Aécio descarta ser vice e reafirma candidatura ao Senado

Por Edson Sardinha- congressoemfoco.com.br

O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) descartou hoje (27) desistir da candidatura ao Senado para se lançar como vice de José Serra na corrida à Presidência da República. De volta da Europa após um período de férias, o ex-governador disse que pode ajudar mais o colega de partido como candidato a senador do que como companheiro de chapa e recomendou aos tucanos que contenham “as ansiedades”.

“No momento em que abro mão da minha pré-candidatura, faço isso para garantir a unidade partidária e para me aliar ao companheiro José Serra. Só que as minhas opiniões não podem ser tomadas a partir de opiniões pessoais, mesmo com boas intenções, de alguns companheiros. Elas são legitimas, mas a minha decisão tem que ser tomada a partir de uma análise muito profunda que eu faço do cenário político”, afirmou esta manhã o tucano, conforme a Folha.com. 

Aécio disse que nada mudou no cenário eleitoral para que ele mudasse de posição. “Estou convencido que a melhor forma de ajudar a vitória do governador Anastasia em Minas Gerais e do companheiro e amigo [ex-]governador José Serra é estando em Minas Gerais como candidato ao Senado. Não houve nenhuma modificação no cenário. É preciso que essas ansiedades sejam contidas”, declarou.
 
O ex-governador mineiro tem sofrido assédio do próprio partido para aceitar a vaga de vice principalmente após a divulgação das últimas pesquisas de intenção de voto, que apontam crescimento da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e queda de Serra. 

Aécio participou de um encontro político esta manhã com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e o ex-presidente Itamar Franco (PPS), pré-candidato ao Senado. Ele apoia a candidatura de Anastasia, seu vice-governador, ao Palácio Tiradentes e negocia uma aliança com Itamar. Este ano, duas vagas estarão em jogo no Senado.

Pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana apontou empate entre Serra e Dilma. Os dois aparecem com 37% das intenções de voto. Foi a primeira vez que o tucano não figurou à frente da petista em levantamento do instituto.

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