Saúde  

Antígeno pode ajudar células imunes a combater o câncer

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cancer-389921_960_720-830x549Cientistas da University College, em Londres, identificaram uma forma de auxiliar as células imunes a detectar tumores. A descoberta abre caminho para tratamentos que usem o sistema imunológico como defesa natural contra o câncer.

Trabalhando em conjunto com acadêmicos americanos e europeus, os pesquisadores britânicos buscaram entender como o sistema imunológico detecta as mutações que tornam o câncer uma doença tão difícil de combater.

Eles descobriram que as primeiras mutações expelem um tipo particular de antígeno, substância que ativa o sistema imunológico. Esse antígeno é expelido em todas as outras mutações seguintes.

A constatação não significa a cura do câncer, já que os tumores têm grande capacidade de se defender das células imunes. Porém, identificar antígenos que são presentes em todas as mutações e detectáveis pelas células imunes pode ajudar a criar tratamentos que derrubem as defesas do câncer.

“Geralmente os tumores agem como uma gangue de criminosos praticando crimes em vários lugares e o sistema imunológico se esforça para se manter à frente, com tanta coisa acontecendo, da mesma forma como é difícil para a polícia. Nossa pesquisa mostra que em vez de perseguir crimes em diferentes bairros à toa, podemos dar à “polícia” a informação necessária para chegar ao “chefão”, à raiz do crime organizado, o ponto fraco do tumor que pode acabar para sempre com o problema”, disse Sergio Quezada, coautor do estudo.

A imunoterapia é uma das maiores expectativas contra a doença. E a descoberta torna o tratamento ainda mais promissor. A prática de usar células imunes para combater o câncer consegue estender por anos ou meses a vida de pacientes em estágio terminal. Mas a primeira droga desse tratamento a chegar ao mercado funcionou apenas em um terço dos pacientes.

A pesquisa britânica pode auxiliar a resposta ao tratamento, identificando e ativando as células que conseguem combater qualquer tumor, o que leva a tratamentos mais eficazes. A pesquisa foi publicada na revista Science.

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