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Preso desde 29 de fevereiro, Cachoeira dá sinais de descontrole emocional

Preso desde 29 de fevereiro sob a suspeita de comandar um esquema de exploração de jogos ilegais e de fraudes em licitações, o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, está sob efeito de medicamentos psiquiátricos.
De acordo com a advogada do bicheiro, Dora Cavalcanti, ele foi atendido ontem por um psiquiatra, que, segundo ela, receitou uma medicação específica para o tratamento.
Dora negou, por ora, que a suposta doença psiquiátrica possa servir de argumento para um novo pedido de liberdade. “Ainda não sei. Seria especulação dizer qualquer coisa nesse momento. Deixa eu tentar entender bem essa situação primeiro”, disse a advogada.
De acordo com a advogada do bicheiro, o cliente enfrenta problemas de saúde. “Na segunda-feira passada, ele já não estava bem. Mas, na visita de ontem (quinta-feira) de manhã, ele não estava nada bem. Notei que estava ainda pior.
O estado dele foi se agravando ao longo do tempo. As outras pessoas foram sendo soltas e a angústia dele aumentou”, disse ao Correio a advogada Dora Cavalcanti, referindo-se às recentes decisões judiciais que garantiram a soltura da maioria dos suspeitos que havia sido presa durante as operações Monte Carlo e Saint-Michel.
Confusão
Na última quinta-feira, Cachoeira brigou com um colega de cela por conta de uma divergência em relação a um canal de televisão a que assistiam, conforme relatou a advogada. Na sequência, o bicheiro teria desacatado um agente do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), no presídio da Papuda.
O Correio apurou que, durante a confusão, Cachoeira teria se descontrolado, xingado o agente e relatado que conhece pessoas influentes que poderiam prejudicar inclusive o preso com quem dividia a cela. A confusão ocorreu antes de ele ser transferido da ala federal da Papuda para o setor de responsabilidade da Justiça do Distrito Federal.
A mudança de local foi definida porque Cachoeira estava preso, até então, apenas por ordem de um decreto de prisão da Justiça do DF. No entanto, na própria quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça derrubou um habeas corpus que o contraventor havia recebido no qual era revogada a prisão relativa à Operação Monte Carlo. Diante da nova decisão, ele passa a estar detido, no momento, por força de outros dois mandados.
A Polícia Federal (PF) não deu detalhes do episódio ocorrido na Papuda. Informou apenas que a confusão ocorreu por volta das 13h de quinta e que o bicheiro foi levado para a Superintendência da corporação no começo da noite de anteontem, onde prestou esclarecimentos por mais de uma hora, com o agente do Depen, o colega de cela e outros dois agentes que testemunharam o caso. Cachoeira poderá responder por desacato, cuja pena varia de seis meses a dois anos de prisão.
Preso no fim de fevereiro, Cachoeira foi imediatamente transferido para a penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró (RN). No começo da segunda quinzena de abril, o bicheiro obteve uma autorização judicial, concedida pelo desembargador federal Tourinho Neto, que permitiu a transferência para Brasília.

Fonte: votebrasil.com

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