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Comportamento do cão tem relação com o de seu dono

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

cachorro-e1487167364979A ideia de que os cães têm a personalidade parecida com a de seus donos ganhou embasamento científico. O estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Viena foi publicado na revista científica Plos One.

Mais de 130 cachorros e seus donos participaram de um experimento com vários testes, incluindo a medição da frequência cardíaca e a resposta que os cães tinham diante de ameaças. Amostras de saliva também foram analisadas para medir o nível de cortisol, um marcador de estresse.

Após um cruzamento de informações, o estudo mostrou que humanos e cães, realmente, podem interferir no humor um do outro, mas a influência humana em relação aos cachorros é maior.

Cães de pessoas negativas, por exemplo, têm menos variação nos níveis de cortisol. Isso revela que eles são mais ansiosos e não conseguem lidar com situações estressantes. Estes cães apresentam o seguinte comportamento: costumam lamber os lábios do dono, bocejar ou se afastar de objetos ameaçadores.

Cães de pessoas mais calmas, por outro lado, têm maiores alterações nos níveis de cortisol. Isto demonstra que eles são mais resilientes e conseguem se adaptar com facilidade a diferentes situações. “Nossos resultados comprovam aquilo que vemos na prática: os cães e seus donos são pares sociais e influenciam um ao outro na maneira como lidam com o estresse”, disse a cientista Iris Schoberl à BBC.

 

Fonte: Opinião&Notícia

De Dostoievski para Lula – A crença na própria mentira

terça-feira, 8 de março de 2016

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Por Percival Puggina*
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luladostoievskifinalA tarefa de fazer com que muitos creiam não é apenas missão religiosa. É, também, essência da política como arte de conquistar apoios para alcançar e manter o poder. Há sistemas políticos nos quais as pessoas creem em partidos e suas ideias, visões de mundo, perspectivas históricas, valores e em como isso se projeta nos anos por vir. E há sistemas, como o nosso presidencialismo, em que a crença dos eleitores recai sobre as pessoas dos candidatos. É fácil compreender que isso nos faz mais vulneráveis à mentira como forma de angariar apoios. Quanto mais ingênuo o eleitor, quanto mais carente do benefício pessoal que lhe possa advir do poder público, mais sensível ele se torna a mentiras e mistificações. Nas nossas disputas políticas, a verdade é mais inoportuna do que a mentira.

Em Irmãos Karamazov, Dostoievski ensina: “O homem que mente para si mesmo e escuta as próprias mentiras chega a um ponto em que não pode distinguir a verdade e a mentira dentro de si ou ao redor de si, e assim perde todo o respeito por si mesmo e pelos outros“.

Após seu depoimento nas instalações da PF em Congonhas, durante a entrevista que virou discurso, o ex-presidente era imagem viva e falante do desastre exposto por Dostoievski. Lula apelou para todo o seu repertório de artimanhas. Quero destacar a que é mais repetida, ao longo dessa infinita série de escândalos. Segundo o governo, a promissora condução petista dos negócios nacionais seria antagonizada por uma elite que não tolera a prosperidade dos mais pobres.

Lula, Dilma, o governo e seus partidos prestariam enorme serviço à saúde pública se apontassem quais brasileiros desejam que os pobres continuem pobres e morram na miséria. Essas pessoas, certamente pouquíssimas caso existam, deveriam ser identificadas e tratadas porque portadoras de um desejo anormal, desumano e masoquista. Ninguém mentalmente sadio quer viver sitiado pela miséria e suas vexatórias consequências que o governo sequer minimamente conseguiu abrandar.

A esse respeito, o senso comum grita contra a algaravia de Lula: nada é tão honestamente benéfico ao bem de cada um do que o bem de todos! Nada é mais conveniente à prosperidade de cada um do que a prosperidade de todos! São dois axiomas que dispensam provas. Eis por que o desastre ético e técnico da gestão petista nos leva a sonhar com educação promovendo o desenvolvimento das potencialidades da juventude, população ativa ganhando a vida e gerando riqueza, produção, consumo, empregos, PIB crescendo, inflação caindo e as pessoas podendo cuidar bem de si mesmas. Quem não quiser isso é doido. E quem acusa 90% da população ser contra isso é o quê, Dostoievski?

*Escritor e titular do blog do Percival

Do Sanduíche ao Carro: Por que tudo no Brasil custa mais caro que nos EUA?

segunda-feira, 7 de março de 2016

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Big_Mac_hamburgerDe vez em quando temos a percepção de que palavras e números não são usados para esclarecer ou ilustrar – mas para enganar as pessoas. Na verdade, palavras e números ludibriam os tolos mas fazem com que os mais críticos fiquem com a pulga atrás da orelha e comecem a fazer contas.

Com o objetivo de excitar a pulga, a revista Economist, por exemplo, criou em 1986 o Índice Big Mac – informando o preço em dólar do famoso sanduíche em 100 diferentes países – com o objetivo de comparar os valores das moedas e o custo do alimento em relação à remuneração dos consumidores de diferentes nacionalidades. O que parece uma brincadeira é, na verdade, um exercício interessante para comparar os diferentes estilos e custos de vida.

Considerando o salário mínimo mensal no Brasil, R$ 880, e o valor da hora trabalhada – R$ 3,66 – e comparando com o mínimo mensal nos Estados Unidos, US$ 1.256, e o valor mínimo da hora trabalhada – US$ 7,25 – já percebemos que estamos em franca desvantagem. Se verificarmos a cotação do dólar em reais nestes dias de instabilidade política e econômica no Brasil, podemos fazer a relação de R$ 3,75 – sem medo de errar.

Para comprar a combinação de dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim, o brasileiro desembolsa US$ 3,60 (o equivalente a R$ 13,50). Nos Estados Unidos, o mesmo sanduíche sai por US$ 4,79.

Seria um erro considerar que o Big Mac americano sai mais caro no bolso deles do que no nosso – considerando somente a conversão do dólar para o real. Amigo leitor, que tal considerar a hora trabalhada?

O mesmo sanduíche consumiria mais de três horas e meia trabalhadas do salário mínimo do brasileiro. Pela mesma moeda, o consumidor norte-americano pagaria apenas um hora de seu trabalho e receberia de troco US$ 2,46 – ou seja, R$ 9,22.

Segundo o programa no Youtube “Realidade Americana”, um Passat CC 2013 custa US$ 21.995. No Brasil, o mesmo veículo semi-novo custa em torno de R$ 130 mil, dependendo do estado de conservação. Fazendo a continha na calculadora chegamos à conclusão de que o mesmíssimo veículo custa no Brasil o equivalente a US$ 34.666. Achou caro? O Passat nos Estados Unidos sairia por pouco mais de três mil horas trabalhadas. Já o brasileiro trabalharia 35.519 horas para usufruir do mesmo luxo.

Tudo leva a crer que entre os motivos de os carros e sanduíches custarem mais caro aqui do que lá estão a nossa carga tributária e – na mesma medida – a margem de lucro que as empresas querem retirar de nosso mercado.

Isso serve tanto para o sanduíche quanto para o carro.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Maconha: legalizar ou não?

domingo, 21 de fevereiro de 2016

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maconha-medicinal-pixabay-e1455971748491Antes a maconha era cultivada em segredo, comercializada por cartéis de traficantes e seus usuários corriam o risco de serem presos. Agora, diversos países licenciaram a droga para fins medicinais e alguns estão indo mais além na legalização da maconha. Quatro estados dos EUA legalizaram seu uso para consumo recreativo; o Uruguai, um pequeno país na América do Sul, legalizou o cultivo e o consumo da maconha em 2014, e o Canadá será o primeiro país do G7 a legalizar e regulamentar o consumo da maconha em 2016. Os parlamentares do México à África do Sul também estão discutindo seus projetos de legalização.

No entanto, a revogação da proibição marca o início de discussões complexas referentes à regulamentação do consumo da maconha. Detalhes burocráticos de como tributá-la, que variedades poderão ser cultivadas, quem venderá a droga e para qual consumidor, são assuntos que estão obrigando os políticos a decidir quais objetivos da legalização são mais importantes.

Os liberais questionam por que a maconha, sem registros de casos fatais por overdose, não deveria ser liberada sem regulamentação para pessoas adultas capazes de tomar decisões livres e conscientes. Mas existem duas razões básicas para regulamentá-la. Em primeiro lugar, a maconha causa dependência em uma minoria de usuários e, portanto, a decisão de consumi-la não é uma questão de livre-arbítrio.

Em segundo lugar, a ilegalidade da maconha significa que a pesquisa sobre seus efeitos de longo prazo é vaga e, assim, mesmo a decisão mais consciente baseia-se em informações incompletas. Quando as decisões não são nem livres ou fundamentadas em argumentos sólidos, os governos encontram justificativas para controlar seu uso, como faz com o álcool e o tabaco.

Por esse motivo, os liberais precisam ser mais flexíveis em seus pontos de vista. Os países podem impor tributos aos usuários a fim de diminuir o consumo, mas com certo equilíbrio para evitar o comércio no mercado negro isento de impostos. O nível “correto” da incidência de impostos depende das circunstâncias específicas de cada país. Na América Latina, onde o uso excessivo é raro e o mercado negro é violento e poderoso, os países deveriam manter os preços baixos. Nos países desenvolvidos onde o uso da maconha é mais comum e os traficantes, apesar de se dedicarem a um negócio ilícito, não constituem uma ameaça à segurança nacional, os preços deveriam ser mais elevados. O modelo adotado pelos Estados Unidos depois da revogação da Lei Seca poderia ser um critério inteligente. No início, os impostos sobre bebidas alcoólicas eram baixos para eliminar os contrabandistas; mais tarde, quando a máfia procurou outras fontes de renda, os impostos aumentaram.

Os ativistas que defendem a legalização e os conservadores que se opõem à ideia precisam também se adaptar à nova realidade. Os que querem proibi-la deveriam incentivar a regulamentação de versões que causam menos dano, como o movimento moderado atual que defende a criação de impostos mais elevados para as bebidas alcoólicas, em vez de proibi-las.

Por sua vez, os ativistas que defendem a legalização deveriam ficar atentos ao fato de que até o momento o setor responsável pela produção e comercialização da maconha só precisou provar que era uma atividade mais digna do que a do crime organizado. Mas agora terá de ser tão controlado como os setores de produção e venda de bebidas alcoólicas e cigarros, que defendem cada centímetro de seus mercados. O controle desde o início será a melhor maneira de evitar problemas futuros do uso excessivo, da dependência, sobretudo entre os jovens, e do aumento da violência, entre outras consequências do consumo de drogas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Pesquisa revela que 80% dos motoristas de São Paulo usam celular ao dirigir

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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Motoristas de São Paulo participaram de uma pesquisa feita pelo Hospital Samaritano
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celular-direcao-senadoUma pesquisa desenvolvida pelo Hospital Samaritano de São Paulo revelou que 80% dos motoristas entrevistados admitiram que dirigem e usam o celular ao mesmo tempo.

Leia também: Uso excessivo de celular causa ‘dores tecnológicas’
Leia também: A fobia de ficar longe do celular
Leia também: Radiação de celulares pode prejudicar a saúde, revela estudo

De acordo com a pesquisa, que contou com a participação de 4,1 mil motoristas de São Paulo, 42% dos entrevistados afirmaram que mandam mensagens de texto enquanto dirigem, o que é ainda mais perigoso. Além disso, 8% disseram que não mudariam de comportamento de jeito nenhum.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, Renato Anghinah, explica que, “quando eu desvio o meu foco para o celular eu estou fazendo mais do que uma ação. Eu estou olhando para o celular, eu estou lendo no celular e vou digitar, eu estou fazendo várias ações. A última coisa que eu vou pensar é no trajeto que eu estava executando”.

Diogo Garcia, coordenador do centro de trauma do hospital, diz também em entrevista ao telejornal que “o grande problema da gravidade de quem está digitando enquanto está dirigindo é que você não vai ter como se preparar para o acidente. Se a pessoa está a 100 km/h e ela perde a direção não vai ter aquele período em que ela freou porque ela viu que ia sofrer um acidente”.

 

Fonte: Opinão&Notícia

Sem risco de dar certo. Coluna Carlos Brickmann

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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CBComo na esplêndida saga de Asterix, todo o futuro político do país está sujeito às investigações da Operação Lava Jato. Todo o futuro político do país? Não: um grupo formado por irredutíveis aliados da corrupção ainda resiste aos investigadores. E, como agora, com boas chances de êxito: o truque é secar a verba da Lava Jato. Transportar o japonês, botar o jatinho para voar, alojar e alimentar os presos, tudo é caro. O investimento é rentável, não só pelo combate à corrupção, mas por recuperar dinheiro gatunado. Até novembro, só as delações premiadas tinham rendido R$ 2,5 bilhões ao Tesouro – e ainda há muito roubo a repatriar.

Corte-se a verba e a investigação sofre. Para 2016, o Governo, com apoio do Congresso – onde há tantos investigados – cortou R$ 133 milhões do dinheiro previsto para a Federal. Enquanto os recursos caem, a inflação eleva as despesas.

A quem recorrer? Bem, a Polícia Federal é funcionalmente ligada ao Ministério da Justiça, ocupado por José Eduardo Cardozo. Foi para ele que 37 delegados da Federal enviaram uma carta pedindo “menos discursos e mais ações efetivas do Ministério da Justiça”, para impedir que a Polícia Federal “seja alvo de um processo de sucateamento em razão do cumprimento de sua competência constitucional: combater o crime organizado, os crimes decorrentes dos desmandos políticos e econômicos e a corrupção”. Pedir ao Governo que não atrapalhe quem o investiga é como solicitar ao sr. lobo que ajude a proteger os cordeiros.

