Economia

Balança comercial encerrará 2014 com primeiro déficit anual em 14 anos

terça-feira, 2 de dezembro de 2014
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dolarA balança comercial (diferença entre exportações e importações) encerrará 2014 com o primeiro déficit anual desde 2000, estimou hoje (1º) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da pasta, Roberto Dantas, o desempenho de novembro, que registrou o pior déficit da história para o mês, enterrou as chances de a balança fechar o ano com as exportações superando as importações.

Segundo Dantas, o ministério ainda não tem uma estimativa para o tamanho do déficit. Apenas confirmou que a balança chegará ao fim do ano no vermelho.“Novembro foi um divisor de águas na balança comercial para 2014. Embora o número de dezembro seja tradicionalmente superavitário, não há como reverter o déficit acumulado no ano”, explicou. A última vez em que a balança comercial encerrou um ano com déficit foi em 2000, quando o resultado negativo totalizou US$ 732 milhões.

De janeiro a novembro, a balança comercial acumula déficit de US$ 2,350 bilhões, o maior para o período desde 1998. Considerando a queda no preço das commodities (bens primários com cotação no mercado internacional) nos últimos meses, Dantas acredita que a balança comercial em dezembro dificilmente repetirá o desempenho dos últimos anos, quando registrou superávit de US$ 2,2 bilhões no último mês de 2012 e US$ 2,6 bilhões no mesmo mês de 2013.

A queda das exportações de carne em novembro também contribuiu para a revisão da estimativa em relação à balança comercial. “Um dos fatores que poderiam trabalhar em favor da manutenção da previsão de superávit seria a recuperação dos preços do minério de ferro, que não ocorreu em novembro. Além disso, houve redução nas vendas de carne, principalmente para a Venezuela e a Arábia Saudita”, ressaltou Dantas.

Em novembro, os preços do minério de ferro, que responde pela maior parte da pauta de exportações do país, subiram levemente, mas acumulam queda de 21,1% no ano. No caso do petróleo, os preços caíram 20% no mês passado, anulando a alta de 9,1% no volume exportado. Dantas ressaltou que a produção e as vendas externas de petróleo subiram, mas a queda do preço das commodities também afetou a conta petróleo.

Em relação aos produtos manufaturados, a crise econômica na Argentina foi o principal fator que derrubou as exportações brasileiras de bens industrializados. De janeiro a novembro deste ano, as vendas de manufaturados caíram 12,4% em relação ao mesmo período de 2013 pela média diária. Em receitas, a perda chega a US$ 10,7 bilhões, dos quais US$ 4,9 bilhões correspondem à queda nas exportações para o país vizinho e US$ 4,3 bilhões estão relacionados a exportações de plataformas de petróleo, que ocorreram com maior intensidade em 2013.

“O impacto das plataformas de petróleo estava incorporado às nossas previsões [porque os embarques estavam programados]. O que realmente interferiu na balança foi na demanda internacional”, explicou Dantas. Segundo ele, a estagnação do comércio global em 2014 impediu que as exportações brasileiras reagissem, mesmo com a desvalorização do real.

“O efeito câmbio sempre demora a se manifestar nas exportações, ainda mais em uma economia mundial em que falta demanda para gerar fornecimento. Mesmo com o câmbio favorável, isso não tem repercussão mais forte nos resultados”, disse.

De janeiro a novembro, as exportações acumulam queda de 5,7% pela média diária em relação aos mesmos meses do ano passado. O dólar alto resultou em queda nas importações, mas não na mesma intensidade. No mesmo período, as compras do exterior caíram 3,9% pela média diária. “Lógico que o dólar mais forte afeta a demanda de alguma forma”, destacou Dantas.

Segundo ele, as importações de produtos vinculados ao fim de ano caíram 11% em novembro em relação ao mesmo mês de 2013. As maiores quedas foram registradas nos queijos (54%), nos itens de perfumaria (32%) e nos brinquedos (28%). A importação de equipamentos de informática caíram 8% na mesma comparação.

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil 

Economia brasileira cresce 0,1% no terceiro trimestre

sexta-feira, 28 de novembro de 2014
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Da Agência Brasil
 
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notas_real_50_2_de_1O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o período anterior. A soma do PIB no trimestre correspondeu a R$ 1,29 trilhão. No segundo trimestre, a economia brasileira caiu 0,6%. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a economia brasileira recuou 0,2%. No ano, o PIB acumula alta de 0,2%. Já no período de 12 meses, a taxa acumulada de crescimento é de 0,7%.

Na comparação do terceiro com o segundo trimestre deste ano, entre os setores produtivos da economia, a principal alta foi observada na indústria:  1,7%. Os serviços também tiveram crescimento (0,5%). Por outro lado, a agropecuária recuou 1,9%.

Pelo lado da demanda, o crescimento de 0,1% foi puxado pela formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, e pela despesa de consumo do governo, ambos com alta de 1,3%. O consumo das famílias caiu 0,3%.

No setor externo, as exportações tiveram um crescimento menor (1%) do que as importações (2,4%).

Sem reajuste na tabela, IR Pessoa Física subirá em 2015

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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leao-simbolo-imposto-renda-size-598O contribuinte poderá pagar mais Imposto de Renda (IR) em 2015 caso a tabela progressiva não seja reajustada. A Medida Provisória que corrigia o valor das faixas em 4,5% no próximo ano caducou no fim de agosto e, apesar das promessas, o governo ainda não enviou ao Congresso um novo texto propondo a atualização. O temor é que a mordida do Fisco fique maior e chegue ao bolso de mais brasileiros. O tempo hábil para a aprovação de uma nova MP ou projeto de lei ainda em 2014 é curto: os parlamentares entram em recesso daqui a menos de um mês, no dia 23 de dezembro.

A falta de reajuste aumentaria ainda mais a defasagem da tabela em relação à inflação, um descompasso que cresce ano a ano. De 1996 a 2013, a defasagem acumulada foi de 61,42%, segundo cálculos do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Uma discrepância que pode subir para 64,36% em 2014, caso a inflação feche o ano em 6,40%.

“O fato de a tabela do Imposto de Renda estar sendo corrigida por um porcentual inferior à inflação já faz com que o contribuinte pague mais imposto a cada ano. E a situação ficará pior ainda se não houver nenhuma atualização”, afirma o gerente sênior da consultoria Ernst & Young, Leandro Souza.

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O governo ainda tem a possibilidade de aprovar a correção ao longo de 2015, criando duas tabelas para o mesmo ano e depois corrigindo a diferença no ajuste anual, mas isso atrasaria o acerto de contas. “Neste caso, em vez de ter uma retenção menor desde janeiro, o contribuinte só teria esse acerto de contas no outro ano, no momento da declaração de ajuste anual”, explica Souza. E a restituição ainda poderia ser liberada somente em dezembro, ampliando o prazo de espera do contribuinte para quase dois anos.

Governo – Dias após a Medida Provisória do imposto perder a validade, o presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que o governo editaria uma nova MP para assegurar a correção dos valores da tabela. A legislação proíbe a edição de uma nova MP, com igual teor da anterior, no mesmo ano legislativo. Mas é possível criar um texto diferente, que mantenha os principais pontos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também disse à época que a correção do imposto em 2015 estava garantida, mas não especificou qual caminho seria seguido. Segundo os cálculos da pasta, a correção inicialmente prevista, de 4,5%, causaria um impacto de 5,3 bilhões de reais na arrecadação federal do próximo ano.

(Com Estadão Conteúdo)

Contas externas do país têm o pior resultado da história

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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O que é?

A conta de transações correntes abrange a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior

cedulas-dolar-20110815-size-598O resultado das transações correntes seguiu negativo no mês de outubro ao registrar um déficit de 8,13 bilhões de dólares, o pior resultado para mês desde o início da série histórica, em 1980, de acordo com informações do Banco Central (BC), divulgadas nesta segunda-feira. Apesar disso, o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, considerou que, como os volumes antes dessa data eram menores, é possível considerar que é o maior déficit desde 1947, quando o BC começou a levantar dados gerais sobre as transações correntes

O desempenho foi provocado pelo mal desempenho comercial e por elevadas remessas de lucros e dividendos ao exterior. Em setembro, houve déficit de 7,9 bilhões de dólares. Já no acumulado em doze meses encerrados no mês passado, o déficit foi de 84,42 bilhões de dólares, o equivalente a 3,73% do Produto Interno Bruto (PIB).

