Argentina cresce 9,2% com juro de -0,8%, enquanto o Brasil patina

Fonte: horadopovo.com.br

Com uma taxa real de juros de -0,8%, a economia argentina acumulou um crescimento de 9,2%, nos primeiros nove meses do ano, impulsionada pelo consumo interno, pela indústria e pelo comercio internacional, informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC-equivalente ao nosso IBGE).

 

O órgão oficial, ao difundir os números do Estimador Mensal da Atividade Econômica (EMAE), mostrou que no mês de agosto a economia apresentou um aumento de 0,6 % em relação a julho e que cresceu 8,6% em agosto em relação ao mesmo mês de 2010.

 

O fator chave para turbinar o crescimento econômico foi o consumo interno. Segundo os dados do INDEC, nos supermercados as vendas de agosto foram 18,5% maiores que as correspondentes a igual mês de 2010. Nos grandes centros, o aumento foi de 33,7%, impulsionado pela elevação do crédito ao consumo.

 

A indústria, que vem mostrando importante crescimento, durante agosto teve um aumento de 5,5%, alentado por um aumento de 17% na produção automotriz, de 10,2% no setor metal-mecânico, e de 11 % na elaboração de produtos ligados à construção.

 

As exportações somaram 8,25 bilhões de dólares, com um crescimento de 25%, enquanto que as importações atingiram US$ 7,6 bilhões.

 

O governo avaliou para este ano um crescimento do PIB em torno de 9,0%.

 

Uma pesquisa difundida na semana passada constatou que oito de cada dez empresários consideram que a situação econômica do próximo ano será igualmente produtiva, e ponderam que a atual crise econômica dos EUA, da Europa e outros países poderá mesmo beneficiar o país.

 

Durante o fechamento da campanha para as eleições de domingo próximo, a presidente Cristina Kirchner, candidata à reeleição, afirmou que “pela primeira vez em muito tempo e frente à crise global, a Argentina se encontra numa posição que nos permite pensar a médio e longo prazo. Sempre havia um plano salvador que se produzia fora do país e respondia, claro, a interesses que não eram os nossos e que fracassava. Hoje, nós pensamos com as nossas próprias cabeças e defendemos os nossos interesses que são a construção de um país mais justo, mais desenvolvido e mais independente”.

 

Apesar de divergentes em vários aspectos, todas as pesquisas eleitorais assinalam que Cristina vencerá no primeiro turno. O percentual de votos é estimado acima de 50%. O segundo na preferência dos eleitores é o socialista Hermes Binner, que têm entre 12% e 15,6% das intenções de voto. Binner foi governador da província de Santa Fé, onde se encontra o maior complexo agroexportador do país.

 

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