Economia

BC mantém projeção de crescimento do PIB em 0,5%; inflação deve ficar em 3,8%

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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O Banco Central (BC) manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu estimativa para a inflação. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (22), em Brasília, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segue em 0,5% para 2017.

Entretanto, no relatório, o BC cita as reformas propostas pelo governo, como a da Previdência e trabalhista, para que a economia se recupere este ano. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade”.

Sobre a inflação, o Banco Central diz que “permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária [definição da taxa básica de juros, a Selic]”, diz o relatório.

No relatório, as projeções para a inflação são apresentadas em quatro cenários. A “projeção central”, elaborada considerando as estimativas do mercado para a taxa de juros e o câmbio, indica inflação em torno de 3,8%, 0,2 ponto percentual abaixo da divulgada no relatório de março.

Para o fim de 2018, a projeção permaneceu em 4,5%. Na estimativa para a inflação em 12 meses encerrados no final do segundo trimestre de 2019, o índice cai para 4,3%.

Câmbio e inflação

No cenário com taxa de câmbio constante em R$ 3,30 e taxa Selic estimada pelo mercado financeiro, a projeção para a inflação este ano fica em 3,8% e sobe para 4,3% em 2018, abaixo do centro da meta perseguida pelo BC (4,5%).

O BC também divulgou as projeções feitas com taxa de juros inalterada no atual patamar (10,25% ao ano), mas considera essas estimativas “pouco informativas” porque a Selic está em processo de redução.

“Entretanto, no espírito de manter elevado grau de transparência, o Relatório de Inflação também reporta as projeções condicionais que supõem taxa Selic constante”, diz o BC.

No cenário com taxa de juros e câmbio constantes, a inflação fica em 3,8%, em 2017 e em 3,9%, em 2018. Por fim, no cenário com câmbio projetado pelo mercado financeiro e Selic constante, a inflação fica em 3,8%, este ano, e em 4% em 2018.

 

Fone: Agência Brasil

Inflação pelo IPC-S recua em sete capitais pesquisadas pela FGV

terça-feira, 20 de junho de 2017
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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de junho. A maior queda ocorreu em Recife: -0,44 ponto percentual, indo de 1,01% na primeira semana para 0,57% na segunda semana.

Saiba Mais

Três capitais tiveram deflação (queda de preços) depois de recuo na segunda semana de junho: Belo Horizonte (-0,34 ponto percentual, ao passar de 0,04% para -0,30%), Rio de Janeiro (-0,26 ponto percentual, indo de 0,20% para -0,06%) e Brasília (-0,11 ponto percentual, caindo de 0,08% para -0,03%).

Outras três capitais continuaram tendo inflação, apesar dos recuos na segunda semana: São Paulo (-0,27 ponto percentual, indo de 0,48% para 0,21%), Salvador (-0,24 ponto percentual, de 0,63% para 0,39%) e Porto Alegre (-0,20 ponto percentual, de 0,38% para 0,18%).

A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (19), caiu 0,26 ponto percentual, passando de 0,39% na primeira semana de junho para 0,13% na segunda semana.

Edição: Kleber Sampaio

Inflação medida pelo IGP-10 cai em junho pela terceira vez seguida

quarta-feira, 14 de junho de 2017

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) registrou deflação (queda de preços) de 0,62% neste mês de junho. Essa é a terceira taxa de deflação mensal consecutiva registrada pelo indicador, que teve quedas de preços de 0,76% em abril e de 1,10% em maio. O índice, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula deflação de 1,43% no ano e inflação de 0,08% em 12 meses.

Dois dos três subíndices que compõem o IGP-10 tiveram taxas maiores em junho do que em maio. Apesar de continuar registrando deflação, o Índice de Preços ao Produtor, que analisa o atacado, subiu de -1,74% em maio para -1,17% em junho.

O Índice Nacional de Custo da Construção passou de uma deflação de 0,02% em maio para uma inflação de 0,92% em junho. O Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, manteve a mesma taxa nos dois meses (0,21%).

Com alta de 1% no primeiro trimestre, PIB volta a crescer após dois anos, diz IBGE

quinta-feira, 1 de junho de 2017

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Do Congresso em Foco
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A economia brasileira voltou a registrar crescimento pela primeira vez após dois anos de sucessivas retrações. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 1% no primeiro trimestre em comparação com os últimos três meses de 2016 e fechou em R$ 1,6 trilhão, em valores correntes. A economia do país não registrava resultado positivo desde o quarto trimestre de 2014, quando houve leve alta de 0,2%.

Os indicadores, porém, ainda são preocupantes: no acumulado nos últimos 12 meses, a queda é de 2,3%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2016, o recuo é de 0,4%.

A melhora nos últimos três meses foi atribuída pelo IBGE à agropecuária, que teve seu desempenho impulsionado pela safra recorde de soja, com crescimento de 13,4%. Foi a maior alta do setor desde o quatro trimestre de 1996. A agricultura havia recuado 0,2% no último trimestre do ano passado.

“Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda”, escreveu o presidente Michel Temer no Twitter. O cenário para ele, no entanto, é de incertezas. Na semana que vem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a analisar a ação que pode tirá-lo da Presidência. A Procuradoria-Geral da República examina se oferece denúncia contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) com base na delação e nas gravações do empresário Joesley Batista. No Congresso, o presidente enfrenta quase duas dezenas de pedido de impeachment e pressão de parlamentares para renunciar ao cargo.

Veja a nota do IBGE sobre o assunto:
“No primeiro trimestre de 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,0% em relação ao quarto trimestre de 2016, na série com ajuste sazonal. Esta foi a primeira alta nessa comparação, após oito trimestres consecutivos de queda. Na comparação com igual período de 2016, o PIB recuou 0,4%. No acumulado dos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2017, o PIB teve queda de 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de março de 2017 totalizou R$ 1,6 trilhão. A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2017 foi de 15,6% do PIB, abaixo da observada no mesmo período do ano anterior (16,8%). A taxa de poupança foi de 15,7%, ante 13,9% no mesmo período de 2016. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

TABELA I.1 – Principais resultados do PIB a preços de mercado do 1º Trimestre de 2016 ao 1º Trimestre de 2017

Taxas (%) 2016.I 2016.II 2016.III 2016.IV 2017.I
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior
< Anexo: Tabela 3 >
-5,4 -4,5 -4,0 -3,6 -0,4
Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores
< Anexo: Tabela 4 >
-4,7 -4,8 -4,4 -3,6 -2,3
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior
< Anexo: Tabela 2 >
-5,4 -3,6 -2,9 -2,5 -0,4
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)
< Anexo: Tabela 7 >
-1,0 -0,3 -0,6 -0,5 1,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

O PIB apresentou crescimento de 1,0% na comparação do primeiro trimestre de 2017 contra o quarto trimestre de 2016, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal.
A Agropecuária teve expansão de 13,4%, a Indústria cresceu 0,9% e os Serviços (0,0%) apresentaram estabilidade.

PIB cai 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2016

Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB caiu 0,4% no primeiro trimestre de 2017, o décimo segundo resultado negativo consecutivo nesta base de comparação. O Valor Adicionado a preços básicos teve variação negativa de 0,3% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios recuaram em 0,8%.

Dentre as atividades que contribuem para a geração do Valor Adicionado, a Agropecuária cresceu 15,2% em relação a igual período do ano anterior. A Indústria sofreu queda de 1,1%. O valor adicionado de Serviços caiu 1,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Pelo oitavo trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultado negativo na comparação com igual período do ano anterior. No primeiro trimestre de 2017, a Despesa de Consumo das Famílias caiu 1,9%.

Esse resultado pode ser explicado pelo comportamento dos indicadores de crédito e mercado de trabalho ao longo do período. A Formação Bruta de Capital Fixo sofreu contração de 3,7% no primeiro trimestre de 2017, a décima segunda consecutiva.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram crescimento de 1,9%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços se expandiram em 9,8% no primeiro trimestre de 2017.