Contribuíram para o saldo negativo no mês o déficit de 1,17 bilhão na balança comercial, pior resultado para outubro desde 1998, e as remessas de lucros e dividendos, que somaram 1,63 bilhão de dólares em outubro, frente a 1,34 bilhão em igual mês de 2013.

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Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens atingiram 1,637 bilhão de dólares em outubro, ante 1,76 bilhão de dólares em igual mês do ano passado. Segundo Maciel, a recente alta do dólar tem influenciado essa conta.

De forma geral, as contas externas do país continuam mostrando um quadro preocupante, de déficit crescente apenas parcialmente coberto por investimentos estrangeiros. Em outubro, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 4,97 bilhões de dólares, acumulando no ano saldo positivo de 51,19 bilhões de dólares. Faltando apenas dois meses para o fim do ano, o número acumulado do ano ainda precisa somar mais 11,8 bilhões de dólares para alcançar a previsão do BC, de terminar com 63 bilhões de dólares.

Ano – No ano, o rombo na conta de transações correntes soma 70,69 bilhões de dólares até outubro, acima dos 67,37 bilhões de dólares em igual período de 2013. A projeção do BC para 2014 é de um déficit de 80 bilhões de dólares.

Mantega diz que não haverá mudança radical na política econômica

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

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Prestes a ser substituído na reforma ministerial da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não pretende mudar sua política econômica.

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No último domingo, 16, em Brisbane, onde participou da cúpula do G20, o ministro reafirmou que o governo vai implantar medidas de ajuste ainda este ano, mas disse que não haverá uma mudança radical no rumo da política econômica.

Segundo Mantega, o governo abrirá espaço para “uma política monetária mais flexível”, mas seguirá no “caminho do desenvolvimentismo”. “A nossa estratégia não é ortodoxa, é uma estratégia desenvolvimentista. É uma estratégia que visa a criar mais empregos, que visa a diminuir as disparidades sociais e de renda, e isso vai continuar”, disse o ministro, em entrevista à BBC Brasil.

O ministro, porém, não revelou quais medidas serão implantadas. “Vamos anunciar no seu devido tempo os cortes que serão feitos. Não está pronto ainda. Está em estudo. O Brasil tem que fazer ajustes. Temos que reduzir a pressão inflacionária, e ela está sendo reduzida. Temos que fazer outros ajustes, como o fiscal, o que há muitos meses eu venho dizendo. Estamos preparando esses ajustes, quando estiverem prontos serão anunciados”, disse o ministro.

Mantega disse ainda que o governo pretende que o superávit fiscal de 2015 fique em torno de 2% do PIB. “O objetivo é caminhar para um superávit fiscal maior em 2015, do tamanho que já foi anunciado na proposta orçamentária que está tramitando no Congresso, em torno de 2% (do PIB) de superávit primário”.

CGU confirma negociata entre holandesa SBM e Petrobras

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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veja.com-ftp01-size-598A Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que ocorreram graves irregularidades no relacionamento entre as Petrobras e a holandesa SBM Offshore, que firmou acordo na Holanda para pagar 240 milhões de dólares por supostos pagamentos de propina em vários países no mundo, incluindo o Brasil. As investigações iniciadas em abril pela CGU apontam que seis funcionários da estatal, entre ex-diretores e empregados que ainda trabalham na empresa, estão envolvidos com negociatas feitas com a companhia holandesa, que fornece navios-plataforma e tem contratos com a estatal brasileira que somam aproximadamente 27 bilhões de dólares.

A apuração aponta obtenção de vantagens indevidas e o pagamento de propina a agentes públicos federais, como revelou reportagem de VEJA em fevereiro deste ano. “Sem dúvida houve irregularidade no relacionamento entre a SBM e seus representantes no Brasil e a Petrobras”, disse nesta quarta o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. A CGU, segundo Hage, investigou todos os contratos ativos que a SBM mantém com a Petrobras. Ao todo, são oito contratos de longa duração, alguns iniciados ainda na década de 1990. A partir dos relatórios realizados, Jorge Hage determinou nesta quarta-feira a abertura de processo de responsabilização da SBM Offshore.

A punição da empresa pode levar ao impedimento de celebrar novos contratos com a Petrobras. A notificação da SBM para apresentar defesa deve ocorrer até segunda-feira, após a publicação da portaria de instauração do processo no Diário Oficial da União. A empresa e os funcionários da estatal terão dez dias para apresentar defesa, prazo que pode ser prorrogado por mais dez dias. Hage informou que não pode mencionar o nome dos seis funcionários e ex-funcionários da Petrobras envolvidos nas irregularidades.

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É sabido que os contratos internacionais da estatal passavam diretamente pelas mãos do ex-diretor da área internacional da petroleira, Nestor Cerveró, que foi acusado pela presidente Dilma Rousseff de ter omitido termos da negociação feita pela Petrobras em 2005, quando adquiriu a refinaria norte-americana de Pasadena.

Há possibilidade de que a SBM Offshore feche um acordo de leniência, pelo qual a empresa se compromete a colaborar com as investigações e, assim, não ser proibida de atuar. Segundo Hage, a SBM procurou a CGU com vistas a um possível acordo. “Nessa eventual acordo, cabe o ressarcimento pleno dos prejuízos causados”, disse Hage, sem mencionar valores.

O objetivo da CGU é responsabilizar individualmente os agentes que participaram dos atos ilícitos. Esses processos estão em andamento na Corregedoria da CGU e, segundo Hage, têm contado com a colaboração da direção da Petrobras. Em maio, a presidente da estatal, Graça Foster, voltou a negar, em depoimento à CPI da Petrobras no Senado, a ocorrência de irregularidades em contratações feitas entre a estatal e a SBM Offshore. A petrolífera começou a ter negócios com a empresa em 1996.

À CPI, Graça chegou a dizer que houve ocasiões em que a SBM foi contratada por inexigibilidade de licitação, mas que isso ocorria apenas em ocasiões emergenciais. Uma dessas ocasiões se deu em 2001 – durante o governo Fernando Henrique Cardoso, citou Graça, quando a plataforma 36 (P-36) da estatal, que custou 350 milhões de dólares, afundou.

A Petrobras informou que sua comissão interna de apuração, criada em 13 de fevereiro deste ano para verificar as denúncias de supostos pagamentos de suborno a empregados da companhia, envolvendo a SBM Offshore, concluiu seus trabalhos em março, sem encontrar fatos ou documentos que evidenciassem pagamento de propina a empregados da estatal.

Hage disse que o trabalho interno feito pela Petrobras serviu como base para as investigações da CGU. “O relatório que nós recebemos da estatal foi útil como ponto de partida. Eles não têm instrumental interno para avançar mais. De qualquer forma, o trabalho deles não foi inútil ou escamoteador das coisas”, comentou. Hage disse que espera que a conclusão total do processo ocorra no primeiro semestre do ano que vem.

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Sem manobras fiscais, resultado primário de 2013 seria negativo em R$ 43,3 bi, diz TCU

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

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superavit-300x168Análise do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que se o governo federal não tivesse utilizado a chamada  contabilidade criativa, o resultado primário ajustado seria negativo em 0,9% do PIB em 2013, ou seja, haveria um déficit de R$ 43,3 bilhões.

O Banco Central informou que, em 2013, a União apresentou superávit primário de R$ 74,4 bilhões, o equivalente a 1,55% do PIB. A meta inicial estabelecida era de R$ 108,1 bilhões, mas posteriormente foi reduzida para R$ 73 bilhões, com o abatimento dos dispêndios referentes ao PAC e ao Plano Brasil Sem Miséria. Assim, pode-se considerá-la conquistada.

Entretanto, o Tribunal analisou que, mesmo para se alcançar esse valor reduzido, foi necessário que o governo federal adotasse as chamadas manobras fiscais. Segundo o TCU, o resultado primário do governo central não teria sido atingido em 2013 sem as receitas atípicas (parcelamento, concessões e dividendos) e o float de restos a pagar (postergação de pagamento), o que mantém disponibilidade financeira referente às despesas primárias.

