Banco Central e a alta do dolar

O  Banco Central já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 59,8 bi desde setembro.
Foram vendidos US$ 14,5 bi das reservas; “emprestados” 9,7 bi em leilões de dólares de linhas externas e 9,6 bi nos leilões de moeda direcionados ao comércio exterior. Desse valor, 6,4 bi já foram recomprados pelo BC. Há, ainda, 32,4 bi em swap cambial.
A questão é: a cotação do dólar, hoje, é boa para o País, e por isso deve ser artificialmente mantida? Quando o dólar está alto, o setor exportador é beneficiado; a indústria nacional, que vende aqui dentro, é beneficiada; e o setor importador é prejudicado porque o dólar alto acaba tornando impeditiva a importação.
A Rússia desvalorizou sua moeda. O Japão anunciou desvalorização do Yen. A moeda da Índia é ridiculamente baixa.
O curioso é que apelidaram isso de “liberdade cambial”, ou seja, o dólar flutuaria de acordo com a vontade dos mercados. Não é verdade. Há intervenção pesada do Bacen para manter a cotação do dólar baixa.
Manter o real valorizado frente ao dólar significa exportar empregos, favorecer a importação, dificultar ainda mais a exportação.

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