Cultura e Lazer

Novilíngua, eufemismos e … testosterona

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Por Percival Puggina
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palavras-e1487353325738O famigerado “politicamente correto” parece nascido nas páginas de 1984, o profético livro de George Orwell sobre o totalitarismo em expressão máxima. É a própria “novilíngua”, que manipula, suprime ou recompõe vocábulos para dominar a linguagem e o pensamento. O “politicamente correto” já fez muito disso e já foi longe demais. Vocábulos triviais foram carimbados como impróprios e se converteram no que Orwell talvez chamasse de “impalavras”, ou “despalavras”. Ao sumirem, por supressões e patrulhamento, some a ideia que expressam e é restringido aquilo que podemos pensar.

No “politicamente correto”, usa-se e abusa-se dos eufemismos, trocando-se palavras fortes por palavras fracas para tornar palatável o que deveria ser rejeitado. Neste último fim de semana, por exemplo, a edição de ZH estampou matéria cujo título mencionava o possível fim da “paralisação” dos policiais militares no Espírito Santo. Paralisação? Mas aquilo não foi um motim? Na Globo News, uma locutora referia as “eventuais ações” sobre “possíveis crimes” praticados pelos “grevistas”. O próprio presidente da República, em nota sobre aqueles episódios, pediu o fim da “paralisação”. Não fazem diferente aqueles que falam em “ocupação” sempre que manipulados baderneiros de esquerda metem o pé e entram porta ou vidraça adentro em alguma propriedade pública ou privada. Ora, só se pode ocupar o que está vago, devoluto, ou não tem proprietário, inquilino ou comodatário. Tudo mais é invasão, seja um parlamento, uma estância ou uma escola.

O que acabo de escrever evidencia a crescente fragilidade nas nossas estruturas de comunicação. Se formos desatentos a esses e outros processos em curso na vida social, corremos o risco de ser tragados por eles, imperceptivelmente submissos a um insinuante ideal totalitário, tornando-se a sociedade vulnerável ao domínio de quem controla as palavras que ela usa.

Por isso, chamam a atenção de todos, com aprovação de muitos e rejeição de outros tantos, a conduta e o vocabulário utilizado por agentes políticos como Trump e Bolsonaro. Do primeiro, escreveu outro dia o prof. Neemias Félix que, perto dele, o segundo parece um poeta. O que os faz notórios, principalmente, é a ruptura com a novilíngua, com os eufemismos e com o déficit de testosterona, que já habituou a sociedade a conviver com falas molengas e discursos pasteurizados, nos quais só os adjetivos lânguidos e as imprecisões cuidadosamente estudadas têm assento às mesas onde a comunicação se estabelece.

Caem juntas, a cultura e a civilização. Caem a golpes de dissimulação, covardia e melindres, vulgarmente conhecidos como mimimis.

* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Astronomos acham ‘superterra’ em área habitável do espaço

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O planeta orbita em volta da estrela HD 40307. Anteriormente, sabia-se que três planetas orbitavam em volta desta estrela, todos eles próximos demais para permitir a existência de água.
Mas, outros três planetas foram encontrados em volta da HD 40307, entre eles a “superterra”, que tem sete vezes a massa da Terra e está localizada na área habitável do sistema, onde a água líquida pode existir.
O planeta, batizado de HD 40307g, tem a órbita mais externa entre os seis em volta da estrela e percorre esta órbita em um tempo equivalente a 200 dias terrestres.
E, o mais importante, os cientistas acreditam que o planeta gira em torno de seu próprio eixo, o que gera o efeito de dia e noite. Com isso, aumentam as chances de ele ter um ambiente mais parecido com o da Terra.
“A órbita mais longa do novo planeta significa que seu clima e atmosfera podem ser os certos para abrigar a vida”, disse Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, que participou da pesquisa.
A estrela HD 40307 é uma versão menor e mais fria do Sol, que emite luz laranja.
Foram as variações sutis nesta luz que permitiram que os cientistas, trabalhando com a rede Rocky Planets Around Cool Stars (Ropacs), descobrissem os outros três planetas.
A última descoberta se junta aos mais de 800 exoplanetas (planetas de fora do Sistema Solar) já conhecidos pelos cientistas e parece ser apenas uma questão de tempo para os astrônomos finalmente encontrarem a chamada “Terra 2.0”, um planeta rochoso com atmosfera e orbitando uma estrela parecida com o Sol, localizado em uma zona habitável.
A pesquisa deve ser publicada na revista especializada Astronomy and Astrophysics.
Descoberta pela luz
A equipe internacional de cientistas usou um instrumento chamado Harps, localizado no Observatório Europeu do Sul, em La Silla, Chile.
O Harps não vê os planetas diretamente mas detecta pequenas mudanças na cor da luz de uma estrela causada pelas pequenas alterações gravitacionais causadas pelos planetas, uma medição e alta precisão.
“Nós fomos os pioneiros em novas técnicas de análise de dados incluindo o uso de comprimento de onda para reduzir a influência de atividades no sinal desta estrela”, afirmou Mikko Tuomi, pesquisador da Universidade de Hertfordshire e que liderou a pesquisa.
“Isto aumentou significativamente nossa sensibilidade e permitiu que revelássemos três novas superterras em volta da estrela conhecida como HD 40307, transformando-a em um sistema de seis planetas.”
O próximo passo da equipe de cientistas é usar telescópios baseados no espaço observar diretamente o planeta HD 40307g e descobrir qual é sua composição.
Recentemente, o Harps foi usado para localizar outro exoplaneta, desta vez orbitando uma estrela do sistema Alpha Centauri, o mais próximo ao Sistema Solar, a apenas quatro anos-luz de distância.

Fonte: votebrasil.com

Usain Bolt defende no Rio esporte e educação para afastar jovens das drogas

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O campeão olímpico e homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, disse hoje (23) que o esporte, aliado à educação, tem a força necessária para evitar que crianças e jovens entrem para o mundo das drogas. Bolt passou o dia no Rio de Janeiro, onde visitou locais turísticos, incluindo o Cristo Redentor. À tarde ele foi conhecer, ao lado do prefeito, Eduardo Paes, uma vila olímpica em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade.

Bolt e Paes chegaram de helicóptero e foram recepcionados por dezenas de jovens, a maioria alunos da vila olímpica. Na pista de atletismo, os dois simularam uma corrida, logicamente vencida pelo jamaicano.

O atleta conversou com a imprensa por aproximadamente meia hora e respondeu tranquilamente às perguntas dos repórteres, que iam desde o seu futuro no esporte até outras, em tom de brincadeira, como a possibilidade de encontrar uma namorada brasileira.

Bolt disse que o esporte e a educação representam a chave para afastar os jovens das drogas, garantindo um futuro melhor. “Quando eu era jovem o esporte representou uma maneira de me ajudar a permanecer na direção certa. Ajudou-me a desenvolver o melhor que eu poderia ser e chegar aonde cheguei hoje.”


O campeão disse que permanecerá treinado duro, embora respeitando os limites de seu corpo, para as Olimpíadas de 2016 no Rio, quando estará com 30 anos de idade. Apaixonado por futebol, declarou ser fã do inglês Manchester United, mas desconversou quando perguntado sobre qual time brasileiro teria sua simpatia. Ao final posou para os fotógrafos segurando uma camisa da Seleção Brasileira. Bolt veio ao Brasil cumprir uma série de compromissos comerciais de sua marca patrocinadora.

Edição: Fábio Massalli

Kama Sutra: um guia para a vida

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

“As genitálias”, escreveu o romancista e acadêmico Malcolm Bradbury, “são uma grande distração para a sabedoria”. Ela também têm sido uma distração, para a nossa compreensão do Kama Sutra, o clássico estudo da sociedade e sexualidade escrita na Índia há cerca de dois mil anos.

O livre vive na imaginação popular como uma série de poses excitantes para casais. Na livraria, bizarrices como O Guia Ilustrado do Completo Idiota para o Kama Sutra Super-Intenso podem ser encontradas mais facilmente que uma tradução fiel do manuscrito original, que não trazia qualquer ilustração.

Essa clara e elegante nova tradução é trabalho de A.N.D. Haksar, um ex-diplomata indiano e um conhecido tradutor dos clássicos sânscritos. Ela merece ser lida, não apenas pela proximidade do Dia dos Namorados (que no resto do planeta acontece no dia 14 de janeiro), embora os casais possam considerar essa edição da Penguin Classics um afrodisíaco intelectual, ainda que desprovida de ilustrações eróticas.

Haksar nos lembra que o livro é muito menos um tutorial do sexo, e muito mais guia moderno para a arte de viver. É indicado tanto para mulheres quanto para homens. Na verdade, o Kama Sutra trata de decoração, cortejo matrimonial e passatempos intelectuais, entre outras coisas. Mesmo com capítulos com nomes como “arranhando”, “beijando”, “mordendo”, “sexo oral”, “batendo e gemendo” e “trocando de papéis” apenas aumentam sua reputação.

O Kama Sutra – “kama” significa desejo, enquanto “sutra” quer dizer fio – é um livro antigo, mas relativamente novo pra os olhos ocidentais. Pouco se sabe sobre seu autor, Vtasyayana, exceto que ele tinha a reputação de ser celibatário. O livro foi traduzido para o inglês pela primeira vez em 1883 por Sir Richard Burton que, apesar das leis de censura, conseguiu fazer com que o livro fosse publicado. Porém, o Kama Sutra só chegou aos Estados Unidos em 1962, um ano após Trópico de Câncer, e uma década depois de Os Prazeres do Sexo, de Alex Comfort.

O livro está longe de ser um manifesto feminista. Há lições sobre ocasiões nas quais o casamento forçado é apropriado, sobre como um homem deve ser um deus para sua esposa e sobre o conforto em se deliciar com as jovens empregadas.

Mas a maioria das passagens evita a barbárie e a violência. Os homens são ensinados a satisfazer as mulheres na cama. O livro pode ter inclinações sadomasoquistas para aqueles que gostem de trocar tapas ou socos durante o sexo, mas o fetiche é tratado de maneira igualitária: “Faça o que é feito a você/ Revide se for golpeado”. Esse poema termina com o conselho fundamental do Kama Sutra para a vida em geral: “Da mesma forma, se você for beijado, beije de volta”.

Mulheres estacionam melhor que homens, indica estudo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A pesquisa, encomendada pela rede de estacionamentos NCP observou 2,5 mil motoristas em 700 estacionamentos espalhados pela Grã-Bretanha durante um mês.

O estudo mostrou que as mulheres podem até precisar de mais tempo para estacionar, mas têm mais probabilidade de deixar o carro centralizado na vaga.

O estudo também descobriu que as mulheres são melhores na hora de encontrar espaços e mais precisas na hora de alinhar o carro antes de iniciar cada manobra.

Por outro lado, os homens mostraram mais habilidade em dirigir para frente nos espaços das vagas e demonstraram mais confiança. Menos homens optaram por reposicionar o carro depois de entrar na vaga.

Pontuação e impaciência

A pesquisa levou em conta sete fatores, entre eles a velocidade na hora de encontrar um espaço apropriado para estacionar, velocidade nas manobras, a habilidade de entrar no espaço com o carro em marcha a ré ou de frente, entre outros.

