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Sete destinos onde os turistas não são bem-vindos

segunda-feira, 12 de junho de 2017
Entenda por que, em algumas cidades, os turistas podem encontrar uma recepção menos cordial
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Sete destinos onde os turistas não são bem-vindos
Amsterdã acredita que qualidade de turistas é melhor que quantidade (Foto: Pixabay)

O turismo é um setor que movimenta a economia e gera renda. Ao redor do mundo, empresas e governos desenvolvem cada vez mais estratégia para atrair turistas, incentivando-os a gastar dinheiro no comércio local.

Nestes sete destinos abaixo, porém, a história é um tanto diferente. Seja por razões ambientais, políticas ou simplesmente relutância em aceitar forasteiros, tais lugares podem oferecer uma recepção não muito calorosa. Confira a lista abaixo, compilada pelo jornal britânico Independent:

Ilhas Koh Khai, Tailândia

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Há cerca de um ano, o governo tailandês decidiu restringir o acesso de turistas em três famosas ilhas do país: Koh Khai Nok, Koh Khai Nui e Koh Khai Nai. As ilhas, muito populares, já atraíram milhões de turistas de diferentes partes do mundo por conta de seus corais e biodiversidade marinha. Esse excesso de gente fez com que o Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros do país tomasse uma drástica decisão: nada de turistas por lá.

Butão

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Há pouco mais de 40 anos, o país, do sul da Ásia, abriu seus portões para visitação. Mesmo assim, não é tão fácil passar dias agradáveis por lá. Para conhecer a região, inúmeras exigências são impostas aos turistas, entre elas uma taxa de permanecia diária no país que gira em torno de 800 reais por pessoa.

Barcelona, Espanha

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Barcelona tem dificultado cada vez mais a visitação de turistas. Desde 2015, Ada Colau i Ballano, prefeita da cidade, busca alternativas para que a região receba menos gente de fora, entre elas o veto a licenças de novos hotéis e imóveis de temporadas e impostos que façam as pessoas pensarem duas vezes antes de querer conhecer a cidade.

Amsterdã, Holanda

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O diretor de marketing da cidade, Frans van der Avert, afirmou que muitas cidades europeias estão morrendo com o turismo. Para ele, aumentar a qualidade dos visitantes faz mais sentido do que receber milhares de turistas que estão interessados apenas em fazer de Amsterdã palco de festa.

Onsen, Japão

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A região de Onsen é famosa por suas águas termais e casas de banho. Porém, o Japão ainda é um país onde tatuagens são um tabu, e pessoas com o corpo tatuado são terminantemente proibidas de usufruir dos benefícios de Onsen.

Santorini, Grécia

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Colorful Oia Village at Santorini Greece

O número diário de visitantes que podem desembarcar em Santorini foi limitado a 8.000 turistas, por conta das centenas de cruzeiros que aportam na cidade todos os dias. Antes da medida, o movimento exagerado de turistas sobrecarregava a região.

Cinque Terre, Itália

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Cinque Terre é considerada Patrimônio Mundial da Unesco e o incrível número de turistas fez com que autoridades locais repensassem formas de diminuir a visitação. Um dos planos é introduzir cobrança aos turistas que querem conhecer a área costeira.

Cada um tem o Temer que merece!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

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Por Claudio Schamis
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Enquanto no TSE é travada uma batalha para ver se a chapa Dilma-Temer é cassada, o país segue sem saber o que vai acontecer.

E essa espera é mortal para quem ainda acredita que podemos nos recuperar, e é mortal também para quem espera o golpe final para depois decidir o que irá fazer.

E nessa novela o protagonista, o presidente Michel Temer, aparece em seu pedestal dizendo e reafirmando que irá chegar até o fim de 2018.

Sinceramente não sei mais se chega, não sei mais se é melhor chegar, não sei tampouco se é melhor termos eleições diretas já. Não sei de mais nada.

Só sei que essa incerteza toda foi criada pelo próprio Temer, que insiste em dizer que não sabia, que foi vítima, que não é bem assim, que não quis dizer o que disse, que a fala está fora de contexto, que blá, blá, blá.

E esse seu blá blá blá é tão irritante que faz com que sua fala se torne difícil de ouvir. Sua voz começa a irritar, sua figura começa a dar náuseas.

O pior é que ele e todos esses políticos aparecem sempre como vítimas de uma (outra) quadrilha que quer acabar com o partido X, com o partido P, com o partido T, com o partido P (de novo), com o partido M, com o partido D, e com o partido B. Que tudo é uma orquestração de um golpe. Que a imprensa… Os coxinhas… E virão os rissoles e as empadas. Sempre seremos “os apontados” como inimigos.

Tudo é nojento. Tudo é uma mentira combatida com outra mentira e com outra mentira.

Temer, por exemplo, disse que não sabia de quem era o jatinho. Mas, ao mesmo tempo, liga para Joesley para saber de flores no avião. E somos taxados de idiotas. Para que mentir?

Todos esses últimos 14 anos de governo do PT eu bati de frente. Critiquei. Gritei. Fui xingado, criticado e chamado de tudo quanto é coisa ruim. Fui também apoiado. Mas no fundo nunca achei que fosse encerrar minha patrulha. Nunca confiei muito no PMDB, até porque alguns de seus representantes me dão pavor e asco.

Sou na verdade apartidário. Queria ver um país melhor. Um país mais decente. Mais honesto. Mais igual. Mais humano.

Não torço por nenhum partido, torço para que quem nos governe, o faça com amor, honestidade e hombridade.

Mas está difícil crer que isso vá acontecer pelo menos com essa geração de políticos que aí se encontra.

E qual seria a solução? Não faço a mínima ideia. Sei que é preciso uma renovação total. Mas isso é totalmente utópico.

Não me parece que os políticos aprenderam ainda a lição de casa. Parece estarem sempre em recuperação. Mas a maioria é irrecuperável. Só jogando fora e substituindo por um novo. Resta saber se o novo é novo mesmo, ou se está apenas “vestido” com uma capa nova, e por baixo ainda carrega os vícios do que temos aí no mercado.

E, enquanto isso não acontece, temos que rezar e ficar na cola de quem ainda está por aí. E marcar cada passo. Cada atitude. E brigar por justiça num país que teima em mostrar que a justiça ainda é falha e se deixa levar.

Só que a nossa vida não pode ser a mesma cantada por Zeca Pagodinho. Não podemos deixar a vida simplesmente nos levar. Temos que tomar o rumo dela.

Olha a cabeleira do Loures!

Se isso é uma piada não me disseram para que eu começasse a rir. Está nas mãos do ministro relator da Operação Lava-Jato, Edson Fachin, o pedido para que o corredor da mala, o ex-deputado e ex-assessor especial do
presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures, tenha o direito de preservar sua vasta cabeleira quando ingressar no complexo penitenciário da Papuda.

O discurso é tão surreal quanto a situação toda em si. É pedido com urgência que seja assegurado o máximo respeito aos direitos e garantias fundamentais, e que não seja imposto tratamento desumano e cruel, e que se respeite a integridade física e que não raspem o seu cabelo como feito com Eike Batista.

Agora a pergunta que não quer calar: o que será que Rocha Loures esconde embaixo de suas madeixas? Os registros de propinas, a lista com o nome e codinome de envolvidos no escândalo?

Diante de todo esse quadro grave, que desmantelou um governo, que abalou as bolsas, que fez o dólar subir, que fez o nosso risco como país aumentar, como podem perder tempo preocupados com as aparências? E me admira o próprio Rocha Loures preocupado com isso e não com o fato em si de sua prisão.

Poderiam então negociar. O seu cabelo pela verdade plena.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. E se beber ou não me chama na Uber, na Cabify ou na 99.

Herdeiros incompetentes

sexta-feira, 2 de junho de 2017

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Por Percical Puggina
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Senhores leitores. De denúncias estamos mais do que abastecidos. Estamos lotados. Não há mais espaço, seja nas gavetas, seja no HD. Dispenso-me de mencionar a saturação dos também repletos estômagos e suas náuseas. Penso que já passamos da hora. É tempo de começarmos a nos preocupar com a explicação que daremos a nossos filhos e netos quando nos questionarem sobre o que fizemos com o país em que lhes toca viver.

Aos que têm tantas respostas certas para perguntas erradas, chegará certamente o dia em que alguém fará as perguntas corretas: “Por que, diabos, vocês perseveram no mesmo erro, eleição após eleição, crise após crise? Por que, mais de um século após a Proclamação da República, vocês insistem em manter um sistema de governo que nunca funcionou direito?”. E eu ainda dirijo a mim mesmo esta outra pergunta: “Já não estás cansado, escriba, de escolher, a cada eleição, quem te parece menos pior? O mal menor?”. Sim, estou! E como estou!

Em 1891 decidimos seguir, em parte, o modelo adotado nos Estados Unidos. Se funcionava lá, nos parecia razoável supor que funcionasse aqui. Mas o que era razoável aos olhos de Benjamim Constant e seus companheiros, há muito revelou não ser! Um inteiro século de evidências o comprovam. Eis por que observo atentamente os acontecimentos do Tio Sam. Pela primeira vez percebo os eleitores norte-americanos um pouco frustrados com algo que nos acompanha a cada eleição presidencial e na maior parte dos pleitos majoritários que nos são disponibilizados: forte rejeição aos dois candidatos e, como consequência, a nação legitimamente confiada a mãos imperitas e desacreditadas. Não seria diferente com uma vitória da Sra. Clinton. Se enfrentarem um processo de impeachment, verão o quanto dói uma saudade…

A irracionalidade do nosso presidencialismo berra nas páginas dos livros de história. Somos uma nação de condenados. Por imposição de um modelo institucional, somos sentenciados a suportar, longamente, governos incompetentes, corruptos, a respeito dos quais se acumulam suspeitas que se transformam em evidências e cujos males vamos tolerando em nome de uma governabilidade de regra capenga, negocista e inconfiável.

Se há algo que me amaina a consciência é saber que nos últimos 30 anos, nos meios de comunicação do Rio Grande do Sul, ninguém mais insistentemente do que eu combateu o presidencialismo. Aprendi a rejeitá-lo, primeiramente, nos ensinamentos do meu pai, o deputado Adolpho Puggina, e nos artigos de Mem de Sá, de Carlos de Brito Velho e Raul Pilla; posteriormente, no convívio com o dileto amigo e mestre prof. Cézar Saldanha Souza Júnior. Os primeiros morreram sem ver os infortúnios destes anos de bruma e tormenta. Mas sei o quanto padeceu seu discernimento, nas dificuldades dos em que viveram, escutando o silêncio suscitado por seus clamores. O que sentiram não terá sido diferente do que sinto agora, nesta quadra da minha existência, tendo vivido os abalos de 1961, 1964, 1969, 1992, e os audíveis e inaudíveis ruídos destes últimos desregrados e corrompidos anos. O mundo avança e o Brasil se arrasta em seus emaranhados institucionais. Sinto como se as centenas de palestras e programas de rádio de que participei tivessem entrado por um ouvido e saído pelo outro; como se o que escrevi em centenas de artigos e, pelo menos, em dois capítulos de livros recentes, tivessem entrado por um olho e saído pelo outro.

Sim, estou cansado desse presidencialismo, cuja maior competência consiste em gerar crises sem lhes dar solução que não as agrave. Sim, estou cansado de ver a nação fechar os olhos ao mal que vê porque a medicina institucional – sabe-se – pode matar o paciente. Então, vivemos da denúncia. Quanto bem nos faz denunciar! Mas isso não desfaz o que somos: herdeiros incompetentes … (a íntegra do artigo está disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/colunistas/percival-puggina/noticia/2017/05/herdeiros-incompetentes-9801207.html)
Especial para ZERO HORA, em 27/05/2017
NOTA ADICIONAL DO AUTOR: Em 2 de junho de 1988, ocorreu na Assembléia Nacional Constituinte uma negociação que visou beneficiar Sarney com um mandato de cinco anos. Foi uma espécie de primeira PEC. O projeto da Constituição que seria promulgada em 22 de setembro fixava mandatos presidenciais de quatro anos, mas Sarney queria cinco. E não queria parlamentarismo. Queria o poder com kit completo, tipo combo, como ocorre no malfadado presidencialismo. Naquela sessão, junto com a decência política da maioria parlamentar de então, morreram os dispositivos para introdução do parlamentarismo e modernização de nossas instituições. O episódio ficou conhecido como a “Festa das mãos espalmadas” (festa dos constituintes que queriam dar cinco anos àquele desastroso governo).  Daí a imagem que deveria acompanhar esta matéria e que pode ser vista aqui, por quem não a viu na postagem que fiz no Facebook.

