Economia

Governo Dilma deverá entregar apenas metade do PAC 2

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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dilma-pac2-300x200Criado para promover a retomada do planejamento e da execução de grandes obras, os resultados da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento poderão desapontar. A oito meses de ser concluído, o governo federal não entregou, até abril passado, 45,6% das iniciativas previstas no PAC 2. Ao todo, 22.231 empreendimentos da segunda etapa do PAC estavam, ao fim do primeiro quadrimestre de 2014, literalmente no papel.

Veja o infográfico dos dados produzido em parceria com a Veja.com

Os dados foram levantados no 10º Balanço do Programa, o último divulgado pelo governo e referem-se ao período de janeiro de 2011 a abril de 2014. As iniciativas que estão em fases iniciais pertencem a 15 órgãos superiores e estão classificadas como ação preparatória (23,2%), em contratação (8,6%) e em licitação de obra (13,3%) ou projeto (0,1%).

Confira a tabela completa aqui

O órgão que possui o maior número de ações nas fases iniciais de execução é o Ministério da Educação: 10.229. Ao todo, a Pasta possui 14.963 iniciativas previstas na segunda fase do PAC. Apenas 6,7% dos empreendimentos da educação foram concluídos. Entre os empreendimentos que não saíram do papel estão creches, pré-escolas e a construção de quadras esportivas.

O Ministério da Saúde, que abrange o maior número de iniciativas previstas no PAC 2 dentre o Executivo (15.590), concluiu apenas 13,3% das iniciativas previstas, cerca de 6.518 estão apenas no papel. A construção de Unidades Básicas de Saúde e a implantação de Unidades de Pronto-Atendimento, por exemplo, estão em etapas iniciais.

O terceiro maior órgão com obras no papel é a Fundação Nacional de Saúde (Funasa): 2.114. Entre os empreendimentos da Funasa que sequer foram iniciados estão obras de saneamento e iniciativas para garantir abastecimento de água em áreas urbanas, além de iniciativas para urbanização de assentamentos precários, obras de pavimentação e ações de prevenção para áreas de risco.

Para o especialista em infraestrutura do Ipea, Carlos Campos, apesar do intuito do PAC ser exatamente acelerar o processo para execução das obras, as iniciativas do programa apresentam o mesmo problema de todas as obras públicas do Brasil. “O governo aponta prioridades, mas, mesmo com recursos, as obras não saem do lugar comum”, explica.

Entre os entraves para as obras públicas no país, Campos ressaltou as constantes mudanças nos marcos regulatórios, que trazem insegurança jurídica para os empreendimentos, e a falta de projetos e contratos adequados que atrasam e aumentam os custos de obras. A lei de licitações (8.666) e as licenças ambientais também estão na lista.

“O resultado de tudo isso está nos números de obras concluídas. Os anos passam e as obras não têm inicio. O ritmo de execução é muito baixo e não é por falta de recursos financeiros, mas por falta de capacidade de gestão administrativa. O esforço fiscal do governo para o PAC é muito pequeno diante do tamanho do programa”, conclui.

O PAC é um dos carros-chefes do governo federal desde quando foi lançado em 2007. Em 2008 o então presidente Lula apresentou a sua sucessora no cargo, Dilma Rousseff, como a mãe do PAC. Na época ainda estava em execução a primeira fase do programa.

Segundo o Ministério do Planejamento, as metas do PAC 2 estão sendo cumpridas. A Pasta afirma que a comparação por quantidade não é adequada, já que trata como iguais obras em uma hidrelétrica de grande porte e complexidade, como Belo Monte e Jirau com obras de pequeno porte e complexidade, como obras de pavimentação, por exemplo.

Sobre a execução orçamentária do PAC, a Pasta ressaltou que, de acordo com o último balanço o programa as obras concluídas alcançaram R$ 675,8 bilhões ou 95,5% dos investimentos previstos. “E a execução do PAC alcançou 84,6%, atingindo R$ 871,4 bilhões”, explica nota.

“Além disso, o PAC seleciona empreendimentos todos os anos, portanto seleções realizadas recentemente não podem ser concluídas em 2014”. O Planejamento afirmou que em 2013, por exemplo, foram selecionados 17 mil empreendimentos e em 2014, 570.

“Portanto não é possível que sejam concluídos ainda neste ano. Outros empreendimentos que entraram na carteira de obras em 2011 e 2012 também não tem previsão de conclusão neste período, pois os prazos de execução são pós 2014”, diz nota.

Ações finalizadas

Na contramão do ritmo de execução geral do PAC 2, 15,8% das iniciativas foram finalizadas. As ações já entregues somam 7.702 obras com selo de concluídas pelo governo federal. Além disso, o percentual considera 57 ações da área de Petróleo e Gás que já entraram em operação.

O Ministério das Cidades é o que possui maior número de iniciativas concluídas: 2.122. Os números incluem ações do programa Minha Casa, Minha Vida, obras de saneamento, urbanização em assentamentos precários, mobilidade urbana e pavimentação. Também estão na contagem obras em áreas de risco. As obras concluídas, no entanto, representam 29,8% dos 7.186 empreendimentos previstos para a Pasta no PAC 2.

Em um ano, o percentual de obras do PAC 2 concluídas subiu 5%. Em abril de 2013, 10,8% das iniciativas previstas no programa estavam finalizadas, enquanto o percentual é de 15,8% no mesmo período de 2014. Em número absolutos, o aumento equivale a 4.139 obras concluídas em um ano.

Novas obras, no entanto, também vão sendo inseridas no “pacote” do PAC. Em um ano, o número de iniciativas que são tocadas pelo programa cresceu 47,9%, passando de 32.959 em abril de 2013 para 48.747 em abril deste ano.

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Venda de veículos cai 7,6% em agosto, diz Anfavea

quinta-feira, 4 de setembro de 2014
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Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
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carros_novosA venda de veículos caiu 7,6% em agosto, com a comercialização de 272.492 unidades, em relação a julho, quando foram negociadas 294.768. Na comparação com agosto do ano passado (329.143), houve queda de 17,2%. No acumulado do ano, as vendas também registraram retração, de 9,7%, chegando a 2.230.180 unidades ante as 2.470.513 vendidas no mesmo período de 2013. Os dados foram divulgados hoje (4) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Saiba Mais

Venda de veículos tem queda de 7,43% em agosto, mostra Fenabrave

Segundo as informações, a produção cresceu 5,3% em agosto, com 265.910 novos veículos montados, ante os 252.635 de julho. Na comparação com agosto do ano passado, a entidade registrou queda de 22,4%, ante os 342.757 produzidos no período. No acumulado do ano, foram produzidos 2.084.594 unidades, 18% a menos do que o produzido de janeiro a agosto de 2013.

As exportações chegaram a 31.651, 7,5% a menos do que os 34.235 veículos do mês anterior. Em relação a agosto do ano passado, foram comercializados no mercado externo 50,6% unidades a menos. No acumulado do ano, as exportações caíram 38,1%, com 235.431 unidades exportadas de janeiro a agosto de 2014, contra as 380.507 do mesmo período de 2013.

