em abril para uma nova redução de patamar, “sugerindo um cenário de arrefecimento no ritmo de crescimento econômico”.

Arrecadação federal de impostos fica em R$ 86,6 bilhões em março

segunda-feira, 28 de abril de 2014
.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

.

A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 86,621 bilhões em março. O crescimento ficou em 2,5% com a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, (IPCA).

No primeiro trimestre, a arrecadação de R$ 293,426 bilhões teve crescimento real (corrigido pela inflação) de 2,08%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela queda na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido em janeiro e em fevereiro, com reduções de 5,46% e 16,53% respectivamente. Em março, a Receita informou que a arrecadação desses tributos ficou estável.

A Receita também citou como fator de influência, as desonerações tributárias principalmente de folhas de pagamento, da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado no crédito para pessoas físicas.

Outro fator foi o desempenho de indicadores econômicos que influenciam a arrecadação de tributos. O valor em dólar das exportações caiu 5,31% em fevereiro deste ano, comparado com igual mês de 2013. Nessa mesma comparação, houve crescimento de 5,04% na produção industrial, de 8,47% na venda de bens e serviços e de 10,07% na massa salarial.

Governo prepara medidas para socorrer as montadoras

segunda-feira, 28 de abril de 2014

.
Fonte: Contras Abertas
.
feira-carros-usados-20080909-24-size-598O governo federal discute com o setor automotivo medidas para destravar o crédito na compra de veículos e pode anunciar, na próxima semana, a ampliação do prazo de financiamento para até 60 meses. O governo pode flexibilizar a exigência para que os bancos provisionem 75% do valor dos financiamentos quando o prazo atinge cinco anos.

Entre as propostas em discussão também estão uma forma de facilitar a retomada dos veículos pelos bancos em caso de inadimplência e criação de estímulos para a exigência de um pagamento menor de entrada. Não há limite mínimo para a entrada, mas na prática os bancos exigem 40% do valor do veículo. Outra medida em discussão é a criação de um fundo garantidor, com aportes das instituições financeiras, que deve complementar as garantias oferecidas pelo cliente.

O governo descartou novos cortes de impostos. Destravar o crédito é a saída apontada pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) para reverter a queda de 2,1% nas vendas no primeiro trimestre. Com o freio do mercado interno e dificuldades nas exportações, as montadoras vêm adotando férias coletivas, demissões e suspensões temporárias do contrato de trabalho.

“O que colocamos para o governo nas nossas avaliações de conjuntura é que estamos sofrendo nas vendas em função da seletividade do crédito”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan. “Estamos alertando o governo e toda a sociedade que, se os bancos não destravarem o crédito, nossa performance será ruim”, afirmou. Tudo isso no momento em que as exportações para a Argentina, principal mercado dos carros brasileiros, estão em queda.

Um primeiro passo para tentar baixar os estoques foi dado no início do mês, quando a Caixa pré-aprovou o crédito de 4,5 milhões de correntistas para compra de carros. Moan disse que o setor não tem negociado, ainda, a prorrogação das alíquotas reduzidas de IPI. A previsão é que elas voltem a subir em 1° de julho. “Eu prefiro trabalhar agora no crédito. Eu preciso chegar vivo até junho”, afirmou.

O governo também sinalizou que vai rever a norma do Conselho Nacional de Trânsito que obriga a instalação de rastreadores nos veículos novos. A medida levaria a um aumento dos custos das montadores e do preço do carro para os consumidores, segundo a Anfavea.

Moan disse que o aparelho indicado pelo Contran estaria defasado. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento apoiam o pedido do setor. O governo também concordou em estudar um plano de estabilização do emprego para momentos de crise.

Projeção para a inflação alcança 6,5%, o teto da meta

segunda-feira, 28 de abril de 2014
.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil . 

A projeção de instituições financeiras para a inflação alcançou o limite superior da meta. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que chegou a 6,51%, na semana passada, agora está em 6,50%. Essa projeção é resultado de pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), com instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Para 2015, a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas segue em 6%.

Apesar de a projeção para este ano ter ficado no limite, a estimativa está acima do centro da meta de inflação (4,5%). É função do Banco Central fazer com que a inflação, medida pelo IPCA, fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A projeção das instituições financeiras para a Selic foi mantida em 11,25% ao ano, ao final de 2014, e em 12% ao ano, no fim de 2015.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,35% para 7,34%, em 2014, e continua em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 7,20%, este ano, e em 5,50%, em 2015. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 6,19% para 6,20%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,63% para 1,65%, este ano, e segue em 2%, em 2015.