Em uma pontuação que poderia chegar a 20 pontos, as mulheres conseguiram alcançar, em média, 13,4 pontos e os homens chegaram aos 12,3 em média.

A primeira categoria analisada pela empresa foi a habilidade de encontrar uma boa vaga e os homens ficaram atrás das mulheres. Os pesquisadores afirmam que a impaciência dos homens faz com que, com frequência, eles não percebam as melhores vagas ao passar muito rápido pelos estacionamentos.

Mas, a velocidade das manobras na hora de estacionar foi um quesito que deixou as mulheres para trás. Em média, homens precisaram de 16 segundos para estacionar, enquanto que as mulheres precisaram de 21 segundos.

E, no quesito de maior importância para a avaliação geral, a centralização do carro na vaga, os homens marcaram menos pontos. Apenas 25% deles conseguiram centralizar o carro na vaga, contra 53% das mulheres.

O teste foi criado pelo professor de autoescola Neil Beeson, que também tem um programa sobre o assunto em um canal de televisão britânico, ITV.

“Fiquei surpreso com os resultados, pois, de acordo com minha experiência, homens sempre aprenderam melhor e geralmente tinham uma performance melhor nas lições. No entanto, é possível que as mulheres tenham guardado melhor as informações”, disse.

“Os resultados também parecem acabar com o mito de que os homens têm uma noção espacial melhor do que as mulheres”, acrescentou.

Em entrevistas com motoristas, os pesquisadores descobriram que homens e mulheres acreditam que acertar o ângulo logo na primeira vez, na hora de estacionar, é o mais difícil – 50% dos entrevistados acham que este é o grande problema.

Em segundo lugar ficou colocar o carro no centro da vaga, algo considerado difícil por 30% dos pesquisados, que empatou com saber quando parar no fundo da vaga (30% dos entrevistados) e, por fim, 7% acham difícil saber quando entrar na vaga de frente ou usando a marcha a ré.

Fonte: votebrasil.com

Dilma confirma Enem com duas edições em 2013

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff confirmou que, a partir do ano que vem, O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá duas edições por ano, medida que estava prevista para ser implantada ainda este ano, mas que foi adiada pelo Ministério da Educação (MEC).

O Enem tem sido alvo de muitas críticas por causa das falhas ocorridas nas últimas edições. Problemas que levaram o governo a enfrentar muitas ações na Justiça.

Dilma comparou o Enem ao Programa Universidade para Todos (ProUni), que chegou à marca de 1 milhão de bolsas de estudos concedidas. Para comemorar a marca, houve uma solenidade no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (23).

A presidenta disse, no evento, que o ProUni também teve que passar por aprimoramentos. “O ProUni também teve que ter suas adaptações e suas melhorias.

É assim que se faz política pública. Como eu faria o Ciências sem Fronteira, o ProUni e o Sisu [Sistema de Seleção Unificada] sem o Enem? Como seria o acesso democrático de todas as pessoas a essas oportunidades? Não seria”, disse a presidenta.

Na solenidade, o ministro da Educação, Fernando Haddad, lembrou que o ProUni, quando foi lançado, em 2004, também recebeu muitas críticas. “Se você recuperar as matérias de 2004, existia uma unanimidade contra o ProUni.

Todos criticavam, escreviam editoriais, artigos de jornais. A academia não compreendia e os estudantes também não. Hoje, é um programa consolidado. Programas em larga escala exigem tempo de consolidação em que você vai aprimorando até o momento em que supera as dificuldades e passa para outros desafios”.

Sobre a decisão do governo de cancelar a prova extra do Enem que seria aplicada em abril deste ano, Haddad, disse que a decisão foi tomada em função das ações na Justiça contra o último exame, que teve questões vazadas para um grupo de estudantes cearenses. Segundo o ministro, os questionamentos judiciais, em especial os do Ministério Público, não dão “tranquilidade” para que o processo seja aperfeiçoado.

“Toda semana nós tivemos uma ação judicial do Ministério Público defendendo uma tese diferente da semana anterior. Nós precisamos consolidar o marco regulatório.

Se a cada semana tivermos que enfrentar um debate judicial sobre o que tem de prevalecer em um exame dessa envergadura, isso vai gerar uma instabilidade inadequada. Nenhum vestibular vive a pressão que o Enem vive”, disse Haddad, que deixa o cargo amanhã (24) para se lançar candidato à prefeitura de São Paulo.

Fonte: votebrasil.com

Daniel: mau caráter ou Big Bode Expiatório?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Levou 12 anos, mas depois de muitas brigas que quase chegaram às vias de fato, depois de casos de racismo latente, de um participante muito popular – que acabou ganhando uma das edições passadas do programa – dizer ao vivo que heterossexuais não contraem o vírus da Aids; depois de muito, muito tempo gasto na TV com exercícios de imaginação sobre o que se passou ou deixou de se passar sob os edredons e, ano após ano desde 2001, depois de um sem número de estratagemas da direção do programa para apimentar o “jogo” e fazer o circo pegar fogo, o Big Brother Brasil enfim virou caso de polícia.
 
Na noite de sábado para domingo do último final de semana dois participantes do reality show protagonizaram um episódio no qual, a rigor, foi levado ao limite o forte apelo sexual que caracteriza o BBB e cada vez mais lhe serve de subterfúgio para segurar a audiência após mais de uma década de cada vez mais monótonas “espiadinhas” — com direito a provocações e incitações explícitas e diárias deste tipo de sensacionalismo por parte do apresentador do programa, cuja classificação indicativa é para 14 anos de idade, e com a distribuição farta de bebidas alcoólicas para fazer os participantes, digamos, soltarem suas feras.
 
O caso do suposto abuso sexual praticado pelo participante Daniel tendo como vítima a participante Monique (ele é acusado de fazer sexo com ela enquanto a moça dormia, o que caracteriza crime de estupro de vulnerável) é um tanto confuso, e até agora, quase uma semana depois, ninguém sabe ao certo o que aconteceu, apesar de tudo ter acontecido – ou não ter acontecido – sob a vigilância high-tech do onipresente grande irmão.
 
A primeira reação da direção do BBB após o começo do ronrom nas redes sociais sobre o suposto caso de estupro foi de atribuir às acusações a Daniel, que é negro, uma atitude racista. Depois, com a estrondosa repercussão do episódio, e após uma “criteriosa avaliação” das imagens, a Globo decidiu expulsar Daniel do reality show por ele ter “infringido as regras do programa” com um comportamento “gravemente inadequado”.
 
Reality-estupro faz Ibope do BBB disparar
 
Antes do anúncio de um sisudo Pedro Bial sobre as consequências do comportamento “gravemente inadequado” do “brother” limado do BBB, o próprio apresentador havia usado a frase “O amor é lindo” para se referir às imagens que levantaram a suspeita do crime de estupro de vulnerável, o que gerou revolta entre internautas mais alvoroçados.
 
Na sequência da expulsão, investigadores estiveram no Projac para pegar os depoimentos de Daniel e Mariana. Pelos telejornais da própria Globo (que escalou o repórter de polícia André Luiz Azevedo para cobrir os desdobramentos do caso), ficamos sabendo que o delegado que apura as circunstâncias do suposto estupro ouviu do suposto agressor e da suposta vítima que não houve sexo, que houve apenas carícias, e que ambos afirmaram estar perfeitamente conscientes sobre o que faziam embaixo das cobertas.
 
No Facebook, começou a circular uma foto de Daniel e Mariana lado a lado com os seguintes dizeres sobrepostos: “A Rede Globo de televisão oferece drogas aos confinados e permite que eles durmam juntos sob o efeito dessas drogas. Filma toda a orgia. Arrecada milhões com as imagens e a polêmica. Agora, usa o rapaz como bode expiatório, para se livrar da culpa”.
 
O caso ganhou repercussão internacional. A edição britânica da revista The Week, por exemplo, ressaltou que “enquanto a polícia tenta entender a situação, uma petição on-line foi lançada para que a Globo assuma a responsabilidade pelo caso. Cerca de 700 pessoas já assinaram”.
 
Enquanto a polícia tenta entender a situação, a suspeita do reality-estupro acontece em um momento de ostracismo do Big Brother Brasil ante o distinto público. Antes mesmo de a edição 2012 do programa começar, muitas pessoas aderiram a campanhas no Facebook contra o uso da rede social para fazer comentários e publicar imagens sobre o BBB, cujos vinte pontos no Ibope registrados no último domingo indicavam um programa decadente e que parecia condenado ao ostracismo – um programa que em sua última edição, em 2011, já havia registrado a sua pior média de audiência dos últimos anos.
 
Agora, a situação mudou. Em três dias, com a polêmica, os 20 pontos do Ibope chegaram a 36 – recorde de audiência desta edição, e as dez matérias mais lidas no portal da revista Veja três dias depois de estourada o “escândalo sexual” do BBB eram todas, 100%, sobre o “escândalo sexual” do BBB.
 Caro leitor,
 
Você acha que o “brother” Daniel vai acabar virando um Big Bode Expiatório da miséria da TV aberta no Brasil?
 
Ou discutir isso é uma grande bobagem e, enquanto falamos sobre o Big Brother, deixamos de falar sobre coisas mais importantes?

Como a ioga pode destruir o seu corpo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Por William J. Broad – opiniaoenoticia.com.br

Em um sábado de frio no início de 2009, Glenn Black, um professor de ioga há quase quatro décadas, cuja clientela devota inclui várias celebridades e gurus proeminentes, estava dando uma aula de mestrado na Sankalpah Yoga em Manhattan. Black é, de muitas formas, um yogi clássico: ele estudou em Pune, Índia, no instituto fundado pelo lendário B.K.S. Iyengar, e passou anos em solidão e meditação. Ele é conhecido por seu rigor e seu estilo pé no chão. Mas não foi por isso que eu o procurei: Black, pelo que me contaram, era a pessoa com quem falar caso você quisesse saber não sobre as virtudes da ioga mas sobre o estrago que ela pode fazer. Muitos de seus clientes regulares o procurou para trabalhar o corpo ou para reabilitação de machucados de ioga. Essa era a situação na qual eu me encontrava. Nos meus trinta e poucos anos eu consegui de alguma forma romper um disco na região lombar e descobri que poderia prevenir muitas crises de dor com uma seleção de posturas de ioga e exercícios abdominais. Então em 2007, enquanto fazia a postura estendida em ângulo lateral, uma postura aclamada como cura para muitas doenças, minhas costas cederam. Com elas foi a minha crença, ingênua em retrospecto, de que a ioga era sempre fonte de cura e nunca de dano.

Perguntei a Black sobre sua forma de ensinar ioga — a ênfase em fazer apenas algumas poses simples, a ausência de inversões comuns como posições sobre a cabeça e sobre os ombros (Sarvángásana). Ele me deu o tipo de resposta que se espera de qualquer professor de ioga: que a conscientização é mais importante do que se apressar a fazer um monte de posturas. Na Índia, Black lembrou, um yogi foi estudar na escola de Iyengar e resolveu fazer uma torção espinal. Blcak disse que assistiu em descrença três costelas do homem quebrando — pop, pop, pop.