‘Momentum’ Reflexão!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

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Por Claudio Schamis
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Em meio ao caos, me veio à mente um provérbio português: “Quem não te conhece que te compre!”. E fiquei pensando no Temer, na Lava-Jato e em toda essa safra de corruptos que a partir do governo Lula aflorou de forma nunca vista antes na história da nossa província. Isso porque estamos longe de ser um país.

Fiquei esses dias pensando em como deixamos tudo chegar aonde chegou. Será que eles lá de Brasília nunca deram na pinta que algo estava errado? Será mesmo que eles estavam fazendo a coisa tão bem que se não houvesse uma denúncia íamos passar por idiotas, otários por mais sei lá quantos anos?

Dirigindo meu Uber e agora também Cabify e 99 POP, e conversando com meus passageiros das mais variadas classes sociais, consigo obter um desenho feio do que a grande maioria espera. Na verdade, a grande maioria não espera mais nada. E aí fico me perguntando: e agora? Se nós estamos perdendo as forças — se é que já não as perdemos — como podemos pensar numa mudança?

Acho que antes de tentar mudar o mundo, e no nosso caso, o Brasil, teríamos que tentar mudar a nós mesmos. O que vejo no dia-a-dia, por mais banal que seja, acaba refletindo na situação que estamos vivendo. E digo e posso afirmar, vai piorar. Infelizmente.

No trânsito, por exemplo, dificilmente você vê gentileza. Por mais simples que seja, ela não existe. E se não existe gentileza fica claro o sentimento do eu individual. E se há o eu individual, como queremos resolver o coletivo?

Não existe mais — é claro que há exceções, mas não suficientes — o ajudar ao próximo, o se preocupar com o próximo. E tiro como exemplo situações “idiotas” do dia-a-dia, como não vou estacionar aqui dessa forma porque senão esse motorista não vai conseguir sair. Ou vou colocar aqui na vaga de deficiente, mas é só um minutinho. E por aí vai. E foi. Estamos no limbo, desacreditados no país, nas entidades, nos políticos, na espécie humana.

Aqui no Brasil não temos o radicalismo dos atentados terroristas, mas em contrapartida o que os políticos fizeram e parece que continuam fazendo não deixa de ser um “atentado terrorista” contra o próprio povo que os colocaram lá dentro para nos representar e lutar por nós.

Quando um Sergio Cabral rouba da maneira que ele fez, alguns ainda não perceberam, mas ele já matou muitos. A diferença é que num atentado com um carro bomba morrem x pessoas na hora, no caso do roubo que Sergio promoveu, as mortes se dão gradativamente. Você leitor, quantos acha que já não morreram porque não tinha leito no hospital, não tinha remédio, não tinha médico?  E por aí vai.

Como alguém pode ficar sem receber seu salário por meses? E as contas? E suas vidas? E a vida de seus dependentes?

Eles roubam, eles administram mal o dinheiro, eles não cortam uma vírgula das regalias, eles continuam ganhando seus altos salários em dia e em contrapartida pedem paciência e criam essa novela de que estão se esforçando para equilibrar o caixa, e faz reunião, aí a coisa vai para ser votada, aí explode uma bomba, param tudo, pedem paciência. E as pessoas continuam largadas e abandonadas.

Por que então eles não ficam sem receber um, dois meses, três meses? Vão morrer de fome? Tem contas a pagar? Tem que comer? Pois é, a “ralé” também. Aí começam a mexer nas alíquotas de impostos, falam em aumento de impostos o que acaba se refletindo em nós diretamente, porque não existe almoço grátis e a vida segue.

Mas que vida? Será que isso que estamos vivendo é vida? Não, não é. Estamos sobrevivendo como podemos.

Então meus caros, seria mais do que hora de revermos conceitos de forma sincera e assumir o que queremos para as próximas gerações. Pois essas gerações que já estão aí dificilmente vão ver um país melhor. Podem ver alguma coisa mudando, mas um país do jeito que gostaríamos, isso vai demorar e muito.

Blá-Blá-Blá-Blás de Temer!

Esse último discurso do presidente Michel Temer no encontro privado dos Chefes de Estado e de Governo do BRICS, só me fez embrulhar mais o estômago e ficar com mais nojo dele. Ele dentro de toda a sua prepotência disse que ficará até 2018 e que o Brasil começa a entrar nos trilhos.

Só se for nos trilhos do desastre total. Mas infelizmente o que temos assistido é o governo fazendo manobras para adiar o inadiável, para tentar apagar o incêndio causado por eles mesmos e fazendo com que tenhamos que assistir tudo estarrecidos e com as mãos totalmente atadas.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Se beber ou não, chama o meu Uber, meu Cabify.

Ou me oferece um emprego no Canadá, nos EUA, na Austrália, em Portugal ou até em Israel. Mas se esforcem para me tirar daqui.

Tudo o que o Roberto Carlos gostaria de saber sobre o grupo JBS

quinta-feira, 25 de maio de 2017

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Empresa brasileira de capital aberto com um total de mais de 217 mil funcionários em cinco continentes – exceto África – a JBS se tornou a maior entre as maiores indústrias de alimentos de proteína animal no mundo com um faturamento estimado, em 2015, de R$ 163 bilhões e atuação empresarial em 22 países.

Fundada no longínquo ano de 1953, no estado de Goiás, pelo pequeno empresário José Batista Sobrinho, o Zé Mineiro, a empresa cresceu e, já neste milênio, graças a manobras que envolveram benesses do governo Lula e empréstimos suspeitos do BNDES, se transformou num gigante na produção e exportação de proteína animal.

Subvertendo a tese de que a empresa precisa crescer para depois tomar empréstimo bancário para expandir, com a JBS se deu exatamente o contrário: a empresa tomou muito dinheiro do BNDES em diversos financiamentos – de forma tão inédita quanto curiosa – para se tornar a maior do segmento fora do país, sem gerar receita ou um único emprego sequer em nosso território. Destaque-se que a liberação de um financiamento do BNDES demora, em média, nunca menos que oito meses. Para a JBS, a bufunfa chegou a sair em apenas 22 dias.

Com o envolvimento de seus principais executivos – os irmãos Wesley e Joesley, filhos de José Batista – nas mais escusas manobras de compra de políticos e corrupção jamais vistas no país, as ações e o prestígio da JBS desabaram da noite para o dia – e isso não é uma força de expressão. A operação “Carne Fraca” – ocorrida há pouco mais de dois meses – e a recente delação premiada de Joesley – que fez desabar o que restava de paciência com o governo Temer – desossaram a estrutura da empresa.

Imediatamente, começou no país – especialmente nas redes sociais – a busca para identificar quais são exatamente as marcas sob o guarda-chuva da JBS. O objetivo único e explícito de tanta curiosidade era boicotar toda a gama de produtos, numa tentativa cidadã de revide financeiro como forma de compensar o prejuízo político e de imagem que a empresa causou ao país ao fazer delação e especular financeiramente sobre ela.

Rei da Jovem Guarda processa irmãos Batista

Para atender a esta “demanda reprimida” – digamos assim – tivemos a ideia de levantar os segmentos e marcas sob o comando da grife JBS. Além de controlar marcas como a Friboi, Swift e Seara, consagradas no segmento de proteína animal, a JBS detém ainda os nomes fantasia Anglo, Angus, Bordon, Company, Do Chef, Excelsior, Frangosul, Lebon, Maturatta e Reserva Friboi. A gigante atua ainda setor de laticínios (Amélia, Carmelita, Danúbio, Doriana, Faixa Azul, Franciscano, Itambé, Leco, Mesa, Serrabella e Vigor). Tem ainda os produtos de limpeza (Assim, BioBriz, Brisa, Flora, Fluss, Lavarte e Minuano). O leitor talvez pisasse na JBS sem saber: são deles a marca Alpargatas – aquela das Sandálias Havaianas – a Dupé, o tênis Mizuno e a bota Sete Léguas. O azeite e o óleo de soja Carmelita, o inseticida MatInset e os sabonetes Albany, Francis, os fixadores capilares Karina, Kolene, Neutrox e Ox, a linha de colônias Phytoderm, o Canal Rural (emissora de TV) e a fábrica de celulose Eldorado pertencem aos irmãos Batista. O grupo controla também a Osklen – marca fashion criada por Oskar Metsavaht. Encerra a lista o Banco Original.

Não somente os desconhecidos das redes sociais nutrem um misto de desconfiança e antipatia pela JBS. O cantor Roberto Carlos também anda insatisfeito com os irmãos Batista. Ele busca na Justiça uma indenização de R$ 7,2 milhões porque a companhia rescindiu contrato com o Rei da Jovem Guarda que, em 2014, atuou como garoto propaganda da marca Friboi. A JBS alegou que Roberto – diferentemente de Tony Ramos – não deu o retorno comercial que dele se esperava. A pendenga tramita na 38ª vara cível de São Paulo.

Claudio Carneiro para Opinião&Notícia

Namoro ou amizade?

terça-feira, 23 de maio de 2017
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Campanha contra erotização precoce das crianças ganha grande repercussão nas redes sociais e levanta debate polêmico, porém fundamental para a educação infantil
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No fim de mais um dia de trabalho, um grupo de pais conversa enquanto aguarda seus filhos saírem da escola. Em meio ao bate-papo, um dos responsáveis conta, divertindo-se, que a filha adora entregar “quem é namorado (a) de quem” na turminha de apenas três anos, em média. Todos sorriem e acham graça.

Mas criança namora? Na verdade, “nem de brincadeira”, estampa em seu slogan uma recente campanha lançada pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) do Amazonas, em parceria com o blog Quartinho da Dany.

Desde que foi divulgada, no dia 5 de abril, a campanha “Criança não namora. Nem de brincadeira” ganhou uma grande repercussão, principalmente nas redes sociais. A ação, que visa conscientizar pais e responsáveis “quanto aos riscos de expor as crianças aos relacionamentos afetivos próprios da fase adulta”, o que pode “adultizar e até mesmo estimular a erotização precoce”, já foi curtida mais de 100 mil vezes e compartilhada mais de 400 mil vezes, atingindo pelo menos 28 milhões de internautas em todo o país.

Em entrevista ao Opinião e Notícia, o psicólogo Luiz Coderch, coordenador da campanha, explica que “o objetivo inicial era apenas realizar uma conscientização a nível regional”. A ação, no entanto, cresceu de forma significativa, surpreendendo a própria secretaria: “Não esperávamos a repercussão, ficamos muito satisfeitos com a demanda, pois revela que a população está interessada em realizar discussões sobre as melhores formas de educar e proteger as crianças, e a mídia tem papel fundamental nesse processo”.

Luiz Coderch disse ainda que o retorno da campanha tem sido “excelente”, com pais e ou responsáveis procurando os profissionais da Seas para tirar dúvidas e buscar orientação sobre seus filhos. “No Facebook também temos recebido várias histórias interessantes de todo o Brasil, mas creio que as melhores histórias que tenho ouvido são as dos próprios funcionários. Apesar de sermos profissionais da área, também somos pais e mães, e alguns dos comportamentos, como beijar na boca dos filhos, também são cometidos por nós, e isso faz com que o processo de reflexão e busca por melhores condições para as crianças seja uma busca de todos. Somente nessas conversas abertas seremos capazes de desenvolver medidas de melhoria na educação intrafamiliar, bem como na educação formal”.

A reação de muitas pessoas contrárias à campanha “Criança não namora” ajuda a ilustrar a dificuldade em abordar o assunto. Nas redes sociais é possível encontrar perfis que criticam a ação, apontando um excesso de “politicamente correto”.

A professora, mestre e doutora na área de infância Maria Inês Delorme, uma das autoras do blog Papo de Pracinha, ressalta, também em entrevista ao Opinião e Notícia, que encorajar “o ‘namoro’ entre crianças é mais uma ‘das brincadeiras’ que os adultos fazem que não respeitam, as vezes até desagradam as suas crianças”.

‘Estou namorando’

Luiz Coderch ressalta que muitas vezes as crianças, mesmo não tão pequenas, não conseguem diferenciar totalmente uma amizade de um “namoro”. Não se deve, no entanto, reprimir as expressões de afetividade da criança. Por outro lado, não é preciso transformar relações de respeito e carinho em namoro.

“Os pais devem ficar tranquilos e estimular através da valorização dos princípios da amizade, como por exemplo explicar para a criança quais os comportamentos da verdadeira amizade como lealdade, sinceridade e parceria. E ao explicar esses valores tenha certeza que a criança assimilará que possui um amigo e não um namorado”, diz o psicólogo.

Inês destaca também que “o tema exige de pais e professores um conhecimento ampliado e destituído de preconceitos na área da sexualidade”.

