Cultura e Lazer

Quando a educação será prioridade?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

 Por Percival Puggina – opiniaoenoticia.com.br

Na esteira do recente surto de crescimento da economia brasileira começam a surgir demandas por recursos humanos qualificados. 
 
Na esteira do recente surto de crescimento da economia brasileira, começam a surgir demandas por recursos humanos qualificados. O próprio governo federal, diante do fracasso do nosso sistema educacional capturado e idealizado pela esquerda, decidiu criar mecanismos para a importação de talentos. “Como seria bom termos gente mais bem preparada!”, dizem uns. “Precisamos de logística e recursos humanos melhores!”, reclamam outros. Logística e gente? Vá lá. Um binômio esquisito, mas serve para dizer isto: é muito mais fácil, rápido e barato duplicar a infindável BR-101 do que prover a educação ao povo. Quem desejar um Brasil mais qualificado, sob o ponto de vista educacional, terá que arrumar um banquinho e aguardar pelo menos uma geração inteira. Isso se começarmos amanhã de manhã bem cedo.

“Uma geração inteira?”, talvez exclame, preocupado, o leitor destas linhas. Sim, uma geração inteira porque antes de começarmos a alfabetizar melhor nossas crianças será preciso refazer um longo percurso que começa pela formação dos professores naquelas usinas dos recursos humanos do sistema que são as universidades (estou pensando, principalmente, nos professores dos professores). Ao mesmo tempo, haverá que abrir caminho até os registros e válvulas que comandam a entrada e saída de recursos do erário. E, também concomitantemente, acabar com as iniquidades instaladas na tradição brasileira, entre elas a que faculta ensino superior gratuito a quem poderia pagar por ele. Em menos palavras: melhores professores, mais recursos financeiros, mais bom senso.

Se abrirmos a janela para uma espiada no Brasil real, será impossível não perceber que vive-se a cultura do não saber. Poucos são os alunos que querem aprender. Menos numeroso ainda os que têm hábitos de leitura. Separa-se o lixo na cozinha, mas não se separa o lixo inserido na educação e nos meios de comunicação. É a epifania da ignorância! Cultura? Não a mencionarei sequer. A infeliz, com todas as formas de arte, só tem lugar em guetos quase desabitados. A literatura exige alguém que a produza e gente capaz de a apreciar naqueles objetos que rumam para se juntar, nos sótãos e nos porões, às lamparinas e às máquinas de escrever.

Visite, leitor, o site do movimento Todos pela Educação. É um bom site, frequentado principalmente por pessoas envolvidas com os temas da educação no Brasil. Na maioria, professores. Da última vez que o acessei estava aberta uma enquete pedindo aos visitantes para expressarem sua opinião sobre a “principal qualidade de um bom professor”. Eram quatro as escolhas possíveis. “Dominar a matéria” tinha 9,9% dos votos. “Saber ensinar a matéria” tinha 28,9%. A resposta que teve a larga preferência (58,7%) foi “Perceber as dificuldades de cada um”. Entende-se aí por que os professores se empenham tão pouco no aprimoramento e atualização do seu saber específico. As consequências são visíveis no desempenho dos alunos.

Educação não é charuto. De charutos podemos dizer que tais são de qualidade e que tais não o são. Com educação não é assim. Ou ela é de qualidade ou não é educação. E só a teremos quando as elites brasileiras colocarem crachá no peito, adesivo nos carros e forem aos parlamentos e aos governos clamar por ela com a mesma intensidade com que reclamam dos impostos que todos pagamos. Note-se, por fim: parte desses impostos vai bancar as disputas corporativas, ideológicas e partidárias de um sistema educacional que se encontra entre os piores do mundo.

Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões

 

Prova da OAB exibe a miséria da universidade privada

sábado, 9 de julho de 2011

O último exame da Ordem dos Advogados do Brasil apresentou a situação lastimável em que se encontram os cursos bacharéis de Direito das instituições privadas do país.
Os dados apresentados pela OAB, na última terça-feira, dia 05, demonstram que 88,28% dos 106.891 inscritos, foram reprovados. Ou seja, apenas 11,72% (12.534 pessoas), conquistaram a carteira da ordem.

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, disse estar “assustado” com o resultado. “Lamentavelmente, isso é um reflexo do ensino jurídico do Brasil e da irresponsabilidade governamental de liberar mais cursos. Só na gestão da presidenta Dilma Rouseff já foram liberados mais 33”, disse.

Segundo ele, os números revelam que o exame da Ordem só se torna um obstáculo intransponível para quem teve um ensino jurídico deficiente. “As faculdades que têm um ensino com a qualidade necessária para que o futuro profissional possa exercer bem seu ofício conseguem bons índices de aprovação”, afirma.

Apenas universidades públicas atingiram bom desempenho de seus alunos na prova. O fato é que das 20 universidades com maior índice de aproveitamento, 19 são estatais. As cinco instituições com maior índice de aprovação foram a Universidade de Brasília (UnB) (67,44%), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) (67,35%), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (65,32%), Universidade de São Paulo (USP) (63,46%) e Universidade Federal do Piauí (UFPI) (60,98%).

Ao todo, alunos de 610 instituições, públicas e particulares participaram dessa fase do exame.

Do lado oposto da lista, estão as privadas. No total, 90 entidades não tiveram nenhum estudante aprovado.

“O problema não está no Exame de Ordem, mas sim no ensino jurídico”, disse o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho. De acordo com ele há hoje uma oferta de mais de 600 mil vagas em cursos de Direito e cabe à OAB aferir se os bacharéis que se formam nestes cursos têm condições de exercer a profissão.

Outro fator importante é deficiente fiscalização e conceituação do Ministério da Educação dessas faculdades. A maioria das 90 instituições que “zeraram” no exame não possuem a certificação do MEC, o Exame Nacional dos Estudantes (Enade), que conceitua a faculdade com notas de 1 a 5,

Somente 19 instituições receberam nota do último Enade. Outras 22, não foram avaliadas e, mais da metade delas, 49, não receberam conceito do MEC.

Os estudantes de instituições privadas estão sendo lesados. Para o vice-presidente da Comissão Nacional do Exame de Ordem, Edson Cosac Bortolai, “deveria haver uma moratória nos cursos de Direito do País”. “As que não aprovaram nenhum aluno mostram que não têm condições de prosperar”, afirma.

Desde 2007, o Ministério da Educação (MEC) já suspendeu cerca de 34 mil vagas em cursos de direito em função dos resultados ruins obtidos nas avaliações da pasta. Este ano foi anunciado a redução de 10.912 vagas de 136 cursos.

ANDRÉ SANTANA – horadopovo.com.br

 

Pesquisadores encontram ligação entre aparência e orgasmos femininos

sábado, 9 de julho de 2011

Homens mais bonitos têm mais chances de ser pais, enquanto homens de rostos grande têm mais chances de mentir.
 
A ciência da fisionomia ficou um tanto quanto ultrapassada. Recentemente, dois estudos causaram polêmica ao relacionar as características de uma pessoa, biologicamente falando, à desonestidade e também à capacidade de provocar orgasmos.

Michael Haselhuhn e Elain Wong, da Universidade de Wisconsin-Milwaukee, divulgaram seu estudo na publicação Proceedings of the Royal Society. Os pesquisadores encontraram uma relação entre a largura de um rosto ao seu comprimento com a agressividade. Quando maior o rosto masculino, maior as chances deste homem ser agressivo.

Os sinais de agressividade fazem todo sentido. Vítimas em potencial evitam começar brigas se não podem ganhar, enquanto os agressivos fazem de uma maneira que não corram riscos de lesões. Não poderia fazer a mesma analogia em uma negociação, onde é provável que se minta ou trapaceie. Os pesquisadores tentam mostrar que este é o caso. Em duas negociaçõs com estudantes de MBA, os pesquisadores descobriram que homens com rostos maiores, em comparação com homens de rostos menores, eram mais propensos a mentir ou enganar sobre suas intenções.

As mulheres estão fora da pesquisa. A provável explicação é que as mulheres raramente usam a violência para se impor nos lugares, por isso não são capazes de evoluir nestes sinais. Já os homens precisam ser vistos de forma confiável. O medo de retaliação provocado pela agressividade significa a criação de vítima de fraude e mentiras, podendo dispor estas pessoas a admitir uma certa quantidade de deslizamento em suas posições de negociação, mesmo sabendo o que está se passando.

Um outro estudo será publicado na Evolution and Human Behavior, por David Puts e sua equipe. A ligação entre os rostos dos homens e os orgasmos das mulheres parece ainda mais óbvia do que entre as trapaças. O grupo descobriu algo já esperado. A probabilidade de uma mulher ter orgasmos em uma relação com um homem bonito é muito maior. Assim, considerando que as chances de que uma mulher que teve orgasmos engravidar são maiores, homens bonitos têm mais probabilidade de serem pais.

Mulheres escolhem não apenas seus parceiros na cama, mas os pais de seus filhos. E escolhem a maneira como elas reagem a eles na cama. Se a aparência é herdada, seus filhos seguirão a mesma linha e se tornarão homens bonitos e com mais chances de gerarem uma criança. Se eles serão fraudulentos e mentirosos, já torna-se uma outra questão.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br 

 

Tesouro avaliado em US$ 500 milhões é achado em templo hindu

terça-feira, 5 de julho de 2011

Pesquisadores encontraram estátuas de ouro cravejadas de diamantes, além de coroas e colares.
 
Autoridades da Índia encontraram em quatro câmaras do templo hindu de Sree Padmanabhaswamy, no estado de Kerala, estátuas de ouro cravejadas de pedras preciosas, como diamantes, rubis e esmeraldas, além de coroas, colares e moedas de ouro. O tesouro foi avaliado em US$ 500 milhões (cerca de R$ 780 milhões).

De acordo com arqueólogos, o templo foi construído no século XVI, e pertencia à dinastia Travancore, que por séculos governou a região, mas perdeu todos seus poderes após a independência da Índia, em 1947. Autoridades acreditam que o tesouro foi enterrado no local por marajás da dinastia e não era tocado há pelo menos um século.

Apenas duas das quatro câmaras foram abertas até agora – com a autorização da Suprema Corte da Índia – depois que um advogado de descendentes dos Travancore questionou a propriedade do templo. O atual marajá, Uthradan Thirunaal Marthanda Varma, não é reconhecido oficialmente pelo governo indiano, e tem sido o responsável pela manutenção do templo, que já era tema de lendas na região.

A partir de agora, o governo irá administrar o local. Os Travancore se consideram servos de Padmanabhaswamy, divindade a quem o templo é dedicado, que seria um dos aspectos do deus Vishnu, um dos mais importantes no Hinduísmo.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

 

Brasil em Foco comemora 1.000.000 de acessos

terça-feira, 28 de junho de 2011

BRASILEMFOCO

1.000.000 de visitas

Ame o próximo como a si mesmo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

“Por que você é agressivo com sua mãe, irmã, esposa ou namorada? Por que você não suporta os negros e negras? Por que você odeia os homossexuais?”

