Saúde  

A dor e suas causas

As causas e o mecanismo da dor, ainda, não são muitos bem definidos. O propósito da discussão abaixo é dar uma possível referencia a respeito do assunto.

Uma das teorias da causa da cefaléia da enxaqueca é que emoção ou tensão prolongadas provocam vasoespasmo reflexo de algumas das artérias da cabeça, inclusive daquelas que suprem o cérebro. O vasoespasmo teoricamente produz isquemia de porções do cérebro que seria responsável pelos sintomas podrômicos. Então, como resultado da isquemia intensa, alguma coisa acontece com a parede vascular, talvez a exaustão da contração do músculo liso, que lhe permite tornar-se flácida e incapaz de manter o tônus muscular por 24 a 48 horas. A pressão sanguínea nos vasos faz com que estes se dilatem e pulsem intensamente, e foi postulado que o estiramento excessivo das paredes das artérias – inclusive de algumas artérias extracranianas como a Temporal – causa a dor verdadeira das cefaléias da enxaqueca.
Outras teorias da causa das cefaléias da enxaqueca incluem a depressão alastrante cortical, anormalidades psicológicas e vasoespasmo causado por excesso de potássio local no liquido extracelular cerebral.
Esta é uma das teorias mais aceitas para explicar o mecanismo da dor: sabe-se que o cérebro quem toma consciência de processos dolorosos originários de todo o corpo. Em outras palavras só dói se o cérebro “tomar conhecimento” que um estimulo doloroso está ocorrendo, lembrando-se sempre que algumas modalidades de dor também se tornam conscientes a níveis talâmicos. Feito esta ressalva, temos então que para que o cérebro seja assim informado, são necessários nervos a transportar a mensagem dolorosa desde o ponto de estímulo até ele, o cérebro. Esta é a função dos nervos sensitivos e vias ascendentes sensitivas.
O estímulo doloroso origina impulsos elétricos em receptores específicos e estes, por sua vez, podem gerar um potencial de ação nas fibras sensitivas. Este impulso gera a liberação de neuro-transmissores os quais se difundem, a nível sináptico, onde se ligam a receptores específicos da fibra pós-sináptica. A somatória de vários impulsos pode, nesta, desencadear um potencial de ação, transmitindo assim através de várias sinapses conduzir o estimulo até o cérebro.
Da mesma forma que ocorre esta conexão sensitiva, outras ocorrem paralelamente. Como resultado desta conexão, temos a inibição da via que leva o estímulo doloroso até os centros superiores.Como exemplo de neuro-transmissores que agem sobre essas sinapses, temos a beta-endorfina e a serotonina.
Assim, o impulso originário da região estimulada só chega ao cérebro se este impulso for mais intenso que a inibição que ocorre continuamente. Este “tônus” de inibição serve para evitar que o individuo sinta dor desnecessária.
Contudo, acredita-se que as pessoas que sofrem da enxaqueca possuem uma deficiência da liberação dessas substâncias químicas inibitórias. Como resultado, sempre que esta disfunção estiver ocorrendo, o individuo vai sentir dor, mesmo na ausência de lesão. Por exemplo, a própria sensação de pulsação das artérias da cabeça vai ser transmitida, sobretudo pelos nervos Trigêmeo e Occipital, desencadeando o processo de enxaqueca.

Publicado no site www.shirleydecampos.com.br

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