“Crianças saudáveis são curiosas em relação ao seu corpo e ao corpo dos amigos, quando percebem que os corpos são diferentes, por exemplo, e isso nada tem a ver necessariamente com interesse sexual. Agir com naturalidade e sem deixar que ‘as experiências adultas’ invadam e tomem a cena é o melhor. Já sabemos de crianças bem pequenas com comportamentos bastante ‘sexualizados e perturbadores’ mas, quando se busca entender o contexto de vida e as experiências delas, em 99% dos casos há elementos que se apresentam para ela, cotidianamente, como corriqueiros e como valorizados. Os adultos precisam ter noção sobre suas responsabilidades em todos os casos”, ressalta a pedagoga.

Além disso, segundo Inês, a erotização infantil se sustenta na cultura do consumo. Pautar desejos e comportamentos das crianças por um viés sexual que ainda não lhes pertence é cruel, “exatamente porque existe alguma valorização por parte dos adultos que a cercam”. Comprar maquiagens, tirar fotografias e expor as crianças em redes sociais, muitas vezes com roupas insinuantes, semelhantes às dos adultos, são “modos simples de tornar invisível a vida das crianças, seus direitos, desejos e suas culturas próprias”, explica.

O tema é polêmico, importante e, muitas vezes, desconcertante. Talvez tudo seria mais fácil se ficássemos com “a pureza das respostas das crianças”.

 

Autor: Priscila Fagundes – Fonte: Opinião&Notícia

Fentanil, a droga da vez

segunda-feira, 22 de maio de 2017

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Mortes relacionadas ao consumo abusivo de opioides nos EUA — categoria que vai dos analgésicos à heroína — quase quadruplicaram nas últimas duas décadas. Em alguns estados, a proporção de bebês que nascem com sintomas de abstinência aumentou em 300% desde 1999. Pelo menos 8 mil crianças nasceram com a doença em 2013. Diariamente, 91 americanos morrem de uma overdose envolvendo opioides.

Boa parte dessa tragédia está relacionada à prescrição excessiva de analgésicos permitidos. Em 2015 cerca de 650 mil receitas por dia foram entregues a pacientes. Mas quando as receitas acabam, os dependentes muitas vezes recorrem a substâncias ilícitas. A droga da vez é um opioide sintético chamado fentanil, que é cerca de 50 vezes mais potente do que a heroína e 100 vezes mais potente do que a morfina.

A maior parte do fentanil que chega aos EUA é produzida, muitas vezes legalmente, em fábricas na China. Depois, a droga é enviada a redes criminosas no México e no Canadá e, em seguida, contrabandeada pela fronteira americana. Desde 2013, milhares de americanos morreram de overdose de fentanil.

Em março, o governo chinês, sob pressão dos Estados Unidos e da ONU, concordou em tornar ilegais quatro variantes do fentanil. No entanto, a medida não vai reverter a crise dos opioides nem a ameaça do fentanil. A crise é grave demais para que a criminalização funcione como um impedimento. O país tem pelo menos 2 milhões de viciados em opioides. Eles precisam de tratamento e ambientes controlados para consumir drogas.

Mas a criminalização também é fútil por razões mais profundas. Uma lei inviolável do mercado de drogas, seja para opioides ou maconha, é que a demanda cria a oferta. Fentanil é particularmente atraente para criminosos porque é tão potente — apenas 2 mg do material é suficiente para provocar uma overdose. É fácil esconder esse montante em cartas e pequenos pacotes que são enviados por correio. As recompensas são enormes também: 1 quilo de fentanil custa cerca de US$ 4 mil na China e rende lucros de US $ 1,6 milhão nas ruas dos EUA.

O fentanil e suas variantes estão entre as centenas de novas drogas sintéticas que inundaram o mercado de drogas ilícitas na última década. Novas drogas têm surgido ao ritmo de uma por semana. De 2012 a 2017, 20 novas versões de fentanil apareceram. Um mercado tão diversificado não pode ser apagado. Pressione a China, e laboratórios aparecerão no México.  Proíba uma substância, e outra aparecerá.

É preciso coragem para legalizar drogas quando tantos estão morrendo por causa delas. Mas é melhor que os viciados tomem doses seguras de substâncias familiares sob condições controladas do que se arrisquem enquanto enriquecem criminosos. A Suíça optou pela legalização após uma epidemia de heroína nos anos 80 e passou a tratar as drogas como um problema de saúde pública. Desde então, o consumo de drogas e as mortes relacionadas às drogas caíram. Os EUA deveriam seguir este caminho.

Fonte: Opinião&Notícia

Steve Jobs: um modelo de gestão a não copiar

domingo, 21 de maio de 2017

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Steve Jobs é considerado o maior gênio que o mundo já viu e o melhor CEO desta geração. No entanto, ele também é o mesmo homem acusado de gritar com sua equipe por 30 minutos seguidos, interromper a hora de refeição de seus funcionários, criticar severamente anfitriões e equipes de restaurantes, estacionar em vagas para deficientes, afirmar que pessoas ligadas a direitos humanos têm mentalidade medíocre e dizer o quanto sua equipe é terrível.

Chefes sempre foram vistos como pessoas autoritárias, mas nos últimos anos parece que ser um tirano se tornou uma característica almejada. Isso não surpreende. Walter Isaacson, autor da biografia de Jobs, não criou em sua obra apenas um best-seller, mas também um manual para todos aqueles que buscam um “passe livre” para seus ataques de raiva.

Junto aos relatos do comportamento fervoroso de Jobs e sua ânsia por colocar as pessoas para baixo, Isaacson ressalta que aqueles que não se deixaram abater se tornaram mais fortes e que os funcionários que mais sofreram com Jobs acabaram realizando coisas que nunca sonharam serem possíveis graças ao tratamento duro que receberam. Em algum ponto, o Vale do Silício concluiu que a conexão à internet é mais importante do que a conexão humana. Afinal, se funcionou para um gênio como Jobs, não pode ser tão ruim.

Entretanto, pode. Embora esse tipo de gestão funcione em curto prazo, os funcionários não funcionam bem trabalhando por longo período para um chefe narcisista e tirano. A própria biografia de Jobs afirma que muitos de seus funcionários foram levados ao esgotamento. Além disso, um chefe como Jobs corre o risco de perder talentos excepcionais que pedem demissão ou se recusam a trabalhar para ele por conta de seu temperamento.

Novos estudos apontam que uma liderança extremamente crítica gera funcionários desmotivados e discussões no ambiente de trabalho. Além disso, leva a sérios problemas de saúde como hipertensão depressão, sobrepeso, abuso de substâncias e até mesmo morte prematura.

A questão é simples: quanto mais a pessoa se sente mal sobre ela mesma, menos decisões boas ela consegue tomar para aproveitar ao máximo seu potencial. Fazer com que seus funcionários se sintam terríveis não é somente uma ferramenta de gestão ineficaz, mas também preguiçosa. Não é necessária nenhuma habilidade especial para gritar com alguém. Em contraponto, liderar uma equipe com gentileza, dignidade e postura requer empenho e maturidade, duas características não tão comuns na maioria das pessoas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Está chegando a hora

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Por Carlos Brickmann
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Lula finalmente prestou depoimento a Sérgio Moro. Encontraram-se em pessoa, falaram olhos nos olhos. Nada aconteceu de espetacular. Não houve briga de torcidas em Curitiba, nem troca de ofensas entre depoente, juiz e promotores. Quem achava que Lula é culpado continua achando, quem achava que Lula é inocente não mudou de ideia. Assunto encerrado.

 

Encerrado, pois a disputa hoje é menos no campo jurídico do que no eleitoral. É difícil acreditar que tantos delatores diferentes façam descrições tão parecidas do método petista de redistribuir a renda dos outros se algo não for verdade – e sabendo que, se mentirem, perderão as vantagens que já obtiveram e ficarão na cadeia. Lula, no depoimento, vacilou algumas vezes: garantiu que não tem influência no PT, nem no Instituto Lula, e que sua esposa decidia negócios de centenas de milhares de reais sem consultá-lo. Moro, um juiz duro, certamente esteve atento a esse tipo de detalhe.

 

A sentença de Moro, com possível condenação, deve sair em junho. Lula terá uns 13 meses até que o PT o lance candidato à Presidência da República. Mas, nesse período, se o Tribunal Regional Federal confirmar uma eventual condenação, Lula vira ficha suja e fica inelegível. Os magistrados poderão até permitir que se defenda em liberdade até o processo transitar em julgado, mas ele não poderá ser candidato. E, com o número de processos que sofre, eleger-se presidente é sua única boa saída.

 

Nus, em segurança

 

Detalhe saboroso da delação do marqueteiro João Santana e de sua esposa, Mônica Moura: o líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral, exigiu que parte das contribuições de empreiteiras à sua campanha fosse depositada em conta clandestina no Exterior. A negociação foi feita na sauna da casa de Delcídio, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

 

Justo: na sauna, nenhum negociador teria como ocultar gravadores ou câmeras.

 

Vantagem extra

 

E ninguém teria como botar a mão no bolso dos outros.

 

Odebrecht? Café pequeno

 

Marcelo Odebrecht e seus 77 diretores fizeram uma radiografia notável da circulação de dinheiro não só em campanhas eleitorais, mas também como retribuição a atitudes amigáveis dos poderosos da época. Mas nada foi tão espetacular como a delação premiada de João Santana e Mônica Moura: enquanto a Odebrecht se aproximava dos cofres públicos de maneira protocolar – heterodoxa, sim, mas protocolar – João Santana e Mônica Moura é como se fossem da família, conheciam tudo por dentro.

 

Surgiram então as bombas: a narrativa de Mônica segundo a qual o ministro da Justiça de Dilma, José Eduardo Cardozo, contava à presidente tudo que conseguia saber – e não deveria saber, quanto mais espalhar – sobre as ações da Polícia Federal na Lava Jato; e como Dilma, operando um e-mail falso, passava as informações sigilosas aos marqueteiros. Nas duas delações, ambos garantiram que Lula e Dilma sabiam tudo sobre as doações premiadas, e que Lula era o comandante-chefe do esquema – “a instância final”, como o chamavam. E que Dilma, quando tinha uma informação sigilosa a passar-lhes, sem risco de ser interceptada, levava Mônica para passear numa varanda ou nos jardins do palácio.

 

Detalhes saborosos

 

Algumas despesas que, conforme Mônica Moura, Dilma Rousseff lhe pediu para pagar: ao cabeleireiro, R$ 40 mil; a uma dama de companhia, R$ 4 mil mensais durante quase um ano; a um operador de teleprompter, (aquele vídeo em que corre o texto para quem fala na TV) R$ 95 mil. A Secretaria de Comunicações tem operadores de teleprompter, a EBC tem operadores de teleprompter, mas Dilma só aceitava um, e pagava por fora.

 

Carne queimando

 

A Operação Bullish (referência ao nome em inglês de manobras para elevar o preço de ações em bolsa) atinge a J&F, dona do JBS, maior produtor mundial de carne bovina. Mas a Polícia Federal investiga principalmente como é que o BNDES Participações entrou com mais de R$ 8 bilhões para financiar o crescimento do grupo.

 

É operação para ir longe.

 

Sem fantasia

 

O programa de TV do PSDB foi muito interessante: insistiu na ética. Um dos políticos que mais destaque obtiveram foi o presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, atingido por delações premiadas. E, segundo depoimento de Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, foi apontado por José Dirceu como responsável pela nomeação de uma pessoa de sua confiança numa diretoria da empresa.

 

Aécio não falou sobre isso. O partido, ao que se saiba, ainda não buscou apurar como um dos principais dirigentes da oposição conseguiu nomear gente sua num Governo petista. A troco de que? A propósito, quem é que Aécio teria indicado?

SUPREMA VAIDADE

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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Por Percival Puggina

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Há pessoas que invertem a expressão popular. Nem sete palmos de terra lhes cobrirá a vaidade e ingressarão no além com a mesma fatuidade do aquém. Há poucos dias, votando a favor da libertação de José Dirceu, Gilmar Mendes se referiu aos procuradores federais da Lava Jato como jovens que não teriam “vivência institucional”. E complementou, dirigindo-se a um colega: “Se nós cedêssemos a esse tipo de pressão, nós deixaríamos, ministro Lewandowsky, de ser supremos”.

Chega a assustar! Pode um ministro de presumível sabedoria, encarapitado no cume do poder onde atua, justamente quando fala sobre o valor da vivência institucional, adjetivar-se e a seus pares dessa maneira? Não. E não concebo que Gilmar Mendes faça isso em estado de exaltação. Vejo a frase como ato tão falho quanto simbólico do patrimonialismo incrustado em nossa cultura política, a contaminar as instituições e suas práticas. Num dos desvios por onde esse mal nos conduz, o ato de posse vira uma espécie de escritura de propriedade lavrada em favor do titular. No entanto, tomar posse não equivale a ser dono do cargo; antes, significa ser formalmente possuído pelos encargos que lhe são inerentes.