Por Dr. Rosinha* – congressoemfoco.com.br

Circula na internet um diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e o monge tibetano Dalai Lama. Leonardo Boff diz que, num intervalo de uma mesa-redonda sobre religião, de que ambos participavam, perguntou: “Santidade, qual é a melhor religião?”

Boff diz que esperava uma resposta que dissesse: “É o budismo tibetano” ou “são as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”

No entanto, não foi essa a resposta. Inteligente e sábio que é, o Dalai Lama respondeu: “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do infinito. É aquela que te faz melhor.”

Boff relata ter ficado perplexo com a resposta e por isso fez outra pergunta: “O que me faz melhor?” Respondeu o Dalai: “Aquilo que te faz mais compassivo”.

Ao que Leonardo Boff conclui: o que te faz melhor é “aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável… Mais ético […] A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião”.

Dias atrás, caminhava por um bairro de Curitiba, com um amigo católico e muito religioso. Perguntei a ele qual dos dez mandamentos era o mais importante. Sem titubear, respondeu-me que todos estão no mesmo patamar de importância, mas o mais importante está em Mateus, capítulo 19, versículos 16 a 19, mais especificamente no versículo 19. Assim como Boff, fiquei perplexo, pois ele citava, não só onde encontrar, mas inclusive do que se trata.

E imediatamente emendou: “Esses versículos relatam o diálogo de Jesus com um jovem. O jovem pergunta a Jesus o que deve fazer para possuir a vida eterna. E, resumidamente, posso te dizer que Jesus responde: ‘Ame seu próximo como a si mesmo’”.

“Ame seu próximo como a si mesmo” (Mateus 19,19). Alguns cristãos afirmam ser este o ponto alto da ética cristã. Ou seja, como afirma Leonardo Boff, “o que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade”. O que importa é o amor.

Esses dois diálogos, o de Leonardo Boff com o Dalai Lama, e o do jovem com Jesus demonstram que a melhor religião é o amor ao próximo. Por estar de acordo com essas afirmações e por ser cristão, é que interrogo: o machista, de todos as matizes (violento fisicamente ou não), ama o próximo? Ou ele entende que a mulher, por questão de gênero, não é “o” próximo? O racista ama o próximo? O “normal” ama o “louco”? O fisicamente normal ama o deficiente?

Nos últimos tempos, principalmente após as eleições de 2010, alguns religiosos, padres, pastores e muitos leigos têm feito pregações de desamor e até de ódio. Ainda recentemente, um grupo ruidoso de pastores, com eco na mídia, fez uma passeata em Brasília contra os homossexuais e contra uma proposta de educação, que foi tratada na mídia como “kit anti-homofobia”, que permitiria trabalhar nas escolas esse tema e consequentemente combater a homofobia.

É bem provável que parte dos manifestantes sequer viram o material didático. Se deixaram levar pelas “sábias” vozes de seus pastores.

Todos os dias testemunhamos manifestações homofóbicas no Brasil, umas mais violentas, algumas chegam ao assassinato de pessoas (sim, reforço: são seres humanos sendo assassinados), outras psicológicas e morais. Para ficar só num caso de assassinato, o de Adriele Camacho de Almeida, no município de Itarumã (GO), ocorrido no último mês de abril.

Adriele tinha 17 anos e teve um caso de amor com a filha do fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, de 36 anos. Segundo o delegado que investiga o assassinato, as meninas (a vítima e a filha do fazendeiro) tiveram um relacionamento homossexual que durou cerca de um ano.

Adriele foi assassinada e os principais suspeitos pelo assassinato são o fazendeiro e um de seus filhos. Diz o delegado que “se trata de um crime homofóbico”. Não vi nenhum dos líderes que “defendem a família” condenando esse e outros assassinatos.

Às vezes, as manifestações ganham caráter de massa, como ocorreu recentemente em Contagem (MG). No jogo entre as equipes do Vôlei Futuro e do Cruzeiro, pelas semifinais da Superliga masculina, a torcida do time de Minas agiu de maneira homofóbica em relação ao jogador Michael.

Segundo o próprio jogador, “eram cerca de 2 mil pessoas, o ginásio estava superlotado e todos me chamando de ‘bicha’, ‘gay’ e outras ofensas. Me senti ofendido e constrangido pelo ocorrido; não eram só alguns torcedores de torcida de futebol, eram crianças, mulheres, o ginásio inteiro gritando e me ofendendo. O jogo foi transmitido pela TV e não só quem estava no ginásio pode ouvir, mas todos que assistiram ao jogo pela TV no Brasil inteiro[…]. Acho que este tipo de acontecimento não deve passar em branco, realmente me fez muito mal, acho que deve ser divulgado e discutido para que isso não ocorra com mais ninguém.”

O que os (cristãos) homofóbicos acham disso? Por que se colocar contra um trabalho educativo nas escolas que debata esse tema e busque a superação da homofobia?

Repito as perguntas acima e quero que você, caso se encaixe nessa situação, as responda. Não para mim. Até que se fosse para mim já imagino a qualidade e a agressividade de algumas respostas. Responda-as para você: por que você é agressivo com sua mãe, irmã, esposa ou namorada? Por que você não suporta os negros e negras? Por que você odeia os homossexuais? Por que você não tem tolerância como prega a fé cristã? A resposta é simples: é por que você não ama o próximo como a ti mesmo.

Há os que juram que a melhor religião estaria no cristianismo. Como cristão, penso como Boff: o que importa não é a religião, mas sim “a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo”. Portanto, perante a vida.

Tanto a inteligente pergunta como a não menos inteligente resposta foram dadas por homens sábios. Esses sábios não andam pelas ruas fazendo pregações preconceituosas, de desamor e até de ódio. Tampouco definindo o que salva ou não salva uma família.
 

* Médico, com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, destacou-se como líder sindical antes de se eleger vereador, deputado estadual e deputado federal. Também foi presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul). Exerce o quarto mandato na Câmara dos Deputados, pelo PT do Paraná.

Maconha, nazismo e liberdade de expressão

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Por Edison Freitas de Siqueira* – congressoemfoco.com.br

“Fica uma pergunta: a partir da nova posição do Supremo sobre a Marcha da Machonha, uma passeata – ou um livro – a favor do nazismo também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arroubo adolescente de nossos representantes?”
Em que pese estarmos em pleno regime democrático, não é de hoje que os políticos e o Poder Judiciário brasileiro demonstram imaturidade quando precisam – na prática – conceituar e diferenciar “Democracia”, “Conduta Criminosa” e “Liberdade de Expressão”.

A dificuldade decorre do fato de nossas instituições serem muito jovens e revelarem a falta de pilares históricos personalíssimos, sem os quais, até mesmo as nações levam séculos para adequadamente reconhecer valores éticos, morais e filosóficos. O Brasil é muito jovem. Por essa razão, nossos políticos, nossos Poderes Judiciário e Legislativo, ainda se comportam como adolescentes. Tudo querem contestar, sem absoluta consistência de fundamento histórico, ético e moral. Tanto assim, que suas causas – de regra – não resistem ao menor exame de existência de contradições de fundamentos.

As liberdades públicas não são incondicionais, por isso devem ser exercidas de maneira harmônica, e, no caso do Brasil, observados os limites definidos na própria Constituição Federal (CF, artigo 5º, § 2º, primeira parte). O preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra o “direito à incitação ao racismo”, por exemplo. Isto ocorre porque um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas, como sucede com os “delitos contra a honra” , “crimes de apologia ao crime de consumo de drogas”, ou mesmo quando tratamos de condutas vinculadas a uma passeata que proponha a independência do Estado do Rio Grande do Sul em relação ao Brasil. Tudo é Crime!

Não fosse assim, o Supremo Tribunal Federal, em 2003, quando julgou o Habeas Corpus n. 82.424-2, não teria proibido a circulação do Livro de Autoria do Escritor Sigfried Elwanger, porque  entendeu que sua obra constituía apologia ao Crime de Anti-semitismo. Neste caso, o STF não vacilou, sequer utilizou o argumento de que livros e publicações escritas podem representar direito de liberdade de expressão do autor. Contudo, passados somente oito anos, inexplicavelmente, o STF, apoiado por muitos políticos, está dando legitimidade à realização de passeatas de incentivo ou defesa  do consumo da droga entorpecente maconha, embora seu consumo seja definido em lei como um “crime”.

E agora? Essa contradição visceral no mínimo instiga uma pergunta: a partir desta nova posição do Supremo, uma passeata – ou um livro – a favor do nazismo também será considerada direito de expressão ou será vista como um vacilo comum do arroubo adolescente de nossos representantes?

Caso seja um problema de adolescência, é importante lembrar aos participantes de passeatas em defesa do consumo da maconha, ou mesmo da prática das idéias do nazismo, que existem milhares de pessoas que são portadores da doença conhecida como “bipolaridade”. Em que pesem os sintomas desta doença serem  facilmente tratados com remédios anti-depressivos, ou muitas vezes sequer se manifestarem nos portadores dessa patologia, as pessoas que sofrerem deste mal, sejam elas nossos filhos, parentes ou moradores de rua, se consumirem drogas como maconha, por exemplo, agravam o quadro sobremaneira, provocando, inclusive  Bipolaridade Tipo 1, cujas conseqüências levam à loucura, alucinação, suicídio ou dependência permanente da droga ilícita. Igual também  pode ocorrer com pessoas que  não sejam bipolares, mas  possuam outras doenças de comportamento, pois todas são portadoras de fragilidade orgânica ou predisposição química, que as torna vítimas fatais do consumo da maconha, entre outras drogas.

Assim, se o Supremo efetivamente mudou sua posição, e se forem consideradas legais as  passeatas favoráveis ao consumo de droga ou nazismo, igual ao cigarro, devemos exigir que os manifestantes portem faixas advertindo que…”A prática de nazismo  pode levar ao genocídio” e o “Consumo da maconha pode enlouquecer seu filho, destruir sua família ou gerar marginais na rua que amanhã podem lhe agredir!”.

Tudo para assegurar a liberdade de expressão em um país evidentemente adolescente!

*Consultor Jurídico da Frente Parlamentar Mista dos Direitos dos Contribuintes

Ministro da Educação diz que não há motivos para censurar livro que admite erros

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Em entrevista à rádio CBN o ministro defendeu os exercícios propostos pelo livro, que trazem frases como “nós pega o peixe” e “os livro”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira, 17, que não há motivo para censurar os livros didáticos que admitem erros de português. A obra “Por uma Vida Melhor”, faz parte da “Coleção Viver” e é voltado para a educação de jovens e adultos.

