Mais uma Silva, porém com outros objetivos

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

De vez em quando aparece um político cheio de fundamentos para concorrer a um cargo eleitoral em uma democracia gigante. Marina Silva, candidata à presidência pelo Partido Verde, é este tipo de candidato. A experiência que lhe falta na máquina partidária, ela está tentando superar com a sua ética. Seu objetivo imediato é fazer com que haja o segundo turno. Isso não será fácil, já que a candidata tem apenas 10% das intenções de voto. Mas isso não é todo mau, dado que muitos brasileiros, como eleitores em outros lugares, não contam salvar o planeta como uma de suas prioridades.

Marina, nascida no Acre, é filha de um seringueiro nordestino. Dos seus 11 irmãos apenas oito sobreviveram à infância. Foram vítimas de malária, hepatite e outras doenças florestais. Marina sobreviveu, mas possui uma coleção de alergias, que vão de frutos do mar ao ar condicionado. Começou na política fazendo campanha com Chico Mendes, um ambientalista assassinado por um fazendeiro em 1988. Além disso, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) com o presidente Lula, foi deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente.

No governo perdeu algumas batalhas sobre a introdução da soja geneticamente modificada, a pavimentação da estrada BR-163 na Amazônia e a energia nuclear. Ela foi acusada de preencher o seu Ministério com os ambientalistas (ao qual ela se declara culpada) e colegas evangélicos (acusação que ela rejeita). Em 2008, ela se demitiu do cargo de ministra, quando Lula entregou a outro ministro a responsabilidade de reformar a lei sobre a posse de terra na Amazônia. Ela se recusou a criticar publicamente Lula.

O tema principal da campanha de Marina é que o Brasil deve ter uma responsabilidade moral para se tornar uma economia de alta tecnologia  com baixa emissão de carbono, sendo um exemplo para outros países em desenvolvimento. Em uma crítica a afeição de Lula por um Estado maior e por Fidel Castro, ela também diz que Brasil deve reduzir sua carga tributária e não socializar com os tiranos. Guilherme Leal, dono da Natura, um dos homens mais ricos do Brasil, está considerando um pedido para concorrer a vice em sua chapa.

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