A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2,45, este ano, e ajustada de R$ 2,51 para R$ 2,50.

*Matéria alterada para corrigir informação. A projeção de instituições financeiras para a inflação alcançou o limite superior da meta e não continua no limite, como estava escrito anteriormente

Gastos com Olimpíadas ainda não estão transparentes

sexta-feira, 25 de abril de 2014

.
Gabriela Salcedo – Contas Abertas
.

dow,jpegMesmo com orçamento previsto em R$ 36,7 bilhões para as Olimpíadas 2016, os dados sobre as despesas já executadas ou a executar com obras e projetos para o evento não estão transparentes. Os portais de transparência para prestar contas ao cidadão sobre os gastos dos jogos, realizados pelas três esferas do poder executivo, isto é, federal, estadual e municipal do Rio de Janeiro, são ineficientes ou sequer existem.

Do orçamento, anunciado na semana passada pelos representantes das três esferas, a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, é responsável por 14 projetos de legado para a cidade, envolvendo um investimento de R$ 14,3 bilhões. Deste valor, R$ 3,9 bilhões são recursos municipais e R$ 1,2 bilhão repasse federal, o restante é recurso privado.

download

Como o portal de transparência da esfera municipal das Olimpíadas (http://www.cidadeolimpica.com.br/transparencia) não mostra dado algum da execução orçamentária, o cidadão que pretende acompanhá-los, não consegue. No portal, só é possível encontrar planos das políticas públicas e da matriz de responsabilidade, isto é, projetos que só são executados por conta dos jogos olímpicos.

O mesmo ocorre com a União, responsável por três projetos de legado. No portal de transparência do governo federal (www.portaltransparencia.gov.br), há um banner indicando Rio 2016, o que faz pensar que, por este caminho, o usuário encontraria os dados da execução orçamentária do evento. Entretanto, informações sobre as despesas são pífias e não permitem detalhamento. Não é possível, por exemplo, saber se a União já fez o citado repasse de verba à prefeitura, ou em que patamar está a execução dos tais projetos, que envolvem um valor total de R$ 110 milhões.

Em relação ao estado do Rio de Janeiro, os dados são ainda menos transparentes. Não há nenhum tipo de portal de transparência relacionado aos Jogos Olímpicos, mesmo tendo esta esfera do poder executivo importante papel nas obras de mobilidade e meio ambiente. Está previsto um investimento de R$ 9,7 bilhões em dez projetos de legado, mas para o cidadão comum conseguir acompanhar a execução dessas obras só por meio de muita adivinhação.

Para a fiscalização das despesas do estado com os jogos, só é possível consultar o próprio portal de transparência (www.transparencia.rj.gov.br). Isto é, o usuário deve adivinhar, dentre todos os gastos do estado, quais são referentes às Olimpíadas.

O Contas Abertas conseguiu as despesas da União aplicadas ao mega evento por meio de sistemas de acompanhamento do orçamento do governo federal. Foram realizadas consultas com palavras-chaves e, assim, encontradas 32 ações federais relacionadas ao evento no planejamento orçamentário deste ano. Elas totalizam uma dotação de R$ 1 bilhão e, até o dia 10 deste mês, foram desembolsados R$ 183,3 milhões.

Dessa forma, não há como saber claramente quais destas ações estão dentro da Matriz de Responsabilidades (prevista em R$ 5,6 bilhões) e quais fazem parte do custo operacional (previsto em R$ 7 bilhões), como hospedagem e alimentação dos atletas. O que se sabe é que, independente da esfera de poder, os projetos estão atrasados. O Comitê Olímpico Internacional (COI) já denunciou atrasos nas obras, o diretor executivo da entidade deverá ir mensalmente ao Rio de Janeiro para vistoriá-las.

O Ministério do Esporte não se manifestou em relação aos atrasos das obras nem sobre a dificuldade do cidadão comum acompanhar a execução orçamentária dos gastos relacionados ao evento por falta de transparência dos gastos com o mega evento.

Já o Estado do Rio de Janeiro justificou que ainda estão avaliando quais itens, tanto os direcionados apenas para Olimpíadas como aqueles que também fazem parte das despesas correntes, podem ser listados nessa rubrica.

A Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro informou que os dados sobre a execução orçamentária referentes às Olimpíadas foram retirados momentaneamente do site, em virtude de uma manutenção promovida diretamente pela Empresa Olímpica, que está providenciando a disponibilização.

Atualização – Nota

Após publicada a reportagem no portal do Contas Abertas na manhã de hoje (25/04), o Ministério do Esporte entrou em contato para esclarecer seu posicionamento. Segundo ele, os dados adequados sobre execução orçamentária serão inseridos no portal de transparência da União quando todos os investimentos federais para obras de infraestrutura estiverem definidos.