Mas então ele disse algo mais radical. Black diz crer que “a grande maioria das pessoas” deveriam desistir da ioga de vez. É simplesmente muito provável de causar algum mal.

Não apenas alunos, mas professores consagrados também, diz Black, se machucam aos montes, pois a maioria tem fraquezas físicas subjacentes ou problemas que tornam os machucados sérios inevitáveis. Ao invés de fazerem ioga, “eles precisam fazer uma série de movimentos para articulação, para a condição dos órgãos” ele diz, para fortalecer as partes fracas do corpo. “Ioga é para pessoas em boas condições físicas. Ou pode ser usado de forma terapêutica. É controverso dizer, mas não deveria ser utilizada pela maioria das pessoas”.

Black aparentemente reconcilia os perigos da ioga com seus próprios ensinamentos dela trabalhando muito em saber quando um aluno “não deveria fazer algo — posições sobre os ombros, sobre a cabeça ou colocando peso sobre a coluna vertebral”. Apesar de ter estudado com Shmuel Tatz, um celebrado fisioterapeuta que desenvolveu um método de massagem e alinhamento para atores e dançarinos, ele reconhece que não tem treinamento formal para determinar quais posições são boas para um aluno e quais podem ser problemáticas. O que tem é “muitas experiência”, como ele diz.

“Vir à Nova York e fazer uma aula com pessoas que têm muitos problemas e dizer ‘OK, vamos fazer essa sequência de posições hoje’ — simplesmente não funciona”.

De acordo com Black, vários fatores convergiram para aumentar o risco de praticar ioga. O maior é a mudança demográfica dos que a estudam. Praticantes indianos de ioga, tipicamente se agachavam e sentavam de pernas cruzadas no dia-a-dia, e posições de ioga, ou asanas, foram uma derivação dessas posturas. Agora pessoas que vivem em cidades e sentam em cadeiras o dia inteiro entram em um estúdio algumas vezes por semana e se tencionam para se torcerem em posições cada vez mais difíceis apesar de sua falta de flexibilidade e outros problemas físicos.

“Hoje muitas escolas de ioga só querem forçar o limite das pessoas”, diz Black. “Você não pode acreditar no que está acontecendo — professores pulando nas pessoas, empurrando e puxando e dizendo ‘você já deveria estar conseguindo fazer isso nesse ponto’. Isso tem a ver com seus egos”.

Quando professores de ioga o procuram para condicionamento físico após terem sofrido um grande trauma, Black responde “Não faça ioga”.

“Eles olham para mim como se eu fosse louco”, continua Black. “E eu sei que se eles continuam, não vão conseguir aguentar”. Eu perguntei a ele sobre os piores machucados que ele já vira. Ele falou de renomados professores de ioga fazendo posições tão básicas como cachorro olhando para baixo, na qual o corpo forma um V invertido, tão vigorosamente que eles rasgam o tendão de Aquiles. “É o ego”, ele diz. “O argumento principal da ioga é se livrar do ego”. Ele diz ter visto alguns “quadris horríveis”. “Uma das maiores professoras dos Estados Unidos não tinha nenhum movimento nas articulações do seu quadril”, disse Black. “o encaixe tinha se degenerado tanto que ele teve que fazer uma substituição de quadril”. Eu perguntei se ela ainda ensinava. “Ah sim”, respondeu Black. “Existem outros professores de ioga com as costas tão ruins que precisam se deitar para ensinar. Eu ficaria envergonhado”.

Quase um ano depois que eu conheci Glenn Black em sua aula de mestrado em Manhattan, eu recebi um email dele me dizendo que tinha feito uma cirurgia na coluna vertebral. “Foi um sucesso”, ele escreveu. “A recuperação é lenta e dolorosa. Me ligue se quiser”.

O machucado, disse Black, se originou de quarto décadas de encurvamentos de coluna e torções extremas. Ele desenvolveu estenose espinhal — uma séria condição na qual as aberturas entre as vértebras começam a estreitar, comprimindo os nervos espinhais e causando dor excruciante. Black disse que ele sentiu a sensibilidade começar 20 anos atrás quando ele estava saindo de posições como a postura do arado e a postura sobre o ombro. Dois anos atrás a dor se tornou extrema. Um cirurgião disse que sem tratamento ele eventualmente não conseguiria mais andar. A cirurgia levou cinco horas, fundindo várias vértebras lombares juntas. Ele ficaria bem eventualmente, mas estava sob ordens do cirurgião para reduzir a tensão na lombar. Sua gama de movimentos jamais será a mesma.

Inovação da engenharia, academias ao ar livre são a cara do Rio neste verão

sábado, 14 de janeiro de 2012

Fonte: crea-rj.org.br

Elas fazem parte do estilo de vida carioca e, desde 1999, integram a paisagem das praias do Rio. As academias ao ar livre instaladas na orla são intensamente utilizadas pelos moradores da cidade no verão, que muitas vezes aproveitam as estruturas sem se darem conta de que se trata de belas inovações na área da engenharia. O engenheiro Marcus Moraes, formado pela UFRJ naquele ano, desenvolveu como trabalho de conclusão de curso o projeto de implantação e operação das academias gratuitas, equipadas com aparelhos de musculação em aço inox. A grande novidade se deu por conta da estrutura inoxidável, que mantém a durabilidade mesmo com a maresia. Outra característica importante é a facilidade de manutenção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rio Academia já é tradição em Ipanema

 “Além da matéria-prima, desenvolvemos equipamentos mais robustos e com maior simplicidade para manutenção pública. O acabamento do aço inox também é próprio para a exposição ao sol, pois reflete os raios solares e não esquenta tanto. Além disso, os estofados são feitos com o mesmo material utilizado em embarcações navais e sem costura, para ter maior durabilidade”, explica Marcus.

 Outro ponto exclusivo dos aparelhos projetados pelo engenheiro é o uso de anilhas para o sistema de cargas das máquinas. As placas e cabos são pontos frequentes de quebra dos equipamentos utilizados em academias particulares, mas em academias públicas eles precisam aguentar um fluxo intenso de alunos e ter a mínima necessidade de manutenção.

 Os freqüentadores de Ipanema foram os primeiros a se beneficiar da academia ao ar livre. No verão de 1999, os equipamentos integraram a paisagem de uma das mais lindas praias cariocas num período de oito meses. Desde então, o projeto Rio Academia passa 90 dias diante do mar, disponível para todos que quiserem praticar musculação. No dia 15 de janeiro de 2012, os aparelhos instalados no início deste verão serão recolhidos e bem guardados, para voltarem à orla na próxima estação de sol intenso.

 A ideia de academias ao ar livre combinou tanto com o estilo de vida do carioca que o projeto se expandiu para comunidades pacificadas. Complexo do Alemão e Cidade de Deus já contam com a estrutura gratuita para a prática de musculação e a próxima será inaugurada na Rocinha, em fevereiro de 2012.

Mas as academias itinerantes, sozinhas, não dão conta do gosto dos moradores do Rio pelos exercícios ao ar livre. Foi pensando nisso que Marcus elaborou um outro projeto que estimula a ginástica na praia: os Mobiliários Urbanos Esportivos. As estruturas fixas já estão instaladas ao longo da orla carioca e, nelas, os usuários podem realizar alongamentos e exercícios de ginástica sem necessariamente ter acompanhamento profissional. Vão de Botafogo ao Recreio, passando por Leme, Copacabana, Ipanema, São Conrado, Leblon e Barra da Tijuca.

 Além de diversas cidades no Estado do Rio de Janeiro, municípios do Ceará, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina já receberam os dois tipos de instalação. Marcus alerta que em todas elas há a preocupação fundamental de registrar as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) nos Creas de cada região. “Estamos sempre atentos às exigências legais para garantir a segurança dos usuários”, destaca o engenheiro.

 Em 2010, o engenheiro entrou com o pedido de patente dos equipamentos, que foram licenciados para a OSCIP Arte e Vida. A organização capta recursos através da Lei de Incentivo ao Esporte para a implantação de academias ao ar livre em comunidades pacificadas e mobiliários na orla dos municípios do Rio de Janeiro e Niterói. Desta forma, o trabalho de Marcus Moraes, associado ao da OSCIP, contribui para a democratização das atividades físicas na cidade do Rio de Janeiro, beneficiando moradores das mais diversas áreas com os mesmos projetos.

Governo alerta Rede Globo por violência em novela

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fonte: votebrasil.com

Após receber as justificativas da Rede Globo, o departamento de Justiça decidiu deferir a continuidade da autoclassificação, mas não sem um aviso bem claro: devido à violência e estigma, vai continuar monitorando a obra.

Ministério da Justiça ameaça alterar classificação de “Fina Estampa”

Quando “Fina Estampa” estreou na Rede Globo, no dia 23 de agosto, foi classificada pela emissora como uma novela imprópria para menores de 12 (doze) anos de idade. Quase três meses depois, o Ministério da Justiça deu seu parecer quanto à classificação da obra.

Nessa terça-feira (22) foi publicado um despacho do Diário Oficial da União em que era discutido se o caráter do programa é ou não próprio para a classificação atual.

De acordo com o texto, no começo deste mês, em 03 de novembro, a emissora foi formalmente advertida pelo departamento de justiça, que constatou por monitoramento “que a obra apresentava conteúdos violentos, cenas envolvendo prostituição, estigma, preconceito e violência familiar – todos inadequados à classificação atribuída pela emissora”.

Após receber as justificativas da Rede Globo, o departamento de Justiça decidiu deferir a continuidade da autoclassificação, mas não sem um aviso bem claro: devido à violência e estigma, vai continuar monitorando a obra.

Foto: AgNews / Suzana Pires grava cena em que sua personagem Marcela leva um tiro: violência

Nazismo, comunismo e o problema da liberdade

domingo, 20 de novembro de 2011

Por Bruno Garschagen – ordemlivre.org

Há sempre histórias reais que servem à perfeição para debater e aplicar os princípios e valores liberais sem o conforto dos exemplos meramente teóricos. Nesses casos, a ação que se segue à discussão testará o liberalismo no que se refere às consequências intencionais e não-intencionais.

Eis a impressionante história contada no livro When the Nazis Came Skokie, de Philippa Strum, ex-professora de ciência política no City University of New York–Brooklyn College e hoje atua como Senior Scholar do Woodrow Wilson International Center for Scholars: na Chicago do final dos anos de 1970, um grupo neonazista pretendeu realizar uma marcha na cidade enquanto judeus sobreviventes do Holocausto na Alemanha refugiados nos Estados Unidos defendiam o direito de viver no lugar sem serem intimidados, agredidos, perseguidos ou mortos.

A história ganhou nuances mais complexas quando representantes da cidade de Skokie foram ao tribunal com o objetivo de impedir a marcha para evitar que os moradores, e não só a comunidade judia, fossem de alguma forma importunados e violentados, em maior ou menor grau, pela ação dos neonazistas. Em defesa do respeito à Primeira Emenda da Constituição Americana, a organização American Civil Liberties Union, da qual a autora do livro faz parte desde 1979, assumiu o caso para defender o direito à liberdade de expressão dos neonazistas e, com isso, garantir na justiça a realização da marcha.