CNI aumenta projeção de queda do PIB da indústria

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Indústria volta a crescer, indica CNI

quinta-feira, 4 de setembro de 2014
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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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fabricaA atividade industrial cresceu em julho, informou hoje (4) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) avançou 0,6 ponto percentual, registrando no mês 81% ante os 80,4% registrados em junho, na comparação dessazonalizada – ou seja, excluídos os dados temporais.

É o primeiro crescimento após quatro meses seguidos de retração no setor. As horas trabalhadas na produção industrial subiram 2,6% em comparação a junho e o faturamento real cresceu 1,2% no mesmo tipo de comparação.

Tanto o emprego no setor como a massa salarial registraram recuo idênticos de 0,2%. Já o rendimento médio real do trabalhador variou 0,1%.

Para a CNI, os indicadores foram afetados pela Copa do Mundo, com menor número de dias úteis, em junho na comparação com junho. A confederação avalia também que mesmo com o crescimento das horas trabalhadas, do faturamento e do uso do parque industrial, o quadro na indústria ainda é de desaquecimento. Isso porque o mercado de trabalho registrou a quinta queda consecutiva em julho – com emprego e massa salarial real em queda de 0,2%.

“O número de jogos foram maior em junho do que em julho. [No entanto] o efeito sazonal não pega a Copa do Mundo porque é um fator atípico. Só dá para eliminar dados padrões quando falamos em dados dessazonalizados “, disse Flávio Castelo Branco, gerente executivo  da CNI.

Copom mantém Selic em 11% ao ano

quarta-feira, 3 de setembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil
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banco_centralO Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) confirma projeções do mercado financeiro e mantém a taxa Selic, que representa os juros básicos da economia, em 11% ao ano. A decisão foi unânime, após reunião iniciada ontem (2) e terminada hoje (3). O Copom interrompeu a trajetória de alta da Selic em maio, quando segurou os juros após nove aumentos consecutivos. A taxa Selic voltou ao nível de novembro de 2011, quando também estava em 11% ao ano.

O BC disse, em nota, que a manutenção dos juros considerou a evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação. A expectativa do mercado é que a Selic encerre o ano sem alterações.

A Selic é usada pelo BC para manter a inflação oficial na meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% no ano, com tolerância de dois pontos percentuais, não podendo ultrapassar 6,5%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses está em 6,5% até julho, e nas projeções do  boletim Focus (resultado de pesquisa semanal com instituições financeiras), divulgado pelo BC na última segunda-feira (1º), o IPCA encerrará 2014 em 6,27%.

Apesar de ajudar a segurar a inflação, o aumento da taxa Selic prejudica o reaquecimento da economia, que cresceu 2,3% no ano passado. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam alta de 0,56% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) em 2014. A expectativa de crescimento econômico caiu nas 14 últimas semanas nos prognósticos do boletim Focus.

Balança tem superávit de US$ 1,168 bilhão em agosto

segunda-feira, 1 de setembro de 2014
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Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil
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A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,168 bilhão em agosto. Trata-se do sexto resultado positivo consecutivo em 2014. No acumulado do ano, a balança está superavitária em US$ 249 bilhões. De janeiro a agosto de 2013, havia déficit de US$ 3,7 bilhões. Apesar de positivo, o saldo de agosto é o menor para o mês desde 2001, quando houve superávit de US$ 634,2 milhões.

O resultado no mês deveu-se a US$ 20,465 bilhões em exportações e US$ 19,297 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e de Comércio Exterior.

Do lado das exportações, a média diária, que corresponde ao volume negociado por dia útil, ficou em US$ 974,5 milhões, 0,1% superior à registrada em agosto de 2013 e 2,6% menor que a de julho deste ano. Nas importações, a média ficou em US$ 918,3 milhões, 0,1% superior à do mesmo mês do ano passado e 1,5% inferior à de julho de 2014.

Os principais responsáveis pelo aumento da receita com exportações em agosto foram os produtos manufaturados, cuja média diária negociada cresceu 3,8% ante o mesmo mês do ano passado. O item de maior valor foi uma plataforma de extração de petróleo, cuja negociação somou US$ 1,1 bilhão. A operação envolvendo a plataforma é considerada exportação ficta, sendo registrada como exportação sem que o produto deixe o território brasileiro. Ainda nesse grupo, aumentaram os ganhos com laminados planos, óleos combustíveis, tubos de ferro fundido, óxidos e hidróxidos de alumínio, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem e medicamentos.

No grupo dos básicos e semimanufaturados, houve queda da média diária, respectivamente de 3,3% e 1,8%. Na categoria dos itens básicos, diminuíram ganhos com milho em grão, minério de ferro, soja em grão e fumo em folhas. Já nos semi-industrializados, retrocedeu a arrecadação com açúcar bruto, celulose e alumínio bruto.

Do lado das importações, cresceram as aquisições de combustíveis e lubrificantes (30,6%), mas caíram as compras brasileiras de bens de consumo (8,2%), bens de capital (7,3%) e matérias-primas e intermediários (1,1%).

Governo Central fica negativo em R$ 2,2 bi e tem pior resultado desde 1997

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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notas_real_50_2_de_1-4O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registra, em julho, o pior resultado primário da série histórica, iniciada em 1997. No mês, o resultado ficou negativo em R$ 2,2 bilhões, ante o déficit de R$ 1,9 bilhão de junho. Os números foram divulgados hoje (29) pelo Tesouro Nacional.

Em 2014, até julho, o superávit primário do Governo Central somou R$ 15,2 bilhões – o equivalente a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre outros, a receita do setor apresentou acréscimo de 8,5% relativamente ao mês anterior, devido, principalamente, ao recolhimento, no mês de julho, da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da participação especial de parte das compensações financeiras, apurada trimestrealmente.

No mês, as despesas do Governo Central aumentaram R$ 9,9 bilhões (12,3%), explicado pelo Tesouro Nacional, como consequência da antecipação da gratificiação natalina dos servidores do Poder Executivo, início do pagamento do benefício do abano salarial (FAT) e acréscimo dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O secretário do Tesouto Nacional, Arno Agustin, detalha do resultado ainda nesta manhã.

PIB registra queda de 0,6% no segundo trimestre

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

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O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (29) o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

Já em 12 meses, com o dado do segundo trimestre, há um crescimento acumulado de 1,4%.

O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

Já o setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%.

Salário mínimo aumentará para R$788,06 em 2015

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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timtA ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira, 28, o aumento do salário mínimo para R$788,06 a partir do primeiro dia de 2015. Esse acréscimo é previsto no Projeto de Lei Orçamentária e apresenta um reajuste de 8,8% em relação ao valor atual de R$724 e maior que a expectativa, que era de R$779,79.

Miriam fez o anúncio após a entrega do Projeto de Lei Orçamentária para o presidente do Senado, Renan Calheiros. O novo valor é uma estimativa e será confirmado com a aprovação do projeto. “O salário mínimo previsto no Orçamento para 2015, a partir de janeiro de 2015, será de R$ 788,06. É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo”, disse a ministra.