Em entrevista à rádio CBN, o ministro defendeu os exercícios propostos pelo livro, que trazem frases como “nós pega o peixe” e “os livro”, dizendo que os estudantes aprenderão de forma gradual, partindo da maneira como eles falam até chegar a usarem corretamente a norma culta. “Estamos envoltos em uma falsa polêmica. Ninguém está propondo ensinar o errado”, argumentou.

Haddad disse ainda que é necessário fortalecer os vínculos com a norma culta, para que o estudante possa fazer o melhor uso da linguagem para se comunicar, em diferentes situações. Além disso, ele destacou que não há “ingerência governamental” no processo de escolha dos livros didáticos. Segundo ele, as obras enviadas ao Ministério da Educação (MEC) são entregues para comissões compostas de professores universitários que avaliam os livros e fazem uma lista com os aprovados para que cada escola escolha o material.

Heloísa Ramos, uma das autoras de “Por uma Vida Melhor”, disse que a obra propõe que se aceite dentro das salas de aula todo o tipo de linguagem, em vez de reprimir as pessoas que usam linguagem popular. “Não queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem é adequada para uma situação. A escola tem que ter currículo que ensine de forma gradual”, defende.

Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado, anunciou nesta terça-feira, que Haddad será convidado a comparecer a audiência pública no Senado para debater o livro com frases que contrariam a norma culta. Também nesta terça-feira, uma audiência pública discutiu “críticas ao governo de Fernando Henrique Cardoso e elogios ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva” nos livros didáticos aprovados pelo MEC, e o tema do uso da língua será incluído no próximo debate. O ministro não compareceu e não apresentou justificativa para a ausência.

Veja quais são as profissões mais estressantes

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ranking mostra quais são as carreiras com maior nível de estresse em 2011.
 
O site de empregos norte-americano CareerCast elaborou um ranking das profissões mais estressantes em 2011, com base em uma análise de 200 tipos de carreira. Vejas abaixo quais são os empregos que têm o maior nível de estresse.

Pilotos de aviões comerciais
Por mais seguros que sejam os aviões, o peso da responsabilidade sobre a vida de centenas de passageiros, as pressões para estarem sempre dentro dos horários e o fato de trabalharem várias horas seguidas fazem desta profissão a mais estressante, segundo o ranking da CareerCast.

Relações públicas
Cuidar da imagem das empresas não é fácil, e para os relações públicas não há fins de semana de folga garantidos nem tampouco trabalho só nos horários convencionais.

Executivo sênior
Maior status profissional e salarial é igual a maior nível de estresse.

Fotojornalista
A combinação de fatores estressantes é grande: lugares inóspitos, disputa pelo melhor enquadramento, horários estranhos, muita pressão e salários relativamente baixos.

Repórter
A rotina de produzir notícias em tempo real e a obrigação de sempre chegar na frente é algo bastante estressante, isso além dos prazos apertados, das longas horas de trabalho e das situações de perigo.

Executivo de contas
Traduzir os desejos do cliente à área de criação da agência de publicidade é algo que se faz sob muita pressão.

Arquiteto
As pressões não estão ligadas ao trabalho de criação, mas sim a tudo o que o cerca: burocracia para aprovação de construções, reclamações de vizinhos e preocupações dos clientes.

Corretor de valores
Costuma ser a imagem do estresse nos filmes, com todo aquele frenesi, agitação, gritaria para não perder o dinheiro dos clientes em meio às rápidas mudanças nos mercados de ações.

Técnico de emergência médica
Sua responsabilidade é nada menos do que manter o paciente vivo até a chegada ao hospital.

Corretor de imóveis
Depois da crise do subprime nos EUA, então, esta definitivamente é uma profissão muito estressante.

O jovem Adolf e seu amigo judeu

sexta-feira, 25 de março de 2011
CINEMA

Em cartaz na Alemanha, Mein Kampf analisa juventude de Hitler em Viena.

Se ao menos a Academia de Artes de Viena o tivesse aceitado como estudante… Talvez assim ele poderia ter seguido seu sonho de se tornar um artista – muito possivelmente um artista medíocre – e o mundo teria sido poupado. Mas o jovem Adolf Hitler foi rejeitado. O que vemos no prólogo de “Mein Kampf”, um perturbador longa-metragem dirigido por Urs Odermatt, é um jovem esquálido e completamente desesperado em roupas esfarrapadas. Magoado pela rejeição acadêmica, ele tem lágrimas nos olhos e uma corda amarrada a seu corpo. Ele salta de um enorme viaduto, e a cena é cortada.No entanto, essa não é a história de um suicídio, mas o início de outra coisa. Adolf Hitler, um órfão de 19 anos, deixara sua cidade natal, Linz, e partira rumo a Viena, com esperanças de estudar na academia de belas artes da cidade. De acordo com vários biógrafos, ele passou três meses em um abrigo para sem-tetos no sul da cidade. Esse é o ambiente do filme.

“Mein Kampf” é um filme poderoso, adaptado de uma peça homônima escrita pelo falecido George Tabori, um importante dramaturgo alemão de origem judaico-húngara. A separação entre fatos e ficção é de pouca importância. O que ecoa no filme é sua sabedoria objetiva, seu humor e sua corajosa ousadia.

A ambientação transporta os espectadores para a Viena dos anos 1910, uma cidade com uma alta densidade de judeus pobres, uma enorme taxa de desemprego, e quarteirões caindo aos pedaços – um terreno fértil para o exigente orgulho do nacionalismo e do antissemitismo. “Uma guerra rápida resolveria todos os nosso problemas”, protesta um açougueiro frustrado, se referindo aos judeus da vizinhança.

O ator alemão Tom Schilling, tem um desempenho cativante como o jovem, simplório, neurótico, inseguro e sexualmente reprimido Adolf. Schlomo Herzl (Götz George), um velho judeu que ocupa a cama vizinha no abrigo, se afeiçoa ao pobre jovem, e acolhe Adolf, apesar de alertas de um amigo que capta sinais de grande perturbação. O filme segue esse bizarra dinâmica: quanto mais Adolf se beneficia da ajuda de Schlomo, mais ele se transforma em um monstro. Schlomo ajuda Adolf a compreender o poder de sua oratória, e a tragédia segue seu rumo. Nessa parábola do bem e do mal, boas ações inspiram resultados catastróficos.

O filme não tem medo de injetar humor nessa original criação de um mito. Ainda assim, “Mein Kampf” é mais uma tentativa bastante séria de compreender a patologia por trás da mente de um homem profundamente autoritário e doentio.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Qual o QI de um “cerébro de ave”?

sábado, 12 de março de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Qual o QI de um chimpanzé? Ou uma minhoca? Ou um programa de computador de um game-show? Ou até mesmo um alienígena que possa aprender todas as linguagens humanas em apenas um dia? No momento é impossível medir. Os testes de QI ainda dependem da linguagem, e nem mesmo o Watson — o programa de computador que derrotou seus dois concorrentes humanos em um quis americano — tem o total domínio da língua. Não há, no momento, em nenhum dos casos, uma escala significativa na qual inteligência não-humana possa ser comparada à humana.

O teste mais famoso para a inteligência artificial foi planejado por Alan Turing, pioneiro britânico da computação. Para passar no teste de Turing, e então ser considerado inteligente, um programa deve ser capaz de enganar um ser humano, fazendo-o acreditar que se trata de outro ser humano. Mas o teste de Turing ainda exige um programa para compartilhar a mesma linguagem que o testador e, por ser tudo ou nada, não pode ser usado para classificar diferentes formas de inteligência.

José Hernández-Orallo, da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, e David Dowe, da Universidade Monash, na Austrália, acreditam que podem fazer melhor que isso. Eles creem não apenas em uma concepção de uma escala universal de inteligência, mas que esta também pode ser analisada sem uma linguagem de referência. Se eles estiverem certos, um insulto como “cérebro de ave” irá, no futuro, ser calculado.

Os cientista propõem fazer sua medição através do empréstimo de um conceito denominado complexidade de Kolmogorov, vindo da teoria da informação — ramo da ciência da computação. A complexidade de Kolmogorov da saída de um computador é o programa mais curto possível (medido em dígitos binários que se escondem atrás de todos os códigos de computação). Desta forma, a inteligência seria medida pelo complexo de Kolmogorov. Na prática, calcular o real valor da complexidade de Kolmogorov de um sistema é quase impossível. Mas uma aproximação pode ser feita. E isso, calculam os pesquisadores, será o suficiente.

Os testes atuais iriam empregar os métodos de condicionamento operante, desenvolvido inicialmente em pombos, em que o sujeito do teste tem que primeiro descobrir o que está acontecendo por tentativa e erro. Assim como o condicionamento operante, as respostas corretas seriam recompensadas — talvez por dinheiro para um ser humano, bananas para um macaco ou um valor numérico para um programa de computador.

O ser testado (se ele nunca tiver visto o jogo antes) teria que primeiro acreditar que o jogo está ganho, para depois começar realmente a jogar. Um chimpanzé pode não conseguir realizar um teste com tamanha complexidade, mas poderia trabalhar em cima da ideia de “três em um fila”, quando ele está envolvido apenas em uma. Xadrez certamente iria mais além. Jogos como dominó estariam em algum lugar entre as opções.

De fato, Dr. Hernández e Dowe não planejam utilizar os jogos já existentes. Estão usando um computador para gerar novos jogos e padrões. A abordagem eliminaria a tendência humana. Isso também permite a geração de testes em qualquer nível de complexidade que eles queiram — até mesmo aqueles que estão muito além da capacidade humana para serem concluídos. Quando se trata de testar os testes, então, os alienígenas serão bem-vindos a aplicar.

Executivos brasileiros ganham mais que os de Nova York

domingo, 30 de janeiro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Onde um gerente sênior custa mais? De acordo com a Association of Executive Search Consultants (AESC), é no Brasil que eles recebem os maiores salários. Dois recentes estudos, um pela AESC e outro pela caça-talentos brasileira Dasein Executive Search, descobriram que executivos-chefes e diretores da empresas ganham mais em São Paulo, a capital comercial do Brasil, do que em Nova York, Londres, Cingapura ou Hong Kong. As pesquisas compararam os salários-base, mas os bônus no Brasil são muito generosos também, afirma David Braga, do Dasein. E a comparação subestima o custo de contratação no Brasil: os impostos na folha de pagamento estão entre os mais altos do mundo.

Parte da explicação para os altíssimos salários é a crescente demanda de pessoal em todos os níveis. Brasil, China e Índia estão vendo um forte crescimento do emprego. Mas, de acordo com a agência de empregos Manpower, o descompasso entre oferta e demanda é gritante no Brasil, onde 64% dos empregadores relatam ter dificuldades para preencher vagas, contra 40% na China e 16% na Índia. Gestores com formação técnica são especialmente escassos no Brasil: grandes descobertas petrolíferas e planos de infraestrutura se traduzem no aumento da demanda, mas o Brasil forma apenas 35 mil engenheiros por ano, contra 250 mil na Índia e 400 mil na China.

