Economia

Em meio à estagnação econômica, Dilma aumenta gastos para atrair votos

segunda-feira, 5 de maio de 2014

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Os quatro primeiros meses deste ano não foram bons para a política e a economia do Brasil. A severa seca que afeta os reservatórios do Sudeste aumentou o preço dos alimentos, trouxe o risco de racionamento e levou a inflação ao teto de 6,5% estabelecido pelo governo.

Leia mais: Aumento de 10% do Bolsa Família é medida populista, diz ‘Financial Times’

Na contramão do bom-senso

A corrida eleitoral fez o governo aumentar as despesas, embora a presidente tenha se comprometido a reduzi-las. Empenhada em compensar a recente queda de popularidade, Dilma aumentou os gastos com os programas sociais considerados vitrine política de seu governo.

Gastos com o Minha Casa, Minha Vida e PAC cresceram 21%. Isenções fiscais e outras medidas implementadas para ajudar o setor manufatureiro também contribuíram para o aumento da dívida pública federal. Recentemente, a presidente anunciou um aumento de 10% nos benefícios do Bolsa Família.

As medidas tomadas pelo governo para atrair votos vão refletir negativamente no orçamento do país. Se esse declínio econômico persistir, a popularidade de Dilma cairá ainda mais. A proximidade da Copa do Mundo também afetará o governo e a busca pela reeleição de Dilma, já que a infraestrutura do Brasil não está preparada para eventos de grande porte.

 

Fontes: The Economist-Public finances face growing strains
      www.opiniaoenoticia.com.br 

Balança comercial tem superávit de US$ 506 milhões em abril

sexta-feira, 2 de maio de 2014

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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasi

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A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações), ficando positiva em US$ 506 milhões em abril. O valor é resultado de US$ 19,724 bilhões em exportações e US$ 19,218 bilhões em importações. Em março deste ano, houve superávit de US$ 112 milhões e, em abril do ano passado, déficit de US$ 989 milhões.

Com o resultado de abril, o déficit acumulado neste ano, que em março chegou a R$ 6 bilhões, caiu para US$ 5,56 bilhões. As informações foram divulgadas hoje (2) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No mês, a média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 986,2 milhões, valor 5,2% superior ao registrado em abril de 2013 e 6,3% maior do que em março de 2014. A alta das exportações na comparação anual foi puxada pelo aumento de 11,4% na venda de produtos básicos. As exportações de não industrializados alcançaram valor recorde para meses de abril, US$ 10,6 bilhões.

Os itens básicos cujas vendas mais cresceram ante 2013 foram petróleo bruto (alta de 75,6% no ingresso financeiro), carne suína (elevação de 36,8%), farelo de soja (29,2%), café em grão (27,3%), soja em grão (19,8%) e carne bovina (6,5%).

Por outro lado, houve queda nas exportações de itens de maior valor agregado. As vendas das categorias manufaturados e semimanufaturados recuaram respectivamente 1,8% e 4%, de acordo com o critério da média diária.

No grupo dos industrializados, a queda foi causada por laminados planos, automóveis, óleos combustíveis, autopeças, veículos de carga, polímeros plásticos, motores, bombas e compressores, açúcar refinado, pneumáticos e papel e cartão. Do lado dos semimanufaturados, diminuiu o comércio de açúcar bruto, alumínio bruto, ferro e aço, óleo de soja bruto, ouro e ferro fundido.

Nas importações, a média diária ficou em US$ 960,9 milhões, 2,2% abaixo dos US$ 982,7 milhões registrados em abril de 2013, mas 4,2% maior que a de março deste ano. Na comparação anual, caíram as aquisições no exterior de combustíveis e lubrificantes (-11,7%), automóveis (-9,5%), bens de consumo não duráveis (-8,4%) e matérias-primas e intermediários (-1%).

Economia para pagamento de juros é a menor do governo Dilma no 1º trimestre

quarta-feira, 30 de abril de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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O setor público brasileiro (governo central, estatais, municípios e Estados) economizou 3,580 bilhões de reais em março para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário. Com isso, o resultado do primeiro trimestre foi de 25,63 bilhões de reais, ou 2,12% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor para o período no governo Dilma Rousseff. Em 2013, o saldo havia sido positivo em 30,72 bilhões de reais entre janeiro e março (2,75% do PIB), enquanto em 2012 e 2011, ficaram em 45,97 bilhões (4,49% do PIB) e 39,26 bilhões (4,2%), respectivamente.

Nos três primeiros meses do ano, o governo central (formado pelo governo federal, Previdência e Banco Central) registrou queda de 35% em sua economia para pagamento da dívida. Ao todo foram economizados 12,32 bilhões de reais, 7,68 bilhões a menos do que no mesmo período de 2013. No caso dos Estados e Municípios, o superávit foi de 10,37 bilhões e 2,82 bilhões, respectivamente. Já as estatais conseguiram economizar 119 milhões de reais.

O resultado de março ficou em linha ao projetado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de 3,5 bilhões de reais. No terceiro mês, o governo Central foi responsável por um superávit primário de 3,2 bilhões de reais, enquanto os governos regionais economizaram 482 milhões. As empresas estatais, contudo, gastaram bem mais do que receberam e registraram um déficit de 64 milhões de reais.

Considerando-se os fluxos acumulados em doze meses, o superávit primário atingiu 86,2 bilhões de reais (1,75% do PIB), quase o mesmo de fevereiro. A meta para 2014 todo é de 99 bilhões de reais, ou 1,90% do PIB.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 13,022 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 34,2% do PIB, a mesma projetada em pesquisa Reuters.

Governo – Segundo dados do Tesouro divulgados também nesta quarta-feira, o resultado fiscal apenas do governo central (governo federal, Previdência e BC) ficou em 1,4% em relação ao PIB em março, maior do que o visto em fevereiro (1,3%), mas abaixo do mesmo mês de 2013 (1,7%).

Enquanto o Tesouro registrou um superávit de 7,737 bilhões de reais em março (contra déficit de 475,6 milhões em fevereiro), a Previdência anunciou um rombo (déficit) de 4,529 bilhões em suas contas – maior do que o visto no mês anterior, de 2,580 bilhões. O BC, por sua vez, registrou um déficit de 34,1 milhões de reais no período, acima do resultado negativo de fevereiro (24,1 milhões de reais).

Credibilidade fiscal – Os excessivos gastos do governo brasileiro e a desaceleração econômica levaram, em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a rebaixar a nota de crédito (rating) do Brasil, de ‘BBB’ para ‘BBB-‘. Com isso, a credibilidade da política econômica e fiscal do governo Dilma foi abalada e o mercado tema que outras agências façam o mesmo.

Para 2015, o governo fixou o alvo em 143,3 bilhões de

Lucro da Vale no 1º tri cai 4,7% para R$ 5,9 bilhões

quarta-feira, 30 de abril de 2014
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Fonte: Contas Abertas
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vale-logo-1-size-598A Vale registrou lucro líquido de 5,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2014, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a mineradora brasileira reverteu o prejuízo líquido de 14,86 bilhões de reais, depois de ter perdas provocadas pela adesão da companhia ao Refis.

Considerando o resultado líquido em dólar, de 2,515 bilhões, contudo, a queda foi bem maior, de 19,1%. A diferença é explicada pelo fato de a empresa, que é uma grande exportadora, estar bastante exposta às oscilações cambiais. O número veio em linha com as expectativas, uma vez que a média das projeções de instituições financeiras apontava para um lucro de 2,609 bilhões de dólares.

Segundo a companhia, sua receita entre janeiro e março foi de 22,83 bilhões de reais, alta de 5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2013 (21,65 bilhões de reais), mas queda de 24,6% ante o quarto período do ano passado (30,29 bilhões).

Tradicionalmente o primeiro trimestre do ano costuma ser mais fraco em termos de volumes embarcados. Além de uma produção menor, característica neste período, as siderúrgicas chinesas também costumam iniciar os anos estocadas, de forma a se preparar para o rigoroso inverno na região.

Além da questão dos volumes, o resultado da mineradora no trimestre passado foi afetado pelos preços do minério de ferro, em queda ao longo dos primeiros meses do ano no mercado à vista chinês, o principal destino dos embarques transoceânicos da matéria-prima. Como o insumo é o principal produto da companhia brasileira, o menor valor do produto acaba impactando seu desempenho.

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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador de geração de caixa, ficou em 9,57 bilhões de reais entre janeiro e março, recuo de 8% na comparação anual e de 36,8% em relação aos três meses anteriores.

Produção – A produção de minério de ferro da Vale totalizou 71,1 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2014, alta de 9,6% ante o mesmo período do ano anterior, quando foram produzidos 64,85 milhões de toneladas. Trata-se do maior nível para o período desde 2008. O resultado foi impulsionado pelas melhores condições climáticas e pelos “ramp-ups” dos projetos Planta 2, em Carajás, e Conceição Itabiritos, em Itabira (MG).

