As regras da propaganda política no Brasil

.
Em 4 de agosto o Jornal Nacional começou a mostrar reportagens diárias do cotidiano das campanhas presidenciais, mas o tempo dedicado a cada candidato é determinado com base em uma regra elaborada. Graças à equidade e a rígidos regulamentos que datam de 1997, a Presidente Dilma Rousseff e seus dois principais concorrentes têm um minuto diário cada um de cobertura de sua própria campanha.A fim de garantir um ambiente de concorrência equilibrado, a lei também proíbe que candidatos comprem espaço publicitário com recursos próprios. Ao invés disso, o Tesouro Nacional paga a todos os canais de TV aberta 80% dos custos de mercado pelo espaço publicitário para que os partidos e seus candidatos exibam os seus anúncios.

A maioria será exibida de 19 de agosto até o dia da eleição, 5 de outubro, três vezes por semana em dois blocos de 25 minutos. Estima-se que esses anúncios, junto a outros similares dedicados a campanhas municipais, estaduais e federais, custarão aos contribuintes R$ 840 milhões.

Esse espaço televisivo “gratuito” será dividido entre os candidatos à presidência mediante o uso de uma fórmula complicada em grande parte baseada nas alianças eleitorais. A cotação atual para um minuto em cada bloco de espaço televisivo é a pasta de um ministério.

Em junho, a presidente Dilma Rousseff substituiu o seu ministro dos transportes após um partido minoritário da base ameaçar sair de sua coalizão e entregar os seus 60 segundos para Aécio Neves, o seu principal concorrente. Ela agora tem quase 12 minutos, o dobro do total de Aécio.

Um voto a cada quatro depende do horário político como fonte de informações sobre candidatos. Estudos verificaram uma correlação entre o espaço televisivo de cada candidato e o seu sucesso em eleições municipais,estaduais e federais. Não surpreende o fato de que os custos de produção consomem a maior parte do orçamento de campanha de Aécio Neves, de acordo com Otávio Cabral, seu coordenador de comunicação.

 

 

Deixe um comentário