Economia

Ministro do STF vota a favor da revisão da aposentadoria

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

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André Richter – Repórter da Agência Brasil
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932370-desaposentação_stf_abr0587O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou hoje (9) a favor da possibilidade de o aposentado pedir a revisão do benefício por ter voltado a trabalhar e a contribuir para a Previdência Social. A mudança é conhecida como desaposentação. O ministro é o relator dos processos que tratam do assunto no STF. Após o voto do relator, o julgamento foi suspenso devido à ausência de três ministros, e deverá ser retomado na semana que vem.

Segundo o ministro, o aposentado tem o direito de ter o benefício revisado, porque voltou a contribuir para a Previdência como um trabalhador que não se aposentou. “A desaposentação é possível porque ela não está vedada em lei. Penso a que lei não tratou dessa matéria e, paralelamente a isso, considero inaceitável, do ponto de vista constitucional, impor-se uma contribuição previdenciária sem que o contribuinte tenha qualquer tipo de benefício em troca dessa contribuição.”, disse.

A Aposentadoria é calculada de acordo com a média da contribuição. O valor é multiplicado pelo fator previdenciário, cálculo que leva em conta o tempo e valor da contribuição, idade e expectativa de vida. Conforme voto do relator, o pedido de revisão deverá levar em conta o tempo e o valor de contribuição de todo o período de contribuição, englobando a fase anterior e posterior da primeira aposentadoria.

Em contrapartida, a idade do contribuinte e sua expectativa de vida serão contadas de acordo com o primeiro benefício, a menos que o aposentado decida devolver o valor que já recebeu. Caso seja julgada legal pelos demais ministros, regras da desaposentação devem começar a valer em 180 dias, prazo para que o Congresso aprove uma lei para disciplinar a questão.

Durante o julgamento, o advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, defendeu a ilegalidade da desaposentação. Segundo Adams, a Previdência é baseada no modelo de solidariedade, no qual todos contribuem para sustentar o sistema, não cabendo regras particulares para o aposentado que pretende revisar o benefício.

Os ministros julgam recurso de um aposentado que pediu ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a interrupção do pagamento da atual aposentadoria por tempo de serviço e a concessão de um novo benefício por tempo de contribuição, com base nos pagamentos que voltou a fazer, quando retornou ao trabalho.

Mantega considera pessimista previsão do FMI para crescimento da economia

quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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932129-mantega_0186O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou pessimista a previsão de crescimento de 0,3% para a economia brasileira neste ano, divulgada hoje (7) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, a recuperação da atividade econômica no segundo semestre levará o país a encerrar 2014 com crescimento maior.

Para o ministro, as estimativas do FMI foram influenciadas pelo baixo crescimento da economia mundial, marcada pela lenta na recuperação nos Estados Unidos e pela manutenção do baixo crescimento na Europa. Ele acredita ainda que o fraco desempenho da economia no primeiro semestre interferiu na projeção.

“A projeção parece pessimista por parte do fundo. Tivemos um primeiro semestre mais fraco, porém estamos observando recuperação da economia brasileira no segundo semestre. A partir de julho, temos uma aceleração moderada do crescimento”, declarou Mantega.

Oficialmente, o governo brasileiro prevê que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) crescerá 0,9% em 2014. Segundo Mantega, a projeção está mantida até o fim de novembro, quando o Ministério do Planejamento divulgará a nova versão do Relatório de Receitas e Despesas Primárias, documento com estimativas sobre o Orçamento federal.

O ministro mostrou diversos indicadores que mostram a recuperação da produção e do consumo no segundo semestre. Segundo ele, as vendas de veículos saltaram 13,7% em setembro, e as vendas nos supermercados aumentaram 2,53% acima da inflação em agosto.

De acordo com Mantega, outro fator que contribuiu para o baixo crescimento no primeiro semestre foi o aumento de juros pelo Banco Central para segurar a inflação. Segundo Mantega, a estabilização dos índices de preços permitiu que a autoridade monetária anunciasse medidas que aumentarão o volume de crédito, como redução do compulsório e melhorias na regulação.

“Temos vários indicadores de que está havendo retorno do crédito com a redução do compulsório e o aumento [do prazo] do crédito consignado. O crédito está retornando rapidamente, o que levará a crescimento moderado da economia até o fim do ano”, disse.

Destacando a estagnação da economia global, o ministro atribuiu ao cenário econômico internacional peso maior nas previsões do FMI do que fatores internos. “Das economias avançadas, apenas os Estados Unidos e o Reino Unido estão crescendo. O Japão parou de crescer, a Alemanha está com dificuldades. Tem gente querendo atribuir esses fenômenos a problemas brasileiros, mas são problemas mundiais”, argumentou.

Segundo o ministro, o governo entregará a economia no fim do ano em situação sólida, com baixa dívida externa, altas reservas internacionais e desemprego em níveis mínimos. “Ao contrário de outros países, temos parâmetros econômicos saudáveis. O nível de emprego está alto, o mercado consumidor intacto, e a massa salarial crescendo. É um privilégio do Brasil enquanto muitos países enfrentam desemprego e queda dos salários”, rebateu.

Com Dilma, Petrobras perdeu R$ 162 bi – saiba o que dá para comprar com esse valor

terça-feira, 7 de outubro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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Desvalorização das ações chega a 43% desde início do governo da presidente
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universidade-petrobras-predio-rio-de-janeiro-20121127-0068-size-598A Petrobras deixou de ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado na última segunda-feira, depois que as ações da empresa caíram 11% na Bolsa de Valores. Com isso a Ambev, avaliada em 253 bilhões de reais, voltou a ser a maior companhia — posto que ocupava até março deste ano. Até o dia 30 de setembro, as ações da estatal acumulam, apenas no governo Dilma, queda de 162,2 bilhões de reais em valor de mercado, ou 43%. É como se a Petrobras tivesse perdido mais que “um Bradesco” em menos de quatro anos, ou seis vezes a empresa TIM, por exemplo, de acordo com dados da consultoria Economatica.

A estatal tem vivido um ano de altos e baixos na Bolsa. Investidores passaram a apostar nos papéis da empresa em março, quando as primeiras pesquisas de intenção de voto mostravam a presidente Dilma Rousseff com um baixo nível de aprovação e um alto nível de rejeição entre os eleitores. Se contabilizadas as perdas apenas até março deste ano, somam 73%. Isso significa que o brasileiro que investiu 1.000 reais em papéis da empresa em 2008, tinha em março apenas 270 reais.

Com a aproximação das eleições, tanto as ações da empresa quanto a de todas as estatais se valorizaram, com investidores apostando numa mudança de governo. Alvo de corrupção e ingerência, a Petrobras atingiu no governo Dilma o título de empresa de petróleo mais endividada do mundo, com uma dívida de 300 bilhões de reais — maior, inclusive, que seu valor de mercado.

Saiba o que é possível comprar com os bilhões que a estatal perdeu em valor mercado durante o governo Dilma.

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Mercado vê em Dilma ameaça maior do que no início da campanha
O futuro incerto da Petrobras após doze anos de PT

 

O que dá para comprar com R$ 162 bilhões

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Seis empresas Pão de Açúcar

No fechamento de quarta-feira, o Pão de Açúcar valia 27,77 bilhões de reais. Com o montante perdido em valor de mercado pela Petrobras nos últimos quatro anos daria para comprar quase seis redes do mesmo porte.

