Candidatos em busca de votos e “curtidas”

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Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Em 2013, o Brasil descobriu o poder das redes sociais. Em junho daquele ano, protestos marcados pelo Facebook reuniram milhões nas ruas para mostrar a insatisfação com a política local. Meses mais tarde, os chamados “rolezinhos” repetiram o mesmo efeito em shoppings de São Paulo.

Agora, com a aproximação das eleições, candidatos de vários partidos pretendem tirar proveito dessa tendência. A própria presidente Dilma Rousseff reativou sua conta no Twitter, parada desde 2010, e seu partido, o PT, ofereceu um curso para que ativistas da legenda aprendessem a usar as redes sociais para promover o partido.

A oposição, por sua vez, tem ainda mais motivos para investir nas redes sociais. Por ter mais partidos aliados, a coalizão do governo conseguirá mais da metade do tempo de propaganda eleitoral gratuita nas próximas eleições. O resto será dividido entre os demais partidos. Logo, as redes sociais representam uma plataforma essencial para divulgação de campanha.

Comparando o número de “curtidas” no Facebook, um gráfico feito pela revista Economist mostrou que entre os políticos que participarão das próximas eleições, Marina Silva é a mais popular na rede social, seguida de Aécio Neves, Eduardo Campos e Dilma Rousseff (ver gráfico ao lado).

Pouco conhecidos fora do eleitorado de Minas Gerais e Pernambuco, Aécio Neves e Eduardo Campos esperam repetir o mesmo efeito de Marina. O principal foco são os eleitores entre 16 e 25 anos, faixa etária mais ativa nas redes sociais.

Mas, para ter um bom desempenho nas próximas eleições, os candidatos também devem investir na televisão, vista diariamente por 65% da população. Algumas cidades, por exemplo, só realizaram seus primeiros protestos após assistirem outras manifestações nos noticiários televisivos.

 

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