O caso é ainda mais interessante: o advogado da American Civil Liberties Union era David Goldberger, um judeu a quem coube a inglória incumbência de defender o grupo neonazista no tribunal contra os judeus daquela comunidade; o líder do Partido Nacional Socialista da América, Frank Colin, o responsável pela organização da marcha, era filho de um judeu sobrevivente do Holocausto; e o representante da comunidade de Skokie, Sol Godstein, era ele próprio um sobrevivente da Infâmia nazista.

Eis a pergunta: em nome do respeito à liberdade de expressão, você aceitaria a marcha de um grupo que, poucos anos antes, tentou eliminar você e o seu povo? Atualizando a pergunta: em nome dos princípios e valores liberais, aceitaria hoje a existência e o funcionamento de um Partido Nazista, mesmo que você ou seus familiares não tenham sofrido diretamente as ações do regime Nazi?

Se a resposta for afirmativa, a sua aceitação seria plena ou estaria condicionada a certos critérios objetivos, como, por exemplo, a limitação da atuação desse partido antes e depois da ascensão ao poder? Ou seja, você aceitaria sem problemas a atuação de um partido que, se bem-sucedido, como fora na década de 1920 na Alemanha, eliminaria a sua liberdade e destruiria todo o ambiente de liberdade que você defende e que permitiu com que os neonazistas operassem sem serem incomodados? Caso a aceitação fosse condicionada, tal restrição não violaria os princípios e valores liberais que você defende?

Se a sua resposta for positiva, condicionada ou não, gostaria de propor mais uma pergunta: por que não aceitar a existência e funcionamento de um Partido Nazista já que você aceita, mesmo que tacitamente, a existência do Partido Socialista e do Partido Comunista, que mataram muito mais gente do que o regime nazi e se mantiveram no poder por mais tempo? E você acha que a aceitação atual da existência do Partido Socialista e do Partido Comunista exige, necessariamente, aceitar a existência do Partido Nazi?

Se você está curioso para saber como terminou a história em Skokie, eu conto: a American Civil Liberties Union venceu o litígio na justiça e a marcha foi autorizada. Mas a vitória judicial teve um alto custo para o Partido Nazista, que perdeu 30 mil membros e não conseguiu realizar a manifestação pública. Em 1981, a história ganhou um filme na TV.

Como seria possível imaginar que, numa história como essa, a defesa do princípio da liberdade de expressão contribuiria para resolver um problema tão delicado?

Leonardo Boff discorda do aborto, mas defende legalização

domingo, 2 de outubro de 2011

 

Por Leonardo Boff

É importante que na intervenção do Papa na política interna do Brasil acerca do tema do aborto, tenhamos presente este fato para não sermos vítimas de hipocrisia: nos catolicíssimos países como Portugal, Espanha, Bélgica, e na Itália dos Papas já se fez a descriminalização do aborto (Cada um pode entrar no Google e constatar isso).

Todos os apelos dos Papas em contra, não modificaram a opinião da população quando se fez um plebiscito. Ela viu bem: não se trata apenas do aspecto moral, a ser sempre considerado (somos contra o aborto), mas deve-se atender também a seu aspecto de saúde pública. No Brasil acada dois dias morre uma mulher por abortos mal feitos , como foi publicado recentemente em O Globo na primeira página. Diante de tal fato devemos chamar a polícia ou chamar médico? O espírito humanitário e a compaixão nos obriga a chamar o médico até para não sermos acusados de crime de omissão de socorro.

Curiosamente, a descriminalização do aborto nestes países fez com que o número de abortos diminuisse consideravelmente.

O organismo da ONU que cuida das Populações demonstrou há anos que quando as mulheres são educadas e conscientizadas, elas regulam a maternidade e o número de abortos cai enormente. Portanto, o dever do Estado e da sociedade é educar e conscientizar e não simplesmente condenar as mulheres que, sob pressões de toda ordem, praticam o aborto. É impiedade impor sofrimento a quem já sofre.

Excomunhão de Serra e FHC

Vale lembrar que o canon 1398 condena com a excomunhão automática quem pratica o aborto e cria as condições para que seja feito. Ora, foi sob FHC e sendo ministro da saude José Serra que foi introduzido o aborto na legislação, nas duas condições previstas em lei: em caso de estupro ou de risco de morte da mãe. Se alguém é fundamentalista e aplica este canon, tanto Serra quanto Fernando Henrique estariam excomungados. E Serra nem poderia ter comungado em Aparecida como ostensivamente o fez. Mas pessoalmene não o faria por achar esse cânon excessivamente rigoroso.

Mas Dom José Sobrinho, arcebispo do Recife o fez. Canonista e extremamente conservador, há dois anos atrás, quando se tratou de praticar aborto numa menina de 9 anos, engravidada pelo pai e que de forma nenhuma poderia dar a luz ao feto, por não ter os orgãos todos preparados, apelou para este canon 1398 e excomungou os medicos e todos os que participaram do ato. O Brasil ficou escandalizado por tanta insensibilidade e desumanidade. O Vaticano num artigo do Osservatore Romano criticou a atitude nada pastoral deste Arcebispo.

É bom que mantenhamos o espírito crítico face a esta inoportuna intervenção do Papa na política brasileira fazendo-se cabo eleitoral dos grupos mais conservadores. Mas o povo mais consciente tem, neste momento, dificuldade em aceitar a autoridade moral de um Papa que durante anos, como Cardeal, ocultou o crime de pedofilia de padres e de bispos.

Como cristãos escutaremos a voz do Papa, mas neste caso, em que uma eleição está em jogo, devemos recordar que o Estado brasileiro é laico e pluralista. Tanto o Vaticano e o Governo devem respeitar os termos do tratado que foi firmado recentemente onde se respeitam as autonomias e se enfatiza a não intervenção na política interna do pais, seja na do Vaticano seja na do Brasil.

Fonte: informativo Rede de Cristãos

Idade: a distinção mais mortal em todo o mundo

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Por que as pessoas mais velhas não estão ficando ainda mais velhas?
 
Algum dia iremos viver até os 150 anos? Em junho, uma ex-professora de 114 anos da Geórgia chamada Besse Cooper se tornou a pessoa mais velha do mundo. Sua predecessora, a brasileira Maria Gomes Valentim, tinha 114 anos quando morreu. Também tinham a mesma idade a pessoa mais velha antes dela, e a antes dela. Na verdade, oito das nove pessoas com o título de “mais velha do mundo” tinham 114 anos quando atingiram essa distinção. Aqui está a parte mórbida: todas estas, menos duas, ainda tinham 114 anos quando morreram. E essas duas? Morreram aos 115.

A celebração em volta de Cooper quando ela assumiu o título deveria vir acompanhada de condolências. Se a tendência histórica se mantiver, ela estará morta em um ano. Apenas sete pessoas cujas idades poderiam ser verificadas pelo Grupo de Pesquisa de Gerontologia conseguiram passar dos 115. Apenas duas dessas sete viveram para verem o século XXI. A pessoa mais velha de todos os tempos, uma mulher francesa chamada Jeanne Calment, morreu aos 122 anos em Agosto de 1997; ninguém desde 2000 chegou a cinco anos de desafiar a sua longevidade.

O que aconteceu com os medicamentos modernos que nos dariam vidas mais longas? Por que não estamos nos tornando mais velhos? Nós estamos vivendo por mais tempo – pelo menos alguns de nós. A expectativa de vida na maioria dos países tem aumentado gradativamente por décadas e o americano médio hoje em dia pode esperar viver 79 anos – quatro anos a mais que a média em 1990. Em muitos países desenvolvidos, os mais velhos estão entre os que mais crescem demograficamente, mas elevar o limite do tempo de vida útil está se tornando mais complicado do que aumentar a expectativa média de vida das pessoas.

Nos últimos anos, a contagem global de supercentenários – pessoas mais velhas que 110 anos – estabilizou-se em aproximadamente 80. E a idade máxima não se alterou. Robert Young, consultor sênior gerontológico para o livro Guiness dos Recordes Mundiais chama isso de “retangularização” da curva de mortalidade. Para ilustrar, ele aponta para o Japão, que, em 1990, tinha 3.000 pessoas com 100 anos ou mais, com a mais velha com 114. Vinte anos depois o Japão tem estimadas 44.000 pessoas acima dos 100 anos – e a mais velha ainda tem 114 anos.

Mesmo uma cura para o câncer ou doenças cardíacas faria pouco para estender o tempo da vida humana porque simplesmente existem muitos fatores de risco que se acumulam quando uma pessoa tem 115 anos.

Supercentenários provavelmente devem sua longevidade mais a genes bizarros do que a uma saúde perfeita. Calment fumou cigarros por 96 anos. Apenas uma descoberta tecnológica, talvez na área da genética, que desacelere o processo de envelhecimento, poderia mandar o tempo de vida lá para cima.

Descoberta partícula mais veloz do que a luz

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Segundo a Teoria da Relatividade de Albert Einstein, nada pode viajar mais rápido do que a luz. No entanto, uma descoberta recente pode colocar em dúvida a afirmação do cientista alemão. Cientistas europeus disseram, nessa quinta-feira, 22, terem visto neutrinos, um tipo de partícula subatômica quase sem massa e pouco interativa, ultrapassarem a velocidade da luz. Se verdadeira, a descoberta pode provocar mudanças em grande parte da física moderna.

A descoberta foi possível através do uso de um detector de partículas de 1,8 mil tonelada chamado Opera, que está instalado no laboratório subterrâneo italiano de Gran Sasso. O equipamento detecta neutrinos lançados pelas experiências no Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), a cerca de 730 quilômetros de distância.

A cronometragem da viagem de aproximadamente 16 mil neutrinos entre o Cern e o detector italiano, feita nos últimos três anos, apontou uma velocidade média 60 nanosegundos (um nanosegundo equivale a um bilionésimo de segundo) mais rápida do que a velocidade da luz. “É uma simples medição de tempo de voo. Nós medimos a distância e o tempo e tiramos a razão entre os dois para chegar à velocidade, como todos aprendemos na escola”, explica Antonio Ereditato, físico da Universidade de Berna e porta-voz do Opera, que conta com a colaboração de 160 cientistas.

A margem de erro das medições é de apenas dez nanosegundos, mas é suficiente para provocar polêmica na comunidade científica, já que viola o limite estabelecido na teoria de Einstein. Muitos cientistas creem que o experimento dos pesquisadores do Opera esteja errado, Eriditato é um dos que está cauteloso em afirmar que Einstein estava enganado. “Suspeito que a maior parte da comunidade científica não vai tomar esses resultados como definitivos a não ser que eles sejam reproduzidos por pelo menos um e preferencialmente muitos experimentos”, disse V. Alan Kostelecky, físico teórico da Universidade de Indiana, ao site da revista “Science”. Ele completou, porém, que ficaria “encantado se isso se mostrasse verdade”.

Para Chang Kee Jung, físico de neutrinos da Universidade de Stony Brook, em Nova York, os resultados são decorrentes de um erro sistêmico da experiência. “Não apostaria minha esposa e filhos porque eles ficariam irados, mas apostaria minha casa”, disse ele ao site da “Science”.