“A produção no primeiro trimestre do ano tende a ser fraca devido à sazonalidade relacionada ao clima. Nos primeiros três meses do ano, tivemos melhores condições climáticas, o que propiciou a melhora da produção em relação ao mesmo período dos anos anteriores”, informou a companhia. Em Carajás, o principal empreendimento da Vale individualmente, houve aumento de 8,1% na produção de minério de ferro, para 23,36 milhões de toneladas, na comparação anual.

Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a produção recuou pressionada pelas paradas programadas para manutenção que geralmente ocorrem no primeiro semestre do ano.

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Em pronunciamento, Dilma diz que vai corrigir tabela do Imposto de Renda

quarta-feira, 30 de abril de 2014
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Danilo Macedo e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

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Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda e atualizar os valores pagos aos beneficiários do Programa Brasil sem Miséria. Segundo ela, a correção trará um “importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, favorecendo quem vive da renda do trabalho. O discurso é para marcar o Dia do Trabalho, celebrado amanhã (1º).

“Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, disse.

No último dia 10 de março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a correção da tabela para os isentos do pagamento de imposto de renda, segundo a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A OAB alegou que há defasagem acumulada de 61,24% no cálculo durante o período de 1996 a 2013, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Se a correção for feita como pedido pela OAB, estarão isentos contribuintes que ganham até R$ 2.758, e não R$ 1.787 como é hoje.

“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria”, declarou Dilma, programa que, segundo a presidenta, vai garantir que esses cidadãos continuem acima da linha da extrema pobreza, definida pela Organização das Nações Unidas. O programa garante às famílias renda mínima de R$ 70 por pessoa. No início deste ano, o valor médio do pagamento aos beneficiários do Bolsa Família era R$ 150,60.

Sobre o aumento do salário mínimo, corrigido pela inflação, é um “instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade” entre os trabalhadores, a presidenta assumiu o compromisso de “continuar a política de valorização do salário mínimo”. Dilma rebateu críticas sobre o crescimento do mínimo. “Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores”.

Durante o pronunciamento, a presidenta defendeu as políticas econômicas, como o “crescimento com estabilidade” e o “controle rigoroso da inflação”. Sobre este assunto, Dilma afirmou que “aumentos localizados de preço” causam “incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos”.

Em relação ao setor energético, Dilma disse que a tarifa de energia teve “a maior redução da história”. “A seca baixou o nível dos reservatórios e tivemos de acionar as termoelétricas, o que aumentou muito as despesas. Imaginem se nós não tivéssemos baixado as tarifas de energia em 2013”. Segundo ela, os investimentos feitos em geração e transmissão de energia permitem hoje ao Brasil “superar as dificuldades momentâneas, mantendo a política de tarifas baixas”.

Graça Foster diz que negócio de Pasadena foi “potencialmente bom” até 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2014
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Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

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912836-graca foster__5A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje (30) que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um negócio “potencialmente bom” até 2008 em função das condições econômicas do período com crescente consumo de derivados e margens de lucro otimistas. Segundo ela, o negócio tem que ser analisado em dois momentos. O segundo seria pós-2008, quando a refinaria passou a ter baixo retorno para a estatal brasileira.

“As margens foram reduzidas porque o mercado caiu, porque não fizemos o revamp da refinaria [investimentos necessários para aumentar o refino da média de 30 a 60 mil barris para 100 mil barris diários] e o mercado compra menos”, explicou.

A presidenta da Petrobras – que definiu a compra da refinaria como um “mau negócio”, ao falar com senadores no último dai 15 – disse que a decisão da estatal foi tomada a partir de estudos de consultorias contratadas pela estatal que apresentaram ressalvas que não comprometiam o negócio. Segundo ela, a aquisição estava de acordo com os objetivos da Petrobras na época.

“A orientação em 1999, confirmada em 2004, era que tínhamos que expandir o refino fora do Brasil”, disse ela, ao citar as compras de outras refinarias na Argentina e Bolívia. Hoje, a Petrobras mantém três refinarias no exterior, incluindo Pasadena, que somam um refino de 230 mil barris por dia. “A Petrobras produzia mais petróleo pesado. Era um petróleo descontado. Na hora de comercializar tinha que fazer desconto para refinadores. Por isso, foi correta a estratégia de levar esse petróleo para o exterior”, completou.

Pelas contas apresentadas hoje (30), em uma audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Graça Foster disse que a estatal brasileira pagou US$ 554 milhões pela refinaria e US$ 341 milhões pela trading com o grupo belga Astra Oil, além de outros US$ 354 milhões que foram gastos com outras aquisições. “A Astra pagou por Pasadena, [em valor] estimado, US$ 360 milhões.”

Segundo ela, o valor pago pelos belgas inclui a aquisição de estoques da refinaria que custaram US$ 104 milhões, além dos pagamentos mensais feitos para elevar a carga de refino, que variava entre 30 a 60 mil barris refinados por dia para 100 mil barris. O dinheiro foi gasto em contratos de serviços e equipamentos. Os números foram levantados por uma Comissão Interna de Apuração da Petrobras deve ser concluído nas primeiras semanas de maio.

A presidenta da estatal lembrou que a Petrobras investiu US$ 685 milhões em Pasadena e que o negócio resultou em baixas nos anos de 2008, 2009 e 2012, totalizando US$ 530 milhões. “[Isso] porque não fizemos o revamp [investimentos necessários para aumentar o refino para 100 mil barris]. O projeto não foi realizado e não captamos a margem. Ainda houve queda de margem do refino e do consumo.”

Graça Foster explicou que as perdas registradas podem ser revertidas, mas isso dependerá de uma reação do mercado, com melhora da margem de refino e aumento de consumo de derivados. Além disto, a Petobras, segundo ela, mantém avaliação constante sobre o retorno de investimentos no exterior ou no mercado interno para decidir o que é mais lucrativo para a empresa.

Percentual de famílias endividadas aumenta e chega a 62,3%

terça-feira, 29 de abril de 2014

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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasi

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Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) constatou o aumento no número das famílias brasileiras endividadas e com contas em atraso, de março para abril. O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,3% em abril deste ano. Em março, o índice era 61%. Quando a comparação se dá com abril do ano passado (62,9%), o indicador mostra leve recuo.

Houve, neste caso, também queda no percentual de famílias inadimplentes em relação ao constatado em abril de 2013, quando esse indicador alcançou 21,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – apresentou queda apenas na comparação mensal, alcançando 6,9% em abril de 2014, contra 7,1% de março deste ano e 6,7% quando a comparação se dá com abril de 2013.

Segundo a CNC, a alta no número de famílias endividadas, na comparação com o mês anterior, deu-se em ambos os grupos de renda pesquisados, mas na comparação anual (abril do ano passado) houve queda apenas para a faixa de maior renda. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual das que tinham dívidas chegou a 64,1% em abril. Em março, este percentual era 63,5% e 63,8% em abril do ano passado.

Em relação às famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual das que estavam endividadas passou de 49,6% para 53,3%, de março para abril. Em abril de 2013, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era 58,5%.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores.

Confiança do setor de serviços alcança menor nível desde junho de 2009

terça-feira, 29 de abril de 2014
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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 3,1% em abril frente ao mês anterior, registrando a maior queda desde julho de 2013 (- 4,1%), quando a confiança havia sido negativamente abalada pelas manifestações populares do ano passado. Ao passar de 116,9 para 113,3 pontos, o índice alcança também o menor nível desde junho de 2009.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) a piora do ICS em abril foi determinada pela queda de ambos os componentes e das doze atividades pesquisadas, nove apresentaram redução da confiança.

De março para abril, o Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 3,8%, a segunda queda consecutiva; enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) registrou queda, pelo quarto mês consecutivo (2,5%).

Segundo o Ibre, o recuo do ISA-S resultou do declínio de seus dois componentes. O indicador de Volume de Demanda Atual cedeu 6,1% na comparação com março; enquanto o indicador de Situação Atual dos Negócios recuou 1,8%. Neste caso, o aumento da proporção de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa (de 23,9% para 24,6%) foi insuficiente para neutralizar a elevação verificada na frequência de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como ruim (de 17% para 19,6 %).

Na avaliação do Ibre, a queda do Índice de Expectativas entre março e abril foi determinada pela redução tanto do indicador de Demanda Prevista (- 2,9%), quanto do indicador de Tendência dos Negócios (- 2,1%).