Se até o Mar Vermelho se abriu, como mostrou a Record, por que não outro milagre?

Sem risco…

Falta dinheiro no Rio para cuidar dos doentes (e, em onze hospitais, até para permitir que sejam admitidos, mesmo para deixá-los no chão dos corredores). O salário dos professores da rede estadual está atrasado; nas escolas falta merenda.

Mas não falta quem aproveite a confusão para cuidar do seu. De gente que já ganha melhor (http://www.chumbogordo.com.br/4155-a-justica-da-justica/) até empresas cujos pedidos financeiros são bem vistos pelo Governo do Estado. Neste finzinho de ano, todo mundo meio desatento, o governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, concedeu subsídio de R$ 39 milhões à Supervia, empresa do grupo Odebrecht que explora os trens urbanos, para ajudá-la a pagar a conta de eletricidade. Explicação: o aumento nas tarifas foi superior ao previsto e afetou o lucro da empresa. É verdade: desta empresa e de todas as outras (e de todos os consumidores,inclusive o caro leitor).

Por que só a Supervia é beneficiada?

…de dar certo

Falta dinheiro no Rio para o 13º, e o governador sugeriu (não foi de brincadeira) que os funcionários peçam no banco um empréstimo pessoal. Promete que, no vencimento, o Governo paga tudo. O pagamento será feito pelo Saci.

A pagadora oficial, a Mula-Sem-Cabeça, não pode ajudar. Está ocupada em Brasília.

Sem risco de dar…

O Tribunal de Justiça da Bahia informou oficialmente que não vai pagar seus funcionários neste mês “por falta de repasse de verbas” do Executivo. De acordo com a nota, o TJ baiano tomou medidas “austeras e eficazes” para reduzir suas despesas. Se é nota oficial, do próprio Tribunal, só pode ser verdade. Mas é verdade que havia algum ainda, que foi usado para pagar as férias dos juízes aposentados. Como? Se são aposentados, como têm férias? Têm – e duas por ano, em julho e em dezembro, juntamente com os magistrados na ativa.

Não se espante: como dizia um eminente político baiano, Octavio Mangabeira, governador do Estado, “pense num absurdo. Na Bahia tem precedente”.
Sem risco de…

Insatisfeito com os partidos que existem por aí? Pois há um grupo, liderado pela ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, que estuda a formação de um novo partido, o Raiz, que mistura um pouco da Rede, um pouco do discurso dilmês de Dilma e uma boa pitada de exotismo próprio. O setor de Comunicação do grupo, por exemplo, chama-se “Polinização”. A Organização, “Colmeia”. Na Articulação, ao lado de Luiza Erundina, está Célio Turino, que foi porta-voz da Rede de Marina Silva. Segundo disse Turino a “O Estado de S. Paulo”, a estrutura do Raiz e da Rede é idêntica. Explicou, em dilmês dos mais castiços: “Teremos uma forma circular e horizontal de funcionamento”.
…dar certo

Um pouco sobre o Raiz – Movimento Cidadanista, de acordo com ele mesmo: “Bem vindx a Teia Digital da Raiz – Movimento Cidadanista” (o “x” é para indicar que pode ser bem vindo ou bem vinda). “Este grupo se destina a discussões e colaborações entre os membros a fim de estabelecer parâmetros e critérios para fundar um partido-movimento alinhado com o manifesto da Carta Cidadanista”.

Fala-se de uma Teia Plenária Nacional realizada em 5 de setembro, e indica-se o caminho para quem quiser participar do movimento: deve-se preencher o formulário do cadastro, clicando em http://www.raiz.org.br/cadastro-para-colaborador-e-filiado/ Colmeia, polinização, teia, isso lembra Marina. E, lembrando Dilma, além do discurso há o nome do movimento: Raiz.

Eles também saúdam a raiz-mandioca.

carlos@brickmann.com.br
Twitter: @CarlosBrickmann

To Facebook or not to Facebook

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

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O Facebook engole, feliz, horas da existência dos incautos que se deixam seduzir ou até, quem sabe, engabelar


15760573253_b420052918_b-830x554Dizia uma avó para outra: “Meu neto vai se casar!” “Que bom, e com quem?” “Uma moça muito simpática que ele conheceu em Feicebuque – só não me pergunta onde fica essa cidade, não tenho a menor ideia…”

Ah, se soubessem! Essa cidade é a maior do mundo, e além do mais, não tem problemas de trânsito, nem de lixo (bom, isso é discutível), nem de assaltos, nem de calor ou frio… A cidade ideal, onde tudo é instantaneamente acessível, onde não se precisa de telefone nem de botequim (nem de chopp, o que é melhor para a dieta) para ter bons papos, onde o único custo é o tempo…

Tocamos aí talvez no grande problema, pois de fato o mundo perfeito não existe: o Facebook engole, feliz, horas da existência dos incautos que se deixam seduzir ou até, quem sabe, engabelar. Começa assim, um olhadela de vez em quando, no meu caso com a desculpa de entrar um pouco no mundo dos meus filhos e netos, de saída os únicos “amigos”. Aí conversa vai, conversa vem, um assunto puxa outro, e os “amigos” se multiplicam, por mais que a gente tente ser seletivo. A lista vai crescendo, a leitura demora cada vez mais, responder fica irresistível, e lá se vão minutos e horas!

De manhã, ainda na cama, antes mesmo de escovar os dentes e de tomar café, a gente estica o braço para pegar o iPad – é só para dar uma espiada rápida nas novidades. Despachados os e-mails, passamos para o FB. E aí surge um caudaloso rio de notícias, críticas, artigos, conselhos, receitas, recados, saudações de amigos de longe, apresentações a novos amigos fascinantes que pensam como nós, cartoons e charges de morrer de rir, videos hilariantes… não é mais uma cidade, é todo um mundo novo, pelo qual viajamos praticamente de graça e sem ter que passar pelo crivo do check-in e dos controles de segurança – já que a única arma que tem trânsito alí é a poderosa palavra, às vezes letal, é verdade.

Tive que me render à evidência. Estou viciada, hooked como dizem os anglo-saxões, fisgada. Felizmente, ainda consigo manter certos limites e princípios, e alguma capacidade de discriminação, que se torna uma questão de vida ou de morte… cerebral. Só me permito a viagem matinal. Nada de passeios durante o dia, os outros afazeres me chamam, embora esteja aposentada. Não consigo entender os “amigos” ainda ativos profissionalmente que produzem diariamente uma tonelada de “posts”, alguns elaboradíssimos, longos, cheios de opiniões e comentários. Ou acordam com o galo, ou facebookam na hora do expediente, impensável!

Devo dizer que tenho me divertido muito e tenho aprendido um monte de coisas. Mas há três categorias de “postantes”que me irritam profundamente: os piegas, os devotos e os amigos dos animais. Mensagens edificantes sobre o amor e a amizade, apelos à religiosidade, suposta nos abrir as portas da felicidade eterna e do paraíso, e histórias intermináveis de gatos e cachorros, os melhores amigos do homem, é bem sabido, ocupam um espaço que, a meu ver, é puro desperdício. Eu me lembro de quando eu era jovem (já entenderam que sou uma velha coroca e ranzinza) e não existia internet, e-mail, FB nem mesmo telex e fax, e que o telefone era proibitivo, havia um meio de comunicação não muito prático mas bem barato, era o custo de um telefonema local: o rádio amador. Pois bem, era muito bom, assim dava para falar com frequência (sem trocadilho…) e sem se preocupar com o relógio, mas existiam regras quanto aos assuntos. Três eram terminantemente proíbidos: religião, política e dinheiro. Acho que se deveria estabelecer uma regulamentação parecida para o Facebook (lá vou eu ser acusada de censora e inimiga da liberdade de expressão), com exceção da política que é, de fato, a alma do negócio. Na sua falta, resta o recurso de “desamigar” a pessoa chata, o divórcio no país do Facebook. Não muito simpático, como também o fato de ignorar pedidos de virar “amigo”, que pode ser considerado uma grave “esnobada”, mas se se fazem casamentos no Feicebuque, é justo que também possam ser desfeitos!

 

Fonte: Opinião&Notícia

Jovens americanos fumam mais maconha do que cigarro

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

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cigarro-e1450445997568Pela primeira vez, mais alunos americanos do ensino médio fazem mais uso diário de maconha do que de cigarros. A informação é de uma nova pesquisa sobre uso de drogas por adolescentes do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida, na sigla em inglês).

Leia mais: A contínua queda no consumo de cigarros

O aumento do consumo da maconha ocorre por conta do rápido declínio do uso de cigarros entre os adolescentes nos últimos cinco anos. A diretora do Nida, Nora Volkow, afirmou que a redução do consumo de cigarros tem relação com as campanhas de prevenção que têm os adolescentes como público-alvo.

Volkow, disse que apesar de estar animada com o declínio do uso dos cigarro, estava preocupada com a aceitação crescente do consumo de maconha entre adolescentes. Afinal, alguns estudos mostram mudanças nas estruturas cerebrais de jovens que fumam maconha.

Ela e outros cientistas se preocupam, porque os cérebros ainda não estão totalmente formados, enquanto as pessoas são adolescentes. E o uso abusivo de maconha pode romper a ligação entre os neurônios. “Nós não podemos ser complacentes. As taxas de uso de drogas, legais e ilegais, ainda estão muito altas”, disse Volkow.

 

Fonte: Opinião&Notícia

A (minha) carta!

domingo, 13 de dezembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Eu ia escrever para Papai Noel, mas dá no mesmo, então resolvi me dirigir à presidente: ‘Dilma, já que você não renuncia, eu me demito!’

Senhora Presidente, ‘Veritas temporis filia’. (a verdade é filha do tempo).

Por isso também lhe escrevo. Ou você acha que é só o Michel Temer que pode? Na verdade essa carta seria uma espécie de um pedido de demissão. Sim, apesar de estar desempregado, quero solicitar que você aceite meu pedido de demissão de cidadão brasileiro. Não dá mais. Acabou. Não tenho tempo de vida, apesar de todo o avanço tecnológico e da medicina, de esperar que o país se transforme no que poderia ter sido um dia e que nunca será. Vamos enfrentar a verdade. Lembra que ela é filha do tempo? Mas esse tempo é cruel, ele não perdoa, ele avança sem dar uma pausa. Preciso tentar ser feliz e viver bem sem esse peso de ser brasileiro. Hoje, convenhamos, é um fardo sacar o passaporte azul, que nem verde esperança é mais. Será um ato falho de vocês? Ou é a constatação de que a esperança, que deveria ser a última a morrer, morreu faz um tempo.

CARTAMuito a propósito do intenso noticiário sobre o pedido de impeachment, das manobras feitas pelo seu partido e aliados para atravancar o processo, do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ter suspendido a instalação da Comissão Especial formada por uma maioria de oposicionistas do seu governo, que decidiria se o processo contra a senhora seguirá ou será arquivado.

Não consigo ser cidadão brasileiro vendo o Congresso virar um ringue de briga, com xingamentos, empurrões e quebra-quebra. Vendo os ratos tentando seus pactos, com promessas futuras. Brigas para que a votação fosse aberta ao invés de secreta. E sabemos que aberta é muito para um país onde seus políticos, em sua maioria, não mostra a cara. Na surdina nunca se sabe quem são seus amigos.

Desde logo lhe digo que quando Lula foi eleito meu mundo caiu. Mas ainda assim no

Minha carta à presidente

Minha carta à presidente

fundo da alma acreditava ainda que algo de bom estava por vir. Não veio. Aconteceu o pior, Lula foi reeleito. Mas eu ia tocando a vida. A inflação parecia controlada, mas eu nunca deixei de sentir um incômodo. O tempo passou e veio o mensalão. E o meu mal-estar em ser cidadão brasileiro se agravava.

Jamais eu disse que acreditava que alguma coisa pudesse mudar. Mudar requer um pouco de risco, talvez, mas no final das contas, a senhora foi reeleita, apesar de tudo.

E eu continuei aqui como cidadão brasileiro sobrevivendo a cada dia. Sobrevivendo sim e dançando conforme a música. Nem sempre dava para ouvir um clássico. Muitas vezes tive de fechar os olhos para não ver o funk que tocava.

Pois é, presidente. O seu próprio ministro Ricardo Berzoini, o seu articulador político, disse dias atrás “ou temos votos suficientes para vencer essa parada ou significa que o governo não tem base politica para se manter como governo”. Dilma, se seu próprio ministro tá falando isso… Qual então a parada?

Sou (ainda) cidadão brasileiro e a senhora resolveu ignorar-me como tal e está tendo ideias mirabolantes de como tirar mais dinheiro da gente aqui. Só porque você não foi capaz de segurar a sua compulsão em gastar mais do que poderia. E você não se fez de rogada. Seja com aumento de impostos diretos, seja com a sua ideia brilhante de recriar a CPMF, ou com o aumento de impostos indiretos como o Cide.

Se a senhora acha que não pode mais confiar em mim como cidadão brasileiro, eu posso adiantar que nunca confiei na senhora. Nem por um minuto sequer. Aquele seu papinho antes da eleição de que faria e aconteceria e que tudo seria cor de rosa não me tocou, não me comoveu. Muito pelo contrário, achei que você estava fora de si. E mesmo assim…

Sei que você cospe sempre que foi legitimamente eleita. Será mesmo? Durante o governo Lula e no seu governo vimos tantas coisas surreais que sabe que não sei o quão legítimo foi isso. Isso sem considerar como você custeou a sua campanha. São duas coisas distintas. Vai saber que num mundo tecnológico como o nosso não seria possível manipular uma urna eletrônica. Dinheiro para isso vocês arrumam. Se não foi ou fosse da Petrobras, tinha ainda a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa. Ou vai dizer que estou viajando? E você acha que dá para viajar com o dólar batendo os R$ 4,00?