Foi tudo muito paradigmático, nas concessões daqueles polêmicos habeas corpus pela 2ª Turma do STF. É impossível não perceber, nos votos vencedores, os olhos fixos nos calhamaços de papel, tendo a nação, de quem se diz ser “soberana”, como estática paisagem, em cujo agravo os habeas corpus foram sendo concedidos. Jayme Eduardo Machado, com a autoridade de quem já foi Subprocurador-geral da República, em ZH do dia 5 deste mês, qualificou essa desatenção à sociedade como “autofágico desvio”, capaz de minar de descrédito o poder.

Posteriormente, ao indignar-se com a atividade do colega Fachin, que deslocou para o Pleno a decisão sobre o habeas corpus de Antônio Palocci, Gilmar Mendes revelou a intenção de impor sua vontade com base na maioria de 3 x 2 que se formou na 2ª Turma do STF. Serão razões e fundamentos tão retos e jurídicos quanto os que fizeram seu colega Lewandowsky, brandindo a Constituição, fatiar a pena imposta pelo Senado à ex-presidente Dilma? É uma surpreendente indignação essa dos ministros que resolveram soltar meliantes prudentemente encarcerados pela Lava Jato. Talvez tenham pensado: “Quem esse juiz e esses garotos do MPF pensam ser para andarem por aí criminalizando criminosos tão incomuns?

Por fim, vale lembrar que o STF não é o poder supremo da República. Ele ocupa a cobertura no edifício do Direito, justaposto ao qual, mas não subordinado a ele, está o edifício da Política. Cuide o STF de ser um bom Supremo em seu condomínio e não se meta a Poder Moderador, supremo sobre os demais, como reiteradamente vem tratando de ser. Tal figura não existe em nossa Constituição. Investir-se nela é usurpação. Contudo, não era a vaidade o pecado favorito do personagem John Milton em O Advogado do Diabo?

Do jeito que as coisas vão, a vaidade acabará senhora suprema do Supremo. Sob seus influxos se dilatam as demasias, se ampliam os votos, perde-se tempo, a justiça se arrasta, se rebusca a linguagem e as frases, não raro, parecem uma bandeja de petit fours glacés. A vaidade se nutre da lisonja. A admiração se alimenta do serviço à nação. No campo da justiça, a nação se submete ao STF. Mas admiração, reverência, presta a Sérgio Moro e à Lava Jato. (A íntegra do artigo pode ser lida em http://zh.clicrbs.com.br/rs/opiniao/noticia/2017/05/suprema-vaidade-9791801.html)

Maior obstáculo para criatividade é estar ocupado

segunda-feira, 15 de maio de 2017

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A história mostra que os inventores costumavam ter suas grandes ideias quando deixavam sua mente fluir. Em 1881, quando Nikola Tesla ficou doente durante uma viagem para Budapeste, seu amigo Anthony Szigeti o levava para longas caminhadas para ajudá-lo a se recuperar. Durante um desses passeios, Tesla teve um insight sobre os campos magnéticos rotativos que levariam ao desenvolvimento do atual mecanismo de corrente elétrica. Segundo a autora de “The Happiness Track”, Emma Seppälä, em um artigo publicado no Quartz, ideias de tirar o fôlego costumam vir do relaxamento.

A criatividade acontece quando a mente não está focada. Este é o motivo pelo qual temos grandes ideias no chuveiro. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia indicou que as pessoas são mais criativas ao sonhar acordado ou deixar a mente vagar. Um artigo dos professores de psicologia Jonathan Schooler e Jonathan Smallwood também revelou que as pessoas se dão melhor numa tarefa desafiadora após terem trabalhado em uma tarefa fácil, que permite que a mente vagueie. A ideia é balancear o pensamento linear (que requer bastante foco) com o pensamento criativo.

No trabalho, as pessoas estão sempre analisando problemas, organizando dados, escrevendo, todo o tipo de tarefa que requer foco. Durante o tempo livre, elas ocupam a mente conectadas no celular ou passando horas assistindo séries e filmes.

Portanto, as pessoas precisam achar formas de dar um tempo para o cérebro. Se as mentes estiverem constantemente processando informações, ela não dará asas aos pensamentos e a criatividade.

Algumas dicas para estimular a criatividades são: fazer longas caminhadas (sem o celular) como parte da rotina diária; sair da zona de conforto, seja assistindo uma aula fora de sua área de atuação ou viajando para lugares diferentes; ter mais tempo para diversão e jogos. A ideia é alternar atividades que precisem de foco com aquelas que não exigem muito do intelecto.

Fonte: Opinião&Notícia

O boom da cocaína e o desafio de sua eliminação

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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Em um helicóptero militar, repórteres avistam as plantações ilegais de coca no sul da Colômbia. As enormes plantações são responsáveis pelo maior boom de cocaína da história. As plantações colombianas de coca nunca cresceram tanto, nem mesmo quando Pablo Escobar regulava o comércio da droga. A informação é do Washington Post.

Em 2000, os Estados Unidos criaram o Plano Colômbia para combater a produção e o tráfico de cocaína, além de desestruturar a Farc. Uma das ações do plano foi implementar a fumigação de glifosato, herbicida considerado pela Organização Mundial da Saúde como um possível causador de câncer, para acabar com as plantações de coca. A fumigação, porém, acabou infectando o solo e atingindo outras plantações.

O governo colombiano parou de jogar o famoso herbicida nas plantações de coca em 2015 por conta do elevado risco de câncer. As autoridades americanas acham que a tática deveria continuar em conjunto com outras medidas, mas a mais alta corte na Colômbia formalizou a proibição do glifosato no mês passado.

O acordo de paz assinado entre o governo colombiano e as Farc para acabar com a guerrilha também tinha como objetivo eliminar o negócio do narcotráfico e ajudar as famílias rurais a transformarem suas plantações de coca em cultivos legais. Mas os benefícios financeiros oferecidos pelo governo parecem ter criado um incentivo para que os fazendeiros aumentassem suas plantações da matéria-prima da cocaína. Mesmo os que não plantavam coca, agora estão fazendo isso para receber benefícios.

Persuadir fazendeiros a parar de plantar tanta coca é um grande desafio. Autoridades colombianas estão aparecendo nas comunidades com pagamentos em dinheiro para aqueles que pararem de produzir coca e entrarem em um programa de dois anos para mudar para uma plantação legal. As áreas que conseguirem o feito vão receber suporte comercial e técnico, assim como financiamentos para estradas, clínicas e campos esportivos. Para receber os pagamentos mensais, toda a comunidade deve estar livre da coca. Especialistas dizem que este método é a única forma do plano funcionar, porque se a coca estiver por perto, as gangues do tráfico nunca irão embora.

O governo deve pagar as famílias até US$ 12 mil num período de até dois anos (uma quantia calculada para ser tão boa quanto às plantações de coca). Porém, se as 70.000 famílias estimadas se inscreverem (provavelmente muitas mais vão querer também), o custo vai ser maior que US$ 500 milhões por ano. Com os recursos financeiros escassos por um crescimento colombiano lento, ainda não está claro se o governo vai conseguir pagar o programa. Se os fazendeiros não conseguirem os pagamentos, eles vão continuar plantando coca.

O mercado da cocaína está tão saturado que os preços caíram. Quando o presidente colombiano Juan Manuel Santos for encontrar o presidente americano Donald Trump em Washington, no dia 18 deste mês, a droga será o grande assunto. Trump já citou o contrabando da cocaína como uma ameaça crescente à segurança nacional e uma justificativa para o muro entre os EUA e o México.

Entre 2013 e 2015, o número de jovens americanos que experimentaram cocaína pela primeira vez aumentou 61%, segundo o último relatório dos EUA. “O que está acontecendo é o contra-argumento da ideia de que a demanda sempre leva ao fornecimento”, disse William Brownfield, autoridade americana de assuntos anti-narcotráfico. “Neste caso, o fornecimento do produto agora é bem maior do que a demanda”, explica Brownfield.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Maconha no Uruguai será vendida em farmácias

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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Nos arredores de Libertad, uma pequena cidade a uma hora de carro de Montevidéu, cercas de arame farpado e guardas protegem um terreno de dez hectares de propriedade do governo. Dentro, as estufas das empresas ICC e Simbiosys licenciadas pelo governo do Uruguai para cultivar maconha de uso recreativo abrigam milhares de plantas. Em 2 de maio, os uruguaios começaram a se registrar nos correios como usuários potenciais da droga, que será vendida nas farmácias a partir de julho.

Esta será a última e a mais importante etapa de um longo processo. Em 2013, o Senado aprovou a legalização da maconha e a regulamentação de sua produção e venda, uma atitude pioneira no mundo. O objetivo do governo do Uruguai é eliminar o mercado negro, controlado, sobretudo, por traficantes paraguaios, porém sem estimular o consumo. Os uruguaios registrados, mas não os visitantes, poderão cultivar até seis plantas em casa; aderir a um clube, onde 45 membros podem cultivar até 99 plantas; ou comprar a maconha em farmácias. O consumo ficará limitado a 40 gramas por mês.

Mais de 6.600 pessoas se registraram para cultivar maconha em casa e 51 clubes já esperam seus sócios. Mas as autoridades uruguaias acreditam que as farmácias serão as principais fontes de acesso à droga. A um preço de US$1,30 por grama, a maconha comprada nas farmácias será mais barata do que a vendida por traficantes.

A qualidade também será melhor, disse Milton Romani, que supervisionou a implementação da lei até julho de 2016. O governo teve o cuidado de consultar usuários regulares de maconha para estabelecer critérios quanto à sua potência. “São eles que conhecem o assunto”, observou Romani com um sorriso.

Fonte: Opinião&Notícia

União estável e casamento são iguais para herança, determina STF

quinta-feira, 11 de maio de 2017

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 10, equiparar os direitos de herança em união estável e casamento civil. A regra vale para casais heterossexuais e homossexuais.

Por maioria — seis votos a dois —, os ministros entenderam que é inconstitucional a distinção de regimes sucessórios prevista no Código de Processo Civil, que prevê que, no caso de uma união estável, o companheiro receba 30% da herança — e não metade dos bens adquiridos durante a união.

“O artigo 1.790 é, em última análise, inconstitucional porque viola os princípios constitucionais da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Essa é uma questão de segurança jurídica, e não do casamento ser hierarquicamente superior à união estável”, afirmou o ministro Luís Roberto Barroso, que foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Já os ministros Ricardo Lewandowski e o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, se posicionaram em sentido contrário.

“A Constituição não equaliza regimes que dizem respeito a institutos diferentes. Entender de modo diverso, igualando casamento e união estável, em especial no tocante ao direito sucessório, significa, além do prejuízo para os sucessores, desrespeitar a autonomia do casal, quando da opção entre os institutos […] Não cabe ao Judiciário, após a escolha legítima pelos particulares, sabedores das consequências, suprimir a manifestação de vontade com equiparações”, defendeu Marco Aurélio.

A decisão ocorreu no julgamento de dois casos de repercussão geral, sendo um deles relativo a uma união homoafetiva que durou 40 anos e outro que girava em torno de um casal heterossexual que manteve uma união estável por nove anos.

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello não participaram da sessão nesta quarta.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Comportamento do cão tem relação com o de seu dono

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

cachorro-e1487167364979A ideia de que os cães têm a personalidade parecida com a de seus donos ganhou embasamento científico. O estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Viena foi publicado na revista científica Plos One.

Mais de 130 cachorros e seus donos participaram de um experimento com vários testes, incluindo a medição da frequência cardíaca e a resposta que os cães tinham diante de ameaças. Amostras de saliva também foram analisadas para medir o nível de cortisol, um marcador de estresse.

Após um cruzamento de informações, o estudo mostrou que humanos e cães, realmente, podem interferir no humor um do outro, mas a influência humana em relação aos cachorros é maior.

Cães de pessoas negativas, por exemplo, têm menos variação nos níveis de cortisol. Isso revela que eles são mais ansiosos e não conseguem lidar com situações estressantes. Estes cães apresentam o seguinte comportamento: costumam lamber os lábios do dono, bocejar ou se afastar de objetos ameaçadores.

Cães de pessoas mais calmas, por outro lado, têm maiores alterações nos níveis de cortisol. Isto demonstra que eles são mais resilientes e conseguem se adaptar com facilidade a diferentes situações. “Nossos resultados comprovam aquilo que vemos na prática: os cães e seus donos são pares sociais e influenciam um ao outro na maneira como lidam com o estresse”, disse a cientista Iris Schoberl à BBC.