O levantamento indica que a proporção de empresas prevendo aumento da demanda caiu de 40,3% para 39,1%, enquanto a das que preveem demanda menor passou de 8,5% para 11,1%. Já a proporção de empresas esperando tendência dos negócios melhor recuou de 39,2% para 37,7% e a proporção das que esperam piora na tendência dos negócios aumentou de 6,5% para 7,8%.

O Ibre ressalta, ainda, o fato de que os resultados de abril refletem um momento de avaliação desfavorável das empresas sobre o nível de atividade do setor. O nível do ICS que, mesmo situando-se abaixo da média histórica desde o início do ano passado, vinha mantendo certa estabilidade a partir de agosto, parece apontar em abril para uma nova redução de patamar, “sugerindo um cenário de arrefecimento no ritmo de crescimento econômico”.

Arrecadação federal de impostos fica em R$ 86,6 bilhões em março

segunda-feira, 28 de abril de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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A arrecadação de impostos e contribuições federais chegou a R$ 86,621 bilhões em março. O crescimento ficou em 2,5% com a correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, (IPCA).

No primeiro trimestre, a arrecadação de R$ 293,426 bilhões teve crescimento real (corrigido pela inflação) de 2,08%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela queda na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido em janeiro e em fevereiro, com reduções de 5,46% e 16,53% respectivamente. Em março, a Receita informou que a arrecadação desses tributos ficou estável.

A Receita também citou como fator de influência, as desonerações tributárias principalmente de folhas de pagamento, da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cobrado no crédito para pessoas físicas.

Outro fator foi o desempenho de indicadores econômicos que influenciam a arrecadação de tributos. O valor em dólar das exportações caiu 5,31% em fevereiro deste ano, comparado com igual mês de 2013. Nessa mesma comparação, houve crescimento de 5,04% na produção industrial, de 8,47% na venda de bens e serviços e de 10,07% na massa salarial.

Governo prepara medidas para socorrer as montadoras

segunda-feira, 28 de abril de 2014

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Fonte: Contras Abertas
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feira-carros-usados-20080909-24-size-598O governo federal discute com o setor automotivo medidas para destravar o crédito na compra de veículos e pode anunciar, na próxima semana, a ampliação do prazo de financiamento para até 60 meses. O governo pode flexibilizar a exigência para que os bancos provisionem 75% do valor dos financiamentos quando o prazo atinge cinco anos.

Entre as propostas em discussão também estão uma forma de facilitar a retomada dos veículos pelos bancos em caso de inadimplência e criação de estímulos para a exigência de um pagamento menor de entrada. Não há limite mínimo para a entrada, mas na prática os bancos exigem 40% do valor do veículo. Outra medida em discussão é a criação de um fundo garantidor, com aportes das instituições financeiras, que deve complementar as garantias oferecidas pelo cliente.

O governo descartou novos cortes de impostos. Destravar o crédito é a saída apontada pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) para reverter a queda de 2,1% nas vendas no primeiro trimestre. Com o freio do mercado interno e dificuldades nas exportações, as montadoras vêm adotando férias coletivas, demissões e suspensões temporárias do contrato de trabalho.

“O que colocamos para o governo nas nossas avaliações de conjuntura é que estamos sofrendo nas vendas em função da seletividade do crédito”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Moan. “Estamos alertando o governo e toda a sociedade que, se os bancos não destravarem o crédito, nossa performance será ruim”, afirmou. Tudo isso no momento em que as exportações para a Argentina, principal mercado dos carros brasileiros, estão em queda.

Um primeiro passo para tentar baixar os estoques foi dado no início do mês, quando a Caixa pré-aprovou o crédito de 4,5 milhões de correntistas para compra de carros. Moan disse que o setor não tem negociado, ainda, a prorrogação das alíquotas reduzidas de IPI. A previsão é que elas voltem a subir em 1° de julho. “Eu prefiro trabalhar agora no crédito. Eu preciso chegar vivo até junho”, afirmou.

O governo também sinalizou que vai rever a norma do Conselho Nacional de Trânsito que obriga a instalação de rastreadores nos veículos novos. A medida levaria a um aumento dos custos das montadores e do preço do carro para os consumidores, segundo a Anfavea.

Moan disse que o aparelho indicado pelo Contran estaria defasado. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento apoiam o pedido do setor. O governo também concordou em estudar um plano de estabilização do emprego para momentos de crise.

Projeção para a inflação alcança 6,5%, o teto da meta

segunda-feira, 28 de abril de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil . 

A projeção de instituições financeiras para a inflação alcançou o limite superior da meta. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que chegou a 6,51%, na semana passada, agora está em 6,50%. Essa projeção é resultado de pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), com instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Para 2015, a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas segue em 6%.

Apesar de a projeção para este ano ter ficado no limite, a estimativa está acima do centro da meta de inflação (4,5%). É função do Banco Central fazer com que a inflação, medida pelo IPCA, fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A projeção das instituições financeiras para a Selic foi mantida em 11,25% ao ano, ao final de 2014, e em 12% ao ano, no fim de 2015.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,35% para 7,34%, em 2014, e continua em 5,50%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa foi mantida em 7,20%, este ano, e em 5,50%, em 2015. A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 6,19% para 6,20%, este ano, e permanece em 5%, em 2015.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 1,63% para 1,65%, este ano, e segue em 2%, em 2015.

A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2,45, este ano, e ajustada de R$ 2,51 para R$ 2,50.

*Matéria alterada para corrigir informação. A projeção de instituições financeiras para a inflação alcançou o limite superior da meta e não continua no limite, como estava escrito anteriormente

Gastos com Olimpíadas ainda não estão transparentes

sexta-feira, 25 de abril de 2014

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Gabriela Salcedo – Contas Abertas
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dow,jpegMesmo com orçamento previsto em R$ 36,7 bilhões para as Olimpíadas 2016, os dados sobre as despesas já executadas ou a executar com obras e projetos para o evento não estão transparentes. Os portais de transparência para prestar contas ao cidadão sobre os gastos dos jogos, realizados pelas três esferas do poder executivo, isto é, federal, estadual e municipal do Rio de Janeiro, são ineficientes ou sequer existem.

Do orçamento, anunciado na semana passada pelos representantes das três esferas, a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, é responsável por 14 projetos de legado para a cidade, envolvendo um investimento de R$ 14,3 bilhões. Deste valor, R$ 3,9 bilhões são recursos municipais e R$ 1,2 bilhão repasse federal, o restante é recurso privado.

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Como o portal de transparência da esfera municipal das Olimpíadas (http://www.cidadeolimpica.com.br/transparencia) não mostra dado algum da execução orçamentária, o cidadão que pretende acompanhá-los, não consegue. No portal, só é possível encontrar planos das políticas públicas e da matriz de responsabilidade, isto é, projetos que só são executados por conta dos jogos olímpicos.

O mesmo ocorre com a União, responsável por três projetos de legado. No portal de transparência do governo federal (www.portaltransparencia.gov.br), há um banner indicando Rio 2016, o que faz pensar que, por este caminho, o usuário encontraria os dados da execução orçamentária do evento. Entretanto, informações sobre as despesas são pífias e não permitem detalhamento. Não é possível, por exemplo, saber se a União já fez o citado repasse de verba à prefeitura, ou em que patamar está a execução dos tais projetos, que envolvem um valor total de R$ 110 milhões.

Em relação ao estado do Rio de Janeiro, os dados são ainda menos transparentes. Não há nenhum tipo de portal de transparência relacionado aos Jogos Olímpicos, mesmo tendo esta esfera do poder executivo importante papel nas obras de mobilidade e meio ambiente. Está previsto um investimento de R$ 9,7 bilhões em dez projetos de legado, mas para o cidadão comum conseguir acompanhar a execução dessas obras só por meio de muita adivinhação.

Para a fiscalização das despesas do estado com os jogos, só é possível consultar o próprio portal de transparência (www.transparencia.rj.gov.br). Isto é, o usuário deve adivinhar, dentre todos os gastos do estado, quais são referentes às Olimpíadas.

O Contas Abertas conseguiu as despesas da União aplicadas ao mega evento por meio de sistemas de acompanhamento do orçamento do governo federal. Foram realizadas consultas com palavras-chaves e, assim, encontradas 32 ações federais relacionadas ao evento no planejamento orçamentário deste ano. Elas totalizam uma dotação de R$ 1 bilhão e, até o dia 10 deste mês, foram desembolsados R$ 183,3 milhões.

Dessa forma, não há como saber claramente quais destas ações estão dentro da Matriz de Responsabilidades (prevista em R$ 5,6 bilhões) e quais fazem parte do custo operacional (previsto em R$ 7 bilhões), como hospedagem e alimentação dos atletas. O que se sabe é que, independente da esfera de poder, os projetos estão atrasados. O Comitê Olímpico Internacional (COI) já denunciou atrasos nas obras, o diretor executivo da entidade deverá ir mensalmente ao Rio de Janeiro para vistoriá-las.