Entre denúncias de corrupção, Petrobras diminui investimentos

terça-feira, 7 de outubro de 2014

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Dyelle Menezes- Contas Abertas
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CPI - Petrobras - 2014 - CPIPETROA maior estatal brasileira, que ganhou as manchetes com denúncias de corrupção, reduziu o nível de investimentos em 2014. Nos oito primeiros meses deste ano, R$ 52,1 bilhões foram aplicados pela Petrobras, valor R$ 10 bilhões inferior ao destinado às obras e compra de equipamentos no mesmo período do ano passado. Em valores constantes, R$ 62,1 bilhões haviam sido investidos pela empresa em 2013.

O levantamento do Contas Abertas foi realizado com base na portaria nº 21, de 29 de setembro de 2014, publicada no Diário Oficial da União. Os valores foram atualizados pelo IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas. Os dados são do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento.

Ao todo, desde o começo do ano, a Petrobras já previa investimentos menores. Para 2014, R$ 84,5 bilhões foram orçados para obras e compra de equipamentos, contra os R$ 94,9 bilhões do ano passado. A execução, no entanto, também caiu de 65,4% para 61,7% nos oito primeiros meses do ano.

De acordo com a Petrobras, a realização dos investimentos em 2014 vem refletindo adequadamente o grau de maturidade dos projetos e o andamento das obras dentro do previsto no Plano de Negócios e Gestão 2014-2018.

“É fato que o ano de 2013 se caracterizou pela finalização de obras de grande vulto, como plataformas de produção de petróleo e obras de tratamento e qualidade de derivados nas refinarias, além de importante avanço físico da Refinaria Abreu e Lima, ora em fase de conclusão, o que justifica o menor dispêndio em 2014”.

Para o economista da Universidade de Brasília, José-Matias Pereira, apesar de ser prematuro apontar a diminuição de investimentos relacionada à crise, está claro que isso prejudica o desempenho da empresa em vários níveis.

“É muito complexo que uma gestão de empresa do tamanho da Petrobras esteja sob suspeição. O que fica em evidência é que a estatal está submetida à interesses escusos e que existe uma quadrilha operando dentro da empresa, o que prejudica desde a imagem da empresa até a capacidade de investir”, explica.

Pereira destacou que o endividamento da empresa também pode ter diminuído a capacidade de efetivar o programa de investimentos. “O nível de endividamento da Petrobras é assustador. A atual gestão conseguiu tirar a empresa do nível de melhores para as mais endividadas do mundo”, afirma. Para o economista, isso é extremamente grave, pois a empresa é patrimônio do país e está no mercado, ou seja, é acompanhada diariamente por analistas de todo o mundo.

“A situação é constrangedora. O nível de credibilidade é muito baixo e o mercado não tem convicção ou certeza para apostar as fichas na Petrobras”, ressalta.

Segundo o economista José Roberto Afonso, no estudo “Tributação versus Subsídios: o Caso Petrobras”, os atos e as estatísticas sinalizam que a Petrobras perdeu autonomia operacional e se transformou em instrumento de governo, mas o problema maior é ser convocada para objetivos contraditórios. “Se para o curto prazo, precisa contribuir ao controle da inflação com reajuste de preços de derivados inferiores ao exigido por seus custos, no longo prazo precisa investir cada vez mais para explorar as riquezas do Pré-sal”, explica.

O resultado inevitável, de acordo com o economista, é o já conhecido endividamento crescente da empresa, mas também a deterioração das necessidades de financiamento, com déficit primário e nominal, bem assim o recolhimento de tributos decrescente em proporção do PIB.

Desde março, quando foi deflagrada a Operação Lava-Jato, vieram à tona as relações entre o doleiro Alberto Youssef e o ex- diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Os dois foram presos na investigação sobre o esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões. A suspeita é de que a organização criminosa tenha atuado no seio da estatal. Os fatos levaram à criação de duas Comissões Parlamentares de Investigação no Congresso Nacional.

As investigações envolvem a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobras, que teria causado à estatal perdas superiores a US$ 1 bilhão, suposto superfaturamento envolvendo refinarias da estatal, irregularidades em plataformas. Além disso, as comissões investigam suspeita de que a empresa holandesa SBM Offshore pagou propina a funcionários da estatal e construção do Porto de Suape, em Pernambuco.

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FMI reduz previsão do PIB brasileiro de 2014 para 0,3%

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tornou a reduzir a estimativa de crescimento do Brasil para 2014 e 2015. O órgão reduziu a previsão de crescimento deste ano de 1,3% para 0,3%, e a do ano que vem de 2% para 1,4%.

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timtOs dados fazem parte do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado pelo FMI a cada três meses. Na análise do órgão, a redução da previsão brasileira para 2014 foi a maior entre as maiores economias do mundo. Segundo o relatório, o Brasil deve crescer abaixo da média de 1,8% prevista para os países desenvolvidos, e bem menos que a média de 4,4% estimada para os países emergentes.

O PIB brasileiro de 2014 só será maior que o da Rússia, que por conta dos conflitos com a Ucrânia tem uma previsão de crescimento de apenas 0,2%. O economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, citou como principais fatores da redução da previsão a desaceleração do investimento e a diminuição do consumo das famílias.

“Competividade fraca, baixa confiança empresarial e condições financeiras mais apertadas afetaram o investimento, enquanto a moderação em curso do emprego e do crescimento do crédito têm pesado sobre o consumo”, diz o relatório.

O texto prevê ainda uma retomada moderada na atividade em 2015, “uma vez dissipada a incerteza política em torno da eleição presidencial deste ano”. Contudo, o órgão afirma que a inflação permanecerá do teto da meta de 6,5%.

Produção de veículos supera 300 mil unidades em setembro, diz Anfavea

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

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Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
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carros_novosPela primeira vez no ano, a produção nacional de carros, caminhões e ônibus superou 300 mil unidades no mês. Segundo balanço divulgado hoje (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, em setembro, a produção de veículos atingiu 300,8 mil unidades, o que significa alta de 13,7% em comparação a agosto e recuo de 6,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Nos nove meses do ano, a produção atingiu 2,38 milhões de unidades, o que representou queda de 16,8% em comparação ao mesmo período de 2013, quando foram produzidos 2,87 milhões de unidades. Quanto ao licenciamento, houve alta de 8,7% em relação a agosto e queda de 4,4% em comparação ao mesmo mês do ano passado, com 296,3 mil unidades.

Para o presidente da associação, Luiz Moan, os resultados demonstram tendência de melhoria no segundo semestre deste ano em relação ao primeiro. “Ainda precisamos esperar o próximo mês, mas o vetor agora aponta para crescimento, tanto é que setembro foi melhor que agosto em produção e licenciamento. As medidas de estímulo ao crédito começaram a surtir efeito ao longo do mês e esperamos que se intensifiquem ainda mais no último trimestre do ano”, disse.

Em setembro, as exportações caíram 15,6% em relação a agosto e 41,2% ante setembro de 2013, com 26,7 mil unidades exportadas.

