Carros que se dirigem: mais seguros a qualquer velocidade?

Novos carros estão saindo das fábricas com dispositivos que auxiliam motoristas a manobrar e frear e, em alguns casos, a máquina prevalece sobre o homem com o intuito de prevenir um acidente. Nesta semana, o presidente da Ford, Bill Ford, afirmou que as montadoras devem se apressar em relação aos veículos autônomos. Ele está convencido de que estes desafogarão o trânsito. E o mesmo tipo de automatização que pode colocar mais carros nas estradas pode também reduzir o número de acidentes (eles mesmos responsáveis por muitos congestionamentos).

O novo Volvo V40 basicamente dirige a si mesmo num engarrafamento, mantendo-se a uma distância segura dos seus vizinhos e permanecendo na mesma faixa, assim como a nova minivan B-max da Ford. Estes pilotos automáticos apareceram em alguns veículos caros há alguns anos, mas agora estão disponíveis em modelos mais baratos. A Nissan está trabalhando num software que antecipa a próxima direção do motorista, ajustando a posição e a velocidade do veículo numa curva, por exemplo. No meio do ano, a agência de segurança do tráfego norte-americana colocará 3 mil carros equipados com esses dispositivos de direção assistida em estradas em Michigan.

No curto prazo, novidades em dispositivos de segurança podem ajudar as montadoras a espremer mais lucros de seus compradores. Os compradores, todavia, assim como os reguladores, logo encararão esses equipamentos como básicos, como aconteceu com cintos de segurança e airbags. O controle eletrônico de estabilidade acabou de se tornar obrigatório para novos carros nos EUA e o mesmo ocorrerá na Europa a partir de 2014. Quando isto acontecer, tais traquitanas se tornarão apenas outro custo de produção.

E o perigo de que todos esses mecanismos de prevenção a acidentes estimularão os motoristas a dirigirem de forma mais arriscada? Só o tempo dirá, mas pelo menos um estudo mostra que sistemas de freios antitravas costumavam encorajar uma direção mais agressiva. Os carros estão ficando mais inteligentes, mas ainda falta muito para que eles possam compensar a estupidez de alguns motoristas.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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