O cálculo do salário mínimo é baseado na Lei 12.832 que determina que o aumento valor deve incorporar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de dois anos antes, somado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação nos doze meses anteriores ao reajuste.

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013 e o INPC registrou alta da inflação de 6,3% até julho deste ano. A Lei expirará em 2015, porém uma nova prorrogação, até 2019, tramita no Senado.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Na semana do PIB, a palavra é recessão

quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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Por Marília Carrera  – Contas Abertas
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Prévia do PIB indica retração de 1,2% da economia brasileira no 2º trimestre

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O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser divulgado na próxima sexta-feira, em meio a um cenário de pessimismo, de certa forma, inédito. Não que a economia brasileira nunca tenha passado por percalços — longe disso — mas, pela primeira vez desde a estabilização econômica, há a expectativa de recessão por razões majoritariamente domésticas. Não há uma turbulência desestabilizando os emergentes, como foi o caso das crises do México, da Rússia ou dos Tigres Asiáticos, nos anos 1990; os Estados Unidos mostram recuperação cada vez mais consistente; e os países europeus já atravessaram o pior de sua crise fiscal, que teve seu ápice em 2011. A China passa por mudanças em seu modelo econômico que continuam lhe garantindo crescimento de 7% e não são suficientes para colocar em perigo o resto do mundo. Apesar disso, no Brasil, a expectativa é de crescimento próximo de zero, com cada vez mais analistas aderindo à possibilidade de recessão. A economia brasileira tem se comportado como um doente acometido por várias pequenas infecções, umas graves, outras menos, e que, por falta de tratamento adequado, caminha para uma falência múltipla.

O governo vem atribuindo o cenário ruim ao mercado externo e tem desferido críticas públicas aos analistas que dizem o contrário, conforme mostra o episódio lamentável com o banco Santander. Tal incapacidade em reconhecer a má condução da economia apenas acentua a descrença de investidores e empresários no Brasil. Eles pararam suas máquinas e congelaram decisões de investimento no aguardo por dias melhores. Resultado da pouca confiança do setor privado no país é que a projeção para a taxa de investimento da economia em 2014, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo, mostra queda de 2,4% na comparação com o ano anterior.

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Economistas apostam em inflação e juros maiores em 2015

Os investimentos só devem ser destravados após o pleito eleitoral. Aécio Neves, do PSDB, mantém-se como favorito do mercado, seguido por Marina Silva, que tem demonstrado ao menos a intenção de montar uma equipe disposta a recuperar o tripé econômico. Já a presidente Dilma parece continuar vivendo no mundo de faz de conta. Em entrevista ao Jornal Nacional na última semana, como candidata à reeleição, afirmou que os indicadores antecedentes da economia apontavam uma recuperação do PIB no segundo semestre. Tais índices são compostos pela produção de indústrias de embalagens e papelão, e que apontam a tendência das encomendas da indústria. Já nesta segunda-feira, Dilma voltou atrás e disse a jornalistas em Brasília que não tem “expectativa” quanto aos novos dados do PIB. “Não faço estimativa prévia, não. Nunca fiz expectativa. Não force a barra”, desconversou a presidente.

Os números (veja gráfico), contudo, mostram o contrário do que a presidente quer acreditar. O país já está, sim, em recessão técnica, segundo o monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O levantamento, divulgado na segunda-feira, acompanha os mesmos indicadores econômicos que o IBGE e aponta que a riqueza gerada no país recuou 0,45% no segundo trimestre deste ano, após ter diminuído 0,12% nos primeiros três meses de 2014. Outros indicadores mostram diagnóstico similar. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 1,2% no segundo trimestre ante o primeiro e permaneceu praticamente inalterado, com avanço de apenas 0,08%, no acumulado do ano. Já a produção industrial caiu 6,9% em junho ante igual período do ano anterior, consolidando o quarto mês consecutivo de queda e o pior resultado desde setembro de 2009, quando o indicador recuou 7,4%. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) no Brasil teve variação negativa de 3,2% em julho ante junho, para 84,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se do menor nível desde abril de 2009, quando o indicador atingiu 82,2 pontos. Já as vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, afirmou o IBGE. Em 12 meses, a alta é de 4,9%, número bem distante das variações de dois dígitos que costumavam ser registradas até 2012.

Ruim e realista — Diante de tantas variáveis, o diagnóstico feito por especialistas ouvidos pelo site de VEJA é ruim — e realista. A deterioração do cenário econômico entre abril e junho pode contribuir para que o desempenho da economia brasileira entre janeiro e março seja revisado para patamares negativos. Caso, além da revisão, o resultado do segundo trimestre também venha no vermelho, como apontam alguns analistas, configura-se recessão técnica.

A economia brasileira expandiu somente 0,2% no primeiro trimestre 2014 na comparação com os três últimos meses de 2013. “Com a economia paralisada desde o segundo trimestre do ano passado, acho inevitável falar em recessão. Temos certeza de que o resultado do PIB será negativo, e uma desaceleração intensa pode acabar puxando o resultado do trimestre anterior para baixo. Com uma expansão próxima de zero, há grandes chances de ser confirmada a retração no primeiro trimestre”, afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. “Temos uma economia que está há quatro anos em profunda desaceleração, desde o pico de crescimento em 2010, fragilizada por questões domésticas. O ponto é que tivemos um governo muito intervencionista nos últimos anos, que protagonizou uma queda de braço com o setor privado. Investidores sentiram-se desmotivados, esperando a situação melhorar”, completa.

Ainda que a expectativa ruim não tenha oficialmente se convertido em recessão, pelo menos não até a próxima sexta, já existe o clima recessivo — que é tão nocivo quanto. “É como se o mercado enxergasse, na prática, um clima de recessão econômica. Precisamos de um governo que crie um novo ciclo de reformas que reduza o custo Brasil e aumente a taxa de investimento”, diz o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho. Segundo Velho, caso nenhum dos candidatos de oposição vença, a única forma de tentar dissipar a atmosfera de descrença é uma mudança brutal na equipe econômica petista — algo pouco provável, diante da própria incapacidade dos gestores em questão de reconhecer a lambança feita no país. “A convocação de profissionais pró-mercado e sensíveis às necessidades de ajustes para elevar a produtividade poderá trazer efeitos positivos para a economia brasileira”, diz.

​Perspectivas – Estimativas do relatório Focus do Banco Central apontam para um crescimento de apenas 0,70% em 2014. O economista-chefe do Santander, Maurício Molan, confirma que, diferentemente de 2008, quando houve a crise financeira, o atual período de estagnação econômica é explicado por razões internas. “Os motivos da recessão de 2008 foram totalmente externos. Desta vez, estamos vendo um desempenho mais fraco e uma falta de confiança na economia por fatores predominantemente domésticos, como inflação próxima do teto da meta, falta de controle das contas públicas e elevados custos de produção.”

