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Auditora da Receita diz que sua senha foi usada por terceiros

Por Renata Camargo – congressoemfoco.com.br

Antônia Neves nega vazamento de dados do tucano Eduardo Jorge e não vai a reunião no Senado.

A auditora fiscal Antônia Neves da Silva, ex-chefe de Delegacia da Receita Federal em São Paulo, acusada de envolvimento em suposta quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, não compareceu nesta quarta-feira (11) à reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Convidada para prestar esclarecimentos sobre o caso, a auditora enviou apenas uma carta reafirmando que sua “senha foi usada indevidamente”.

Na carta, lida pelo presidente da comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), Antônia Neves afirma que não é “responsável pelos acessos irregulares na conta do contribuinte” Eduardo Jorge e justifica que declinou do convite no Senado por não poder “oferecer informações” sobre o caso devido a impedimentos legais. A auditora disse ainda que não prestará esclarecimento por estar “fragilizada emocionalmente”.

“Declino do convite posto que não poderia oferecer informações”, afirmou. “Estou muito fragilizada emocionalmente por causa da exposição do meu nome e também por causa do acidente de carro que sofri com a família no dia 18 de julho de 2010”, disse na carta. “Reafirmo que não sou responsável pelos acessos irregulares na conta do contribuinte citado. Reafirmo que nunca tive filiação partidária. E também reafirmo categoricamente que minha senha foi usada indevidamente”.

Caso Lina

Um outro depoente que seria ouvido hoje também não compareceu. O técnico de informática do Senado Demétrius Sampaio Felinto é acusado de participação em suposta destruição de fitas com imagens da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, em encontro com a ex-chefe da Casa Civil e candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Ele faltou à oitiva por motivos de agenda. Um novo depoimento foi marcado para o dia 31 de agosto.

Demétrius controlava, até meados de 2009, o sistema de câmeras do Palácio do Planalto. De acordo com a revista Veja, o servidor teria copiado as imagens do encontro de Lina com Dilma. As imagens foram registradas pelo circuito interno da TV do Palácio do Planalto. No encontro, a petista teria pedido a Lina interferências nas investigações da Receita contra as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

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