A inscrição de restos a pagar é instrumento de uso consagrado no âmbito da política fiscal brasileira, prevista inclusive na legislação.No ano passado, R$ 72,6 bilhões foram adiados para exercícios seguintes. “Ou seja, caso os estágios da despesa tivessem sido cumpridos integralmente ao longo de 2013, ao menos parte das despesas primárias inscritas em restos a pagar poderiam ter sido pagas no exercício, impactando negativamente o resultado primário”, explica o relatório.

Já as receitas extraordinárias, atípicas, não usuais ou não recorrentes, decorrem, como regra geral, de operações fiscais ou extrafiscais não rotineiras ou, ao menos, pouco comuns do ponto de vista das características predominantes das receitas primárias.

Assim, diferentemente da arrecadação de tributos e das receitas decorrentes da prestação de serviços e da exploração econômica de bens e direitos, que seguem um fluxo contínuo e regular de realização, as receitas extraordinárias, em geral, resultam de transações específicas, cuja frequência é incerta ou imprevisível, e costumam envolver valores materialmente relevantes.

Para o ministro Raimundo Carrero, relator do processo, a análise demonstra mais uma vez a necessidade de que sejam adotadas providências visando ao atendimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, mediante a definição legal de uma metodologia de apuração do superávit primário.

“Essa medida é fundamental para garantir a transparência e compreensão dos resultados fiscais alcançados pelo governo federal. Embora a metodologia adotada pelo Bacen seja respaldada em procedimentos internacionalmente aceitos, transações atípicas e mudanças promovidas por sucessivas LDO’s têm dificultado o acompanhamento e afetado a credibilidade das informações”, explicou.

Denúncia

Em 17 de janeiro deste ano, o Contas Abertas encaminhou denúncia ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, com o intuito de que a Corte de Contas possa quantificar o real superávit primário de 2013 e tomar as medidas cabíveis em relação às manobras orçamentárias que o governo federal realizou no final do ano passado.

No começo do ano, o Contas Abertas divulgou que a manobra orçamentária de postergar a contabilidade ganhou grandes proporções de 2013 para 2014. Pela primeira vez, desde o início da série histórica do Banco Central, em 1997, as despesas de janeiro superaram as de dezembro, por exemplo.

De 2013 para 2014 houve crescimento de 27,8% dos restos a pagar processados (quando só falta o pagamento do serviço prestado), ocasionado pela emissão de bilhões de reais em ordens bancárias nos últimos dias do ano – para que fossem sacadas apenas nos primeiros dias de 2014 – e também pela retenção de receitas estaduais e municipais.

Em dezembro, do dia 1º ao dia 27, a União pagou R$ 2 bilhões em investimentos (obras e equipamentos). No entanto, entre os dias 28 e 31 foram desembolsados R$ 4,1 bilhões. Em resumo, nos quatro últimos dias de 2013, incluindo sábado, domingo e véspera de feriado, o governo emitiu ordens bancárias no dobro do valor que lançara nos 27 dias anteriores.

As despesas que não foram realizadas em 2013 e ajudaram o superávit daquele ano, no entanto, criaram amarras para 2014. A meta fiscal deste ano não será cumprida e o governo federal já encaminhou proposta para que o Congresso altere a Lei de Diretrizes Orçamentárias com o intuito de não ser “enquadrado” em crime de responsabilidade fiscal.

Por Dyelle Menezes e Gabriela Salcedo – Contas Abertas

Mantega rebate críticas de Marta Suplicy à política econômica

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

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timthO Ministro da Fazenda, Guido Mantega, em conversa com auxiliares, se queixou da ex-ministra da Cultura, Marta Suplicy, e das críticas feitas por ela à economia brasileira em sua carta de demissão.

Leia mais: Dilma defende opção de Marta Suplicy de divulgar a carta de demissão

Mantega teria se irritado como recado de Marta à presidente Dilma, que sugeria que o desejo de todos os brasileiros era que Dilma escolha uma nova equipe de trabalho “a começar por uma equipe econômica independe, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade” do governo e que “acima de tudo” se comprometa em trazer estabilidade e crescimento para o Brasil.

Em resposta às declarações de Marta, Mantega teria questionado se a falta de realizações no Ministério da Cultura seriam culpa da falta de talento. “Das duas uma: ou ela se rendeu aos discurso do mercado financeiro ou quer desviar atenção de sua gestão na Cultura. E não faltou dinheiro ao ministério dela. O que faltou? Talento?”, teria dito o ministro em conversas internas.

Marta foi uma das entusiastas do movimento “Volta Lula”, para que o ex-presidente fosse candidato do partido à Presidência no lugar de Dilma este ano.

Superávit: Governo pressiona Congresso a mudar LDO

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

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miriamWilsonDiasAgenciaBrasil1A retomada dos trabalhos nesta terça-feira (11) no Congresso Nacional trará uma missão complicada para o Palácio do Planalto. Com a arrecadação baixa e os gastos em alta, o governo federal pretende ver modificada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a meta de superávit fiscal, hoje oficialmente em R$ 116,1 bilhões – incluindo as estatais. O superávit é a economia que a União faz para pagar compromissos como a dívida pública. Para conseguir cumprir esta tarefa, líderes precisarão convencer os aliados e superar o bloqueio prometido pela oposição.

A tarefa ganhou novos contornos com a presença da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, nesta terça na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Ela que levará a deputados e senadores os argumentos do governo para a mudança do superávit. De acordo com a pasta, se não ocorrer a mudança desejada, será preciso cortar incentivos fiscais e subsídios concedidos, além de aumentar impostos.

Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse que a redução da meta do superávit é necessária para que a atual política de manutenção de empregos, bancada às custas de investimentos estatais, seja mantida. “É muito importante manter o emprego e a renda da população. É uma opção clara do governo, e acho que haverá maioria, seguramente [o Congresso] vai aprovar”, disse Mercadante.

A meta oficial deste ano é de R$ 116,1 bilhões para o governo federal (incluindo as estatais), valor que pode ser reduzido para R$ 49,1 bilhões, com abatimentos de até R$ 67 bilhões previstos na LDO. Na semana passada, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, reconheceu que o governo não conseguirá atingir os valores oficiais nem mesmo usando todo o desconto, e adiantou que um projeto deverá alterar o tamanho do abatimento.

Bloqueio

Desde o primeiro semestre que a CMO não consegue se reunir e votar propostas. Sem quorum, a sessão da semana foi cancelada. Por isso, a LDO de 2015, por exemplo, até agora não foi analisada. O orçamento para o próximo ano já tramita, mas o governo trabalha com a possibilidade de o texto final não ser apreciado pelo Congresso até 22 de dezembro. O presidente da comissão, deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), entende que os partidos da base devem atuar para viabilizar o quorum.

Porém, se depender da oposição, a mudança no superávit não passará. “Consertar a LDO no final do ano é uma piada de mau gosto. É cobrir a nudez com folha de parreira”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Líder da minoria na Câmara, Domingos Sávio (PSDB-MG), engrossa o coro. Disse que o Palácio do Planalto não pode corrigir um erro com outro. “Não vamos permitir isso. Entendemos que o correto é o governo ter mais responsabilidade com as contas públicas”, completou.

Mais sobre orçamento

Mais sobre economia brasileira

 

Por Mario Coelho – Congresso em Foco

Número de brasileiros na extrema pobreza aumenta pela primeira vez em dez anos

quarta-feira, 5 de novembro de 2014
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Wellton Máximo – Agência Brasil
 
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O número de indivíduos em situação de miséria no Brasil subiu pela primeira vez em dez anos. Em 2013, a população abaixo da linha de extrema pobreza aumentou 3,68%, a primeira alta desde 2003. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O órgão não apresentou nenhum estudo. Apenas atualizou as estatísticas na platatorma de dados Ipeadata no fim da semana passada, em 30 e 31 de outubro.

O total de pessoas que vivem na extrema pobreza passou de 10.081.225, em 2012, para 10.452.383 no ano passado. A proporção de extremamente pobres subiu de 5,29% para 5,50%, também a primeira alta desde 2003.

Para definir a extrema pobreza, o Ipea considera os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Os dois organismos baseiam-se em uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento do Ipea define diferentes valores para a linha de extrema pobreza em 24 regiões do país. Cada área tem uma faixa mínima de renda abaixo da qual se caracteriza situação de miséria.

