Bradesco alcança Petrobras em ranking de valor de mercado

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timthOs ecos dos escândalos de corrupção seguem atingindo a Petrobras. A empresa, que antes do início das investigações era a mais valiosa do país, foi ultrapassada por Ambev e Itaú Unibanco em valor de mercado poucos meses atrás. Agora, em nova projeção, foi alcançada pelo Bradesco, ambas estimadas em R$ 153,9 bilhões.

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No período eleitoral, a estatal mostrou sinais de recuperação, quando suas ações se valorizaram à medida que a candidata Marina Silva subiu nas pesquisas, no mês de setembro. Após esse período voltou a sofrer desvalorizações sucessivas, perdendo metade de seu valor de mercado.

Dois fatores são determinantes para a crise que vive a empresa. A primeira é o envolvimento nos escândalos investigados pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, colocando em cheque o futuro da empresa. Sem divulgar o balanço do terceiro trimestre, a Petrobras corre o risco de perder os investimentos de capital estrangeiro em um momento de forte investimento e alavancagem elevada. A queda no preço do petróleo no mercado internacional é outro fator que prejudica as finanças da petroleira.

A exploração para retirada de petróleo do pré-sal exige grandes investimentos, por isso uma redução na entrada de capital estrangeiro seria fatal para a Petrobras. O atual plano de negócios prevê gastos de US$ 221 bilhões até o ano de 2018.

No rumo contrário

O Bradesco vive situação mais confortável. A instituição privada atua num dos ramos em melhor situação financeira do país nos últimos anos. A alta dos juros e a expansão do crédito beneficiaram os bancos, que cada vez ganham mais espaço entre as empresas mais valiosas do país. O lucro líquido da instituição financeira cresceu 26,5% em relação ao mesmo período de 2013.

A expectativa do economista-chefe da Tov Corretora, Pedro Paulo Silveira, é que, assim que a economia mundial se recupere da recente crise, o preço do barril de petróleo volte a subir, beneficiando assim a estatal.

“O petróleo é um recurso finito que vai sofrer reajuste quando a economia global voltar a crescer”, disse o especialista.

O consultor de investimentos, Richard Rytenband, seguiu a mesma linha do chefe da Tov. Ele também fez projeções otimistas para a empresa no futuro.

“A Petrobras não pode mais errar, a crise foi positiva por isso, para expurgar o que está errado. Quem aposta no fim do ciclo de alta das commodities pode ter uma surpresa nos próximos semestres”, disse o consultor.

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