Economia

Poupança tem maior retirada de recursos da história para o primeiro semestre

segunda-feira, 6 de julho de 2015
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Da Agência Brasil
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966178-real-2047Pelo sexto mês seguido, a poupança registrou perda de recursos. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Banco Central, os correntistas retiraram R$ 38,542 bilhões a mais do que depositaram no primeiro semestre. A caderneta registrou a pior captação líquida (diferença entre depósitos e retiradas) da história para o período.

Nos seis primeiros meses do ano, os brasileiros depositaram R$ 909,632 bilhões na poupança. No entanto, as retiradas somaram R$ 948,174 bilhões. Apenas em junho, os investidores sacaram R$ 6,261 bilhões a mais do que depositaram na poupança, também a pior captação líquida registrada para o mês. No mês passado, os depósitos somaram R$ 162,854 bilhões, mas os saques totalizaram R$ 169,114 bilhões.

Nos últimos meses, vários fatores estão provocando a fuga de recursos da poupança. Em primeiro lugar, a alta da Selic (taxa básica de juros da economia) tornou a poupança menos atraente que outras aplicações. Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a caderneta é vantajosa do que os fundos de investimento apenas quando as aplicações são inferiores a seis meses, apesar de a poupança ser isenta de Imposto de Renda e de taxas de administração.

A alta da inflação também contribuiu para a perda de atratividade da poupança. Nos últimos 12 meses, a caderneta rendeu 7,43%, equivalente à Taxa Referencial mais 6,17% ao ano. A inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, no entanto, está em 8,47%, puxada pela alta de preços administrados, como combustíveis e energia. O aumento dos preços e do endividamento dos consumidores também diminuem a sobra de recursos a ser aplicada na caderneta.

A fuga de recursos da caderneta provocou problemas no crédito imobiliário porque os depósitos da poupança são usados para os financiamentos de imóveis. Em maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN) remanejou R$ 22,5 bilhões de compulsórios – parcela que os bancos são obrigados a manter depositados no Banco Central – para evitar a escassez de recursos para o setor.

Produção de veículos tem o pior resultado para o 1º semestre em nove anos

segunda-feira, 6 de julho de 2015

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Do Contas Abertas
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metalurgica-linha-montagem-automovel-ford-20120615-20-originalA produção de veículos no Brasil caiu 18,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2014, informa a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta segunda-feira. Ao todo, 1,27 milhões de carros de passeio, utilitário leves, caminhões e ônibus, saíram da linha de montagem entre janeiro e junho deste ano, ante 1,56 milhões de unidades no ano passado. Trata-se do pior primeiro semestre observado pela associação dos últimos nove anos.

Em junho, a produção de veículos recuou 14,8% em comparação com o mesmo mês de 2014. No total, 184.000 unidades foram fabricadas no período, sendo o pior resultado para os meses de junho em onze anos.

Somente para a categoria de caminhões, a produção caiu 35,5% em junho sobre junho de 2014, acumulando no semestre tombo de 45,2%. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, destacou ainda que a fabricação de caminhões no mês só não foi menor que a de junho de 1999. “A confiança dos consumidores está bastante abalada”, disse Moan.

O setor encerrou junho com estoques de 338.800 veículos ante 361.000 em maio. “Até pelo menos o final de agosto, a política de ajuste de produção das montadoras estará presente”, afirmou o presidente da Anfavea, prevendo dificuldades nos próximos meses.Segundo o executivo, 36.000 trabalhadores do setor estavam em licença remunerada até junho, o que equivale a cerca de 27% da força de trabalho das montadoras.

Já a venda de veículos no mercado brasileiro caiu 20,7% no primeiro semestre de 2015, segundo a Anfavea. De janeiro a junho, foram emplacados 1,31 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o país. Apenas em junho, foram licenciadas 212.524 unidades, o correspondente a quedas de 0,1% ante maio e de 19,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os dados refletem bem a situação de crise enfrentada hoje pelas montadoras, que têm tido dificuldades de escoar o estoque de veículos por causa da baixa demanda.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Mercado eleva projeção de inflação para 2015 e reduz previsão para 2016

segunda-feira, 6 de julho de 2015

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Da Agência Brasil
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garficoInstituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram pela 12ª semana seguida a projeção para a inflação de 2015. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 9% para 9,04%. Há quatro semanas, a projeção estava em 8,46%. Para 2016, a estimativa caiu de 5,50% para 5,45%.

O próprio BC projeta inflação em 9%, este ano, muito acima do teto da meta (6,5%). O BC só espera alcançar o centro da meta (4,5%) em 2016.

Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. A taxa já foi elevada seis vezes seguidas e o BC tem sinalizado que o ciclo de alta continua. A próxima reunião do comitê está marcada para os dias 28 e 29 deste mês. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano e as instituições financeiras esperam que a taxa chegue a 14,5% ao final deste ano. No final de 2016, a Selic deve ficar em 12,06% ao ano de acordo com a mediana (desconsidera os extremos nas projeções) das expectativas.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,49% para 1,50%. Essa é a sétima piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção é de crescimento, mas de apenas 0,5%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 4,72%, contra 4% previstos na semana passada. Em 2016, a projeção de crescimento passou de 1,50% para 1,35%.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7,37% para 7,42%, este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7% para 7,32%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,58% para 8,60%, este ano.

A projeção para a cotação do dólar subiu de R$ 3,20 para R$ 3,22, ao final de 2015, e de R$ 3,37 para R$ 3,40, no fim de 2016.

Governo adia metade dos pagamentos do abono salarial para o ano que vem

sexta-feira, 3 de julho de 2015
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Da Agência Brasil
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notas_real_20_10_05_2_2_de_1Cerca de metade dos trabalhadores com direito ao abono salarial de 2015 só receberão o benefício no próximo ano. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou a extensão do calendário de pagamento. A mudança fará o governo economizar R$ 9 bilhões neste ano.

Em vez do cronograma tradicional de pagamento, de julho a outubro, o abono será pago em 12 meses, de julho deste ano até junho de 2016. Do total de R$ 19,1 bilhões previstos, R$ 10,1 bilhões serão desembolsados neste ano. A medida foi aprovada pelo conselho, que reúne representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores, em reunião na manhã de hoje (2).

Neste ano, o governo tinha tentado restringir a concessão do abono salarial, destinado ao trabalhador com carteira assinada, que ganha até dois salários mínimos e que trabalhou pelo menos 30 dias. O Congresso chegou a aprovar a Medida Provisória 665, que previa a concessão do benefício a quem tinha trabalhado pelo menos 90 dias, mas a presidenta Dilma Rousseff vetou o dispositivo, após acordo com os senadores. Parte dos parlamentares alegava que a restrição era inconstitucional.

A extensão do calendário de pagamentos ajudará o governo a reduzir os gastos para cumprir a meta de superávit primário – economia para o pagamento dos juros da dívida pública – de R$ 66,3 bilhões em 2015 (1,1% do Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país).

Originalmente, o governo pretendia economizar R$ 16 bilhões com as novas regras do seguro-desemprego e do abono salarial. Com as mudanças no Congresso, a economia havia caído para R$ 5 bilhões.

Por enquanto, a ampliação do prazo de pagamento só vale para os benefícios de 2015. O calendário de pagamento do abono salarial de 2016 só será discutido pelo Codefat na reunião do próximo ano. O novo cronograma foi aprovado por 10 votos a 7. Os votos contrários vieram, na maior parte, dos representantes dos trabalhadores.

A decisão desagradou às centrais sindicais. Em nota, a Força Sindical criticou a extensão do calendário, classificando a mudança de retirada de direitos dos trabalhadores. “Não satisfeito com todas as dificuldades impostas à classe trabalhadora brasileira, como a redução de direitos trabalhistas e previdenciários, conquistados ao longo dos anos, o governo vem, agora, com outra pedalada para cima dos trabalhadores, penalizando, desta forma, milhares de trabalhadores de menor renda”, criticou a entidade.

Na reunião de hoje, o Codefat também aprovou o orçamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para 2016. No próximo ano, o fundo contará com R$ 76,4 bilhões, uma queda de 7,21% em relação ao orçamento de 2015 (R$ 82,4 bilhões). O valor leva em conta um aporte de cerca de R$ 4 bilhões do Tesouro Nacional ao fundo.

Formado por parte da arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), o FAT custeia o pagamento do seguro-desemprego e do abono salarial e financia cursos de qualificação profissional.

O Codefat elegeu ainda o novo presidente, Virgílio Carvalho, da Federação Nacional de Turismo, seguindo a política de alternar representantes dos trabalhadores e dos patrões. Ele substitui, no cargo, o sindicalista Quintino Servero.

