Brasil  

Aeroportos: apenas 2,5 % das obras foram executadas

Aline Sales
Do Contas Abertas

Ontem o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou estudo sobre os atrasos nas obras dos aeroportos brasileiros. A nota técnica diz que a maioria dos aeroportos não estarão prontos para receber a Copa do Mundo de Futebol em 2014. No mesmo dia, a Controladoria Geral da União (CGU) atualizou as informações da Matriz de Responsabilidades – cronograma de investimentos que engloba as obras aeroportuárias, disponível no Portal da Transparência da Copa. Os dados foram atualizados até 23 de março.

Do montante total previsto de R$ 5,6 bilhões para investimentos nos aeroportos das 12 cidades que vão sediar o evento, R$ 294,5 milhões foram contratados e apenas R$ 137,7 milhões foram efetivamente aplicados na melhoria ou na ampliação das estruturas aeroportuárias. O que equivale apenas 2,5 % de execução (veja tabela).

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) possui o melhor desempenho. No Aeroporto Internacional do Galeão já foi investido R$ 60 milhões. Está sendo realizada a reforma do terminal de passageiros 1 e a conclusão do terminal de passageiros 2. Para essas obras estão previstos R$ 687,3 milhões. Assim, o Galeão atingiu a execução de 8,7% do valor previsto para investimentos.

O aeroporto São Gonçalo do Amarante, em Natal (RN) possui duas frentes de trabalho já iniciadas: Construção do terminal de passageiros e a infraestrutura da pista de pouso. É o segundo melhor desempenho. Dos R$ 576 milhões previstos, R$ 40,6 milhões já foram, de fato, executados.

Das cidades que vão abrigar o mundial esportivo, Recife (PE) é a que tem a menor quantidade de investimentos já executados. Apenas R$ 15 mil foram desembolsados para o projeto de construção da nova torre de controle. Porém há cidades que não tiveram qualquer tipo de execução, pois nenhuma contratação para os serviços foi realizada. Trate-se dos casos de Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA).

Segundo o estudo do Ipea não será possível cumprir os prazos de entrega das obras para os eventos esportivos. “O resultado é preocupante. Não vai dar sequer para a Olimpíada. A grande maioria dos novos terminais visando a Copa do Mundo ainda não tem nem projeto”, diz Carlos Campos, coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, que participou da elaboração do trabalho.

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