A previsão para o próximo ano é de que a economia se mantenha fraca, pressiona pela necessidade de reajustes na política fiscal. Economistas apontam para expansão de 1,2% em 2015. “A previsão para 2015 é de baixo crescimento econômico, dada a necessidade de reajuste fiscal. Os reajustes contribuirão para uma menor expansão da economia, já que o governo será obrigado a cortar gastos e investimentos”, afirma o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. De acordo com Rostagno, o mercado de trabalho deverá sofrer os impactos da contração econômica a partir do ano que vem. “O mercado de trabalho passará a refletir o ambiente de baixo crescimento econômico e inflação alta. A expectativa é de que ano que vem o mercado de trabalho comece a dar sinais mais consistentes de enfraquecimento com a deterioração do cenário econômico.”

O TOMBO DA ECONOMIA

Na semana do PIB, a palavra é recessão - Economia - Notícia - VEJA.com

Inadimplência das empresas atinge maior nível para meses de julho

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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Flávia Albuquerque – Repórter da Agência
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notas_real_50_2_de_1O número de empresas que deixaram de pagar dívidas cresceu 12,9% em julho na comparação com junho – maior avanço para um mês desde o início da pesquisa em 2000. Quando comparado com julho do ano passado houve alta de 11,4%. No acumulado do ano, o índice registrou alta (6,9%), de acordo com números divulgados hoje (27) pela Serasa Experian.

Os títulos protestados e os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pela alta do indicador em julho, com variações positivas de 39,5% e 23,1% e contribuições de 8,6 pontos percentuais e 3,7 pontos percentuais, respectivamente. As dívidas não bancárias (de cartões de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviço) também apresentaram crescimento de 2,7%, com contribuição de 1,1 ponto percentual.

As dívidas com os bancos tiveram queda de 1,8% e contribuíram para que o índice não subisse ainda mais em julho de 2014.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a Copa do Mundo resultou em muitos feriados e paralisações, especialmente durante a fase da disputa de grupos, e reduziu a base de comparação mensal (junho), o que impulsionou os registros de inadimplência em julho.

“Por outro lado, a estagnação da economia, prejudicando a geração de caixa das empresas, a elevação do custo financeiro tendo em vista os juros mais altos neste ano em relação aos vigentes no ano passado e o avanço dos salários acima do crescimento da produtividade vêm proporcionando maiores dificuldades às empresas para honrar seus compromissos financeiros”, informa a instituição.

Confiança da indústria volta a cair pela oitava vez seguida

quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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Marli Moreira – Repórter da Agência Brasil

trabalho_na_insutria_1O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), apresenta queda de 1,2% entre julho e agosto ao atingir 83,4 pontos. Foi o oitavo recuo seguido e o mais baixo nível de avaliação desde abril de 2009 (82,2 pontos). No entanto, a intensidade da queda diminuiu ante as três últimas pesquisas – com -3,2%, -3,9% e -5,1%.

A Sondagem da Indústria de Transformação indica pessimismo maior em relação ao momento presente. O Índice da Situação Atual (ISA) foi negativo em 3,6%, com 82,7 pontos, o menor nível desde março de 2009 (78,5). O Índice de Expectativas (IE) aumentou 1,4%, ao alcançar 84,1 pontos.

O superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo Jr., adverte que os empresários ainda se mantêm cautelosos quanto aos negócios em médio prazo. “A ligeira melhora das expectativas é insuficiente para sinalizar uma efetiva inversão da tendência negativa observada no ano. As previsões tornaram-se mais favoráveis para a produção, com a normalização do número de dias úteis após o fim da Copa, mas, no horizonte de seis meses, o pessimismo continua aumentando”, destaca ele em nota.

O indicador de situação atual dos negócios mostra queda de 7,1% entre julho e agosto, com 78,8 pontos, o menor nível desde abril de 2009 (76,8). Para 8,1% dos consultados, a situação atual é boa ante 10,8% que tinham essa avaliação na apuração passada. Paralelamente, cresceu de 26% para 29,3% os que consideram o ambiente fraco para os negócios.

A proporção de empresas com projeção de aumento da produção teve leve crescimento, ao passar de 27,6% para 27,8%. E a parcela que prevê queda diminuiu de 20,8% para 16,1%. Na sondagem sobre os que esperam melhora para os seis meses seguintes, o percentual teve elevação de 25,6% para 30%, mas também aumentou a parcela dos que apontam piora (de 20,2% para 26,5%).

A pesquisa mostra ainda que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou estável em 83,2%, mas esse é o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%). As consultas foram feitas em 1.176 empresas entre os últimos dias 4 e 22.

Produzir no Brasil é 23% mais caro do que nos Estados Unidos

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

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tiA produção da indústria brasileira é 23% mais cara do que a dos Estados Unidos. O custo subiu 26% nos últimos dez anos, já que em 2004 produzir no país era 3% mais barato do que em território norte-americano, de acordo com estudo divulgado pela consultoria The Boston Consulting Group (BCG). O resultado evidencia queda na competitividade da indústria brasileira no período.

A pesquisa avaliou a produção dos 25 principais exportadores do mundo, analisando os critérios: salário, produtividade do trabalho, custo da energia e taxa de câmbio. A consultoria apontou que o país está menos competitivo nos quatro pontos analisados. Os custos para produzir no Brasil também estão maiores do que em outros emergentes, como na China, na Índia, no México e na Rússia.

A produção brasileira está entre as mais caras do mundo em relação aos EUA, sendo mais oneroso produzir somente na França, na Suíça e na Austrália, nesta ordem. A produção mais barata fica na Indonésia, onde o valor é 17% menor do que nos EUA.

Custo brasileiro

O que mais pesa na conta brasileira são os custos com a mão de obra, que representam 36,2%, explicados por altos salários aliados à fraca produtividade. A eletricidade, que tem peso de 3,1%, e o Gás Natural, que representa 5,2%, também contribuíram para o aumento, já que sofreram elevação nos preços.

Entre 2004 e 2014, a produtividade cresceu apenas 1% ao ano, o que pode ser explicado por falta de investimentos e de mão de obra qualificada, infraestrutura inadequada e burocracia excessiva. A consultoria classificou o Brasil como parte do grupo “sob pressão” ao lado da China, Rússia, República Tcheca e Polônia.

 

Analistas veem PIB fraco até meados de 2015

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

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timtCom a redução pela 12ª semana consecutiva das apostas para o crescimento da economia em 2014 – de 0,81% para 0,79%, na pesquisa Focus – especialistas já estimam que o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) só deve voltar a avançar a partir do segundo semestre de 2015. A avaliação considera o cenário mais otimista para o próximo ano, e parte dos economistas aposta que a economia só voltará a deslanchar em 2016.

As previsões da pesquisa feita pelo Banco Central (BC) para 2015 são modestas e corroboram essa avaliação. Segundo analistas, o país crescerá apenas 1,2% no próximo ano. A projeção para 2016 é de expansão da atividade econômica de 2,5%.