O Ipea, no entanto, também fez os cálculos conforme os parâmetros do Programa Brasil sem Miséria, que estabelece em R$ 77 per capita por mês a linha de extrema pobreza. Pelos critérios oficiais, o percentual da população em situação de miséria também subiu, de 3,6%, em 2012, para 4%, em 2013. Foi a primeira alta desde o início da série histórica, em 2004.

Apesar do aumento da população em extrema pobreza, a população em situação de pobreza (que enfrenta carências, mas não é classificada como miserável) continuou a cair no ano passado pelos critérios da FAO e da OMS. O total passou de 30.350.786 em 2012 para 28.698.598 em 2013, redução de 5,44%. Em termos percentuais, a fatia de pobres caiu de 15,93% para 15,09%.

O Ipea define a linha de pobreza como o dobro da linha de extrema pobreza. Pelos parâmetros do Programa Brasil Sem Miséria, no entanto, a proporção de pobres subiu no ano passado, de 8,9% para 9%.

Procurado pela Agência Brasil, o Ipea informou que não vai se manifestar sobre os dados. De acordo com o órgão, um pronunciamento depende da apresentação dos respectivos estudos sobre a renda das famílias brasileiras, que ainda não foram divulgados. Apenas os números foram lançados na plataforma de dados.

Pagamento do 13º salário deve injetar R$ 158 bilhões na economia

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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notas-dinheiro-real-brasil-size-598A economia brasileira receberá até dezembro uma injeção de cerca de 158 bilhões de reais adicionais por conta do pagamento do 13º salário, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O montante, que beneficiará cerca de 84,7 milhões de trabalhadores do mercado formal, inclusive empregados domésticos, contribuintes da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão, responde aproximadamente por 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com cálculos do Dieese, os beneficiados pelo 13º salário receberão em média 1.774,00 reais adicionais até dezembro. O cálculo leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2013, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (estatutários ou celetistas) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2013, acrescido do saldo do Caged até setembro de 2014.

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Criação de vagas em setembro é a pior para o mês desde 2001  

Beneficiados – Mais de um terço do total de 84,7 milhões de pessoas que serão beneficiadas com o pagamento adicional do 13º salário este ano é de aposentados ou pensionistas da Previdência Social. As duas categorias somam um contingente de 32,7 milhões de pessoas (38,6% do total).

De acordo com o Dieese, os empregados formais, que serão beneficiados com o pagamento do 13º salário, correspondem a 52 milhões ou 61,4% do total de 84,7 milhões de beneficiários. “Entre estes, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada somam 2,122 milhões, equivalendo a 2,5% do conjunto de beneficiários do abono natalino. Além desses, em torno de 975 mil pessoas ou 1,2% do total referem-se aos aposentados e beneficiários de pensão da União (Regime Próprio)”, informam os técnicos da entidade.

Há ainda um conjunto de pessoas constituído por aposentados e pensionistas dos Estados e municípios (regime próprio) que receberá o 13º salário e que não pôde ser quantificado. Do montante a ser pago, cerca de 20% dos 158 bilhões de reais ou cerca de 31,2 bilhões de reais serão destinados aos beneficiários do INSS. Outros 111,5 bilhões de reais ou 71% do total serão destinados aos empregados formalizados, incluindo empregados domésticos.

Aos aposentados e pensionistas da União, caberá o equivalente a 7,6 bilhões de reais ou 4,8% do total. Aos aposentados e pensionistas dos Estados, 6,1 bilhões de reais ou 3,9% do total. Aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios, 1,34 bilhão de reais ou 0,8% do total.

(Com Estadão Conteúdo)

Balança comercial registra pior resultado para outubro desde 199

segunda-feira, 3 de novembro de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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imagesA balança comercial – diferença entre exportações e importações – teve déficit de US$ 1,17 bilhão em outubro, divulgou há pouco o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado é o pior para o mês desde outubro de 1998, quando as importações superaram as exportações em US$ 1,44 bilhão.

No mês passado, as exportações somaram US$ 18,33 bilhões, com queda de 19,7% em relação a outubro de 2013, pela média diária. As importações totalizaram US$ 19,5 bilhões, um recuo de 15,4% também pela média diária na mesma comparação.

Com o desempenho de outubro, o déficit da balança comercial em 2014 aumentou para US$ 1,87 bilhão. O resultado acumulado é o segundo pior da história, só perdendo para os dez primeiros meses de 2013, quando o déficit somava US$ 1,99 bilhão. No ano, as exportações somam US$ 191,965 bilhões (queda de 3,7% em relação a 2013 pela média diária). As importações somam US$ 193,836 bilhões (retração também de 3,7% pela média diária).

Contribuiu para a queda das exportações a inexistência, no mês passado, de exportações de plataformas de petróleo. Em outubro de 2013, a venda de uma plataforma produzida em Rio Grande (RS), para uma subsidiária da Petrobras com sede no exterior, engordou a balança comercial em US$ 2 bilhões. Autorizada pelas

Mercado financeiro volta a reduzir previsão de crescimento da economia

segunda-feira, 3 de novembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil 

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O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão de crescimento da economia. De 0,27%, na semana passada, ela retornou ao patamar de 0,24% registrado em semanas anteriores. A estimativa está no boletim Focus, divulgado hoje (3) pelo Banco Central (BC). Analistas e investidores também elevaram a projeção da taxa de câmbio para o fim de 2014, de R$ 2,40 para R$ 2,45.

Já a estimativa de inflação foi mantida em 6,45%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os preços administrados, regulados pelo governo, deverão ser reajustados no patamar de 5,15% no período.

Apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC ter elevado a taxa básica de juros (Selic) para 11,25% ao ano em sua última reunião, o Focus manteve a previsão de que ela encerrará o ano em 11%. Para o fim de 2015, no entanto, a projeção da taxa básica foi elevada de 11,5% para 12%.

A dívida líquida do setor público seguiu estimada em 35,25% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no país. No setor externo, o deficit em conta-corrente, o indicador que mede o desequilíbrio das contas externas, deverá ficar em US$ 81 bilhões. O saldo da balança comercial deverá cair de US$ 2,10 bilhões para US$ 2 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) estimados deverão permanecer em US$ 60 bilhões.

Vale tem prejuízo de R$ 3,4 bilhões no 3º trimestre deste ano

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

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timtMaior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale teve um prejuízo de R$ 3,4 bilhões entre julho e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre de 2013, os lucros da empresa somaram R$ 7,95 bilhões.

O resultado abaixo do esperado é fruto da queda do preço do minério de ferro no mercado internacional, da desvalorização do real em relação ao dólar e de perda cambiais. Mesmo tendo alcançado no terceiro trimestre a produção recorde de 85,7 milhões de toneladas de minério de ferro, a mineradora brasileira não conseguiu neutralizar tais fatores.

O diretor Financeiro da Vale, Luciano Siani, disse que a mineradora registrou um “resultado operacionalmente muito bom”, mas reconheceu que as vendas do terceiro trimestre ficaram abaixo do esperado.

“Como resultado, tivemos prejuízo de R$ 3,4 bilhões, que não se traduz em efeito caixa. Tanto é que o caixa da companhia cresceu no período, e nós fechamos o terceiro trimestre com saldo de caixa maior que no segundo trimestre”, disse Siani em um vídeo divulgado no site da mineradora.

Brasil está em 120º lugar entre os melhores países para negócios

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

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timthO Brasil está longe de ser um dos melhores lugares para empreendedores no mundo, segundo estudo do Banco Mundial, divulgado na terça-feira, 28, quanto à facilidade de fazer negócios no mundo. Foram avaliados 189 países e o Brasil ficou em 120ª posição na lista geral deste ano.

Segundo o levantamento, o Brasil tem ascendido: em 2013, ficou em 123º lugar e, em 2012, em 130ª posição. Cingapura segue na liderança do ranking pelo nono ano consecutivo, seguido de Nova Zelândia, Hong-Kong, Dinamarca e Coreia do Sul.

Na América Latina, o país melhor colocado é a Colômbia, em 34º lugar, que realizou uma série de reformas nos últimos anos para facilitar o ambiente de negócios no país. A última posição está com a Eritreia, na África, e a penúltima com a Líbia.