A força do real aumenta artificialmente a posição do Brasil nas comparações internacionais. Mas mesmo em reais a remuneração dos executivos está crescendo a dois dígitos por ano, diz Edilson Camara, da headhunter Egon Zehnder.

Os gerentes seniores na China e na Índia estão colhendo ganhos semelhantes, mas a partir de uma base menor. As multinacionais que costumavam executar suas operações latino-americanas de Miami, México ou Buenos Aires, na sua maioria, mudaram-se para São Paulo. China e Índia ainda são, muitas vezes, supervisionadas a partir de Cingapura ou Hong Kong, apesar de Shanghai estar se tornando mais popular. Uma onda de aquisições por empresas estrangeiras e incursões no exterior por empresas brasileiras têm aumentado a demanda por gestores com experiência internacional.

A solução é alimentar o seu próprio talento, diz Alexander Triebnigg, que dirige a operação brasileira da farmacêutica suíça Novartis. Segundo ele, empregados brasileiros tendem a ser leais, o que significa que empresas estabelecidas com generosos planos de desenvolvimento de carreiras são menos atingidas pela ‘seca’ de talentos. Mas essa lealdade também tende a inflar a taxa de mercado. “Se você quiser tentar um brasileiro a mudar de emprego, você tem que oferecer a ele muito mais dinheiro. Na China, eles mudam por apenas um pouco mais”, destaca Triebnigg.

Muitas empresas estão olhando para o exterior na tentativa de preencher cargos de chefia. No entanto, a alta taxa de criminalidade (São Paulo é muito mais segura agora do que costumava ser, mas a taxa de homicídios na cidade ainda é quase o dobro da de Nova York) e da necessidade de dominar o português afasta muitos estrangeiros. Além disso, até mesmo grandes empresas brasileiras podem não ter a fama internacional necessária para atrair os mais ambiciosos. “Pessoas muito ocupadas podem não ouvir o que você tem a dizer sobre a complexidade e o tamanho de algumas empresas brasileiras das quais elas nunca ouviram falar”, reclama Camara.

Os maiores beneficiários da guerra por talentos no Brasil são, provavelmente, seus executivos expatriados. Segundo David Braga, a ideia da Dasein de fazer  um estudo sobre a remuneração surgiu de mais ou menos dez processos que a empresa recebe diariamente de brasileiros residentes no exterior que estão pensando em voltar para casa — embora a maioria deles tenha pensado, equivocadamente, que isso significaria uma redução no pagamento.

Por que elas são mais propensas ao divórcio?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Por Carla Delecrode – opiniaenoticia.com.br

Seja por vantagens legais quanto à guarda dos filhos ou por não suportarem o “mau comportamento” dos maridos, elas são as primeiras a dizerem ‘sim’ ao divórcio. É o que afirma uma recente pesquisa realizada pela Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, dois terços dos casais que se separam no país iniciaram o divórcio porque as mulheres pediram a separação. No Brasil, não é diferente.

Segundo o IBGE, entre 2004 e 2005, em mais de 70% dos casos de separação judicial não-consensual (em que não houve acordo) foram elas que tomaram a iniciativa de se separar, assim como nos pedidos de divórcio, no qual 52% foram requisitados por mulheres. Para a psicóloga Teresa Goes, que é professora da PUC-Rio, um dos motivos que explica o comportamento é a entrada no mercado de trabalho, que trouxe mudanças na percepção das mulheres sobre o casamento e o divórcio.

A especialista esclarece que elas se adaptaram às várias funções que passaram a exercer na sociedade. Por isso, casar se tornou uma opção e não uma imposição social, assim como ser mãe e se separar do marido. Teresa acredita que os homens, geralmente, não tomam a iniciativa em direção ao divórcio– mesmo que não estejam felizes –, pois se detêm a uma mentalidade do passado. “Eles não acompanharam as mudanças de pensamento. Os homens fantasiam com uma ‘cuidadora’ e se colocam na condição de filho. Manter o casamento é mais cômodo para eles.”

Por que as mulheres desistem do casamento?
O estudo norte-americano indica que as leis de divórcio motivam as mulheres a optarem pela separação. Nos estados onde elas têm mais chances de receber a guarda dos filhos, o número de pedidos de divórcio iniciados por elas é bem maior do que onde prevalece a custódia compartilhada. Além disso, os homens são mais propensos a terem problemas com bebida, drogas e a infidelidade, diz a pesquisa.

Mas outros motivos também fazem com que elas desistam do casamento, como a sobrecarga de função e a desilusão amorosa. “Quando ela se desencanta com o parceiro, quer voltar a buscar o ‘príncipe encantado’. A psicóloga explica que, diferentemente dos homens, elas querem maior clareza no relacionamento, por isso não lidam muito bem com um “triângulo amoroso” e nem com desilusão. “Os homens lidam melhor com a infidelidade. A mulher quando trai se sente culpada. Ela não consegue separar amor e sexo. Em geral, o relacionamento íntimo está ligado ao afetivo. Ela confunde lealdade com fidelidade.”

Para Teresa, a idade também é um fator que deixa as mulheres mais propensas a darem fim ao “para sempre”. As mais novas, até 45 anos, têm mais facilidade de dar o primeiro passo, enquanto as mais velhas se mantêm presas às tradições. “As mais novas preferem uma vida de liberdade e com novas escolhas. Elas conseguem encarar melhor a frustração e percebem que o envolvimento não precisa ser eterno.”

O que elas querem? Marido rico ou carreira?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Por Carla Delecrode – opiniaoenoticia.com.br

Uma pesquisa realizada na Europa sugere que a busca das mulheres por independência financeira seria um mito.

Elas querem independência e uma carreira bem sucedida, certo? Não, errado. Segundo recente pesquisa da London School of Economics, realizada em países europeus, a busca das mulheres por independência financeira é um mito. Na verdade, a maioria das europeias veria o casamento como uma alternativa à carreira ou um complemento e, contrariando a ideia de busca pela independência em relação aos homens, muitas tenderiam a preferir parceiros com melhores condições financeiras e de instrução do que as suas. Assim, pode-se dizer que elas prefeririam ter um marido rico a ter uma carreira. Será?

A produtora de TV Karina Petito, 23, discorda da pesquisa. Para ela, as mulheres, a cada dia, buscam mais independência e qualificação em relação aos homens. “Não me vejo dependendo de marido, por isso busco sempre minha independência. Acho isso muito importante para me sentir realizada.” Segundo o psicólogo social Bernardo Jablonski, a preocupação de Karina pela realização pessoal também é o desejo de milhares de mulheres, mas que não deixaram de sonhar com o casamento e em ter uma família.

O psicólogo, que também é professor da PUC-Rio, avalia que as conclusões da pesquisa europeia, dirigida por Catherine Hakim, são um exagero e um radicalismo. Para ele, a melhor palavra para definir as mulheres hoje é ambivalência. “Elas querem trabalhar e ser mães. As que são donas de casa acham que estão ‘perdendo o trem da História’, enquanto as que trabalham fora se culpam por passarem pouco tempo com os filhos. Elas buscam a independência financeira, mas continuam com o sonho de casar e ter uma família”, esclarece ao Opinião e Notícia.

Mas, para a antropóloga Mirian Goldenberg, que também é professora da UFRJ, as brasileiras centram seu discurso mais na figura do marido do que na realização profissional. “Elas repetem, insistentemente, que ‘falta homem no mercado’. Entre as brasileiras que pesquisei, as que se mostraram mais satisfeitas com suas vidas são as casadas há muitos anos. Apesar disso, dizem que seus maridos são completamente dependentes, acomodados, inseguros e infantis.” A pesquisadora esclarece que, em todos os casos que estudou, o homem era o principal provedor e tinha um salário bastante superior ao da esposa.

A antropóloga, que também é autora dos livros “Coroas” e “Intimidade” da Editora Record, define que o marido é como uma riqueza bastante valiosa. “Ter um casamento sólido e satisfatório é considerado um verdadeiro capital para as brasileiras pesquisadas. Elas se sentem duplamente poderosas, pois, além de terem um marido, acreditam que são mais fortes, independentes e interessantes do que ele.” Mirian reforça que elas se sentem poderosas por terem um “produto” bastante valorizado no “mercado” e por se sentirem únicas e imprescindíveis para seus parceiros.

Elas não conseguem conciliar família e trabalho
Para as que escolhem buscar a realização profissional e ter uma família, o caminho não é fácil. Segundo a pesquisa europeia, em muitos casos, as mulheres não conseguem conciliar casa e trabalho. Jablonski explica que a dificuldade está em querer ter duas funções que competem entre si, o que acaba gerando insatisfação e culpa. “Se estão em casa, se sentem ficando para trás e se estão no trabalho se sentem culpadas. A maioria não consegue conciliar bem trabalho e família.” De acordo com o estudo de Catherine Hakim, o resultado desta dupla jornada são “famílias nominais”.

Na Inglaterra, por exemplo, a metade das mulheres em posição de chefia não tem filhos ou a partir dos 30 anos passam a ganhar menos que os homens. A maioria das mães tem apenas um filho e acaba delegando seus cuidados a um profissional, já que não houve uma adaptação das regras do mercado para facilitar a vida delas.

O psicólogo social, porém, acredita que a terceirização de parte das tarefas para outras mulheres demonstra que elas estão tentando conciliar trabalho e família, apesar das dificuldades, e de que a independência financeira é um objetivo. “O caminho que as mulheres percorreram na história é sem volta. A maioria não quer mais ser apenas dona de casa.”

Elas querem homens com dinheiro e mais educados
Quanto aos relacionamentos, a polêmica pesquisa afirma que elas tendem a preferir homens com mais dinheiro e educação. “Mais e mais mulheres escolhem se casar com homens que tenham uma educação substancialmente melhor que a delas e, portanto, que tenham capacidade de ter rendimentos mais elevados”, declarou a pesquisadora Catherine Hakim à BBC.

Mirian explica  que as brasileiras procuram este tipo de homem pela segurança, pelo maior “valor” dado a eles e por preconceito. “No entanto, elas estão ampliando sua margem de escolha, casando-se, cada vez mais, com homens mais jovens, menos ricos e escolarizados.” Para Jablonski, é natural que as mulheres procurem companheiros com um nível social e cultural, pelo menos, similar ao delas. “Não é uma questão de escolha consciente”.

A produtora de TV Renata Amaral, 26, discorda do estudo europeu e afirma que pensar em critérios, como posição social e educação, na hora de escolher um namorado, pode gerar um problema. “É comum que eu ganhe mais do que os homens de minha idade, por isso não penso nisso. Eles é que geralmente se incomodam bastante com minha melhor condição financeira.”

Crises valorizam liderança feminina

sábado, 15 de janeiro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Pesquisa mostrou que mulheres são preferidas para tocar empresas em tempos de dificuldades.

Um estudo publicado recentemente em uma revista britânica de psicologia social mostrou que os estereótipos de gênero podem ser determinantes para que as empresas escolham seus executivos em tempos de normalidade da economia ou em tempos de crise.

