Saúde  

A alergia e a primavera

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Com o aumento do pólen das flores, problema dos alérgicos aumenta ainda mais. Este é o alerta de Jaime Rocha, infectologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ DASA

Com a baixa umidade do ar podemos perceber um maior número de espirros, tosse e alergias em geral na população. Na seca há um aumento de até 40% na incidência de doenças respiratórias, principalmente as alérgicas como asma, rinite, resfriados e gripe. E o problema deve se agravar ainda mais neste mês devido à chegada da primavera e o aumento de pólen das flores no ar.

“Esse crescimento pode ser explicado por diversos fatores: a umidade relativa do ar muito baixa; o próprio frio, que funciona como um irritante para as vias aéreas de algumas pessoas e a inversão térmica, que é responsável pelo acúmulo maior de poluentes na atmosfera”, afirma Jaime Rocha, infectologista do Bronstein Medicina Diagnóstica/ DASA.

A resposta alérgica é uma reação de hipersensibilidade do organismo quando as pessoas que são sensíveis com determinadas situações entram em contato com agentes desencadeantes chamados alérgenos, que provocam uma crise de doença alérgica. Cerca de 20% da população sofre de alguma forma de alergia. As formas alérgicas mais comuns são a asma (bronquite alérgica ou bronquite asmática), a rinite alérgica e as alergias cutâneas. “Dentre os alérgenos mais conhecidos destacam-se a poeira domiciliar, ácaros, epitélios de animais, baratas, fungos, pólens, além de agentes irritantes como fumo e poluentes”, acrescenta o especialista.

Rocha salienta que crianças de pais alérgicos têm maior probabilidade de serem alérgicas. “Crianças que possuem um de seus pais alérgicos têm 20% a 30% de chances de serem alérgicas, enquanto filhos de ambos os pais alérgicos já têm uma probabilidade de 60%”. Por outro lado, a alergia pode se desenvolver em qualquer fase da vida e, até mesmo, em pessoas sem histórico familiar. “Basta, para isso, que a exposição desse indivíduo a determinado alérgeno ultrapasse o seu limiar de tolerância”, revela o infectologista.

De acordo com Rocha, além dos testes clínicos de provocação oral, com exclusão e reintrodução do alimento “suspeito” da dieta, existe hoje uma série de métodos para avaliação diagnóstica das alergias. Dentre eles: testes alérgicos que podem ser de leitura imediata (de 15 a 20 minutos), intradérmicos de provocação ou de contato (resultado em 72 horas) e exame de sangue (dosagem de IgE total e específica). “Neste exame de sangue são dosados anticorpos específicos contra uma grande variedade de alérgenos, como frutas, grãos, peixes e frutos do mar, proteínas de porco e vaca, ovos e laticínios, alérgenos inalantes, como pelos de animais, insetos, poeira e gramíneas, drogas, fungos e alérgenos ocupacionais”, finaliza o médico.

Como tentar evitar as alergias

• Forre colchão e travesseiro com capa impermeável;

• Retire tapetes e carpetes da casa, principalmente do quarto do paciente;

• Limpe a mobília da casa com pano úmido com frequência superior a uma vez por semana;

• Retire as cortinas, substituindo-as por persianas, que são facilmente limpas com pano úmido ou, em caso de cortinas de tecido leve, lave-as a cada 15 dias, no máximo;

• Mantenha sempre a casa arejada e ensolarada;

• Evite estofados recobertos com tecido;

• Os aspiradores de pó utilizados devem possuir filtro HEPA;

• Evite ter animais de pelo como cão, gato e outros ou evite a presença dos mesmos dentro de casa ou no quarto do paciente;

• Não fume dentro de casa;

• Cobertores devem ser substituídos por edredons que possam ser lavados quinzenalmente;

• Evite, no quarto do paciente, objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos de pelúcia, caixas e quadros;

• Evite cheiros fortes no domicílio como de tintas, solventes, inseticidas, produtos de limpeza etc.

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