Campanha Por Claudio Schamis – Grita Brasil: se eleito acabarei com o time reserva político!

arruda5-300x195De que adianta a tal da Lei da Ficha Limpa se o réu pode colocar outro de sua total intimidade e confiança no lugar? É quase que trocar seis por meia dúzia.

Ou você vai querer me convencer na altura do campeonato e depois de ter visto tanta coisa nesse mundo podre da política que um candidato enquadrado na Lei da Ficha Limpa que coloca a sua mulher no seu lugar para concorrer a um alto cargo no escalão do governo onde ele – a vítima da perseguição implacável da imprensa e de seus inimigos, pois eles sempre se colocam como vítimas – não pode mais entrar nem estar é algo que não deveria ser visto como no mínimo estranho. Falar que é estranho é até ser condescendente em demasia, coisa que não sou, ainda mais se tratando de políticos como o José Arruda.

Então para quem não percebeu, não viu, não sabe, Arruda desistiu de disputar novamente o governo do Distrito Federal, mas conseguiu colocar a sua mulher para concorrer ao cargo de vice-governadora do DF. Ou seja… Que seja.

Mas Arrudão não foi o único. Prova de que a moda pegou e pegou bem. É a tal história, se não tem eu vai tu mesma. E o ato em si até parece nome de novela: “Em Família”.

E a história se repete com o deputado e ex-presidente da Assembleia Estadual no Mato Grosso, considerado o maior ficha-suja do Brasil, José Riva (PSD), – e assim vamos colecionado Josés – que se não fosse a Lei da Ficha Limpa iria concorrer ao governo do Mato Grosso, e, que responde a cerca de cem processos judiciais e já tem condenações no Tribunal de Justiça do Estado, recuou, pois teve um recurso de defesa rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas quando ninguém estava olhando colocou em seu lugar sua mulher, Janete Riva, que disputará sua primeira eleição. Ou seja…Que seja.

Mas se você acha que acabou, acabou não. O seu colega de falcatruas, o ex-governador Neudo Campos (PP) que concorria ao governo de Roraima, e, teve suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Conta da União (TCU) e foi preso junto com outras 40 pessoas por fraude na folha de pagamento do estado, no caso que ficou conhecido como Máfia dos Gafanhotos, declinou da disputa, mas colocou sua esposa, Suely Campos, para concorrer em seu lugar. Ou seja…

Podemos concluir diante disso duas coisas: 1) Se não fosse a Lei da Ficha Limpa o “zé povinho” certamente os colocariam novamente dentro da fábrica de queijos – isso é uma metáfora tá? – e muito provavelmente seriam reeleitos novamente apesar dos pesares. 2) Com o advento da Lei da Ficha Limpa, os sujos conseguiram uma brecha na lei que não impede que cônjuges possam se candidatar aos mesmos cargos eletivos que eles que foram barrados. E como consideração final só posso dizer que se não houver uma modificação radical na Lei Eleitoral esse tipo de manobra irá acontecer cada vez mais e estaremos cada vez mais fadados a ver estampados nas manchetes futuras novos escândalos com novos personagens e com agora os coadjuvantes de sempre.

Enquanto o eleitor não votar de verdade esse é um ciclo que vai permanecer para todo o sempre. Quantas gerações de eleitores será preciso para mudar alguma coisa? Ou será que já caímos na banalização total da política onde diante do não adianta fazer nada que vai tudo continuar como é, nada se faz de verdade?

Campanha Grita Brasil: Se eleito farei o voto ser facultativo.

Na verdade eu gostaria de ver é o voto ser facultativo. O voto obrigatório nos obriga na maioria das vezes – pelo menos na pesquisa eleitoral que a Grita Brasil realizou sem que nenhum candidato tivesse encomendado – a votar no B para o A não entrar. Mesmo que você simpatize mais com o D. Mas se o D não tem chance nenhuma e você e grande parte do eleitorado não quer de jeito nenhum o A no poder começam a falar que se você votar no seu candidato mesmo irá jogar o voto no lixo e que o único jeito é votar no B, e por pura pressão você acaba votando nele e aí…Bem e aí…

Tudo bem que isso gera muita discussão. Dizem que assim você está exercendo o seu poder tirando o A do caminho. Mas e o seu voto de verdade? Aquele que você daria de peito aberto e com orgulho de que fez a sua parte dando o seu parecer verdadeiro sobre o que você pensa sobre todos eles. Onde está a liberdade do seu voto?

Será que em todas as eleições teremos que nos submeter a isso?

E é aí que a discussão aumenta. Dizem que se você não (tentar) impedir que aquele candidato que ninguém quer entre, porque você anulou seu voto, a culpa é em parte sua e estão colocando na sua conta o peso da decisão que você tomou, e que pode ser a mais acertada, porém não é a mais eficaz.

O que fazer? Lutar para que algum candidato tenha coragem de mudar a lei eleitoral.

Segundo consta no site do Tribunal Superior Eleitoral os votos em branco e nulos não entram no cômputo dos votos. E se a nulidade dos votos atingir mais da metade dos votos do país se prevê a necessidade de marcação de nova eleição.

Segundo as palavras de Poliana Pereira dos Santos é importante que o eleitor tenha consciência de que, votando nulo, não obterá nenhum efeito diferente da desconsideração de seu voto.

Por essas e outros é que o voto nulo pode ser sim uma arma e uma forma de protesto. Mas infelizmente não esclarecem isso ao povo.

E entra eleição sai eleição…

Campanha Grita Brasil: Se eleito institucionalizarei o auxílio-educação de até R$ 7,200 mil para todos os eleitores com filhos (e sem filhos, mas abafa isso).

Nada me espanta mais nessa vida. Nem mesmo a mensagem enviada em caráter de urgência pela desembargadora Leila Mariano, presidente do Tribunal de Justiça (TJ), à Assembleia Legislativa (Alerj) que prevê a concessão de uma bolsa – e que bolsa né? – de até R$ 7.250 mil mensais para financiar a educação de filhos e dependentes de juízes e desembargadores do Rio entre oito e 24 anos de idade. Como se eles ganhassem um salário mínimo e precisam de auxílio. Quem precisa de auxílio é o assalariado que tem uma educação podre oferecida pelo estado e que com uma bolsa dessas poderia dar ao filho a oportunidade de estudar numa instituição particular e ter uma formação decente.

Se isso for aprovado pode causar, apenas este ano, o impacto de R$ 38, 773 milhões aos cofres públicos.

E com uma grana dessas daria para fazer a festa na Educação para quem não pode bancar o ensino particular.

Depois ficam fazendo campanha de tudo pelo social.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechado.

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