Burocracia puxa desempenho do Brasil para baixo

Para abrir um negócio no Brasil, os empreendedores precisam de 83,6 dias, enquanto em Cingapura o processo só leva dois dias e meio. Na América Latina, são 31,7 dias. Os EUA estão em sétimo lugar e a duração do processo é de 5,6 dias para abrir uma empresa no país.

Além disso, o empreendedor precisa cumprir 11,6 procedimentos no Brasil, enquanto em Cingapura são três e na Nova Zelândia, apenas um. Nesta avaliação isoladamente, o Brasil está entre os últimos, em 167º lugar. Para construir, o processo leva mais tempo. Em média, são 426 dias, ocupando neste quesito 174ª posição.

Pós-eleição, Banco Central sobe juros a 11,25% ao ano

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lula indica três possíveis substitutos para Guido Mantega

terça-feira, 28 de outubro de 2014

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timthEm meio à incerteza sobre a equipe econômica que será formada para o segundo mandato do governo de Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula indicou três nomes para ocupar o lugar de Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

Entre os indicados está o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; e o ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.

Considerado por pessoas próximas um administrador firme, Trabuco representaria uma mudança radical na gestão de Dilma. A presidente deixaria de ter, por exemplo, liberdade para intervir na política econômica.

Dilma ainda não se pronunciou sobre as indicações. Nos próximos dias, a presidente vai descansar em uma praia na Bahia para se recuperar da intensa campanha eleitoral. Na última segunda-feira, 27, ao ser questionada sobre a indicação de Trabuco, Dilma disse que dará o nome dos ministros “no tempo exato”.

Seja quem for o escolhido, o próximo ministro da Fazenda já tem um grande desafio pela frente: evitar que o Brasil perca o grau de investimento que conquistou em 2008, na gestão de Lula.

Na última segunda-feira, a agência de classificação de risco Fitch anunciou que vai avaliar a capacidade do governo brasileiro de estimular o crescimento econômico e promover um ajuste fiscal. Já Standard & Poor’s (S&P) declarou que os sinais políticos e a capacidade de execução do novo governo serão determinantes para o futuro do rating soberano do país.

Fazenda não comenta sobre nomes cogitados para substituir Mantega

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

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161116foto1Após a reeleição de Dilma Rousseff, o mercado está ansioso para conhecer o indicado da presidente para substituir o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Vários nomes são cogitados, entre eles o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, o do ex-secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, e o do ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

Hoje, uma nota da coluna ““Folha de S.Paulo”” informou ainda que o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, seria o mais recente nome cotado para substituir Guido Mantega. Procurado, o ministério da Fazendo, por meio da assessoria de imprensa, disse que não comenta o assunto.

Mais cedo, o executivo do Bradesco saudou a presidente Dilma em nota pela vitória na eleição. Ele disse que o Brasil é um exemplo “de democracia moderna”, que impulsiona seu desenvolvimento social e político pelo voto popular, e disse que o discurso de Dilma, ontem após a vitória, “foi um momento de pacificação e pleno entendimento das responsabilidades à nossa frente”.

Procurado pela Agência CMA, o Bradesco também diz que não comenta o assunto.

O ministro Guido Mantega comentará, em instantes, em coletiva de imprensa, a vitória da presidente Dilma na eleição de ontem.

Ministro diz que compromissos da área serão mantidos nos próximos quatro anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou, há pouco, o compromisso de fortalecer os fundamentos da economia brasileira nos próximos quatro anos. Segundo ele, permanecem os compromissos de manter a inflação sob controle e a geração de empregos, com o mercado em expansão.

– É claro que, para manter os empregos, temos de manter os estímulos aos investimentos e fortalecer as empresas brasileiras, com a expansão do mercado de capitais. Temos que manter o sistema financeiro sólido, porque é ele que financia a expansão da economia e do consumo – afirmou, em coletiva.

De acordo com o ministro, o Brasil tem um grande desafio para conseguir retomar o desenvolvimento ante a crise internacional.

– Isso só será possível se houver grande mobilização com trabalhadores e empresários, junto com o governo, para entramos com o novo ciclo da economia brasileira – disse ele.

Mantega mostrou-se satisfeito com a vitória da presidente Dilma Rousseff sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da eleição presidencial.

– Estou feliz com o resultado das eleições. Isso prova que a população está aprovando a política econômica – afirmou.

Ele reconheceu que as eleições provocam volatilidade, mas ressaltou que fatores externos têm influência.

– Houve forte queda das commodities e que a Bolsa de Valores foi afetada, mas, com o fim das eleições, esse cenário passa a amainar – afirmou.

Durante as eleições, os pessimistas ficam mais pessimistas e os otimistas, mais otimistas, observou o ministro.

– O Datafolha verificou que os brasileiros estão ficando mais otimistas com a economia. Além disso, teve a CNI, mostrando a melhora da expectativa do consumidor. A indústria de transformação também avançou, e isso mostra que a confiança tende a voltar. E, mais importante, a confiança do investidor externo voltou a melhorar. Portanto, os investidores externos, que olham para o médio e longo prazos, estão mais confiantes, poque eles estão colocando o dinheiro deles no Brasil. A economia voltou a crescer, e tudo indica que continuará a crescer no terceiro e quarto trimestres – afirmou.

Perguntado sobre nomes para compor a equipe no segundo mandato de Dilma, Mantega respondeu que essa pergunta tem que ser feita à presidente.

– Estou apresentando as políticas que devem ser adotadas, e é o que importa. Mencionei os passos que devem ser dados, mas não me cabe falar sobre os nomes.

Fonte: monitormercantil.com.br

Com informações da Agência Brasil e da Agência CMA

Crescimento deverá ficar em 0,27% em 2014, segundo estimativa do mercado

segunda-feira, 27 de outubro de 2014
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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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bcentral1O mercado financeiro manteve inalteradas as projeções de inflação e de crescimento da economia na semana que antecedeu as eleições. O boletim semanal Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, informa que analistas e investidores mantiveram em 0,27% a expectativa de crescimento da economia para 2014.

Já a estimativa de inflação para este ano é 6,45%, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo a mesma publicação. Os preços administrados, regulados pelo governo, deverão ser reajustados no patamar de 5,15% no período.

Não houve alteração também para as projeções de câmbio: o dólar deverá atingir o valor de R$ 2,40; a taxa básica de juros (Selic) deverá chegar a 11% no final de 2014. A dívida líquida do setor público, no entanto, está estimada com uma leve piora, passando de 35,10% para 35,25% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país.

No setor externo, a situação continua delicada: o deficit em conta corrente, o indicador que mede o desequilíbrio das contas externas, deverá sburi de US$ 81 bilhões para US$ 81,5 bilhões.  O saldo da balança comercial deberá cair de US$ 2,29 bilhões para US$ 2,10 bilhões. Os investimentos estrangeiros diretos (IED) estimados deverão permanecer em US$ 60 bilhões.

O IED, que é canalizado para o setor produtivo da economia, constitui uma das formas de o governo financiar o deficit em conta corrente.

A produção industrial, que já estava com previsão negativa, deverá ficar em -2,24 no final de 2014

Confiança do consumidor atinge nível mais baixo desde abril de 2009, diz FGV

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

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dinheiro_-_marcello_casal_jrO Índice de Confiança do Consumidor caiu 1,5% de setembro para outubro, divulgou hoje (24) a Fundação Getúlio Vargas, na Sondagem das Expectativas do Consumidor. A queda levou o indicador ao menor nível desde abril de 2009, com 101,5 pontos.

De acordo com a pesquisa, que ouviu pessoas em 2,1 mil domicílios em sete capitais, a maior queda foi registrada no Índice da Situação Atual (ISA), em que os entrevistados se manifestam sobre o presente. O ISA foi 2,9% menor no mês de outubro e também registrou o pior resultado desde abril de 2009.

Outro componente do ICC, o Índice de Expectativas (IE) teve queda menos intensa, de 0,6%, que não foi suficiente para inverter a tendência positiva da média móvel trimestral. Para a coordenadora da pesquisa, Viviane Seda, o mercado de trabalho e a inflação são as maiores preocupações dos consumidores.