O Ministério do Esporte não se manifestou em relação aos atrasos das obras nem sobre a dificuldade do cidadão comum acompanhar a execução orçamentária dos gastos relacionados ao evento por falta de transparência dos gastos com o mega evento.

Já o Estado do Rio de Janeiro justificou que ainda estão avaliando quais itens, tanto os direcionados apenas para Olimpíadas como aqueles que também fazem parte das despesas correntes, podem ser listados nessa rubrica.

A Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro informou que os dados sobre a execução orçamentária referentes às Olimpíadas foram retirados momentaneamente do site, em virtude de uma manutenção promovida diretamente pela Empresa Olímpica, que está providenciando a disponibilização.

Atualização – Nota

Após publicada a reportagem no portal do Contas Abertas na manhã de hoje (25/04), o Ministério do Esporte entrou em contato para esclarecer seu posicionamento. Segundo ele, os dados adequados sobre execução orçamentária serão inseridos no portal de transparência da União quando todos os investimentos federais para obras de infraestrutura estiverem definidos.

Quanto às denúncias de atraso das obras feitas pelo COI, a Pasta informou que todos os entes públicos envolvidos no planejamento e organização do mega evento trabalham de forma integrada para que os prazos da preparação sejam cumpridos e as instalações esportivas passem pelos eventos-teste requeridos pelo Comitê.
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Contas externas têm saldo negativo de US$ 25,186 bi no primeiro trimestre

sexta-feira, 25 de abril de 2014

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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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O saldo das compras e vendas de mercadorias e serviços entre o Brasil e o mundo fechou março negativo em US$ 6,248 bilhões. No primeiro trimestre, o déficit em transações correntes ficou em US$ 25,186 bilhões, contra US$ 24,704 bilhões registrados em igual período do ano passado, informou hoje (25) o Banco Central.

No primeiro trimestre, a maior parte do resultado negativo veio da conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros), com déficit de US$ 10,439 bilhões, em março. A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou saldo negativo de US$ 9,105 bilhões. A balança comercial (saldo de exportações menos importações), que também faz parte das transações correntes, registrou déficit de US$ 6,072 bilhões, nos três meses do ano.

O ingresso líquido (descontadas as saídas) de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou em US$ 430 milhões.

Quando o país tem déficit em conta-corrente, ou seja, gasta além da renda do país, é preciso financiar esse resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento estrangeiro direto (IED), que vai para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo. Mas há outras formas de financiamento, como os empréstimos e os investimentos estrangeiros em ações e em títulos de renda fixa.

Em março, o IED chegou a US$ 4,995 bilhões e fechou o primeiro trimestre em US$ 14,171 bilhões, contra US$ 5,739 bilhões e US$ 13,256 bilhões, em iguais períodos do ano passado, respectivamente.

Os investimentos em carteira (ações e títulos de renda fixa) chegaram a US$ 6,287 bilhões, em março, e a US$ 12,047 bilhões, no primeiro trimestre, ante US$ 3,156 bilhões e US$ 7,510 bilhões registrados em iguais períodos de 2013.

FGV: índice de Confiança do Consumidor atinge menor nível desde maio de 2009

sexta-feira, 25 de abril de 2014
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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

consumidorO Índice de Confiança do Consumidor recuou 0,8% de março para abril, passando de 107,2 para 106,3 pontos – o menor nível desde maio de 2009, quando o índice caiu a 103,6 pontos. Os dados foram divulgados hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de geografia e Estatística da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

Além de ter atingido o menor nível dos últimos cinco anos, com o resultado de abril, o índice manteve-se abaixo da média histórica, de 116,4 pontos, pelo décimo quinto mês consecutivo; depois de ter registrado melhora no mês anterior.

Em abril, segundo o Ibre,  as avaliações do consumidor em relação ao momento presente voltaram a piorar, influenciando o resultado. O Índice da Situação Atual recuou 1,9%, para 111,6 pontos. As expectativas em relação ao futuro continuam pessimistas – o Índice de Expectativas recuou pelo quinto mês seguido, em 0,4%, para 103,6 pontos, o mais baixo desde fevereiro de 2010 (103,5).

O levantamento do Ibre indica, por outro lado, que o índice que mede o grau de satisfação dos consumidores em relação à situação econômica chegou a cair 7% em abril, ao passar de 76,1 para 70,8 pontos, o menor nível desde julho de 2013 (68,5). Para confirmar o pessimismo do consumidor, a proporção dos que avaliam a situação como boa diminuiu de 15,6% para 14%, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 39,5% para 43,2%.

A situação, na avaliação dos técnicos do Ibre, tende a piorar, do ponto de vista da confiança do consumidor, uma vez que o cenário econômico para os próximos meses “continua nebuloso”. O indicador que mede o grau de otimismo a respeito da situação econômica futura caiu para 94,8 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2009 (90,3). A parcela de consumidores que projetam melhora caiu de 25% para 24,4%, enquanto a dos que preveem piora subiu de 26,6% para 29,6%.

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita com base numa amostra com cerca de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de abril de 2014 foi feita entre os dias 31 de março a 17 de abril. A próxima divulgação de resultados da Sondagem do Consumidor ocorrerá em 23 de maio de 2014.

Inflação fechará o ano abaixo do teto da meta, diz Mantega

quarta-feira, 23 de abril de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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A inflação vai terminar este ano abaixo do limite máximo da meta, que é 6,5%, garantiu hoje (23) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, em 12 meses, a inflação pode ultrapassar 6,5%, mas vai arrefecer em seguida. “Quando pega a inflação no pico, em 12 meses, pode até ultrapassar os 6,5%. Só que depois, ela diminui.”

De acordo com pesquisa feita pelo do Banco Central com instituições financeiras, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve chegar a 6,51%, este ano, ultrapassando o limite superior da meta.

O ministro argumentou que o país está em um período de elevação inflacionária, mas isso já estava previsto. “Todo ano acontece esse processo. É sazonal, portanto, mas tem a ver também com condições meteorológicas. Este ano, temos menos chuva e isso fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros”, enfatizou. Mantega lembrou que a inflação subiu em março e em abril, mas deve recuar em maio e junho. “É claro que tem algum produto que tem alguma sazonalidade ou que está na entressafra que poderá subir, porém a maioria dos produtos estará reduzindo o seu preço ao longo dos próximos meses”, acrescentou.

Segundo o ministro, o aumento da produção de etanol no país vai ajudar na redução da inflação. “Agora estamos no período em que o etanol aumenta sua produção. Quando entrar a safra, vai reduzir o preço do etanol e também dos combustíveis. Isso vai acontecer entre maio e junho”. Mantega também disse que o governo não está cogitando aumentar o percentual de participação do álcool anidro na gasolina. Atualmente, esse percentual é 25%. “Sempre é possível, mas no momento não estamos cogitando”, disse.

O ministro disse ainda que o preço da energia será o vilão da inflação este ano. “É assim, todo ano tem algum vilão na história da inflação. Mas é importante que seja algum vilão e os outros preços possam recuar”, destacou ele, que participou do lançamento do Programa Portal Único de Comércio Exterior, na sede da Confederação Brasileira da Indústria (CNI).

Mantega também garantiu que o governo não estuda nenhuma mudança no critério de avaliação da inflação. Matéria publicada na edição de hoje do jornal O Globo diz que técnicos do governo defendem a retirada de produtos in natura do cálculo do IPCA. O motivo seriam os frequentes choques nos preços desses produtos causados por problemas climáticos. “Não há nenhuma mudança de critério na avaliação da inflação. Não sei quem tirou essa ideia. Mas ela não procede. Quem faz isso é os Estados Unidos. Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível. Não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira, usando os mesmos critérios”, disse.

Para revista The Economist, brasileiro é ‘improdutivo’

sexta-feira, 18 de abril de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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A última edição da revista The Economist traz uma reportagem bastante crítica ao mercado de trabalho no Brasil e em especial à produtividade dos trabalhadores. Com o título “Soneca de 50 anos”, a reportagem diz que os brasileiros “são gloriosamente improdutivos” e que “eles devem sair de seu estado de estupor” para ajudar a acelerar a economia.
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A reportagem mostra que após um breve período de aumento, entre 1960 e 1970, a produtividade por trabalhador estacionou ou até mesmo caiu ao longo dos últimos 50 anos. A paralisia no período acontece em contraste com o cenário internacional, onde outros emergentes, como Coreia do Sul, Chile e China, apresentam firme tendência de melhora do indicador.