Para o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Julio Gomes de Almeida, que se classifica como otimista, o crescimento mais forte pode voltar a ocorrer já no segundo semestre do ano que vem, após a “digestão” de um aperto fiscal e de um realinhamento de preços de energia elétrica e de combustível.

“O país tem condições de crescer 2% no ano que vem e a Selic pode caminhar para 10%. É um patamar muito ruim (da Selic, hoje) para a indústria. O que a indústria precisava neste ano era investir mais. Apenas se investir mais sairá do buraco que está”, afirma.

O economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho, também se diz moderadamente otimista com o desempenho da economia no ano que vem e aposta que os juros podem voltar a cair no segundo semestre e o PIB chegar a 2%. Ele trabalha com um cenário de vitória da oposição ou de mudança na condução da política econômica da presidente Dilma. Para Velho, isso ocorre com um ajuste fiscal que leve a meta de superávit primário para até 3% bem como pela sinalização, já no primeiro trimestre, de reformas tributária e da Previdência.

“A política fiscal pode ser a grande aliada para evitar o aumento dos juros, mas para a taxa de investimento deslanchar é preciso um conjunto de reformas”, afirma.

Juros devem subir menos

Com a economia em marcha lenta e projeções mais favoráveis para a inflação, a pesquisa do BC mostra que os economistas passaram a esperar por uma alta mais moderada para a taxa de juros (Selic, atualmente em 11% ao ano) em 2015. Analistas do mercado financeiro consideram que o BC não precisará aumentar tanto os juros para domar a inflação no ano que vem. Segundo a pesquisa, os juros devem subir para 11,75% ao ano. Até a semana passada, a aposta era que a Selic chegaria a 12% ao ano no fim de 2015.

A queda nos juros é reflexo de projeções melhores para a inflação. O levantamento do BC mostra que a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano caiu pela quinta semana seguida: de 6,26% para 6,25%. Outro fator que leva à expectativa de juros mais baixos é o crescimento. Com a economia em um ritmo menos acelerado, a dose do remédio contra a alta de preços pode ser menor.

Indústria pode reagir em 2015

Ainda segundo o Boletim Focus, a estimativa de retração do setor industrial passou de 1,53% para 1,76% em 2014.

“A projeção está bem realista porque temos perspectiva de desemprego em alguns setores e ainda por cima queda no consumo das famílias” aponta o economista-chefe da corretora NGO, Sidnei Nehme.

Para alguns economistas, no entanto, a indústria poderá voltar a crescer no ano que vem. Leonardo França Costa, da Rosenberg & Associados, não vê espaço para retomada do PIB no ano que vem. Ele prevê alta de apenas 0,9%, próxima do resultado deste ano. Considera, porém, que para a indústria, o pior já passou:

“O setor automobilístico teve neste ano o seu momento mais difícil. No ano que vem, existe a perspectiva de aumento da demanda interna, a expectativa de que a economia argentina melhore e que mesmo a economia mundial melhore também “, afirma.

 

Mantega anuncia medidas para estimular crédito imobiliário

quarta-feira, 20 de agosto de 2014
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Wellton Máximo e Pedro Peduzzi – Repórteres da Agência Brasil

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927344-mantega_9595_0O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, há pouco, medidas que facilitarão o crédito imobiliário e reduzirão a inadimplência. As ações envolvem a simplificação jurídica, a criação de títulos com isenção de Imposto de Renda e o fortalecimento de garantias.

As ações entrarão em vigor gradualmente. Segundo Mantega, o governo editará duas medidas provisórias, resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) e fará emendas a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional.

A primeira medida envolve a simplificação da aquisição de imóveis, cujas informações passarão a ser centralizadas em um único cartório, evitando transtornos como a compra de um imóvel com processo na Justiça. De acordo com Mantega, a centralização reduzirá os custos operacionais e acelerará o processo de compra e concessão de financiamentos imobiliários. A medida provisória com a alteração deve sair até o início da próxima semana.

O governo também lançará uma nova modalidade de títulos privados para fornecer recursos para os financiamentos imobiliários. Chamado de Letra Imobiliária Garantida, o novo papel será emitido pelos bancos e terá isenção de Imposto de Renda e dupla garantia, com cobertura da instituição financeira emissora e carteira imobiliária separada dos demais ativos do banco, caso a instituiçãos seja liquidada. Investidores estrangeiros também poderão comprar o papel.

O novo título complementará as letras de Crédito Imobiliário (LCI), que atualmente movimentam R$ 100 bilhões. “O novo papel tem vantagens em relação à LCI porque tem mais garantias e está dentro dos padrões internacionais, o que permite que a poupança estrangeira passe a financiar a aquisição de imóveis no Brasil”, disse o ministro. A criação do título depende de medida provisória.

O governo também anunciou um incentivo para que imóveis quitados sejam usados como garantia em qualquer tipo de operação de crédito. Agora, até 3% dos recursos da caderneta de poupança aplicados no mercado imobiliário poderão ser usados para operações de crédito, de qualquer finalidade, que tenham imóveis quitados como garantia. De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida poderá gerar até R$ 16 bilhões em novas operações. A mudança passa a valer a partir quando o governo editar resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Além de estimular o crédito imobiliário, o governo incentivará o crédito consignado privado. Atualmente, a maior parte do crédito consignado (com desconto na folha de pagamento) é concedido a aposentados e a servidores públicos. Para os trabalhadores privados, essa modalidade de crédito não decolou, segundo Mantega, porque, muitas vezes, as empresas trocam de banco por meio do qual pagam os salários dos empregados.

Agora, o tomador do crédito poderá autorizar a instituição financeira a debitar o valor da prestação no mesmo momento em que o salário é depositado na conta corrente. Hoje, a  empresa desconta a parcela do salário do empregado e repassa o dinheiro para o banco que concedeu o empréstimo num momento posterior.

De acordo com o ministro, na prática, a medida permite que a empresa troque de banco para o pagamento dos salários, mas a conta que recebeu o empréstimo deve permanecer na instituição financeira original. A mudança será implementada por meio de medida provisória.

O governo facilitou ainda a tomada de bens móveis (carros, caminhonetes, caminhões, ônibus, tratores e máquinas) pelos bancos em caso de inadimplência. O tomador do empréstimo poderá autorizar diretamente a recuperação do bem financiado em caso de inadimplência, dispensando ações na Justiça. Segundo Mantega, a mudança será feita por meio de emenda a projetos de lei em tramitação no Congresso e permitirá que os bons pagadores consigam financiamentos com juros mais baixos e maior segurança jurídica.

A equipe econômica também decidiu simplificar a recuperação tributária de crédito em atraso. As instituições financeiras não precisarão mais entrar na Justiça para pedir a dedução de tributos referentes a prejuízos com empréstimos em inadimplência. A medida beneficiará operações de crédito de qualquer modalidade sem garantia de até R$ 100 mil e operações com garantia de até R$ 50 mil. Acima desses valores, continua a necessidade de pedido judicial. A nova regra depende de medida provisória para passar a valer.