Desconto da conta de luz estará anulado até 2015, conclui TCU

quinta-feira, 2 de outubro de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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energia_eletricaO desconto médio de 20% nas tarifas de energia, que entrou em vigor no ano passado, estará anulado até 2015 por causa da redução o volume de chuvas, do uso de usinas térmicas e da disparada do preço da eletricidade no mercado de curto prazo. A conclusão é do Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou as despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia as tarifas do setor.

De acordo com auditoria do TCU, falhas de regulação e a falta de planejamento comprometeram a redução das tarifas de luz.

O tribunal determinou que o Ministério de Minas e Energia apresente justificativa sobre o cancelamento do leilão de energia de um ano em novembro de 2012 e recomendou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que atue no sentido de amenizar a exposição involuntária das distribuidoras ao mercado de curto prazo.

Para o TCU, a renovação antecipada das concessões, em 2012, trouxe desequilíbrio nas contas do setor elétrico, processo agravado por chuvas abaixo do normal nos últimos anos. O levantamento ressaltou que a adesão parcial das distribuidoras à renovação das concessões levou o governo a aumentar as transferências do Tesouro Nacional à CDE para manter o desconto médio pretendido de 20% nas tarifas. Além disso, o governo adiou para 2015 os aumentos na conta de luz que deveriam ter sido repassados em 2013.

O relatório revelou ainda que, pressionadas pelos custos maiores das usinas térmicas e pelos altos preços da energia no mercado de curto prazo, as empresas de energia precisaram de duas linhas de crédito, uma de R$ 11,2 bilhões e outra de R$ 6,6 bilhões. O TCU destacou que os juros e encargos dos empréstimos para amparo momentâneo às distribuidoras só serão repassados para o consumidor no próximo ano.

Um fator agravante, ressaltou o tribunal, foi o cancelamento do leilão de energia de um ano pelo Ministério de Minas e Energia antes da renovação das concessões. Segundo a auditoria, a não realização do leilão no fim de 2012 fez com que muitas distribuidoras ficassem sem energia contratada à disposição, precisando se expor no mercado de curto prazo, mais influenciado por fatores climáticos, como falta de chuva.

O ministro José Jorge, relator do processo, considerou que a exposição ao mercado de curto prazo feriu um dos pilares do modelo do setor elétrico, a contratação integral de todos os agentes envolvidos. “O cancelamento do leilão, que garantiria às distribuidoras que sua demanda fosse atendida a preço conhecido, deixou-as dependentes dos preços de curto prazo”, destacou.

Para o TCU, o desequilíbrio financeiro pode ser comprovado pelo fato de que, enquanto as distribuidoras passam por dificuldades de fluxo de caixa, as geradoras que não renovaram as concessões tiveram ganhos superiores a 700% no mercado de curto prazo. Outra disparidade foi identificada na composição das tarifas. Atualmente, paga-se nas contas mais Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, do que pelo próprio fornecimento de energia.

Segundo a área técnica do TCU, as despesas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) chegarão a R$ 61 bilhões entre 2012 e o fim deste ano. Desse total, R$ 25 bilhões foram gastos em 2013 e R$ 36 bilhões serão gastos este ano. Um dos três principais encargos setoriais embutidos nas tarifas, a CDE destina-se a promover o desenvolvimento energético dos estados e a universalização do fornecimento de energia e subsidia a tarifa dos consumidores de baixa renda. Antes do novo modelo, a CDE não precisava ser abastecida com repasses do Tesouro Nacional.

Mais cedo, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, defendeu as alterações do setor elétrico e negou que os consumidores tivessem sido prejudicados. Segundo ele, sem a renovação antecipada das concessões, o custo da energia elétrica para o consumidor poderia ter dobrado com a escassez de chuvas.

Mantega anuncia aumento da gasolina ainda neste ano

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Banco Central reduz a previsão do PIB de 2014 para 0,7%

terça-feira, 30 de setembro de 2014

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timthuO Banco Central reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 de 1,6% para 0,7%. A previsão negativa foi divulgada nesta segunda-feira, 29, no Relatório Trimestral de Inflação do órgão.

Para 2015, a previsão do BC é que o país cresça 1,2% até junho. Segundo o órgão, a inflação deve recuar no primeiro ano do próximo governo, ficando em 5,8%, percentual ainda acima da meta de 4,5%.

É a segunda vez este ano que o BC reduz a previsão para o PIB. Na semana, o Ministério do Planejamento reduziu a expectativa de crescimento do PIB deste ano de 1,8% para 0,9%.

Apesar disso, as previsões do BC e do governo estão bem acima da expectativa do mercado. Bancos e empresas de consultoria reduziram pela 18ª vez consecutiva a expectativa de crescimento deste ano de 0,3% para 0,29%. Já a estimativa de crescimento para 2015 foi mantida em 1,01%. Analistas do mercado acreditam que a inflação deve ficar em 6,3% no ano que vem.

Ainda segundo o relatório do BC, o investimento no Brasil deve encolher bastante em comparação com a expectativa divulgada no relatório anterior. Em junho deste ano, o BC previa um corte de 2,4% no investimento, percentual que subiu para 6,5% no relatório deste mês. O consumo das famílias, que nos últimos anos vem sendo o motor da economia, também deve desacelerar, caindo de 2%, na previsão anterior, para 1,6%.

Déficit primário atinge R$ 10,4 bilhões em agosto de 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014
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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil
 
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dinheiroO Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou em agosto último deficit primário de R$ 10,4 bilhões, o pior resultado desde 1997, segundo relatório divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira.

O déficit, de acordo com o conceito de contas públicas, corresponde ao impacto das despesas do mês. Estas superaram as receitas, o que tornou impossível para a equipe econômica realizar economia para abater juros da dívida pública no período.

No mesmo mês de 2013, o deficit foi bem menor: R$ 2,2 bilhões. No acumulado do ano, até o período, o resultado é inferior em R$ 33,7 bilhões ao resultado apurado no mesmo período do ano passado.

A meta fiscal do Governo Central estabelecida pela equipe econômica para o segundo quadrimestre é R$ 39 bilhões, mas o realizado, informou o Tesouro Nacional, ficou longe: R$ 3,1 bilhões, ou 7,8% da expectativa.

A receita total ficou negativa em R$ 1,3 bilhão devido, entre outras razões, a fatores sazonais na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e à

cota-parte, esta parcialmente compensada pela arrecadação, em agosto, de R$ 7,1 bilhões que entraram nos cofres do governo com o parcelamento de impostos atrasados (Refis) .

O governo transferiu a estados e municípios R$ 2,1 bilhões relativas a obrigações constitucionais e mais R$ 2,2 bilhões em transferências referentes à exploração de petróleo e gás natural. Houve ainda despesa total de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,9 bilhão com pagamento de benefícios previdenciários.

 

Governo vai sacar recursos do Fundo Soberano para cumprir superávit

terça-feira, 23 de setembro de 2014

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Ciente de que não conseguirá cumprir a meta de superávit primário, o governo federal vai lançar mão de um expediente já conhecido (e criticado) para conseguir engordar suas contas em 2014. O Tesouro vai sacar 3,5 bilhões de reais do Fundo Soberano do Brasil para ajudar a encorpar as economias para o pagamento dos juros da dívida. A informação consta do Relatório Trimestral de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta segunda-feira.