Quanto às mulheres, das quais se entende que são justas, hábeis comunicadoras e trabalham bem em grupo — em contraponto aos homens, que seriam competitivos, independentes e lutam pelo poder –, a pesquisa mostrou que elas são as preferidas dos conselhos de administração e das famílias que controlam empresas para tocar as companhias em tempos de dificuldades.

‘Precipício de vidro’
O estudo usou como princípio o conceito de “precipício de vidro”, segundo o qual as mulheres, que via de regra figuram em menor número no quadro de executivos das empresas, ganham maior relevância quando a organização atravessa períodos de meses seguidos de crise.

Agora, os pesquisadores pediram a 122 pessoas de ambos os sexos que escolhessem entre um homem e uma mulher para chefiar uma empresa hipotética em tempos de prosperidade e em tempos de crise. A maioria preferiu um homem como chefe quando a empresa ia bem, e uma mulher quando a empresa ia mal.

Oito negócios improváveis que deram certo

domingo, 26 de dezembro de 2010

Lista de produtos e empresas que pareciam não ter chance no mercado e hoje fazem sucesso.

1 – A marca de inverno Osklen que nasceu no Brasil

A marca Osklen começou com uma loja de roupas para neve na praia de Búzios, no Rio de Janeiro, e se transformou em uma grife internacional de luxo com presença na Europa, Estados Unidos e Ásia. O empreendimento começou de forma inusitada. O médico gaúcho Oskar Metsavaht aceitou o desafio de participar de uma expedição ao monte Aconcágua, na Cordilheira dos Andes, mas a tentativa de achar roupas ideais para alpinismo no Brasil não deu certo. Então, decidiu ele mesmo confeccionar as roupas manualmente em um tecido que mantinha o corpo aquecido e permitia a evaporação do suor. Em 1989, três anos após a viagem, ele decidiu abrir sua primeira loja no Rio de Janeiro.

2- O tônico tailandês Red Bull

O austríaco Dietrich Mateschitz descobriu a bebida enquanto visitava a Tailândia. A bebida é uma mistura tailandesa de substâncias estimulantes, como cafeína e taurina. A iguaria era popular entre profissionais submetidos a longas jornadas de trabalho. O empresário logo percebeu o potencial do produto para se tornar um negócio. Ele teve que esperar três anos para conseguir a licença de fabricação para o mercado austríaco. Em 1987, o produto chegou às lojas.

3 – Crocs

Os amigos americanos Lyndon “Duke” Hanson, Scott Seamans e George Boedecker tiveram a ideia de criar um sapato antiderrapante para ser usado em um barco. Vários amigos de pescaria encomendaram modelos e na base do boca-boca o sapato ficou popular. A invenção que começou na pescaria ganhou o mundo e virou uma febre. No primeiro ano, em 2002, a receita da empresa foi de US$ 24 mil e em cinco anos as vendas atingiram a cota de US$ 847 milhões.

4 – eBay

O primeiro site de leilão do mundo começou com o leilão de uma caneta com laser quebrado. O que parecia improvável aconteceu e um comprador pagou US$ 13 para ter o produto. A partir da inusitada experiência, o programador Pierre Omidyar decidiu que podia negociar qualquer produto. Ele investiu no site e viu o negócio crescer de forma absurda. Atualmente, seus 89,5 milhões de usuários movimentam cerca de US$ 60 bilhões por ano em vendas.

5- Sutiãs para homens

Fazer os homens compreender o universo feminino por meio de sutiãs foi o que propôs Akiko Okunomiya, diretor executivo da fabricante japonesa de sutiãs para homens Wish Room. O mais inusitado é que muitos homens concordam com a ideia. As encomendas do produto no site demonstram isso. A empresa vendeu 300 sutiãs em duas semanas.

6 – Twitter

O site que virou febre no mundo começou como um microblog que desejava saber o que as pessoas estavam fazendo. A ideia desenvolvida em meados dos anos 1990 pelo programador americano Jack Dorsey deu certo e hoje o site recebe cerca de 55 milhões de visitas de todo o mundo por mês. O valor estimado do Twitter no mercado é de US$ 250 milhões.

7 – Chilli Beans

A marca de óculos se tornou a intermediária entre peças caras importadas e produtos de pirataria vendidos em camelôs. O empresário Caito Maia criou, em 1996, a Chilli Beans que vende óculos em quiosques instalados em shoppings a preços populares. Além dos óculos, o empresário incrementou o portfólio de produtos com itens como spray limpa-lentes, estojo rígido, flanela e presilha porta-óculos para carro. O interessante é que a empresa não fabrica óculos, mas importa os produtos de 49 fornecedores da Ásia, Estados Unidos e Itália. A Chilli Beans vende anualmente no Brasil 1,5 milhão de óculos.

8 – Coca-Cola

A marca de refrigerante mais conhecida do mundo começou como um remédio para combater a dor de cabeça. Em 1886, quando foi lançado o produto, um concentrado à base de noz-de-cola (folhas de coca) e outros ingredientes, era misturado na hora à água carbonada. Cinco anos após o farmacêutico John Pemberton chegar à fórmula, ele vendeu os direitos de comercialização para Frank Robinson, que vendeu a fórmula para Asa Griggs Candler por US$ 2.500. Nas mãos de Candler, a marca conquistou os EUA a partir de uma forte campanha publicitária e depois ganhou o mundo.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Fábio Assunção pede ‘respeito’ à imprensa

sábado, 11 de dezembro de 2010

Em comunicado, ator desmente que tenha sido internado esta semana. Assunção pediu afastamento da novela ‘Insensato coração’.

O ator Fábio Assunção divulgou um comunicado nesta sexta-feira (10) no qual pede “respeito” à sua família e negando que tenha sido internado esta semana, como informaram alguns veículos especializado em celebridades.

“Em razão de todas as especulações a meu respeito, faço questão de esclarecer que eu e a minha mulher Karina estamos bem, curtindo um momento muito especial que é a chegada de nossa filha, Felippa. Karina é a pessoa que mais me apóia (sic)”, diz na mensagem.

“Continuo o meu tratamento e minha terapia. Esta semana, passei pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para uma consulta, mas não fiquei internado conforme publicado na imprensa”.

O ator termina o comunicado fazendo um pedido. “Aqueles que respeitam o ser humano, peço, se possível, o cuidado com as informações publicadas porque tenho um filho de apenas 7 anos e uma mulher grávida”.

Em novembro, Assunção pediu para ser afastado da novela “Insensato coração”, trama que substituirá “Passione”, no horário das 21h na TV Globo. Assunção já havia gravado várias cenas como o vilão Leonardo Barreto e teve de ser substituído por Gabriel Braga Nunes.

Em comunicado enviado por meio de sua assessoria de imprensa, o ator explicava “que ainda não é o momento para enfrentar o ritmo intenso de uma novela das oito” e citava seu recente tratamento contra uma dependência química. Em 2008, o ator foi obrigado a deixar a novela “Negócio da China” para se internar em uma clínica de reabilitação.

O ator paulista de 39 anos estreou em novelas em 1990, com “Meu bem, meu mal”. Assunção fez outros papéis de destaque como o vilão Renato Mendes de “Celebridade” (2003), o playboy Marcelo de “Por amor” (1997), e o mocinho Inácio da trama de época “Força de um desejo” (2000).

Recentemente, Assunção fez participações especiais nas séries “Clandestinos – o sonho começou”, “S.O.S. Emergência” e protagonizou com Adriana Esteves a minissérie “Dalva e Herivelto”.

Fonte: votebrasil.com

Vem aí uma justiça ainda mais lenta?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Um dos pontos polêmicos do Novo Código de Processo Penal é o fim do direito à prisão especial para quem tem curso superior.

Dois juízes, pelo menos, dedicados em um mesmo processo criminal. Esta obrigatoriedade, que não aparenta ser uma norma no sentido de tornar a justiça mais célere — ao contrário — é o ponto de discórdia do Novo Código de Processo Penal, aprovado nesta terça-feira, 7, no Senado.

A proposta prevê que um juiz só pode conduzir uma investigação até o momento da denúncia por parte do Ministério Público. A partir daí, outro juiz assume o processo.

Fim da prisão especial, ou quase
Segundo dirigentes da Associação dos Juizes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), o Novo Código de Processo Penal tende a tornar a justiça brasileira ainda mais lenta ao prever a duplicidade de juízes no mesmo processo, uma vez que a possibilidade de decisões diferentes pode provocar mais atrasos na solução dos casos.

Outro ponto polêmico do projeto é o fim do direito à prisão especial para quem tem curso superior. O direito fica mantido apenas para juízes, promotores e procuradores.

Caro leitor, você é contra ou a favor dessas mudanças? Acha que essas alterações vão mesmo deixar a justiça ainda mais lenta no país?

Brasil é um dos piores países em leitura

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Segundo o Ministério da Educação, o país cumpriu a sua meta de atingir a média de 395 pontos em leitura, matemática e ciências.

O Brasil obteve um dos piores resultados em uma prova internacional que avaliou a capacidade de leitura de estudantes com 15 anos. Os brasileiros ficaram em 53° lugar de um total de 65 países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

O exame é aplicado a cada três anos e é divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Juntos, os países que participam do Pisa representam aproximadamente 90% da economia mundial.

Apesar de o resultado significar uma melhora em relação aos anos anteriores, o Brasil ficou atrás de países como o Chile (44°), Uruguai (47º), Trinidad e Tobago (51º) e Colômbia (52º).

Foco do exame foi leitura
No ano de 2009, o foco do exame foi a leitura, mas provas de matemática e ciências também foram aplicadas. No ranking da leitura, o Brasil obteve 412 pontos, enquanto a China, primeira colocada, chegou a 556 pontos.

Os estudantes brasileiros ficaram com 386 pontos em matemática e 405 em ciências. Segundo o Ministério da Educação, o país cumpriu a sua meta do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) de atingir a média de 395 pontos nas três matérias.

Cientistas explicam habilidade de planar das cobras

domingo, 5 de dezembro de 2010

Fonte: congressoemfoco.com.br

‘Mecanismo’ das serpentes pode ser aproveitado por construtores de veículos robóticos.

Muitos animais dominaram o segredo de planar pelas copas das florestas. Sapos voadores esticam as membranas entre os dedos de seus pés alargados. Alguns lagartos estendem suas costelas cobertas por abas de pele. O colugo, um estranho mamífero do sudeste asiático pode atravessar 70 metros entre uma árvore e outra, abrindo uma membrana de pele que conecta seus membros. Apesar da ausência de partes corporais que possam emular um par decente de asas, algumas cobras também conseguem planar por distâncias impressionantes.