Dilma, segundo o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, o procurador Deltan Dallagnol, a PF só teve acesso a 10% das informações sobre as cercas de 300 contas na Suíça suspeitas de terem sido usadas no esquema. Eu sei que a senhora disse que não tem conta na Suíça, mas será que não tem mesmo? Talvez uma empresa da filha do seu motorista, ou uma tia sua. Isso pode ser coisa de tia.

Diferente do vice-presidente Michel Temer que acha que você o deixou como objeto decorativo nos seus primeiros quatro anos de governo, eu nem decorativo fui para você, então não me culpo por ter escrito essa carta. Ia escrever na verdade para Papai Noel, mas com certeza dá no mesmo, então resolvi me dirigir a você. Espero que a receba de peito aberto, mas não precisa marcar encontro depois comigo não.

Já que você divulgou a carta do Michel, então peço que publique a minha carta no Diário Oficial. E, por favor, acate meu pedido de demissão como cidadão brasileiro.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Dilma e seu governo microcefálico!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Todos comigo: ♫ Cabeça, ombro, joelhos e pé, joelho e pé! ♫

Todos comigo: ♫ Cabeça, ombro, joelhos e pé, joelho e pé! ♫

É notório que o governo Dilma está de zika. Não estou tripudiando do grave surto de microcefalia que se se abate sobre o país. Mas ele talvez seja uma das repostas que vários de nós procurávamos. E que pode explicar muitas coisas.

Considero a microcefalia do governo a explicação científica para o que nossos governantes estão fazendo com o país e para o que não estão fazendo, depende do seu referencial.  Ficarmos somente com a explicação empírica já não nos basta. Essa já está escancarada para quem quiser olhar e aceitar: a de que o governo do PT é incompetente, ladrão, egoísta e corrupto. Com certeza eu esqueci alguma coisa, mas vamos parar por aqui. Ficar só no empírico é brincar com o óbvio. Mas talvez nem tão óbvio assim para muitos de “nós”, infelizmente.

Dilma, que esteve na França para a conferência do clima, hospedada no hotel mais caro da capital — apesar do decreto baixado por ela mesmo sobre as despesas que seriam cortadas –, cospe que está perplexa com a prisão de Delcídio e que não tem medo de nenhuma delação que ele venha a fazer. Ela aproveita para cuspir também que o governo tomará todas as medidas necessárias para não prejudicar a vida da população.

Ah, Dilma, é sério mesmo isso? Então esse risco de depressão do nosso PIB é balela? O fato de a nossa economia ter tido uma queda generalizada no terceiro trimestre é algo contornável? O fato de que essa pode ser a mais grave crise dos últimos 35 anos? Sem falar no fato de que o resultado do seu governo na nossa economia só não é pior que o da Ucrânia?

Pô, Dilma, até nisso vocês atrapalham. A Ucrânia era uma das opções que eu tinha caso eu resolvesse abandonar a nau Brasil. Agora terei de sentar, pegar a calculadora, marcar uma consulta com uma mãe de santo, jogar novamente búzios para ver se escolho outro país em que eu possa viver e não simplesmente sobreviver.

Dilma, você não vai ao supermercado. Você estala os dedos e o seu salmão defumado está na sua frente. Ou o seu camarão VG, o seu caviar, ou o seu “foie gras”. Ou até mesmo o seu filé mignon. Você sabe o que é ter que usar encarte de outros supermercados para pagar mais barato? Você sabe o que é ter que fazer pesquisa de preços para “encher” o carrinho de compras? E pagar a luz? Por que raios a bandeira tinha que ser vermelha? Logo vermelha?

Dilma, é sério mesmo esse papo de medidas a favor da população? Não sei se você reparou, mas nessa última Black  Friday praticamente tudo entrou na roda. De sites de compras coletivas a farmácias. Foi nesse ponto que chegamos. Foi nesse ponto que seu governo nos fez chegar. Dá medo de planejar alguma coisa. Nosso planejamento hoje é diário. É impossível de planejar até uma viagem para daqui a uns meses porque não sabemos o que mais pode surgir no seu governo que faça com que o país perca ainda mais sua credibilidade, seja para investidores de fora ou até mesmo para empresários brasileiros que lutam hoje como nunca lutaram para manter suas portas abertas.

A lambança feita por você e pelo Lula está sendo marcada na nossa pele todos os dias.

Já nem sei mais o que é melhor para esse país. Que você fique até o final de seu mandato ou que se mude tudo agora. Mudar com quem?

Vocês fizeram a coisa de tal maneira que eu particularmente tenho medo de confiar em alguém. Mesmo que seja de outro partido. Estamos vendo tanta coisa que não sei mais.

Talvez se todos, TODOS mesmo, do Congresso, Senado, ministros fossem depostos e não pudessem mais exercer atividades políticas, a gente tivesse alguma chance.

Tínhamos que começar do zero. Mas isso não vai acontecer. Então, não sei o que pensar. O câncer já está espalhado. Já virou metástase. E a cada “novo exame” surge um “órgão” comprometido.

Quando que poderíamos pensar que um senador seria preso em flagrante? Talvez a sua perplexidade esteja no fato de terem pego Delcídio de calças curtas e o que é pior, sem cuecas.

Já do meu lado não me causa nenhuma perplexidade o fato de vocês, leia-se, seu governo e você, terem jogado Delcídio na fogueira embebido de gasolina. Mas não é só o Delcídio queimado que irá instituir novamente a confiança, a credibilidade. Não é jogando outros na fogueira e dizendo que o governo não tem nenhuma responsabilidade, não somos idiotas. Sim, temos vários entre nós. Ainda. Mas eu espero que por pouco tempo.

Fico só imaginando o que vai acontecer com os ferrenhos defensores dos perseguidos e oprimidos do PT quando a coisa chegar ao Lula. Será um suicídio coletivo?

Dilma, sobe do play, para de brincar e vai trabalhar de forma decente, honesta e pensando de verdade na população. Ou estou pedindo muito?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Alerta vermelho no PT e no Planalto!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Delcídio se assusta com o par de algemas e Cerveró pegunta: Quanto por mês?

Delcídio se assusta com o par de algemas e Cerveró pegunta: Quanto por mês?

Polícia Federal prendeu ontem em flagrante, quarta-feira (25), o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado e também o dono do Banco Pactual, André Esteves, por tentarem calar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, cada qual com a sua parcela de participação. Delcídio além de ter um plano de fuga para Cerveró para a Espanha, aproveitando que este tem cidadania espanhola, prometeu uma mesada de R$ 50 mil para sua família, e André bancaria os R$ 4 milhões para o advogado, Edson Ribeiro, contratado por Cerveró, para que esse convencesse seu cliente a não firmar acordo de delação premiada na Lava-Jato. Bonito isso né?

O clima no Congresso e no Planalto é de perplexidade. Tanto que Dilma cancelou um evento público que faria nessa quarta-feira.

E o que se comenta é que no momento o Planalto tenta isolar o fato. Ou seja, que isso que Delcídio do Amaral fez não tem nenhuma ligação com o governo. Algo como ele não nos representa nesse fato. Foi uma ação individual. Em outras palavras, jogaram o homem na fogueira. Outra medida tomada foi tirar a liderança de Delcídio do governo.

Não adianta dizer que isso é coisa da oposição, de jornalistas, de golpe. Existem provas contundentes e que fizeram o STF tomar essa decisão.

Entre as provas, em um trecho da conversa gravada, Delcídio cita alguns ministros do STF dizendo que teria controle sobre eles.

Agora cabe ao presidente do Senado – logo quem – Renan Calheiros, julgar se aceita ou não essa prisão, baseado no artigo 53, parágrafo dois da Constituição. Isso é justamente para se prevenir perseguições políticas. Mas acho que nesse caso Renan não irá querer se comprometer.

A cobra agora fumou. Mas vejam como são as cosias. Agora que não há como dizer que a voz da gravação feita pelo filho de Cerveró não é do senador Delcídio Amaral, o governo não virá a publico defender seu senador. E ele vira o pato da história.

Sinceramente não sei mais o que precisa acontecer para que TODOS se deem conta de que é o fim. O fim da era PT. A não ser que o PT seja como a barata que independentemente da bomba que caia em cima ela sempre sobreviverá.

Enquanto a mentalidade dos petistas não mudar o melhor seria a dizimação total do PT.

E enquanto isso não acontece, o país vai sofrendo as consequências. Políticas e econômicas, pois com essa traulitada o dólar já subiu e derrubou a Bolsa de Valores.

Alerta vermelho no PT e no Planalto! – Parte II

Depois que o pecuarista José Carlos Bumlai amigo de fé irmão camarada de Lula foi preso na Lava-Jato, acendeu-se o alerta vermelho no PT e no Planalto. Mas infelizmente ainda não há provas contra o ex-presidente Lula segundo informou o juiz Moro, apesar de Bumlai ter acesso liberado no Planalto.

Mas eu ainda tenho esperanças que algum fio solto quando puxado chegará ao Lula. E quando esse dia chegar será a glória.

Já que a Dilma não está fazendo nada…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo…

Já que a Dilma não está fazendo nada mesmo, a mente dela começa a ficar no vazio e onde não há nada, cria-se um vácuo e do vácuo que saem as “brilhantes” ideias de Dilma.

Uma delas é adiar o reajuste do salário mínimo. E o reajusta dos servidores. Ela pensa em postergar de janeiro para maio. Afinal, qual o trabalhador que não pode se dar esse luxo? O que é o aumento do salário mínimo? Na verdade sempre é mínimo e se vier em janeiro ou maio qual diferença fará? Queria entender como a cabeça de Dilma funciona. Ou porque não funciona.

Outra ideia brilhante e que foi publicada ontem, quarta-feira (25) no Diário Oficial, é a de que todos os estrangeiros que queiram entrar no Brasil em ocasião das Olimpíadas não precisarão apresentar visto e a entrada deles no país não está condicionada à aquisição de ingressos para as competições esportivas. Ou seja, liberou geral. Será que nenhum assessor mais próximo não poderia desenhar para que ele entendesse o que é terrorismo? Ou será que na cabeça dela qual o terrorista que iria escolher o Brasil para alguma coisa.

Será que é só o PT que pode escolher o Brasil?

Já que a Dilma não está fazendo nada… – parte II

Só espero que nesse vácuo do cérebro de mulher sapiens da presidente Dilma não tenha lugar para a pressão que a Petrobras começa a fazer para o reajuste dos combustíveis.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Fim da era de pesquisas com chimpanzés nos EUA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

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chimpanzee-e1447954866229Na última quarta-feira, 18, o diretor do NHI (órgão do Departamento americano de Saúde e Serviços Humanos) Francis Collins anunciou que 50 chimpanzés mantidos pelo governo para pesquisa médica vão ser mandados para santuários. Uma vez que eles estão em um santuário, os chimpanzés não podem ser transferidos de volta para a pesquisa médica. Sua decisão veio mais de dois anos depois que o NHI decidiu liberar mais de 300 chimpanzés de instalações de pesquisas ao redor do mundo e reinstalá-los em condições mais “humanas”. A partir de agora, os pesquisadores vão precisar de uma permissão do Fish and Wildlife Service (agência do Departamento americano do Interior, com a missão de proteger e conservar animais e plantas) para utilizar um animal em extinção para pesquisa.

Leia mais: Especialistas debatem ética de pesquisas com chimpanzés

“É hora de reconhecer que não há mais justificativa para que 50 chimpanzés continuem a disposição para pesquisas biomédicas invasivas”, Collins escrever aos administradores do NHI, de acordo com um e-mail enviado por seu porta-voz.

A NHI começou o abandono progressivo do uso de chimpanzés em pesquisas antes de 2013. Naquela época, ele chamou a decisão de um marco, dizendo que os chimpanzés são “animais especiais, nossos parentes mais próximos”.

A decisão do NHI em 2013 foi o resultado da pressão dos ativistas, tais como a Humane Society e o Instituto Jane Goodall. Sua pressão constante ajudou a persuadir o Fish and Wildlife Service de listar os chimpanzés em cativeiro como espécies ameaçadas de extinção.

Em dois anos, NHI recebeu apenas um único pedido de utilização de um dos seus chimpanzés para a pesquisa, e que foi retirada, disse John Pippin, diretor de assuntos acadêmicos do Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável.

“A pesquisa com chimpanzé tinha basicamente parado”, disse Pippin. “Qualquer um que queira usá-los terá que passar pelo Fish and Wildlife Service, mas eles não terão o financiamento do NHI, que é da onde vem a maior parte de todo o financiamento de pesquisa.”

 

Fonte: Opinião&Notícia

Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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coincidencias-300x179O ex-secretário-geral da Presidência Gilberto Carvalho afirmou que provavelmente agendou conversas do ex-presidente Molusco Luiz Inácio Lula da Silva com o lobista Mauro Marcondes, vice-presidente da Anfavea em 2009, durante discussões sobre a medida
provisória (MP) de isenção fiscal para montadoras. Até aí tudo bem. Tudo bem? Mais ou menos tudo bem.

