Arquivo de Fevereiro de 2018

Juízes ganham R$ 211 milhões com “auxílios” atrasados, revela o Estadão

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Sete mil juízes federais e estaduais receberam R$ 211 milhões em dezembro referentes a pagamentos retroativos de benefícios e indenizações, uma média de R$ 30 mil por magistrado. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

Juízes ganham R$ 211 milhões com “auxílios” atrasados, revela o Estadão

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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Do Congresso em Foco
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Sete mil juízes federais e estaduais receberam R$ 211 milhões em dezembro referentes a pagamentos retroativos de benefícios e indenizações, uma média de R$ 30 mil por magistrado. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo cálculos do Estadão Dados, cerca de 30% dos juízes federais e estaduais do país tiveram os vencimentos engordados por algum “penduricalho do passado”, com juros e correção monetária.

De acordo com a reportagem, parte deles foi beneficiada por um auxílio-moradia que os deputados federais receberam entre 1992 e 1998. Em 2000 o Supremo Tribunal Federal garantiu aos magistrados o mesmo benefício pago à época aos parlamentares, no valor de R$ 3 mil (R$ 9,2 mil em valores atualizados). O passivo é pago até hoje, de forma parcelada.

Na época, houve uma batalha na Justiça pela equiparação de privilégios entre deputados e magistrados. Associações de magistrados reivindicaram o pagamento retroativo, referente ao período em que os deputados receberam auxílio-moradia e os juízes, não. O Supremo determinou o pagamento do equivalente a cinco anos do benefício. O efeito cascata teve continuidade quando o mesmo direito foi estendido a magistrados aposentados.

<< Veja a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo

Relatora de decreto quer mais recursos para o Rio e descarta reforma previdenciária: “Esquece

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Relatora do decreto que formalizou a intervenção militar no Rio, a deputada Laura Carneiro, ao ser perguntada sobre a Reforma da Previdência, foi sintética: “Esquece”, gracejou, “Vai dormir em paz, que eu já estou em paz. Eu já estava, antes. Agora, mais do que nunca.”

Relatora de decreto quer mais recursos para o Rio e descarta reforma previdenciária: “Esquece

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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Do Congresso em Foco
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Contrária à reforma da Previdência, a deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ) foi escolhida relatora do decreto presidencial que formalizou, na última sexta-feira (16), a intervenção federal na segurança público do Rio de Janeiro. Ela sabe que propostas de emenda à Constituição (PECs), caso da reforma, não podem ser promulgadas enquanto perdurar intervenção da União em quaisquer dos entes federativos, nos termos da própria Carta Magna. Instada pelo Congresso em Foco as opinar sobre as chances de a reforma da Previdência ir a voto, a emedebista foi sintética: “Esquece”, gracejou. “Vai dormir em paz, que eu já estou em paz. Eu já estava, antes. Agora, mais do que nunca.”

Laura Carneiro sabe que o governo, embora não admita publicamente, vê cada vez mais distantes as chances de aprovação da reforma, considerada impopular por parte da sociedade. Sabe também que pode ser barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o “jeitinho” encontrado pelo Palácio do Planalto para manter as aparências de não desistência da proposta: o presidente Michel Temer disse ter acertado com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), que suspenderia a intervenção caso conseguisse os 308 votos necessários para aprovar a PEC. Com a condição, prontamente aceita por Pezão, de que não seria desfeita a estrutura organizacional montada para que as Forças Armadas entrem em ação – general Walter Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, à frente.

Em outro flanco, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), consultará o Supremo para saber se, enquanto a intervenção estiver em curso, o Parlamento pode ao menos discutir e votar a reforma, deixando para promulgá-la ao fim do decreto. Assim, a observância à lei estaria resguardada e nada mais haveria no caminho das mudanças pretendidas por Temer. Trata-se do mundo ideal imaginado e almejado por governistas, com base em entendimentos já manifestados por consultores do Congresso e juristas.

<< Membros da bancada da bala na Câmara apoiam intervenção no Rio, mas a consideram insuficiente

<< Oposição diz que intervenção é “cortina de fumaça”, não é séria e desrespeita situação do Rio

Laura vai enfrentar uma oposição com vários discursos na ponta da língua – entre eles o de que a intervenção serve para tirar de foco o inquérito sobre o “Decretos dos Portos”, que investiga suspeita de propina para Temer, e o de que se trata de uma “cortina de fumaça” para esconder o fracasso do governo na busca de votos pró-reforma da Previdência.