“A produtividade do trabalho foi responsável por 40% do crescimento do PIB do Brasil entre 1990 e 2012, em comparação com 91% na China e 67% na Índia, de acordo com pesquisa da consultoria McKinsey. O restante veio da expansão da força de trabalho, como resultado da demografia favorável, formalização e baixo desemprego”, diz a revista.

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A reportagem aponta uma série de fatores que explicam a fraca produtividade brasileira. O baixo investimento em infraestrutura é uma das primeiras razões citadas por economistas. Além disso, apesar do aumento do gasto público com educação, os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros não melhoraram. Um terceiro fator menos óbvio é a má gestão de parte das empresas brasileiras.

A revista mostra informa muitas empresas preferem contratar amigos ou familiares menos qualificados para determinadas vagas, para limitar o risco de roubos na empresa ou de serem processados na Justiça trabalhista. A revista também cita que a proteção do governo aos setores pouco produtivos ajuda na sobrevivência das empresas menos  eficientes.

A reportagem ouviu um empresário norte-americano que é dono do restaurante BOS BBQ no Itaim Bibi, em São Paulo. Blake Watkins diz que um trabalhador brasileiro de 18 anos tem habilidades de um norte-americano de 14 anos. “No momento em que você aterrissa no Brasil você começar a perder tempo”, disse o dono do restaurante BOS BBQ, que se mudou há três anos para o país.

Brasil tem pior geração de empregos para março em 15 anos

sexta-feira, 18 de abril de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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O Brasil registrou a abertura de 13.117 vagas formais de trabalho em março, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira. Trata-se do pior resultado para meses de março desde 1999.

Pesquisa da agência Reuters feita com analistas de mercado mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 68 mil vagas no período. Em fevereiro, foram criados 260,8 mil postos com carteira assinada, nos dados sem ajuste sazonal.

No mês passado, o comércio registrou demissão líquida (contratações menos dispensa) de 26.251 trabalhadores, enquanto a agricultura dispensou outros 5.314 trabalhadores e a construção civil fechou 2.231 vagas. Na outra ponta, os setores da indústria da transformação e de serviços mostraram contratações líquidas, de 5.484 e 37.453 no mês passado.

No acumulado do primeiro trimestre deste ano, o mercado formal de trabalho contratou 344.984 trabalhadores a mais que demitiu.

Expectativa - Sem exibir grande número de contratações como nos anos anteriores, o mercado de trabalho ainda se mantém como uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, mas com a economia fraca começa a dar sinais de esgotamento. Mesmo com o resultado ruim de março, o governo ainda mantém a estimativa de que serão criadas 1,5 milhão de vagas formais neste ano.

“Em abril e maio devem começar as contratações com a Copa do Mundo. Está mantida nossa projeção (para o ano)”, afirmou o ministro do Trabalho, Manuel Dias, acrescentando que a previsão é de que, com o torneio, serão criadas 175 mil vagas temporárias.

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Nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que apontou taxa de 5% de desemprego em março. No mês anterior, o índice registrou 5,1%. Este é o menor nível para meses de março desde o início da série histórica, em 2002.

De acordo com o instituto, o contingente de desocupados manteve-se estável em 1,2 milhão de pessoas ante fevereiro. O número de pessoas ocupadas nas seis localidades pesquisadas (22,9 milhões) também não sofreu alterações relevantes.

(com agência Reuters)

Governo estima salário mínimo de R$ 779 para 2015

terça-feira, 15 de abril de 2014

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Fonte: Agência Brasil
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Com estimativa de crescimento da economia de 3% e inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5% para 2015, o governo encaminhou nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2015 (LDO-2015). Pelo projeto, o salário mínimo será reajustado em 7,71% e vai ficar em R$ 779,79 em 2015.

O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será de R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimento dos R$ 28,7 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a meta do superávit primário fica em R$ 114,7 bilhões (ou 2% do PIB).

Superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo tem com outros países e outros credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, indica que tem condições de pagar suas dividas.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, das empresas públicas e das autarquias.

Com a LDO, o governo estabelece as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro do ano seguinte.

A LDO tem de ser enviada pelo Executivo ao Congresso até 15 de abril e aprovada pelo Legislativo até 30 de junho. Se não for aprovada nesse período, o Congresso não pode ter recesso em julho. A aprovação da LDO é a base para elaborar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser apreciada pelo Congresso Nacional até agosto.

Como é lei, após sancionada, nenhum governante deve aumentar despesas, gastar mais do que está previsto na Lei Orçamentária ou criar novos impostos para o pagamento de suas  contas sem autorização do Legislativo.

Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a LDO passou a ter um papel importante na condução da política fiscal do governo, devendo estabelecer e indicar as metas fiscais a serem atingidas a cada exercício financeiro a que se refere.

Mais sobre orçamento

 

Balança tem superávit de US$ 522 mi na segunda semana de abril

segunda-feira, 14 de abril de 2014

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A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 522 milhões na segunda semana de abril. O valor é resultado de US$ 4,672 bilhões em exportações contra US$ 4,150 bilhões em importações. No ano, o déficit acumulado está em 6 bilhões. As informações foram divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Na segunda semana do mês, a média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 934,4 milhões, valor 3,3% inferior ao patamar da primeira semana do mês, mas 1,1% superior ao registrado no mesmo período de 2013.

A queda semanal das exportações decorre da retração nas vendas externas das três categorias de produtos da balança: semimanufaturados (-11,4%), básicos (-3,2%) e manufaturados (-2,6%). Açúcar bruto e refinado, couros e peles, ouro, soja em grão, petróleo, carne suína, milho, combustíveis e motores para veículos estão entre os produtos que registraram recuo.

Na comparação anual, as vendas de produtos não-industrializados subiram 7,8%. Cresceram as exportações de petróleo bruto, minério de cobre, carne suína, café, soja e milho. Já o comércio de manufaturados e semimanufaturados caiu, espectivamente 7,7% e 3,9%, com perda de receita nas vendas de automóveis, veículos de carga, autopeças, óleo de soja e açúcar bruto.

Do lado das importações, a média diária ficou em US$ 942,6 milhões, 2,2% maior que a registrada em março deste ano e 4,1% inferior à de igual período de 2013. Na comparação mensal, houve alta nas importações de combustíveis e lubrificantes, siderúrgicos, adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão e químicos orgânicos e inorgânicos. No ano, caíram os gastos com adubos e fertilizantes, veículos automóveis e partes, combustíveis e lubrificantes e farmacêuticos.

Fonte: Agência Brasil

Impostômetro atinge a marca de R$ 500 bilhões

segunda-feira, 14 de abril de 2014

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Fonte: Opinião e Notícia

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Criado para medir em tempo real o quanto o contribuinte brasileiro paga em tributos aos três níveis de governo, o Impostômetro deve atingir a marca de R$ 500 bilhões nesta segunda-feira, 14.

Este ano, a marca de R$ 500 bilhões foi alcançada dois dias antes do ano passado. Em 2013, o painel eletrônico instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo, alcançou a marca no dia 16 de abril. Já em 2012, a mesma marca foi registrada no dia 2 de maio.

O painel eletrônico do Impostômetro fica na Rua Boa Vista, Centro da capital paulista, e atualiza de forma ininterrupta a soma total de impostos pagos pelo contribuinte.

CNI reduz previsão de crescimento da economia em 2014

domingo, 13 de abril de 2014
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Da Agência Brasil
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Depois do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial reduzirem as estimativas de  crescimento da economia brasileira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciou hoje (11) nova projeção para o indicador, que caiu de 2,1% para 1,8% este ano.

Além do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), a CNI reduziu a projeção dos principais indicadores econômicos. As estimativas estão no Informe Conjuntural, relatório trimestral da CNI. A estimativa de crescimento da indústria caiu 2% de para 1,7% e a projeção dos investimentos foi reduzida de 5%, em dezembro, para 2,5% em março.

A CNI atribui a perspectiva pessimista a fatores como o “longo ciclo da alta dos juros, com a adoção de uma política de aperto monetário intensa pelo Banco Central, a reversão de algumas desonerações tributárias, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, a provável intensificação do custo de produção, por causa do encarecimento da energia elétrica (pelo déficit hídrico) e dos insumos importados (pela desvalorização cambial)”.

O Informe Conjuntural do primeiro trimeste de 2014 também destaca o cenário atual, que, para os técnicos da CNI, indica incertezas na economia, com a queda de confiança dos empresários e, em consequência, queda na disposição de investir.

Para a CNI , o ano de 2014 começou com bons resultados, como o crescimento da produção industrial no primeiro bimestre, atribuído em parte ao maior número de dias úteis em fevereiro, com o feriado de carnaval caindo em março, mas esse ritmo não deve ser mantido no resto do ano.