Em nota, o Ministério do Trabalho informou que a mudança no calendário foi necessária para garantir a saúde financeira do FAT e proteger o patrimônio dos trabalhadores. “Mais pessoas, nos últimos 12 anos, ingressaram no mercado de trabalho, saltando de 23 milhões para 41 milhões de formais. Isso passou a exigir um aumento progressivo e concentrado do desembolso do FAT para atender ao benefício”, informou a pasta.

Indústria volta a crescer em maio, após três meses de queda

quinta-feira, 2 de julho de 2015

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Do Contas Abertas
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linha-producao-industria-20120601-02-originalApós três meses de queda, a produção industrial brasileira subiu 0,6% em maio na comparação com abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira. O resultado mensal é o melhor desde julho de 2014, quando a produção avançou 0,8%. Na comparação com maio do ano passado, porém, houve baixa de 8,8%, o 15º recuo seguido.

Segundo pesquisa feita pela Reuters, a expectativa era de que a produção caísse 0,6% em maio sobre o mês anterior na mediana das projeções de 25 analistas, e que recuasse 10,2% ante o ano anterior na mediana de 21 projeções.

No acumulado do ano até maio, a atividade industrial apresenta queda de 6,9%. Em 12 meses, a indústria caiu 5,3%, o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2009.

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Setores – A alta registrada em maio ante abril foi impulsionada pelas produções de equipamentos de transporte (8,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%) e de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,9%). Também cresceram as indústrias de bebidas (2,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%).

Na contramão, houve recuo nas produções de produtos alimentícios (-1,9%), máquinas e equipamentos (-3,8%) e produtos têxteis (-6,5%).

Ainda na comparação mensal, entre as grandes categorias econômicas, registram avanço as de bens de consumo (1,4%) e bens de capital (0,2%). Já bens intermediários tiveram queda de 0,5%.

Setor público registra déficit primário de R$ 6,9 bilhões em maio

terça-feira, 30 de junho de 2015

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Da Agência Brasil
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images O governo não conseguiu economizar para pagar os juros da dívida pública em maio. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (30), o setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais – apresentou déficit primário de R$ 6,9 bilhões, no mês passado.

Em maio do ano passado, o resultado negativo foi maior: R$ 11 bilhões. Nos cinco meses de 2015, houve superávit primário de R$ 25,5 bilhões, contra R$ 31,5 bilhões em igual período do ano passado.

Em 12 meses encerrados em maio, o setor público registrou déficit primário de R$ 38,5 bilhões, o que corresponde a 0,68% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

O superávit primário, economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, ajuda a conter o endividamento do governo, em médio e longo prazos. Para este ano, a meta de superávit primário para o setor público corresponde a R$ 66,3 bilhões ou 1,1% do PIB.

O Governo Central (Tesouro, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 8,9 bilhões, enquanto os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 1,7 bilhão. Os governos municipais também conseguiram economizar, registrando superávit primário de R$ 309 milhões. Já as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 72 milhões.

Em cinco meses, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 6,6 bilhões, os estaduais, R$ 16,2 bilhões e os municipais, R$ 3 bilhões. As empresas estatais registraram déficit primário de R$ 346 milhões.

Os gastos com os juros que incidem sobre a dívida chegaram a R$ 52,9 bilhões, em maio, e acumularam R$ 199 bilhões, nos cinco meses do ano.

Em maio, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, chegou a aproximadamente R$ 60 bilhões. De janeiro a maio, o setor público registra déficit nominal de R$ 173 bilhões.

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,9 trilhão em maio, o que corresponde a 33,6% do PIB. Em relação a abril, a dívida em proporção do PIB caiu 0,1 ponto percentual. A dívida bruta chegou a R$ 3,5 trilhões ou 62,5% do PIB, com aumento de 0,9 ponto percentual em relação a abril.

Impostômetro atinge marca de R$ 1 trilhão em 2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

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timA Associação Comercial de São Paulo informou que os brasileiros completam nesta segunda-feira, 29, a marca de R$ 1 trilhão de impostos pagos neste ano. Em 2014, o valor foi atingido no dia 10 de julho, isto é, 11 dias mais tarde.

O Impostômetro leva em consideração os tributos federais, estaduais e municipais pagos desde o primeiro dia do ano. A arrecadação pode ser acompanhada em tempo real no site www.impostometro.com.br, que é mantido pela Associação Comercial de São Paulo.

A forma de medir a carga tributária no Impostômetro foi modificada em maio deste ano por causa da alteração na metodologia do cálculo do PIB implementada em março pelo IBGE.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, a arrecadação tributária neste ano será superior à arrecadação do ano passado.

Ministro do TCU reforça responsabilidade de Dilma pelas ‘pedaladas’

quinta-feira, 25 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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jose-augusto-nardes-originalO ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, relator do processo das contas do governo referentes a 2014, reforçou nesta quinta-feira a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff pelo atraso de repasses do Tesouro para os bancos públicos nas chamadas ‘pedaladas fiscais’. “Não adianta o Arno Augustin dizer que foi ele que fez as ‘pedaladas’. As contas são da presidente”, afirmou Nardes em um evento sobre práticas de boa governança, em São Paulo. Ele se referia ao documento assinado pelo ex-secretário do Tesouro, no qual ele assumia a autoria das manobras contábeis.

O ministro ainda disse, durante o evento, que propôs a rejeição das contas da presidente, apesar de ter concedido prazo de 30 dias para explicações do governo. A expectativa dele é que a questão seja decidida em até dois meses e reforçou que o seu parecer tem caráter totalmente técnico. “Nosso voto não é com intenção política. Vamos formatar nosso voto em 45, 60 dias”, afirmou.

O TCU adiou no último dia 17 o julgamento das contas do governo por 30 dias, para que a presidente Dilma Rousseff preste esclarecimentos sobre as irregularidades detectadas pela corte no balanço das contas públicas de 2014. O tribunal encontrou 37,5 bilhões de reais em pedaladas fiscais, além de 281 bilhões de reais em distorções totais. Essa é a primeira vez que um presidente da República terá de fazer sua própria defesa em função de problemas nas contas públicas.

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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alx_guido-mantega_originalIndicado como um dos autores das chamadas ‘pedaladas fiscais’ pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega responsabilizou o seu ex-braço direito na pasta Arno Augustin, ex-secretário do Tesouro, pelas manobras que atrasavam repasses para bancos públicos com o objetivo de melhorar artificialmente as contas do governo. As informações foram veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo na edição desta quinta-feira.

Segundo Mantega, a atribuição de liberar o dinheiro para financiar programas e benefícios sociais junto ao BNDES e ao Banco do Brasil era de Augustin. “O secretário do Tesouro Nacional estabelece o montante a ser liberado em cada item da programação financeira, determinando que sejam adotadas as providências para operacionalização das liberações de recursos por ele autorizadas”, afirmou Mantega em sua defesa.

Para fundamentar o seu argumento, o ex-ministro cita uma nota técnica assinada por Arno no último dia de trabalho dele em 2014, na qual ele assume a responsabilidade pelas manobras fiscais. A nota foi vista como um empenho de Arno, que é um petista histórico, para evitar que as contas da presidente Dilma Rousseff fossem rejeitadas.

A avaliação de fontes a par do assunto é de que alguém terá que ser punido depois que o plenário do TCU considerou, em decisão de 15 de abril, que o governo cometeu crime de responsabilidade pelas ‘pedaladas fiscais’. No julgamento, o tribunal condenou o governo de forma unânime. Agora, o relator, ministro Augusto Nardes, precisa definir se atribui penas individuais aos responsáveis pelas manobras.

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O Banco Central prevê mais inflação esse ano, com IPCA de 9,%

quarta-feira, 24 de junho de 2015

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Da Agência Brasil
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economia_ilustracao_1O Banco Central (BC) piorou a projeção para a inflação este ano. Na estimativa do BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve ficar em 9%, este ano, ante 7,9% previstos em março. Essa estimativa está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (24).

O IPCA – produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – é o indicador oficial do governo para aferição das metas inflacionárias. O índice mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.

Em 2016, a inflação deve recuar e encerrar o período em 4,8%. A previsão anterior era 4,9%. Em 12 meses, no final do segundo trimestre de 2017, a projeção ficou em 4,5%.

Essas projeções são do cenário de referência, em que o BC levou em consideração informações disponíveis até o último dia 12 para fazer as estimativas. Nesse cenário foram considerados o dólar em R$ 3,10 e a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

O BC também divulga os dados do cenário de mercado, que faz estimativas para a taxa de câmbio e a Selic. No cenário de mercado, a previsão para a inflação este ano é 9,1% – 1,2 ponto percentual acima da estimativa de março. Em 2016, a projeção é 5,1%, a mesma estimativa anterior. Em 12 meses, no final do segundo trimestre de 2017, a estimativa ficou em 4,8%.