Essa coisa estranha já começa pela fala do ex-ministro de que “provavelmente agendou”. Como provavelmente? Ainda mais sendo Mauro quem era e sendo Lula quem era e sendo o tema da MP o que era. Ou você acha que Lula iria conversar sobre isso com o vice-presidente da Friboi, por exemplo?

Só que a minha crença da não existência das bruxas começa a tomar forma. Marcondes então coincidentemente é um dos seis lobistas presos pela Polícia Federal no mês passado, na Operação Zelotes. Ele é acusado de intermediar a compra de trechos de uma MP favoráveis a Caoa, que vem a ser a representante da Hunday, e da MMC, a fábrica da Mitshubishi no Brasil. E outra vez coincidentemente uma das empresas de Marcondes a Marcondes & Mautoni fez pagamentos de R$ 2,4 milhões a coincidentemente Luis Claudio Lula da Silva, que coincidentemente é um dos filhos do então na época presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que coincidentemente era o presidente coincidentemente do Brasil, e, coincidentemente nessa mesma época em que se deram coincidentemente todos os fatos. E coincidentemente esse pagamento foi a título de prestação de serviços relacionados a marketing esportivo. E coincidentemente a empresa escolhida foi a LFT empresa aberta por Luis Claudio que conta somente coincidentemente com ele como único funcionário. Uau!

Mas se formos analisar o passado, Luis Claudio começou com um contrato de R$ 300 mil por ano, como o Corinthians, coincidentemente time de coração do pai, Lula, que na época trabalhou para que a Obedrecht viabilizasse um estádio para o clube, o Itaquerão.

E se formos analisar, a empresa de Marcondes tinha como especialidade representar montadoras de carro. Ou seja, montadora de carro e marketing esportivo trocando figurinhas? E pelos depoimentos tudo leva a crer então que um pagou e não sabe por que e o outro recebeu e também não sabe por que recebeu.

Assim fica fácil né?

Donde se conclui que é tudo um poço sem fundo. A coisa é fácil demais. Cria-se uma empresa, cria-se uma consultoria e com isso o dinheiro injustificável fica justificável e apostam para ver se o circo armado cola. E até quando cola. Estava colando até então. A cola secou e as peças estão caindo. Uma por uma. Resta saber quando teremos acesso as peças principais dessa Era de Lama e podridão que se abateu sobre o Brasil e que não parece querer sair tão cedo daqui.

E a tal coisa, os ditos populares estão aí e não é à toa.

“No creo en brujas, pero que las hay, las hay.”

Quando a fase Dilminha paz e amor passar.

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Dilma tinha que virar bicho. Mostrar as garras. Mostrar que é quem ela diz ser. Não podemos mais ficar numa de tudo vai passar. Não. Não vai passar. O ano já praticamente acabou. Já estão acabando de montar a árvore de Natal na Lagoa. Já se começa a falar em BBB 16. Já se começa a falar mais sobre Carnaval. Olimpíadas.

Se ela acha que só o fato dela peitar o Lula que faz campanha para a saída de Levy, nosso ministro da Fazenda para a entrada de Meirelles já é algo fenomenal, vai me desculpar, estamos lascados.

Se bem que até hoje tenho minhas dúvidas de até onde Dilma tem as rédeas do país nas mãos. O fato dela declarar que não tem que concordar com tudo que Lula cospe, não me diz muita coisa.

De qualquer maneira estou completamente desesperançoso de que algo mude para melhor. Não vejo túnel. Não vejo luz. Não vejo nada.

Dilma tinha que mudar o seu tom. Ficaria talvez um tiquinho assim bem pequenininho mesmo com esperança se ela entrasse mais para uma fase, vitória na guerra.

Enquanto Dilma não vir que estamos em guerra, estamos tomates verdes fritos.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Por que pais devem ser honestos em relação à aparência das crianças

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

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crianca_brava_niklas_hellerstedt_flickr-830x545Falar com crianças sobre aparência é uma tarefa complicada para adultos. Para minimizar o impacto de uma criança ter uma aparência fora dos padrões considerados bonitos ou ser gorda, eles costumam afirmar que a aparência não importa.

Mas para o escritor australiano Robert Hoge, que se descreve como “a pessoa mais feia do mundo”, é totalmente errado dizer para crianças que a aparência não importa. “Eles sabem perfeitamente que importa”, afirmou em entrevista ao jornal New York Times.

Autor do livro Ugly (Feio, em inglês) Hoge afirma que é um alívio para as crianças quando um adulto explica de forma franca sobre viver com características ruins em um mundo de aparências desiguais. Segundo ele, é importante que elas saibam com clareza que é apenas uma coisa na vida, uma característica dentre muitas outras. Em outras palavras, a aparência importa, mas não é tudo.

Hoge diz ter baseado seu livro em sua própria experiência. Ele nasceu com um tumor na face e pernas deformadas. Logo que o viram, seus pais se consumiram em lágrimas e sua mãe acabou deixando-o no hospital na esperança de que ele não sobrevivesse. Somente em sua quinta semana de vida, seus pais retornaram ao hospital para buscá-lo, a pedido dos irmãos de Hoge.

Logo, como uma criança seria capaz de lidar com a selvagem hierarquia social da aparência, que geralmente começa nos parquinhos, se nem mesmo os adultos conseguem enfrentá-la? Os privilégios da beleza são velhos conhecidos da ciência social. Sabemos que não são apenas os empregadores, professores, pares românticos ou eleitores que privilegiam os mais bonitos. Os pais fazem isso também.

Nas literaturas infantis, a feiura é sempre merecida ou transitória, como no caso de vilões ou do patinho feio que vira cisne. A história do patinho feio, aliás, é um ótimo exemplo de hierarquia da aparência, já que no fim a beleza do cisne é amplamente coroada sobre a aparência normal dos patos comuns. Mas e quando a transformação nunca chega e a pessoa passa a vida sendo apenas pato?

Segundo Hoge, é preciso conversar com a criança antes que ela comece a sofrer a inevitável pressão das outras, em que cada pequena diferença é um desastre. Ele lembra ninguém é uma coisa só, temos várias características e o mesmo se aplica à beleza. Logo, as crianças devem ser tratadas com franqueza e aprender que ser bonito não é essencial. “Não diga às crianças que são bonitas. Diga apenas que não tem problema em ter essa aparência”.

Talvez, o principal seja desfazer a antiga e equivocada conexão que a feiura tem com a imoralidade. No dicionário Oxford, a palavra “feiura” é descrita como “moralmente repugnante”. Em grego, a palavra kalos significa tanto “belo” quanto “nobre”, enquanto a palavra aischros significa “vergonhoso” e “feio”. No dicionário Aurélio, “feio” também é sinônimo de “vergonhoso”, “torpe” e até mesmo “desonesto”.

 

Fonte: Opínião&Notícia

 

Quer ser mais feliz? Deixe de lado o Facebook

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

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felicidade-pixabayApós uma experiência feita com usuários do Facebook, pesquisadores da Dinamarca concluíram que deixar de usar a rede social pode aumentar a felicidade.

Os pesquisadores dividiram em dois um grupo de 1.095 pessoas. Metade parou de utilizar o Facebook durante uma semana e a outra metade continuou usando a rede social.

O estudo revelou que as pessoas que deixaram de usar o Facebook se sentiram mais felizes e afirmaram estar mais satisfeitas com suas vidas.

Em entrevista à AFP, Meik Wiking, diretor do Instituto de Pesquisas sobre a Felicidade, responsável pelo estudo, afirmou que o Facebook foi escolhido “já que é a rede social mais utilizada por pessoas de todas as idades”.

O estudo dinamarquês culpa a rede social por males como falta de concentração ou uma vida social pouco ativa.

Após a experiência, a porcentagem de pessoas que afirmaram se sentir felizes foi de 88% entre os que deixaram de usar a rede social e de 81% entre os que continuaram conectados. Já a diferença entre os que destacaram apreciar mais a vida foi de 84% contra 75%. Apenas 12% dos “desconectados” afirmaram estar insatisfeitos, contra 20% entre os que continuaram conectados ao Facebook.

Os autores do estudo ressaltaram que, ao “invés de nos concentrarmos no que precisamos, temos infelizmente o costume de nos concentrar nas coisas dos outros”.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Tem um Cunha no meio do caminho!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Cunha-1-300x186Não somos mais somente o país do Carnaval e futebol. Do futebol acho até que deixamos de ser.  Mas somos agora também o país da Propina, – com direito a “P” maiúsculo – do escândalo, do indizível, do incrível, do inesperado, do inusitado, do quase impossível de acontecer, mas que aqui acontece. Somos o país onde se disputa a permanência de um político que já se mostrou o que é, já vimos o que ele fez – e que nem foi no verão passado – que é tudo isso que você (talvez) tenha pensado; um pouco corrupto, meio corrupto, um tanto quanto corrupto, corrupto por inteiro, ladrão, diabólico, um tanto quanto burro – abrir conta no nome de parentes na Suíça – dissimulado e outras coisinhas mais.

Onde você já viu dois grupos que se “odeiam” disputando a mesma pessoa para um mal maior ou menor,dependendo de que lado você está? Mas o objeto disputado não é uma joia rara. Não é um diamante. E nem é carvão. É lixo mesmo. Estamos assistindo a uma disputa de quem fica com o lixo do seu lado, no que se tornou infelizmente em Lixo Oficial do nosso país: o Congresso Nacional.

Sim, a oposição fará tudo para deixar Cunha na presidência da Câmara dos Deputados com todo o poder que o cargo lhe dá, para que ele viabilize o pedido de impeachment contra a presidente Dilma. Ao mesmo tempo, o governo fará de tudo para que ele fique sentadinho onde está para que ele possa impedir o pedido de impeachment dessa mesma presidente. A batalha está aberta. E quem ganhar levará Cunha com ele.

Chegamos ao fundo do fundo do poço da lisura, que na verdade nunca existiu no país, mas que muitos ainda tinham uma reles esperança em encontrar algum resquício que fosse, e, ao menos com isso conseguir acalentar nossa alma.

Com tudo isso perde o país que se vê dependente de um grupo do lado de cá que quer uma coisa, e do grupo do lado de lá que quer outra coisa. Ambas as coisas deixam marcas, que talvez só possam ser sentidas somente mais pra frente e, onde mais uma vez quem arcará com o custo desse Brasil somos nós. Mais uma vez.

Parece que ninguém enxerga a verdade. Só se enxerga a verdade que eles apresentam e na qual acreditam piamente. A verdade política não é necessariamente a grande verdade. Mas o que é a verdade? Quem tem a verdade? Sei que não é hora nem momento de filosofar, mas prefiro ficar então com a verdade das palavras do poeta Caio Fernando de Abreu: “Não há uma verdade única. Há uma verdade por dia, ou pior ainda, mais complicado: uma verdade por hora, às vezes até mil verdades num minuto.”

E acho que é isso que temos, mil verdades num minuto.

No meio do caminho tem um Cunha!

Na última terça-feira, 3, foi instaurado um processo de cassação do mandato de Cunha no Conselho de Ética, e o nome do relator ainda será definido.

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Sim, pois o processo pode até ser arquivado e aí… por outro lado, o deputado Celso Russomanno, padrinho do possível relator do caso Cunha afirmou categoricamente ao jornal Folha de São Paulo que caso Faustino seja escolhido ele será correto. E Cunha continua dizendo que vai provar que é inocente.

Às vezes esses políticos falam com tanta convicção, com tanta certeza, que fico assustado. Não que eu acredite que pode não ser bem isso. Mas é que a coisa é colocada de uma maneira que os mais fracos acabam abraçando essa verdade como o ar que respiram. Aí o nosso trabalho fica muito mais difícil de ser feito.

Tenta falar que o Lula é um bandido!

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Maioria dos adultos não sabe matemática básica no Brasil

terça-feira, 3 de novembro de 2015

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matematicaUm estudo feito em 25 cidades brasileiras revelou que a maioria dos adultos com mais de 25 anos não sabe matemática básica.

Leia também: O medo da matemática
Leia também: Estudo relaciona falta de hormônio na gravidez a crianças ruins de matemática

Ainda de acordo com o estudo, encomendado pelo Instituto TIM, 75% dos adultos brasileiros não sabem médias simples, 63% não conseguem responder a perguntas sobre percentuais, 75% não entendem frações e 69% não sabem fazer contas com taxas de juros.

O resultado de avaliações similares em nações ricas é, em média, quatro vezes superior.

Além disso, 43% dos entrevistados afirmaram que a matéria mais detestada na escola foi a matemática e 65% disseram que não tiveram facilidade com a disciplina.

O coordenador do estudo, Flavio Comim, docente da UFRGS e professor visitante de Cambridge, ressaltou que “uma sociedade que sabe pouco de matemática é pouco competitiva, como mostra a comparação internacional”.

O estudo contou com a participação de 2.632 pessoas com idade média de pouco mais de 40 anos. O número médio de anos de estudo dos brasileiros entrevistados ficou em torno de 8,3.

Dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica de 2013 mostram que apenas 9,3% dos estudantes concluem o ensino médio com o nível adequado em matemática.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Jovens passam mais de um terço de suas vidas em frente a telas

terça-feira, 3 de novembro de 2015

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smartphone-e1446555308655Adolescentes americanos estão passando mais de um terço de seus dias usando aparelhos móveis, seja assistindo vídeos online ou ouvindo música. De acordo com um novo estudo do Common Sense Media, eles ficam em média cerca de nove horas por dia com os dispositivos. Para os pré-adolescentes, entre oito e 12 anos, a média é de cerca de seis horas por dia.