O estudo da Confederação Nacional da Indústria reviu também a estimativa de inflação, de 6%, em dezembro, para 6,4% em março, bem próxima do teto da meta, 6,5%. No setor externo, a CNI reestimou o superávit da balança comercial, que caiu de US$ 9 bilhões em dezembro passado para US$ 1,5 bilhão em março. O relatório manteve, contudo, a previsão da taxa nominal de câmbio em R$ 2,35 na média de 2014.

Mantega vê saída gradativa da crise financeira internacional

domingo, 13 de abril de 2014

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Fonte: Agência Brasil
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Este deve ser o ano de saída da crise financeira internacional e o cenário é mais positivo, tanto para os países desenvolvidos quanto para os emergentes. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele deu entrevista em Washington, divulgada em nota pelo Ministério da Fazenda.

Segundo Mantega, não será uma saída “fulminante, mas gradativa”. A nota informa que, após conversas com representantes dos países que participam de encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), na capital americana, o ministro observou que Itália e Espanha fazem reformas, a Alemanha se recupera; Espanha e Portugal estão melhorando, com resultado positivo para todos.

Mantega disse que o impacto da crise internacional, a partir de 2008, foi muito grande para os emergentes. Ele citou relatório do FMI para explicar que a crise nos países avançados teve significativo impacto nos países emergentes, explicando metade da desaceleração da economias. Ele observou que, no caso do Brasil, o impacto da crise no crescimento foi ainda maior,  e faz entender cerca de dois terços da desaceleração do período.

O ministro criticou o pessimismo do FMI com as economias emergentes, como a do Brasil, e disse que o Fundo só levou em conta em avaliação recente período ultrapassado do fim de ano e os meses de janeiro e fevereiro, quando houve a redução dos estímulos monetários nos EUA. Na avaliação de Mantega, o mau humor dos mercados com os emergentes, e não só com o Brasil, foi desarmado, com a volta dos fundos de capitais.

Sobre a reforma do FMI, uma das bandeiras do Brasil,  o ministro criticou a demora devido a indecisão do Congresso dos Estados Unidos. Segundo ele, o Fundo deveria começar a pensar em  alternativas. O ministro também destacou a reunião do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que também foi feita em Washington, que avançou no acordo para a criação de resevas de US$ 100 bilhões para enfrentar momentos de crise.

Eike Batista sabia da inviabilidade de campos da OGX, mas ocultou a informação

sexta-feira, 11 de abril de 2014

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Uma investigação feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revelou que o empresário Eike Batista e os administradores da OGX tinham pleno conhecimento da inviabilidade comercial dos campos da empresa 10 meses antes da petroleira assumir essa condição e, posteriormente, pedir recuperação judicial. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 11, no jornal Valor, que teve acesso aos documentos da investigação.

Leia mais: Eike estimulou acionistas a investir na OGX enquanto vendia ações da empresa

Segundo um relatório de acusação elaborado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, os administradores não divulgaram as informações sobre os campos. Eike chegou a negociar as ações da OGX e da OSX sabendo da perspectiva negativa de ambas. Ao mesmo tempo, o empresário, agindo de má-fé, postou declarações otimistas sobre as ações das empresas no Twitter.

Segundo o relatório da CVM, de 2009 a 2011, a OGX fez uma série de divulgações sobre os campos da empresa, sempre com perspectivas positivas. Porém, ainda em 2011, a OGX contratou a empresa de consultoria Schlumberger Serviços de Petróleo para realizar um estudo sobre o volume total de óleo nos campos. O estudo constatou que a exploração dos campos seria mais complicada do que o imaginado inicialmente. Em todos os cenários, o Volume Presente Líquido (VPL) para o projeto era negativo.

De acordo com o relatório da CVM, em março de 2013, a OGX divulgou apenas informações sobre o volume total dos campos, sem mencionar o volume recuperável nem o valor líquido negativo do projeto, que já mostrava a inviabilidade comercial dos campos.

Segundo a CVM, mesmo que a OGX alegue que as informações eram apenas parte de um estudo, os resultados apresentados pela Schlumberger mudavam radicalmente o cenário apresentado no mercado e deveriam ter sido divulgados.

“O governo é repetidamente desmentido pelos fatos”

sexta-feira, 11 de abril de 2014

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Por Wagner Vargas – Instituto Millenium

O país vivencia um momento de incertezas na política econômica e o governo parece desacreditar no erro de suas estratégias. Em ano eleitoral, é quase certo que reformas estruturais necessárias não serão realizadas, entre elas a da Previdência Social, que pode ser comparada a uma verdadeira bomba relógio. O déficit atual está em torno de R$56 bilhões, enquanto o número de brasileiros na terceira idade tende a ser cada vez maior nos próximos anos, com reajuste vinculado ao salário mínimo.

Em entrevista exclusiva para o Instituto Millenium, o economista Fábio Giambiagi falou sobre a condução das medidas econômicas, malabarismos fiscais do governo e sobre como o Brasil pode lidar com medidas impopulares, porém necessárias, que demandam corte de custos e bom funcionamento do sistema democrático.

Um dos maiores especialistas em finanças públicas e previdência social, Giambiagi é mestre em ciências econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor e organizador de diversos livros, entre eles “Reforma da Previdência, o encontro marcado”  (Elsevier, 2007) e “Propostas para o governo 2015-2018 – Agenda para um país próspero” (Elsevier, 2013). Em abril deste ano, o especialista lança “Complacência – Entenda por que o Brasil cresce menos do que pode” (Elsevier, 2014), escrito em parceria com o economista Alexandre Schwartsman. Giambiagi atua como chefe do Departamento de Mercado do BNDES, é membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), especialista do Imil e articulista do jornal “Valor Econômico”.

Imil: O Brasil apresenta crescimento baixo, inflação alta, juros altos, alta carga tributária e baixa produtividade. Qual é o maior desafio a ser enfrentado?
Fabio Giambiagi: O grande desafio é transformar um país que cresceu com a ocupação aumentando 2,5 % ao ano e baixo crescimento da produtividade em um país onde a oferta de trabalho e o emprego vão crescer apenas 1,0 % ao ano e cuja produtividade  precisará crescer muito mais. Aumentar a produtividade tem que se tornar uma obsessão nacional assim como foi no passado combater a alta inflação e depois combater os elevados níveis de pobreza.

Imil: A inflação é o pior cenário para a população de baixa renda, no entanto, temos a mesma meta de inflação – 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo – desde 2005. A rigor, alguns analistas dizem que esta opção não tem permitido à economia crescer num ritmo maior. Qual sua visão sobre a questão?
Giambiagi: Essa crítica não faz o menor sentido e encontra-se em divórcio (litigioso!) com os fatos. No governo Lula, a meta de 4,5% era respeitada e o país crescia 4,0 % ao ano, em média. Depois que, no governo atual, o centro da meta passou a ser olimpicamente ignorado, o que deveria ter ocorrido com base nessa tese? O país deveria ter crescido mais. Certo? Não: errado. Passamos a flertar com inflação de 6 % e o crescimento caiu para a metade, apenas 2 % ao ano em média, grosso modo. O país tem que deixar para trás essas teses obtusas, até porque defender o respeito à meta de 4,5 % não pode ser tratado como um ato de ortodoxia, como se tivéssemos um alvo de inflação de menos de 2 % ao ano.

Imil: Uma das soluções apontadas para o combate à inflação é o mandato fixo para presidente do Banco Central e a adoção de metas plurianuais para inflação e superávit primário. Isso traria um maior compromisso das políticas econômicas à inflação, trazendo mais confiança?
Giambiagi: Sou a favor disso, mas cabem algumas qualificações. Quero ressaltar dois pontos. O primeiro é que embora a autonomia formal do Banco Central ajude, ela não é uma panaceia e pode ser tratada a pontapés por um governo intervencionista. Formalmente, o Banco Central argentino é autônomo, mas ele foi transformado em uma mixórdia pelos Kirchner. Já, aqui, não temos autonomia formal, mas no segundo governo FHC e nos anos Lula, o Banco Central foi plenamente independente, na prática. O segundo ponto é que a meta plurianual de superávit primário, na verdade, já existe, pois a Lei de Diretrizes Orçamentárias a define. O problema não é não termos metas plurianuais e sim as metas não terem significado algum pela possibilidade de ter descontos. Eu brinco dizendo que isso é como se um sujeito de cem quilos fizesse planos para emagrecer 20 quilos, “mas com possibilidade de emagrecer entre 0 e 20 quilos”. É óbvio que, quando bater a tentação, a meta vai virar pó. É o que acontece com a meta de 3,1 % do PIB no regime atual: ela não vale nada.

