Saúde  

A memória e o óleo de alecrim

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Em época de provas, estudantes fazem de tudo para melhorar a memória. Não foi a toa que a loja inglesa Holland & Barrett teve um aumento de 187% nas vendas de óleo de alecrim no ano passado. Uma pesquisa da Universidade de Northumbria, Reino Unido, mostrou que o óleo de alecrim pode fazer bem para a memória futura.

Em termos científicos, podemos considerar que há três tipos de memória: a passada (como o que você aprendeu na escola), a presente (usada a todo o momento) e a futura (lembrar de tomar um remédio, por exemplo). Segundo o chefe de departamento de psicologia da universidade, Mark Moss, algumas moléculas do óleo de alecrim conseguiriam interagir com neurotransmissores cerebrais. Os componentes seriam absorvidos pelo sangue pela inalação do aroma do óleo.

A questão é que não seria apenas uma molécula, mas um conjunto delas em proporções específicas. Logo, pode haver um óleo de alecrim sem benefícios para memória. No estudo, a equipe de Moss dividiu 60 voluntários em três salas impregnadas com óleo de alecrim, óleo de lavanda e sem aroma nenhum.

Os participantes achavam que estavam testando uma bebida de vitaminas. Quando comentavam o cheiro do sala, os pesquisadores diziam que o aroma tinha sido “deixado pelo grupo que usou a sala antes”. Durante o experimento, os voluntários fizeram um teste de memória. Aqueles que estavam na sala com aroma de alecrim foram estaticamente melhor do que os que estavam na sala sem aroma. Já os da sala com aroma de lavanda (associada ao sono) tiveram uma queda significativa no desempenho.

Apesar de a pesquisa ter sido feito em pequena escala, para um aluno desesperado vale chá de hortelã antes da prova, canela para aumentar o estado de atenção ou até um suplemento de Ginkgo biloba (apesar de um grande estudo não conseguir provar os benefícios que são tradicionalmente divulgados).

Fonte: Opinião&Notícia

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