As estimativas de inflação para este ano indicam estouro do teto da meta (6,5%). O centro da meta, que deve ser perseguida pelo BC, é 4,5%.

Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic. Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A Selic está atualmente em ciclo de alta e já passou por seis elevações seguidas.

BC: economia deve ter queda de 1,1% este ano

quarta-feira, 24 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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industrias_wd2306_0O Banco Central (BC) prevê maior retração da economia este ano. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (24), o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos, deve apresentar queda de 1,1%. Na previsão  anterior era 0,5%.

A produção agropecuária deverá crescer 1,9%, mais do que a estimativa anterior, que era  1%. A projeção para o recuo da indústria passou de 2,3% para 3%. O BC destaca os impactos das reduções projetadas para a indústria de transformação, de 3,4% para 6%, e para a produção e distribuição de eletricidade, água e gás, de 1,4% para 5,6%. De acordo com o BC, esse cenário reflete aumento da participação de termoelétricas na oferta de energia (mais cara) e de redução do consumo de água no primeiro trimestre do ano.

A projeção para o setor de serviços passou de crescimento de 0,1% para queda de 0,8%.

O BC também revisou a projeção para o consumo das famílias, que passou de expansão de 0,2% para queda 0,5%. Segundo o BC, essa revisão está “em linha com a piora no mercado de trabalho e a manutenção da confiança do consumidor em patamares historicamente reduzidos”. Também foi alterada a estimativa de consumo do governo, que passou de crescimento de 0,3% para queda de 1,6%, “consistente com o cenário de ajuste fiscal em curso”.

Em relação à demanda externa, o BC revisou a projeção para as exportações, com aumento de 3,1 ponto percentual para 5,5% de crescimento, em relação à estimativa anterior. No caso das importações, a estimativa é queda de 6%. Segundo o BC, esse cenário repercute os efeitos de redução do consumo e da alta do dólar.

Para o período de 12 meses encerrados em março de 2016, a estimativa de queda do PIB é 0,8%.

“Pedaladas” continuam a todo vapor no governo Dilma

segunda-feira, 22 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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alx_presidente-dilma-20150617-10_originalCondenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), a manobra conhecida como ‘pedalada fiscal’ continua sendo praticada no governo Dilma Rousseff neste ano, informa reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta segunda-feira.

A manobra consiste em atrasar o repasse do Tesouro para bancos públicos, referente aos recursos necessários para custear benefícios sociais e financiar investimentos com juros mais baixos. Com isso, os bancos acabaram utilizando os próprios recursos para financiar o seu controlador (o governo), o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na última semana, o tribunal reprovou essa e outras práticas ao avaliar as contas do governo de 2014, e deu um prazo de 30 dias para Dilma se explicar por escrito.

Só no primeiro trimestre de 2015, a dívida do governo com a Caixa e o Banco do Brasil cresceu mais de 2 bilhões de reais com o represamento de recursos. Com essa prática, o governo acaba ficando com mais caixa e, assim, melhora seus indicadores de despesas.

Por outro lado, a dívida do Tesouro com a Caixa, pagadora de programas sociais, como Minha Casa, Minha Vida e Bolsa Família, e o Banco do Brasil, financiador do crédito agrícola, já alcançou a cifra de 19 bilhões de reais até o fim de março.

O Tesouro também tinha um débito de 26,2 bilhões de reais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no fim do ano passado. Nesse caso, o número de 2015 ainda não foi divulgado, mas técnicos do governo afirmaram que o valor também subiu.

Os dados levantados pelo jornal são os mesmos utilizados pelo TCU para fundamentar a reprovação das pedaladas. Só que referentes a 2014.

Procurado, o Tesouro não negou o aumento da dívida, mas informou estar pagando os bancos segundo o previsto no cronograma do Orçamento. “A STN [Secretaria do Tesouro Nacional] está realizando a execução financeira em consonância com o cronograma estabelecido para o exercícios de 2015”, afirmou a instituição, em nota.

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Ex-secretário do Tesouro assume responsabilidade por “pedaladas”

sexta-feira, 19 de junho de 2015

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Arno Augustin afirma que foi dele a decisão que o TCU contesta

Arno Augustin afirma que foi dele a decisão que o TCU contesta

Em seu último dia no governo, o ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin assinou documento no qual assume a responsabilidade pelas manobras do governo para melhorar artificialmente as contas públicas, as chamadas pedaladas fiscais. Segundo o jornal Valor Econômico, auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) avaliam que o documento pode isentar a presidente Dilma Rousseff de um eventual crime de responsabilidade. Na última quarta-feira (17), o TCU deu prazo de 30 dias para que Dilma explique as manobras sob risco de rejeitar as contas do governo relativas a 2014. Setores da oposição apostam na responsabilização da presidente pelo tribunal para pedir o impeachment da petista.

O Valor Econômico teve acesso a uma nota técnica de auditores do TCU, de 30 de dezembro de 2014, que descreve em duas páginas e em 12 tópicos o processo e as responsabilidades na liberação de recursos pelo Tesouro. No documento, Arno afirma que coube a ele a decisão final sobre os valores repassados a ministérios e bancos federais, eximindo a presidente de responsabilidade no caso.

A oposição alega que os atrasos no repasse do Tesouro para pagar benefícios sociais violam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e que o governo tentou ludibriar o mercado financeiro ao retardar a transferência de dinheiro para instituições como o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal.

“Temos que responsabilizar qualquer gestor, seja em um nível maior ou menor”, afirmou o relator do caso no TCU e presidente do tribunal, o ministro Augusto Nardes, ao cobrar explicações da presidente.  A reportagem do Valor é dos repórteres Leandra Peres e Murillo Camarotto.

 

Fonte: Congresso em Foco

TCU investiga prejuízos de até R$ 39 bi em negócios da Petrobras

sexta-feira, 19 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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alx_economia-petrobras-refinaria-abreu-e-lima-pernambuco-20130421-001_originalO Tribunal de Contas da União (TCU) investiga prejuízos em obras e compras de ativos da Petrobras que podem alcançar 39 bilhões de reais. O valor é a soma das perdas apuradas por conta de sobrepreço e má gestão de projetos em quatro dos principais empreendimentos da estatal, em muitos casos fatiados pelo clube de empreiteiras que são alvos da Operação Lava Jato.

Só no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), obra que ficou praticamente paralisada com a crise financeira vivida pela companhia desde o ano passado, o tribunal constatou que o rombo aos cofres da petroleira pode alcançar 11 bilhões de reais (33,4 bilhões de reais, pelo câmbio de ontem).

Segundo a área técnica da corte, que apura “gestão temerária” do complexo, as intervenções começaram sem avaliação adequada dos riscos do empreendimento. As licitações, por exemplo, foram lançadas para obras que nem sequer tinham projeto. Depois de iniciados os serviços, as empreiteiras obtinham reajustes indevidos.

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Segundo os auditores, dificilmente o empreendimento, mesmo que concluído, dará retorno financeiro compatível com o que foi aportado. Só em dois contratos para construir unidades industriais do Comperj, o sobrepreço apurado pela área técnica do tribunal é de 596 milhões de reais.

Na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a suspeita é de perdas que podem alcançar 1,6 bilhão de reais. A corte apurou que reajustes indevidos em quatro contratos de consórcios integrados por Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht, alvos da Lava Jato, somaram 368 milhões de reais. Em medida cautelar, suspendeu pagamentos de 168 milhões de reais.

A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, que passou por obras de modernização, está no foco de auditorias que apontam prejuízos de 1,4 bilhão de reais. Um dos contratos, para melhorias na unidade de coque e estruturas auxiliares, tem suspeita de sobrepreço de 633 milhões de reais. O processo ainda não foi a julgamento.

Processos que apuram os principais prejuízos na estatal estão sob relatoria do ministro Vital do Rêgo. Na maioria dos casos, apesar da constatação de perdas vultosas, aguarda-se a análise da defesa da Petrobras, de seus executivos e das empresas contratadas para que haja julgamento definitivo. Só depois da apreciação definitiva em plenário, cabem sanções como multas ou a devolução ao erário. Em muitos casos, porém, a corte já tomou medidas preventivas.

Nos processos sobre a compra da Refinaria de Pasadena, por exemplo, a corte já determinou o bloqueio de bens de dez executivos responsabilizados por dano ao erário de 792 milhões de dólares (2,4 bilhões de reais). A indisponibilidade patrimonial visa resguardar eventual ressarcimento no futuro.

Este mês, a corte deu 180 dias para a Petrobras adequar os procedimentos de contratação de serviços de engenharia. Uma das exigências é que a estatal e seus fornecedores apresentem, de forma pormenorizada, como são compostos os preços das obras.

