Caixa amplia recursos do Minha Casa, Minha Vida

Programa Minha Casa, Minha Vida – 1500 habitações populares em Juazeiro.
Foto: Alberto Coutinho/SECOM

Os recursos de crédito habitacional voltados para as faixas 1,5 (R$ 2.600) e 2 (R$ 4.000) do programa Minha Casa, Minha Vida receberam uma ampliação de R$ 8,7 bilhões na última segunda-feira, 6. Os recursos são para as famílias com renda de até R$ 4 mil por mês e utilizam o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Nelson de Souza, os novos recursos garantem a total execução das propostas de financiamento. Segundo Souza, os programas sociais para as famílias de baixa renda passam a ser priorizados nas concessões de crédito imobiliário.

“Priorizamos imóvel novo para gerar emprego e renda. Imóvel usado não é prioridade da Caixa”, explicou o vice-presidente, que informou ainda que as faixas 1,5 e 2 do Minha Casa, Minha Vida concentram 86% de todos os investimentos do banco com o programa.

Souza afirmou ainda que, com esse novo complemento ao orçamento, a Caixa volta a ter uma concentração de cerca de R$ 5,7 bilhões por mês no Minha Casa, Minha Vida. “Estamos voltando à vocação natural da Caixa, que são os programas sociais, e priorizando esta faixa de renda [até R$ 4 mil] no segmento imobiliário porque é onde está a maior concentração do déficit habitacional do país”.

Contraponto

Por outro lado, as linhas de crédito pró-cotista, que possui juros menores, já estão esgotadas desde junho de 2017 e só têm previsão de retorno em 2018. Mesmo assim, elas terão um orçamento menor do que os anos anteriores, com apenas R$ 5 bilhões, enquanto o orçamento de 2017 e 2016 foram de 7,74 bilhões e R$ 8,6 bilhões, respectivamente.

Além disso, a Caixa Econômica tomou uma série de ações para restringir o acesso aos financiamentos da casa própria, como reduzir para 50% o limite de financiamento de imóveis usados; adoção de limites mensais na liberação do crédito imobiliário. O banco também deixou de ser o que detém as menores taxas para financiar a casa própria e foi o único a não reduzir os juros neste ano.

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