Leia mais: Ficar longe do celular pode causar ansiedade

A pesquisa foi feita para definir uma nova base para a pesquisa em relação ao uso de mídias pelos adolescentes e pré-adolescentes. O diretor executivo do grupo, Jim Steyer, ficou surpreso com o resultado e preocupado pelo pouco que o governo faz para entender as consequências desse fenômeno.

É difícil comparar o aumento de tempo em frente às telas nos últimos anos. O estudo mais parecido é o da Kaiser Family Foundation, de 2010. Esta pesquisa estimou uma média de cinco horas e meia entre os jovens de oito e dez anos, oito horas entre os de 11 e 14 e um pouco menos de oito horas para aqueles entre 15 e 18. No entanto, como as pesquisas usam metodologias diferentes, é difícil comparar os resultados.

As atividades mais comuns entre os pré-adolescentes são: assistir TV, ouvir música, jogar vídeogame e assistir vídeos online. Os adolescentes, por sua vez, fazem tudo isso e usam as redes sociais.

 

Fonte: Opinião&Notícia

No país do Vale Tudo!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

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Por Claudia Schamis
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cofre-300x202Apesar de termos uma turma que luta para que o Brasil não seja reconhecido internacionalmente como o país do oba-oba, do balacobaco, do vale tudo, sempre tem que ter alguém com a brilhante ideia de sujar o terreno que tentamos começar a limpar.

Hoje, quarta-feira (28), enquanto escrevo o texto, poderá ser votado na Câmara dos Deputados um projeto de lei que vai contra todas as definições de crime de qualquer espécie.

Nesse novo projeto de lei – é lei mesmo? – o pecador, o criminoso, sairá isento de qualquer condenação por ter enviado para o exterior uma graninha extra que ele ganhou recebendo propina, pode ter sido grana do seu caixa 2, caixa 3 e quantas caixas a pessoa tiver, pode ser grana da venda de drogas, tráfico humano, tráfico de órgãos (fígado, rim, coração, alcatra, maminha, picanha). Ou seja, o delinquente poderá repatriar o dinheiro sem ter que dá nenhuma satisfação de onde veio o dinheiro. Para ter esse direito o meliante, quero dizer, o sujeito, deverá apenas pagar no total 30% – que não é propriamente uma propina, mas metaforicamente pode até ser considerada – do total que ele quer repatriar, ou em outras palavras, tornar legal.

O ilegal se torna legal e ponto. Todos ficam felizes. O governo que arrecada com o imposto e a multa e o contribuinte que não precisa mais se esquivar e pode dormir mais tranquilo sem ter o medo de que alguma investigação descubra toda a grana escondida.

Se irá passar, só saberemos depois, mas só do projeto de lei estar indo para votação, já mostra que definitivamente não somos um país sério. Podemos até tentar fazer pose de sério, mas não somos, e nunca seremos. Pelo menos não nas próximas quatro gerações.

Na razão de Cunha!

Eduardo-Cunha

Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Pachoal enviaram pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e a área técnica da Mesa Diretora da Câmara está concluindo um parecer que tende a ser favorável.

Fala-se que o pedido é “juridicamente perfeito” e que só dependeria única e exclusivamente de Eduardo Cunha, (ainda) presidente da Câmara acatar e dar prosseguimento ao processo.

Porém, sempre na política existe a presença da conjunção adversativa totalmente explícita, sem a menor desfaçatez, de que uma ação está diretamente ligada a outra ação. E essa outra ação seria o encaminhamento ou não pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do pedido do afastamento do presidente da Câmara ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Isso acontecendo, ele, Eduardo Cunha, decidirá monocraticamente, como é garantido por lei, pelo encaminhamento favorável à abertura do processo de impeachment de Dilma.

Ou seja, é uma troca de figurinhas. Mas no jogo da política, do terror, da chantagem, Eduardo Cunha disse que não recebeu nenhum parecer da área técnica da Casa sobre os pedidos de impeachment e disse ainda que caberia a ele e só a ele única e exclusivamente a decisão sobre se segue adiante ou deixa tudo como está. O parecer técnico é apenas um “plus” para embasar a decisão. Mas que não é necessário.

O que vemos é o retrato do nosso país. O presidente da Casa só decidirá sobre uma possível mudança nos rumos do nosso país não porque ele enxerga que isso é o correto, que isso é o que é, que os fatos estão aí e não tem como contestar. É preto no branco. Mas infelizmente a sua decisão paira somente em função do que farão com ele. Se garantirem ele como presidente da Câmara ele ajuda a manter a Dilma como presidente do país. Uma presidência por uma presidência. É pegar ou largar.

Desagravando Lula!

Lula1

Não é nada disso que você está pensando. Infelizmente desagravar não é algo ruim, pelo menos para o Lula não é.

O PT comovido com a dor de Lula ao ver a Polícia Federal invadindo a vida de seu filho Luis Claudio Lula da Silva, na Operação Zelotes, e aproveitando o aniversário de Lula que completou 70 anos, fará um ato de desagravo ao ex-presidente Lula. Esse ato será um documento em defesa do ex-presidente Lula e seu governo.

O PT vê a ação da PF como mais uma “tentativa de criminalização” do partido, e porque existem pessoas com medo de que Lula em 2018 volte a ser presidente. O presidente do PT paulistano, Emídio de Souza, disse que as “longas mãos do preconceito e do ódio” alcançam os filhos de Lula. E que essa “caçada” a Lula começou lá atrás, até antes da criação do PT e que voltou com “força descomunal nesse tempo de império do ódio”.

Faz-me rir.

Ou seja, tudo o que se faz ao PT é um ato de alguma coisa contra um partido e seus membros que se consideram vitimizados pela mídia, pela oposição que mantém uma inveja de tudo o que o PT conseguiu fazer para um Brasil melhor. De tudo que o PT fez para o povo. Pelo povo.

Chego a achar comovente essa adoração que se tem pelo Lula. Não importa o que ele faça, ele é e sempre será “o cara”. Ele pode roubar, pode matar, pode cuspir, pode mentir. Ele pode tudo, e para os petistas nada importa. É quase como um Deus. Lula é um vício. E mal sabem eles que certos vícios podem matar. E esse mata.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Ano de 2015 pode ser o mais quente já registrado

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

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sun-pixabayO ano de 2015 deve bater o recorde de 2014 e se tornar o mais quente desde 1880, quando a temperatura da Terra começou a ser registrada.

Leia também: O Brasil está preparado para um futuro mais quente?

As temperaturas globais de 2015 já estão bem acima das registradas no ano passado. Os dados são da agência norte-americana dedicada aos oceanos e à atmosfera, a NOAA.

Ainda de acordo com a NOAA, dos dez meses mais quentes já registrados, seis foram neste ano: o mês de setembro ocupa o primeiro lugar do ranking, seguido por fevereiro (3° lugar), março (4° lugar), agosto (5° lugar), junho (6° lugar) e maio (9° lugar).

Os outros quatro meses mais quentes da história foram em janeiro de 2007 (2° lugar), fevereiro de 1998 (7° lugar), março de 2010 (8° lugar) e dezembro de 2014 (10° lugar).

O aquecimento global é apontado por especialistas como o responsável pela grande quantidade de anos quentes consecutivos.

Neste ano há também a influência do fenômeno El Niño, que se caracteriza pelo aumento da temperatura do Oceano Pacífico. O fenômeno climático gera consequências em todo o mundo.

Para calcular a temperatura global, especialistas analisam informações da temperatura dos oceanos com a temperatura da terra firme. Utiliza-se, ao todo, dados de 6.300 estações meteorológicas. A tendência mundial ao longo dos anos tem sido, ainda segundo os cientistas, claramente de aquecimento.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Tirem a mão do nosso bolso.

domingo, 25 de outubro de 2015

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Por Carlos Brickman (foto)
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CBEles gostam do nosso dinheiro. Como o Reizinho de Jô Soares, amam suas cidades e pisam em quem nelas mora. Não é que um grupo de prefeitos se reuniu na quinta com Dilma para reclamar da CPMF? Pedem mais: em vez dos 0,2% que o Governo quer entuchar, exigem o dobro, para ficar com algum. O grupo engloba até quem se diz de oposição, mas na hora de cobrar segue a governanta.

O pior é que esses novos impostos, além de tirar de quem precisa para dar a quem gasta demais, perpetuam a loucura tributária. Remédio para gente paga 34% de imposto. Remédio para bicho, 13%. Livros e revistas, digamos, “adultos”, 19%. Por que ficar doente em vez de olhar mulher pelada? Por que adoecer em vez de terceirizar a doença para o cachorro, que tem remédio mais barato?

Caríssimo, também, é calcular os tributos. Numa lista de 189 países, a Bolívia é a penúltima: uma empresa gasta 1.025 horas anuais de trabalho para declarar impostos. O Brasil é o último: 2.600 horas. O custo é embutido nos preços. E as coisas tendem a piorar: desde 1988, ano da Constituição Cidadã, são criadas 46 normas tributárias todos os dias. No total, até agora, pouco mais de 320 mil novas normas. O advogado Vinícius Leôncio concluiu em março um livro com todas as regras tributárias do país. Tem 41 mil páginas e pesa sete toneladas.

Fica fácil entender por que o país não consegue manter o crescimento por longos períodos. Em vez de simplificar as coisas e reduzir os gastos, Suas Excelências preferem criar impostos e aumentar alíquotas.

Devem ter seus motivos.

Gastar com sobriedade

A ANAC, Agência Nacional da Aviação Civil, acaba de contratar o alpinista Waldemar Niclevitz para uma “palestra de caráter motivacional”, nesta terça, em comemoração ao Dia do Servidor Público. Pela palestra, Niclevitz receberá R$ 19 mil, de acordo com o Diário Oficial da União de 15 de outubro. Niclevitz foi o primeiro brasileiro a escalar o Pico do Everest, o mais alto do mundo.

E que tem isso a ver com a aviação civil, que justifique o custo da palestra? Caro leitor, não faça perguntas difíceis. Talvez porque, como um avião, tenha subido alto.

Não quer que a anta morra…

Eduardo Cunha está com a cabeça a prêmio, mas sabe usá-la para sobreviver. Equilibra-se entre dois grandes grupos e sabe que, quando se tornar desnecessário a qualquer deles, será degolado. Sua arma é segurar a decisão sobre o impeachment de Dilma. No momento em que decidir, perde a importância e o cargo, e corre o risco de ser convidado para uma viagem gratuita a Curitiba, com hospedagem e alimentação incluídas. Ou seja, vai se segurar enquanto pode, buscando um difícil acordo – difícil, porque ele pode ser traído numa boa, sob aplausos.

Ao deixar de ser útil, sua blindagem fica mais frágil que prédio de Sérgio Naya.

…nem que a onça passe fome

Renan Calheiros também sabe como as coisas funcionam. O requerimento para a CPI do BNDES já tem 32 assinaturas. Ele pode instalá-la no Senado a qualquer momento. Mas espera: na Câmara, há a CPI dos Fundos de Pensão. Caso a CPI da Câmara se aproxime de alguma de suas instituições preferidas, como por exemplo o Postalis, dos Correios, lança a CPI do BNDES e divide as atenções.
E qual o caminho que Renan acha certo? Simples: o que melhor convier a ele.

Ele manda, ela obedece

Diante das fortes suspeitas de que pode haver fraude no pleito venezuelano, Caracas decidiu aceitar uma comissão internacional de observação. Fez todas as exigências possíveis: rejeitou a OEA, rejeitou observadores independentes ligados a institutos não governamentais, impôs a Unasul, onde tem influência imensa, como instituição observadora. Mas foi pouco: decidiu vetar o representante brasileiro, Nelson Jobim – que foi ministro do Governo Lula e do Supremo Tribunal Federal. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Dias Toffoli, decidiu com altivez: se há veto, o Brasil não envia representante. E que faz nosso Governo? Tenta convencer Toffoli a aceitar as imposições venezuelanas.

Não é meio muito, em termos de obedecer a tudo o que mandam os bolivarianos?

O país do Carnaval

Houve época, acredite, em que os partidos comunistas brasileiros exigiam que seus militantes conhecessem a doutrina e fossem capazes de enfrentar quaisquer adversários em debates (eram dois os partidos: o PCB, Partido Comunista Brasileiro, hoje PPS, que seguia a linha de Moscou, e o PCdoB, Partido Comunista do Brasil, mais ligado à China e, depois, à Albânia).

Dirigentes comunistas como Salomão Malina e Armênio Guedes lutaram em guerras contra fascistas e nazistas. Hoje a luta é diferente: a Juventude do PCdoB de Natal combateu bravamente os bonecos infláveis de Lula e Dilma, para rasgá-los.

O Pixuleco e a Bandilma, que retratam o ex-presidente e a atual presidente, ambos em trajes de presidiários, sofreram ferimentos mas estão aptos a participar de novos comícios.

Constatando

Preocupado com o futuro de Eduardo Cunha? Ele parece tranquilo: se as contas bancárias suíças não são dele, como garantiu, podem bloqueá-las à vontade, que ele não perde nada. O verdadeiro dono que reclame, não é mesmo?

O Bolsa Família não será mais uma Prada!

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Dilma-Prada-300x180O Bolsa Família completou 12 anos e foi o abre-alas do governo petista em nosso país tupiniquim. Tupiniquim sim. E não vamos entrar nessa discussão a essa altura do campeonato. É aceitar e pronto. E por falar em campeonato, estamos a cada nova avaliação sendo rebaixados. Em outras palavras, somos hoje quase como o Vasco da Gama. E pelo que há à frente vamos continuar caindo.

Não estou aqui para reclamar do Bolsa Família. Ajudou várias famílias, sim ajudou. Legal? Legal. Mas e aí? Aí que se entrou numa sinuca de bico agora.

