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Alunos marcam ato após PUC fechar campus contra festa sobre maconha

 

Reitor da PUC-SP suspendeu aulas por causa de festival sobre maconha. Mais de 6 mil pessoas já confirmaram presença no evento pela internet.

Depois que o reitor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) suspendeu as aulas no campus de Perdizes por causa do 1º Festival da Cultura Canábica, que aconteceria na noite desta sexta-feira (16), os estudantes que organizavam o evento decidiram realizar um ato pela liberdade.

O protesto está marcado para as 16h20 também desta sexta-feira na Rua Monte Alegre, em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, onde fica o principal campus da universidade.

A entrada do campus está fechada. Estudantes e funcionários que não sabiam da determinação da reitoria e foram para a PUC-SP encontraram os portões fechados e um comunicado da reitoria colado na entrada explicando as razões do fechamento.

Os organizadores alertaram aos participantes que não portem drogas. “Este evento não visa a apologia e/ou consumo de qualquer psicotrópico”, escreveram os alunos na página do evento.

Eles ainda destacaram trecho de decisão do STF, de junho deste ano, que liberou manifestações pela descriminalização das drogas. “A nossa festa é legal”, afirmaram os alunos.

Até as 10h desta sexta-feira, 6.414 pessoas haviam confirmado presença no festival.

Serviços à população abrem, apesar de críticas

Apesar de os portões do campus estarem fechados, alguns serviços seguem funcionando normalmente. Entre eles estão escritórios onde alunos de diversas carreiras, supervisionados por professores, oferecem serviço gratuito à população.

Na Clínica Psicológica “Ana Maria Poppovic”, que fica na Rua Bartira e tem entrada independente ao campus, pelo menos oito estudantes do quinto ano de psicologia realizavam atendimentos às 10h. Eles atendem com hora marcada e, naquele horário, quatro pacientes aguardavam na sala de espera.

Funcionários da clínica afirmaram ao G1 que foram informados do ato do reitor às 18h de quinta-feira, mas que, por ordem dos encarregados do atendimento, abriram as portas normalmente. Mesmo assim, segundo eles, a Fundação São Paulo, mantenedora da PUC, ligou de manhã para cobrar o fechamento da clínica.

Eles não atenderam o pedido, mas se disseram apreensivos a respeito do que poderia acontecer. A reportagem tentou entrar em contato com a Divisão de Comunicação Institucional da PUC, mas em nenhum telefone houve resposta.

O Núcleo de Prática Jurídica Escritório Modelo “D. Paulo Evaristo Arns”, que presta serviços jurídicos gratuitos à população, também estava aberto durante a manhã. Pelo menos dois advogados estavam listados na escala de trabalho.

O escritório atende entre 13h30 e 15h30 sem hora marcada, já que os clientes são encaminhados pela Defensoria Pública. Segundo os funcionários do local, o entendimento era que apenas os prédios das faculdades estaria fechado, e não houve cobrança da reitoria para que eles fechassem as portas.

Do lado de dentro do campus, porém, os serviços foram suspensos. O atendimento telefônico geral da PUC, assim como os telefones de escritórios no local, não estava funcionando.

‘Condutas reprováveis’

A reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) suspendeu as atividades administrativas e acadêmicas desta sexta-feira (16) no campus Monte Alegre, no bairro de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. A medida foi tomada pelo reitor Dirceu de Mello após estudantes divulgarem a realização do 1º Festival de Cultura Canábica.

Por intermédio do ato nº 127/2011, publicado no portal de internet da PUC, o reitor proibiu a circulação de pessoas não autorizadas pelos edifícios Cardeal Motta e Bandeira de Mello. O reitor cita em sua decisão uma série de determinações que visam combater o consumo de álcool e drogas.

Dirceu de Mello alega que as festas nas noites de sexta-feira na PUC ganharam “proporções inadmissíveis” por causa do barulho, do “não dissimulado uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes, afora outras condutas reprováveis”.

Fonte: votebrasil.com

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