Imil: Autonomia por lei pode ser boa uma alternativa para não submeter à autoridade monetária aos ciclos eleitorais?
Giambiagi: Sou a favor, mas insisto: mais importante do que a lei é a atuação em si. Como dizia Roberto Campos, “o problema não é quando a lei é branda e sim quando a carne é fraca”. Um governo que respeite a autonomia do Bacen [Banco Central] vai deixar a política monetária fazer o que deve ser feito, qualquer que seja a legislação. Feito esse reconhecimento realista, de qualquer forma, sim, autonomia por lei seria um avanço.

Imil: O senhor vem alertando há alguns anos que, apesar de uma população ainda jovem, o Brasil tem um alto gasto previdenciário e que nosso “bônus demográfico” está com sua data de vencimento declarada. O governo e a sociedade têm se atentado mais a este tema nos últimos anos?
Giambiagi: O Brasil tem uma certa dificuldade de antecipar questões. Isso é um pouco parte da alma nacional. Basta ver a enorme proporção de gente que entrega a declaração do Imposto de Renda nos últimos dois dias, quando poderia entregar muitas semanas antes. Por isso, não faço ilusões de que alertas acerca de problemas que poderemos ter em 2020 ou 2030 recebam muito eco. Ao mesmo tempo, o “tic tac” dos dados está aí, jogando em favor das minhas teses: a despesa do INSS era de 2,5% do PIB em 1988 e será da ordem de 7,5 % do PIB este ano. Em algum momento, o que era óbvio para os especialistas se tornará claro para a liderança política. O papel dos técnicos é informar o debate com números. O momento de colocar isso na rua será definido pelo poder político, como é normal numa democracia.

Imil: O rombo previdenciário está em quase R$ 60 bilhões. Como reduzir os custos sabendo que a política de reajustes do salário mínimo é vinculada (pela Constituição) aos reajustes da previdência? Qual é a melhor forma de lidar com este impasse?
Giambiagi: Será impossível lidar com essa questão sem duas precondições fundamentais. A primeira é que o Executivo tem que liderar esse processo: é evidente que ninguém fará passeatas na rua pregando uma reforma da previdência e o Congresso jamais assumirá essa iniciativa. Quem tem que colocar essa agenda em pauta é o governo. A segunda precondição é que o governo tem que ter o máximo de preocupação em ser didático. Nunca fui candidato a nada, mas levo mais de 20 anos debatendo estas questões. E já enfrentei todo tipo de opiniões, inclusive bastante hostis. O que posso dizer dessa minha experiência pessoal é: não se deve subestimar a capacidade de compreensão das pessoas. É claro que ninguém gosta de trabalhar mais, mas quando você explica as questões para as pessoas, educadamente, mostrando os números, fazendo comparações internacionais etc., as pessoas, em geral, entendem que algo deve ser feito.

Imil: O modelo de capitalização individual, como é no Chile, é adequado para o Brasil?
Giambiagi: Não. O custo de transição seria enorme. Nesse modelo, a partir de certo momento a pessoa deixa de contribuir para o INSS e passa a contribuir para um fundo de capitalização. Com isso, o déficit público, que já é da ordem de 4% do PIB, aumentaria mais ainda. Não é uma boa estratégia. E, além disso, não resistiria à primeira crise das bolsas. Logo que o Ibovespa começasse a cair a gente teria filas quilométricas de aposentados do INSS reclamando que “ninguém me disse que minha aposentadoria seria afetada pela Bolsa”. A chance disso vingar no Brasil é zero. É um “não assunto”.

Imil: Mas estes debates mexem muito com emoções. Os custos são imediatos, enquanto os benefícios dispersos no tempo. Como o governo poderia lidar com isto, levando em conta o desconhecimento das pessoas sobre a importância de algumas reformas, como o corte de custos?
Giambiagi: Há que tirar um pouco do fetiche e, principalmente, evitar que se crie uma situação de pânico. Ninguém vai ameaçar os aposentados, ninguém que esteja às vésperas de se aposentar terá sua vida mudada dramaticamente. Temos que fazer uma mudança que seja implementada suavemente ao longo de vários anos. Eu desconfio que a resistência seria bem menor do que a que se supõe se as coisas forem explicadas de forma decente. Por que uma pessoa que teria que trabalhar 35 anos para se aposentar e é jovem irá se revoltar e quebrar tudo nas ruas se tiver que trabalhar 38 ou 39 anos, entendendo que isso é parte natural de uma mudança demográfica, coisa que até uma pessoa que não sabe ler ou escrever pode entender? Precisamos “desemocionalizar” um pouco esse debate.

Imil: O senhor afirmou que a combinação de redução do superávit primário, descumprimento de metas, utilização de descontos na contabilidade fiscal, abuso da contabilidade criativa e impropriedades conceituais— como a criação de um Fundo Soberano de acumulação de ativos num país com uma dívida bruta de 60 % do PIB – afetaram gravemente nossa reputação e ainda há mudança retroativa do indexador das dívidas. Como está a confiabilidade externa do país? Seguindo desta forma, quais os riscos de rebaixamento de rating (S&P e pela Moody’s)?
Giambiagi: A situação lembra a daquele menino da fábula que diz para o pessoal da cidade que há um lobo na floresta e insiste nisso, quando não há lobo algum. No dia em que o lobo aparece, já ninguém acredita mais no menino. O governo disse “n vezes” que não apelaria mais para a contabilidade criativa e para a redução do superávit primário, mas repetidamente é desmentido pelos fatos. O pior inimigo do governo é o noticiário do dia seguinte, que, geralmente, desmente o que foi prometido no dia anterior. Só em 2014, já houve um festival de desmentidos. O governo disse que a despesa fiscal da conta do apoio às distribuidoras de energia seria de R$ 9 bilhões e já está em R$ 13 bilhões. Disse que não faria mais contabilidade criativa e logo depois tirou da cartola os R$ 8 bilhões da Câmara de Energia, que terão que ser fruto de endividamento para serem pagos na conta dos contribuintes ano que vem.

Imil: Alguma consideração final?
Giambiagi: A profissão de fé no cumprimento da meta fiscal deste ano me lembra a frase de um antigo ministro da Fazenda colombiano, Guillermo Perry, que, rindo, costumava dizer, quando lhe cobravam declarações mais enfáticas sobre a questão fiscal, que “austeridade fiscal é como a atividade sexual. Em geral, quem fala muito dela, na verdade pratica pouco”. O importante é ser austero e não falar, apenas. E os números estão aí: em 2011 tivemos superávit primário de 3,1 % do PIB, em 2012 de 2,4 % do PIB, em 2013 de 1,9 % do PIB e nos últimos 12 meses já caiu para 1,7 % do PIB. Não adianta tapar o sol com a peneira.

Sobre Wagner Vargas
419Formado em jornalismo pela universidade Anhembi Morumbi e especializado em economia, trabalha com Assessoria de Imprensa e Comunicação Estratégica na área de Telecomunicações e com consultoria e Marketing político. Editor e colunista de política econômica do Jornal “Imprensa”,  integra os conselhos de Economia e o de Investimento em Inovação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (CJE/Fiesp) e, como especialista do Instituto Millenium, contribui com artigos e entrevistas.  

 

Inflação medida pelo INPC variou 0,82% em março

quarta-feira, 9 de abril de 2014
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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,82% em março, resultado 0,18 ponto percentual superior à variação de 0,64% verificada em fevereiro. Em março de 2013 o INPC havia variado 0,60%.

Com a alta de março, o INPC – que mede a variação das famílias com renda variando de um a cinco salários mínimos – fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 2,10% – 0,05 ponto percentual  superior aos 2,05% da inflação de igual período de 2013.

A inflação medida pelo INPC acumulada nos últimos doze meses (a taxa anualizada) ficou em 5,62%, 0,23 ponto percentual acima da taxa de 5,39% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Segundo os técnicos do IBGE, a alta de março teve contribuição significativa dos produtos alimentícios, que subiram 1,88% em março, alta de 1,49 ponto percentual em relação aos 0,39% da variação de fevereiro. Em contrapartida, os produtos não alimentícios subiram 0,37%, neste caso uma retração de 0,38 ponto percentual sobre o 0,75% da alta de fevereiro.

Os dados divulgados pelo IBGE indicam que entre os índices regionais, a maior alta ocorreu em Brasília (1,38%), puxada pela elevação de 51,65% nas tarifas das passagens aéreas, que com peso de 0,47% na composição do INPC, causou impacto de 0,24 ponto percentual na taxa de março.

Na outra ponta, o menor índice foi o de Belém (0,45%), onde os alimentos consumidos em casa apresentaram variação de 0,80%, bem abaixo da média nacional (2,27%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e, além de se referir às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 27 de fevereiro a 28 de março de 2014 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 26 de fevereiro de 2014 (base).