O relator do Orçamento da União de 2016, – ano de Olimpíadas no Rio, com um uhuuuu totalmente irônico – deputado Ricardo Barros (PP-PR), mandou avisar na casa da Dilma que pretende cortar da proposta orçamentária R$ 10 bilhões dos R$ 28,8 bi previstos para o programa no próximo ano. Se realmente isso acontecer será um baque de 35% na verba do principal programa social do governo.

Imaginou a foto? Então, na fala do deputado que disse não crer na CPMF, a saída seria esse corte no Bolsa “Prada” Família. E aí a coisa se for concretizada, será o golpe (talvez) fatal no governo petista. Pois até então, eles roubavam muito, mas em compensação existia o Bolsa Família. Agora com esse possível corte, o que vai acontecer é que se uma família sair das características necessárias para se aderir ao Programa, supostamente surgiria uma vaga, só que nessa situação essa “vaga” não seria preenchida. Ou seja, quem está fica, e, quem tiver que entrar, PT saudações. Vai ter que rebolar. E aí finalmente talvez parte dos dorminhocos de plantão, acorde para a realidade nua e bem crua.

Nesse momento é que quero ver o que as famílias que teriam direito ao Bolsa tiverem a porta fechada em sua cara vão achar do governo lindo e maravilhoso que rouba, mas dá aos pobres. Talvez pela falta de Educação da nossa população, apesar da Dilma ter arrotado que éramos a Pátria Educadora, esteja confundido as histórias. O governo do PT não está recontando a história de Robin Hood, mas sim do Ali Babá e os mais de 40 ladrões. Sim, são bem mais que quarenta.

É claro que o governo vai fazer de tudo para continuar com essa carta na manga. O Bolsa “Prada” Família é uma das palafitas do governo construído há mais de 12 anos sobre um solo enlameado.

Isso vai gerar aquele velho conhecido da gente, o jogo político. Ninguém faz nada contra ninguém, vamos todos nos sentar, entrar num acordo que seja bom para todos e todos viveremos felizes e teremos nossos mandatos renovados.

É lógico que vários políticos já pularam da cadeira, se disseram contrários ao corte, ainda mais agora num momento de desemprego. E que pelas previsões tende até a piorar.

Ah, desemprego! Por que estamos com tanto desemprego? Então, se há desemprego, e que está numa crescente e não se quer cortar a verba de um Programa Social tão importante, qual a solução? Criar mais impostos? Para qualquer pessoa sensata seria um claro que não. Vamos antes rever onde podemos cortar despesas sem ter que deixar de comer o pão de sal, por exemplo, e passar fome. Só que o governo não quer realmente cortar despesas. Pois se quisesse já teria cortado. Dilma baixou seu salário e de seus ministros. Uau. Resolveu? Não. Ajudou, um pouco. Sai cortando, Dilma. Olha pra frente, para o lado, para o alto e para o túnel. Luz no final, você ainda não está vendo. Não tem como. O túnel é longo e cheio de armadilhas criadas por você e pelo Lula. Se haverá luz para ver, não sei. Pegue as rédeas do seu governo, lute. Você não foi uma guerrilheira? Abra sua alma, – se que existe uma em você – faça de cada dia seu último respiro. Faça como se não houvesse amanhã. Mas para tudo isso acontecer você deve querer muito. Prove que você é capaz. Mostre que você e o seu partido pensam no coletivo e não no individual e nos bolsos de vocês como fazem há anos.

Mas faça algo, pois assim como está não vai prestar para ninguém. Mas antes de qualquer coisa é preciso admitir de verdade. Que há algo de podre no reino da no reino da Dilma & Lula e se houver na Dinamarca, problema deles. Mas você discursar na Finlândia e dizer em alto tom: “Meu governo não está envolvido em corrupção. Não é o meu governo que está sendo acusado.” Se não é o seu, é de quem Cara Pálida?

Pizzaria Brasília (in) Limitada.

Luiz-Sergio-300x179Pois sim, pois é. O relator da comissão da CPI da Petrobras, Luiz Sérgio (PT-RJ) no seu parecer poupou Eduardo Cunha e outros políticos e colocou na fogueira, empreiteiras e delatores. Disse ainda que não há nada contra a presidente Dilma, o ex-presidente Lula e os 62 políticos envolvidos nas investigações da Lava-Jato. Também não há menção dos delatores sobre o envolvimento do ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli e Graça Foster ou de ex-conselheiros da estatal como a própria Dilma Rousseff.

Luiz Sérgio ainda questionou a existência de “corrupção institucionalizada” na Petrobras, dizendo que esta foi vítima das empreiteiras.

Ou seja, um relator petista, é claro que não viria nada. Eu já tinha falado sobre esse incômodo. De um petista ser relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Afinal são colegas, amigos seus que podem estar envolvidos. E duvideodó que se fosse ver alguma coisa. Um petista geralmente e em quase 99% dos casos é míope, tem astigmatismo e ainda usam antolhos. Portanto as chances de se enxergar alguma coisa são praticamente nulas.

Qual mesmo o sabor da sua pizza?

Façam suas apostas: Impeachment x Cassação

Lula-e-Cunha-300x107Pelo andar da carruagem e já pelo nosso conhecimento de causa, vai dar empate. Ou seja, tudo vai ficar como está.

Posso até estar errado, mas já estou até desacreditado de tudo e de todos. Ainda mais quando a presidente põe em pauta a questão de quem tem força, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a sua (dela Dilma) honra?

É para que todos se calem? Ninguém tem então nada disso? Só ela tem?

E porque então seu Lula aproveitou sua passagem por Brasília para sentar com Eduardo Cunha e negociar um toma lá da cá? Você esquece o impeachment e eu garanto que você não será cassado? Topa? E de bônus posso conseguir da Justiça algo ameno com relação ao seu julgamento por corrupção, sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

As apostas estão abertas.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Dilma ‘Impeachment’ Rousseff x Eduardo ‘Cassação’ Cunha: a Batalha.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

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Por Claudio Schamis
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“Aquele que quer governar sua nação, deve começar a por ordem em sua casa, e, para ter sua casa em ordem, é indispensável ser o senhor de sua alma.” – Confúcio

E dizer que Confúcio, filósofo chinês, viveu entre 551 a.C e 479 a.C e já teve essa percepção é algo assustador.

Difícil arrumar a casa diante da bagunça em que ela se encontra e mais ainda quando a alma de cada um deles, e, principalmente da Dilma não os pertence mais. Tirando-se o fato de que a alma da maioria de nossos políticos também não os pertence mais. Aliás, nunca pertenceram. Parece que ao se candidatar a alma da pessoa deve entrar no “contrato” como cheque-caução, como garantia de troca. Eu te dou isso e você não vende minha alma ao diabo. Negócio fechado.

Só que a questão não fica somente na questão da alma. Na verdade a alma aqui é algo subjetivo, algo metafórico, pois fazer o que eles (nossos políticos) fazem qualquer pessoa, até as menos religiosas vão ter certeza de que são pessoas na verdade desalmadas.

cunhadilma-300x150A questão de arrumar a casa fica complicada quando os dois personagens principais tem o passado nem tão passado assim amarrado em pedaladas fiscais e em contas na Suíça. O que deixa tudo num impasse. Eduardo Cunha, que é presidente da Câmara, pode aceitar ou não o pedido de impeachment, mas por outro lado, em fazendo isso, e dependendo do que ele faça, pode acabar sendo cassado, e com isso perder sua majestade, lembrando que ele disse aos quatro ventos que “renunciar jamais”.

Não acredito que essa batalha tenha algum vencedor tão cedo. Com essa primeira embarreirada do STF, o governo ganhou mais um galão de oxigênio para seguir caminho e ir governando entre as certezas da presidente Dilma na “humanidade humana”, “pastas saindo de dentifrícios”, e na existência da “mulher sapiens”. Sem falar no tal do “golpismo escancarado” que querem dar em seu governo. Mas até quando?

Outra coisa grave que não me entra na cabeça e que nunca vou entender é como podemos ter um julgamento limpo se pessoas que vão julgar estão com o nome sujo na praça? Por exemplo, no TCU, que condenou as “pedaladas fiscais”, quatro dos nove ministros são citados em investigações criminais. Na mesa diretora de onde sai o sucessor de Eduardo Cunha na Câmara, oito dos 11 deputados respondem a processos ou têm condenações na Justiça. Não acaba aí. No Congresso onde se decide o impeachment, só na Lava-Jato quase 40 deputados são investigados, inclusive o próprio presidente, Eduardo Cunha.

Enfim,G. E o que não me deixa mentir é a fala do próprio Eduardo Cunha, ao se reunir com os líderes da oposição: “Estou sendo abandonado por vocês. Começo a ficar convencido de que, se eu entregar a cabeça da Dilma, vocês entregam a minha no dia seguinte”. Ou seja, nem é preciso saber desenhar bem. É simples, para eu fazer o que é certo, eu quero que vocês me garantam aqui onde estou, quero que vocês me blindem.

Como, num quadro desses, podemos ficar tranquilos de que a Liga da Justiça entrará em ação para fazer o que for melhor para o país?

Pelo quadro que estão desenhando, pelos discursos no plenário da Câmara, vamos mais uma vez assistir a uma novela sem final feliz para o Brasil, que é o que mais deveria interessar a eles.

Dilma e a sua moral.

Dilma realmente é algo que não se consegue explicar. E fica cada vez mais difícil de defini-la em palavras. Eu até poderia arriscar, mas o horário não me permite.

Dilma, num discurso inflamado em um evento da CUT e ao lado do ex-presidente Lula, cuspiu: “Quem tem força moral para atacar a minha honra?”.

Presidente, não seria melhor não falar em honra num momento desses? Eu acabei de olhar no dicionário o significado. Vai lá e dá uma olhada, por favor. Depois a gente volta a conversar sobre honra.

Dilma, não há golpismo algum sendo orquestrado. Até porque não somos uma quadrilha. Não somos vocês. Vocês são tão bons que até conseguem maquiar a questão de ser uma quadrilha. Depois me ensina como faz?

Dilma-e-lula-300x169O que há são apenas fatos que nos levam a ver fatos que não são permitidos dentro de uma eleição. Se você,  Dilma, não viu que estavam pedalando por aí, é hora de encarar os fatos. Fatos são fatos. Não é algo que eu acho que vi. O pessoal do TCU viu. Todos estão vendo. Vendo o que você fez no verão passado, na eleição passada, no seu mandato passado. E a coisa é feia.

Eu concordo que V.Exª se elegeu pelo voto popular. Eu não posso questionar isso. Se bem que as urnas eletrônicas, essas coisas que vemos por aí, essa tecnologia que não para de nos surpreender, esses hackers fazendo cada vez mais coisas surreais, enfim, acho que chegou a hora, aquele momento, em que você pode mostrar que tem algum resquício de honra, se é que algum dia você teve e aceitar os fatos e esperar para ver o que vai acontecer. Seja “homem” pelo menos uma vez na vida, assuma de verdade que errou, peça desculpas, não fale que Deus está vendo. Não fale que é Ele quem vai te julgar agora. O seu tá guardado. O que vale hoje é a Justiça dos homens.

E temos que acreditar que esses homens serão homens o suficiente para bater o martelo e dizer igual ao Justus: “Dilma, você está demitida”.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Dilma e a dança das cadeiras!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

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Por Claudio Schamis

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Enganou-se quem achava que Dilma na troca de ministros visava um bem maior, no caso o Brasil. Vamos parar de acreditar na fada do dente. No Papai Noel. Aliás, Dilma está longe de ser uma fada de qualquer coisa. Ela está mais para a bruxa do (1)71. Quem assistia Chaves vai entender.  Já no Capeta, no Coisa-Ruim, no Molusco de Barba e Nove Dedos e em outras aberrações, sim elas existem e estão mais perto da gente do que você possa imaginar. Vocês já deviam estar calejados no assunto. Enfim…

Dilma na verdade com essas mudanças visou somente fortalecer sua base de apoio e ganhar fôlego para sobreviver e tentar chegar de qualquer jeito em 2018 lá em Brasília e no “comando” dessa bagaça. Sim “comando” entre aspas porque Dilma está meio que sem rumo, meio que à deriva, meio que A Náufraga. O único grande problema disso é que o “Wilson” dela se chama Lula.

dilmaseg-277x300Tanto é verdade que recorreu a ele, Lula – a quem mais seria? – para que ele escolhesse seus novos ministros e com isso montasse o novo governo contemplando o PMDB com todas as pastas pleiteadas e ampliando o poder do grupo ligado ao ex-presidente Lula – é óbvio ululante – e de modo que garanta no Congresso o mínimo de votos para barrar qualquer tentativa de pedido de impeachment. E então surgiu a “nova” cara do novo-velho governo que está mais magro, com menos oito ministérios, provavelmente com 30 secretarias cortadas, 3 mil cargos comissionados, e a redução em 10% do próprio salário e do salário do primeiro escalão inteiro. E com o PMDB por cima da carne podre. Ela era seca.

E com essa reforma Lula ganha mais do que a própria presidente Dilma, que abriu mão de ministros com quem tinha maior proximidade, como o Aloizio Mercadante e Miguel Rossetto e entregou ao PMDB pastas importantes, como o Ministério da Saúde. E Lula colocou no núcleo do poder palaciano Jaques Wagner e Ricardo Berzoini.