PIB acumula queda de 2,3% nos quatro últimos trimestres

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em março de 2017 recuou 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da contração de 2,1% do Valor Adicionado a preços básicos e do recuo de 4,1% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

O resultado do Valor Adicionado neste tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (0,3%), Indústria (-2,4%) e Serviços (-2,3%).

PIB chega a R$ 1,6 trilhão no primeiro trimestre de 2017

O Produto Interno Bruto no primeiro trimestre de 2017 totalizou R$ 1,595 trilhão, sendo
R$ 1,381 trilhão referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 213,6 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

A Agropecuária registrou R$ 93,4 bilhões, a Indústria R$ 291,1 bilhões e os Serviços R$ 996,4 bilhões.

Entre os componentes da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias totalizou R$ 1,004 trilhão, a Despesa de Consumo do Governo R$ 307,6 bilhões e a Formação Bruta de Capital Fixo R$ 248,6 bilhões.

A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2017 foi de 15,6% do PIB, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior (16,8%), enquanto a taxa de poupança foi de 15,7%, ante 13,9% no mesmo período de 2016.

 

Temer comemora resultado do PIB e diz que a recessão acabou

quinta-feira, 1 de junho de 2017
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

O presidente Michel Temer comemorou, em sua conta no Twitter, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 1% no primeiro trimestre de 2017, em comparação ao último trimestre de 2016: “Acabou a recessão!”. Os dados sobre a economia brasileira foram divulgados hoje (1°) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado anunciado nesta quinta representa a primeira alta do índice, após dois anos consecutivos de queda. Na mensagem publicada na rede social, o presidente cita as medidas já adotadas pelo governo e as reformas em análise no Congresso Nacionalo. “Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda”, diz o twitte do presidente.

Os dados relativos ao PIB indicam que, na comparação com o mesmo período de 2016, houve recúo de 0,4%. Já no resultado acumulado nos quatro trimestres terminados em março último (o PIB anualizado) a economia brasileira recuou 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Em valores de mercado, o Produto Interno Bruto fechou o primeiro trimestre do ano totalizando R$ 1,595 trilhão. Ainda em valores de mercado, a agropecuária registrou R$ 93,4 bilhões, a indústria R$ 291,1 bilhões e os serviços R$ 996,4 bilhões.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também comentou o resultado: “Hoje é um dia histórico. Depois de dois anos, o Brasil saiu da pior recessão do século”. Para o ministro, o forte crescimento da economia neste início de ano é uma comprovação de que esse processo já mudou. “Ainda há um caminho a ser percorrido para alcançarmos a plena recuperação econômica, mas estamos na direção correta”, concluiu.

Ministro adianta que PIB será positivo e marca o fim da recessão

quarta-feira, 31 de maio de 2017
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O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou hoje (31) que o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – no primeiro trimestre de 2017 será positivo na divulgação de amanhã (1º) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e marcará o fim da recessão.

“O PIB amanhã será positivo, e isto é muito importante, porque marca o fim da recessão. A economia brasileira está reagindo e há muitos indicadores que fundamentam isto”, disse Oliveira.

O ministro afirmou que o crescimento deve ser um pouco menor que o medido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), por divergências de metologia. Divulgado no último dia 15, o indicador apontou para um crescimento de 1,12% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o quatro trimestre de 2016.

O ministro participou de um seminário na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e voltou a defender as reformas propostas pelo governo e, especialmente, a reforma da Previdência em discussão no Congresso Nacional. “A evolução das despesas com previdência do país são insustentáveis, e não são insustentáveis apenas do ponto de vista da previdência, são insustentáveis do ponto de vista das outras despesas do governo federal. A previdência está ocupando todo o espaço disponível e vai avançar cada vez mais.”

Reformas

Oliveira afirmou que o governo não tem um “plano B” para a reforma proposta e afastou a possibilidade de fatiamento de pontos da reforma para facilitar a aprovação. “O governo não discute nenhum plano B”.

Além de defender as reformas, o ministro minimizou o impacto da crise política no cenário fiscal do país. “O que vejo é que as medidas continuam avançando no Congresso, então, não vejo isto afetando a meta fiscal ou as nossas projeções fiscais.”

Ao apresentar as prioridades do governo federal para melhorar as contas públicas e recuperar a economia, Oliveira apontou que a previdência ocupa cerca de 55% das despesas totais deste ano. “Estamos gastando demais com previdência e de menos com investimento. Esta não é a composição adequada para construir o país”, afirmou ele, comparando com os 2,08% que devem ser destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento.

Segundo o ministro, o governo vem revisando benefícios como auxílio-doença e Bolsa Família dentro dos critérios legais e vem obtendo cortes de custos significativos. Com o auxílio-doença, o índice de reversão de benefícios concedidos durante mais de dois anos chega a 80%, mas a perspectiva é que o percentual caia para cerca de 50%, já que inicialmente foram analisados os benefícios com maior suspeita.

Dyogo Oliveira destacou ainda medidas tomadas para controlar os custos de compras públicas, melhorar a governança das estatais e reduzir o custeio administrativo.

“Há toda uma programação em curso para reduzir os custos, melhorar a qualidade dos gastos públicos, focalizar os programas e abrir espaço dentro da margem fiscal para que nos próximos anos possamos conviver de maneira adequada com o limite do gasto publico,” disse.

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil*

Confiança Empresarial atinge maior nível desde dezembro de 2014

quarta-feira, 31 de maio de 2017

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Da Agência Brasil
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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 1,2 ponto em maio na comparação com abril (0,0 ponto) e atingiu 86,4 pontos, o maior nível desde os 87,7 pontos de dezembro de 2014. Os dados foram divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Com o resultado de maio, na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., a confiança empresarial manteve a tendência de alta observada desde o início do ano.

“A boa notícia é a redução virtuosa da distância, ainda grande, entre o nível dos indicadores que medem a percepção sobre o presente e os de expectativas. A má notícia é que a maior parte da coleta de dados para o fechamento deste mês já havia sido realizada quando uma nova crise política foi deflagrada no país, em 17 de maio”, disse Campelo Jr. Para ele, “o aumento da incerteza provocado por eventos dessa natureza tende a impactar negativamente as expectativas”.

Agregação dos indicadores

A partir deste mês, a FGV passa a divulgar o ICE com a agregação dos indicadores-síntese das quatro sondagens empresarias produzidas pelo Ibre, consolidando os índices de confiança dos quatro macrosetores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV/IBRE: indústria, serviços, comércio e construção.

A agregação é realizada por pesos econômicos, tendo como referência dados extraídos das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variável de ponderação dos setores é o valor adicionado, exceto pelo setor de comércio, cujo peso é determinado pela margem de comercialização. Segundo a FGV, as séries completas dos indicadores de confiança empresarial “serão dessazonalizadas a cada mês”.

Diferentes horizontes

Ainda segundo a publicação da FGV, considerando-se os diferentes horizontes de tempo da pesquisa, a maior contribuição para a alta da confiança em maio foi dada pelo Índice de Situação Atual (ISA-E), com alta de 1,1 ponto, indo a 80,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,3 ponto, alcançando 95 pontos.

A FGV ressaltou que o distanciamento entre a percepção atual dos empresários e as expectativas pode ser visto também nas quatro sondagens que compõem o resultado empresarial. A sondagem com a maior diferença entre expectativas e percepção atual é da construção com 20,9 pontos, seguida por serviços com 13,8 pontos e comércio com 11,9, enquanto a indústria apresenta um distanciamento menor: 6,7 pontos.

A alta da confiança empresarial ocorreu nos dois segmentos com maior peso na composição do indicador: indústria e serviços. Segundo a FGV, no comércio houve ligeira queda (-0,5 ponto), após alta acumulada de 10,2 pontos nos três meses anteriores, enquanto a construção continua apresentando resultados bem inferiores aos dos outros setores, retratando um setor ainda em clima de recessão.
Para a construção do Índice de Confiança Empresarial, o IBRE/FGV coletou dados em 4.932 empresas dos quatro setores, durante os dias 2 e 25 deste mês.

