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Após denúncias, Ricardo Teixeira deve deixar presidência da CBF

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Federações já discutem novo nome para o cargo; Weber Magalhões e José Maria Marin são os mais cotados.

Com a iminente saída de Ricardo Teixeira da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), as federações estaduais já se mobilizam em busca de alguém para substituí-lo. Um dos principais nomes cotados é do atual vice-presidente da CBF da Região Centro-Oeste, Weber Magalhães, embora, pelo estatuto da CBF, o mais indicado seria o mais velho entre todos os cinco vices, no caso, José Maria Marin, vice da Região Sudeste.

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Weber Magalhães é ex-presidente da Federação Brasiliense de Futebol (1996 a 2004) e foi chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e Japão. Além disso, foi assessor parlamentar de Ricardo Teixeira entre 1989 e 1992, em Brasília.

Em entrevistas, Magalhães se disse triste com a possível saída de Teixeira da presidência da CBF. O vice-presidente afirmou também que as federações se surpreenderam com a notícia da demissão de Marco Antonio Teixeira no dia 3 de fevereiro. Marco Antonio é tio de Ricardo Teixeira e ocupava o cargo responsável por manter o contato entre a CBF e as federações estaduais.

Além de Weber Magalhães e José Maria Marin, outro nome cotado é o de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney e vice-presidente da Região Norte. A decisão para a escolha do novo presidente da entidade depende da convocação de uma assembleia-geral com as 27 federações.

Embora Magalhães não confirme contato com as federações, pelo menos três presidentes já iniciaram uma campanha de apoio ao vice da região Centro-Oeste. A causa da resistência ao nome de José Marin seria política: as federações não querem que a CBF fique sob o comando de dirigentes paulistas.

Saída de Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira deverá deixar o cargo de presidente da CBF até o Carnaval após diversas denúncias de irregularidades cometidas por ele. A Polícia Civil de Brasília encontrou cheques de R$ 10 mil, em nome de Teixeira, emitidos por Vanessa Precht, sócia da Ailanto, empresa suspeita de superfaturar um amistoso da seleção brasileira.

Com os cheques nominais, a polícia concluiu que existe um vínculo entre Ricardo Teixeira e a Ailanto. A empresa promoveu o amistoso da seleção contra Portugal, em 2008. O jogo custou aos cofres públicos R$ 8,5 milhões.

Através de sua assessoria de imprensa, Ricardo Teixeira afirmou que todos os negócios entre ele e  Vanessa foram “legais e declarados no Imposto de Renda”. A sócia da Alianto não quis se pronunciar sobre o caso.

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Um comentário para “Após denúncias, Ricardo Teixeira deve deixar presidência da CBF”

  1. ? Luiz Cabral disse:

    Já sai tarde!!!