Em 2012, o governo fez manobra parecida. No último dia do ano, o Tesouro Nacional fez um resgate de 8,847 bilhões de reais do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) – caixa onde estão aplicados os recursos do Fundo Soberano. Uma portaria do Diário Oficial da União de 31 de dezembro autorizava o resgate de títulos públicos neste valor que estavam depositados no Fundo, que é uma espécie de poupança fiscal criada em 2008 para servir de respaldo em períodos de dificuldades econômicas.

O uso de recursos do Fundo Soberano foi considerado o pontapé inicial da degringolada da credibilidade fiscal do Brasil. A alternativa foi considerada oportunista e a prova de que o Planalto havia perdido o rigor técnico.

Contabilidade criativa – A triangulação financeira – com transferência de ações da Petrobras pertencentes ao FSB para o BNDES em troca de títulos públicos – foi interpretada pelos analistas com uma tentativa de criar uma peça de ficção, dando origem à expressão ‘contabilidade criativa’, que caracterizou desde então as manobras fiscais do governo. Lançando mão de medidas como essa, o governo passou a cumprir, apenas no papel, o superávit primário. Desta vez, contudo, não haverá desfaçatez ou triangulação. O próprio Ministério do Planejamento prevê o saque. Será, portanto, um desfalque transparente e descarado, deixando as reservas do Fundo próximas de zero.

Fonte: Contas Abertas

Mantega defende uso do Fundo Soberano para cobrir despesas

terça-feira, 23 de setembro de 2014
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Daniel Lima e Wellton Máximo – Repórteres da Agência Brasil
 
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927339-mantega_9676O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou “legítima” a utilização do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para cobrir despesas da União em 2014. A frustração nas projeções de crescimento da arrecadação levou o governo a sacar R$ 3,5 bilhões do fundo para impedir novo corte de despesas discricionárias (não obrigatórias).

“O Fundo Soberano é uma poupança primária que nós fizemos em 2008. Portanto, ele é perfeitamente utilizável. Não tem nada mais legítimo do que a utilização do Fundo Soberano, que nós economizamos em 2008, para cobrir uma parte das despesas. Então, não vejo qual a complicação nisso”, disse ao chegar hoje (23) para o trabalho no Ministério da Fazenda, em Brasília.

A decisão da utilização do FSB consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, documento divulgado a cada dois meses, pelo Ministério do Planejamento, que orienta a execução do Orçamento Geral da União.

O relatório indica também que, pelo terceiro bimestre seguido, a equipe econômica diminuiu a previsão oficial de crescimento da economia. A estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) caiu de 1,8% para 0,9%. Para a inflação, a estimativa oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 6,2% e, apesar da alta do dólar, o relatório prevê que a taxa média de câmbio fechará 2014 em R$ 2,29, sem mudança em relação ao documento anterior.

O Fundo Soberano foi formado pelo excedente do superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – de 2008. A poupança serviu como reserva, caso o governo precisasse fechar as contas públicas. No fim de 2012, o Tesouro Nacional já tinha sacado R$ 12 bilhões para alcançar a meta de superávit primário daquele ano.

Equipe econômica reduz pela metade previsão de crescimento do PIB

terça-feira, 23 de setembro de 2014

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Fonte: Agência Brasil
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Pelo terceiro bimestre seguido, a equipe econômica reduziu a previsão oficial de crescimento da economia. Segundo o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado a cada dois meses pelo Ministério do Planejamento, a estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) caiu de 1,8% para 0,9%.

A estimativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 6,2%. Apesar da alta do dólar, o relatório prevê que a taxa média de câmbio fechará 2014 em R$ 2,29, sem mudança em relação ao documento anterior.

Apesar de o relatório ser divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para a economia são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Os parâmetros são usados para projetar as receitas e as despesas do governo nos próximos meses.

Mesmo com a queda do PIB, as projeções para a economia continuam mais otimistas que as do mercado financeiro. Segundo a última edição do boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, os analistas de mercado acreditam que o PIB crescerá apenas 0,3% em 2014 e que o IPCA encerrará o ano em 6,3%.

Mais sobre economia brasileira

Refis da Crise impulsiona arrecadação federal em agosto

terça-feira, 23 de setembro de 2014

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O Refis da Crise, programa de renegociação de dívidas de contribuintes com a União, impulsionou o caixa do governo em agosto num cenário de baixo crescimento econômico. Segundo dados divulgados há pouco pela Receita Federal, a arrecadação federal somou R$ 94,378 bilhões no mês passado, alta de 5,54% em relação a agosto do ano passado descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O desempenho da arrecadação em agosto reverteu a desaceleração ocorrida nos últimos cinco meses. Nos oito primeiros meses do ano, as receitas da União somam R$ 771,788 bilhões, aumento de 0,64% acima do IPCA em relação ao mesmo período de 2013. Até julho, a arrecadação acumulada em 2014 registrava alta real de 0,01%.

Mesmo com o reforço do Refis da Crise, a arrecadação com a reabertura do parcelamento especial veio abaixo do esperado. O programa arrecadou R$ 7,130 bilhões com o pagamento da primeira parcela em agosto. Originalmente, o governo, mais R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões até dezembro.

A arrecadação federal, em agosto, foi recorde para o mês apenas por causa do parcelamento especial. Sem a reabertura do Refis da Crise, a arrecadação teria queda real (considerando o IPCA) de 2,43% no mês passado em relação a agosto de 2013.

Em 2014, a arrecadação tem sido influenciada pelo baixo crescimento da economia, pelo menor número de dias úteis decorrente da Copa do Mundo e por decisões judiciais. A receita da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), tributos ligados ao faturamento, caiu 3,66% de janeiro a agosto descontando o IPCA. A queda reflete principalmente a decisão do Supremo Tribunal Federal de diminuir a base de cálculo do PIS e do Cofins das mercadorias importadas .

A menor lucratividade das empresas acarretou a queda real da receita de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), cuja arrecadação diminuiu 1,66% nos oito primeiros meses do ano considerando a inflação oficial. Das principais categorias de tributos, somente a receita previdenciária registra alta no ano. Por causa da formalização do mercado de trabalho, as contribuições previdenciárias acumulam alta real de 1,89%.

As desonerações também contribuíram para o baixo crescimento da arrecadação em 2014. Segundo a Receita Federal, o governo deixou de arrecadar, com medidas de redução de tributos, R$ 67,199 bilhões, de janeiro a agosto, 36,9% a mais que no mesmo período do ano passado. Os principais fatores que ampliaram a renúncia fiscal foram a inclusão de setores na desoneração da folha de pagamento, a redução a zero dos tributos federais sobre a cesta básica e a desoneração de nafta e álcool.

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Economia deve crescer 0,33%, projetam instituições financeiras

segunda-feira, 15 de setembro de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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bcentral1A economia brasileira deve crescer 0,33% neste ano, de acordo com estimativa de instituições financeiras consultadas todas as semanas pelo Banco Central (BC). Na semana passada, a projeção estava em 0,48%. A redução na estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, vem ocorrendo há 16 semanas consecutivas. Para 2015, a projeção caiu de 1,1% para 1,04%.

Para a produção industrial, a estimativa é de queda de 1,98%, neste ano, com recuperação em 2015. Para o próximo ano, a projeção de expansão é 1,5%.