Confesso que quando vi que Dilma cortaria seu salário, me deu pena. E não dormi bem por quatro noites. Como alguém em sã consciência corta seu próprio salário em plena crise econômica? Enquanto vemos empresas fechando, o comércio acumulando perdas históricas no faturamento, no movimento, pessoas perdendo o seu emprego e trabalhadores pedindo aumento como, por exemplo, os bancários. Será que Dilma é louca? Ou está fazendo apenas tipo? Mas fiquei tão mexido com isso que penso ainda até em começar uma campanha no Facebook: “Ajude Dilma a pagar suas contas”.

Máquina de Calcular

dilmaprim-300x169Tudo indica que na hora de fazer contas, Dilma deve ter faltado essa aula de matemática. Pois ela com certeza não deve entender muito bem. Em nenhum sentido. Nem de como equilibrar as contas do governo e nem das contas referentes à sua campanha que é o que mais está preocupando o governo neste momento. Tanto que está fazendo de tudo para adiar o julgamento que vai dizer se ela fraudou ou não com suas “pedaladas fiscais” o que foi apresentado ao TCU.

Julgamento esse que pode ser o pontapé inicial de um pedido de impeachment e se isso acontecer, essa conta de Lula e Dilma de ter o mínimo para barrar o que seja, talvez não feche. No Congresso hoje, Dilma contaria com cerca de 220 votos, mas sabe como é na política, se o deputado X vir que a opinião popular sopra para outro lado, ele pode muito bem, por questões meramente políticas, mudar seu voto. E assim ser como outros tantos deputados. Até porque ele, deputado, vai querer garantir o leite das crianças e sua mordomia por mais alguns anos e por mais algumas eleições. Simples assim.

E o TSE…

 ministra Luciana Lóssio tenta ainda convencer o ministro Dias Toffoli a deixar o processo arquivado. Pô, ministro Dias, é da Dilma que estamos falando

ministra Luciana Lóssio tenta ainda convencer o ministro Dias Toffoli a deixar o processo arquivado. Pô, ministro Dias, é da Dilma que estamos falando

A coisa ficou ainda mais esquisita para Dilma e agora levando Temer de bônus. O Tribunal Superior Eleitoral autorizou pela primeira vez processo que pede a impugnação dos mandatos de presidente e vice.

Agora Dilma e Temer serão intimados a apresentar defesa, e com isso, haverá a fase de produção de provas.

E antes que falem que já estão condenando, o que não estão, é como o próprio ministro Gilmar Mendes disse: “É preciso primeiro investigar para depois condenar.”

E se tudo seguir seu rumo, e se nada impedir o curso da história, talvez as pessoas vejam que agora é preciso puxar o freio em algum momento. Elas estão todas sem freio. Estão vivendo no aqui tudo pode, tudo é festa, tudo é legal.

E que quando tudo acabar, para o bem ou para o mal, que fique a lição de que as pessoas agora estão vendo e detestando o que veem.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Dilma e mais um mea-culpa. Mas desta vez internacional!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Extra! Extra! Dilma diz na ONU que o seu governo e a sociedade não toleram e não tolerarão a corrupção!
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Friends and Friends, estou aqui de peito aberto, alma lavada….

Friends and Friends, estou aqui de peito aberto, alma lavada….

Em apenas 20 minutos a presidente Dilma, em seu discurso na abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), conseguiu um feito extraordinário. Envergonhou nosso Brasil mais um pouco. Foram tantas meias desculpas e mentiras por inteiro que se tivéssemos como colocar o “pi” nos momentos mais tensos, seu discurso seria praticamente um piiiiiii contínuo.

EXTRA 1

Extra! Extra! Dilma diz na ONU que o seu governo e a sociedade não toleram e não tolerarão a corrupção!

Será mesmo que não? Será mesmo que Dilma realmente leva isso a sério? Não há como receber de braços abertos que “o seu governo e a sociedade não toleram e não tolerarão a corrupção!” Se isso fosse mesmo verdade várias atitudes deveriam ter sido tomadas de imediato. Há suspeita que fulano está envolvido, vamos afastá-lo do cargo e esperar para ver. Mas não, tudo permanece como está e é vida que segue. Como atitudes assim vão mostrar que o governo está realmente empenhado e preocupado com a sua imagem de gestor e de um combatente da corrupção? Se Dilma acha que é assim que vai mostrar que podemos confiar e ter credibilidade, ela está completamente enganada. Por exemplo, o ministro Aloizio Mercadante que está na Casa Civil é alvo de investigação do STF depois da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC. O que faz a presidente? Nada. Ou melhor, em vez de aproveitar a “reforma ministerial” que é mais uma distribuição de ministérios para o PMDB para “ganhar favores” e fortalecer sua relação com a base aliada do que o corte anunciado de dez ministérios, e agradecer pelos serviços prestados e colocar Mercadante na geladeira, ela vai entregar a ele o mistério da Educação.

Ou seja, vai fazer a mesma coisa que fizeram com o ex-diretor Nestor Ceveró, que foi presentado com outra diretoria depois de ter feito o que fez.

Se isso é se mostrar intolerante com a corrupção, estamos bem representados.

EXTRA 2

Extra! Extra! Extra! Dilma diz na ONU que o nosso momento é de transição.

De qual transição a presidente se refere? De uma situação complicada para uma situação desesperadora?

Não quero e nem posso ouvir Dilma falar que em breve vai começar um novo ciclo de expansão, mais profundo, mais sólido e mais duradouro. Quer dizer que vai piorar, né? Isso de mais profundo, sólido e duradouro, só de pensar me apavora. Será mesmo que existe espaço para piorar ainda mais?

Isso de que estão acontecendo ações de reequilíbrio fiscal e financeiro é mesmo sério? Como você espera que eu acredite que estão fazendo reequilíbrio de alguma coisa se eu só vejo o meu equilíbrio financeiro desmoronar? E o corte na carne de vocês? Caramba Dilma, fui comprar 100 gramas de salaminho hamburguês ontem e o preço pulou de R$ 64,50 para R$ 80,00. O que explica isso?

Como você quer que eu acredite em reequilíbrio financeiro se na Esplanada a ajuda de custo de ministros é de até R$ 7 mil ? Só com essa ajuda eu estaria bem equilibrado.  Consegue aí uma ajuda dessas e prometo que fico na paz e esperando confiante que tudo vai melhorar.  E essa coisa de reequilíbrio fiscal com aumento de impostos e a possível criação de outro (por acaso, a CPMF), é fácil demais da conta.

EXTRA 3

Extra! Extra! Extra! Dilma diz na ONU que a crise econômica do Brasil é em parte culpa da crise mundial e a outra parte por “razões fiscais internas”.

Dilma, Dilminha (estou sendo muuuito irônico), que coisa feia isso. Apontar o dedo e acusar o mundo da sua incompetência. Seu “pai” Lula já fez isso também.

A crise mundial pode até atrapalhar um pouco uma coisa ou outra, mas se suas contas estivessem redondinhas, se o seu governo não fosse tão faminto em roubar quase tudo que vê pela frente, se seu governo soubesse o beabá da economia, onde não se pode gastar mais do que se arrecada, estaríamos bem, não muito bem, mas teríamos oxigênio para enfrentar uma crise. Mas quando o mundo está em crise e o seu país internamente está em crise também fica impossível sorrir, chupar cana e cantar tudo ao mesmo tempo.

E no momento estamos chorando, chupando o dedo e clamando por um milagre.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechado.

Golpe brasileiro no WhatsApp rouba dados pessoais

terça-feira, 22 de setembro de 2015

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timthNeste fim de semana foi identificado o primeiro golpe via WhatsApp desenvolvido por cibercriminosos brasileiros. O golpe foi descoberto pela empresa russa de segurança digital Kaspersky Lab. Em comunicado, a empresa russa conta que os hackers brasileiros enviam mensagens para os usuários do aplicativo prometendo descontos em grandes redes de supermercado.

Os criminosos orientam as vítimas a espalhar a mensagem com um link de um falso encurtador de URLs e depois orientam a ligar para um número de celular para ganhar um desconto de R$ 500. As mensagens utilizam os links “bbit.ly/extracupom” e “bbit.ly/carrefourcupom”, que aparentemente pertencem ao encurtador de URLs “bit.ly”, para levar a vítima para os sites falsos “extra.supermarket.gift” e “carrefour.supermarket.gift”.

Após encaminhar a mensagem para dez novos alvos, o usuário do WhatsApp deve ligar para o número 0911778787940. Trata-se de um número premium que cobrará pela chamada. Durante a ligação, a vítima tem os dados coletados ao responder um questionário de 25 perguntas, de forma que prolongue a chamada pelo maior tempo possível. Depois, o usuário é orientado a indicar outros 10 contatos para ter acesso aos R$ 500 de desconto. Ainda não se sabe o número de pessoas afetadas pelo golpe.

“Essa campanha é diferente por algumas razões: foi criada totalmente por cibercriminosos brasileiros, é escrita em português, usa nomes de marcas locais e o alvo são usuários brasileiros do WhatsApp. Em lugar de solicitar a instalação de aplicativos maliciosos, como ocorrido anteriormente, aqui os golpistas desejam coletar dados pessoais das vítimas e forçar chamadas para um número premium e assim lucrar com o golpe”, explica o analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil, Fabio Assolini.

Quando a perda da dignidade no fim da vida vira rotina

terça-feira, 22 de setembro de 2015

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Por Joana Duarte – Opinião&Notícia
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timth“Por isso que eu falo, ‘me bota no banco da rua, mas não me bota de volta naquele hospital’”. N.M. de 85 anos, terminara de descrever o trauma de uma internação no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital do Rio, no bairro de Botafogo. Em setembro de 2013, uma queda na rua, na esquina de casa, a levara de encontro ao asfalto. A fratura na patela precisaria de cirurgia, e a noite na CTI era inevitável. Lúcida e isolada dos familiares pela primeira vez na vida, N.M. queria conversar, fazia perguntas, pedia para ver o filho. Em troca, ganhou dos enfermeiros o estigma de “paciente agitada” e teve os pés e as mãos amarrados ao leito. Ameaçaram amordaçá-la. “A coisa pior dessa vida é a velhice porque a gente velha, a gente é uma pessoa inútil. Eles largam pra lá. É por isso que eu tenho até medo de morrer.”

É uma história que se assemelha à de tantos outros idosos internados em situação de dependência em unidades hospitalares pelo Brasil. As doenças são distintas, o tempo de internação variável, mas as reclamações se repetem: profissionais da saúde que evitam a conversa, o toque, o contato ocular. A medicina intervencionista e agressiva, o tratamento frio, impessoal, por vezes brutal dos enfermeiros. O isolamento familiar, a perda da dignidade, da autonomia, da palavra. São experiências que deixam cicatrizes profundas. E justo no fim da vida, quando tudo demora mais para sarar.

Envelhecer no Brasil em situação de dependência é padecer no purgatório. Por falta de uma rede de assistência diversificada, pacientes idosos com doenças crônicas geralmente têm duas opções: ficar em casa sob os cuidados da família/cuidador/enfermeiro, ou passar o final da vida em um hospital. Sem instituições específicas ou assistência domiciliar de qualidade, são nesses dois ambientes – em casa ou no leito hospitalar – onde se vê as maiores crises de cuidado e os piores casos de má-prática assistencial.

idosos-300x200Em recente palestra no Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento (Cepe), no Rio, a médica geriatra Arianna Menezes questionou a ciência por trás da contenção de pacientes idosos, a prática recorrente em hospitais e ambientes de cuidado de amarrar pacientes, seja com lençóis ou equipamentos tecnológicos, de modo a evitar quedas, fugas ou a retirada de aparelhos. “A contenção é rotina, não chama atenção, não atrapalha ninguém”, diz. “Mas não há provas de que previna nada. Não se baseia em pesquisas sérias, se baseia em achismos, em senso comum.”

Dante Senra, cardiologista especializado em terapias intensivas, cita pesquisas que mostram que a contenção piora sintomas. “A contenção física do idoso ou de qualquer paciente em CTI é uma atitude deplorável. Há muitos trabalhos demonstrando que ela piora parâmetros hemodinâmicos, respiratórios e aumenta o delíriun. Esta condição clínica é responsável pela alta taxa de mortalidade nas CTIs e acomete, principalmente, os idosos.”

A política ‘do tudo ou nada’

Arianna, que atua na área da geriatria há 34 anos, lamenta a falta de profissionais especializados em gerontologia, a desvalorização da profissão de cuidador e enfermeiro e a escassez de instituições de longa permanência específicas para acomodar idosos dependentes no Brasil. “Aqui ainda impera a política do tudo ou nada”, diz. “Instituições de longa permanência no Brasil ainda são associadas à pobreza, então o leito hospitalar vira instituição de longa permanência. Precisamos de um novo modelo, não para tratar da sobrevivência, mas da qualidade de vida.”

Instituições de Longa Permanência (ILPIs) são as chamadas casas de repouso ou asilos, destinados ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. São diferentes do conceito americano de nursing home, conhecido como “hospedaria”, e de hospice, aqui chamadas de “unidades hospitalares de cuidados paliativos”. De acordo com a presidente da Associação Nacional de Cuidados Paliativos, Maria Goretti, não há um número oficial de instituições ativas desses três tipos no Brasil. Não existe um cadastro dessas instituições, assim como não há uma portaria ou uma norma que defina o que elas são e o que precisam ter para abrigar o idoso.