 

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil  

IBGE: Em fevereiro produção industrial cresceu 5% sobre igual mês de 2013

terça-feira, 8 de abril de 2014

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O crescimento de 5% da indústria brasileiro em fevereiro deste ano em comparação a igual mês do ano passado reflete resultados positivos em 12 dos 14 locais pesquisados. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal/Produção Física Regional (PIM/PF Regional), que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está divulgando hoje (08).
O instituto ressalta, porém, que em fevereiro deste ano houve influência do “efeito calendário” no comportamento do setor comparativamente a fevereiro de 2013, uma vez que fevereiro desse ano teve dois dias úteis a mais que igual mês do ano anterior (20 contra 18).

Comparativamente a fevereiro do ano passado, em fevereiro deste ano os avanços mais significativos foram registrados também pelo Paraná (17,7%) e pelo Amazonas (15,0%). No caso do Paraná, o comportamento da indústria foi influenciado em grande parte pelo comportamento positivo dos setores de veículos automotores (caminhões, automóveis e caminhão-trator para reboques e semirreboques); de edição, impressão e reprodução de gravações (livros, brochuras ou impressos didáticos); e de máquinas e equipamentos (máquinas e equipamentos para o setor de celulose e tratores agrícolas).

Já no Amazonas, a influência veio dos segmentos de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (televisores); de alimentos e bebidas (preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas); de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (relógios); e de outros equipamentos de transporte (motocicletas e suas peças).

Em seguida, pela ordem, os estados com os crescimentos mais expressivos foram Minas Gerais (9,5%), Pernambuco (7,3%) e Ceará (5,9%), todos com expansões superiores à média nacional  de 5%. Abaixo da média nacional, mas com expansão no seus parques fabris aparecem, ainda, o Pará (4,1%); a região Nordeste, que como um todo cresceu 3,6%; Rio Grande do Sul (2,9%), Santa Catarina (1,8%), São Paulo (0,3%), Rio de Janeiro (0,1%) e Bahia (0,1%).

Entre fevereiro do ano passado e fevereiro deste ano os únicos estados com resultados negativos foram o Espírito Santo (-3,6%) e Goiás (-2,6%).

 

Nielmar de Oliveira  – Agência Brasil   

  

Receita começa a pagar restituição do IR 2014 em junho

segunda-feira, 7 de abril de 2014

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A Receita Federal divulgou nesta segunda-feira o calendário de restituição do Imposto de Renda de 2014. O primeiro lote a ser devolvido aos contribuintes será em 16 de junho, conforme publicado no Diário Oficial da União. As pessoas maiores de 65 anos têm prioridade na restituição e as demais devoluções seguirão a ordem de envio da declaração à Receita. Os documentos com pendências ou irregularidades vão para o fim da fila.

O envio da declaração de IR deste ano começou em 6 de março e termina em 30 de abril. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de 165,74 reais.

A expectativa da Receita é receber 27 milhões de documentos este ano, um milhão a mais do que em 2013. Até o dia 3 de abril, a Receita já havia recebido 6,4 milhões de declarações de contribuintes.

Fonte: Contas Abertas

Nesta terça-feira, será liberada a consulta de lotes residuais de restituição do IR dos exercícios de 2008 a 2013. Serão pagos 315,65 milhões de reais no dia 15 de abril a 131.029 contribuintes.

Balança comercial inicia abril com déficit de US$ 470 milhões

segunda-feira, 7 de abril de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil                    
Edição: Beto Coura            

lavouraA balança comercial brasileira iniciou abril com déficit (importações maiores que exportações) de US$ 470 milhões. O valor, resultado de US$ 4,33 bilhões em importações e US$ 3,86 bilhões em exportações, abrange os quatro primeiros dias úteis do mês. No ano, o déficit acumulado alcançou US$ 6,5 bilhões contra US$ 6 bilhões no final de março. No mês passado, a balança fechou com pequeno superávit, de US$ 112 milhões, pior resultado para o período desde 2001. Os dados relativos a este mês foram divulgados hoje (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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A média diária das exportações, que corresponde ao volume financeiro vendido por dia útil, ficou em US$ 965,8 milhões, crescendo 3% na comparação com a primeira semana de abril de 2013 e 4,1% ante março deste ano. Na comparação anual, as vendas de produtos básicos puxaram as exportações maiores, com alta de 9,7% principalmente em função de petróleo bruto, minério de alumínio, milho, carne suína, soja em grão, carnes salgadas e café em grão. Houve também alta de 2,6% na comercialização de semimanufaturados, com destaque para ouro, couros e peles; açúcar bruto e ferro-liga.

As vendas externas de produtos manufaturados, no entanto, não acompanharam o movimento de elevação, recuando 6,4% ante a primeira semana de abril de 2013. O motivo para as receitas menores obtidas com itens industrializados foi a queda no comércio de veículos de carga, automóveis de passageiros, autopeças, motores para veículos e partes, hidrocarbonetos, bombas e compressores e laminados planos.

Do lado das importações, a média diária ficou em US$ 982,7 milhões, 10,2% superior à registrada na primeira semana de abril do ano passado e 17,5% superior à de março de 2014. As aquisições do Brasil no exterior cresceram em relação a 2013 especialmente em razão de combustíveis e lubrificantes (alta de 27,8%), cereais e produtos de moagem (20,1%), aparelhos eletroletrônicos (alta de 18,9%) e instrumentos de ótica e precisão (12,5% maior).

 

Produção de veículos apresenta queda de 3,6% em março, segundo Anfavea

sexta-feira, 4 de abril de 2014
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Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Edição: Stênio Ribeiro
 . A produção nacional de veículos caiu 3,6% em março, comparado ao mês anterior. Diminuiu de 281,5 mil veículos, em fevereiro, para 271,2 mil. Em março, a produção caiu em todos os segmentos de veículos em relação a fevereiro, de acordo com dados divulgados hoje (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Na comparação com março de 2013, a queda foi mais acentuada: 17,6%. No trimestre, a produção teve baixa de 8,4%, com 789,8 mil unidades produzidas neste ano.

As vendas de veículos novos também caíram no período, passando de 259,3 mil unidades, em fevereiro, para 240,8 mil em março – queda de 7,6%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi 15,2%. Nos primeiros três meses do ano foram vendidas 812,8 mil unidades, com redução de 2,1% em relação a igual período de 2013.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Junior, três fatores explicam o resultado de março: “Precisamos lembrar que em 2013 passamos por um momento de expectativa de aumento de IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] em março, que acabou sendo adiado no fim daquele mês. Além disso, tivemos, neste ano, aumento de preço, em razão da elevação do IPI e da introdução de airbag e [de freios] ABS nos veículos leves. Por último, tivemos ainda dois dias úteis a menos, em função do feriado de carnaval”.

Os dados revelaram queda também nas exportações, que baixaram de 28,8 mil unidades, em fevereiro deste ano, para 23,4 mil em março, com recuo de 18,8%. Na relação com março de 2013 a redução chegou a 46,2%.

Brasil continua em último no ranking de retorno de tributos à população

quinta-feira, 3 de abril de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil                    

Edição: Stênio Ribeiro
     .imPelo quinto ano seguido, o Brasil ficou na última posição do ranking de retorno de tributos à população. Segundo estudo divulgado hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o país é o que menos retorna serviços públicos de qualidade em relação a impostos, contribuições e taxas arrecadadas.

O levantamento comparou 30 países e verificou o bem-estar da população, medido pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em relação à carga tributária – proporção dos tributos sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). O Brasil ficou em 30º, atrás de vizinhos como Uruguai (13º) e Argentina (24º).

Os dados sobre a carga tributária são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e o ranking do IDH é das Nações Unidas, que trabalharam, nos dois casos, sobre números de 2012, que são os mais recentes.

Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul ocuparam as primeiras colocações, sem mudança em relação ao ranking anterior. As maiores variações foram registradas pelo Japão, que caiu de quarto para sexto, e Bélgica, que saltou de 25º para oitavo, porque reduziu a carga tributária de 44% para 30% do PIB e manteve a qualidade dos serviços públicos.

No Brasil, a carga tributária correspondeu a 36,27% do PIB em 2012, segundo o IBPT. O número é superior aos dados oficiais da Receita Federal – 35,85% em 2012 – porque o IBPT considera o pagamento de juros, multas, correções e custas judiciais de dívidas de contribuintes com o setor público. A carga tributária de 2013 só será divulgada no fim de 2014.

De acordo com o IBPT, o indicador de retorno equivale à média ponderada entre a carga tributária e o IDH de cada país. O instituto atribuiu peso de 15% para a carga tributária e 85% para o IDH. Para o instituto, o Brasil só melhorará no ranking se aplicar os recursos pagos pelos contribuintes com mais eficiência. Por meio da assessoria de imprensa, a Receita Federal informou que não comentará o estudo.