Ala do PT pressiona Dilma por liberação de material contra a homofobia

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Para a Setorial, o chamado ”kit anti

A Setorial Nacional LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) do PT reagiu à suspensão da distribuição do kit contra a homofobia preparado pelo Ministério da Educação, que seria distribuído em escolas brasileiras.

A distribuição do material foi interrompida por ordem de Dilma Rousseff, na última quarta-feira. Em carta aberta à presidente, o o grupo pede que ela reconsidere sua decisão e dê continuidade à distribuição do material. ” Não concordamos, em nenhuma hipótese, com a possibilidade dos materiais elaborados pelo projeto Escola sem Homofobia não chegarem a seus destinatários”, diz a carta. O grupo lembra que a maioria da comunidade LGBT trabalhou ”dia e noite” pela eleição da petista, em 2010.

No documento, o grupo argumenta que o estado brasileiro é laico e que a Constituição combate toda forma de discriminação. Além disso, a carta evoca a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o reconhecimento de uniões estáveis entre homossexuais.

Para a Setorial, o chamado ”kit anti homofobia” é um material didático que tem como único objetivo combater o bullying nas escolas, mas foi objeto de uma ”sórdida campanha” de ”mentiras e distorções” de pessoas que não conhecem o conteúdo preparado pelo MEC.

A carta lembra ainda que o material foi aprovado por entidades como a UNESCO, o Conselho Federal de Psicologia e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. ”O Brasil não cederá à chantagem de religiosos homofóbicos, que confundem templo com parlamento, que ignoram a laicidade, o pluralismo e a dignidade humana”.

A Setorial relembra que o PT foi pioneiro em ações de combate à discriminação contra os homossexuais e que desde 1992 a legenda possui um núcleo que discute políticas voltadas para a comunidade LGBT. ”A maioria das leis e projetos de leis garantindo direitos à população LGBT, em todo o Brasil, são de iniciativa de parlamentares petistas. Marta Suplicy, já em 1995, propôs projeto de lei que estabelecia a união civil homossexual.

Várias resoluções de Encontros Nacionais e Congressos do PT – e também nosso estatuto – ratificam esse compromisso com de combate ao preconceito e a discriminação em geral, e à homofobia em particular”, afirma a carta.

Luisa Brasil – votebrasil.com

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