Segundo o tribunal, delações premiadas da Operação Lava Jato mostraram que “a falta de detalhamento das propostas comerciais favorecia o acordo prévio entre as empreiteiras”.

(Com Estadão Conteúdo)

Progressividade diminui impacto na Previdência Social em R$ 50 bilhões, diz Levy

quinta-feira, 18 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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963970-18062015-_dsc9069O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, destacou que o governo espera que, com a progressividade na fórmula de cálculo da aposentadoria, o impacto nas contas da Previdência seja de cerca de R$ 50 bilhões a menos, até 2026. Com o novo cálculo da aposentadoria, o governo estima reduzir em 0,5 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas do país – o gasto com o pagamento do benefício a partir de 2030. A equipe econômica não prevê impacto no superávit primário e acredita em estabilização do sistema previdenciário.

“Até 2026, [esperamos que] essa regra represente cerca de R$ 50 bilhões a menos em comparação ao que aconteceria sem progressividade, mas a longo prazo, [a expectativa é de] redução de 0,5 ponto percentual do PIB, a partir de 2030. A despesa com progressividade vai ser menor do que seria sem a progressividade, a partir de 2030”, explicou Nelson Barbosa.

Os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, Previdência, Carlos Gabas e Fazenda, Joaquim Levy, explicam a medida provisória (MP) que cria regra progressiva para a aposentadoria (Antonio Cruz/Agência Brasil)
A partir de 2030, a relação entre trabalhadores e inativos será de dois para um por causa da expectativa de vida explica LevyAntonio Cruz/ Agência Brasil

Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a progressividade cria um quadro de segurança para o trabalhador, que sabe quais serão as regras para os próximos dez anos. “É uma regra que do ponto de vista macroeconômico não gera nenhuma deterioração em relação a situação que a gente estava. Permite implantar a ideia que o Congresso trouxe de forma sustentável. Dá mais fôlego a essa regra do Congresso”, disse. Segundo ele, a regra põe a Previdência Social em uma direção segura pelo tempo que ela estiver valendo.

Levy lembrou que em 2030 a relação entre pessoas na ativa e aposentados será praticamente a metade. “É uma coisa que vai acontecer logo. Há 15 anos aumentou a expectativa de vida do brasileiro. Precisamos avaliar o que aconteceu nos últimos anos e olhar daqui para frente”, disse ao justificar que se as mudanças não forem adotadas, o país terá mais idosos dependendo da Previdência Social, por causa da expectativa de vida, e um número menor de pessoas no mercado de trabalho para manter o sistema.

INSS
Governa alega que sem a progressividade na soma do tempo de serviço e a idade, a Previdência Social não se sustentariaAntonio Cruz/Agência Brasil

Pela proposta do governo, publicada no Diário Oficial da União, o segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar pela não incidência do fator previdenciário no cálculo de sua aposentadoria, quando a soma da idade e do tempo de contribuição, incluídas as frações, na data de requerimento da aposentadoria, for igual ou superior a 95 pontos, no caso dos homens, observando o tempo mínimo de contribuição de 35 anos. No caso das mulheres, a soma da idade e do tempo de contribuição resultar em 85, sendo mínimo de 30 anos de contribuição.

O governo alega que o sistema previdenciário não seria sustentável ao longo dos anos e por isso incluiu uma fórmula progressiva baseada na mudança da expectativa de vida, que passará a vigorar a partir de 2017. Até 2019, haverá uma revisão na fórmula a cada dois anos. Depois desse ano, o cálculo será revisado a cada ano até chegar ao patamar de 90 (mulheres)/100 (homens).

No caso de professores que comprovarem exclusivamente tempo de efetivo exercício de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, serão acrescidos, a partir dessa nova fórmula, cinco pontos à soma da idade com o tempo de

Diário Oficial publica novas regras para cálculo de aposentadorias

quinta-feira, 18 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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imagesO Diário Oficial da União publica hoje a Medida Provisória 676, sobre o cálculo para as aposentadorias na Previdência Social e adiciona um fórmula progressiva a partir de 2017. Pelo texto o segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar pela não incidência do fator previdenciário, no cálculo de sua aposentadoria, quando o total resultante da soma de sua idade e de seu tempo de contribuição, incluídas as frações, na data de requerimento da aposentadoria, for igual ou superior a 95 pontos, se homem, observando o tempo mínimo de contribuição de trinta e cinco e igual ou superior a 85, se mulher, observando o tempo mínimo de contribuição de trinta anos.

O governo introduziu, no entanto, uma fórmula progressiva que passará a vigorar a partir de 2017 e que acrescenta um ponto tanto para os homens quanto para as mulheres com o seguinte calendário:

Primeiro de janeiro de 2017; 1º de janeiro de 2019; 1º de janeiro de 2020; 1º de janeiro de 2021; e 1º de janeiro de 2022, quando a fórmula passa, então, a ser 90/100.

O governo já tinha indicado que iria vetar a fórmula 85/95 pois, segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, caso o cálculo para aposentadoria, proposto pelo Congresso Nacional, chamado de “fórmula 85/95”, fosse aplicado , o Brasil viveria “o caos” anos mais tarde.

Ontem, o governo divulgou uma nota explicando o veto. “A presidenta Dilma Rousseff veta o Projeto de Lei de Conversão 4/2015 e edita medida provisória que assegura a regra de 85 pontos (idade+tempo de contribuição para mulheres) e 95 pontos (idade+tempo de contribuição para homens), que fora aprovada pelo Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, introduz a regra da progressividade, baseada na mudança de expectativa de vida e, ao fazê-lo, visa garantir a sustentabilidade da Previdência Social”, diz a nota divulgada pela assessoria do Palácio do Planalto.

Antes da decisão de Dilma e integrantes do governo se reuniram durante cerca de três horas para formular a proposta. Em seguida, ela foi apresentada às centrais sindicais pelo ministro da Previdência Social, Carlos Gabas. Depois, Gabas, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy e outras autoridades do governo foram ao Congresso Nacional, onde se encontraram com o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Daqui a pouco, às 9h, o governo dará uma entrevista à imprensa para detalhar a regra da progressividade.

Dilma veta mudança em fator previdenciário

quinta-feira, 18 de junho de 2015

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Por Fábio Góis
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DILMAA presidenta Dilma Rousseff pôs fim ao suspense e anunciou, nesta quarta-feira (17), veto parcial ao Projeto de Lei de Conversão 4/2015, derivado da Medida Provisória (MP) 668/2015, que definiu novas regras para concessão de pensão por morte e auxílio-doença. Durante tramitação do texto no Congresso, foi enxertada na medida alteração sobre uma das questões mais caras a aposentados e pensionistas, o chamado fator previdenciário, mecanismo que inibe aposentadorias precoces. No veto (leia nota abaixo), Dilma informa que veta o projeto, mas anuncia a edição de MP mantendo a “Fórmula 85/95” – o cálculo prevê que homens se aposentem quando a soma da idade e do tempo de contribuição ao INSS chegar a 95 anos (55,5 de idade e 39,5 de contribuição); já para as mulheres, essa matemática cai para 85 anos (55 de idade e 30 de contribuição).

Além disso, informa nota da Presidência da República, Dilma se compromete a assegurar a “regra da progressividade” para o cálculo das aposentadorias, que vai variar de acordo com a expectativa de vida dos beneficiários da Previdência Social, de maneira a garantir a “sustentabilidade” do sistema. Ainda não foram divulgados os termos da nova medida provisória sobre o tempo de contribuição, mas já é mencionada a possibilidade de que, tendo como ponto de partida a Fórmula 85/95, a partir de 2017 essa soma suba anualmente até que se chegue à contagem 90/100.

A expectativa em relação ao anúncio movimentou o Congresso e articuladores do Planalto nesta quinta-feira (17). Reuniões foram realizadas nas duas Casas legislativas, e envolveram ao menos quatro ministros na tarefa de preparar os ânimos dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para o comunicado sobre a decisão de Dilma. Participaram da força-tarefa Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Gabas (Previdência) e Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário). Eles evitaram antecipar informações à imprensa.

Ao final das reuniões, Renan comentou o anúncio presidencial e manifestou certa satisfação com a alternativa encontrada. “Sem dúvida nenhuma, qualquer discussão que partir do [cálculo] 85/95 consagra um avanço. A vinda dos ministros foi positiva e a proposta de progressividade será discutida se a opção for pela medida provisória. Do ponto de vista da relação entre os Poderes, nós temos que comemorar esses avanços”, declarou o peemedebista.

