Após reunião, Dilma promete acatar cobranças de Levy

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timthA presidente Dilma Rousseff decidiu agir para resolver a falta de sintonia entre os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. Na última quinta-feira, 3, Dilma se reuniu com os dois ministros para discutir a relação. Também participou do encontro o ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante.

No encontro, Dilma se comprometeu a acatar algumas cobranças de Levy, entre elas, a busca pela meta de superávit primário de 0,7% do PIB para o ano que vem. A presidente também se comprometeu a buscar soluções para o déficit de R$ 30,5 bilhões apresentado na proposta orçamentária de 2016, enviada ao Congresso no início desta semana.

Levy se sentia contrariado com a proposta do Orçamento de 2016. O ministro defendia uma proposta com mais cortes de gastos e sem déficit. O desconforto de Levy com a situação ficou claro quando ele e Barbosa apresentaram a proposta na última segunda-feira, 31. Levy, que costuma ser falante, passou a maior parte do tempo calado e coube a Barbosa dar explicações sobre a proposta.

O ministro da Fazenda também vinha se queixando da perda de poder nas decisões da política fiscal para Barbosa, Mercadante e Miguel Rossetto, secretário-geral da Presidência.

Após o encontro, Levy embarcou para a Turquia, onde participará da reunião do G20. O ministro disse a jornalistas do jornal El País Brasil que não pretende deixar o cargo. “Não tenho a intenção de deixar o Governo”.

Na saída da reunião, Mercadante também rebateu as recentes especulações sobre a saída de Levy e disse que elas são frutos de boatos espalhados por “mal informados e mal intencionados”.

“É evidente que fica. Ele tem compromisso com o Brasil. Tem compromisso com o projeto. Sabe da importância do trabalho que ele tem com a sétima economia do mundo. Em um momento de estabilidade tem uma aliança entre os mal informados e os mal intencionados. Tem gente especulando e tentando ganhar dinheiro com turbulência, mas pode ter certeza que isso não está na pauta do Governo. Ele mesmo já disse eu estou reafirmando, ele está na equipe, ajuda muito e vai continuar ajudando o Brasil”, disse o ministro.

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