Jung é porta-voz de um experimento similar ao Opera no Japão batizado T2K e explica que o X da questão é conseguir medir com acuidade o tempo entre o surgimento dos neutrinos nas colisões de prótons no Cern e a hora em que eles chegam ao detector. Isso porque a medição se baseia no Sistema de Posicionamento Global (GPS), que já apresenta por si só, incertezas da ordem de dezenas de nanosegundos. “Ficaria muito interessado em saber como eles chegaram à incerteza de dez nanosegundos, pois pela sistemática do GPS e da eletrônica isso seria um número muito difícil para se chegar”, disse contestando os colegas europeus.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

 

Veja os desejos de consumo das mulheres da nova classe média

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A pesquisa “As poderosas da nova classe média brasileira” indicou as tendências das consumidoras da classe emergente no país. Detalhes da pesquisa mostram como elas agem em relação ao carro, alimentação, moda, casa e decoração, saúde, finanças, tecnologia, beleza, turismo e educação. O estudo mostrou que, por exemplo, as mulheres da classe C movimentaram 19,7 bilhões de reais em produtos de beleza no ano passado. O valor representa um aumento de 228% em relação a 2002.

Leia também: Os mitos e verdades da nova classe média brasileira
Leia também: Um terço dos turistas brasileiros é da classe C

Uma mudança na classificação da etnia também foi explicitada pela pesquisa. Até alguns anos atrás, uma parte significativa dos negros e pardos da classe C se declaravam branco — já na nova classe média essa perspectiva mudou. Atualmente, negros e pardos representam 48% da classe C, em 2003 essa porcentagem era de apenas 40%. Ou seja, cerca de 18 milhões de pessoas que se declararam brancas há 7 anos se declararam negras ou pardas em 2010.

As mulheres da nova classe C estão optando por ter filhos mais tarde e se informando mais, além de terem três anos a mais de estudo do que suas mães e conquistarem melhores empregos. O foco na formação e consolidação da carreia rendeu um aumento de 78%, entre 2002 e 2010, na verba das mulheres da classe emergentes. Os homens, no mesmo período, tiveram aumento de renda de 40%.

Os desejos de consumo das mulheres da nova classe média também mudaram. Em 2002, os itens mais desejados eram os básicos, como: computador, celular pré-pago, produtos para cabelo, prótese dentária e carros usados. Hoje elas querem, por exemplo, viagens de avião, eletrodomésticos modernos, produtos de beleza, perfumes importados, notebook e escolas particulares para os filhos.

O estudo mostra ainda que, além de confirmar as escolhas já feitas em relação a marcas em áreas como alimentação, lojas de roupas e operadoras de celular, as mulheres da classe C também valorizam outras marcas que antes não tinham tanto acesso — que não as mais baratas — em segmentos como roupas, sapatos, eletroeletrônicos, automóveis, móveis e decoração, bancos, TV a cabo e plano de saúde.

Veja abaixo alguns dados da pesquisa:

Alimentação

– 66% buscam refeições saudáveis e balanceadas

– Só 37% valorizam produtos diet e light, contra 66% na classe A.

– 6,4 milhões compram algum tipo de congelado todo mês

Finanças

– 72% se dizem cuidadosas com dinheiro

– 71% planejam antes o que vão comprar

Moda

– 16 pares de sapato é a média entre elas (na classe D, o número é inferior a 5 pares)

– 60% das mulheres com carteira assinada compram roupas especiais para trabalhar

Beleza

– 70% acreditam que cuidar da beleza aumenta as chances de sucesso na vida

– 39% querem emagrecer

– 14% delas possuem plano odontológico – e o mais novo desejo é corrigir dentes tortos e fazer clareamento

Casa e decoração

– 31% querem comprar casa nos próximos 2 anos

– 62% têm interesse em decoração

– 40% querem reformar a casa (na elite, só 36%)

– 80% tem prazer de receber pessoas em casa (a decoração é símbolo de status)

– 59% consideram cozinha a parte mais importante do lar – e querem uma cozinha planejada

Carro

– 4% compram carro financiado (índice maior que o dos homens e de mulheres da elite)

– 64,8% escolhem carro pela potência do motor

– 62% valorizam o design na hora da compra

– 31% querem comprar ou trocar de carro nos próximos 12 meses

Tecnologia

– 46% vão comprar um notebook nos próximos 12 meses

– 50,8% vão trocar de celular nos próximos 12 meses

Saúde

– 61% fazem consultas e exames preventivos (índice igual ao das mulheres A/B)

– 72% afirmam cuidar da saúde de toda a família (na elite, o número é 63%)

– 56% compram os remédios da família

Educação

– 38% querem fazer curso de inglês

– 36% querem fazer faculdade

– 58% dos universitários de classe C são mulheres.

– 26 anos é a média de idade das universitárias de classe C (era 27 há cinco anos)

Turismo

– 62% viajaram no último ano (contra 54% dos homens)

– 72% vão viajar nos próximos 12 meses

– 42% das que vão viajar o farão de avião

– 20% querem viajar para o exterior

– Em 25% das viagens, se hospedam em hotel

Robôs têm dia de glória em espetáculo de dança

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Enquanto soam os violinos, um dançarino solitário baila graciosamente pelo placo do Joyce Theatre em Nova York. Mas essa não é a performance de um solista. Dois discos voadores o perseguem e rodopiam sobre ele no ar. Dança moderna e robótica pode soar como uma combinação inusitada, mas o grupo de dança Pilobolus vem apresentando um número chamado Seraph, com a ajuda desses convidados especiais – robôs aéreos programados pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O Pilobolus é famoso por danças que incorporam elementos inusitados. Poucos, no entanto foram tão estranhos quanto os dois helicópteros que acompanharam Matt Del Rosario no palco do Joyce. Os quadrotores, como são tecnicamente conhecidos, são pequenos robôs de vigilância criados pela Ascending Technologies, uma empresa alemã, e controlados por membros do Laboratório de Robótica (DRL) do setor de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT. Os pesquisadores do DRL escrevem programas que permitem que grupos de máquinas coordenem suas ações sem intervenção humana.


Robôs dançantes enfeitam o palco (Reprodução/Economist)

Durante os dez minutos de Seraph, os quadrotores se reviram, flertam, enlouquecem, lamentam e se alegram, ou pelo menos parecem fazer isso para os olhos do público, variando sua velocidade e a fluidez de seus movimentos. Quando a coreografia exige que os robôs “pareçam felizes”, por exemplo, eles flutuam como borboletas, um movimento que não é essencial para a vigilância. Eles também se balançam como pêndulos e saltam como pula-pulas.

A maior parte dos movimentos, é importante ressaltar, é resultado da habilidade de Will Selby e Danny Soltero, os pilotos dos quadrotores, e não dos softwares. Mas os pesquisadores do DRL ainda esperam aprender algo com o exercício. Esquivar do dançarino, por exemplo, está dando ideias de como voar por florestas, e as luzes dos robôs – cuja frequência e mistura de cores intensificam as emoções do espetáculo – estão sendo adaptados para um projeto que pretende colocar uma frota de táxis robôs nas ruas de Cingapura.

A maior parte do projeto, no entanto, é pura diversão. De acordo com Sotero, o público sai com a impressão de que os dois robôs têm personalidades próprias. Como observa Itamar Kubovy, diretor-executivo do Pilobolus, “observar a mesma realidade por lentes diferentes pode dar origem a ideias de formas diferentes”. Quem disse que arte e ciência não se misturam?

Tropa de Elite 2 é o indicado brasileiro na disputa por uma vaga ao Oscar

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Rio de Janeiro – O filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, é a produção que vai representar o Brasil na disputa por uma das cinco vagas reservadas para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro na festa do Oscar 2012 – 84ª Premiação Anual, promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. O anúncio foi feito hoje (20), no Rio de Janeiro.

A escolha foi feita pela Comissão Especial de Seleção, que se reuniu na manhã desta terça-feira, durante cerca de uma hora, a portas fechadas, no Palácio Capanema, na capital fluminense.

Tropa de Elite 2 venceu a disputa por unanimidade. O filme, que é líder de bilheteria, tendo levado mais de 11 milhões de pessoas aos cinemas, vai enfrentar produções de cerca de 60 países.

Ao todo, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura recebeu 15 inscrições de longas-metragens interessados em concorrer à premiação.

As demais produções brasileiras inscritas foram: A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires; As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes; Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo; Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini; Estamos Juntos, de Toni Venturi; Família Vende Tudo, de Alain Fresnot; Federal, de Erik de Castro; Vips, de Toniko Melo; Histórias Reais de um Mentiroso Vips, de Mariana Caltabiano; Lope, de Andrucha Waddington; Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini; Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona; Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade; e Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.

A Comissão Especial de Seleção é formada pela secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

De acordo com o Peregrino, trata-se de um filme “fora da curva”. “Tropa de Elite 2 é tecnicamente muito benfeito, tem uma senhora direção e fotografia brilhante. Além de tratar de um tema absolutamente atual, por ser contra a corrupção”, avaliou.

O crítico de cinema Nelson Hoineff destacou que o filme conquistou sucesso de público ao abordar a corrupção na esfera pública. “O Brasil criou uma empatia muito grande com o filme porque ele expressou algo que todo mundo queria dizer. O brasileiro não aguenta mais a corrupção e esse é um dos motivos do sucesso dessa produção.”

A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura acrescentou que o diferencial é que a produção “tratou bem desse assunto”. “Outros filmes poderiam ter abordado temas contemporâneos, como a corrupção, mas o Tropa [de Elite 2] fez isso muito bem. É um conjunto muito benfeito”, destacou Ana Paula Dourado Santana,.

Ela informou que, para decidir o filme que seria indicado, os sete membros da comissão avaliaram cada uma das 15 obras inscritas na disputa.

Tropa de Elite 2, que dá sequência ao título original de 2007, narra a história do capitão Nascimento, oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que assume um cargo de chefia na Secretaria de Segurança de Pública do estado.

A trama revela os conflitos causados por grupos de milicianos, formados por policiais e políticos corruptos, que dominaram as favelas cariocas ao tomar à força o controle que antes pertencia aos traficantes.

A cerimônia do Oscar 2012 está marcada para o dia 26 de fevereiro, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A lista com os indicados em todas as categorias será divulgada em janeiro do ano que vem.

Fonte: votebrasil.com

Disputa por Neymar escancara a arrogância do Barcelona e do Real Madrid

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fonte: Ricardo Setti

Enquanto a novela envolvendo a disputa de Neymar pelo Barcelona e o Real Madrid promete oferecer mais dezenas de capítulos, ambos os gigantes do futebol da Espanha vão dando sucessivas mostras de sua arrogância. Um tom acentuado pelos principais jornais esportivos do país, que estão sempre radicalmente a favor de um ou do outro time. A objetividade jornalística, em matéria de futebol, está a anos-luz da imprensa escrita.