Atividade econômica cresce 1,12% no primeiro trimestre

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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A atividade econômica cresceu 1,12% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2016. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (15), em Brasília.

O indicador mostra que o país saiu da sua maior recessão econômica, com registro de retração nos dois últimos anos. Em 2015, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), teve queda de 3,8%. No ano passado, o PIB encolheu 3,6%.

Em relação ao primeiro trimestre de 2016, houve crescimento do IBC-Br de 0,29%, de acordo com os dados sem ajustes já que a comparação é entre períodos iguais.

Queda seguida de crescimento

Em março, o índice dessazonalizado apresentou queda de 0,44% em relação a fevereiro. Essa foi a primeira queda mensal neste ano. Em fevereiro, houve crescimento de 1,37% e em janeiro, expansão de 0,37%, em relação aos meses anteriores.

Na comparação entre março deste ano e o mesmo período de 2016, houve crescimento de 1,05%. Em 12 meses encerrados em março, o indicador ainda acumula retração de 2,78%.

O IBC-Br é um mecanismo que avalia a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o PIB.

 

Do Congresso em Foco

Governo estuda dobrar isenção do IRPF e tributar dividendos, diz Valor

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Do Congresso em Foco
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O governo prepara um “pacote de bondades” para tentar amenizar o impacto de medidas impopulares como as reformas da Previdência e trabalhista. Segundo o Valor Econômico, a equipe econômica estuda corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) como forma de estimular eleitoralmente os aliados a votarem a favor das reformas. Para compensar o impacto fiscal da mudança, o governo tributaria os dividendos, que hoje são isentos de imposto.

De acordo com a reportagem, a proposta que circula em um grupo restrito no governo dobra a faixa de isenção do IRPF, dos atuais R$ 1.903 para R$ 4 mil. A alteração sofre resistência de técnicos. O assunto já foi tratado em reunião pelo presidente Michel Temer com deputados e senadores, inclusive do PMDB.

Conforme o Valor, integrantes da base governista têm cobrado medidas positivas do governo para justificar aos seus eleitores o voto favorável às reformas. A primeira ação do Planalto, nesse sentido, foi liberar o saque do FGTS das contas inativas.

Outros acenos também têm sido feitos pelo governo para alcançar os 308 votos mínimos exigidos para aprovar a reforma da Previdência na Câmara. Em troca dos votos da bancada ruralista, com 220 deputados e 16 senadores, o presidente Michel Temer aceitou renegociar as dívidas dos produtores rurais relativas ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), a contribuição previdenciária dos trabalhadores rurais.

Os repórteres Andrea Viana e Fábio Graner lembram que a retomada da tributação de dividendos já foi discutida no governo Dilma, na gestão de Joaquim Levy na Fazenda. A tese não prosperou diante da forte resistência do Congresso à elevação de impostos. Na proposta em discussão no governo Temer, essa nova tributação atingiria inclusive os chamados sócios-cotistas, que recebem seus vencimentos na forma de dividendos.

Leia a reportagem do Valor Econômico

Meirelles diz que país voltará a gerar emprego no segundo semestre

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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Da Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (11) que o país vai voltar a gerar emprego, a partir do segundo semestre deste ano. Meirelles participa nesta manhã do programa Agora Brasil, da Rede Nacional de Rádio em parceria com a NBR – canal de TV da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Meirelles fala sobre a economia e as propostas de reforma previdenciária e trabalhista em tramitação no Congresso Nacional.

O ministro afirmou que nos últimos anos o governo gastou excessivamente e a dívida pública subiu “de forma descontrolada”. “É preciso esclarecer o fato de que nós herdamos a maior recessão da história do Brasil”, declarou. O ministro disse que o país ainda está “pagando o preço” dessa recessão econômica. “Os investimentos caíram e as empresas começaram a demitir e as pessoas pararam de consumir com medo de serem demitidas”, disse.

Mas, para o ministro, agora país já saiu do “fundo do poço”. “Já estamos crescendo porque o governo cortou as despesas, estamos fazendo as reformas necessárias”, acrescentou.

O ministro disse ainda que a confiança de empresários e consumidores melhorou, levando a maior produção e consumo. Com isso, Meirelles afirma que o emprego vai reagir no segundo semestre.

Sobre a Previdência, o ministro respondeu a questionamento sobre as dívidas previdenciárias de empresas. Ele disse que a maior parte da dívida é de empresas insolventes ou falidas, o que torna difícil a recuperação. Ele acrescentou que o valor que pode efetivamente ser recuperado chega a R$ 150 bilhões. “Não cobre nem um ano de déficit da Previdência”, disse.

Estados elevam imposto sobre heranças

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

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inflacao-830x553Metade dos estados brasileiros decidiu elevar o imposto cobrado sobre heranças e doações, o chamado Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação. A medida foi uma forma de contornar a queda na arrecadação dos estados gerada pela recessão no país.

A lei atual determina uma alíquota mínima de 2% sobre bens e doações de até R$ 200 mil, podendo chegar a uma alíquota máxima de 8% sobre bens acima de R$ 400 mil. Dos 27 estados do país, 13 já determinaram o aumento da alíquota.

O Rio de Janeiro elevou de 4% para 5% e obteve um aumento de 46,57% na arrecadação em 2016, comparado com o ano de 2015. A alíquota do Rio é baixa se comparada com o aumento de estados que adotaram a alíquota máxima de 8%.

Para ter uma ideia, em 2014, apenas Santa Catarina, Bahia e Ceará cobravam a alíquota máxima. Hoje, além destes três, fazem parte do grupo Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Sergipe e Tocantins.

Para economistas ouvidos pelo Globo, a medida é uma forma eficaz e menos penosa encontrada pelos governos estaduais para aumentar a arrecadação. “Se o estado não tem muita saída, esse imposto é muito melhor que aumentar ICMS, que incide sobre venda de produtos e distorce os preços da economia, provocando perda de competitividade. O imposto sobre herança afeta quem tem um certo patrimônio que vai ser passado para outro, acontece uma vez e pronto. É muito melhor fazer um aumento desse tipo de imposto”, disse Raul Velloso, especialista em contas públicas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

 

Começa a valer hoje novo limite para compra de imóveis com o FGTS

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Da Agência Brasil
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imagesComeça a valer hoje (20) a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que aumentou o limite máximo do valor dos imóveis novos adquiridos por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Até 31 de dezembro deste ano, os mutuários poderão financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão, utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Os financiamentos do SFH cobram juros menores que os demais financiamentos do mercado, de até 12% ao ano. Acima desses valores, valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e definidas livremente pelo mercado.

Essa foi a segunda elevação do limite nos últimos três meses. Em novembro, o CMN tinha reajustado o teto de financiamento de R$ 650 mil para R$ 800 mil, na maior parte do país, e de R$ 750 mil para R$ 950 mil no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O novo teto de R$ 1,5 milhão valerá para todas as regiões do país.

Em nota, o Ministério do Planejamento informou que a medida ampliará o acesso da população às taxas de juros mais baratas e possibilitará a movimentação dos recursos das contas vinculadas do FGTS para o pagamento das prestações.

Megaobras de investigadas na Lava Jato vão custar R$ 107 bi a mais aos cofres públicos

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ToninhoLevantamento feito pelo Globo mostra que pelo menos oito grandes obras de infraestrutura, consideradas prioritárias e sob responsabilidade de empresas investigadas pela Operação Lava Jato, serão entregues até uma década depois do prazo original e com despesas muito acima da previsão inicial. Projetadas para custar R$ 66,1 bilhões, elas já alcançam a incrível marca de R$ 106,9 bilhões além do planejado, elevando os gastos públicos para R$ 173 bilhões.