Dizendo-se esperançosa no êxito da intervenção, a deputada minimizou a resistência oposicionista e disse à reportagem que os adversários de Temer hão de compreender que o amargor do “remédio” é imprescindível. “Acho que eles vão ter a compreensão de que o remédio é amargo, mas que é o único que tem nesta altura. E que não é intervenção militar! É uma intervenção federal, com um novo modelo”, ponderou a emedebista, informando que, além de apresentar o relatório favorável ao decreto, vai fazer uma sugestão orçamentária para Temer custeá-lo adequadamente.

“Sem recurso federal, não tem intervenção. Com os recursos do estado [do Rio] é impossível”, acrescentou Laura, para quem o fato de Temer ter incluído o ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) nas reuniões estratégias sinaliza que a intervenção terá, paralelamente, uma veia de política social. “Por outro lado, quando vem [ao Rio] o [ministro da Fazenda, Henrique] Meirelles, ele dá um indicativo de que os recursos serão da União”, emendou.

Mas tanto otimismo esbarra na disposição oposicionista em enfrentar as ações de Temer – principalmente a reforma da Previdência, que não pode ser promulgada enquanto uma intervenção federal esteja em vigor. Líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) já avisou que sua bancada obstruirá todos os projetos até que a reforma seja arquivada. “Enquanto ela não estiver enterrada, estaremos em obstrução. Não votaremos nenhum tema”, avisou o parlamentar. ”Vamos mobilizar o nosso pessoal, votar contra, trabalhar para derrotá-los.”

Intervenção (com interventor) militar

A obstrução irrestrita anunciada pelo PT é embalada pelo discurso de que Temer, ao recorrer aos militares para resolver um problema estadual, sinaliza que pode ir além. Paulo Pimenta evita projetar cenários e a hipótese de mais intervenções em outros estados, mas demonstra preocupação com os próximos passos do governo. “Esse decreto pode abrir um processo enorme, mas seria uma aventura de minha parte tentar adivinhar qual é o próximo estado [a sofrer intervenção]“, declarou o deputado petista, para quem o decreto de Temer é uma “irresponsabilidade”.

Segundo Paulo Pimenta, entre as razões da medida está a criação de uma “pauta para um governo desacreditado, rejeitado por 97% da população”.

“É uma ação politiqueira. Já existe uma GLO [Garantia da Lei e da Ordem, recurso legal para situações de descontrole] no Rio. Desde julho do ano passado as Forças Armadas já estão autorizadas a atuar. Até hoje, sequer foi elaborado um plano de segurança pública com as demais forças do estado. Qualquer pessoa que tenha um mínimo de noção sobre segurança pública sabe que as Forças Armadas não têm preparo, nem treinamento, para enfrentar o crime organizado. O crime organizado se combate com inteligência, planejamento”, acrescentou o deputado.

 

Neste ponto da entrevista, Paulo Pimenta aprofundou a caracterização do governo. “O Ministério Público Federal definiu Temer como chefe de quadrilha, de uma perigosa organização criminosa. Você acha que um chefe de quadrilha, de organização criminosa, vai ter alguma autoridade para anunciar ao país alguma proposta de combate ao crime? Isso é uma coisa absolutamente sem seriedade. Temos no país, hoje, uma organização criminosa que tomou de assalto o país. É uma organização criminosa do que qualquer outra, roubaram mais do que qualquer outra”, concluiu.

Mas Laura Carneiro faz questão de afastar a tese suscitada em setores da opinião pública. “O fato de o interventor ser um militar não quer dizer que seja uma intervenção militar. Ele pode usar o Exército, a Aeronáutica e a Marinha? Pode, mas também pode usar a Abin [Agência Brasileira de Inteligência], a Polícia Federal, a Força Nacional [de Segurança Pública], a Polícia Rodoviária Federal”, enfatizou.

Tranquilidade pré-tormenta

Um dos parlamentares mais ligados a Temer, o vice-líder do governo Darcísio Perondi (MDB-RS) parece não se abalar com a reação oposicionista e a possível repercussão do decreto em parcela da opinião pública. O peemedebista manifestou à reportagem a crença de que a votação do decreto terá, rapidamente, início e desfecho favorável ao governo e acabará por transferir o desgaste para os adversários. “A oposição vai usar todos os mecanismos para se enterrar mais, mas nós vamos conseguir votar”, vislumbrou o emedebista.

<< Saiba como será a votação do primeiro decreto de intervenção federal depois do fim da ditadura

O deputado disse que a intervenção é “indispensável” diante do quadro de falência do Estado. “Inocentes estavam morrendo no Rio de Janeiro. Havia perda de controle absoluto da segurança. Uma decisão forte se impunha, e houve a decisão”, declamou o parlamentar gaúcho, não vendo problemas no fato de que o interventor nomeado por Temer é um militar, quando juristas recomendam um civil nesses casos. Mas, de fato, não o dispositivo constitucional sobre intervenção (parágrafo 1º, artigo 36, da Carta) não especifica se o interventor tem que ser civil ou militar.