As mais recentes empinadas de nariz são desta semana e partem do Barça, já que só agora o clube catalão parece ter entrado para valer na briga pelo craque santista. “Neymar convence – O Barça estudou com lupa o craque e seus informes, tanto técnicos quanto pessoais, são excelentes”, dizia a chamada de capa do Mundo Deportivo, publicação pró-Barcelona.

Bom, então quer dizer que só agora resolveram debruçaram sobre Neymar? Só agora, e depois de analisar “com lupa” seu perfil, o consideram apto a vestir a camisa azul-grená? E tudo o que ele já conquistou com o Santos? E seus gols pela seleção? “Pep gosta”, dizia outra manchete, publicada hoje, em referência à opinião do técnico barcelonista, Pep Guardiola, sobre Neymar.

Até o vazamento dos contatos mais sérios entre Barça e Neymar, quem vinha jogando “de salto alto” ao falar do jogador era o Real Madrid. Em uma das deslizadas mais célebres, o clube madrilenho anunciou no final de junho, ainda sob o efeito da pancadaria entre Santos e Peñarol pela final da Libertadores – da qual Neymar participou -, que queria “mudar a imagem de Neymar”. Teriam inclusive viajado ao Brasil para reunir-se com o jogador e seu pai e empresário para “moldar seus comportamentos e adaptá-los à imagem do clube”, além de solicitar a ele “um corte de cabelo mais sério”.

Detalhe: o jogador pertencia, e ainda pertence, ao Santos.

Quem é que manda no pedaço

domingo, 4 de setembro de 2011

Por Percival Puggina 
Twitter: @percivalpuggina
Professores, diretores de escola, bons alunos e bons pais sabem, todos, que o Estatuto da Criança e do Adolescente, ainda que concebido sob as melhores intenções, muito contribuiu para a irresponsabilidade dos menores num sentido geral e dos estudantes num sentido muito particular. Digam o que disserem quantos desejem canonizar o ECA pela santidade de seus objetivos, o fato é que na ausência de autoridade, normas e sanções as condutas se desregram. E foi exatamente isso que passou a acontecer nas escolas a partir do momento em que foi fragilizada a autoridade de professores e diretores e consagrada a supremacia infanto-juvenil. Não bastasse isso, no Rio Grande do Sul ao menos, quem quiser ser diretor de escola pública tem que fazer campanha e angariar votos entre os alunos… Depois, quando o colégio vira um sanatório, todos dizem – “Oh, que horror!”.

As reiteradas agressões a que os mestres estão sujeitos por parte de crianças e adolescentes são a face mais visível e violenta de um problema que se expressa por infinitos modos no cotidiano das escolas. Em número crescente, mediante palavras, gestos e atitudes, os escolares tratam de deixar claro aos professores quem é que manda no pedaço. São reflexos de uma visão desnorteada sobre o que seja a proteção às crianças e aos adolescentes. É uma perspectiva deformada, que inibe os professores, entre outras coisas, de conter um pirralho que esteja a fim de lhe dar alguns pontapés.

Há bem poucos dias, um desses decidiu sair porta fora da sala de aula e da escola. A professora tentou impedi-lo e passou a receber chutes. Como o braço da professora, por sorte, era mais longo do que a perna do agressor, ela segurou o menino pelo braço, mantendo-o longe de si. Tudo sob os olhos de dezenas de testemunhas infantis. Resultado? A criança deve estar brincando no seu videogame enquanto a professora é convocada a dar explicações às autoridades educacionais. Afinal, ela havia cometido a brutalidade de segurar o braço de um aluno que a agredia. Sobre essas coisas, o aguerrido sindicato dos professores não dá um pio. A instituição só pensa em grana, plano de carreira e política. Nessa ordem.

Eis que para nos salvar do sanatório, a deputada Cida Borghetti (PP/PR) apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei (PL Nº 267/11) restabelecendo algum bom senso na situação. A essência da proposta, que modifica o ECA, está neste artigo: “É dever da criança e do adolescente observar os códigos de ética e de conduta da instituição de ensino a que estiver vinculado, assim como respeitar a autoridade intelectual e moral de seus docentes”. E neste parágrafo: “O descumprimento do disposto no caput sujeitará a criança ou adolescente à suspensão por prazo determinado pela instituição de ensino e na hipótese de reincidência grave, ao seu encaminhamento à autoridade judiciária competente”.

Quem estiver preocupado com a degradação dos valores e das condutas na sociedade brasileira, com a ruptura da ordem e a má qualidade da educação deve se manifestar em apoio a essa iniciativa, seja divulgando-a, seja junto à autora e ao Congresso Nacional, pelos muitos modos possíveis. É certo que haverá reação dos setores comprometidos com ideologias totalitárias, sempre interessados em conceder facilidades à subversão da ordem e em gerar decepção com as instituições democráticas.

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* Percival Puggina (66) é titular do blog www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Especialistas debatem ética de pesquisas com chimpanzés

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

União Europeia baniu a prática no ano passado, deixando os Estados Unidos e o Gabão como os únicos países a realizarem pesquisas médicas com chimpanzés. Do ‘Washington Post’*

Eles foram cruciais para vacinas contra a hepatite A e B. Eles participaram em centenas dos primeiros estudos do HIV. E em 1961 dois deles foram enviados ao espaço.

Mas o papel dos chimpanzés em pesquisas médicas está numa encruzilhada. Na semana passada, a organização científica mais importante dos EUA pôs a prática em questão quando o comitê do Instituto de Medicina se reuniu para deliberar a respeito do destino de quase todos os chimpanzés cobaias de pesquisas científicas restantes.

A União Europeia baniu a prática no ano passado, deixando os Estados Unidos e o Gabão como os únicos países a realizarem pesquisas médicas com chimpanzés. Em empresas farmacêuticas, as pesquisas com macacos  têm declinado graças ao surgimento de alternativas mais modernas e baratas.

EUA e Gabão ainda mantêm a prática

 

“Se você é um cientista, um chimpanzé é realmente uma espécie de último recurso,” disse Harold Watson, diretor do programa de pesquisa com chimpanzés dos National Institutes of Health, que administra 734 dos quase mil chimpanzés cobaias dos Estados Unidos.

De 2007 a 2010, o número de estudos biomédicos com chimpanzés conduzidos nos EUA caiu de 53 para 32. Apenas um desses estudos está relacionado ao vírus do HIV – que nos anos 80 e 90 era extensivamente estudado em primatas. Nenhum desses estudos está relacionado ao câncer.

Mas a pesquisa com chimpanzés ainda tem seus defensores. Os animais são vitais para remédios e vacinas contra a hepatite C; cerca de 75% dos estudos com chimpanzés sendo realizados estão relacionados à hepatite C. O vírus, que é portado por 3,2 milhões de norte-americanos e frequentemente causa câncer de fígado, não contamina nenhum outro animal.

*Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

Novas descobertas sobre a relação entre homem e cachorro

sábado, 13 de agosto de 2011

Fonte: ‘The Economist’*
 
A relação entre pessoas e cachorros é única. Dentre os animais domesticados, somente os cães são capazes de desempenhar uma gama tão variada de papeis para o homem, como pastorear ovelhas, farejar drogas ou explosivos, e ser companheiros queridos.

É difícil ser preciso a respeito do início dessa amizade, mas uma suposição razoável é que ela vem se desenvolvendo por mais de 20 mil anos. Na caverna de Chauvet, na região francesa de Ardèche, que contém as pinturas rupestres conhecidas mais antigas, há uma trilha de 50 metros de pegadas de um garoto de uns dez anos ao lado de pegadas de um canídeo grande que parece ser parte lobo, parte cachorro. Estima-se que as pegadas, que foram datadas pela fuligem desprendida da tocha portada pela criança, tenham cerca de 26 mil anos.

Os primeiros protocachorros provavelmente permaneceram relativamente afastados uns dos outros por milhares de anos. À medida que se tornaram mais domesticados, seguiram pessoas em migrações de grande porte, misturando seus genes com outras criaturas igualmente domesticadas e se tornando cada vez mais parecidos com cachorros (e menos parecidos com lobos) no processo.

Para John Bradshaw, biólogo fundador do departamento de antrozoologia da Universidade de Bristol, ter alguma ideia de como surgiram os cachorros é o primeiro estágio de um entendimento maior do que estes animais significam para os humanos. Parte do seu programa é explorar os muitos mitos sobre a proximidade entre cães e lobos e os erros que resultam destes, especialmente no treinamento de cachorros ao longo do último século.

Uma ideia influenciou o treinamento de cachorros por muito tempo, diz Bradshaw. Matilhas de lobos supostamente são hierarquias despóticas dominadas por lobos alfa. Acredita-se que os cachorros se comportam da mesma maneira em sua interação com humanos. Deste modo, treinar um cachorro de maneira eficiente torna-se uma competição por domínio na qual só pode haver um vencedor. Para atingir isto o treinador tem que usar uma variedade de técnicas de punição para conquistar a submissão do cachorro. Simplesmente permitir a um cachorro passar pela porta antes de você ou permanecer acima de você numa escada é correr o risco de encorajá-lo a acreditar que ele está assumindo uma posição de liderança. Bradshaw argumenta que a teoria por trás desta abordagem é baseada em uma ciência ruim e datada.

Os cachorros compartilham 99,6% do DNA com os lobos. Isto os torna mais próximos dos lobos do que nós dos macacos (com os quais temos aproximadamente 96% do DNA em comum), mas não quer dizer que seus cérebros funcionem como os dos lobos. Com efeito, a afabilidade extrovertida da maioria dos cachorros para com humanos e outros cachorros contrasta com a mistura de agressividade e medo com que os lobos reagem a animais de outras matilhas.

“A domesticação foi um processo longo e complexo,” escreve Bradshaw. “Todo cachorro vivo hoje é resultado desta transição. O que já foi um dos canídeos sociais selvagens, o lobo cinzento, foi alterado radicalmente, ao ponto de ter se tornado um animal único”. Se muito, os cachorros assemelham-se a canídeos juvenis e não adultos, uma espécie de desenvolvimento retardado que relaciona-se com o modo como os cães permanecem dependentes de seus donos ao longo de suas vidas.

* Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

 

Vantagens e dificuldades do MBA

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Daianna Karaian, formada pela Kellogg School of Management, revela como seu MBA ainda é útil na sua profissão. Da ‘The Economist’*
 
Hoje em dia, questionar o valor de uma formação em administração é um dos poucos setores em expansão. Até mesmo a Economist se diverte fazendo isso de tempos em tempos. Dois anos fora do mercado de trabalho e dezenas de milhares de dólares em mensalidades são um investimento inteligente? Um ano atrás, com um diploma recém-emitido e desempregada, eu estava cética.

Com experiência em sustentabilidade e marketing adquirida em ONGs, trabalhando para o governo e pequenas empresas, fui para a escola de administração desbravar território inexplorado: o MBA seria a minha ponte para o mundo corporativo. Eu frequentemente virava noites acompanhada de livros de finanças e contabilidade, explorando os cantos mais escuros do Excel, e aplicando solenemente a lei de Little para eliminar gargalos hipotéticos em fábricas imaginárias. Em seis meses, sentia que tinha aprendido o que eu poderia levar anos para aprender.