Quanto às denúncias de atraso das obras feitas pelo COI, a Pasta informou que todos os entes públicos envolvidos no planejamento e organização do mega evento trabalham de forma integrada para que os prazos da preparação sejam cumpridos e as instalações esportivas passem pelos eventos-teste requeridos pelo Comitê.
– See more at: http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/8388#sthash.5YCBhos7.dpuf

Contas externas têm saldo negativo de US$ 25,186 bi no primeiro trimestre

sexta-feira, 25 de abril de 2014

.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

.

O saldo das compras e vendas de mercadorias e serviços entre o Brasil e o mundo fechou março negativo em US$ 6,248 bilhões. No primeiro trimestre, o déficit em transações correntes ficou em US$ 25,186 bilhões, contra US$ 24,704 bilhões registrados em igual período do ano passado, informou hoje (25) o Banco Central.

No primeiro trimestre, a maior parte do resultado negativo veio da conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros), com déficit de US$ 10,439 bilhões, em março. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou saldo negativo de US$ 9,105 bilhões. A balança comercial (saldo de exportações menos importações), que também faz parte das transações correntes, registrou déficit de US$ 6,072 bilhões, nos três meses do ano.

O ingresso líquido (descontadas as saídas) de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou em US$ 430 milhões.

Quando o país tem déficit em conta-corrente, ou seja, gasta além da renda do país, é preciso financiar esse resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento estrangeiro direto (IED), que vai para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo. Mas há outras formas de financiamento, como os empréstimos e os investimentos estrangeiros em ações e em títulos de renda fixa.

Em março, o IED chegou a US$ 4,995 bilhões e fechou o primeiro trimestre em US$ 14,171 bilhões, contra US$ 5,739 bilhões e US$ 13,256 bilhões, em iguais períodos do ano passado, respectivamente.

Os investimentos em carteira (ações e títulos de renda fixa) chegaram a US$ 6,287 bilhões, em março, e a US$ 12,047 bilhões, no primeiro trimestre, ante US$ 3,156 bilhões e US$ 7,510 bilhões registrados em iguais períodos de 2013.

FGV: índice de Confiança do Consumidor atinge menor nível desde maio de 2009

sexta-feira, 25 de abril de 2014
.

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

consumidorO Índice de Confiança do Consumidor recuou 0,8% de março para abril, passando de 107,2 para 106,3 pontos – o menor nível desde maio de 2009, quando o índice caiu a 103,6 pontos. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Além de ter atingido o menor nível dos últimos cinco anos, com o resultado de abril, o índice manteve-se abaixo da média histórica, de 116,4 pontos, pelo décimo quinto mês consecutivo; depois de ter registrado melhora no mês anterior.

Em abril, segundo o Ibre,  as avaliações do consumidor em relação ao momento presente voltaram a piorar, influenciando o resultado. O Índice da Situação Atual recuou 1,9%, para 111,6 pontos. As expectativas em relação ao futuro continuam pessimistas – o Índice de Expectativas recuou pelo quinto mês seguido, em 0,4%, para 103,6 pontos, o mais baixo desde fevereiro de 2010 (103,5).

O levantamento do Ibre indica, por outro lado, que o índice que mede o grau de satisfação dos consumidores em relação à situação econômica chegou a cair 7% em abril, ao passar de 76,1 para 70,8 pontos, o menor nível desde julho de 2013 (68,5). Para confirmar o pessimismo do consumidor, a proporção dos que avaliam a situação como boa diminuiu de 15,6% para 14%, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 39,5% para 43,2%.

A situação, na avaliação dos técnicos do Ibre, tende a piorar, do ponto de vista da confiança do consumidor, uma vez que o cenário econômico para os próximos meses “continua nebuloso”. O indicador que mede o grau de otimismo a respeito da situação econômica futura caiu para 94,8 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2009 (90,3). A parcela de consumidores que projetam melhora caiu de 25% para 24,4%, enquanto a dos que preveem piora subiu de 26,6% para 29,6%.

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita com base numa amostra com cerca de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de abril de 2014 foi feita entre os dias 31 de março a 17 de abril. A próxima divulgação de resultados da Sondagem do Consumidor ocorrerá em 23 de maio de 2014.

Inflação fechará o ano abaixo do teto da meta, diz Mantega

quarta-feira, 23 de abril de 2014
.
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

.
A inflação vai terminar este ano abaixo do limite máximo da meta, que é 6,5%, garantiu hoje (23) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, em 12 meses, a inflação pode ultrapassar 6,5%, mas vai arrefecer em seguida. “Quando pega a inflação no pico, em 12 meses, pode até ultrapassar os 6,5%. Só que depois, ela diminui.”