De acordo com a reportagem de Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt, essas obras ficaram mais caras por causa de desvios, do aumento de custos provocado pela inflação e da necessidade de readaptação. Entre esses empreendimentos estão a Usina de Angra 3 e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O Comperj, por exemplo, deveria ter ficado pronto em 2012, ao custo de R$ 20,1 bilhões. Até agora, com 86% da obra executada, os gastos passam dos R$ 40,2 bilhões e o complexo sairá mais modesto do que o previsto, com o cancelamento de uma refinaria e de uma unidade de lubrificantes. A entrega está marcada para 2020, com oito anos de atraso. Conforme O Globo, o Ministério Público afirma que o consórcio responsável pela obra, formado por Andrade Gutierrez e Odebrecht, entre outras, pagou propina ao ex-governador Sérgio Cabral, preso em Bangu. A defesa de Cabral nega as acusações.

No caso de Angra 3, projetada há quase 30 anos, serão necessários mais R$ 5 bilhões em investimento. A usina deveria ter sido entregue em 2016. O ex-presidente da Eletronuclear, responsável pelas obras, o vice-almirante da Marinha Othon Silva, foi condenado a 43 anos de prisão na Lava Jato, acusado de receber R$ 12 milhões em propina.

Entre os outros grandes projetos citados no levantamento do Globo estão as ferrovia Norte-Sul e Leste-Oeste, o Canal do Sertão Alagoano, a Refinaria de Abreu e Lima e a transposição do Rio São Francisco. O consórcio formado pelas empresas OAS e Galvão Engenharia, responsável por dois dos 14 lotes da transposição, é suspeito de desviar R$ 200 milhões apenas no trecho que vai do agreste de Pernambuco até a Paraíba.

Leia a íntegra da reportagem no Globo

Reforma da Previdência será alterada por pressão popular, diz diretor do Diap

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ToninhoA Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16 (íntegra), que institui a reforma da Previdência, promove o “desmonte” de direitos do contribuinte. Essa é a opinião do jornalista, analista político e diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz, para quem diversos pontos da proposição, já em fase de debates em comissão especial instalada na Câmara, são negativos. Nada que a pressão popular não possa conter, diz o especialista, ao mencionar a ampla maioria da base aliada de Temer no Congresso. Para ele, não se trata de uma reforma da Previdência, mas de um desmonte. “Reforma é para melhorar”, justifica.

“Considerando a pressão popular que haverá – porque a população vai se dar conta do quanto essa reforma é dura, e que estão querendo fazer o ajuste somente em cima de assalariados, de segurados da Previdência e de quem vive de prestação do Estado –, a pressão vai ser de tal ordem que os parlamentares tendem a modificar essa proposta, tirar os seus efeitos mais perversos”, prevê Antônio Augusto, diretor de Documentação do Diap, entidade parceira do Diálogos Congresso em Foco 2, fórum de debates sobre os rumos do país a ser realizado em março, em Brasília.

Em entrevista ao Congresso em Foco, Antônio diz que o aumento do tempo de contribuição para 49 anos, além da idade mínima para requerer aposentadoria, de 65 anos para homens e mulheres – inovação que causa polêmica e protestos de trabalhadoras femininas –, são fruto da linha político-ideológica de Temer. “O Michel Temer foi levado à condição de presidente da República para alterar a agenda do governo anterior, que era tida como intervencionista na atividade econômica, para fazer privatizações e um ajuste fiscal que levasse ao equilíbrio das contas públicas. Mas, como todo liberal e fiscalista, ele sempre busca, nesses ajustes, favorecer mais o capital do que o trabalho. O trabalho é sempre mais penalizado”, critica o diretor do Diap, para quem o compromisso do governo é, principalmente, com os credores da dívida pública e mercado de previdência privada.

Segundo Antônio, a proposta é excessivamente “dura, draconiana” por não considerar a realidade do contribuinte brasileiro, em que muitos morrerão antes de poder usufruir os benefícios previdenciários. “Para que o segurado do INSS [Instituto Nacional de Seguridade Social] possa ter 100% da média de contribuição que ele fez no seu benefício, ele precisa comprovar contribuição por 49 anos. E aí, como segurado do INSS, no setor privado, a cada 12 meses ele fica três para contribuir – por informalidade, por desemprego etc –, ele iria precisar de 64 anos e meio para comprovar os 49 anos de contribuição. Ou seja, ele não estaria vivo para usufruir da aposentadoria dele. É uma regra muito dura”, explica.

Mas Toninho do Diap, como é conhecido, também diz ver aspectos positivos na proposta de reforma, como a contribuição dos exportadores, classe atualmente livre de taxação. “Estão previstos também uma série de mecanismos de fiscalização em relação a benefícios em que há desvios, e isso tem que ser feito mesmo. Mexer em pontos para o futuro é uma necessidade”, acrescenta.

Diálogos

O Diap encorpa a lista de instituições e entidades participantes do Diálogos Congresso em Foco 2, iniciativa que aposta na troca de ideias como caminho para o país sair da profunda crise em que se encontra. Em 2017, o fórum de discussões entra em seu segundo ano na expectativa de tratar de temas como a formação política da sociedade – e, nesse processo, o papel dos meios de comunicação –, medidas de combate à corrupção e ao desemprego, a gestão das finanças públicas etc.

Neste espaço, aberto à participação de todos, revezam-se questões consideradas cruciais para a superação dos entraves à retomada do crescimento econômico, ao aprimoramento da democracia e dos costumes políticos. Participe do debate, deixando registrada a sua opinião por meio de comentários em nosso site, na página do Diálogos no Facebook ou enviando suas contribuições em texto, vídeo ou áudio para o email dialogos@congressoemfoco.com.br.

Leia a íntegra da entrevista:

Congresso em Foco – De que maneira as discussões do Diálogos Congresso em Foco podem ser úteis no debate sobre a reforma da Previdência?
Antônio Augusto de Queiroz – A primeira contribuição que o fórum pode dar, em debate como este, da reforma da Previdência, em primeiro lugar é chamar a atenção para que, de fato, há um desequilíbrio nas contas públicas. E que, portanto, há a necessidade de um ajuste no orçamento dos governos federal, estadual e municipal. O que se deve ter presente nisso é que esse ajuste, que vai implicar sacrifícios, seja feito distribuindo esses sacrifícios entre todos os agentes econômicos e sociais do país, e não apenas um segmento em particular. E que esse sacrifício seja proporcional à capacidade contributiva de cada um. Porque o que se nota, no caso específico da reforma da Previdência, é que vem uma reforma muito dura, e para dar efetividade à Emenda à Constituição 91, aquela que congelou o gasto público em termos reais, mas só congelou a parte do gasto de despesas não financeiras. O que for economizado com despesas não financeiras se converterá em superavit e, em consequência, será utilizado para amortizar a dívida e pagar os juros. O titular ou credor de título público está blindado. Com esse ajuste, ele só ganha. Não perde nada, não participa desse sacrifício.

Há quem diga que o governo mente quando diz que a Previdência é deficitária. Quem está com a razão?
Na verdade, o governo usa, para demonstrar que há insuficiência no financiamento da Previdência, ou deficit, apenas as contribuições de trabalhadores e empregadores sobre a folha. Ora, em um momento de recessão, em que o PIB [Produto Interno Bruto] teve uma contração da ordem de 7%, é claro que as receitas desses campos diminuem, porque têm 12 milhões de desempregados. E o governo utiliza só essa fonte, utiliza essa fonte sem considerar as renúncias, as isenções, e a não cobrança da dívida ativa da Previdência. E desconsidera ainda, solenemente, as receitas do Tesouro, as receitas da seguridade, não inclui PIS/Cofins, contribuição sobre o lucro líquido [CSLL], jogos de azar… Tudo isso vai, também, compor o orçamento que atinge a Previdência. Então, o primeiro aspecto é esse: excluir esses pontos, não considerar outras receitas. De fato, a Previdência – em função dos critérios financeiros e atuarial, do crescimento demográfico, dessa mudança na pirâmide etária – vai requerer algum tipo de ajuste. Mas o problema é que está se fazendo sobre os atuais segurados, quando [reforma na] Previdência se faz, geralmente, para os futuros segurados, para frente, com regra de transição muito generosa em relação a quem está.