“Poderia ser um interventor civil, mas chegaram a um militar que tem experiência”, resumiu o emedebista, para quem é “mais um erro do PT” – a exemplo das versões de “golpe” do impeachment e ataques à reforma trabalhista, ele diz – acirrar o discurso contra a intervenção. “O povo quer segurança. Aí o erro do PT será maior ainda do que os outros erros ao longo do governo do Michel.”

Perondi lamentou ainda o posicionamento de Laura Carneiro, sua companheira de partido, a respeito da reforma da Previdência. “A deputada Laura é contra a reforma da Previdência. Ponto. Surpreendentemente é contra”, resignou-se.

Base afinada

Se de um lado a oposição vocifera contra os planos de Temer postos em curso no ano eleitoral, a base de sustentação ao presidente parece alinhada para a execução das providências governamentais. Tanto Rodrigo Maia quanto o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), manifestaram pronto apoio público à intervenção e já garantiram rápida tramitação do decreto que a pôs em vigência – ressalva seja feita ao fato de que Maia, que não participou da decisão sobre a intervenção em seu próprio estado, revoltou-se por apenas ter sido comunicado sobre a medida, vendo-se obrigado a conter sua irritação, acalmado por Pezão. Em ano eleitoral, trata-se de uma pauta positiva bem-vinda, e o deputado nada ganharia com uma eventual objeção.

<< Depois da intervenção no Rio, Temer anuncia criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública

<< “Medida extrema negociada”: os vídeos em que Temer fala da intervenção e do Ministério da Segurança

E ambos com motivos suficientes para tanto, cientes de que o combate à insegurança pública é ativo político com grande potencial de votos nas urnas. E, coincidentemente, ambos entusiasmados com a pauta de projetos relativos à segurança pública em tramitação nas duas Casas legislativas, por patrocínio deles mesmos. No caso de Maia, uma bandeira empunhada desde o ano passado, quando o Rio já agonizava face à violência e ao crime organizado, a ponto de uma GLO ter sido formalizada em julho. Com determinação de vigência até 31 de dezembro passado, o instrumento garante a presença de tropas militares em situações de grave perturbação da ordem e de claro esgotamento das autoridades originais da segurança pública.

 

Afinação: fluminenses, Laura e Maia são apoio certo na Câmara à intervenção

 

Já Eunício hasteou sua flâmula pró-segurança pública em discurso de abertura do ano legislativo, como presidente do Congresso. Como este site mostrou neste sábado (18), o senador cearense – Ceará, aliás, incluído na ventilada lista de extensões da atual intervenção – compõe o grupo de governistas que garantem a manutenção da pauta mesmo em meio ao furacão do decreto. Eunício é o principal fiador do pacote de nove proposições, duas das quais já aprovadas, pautadas como força-tarefa de combate ao crime.

Tudo seguia seu curso natural no Parlamento até o anúncio da intervenção. Em 7 de fevereiro, por exemplo, foi aprovada por unanimidade (60 votos), e em regime de urgência, a proposta que fixa um prazo de seis meses para que bloqueadores de sinal de celulares sejam instalados em unidades do sistema penitenciário nacional. De autoria do próprio senador Eunício Oliveira, o Projeto de Lei 32/2018 deverá agora ser analisado pela Câmara. Para a base governista no Senado, segue o baile.

“As votações que estavam previstas continuam. A única vedação em função do decreto de intervenção federal, previsto no artigo 60 da Constituição, parágrafo 1º, é com relação à votação de emenda constitucional. Qualquer outro procedimento legislativo, de lei ordinária, lei complementar, não sofre qualquer solução de continuidade”, declarou ao Congresso em Foco o o líder do MDB, Raimundo Lira (PB).

 

Um carnaval de cinzas!

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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Por Claudio Schamis
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Peço desculpas, mas aproveitando a quarta-feira de cinzas e já fazendo uma analogia de cinzas e do que foi esse carnaval, principalmente no Rio, hoje a coluna será um pouco egoísta e vai falar do que restou do Rio de Janeiro.

Eu fugi do Rio. Não pensei duas vezes, imagine três. Como muitos sabem, hoje tenho um trabalho, não um emprego. Sou motorista de aplicativos de mobilidade, justamente por falta de emprego e de uma oportunidade de voltar ao mercado formal de trabalho. E poderia estar animadíssimo em trabalhar no carnaval, que é supostamente uma época em que se pode ganhar um bom dinheiro — há controvérsias — dirigindo um Uber, um Cabify, um 99 Pop. Mas a minha experiência do carnaval de 2017 e o aumento impressionante da violência foram determinantes em me fazer,  como disse, fugir do Rio.