 

Fonte: Opinião&Notícia

De Dostoievski para Lula – A crença na própria mentira

terça-feira, 8 de março de 2016

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Por Percival Puggina*
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luladostoievskifinalA tarefa de fazer com que muitos creiam não é apenas missão religiosa. É, também, essência da política como arte de conquistar apoios para alcançar e manter o poder. Há sistemas políticos nos quais as pessoas creem em partidos e suas ideias, visões de mundo, perspectivas históricas, valores e em como isso se projeta nos anos por vir. E há sistemas, como o nosso presidencialismo, em que a crença dos eleitores recai sobre as pessoas dos candidatos. É fácil compreender que isso nos faz mais vulneráveis à mentira como forma de angariar apoios. Quanto mais ingênuo o eleitor, quanto mais carente do benefício pessoal que lhe possa advir do poder público, mais sensível ele se torna a mentiras e mistificações. Nas nossas disputas políticas, a verdade é mais inoportuna do que a mentira.

Em Irmãos Karamazov, Dostoievski ensina: “O homem que mente para si mesmo e escuta as próprias mentiras chega a um ponto em que não pode distinguir a verdade e a mentira dentro de si ou ao redor de si, e assim perde todo o respeito por si mesmo e pelos outros“.

Após seu depoimento nas instalações da PF em Congonhas, durante a entrevista que virou discurso, o ex-presidente era imagem viva e falante do desastre exposto por Dostoievski. Lula apelou para todo o seu repertório de artimanhas. Quero destacar a que é mais repetida, ao longo dessa infinita série de escândalos. Segundo o governo, a promissora condução petista dos negócios nacionais seria antagonizada por uma elite que não tolera a prosperidade dos mais pobres.

Lula, Dilma, o governo e seus partidos prestariam enorme serviço à saúde pública se apontassem quais brasileiros desejam que os pobres continuem pobres e morram na miséria. Essas pessoas, certamente pouquíssimas caso existam, deveriam ser identificadas e tratadas porque portadoras de um desejo anormal, desumano e masoquista. Ninguém mentalmente sadio quer viver sitiado pela miséria e suas vexatórias consequências que o governo sequer minimamente conseguiu abrandar.

A esse respeito, o senso comum grita contra a algaravia de Lula: nada é tão honestamente benéfico ao bem de cada um do que o bem de todos! Nada é mais conveniente à prosperidade de cada um do que a prosperidade de todos! São dois axiomas que dispensam provas. Eis por que o desastre ético e técnico da gestão petista nos leva a sonhar com educação promovendo o desenvolvimento das potencialidades da juventude, população ativa ganhando a vida e gerando riqueza, produção, consumo, empregos, PIB crescendo, inflação caindo e as pessoas podendo cuidar bem de si mesmas. Quem não quiser isso é doido. E quem acusa 90% da população ser contra isso é o quê, Dostoievski?

*Escritor e titular do blog do Percival

Do Sanduíche ao Carro: Por que tudo no Brasil custa mais caro que nos EUA?

segunda-feira, 7 de março de 2016

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Big_Mac_hamburgerDe vez em quando temos a percepção de que palavras e números não são usados para esclarecer ou ilustrar – mas para enganar as pessoas. Na verdade, palavras e números ludibriam os tolos mas fazem com que os mais críticos fiquem com a pulga atrás da orelha e comecem a fazer contas.

Com o objetivo de excitar a pulga, a revista Economist, por exemplo, criou em 1986 o Índice Big Mac – informando o preço em dólar do famoso sanduíche em 100 diferentes países – com o objetivo de comparar os valores das moedas e o custo do alimento em relação à remuneração dos consumidores de diferentes nacionalidades. O que parece uma brincadeira é, na verdade, um exercício interessante para comparar os diferentes estilos e custos de vida.

Considerando o salário mínimo mensal no Brasil, R$ 880, e o valor da hora trabalhada – R$ 3,66 – e comparando com o mínimo mensal nos Estados Unidos, US$ 1.256, e o valor mínimo da hora trabalhada – US$ 7,25 – já percebemos que estamos em franca desvantagem. Se verificarmos a cotação do dólar em reais nestes dias de instabilidade política e econômica no Brasil, podemos fazer a relação de R$ 3,75 – sem medo de errar.

Para comprar a combinação de dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim, o brasileiro desembolsa US$ 3,60 (o equivalente a R$ 13,50). Nos Estados Unidos, o mesmo sanduíche sai por US$ 4,79.

Seria um erro considerar que o Big Mac americano sai mais caro no bolso deles do que no nosso – considerando somente a conversão do dólar para o real. Amigo leitor, que tal considerar a hora trabalhada?

O mesmo sanduíche consumiria mais de três horas e meia trabalhadas do salário mínimo do brasileiro. Pela mesma moeda, o consumidor norte-americano pagaria apenas um hora de seu trabalho e receberia de troco US$ 2,46 – ou seja, R$ 9,22.

Segundo o programa no Youtube “Realidade Americana”, um Passat CC 2013 custa US$ 21.995. No Brasil, o mesmo veículo semi-novo custa em torno de R$ 130 mil, dependendo do estado de conservação. Fazendo a continha na calculadora chegamos à conclusão de que o mesmíssimo veículo custa no Brasil o equivalente a US$ 34.666. Achou caro? O Passat nos Estados Unidos sairia por pouco mais de três mil horas trabalhadas. Já o brasileiro trabalharia 35.519 horas para usufruir do mesmo luxo.

Tudo leva a crer que entre os motivos de os carros e sanduíches custarem mais caro aqui do que lá estão a nossa carga tributária e – na mesma medida – a margem de lucro que as empresas querem retirar de nosso mercado.

Isso serve tanto para o sanduíche quanto para o carro.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Maconha: legalizar ou não?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

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maconha-medicinal-pixabay-e1455971748491Antes a maconha era cultivada em segredo, comercializada por cartéis de traficantes e seus usuários corriam o risco de serem presos. Agora, diversos países licenciaram a droga para fins medicinais e alguns estão indo mais além na legalização da maconha. Quatro estados dos EUA legalizaram seu uso para consumo recreativo; o Uruguai, um pequeno país na América do Sul, legalizou o cultivo e o consumo da maconha em 2014, e o Canadá será o primeiro país do G7 a legalizar e regulamentar o consumo da maconha em 2016. Os parlamentares do México à África do Sul também estão discutindo seus projetos de legalização.

No entanto, a revogação da proibição marca o início de discussões complexas referentes à regulamentação do consumo da maconha. Detalhes burocráticos de como tributá-la, que variedades poderão ser cultivadas, quem venderá a droga e para qual consumidor, são assuntos que estão obrigando os políticos a decidir quais objetivos da legalização são mais importantes.

Os liberais questionam por que a maconha, sem registros de casos fatais por overdose, não deveria ser liberada sem regulamentação para pessoas adultas capazes de tomar decisões livres e conscientes. Mas existem duas razões básicas para regulamentá-la. Em primeiro lugar, a maconha causa dependência em uma minoria de usuários e, portanto, a decisão de consumi-la não é uma questão de livre-arbítrio.

Em segundo lugar, a ilegalidade da maconha significa que a pesquisa sobre seus efeitos de longo prazo é vaga e, assim, mesmo a decisão mais consciente baseia-se em informações incompletas. Quando as decisões não são nem livres ou fundamentadas em argumentos sólidos, os governos encontram justificativas para controlar seu uso, como faz com o álcool e o tabaco.

Por esse motivo, os liberais precisam ser mais flexíveis em seus pontos de vista. Os países podem impor tributos aos usuários a fim de diminuir o consumo, mas com certo equilíbrio para evitar o comércio no mercado negro isento de impostos. O nível “correto” da incidência de impostos depende das circunstâncias específicas de cada país. Na América Latina, onde o uso excessivo é raro e o mercado negro é violento e poderoso, os países deveriam manter os preços baixos. Nos países desenvolvidos onde o uso da maconha é mais comum e os traficantes, apesar de se dedicarem a um negócio ilícito, não constituem uma ameaça à segurança nacional, os preços deveriam ser mais elevados. O modelo adotado pelos Estados Unidos depois da revogação da Lei Seca poderia ser um critério inteligente. No início, os impostos sobre bebidas alcoólicas eram baixos para eliminar os contrabandistas; mais tarde, quando a máfia procurou outras fontes de renda, os impostos aumentaram.

Os ativistas que defendem a legalização e os conservadores que se opõem à ideia precisam também se adaptar à nova realidade. Os que querem proibi-la deveriam incentivar a regulamentação de versões que causam menos dano, como o movimento moderado atual que defende a criação de impostos mais elevados para as bebidas alcoólicas, em vez de proibi-las.

Por sua vez, os ativistas que defendem a legalização deveriam ficar atentos ao fato de que até o momento o setor responsável pela produção e comercialização da maconha só precisou provar que era uma atividade mais digna do que a do crime organizado. Mas agora terá de ser tão controlado como os setores de produção e venda de bebidas alcoólicas e cigarros, que defendem cada centímetro de seus mercados. O controle desde o início será a melhor maneira de evitar problemas futuros do uso excessivo, da dependência, sobretudo entre os jovens, e do aumento da violência, entre outras consequências do consumo de drogas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Pesquisa revela que 80% dos motoristas de São Paulo usam celular ao dirigir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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Motoristas de São Paulo participaram de uma pesquisa feita pelo Hospital Samaritano
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celular-direcao-senadoUma pesquisa desenvolvida pelo Hospital Samaritano de São Paulo revelou que 80% dos motoristas entrevistados admitiram que dirigem e usam o celular ao mesmo tempo.

Leia também: Uso excessivo de celular causa ‘dores tecnológicas’
Leia também: A fobia de ficar longe do celular
Leia também: Radiação de celulares pode prejudicar a saúde, revela estudo

De acordo com a pesquisa, que contou com a participação de 4,1 mil motoristas de São Paulo, 42% dos entrevistados afirmaram que mandam mensagens de texto enquanto dirigem, o que é ainda mais perigoso. Além disso, 8% disseram que não mudariam de comportamento de jeito nenhum.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, Renato Anghinah, explica que, “quando eu desvio o meu foco para o celular eu estou fazendo mais do que uma ação. Eu estou olhando para o celular, eu estou lendo no celular e vou digitar, eu estou fazendo várias ações. A última coisa que eu vou pensar é no trajeto que eu estava executando”.

Diogo Garcia, coordenador do centro de trauma do hospital, diz também em entrevista ao telejornal que “o grande problema da gravidade de quem está digitando enquanto está dirigindo é que você não vai ter como se preparar para o acidente. Se a pessoa está a 100 km/h e ela perde a direção não vai ter aquele período em que ela freou porque ela viu que ia sofrer um acidente”.

 

Fonte: Opinão&Notícia

Sem risco de dar certo. Coluna Carlos Brickmann

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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CBComo na esplêndida saga de Asterix, todo o futuro político do país está sujeito às investigações da Operação Lava Jato. Todo o futuro político do país? Não: um grupo formado por irredutíveis aliados da corrupção ainda resiste aos investigadores. E, como agora, com boas chances de êxito: o truque é secar a verba da Lava Jato. Transportar o japonês, botar o jatinho para voar, alojar e alimentar os presos, tudo é caro. O investimento é rentável, não só pelo combate à corrupção, mas por recuperar dinheiro gatunado. Até novembro, só as delações premiadas tinham rendido R$ 2,5 bilhões ao Tesouro – e ainda há muito roubo a repatriar.

Corte-se a verba e a investigação sofre. Para 2016, o Governo, com apoio do Congresso – onde há tantos investigados – cortou R$ 133 milhões do dinheiro previsto para a Federal. Enquanto os recursos caem, a inflação eleva as despesas.

A quem recorrer? Bem, a Polícia Federal é funcionalmente ligada ao Ministério da Justiça, ocupado por José Eduardo Cardozo. Foi para ele que 37 delegados da Federal enviaram uma carta pedindo “menos discursos e mais ações efetivas do Ministério da Justiça”, para impedir que a Polícia Federal “seja alvo de um processo de sucateamento em razão do cumprimento de sua competência constitucional: combater o crime organizado, os crimes decorrentes dos desmandos políticos e econômicos e a corrupção”. Pedir ao Governo que não atrapalhe quem o investiga é como solicitar ao sr. lobo que ajude a proteger os cordeiros.

Se até o Mar Vermelho se abriu, como mostrou a Record, por que não outro milagre?

Sem risco…

Falta dinheiro no Rio para cuidar dos doentes (e, em onze hospitais, até para permitir que sejam admitidos, mesmo para deixá-los no chão dos corredores). O salário dos professores da rede estadual está atrasado; nas escolas falta merenda.