A satisfação dos consumidores com as finanças pessoais também teve influência negativa na sondagem, com queda de 2,3% em relação a setembro e de 3,4% no trimestre, chegando ao pior nível desde julho de 2009. Segundo a FGV, diminuiu de 20,7% para 19,2% a proporção de consumidores que avaliam a situação como boa e aumentou de 13,9% para 14,96% os que a julgam ruim.

A pesquisa também indicou que houve queda de 3,6% na intenção de comprar bens duráveis nos próximos seis meses. Os consumidores que preveem maiores gastos ficaram menos numerosos, ao passar de 14,3% para 14,1%, e os que projetam menores gastos passaram de 30,2% para 33%.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ICC teve queda 8,9%, menos intensa do que a registrada em setembro, quando o índice de 2014 tinha ficado 9,5% abaixo do de 2013.

 

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

Governo deixa de aplicar R$ 131 bilhões na saúde pública desde 2003

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

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Dyelle Menezes- Contas Abertas
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saude-gov-am1-480x250O Ministério da Saúde deixou de aplicar cerca de R$ 131 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2003. O valor é quase equivalente ao que Estados e municípios gastaram no setor durante todo o ano passado – cerca de R$ 142 bilhões. A conclusão é o do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo a instituição, os dados revelam em detalhes os resultados da falta de qualidade da gestão financeira em saúde.

No período apurado, pouco mais de R$ 1 trilhão foi autorizado para o Ministério da Saúde no Orçamento Geral da União (OGU). Os desembolsos, no entanto, chegaram a R$ 891 bilhões. Já em 2013, apesar do maior orçamento já executado na história da pasta – quase R$ 93 bilhões –, o valor efetivamente gasto representou 88% do que havia sido previsto. Neste ano, até outubro, dos R$ 107,4 bilhões autorizados, R$ 80 bilhões haviam sido usados.

Para o presidente da CFM, Carlos Vital, a administração dos recursos da saúde tem sido preocupação recorrente dos Conselhos de Medicina, pois a qualidade da gestão tem impacto direto na assistência da população e na atuação dos profissionais.

“A população brasileira tem o direito de saber onde, como e se os recursos que confiamos aos governos estão sendo bem aplicados. No caso da saúde, isso é ainda mais proeminente, tendo em vista as dificuldades de infraestrutura que milhares de pacientes, médicos e outros profissionais de saúde enfrentam todos os dias”, declarou Vital.

Para dar a dimensão do problema, o presidente do CFM cita que, com R$ 131 bilhões, seria possível construir 320 mil Unidades Básicas de Saúde de porte I (destinada e apta a abrigar, no mínimo, uma Equipe de Saúde da Família), edificar 93 mil Unidades de Pronto Atendimento de porte III (com capacidade de atender até 450 pacientes por dia) ou, ainda, aumentar em quase três mil o número de hospitais públicos de médio porte.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que cabe à União a aplicação do valor destinado ao orçamento no ano anterior mais a variação nominal do PIB. “Portanto, não existe redução nos recursos investidos em saúde ano a ano por parte do Ministério da Saúde”, ressaltou. De acordo com a Pasta, nos últimos dez anos, os recursos totais empenhados pela pasta alcançaram a média anual de 99%”, apontou.

Entre janeiro e julho deste ano, o Ministério da Saúde já empenhou 67% do valor total disponível para investimentos (R$ 6,4 bilhões) autorizados para 2014. Cabe ressaltar que no valor considerado “disponível” pela Pasta estão excluídas as emendas parlamentares, que constam no Orçamento Geral da União, aprovado no Congresso Nacional.

Comparação com outros países

“Apesar dos avanços do SUS, um de seus grandes desafios é aumentar o financiamento. O Brasil é o único país do mundo que tem uma rede de saúde pública universal e, ao mesmo tempo, vê o mercado privado e as famílias gastarem diretamente mais dinheiro do que o Estado”, disse Vital.

Aqui, o gasto público representa 45,7% do total aplicado em saúde, o que, segundo o representante dos médicos, contraria o que acontece em muitos países de sistemas semelhantes ao brasileiro, onde a média de investimento público supera 70%.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, historicamente, entre os países com sistema universal de saúde, o Brasil aparece com o menor percentual de participação do setor público (União, estados e municípios) no investimento per capita em saúde. Na Inglaterra, por exemplo, o investimento público em saúde é cinco vezes maior que no Brasil.

Falta de investimentos em obras e equipamentos

O governo federal afirma investir na compra de equipamento e na construção, reforma e ampliação de unidades de saúde. Dados apurados pelo CFM mostram que entre 2003 e 2013 foram autorizados R$ 81 bilhões específicos para este fim. No entanto, apenas R$ 30,1 bilhões foram efetivamente gastos e outros R$ 46,3 bilhões deixaram de ser investidos. Em outras palavras, de cada R$ 10 previstos para a melhoria da infraestrutura em saúde, R$ 5,6 deixaram de ser aplicados.

Em 2014, a dotação prevista para os investimentos do Ministério da Saúde é de quase R$ 10 bilhões. Até 20 de outubro, R$ 3,7 bilhões foram pagos, incluindo os restos a pagar quitados (compromissos assumidos em anos anteriores rolados para os exercícios seguintes). Além disso, somente R$ 4 bilhões foram empenhados (reservados no orçamento para futura aplicação), ou seja, 41% do autorizado.

“É curioso observar o quão distante a saúde está da prioridade orçamentária. Só este ano, o Governo investiu mais que o dobro do valor da saúde – R$ 8,6 bilhões – em armamento militar (blindados, aviões de caça e submarinos nucleares). Até compreendemos a importância da proteção à soberania nacional, mas enfrentamos uma guerra real e diária, contra a falta de infraestrutura na saúde pública, e que precisa de muito mais recursos que os investidos numa guerra invisível”, comentou o presidente do CFM.

Contingenciamento

O contingenciamento, uma das maneiras do governo obter superávit primário, afeta os investimentos da Pasta. De acordo com o Ministério, do total de recursos para obras e compra de equipamentos, R$ 6,4 bilhões estão disponíveis. A diferença entre a dotação autorizada e a “disponível” são as emendas parlamentares contingenciadas, as quais são relevantes para o setor. O contingenciamento é uma maneira do governo federal obter o superávit primário.

Em consequência, foram realmente investidos em 2014 até setembro, R$ 3,5 bilhões, enquanto em Defesa foram investidos R$ 8,6 bilhões. O Ministério da Saúde fica em 5° lugar entre os órgãos que mais investiram, sendo superado pelos Transportes (R$ 9,7 bilhões), Defesa (R$ 8,6 bilhões), Educação (R$ 7,3 bilhões) e Desenvolvimento Agrário (R$ 3,8 bilhões). Os valores incluem os pagamentos com o orçamento de 2014 acrescidos dos restos a pagar pagos de exercícios anteriores.

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Desemprego atinge 4,9% e é o menor para setembro desde 2002

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

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imagesA taxa de desemprego, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), atingiu 4,9% em setembro deste ano, a menor para o mês desde o início da série histórica iniciada em 2002.

Houve queda de 0,5 ponto percentual em relação à taxa observada em setembro do ano passado (5,4%). A pesquisa foi divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice também é numericamente inferior ao registrado em agosto deste ano (5%). Apesar disso, o IBGE não  considera a variação estatisticamente significativa. A PME é realizada em seis regiões metropolitanas do país.

O contingente de desempregados ficou em 1,2 milhão de pessoas em setembro deste ano, significando estabilidade em relação a agosto deste ano e queda de 10,9% na comparação com setembro do ano passado.

Já a população ocupada ficou em 23,1 milhões de pessoas, o que significa que, apesar da queda da taxa de desemprego, não houve geração de postos de trabalho tanto na comparação com agosto deste ano quanto em relação a setembro do ano passado.

Mais sobre economia brasileira

 

Fonte: Agência Brasil

Tarifa de luz já subiu 17,63% e pode ficar maior até fim do ano

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

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energia-eletrica-torre-alta-tensao-20121007-20-size-598O reajuste médio da conta de luz já chega a 17,63% neste ano, maior do que o estimado pelo Banco Central (BC) em seu último Relatório Trimestral de Inflação, divulgado em setembro, que previa aumento de 16,8%. O preço médio, porém, pode subir mais até o fim do ano, porque ainda faltam oito distribuidoras, de um total de 56 no país, reajustarem suas tarifas. No total, 68,7 milhões de unidades consumidoras (famílias, comércio e indústrias) já tiveram suas contas reajustadas neste ano, sendo que a tarifa média para grandes consumidores (indústria, por exemplo) subiu 18,20%, enquanto pequenas unidades, como residências, teve aumento médio de 17,41%.

