Artigo muda teorias sobre vida dos dinossauros

Os dinossauros, como é de conhecimento de todo o mundo, desapareceram após uma explosão. Há alguns anos atrás, aproximadamente 65,5 milhões, no final do período Cretáceo, a Terra colidiu com um asteroide e, a partir de então, os maiores animais terrestres da história não existiram mais. Tudo isso deixou o caminho livre para o surgimento dos mamíferos. Mas como tudo isso aconteceu, de fato? Uma luz nessa questão acaba de chegar com um artigo publicado na Science, por Micha Ruhl da Universidade de Utrecht, na Holanda.

Os dinossauros teriam aparecido primeiro durante o período Triássico, há cerca de 230 milhões de anos. A data marca uma das cinco extinções em massa da história. Neste momento, metade das espécies conhecidas no mundo desapareceram. Até hoje o final do Triássico tem sido atribuído a enormes erupções vulcânicas que duraram cerca de 600 mil anos. Ruhl, no entanto, avalia que esta não foi a causa, ao menos não diretamente.

Analisando a composição isotópica de moléculas de hidrocarbonetos, a partir de ceras vegetais do período, ele descobiu o que parece ser um aumento na quantidade de carbono não-biológico, com duração entre 10 e 20 mil anos. O pesquisador acredita que a liberação do metano armazenado no fundo do oceano em estruturas conhecidas como clatratos é o culpado mais provável.

A opção do carbono ter vindo dos vulcões é improvável porque o pico é muito menor do que em período de atividade vulcânica. O metano é um gás de estufa muito mais forte do que o dióxido de carbono, de modo que o resultado teria sido um rápido aquecimento do fenômeno climático, o que as rochas sugerem ter acontecido de fato.

Esta não é a primeira vez que uma liberação de metano é acusada de extinção. Apesar do asteroide do Cretáceo abrir o caminho, os mamíferos realmente não apareceram até 10 milhões de anos depois, na época do Eoceno. O período precede o Paleoceno, que também teve um fim – segundo sugerem as rochas – por uma liberação repentina de metano.

O fim poderia, obviamente, ter sido provocado pela erupção, já que os vulcão não estão completamente fora do foco. Mas, ao menos a subordinação de um efeito estufa para uma extinção em massa antiga, poderia oferecer algumas lições para o futuro.

 Fonte: opiniaoenoticia.com.br

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