A escalada política de José Serra

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

O ex-governador do Estado de São Paulo José Serra  se afastou do cargo para concorrer à Presidência da República. Paulistano do bairro de Mooca, José Serra ingressou na política em 1962, como presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. No ano seguinte, Serra se tornou presidente da UNE.

Em março de 1964, Serra foi o mais novo a discursar no comício da Central do Brasil, no qual Jango defendeu as reformas de base. O comício foi considerado pelos conservadores uma provocação e foi um momento determinante para derrubar Jango do poder em 1º de abril do mesmo ano.

Serra foi perseguido pelo golpe de Estado que derrubou João Goulart e partiu para o exílio três meses depois. Impedido de terminar o curso de Engenharia, ele voltou-se para a área de Economia. Durante os 14 anos em que esteve exilado, Serra permaneceu a maior parte do tempo no Chile e nos Estados Unidos.

No Chile, Serra permaneceu oito anos até 1973. No país, fez mestrado em economia na Escolatina e participou de ações políticas para denunciar a repressão no Brasil junto de outros exilados como Armênio Guedes, Fernando Gabeira e Betinho. Decretado o golpe do general Augusto Pinochet, em 1973, Serra partiu para os Estados Unidos onde fez seu segundo mestrado e seu doutorado em Economia na Universidade de Cornell.

Em 1978, Serra retornou ao Brasil. Neste mesmo ano, começou a lecionar na Unicamp, onde permaneceu até 1983, quando se licenciou para assumir o seu primeiro cargo administrativo na secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo.

Em 1986, Serra elegeu-se deputado federal constituinte e conquistou a reeleição em 1990. Apesar de ter sido eleito senador por São Paulo em 1994, no ano seguinte foi nomeado ministro de Planejamento e Orçamento do governo Fernando Henrique Cardoso. Permaneceu no cargo até 1996, quando reassumiu seu cargo no Senado, onde ficou por dois anos. A partir de 1998, assumiu o ministério da Saúde, cargo no qual permaneceu até 2002, quando se licenciou para concorrer à Presidência da República. Como não foi eleito, em 2004, concorreu para prefeito de São Paulo. Serra foi eleito, mas abandonou o cargo para concorrer a governador de São Paulo. Em 2007, assumiu o posto, porém se afastou do cargo em abril deste ano para concorrer novamente à Presidência.

Serra esteve envolvido em algumas calamidades públicas. Só no ano de 2007, aconteceram três incidentes. O primeiro foi um acidente na Linha 4 do metrô de São Paulo, no qual uma parte de um túnel desabou abrindo uma cratera no local. A segunda ocasião aconteceu por conta de decretos emitidos nas áreas de educação e pesquisa. Alunos e professores da USP, Unicamp e Unesp realizaram greves e manifestações. O terceiro mal estar foi a queda de três vigas de um viaduto em obras do acesso ao trecho sul do Rodoanel.

Após o acidente do Rodoanel, várias investigações estão sendo feitas pelo Tribunal de Contas da União sobre um possível corte de custos na construção, o que pode ter ligação com o acidente. Uma das curiosidades é que, segundo o TSE, Serra teria recebido um auxílio no valor de R$ 1 milhão da empreiteira OAS/Odebrecht quando concorreu a governador. Esta empreiteira faz parte do consórcio responsável pela construção do Rodoanel e participa da construção da Linha 4 do metrô de São Paulo.

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