A escolha de Carlos Marun (PMDB-MS), aliado do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para presidente da comissão da reforma da Previdência causou certo frisson na Câmara, em razão do estilo contundente que o deputado tem apresentado. O que isso pode representar para a tramitação da proposta?
Antes de falar, especificamente, sobre a tramitação da proposta, eu queria falar mais alguma coisa sobre mérito. É o seguinte: a proposta está ampliando o tempo na atividade laboral antes da aposentadoria. E todos os países que, em função de uma mudança na Previdência em que as pessoas vão permanecer por mais tempo na atividade, esses países fazem programas de inclusão digital para idosos, de capacitação continuada, de saúde ocupacional. Buscam adaptar os cargos e os horários, flexivelmente, de tal modo que acomode idosos, a redução do preconceito e a melhoria do transporte público. E, no Brasil, em relação a esses pontos, o que tende a ocorrer é o contrário, por força do congelamento dos gastos públicos. Ou seja, você retém o cidadão por mais tempo trabalhando, mas não lhe dá condições de trabalhar com a dignidade necessária frente à idade da pessoa.

Outro aspecto é o seguinte: para que o segurado do INSS possa ter 100% da média de contribuição que ele fez no seu benefício, ele precisa comprovar contribuição por 49 anos. E aí, como segurado do INSS, no setor privado, a cada 12 meses ele fica três para contribuir – por informalidade, por desemprego etc –, ele iria precisar de 64 anos e meio para comprovar os 49 anos de contribuição. Ou seja, ele não estaria vivo para usufruir da aposentadoria dele. É uma regra muito dura.

E em relação aos 65 anos para homens e mulheres?
Fazendo [a aplicação das mudanças] de forma gradual, não há problema. O problema é que você pega, por exemplo, os trabalhadores rurais. Hoje, mulher trabalha 55 anos, e homem, 60. Vai aumentar para 65 anos para o trabalhador rural – aumenta dez anos [de contribuição] para mulher. No caso do professor, vamos aumentar 15 anos para mulher, para a professora. Vai tirar a aposentadoria especial do policial, que é atividade de risco. Vai haver uma série de mudanças. Outro exemplo: a idade mínima exigida para assistência social vai ser de 70 anos, e um valor que pode ser menor do que o salário mínimo. Então, são muitas mudanças que muita gente não vai ter sobrevida para poder usufruir.

E quanto à tramitação, com Carlos Marun?
O governo escolheu a dedo os operadores da comissão – Marun como presidente e Arthur Maia como relator. Na comissão há maioria, e o governo precisa apenas de maioria simples para aprovar a proposta. Agora, em plenário, são necessários três quintos [dos deputados, ou seja, 308 dos 513], em duas votações. Considerando a pressão popular que haverá – porque a população vai se dar conta do quanto essa reforma é dura, e que estão querendo fazer o ajuste somente em cima de assalariados, de segurados da Previdência e de quem vive de prestação do Estado –, a pressão vai ser de tal ordem que os parlamentares tendem a modificar essa proposta, tirar os seus efeitos mais perversos. Acho que a grade disputa vai se dar, mesmo, no plenário.

Isso sem falar na mobilização de entidades diversas, que têm o poder de multiplicar essa mobilização popular. A Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), por exemplo, já se prepara para o confronto e nos disse, em entrevista, que nenhum ponto da proposta de reforma é defensável. O senhor compartilha desse entendimento?
Não chegaria a esse exagero. Acho que há pontos que são necessários. Por exemplo, está sendo lá cobrada a contribuição para previdência dos exportadores, que hoje são isentos de contribuição. Isso é um absurdo! Tem que cobrar mesmo. Estão previstos também uma série de mecanismos de fiscalização em relação a benefícios em que há desvios, e isso tem que ser feito mesmo. Mexer em pontos para o futuro é uma necessidade. Agora, as regras de transição apresentadas, de fato, prejudicam enormemente os atuais segurados. Negam a eles a expectativa do direito e, mais do que isso, o direito acumulado.

O governo Temer usa essa reforma para beneficiar o capital financeiro?
O Michel Temer foi levado à condição de presidente da República para alterar a agenda do governo anterior, que era tida como intervencionista na atividade econômica, para fazer privatizações e um ajuste fiscal que levasse ao equilíbrio das contas públicas. Mas, como todo liberal e fiscalista, ele sempre busca, nesses ajustes, favorecer mais o capital do que o trabalho. O trabalho é sempre mais penalizado, e é isso o que ele está fazendo. Quando ele propõe uma reforma da Previdência dessa, na verdade é para economizar, fazer superavit e, portanto, honrar os compromissos com os credores, com os títulos da dívida pública, por um lado, e ampliar o mercado de previdência privada – porque, se as pessoas descreem do Estado, do INSS, da previdência pública, elas vão buscar se proteger na previdência privada. Isso é uma decorrência natural, dado o alinhamento ideológico do governo. No governo anterior havia, no seu interior, uma disputa pelo orçamento público para atender políticas de inclusão social, combater desequilíbrios regionais e de renda etc. No atual governo essa preocupação é pequena, baixa. A preocupação maior é garantir contratos, garantir propriedades, garantir a moeda, contratar serviços essenciais à população no setor privado, ou seja, reduzir o tamanho do aparelho do Estado tanto na concessão de serviços quanto no fornecimento de bens, direitos, programas sociais etc.

É uma reforma apenas para viabilizar o teto de gastos públicos, emenda à Constituição promulgada em 15 de dezembro?
Rigorosamente, isso. O que está previsto na PEC do Teto de Gastos, que uma vez extrapolado o gasto – e ele vai extrapolar – dispara o gatilho, tirando direito do servidor, só tirar direitos do servidor não vai ser suficiente para fazer o ajuste. É por isso que a PEC da Previdência é a única política pública capaz de dar o mínimo de recurso para fazer com que o governo possa honrar aquilo que está na PEC 55 [teto de gastos], ou seja, não gastar mais do que o que se gastou no ano anterior, porque aí terá que ser feito um corte duro na Previdência. E é ela que representa um volume significativo de recursos.

Bancos brasileiros desfrutam da crise de forma notável

domingo, 10 de abril de 2016

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bb-bradesco-e-itau-tem-maiores-rentabilidades-da-america-lat_d474c455efaa0868b77e43a546b41898A escolha de Usain Bolt para ilustrar anúncios do banco Original não poderia ser mais acertada. Assim como o velocista jamaicano, os lucros do banco, que tem apenas cinco anos, apresentaram um desempenho meteórico.

Somente no ano passado, o Original teve um aumento de lucro de 50%, ficando em R$ 111 milhões. Além disso, os empréstimos concedidos pelo banco cresceram dois terços, chegando a R$ 4,25 bilhões. Tudo isso em pleno momento que o país passa por uma forte recessão.

O desempenho do Original exemplifica como os bancos brasileiros vêm desfrutando da crise de forma notável. No ano passado, os quatro maiores bancos do país registraram um lucro somado de 61,948 bilhões, um aumento de 27% em relação ao ano anterior.

Em parte, essa boa fase pode ser explicada pela alta taxa de juros, atualmente em 14,25%. Com a taxa mais alta, os empréstimos ficam mais caros, aumentando o lucro dos bancos.

Mas os bancos têm reagido com sensatez à boa fase. Isso prova que aprenderam a lição da crise bancária ocorrida entre 1995 e 1998, quando a perda das receitas inflacionárias gerada pelo Plano Real obrigou o setor a passar por uma intensa reestruturação.

Os bancos têm consciência de que a boa fase não vai durar para sempre. Isso porque junto com a recessão ocorre o aumento da inadimplência, prevista para crescer este ano. Para completar, é improvável que haja um novo aumento da taxa de juros.