As Instituições de Longa Permanência eram, em sua origem, asilos filantrópicos dirigidos à população carente. Historicamente, tem sido vistas com preconceito, como “depósitos para velhinhos” ou simplesmente “um lugar para morrer”. De acordo com uma pesquisa do Ipea de 2011, a primeira e última a tentar mapear as ILPIs existentes no Brasil, 65,2% delas ainda são filantrópicas e apenas 6,6% públicas. O Ipea identificou 3.549 no país, das quais 3.294 responderam à pesquisa. Nelas residiam 100 mil pessoas, sendo 84 mil com mais de 60 anos, o que representa menos de 1% da população idosa brasileira.

Medicina defensiva

Nos hospitais, criaram-se tantos procedimentos que se esqueceram da pessoa humana, e a complexidade do quadro do idoso é muitas vezes ignorada. Como outros pacientes mais jovens em estado crítico, o idoso acaba sendo submetido a uma medicina agressiva, baseada em protocolos e rotinas. “O profissional põe pouquíssimo a mão no paciente porque os aparelhos resolvem tudo”, diz Arianna. “A nova geração de médicos, que é muito tecnológica, não aprendeu a olhar no olho, não sabe falar com a família, não sabe falar da morte, não sabe falar da dor. Os protocolos passam a ser mais importantes que a conversa. Mas não existe protocolo para uma pessoa que tem dez doenças”.

Em hospitais privados principalmente, muitas vezes o idoso é internado na CTI simplesmente porque seu médico não pode estar presente para qualquer intercorrência. A indicação de CTI passa a ser banalizada. Lá dentro, o idoso acaba passando por mais procedimentos.

Nas CTIs, é rotina o idoso receber sondas e dietas artificiais precocemente, o que aumenta o sofrimento, além de não diminuir o risco de broncoaspiração, explica Goretti. “É muito comum inserir uma sonda em uma pessoa que tem condições de se alimentar pela boca por falta de alguém que dê o alimento, que entenda que aquela pessoa vai comer pouco, mas o suficiente, porque ela já não precisa de muitos nutrientes.”

“Os pacientes não querem se sentir uma extensão dos aparelhos”, afirma Senra, “e a tecnologia afastou os profissionais de saúde dos doentes nas CTIs. As pessoas querem usufruir da tecnologia e não depender dela. Muitos profissionais tratam Tomografias e Ressonâncias, e não doentes.”

Para Senra, falta treinamento para os profissionais de saúde aprenderem a “desligar o automático”. “As CTIs ainda ficam na dependência de ações e atitudes individuais e esporádicas. Faltam pessoas especializadas, treinadas, que tenham o seu ‘automatismo’ desligado, cuja ação não seja apenas a realização de tarefas, que reconheçam que naquele leito está um ser humano com sentimentos, que é amado pelos seus familiares e que a atenção seja parte essencial do cuidado”, diz. “Os gestores se esquecem que os familiares são aliados contra um inimigo comum, a doença, e devem participar do tratamento. Afastá-los do paciente não somente dificulta o tratamento como torna os familiares doentes também.”

Os paliativistas

A decisão de não interromper os cuidados, mas de “paliar”, para aliviar o sofrimento e principalmente a dor ainda é um conceito muito pouco disseminado no Brasil. Segundo a Associação Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), a maioria dos grupos especializados em cuidados paliativos surgiu por volta do ano 2000, mas a medicina paliativa ainda não é conhecida como uma especialidade. O conhecimento se baseia em iniciativas autodidáticas.

“Muita gente ainda pensa que cuidados paliativos significa suspender toda a terapêutica porque aquela pessoa vai morrer. A ilusão é essa”, diz Goretti, presidente da associação. “Tem gente que ainda chama cuidados paliativos de um tratamento para pessoas fora da possibilidade terapêutica. Mas existe terapêutica para aliviar sintomas, para prevenir agravamento de quadros. Terapêutica não é só medicamento.”

No país do insignificante!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

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Por Claudio Schamis
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Somos só um tiquinho insignificantes

Somos só um tiquinho insignificantes

Quando, e somente quando, o governo encarar tudo de frente, de peito aberto, com coerência, com coragem e transparência verdadeira é que talvez possamos começar uma nova caminhada. Ou simplesmente respirar aliviados.

Esse papo de que nada do que está acontecendo é grave é conversa para boi dormir e até onde eu sei o boi cansou de dormir.

No passado, ouvimos que a crise mundial era uma simples marolinha para o Brasil. Que a culpa da crise era daquela “gente branca de olhos azuis”. Frases cunhadas por Lula, o pai de todos os males que estamos vivendo hoje. É também de Lula a análise de que o rebaixamento sofrido pelo Brasil não significa nada. Assim como o ministro Levy acha que a criação do CPMF que iria se chamar CPPrev, que iria ajudar no rombo da Previdência, é um imposto “pequenininho” por estarmos falando de dois milésimos. Esquece-se o ministro que esse pequenininho imposto se agiganta quando este é cobrado em cascata. Será mesmo que é esquecimento? E Levy ainda diz que é só por um tempinho. É coisa temporária. Será que o ministro nunca escutou ou estudou Milton Friedman que dizia: “nada é mais permanente do que medidas temporárias”.

É, todos estão redondamente enganados e o Brasil é um poço de vitalidade. Cala a boca, Lula!

Na verdade, insignificantes somos nós que estamos no meio do tiroteio vendo empresas morrerem, empregos morrerem, planos e sonhos morrerem enquanto o próprio governo se mostra cego e completamente dividido. E quando digo dividido é uma parte querendo caviar e aumento de impostos e a outra parte preferindo frango e corte nas despesas, mas de forma verdadeira. Sem falar que o governo está completamente perdido. Uma hora fala em ressuscitar a CPMF, depois descarta e depois vê nela uma solução. Mas está perdido porque quer, porque não tem coragem de bancar medidas que rasgariam a própria carne e poderiam desagradar certas pessoas. Antes eles preferem rasgar a nossa. Dói menos. Ou melhor, dói é nada. E quanto a nos desagradar, qual o problema? “Amanhã” tudo é passado. Tudo foi esquecido.

O governo declarou na última sexta-feira (11), que só aumentará tributos após reduzir gastos, e logo depois, na segunda-feira (14), propôs um aumento de R$ 40, 2 bilhões na arrecadação – óbvio via aumento de impostos, a menos que alguém tenha uma máquina de imprimir dinheiro – e um corte de apenas R$ 26 bilhões nas despesas.

Diante disso realmente dá para acreditar no que o governo fala? Será que estamos diante de um governo com bipolaridade, psicologicamente falando?

Mas se o governo acha que com medidas ridículas, que chegam a ser uma cusparada na nossa cara, vão conseguir nos convencer de que estão fazendo a parte deles… Sei não.

E foi então que o governo – e nem sei como – resolveu cancelar a compra de prataria que seria usada nas cozinhas dos palácios presidenciais. Mas mesmo assim a crise não foi suficiente para impedir a compra de objetos de luxo, como em abril, por exemplo, quando foi autorizada a aquisição de dez baldes de gelo térmico no valor de R$ 9 mil. Mas cancelaram a compra de fogões e fornos elétricos com custo de R$ 400 e R$ 8 mil por unidade. Ah então, o que são dez baldes?

Enquanto o próprio governo não se encontrar e continuar com essa briga de egos, a coisa não vai evoluir. Será que eles não poderiam brigar politicamente em outro momento? Precisava ser agora? É necessário se sentar à mesa e debater esquecendo-se dos partidos. Nesse momento deveríamos ser do partido Brasil.

Mas infelizmente não vemos o partido Brasil ser defendido. No Congresso, a negociação do pacote fiscal é tensa e os partidos de oposição estão firmes em negar qualquer possibilidade de respiro ao governo. Até mesmo alguns da situação se recusam a ajudar, acusando Dilma de estar sendo fraca diante das exigências de seu ministro Joaquim Levy.

Aí fica muito complicado, né? Mas tenho que concordar com o presidente da CUT, Vagner Freitas, quando este diz que “o pacote que o governo quer nos imputar é totalmente recessivo e imputa a culpa da crise aos trabalhadores”.

Sei que todos deveriam em algum momento se juntar e se ajudar. Fazer a sua parte no sacrifício pelo bem comum. Mas o governo Dilma tem tomado atitudes de tal maneira que as únicas pessoas que estão sendo sacrificadas até agora somos nós que não temos culpa da crise que estamos passando. A “nossa” (entre aspas, pois não votei no PT) culpa é outra. Ter colocado essa gente em Brasília é “nossa” máxima culpa. E não foi por falta de aviso.

Enfim, eu sempre soube que a culpa é das estrelas.

Salve as baleias. Não fume em ambientes fechados. Não jogue lixo no chão.

Oito declarações liberais do Papa Francisco

sábado, 12 de setembro de 2015

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timthuO primeiro papa latino-americano tem dado espaço para bispos liberais que estão fazendo pressão por novas políticas. Nesse meio tempo, Franscisco transformou radicalmente o tom do papado, fazendo muitos liberais vibrarem e conservadores torcerem o nariz. Veja suas declarações mais notáveis:

1) Até ateus podem ir para o Céu

Em maio de 2013, Francisco anunciou o tom revolucionário de seu pontificado, lembrando aos fiéis que, mesmo aqueles que não acreditam em Deus podem ascender aos céus se forem bons. Ele chegou a dizer: “O Senhor redimiu todos nós, todos nós, com o Sangue de Cristo, todos nós, não apenas os católicos. Todos nós! ‘Pai, e os ateus?”. Mesmo os ateus. Todo mundo!

2) Carreirismo na Igreja

Em junho de 2013, logo após assumir o cargo, ele advertiu aos líderes da Igreja sobre o avanço e a posição na hierarquia. Em um discurso aos jovens sacerdotes em junho daquele ano, ele chegou a chamar o carreirismo na igreja de “lepra”.

3) ‘Quem sou eu para julgar?’

Em julho de 2013, num voo voltando de sua visita ao Brasil, Francisco fez um comentário diferente de seu antecessor, Bento XVI, sobre homossexualidade. Francisco disse: “se alguém é gay e procura por Deus, quem sou eu para julgá-lo?”.

4) A globalização da indiferença

Em novembro de 2013, em sua primeira exortação apostólica, documento papal, ele criticou a cultura do consumo e a ganância corporativa.

5) Audiência trangênero

Em janeiro de 2015, Francisco recebeu Diego Neria Lejarraga, 48, que nasceu mulher, mas fez um procedimento para se tornar um homem transgênero. Uma vez chamado de “filha do diabo” por um padre local na sua Espanha natal, Lejarraga procurou consolo de Francisco em uma reunião privada com sua noiva confirmada por autoridades do Vaticano. Quando Lejarrage perguntou ao papa se ele tinha um lugar na Igreja, o pontífice o repondeu com um abraço.

6) A encíclica sobre o meio ambiente

Em junho de 2015, Francisco colocou a Igreja no centro do debate sobre as mudanças climáticas, ao dedicar sua encíclica ao tema.

7) Perdão para mulheres que abortaram

Neste mês, Francisco anunciou uma janela temporária de “misericórdia”, durante o Ano Santo Católico,  para as mulheres que abortaram.

8) Processo de anulação simplificado

Neste mês, Francisco anunciou várias alterações processuais para acelerar e simplificar o procedimentode anulação de casamento. No mês passado, o papa pediu aos clérigos para manter as “portas abertas” para os católicos que se casam novamente.

 

STF deve liberar o porte de maconha ou de todas as drogas?

sábado, 12 de setembro de 2015

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timthA discussão sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal avançou na última quinta-feira, 10. Três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luíz Roberto Barroso, votaram a favor da descriminalização.

Fachin e Barroso votaram pela descriminalização do porte de maconha, enquanto Mendes defendeu a medida para todos os tipos de drogas. A declaração de Mendes levantou o debate no STF se a descriminalização seria estendida a todas as drogas ou estaria restrita à maconha. O quarto ministro que iria proferir o voto, Teori Zavascki, pediu vista e a sessão foi suspensa sem previsão de retomada.

A quantidade a ser considerada para uso pessoal, no entanto, não foi definida. Barroso propôs a quantidade de “25 g e até seis plantas fêmeas de maconha por pessoa”. “Se a pessoa pode consumir, é preciso ter ao menos uma fonte legítima do acesso. A vida privada é o espaço que vai da religião aos hábitos pessoais e em linhas de princípio ninguém tem nada com isso”, disse o ministro.

Em uma análise ao Estadão, os professores de direito da FGV de São Paulo Rubens Glezer e Eloísa Machado afirmaram que a discussão no STF se dá em dois níveis: o processual-jurídico e o político.

Segundo eles, na esfera jurídica, o STF analisa a incompatibilidade entre a criminalização e o direito à autonomia e à privacidade. Já na esfera política, manter a descriminalização restrita à maconha seria uma estratégia para o tribunal alcançar o mínimo de consenso.

Para os especialistas, a última solução, no entanto, seria uma chance perdida de apresentar um plano concreto para o problema das drogas, pois imunizaria alguns usuários, mas deixaria outros ainda mais vulneráveis, “sobretudo aqueles usuários que estão em situação de rua”.

“Apesar de parecer sensata a solução de deixar outras drogas sob o crivo penal, ela carrega consigo um potencial de agravar a vulnerabilidade. Em seus votos, todos os ministros reconheceram que a criminalização do uso de drogas causa estigma social e expõe a parcela mais vulnerável da sociedade aos abusos da Justiça, bem como afasta os usuários do sistema de saúde. Ao restringir a decisão à maconha, porém, os grupos sociais vulneráveis continuam desprotegidos. O uso da maconha se torna um problema de saúde pública, mas o crack, por exemplo, continua sendo um problema de polícia. O tráfico continuará sob o peso da seletividade do sistema de Justiça”, afirmam os professores.