Mas não falta quem aproveite a confusão para cuidar do seu. De gente que já ganha melhor (http://www.chumbogordo.com.br/4155-a-justica-da-justica/) até empresas cujos pedidos financeiros são bem vistos pelo Governo do Estado. Neste finzinho de ano, todo mundo meio desatento, o governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, concedeu subsídio de R$ 39 milhões à Supervia, empresa do grupo Odebrecht que explora os trens urbanos, para ajudá-la a pagar a conta de eletricidade. Explicação: o aumento nas tarifas foi superior ao previsto e afetou o lucro da empresa. É verdade: desta empresa e de todas as outras (e de todos os consumidores,inclusive o caro leitor).

Por que só a Supervia é beneficiada?

…de dar certo

Falta dinheiro no Rio para o 13º, e o governador sugeriu (não foi de brincadeira) que os funcionários peçam no banco um empréstimo pessoal. Promete que, no vencimento, o Governo paga tudo. O pagamento será feito pelo Saci.

A pagadora oficial, a Mula-Sem-Cabeça, não pode ajudar. Está ocupada em Brasília.

Sem risco de dar…

O Tribunal de Justiça da Bahia informou oficialmente que não vai pagar seus funcionários neste mês “por falta de repasse de verbas” do Executivo. De acordo com a nota, o TJ baiano tomou medidas “austeras e eficazes” para reduzir suas despesas. Se é nota oficial, do próprio Tribunal, só pode ser verdade. Mas é verdade que havia algum ainda, que foi usado para pagar as férias dos juízes aposentados. Como? Se são aposentados, como têm férias? Têm – e duas por ano, em julho e em dezembro, juntamente com os magistrados na ativa.

Não se espante: como dizia um eminente político baiano, Octavio Mangabeira, governador do Estado, “pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”.
Sem risco de…

Insatisfeito com os partidos que existem por aí? Pois há um grupo, liderado pela ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que estuda a formação de um novo partido, o Raiz, que mistura um pouco da Rede, um pouco do discurso dilmês de Dilma e uma boa pitada de exotismo próprio. O setor de Comunicação do grupo, por exemplo, chama-se “Polinização”. A Organização, “Colmeia”. Na Articulação, ao lado de Luiza Erundina, está Célio Turino, que foi porta-voz da Rede de Marina Silva. Segundo disse Turino a “O Estado de S. Paulo”, a estrutura do Raiz e da Rede é idêntica. Explicou, em dilmês dos mais castiços: “Teremos uma forma circular e horizontal de funcionamento”.
…dar certo

Um pouco sobre o Raiz – Movimento Cidadanista, de acordo com ele mesmo: “Bem vindx a Teia Digital da Raiz – Movimento Cidadanista” (o “x” é para indicar que pode ser bem vindo ou bem vinda). “Este grupo se destina a discussões e colaborações entre os membros a fim de estabelecer parâmetros e critérios para fundar um partido-movimento alinhado com o manifesto da Carta Cidadanista”.

Fala-se de uma Teia Plenária Nacional realizada em 5 de setembro, e indica-se o caminho para quem quiser participar do movimento: deve-se preencher o formulário do cadastro, clicando em http://www.raiz.org.br/cadastro-para-colaborador-e-filiado/ Colmeia, polinização, teia, isso lembra Marina. E, lembrando Dilma, além do discurso há o nome do movimento: Raiz.

Eles também saúdam a raiz-mandioca.

carlos@brickmann.com.br
Twitter: @CarlosBrickmann

To Facebook or not to Facebook

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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O Facebook engole, feliz, horas da existência dos incautos que se deixam seduzir ou até, quem sabe, engabelar


15760573253_b420052918_b-830x554Dizia uma avó para outra: “Meu neto vai se casar!” “Que bom, e com quem?” “Uma moça muito simpática que ele conheceu em Feicebuque – só não me pergunta onde fica essa cidade, não tenho a menor ideia…”

Ah, se soubessem! Essa cidade é a maior do mundo, e além do mais, não tem problemas de trânsito, nem de lixo (bom, isso é discutível), nem de assaltos, nem de calor ou frio… A cidade ideal, onde tudo é instantaneamente acessível, onde não se precisa de telefone nem de botequim (nem de chopp, o que é melhor para a dieta) para ter bons papos, onde o único custo é o tempo…

Tocamos aí talvez no grande problema, pois de fato o mundo perfeito não existe: o Facebook engole, feliz, horas da existência dos incautos que se deixam seduzir ou até, quem sabe, engabelar. Começa assim, um olhadela de vez em quando, no meu caso com a desculpa de entrar um pouco no mundo dos meus filhos e netos, de saída os únicos “amigos”. Aí conversa vai, conversa vem, um assunto puxa outro, e os “amigos” se multiplicam, por mais que a gente tente ser seletivo. A lista vai crescendo, a leitura demora cada vez mais, responder fica irresistível, e lá se vão minutos e horas!

De manhã, ainda na cama, antes mesmo de escovar os dentes e de tomar café, a gente estica o braço para pegar o iPad – é só para dar uma espiada rápida nas novidades. Despachados os e-mails, passamos para o FB. E aí surge um caudaloso rio de notícias, críticas, artigos, conselhos, receitas, recados, saudações de amigos de longe, apresentações a novos amigos fascinantes que pensam como nós, cartoons e charges de morrer de rir, videos hilariantes… não é mais uma cidade, é todo um mundo novo, pelo qual viajamos praticamente de graça e sem ter que passar pelo crivo do check-in e dos controles de segurança – já que a única arma que tem trânsito alí é a poderosa palavra, às vezes letal, é verdade.

Tive que me render à evidência. Estou viciada, hooked como dizem os anglo-saxões, fisgada. Felizmente, ainda consigo manter certos limites e princípios, e alguma capacidade de discriminação, que se torna uma questão de vida ou de morte… cerebral. Só me permito a viagem matinal. Nada de passeios durante o dia, os outros afazeres me chamam, embora esteja aposentada. Não consigo entender os “amigos” ainda ativos profissionalmente que produzem diariamente uma tonelada de “posts”, alguns elaboradíssimos, longos, cheios de opiniões e comentários. Ou acordam com o galo, ou facebookam na hora do expediente, impensável!

Devo dizer que tenho me divertido muito e tenho aprendido um monte de coisas. Mas há três categorias de “postantes”que me irritam profundamente: os piegas, os devotos e os amigos dos animais. Mensagens edificantes sobre o amor e a amizade, apelos à religiosidade, suposta nos abrir as portas da felicidade eterna e do paraíso, e histórias intermináveis de gatos e cachorros, os melhores amigos do homem, é bem sabido, ocupam um espaço que, a meu ver, é puro desperdício. Eu me lembro de quando eu era jovem (já entenderam que sou uma velha coroca e ranzinza) e não existia internet, e-mail, FB nem mesmo telex e fax, e que o telefone era proibitivo, havia um meio de comunicação não muito prático mas bem barato, era o custo de um telefonema local: o rádio amador. Pois bem, era muito bom, assim dava para falar com frequência (sem trocadilho…) e sem se preocupar com o relógio, mas existiam regras quanto aos assuntos. Três eram terminantemente proíbidos: religião, política e dinheiro. Acho que se deveria estabelecer uma regulamentação parecida para o Facebook (lá vou eu ser acusada de censora e inimiga da liberdade de expressão), com exceção da política que é, de fato, a alma do negócio. Na sua falta, resta o recurso de “desamigar” a pessoa chata, o divórcio no país do Facebook. Não muito simpático, como também o fato de ignorar pedidos de virar “amigo”, que pode ser considerado uma grave “esnobada”, mas se se fazem casamentos no Feicebuque, é justo que também possam ser desfeitos!

 

Fonte: Opinião&Notícia

Jovens americanos fumam mais maconha do que cigarro

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

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cigarro-e1450445997568Pela primeira vez, mais alunos americanos do ensino médio fazem mais uso diário de maconha do que de cigarros. A informação é de uma nova pesquisa sobre uso de drogas por adolescentes do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida, na sigla em inglês).

Leia mais: A contínua queda no consumo de cigarros

O aumento do consumo da maconha ocorre por conta do rápido declínio do uso de cigarros entre os adolescentes nos últimos cinco anos. A diretora do Nida, Nora Volkow, afirmou que a redução do consumo de cigarros tem relação com as campanhas de prevenção que têm os adolescentes como público-alvo.

Volkow, disse que apesar de estar animada com o declínio do uso dos cigarro, estava preocupada com a aceitação crescente do consumo de maconha entre adolescentes. Afinal, alguns estudos mostram mudanças nas estruturas cerebrais de jovens que fumam maconha.

Ela e outros cientistas se preocupam, porque os cérebros ainda não estão totalmente formados, enquanto as pessoas são adolescentes. E o uso abusivo de maconha pode romper a ligação entre os neurônios. “Nós não podemos ser complacentes. As taxas de uso de drogas, legais e ilegais, ainda estão muito altas”, disse Volkow.

 

Fonte: Opinião&Notícia

A (minha) carta!

domingo, 13 de dezembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Eu ia escrever para Papai Noel, mas dá no mesmo, então resolvi me dirigir à presidente: ‘Dilma, já que você não renuncia, eu me demito!’

Senhora Presidente, ‘Veritas temporis filia’. (a verdade é filha do tempo).

Por isso também lhe escrevo. Ou você acha que é só o Michel Temer que pode? Na verdade essa carta seria uma espécie de um pedido de demissão. Sim, apesar de estar desempregado, quero solicitar que você aceite meu pedido de demissão de cidadão brasileiro. Não dá mais. Acabou. Não tenho tempo de vida, apesar de todo o avanço tecnológico e da medicina, de esperar que o país se transforme no que poderia ter sido um dia e que nunca será. Vamos enfrentar a verdade. Lembra que ela é filha do tempo? Mas esse tempo é cruel, ele não perdoa, ele avança sem dar uma pausa. Preciso tentar ser feliz e viver bem sem esse peso de ser brasileiro. Hoje, convenhamos, é um fardo sacar o passaporte azul, que nem verde esperança é mais. Será um ato falho de vocês? Ou é a constatação de que a esperança, que deveria ser a última a morrer, morreu faz um tempo.

CARTAMuito a propósito do intenso noticiário sobre o pedido de impeachment, das manobras feitas pelo seu partido e aliados para atravancar o processo, do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ter suspendido a instalação da Comissão Especial formada por uma maioria de oposicionistas do seu governo, que decidiria se o processo contra a senhora seguirá ou será arquivado.

Não consigo ser cidadão brasileiro vendo o Congresso virar um ringue de briga, com xingamentos, empurrões e quebra-quebra. Vendo os ratos tentando seus pactos, com promessas futuras. Brigas para que a votação fosse aberta ao invés de secreta. E sabemos que aberta é muito para um país onde seus políticos, em sua maioria, não mostra a cara. Na surdina nunca se sabe quem são seus amigos.

Desde logo lhe digo que quando Lula foi eleito meu mundo caiu. Mas ainda assim no

Minha carta à presidente

Minha carta à presidente

fundo da alma acreditava ainda que algo de bom estava por vir. Não veio. Aconteceu o pior, Lula foi reeleito. Mas eu ia tocando a vida. A inflação parecia controlada, mas eu nunca deixei de sentir um incômodo. O tempo passou e veio o mensalão. E o meu mal-estar em ser cidadão brasileiro se agravava.

Jamais eu disse que acreditava que alguma coisa pudesse mudar. Mudar requer um pouco de risco, talvez, mas no final das contas, a senhora foi reeleita, apesar de tudo.

E eu continuei aqui como cidadão brasileiro sobrevivendo a cada dia. Sobrevivendo sim e dançando conforme a música. Nem sempre dava para ouvir um clássico. Muitas vezes tive de fechar os olhos para não ver o funk que tocava.

Pois é, presidente. O seu próprio ministro Ricardo Berzoini, o seu articulador político, disse dias atrás “ou temos votos suficientes para vencer essa parada ou significa que o governo não tem base politica para se manter como governo”. Dilma, se seu próprio ministro tá falando isso… Qual então a parada?

Sou (ainda) cidadão brasileiro e a senhora resolveu ignorar-me como tal e está tendo ideias mirabolantes de como tirar mais dinheiro da gente aqui. Só porque você não foi capaz de segurar a sua compulsão em gastar mais do que poderia. E você não se fez de rogada. Seja com aumento de impostos diretos, seja com a sua ideia brilhante de recriar a CPMF, ou com o aumento de impostos indiretos como o Cide.

