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Ministério ainda não sabe se Tuma Júnior pediu férias ou licença do cargo

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil
 

Brasília – Embora o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, tenha afirmado em entrevista ao vivo na tarde de hoje (11) à TV Bandeirantes que pediu férias, o Ministério da Justiça, por meio da assessoria de imprensa, informou que ainda não sabe se o secretário pediu férias ou licença do cargo e se tais pedidos foram autorizados pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Após a entrevista, Tuma Júnior retornou ao gabinete e não falou com a imprensa que o aguardava no ministério. Ele ficou cerca de 15 minutos em sua sala e saiu em direção ao gabinete do ministro. Tuma é suspeito de envolvimento com um integrante da máfia chinesa em São Paulo

Investigações da Polícia Federal interceptaram conversas telefônicas de Tuma Júnior com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

As investigações fazem parte da Operação Wei Jin, deflagrada em setembro de 2009 que resultou na prisão de Paulo Li e outras 13 pessoas.

Tuma Júnior disse ainda, ao sair da reunião, que está trabalhando contra o crime organizado e que isso “não tem hora”. “Eles não descansam, a gente também não pode descansar. Estamos trabalhando.”

As denúncias contra Tuma Júnior chegaram ao ministro Luiz Paulo Barreto, de forma superficial, na última sexta-feira (7), quando ele ainda estava em viagem para Buenos Aires. Ontem, o ministro recebeu informações complementares sobre o caso antes de ouvir as explicações do secretário.

Mesmo no cargo, Tuma Júnior terá que se explicar à Comissão de Ética da Presidência da República sobre sua ligação com o chinês, acusado pela Polícia Federal de contrabandear equipamentos eletrônicos. Ontem, sete integrantes da comissão, que tem a atribuição de zelar pelo cumprimento do Código de Conduta Ética por servidores públicos federais, decidiram instaurar um procedimento preliminar de apuração sobre o secretário. Após ser notificado, o Tuma Júnior terá cinco dias para responder às perguntas da comissão.

A comissão só vai decidir se abre processo disciplinar sobre o secretário depois de avaliar as justificativas do secretário e as informações que deverão ser fornecidas pela Polícia Federal (PF) e pela 3ª Vara de Justiça do Estado de São Paulo, que conduziu o inquérito contra Paulo Li.

Edição: Aécio Amado

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