Fonte: Opinião&Notícia

 

 

BC reduz projeção de inflação, que deve fechar 2016 em 7,43%

segunda-feira, 21 de março de 2016

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Pela segunda vez consecutiva, Banco Central reduz projeção da inflação para 2016. Por outro lado, a projeção de recuo do PIB para este ano aumentou de 3,54% para 3,60%

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moedas_0-186x140Analistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana consecutiva a projeção para a inflação este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda –feira, 21, pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) deve fechar 2016 em 7,43%, próximo do teto de 6,5%, mas acima da meta de 4,5%. Na semana passada, a estimativa para o ano era de 7,46%.

Para 2017, a projeção é que o IPCA feche em 6%. Ainda segundo o boletim, a taxa de juros, a Selic, deve  permanecer alta e fechar 2016 em 14,25%. Para 2017, há previsão de queda para 12,50%.

Por outro lado, a projeção de recuo do PIB para este ano aumentou de 3,54% para 3,60%. A expectativa é de uma leve recuperação da economia em 2017, com estimativa de crescimento de 0,44%.

Ainda de acordo com o BC, o dólar deve fechar este ano em R$ 4,20, a quinta redução de projeção consecutiva. As estimativas para o ano que vem também melhoraram, com a projeção do dólar caindo de R$ 4,34% na semana passada, para R$ 4,30.

O boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e contém estimativas de analistas financeiros consultados pelo órgão.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Petrobras fecha 2015 com prejuízo de R$ 34,8 bi

segunda-feira, 21 de março de 2016

 

Fonte: Brasil 247

Com superávit de US$ 3 bi, balança comercial tem melhor fevereiro desde 89

terça-feira, 1 de março de 2016

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901232-portuarios_paralisam_atividades_9763A balança comercial teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 3,043 bilhões em fevereiro. É o melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica da balança, em 1989. Além disso, não era registrado superávit para o mês desde fevereiro de 2012, quando a balança comercial ficou positiva em US$ 1,7 bilhão.

Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em janeiro, o superávit de US$ 923 milhões da balança comercial também quebrou um jejum de saldos positivos para o mês, que já durava cinco anos.

O saldo positivo do mês passado resultou de US$ 13,348 bilhões em exportações e US$ 10,305 bilhões em importações. As vendas externas cresceram 4,6% sobre fevereiro de 2015 e 24,9% em relação a janeiro de 2016. O cálculo é segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado em dólares por dia útil.

A comparação com 2015 representou o primeiro crescimento das exportações ante o mesmo mês do ano anterior em 17 meses. A última vez que as vendas externas haviam subido foi na comparação anual entre agosto de 2014 e agosto de 2013.

Nos últimos meses, as exportações estavam em queda, e a balança só vinha ficando positiva em função de recuos ainda mais acentuados das importações. Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 34,5% no volume diário negociado em fevereiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2015, e crescimento de 5,1% ante janeiro de 2016.

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

Delfim: Brasil pode ter 10 mi de desempregados em março

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

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images_cms-image-000477608O ex-ministro Antonio Delfim Neto alerta que o Brasil corre o risco de atingir 10 milhões de desempregados em março deste ano: ‘Não dá para esperar mais! É fundamental que o Executivo e o Legislativo incorporem o senso de urgência e trabalhem para restabelecer a “confiança” entre eles e recuperar o respeito da sociedade brasileira, sem o qual não haverá crescimento e, com ele, a queda do desemprego’.

Ele ressalta que estamos hoje que o mundo e o Brasil perderam tração, mas diz que é evidente que o efeito externo sobre o qual não temos controle é muito menor do que o efeito interno. “Os últimos resultados da Pnad, divulgados no dia 15 pelo IBGE, são alarmantes. A taxa de desemprego atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015 (um aumento de 30% sobre o seu homólogo de 6,9% no triênio 2012-14), em resposta a uma queda do PIB de 4,5% no mesmo período. Talvez tenha atingido 9,5% no 4º trimestre e será (pelo efeito estacional) ainda maior no 1º trimestre de 2016”.

Delfim propõe que como saída autorizar a plena validade do entendimento direto entre comitês de fábrica e empresários sob a vigilância dos sindicatos. ‘É que trabalhadores e empresários, sentados numa mesa com as informações relevantes e transparentes, possam discutir – caso a caso, livre e concretamente – qual a melhor forma de obter uma distribuição mais “justa” dos ganhos e dos inconvenientes da flutuação da conjuntura, respeitando a segurança, a estabilidade e os direitos constitucionais de ambas as partes’ (leia mais).

 

Fonte: Brasil 247

Aposentado que ganha mais que o mínimo terá reajuste de 11,28%

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

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Protesto-Aerus0089-300x199Os aposentados e pensionistas do INSS cujos benefícios são maiores que um salário mínimo, de R$ 880, terão reajuste de 11,28% este ano. A portaria dos ministérios da Fazenda e da Previdência Social foi publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.

O percentual refere-se à variação doÍndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2015, divulgado sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O INPC serve de referência para a correção dos benefícios previdenciários. Assim, o teto da Previdência Social para 2016 fica em R$ 5.189,82. No ano passado, o reajuste foi de 6,23%.

Quem recebe benefícios acima do mínimo não teve reajuste real neste ano. Já para quem ganha o equivalente a um salário mínimo o reajuste foi um pouco maior, de 11,6%, o percentual de aumento do salário mínimo neste ano (R$ 880).

A partir da expectativa de vida do brasileiro, divulgada na semana passada pelo IBGE, quem fizer novos pedidos de aposentadoria a partir desta segunda terá uma perda no valor do benefício com relação aos pedidos feitos até o último dia 30 ou terá de trabalhar mais tempo para manter o mesmo valor.

Domésticos

A portaria dos ministérios da Fazenda e da Previdência Social publicada nesta segunda estabelece ainda as novas faixas de salários dos trabalhadores domésticos para definição da alíquota de contribuição ao INSS.

Os trabalhadores com salário até R$ 1.556,94 terão alíquota de 8%. Para quem ganha entre 1.556,95 e R$ 2.594,92,  o percentual é de 9%, e quem recebe entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,82, de 11%.

 

Fonte: Congresso em Foco

PIB do Brasil deve ‘encolher’ 2,5% neste ano, diz Banco Mundial

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

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bandeira-brasil-abrUm relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta quarta-feira, 6, prevê que o PIB do Brasil deve “encolher” 2,5% neste ano.

Em seu relatório anterior, divulgado em junho do ano passado, o fundo apontava para um crescimento de 1,1% no PIB de 2016.

O Banco Mundial estima que a economia brasileira tenha sofrido uma contração de 3,7% no ano passado. No relatório anterior, de junho, a previsão era de uma queda de 1,3%.

O IBGE divulgará em março o dado oficial sobre o desempenho da economia brasileira em 2015.

Ainda de acordo com o Banco Mundial, o Brasil deve voltar a crescer apenas em 2017, com uma expansão de 1,4%. No ano seguinte, a expectativa é de um crescimento de 1,5%. No relatório de junho, no entanto, a instituição previa uma alta de 2% para 2017.

“A tranquilização eventual dos temores da inflação e a redução dos déficits fiscais diminuirão a necessidade de maior aumento da taxa de juros e de cortes na despesa pública e deverão preparar o caminho para o retorno ao crescimento em 2017”, diz o Banco Mundial, ressaltando ainda que “o Brasil continua a lutar com incertezas políticas, enquanto o governo enfrenta obstáculos para a austeridade fiscal no Congresso. A estimativa, ainda assim, assume que uma re-ancoragem das expectativas de inflação e uma redução do déficit fiscal vão reduzir a necessidade de maior aperto monetário e fiscal”.

Entre os países da América Latina e Caribe, o Brasil só deve apresentar neste ano um desempenho “menos pior” que o da Venezuela, cuja previsão de contração é de 4,8%.