A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 6,29%, tanto em 2014 quanto no próximo ano.

A estimativa está acima do centro da meta (4,5%) e abaixo do limite superior (6,5%). O BC tem a função de fazer com que a inflação fique dentro da meta e um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Essa taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final deste ano, foi mantida no atual patamar de 11% ao ano. Para o final de 2015, a projeção passou de 11,63% para 11,5% ao ano.

A pesquisa semanal do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 3,80% para 3,77%, este ano, e mantida em 5,52%, em 2015. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 3,81% para 3,67%, este ano, e de 5,58% para 5,50%, em 2015.

A estimativa da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 5,50% para 5,49%, este ano, e segue em 5,25%, em 2015.
A projeção para a cotação do dólar foi ajustada de R$ 2,33 para R$ 2,30, ao final deste ano, e de R$ 2,49 para R$ 2,45, em 2015.

Inflação só vai voltar para a meta em 2016, diz Banco Central

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

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timtO Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 11, uma ata explicando por que manteve sua taxa de juros em 11% ao ano e quais são as intenções futuras do órgão.

Na ata divulgada, o órgão explicou que não pode reduzir os juros porque a inflação está alta, mas também não pode elevá-los porque a economia demonstra alguns sinais de recessão. Segundo o órgão, a inflação só começará a cair em 2016 e não há previsão de quando a meta de 4,5% será atingida. A inflação atual está acima da meta desde 2010 e nos últimos meses ficou 0,01 ponto percentual acima do teto de 6,5%.

Para o BC, a tendência de retração do crescimento econômico não deve acabar tão cedo, o que gera desânimo entre empresários e consumidores e acaba por segurar a alta dos preços. O Produto Interno Bruto caiu 0,2% no primeiro trimestre e 0,6% no segundo e as previsões para o ano se aproximam de zero.

O Comitê de Política Monetária (Copom) ressaltou que a dinâmica salarial causada por um mercado de trabalho aquecido está causando pressão inflacionária de custo. Em outras palavras, o mercado de trabalho precisa desacelerar um pouco para que a inflação baixe.

Vendas do comércio têm maior queda desde outubro de 2008

quinta-feira, 11 de setembro de 2014
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Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
 
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notas_real_20_10_05_2_2_de_1O volume de vendas do comércio varejista caiu 1,1% em julho, na comparação com o mês anterior. Essa é a segunda queda consecutiva do indicador e o pior resultado desde outubro de 2008 (que também ficou em -1,1%). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Há decréscimo também quando se compara julho deste ano com o mesmo período do ano passado (-0,9%). Nos acumulados do ano e do período de 12 meses, no entanto, o comércio continua apresentando altas: 3,5% e 4,3%, respectivamente.

Dos oito segmentos do comércio varejista analisados pelo IBGE, quatro tiveram queda na passagem de junho para julho deste ano: móveis e eletrodomésticos (4,1%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%) e tecidos, vestuário e calçados (0,1%).

O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve volume de vendas estável em julho. Três setores tiveram alta: livros, jornais, revistas e papelaria (2,1%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,9%) e combustíveis e lubrificantes (0,8%).

Por outro lado, o varejo ampliado, que é calculado considerando-se veículos e materiais de construção além dos oito setores do varejo restrito, teve alta de 0,8%. O setor de veículos e motos, partes e peças teve crescimento de 4,3%. Já os materiais de construção tiveram avanço de 3,8%.

A receita de vendas nominais do comércio teve queda de 0,7% na passagem de junho para julho, mas registrou crescimento na comparação de julho deste ano com o mesmo período do ano passado (5,9%), no acumulado do ano (9,8%) e no acumulado de 12 meses (10,8%).

Avaliação do consumidor sobre mercado de trabalho piora 5,8% em agosto

quarta-feira, 10 de setembro de 2014
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Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
 

mercado_de_trabalhoA avaliação do consumidor brasileiro sobre o mercado de trabalho, medida pelo Indicador Coincidente de Desemprego, da Fundação Getulio Vargas (FGV), piorou 5,8% na passagem de julho para agosto deste ano. É a quinta piora consecutiva do indicador.

Segundo a FGV, o resultado mostra que, na percepção dos consumidores, as condições do mercado de trabalho pioraram no mês passado. Entre as quatro faixas de renda analisadas, a principal piora foi observada na segunda mais alta (entre R$ 4.800 e R$ 9.600): 7,7%.

Outro índice da FGV, o Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), também mostrou resultado negativo em agosto. O indicador, que busca antecipar tendências do mercado de trabalho nos próximos meses, caiu 1,2%, a sexta queda consecutiva levando-o ao seu menor patamar desde maio de 2009.

O Iaemp é calculado com base na opinião de consumidores e empresários da indústria e de serviços. A queda foi provocada principalmente pelo otimismo de empresários de serviços em relação à tendência dos negócios nos próximos seis meses (-5,9%) e pela opinião dos empresários da indústria em relação à situação dos negócios (-2%).

Número de consumidores inadimplentes aumenta 5,09% em um ano

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Fonte: Agência Brasil
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notas_real_20_10_05_2_2_de_1O número de consumidores brasileiros com dívidas em atraso subiu 5,09%, em agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Indicador Mensal de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na comparação com julho, a alta da inadimplência ficou em 0,28%. O SPC Brasil estima que no final de agosto havia, pelo menos, 55 milhões de consumidores com dívidas atrasadas no Brasil.

Para a CNDL, os indicadores de agosto reforçam a tendência de crescimento da inadimplência até o fim do ano devido ao contexto macroeconômico menos favorável, marcado pela alta inflação, pelo encarecimento do crédito e a consequente deterioração da confiança de empresários e de consumidores.

A taxa cresceu em seis das sete faixas etárias analisadas, com exceção dos devedores entre 18 e 24 anos, que registraram queda de 5,94% no período.

Os devedores mais velhos (de 65 a 84 anos e de 85 a 94) registraram altas de 8,31% e de 12,12%, respectivamente, as maiores variações entre os sete segmentos de idade.

Entre 25 a 29 anos, a alta ficou em 2,81%. A alta para os consumidores com idade de 30 a 39 anos ficou em 4,04%. De 40 a 49, 4,66% e de 50 a 64 anos, 6,49%.

Em agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, a quantidade de parcelamentos em atraso cresceu, passando de 5,29% em julho para 6,13% em agosto – maior alta registrada desde 2013.

Projeção de instituições financeiras para PIB cai pela 15ª semana seguida

segunda-feira, 8 de setembro de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira, este ano, continua em queda. Pela 15ª semana seguida, a pesquisa feita pelo Banco Central (BC) indica crescimento menor. Desta vez, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 0,52% para 0,48%. Para 2015, a estimativa segue em 1,1%. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras, sobre os principais indicadores econômicos.

No último dia 29, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB apresentou queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano, a segunda retração seguida.

A estimativa das instituições financeiras para a queda da produção industrial passou de 1,70% para 1,98%, este ano. Para 2015, a projeção de crescimento caiu de 1,70% para 1,50%, em 2015.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 2,17 bilhões para US$ 2,41 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 8,5 bilhões, no próximo ano.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,8 bilhões para US$ 81,2 bilhões, este ano, e segue em US$ 75 bilhões, em 2015.