De acordo com pesquisa feita pelo do Banco Central com instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 6,51%, este ano, ultrapassando o limite superior da meta.

O ministro argumentou que o país está em um período de elevação inflacionária, mas isso já estava previsto. “Todo ano acontece esse processo. É sazonal, portanto, mas tem a ver também com condições meteorológicas. Este ano, temos menos chuva e isso fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros”, enfatizou. Mantega lembrou que a inflação subiu em março e em abril, mas deve recuar em maio e junho. “É claro que tem algum produto que tem alguma sazonalidade ou que está na entressafra que poderá subir, porém a maioria dos produtos estará reduzindo o seu preço ao longo dos próximos meses”, acrescentou.

Segundo o ministro, o aumento da produção de etanol no país vai ajudar na redução da inflação. “Agora estamos no período em que o etanol aumenta sua produção. Quando entrar a safra, vai reduzir o preço do etanol e também dos combustíveis. Isso vai acontecer entre maio e junho”. Mantega também disse que o governo não está cogitando aumentar o percentual de participação do álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse percentual é 25%. “Sempre é possível, mas no momento não estamos cogitando”, disse.

O ministro disse ainda que o preço da energia será o vilão da inflação este ano. “É assim, todo ano tem algum vilão na história da inflação. Mas é importante que seja algum vilão e os outros preços possam recuar”, destacou ele, que participou do lançamento do Programa Portal Único de Comércio Exterior, na sede da Confederação Brasileira da Indústria (CNI).

Mantega também garantiu que o governo não estuda nenhuma mudança no critério de avaliação da inflação. Matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo diz que técnicos do governo defendem a retirada de produtos in natura do cálculo do IPCA. O motivo seriam os frequentes choques nos preços desses produtos causados por problemas climáticos. “Não há nenhuma mudança de critério na avaliação da inflação. Não sei quem tirou essa ideia. Mas ela não procede. Quem faz isso é os Estados Unidos. Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível. Não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira, usando os mesmos critérios”, disse.

Para revista The Economist, brasileiro é ‘improdutivo’

sexta-feira, 18 de abril de 2014

.
Fonte: Contas Abertas
.
A última edição da revista The Economist traz uma reportagem bastante crítica ao mercado de trabalho no Brasil e em especial à produtividade dos trabalhadores. Com o título “Soneca de 50 anos”, a reportagem diz que os brasileiros “são gloriosamente improdutivos” e que “eles devem sair de seu estado de estupor” para ajudar a acelerar a economia.
Linha-producao-industria-20120601-04-size-598

A reportagem mostra que após um breve período de aumento, entre 1960 e 1970, a produtividade por trabalhador estacionou ou até mesmo caiu ao longo dos últimos 50 anos. A paralisia no período acontece em contraste com o cenário internacional, onde outros emergentes, como Coreia do Sul, Chile e China, apresentam firme tendência de melhora do indicador.

“A produtividade do trabalho foi responsável por 40% do crescimento do PIB do Brasil entre 1990 e 2012, em comparação com 91% na China e 67% na Índia, de acordo com pesquisa da consultoria McKinsey. O restante veio da expansão da força de trabalho, como resultado da demografia favorável, formalização e baixo desemprego”, diz a revista.

Leia também:
FMI reduz perspectiva de crescimento do Brasil a 1,8% em 2014
Para OCDE, economias emergentes continuarão desacelerando   

A reportagem aponta uma série de fatores que explicam a fraca produtividade brasileira. O baixo investimento em infraestrutura é uma das primeiras razões citadas por economistas. Além disso, apesar do aumento do gasto público com educação, os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros não melhoraram. Um terceiro fator menos óbvio é a má gestão de parte das empresas brasileiras.

A revista mostra informa muitas empresas preferem contratar amigos ou familiares menos qualificados para determinadas vagas, para limitar o risco de roubos na empresa ou de serem processados na Justiça trabalhista. A revista também cita que a proteção do governo aos setores pouco produtivos ajuda na sobrevivência das empresas menos  eficientes.

A reportagem ouviu um empresário norte-americano que é dono do restaurante BOS BBQ no Itaim Bibi, em São Paulo. Blake Watkins diz que um trabalhador brasileiro de 18 anos tem habilidades de um norte-americano de 14 anos. “No momento em que você aterrissa no Brasil você começar a perder tempo”, disse o dono do restaurante BOS BBQ, que se mudou há três anos para o país.