Já a economia global deve ter uma aceleração modesta em 2016, segundo a instituição, com crescimento de 2,9%. A expansão em 2015 foi de 2,4%.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Vendas de veículos caem 26,6% em 2015

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Balança comercial tem superávit de US$ 19,6 bilhões em 2015, o maior desde 2011

terça-feira, 5 de janeiro de 2016
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Da Agência Brasil
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17012006-dsc_0100_3A balança comercial encerrou 2015 com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 19,681 bilhões. O resultado superou previsão do governo, de superávit de US$ 15 bilhões, e é o melhor desde 2011, quando a balança fechou o ano superavitária em US$ 29,7 bilhões.

O saldo representa uma recuperação frente a 2014, quando a balança comercial brasileira terminou negativa emUS$ 4 bilhões, primeiro déficit registrado desde 2000.

O saldo anual foi divulgado hoje (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O superávit resulta de US$ 191,1 bilhões em exportações e US$ 171,4 bilhões em importações. Foi informado ainda o saldo de dezembro, que ficou positivo em US$ 6,24 bilhões.

Apesar do resultado positivo da balança, 2015 foi um ano de queda das vendas do Brasil para o exterior. As exportações registraram retração de 14,1% na comparação com 2014.

Nas importações, a queda foi de 24,3%. O superávit da balança comercial deveu-se à queda das importações em rítmo mais acentuado que as exportações. O país desacelerou a compra de bens no exterior devido a fatores como a queda na atividade econômica e o dólar em alta.

Contas externas devem ter saldo negativo de US$ 41 bilhões em 2016

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
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Da Agência Brasil
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agenciabrasil030912_ebc2052O saldo negativo das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e as transferências de renda do país com o mundo, deve chegar a US$ 41 bilhões em 2016. Esse valor corresponde a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
A projeção foi divulgada hoje (21) pelo Banco Central (BC). A estimativa para este ano é US$ 62 bilhões ou 3,48% do PIB. Em setembro, o BC projetava para este ano déficit em transações correntes de US$ 65 bilhões, o que correspondia a 3,73% do PIB.

De janeiro a novembro deste ano, o déficit em transações correntes chegou a US$ 56,406 bilhões, contra US$ 92,528 bilhões no mesmo período do ano passado.

Quando o país tem déficit em conta-corrente, ou seja, gasta além da renda, é preciso financiar esse resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento direto no país (IDP), recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo.

A projeção do BC é que o IDP chegue a US$ 66 bilhões este ano e a US$ 60 bilhões em 2016. Nos 11 meses deste ano, esses investimentos totalizaram US$ 59,853 bilhões.

O investimento em ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior e em fundos de investimento deve ficar em US$ 10 bilhões este ano e em US$ 6 bilhões em 2016. De janeiro a novembro, esses investimentos chegaram a US$ 11,420 bilhões. No caso do investimento em títulos negociados no país, a projeção é US$ 13 bilhões em 2015 e US$ 6 bilhões no próximo ano. Em 11 meses deste ano, o valor chega a US$ 17,457 bilhões.

Valdir Simão, da CGU, vai para o Planejamento

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

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images_cms-image-000473141O atual ministro da Controladoria-geral da União (CGU), Valdir Simão, assumirá o Ministério do Planejamento no lugar de Nelson Barbosa.

Barbosa foi a escolha da presidente Dilma Rousseff para substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda.

Nesta sexta, mais cedo, o colunista Lauro Jardim publicou que a saída de Simão da CGU já estava “adiantada”.

“A saída está tão adiantada que Simão já se informou dentro da controladoria sobre os trâmites burocráticos em torno da quarentena a que ministros devem se submeter antes de trabalhar para empresas”, escreveu o jornalista.

Fonte: Brasil 247

 

Dilma troca Joaquim Levy por Nelson Barbosa no comando do Ministério da Fazenda

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
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Da Agência Brasil
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levy_e_nelson_barbosaA presidenta Dilma Rousseff decidiu tirar Joaquim Levy do Ministério da Fazenda e substituí-lo pelo atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Para o lugar de Barbosa, Dilma nomeou o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Simão.

A troca no comando da equipe econômica foi anunciada há pouco pelo Palácio do Planalto, por meio de nota à imprensa, e ocorre após uma semana conturbada no Congresso Nacional, onde esteve em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Pluriananual (PPA) e o Orçamento de 2016.

Aprovada ontem (17) pelo Congresso Nacional, a LDO trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem deduções (R$ 24 bilhões). A mudança foi apresentada pelo relator da proposta, o deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), depois de negociações com o governo, com o objetivo impedir o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família.

Levy sempre defendeu que a meta fiscal ficasse em 0,7%, tendo, inclusive, feito um apelo aos líderes partidários, na última segunda-feira (14), para que trabalhassem pela aprovação de três medidas provisórias que aumentariam receitas, evitando, assim, o corte do Bolsa Família e de outros programas sociais, proposto anteriormente pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Na ocasião, Levy também reafirmou o compromisso do governo com a meta de esforço fiscal em 0,7% do PIB (PIB).

A demissão de Levy vem ao encontro da demanda de vários movimentos sociais, que criticavam a condução do ajuste em prejuízo a direitos dos trabalhadores. Por diversas vezes, especulou-se que o próprio Joaquim Levy pudesse pedir demissão, já que algumas de suas opiniões, no sentido de aumentar o rigor do ajuste fiscal, eram contestadas pela própria presidenta Dilma. Levy, que ocupou o cargo por menos de um ano, foi o responsável pela execução de medidas de ajuste fiscal do governo praticadas nos últimos meses, algumas das quais ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional.

Perfil

Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Barbosa deixou o cargo ao lado do então ministro, Guido Mantega, em 2013. Durante a participação no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff, elaborou estudos de medidas de desoneração para estimular a economia e formulou uma minirreforma tributária para acabar com a guerra fiscal entre os estados.

No início deste ano, substituiu a então ministra Miriam Belchior como titular do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Antes, havia participado da equipe econômica do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outros ocasiões. Em 2003, integrou a equipe de Guido Mantega no Planejamento. De 2004 a 2006, trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também junto com Mantega.

Barbosa também esteve à frente da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, em 2007 e 2008, e da Secretaria de Política Econômica, de 2008 a 2010. Ele é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela New School for Social Research, nos Estados Unidos.

Queda de Levy leva agência Fitch a rebaixar o País

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

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images_cms-image-000472593Depois da Standard & Poors, a agência de classificação de risco Fitch acaba de rebaixar a nota da economia brasileira; assim, o Brasil perde o chamado “grau de investimento”; o motivo é a provável demissão do ministro da Fazenda em meio a uma discussão interna do governo sobre a meta de superávit primário; Joaquim Levy defendia 0,7% do PIB, mas a presidente Dilma decidiu por um número de 0,5%, que poderá chegar a zero em 2016; “estou ligeiramente ofuscado”, disse Levy; sobre o rebaixamento da nota, Levy afirmou que isso é sério e indica que nem tudo que precisa ser feito “está sendo feito no passo necessário”

Assim, o Brasil perde o chamado “grau de investimento”, termo usado pelos investidores para países que são considerados “porto seguro” para investir.

O motivo é a provável demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em meio a uma discussão interna do governo sobre a meta de superávit primário – Levy defendia 0,7% do PIB, mas a presidente Dilma Rousseff decidiu por um número de 0,5%, que poderá chegar a zero em 2016.

“Estou ligeiramente ofuscado”, disse Levy.

Leia, abaixo, reportagens da Reuters sobre a Fitch e declarações de Levy:

Fitch corta rating do Brasil a “BB+” e tira selo de bom pagador do país

A agência de classificação de risco Fitch retirou nesta quarta-feira o selo de bom pagador do Brasil, ao cortar o rating do país em um degrau, de “BBB-” para “BB+”, citando a recessão mais profunda do que o antecipado e a dificuldade que o quadro fiscal e o aumento das incertezas políticas trazem à capacidade do governo de estabilizar a dívida.

Além de retirar o Brasil do patamar de grau de investimento, a Fitch sinalizou que pode colocar o país ainda mais para dentro do território especulativo, ao manter a perspectiva da nota como “negativa”.