Para descobrir como as cobras conseguem planar, o doutor Jake Socha e seus colegas da Virgina Tech realizaram uma série de testes de vôos com serpentes da árvore do paraíso (Chrysopelea paradisi), uma cobra venenosa encontrada em partes da Ásia. Eles lançaram as serpentes do alto de uma torre de 15 metros, e usaram quatro câmeras de vídeo para construir imagens tridimensionais da trajetória dos répteis. Os resultados, publicados na “Bioinspiration e Biomimetics”, mostram não somente que as cobras voadoras são boas aviadoras, mas que elas também realizam manobras aerodinâmicas complexas.

A serpente da árvore do paraíso achata seu corpo num formato semelhante ao de um aerofólio que possa lhe dar um grau de elevação antes de saltar de um galho ao pular para frente. Ao atingir um ângulo íngreme, seu corpo começa a ondular, e à medida que ganha velocidade, seu trajeto se trona mais raso, permitindo que ela percorra distâncias maiores. Cientistas descobriram que algumas cobras são capazes de planar por 24 metros.

A análise em 3-D mostrou que as serpentes assumem uma postura sanfonada enquanto planam, com seus corpos alinhados para cima num ângulo de 25° em relação à corrente de ar, e suas cabeças um pouco mais elevadas que suas caudas. O Dr. Socha diz que essa configuração parece dar uma vantagem aerodinâmica às cobras. Com isso, a lufada de ar jogada para trás por um segmento do corpo ondulante da serpente pode causar uma elevação extra para o segmento que esteja atrás no planado ondulado. Peixes voadores dependem de um fluxo semelhante no qual barbatanas peitorais elevam as barbatanas pélvicas. No entanto é possível que o efeito também funcione de maneira reversa, e que as partes de trás também elevem as da frente.

As cobras também realizam manobras surpreendentes, fizeram curvas e alteraram sua direção em pleno ar. Para averiguar se tais manobras são intencionais, o Dr. Socha limitou sua visão a partir da torre, de maneira que elas só pudessem olhar para frente quando saltassem. Uma vez no ar, capazes de ver as árvores ao lado, muitas cobras se viraram para elas.

Dr. Socha, que estuda a relação entre formas e funções nos animais, teve sua pesquisa parcialmente financiada pela Agência de Projetos de Pesquisa de Defesa Avançada dos Estados Unidos, que afirma estar interessada em ciência, mas obviamente considera possibilidades militares.

Dr. Socha não espera ver unidades militares aéreas com formatos de cobras tão cedo. No entanto, a habilidade de rastejar através de buracos, de nadar, subir em árvores, e planar entre pontos elevados da paisagem, é uma atraente combinação para os construtores de veículos robóticos. O efeito da asa sanfonada, ou seja, a parte da frente do corpo ajudando a elevar a parte de trás, pode interessar os engenheiros aéreos. Logo, daqui a anos, os campos de batalha do mundo poderão estar repletos de máquinas que se assemelham aos piores pesadelos de muitas pessoas, rastejando rumo ao inimigo, pelo chão ou pelo ar.

Nasa pode anunciar vida extraterrestre

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A Agência Espacial Americana (Nasa) deixou o mundo em suspense e despertou muitas especulações na internet sobre a possibilidade de anunciar a existência de vida extraterrestre nesta quinta-feira, 2.

De acordo com o site da agência, a entrevista coletiva agendada para às 14h (17h, no horário de Brasília) desta quinta-feira divulgará “uma descoberta em astrobiologia com consequências para a pesquisa de provas da existência de vida extraterrestre”.

Entre os pesquisadores que falarão em nome da agência na coletiva estão Mary Voytek, que dirige o programa de astrobiologia da Nasa, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora em astrobiologia no Instituto de Geofísica Americano (USGS), assim como Pamela Conrad, astrobióloga do Centro Espacial Goddard da Nasa.

A astrobiologia estuda a vida no universo, o que inclui sua origem, evolução e chances de se perpetuar. A Nasa não deu mais detalhes sobre a descoberta até o momento.

Tesouro inca volta para casa

sábado, 27 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Universidade de Yale promete devolver peças encontradas por explorador norte-americano em Machu Picchu um século atrás.

Há um século, Hiram Bingham, um explorador norte-americano apoiado pela Universidade de Yale, cortou seu caminho através de montanhas e florestas e chegou às ruínas da mística cidadela inca de Machu Picchu, até então conhecida apenas por fazendeiros locais. Ele retornou posteriormente para escavar o local, onde juntou aproximadamente 46 mil peças, desde cerâmica a artefatos de metal e ossos humanos, e as enviou de volta para Yale para serem analisadas e exibidas. Sua exportação teve permissão do presidente do Peru, mas deveria ser temporária. Em vez disso, as peças permaneceram em Yale desde então, o que, recentemente, irritou o povo peruano.

Alan García, presidente do Peru desde 2006, continuou uma campanha lançada por seu predecessor, Alejando Toledo, para persuadir a universidade a devolver as peças. Com o objetivo de conseguir a devolução a tempo do centenário da primeira expedição de Bingham, em julho, García recentemente liderou uma marcha de protesto em Lima, capital do Peru, e publicou uma carta que enviou a Barack Obama pedindo para o presidente norte-americano interceder no caso.

Yale sentiu a pressão e, este mês, enviou o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo, que mantém um centro de pesquisas na universidade, ao Peru. Zedillo prometeu que a universidade devolveria a coleção por partes, ao longo dos próximos dois anos. García imediatamente foi a público a respeito dessa oferta, ao mesmo tempo em que deu crédito a Yale por preservar a coleção e prevenir que fosse espalhada entre donos privados.

Sob o acordo, confirmado por Yale alguns dias depois, 370 das melhores peças serão devolvidas a tempo de serem exibidas durante o centenário. O novo lar da coleção será a universidade principal de Cuzco, antiga capital Inca. De acordo com o plano, Yale irá colaborar com a criação de um centro de pesquisa em Cuzco para o resto do material — ao qual os pesquisadores norte-americanos terão acesso.

A maioria das peças é só de interesse exclusivo de pesquisadores especialistas. Contudo, os melhores irão criar uma nova atração em um país onde o turismo está crescendo rapidamente, com Machu Picchu como principal ponto. O acordo também pode mandar uma mensagem para colecionadores menos honrados ao redor do mundo, que continuam a comprar e negociar ilegalmente objetos exportados que fazem parte da rica — embora muitas vezes oficialmente negligenciada — herança cultural peruana.

Cientistas descobrem bolhas de energia gigantes no centro da galáxia

domingo, 14 de novembro de 2010

Bolhas gigantes se estendem por 50 mil anos-luz e produzem energia equivalente a cem mil ‘supernovas’. Origem ainda intriga astrônomos.

A descoberta de duas bolhas de energia de procedência desconhecida no centro da Via Láctea vem intrigando cientistas. As bolhas, que emanam raios-gama, se estendem, juntas, por 50 mil anos-luz, e contêm uma energia equivalente a 100 mil explosões de supernovas.

Apesar de não saberem a origem das bolhas, os cientistas têm algumas teorias. Uma delas é que elas são alimentadas por uma onda de nascimentos e mortes de estrelas no centro da galáxia. Outras provas sugerem que elas podem estar ligadas ao gigantesco buraco-negro no meio da Via Láctea.

“E nós achávamos que sabíamos muito sobre nossa própria galáxia”, declarou David Spergel, astrofísico da universidade de Princeton.

Os pesquisadores, contudo, já destacam a possibilidade de se tratar de “matéria negra”, que cientistas acreditam compor um quarto do universo. Segundo teorias, as colisões de partículas de matéria negra poderiam produzir raios gama, mas a “aura” formada, ao contrário da das bolhas, seria difusa.

“A matéria negra existe há bilhões de anos”, explicou Doug Finkbeiner, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian Center em Cambridge (EUA), líder do grupo que descobriu as bolhas. “Se algo está acontecendo há bilhões de anos, não deve ter bordas nítidas.”

Finkbeiner e os outros cientistas, contudo, defendem que a descoberta não significa que não haja matéria negra no centro da Via Láctea, mas apenas que ela é mais difícil de ser vista.

Adoráveis vilões de ontem, de hoje e de sempre

sábado, 13 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Esqueça “A Bela e a Fera”, em que o monstro vira príncipe no tradicional “e viveram felizes para sempre”. Ontem e hoje, na literatura, no cinema e na TV, temos bandidos de diversos calibres que são os protagonistas da história e conquistam o público sem mudar de pele no final. Podem ser ladrões, golpistas, traficantes, até assassinos seriais, mas é por eles que todos torcem.

A torcida pela implacável e imprevisível advogada Patty Hewes, por exemplo, parece ter dado resultado: segundo notícias divulgadas na internet, a temível personagem de Glenn Close deve voltar ao ar em mais duas temporadas de “Damages”, com dez episódios cada. Nem é preciso dizer que a fabulosa atriz esbanja força e talento na série, pela qual já foi premiada.

Aparentemente mais doce — e com a cara de bom moço de Michael C. Hall, seu intérprete —, Dexter Morgan trabalha para a polícia, mas é nas horas vagas que faz o que mais aprecia: matar. Treinado pelo pai adotivo, o assassino serial dá vazão aos seus instintos eliminando “a concorrência”. E o espectador se contorce na poltrona a cada vez que o personagem corre o risco de ser desmascarado. Por aqui, a série — que nasceu em livro de Jeff Lindsay e tem o nome de seu protagonista — está ainda na quarta temporada, em que ele enfrenta um oponente à altura em todos os sentidos — afinal, John Lithgow viveu outros psicopatas de peso antes do Arthur Mitchell que lhe rendeu um Emmy e um Globo de Ouro. Na quinta, em cartaz nos EUA, encara coisa bem pior para quem vive num equilíbrio delicado: uma amadora vingativa e destrambelhada.

Michael C Hall como Dexter
Michael C Hall como o assassino em série Dexter.
 
Está achando estranho? Vai me dizer que não gostou do sofisticado canibal Hannibal Lecter, criado pelo escritor Thomas Harris e eternizado nas telas
por Anthony Hopkins? Jura? Nem mesmo no finzinho de “O silêncio dos inocentes”, quando ele diz a Clarice, ao telefone, que precisa desligar, pois tem “um velho amigo para jantar”?

Golpistas e ladrões cheios de charme

Paul Newman e Robert Redford como Butch e Sundance
Paul Newman e Robert Redford como Butch e Sundance
 
Mais fácil ainda é torcer por golpistas cheios de charme, como os jogadores vividos em “Golpe de mestre” por Paul Newman e Robert Redford — responsáveis também pelos igualmente encantadores “Butch Cassidy e Sundance Kid”, estes saídos da vida real. Outro criminoso de verdade, capaz de forjar diplomas e se passar por profissionais diversos, é John Abagnale Jr., que hoje, aos 62 anos, preside uma respeitada consultoria contra fraudes financeiras — seu primeiro “negócio” foi com cheques falsos. No cinema, ele ganhou o rostinho angelical de Leonardo DiCaprio, em “Prenda-me se for capaz” — que, por sua vez, serviu de inspiração para a série “White collar”, na qual Matt Bomer veste os ternos justos, o chapéu e o sorriso maroto de Neal Caffrey, ladrão, falsificador etc. obrigado a usar seus talentos para ajudar o FBI.