Isso não quer dizer que me achava a pessoa mais inteligente da turma. Pelo contrário, nos dez primeiros minutos de minha primeira aula, discutindo meu primeiro caso estratégico, propus uma solução que se provara errada – terrivelmente, espetacularmente errada. Admirava-me com os insights e a articulação de meus colegas, e também como eram interessantes – o veterano negro da Marinha retornando do Iraque, o escritor de programas de humor para a TV, o que tem boas conexões em Washington.

Depois eu me admiraria novamente com a dificuldade de encontrar um emprego numa crise econômica. Enquanto eu estava polindo o meu currículo, o Lehman Brothers veio abaixo. Enquanto eu estava sendo entrevistada para um estágio de verão, as economias europeias fraquejaram. Quando eu estava me formando, havia rumores de uma recessão em dois estágios.

Apesar das garantias de orientadores de carreira de que eu estava fazendo as coisas certas – acionando a minha rede de contatos, fazendo projetos empresarias para créditos acadêmicos, criando meu perfil online – eu estava colhendo os resultados errados. Após décadas de conquistas acadêmicas e profissionais, eu encarava rejeições repetidas e desestimulantes.

“Paralisamos completamente as contratações”. “Decidimos não preencher essa vaga”. O intrigante “é porque você não é perfeita”. E o pior de todos, o silêncio. Finalmente, após seis meses de uma procura exaustiva, recebi duas ofertas no mesmo dia. Aceitei um cargo de marketing na EDF Energy, a subsidiária do Reino Unido de uma empresa líder de energia nuclear.

É bom ter escolhido a melhor universidade de marketing do mundo para estudar. E não só porque eu estou ajudando a tornar a energia nuclear mais confiável logo após os desastres de Fukushima, ou porque estou tentando vender uma marca francesa para o público inglês. Eu também estou tentando educar os consumidores a respeito dos benefícios da eletricidade gerada com baixa emissão de carbono. As minhas anotações dos meus cursos de estratégia de marca, publicidade e administração de crises agora estão gastas.

Para além de um entendimento amplo do que faz uma organização funcionar, o curso de administração me deu tempo e espaço para satisfazer o meu interesse pelo marketing de produtos e marcas sustentáveis. Não havia cursos sobre isso, e orientadores vocacionais nunca tinham ouvido falar desta área. Mas o estudo independente, os projetos extracurriculares e as possibilidades de contatos tornadas possíveis por um MBA me deram o conhecimento e experiências necessários.

Fui para a faculdade de administração com uma ideia clara do que eu tinha que fazer. Deixei-a com uma determinação obstinada de ir atrás do que eu queria fazer. Para mim, o MBA não foi apenas uma oportunidade de conseguir um emprego com um ótimo salário ou subir alguns degraus da escada corporativa. O investimento – de tempo e dinheiro – valeria a pena apenas se me ajudasse a fazer algo em que eu acreditasse. A dificuldade que eu tive em encontrar um emprego – não qualquer emprego, mas o emprego certo na minha área de escolha – me ensinou a ser paciente e resistente. Esta busca me deu um sentido mais agudo dos meus pontos fortes e fracos, e motivações. Estas foram lições mais importantes do que qualquer coisa que eu tenha aprendido em sala de aula. Ao fim, eu recusei uma vaga muito bem remunerada em uma das maiores empresas de tecnologia do mundo para aceitar um desafio mais atraente, ainda que menos lucrativo na EDF Energy.

Então valeu a pena? Ainda levará alguns anos até que eu possa confiantemente responder a essa pergunta. Um MBA provavelmente é como um bom vinho que se torna mais valioso com o tempo. (E sempre há o risco de descobrir que sua cara garrafa avinagrou). O que eu posso dizer com segurança após um ano de formada é que eu não me arrependo de nada.

* Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

 

Sexualização precoce e eterna das mulheres

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

No momento em que o público começa a se habituar a ver corpos de meninas de 13 anos adornados por vestimentas de US$ 10 mil, a edição francesa da revista Vogue levou a tendência a um novo nível com fotos polêmicas de uma menina de 10 anos em poses um tanto adultas.

A imagem da jovem Thylane Loubry Blondeau, deitada sobre um divã com pele de tigre, usando sapatos de salto alto, esmalte vermelho, joias e um penteado elaborado reacendeu as discussões na internet sobre a sexualização precoce de jovens meninas.

Como era de se esperar, a imagem de uma aluna da quarta série sendo usada para vender alta costura para mulheres adultas perturbou muitos internautas, mas a revolta é surpreendente, considerando que lojas como a Target vendem sutiãs com enchimentos e uniformes de camareiras francesas a meninas de 6 anos no Halloween.

Longe do espectro da revolta, ninguém parece saber responder se a sexualização precoce das meninas está alterando seu comportamento. Ao que tudo indica, não. Nos Estados Unidos, a maioria dos adolescentes não inicia a vida sexual até o fim do período escolar, e um número surpreendente espera para fazer sexo após a formatura no colégio. No entanto, após a iniciação sexual, as mulheres tendem a se sentir menos satisfeitas com seu corpo – um fenômeno que não acontece com os homens, e que pode ou não ser resultado da superexposição das mulheres sexies na sociedade atual, mas que deve ser observado com uma maior atenção.

Mesmo notícias que a princípio poderiam ser inspiradoras, como o fato de Helen Mirren, uma atriz britânica de 66 anos ter sido escolhida como “Corpo do Ano”, derrotando mulheres mais jovens como Jennifer Lopez, deixam uma dúvida preocupante no ar. Por que uma atriz veterana e consagrada está competindo com modelos na casa dos 20 anos? No mundo de hoje, 70 anos não é idade suficiente para abandonar a preocupação com as rugas e 22 também não é muito jovem para começar a usar botox, a injeção antirrugas cuja popularidade vem crescendo entre as mulheres mais jovens.

Meninas de 9 anos levam brilho labial para a sala de aula na expectativa de parecerem mais velhas (a Meca das maquiagens para as meninas é a loja Forever 21). Aos 35,  elas terão crises de depressão por não terem as pernas de uma jovem de 13 anos, e quando chegarem à idade de Helen Mirren, terão passado mais de meio século se preocupando com sua aparência. Além de ser uma vida exaustiva, certamente diminui todas as outras conquistas das mulheres.

Será que colocar meninas de 10 anos no caminho da obsessão com a aparência, e não deixar que elas saiam dela até os 70 é realmente o que queremos? Os especialistas dizem que o segredo é manter as meninas longe das imagens sexualizadas da TV. E caso isso não seja possível, certamente há mais opções de modelos femininos na programação do que se imagina. Talvez o segredo seja menos Jersey Shore e mais figuras como a goleira estrela da seleção norte-americana de futebol, Hope Solo. E essa dica também vale para as mulheres adultas.

Computador pode errar como os humanos

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Programa tenta reproduzir o lado disperso das pessoas. Da ‘The Economist’*
 
Errar é humano, mas para estragar as coisas completamente faz-se necessário um computador, ou assim afirma o velho ditado. Apesar de parecer um pouco injusto com os computadores, um grupo de especialistas em cibersegurança liderado por Jim Blythe, da University of Southern California, espera que haja alguma verdade no dito. Eles criaram um sistema para testar a segurança computacional de redes que faz com que os próprios computadores simulem o tipo de erro humano que pode tornar uma rede vulnerável.

Estima-se que erros humanos sejam responsáveis por 60% das falhas de segurança computacional. Repetidos alertas, por exemplo, são negligenciados por pessoas que falham em reconhecer os perigos de ações aparentemente inócuas como o download de arquivos. Ademais, alguns “erros” são na verdade o resultado de ações deliberadas. Usuários – tanto funcionários regulares como membros da equipe de tecnologia da informação (TI), que deveriam ter mais conhecimento – com frequência desativam mecanismos de segurança em seus computadores porque estes tornam as coisas mais lentas.

Ainda assim, de acordo com Blythe, esses fatores humanos não costumam ser levados em conta quando sistemas de segurança são testados. Ele e seus parceiros criaram então um modo de testar estes sistemas com programas chamados agentes cognitivos. O comportamento e motivos podem ser sintonizados para bagunçar as coisas com a mesma classe que um empregado de verdade. A diferença é que o que acontece pode ser precisamente analisado depois.

Cada agente representa um usuário regular, um gerente ou um membro do departamento de TI.  Aos agentes são fornecidos um conjunto de crenças, desejos e intenções, assim como um cargo e um prazo de entrega de determinada tarefa. Eles podem ficar cansados e terem fome, exatamente como pessoas.

A equipe planeja um teste de grande porte no fim do ano, mas resultados preliminares, que Blythe apresentará à 25ª conferência anual da Association for the Advancement of Artificial Intelligence, em 9 de agosto, parecem promissores. Com o tempo, os agentes de Blythe poderão servir para confirmar outro ditado conhecido sobre computadores: aquele que diz que atrás de todo erro atribuído a computadores, há pelo menos dois erros humanos, incluindo aquele de atribuir a culpa ao computador.

*Texto traduzido e adaptado pelo Opinião e Notícia

 

A fábrica de órfãos de Pequim

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Política do filho único cria problemas que assolarão a China por décadas.

“Antes de 1997 eles costumavam nos punir, destruindo nossa casa por violar a política do filho único. Depois de 2000 eles começaram a confiscar nossos filhos”, diz Yuan Chaoren, um aldeão do condado de Longhui, na província de Hunan. De acordo com a revista Caixin, membros do governo recolhem “crianças ilegais” e as alojam em orfanatos onde elas são colocada para adoção. Pais adotivos estrangeiros pagam entre US$ 3 e 5 mil por criança, e os burocratas do governo ganham comissões.

O roubo de crianças não é parte oficial da política do filho único de Pequim, mas é uma consequência de regras que são uma verdadeira afronta aos direitos humanos de pais e candidatos a pais. A política destrói famílias e criam um desequilíbrio entre as gerações. Ela é tão odiada que sofre ataques polítocos até mesmo da China. Pela primeira vez na história, toda uma província, Guangdong, com uma população superior a 100 milhões de habitantes, exige isenções.

Uma jornada de mil quilômetros começa com um único passo

Membros do governo chinês são ferozmente leias à política do filho único, a qual atribuem todas as reduções de fertilidade e partos evitados: cerca de 400 milhões de pessoas, dizem eles, teriam nascido sem a política do filho único. No entanto, a fertilidade chinesa já vinha caindo há décadas, quando a política foi implementada, em 1979, e no resto do mundo, os índices de fertilidade já vinham caindo sem necessidade de coerção em vários países vizinhos, inclusive aqueles com grandes populações de chineses. A disseminação do controle da natalidade e o desejo por famílias menores tendem a acompanhar o crescimento econômico e o desenvolvimento em praticamente todos os países do mundo.

Mas a política certamente levou a fertilidade chinesa a níveis mais baixos dos que ela atingiria normalmente. Como consequência, a China tem uma das proporções de “dependência” mais baixas do planeta, com cerca de três adultos economicamente ativos para cada criança ou idoso. O país agora tem um número baixo de jovens, e cerca de oito pessoas em idade de trabalho para cada pessoa acima dos 65 anos. Em 2050 essa proporção será de apenas 2,2. O Japão, hoje o país mais velho do planeta tem 2,6. A China está envelhecendo antes de enriquecer.

