Liderança de Dilma se torna cada vez mais frágil

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Durante muito tempo, Dilma Rousseff parecia uma candidata invencível para seus adversários políticos. Nem mesmo os protestos do ano passado foram capazes de reduzir o apoio à presidente, e sua vitória nas eleições deste ano era dada como certa já no primeiro turno.

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A pesquisa, feita em parceria entre o Instituto MDA e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostrou que Dilma tem 37% das intenções de voto, contra 43% registrados em fevereiro deste ano. A aprovação do governo da presidente também caiu de 55% em fevereiro, para 48% este mês.

Segundo analistas, se a aprovação do governo ficar abaixo dos 40%, sua reeleição corre sério risco. Com o aumento da inflação afetando as despesas das camadas mais pobres da população e endividando a classe média, a derrota de Dilma não parece nada improvável.

Os recentes escândalos da Petrobras que ocorreram sob a supervisão de Dilma, quando ela era chefe do Conselho Administrativo da empresa, colocaram em xeque a capacidade da presidente como gestora. A crise no setor de energia e a possibilidade de racionamento também desafiam a sua reeleição.

Dilma ainda tem vantagem sobre seus principais adversários políticos, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que apareceram na pesquisa do MDA com 21% e 11%, respectivamente. Contudo, a queda das intenções de voto na presidente está se convertendo em apoio a seus adversários. A disputa presidencial deste ano está ficando mais acirrada do que o governo gostaria.

 

Fontes: The Economist-Dilma’s fragile lead
www.opiniaoenoticia.com.br

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