Mas, para que Dilma comemore a recepção ora favorável do anúncio no Congresso, ainda há uma questão determinante. Senado e Câmara podem derrubar o veto presidencial, caso a medida seja mal recebida por outras lideranças no Parlamento e, em consequência disso, as negociações não prosperem. Depois de 30 dias a partir da publicação no Diário Oficial, o veto entra automaticamente na pauta de votações. Renan e Cunha podem alcançar consenso para apreciar essa matéria já em julho.

Pressão

A progressão anual acompanharia a divulgação, por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de informações sobre a evolução da expectativa de vida no Brasil, trabalho que também é feito ano a ano. Assim, o cálculo 90/100 viria a ser atingido em cinco anos a partir de 2017, aumentando-se em um ano, a cada ano, a soma do tempo de contribuição com a idade de cada trabalhador. Assim, atingir-se-ia aquela fórmula em 2022.

Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, Dilma manifestou a intenção de sancionar a Fórmula 85/95 tal qual ela havia sido aprovada no Congresso, como maneira de evitar desgaste entre parlamentares e sindicalistas, que fizeram vigília pela sanção integral do projeto desde segunda-feira (15), em frente ao Palácio do Planalto. Além disso, a ideia da presidenta era editar medida provisória apenas com a progressividade, mas foi demovida da decisão por sua equipe sob o argumento de que o procedimento não tem amparo jurídico.

Durante as negociações, a velocidade da fórmula progressiva para o cálculo das aposentadorias provocou divergências. A equipe econômica queria a revisão anual, enquanto centrais sindicais almejavam a aplicação do recálculo a cada três anos. Já a cúpula do Planalto defendia um período de dois anos para a progressão, mas a anualidade prevaleceu – até como carta na manga para negociação quando a medida provisória entrar em tramitação no Congresso.

Escalonamento

O modelo da Fórmula 85/95 é defendido há anos por parlamentares como Paulo Paim (PT-RS). Em entrevista a este site veiculada em 11 de maio, o petista disse que tentaria incluí-lo na MP 668/2015 – tarefa que foi adiantada durante a votação na Câmara e mantida pelos senadores, sob a condição de que Dilma não vetasse a alteração no fator previdenciário. Depois de promessas de derrubada de eventual veto e até ameaças de rompimento com o governo, Paim contemporizou com a decisão do governo, mas advertiu:

“Se a tal da progressividade não for decente, nós temos dois caminhos: derrubar na própria MP a progressividade e trabalhar também pela derrubada do veto. O Parlamento é a Casa do diálogo, da conversa, do entendimento. Se nós chegarmos em um entendimento em torno da progressividade, é possível avançarmos. Mas não vamos concordar com uma progressividade que significa que todo ano o trabalhador vai estar na expectativa se pode ou não pode se aposentar e o quanto que ele vai perder”, declarou Paim, acrescentando que continuará defendendo a aposentadoria integral para trabalhadores tanto do setor público quanto da iniciativa privada.

A emenda aprovada em 13 de abril na Câmara flexibiliza as regras do fator – fórmula matemática que reduz benefícios trabalhistas entre 35% e 40%, criada no governo Fernando Henrique Cardoso em 1999. O acordo quase unânime pela aprovação da matéria no Senado – PSDB e DEM se opuseram a pontos do texto – foi obtido justamente devido à promessa não oficialmente declarada de que Dilma não vetaria o dispositivo. Com a alternativa apresentada hoje (quarta, 17), até líderes do PMDB no Senado manifestaram inclinação ao entendimento.

“Preservando-se esse início [Fórmula 85/95], disse para ela [Dilma], com todas as letras, que tinha condições de debater, dentro da minha bancada, e defender inclusive a chamada ‘escadinha’ ou escalonamento, como queira, em relação à em relação à idade progressiva”, declarou ao Congresso em foco o líder da bancada peemedebista, referindo-se a reunião com Dilma, quando lhe propôs um modelo semelhante ao que foi aplicado na reformulação do Imposto de Renda. “Ela, em princípio, concordou.”

Medida de ajuste

Uma das medidas do ajuste fiscal, a MP 668/2015 determina a redução de 24 para 18 meses o prazo mínimo de contribuição para que o cônjuge ou companheiro tenha direito à pensão por morte. O texto também exige tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para que o benefício seja concedido. Mas o relatório prevê que, no caso de o segurado morrer antes de completar 18 meses de contribuição, ou se a união tiver menos de dois anos (perdendo, assim, o caráter estável), o parceiro terá direito a quatro meses de pensão.

Por alterações promovidas na Câmara em relação ao texto do governo, a pensão volta a ser integral e não mais distribuída na cota familiar. A proposta original dava direito a 50% da pensão para o cônjuge e mais 10% para cada dependente, até no máximo de cinco.

Em relação ao enxerto do fator previdenciário, cabe lembrar que a fórmula já é aplicada para servidores públicos nos termos da chamada “PEC Paralela” – a matéria, que tramitou simultaneamente na Câmara e no Senado, com números diferentes, foi promulgada em 2005 com o objetivo de impedir prejuízos previdenciários à classe. Senadores identificados com as questões trabalhistas querem agora universalizar o benefício para trabalhadores da iniciativa privada, inclusive terceirizados.

Confira a nota da Presidência da República:

“A presidenta Dilma Rousseff veta o Projeto de Lei de Conversão 4/2015 e edita Medida Provisória que assegura a regra de 85 pontos (idade+tempo de contribuição para mulheres) 95 pontos (idade+tempo de contribuição para homens), que fora aprovada pelo Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, introduz a regra da progressividade, baseada na mudança de expectativa de vida e ao fazê-lo visa garantir a sustentabilidade da Previdência Social.”

Mais sobre fator previdenciário

Mais sobre direitos trabalhistas

Mais sobre ajuste fiscal

Alta da inflação deve ser derrubada logo, diz Dilma

sexta-feira, 12 de junho de 2015

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timthNesta quinta-feira, 11, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a inflação de 8,47% registrada no mês de maio, a mais alta desde 2003, é “atípica” e “preocupa bastante”. No entanto, Dilma acredita que essa alta não deve levar a população a reduzir o consumo.

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Depois de participar da cúpula entre a União Europeia e a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Bruxelas, Dilma disse aos jornalistas não achar “que a população tem de consumir menos”. “Pelo contrário, acho que a população tem de continuar consumindo”, disse Dilma.  Além disso, ela isentou o governo da responsabilidade pelas causas da pressão inflacionária e enumerou fatores que têm acelerado os preços. “A inflação deste ano é uma inflação atípica, é fruto de várias correções. É um objetivo que temos de derrubar e logo. O Brasil não pode conviver com uma taxa alta de inflação, não pode e não vai”, disse a presidente.

Dilma citou a seca no Nordeste e a crise de falta de água no Sudeste como fatores que têm influenciado esse crescimento inflacionário. O ajuste cambial também foi mencionado. “Esse ajuste não fomos nós que provocamos, mas sofremos o efeito dele”, disse, comparando a oscilação do dólar entre 2012, a R$ 1,60, e agora, a R$ 3,17.

“Nós estamos extremamente preparados. Acho que houve esse movimento da inflação, e agora estamos tomando todas as medidas para derrubá-la”, afirmou Dilma, repetindo o discurso do governo de aposta na recuperação econômica a partir de 2016.

Petrobras registra mais dois recordes de produção no pré-sal

sexta-feira, 12 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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imagesA Petrobras bateu, em maio, dois novos recordes mensais de produção no pré-sal. A produção operada pela companhia, que inclui parcela da Petrobras e de suas parceiras, atingiu seu maior nível no período, alcançando 726 mil barris por dia (bpd), com aumento de 1,6% em relação a abril (715 mil bpd).

Desse total, a parcela própria atingiu nova marca histórica, de 519 mil bpd, superando em 3,2% o patamar de abril (503 mil bpd).

A produção total de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, em maio de 2015, atingiu 2,766 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), 6,2% superior à produção de maio de 2014 (2,605 milhões boed) e 0,7% abaixo do volume produzido em abril (2,785 milhões boed).

No Brasil, a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras em maio alcançou 2,574 milhões boed, 0,8% inferior à de abril (2,596 milhões 596 boed).

A produção exclusiva da Petrobras chegou a 2,111milhões de barris de petróleo por dia (bpd) em maio, 1% abaixo da registrada no mês de abril (2,134 milhões bpd).

O resultado de maio foi afetadoa por mais paradas de plataformas para manutenção. Esse efeito foi parcialmente compensado pela operação do sistema de produção antecipada do Campo de Atapu (na área da cessão onerosa), com o FPSO (sigla em inglês de plataforma que produz, armazena e descarrega petróleo) de São Vicente, no pré-sal da Bacia de Santos.

Além disso, foi recuperada a produção da Plataforma P-58, na área conhecida como Parque das Baleias, na Bacia de Campos, após conclusão da parada para manutenção em abril.