Neal Caffrey
Neal Caffrey ‘empresta’ seus talentos de ladrão para o FBI

Outro plano perfeito para conquistar a plateia é combinar gente bonita e elegante com assaltos mirabolantes. Só para citar alguns exemplos, a fórmula, que já fazia sucesso no iniciozinho do século passado, com o Arsène Lupin de Maurice Leblanc, foi levada ao cinema; ganhou novas cores com o “Ladrão de casaca” do mestre Alfred Hitchcock; “agregou valores” com Frank Sinatra e sua turma em “Onze homens e um segredo”, 50 anos atrás, e mais ainda na refilmagem estrelada por George Clooney e Brad Pitt, que rendeu duas sequências.

Frank Sinatra
Frank Sinatra na versão original de ‘Onze homens e um segredo’

Às vezes eles são mais canhestros, como os adoráveis integrantes do “Quinteto da morte”, liderados por Alec Guinness, impagável em seu esforço para manter a fleuma britânica diante de toda sorte de vicissitudes (esqueça a tentativa dos irmãos Cohen de recriar a história nos EUA). Às vezes nos atraem e nos repelem, como Tom Ripley nos altos e baixos de sua longa carreira de crimes nos livros de Patricia Highsmith e em suas muitas faces no cinema (Alain Delon, Dennis Hopper, Matt Damon, John Malkovich, Barry Pepper).

Dos mafiosos aos motoqueiros

E o que dizer quando os vilões que arrebatam o público como se fossem os mocinhos são barrigudos, têm calvície acentuada ou longos cabelos desgrenhados e ensebados, usam camisas de mangas curtas abertas no peito e calças de tergal ou jeans abaixo dos quadris e coletes com apliques de caveiras e, ainda por cima, desconhecem boas maneiras, batem em mulher e matam seus desafetos sem piscar?

Passando batido pela profícua galeria de tipos criados por cineastas como Francis Ford Coppola, Martin Scorsese e Quentin Tarantino, que merecem muito mais que um mero parágrafo num artigo, chegamos ao recente fenômeno televisivo de “Os Sopranos”, cujo sucesso a HBO tenta agora repetir em “Boardwalk empire”. A diferença está no tempo: enquanto a nova série se passa no período da Lei Seca, na outra os mafiosos eram gente como a gente, quer dizer, enfrentavam todos os problemas cotidianos profissionais, financeiros e familiares dos dias atuais, com a diferença que muitos eram resolvidos a bala.

Os Sopranos
Os mafiosos de ‘Os Sopranos’ 

É mais ou menos por aí que se desenvolve também a trama de “Sons of Anarchy”, cuja “família modelo” é formada por Jax (Chalie Hunmam), sua mãe Gemma (a ótima Katey Sagal, mais amorosa do que jamais se mostrou como a cômica dona de casa de “Married with children”) e o padrasto Clay (vivido, sem maquiagem, pelo “Hellboy” Ron Perlman, que também pode ser visto como a “Fera” da “Bela” Linda Hamilton na série atualmente reprisada pelo TCM). No universo das gangues de motoqueiros, há tráfico de drogas e armas, comércio de pornografia, contravenção de todo tipo, corrupção política e policial e, claro, mortes, muitas mortes. Mas torcemos pelos protagonistas.Por que será? Com seu espírito aventureiro, por vezes glamoroso, ou de alguma forma justiceiro e com um código de ética muito particular, eles invadem nosso imaginário e vencem a barreira do que consideramos abominável ou impensável no nosso mundinho real. A sensação é quase catártica. Afinal, até a força vital e a tenacidade de alguns animais mortíferos nos fazem vibrar. Ou alguém duvida que muita gente ainda torce pelo tubarão em “Jaws”?

Caixões temáticos de Gana fazem sucesso pelo mundo

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Se um ente querido acaba de deixar a Terra, por que não ajudá-lo a sair em alto estilo? Dentro de uma tartaruga, um microfone ou um frango gigantesco, por exemplo? A ideia de caixões personalizados com formatos lúdicos pode parecer insólita, mas é popular o suficiente para manter o fabricante de caixões Eric Adjetei Anang muito ocupado.

Anang, que fabrica caixões de qualquer formato – de tratores a lesmas – diz ter fabricado de 200 a 300 itens este ano. E a demanda não é apenas interna: as criações viajaram para países incluindo Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Espanha e Coreia do Sul, tendo sido, inclusive, expostas.

Trator
Caixão em formato de trator, ‘ideal para fazendeiros’, diz Anang (fonte: CNN)

A tradição começou de maneira quase “acidental”, com os palanques que Anang construía para carregar chefes tribais em festivais tradicionais.

“Logo depois disso, minha bisavó morreu. Ela sempre sonhou em viajar, mas nunca conseguiu, então meu avô criou um caixão de avião para que ela pudesse viajar após a morte”, explica Anang.

Banana
Caixão de banana

Os cinco formatos mais populares são, nesta ordem, sementes de cacau, peixes, a bíblia, águias e ônibus públicos (conhecidos como tro-tro). Para Anang, o tema de um caixão pode dizer muito sobre como o morto foi em vida.

Peixe
Peixe, um dos formatos mais populares (fonte: CNN)

“Alguns designs são muito simbólicos. Um líder ou um advogado podem ter uma tartaruga ou uma lesma, porque se movem de maneira devagar, mas sempre chegam a seu destino”, diz. “Em nossas crenças tradicionais, os caixões te transportam para o pós-vida.”

Entre as criações de Anang, estão uma bomba de gasolina para o gerente de um posto de gasolina, uma caneta e um caderno para um professor. Quando for enterrado, o ganense já sabe qual será seu invólucro: “eu escolheria um avião ou um martelo, como um símbolo do que faço”.

Os dez homens mais influentes da era da informação

domingo, 19 de setembro de 2010

 

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

1º. Mark Zuckerberg – criador do Facebook

Ex-estudante da Universidade de Harvard, Mark Zuckerberg é um “nerd” precoce. Não só criou o Facebook – de onde ainda é o CEO -, como o fez antes dos 20 anos de idade. De 2004 para cá, o site de relacionamentos já ganhou 500 milhões de seguidores e está avaliado em US$ 25 bilhões. Em 2008, Zuckerberg foi listado pela Forbes como o mais jovem bilionário do mundo, com uma fortuna de US$ 1,5 bilhão.

 

2º. Steve Jobs – Apple
Steve Jobs

Steve Jobs é co-fundador e atual CEO da Apple, que revolucionou a indústria mundial de eletrônicos. Sob a batuta de Jobs, a Apple se tornou a empresa de tecnologia com maior capitalização de mercado, ultrapassando a Microsoft e o Google.

3º. Sergey Brin, Larry Page e Eric Schmidt – Google

Google 3

Brin, Page e Schmidt formam o todo-poderoso trio por trás do Google, o site de busca mais utilizado no mundo. Segundo a Vanity Fair, o ambicioso trio chegou a discutir a compra do jornal The New York Times.

4º. Rupert Murdoch – News Corp.

Rupert Murdoch

Aos 79 anos, Rupert Murdoch é um dos maiores magnatas da mídia no mundo. Murdoch fundou a News Corp, que engloba gigantes do mundo entretenimento como a Fox e alguns dos maiores jornais impressos do mundo, como o Wall Street Journal, The Times, The Sun e o New York Post. Comprando briga com a divulgação gratuita e irrestrita pela internet, ele se consagrou como um dos grandes guerreiros na batalha pelo jornalismo impresso.

5º. Jeff Bezos – Amazon.com

Jeff Bezos

Jeff Bezos é o fundador, presidente e CEO do site Amazon.com. Eleito “homem do ano” em 1999 pela revista Times, Bezos é a figura por trás do Kindle – único leitor de ebooks que vem batendo de frente com os gadgets da Apple. A Amazon, atualmente, vende mais livros digitais do que impressos.

6º. Bernard Arnault – LVMH

Bernard Arnault

Listado como o europeu mais rico do mundo pela revista Forbes, Arnault é o principal acionista do grupo de artigos de luxo VMH Moët Hennessy Louis Vuitton S.A. (mais conhecido como LVMH).

7º. Michael Bloomberg – Bloomberg

Michael Bloomberg

Michael Bloomberg carrega um dos nomes mais identificáveis do século XVI. Atual prefeito de Nova Iorque, ele também fundou a agência financeira que leva seu nome. Segundo a revista Vanity Fair, Bloomberg ajudou a reduzir o crime e melhorar a educação pública em Nova Iorque.

8º. Larry Ellison – Oracle

Lawrence Ellison

Aos 65 anos, Ellison é dono da sexta maior fortuna do mundo, avaliada pela Forbes em 28 bilhões de dólares. Fundador da fabricante de softwares Oracle, o bilionário comprou 57 empresas nos últimos cinco anos.

9º. Evan Williams e Biz Stone – Twitter

Evan Williams e Biz Stone

O crescimento da rede de microblogs twitter colocou Williams e Stone na lista da Vanity Fair. Segundo a revista, a rede ganha cerca de 300 mil novos usuários por dia, acumulando 124 milhões de usuários registrados até a data da publicação da lista. Segundo dados da revista, as pessoas “twittam” mais de um bilhão de vezes por mês e procuram pelo termo twitter mais de 800 milhões de vezes por dia.

10º. John Malone – Liberty Media

John Malone

À frente do conglomerado Liberty Media, John Malone é um dos maiores magnatas da televisão a cabo e figura constante na lista dos mais ricos da Forbes. Cuidadoso com sua fortuna, Malone fez sua mulher mover todo seu dinheiro pessoal para contas na Austrália e no Canadá, temendo pelos rumos da economia norte-americana.

Agonia e êxtase do português

sábado, 18 de setembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

E a cada novidade que aparece, os ouvidos estremecem: pronto, lá vem mais um modismo para enterrar nosso idioma! Por Solange Noronha

A última ameaça chegou pela televisão, como muitas outras, e causou alarme: quer dizer que vamos deixar de “comprar” e passar a “fazer aquisições”? A “notícia” foi dada num telejornal da Rede Globo, onde alguns “hábitos” tiveram seu fim decretado — não sem agonizar durante um bom tempo. E a cada novidade que aparece, os ouvidos estremecem: pronto, lá vem mais um modismo para enterrar nosso idioma! A expressão da vez veio numa frase banal, sobre a dona de casa que “faz aquisição” de ovos na feira ou no mercado. Ou seja, esqueça a salmonela e o colesterol. O que está em risco não é a saúde do consumidor, é o verbo “comprar”!