Leia mais: Governo marca leilão de fontes alternativas para abril
ONS reduz estimativas de chuva e eleva previsão de consumo de energia  

Brasil deve economizar 30% a menos com horário de verão neste ano

Na terça-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a elevação de 22,43% em média das contas dos consumidores da CPFL Piratininga, que atende 1,6 milhão de unidades consumidoras em Santos, Sorocaba, Jundiaí e outros 24 municípios do litoral e do interior de São Paulo.

Outras 1,7 milhão de unidades consumidoras de 28 municípios do Estado de São Paulo (regiões de Alto do Tietê e Vale do Paraíba) também terão suas tarifas de luz acrescidas em 21,93% em média. Elas são atendidas pela companhia Bandeirante Energia.

Por fim, também foi aprovado na terça o reajuste de 13,69% da DME Distribuição, que fornece energia para 70 mil pessoas em Poços de Caldas (MG).

Ainda passarão pelo processo de reajuste tarifário neste ano as distribuidoras Light, Boa Vista Energia, Amazonas Energia, Companhia Energética de Roraima (CERR), Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre) e Companhia Sul Sergipana de Eletricidade (Sulgipe).

Fonte: Contas Abertas – Com Estadão Conteúdo

Mercado aposta em expansão de apenas 0,27% para PIB em 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
.Analistas ouvidos pelo BC também pioraram suas estimativas para a produção industrial.

Em um relatório de projeções com poucas mudanças, o Focus desta segunda-feira mostrou piora da expectativa com relação ao crescimento da economia brasileira. A média das estimativas de economistas ouvidos pelo Banco Central semanalmente aponta para uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,27% em 2014. Na semana passada, a expectativa estava em 0,28%. A diferença é pequena, mas evidencia a tendência de estagnação para este ano. Para 2015, a projeção média permaneceu em 1% de crescimento.

Os economistas ouvidos pelo BC também pioraram suas estimativas para a produção industrial. A mediana agora indica retração de 2,24% em 2014 ante queda de 2,16% na semana passada. Para 2015, porém, a expectativa passou de crescimento de 1,30% para 1,46% entre as duas semanas.

Leia também: Prévia do PIB avança 0,27% em agosto, mas ano continua fraco
FT: Brasil corre o risco de ser rebaixado se não fizer mudanças na economia
FHC ironiza Dilma: ‘Merece Nobel de Economia’ 

Incertezas sobre eleições paralisam a economia, avalia FGV

A expectativa com relação a inflação não mudou: permaneceu em 6,45% para este ano e em 6,30% para ano que vem, ambas próximas ao teto da meta oficial, de 6,5%. Por sua vez, a projeção para a Selic, taxa básica de juros, também continua em 11% neste ano e 11,88% no fim de 2015.

Balança comercial tem déficit de US$ 724 milhões na terceira semana de outubro

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

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timthuO Brasil importou US$ 724 milhões a mais do que exportou na terceira semana de outubro. O valor foi divulgado nesta segunda-feira, 20, pelo Ministério do Desenvolvimento, indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na semana passada, o país exportou US$ 3,913 bilhões e importou US$ 4,637 bilhões.

O resultado da semana passada reverteu o desempenho da balança comercial – diferença entre exportações e importações – em outubro. No mês, o indicador acumula saldo negativo de US$ 584 milhões. Nas duas primeiras semanas de outubro, a balança tinha registrado superávit de US$ 140 milhões.

Com o resultado negativo em outubro, o déficit da balança comercial subiu para US$ 1,278 bilhão em 2014, contra déficit de US$ 757 milhões registrado no mesmo período de 2013. No ano, as importações totalizam US$ 185,578 bilhões, queda de 3% pela média diária, na comparação com 2013. As exportações, no entanto, caíram mais e somam US$ 184,3 bilhões, recuo de 3,3%, também pela média diária.

Conforme o MDIC, a crise cambial na Argentina – principal compradora de veículos brasileiros –, a queda do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional) e as importações de petróleo e derivados explicam o resultado negativo da balança comercial em 2014.

Apenas em outubro, as vendas de manufaturados caíram 28,9% e as exportações de produtos básicos recuaram 14%, em relação ao mesmo mês do ano passado. A única categoria a registrar melhora nas exportações foram os produtos semimanufaturados, com alta de 7,7%, impulsionados pela celulose e pelo açúcar bruto.

Fontes: Agência Brasil-Balança comercial tem déficit de US$ 724 milhões na terceira semana de outubro

Criação de empregos em setembro é a pior desde 2001

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

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Fonte: Agência Brasil
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A criação de empregos com carteira assinada – diferença entre contratações e demissões – atingiu, em setembro, o pior nível para o mês em 13 anos. Segundo dados divulgados há pouco pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país criou 123.785 empregos no mês passado, o menor número para meses de setembro desde 2001, quando foram gerados 80.028 postos de trabalho.

De janeiro a setembro deste ano, foram criados 904.913 empregos registrados em carteira, total mais baixo desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, em 2004. Em relação ao mesmo período do ano passado, a geração de emprego caiu 31,6%. De janeiro a setembro de 2013, havia sido criado 1,323 milhão de vagas. Os dados foram divulgados pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias.

No mês passado, o total de admissões somou 1.770.429, contra 1.646.644 demissões. Apesar do desempenho ruim na comparação com os outros anos, a geração de empregos em setembro atingiu o melhor nível desde fevereiro deste ano, quando haviam sido criados 260.823 postos de trabalho na série sem ajustes.

Os setores que mais ampliaram a oferta de vagas em setembro foram serviços (62,4 mil novas vagas), comércio (36,4 mil vagas) e indústria de transformação (24,8 mil vagas). Dois segmentos registraram queda nos postos de trabalho: indústria extrativa mineral (-455) e agropecuária (-8,9 mil), influenciada pelo fim da colheita da maior parte das safras.

Os estados que mais geraram empregos no mês passado foram Pernambuco (21,9 mil), Alagoas (13,7 mil), Rio de Janeiro (12,7 mil) e Paraná (11,5 mil). Por outro lado, quatro estados registraram mais demissões que contratações em setembro, com todos os resultados negativos na casa das dezenas ou das centenas: Acre (-90), Piauí (-401), Minas Gerais (-840) e Rondônia (-937).

Inflação no segundo governo FHC versus Dilma

sábado, 11 de outubro de 2014

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Por Mansueto Almeida*
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timthumbQuero esclarecer alguns deslizes da nossa equipe econômica. Vamos começar pela inflação. No programa de quinta-feira, 9, da GloboNews com o ministro Guido Mantega e o economista Armínio Fraga, Mantega falou que Armínio Fraga pegou a inflação no seu primeiro ano de Banco Central em 7% ao ano e deixou 12% ao ano, em 2002. Na verdade a inflação, em 1999, foi de 8,94%.

Isso é verdade? Sim. Mas a pergunta seguinte seria tentar identificar porque isto aconteceu, i.e. por que Armínio não terminou seu mandato à frente do BC com uma inflação menor do que no início. A resposta é o medo que o mercado tinha de um governo do PT, cujo candidato que liderava as pesquisa, Luiz Inácio Lula da Silva, foi contra o Plano Real e por anos defendeu o calote da dívida pública. Claro que se esperava o pior.

A inflação em 12 meses vinha em queda. Mas, no ano de 2002, do final de fevereiro até o final de setembro, a taxa de câmbio (R$/US$) passou de 2,35 para 3,85– uma desvalorização do real de 64% em sete meses. Mas foi a taxa de câmbio que puxou a inflação para cima, como também foi a forte valorização posterior do real que trouxe para baixo a inflação no governo Lula. De julho de 2002 a maio de 2003, a inflação acumulada em 12 meses passou de 7,5% para 17%! Mas depois derreteu com a valorização da taxa de câmbio e chegou a 3% já no início de 2007, quando a taxa de câmbio havia derretido para 2 R$/US$.