As distorções da política também contribuíram para outras características horríveis da vida familiar, em especial, a prática de abortos de fetos femininos para garantir que o único filho seja um homem. A política do filho único não é a única causa, como mostra a Índia, mas contribuiu para esse cenário. Em 20 anos não haverão noivas suficientes na China para um quinto dos meninos de hoje – o que certamente irá gerar problemas. E ainda que a política do filho único não tenha feito nada para reduzir o número de partos, a infinita repetição de slogans como “mais um bebê significa mais um túmulo” ajudaria a tornar o filho único uma norma social, levando os índices de fertilidade a níveis abaixo dos quais a população se reproduz sozinha. A China pode se ver condenada à baixa fertilidade por um bom tempo.

A demografia leva décadas para ser revertida, e se mostrará um dos piores problemas da China. A velha liderança está ligada à política do filho único, mas a nova, que assume o comando no ano que vem, pode renovar as ideias, e tem o poder de acabar com esse cenário absurdo assim que assumir o poder.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

 

A loucura dos grandes homens

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Polêmica envolvendo chefe da News Corporation é mais um caso entre os muitos que envolvem grandes empresários e uma boa dose de megalomania.
 
A aparição de Rupert Murdoch na Câmara dos Comuns fez com que o mundo debatesse se ele é um gênio do mal sofrendo os males de sua idade avançada ou um gênio do mal enganando o mundo. Balzac supostamente escreveu que “por trás de toda grande fortuna está um grande crime”. Seria mais correto afirmar que por trás de toda fortuna há uma aberração psicológica. Henry Ford detestava judeus. George Eastman apoiava a espionagem industrial. Thomas Watson transformou a IBM em um culto à personalidade. Michael Milken, o inventor das junk bonds foi preso. Richard Tedlow, da Harvard Business School diz que muitos dos “gigantes dos negócios” sofrem de um mal que os noruegueses chamam de stormannsgalskap: a loucura dos grandes homens.

A stormannsgalskap é particularmente comum entre os barões da mídia, especialmente porque eles transitam na tênue linha entre os relatos da realidade e a formação dessa mesma realidade a ser relatada. Suspeita-se que William Randolph Hearst teria fomentado a guerra Hispano-Americana para que seu jornal tivesse algo a reportar. Lorde Beaverbrook se considerava um “apontador de reis”, algo que ele fez literalmente no caso de George VI. A megalomania desses homens foi capturada em duas obras-primas. Cidadão Kane, o filme de Orson Welles, e Scoop, o romance de Evelyn Waugh.

O lado bruto dos empresários é quase sempre tão importante para seu sucesso quanto seu lado admirável. Não é possível remodelar toda uma indústria sem uma extraordinária confiança em sua certeza. E construir uma grande companhia do zero sem o que Tedlow chama de “imperialismo da alma” é um trabalho duro. A teimosia de Ford o levou a produzir carros em massa antes que existissem estradas suficientes para que eles circulassem. Mas ela também o cegou mais tarde, quando ele não percebeu que a General Motors estava vencendo a disputa comercial ao oferecer mais opções a seus consumidores. O desdém de Milken pelo modo como as coisas eram feitas o permitiu realizar uma revolução nos mercados financeiros, mas também não o fez perceber que estava violando a lei. O lado ruim dos grandes homens de negócios costuma piorar com a idade. Eles se cercam de familiares e lacaios, se tronam obsessivos com seus sucessos do passado, e passam a acreditar que são invulneráveis à medida em que a mortalidade se aproxima.

Os problemas de Murdoch seguem um padrão familiar. Ele construiu um império sendo mais esperto que companhias tradicionais ao redor do mundo e correu riscos extraordinários. No caminho, colecionou vários braços-direitos leais, que compartilham não apenas de suas opiniões conservadoras, mas também de sua visão “nós contra o resto do mundo”, e ele agora paga um preço por esse comportamento. Seu enorme império está ameaçado por uma única maçã podre. Antes de seu fechamento, o News of The World era responsável por menos de 1% das receitas da News Corporation. Ele foi aconselhado a se livrar do jornal, mas o manteve por uma forte ligação emocional.

 

Artigo muda teorias sobre vida dos dinossauros

domingo, 24 de julho de 2011

Os dinossauros, como é de conhecimento de todo o mundo, desapareceram após uma explosão. Há alguns anos atrás, aproximadamente 65,5 milhões, no final do período Cretáceo, a Terra colidiu com um asteroide e, a partir de então, os maiores animais terrestres da história não existiram mais. Tudo isso deixou o caminho livre para o surgimento dos mamíferos. Mas como tudo isso aconteceu, de fato? Uma luz nessa questão acaba de chegar com um artigo publicado na Science, por Micha Ruhl da Universidade de Utrecht, na Holanda.

Os dinossauros teriam aparecido primeiro durante o período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos. A data marca uma das cinco extinções em massa da história. Neste momento, metade das espécies conhecidas no mundo desapareceram. Até hoje o final do Triássico tem sido atribuído a enormes erupções vulcânicas que duraram cerca de 600 mil anos. Ruhl, no entanto, avalia que esta não foi a causa, ao menos não diretamente.

Analisando a composição isotópica de moléculas de hidrocarbonetos, a partir de ceras vegetais do período, ele descobiu o que parece ser um aumento na quantidade de carbono não-biológico, com duração entre 10 e 20 mil anos. O pesquisador acredita que a liberação do metano armazenado no fundo do oceano em estruturas conhecidas como clatratos é o culpado mais provável.

A opção do carbono ter vindo dos vulcões é improvável porque o pico é muito menor do que em período de atividade vulcânica. O metano é um gás de estufa muito mais forte do que o dióxido de carbono, de modo que o resultado teria sido um rápido aquecimento do fenômeno climático, o que as rochas sugerem ter acontecido de fato.

Esta não é a primeira vez que uma liberação de metano é acusada de extinção. Apesar do asteroide do Cretáceo abrir o caminho, os mamíferos realmente não apareceram até 10 milhões de anos depois, na época do Eoceno. O período precede o Paleoceno, que também teve um fim – segundo sugerem as rochas – por uma liberação repentina de metano.

O fim poderia, obviamente, ter sido provocado pela erupção, já que os vulcão não estão completamente fora do foco. Mas, ao menos a subordinação de um efeito estufa para uma extinção em massa antiga, poderia oferecer algumas lições para o futuro.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

3D: a grande decepção do cinema

sábado, 23 de julho de 2011

Quase dez anos após sua decolagem, a maior franquia de filmes de Hollywood finalmente realizou seu pouso final. Apenas entre 15 e 17 de julho, os norte-americanos desembolsaram US$ 169 milhões para ver “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte II”, um recorde para qualquer filme. Entretanto, apenas um terço do público optou por assistir à batalha do menino bruxo e seu inimigo em três dimensões.

Há dois anos parecia que o novo sistema de projeção em 3D, significativamente melhorado, poderia resgatar o negócio dos filmes, amplamente prejudicado pela venda de DVDs. Quase 71% dos gastos de bilheteria em “Avatar”, em seu fim de semana de abertura, em dezembro de 2009, foram nas salas em 3D. Os monstrinhos verdes de “Shrek para sempre”, em 3D, foram responsáveis por61% dos gastos nas bilheterias norte-americanas do filme. O cinemas, nos Estados Unidos, geralmente cobram pelo menos US$ 3 a mais por um filme em 3D, o que representa muito mais do que o custo dos óculos.

Mas esse lucrativo negócio parece estagnado. Apesar do rápido crescimento nos projetores digitais e telas com capacidade 3D, a proporção de gastos totais em bilheterias neste verão com este tipo de projeção caiu significativamente. Quatro dos últimos cinco filmes de sucesso que tiveram versões em 3D – “Piratas do Caribe”, “Kung Fu Panda 2?, “Lanterna Verde” e “Harry Potter” – ganharam mais dinheiro com as exibições em 2D, no primeiro fim de semana.

Richard Gelfond, chefe da IMAX, acredita que os clientes tornaram-se mais exigentes. “As pessoas costumavam ver os filmes apenas porque eram em 3D”, afima. Agora o público questiona quanto o prazes destes óculos irá realmente proporcionar.O explosivo “Transformers 3? foi muito bem nas bilheterias em 3D, provavelmente porque a versão 2D não era suficiente.A chave para os lucros tridimensionais, então, são os extraordinários efeitos especiais. Simples.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

As maiores forças armadas do mundo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

No dia 18 de julho, o governo britânico anunciou uma redução das forças armadas do país até 2020. Ao todo, as forças ativas do Reino Unido contabilizaram 178 mil soldados em 2010, colocando o país na 28ª posição no ranking global de 161 países com dados disponíveis. Outros países europeus, como a Alemanha e a França, mantêm um número muito maior de soldados – 251 mil e 238 mil, respectivamente – em atividade.

Em números absolutos, países ricos e populosos como os Estados Unidos, a China e a Índia mantêm os maiores exércitos. Países com histórico de guerras (Irã, Vietnã) ou que estão situados em regiões de conflitos como o Oriente Médio também estão em posições altas no ranking. O país mais militarizado do mundo é a Coreia do Norte, onde há 49 militares para cada mil cidadãos.

Morar sozinho pode ser um mau negócio

domingo, 17 de julho de 2011

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Cerca de 10% das residências brasileiras são compostas por apenas um morador. São jovens em início de carreira, solteiros convictos e divorciados.
 
Apesar de morar sozinho ser sinônimo de liberdade e independência, significa também não ter com que quem dividir as despesas. Cerca de 10% das residências brasileiras são compostas por apenas um morador. São jovens em início de carreira, solteiros convictos ou mesmo divorciados que não moram mais com os filhos. E o primeiro choque de realidade deles é o custo da habitação.

A procura por imóveis de um quarto, tanto para aluguel quanto para compra, é bastante alta se comparada à oferta. Além disso, apartamentos de um quarto têm custos de construção semelhantes aos de dois quartos que, no entanto, são preferidos pelas construtoras por terem demanda ainda maior.

Se estiver em início de carreira, a pessoa pode comprometer até metade do orçamento com moradia. Isso porque imóveis de um dormitório têm o metro quadrado mais caro, tanto para locação quanto para venda, quando comparados aos imóveis de mais dormitórios na mesma região.

Em seguida, a maior dificuldade do solteiro é manter uma alimentação adequada. Muitos, desanimados com o fato de ter que cozinhar apenas para si, acabam gastando muito mais fazendo todas as refeições em restaurantes. Mesmo aqueles que optam pela economia do supermercado acabam se rendendo à tentação dos congelados, altamente calóricos.

Ao se deparar com as enormes porções de comida comercializadas nos mercados, o solteiro muitas vezes desiste da compra. As porções individuais de alimentos mais saudáveis, por sua vez, normalmente são muito mais caras, pois já vêm semipreparadas. Além disso, alimentos que não podem ser congelados, como folhas e frutas, geralmente estragam antes que a pessoa consiga consumi-los por inteiro.