A projeção para a cotação do dólar caiu de R$ 2,35 para US$ 2,33, ao final deste ano, e de R$ 2,50 para R$ 2,49, no fim de 2015. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões neste ano e passou de US$ 55 bilhões para US$ 56 bilhões, em 2015.

A estimativa das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 34,94% para 35%, em 2014, e de 35% para 35,04%, em 2015.

pib_corrigido

Governo Dilma deverá entregar apenas metade do PAC 2

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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dilma-pac2-300x200Criado para promover a retomada do planejamento e da execução de grandes obras, os resultados da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento poderão desapontar. A oito meses de ser concluído, o governo federal não entregou, até abril passado, 45,6% das iniciativas previstas no PAC 2. Ao todo, 22.231 empreendimentos da segunda etapa do PAC estavam, ao fim do primeiro quadrimestre de 2014, literalmente no papel.

Veja o infográfico dos dados produzido em parceria com a Veja.com

Os dados foram levantados no 10º Balanço do Programa, o último divulgado pelo governo e referem-se ao período de janeiro de 2011 a abril de 2014. As iniciativas que estão em fases iniciais pertencem a 15 órgãos superiores e estão classificadas como ação preparatória (23,2%), em contratação (8,6%) e em licitação de obra (13,3%) ou projeto (0,1%).

Confira a tabela completa aqui

O órgão que possui o maior número de ações nas fases iniciais de execução é o Ministério da Educação: 10.229. Ao todo, a Pasta possui 14.963 iniciativas previstas na segunda fase do PAC. Apenas 6,7% dos empreendimentos da educação foram concluídos. Entre os empreendimentos que não saíram do papel estão creches, pré-escolas e a construção de quadras esportivas.

O Ministério da Saúde, que abrange o maior número de iniciativas previstas no PAC 2 dentre o Executivo (15.590), concluiu apenas 13,3% das iniciativas previstas, cerca de 6.518 estão apenas no papel. A construção de Unidades Básicas de Saúde e a implantação de Unidades de Pronto-Atendimento, por exemplo, estão em etapas iniciais.

O terceiro maior órgão com obras no papel é a Fundação Nacional de Saúde (Funasa): 2.114. Entre os empreendimentos da Funasa que sequer foram iniciados estão obras de saneamento e iniciativas para garantir abastecimento de água em áreas urbanas, além de iniciativas para urbanização de assentamentos precários, obras de pavimentação e ações de prevenção para áreas de risco.

Para o especialista em infraestrutura do Ipea, Carlos Campos, apesar do intuito do PAC ser exatamente acelerar o processo para execução das obras, as iniciativas do programa apresentam o mesmo problema de todas as obras públicas do Brasil. “O governo aponta prioridades, mas, mesmo com recursos, as obras não saem do lugar comum”, explica.

Entre os entraves para as obras públicas no país, Campos ressaltou as constantes mudanças nos marcos regulatórios, que trazem insegurança jurídica para os empreendimentos, e a falta de projetos e contratos adequados que atrasam e aumentam os custos de obras. A lei de licitações (8.666) e as licenças ambientais também estão na lista.

“O resultado de tudo isso está nos números de obras concluídas. Os anos passam e as obras não têm inicio. O ritmo de execução é muito baixo e não é por falta de recursos financeiros, mas por falta de capacidade de gestão administrativa. O esforço fiscal do governo para o PAC é muito pequeno diante do tamanho do programa”, conclui.

O PAC é um dos carros-chefes do governo federal desde quando foi lançado em 2007. Em 2008 o então presidente Lula apresentou a sua sucessora no cargo, Dilma Rousseff, como a mãe do PAC. Na época ainda estava em execução a primeira fase do programa.

Segundo o Ministério do Planejamento, as metas do PAC 2 estão sendo cumpridas. A Pasta afirma que a comparação por quantidade não é adequada, já que trata como iguais obras em uma hidrelétrica de grande porte e complexidade, como Belo Monte e Jirau com obras de pequeno porte e complexidade, como obras de pavimentação, por exemplo.

Sobre a execução orçamentária do PAC, a Pasta ressaltou que, de acordo com o último balanço o programa as obras concluídas alcançaram R$ 675,8 bilhões ou 95,5% dos investimentos previstos. “E a execução do PAC alcançou 84,6%, atingindo R$ 871,4 bilhões”, explica nota.

“Além disso, o PAC seleciona empreendimentos todos os anos, portanto seleções realizadas recentemente não podem ser concluídas em 2014”. O Planejamento afirmou que em 2013, por exemplo, foram selecionados 17 mil empreendimentos e em 2014, 570.

“Portanto não é possível que sejam concluídos ainda neste ano. Outros empreendimentos que entraram na carteira de obras em 2011 e 2012 também não tem previsão de conclusão neste período, pois os prazos de execução são pós 2014”, diz nota.

Ações finalizadas

Na contramão do ritmo de execução geral do PAC 2, 15,8% das iniciativas foram finalizadas. As ações já entregues somam 7.702 obras com selo de concluídas pelo governo federal. Além disso, o percentual considera 57 ações da área de Petróleo e Gás que já entraram em operação.

O Ministério das Cidades é o que possui maior número de iniciativas concluídas: 2.122. Os números incluem ações do programa Minha Casa, Minha Vida, obras de saneamento, urbanização em assentamentos precários, mobilidade urbana e pavimentação. Também estão na contagem obras em áreas de risco. As obras concluídas, no entanto, representam 29,8% dos 7.186 empreendimentos previstos para a Pasta no PAC 2.

Em um ano, o percentual de obras do PAC 2 concluídas subiu 5%. Em abril de 2013, 10,8% das iniciativas previstas no programa estavam finalizadas, enquanto o percentual é de 15,8% no mesmo período de 2014. Em número absolutos, o aumento equivale a 4.139 obras concluídas em um ano.

Novas obras, no entanto, também vão sendo inseridas no “pacote” do PAC. Em um ano, o número de iniciativas que são tocadas pelo programa cresceu 47,9%, passando de 32.959 em abril de 2013 para 48.747 em abril deste ano.

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Venda de veículos cai 7,6% em agosto, diz Anfavea

quinta-feira, 4 de setembro de 2014
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Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
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carros_novosA venda de veículos caiu 7,6% em agosto, com a comercialização de 272.492 unidades, em relação a julho, quando foram negociadas 294.768. Na comparação com agosto do ano passado (329.143), houve queda de 17,2%. No acumulado do ano, as vendas também registraram retração, de 9,7%, chegando a 2.230.180 unidades ante as 2.470.513 vendidas no mesmo período de 2013. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Saiba Mais

Venda de veículos tem queda de 7,43% em agosto, mostra Fenabrave

Segundo as informações, a produção cresceu 5,3% em agosto, com 265.910 novos veículos montados, ante os 252.635 de julho. Na comparação com agosto do ano passado, a entidade registrou queda de 22,4%, ante os 342.757 produzidos no período. No acumulado do ano, foram produzidos 2.084.594 unidades, 18% a menos do que o produzido de janeiro a agosto de 2013.

As exportações chegaram a 31.651, 7,5% a menos do que os 34.235 veículos do mês anterior. Em relação a agosto do ano passado, foram comercializados no mercado externo 50,6% unidades a menos. No acumulado do ano, as exportações caíram 38,1%, com 235.431 unidades exportadas de janeiro a agosto de 2014, contra as 380.507 do mesmo período de 2013.