Taxa de Câmbio (R$/US$) – JAN/1999-SET/2014

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Inflação em 12 meses – IPCA – % – JAN/1998-SET/2014
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No governo Dilma, não houve nada disso. A inflação média acima de 6% ao ano, maior do que a média do governo anterior, é pura incompetência com um agravante. Como ninguém espera valorização do real nos próximos anos e teremos de corrigir preços da energia e combustíveis, os erros do governo Dilma dificultarão a redução rápida da inflação.

E acho até que há um grande risco da inflação ultrapassar o teto da meta este ano. Se Dilma for reeleita acho que a inflação vai continuar elevada, porque a turma que está ai ainda não aprendeu que 6,5% é o teto da meta e não o centro da meta.

*Mansueto Almeida é economista do IPEA e titular do Blog do Mansueto Almeida
Fontes: Blog do Mansueto – Inflação no governo FHC versus Dilma

Ministro do STF vota a favor da revisão da aposentadoria

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

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André Richter – Repórter da Agência Brasil
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932370-desaposentação_stf_abr0587O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (9) a favor da possibilidade de o aposentado pedir a revisão do benefício por ter voltado a trabalhar e a contribuir para a Previdência Social. A mudança é conhecida como desaposentação. O ministro é o relator dos processos que tratam do assunto no STF. Após o voto do relator, o julgamento foi suspenso devido à ausência de três ministros, e deverá ser retomado na semana que vem.

Segundo o ministro, o aposentado tem o direito de ter o benefício revisado, porque voltou a contribuir para a Previdência como um trabalhador que não se aposentou. “A desaposentação é possível porque ela não está vedada em lei. Penso a que lei não tratou dessa matéria e, paralelamente a isso, considero inaceitável, do ponto de vista constitucional, impor-se uma contribuição previdenciária sem que o contribuinte tenha qualquer tipo de benefício em troca dessa contribuição.”, disse.

A Aposentadoria é calculada de acordo com a média da contribuição. O valor é multiplicado pelo fator previdenciário, cálculo que leva em conta o tempo e valor da contribuição, idade e expectativa de vida. Conforme voto do relator, o pedido de revisão deverá levar em conta o tempo e o valor de contribuição de todo o período de contribuição, englobando a fase anterior e posterior da primeira aposentadoria.

Em contrapartida, a idade do contribuinte e sua expectativa de vida serão contadas de acordo com o primeiro benefício, a menos que o aposentado decida devolver o valor que já recebeu. Caso seja julgada legal pelos demais ministros, regras da desaposentação devem começar a valer em 180 dias, prazo para que o Congresso aprove uma lei para disciplinar a questão.

Durante o julgamento, o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, defendeu a ilegalidade da desaposentação. Segundo Adams, a Previdência é baseada no modelo de solidariedade, no qual todos contribuem para sustentar o sistema, não cabendo regras particulares para o aposentado que pretende revisar o benefício.

Os ministros julgam recurso de um aposentado que pediu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interrupção do pagamento da atual aposentadoria por tempo de serviço e a concessão de um novo benefício por tempo de contribuição, com base nos pagamentos que voltou a fazer, quando retornou ao trabalho.

Mantega considera pessimista previsão do FMI para crescimento da economia

quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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932129-mantega_0186O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou pessimista a previsão de crescimento de 0,3% para a economia brasileira neste ano, divulgada hoje (7) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, a recuperação da atividade econômica no segundo semestre levará o país a encerrar 2014 com crescimento maior.

Para o ministro, as estimativas do FMI foram influenciadas pelo baixo crescimento da economia mundial, marcada pela lenta na recuperação nos Estados Unidos e pela manutenção do baixo crescimento na Europa. Ele acredita ainda que o fraco desempenho da economia no primeiro semestre interferiu na projeção.

“A projeção parece pessimista por parte do fundo. Tivemos um primeiro semestre mais fraco, porém estamos observando recuperação da economia brasileira no segundo semestre. A partir de julho, temos uma aceleração moderada do crescimento”, declarou Mantega.

Oficialmente, o governo brasileiro prevê que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) crescerá 0,9% em 2014. Segundo Mantega, a projeção está mantida até o fim de novembro, quando o Ministério do Planejamento divulgará a nova versão do Relatório de Receitas e Despesas Primárias, documento com estimativas sobre o Orçamento federal.

O ministro mostrou diversos indicadores que mostram a recuperação da produção e do consumo no segundo semestre. Segundo ele, as vendas de veículos saltaram 13,7% em setembro, e as vendas nos supermercados aumentaram 2,53% acima da inflação em agosto.

De acordo com Mantega, outro fator que contribuiu para o baixo crescimento no primeiro semestre foi o aumento de juros pelo Banco Central para segurar a inflação. Segundo Mantega, a estabilização dos índices de preços permitiu que a autoridade monetária anunciasse medidas que aumentarão o volume de crédito, como redução do compulsório e melhorias na regulação.

“Temos vários indicadores de que está havendo retorno do crédito com a redução do compulsório e o aumento [do prazo] do crédito consignado. O crédito está retornando rapidamente, o que levará a crescimento moderado da economia até o fim do ano”, disse.

Destacando a estagnação da economia global, o ministro atribuiu ao cenário econômico internacional peso maior nas previsões do FMI do que fatores internos. “Das economias avançadas, apenas os Estados Unidos e o Reino Unido estão crescendo. O Japão parou de crescer, a Alemanha está com dificuldades. Tem gente querendo atribuir esses fenômenos a problemas brasileiros, mas são problemas mundiais”, argumentou.

Segundo o ministro, o governo entregará a economia no fim do ano em situação sólida, com baixa dívida externa, altas reservas internacionais e desemprego em níveis mínimos. “Ao contrário de outros países, temos parâmetros econômicos saudáveis. O nível de emprego está alto, o mercado consumidor intacto, e a massa salarial crescendo. É um privilégio do Brasil enquanto muitos países enfrentam desemprego e queda dos salários”, rebateu.

Com Dilma, Petrobras perdeu R$ 162 bi – saiba o que dá para comprar com esse valor

terça-feira, 7 de outubro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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Desvalorização das ações chega a 43% desde início do governo da presidente
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universidade-petrobras-predio-rio-de-janeiro-20121127-0068-size-598A Petrobras deixou de ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado na última segunda-feira, depois que as ações da empresa caíram 11% na Bolsa de Valores. Com isso a Ambev, avaliada em 253 bilhões de reais, voltou a ser a maior companhia — posto que ocupava até março deste ano. Até o dia 30 de setembro, as ações da estatal acumulam, apenas no governo Dilma, queda de 162,2 bilhões de reais em valor de mercado, ou 43%. É como se a Petrobras tivesse perdido mais que “um Bradesco” em menos de quatro anos, ou seis vezes a empresa TIM, por exemplo, de acordo com dados da consultoria Economatica.

A estatal tem vivido um ano de altos e baixos na Bolsa. Investidores passaram a apostar nos papéis da empresa em março, quando as primeiras pesquisas de intenção de voto mostravam a presidente Dilma Rousseff com um baixo nível de aprovação e um alto nível de rejeição entre os eleitores. Se contabilizadas as perdas apenas até março deste ano, somam 73%. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008, tinha em março apenas 270 reais.

Com a aproximação das eleições, tanto as ações da empresa quanto a de todas as estatais se valorizaram, com investidores apostando numa mudança de governo. Alvo de corrupção e ingerência, a Petrobras atingiu no governo Dilma o título de empresa de petróleo mais endividada do mundo, com uma dívida de 300 bilhões de reais — maior, inclusive, que seu valor de mercado.

Saiba o que é possível comprar com os bilhões que a estatal perdeu em valor mercado durante o governo Dilma.

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Mercado vê em Dilma ameaça maior do que no início da campanha
O futuro incerto da Petrobras após doze anos de PT

 

O que dá para comprar com R$ 162 bilhões

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Seis empresas Pão de Açúcar

No fechamento de quarta-feira, o Pão de Açúcar valia 27,77 bilhões de reais. Com o montante perdido em valor de mercado pela Petrobras nos últimos quatro anos daria para comprar quase seis redes do mesmo porte.