De acordo com Mantega, as medidas contribuirão para aumentar a produtividade da economia e melhorar a competitividade do sistema financeiro. “As medidas melhoram a regulação do crédito brasileiro. O que todo mundo quer no Brasil é aumentar a competitividade, reduzir custos e simplificar as transações”, explicou.

Rombo na Previdência este ano deve chegar R$ 55 bilhões

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

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timthuO rombo nas contas da Previdência Social este ano deve superar a previsão oficial de R$ 40,1 bilhões e chegar aos R$ 55 bilhões. Segundo fontes ligadas ao governo, o déficit impedirá o cumprimento da meta fiscal de 2014, estabelecida em 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB).

Até o momento, o governo não revisou a estimativa oficial. Caso isso aconteça, será necessário um corte adicional nas despesas do Orçamento para que a meta fiscal do ano seja cumprida.

Especialistas ligados ao Ministério da Fazenda afirmam que não há previsão de melhora para o déficit. “O cenário está mais para uma notícia ruim do que para uma notícia boa”, disse uma fonte ligada ao Ministério da Fazenda.

Somente no primeiro semestre deste ano, o déficit do Regime Geral da Previdência Social chegou aos R$ 23,1 bilhões. Em parte, esse resultado se deve ao atraso no pagamento de R$ 2,2 bilhões em precatórios, dívidas geradas por decisões judiciais que são pagas pelo poder público.

Os precatórios previdenciários costumam ser pagos em abril, mas este ano foram empurrados para a contabilidade de outubro, feita pelo Tesouro Nacional. Assim, os gastos que ajudaram a melhorar as contas públicas no primeiro semestre, vão piorar o superávit primário no segundo semestre.

 

Brasil vive o pior clima econômico desde 1991

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

notas_real_50_2_de_1Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que em julho deste ano o Indicador de Clima Econômico (ICE) chegou aos 55 pontos, o menor patamar desde 1991. O que mais pesou para esse resultado foram as consecutivas revisões para baixo do PIB, atualmente estabelecido em 0,81%.

O ICE é medido pela Sondagem da América Latina, realizada pela FGV em parceria com o instituto alemão IFO. O levantamento é apurado a cada três meses. A pesquisa atual mostra que o Brasil registrou um recuo de 22,5% em comparação ao mês de abril.

Segundo a economista Lia Valss, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, a piora no ICE se deve principalmente a fatores domésticos. “Houve um aumento muito grande no peso que se dá aos problemas que o Brasil tem, como inflação, falta de confiança no governo. Problemas que antes não eram complicados para o país”, disse Lia.

O recuo brasileiro ficou atrás até mesmo do registrado pela Argentina, que caiu de 75 pontos em abril para 57 em julho. Na América Latina, o único país com um clima econômico pior que o do Brasil é a Venezuela, que registrou 20 pontos no último levantamento, patamar mínimo da pesquisa.

 

Lucro do Banco do Brasil cai mais de 60% no segundo trimestre

quinta-feira, 14 de agosto de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 2,829 bilhões no segundo trimestre de 2014 – 62,1% a menos do que o resultado registrado em igual período do ano passado (R$ 7,472 bilhões) e 5,6% superior ao primeiro trimestre de 2014 (R$ 2,678 bilhões). No primeiro semestre, o lucro chegou a R$ 5,506 bilhões – 45,1% menor do que o de igual período de 2013 (R$ 10,029 bilhões).

A remuneração aos acionistas atingiu R$ 1,1 bilhão, montante equivalente a 40% do lucro líquido, sendo R$ 899,7 milhões na forma de juros sobre capital próprio e R$ 216,4 milhões em dividendos.

Os ativos do banco atingiram R$ 1,4 trilhão em junho, crescimento de 15,4% em 12 meses e 2,3% em relação ao trimestre anterior, favorecido principalmente pela expansão da carteira de crédito. Segundo a instituição, o banco é líder em ativos entre as empresas do setor financeiro da América Latina.

A carteira de crédito ampliada, que inclui títulos e valores mobiliários privados e garantias prestadas, atingiu R$ 718,8 bilhões em junho, crescimento de 12,5% em 12 meses e 2,8% em relação ao trimestre anterior. O financiamento imobiliário (saldo de R$ 32 bilhões) e crédito ao agronegócio (R$ 157,2 bilhões) registraram alta, em 12 meses, de 84,5% e 23,7%, respectivamente. No período, o BB manteve a liderança em crédito no Sistema Financeiro Nacional, com 21,3% de participação de mercado.

O saldo de crédito concedido às empresas encerrou junho em R$ 335,3 bilhões – crescimento de 13,2%, em 12 meses, e 3,7% em relação ao trimestre anterior.

O índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias representou 1,99% da carteira de crédito. No mesmo período, o sistema financeiro registrou índice de 3%.

Petrobras: reajuste de combustíveis é “necessário”

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Montadoras já demitiram 6.700 neste ano

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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A partir do dia 25, a Volkswagen dará férias a 4.500 trabalhadores da fábrica de Taubaté e a Fiat também vai suspender parte da produção em Betim (MG)

Montadora Ford, em São Bernando do Campo<br /><br /><br /><br />

Apesar de recorrer ao lay-off e a férias coletivas, a indústria automobilística demitiu neste ano 6.700 trabalhadores, a maioria por programas de demissão voluntária. O setor emprega hoje 150.300 pessoas. A maioria deles passou, neste ano, por períodos de dispensa, como férias coletivas e folgas, medidas que continuam sendo adotadas. A partir do dia 25, a Volkswagen dará férias a 4.500 trabalhadores da fábrica de Taubaté e a Fiat também vai suspender parte da produção em Betim (MG).

Quem está em lay-off mantém a esperança de retorno à rotina da fábrica. “Estou aproveitando a oportunidade para me dedicar aos estudos, pois não sentava num banco escolar há 18 anos”, afirma Maria Idaiala, de 41 anos, que frequenta o curso de qualificação na fábrica da Mercedes-Benz. Funcionária da empresa há 15 anos, ela trabalha na área de montagem de cabines e enfrenta seu primeiro lay-off.

Com esperança de voltar ao trabalho “o mais rápido possível”, Wilson Menezes Silva, funcionário da Volkswagen em São Bernardo, aproveita o tempo livre para fazer trabalhos voluntários. Com 49 anos de idade e 25 de Volks, ele produzia a Kombi, que saiu de linha.

(Com Estadão Conteúdo)

Instituições financeiras reduzem a 6,26% previsão da inflação para o ano

segunda-feira, 11 de agosto de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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A projeção de instituições financeiras para a inflação, este ano, caiu pela quarta semana seguida. Segundo a pesquisa semanal, feita pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,39% para 6,26%, este ano. Para 2015, houve ajuste de 6,24% para 6,25%.

Na última sexta-feira (8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que IPCA fechou o mês de julho em 0,01% e chegou a 6,5% em 12 meses. Em junho, a inflação estava mais alta: 6,52%, em 12 meses e 0,4% no mês.

Apesar das reduções na estimativa, a projeção para a inflação ainda está longe do centro da meta (4,5%) e um pouco abaixo do limite superior (6,5%).