Se a senhora acha que não pode mais confiar em mim como cidadão brasileiro, eu posso adiantar que nunca confiei na senhora. Nem por um minuto sequer. Aquele seu papinho antes da eleição de que faria e aconteceria e que tudo seria cor de rosa não me tocou, não me comoveu. Muito pelo contrário, achei que você estava fora de si. E mesmo assim…

Sei que você cospe sempre que foi legitimamente eleita. Será mesmo? Durante o governo Lula e no seu governo vimos tantas coisas surreais que sabe que não sei o quão legítimo foi isso. Isso sem considerar como você custeou a sua campanha. São duas coisas distintas. Vai saber que num mundo tecnológico como o nosso não seria possível manipular uma urna eletrônica. Dinheiro para isso vocês arrumam. Se não foi ou fosse da Petrobras, tinha ainda a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa. Ou vai dizer que estou viajando? E você acha que dá para viajar com o dólar batendo os R$ 4,00?

Dilma, segundo o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol, a PF só teve acesso a 10% das informações sobre as cercas de 300 contas na Suíça suspeitas de terem sido usadas no esquema. Eu sei que a senhora disse que não tem conta na Suíça, mas será que não tem mesmo? Talvez uma empresa da filha do seu motorista, ou uma tia sua. Isso pode ser coisa de tia.

Diferente do vice-presidente Michel Temer que acha que você o deixou como objeto decorativo nos seus primeiros quatro anos de governo, eu nem decorativo fui para você, então não me culpo por ter escrito essa carta. Ia escrever na verdade para Papai Noel, mas com certeza dá no mesmo, então resolvi me dirigir a você. Espero que a receba de peito aberto, mas não precisa marcar encontro depois comigo não.

Já que você divulgou a carta do Michel, então peço que publique a minha carta no Diário Oficial. E, por favor, acate meu pedido de demissão como cidadão brasileiro.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Dilma e seu governo microcefálico!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Todos comigo: ♫ Cabeça, ombro, joelhos e pé, joelho e pé! ♫

Todos comigo: ♫ Cabeça, ombro, joelhos e pé, joelho e pé! ♫

É notório que o governo Dilma está de zika. Não estou tripudiando do grave surto de microcefalia que se se abate sobre o país. Mas ele talvez seja uma das repostas que vários de nós procurávamos. E que pode explicar muitas coisas.

Considero a microcefalia do governo a explicação científica para o que nossos governantes estão fazendo com o país e para o que não estão fazendo, depende do seu referencial.  Ficarmos somente com a explicação empírica já não nos basta. Essa já está escancarada para quem quiser olhar e aceitar: a de que o governo do PT é incompetente, ladrão, egoísta e corrupto. Com certeza eu esqueci alguma coisa, mas vamos parar por aqui. Ficar só no empírico é brincar com o óbvio. Mas talvez nem tão óbvio assim para muitos de “nós”, infelizmente.

Dilma, que esteve na França para a conferência do clima, hospedada no hotel mais caro da capital — apesar do decreto baixado por ela mesmo sobre as despesas que seriam cortadas –, cospe que está perplexa com a prisão de Delcídio e que não tem medo de nenhuma delação que ele venha a fazer. Ela aproveita para cuspir também que o governo tomará todas as medidas necessárias para não prejudicar a vida da população.

Ah, Dilma, é sério mesmo isso? Então esse risco de depressão do nosso PIB é balela? O fato de a nossa economia ter tido uma queda generalizada no terceiro trimestre é algo contornável? O fato de que essa pode ser a mais grave crise dos últimos 35 anos? Sem falar no fato de que o resultado do seu governo na nossa economia só não é pior que o da Ucrânia?

Pô, Dilma, até nisso vocês atrapalham. A Ucrânia era uma das opções que eu tinha caso eu resolvesse abandonar a nau Brasil. Agora terei de sentar, pegar a calculadora, marcar uma consulta com uma mãe de santo, jogar novamente búzios para ver se escolho outro país em que eu possa viver e não simplesmente sobreviver.

Dilma, você não vai ao supermercado. Você estala os dedos e o seu salmão defumado está na sua frente. Ou o seu camarão VG, o seu caviar, ou o seu “foie gras”. Ou até mesmo o seu filé mignon. Você sabe o que é ter que usar encarte de outros supermercados para pagar mais barato? Você sabe o que é ter que fazer pesquisa de preços para “encher” o carrinho de compras? E pagar a luz? Por que raios a bandeira tinha que ser vermelha? Logo vermelha?

Dilma, é sério mesmo esse papo de medidas a favor da população? Não sei se você reparou, mas nessa última Black  Friday praticamente tudo entrou na roda. De sites de compras coletivas a farmácias. Foi nesse ponto que chegamos. Foi nesse ponto que seu governo nos fez chegar. Dá medo de planejar alguma coisa. Nosso planejamento hoje é diário. É impossível de planejar até uma viagem para daqui a uns meses porque não sabemos o que mais pode surgir no seu governo que faça com que o país perca ainda mais sua credibilidade, seja para investidores de fora ou até mesmo para empresários brasileiros que lutam hoje como nunca lutaram para manter suas portas abertas.

A lambança feita por você e pelo Lula está sendo marcada na nossa pele todos os dias.

Já nem sei mais o que é melhor para esse país. Que você fique até o final de seu mandato ou que se mude tudo agora. Mudar com quem?

Vocês fizeram a coisa de tal maneira que eu particularmente tenho medo de confiar em alguém. Mesmo que seja de outro partido. Estamos vendo tanta coisa que não sei mais.

Talvez se todos, TODOS mesmo, do Congresso, Senado, ministros fossem depostos e não pudessem mais exercer atividades políticas, a gente tivesse alguma chance.

Tínhamos que começar do zero. Mas isso não vai acontecer. Então, não sei o que pensar. O câncer já está espalhado. Já virou metástase. E a cada “novo exame” surge um “órgão” comprometido.

Quando que poderíamos pensar que um senador seria preso em flagrante? Talvez a sua perplexidade esteja no fato de terem pego Delcídio de calças curtas e o que é pior, sem cuecas.

Já do meu lado não me causa nenhuma perplexidade o fato de vocês, leia-se, seu governo e você, terem jogado Delcídio na fogueira embebido de gasolina. Mas não é só o Delcídio queimado que irá instituir novamente a confiança, a credibilidade. Não é jogando outros na fogueira e dizendo que o governo não tem nenhuma responsabilidade, não somos idiotas. Sim, temos vários entre nós. Ainda. Mas eu espero que por pouco tempo.

Fico só imaginando o que vai acontecer com os ferrenhos defensores dos perseguidos e oprimidos do PT quando a coisa chegar ao Lula. Será um suicídio coletivo?

Dilma, sobe do play, para de brincar e vai trabalhar de forma decente, honesta e pensando de verdade na população. Ou estou pedindo muito?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Alerta vermelho no PT e no Planalto!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Delcídio se assusta com o par de algemas e Cerveró pegunta: Quanto por mês?

Delcídio se assusta com o par de algemas e Cerveró pegunta: Quanto por mês?

Polícia Federal prendeu ontem em flagrante, quarta-feira (25), o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado e também o dono do Banco Pactual, André Esteves, por tentarem calar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, cada qual com a sua parcela de participação. Delcídio além de ter um plano de fuga para Cerveró para a Espanha, aproveitando que este tem cidadania espanhola, prometeu uma mesada de R$ 50 mil para sua família, e André bancaria os R$ 4 milhões para o advogado, Edson Ribeiro, contratado por Cerveró, para que esse convencesse seu cliente a não firmar acordo de delação premiada na Lava-Jato. Bonito isso né?

O clima no Congresso e no Planalto é de perplexidade. Tanto que Dilma cancelou um evento público que faria nessa quarta-feira.

E o que se comenta é que no momento o Planalto tenta isolar o fato. Ou seja, que isso que Delcídio do Amaral fez não tem nenhuma ligação com o governo. Algo como ele não nos representa nesse fato. Foi uma ação individual. Em outras palavras, jogaram o homem na fogueira. Outra medida tomada foi tirar a liderança de Delcídio do governo.

Não adianta dizer que isso é coisa da oposição, de jornalistas, de golpe. Existem provas contundentes e que fizeram o STF tomar essa decisão.

Entre as provas, em um trecho da conversa gravada, Delcídio cita alguns ministros do STF dizendo que teria controle sobre eles.

Agora cabe ao presidente do Senado – logo quem – Renan Calheiros, julgar se aceita ou não essa prisão, baseado no artigo 53, parágrafo dois da Constituição. Isso é justamente para se prevenir perseguições políticas. Mas acho que nesse caso Renan não irá querer se comprometer.

A cobra agora fumou. Mas vejam como são as cosias. Agora que não há como dizer que a voz da gravação feita pelo filho de Cerveró não é do senador Delcídio Amaral, o governo não virá a publico defender seu senador. E ele vira o pato da história.

Sinceramente não sei mais o que precisa acontecer para que TODOS se deem conta de que é o fim. O fim da era PT. A não ser que o PT seja como a barata que independentemente da bomba que caia em cima ela sempre sobreviverá.

Enquanto a mentalidade dos petistas não mudar o melhor seria a dizimação total do PT.

E enquanto isso não acontece, o país vai sofrendo as consequências. Políticas e econômicas, pois com essa traulitada o dólar já subiu e derrubou a Bolsa de Valores.

Alerta vermelho no PT e no Planalto! – Parte II

Depois que o pecuarista José Carlos Bumlai amigo de fé irmão camarada de Lula foi preso na Lava-Jato, acendeu-se o alerta vermelho no PT e no Planalto. Mas infelizmente ainda não há provas contra o ex-presidente Lula segundo informou o juiz Moro, apesar de Bumlai ter acesso liberado no Planalto.

Mas eu ainda tenho esperanças que algum fio solto quando puxado chegará ao Lula. E quando esse dia chegar será a glória.

Já que a Dilma não está fazendo nada…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo, a mente dela começa a ficar no vazio e onde não há nada, cria-se um vácuo e do vácuo que saem as “brilhantes” ideias de Dilma.

Uma delas é adiar o reajuste do salário mínimo. E o reajusta dos servidores. Ela pensa em postergar de janeiro para maio. Afinal, qual o trabalhador que não pode se dar esse luxo? O que é o aumento do salário mínimo? Na verdade sempre é mínimo e se vier em janeiro ou maio qual diferença fará? Queria entender como a cabeça de Dilma funciona. Ou porque não funciona.

Outra ideia brilhante e que foi publicada ontem, quarta-feira (25) no Diário Oficial, é a de que todos os estrangeiros que queiram entrar no Brasil em ocasião das Olimpíadas não precisarão apresentar visto e a entrada deles no país não está condicionada à aquisição de ingressos para as competições esportivas. Ou seja, liberou geral. Será que nenhum assessor mais próximo não poderia desenhar para que ele entendesse o que é terrorismo? Ou será que na cabeça dela qual o terrorista que iria escolher o Brasil para alguma coisa.

Será que é só o PT que pode escolher o Brasil?

Já que a Dilma não está fazendo nada… – parte II

Só espero que nesse vácuo do cérebro de mulher sapiens da presidente Dilma não tenha lugar para a pressão que a Petrobras começa a fazer para o reajuste dos combustíveis.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Fim da era de pesquisas com chimpanzés nos EUA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

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chimpanzee-e1447954866229Na última quarta-feira, 18, o diretor do NHI (órgão do Departamento americano de Saúde e Serviços Humanos) Francis Collins anunciou que 50 chimpanzés mantidos pelo governo para pesquisa médica vão ser mandados para santuários. Uma vez que eles estão em um santuário, os chimpanzés não podem ser transferidos de volta para a pesquisa médica. Sua decisão veio mais de dois anos depois que o NHI decidiu liberar mais de 300 chimpanzés de instalações de pesquisas ao redor do mundo e reinstalá-los em condições mais “humanas”. A partir de agora, os pesquisadores vão precisar de uma permissão do Fish and Wildlife Service (agência do Departamento americano do Interior, com a missão de proteger e conservar animais e plantas) para utilizar um animal em extinção para pesquisa.

Leia mais: Especialistas debatem ética de pesquisas com chimpanzés

“É hora de reconhecer que não há mais justificativa para que 50 chimpanzés continuem a disposição para pesquisas biomédicas invasivas”, Collins escrever aos administradores do NHI, de acordo com um e-mail enviado por seu porta-voz.

A NHI começou o abandono progressivo do uso de chimpanzés em pesquisas antes de 2013. Naquela época, ele chamou a decisão de um marco, dizendo que os chimpanzés são “animais especiais, nossos parentes mais próximos”.

A decisão do NHI em 2013 foi o resultado da pressão dos ativistas, tais como a Humane Society e o Instituto Jane Goodall. Sua pressão constante ajudou a persuadir o Fish and Wildlife Service de listar os chimpanzés em cativeiro como espécies ameaçadas de extinção.