CNI aumenta projeção de queda do PIB da indústria

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Indústria volta a crescer, indica CNI

quinta-feira, 4 de setembro de 2014
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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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fabricaA atividade industrial cresceu em julho, informou hoje (4) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) avançou 0,6 ponto percentual, registrando no mês 81% ante os 80,4% registrados em junho, na comparação dessazonalizada – ou seja, excluídos os dados temporais.

É o primeiro crescimento após quatro meses seguidos de retração no setor. As horas trabalhadas na produção industrial subiram 2,6% em comparação a junho e o faturamento real cresceu 1,2% no mesmo tipo de comparação.

Tanto o emprego no setor como a massa salarial registraram recuo idênticos de 0,2%. Já o rendimento médio real do trabalhador variou 0,1%.

Para a CNI, os indicadores foram afetados pela Copa do Mundo, com menor número de dias úteis, em junho na comparação com junho. A confederação avalia também que mesmo com o crescimento das horas trabalhadas, do faturamento e do uso do parque industrial, o quadro na indústria ainda é de desaquecimento. Isso porque o mercado de trabalho registrou a quinta queda consecutiva em julho – com emprego e massa salarial real em queda de 0,2%.

“O número de jogos foram maior em junho do que em julho. [No entanto] o efeito sazonal não pega a Copa do Mundo porque é um fator atípico. Só dá para eliminar dados padrões quando falamos em dados dessazonalizados “, disse Flávio Castelo Branco, gerente executivo  da CNI.

Copom mantém Selic em 11% ao ano

quarta-feira, 3 de setembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil
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banco_centralO Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirma projeções do mercado financeiro e mantém a taxa Selic, que representa os juros básicos da economia, em 11% ao ano. A decisão foi unânime, após reunião iniciada ontem (2) e terminada hoje (3). O Copom interrompeu a trajetória de alta da Selic em maio, quando segurou os juros após nove aumentos consecutivos. A taxa Selic voltou ao nível de novembro de 2011, quando também estava em 11% ao ano.

O BC disse, em nota, que a manutenção dos juros considerou a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A expectativa do mercado é que a Selic encerre o ano sem alterações.

A Selic é usada pelo BC para manter a inflação oficial na meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% no ano, com tolerância de dois pontos percentuais, não podendo ultrapassar 6,5%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses está em 6,5% até julho, e nas projeções do  boletim Focus (resultado de pesquisa semanal com instituições financeiras), divulgado pelo BC na última segunda-feira (1º), o IPCA encerrará 2014 em 6,27%.

Apesar de ajudar a segurar a inflação, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu 2,3% no ano passado. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam alta de 0,56% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) em 2014. A expectativa de crescimento econômico caiu nas 14 últimas semanas nos prognósticos do boletim Focus.

Balança tem superávit de US$ 1,168 bilhão em agosto

segunda-feira, 1 de setembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil
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A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,168 bilhão em agosto. Trata-se do sexto resultado positivo consecutivo em 2014. No acumulado do ano, a balança está superavitária em US$ 249 bilhões. De janeiro a agosto de 2013, havia déficit de US$ 3,7 bilhões. Apesar de positivo, o saldo de agosto é o menor para o mês desde 2001, quando houve superávit de US$ 634,2 milhões.

O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.

Do lado das exportações, a média diária, que corresponde ao volume negociado por dia útil, ficou em US$ 974,5 milhões, 0,1% superior à registrada em agosto de 2013 e 2,6% menor que a de julho deste ano. Nas importações, a média ficou em US$ 918,3 milhões, 0,1% superior à do mesmo mês do ano passado e 1,5% inferior à de julho de 2014.

Os principais responsáveis pelo aumento da receita com exportações em agosto foram os produtos manufaturados, cuja média diária negociada cresceu 3,8% ante o mesmo mês do ano passado. O item de maior valor foi uma plataforma de extração de petróleo, cuja negociação somou US$ 1,1 bilhão. A operação envolvendo a plataforma é considerada exportação ficta, sendo registrada como exportação sem que o produto deixe o território brasileiro. Ainda nesse grupo, aumentaram os ganhos com laminados planos, óleos combustíveis, tubos de ferro fundido, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem e medicamentos.

No grupo dos básicos e semimanufaturados, houve queda da média diária, respectivamente de 3,3% e 1,8%. Na categoria dos itens básicos, diminuíram ganhos com milho em grão, minério de ferro, soja em grão e fumo em folhas. Já nos semi-industrializados, retrocedeu a arrecadação com açúcar bruto, celulose e alumínio bruto.

Do lado das importações, cresceram as aquisições de combustíveis e lubrificantes (30,6%), mas caíram as compras brasileiras de bens de consumo (8,2%), bens de capital (7,3%) e matérias-primas e intermediários (1,1%).

Governo Central fica negativo em R$ 2,2 bi e tem pior resultado desde 1997

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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notas_real_50_2_de_1-4O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registra, em julho, o pior resultado primário da série histórica, iniciada em 1997. No mês, o resultado ficou negativo em R$ 2,2 bilhões, ante o déficit de R$ 1,9 bilhão de junho. Os números foram divulgados hoje (29) pelo Tesouro Nacional.

Em 2014, até julho, o superávit primário do Governo Central somou R$ 15,2 bilhões – o equivalente a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre outros, a receita do setor apresentou acréscimo de 8,5% relativamente ao mês anterior, devido, principalamente, ao recolhimento, no mês de julho, da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da participação especial de parte das compensações financeiras, apurada trimestrealmente.

No mês, as despesas do Governo Central aumentaram R$ 9,9 bilhões (12,3%), explicado pelo Tesouro Nacional, como consequência da antecipação da gratificiação natalina dos servidores do Poder Executivo, início do pagamento do benefício do abano salarial (FAT) e acréscimo dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O secretário do Tesouto Nacional, Arno Agustin, detalha do resultado ainda nesta manhã.

PIB registra queda de 0,6% no segundo trimestre

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

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O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (29) o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

Já em 12 meses, com o dado do segundo trimestre, há um crescimento acumulado de 1,4%.

O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

Já o setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%.

Salário mínimo aumentará para R$788,06 em 2015

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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timtA ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira, 28, o aumento do salário mínimo para R$788,06 a partir do primeiro dia de 2015. Esse acréscimo é previsto no Projeto de Lei Orçamentária e apresenta um reajuste de 8,8% em relação ao valor atual de R$724 e maior que a expectativa, que era de R$779,79.

Miriam fez o anúncio após a entrega do Projeto de Lei Orçamentária para o presidente do Senado, Renan Calheiros. O novo valor é uma estimativa e será confirmado com a aprovação do projeto. “O salário mínimo previsto no Orçamento para 2015, a partir de janeiro de 2015, será de R$ 788,06. É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo”, disse a ministra.

O cálculo do salário mínimo é baseado na Lei 12.832 que determina que o aumento valor deve incorporar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de dois anos antes, somado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação nos doze meses anteriores ao reajuste.

