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FMI aponta as empresas mais endividadas da América Latina

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timthuAlerta do Fundo Monetário Internacional (FMI) põe em xeque as nações da América Latina, pelos altos índices de endividamento das empresas locais. Segundo a organização, os governos devem estar atentos aos níveis altos de endividamento e alavancagem (qualquer técnica aplicada para multiplicar a rentabilidade por meio de endividamento) das empresas, bem como aos potenciais descasamentos de moedas nas operações financeiras das companhias. O Brasil é citado como o país em que a alavancagem média das empresas é a mais alta na região.

O relatório levou em consideração os balanços de mil empresas abertas no Brasil, Chile, Colômbia, Peru e México. A instituição já havia alertado as nações sobre os altos índices de endividamento corporativo dos países emergentes, no início do mês em Washington. Mas, segundo o relatório “as empresas das economias financeiramente integradas da América Latina podem estar alcançando níveis problemáticos de alavancagem financeira”.

A soma de fatores como: crescimento econômico baixo e condições financeiras mais duras no mercado internacional (devido a mudanças na política monetária dos Estados Unidos) pode trazer uma avalanche de calotes e uma menor rentabilidade dos bancos, detalha o relatório da organização.

No geral, a participação dos bônus nos passivos das empresas vem crescendo desde 2009, conforme o FMI. Com a liquidez abundante nas economias desenvolvidas, por conta da política monetária ultra acomodatícia dos bancos centrais, as companhias da América do Sul não encontraram dificuldade em captar recursos pela emissão de bônus. No Brasil acontece o contrário; os empréstimos bancários ainda têm peso importante nos passivos, ressalta o órgão, embora a participação dos bônus tenha aumentado.

Até o momento, a expansão dos passivos das empresas parece não estar comprometendo o pagamento dos serviços das dívidas, segundo o documento. O lucro líquido é, em média, três a quatro vezes maior que o pagamento de juros na maioria dos países, de acordo com o fundo. Ainda assim, a instituição orienta que os governos tenham o controle da situação, para evitar quedas nos balanços corporativos.

 

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