Em dois anos, NHI recebeu apenas um único pedido de utilização de um dos seus chimpanzés para a pesquisa, e que foi retirada, disse John Pippin, diretor de assuntos acadêmicos do Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável.

“A pesquisa com chimpanzé tinha basicamente parado”, disse Pippin. “Qualquer um que queira usá-los terá que passar pelo Fish and Wildlife Service, mas eles não terão o financiamento do NHI, que é da onde vem a maior parte de todo o financiamento de pesquisa.”

 

Fonte: Opinião&Notícia

Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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coincidencias-300x179O ex-secretário-geral da Presidência Gilberto Carvalho afirmou que provavelmente agendou conversas do ex-presidente Molusco Luiz Inácio Lula da Silva com o lobista Mauro Marcondes, vice-presidente da Anfavea em 2009, durante discussões sobre a medida
provisória (MP) de isenção fiscal para montadoras. Até aí tudo bem. Tudo bem? Mais ou menos tudo bem.

Essa coisa estranha já começa pela fala do ex-ministro de que “provavelmente agendou”. Como provavelmente? Ainda mais sendo Mauro quem era e sendo Lula quem era e sendo o tema da MP o que era. Ou você acha que Lula iria conversar sobre isso com o vice-presidente da Friboi, por exemplo?

Só que a minha crença da não existência das bruxas começa a tomar forma. Marcondes então coincidentemente é um dos seis lobistas presos pela Polícia Federal no mês passado, na Operação Zelotes. Ele é acusado de intermediar a compra de trechos de uma MP favoráveis a Caoa, que vem a ser a representante da Hunday, e da MMC, a fábrica da Mitshubishi no Brasil. E outra vez coincidentemente uma das empresas de Marcondes a Marcondes & Mautoni fez pagamentos de R$ 2,4 milhões a coincidentemente Luis Claudio Lula da Silva, que coincidentemente é um dos filhos do então na época presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que coincidentemente era o presidente coincidentemente do Brasil, e, coincidentemente nessa mesma época em que se deram coincidentemente todos os fatos. E coincidentemente esse pagamento foi a título de prestação de serviços relacionados a marketing esportivo. E coincidentemente a empresa escolhida foi a LFT empresa aberta por Luis Claudio que conta somente coincidentemente com ele como único funcionário. Uau!

Mas se formos analisar o passado, Luis Claudio começou com um contrato de R$ 300 mil por ano, como o Corinthians, coincidentemente time de coração do pai, Lula, que na época trabalhou para que a Obedrecht viabilizasse um estádio para o clube, o Itaquerão.

E se formos analisar, a empresa de Marcondes tinha como especialidade representar montadoras de carro. Ou seja, montadora de carro e marketing esportivo trocando figurinhas? E pelos depoimentos tudo leva a crer então que um pagou e não sabe por que e o outro recebeu e também não sabe por que recebeu.

Assim fica fácil né?

Donde se conclui que é tudo um poço sem fundo. A coisa é fácil demais. Cria-se uma empresa, cria-se uma consultoria e com isso o dinheiro injustificável fica justificável e apostam para ver se o circo armado cola. E até quando cola. Estava colando até então. A cola secou e as peças estão caindo. Uma por uma. Resta saber quando teremos acesso as peças principais dessa Era de Lama e podridão que se abateu sobre o Brasil e que não parece querer sair tão cedo daqui.

E a tal coisa, os ditos populares estão aí e não é à toa.

“No creo en brujas, pero que las hay, las hay.”

Quando a fase Dilminha paz e amor passar.

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Dilma tinha que virar bicho. Mostrar as garras. Mostrar que é quem ela diz ser. Não podemos mais ficar numa de tudo vai passar. Não. Não vai passar. O ano já praticamente acabou. Já estão acabando de montar a árvore de Natal na Lagoa. Já se começa a falar em BBB 16. Já se começa a falar mais sobre Carnaval. Olimpíadas.

Se ela acha que só o fato dela peitar o Lula que faz campanha para a saída de Levy, nosso ministro da Fazenda para a entrada de Meirelles já é algo fenomenal, vai me desculpar, estamos lascados.

Se bem que até hoje tenho minhas dúvidas de até onde Dilma tem as rédeas do país nas mãos. O fato dela declarar que não tem que concordar com tudo que Lula cospe, não me diz muita coisa.

De qualquer maneira estou completamente desesperançoso de que algo mude para melhor. Não vejo túnel. Não vejo luz. Não vejo nada.

Dilma tinha que mudar o seu tom. Ficaria talvez um tiquinho assim bem pequenininho mesmo com esperança se ela entrasse mais para uma fase, vitória na guerra.

Enquanto Dilma não vir que estamos em guerra, estamos tomates verdes fritos.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Por que pais devem ser honestos em relação à aparência das crianças

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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crianca_brava_niklas_hellerstedt_flickr-830x545Falar com crianças sobre aparência é uma tarefa complicada para adultos. Para minimizar o impacto de uma criança ter uma aparência fora dos padrões considerados bonitos ou ser gorda, eles costumam afirmar que a aparência não importa.

Mas para o escritor australiano Robert Hoge, que se descreve como “a pessoa mais feia do mundo”, é totalmente errado dizer para crianças que a aparência não importa. “Eles sabem perfeitamente que importa”, afirmou em entrevista ao jornal New York Times.

Autor do livro Ugly (Feio, em inglês) Hoge afirma que é um alívio para as crianças quando um adulto explica de forma franca sobre viver com características ruins em um mundo de aparências desiguais. Segundo ele, é importante que elas saibam com clareza que é apenas uma coisa na vida, uma característica dentre muitas outras. Em outras palavras, a aparência importa, mas não é tudo.

Hoge diz ter baseado seu livro em sua própria experiência. Ele nasceu com um tumor na face e pernas deformadas. Logo que o viram, seus pais se consumiram em lágrimas e sua mãe acabou deixando-o no hospital na esperança de que ele não sobrevivesse. Somente em sua quinta semana de vida, seus pais retornaram ao hospital para buscá-lo, a pedido dos irmãos de Hoge.

Logo, como uma criança seria capaz de lidar com a selvagem hierarquia social da aparência, que geralmente começa nos parquinhos, se nem mesmo os adultos conseguem enfrentá-la? Os privilégios da beleza são velhos conhecidos da ciência social. Sabemos que não são apenas os empregadores, professores, pares românticos ou eleitores que privilegiam os mais bonitos. Os pais fazem isso também.

Nas literaturas infantis, a feiura é sempre merecida ou transitória, como no caso de vilões ou do patinho feio que vira cisne. A história do patinho feio, aliás, é um ótimo exemplo de hierarquia da aparência, já que no fim a beleza do cisne é amplamente coroada sobre a aparência normal dos patos comuns. Mas e quando a transformação nunca chega e a pessoa passa a vida sendo apenas pato?

Segundo Hoge, é preciso conversar com a criança antes que ela comece a sofrer a inevitável pressão das outras, em que cada pequena diferença é um desastre. Ele lembra ninguém é uma coisa só, temos várias características e o mesmo se aplica à beleza. Logo, as crianças devem ser tratadas com franqueza e aprender que ser bonito não é essencial. “Não diga às crianças que são bonitas. Diga apenas que não tem problema em ter essa aparência”.

Talvez, o principal seja desfazer a antiga e equivocada conexão que a feiura tem com a imoralidade. No dicionário Oxford, a palavra “feiura” é descrita como “moralmente repugnante”. Em grego, a palavra kalos significa tanto “belo” quanto “nobre”, enquanto a palavra aischros significa “vergonhoso” e “feio”. No dicionário Aurélio, “feio” também é sinônimo de “vergonhoso”, “torpe” e até mesmo “desonesto”.

 

Fonte: Opínião&Notícia

 

Quer ser mais feliz? Deixe de lado o Facebook

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

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felicidade-pixabayApós uma experiência feita com usuários do Facebook, pesquisadores da Dinamarca concluíram que deixar de usar a rede social pode aumentar a felicidade.

Os pesquisadores dividiram em dois um grupo de 1.095 pessoas. Metade parou de utilizar o Facebook durante uma semana e a outra metade continuou usando a rede social.

O estudo revelou que as pessoas que deixaram de usar o Facebook se sentiram mais felizes e afirmaram estar mais satisfeitas com suas vidas.

Em entrevista à AFP, Meik Wiking, diretor do Instituto de Pesquisas sobre a Felicidade, responsável pelo estudo, afirmou que o Facebook foi escolhido “já que é a rede social mais utilizada por pessoas de todas as idades”.

O estudo dinamarquês culpa a rede social por males como falta de concentração ou uma vida social pouco ativa.

Após a experiência, a porcentagem de pessoas que afirmaram se sentir felizes foi de 88% entre os que deixaram de usar a rede social e de 81% entre os que continuaram conectados. Já a diferença entre os que destacaram apreciar mais a vida foi de 84% contra 75%. Apenas 12% dos “desconectados” afirmaram estar insatisfeitos, contra 20% entre os que continuaram conectados ao Facebook.

Os autores do estudo ressaltaram que, ao “invés de nos concentrarmos no que precisamos, temos infelizmente o costume de nos concentrar nas coisas dos outros”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Tem um Cunha no meio do caminho!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Cunha-1-300x186Não somos mais somente o país do Carnaval e futebol. Do futebol acho até que deixamos de ser.  Mas somos agora também o país da Propina, – com direito a “P” maiúsculo – do escândalo, do indizível, do incrível, do inesperado, do inusitado, do quase impossível de acontecer, mas que aqui acontece. Somos o país onde se disputa a permanência de um político que já se mostrou o que é, já vimos o que ele fez – e que nem foi no verão passado – que é tudo isso que você (talvez) tenha pensado; um pouco corrupto, meio corrupto, um tanto quanto corrupto, corrupto por inteiro, ladrão, diabólico, um tanto quanto burro – abrir conta no nome de parentes na Suíça – dissimulado e outras coisinhas mais.

Onde você já viu dois grupos que se “odeiam” disputando a mesma pessoa para um mal maior ou menor,dependendo de que lado você está? Mas o objeto disputado não é uma joia rara. Não é um diamante. E nem é carvão. É lixo mesmo. Estamos assistindo a uma disputa de quem fica com o lixo do seu lado, no que se tornou infelizmente em Lixo Oficial do nosso país: o Congresso Nacional.

Sim, a oposição fará tudo para deixar Cunha na presidência da Câmara dos Deputados com todo o poder que o cargo lhe dá, para que ele viabilize o pedido de impeachment contra a presidente Dilma. Ao mesmo tempo, o governo fará de tudo para que ele fique sentadinho onde está para que ele possa impedir o pedido de impeachment dessa mesma presidente. A batalha está aberta. E quem ganhar levará Cunha com ele.

Chegamos ao fundo do fundo do poço da lisura, que na verdade nunca existiu no país, mas que muitos ainda tinham uma reles esperança em encontrar algum resquício que fosse, e, ao menos com isso conseguir acalentar nossa alma.

Com tudo isso perde o país que se vê dependente de um grupo do lado de cá que quer uma coisa, e do grupo do lado de lá que quer outra coisa. Ambas as coisas deixam marcas, que talvez só possam ser sentidas somente mais pra frente e, onde mais uma vez quem arcará com o custo desse Brasil somos nós. Mais uma vez.

Parece que ninguém enxerga a verdade. Só se enxerga a verdade que eles apresentam e na qual acreditam piamente. A verdade política não é necessariamente a grande verdade. Mas o que é a verdade? Quem tem a verdade? Sei que não é hora nem momento de filosofar, mas prefiro ficar então com a verdade das palavras do poeta Caio Fernando de Abreu: “Não há uma verdade única. Há uma verdade por dia, ou pior ainda, mais complicado: uma verdade por hora, às vezes até mil verdades num minuto.”

E acho que é isso que temos, mil verdades num minuto.

No meio do caminho tem um Cunha!

Na última terça-feira, 3, foi instaurado um processo de cassação do mandato de Cunha no Conselho de Ética, e o nome do relator ainda será definido.

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Sim, pois o processo pode até ser arquivado e aí… por outro lado, o deputado Celso Russomanno, padrinho do possível relator do caso Cunha afirmou categoricamente ao jornal Folha de São Paulo que caso Faustino seja escolhido ele será correto. E Cunha continua dizendo que vai provar que é inocente.

Às vezes esses políticos falam com tanta convicção, com tanta certeza, que fico assustado. Não que eu acredite que pode não ser bem isso. Mas é que a coisa é colocada de uma maneira que os mais fracos acabam abraçando essa verdade como o ar que respiram. Aí o nosso trabalho fica muito mais difícil de ser feito.

Tenta falar que o Lula é um bandido!

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.