Levy nega descontrole da inflação e diz que BC está “vigilante”

quinta-feira, 11 de junho de 2015
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Da Agência Brasil 

962791-09062015_planalto_dsc_3840O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (11) que a inflação não está fora de controle e que o Banco Central está “vigilante” para que governo consiga baixar o índice até o centro da meta, de 4,5%, até 2016. A inflação oficial de maio, divulgada ontem (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,74% em relação a abril e o acumulado nos últimos 12 meses atingiu 8,47% – o maior desde dezembro de 2003.

“O Banco Central está vigilante e deverá continuar vigilante para que nós possamos trazer a inflação em 2016 para 4,5%”, disse o ministro ao deixar o gabinete da Vice-Presidência da República, no Palácio do Planalto.

Segundo Levy, o controle da inflação é um “trabalho conjunto” e necessário para garantir a estabilidade e a retomada do crescimento. “É muito importante a inflação também estar convergindo para criar confiança na sociedade para aquele plano de R$ 198 bilhões de concessões ir para frente, porque ele requer credibilidade e estabilidade na economia”, disse, referindo-se à segunda etapa do Programa de Investimento em Logística, lançado na última terça-feira (9) pelo governo.

Mais cedo, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff também comentou os números do IBGE e disse que a inflação está “atípica” e precisa ser derrubada pelo governo. “A inflação deste ano é uma inflação atípica, ela é fruto de várias correções”, disse, em entrevista antes de retornar ao Brasil após participar da 2º Cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia (UE).

“A inflação é um objetivo que temos de derrubar e derrubar logo. O Brasil não pode conviver com uma taxa alta de inflação. Não pode e não vai”, acrescentou a presidenta.

Governo prevê arrecadar até R$ 18 bilhões com tributação de grandes empresas

terça-feira, 9 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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alx__joaquim-levy-brasilia-20150429-0005_originalO governo pode arrecadar até 18 bilhões de reais com a alteração na tributação que trata de juros sobre capital próprio e lucros e dividendos, segundo estudo do Ministério da Fazenda. O material, produzido pela equipe do ministro Joaquim Levy, contempla três alternativas de mudança na tributação e foi enviado à Câmara dos Deputados após requerimento da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) sobre o assunto. Depois das medidas impopulares de ajuste fiscal, o Partido dos Trabalhadores (PT) pressiona a equipe econômica para o aumento da carga tributária do chamado “andar de cima”. Os recursos podem reforçar o caixa do governo em 2016.

No mês passado, o governo editou Medida Provisória (MP) elevando de 15% para 20% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras. O alvo agora são as empresas de grande porte. Apesar do atual processo de ajuste fiscal – obtido mais com alta de impostos do que com corte de gastos públicos – há uma avaliação no governo de que, assim como no caso dos bancos, a taxação de megaempresas é algo que deixa “todos felizes”.

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Propostas – De acordo com o documento produzido pela equipe de Levy, uma possível alteração de tributação seria a extinção da remuneração aos acionistas na forma de juros sobre capital próprio. Com o fim dessa opção para pagamento de lucro, o governo pode arrecadar 5,84 bilhões de reais por ano, aponta o documento. As empresas passariam, então, a contar apenas com a possibilidade de distribuição de dividendos e participação nos lucros para o cálculo da remuneração variável aos acionistas e executivos.

A segunda opção em estudo pelo Ministério da Fazenda – mais dura ainda – acaba com o benefício fiscal presente hoje nos juros sobre capital próprio e prevê o fim da possibilidade de dedução das despesas no cálculo do imposto a pagar. Essa questão fiscal é benéfica para a companhia porque ao contabilizar o pagamento dos juros como despesa da empresa, antes do lucro, ela reduz os pagamentos de tributos. Nessa hipótese, o acréscimo aos cofres públicos seria de 12,59 bilhões de reais.

Uma terceira via presente no estudo seria a revogação do artigo 10 da lei de 1995, que isenta a incidência do Imposto de Renda na fonte para remessas ao exterior. Nesse caso, a Fazenda informou à deputada que, considerando a revogação do artigo, a arrecadação com esse incremento seria de 5,45 bilhões de reais por ano já eliminando as empresas e atividades enquadradas no programa Simples Nacional. O ministério fez os cálculos com base nas empresas com lucro real e no presumido.

Caso o governo resolva elevar a tributação nas duas medidas e deixar a distribuição de lucros ainda mais onerosa, o incremento aos cofres públicos chega a 18 bilhões de reais por ano. Com o debate sempre aceso do escalonamento da tabela do Imposto de Renda, a avaliação de uma fonte do governo é a de que esse tipo de cobrança às empresas torna a carga tributária brasileira mais igualitária.

(Com Estadão Conteúdo)

Produção de veículos cai 25,3% em maio

segunda-feira, 8 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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carros-patio-montadora-sao_bernargo_sp1-marcelo_camargoA produção de veículos automotores caiu 25,3% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

No mês passado, foram produzidos 210.086 mil unidades, ante 281.355 mil de maio de 2014. Em relação a abril deste ano, quando a produção ficou em 217.552 mil unidades, houve queda de 3,4%. No acumulado do ano, a produção chegou a 1.092.323 mil, 19,1% a menos do que o produzido no mesmo período do ano passado (1.350.115 mil).

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a produção retornou ao patamar do ano de 2005. “Fechamos maio com estoque suficiente para 51 dias de vendas, o que explica as férias coletivas, lay-off, licenças remuneradas.”

Em maio estavam empregados 138.200 funcionários, 1% a menos do que em abril, quando havia 139.580. Na comparação com maio do ano passado, houve queda de 9,2%.

O licenciamento registrou queda de 27,5% com a venda de 212.696 mil unidades ante as 293.362 mil unidades de maio de 2014. Na comparação com abril, quando foram comercializadas 219.351 mil veículos, houve queda de 3%. De janeiro a maio de 2015, as vendas atingiram 1.106.425 mil, 20,9 % a menos do que no mesmo período de 2014.

“Os resultados foram muito aquém da nossa previsão. O volume de vendas representou um retorno aos resultados de maio de 2007. O que influenciou foi o crédito, com o saldo de financiamentos caindo 6,1% em relação a abril do não passado. Os novos financiamentos caíram 14,3%. O índice de confiança do consumidor afetou drasticamente as compras”, disse Moan.

As exportações chegaram a 149.280, com crescimento de 3% no acumulado do ano, ante o total de 144.869 contabilizado no mesmo período do ano passado. Na comparação com maio de 2014 as vendas ao exterior tiveram aumento de 16,5%. Na comparação com abril, o crescimento ficou em 41,7%.

Moan ressaltou que o setor automobilístico apoia o Programa de Proteção ao Emprego,  porque o considera uma forma de não perder o trabalhador qualificado. Segundo ele, atualmente há 25 mil funcionários afastados. “O programa é um verdadeiro seguro-desemprego porque tem diversas vantagens. Defendemos que o instrumento seja permanente porque permite a redução da jornada de trabalho com redução proporcional de salários. O governo paga o complemento de parte da redução e a empresa não é obrigada a pagar os encargos sobre a mão de obra”.

BNDES cobrou juros ‘de pai para filho’ em 70% dos empréstimos feitos no exterior

quarta-feira, 3 de junho de 2015

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Por Eduardo Gonçalves e Ana Clara Costa do Contas Abertas

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Porto de Mariel, em Cuba, teve aportes de mais de 600 milhões de dólares do BNDES(Bloomberg/Getty Images)

Porto de Mariel, em Cuba, teve aportes de mais de 600 milhões de dólares do BNDES(Bloomberg/Getty Images)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) cobrou taxas de juros menores do que as aplicadas em operações brasileiras para financiar obras de infraestrutura em países da América Latina e da África. Levantamento do site de VEJA feito com base nos dados divulgados nesta terça-feira mostra que 70% dos 11,9 bilhões de dólares emprestados entre 2007 e 2014 foram operações a juros abaixo de 5% ao ano. Isso equivale a 58% dos 516 contratos firmados no exterior neste intervalo.

No período em que os empréstimos internacionais foram concedidos, os juros praticados pelo BNDES para grande parte das operações no Brasil variaram de 5% a 6,5%, acrescidos de uma taxa que leva em conta o risco país. O custo dos financiamentos em território nacional tem como base a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que também é usada para corrigir a rentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma das principais fontes de financiamento do banco de fomento. Trimestralmente o governo revê o porcentual da TJLP. Caso ela seja elevada, como vem acontecendo desde outubro do ano passado, os juros atrelados à taxa também aumentam. Ou seja, a TJLP é variável mesmo para contratos já firmados.