A taxa básica de juros, a Selic – usada pelo BC para influenciar a economia e consequentemente, a inflação – deve fechar 2014 sem novas alterações, de acordo com as expectativas das instituições financeiras. Atualmente a Selic está em 11% ao ano. Mas em 2015, as instituições financeiras esperam por elevação da taxa, que deve encerrar o período em 12% ao ano.

Na pesquisa do BC também consta a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que passou de 5,49% para 5,39%, este ano, e de 4,97% para 5,08%, em 2015. Em relação ao IGP-M, a estimativa foi ajustada de 4,4% para 4,05% neste ano e de 5,61% para 5,60%, em 2015. A projeção para o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 4,33% para 3,98% neste ano, e de 5,53% para 5,50%, em 2015.

Projeção de crescimento da economia este ano cai para 0,81%

segunda-feira, 11 de agosto de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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notas_real_50_2_de_1A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia, este ano, caiu mais uma vez. Na 11ª revisão seguida, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 0,86% para 0,81%. Também houve ajuste na projeção para 2015, que registrou queda de 1,5% para 1,2%.

Essas projeções fazem parte do boletim Focus, resultado de pesquisa semanal do BC a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A estimativa para a retração da produção industrial foi mantida em 1,53%, este ano. Para 2015, a expectativa é expansão de 1,70%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 2 bilhões, este ano, e passou de US$ 8,5 bilhões para US$ 9 bilhões, em 2015.

A estimativa para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 81,45 bilhões para US$ 81,2 bilhões, este ano, e de US$ 74,1 bilhões para US$ 75 bilhões, em 2015.

Para o investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo da economia, a projeção continua em US$ 60 bilhões, em 2014, e em US$ 55 bilhões, no próximo ano.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,35, este ano, e em R$ 2,50, em 2015.

Petrobras diminui investimentos em 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

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Por Dyelle Menezes – Contas Abertas
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Os investimentos das 18 empresas que compõem o Grupo Petrobras foram reduzidos no primeiro semestre de 2014. As aplicações em obras e na compra de equipamentos da companhia somaram apenas R$ 39,1 bilhões nos seis primeiros meses deste exercício. O montante é 12,1% menor do que os R$ 44,5 bilhões aplicados em igual período do ano passado. Os valores foram atualizados pela inflação (constantes).

downloadO levantamento do Contas Abertas levou em consideração os dados disponibilizados pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, do Ministério do Planejamento. A Pasta divulga a execução do Orçamento de Investimento das Empresas Estatais bimestralmente, bem como a execução da política de aplicação dos recursos das agências financeiras oficiais de fomento.

Petrobras obstruçãoO percentual de execução da estatal também foi reduzido, apesar de desde pelo menos o ano 2000, a dotação liberada é a menor dos últimos seis anos. Do total de R$ 84,4 bilhões previstos nos orçamentos de investimentos de 2014, 46,3% foram aplicados efetivamente. No ano passado, por exemplo, o orçamento anual atualizado no fim do primeiro semestre previa que R$ 95,3 bilhões. No primeiro semestre de 2013, 46,7% da previsão havia sido executada.

A execução geral reflete o desenvolvimento das ações da Petrobras. Para a iniciativa de exploração de petróleo e gás natural em bacias sedimentares marítimas, que possui R$ 10,2 bilhões de investimentos previstos este ano, apenas 50,6% (R$ 5,2 bilhões) foram aplicados. No Brasil, as bacias sedimentares marginais, localizadas no litoral e na plataforma continental, são as que possuem condições mais favoráveis à ocorrência do petróleo e do gás natural.

Já na rubrica “desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural – pré-sal” a execução não chegou sequer à 50%. Com dotação de investimentos na ordem de R$ 7,6 bilhões, R$ 3,1 bilhões foram efetivamente aplicados (41,2%). O valor autorizado é o segundo maior entre as ações do Grupo. Os recursos devem ser aplicados em novos sistemas de produção de petróleo e gás natural do “cluster” do pré-sal já em operação e em outros campos ainda em fase de avaliação.

A ação tem por objetivo desenvolver os sistemas de produção de petróleo e gás natural de forma a aumentar a oferta ao mercado, garantindo a manutenção da autossuficiência. De acordo com o governo, o petróleo do pré-sal será a principal fonte de dinheiro para a educação brasileira nos próximos anos.

Apesar dos dados serem oficiais e publicados no Diário Oficial da União, questionada pelo Contas Abertas sobre a redução nos investimentos, a Petrobras afirmou que “as informações oficiais da Petrobras sobre investimentos no primeiro semestre somente estarão disponíveis na próxima sexta-feira, dia 8, como parte da Divulgação dos Resultados Operacionais e Financeiros do 2º trimestre de 2014.

A portaria das estatais é uma das únicas formas de acompanhamento dos investimentos das estatais brasileiras.

Para o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira, a redução nos investimentos da Petrobras é resultado do fenômeno que vem ocorrendo a partir da postura inadequada de usar a empresa para conter a inflação.

“A tendência é que esses números piorem cada vez mais. Quando a empresa chega em um nível de endividamento como o que a Petrobras chegou, e sangrando em razão do preço do combustível, é natural que os números só piorem o cenário, sintomas de uma gestão incompetente e temerária”.

Em 2013, a dívida da companhia saltou de R$ 147,8 bilhões para R$ 221,6 bilhões, aumento de 50%. No mesmo ano, a Petrobras foi classificada como a empresa mais endividada do mundo em um relatório do Bank of America Merrill Lynch.
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Mantega consulta bancos sobre as medidas de estímulo anunciadas pelo BC

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

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Fonte: Opinião & Notícia
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timthuNa última terça-feira, 5, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu com os presidentes de cinco grandes instituições financeiras – Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú e Pactual – para avaliar as medidas de incentivo ao crédito que foram anunciadas pelo Banco Central (BC) em 25 de junho.

Leia mais: Banco Central anuncia medidas para injetar R$ 30 bi na economia

O objetivo da reunião foi ouvir o que os bancos acharam das ações do BC e “medir a temperatura” em relação às expectativas sobre a atividade econômica do país no segundo semestre deste ano.

O governo confia numa ampliação da oferta de crédito na segunda metade do ano para tentar recuperar o Produto Interno Bruto, já que o crescimento da economia no primeiro semestre foi fraco.

As previsões do mercado, apuradas pelo boletim Focus, apontam um crescimento do PIB de apenas de 0,86% este ano. Entre as medidas anunciadas pelo BC para reverter esse cenário está mudanças nas regras de recolhimento do depósito compulsório, a fim de que os bancos possam emprestar mais.

Produção industrial recua 1,4% em junho

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

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Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

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fabricaA produção industrial brasileira caiu 1,4% de maio para junho deste ano, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados hoje (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o quarto mês seguido de queda do indicador, que havia recuado 0,8% em maio deste ano.

A indústria brasileira teve queda em todos os tipos de comparação: 6,9% na comparação com junho de 2013 (maior desde setembro de 2009), 2,6% no acumulado do ano e 0,6% no acumulado de 12 meses.

