Brasil  

Ação de Sérgio Cabral contra partilha dificulta acordo

Fonte: monitormercantil.com.br

Ao misturar os royalties com novo marco, governador isola Rio de Janeiro,

Criticado por sua dificuldade em negociar com o Congresso Nacional um acordo em torno do pré-sal, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), pode deixar o estado que governa em situação ainda mais difícil por misturar o debate sobre os royalties com sua defesa na manutenção do regime de partilha.

A desastrosa atuação de Cabral abriu espaço para a ação eleitoreira de algumas bancadas, que culminou com a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que retirou direitos já adquiridos pelos estados produtores de petróleo.

A emenda de Simon rompeu acordo no Senado, que adiava para depois das eleições a votação dos royalties. O governo queria concentrar a votação no novo regime, que passará a ser de partilha. Cabral e o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, que têm raízes tucanas, no entanto, aproveitaram a confusão gerada pela distribuição de recursos, para forçar a defesa da manutenção do regime de concessão, que retira o controle do país sobre suas riquezas.

Apesar de derrotado duas vezes no Congresso, Cabral, no entanto, mantém a tática. Ele se diz confiante em o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vá vetar a emenda de Simon. Mas criticou a insistência do governo em votar os projetos que envolvem o novo marco regulatório do pré-sal ainda este ano, às vésperas das eleições.

“Estão sacrificando o Rio agora para capitalizar a Petrobras. A Petrobras não é mais importante do que o Brasil, do que os 16 milhões de habitantes do Rio ou os 5 milhões do Espírito Santo”, esbravejou Cabral.

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