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Diferentemente do Brasil, as condições oferecidas pelo BNDES a países como Argentina, Venezuela, Angola e Cuba não só incluem juros menores, como também fixos. Do total de 682 milhões de dólares que a instituição liberou para a construção do Porto de Mariel, na ilha dos irmãos Castro, 400 milhões de dólares foram cedidos a um custo entre 4,4% e 4,8% ao ano – abaixo da TJLP e do custo de captação do FAT. Ou seja, o BNDES pagou mais para obter recursos junto ao fundo dos trabalhadores do que recebeu dos clientes cubanos. No caso da Venezuela, a operação foi semelhante. O banco de fomento liberou 865 milhões de dólares para que Hugo Chávez construísse uma usina a um ganho 4,45% ao ano. Trata-se de uma opção de investimento que torna até mesmo a caderneta de poupança – uma das piores aplicações de renda fixa do mundo – atrativa.

Países – Apesar de o caso cubano ser o mais emblemático, porque carrega a herança ideológica dos governos petistas, a ilha está longe de ser o maior destino dos recursos do banco. Enquanto Cuba recebeu 846 milhões de dólares, Angola foi o país campeão em concessão de crédito, abocanhando 3,38 bilhões de dólares em financiamentos para obras de infraestrutura e saneamento básico. Somente a construtora Odebrecht foi responsável por obras no país africano cujo financiamento alcançou 2,53 bilhões de dólares. Entre as principais empreitadas está a construção da hidrelétrica de Cambambe, que custou 464,4 milhões de dólares aos cofres do banco de fomento. Reportagem de VEJA revelou, em fevereiro deste ano, que a obra tinha entre seus prestadores de serviço a empresa Exergia Brasil, de Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Lula.

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O segundo país que mais recebeu recursos do banco foi a Venezuela, com 2,25 bilhões de dólares em apenas quatro contratos executados pela Andrade Gutierrez e também pela Odebrecht. Na República Dominicana, terceiro maior beneficiário das torneiras abertas do banco, foram 2,20 bilhões de dólares em empreendimentos de infraestrutura executados majoritariamente pela Odebrecht – a empreiteira abocanhou 15 dos 19 contratos no país. Metade das operações de financiamento do BNDES na República Dominicana tiveram juros abaixo de 5% ao ano.

A Argentina é o caso mais curioso. Apesar de não ser o principal destino de recursos, o país fechou 414 contratos com o BNDES, o equivalente a 76% de todas as operações do banco com países estrangeiros. A soma dos empréstimos, contudo, é de ‘apenas’ 1,9 bilhão de dólares. A Odebrecht, novamente, é a maior executora: foi responsável por 348 contratos no país, no valor de 1,6 bilhão de dólares. O grande volume de operações contrasta com os baixos valores descritos em cada uma delas: o menor contrato, de apenas 4.500 dólares, prevê obras de engenharia na planta de tratamento e no sistema de distribuição de água da cidade argentina de Paraná de las Palmas.

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Construtoras – A Odebrecht é, de longe, a empreiteira que mais recebeu recursos do banco para empreender fora do Brasil: foram contratos de 7,4 bilhões de dólares, ou 62% do total. Em seguida, vem a Andrade Gutierrez, com 2,62 bilhões de dólares. Já a Queiroz Galvão abocanhou 388 milhões de dólares em contratos, enquanto a Camargo Correa ficou com a fatia de 194 milhões de dólares.

Por meio de sua assessoria, o BNDES informou que não é possível comparar as operações de crédito feitas em moeda nacional e estrangeira porque, ao emprestar a outros países, o banco precisa aplicar taxas competitivas e seguir patamares internacionais de juros. Em suma, o banco reconhece que a competição externa torna até mesmo os juros subsidiados pelo Tesouro um mau negócio para países em desenvolvimento. O BNDES não soube responder, no entanto, porque optar pelo financiar a um custo mais barato fora do Brasil em vez de bancar mais obras em território nacional, que carece de infraestrutura.

O próprio presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem reconhecido que, depois da falsa bonança ocorrida nos últimos anos, em que o banco recebeu fartos aportes do Tesouro (mais de 400 bilhões de reais entre 2008 e 2014), as torneiras secaram. Diante da nova realidade de ajuste fiscal, o setor de infraestrutura deve ser penalizado e receberá menos crédito. A torneira secou aqui – e lá fora também.

Taxa de desemprego no Brasil cresce e atinge 8%

quarta-feira, 3 de junho de 2015

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Do Contas Abertas
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1192620ec57be1dc859bdd4e35b89a0c85abcc2d-originalA taxa de desemprego no Brasil atingiu 8% no trimestre encerrado em abril, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Trata-se do maior nível registrado para o período na série histórica iniciada em 2012. Em relação ao trimestre imediatamente anterior terminado em janeiro, quando bateu a marca de 6,8%, houve um aumento de 1,2 ponto porcentual. Segundo o instituto, 1,3 milhões de pessoas entraram na fila do desemprego entre os dois intervalos verificados.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, registrou-se uma alta de 0,9 ponto porcentual. No comparativo com todos os trimestres, este foi o maior porcentual verificado desde janeiro a março de 2013, quando a taxa alcançou o mesmo valor, de 8%.

Segundo o IBGE, o número total de desempregados no período somou 8 milhões de pessoas, 985.000 a mais do que o contabilizado no mesmo intervalo de 2014.

Já a taxa de ocupação caiu no trimestre encerrado em abril em comparação com o trimestre terminado em janeiro, de 56,7% para 56,3%. Isso siginifica um contingente de 511.000 trabalhadores a menos.

Especialistas avaliam que o mercado de trabalho está absorvendo os efeitos da desaceleração da economia brasileira, que encolheu 0,2% no primeiro trimestre de 2015. “Não dá para dizer que o que se vê é apenas dispensa de temporários, tem mais pessoas procurando trabalho do que em períodos anteriores. Isso é reflexo do que aconteceu no PIB. Se você não produz, não gera trabalho e não há vagas. Muitas pessoas estavam estudando e se qualificando até o ano passado. Mas com o poder de compra em queda, mais jovens e mais idosos estão voltando ao mercado de trabalho para compor renda familiar”, afirmou o coordenador do IBGE Cimar Azeredo.

Os analistas ainda projetam que a taxa de desocupação vai manter a trajetória de alta em 2015 e só tende a perder força no próximo ano. “Este ano o desemprego vai aumentar, o que de certa forma é uma maneira de segurar inflação. O custo social é alto, ruim, mas faz parte do ciclo econômico. Até a economia começar a mostrar sinal de melhora, o que deve ocorrer no ano que vem, o ciclo é de alta”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo e pesquisador da Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace/USP), Luciano Nakabashi.

Apesar do aumento de pessoas à procura de emprego, o instituto considerou que o rendimento médio do trabalhador permaneceu estável, em 1.855 reais, para os meses de fevereiro, março e abril. No mesmo período do ano passado, a renda média era de 1.862 reais.

Dentre as atividades pesquisadas, o setor de construção foi o que mais perdeu trabalhadores no trimestre até abril ante os três meses anteriores – 288.000 pessoas a menos. Em seguida, aparece o segmento de comércio, com a perda de 176.000 postos de trabalho, na mesma base de comparação.

Metodologia – Os resultados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O levantamento foi feito a partir do monitoramento de 70.000 domicílios em todas as regiões do país.

A PNAD investiga a situação do mercado de trabalho por meio de recortes trimestrais móveis. Por isso, o instituto faz as comparações entre os trimestres anteriores ou igual período do ano passado.

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Investigadas na Lava Jato receberam 99% do crédito para exportação do BNDES

quarta-feira, 3 de junho de 2015

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Do Congresso em Foco
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ÍndiceCinco empresas investigadas pela Operação Lava Jato por suspeita de desvios na Petrobras, concentraram 99,4% dos contratos de exportação de serviços de engenharia do BNDES entre 2007 e 2015. Os financiamentos para obras fora do país financiados pelo banco somam US$ 11,9 bilhões. Entre os investimentos, estão financiamentos a obras e serviços em Cuba e Angola. Os dados são do jornal O Globo desta quarta-feira (03).

As cinco empreiteiras que concentram o crédito à exportação são Odebrecht , incluindo sua subsidiária em Cuba, a Companhia de Obras e Infraestrutura; a Andrade Gutierrez; a Queiroz Galvão; a OAS e a Camargo Corrêa. Somente a Odebrecht recebeu 70% de todo o financiamento do BNDES para obras fora do país: US$ 8,2 bilhões. A Andrade Gutierrez recebeu US$ 2,6 bilhões; a Queiroz Galvão, US$ 388 milhões; a OAS, US$ 354,2 milhões e Camargo Corrêa, US$ 258,8 milhões.

