Banco do Brasil troca direção, inflação despenca, agora só falta cortar os juros

O governo mudou a direção do BB, na busca de eficiência e da redução dos spreads. A inflação despenca, foi 0,2% em março. Agora todos esperam uma queda da taxa de juros Selic, o que vai reduzir o serviço da dívida e recompor a capacidade do governo de investir e evitar novos cortes no orçamento de 2009.
Ela se faz necessária porque a redução da arrecadação é um fato e uma realidade, dado a queda brutal da atividade econômica – começando pela indústria – sem falar nas desonerações tributárias que o governo concedeu esse ano.
São essas desonerações – junto com o barateamento do crédito – que, na prática, evitam uma queda maior da atividade econômica e, por consequência, dos fundos constitucionais dos Estados e das prefeituras (do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, por exemplo) e do próprio ICMS.

Desonerações alavancam atividade econômica
São elas que terminam por sustentar a atividade econômica em setores vitais da economia como a indústria automobilística, a construção civil, as exportações e o agronegócio.
Por isso, precisa ser mediada e atenuada a crítica de prefeitos e governadores à queda da arrecadação e das transferências tributárias. Há que socorrê-los, sem que isso signifique abandonar a busca de outras saídas para recompor a capacidade de investimento e gasto dos municípios e dos estados.
Uma das medidas apropriadas e em estudo é uma nova redução do IPI para bens duráveis, que seria compensada pelo aumento da alíquota para bebidas, a desoneração da folha de pagamentos das empresas, e o deferimento, adiamento ou parcelamento – ou mesmo uma moratória – das dívidas previdenciárias e fiscais dos municípios.
Merecem estudos também – e eles estão na agenda do governo –  uma renegociação das dívidas dos Estados e até a redução das contribuições do FGTS, embora a proposta, inicialmente, tenha sido mal vista pelos sindicalistas.

Publicado no site www.zedirceu.com.br

Deixe um comentário