As quatro grandes categorias industriais tiveram queda na passagem de maio para junho: bens de consumo duráveis (24,9%), bens de capital (9,7%), bens de consumo semi e não duráveis (1,3%) e bens intermediários (0,1%).

Mantega critica relatório do FMI sobre a fragilidade do Brasil

quinta-feira, 31 de julho de 2014

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desqualificou o relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na última terça-feira, 29.

Leia mais: Brasil é um dos cinco emergentes mais vulneráveis, diz FMI

No documento, o FMI coloca o Brasil no grupo das cinco economias mais suscetíveis aos efeitos de outra possível crise financeira mundial. O grupo também inclui Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul.

Segundo Mantega, “em uma instituição financeira respeitável, esse tipo de avaliação não existe”. O ministro também disse desconhecer a equipe responsável pela avaliação. “O relatório é de uma equipe do FMI que não sei quem é. Não é o diretor para o Hemisfério Sul”, disse Mantega.

“O Brasil tem uma situação bastante sólida, que nos permitiu atravessar as turbulências causadas pela retiradas dos estímulos pelo Federal Reserve. Não faz sentido a conclusão desse relatório. Eu não li o relatório, só nos onlines”, disse o ministro.

O ministro disse que não é a primeira vez que o FMI comete um erro. Mantega afirmou que, no passado, o FMI disse que o Brasil enfrentaria uma tempestade econômica perfeita e que estava entre as cinco economias mais vulneráveis. Segundo o ministro, nada aconteceu e ninguém mais falou no assunto.

Mantega declarou que, nos últimos seis meses, o câmbio teve baixa volatilidade e o real foi a moeda que mais se valorizou em relação a todas as moedas. O ministro também ressaltou que o Brasil tem a quinta reserva internacional mais alta do mundo e que é um país atraente para o investimento estrangeiro.

Brasil é um dos cinco emergentes mais vulneráveis, diz FMI

quarta-feira, 30 de julho de 2014

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Um relatório divulgado nesta terça-feira, 29, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que o Brasil é um dos mercados emergentes que mais pode sofrer consequências negativas caso o cenário econômico mundial piore.

O informe anual de avaliação de efeitos colaterais do FMI também incluiu no “grupo preocupante” Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul. Segundo o órgão, caso haja uma nova crise financeira, esse países arcariam com a maior elevação de juros dos títulos soberanos e privados, além de ter a queda mais acentuada dos preços de ativos em seus mercados e uma desvalorização cambial mais forte.

De acordo com o relatório do FMI, a vulnerabilidade dessas nações está relacionada a uma “inflação mais alta, rombo nas contas internas e externas e outros desequilíbrios-chave”.

O FMI reduziu as projeções de crescimento para mercados emergentes em dois pontos percentuais nos últimos quatro anos. A estimativa é de que o crescimento desses países desacelere em 5% durante os próximos cinco anos, ante a média de expansão de 7% entre 2003 e 2008.

Na semana passada, o FMI reduziu a previsão de expansão do PIB brasileiro para 2014 de 1,8% para 1,3% e de 2,7% para 2% em 2015.

 

Fontes: O Globo-Brasil é um dos cinco emergentes mais vulneráveis, diz FMI
                 Opinião&Notícia-Brasil é um dos cinco emergentes mais vulneráveis, diz FMI

FGV: cai 3,2% a confiança na indústria em julho

terça-feira, 29 de julho de 2014

Confiança dos investidores em baixa, gastos públicos em alta

quinta-feira, 24 de julho de 2014

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timthumO índice de confiança dos investidores no Brasil caiu para o pior patamar registrado desde 2009, quando teve início a crise financeira mundial.

A inflação entre produtos cujo preço não é controlado pelo governo chegou a 7% e economistas continuamente revisam para baixo a projeção do PIB deste ano, atualmente em torno de 1%. Analistas da Goldman Sachs alertam para o misto de estagnação econômica e inflação que ronda o Brasil.

Em junho deste ano, o setor industrial do país registrou retração pelo terceiro mês consecutivo, assim como a produtividade industrial. “Após três anos de crescimento anêmico, o setor industrial do país ‘jogou a toalha’”, avalia Arthur Carvalho, economista-chefe do Brasil na Morgan Stanley.

A taxa de desemprego está baixa, mas o cenário negativo para a geração de empregos tornou mais cautelosos os consumidores, que nos últimos anos foram os responsáveis pelo aquecimento da economia. Além disso, o endividamento do consumidor brasileiro está crescendo. Em junho, 11,4% dos consumidores estavam com pagamentos atrasados há mais de 30 dias, percentual acima dos 9% registrado no mesmo período em 2013.

A queda na confiança é um dos maiores desafios para a reeleição de Dilma Rousseff. Na tentativa de evitar que a população sinta os efeitos negativos na economia, a presidente aumentou os gastos públicos.

Em maio os gastos púbicos foram 16% mais altos que no ano passado, enquanto a verba do governo caiu 8%. Como resultado, o Brasil registrou o segundo pior déficit primário da história.

O governo está tentando mascarar o problema até o fim das eleições, mas não está conseguindo. A última pesquisa eleitoral, divulgada este mês pelo Datafolha, mostra que o índice de intenção de votos em Dilma caiu, aumentando as chances da presidente de disputar um segundo turno com Aécio Neves, seu principal adversário.

 

Fontes: The Economist-All systems slow
Opinião&Notícia-

Alta produção levanta ação da Petrobras em 72%

quinta-feira, 24 de julho de 2014

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Fonte: Brasil 247
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Papéis da estatal atingem valor mais alto em 22 meses; pico de R$ 21,05, nesta semana, representou alta de 72% sobre pior cotação no ano, de R$ 11,81, em março; além da especulação feita em torno das pesquisas eleitorais, agora investidores reconhecem que elevação para 1,95 milhão de barris/dia de petróleo extraídos pela estatal no País garante ótimos resultados financeiros; da área do pré-sal já saem mais de 500 mil barris/dia nos primeiros poços; “É a Harvard das águas profundas”, comparou, elogiando, o banco Credit Suisse; JP Morgan e Goldman Sachs também recomendam compra dos papéis em razão de “crescimento consistente” na produção; presidente Graça Foster comemora: “Aqui dentro temos uma espécie de mantra: produção, produção e produção”, diverte-se ela

 O mercado está devolvendo, e rapidamente, toda a sangria provocada de maneira especulativa sobre as ações da Petrobras. Esse retorno já está na casa dos 72% de valorização do papel da estatal brasileira desde o piso em que se encontrava no pregão do dia 17 de março, quando valia apenas R$ 11,81, no seu pior momento histórico. Nesta semana, atingiu o pico de R$ 21,05. Foi o maior valor histórico do papel da petrolífera desde o dia 14 de setembro de 2012, vinte e dois meses atrás. O fechamento nesta quinta-feira 24 ficou em R$ 20,31, com valorização de 0,25% sobre a véspera.