Campos se declara contra o aborto

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O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência, Eduardo Campos (PSB), disse neste domingo, 20, que é contra a descriminalização do aborto no Brasil. Ele defendeu a manutenção da atual legislação brasileira sobre o tema, que proíbe a prática mas prevê três circunstâncias em que o aborto é permitido: em casos de estupro, risco à vida da mulher e fetos anencéfalos.

Campos falou durante as celebrações da missa de Páscoa no Santuário de Aparecida, maior templo católico do país, em São Paulo, e parecia constrangido ao abordar o tema na presença do cardeal dom Raymundo Damaceno.

Todos contra o aborto

Em diversas ocasiões, a candidata a vice na chapa de Campos, ex-senadora Marina Silva, se colocou publicamente contrária à descriminalização do aborto, mas em 2010 ela propôs a realização de um plebiscito sobre o assunto. Evangélica, Marina obteve quase 20 milhões de votos na última disputa pela presidência. Eduardo Campos espera atrair estes votos para si nestas eleições e vem se esforçando para alinhar suas posições às de Marina.

O senador Aécio Neves, pré-candidato à presidência pelo PSDB, é outro que já falou sobre o aborto, se posicionando contra a legalização, mas também à punição a mulheres que abortam. Já a presidente Dilma, que tem um passado de militante de esquerda libertária, se atrapalhou em 2010 quando o debate aflorou durante a campanha presidencial. Ela se disse contra o aborto, mas afirmou que, se eleita, teria de encarar o tema como uma questão de saúde pública. Dilma chegou a defender a descriminalização, mas depois voltou atrás.

A questão do aborto deve voltar à tona com fôlego revigorado nesta campanha presidencial e pode dividir opiniões de eleitores, como fez na disputa de 2010.

 

 

 

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