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013 e o INPC registrou alta da inflação de 6,3% até julho deste ano. A Lei expirará em 2015, porém uma nova prorrogação, até 2019, tramita no Senado.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Na semana do PIB, a palavra é recessão

quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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Por Marília Carrera  – Contas Abertas
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Prévia do PIB indica retração de 1,2% da economia brasileira no 2º trimestre

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O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser divulgado na próxima sexta-feira, em meio a um cenário de pessimismo, de certa forma, inédito. Não que a economia brasileira nunca tenha passado por percalços — longe disso — mas, pela primeira vez desde a estabilização econômica, há a expectativa de recessão por razões majoritariamente domésticas. Não há uma turbulência desestabilizando os emergentes, como foi o caso das crises do México, da Rússia ou dos Tigres Asiáticos, nos anos 1990; os Estados Unidos mostram recuperação cada vez mais consistente; e os países europeus já atravessaram o pior de sua crise fiscal, que teve seu ápice em 2011. A China passa por mudanças em seu modelo econômico que continuam lhe garantindo crescimento de 7% e não são suficientes para colocar em perigo o resto do mundo. Apesar disso, no Brasil, a expectativa é de crescimento próximo de zero, com cada vez mais analistas aderindo à possibilidade de recessão. A economia brasileira tem se comportado como um doente acometido por várias pequenas infecções, umas graves, outras menos, e que, por falta de tratamento adequado, caminha para uma falência múltipla.

O governo vem atribuindo o cenário ruim ao mercado externo e tem desferido críticas públicas aos analistas que dizem o contrário, conforme mostra o episódio lamentável com o banco Santander. Tal incapacidade em reconhecer a má condução da economia apenas acentua a descrença de investidores e empresários no Brasil. Eles pararam suas máquinas e congelaram decisões de investimento no aguardo por dias melhores. Resultado da pouca confiança do setor privado no país é que a projeção para a taxa de investimento da economia em 2014, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo, mostra queda de 2,4% na comparação com o ano anterior.

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Os investimentos só devem ser destravados após o pleito eleitoral. Aécio Neves, do PSDB, mantém-se como favorito do mercado, seguido por Marina Silva, que tem demonstrado ao menos a intenção de montar uma equipe disposta a recuperar o tripé econômico. Já a presidente Dilma parece continuar vivendo no mundo de faz de conta. Em entrevista ao Jornal Nacional na última semana, como candidata à reeleição, afirmou que os indicadores antecedentes da economia apontavam uma recuperação do PIB no segundo semestre. Tais índices são compostos pela produção de indústrias de embalagens e papelão, e que apontam a tendência das encomendas da indústria. Já nesta segunda-feira, Dilma voltou atrás e disse a jornalistas em Brasília que não tem “expectativa” quanto aos novos dados do PIB. “Não faço estimativa prévia, não. Nunca fiz expectativa. Não force a barra”, desconversou a presidente.

Os números (veja gráfico), contudo, mostram o contrário do que a presidente quer acreditar. O país já está, sim, em recessão técnica, segundo o monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O levantamento, divulgado na segunda-feira, acompanha os mesmos indicadores econômicos que o IBGE e aponta que a riqueza gerada no país recuou 0,45% no segundo trimestre deste ano, após ter diminuído 0,12% nos primeiros três meses de 2014. Outros indicadores mostram diagnóstico similar. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 1,2% no segundo trimestre ante o primeiro e permaneceu praticamente inalterado, com avanço de apenas 0,08%, no acumulado do ano. Já a produção industrial caiu 6,9% em junho ante igual período do ano anterior, consolidando o quarto mês consecutivo de queda e o pior resultado desde setembro de 2009, quando o indicador recuou 7,4%. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) no Brasil teve variação negativa de 3,2% em julho ante junho, para 84,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se do menor nível desde abril de 2009, quando o indicador atingiu 82,2 pontos. Já as vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, afirmou o IBGE. Em 12 meses, a alta é de 4,9%, número bem distante das variações de dois dígitos que costumavam ser registradas até 2012.

Ruim e realista — Diante de tantas variáveis, o diagnóstico feito por especialistas ouvidos pelo site de VEJA é ruim — e realista. A deterioração do cenário econômico entre abril e junho pode contribuir para que o desempenho da economia brasileira entre janeiro e março seja revisado para patamares negativos. Caso, além da revisão, o resultado do segundo trimestre também venha no vermelho, como apontam alguns analistas, configura-se recessão técnica.

A economia brasileira expandiu somente 0,2% no primeiro trimestre 2014 na comparação com os três últimos meses de 2013. “Com a economia paralisada desde o segundo trimestre do ano passado, acho inevitável falar em recessão. Temos certeza de que o resultado do PIB será negativo, e uma desaceleração intensa pode acabar puxando o resultado do trimestre anterior para baixo. Com uma expansão próxima de zero, há grandes chances de ser confirmada a retração no primeiro trimestre”, afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. “Temos uma economia que está há quatro anos em profunda desaceleração, desde o pico de crescimento em 2010, fragilizada por questões domésticas. O ponto é que tivemos um governo muito intervencionista nos últimos anos, que protagonizou uma queda de braço com o setor privado. Investidores sentiram-se desmotivados, esperando a situação melhorar”, completa.

Ainda que a expectativa ruim não tenha oficialmente se convertido em recessão, pelo menos não até a próxima sexta, já existe o clima recessivo — que é tão nocivo quanto. “É como se o mercado enxergasse, na prática, um clima de recessão econômica. Precisamos de um governo que crie um novo ciclo de reformas que reduza o custo Brasil e aumente a taxa de investimento”, diz o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho. Segundo Velho, caso nenhum dos candidatos de oposição vença, a única forma de tentar dissipar a atmosfera de descrença é uma mudança brutal na equipe econômica petista — algo pouco provável, diante da própria incapacidade dos gestores em questão de reconhecer a lambança feita no país. “A convocação de profissionais pró-mercado e sensíveis às necessidades de ajustes para elevar a produtividade poderá trazer efeitos positivos para a economia brasileira”, diz.

​Perspectivas – Estimativas do relatório Focus do Banco Central apontam para um crescimento de apenas 0,70% em 2014. O economista-chefe do Santander, Maurício Molan, confirma que, diferentemente de 2008, quando houve a crise financeira, o atual período de estagnação econômica é explicado por razões internas. “Os motivos da recessão de 2008 foram totalmente externos. Desta vez, estamos vendo um desempenho mais fraco e uma falta de confiança na economia por fatores predominantemente domésticos, como inflação próxima do teto da meta, falta de controle das contas públicas e elevados custos de produção.”

A previsão para o próximo ano é de que a economia se mantenha fraca, pressiona pela necessidade de reajustes na política fiscal. Economistas apontam para expansão de 1,2% em 2015. “A previsão para 2015 é de baixo crescimento econômico, dada a necessidade de reajuste fiscal. Os reajustes contribuirão para uma menor expansão da economia, já que o governo será obrigado a cortar gastos e investimentos”, afirma o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. De acordo com Rostagno, o mercado de trabalho deverá sofrer os impactos da contração econômica a partir do ano que vem. “O mercado de trabalho passará a refletir o ambiente de baixo crescimento econômico e inflação alta. A expectativa é de que ano que vem o mercado de trabalho comece a dar sinais mais consistentes de enfraquecimento com a deterioração do cenário econômico.”

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