Os dados sobre obras financiadas pelo BNDES fora do país foram divulgados apenas nesta terça-feira (02). “O anúncio sobre a divulgação dos dados foi feito pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Eles informaram que a instituição colocou no site ontem dados sobre 1.753 contratos, no valor de R$ 320 bilhões, em operações domésticas referentes a contratos a partir de 2012”, informa o Globo.

 

Confira a reportagem na íntegra

Inflação medida pelo IPC-S registra alta de 8,63% em 12 meses

segunda-feira, 1 de junho de 2015
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Da Agência Brasil
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agenciabrasil030912_ebc2052O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de maio com taxa de 0,72%, o que representa um avanço de 0,04 ponto percentual em relação ao resultado da terceira prévia do mês (0,68%). No acumulado, desde janeiro, o índice apresenta alta de 5,55% e, nos últimos 12 meses, 8,63%.

O levantamento é do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) com base nas variações de preços em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília.

O ritmo de alta dos preços de maio superou à da terceira prévia em três dos oito grupos pesquisados com destaque para despesas diversas, que subiram de 0,66% para 2,67%. O aumento foi influenciado, principalmente, pelo reajuste do valor dos jogos de loteria, que teve alta de 20,62%.

Em habitação, a taxa aumentou de 0,74% para 0,81% ainda sob o efeito da tarifa de energia elétrica, que subiu de 1,93% para 2,07%. No grupo alimentação, houve elevação de 0,82% sobre uma alta de 0,76%. Entre os itens alimentícios que ficaram mais caros estão as hortaliças e legumes (de 7,87% para 9,58%).

Já em comunicação ocorreu queda de 0,07%, ante 0,05%. A queda decorreu, em parte, da variação do preço da mensalidade para os serviços de internet. Essa mensalidade elevou-se em 0,27%, na pesquisa anterior, e, nesta, ficou praticamente estável com taxa de 0,01%.

Nos demais grupos, os reajustes perderam força. Em saúde e cuidados pessoais, a taxa passou de 1,51% para 1,21%, influenciado pela baixa nos medicamentos em geral (de 3,27% para 1,92%). No grupo transportes, houve alta de 0,09% sobre um aumento de 0,12% com destaque para a queda na tarifa de ônibus urbano (de -0,04% para -0,27%).

Em vestuário, o índice apontou elevação de 0,86%, taxa inferior à última apuração (1%). As roupas femininas foram as que mais influenciaram este resultado, ao passar de alta de 1,29% para 0,93%. No grupo educação, leitura e recreação, o índice teve variação de 0,4%, ligeiramente abaixo da alta passada (0,42%). Neste caso, foi verificada elevação mais branda nos ingressos para as salas de espetáculo (de 3,05% para 2,23%).

Os cinco itens de maior influência inflacionária foram: tarifa de energia elétrica (2,07%); jogo lotérico (20,62%); tomate (17,47%); cebola 32,26%; refeições fora de casa (0,72%. Em sentido oposto, os itens que mais reduziram a pressão inflacionária foram: tangerina (-28,82%); mamão papaya (-13,94%); alface (-7,14%); tarifa de telefone residencial (-0,87%) e laranja-pera (-6,25%).

Juros chegam ao recorde de 56,1% ao ano em abril, informa o BC

quarta-feira, 27 de maio de 2015

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ÍndiceA taxa média de juros do crédito para as famílias subiu em abril, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (27). De março para o mês passado, a alta chegou a 1,7 ponto percentual, com a taxa de 56,1% ao ano, a mais alta da série histórica do BC, iniciada em março de 2011.

A inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, teve leve alta de 0,1% e ficou em 5,3% para as pessoas físicas.

A taxa de juros mais alta na pesquisa do BC é a do rotativo do cartão de crédito, que subiu 1,7 ponto percentual para 347,5% ao ano. A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados subiu 3,1 pontos percentuais para 114,6% ao ano.

A taxa do cheque especial chegou a 226% ao ano, em abril, com alta de 5,6 pontos percentuais. Já a taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) chegou a 26,9% ao ano.

A taxa média do crédito para as empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 26,6% ao ano. A inadimplência das empresas subiu 0,2 ponto percentual, para 3,9%.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros do crédito para as empresas subiu 0,6 ponto percentual para 9% ao ano. No caso das famílias, houve redução de 0,1 ponto percentual, com taxa em 8,4% ao ano.

A inadimplência do crédito direcionado subiu 0,1% tanto para empresas (0,7%) quanto para pessoas físicas (1,9%).

O saldo das operações de crédito no país chegou a R$ 3,061 trilhões, em abril, com crescimento de 0,1% no mês e 10,5% em 12 meses. No ano, a expansão ficou em 1,4%.

 

Da Agência Brasil

Desemprego cresce e chega a 12,4% na região metropolitana de São Paulo

quarta-feira, 27 de maio de 2015
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Da Agência Brasil
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carteira_de_trabalho2A taxa de desemprego cresceu pelo terceiro mês consecutivo na região metropolitana de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em abril, o percentual de desempregados atingiu 12,4%, aumento de um ponto percentual em relação a março.

O contingente de desempregados foi estimado, em abril, em 1,3 milhão de pessoas, equivalente a 121mil a mais do que no mês anterior. De acordo com o economista Alexandre Loloian, coordenador da análise, o aumento do desemprego em abril foi inesperado. “Em toda a série histórica, quase não se vê um salto como esse [de março para abril]”, disse.

O economista explica que a principal razão para a elevação do desemprego no mês passado foi o aumento da População Economicamente Ativa (PEA), “mais gente foi para o mercado de trabalho”, esclarece. Segundo ele, desde janeiro a quantidade de pessoas que busca emprego vem crescendo e, apenas em abril, houve inserção de 96 mil pessoas. “Eles pressionam o mercado de trabalho e não encontram ocupação, que também teve pequena redução”, explicou.

O nível de ocupação teve queda de 0,3%, com um contingente de ocupados equivalente a 9,6 milhões. O resultado vem principalmente da redução na indústria de transformação, que eliminou 52 mil postos de trabalho.

O setor de serviços, importante na região metropolitana de São Paulo, pois emprega 57% das pessoas, eliminou 24 mil postos. “A redução é devido, principalmente, ao serviço às pessoas como hotelaria, restaurantes, lazer. Isso pode ser resultado da compressão do rendimento médio, pois as pessoas estão viajando menos, comendo menos fora”, disse Loloian.

A pesquisa do rendimento médio real dos ocupados e assalariados, cujo último resultado é de março deste ano, mostra uma queda de 8,7% na comparação com março de 2014. Os salários médios em março foram R$ 1.893, enquanto em março de 2014 eram de R$ 2.074.

Segundo o economista, esse foi o dado mais preocupante do estudo, pois indica que, caso o ritmo de queda nos rendimentos continue, a economia brasileira terá dificuldade de manter seu nível de atividade e emprego. “Grande parte dessa redução é reflexo da inflação, porque esses valores estão deflacionados pelo custo de vida. Com a estagnação, o não crescimento dos rendimentos nominais, as empresas ficam mais à vontade para reduzir os salários”, disse.

Levy nega saída do governo

segunda-feira, 25 de maio de 2015

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Do Contas Abertas
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alx__joaquim-levy-brasilia-20150429-0003_originalO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, negou, nesta segunda-feira, haver qualquer divergência entre ele e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Levy foi questionado sobre sua ausência durante o anúncio do contingenciamento, na última sexta-feira – medida na qual ele vem trabalhando desde que chegou ao governo. “Não houve divergência. Eu estava gripado”, disse Levy para, em seguida, tossir e com isso arrancar risos dos presentes. Ele garantiu ainda que em nenhum momento pensou em deixar o governo e a cadeira de ministro da Fazenda. O ministrou deu uma entrevista coletiva em Brasília na manhã desta segunda.

“Houve certo alvoroço nessa história. Nosso desafio é claro. A presidente fez a parte de reajuste de preços relativos, algo fundamental para a economia funcionar. Agora, estamos em conclusão dessa agenda legislativa para poder alcançar a etapa de crescimento. O setor privado quer concluída essa agenda”, ponderou. “O setor privado não precisa de privilégio, ele se mexe, luta e é ganhador”, afirmou.

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Levy falou no Palácio do Planalto, ao lado do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Os dois ministros participaram nesta manhã de uma reunião da coordenação política da presidente Dilma Rousseff, também no Planalto, na qual foi discutida a estratégia para as votações do ajuste fiscal no Senado nesta semana.

Ao fim da coletiva, Mercadante fez uma piada sobre a ausência do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na reunião de coordenação política. “Nelson Barbosa não veio hoje, mas não pegou a gripe do Levy”.

(Com Estadão Conteúdo)