Aliás, foi também na televisão que mataram o risco de vida — e, portanto, descobriram a fórmula da imortalidade! Ou então alguém me explique qual é a manchete em “fulano foi operado, mas ainda corre o risco de morrer” — pois este corremos todos, todos os dias — ou como eu posso pôr minha morte em risco — porque seria ótimo me livrar dela.

Falando em pôr, onde anda ele? Vai ver foi enterrado ao lado de “botar”, já que agora ninguém bota ou põe mais nada, só “coloca”. Mesmo assim, insisto com as galinhas: continuem pondo ou botando ovos, porque eu me recuso a “fazer aquisição” de ovos colocados…

É claro que a culpa não é apenas da imprensa e da TV. O pessoal do marketing — que adora inventar palavras desde que descobriu as dicionarizadas, e nem por isso menos horrorosas, habitabilidade, confortabilidade e afins — é outro grande vilão nessa história. E o da publicidade, surpreendentemente, está mais lá atrás. Afinal, qual é o mal de se criarem neologismos à moda da língua inglesa, que transforma tudo em ação? Assim, fazemos a higiene bucal com produtos cheios de “refrescância” e comemos — ainda que com certa dificuldade de engolir — chocolates com “crocância”. Mas talvez não estejamos prontos para criar um verbo “crocar” a partir da onomatopeia dos dentes quebrando um biscoito fresquinho, por exemplo.

Quando menos é mais

Exemplo, aliás, é o que a turma da Comunicação deveria dar a todos — a começar pelo básico: na dúvida, escolha o simples. A cada estagiário, seria entregue uma lista de sugestões, tais como:

— ninguém falece ou passa: morre. Deixe o passamento no século XX, fazendo companhia ao féretro, que anda tão só e esquecido, coitadinho;

— ninguém reside ou habita: mora. Ou, numa paquera, você pergunta a uma pessoa onde ela habita?;

— ninguém possui: tem. Alguém aí possui uma gripe ou um resfriado?;

— ninguém elucubra, divaga, exprime, enuncia, expõe etc. etc. etc.: Fulano diz. E ponto final. É melhor repetir do que arriscar um categórico “afirma” ou “declara”, às vezes muitos tons acima da fala do sujeito;

— um parente é sempre mais confiável que o globalizante “familiares”;

— prefira “usar” a “utilizar” — e faça bom uso destas informações, sem esquecer que fazer uso de algo é como lançar mão de um recurso, ou seja, não se “faz uso de” uma avenida para escapar de um engarrafamento e outros absurdos ouvidos por aí.

O importante é fazer o uso correto do Português, sem medo de parecer menos inteligente ou culto do que os amantes da “fala difícil” ou daqueles que acreditam que palavras longas são sinônimo de erudição.

Tamanho não é documento

Surpreendentemente, porém, há quem goste das polissilábicas e, ao mesmo tempo, odeie alguns grandes advérbios — inconstitucionalissimamente, pelo menos na minha infância, era tido como o maior vocábulo do idioma pátrio. Assim, pessoas capazes de achar que, com apenas uma letrinha a mais, “aonde” é mais chique que “onde” — obviamente, não sabem que uma não substitui a outra e que a primeira quer dizer “para onde” — podem ser avessas ao sufixo adverbial “-mente”, em especial quando associado ao adjetivo “independente”.

Independentemente disso, pior ainda é quem acha que “onde” cabe em qualquer lugar — e aí é um tal de escutar “aprendeu esta jogada com o técnico Beltrano, onde…”, “a patinadora foi treinada por Sicrano, onde…” e outros absurdos não exclusivos de locutores e comentaristas esportivos.

Palavra hoje tão em moda, diversidade combina maravilhosamente com a Língua Portuguesa. Use e abuse da variedade que o idioma oferece, evite modismos, fuja dos “nichos de mercado” e desconfie de quem tenta inventar regras “lógicas” para provar por A + B que certas expressões consagradas são incorretas: foi por culpa desses falsos eruditos que muitos jornalistas passaram a ter medo de dizer “risco de vida” na televisão e o nosso bom e velho Português fica a cada dia mais pobre.

Só para lembrar: “êxtase” também significa “temor reverente”. Dê uma olhadinha no Houaiss…

Mais da metade dos brasileiros mentem sobre si mesmos na internet

sábado, 11 de setembro de 2010

Redação Portal IMPRENSA

Pesquisa realizada em 14 países sobre crimes cibernéticos revela que 56% dos brasileiros mentem sobre seus dados na internet. O número no país é maior que a média mundial, de 45%, e inclui os internautas que já usaram identidades falsas na rede. A informação é do Relatório de Crimes Cibernéticos Norton, em encomenda da Symantec, informa o site Geek.

Segundo o relatório, quatro em cada cinco usuários no mundo acreditam na impunidade dos criminosos online. Os custos para o reparo de um crime cibernético no Brasil, porém, chegam a ser quatro vezes maior que nos outros países: R$ 2.537 ante R$ 573. Para a pesquisa, um crime online pode ser um roubo de identidade ou o uso de senha para realizar desvios de dinheiro.

Em outro dado apresentado no relatório, 28% dos brasileiros se mostram arrependidos de atos que cometem na internet, como download ilegal de músicas ou mentiras relatadas, uma média 6% maior ao resto do mundo.

Nosso Lar, de Wagner de Assis

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Francisco Taunay analisa o filme ‘Nosso Lar’

Este filme, baseado na obra psicografada por Chico Xavier em 1944, a partir das revelações do espírito André Luis, já obteve em seu fim de semana de estreia a marca de 1 milhão de espectadores. “Nosso Lar” é mais do que um simples filme, é um exemplar da doutrina espírita, que teve sua origem na França com Allan Kardec, e se desenvolveu no Brasil mais do que em qualquer outro lugar do mundo.

2010 é o centenário de Chico Xavier, e essa produção, que acompanha a biografia do medium filmada por Daniel Filho, pode muito bem superá-la em bilheteria: é um filme muito bem realizado, com efeitos especiais excelentes e uma trama bem delineada. Confesso que fui assistir ao filme com alguns preconceitos, não em torno da religião, uma vez que simpatizo com o espiritismo, e até já havia assistido à peça “Violetas na Janela”, mas por pensar que se tratava de um filme blockbuster que explora a religião para dar lucro.

De certa forma fiquei surpreso, pois “Nosso Lar” passa sinceridade e, mais do que um filme, é uma ferramenta que serve para esclarecer as pessoas sobre a reencarnação e o aprendizado nas diversas vidas que todos nós possuímos, na crença espírita de que a existência é um ato e o corpo uma vestimenta do nosso espírito. Foi esclarecedor, além de mostrar efeitos especiais de grande qualidade e atores bons como Othon Bastos e Selma Egrei.

De fato os efeitos especiais são incríveis e mostram um mundo imaginário jamais visto, em termos de qualidade técnica, em um filme nacional. Geralmente ficamos aqui no Brasil presos ao realismo, ao naturalismo coerente com as produções de baixo orçamento. “Nosso Lar”, por se tratar de uma produção de R$ 20 milhões (uma soma incrível para um filme brasileiro), consegue criar um universo próprio. Mais do que isso, este universo não existe somente pela técnica mostrada no filme, mas pela própria estética da trama, baseada nos desenhos da medium Heigorina Cunha em março de 1979, conduzida e orientada pelo espírito Lucius.

A estética do filme é realmente diferente, e a cidade celeste chamada Nosso Lar lembra a Utopia de Thomas Morus e a Cidade do Sol, criada por Tommaso Campanella, cidades idealizadas durante o Renascimento. No site do filme, podemos encontrar um modelo da cidade, que conta com o Pavilhão da Reencarnação, os ministérios da Regeneração, da Comunicação, do Esclarecimento, da União Divina, da Elevação, do Auxílio e a Governadoria. Cada uma destas obras tem como objetivo auxiliar a vida dos cerca de 1 milhão de espíritos, que esperam para encarnar novamente em vidas terrenas.

O filme é a história do médico André Luis, que morre e acorda em uma dimensão chamada Umbral, uma espécie de inferno onde as almas purgam suas falhas terrenas. Lá ele é ameaçado por outros espíritos inferiores, acometido pela fome, pela sede, e por uma ferida ulcerada no estômago, que causou sua morte. Desesperado neste lugar desolador, ele suplica por ajuda e é resgatado por espíritos que o levam para uma nova dimensão, onde existe a cidade chamada Nosso Lar. Lá ele é tratado espiritualmente, e passa por uma série de aprendizados, até conseguir obter o dom de curar os outros espíritos.

O filme passa a ideia de que nosso espírito é eterno e as nossas diversas vidas são um aprendizado para a evolução da alma. No fim, o que ficou foi uma boa experiência: apesar de questionar muitas vezes a estética e ficar no final com aquela sensação de que o filme não acaba nunca, penso que fui iniciado de uma forma boa nesse universo espírita. Tudo isso envolto pela música original de Philip Glass.

Nasa promete se aproximar do Sol até 2018

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fonte: opiniaoenoticia.com.brSonda Solar Probe Plus será lançada para a atmosfera do astro, a cerca de 6,4 km da sua superfície.

Pela primeira vez, cientistas serão capazes de estudar o Sol a partir de sua atmosfera, um dos poucos lugares para os quais o homem ainda não conseguiu enviar naves espaciais. A Nasa anunciou estar desenvolvendo uma sonda capaz de chegar a 6,4 milhões de quilômetros da superfície do astro e assim tentar explicar, entre outros mistérios, por que a atmosfera do Sol é 200 vezes mais quente que sua superfície visível.

O lançamento da nave não-tripulada Solar Probe Plus está previsto para 2018. O projeto custará em torno de US$ 180 milhões.

Para suportar a temperatura e a radiação do Sol, a sonda será protegida por um escudo anticalor feito de um novo composto de carbono resistente a temperaturas de mais de 1.400 graus Celsius. A nave será equipada com instrumentos de ultima geração, entre eles um detector de partículas de vento solar, um dispositivo para medir campos magnéticos e um telescópio que capta imagens 3D.

“As experiências selecionadas para o Solar Probe Plus responderão a duas perguntas-chave da física solar: por que a atmosfera do Sol é mais quente do que a sua superfície visível, e o que o empurra o vento solar que atinge a Terra e o sistema solar”, explicou à BBC Dick Fisher, diretor do Departamento de Heliofísica da NASA. “Nós temos confrontado estas questões por décadas e esta missão deve finalmente nos trazer as respostas”.

O desenvolvimento da sonda Solar Probe Plus tem estado no topo da lista de prioridades da Nasa há mais de 50 anos, mas até recentemente os problemas técnicos ultrapassavam o orçamento disponível para resolvê-los.

Além de responder a algumas questões básicas da ciência, as informações recolhidas pela sonda poderão ter impactos práticos, ajudando, por exemplo, a melhorar as previsões do clima espacial. As tempestades solares e as perturbações magnéticas do Sol podem atrapalhar o funcionamento de satélites assim como a transmissão de frequências de rádio.