A decisão da Fitch acontece após o governo da presidente Dilma Rousseff ter alterado, no fim da terça-feira, a meta de superávit primário para 2016, permitindo no limite zerar a economia do governo no próximo ano para o pagamento de juros da dívida pública.

(Reportagem de Flavia Bohone)

“Estou ligeiramente ofuscado”, diz Levy, sobre mudança da meta de primário de 2016

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao ser questionado nesta quarta-feira sobre o que achou da mudança da meta de superávit primário de 2016 feita pelo governo da véspera, afirmou que estava “ligeiramente ofuscado”.

Levy fez esse único comentário a jornalistas ao chegar para reunião com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

Levy não responde se permanece no cargo, após Fitch rebaixar nota

O ministro da Fazenda permaneceu em silêncio ao ser questionado por jornalistas nesta quarta-feira se permanecerá no cargo, minutos após a agência de risco Fitch ter rebaixado o rating do Brasil para “BB+”, tirando do país o selo de bom pagador.

Sobre a perda do chamado grau de investimento, Levy disse que isso é sério. Para o ministro, a decisão da Fitch indica que nem tudo que precisa ser feito “está sendo feito no passo necessário”.

 

Fonte: Brasil 247

 

Economistas esperam queda de 3,5% para o PIB em 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

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imageesPara 2016, a expectativa dos economistas é de que a economia tenha contração de 2,31%; já a projeção no boletim Focus, do Banco Central, para a alta do IPCA no fim de 2016 aumentou para 6,70%, enquanto para 2015 houve elevação para 10,44%; em ambos os casos, a inflação estouraria o teto da meta

Após o Banco Central afirmar que tomará as medidas necessárias para controlar a inflação, a perspectiva para a taxa básica de juros é de manutenção em 2016, e não mais de queda, ao mesmo tempo em que as expectativas de inflação continuaram subindo.

Pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira aponta que os economistas consultados elevaram a estimativa para a Selic a 14,25 por cento ao ano, ante 14,13 por cento na mediana das projeções da semana anterior. Segundo o levantamento, a taxa deve permanecer no nível atual até janeiro de 2017, quando teria início um ciclo de afrouxamento monetário.

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC piorou sua previsão para a inflação neste ano e em 2016 e indicou que deve voltar a elevar os juros básicos em breve.

No mercado de DIs, o documento levou operadores a apostar quase totalmente que a Selic será elevada em 0,50 ponto percentual em janeiro, dando início a um ciclo de aumento da taxa básica de juros que deve levá-la a pelo menos a 15,75 por cento.

A expectativa de manutenção da Selic vem em meio ao cenário de inflação cada vez mais pressionada. A projeção no Focus para a alta do IPCA no fim de 2016 aumentou para 6,70 por cento, enquanto para 2015 houve elevação para 10,44 por cento. Em ambos os casos, a inflação estouraria o teto da meta.

Para este ano e o próximo, a meta do governo é de 4,5 por cento pelo IPCA, com tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Para a 2017, o centro da meta também é de 4,5 por cento, mas com tolerância de 1,5 ponto percentual.

Economistas reduziram levemente suas estimativas de alta dos preços em 2017, embora as projeções continuem acima do centro da meta. Segundo o relatório, o IPCA deve subir 5,10 por cento em 2017, contra 5,12 por cento no levantamento divulgado na semana passada.

Sobre a atividade econômica, as expectativas deram continuidade à trajetória de queda, depois de o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ter encolhido 1,7 por cento no terceiro trimestre sobre o período anterior, no terceiro trimestre seguido de contração.

A perspectiva de contração este ano chegou a 3,50 por cento, contra queda de 3,19 por cento na semana anterior, enquanto que para 2016 a expectativa é de contração de 2,31 por cento, sobre recuo de 2,04 por cento projetado antes.

Veja abaixo os dados sobre a expectativa do mercado, pela mediana das projeções:

2015 2016

Indicador Anterior Atual Anterior Atual

.IPCA 10,38% 10,44% 6,64% 6,70%

.Dólar (fim do ano) R$3,95 R$3,95 R$4,20 R$4,20

.Selic (fim do ano) – – 14,13% 14,25%

.Dívida líquida/PIB 35,50% 35,55% 40,00% 40,00%

.PIB (crescimento) -3,19% -3,50% -2,04% -2,31%

.Indústria (crescimento) -7,50% -7,60% -2,30% -2,40%

.Conta corrente (US$ bi) -64,70 -64,40 -39,68 -39,68

.Balança (US$ bi) 15,00 15,00 31,68 31,44

.IED (US$ bi) 62,80 62,60 58,00 57,00

.Preços administrados 17,50% 17,65% 7,08% 7,35%

 

Fonte: Brasil 247

Instituições financeiras projetam inflação de 10,44% este ano e de 6,7% em 2016

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
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Da Agência Brasil
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imagessA projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, subiu  pela 12ª semana seguida, ao passar de 10,38% para 10,44%. Para 2016, a estimativa para o IPCA também subiu: de 6,64% para 6,70%. Essas projeções fazem parte do Boletim Focus do Banco Central (BC), publicação semanal, feita com base em projeções de instituições financeiras.

Devido às dificuldades na política fiscal do governo, o BC espera que a inflação fique na meta somente em 2017. Anteriormente a expectativa era 2016. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada quinta-feira (3), o BC disse que adotará as medidas necessárias para trazer a inflação o mais próximo possível de 4,5%, sem estourar o teto da meta (6,5%), em 2016. Para 2017, o comitê esperar fazer a inflação convergir para o centro da meta (4,5%).

Antes de adiar o objetivo de levar a inflação ao centro da meta, o Copom elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes consecutivas. Nas reuniões do comitê em setembro, outubro e novembro, o Copom optou por manter a Selic em 14,25% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 10,91% para 11,04%, este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 10,77% para 10,80%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 10,32% para 10,77%, este ano.

A projeção para a alta dos preços administrados passou de 17,50% para 17,65%, em 2015, e de 7,08% para 7,35%, em 2016.

A inflação alta vem acompanhada de encolhimento da economia, tanto neste ano, quanto em 2016. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, passou de 3,19% para 3,50%, este ano, e de 2,04% para 2,31%, em 2016.

A projeção para o dólar permanece em R$ 3,95, ao final deste ano, e em R$ 4,20, no fim de 2016.

Economia brasileira encolhe 1,7% no terceiro semestre

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

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aum_cred_set90-e1448978139492Dados divulgados pelo IBGE mostram que a economia brasileira registrou queda de 1,7% no Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior. Foi o pior resultado em um terceiro trimestre desde o início da série histórica do IBGE, em 1996, e é a terceira queda consecutiva, o que prolonga a recessão econômica.

O recuo no PIB é pior que a projeção feita pela agência internacional Bloomberg, que previa recessão de 1,2% em comparação com o segundo trimestre de 2015. Ao comparar com o terceiro trimestre de 2014, a contração foi ainda pior, registrando queda de 4,5%. Para os primeiros nove meses do ano, o PIB teve queda acumulada de 3,2% e nos últimos quatro trimestres caiu 2,5%. É o pior desempenho econômico de toda a série histórica.

O IBGE afirma que o recuo na economia brasileira é justificado, principalmente, pela queda nas importações (20%), na produção interna de bens de capital e pelo baixo desempenho da construção civil (queda de 6,3%). O setor de serviços também indicou queda neste trimestre. Recuo de 1% em relação ao semestre anterior e de 2,9% em relação ao mesmo período em 2014.

Os setores da indústria e da agropecuária, onde era esperado um cenário mais favorável, também registraram contração. Queda na indústria de 1,3% ante o segundo semestre e 6,7% em relação a 2014. Nas mesmas bases de comparação, a agropecuária recuou 2,4% e 2%.

O consumo das famílias apresentou uma contração de 1,5% ante o trimestre anterior. Comparando com 2014, o recuo foi de 4,5%. A isso é atribuído a piora dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda.

 

Fonte: Opinião&Notícia