Mesmo vendo os relatos de amigos motoristas, tenho a plena certeza de que fiz a escolha certa.

Aqui do alto da serra, mais precisamente em Teresópolis, num condomínio chamado Fazenda da Paz, assisti ao show de horror que foi esse carnaval.

Fiquei enojado — na verdade mais ainda — da cidade (que já foi) maravilhosa cantada por Caetano Veloso, na famosa marchinha de carnaval “Cidade Maravilhosa”.

A cidade do Rio de Janeiro é linda realmente, mas vista do alto do Corcovado ou do Pão de Açúcar. Aqui no asfalto ela está podre, nojenta, irreconhecível e feia.

O Rio de Janeiro é um dos cartões postais do Brasil. Quem não conhece o Rio de Janeiro, mesmo que de ouvir falar? Só que o que aconteceu nesse carnaval é algo que temos que parar tudo e exigir uma solução.

Não é fácil, eu sei. Mas a violência no Rio está num nível que é até difícil de se definir. Ainda mais com a cidade falida do jeito que está, tudo tende a piorar mais ainda. E será que pode ficar pior? Sim, pode.

Estamos entrando numa era em que nós que trabalhamos para ter mais conforto, poder ter um bom celular, um bom carro, sair para se divertir, ter coisas que nos deem prazer. Estamos sendo obrigados a fazer opções somente porque não podemos ter isso, fazer aquilo, pois é perigoso.

Os arrastões, os assaltos e  as agressões, dentro e fora dos blocos, deram as cores desse carnaval. Perdeu-se totalmente a essência da festa em si. Da confraternização de ideias, povos e culturas. Conseguiram banalizar a cidade.

As cenas que vi e que o mundo viu são dantescas. São cenas que têm obrigação de envergonhar cada carioca que clama por paz. Turistas (e cariocas) agredidos, assaltados, vão cada vez mais fazer com que o Rio de Janeiro deixe de ser uma opção de turismo nas próximas férias. Ou uma opção de morar, principalmente no caso dos cariocas. Muitos estão fugindo do Rio.

E enquanto isso, as autoridades fazem pouco caso, quando tentam minimizar os acontecimentos. O prefeito do Rio, que foi para a Alemanha, diz para não bebermos e não tirarmos muitas selfies. O governador diz que o carnaval terá um reforço grande de policias e que será tudo maravilhoso. E ainda acusa a imprensa de fazer um alarde maior sobre a violência do que ela realmente é.

Governador! É fácil falar de dentro de um blindado, com segurança e podendo se locomover de helicóptero. Queria ver você enfrentando engarrafamento na Linha Vermelha, naLinha Amarela e na Avenida Brasil, as principais vias da cidade que foram fechadas algumas vezes por causa dessa mesma violência que você afirma que não é bem assim.

O Rio está sitiado. Estamos numa guerra civil. Bandidos assaltam indiscriminadamente a qualquer hora do dia e em qualquer bairro. Não existe mais fronteiras de onde é mais ou menos perigoso. Zona Sul, norte ou oeste… é tudo igual. E tudo a qualquer hora e momento. Até marmita eles estão roubando — e com equipamentos de guerra.

Somos uma cidade sitiada não declarada. Ainda não temos toque de recolher oficial, mas nós mesmos criamos um. As nossas rotas do nosso ir e vir não são muitas vezes pelo caminho mais rápido, e sim pelo menos perigoso.

E assim vamos sobrevivendo a cada dia. Rezando ao sair de casa e ao chegar com vida.

A violência não é um privilégio do Rio. Acredito que ela esteja presente no país inteiro com intensidades diferentes. Mas o grande problema é que um espirro no Rio de Janeira pode virar notícia internacional, não querendo desmerecer as demais cidades do Brasil.

E se o turismo no Rio de Janeiro pode ajudar a aquecer a economia com todos os desdobramentos que podemos ter, mais empregos, mais consumo e mais investimentos em empreendimentos, o que acaba refletindo no país como um todo, temos que exigir do governo estadual e federal uma solução. Tolerância zero.

Temos que nos conscientizar que a brincadeira de carnaval acabou e não devemos nos iludir que estamos em ano de Copa do Mundo. Vamos focar mais na nossa realidade e em nossas vidas, pois o resto é o resto.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão.

Excesso de frutose é responsável por doenças hepáticas

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

A frutose, um açúcar de grande poder adoçante, é encontrada principalmente nas frutas. Os fabricantes de alimentos e bebidas adicionam frutose para adoçar seus produtos. Mas o excesso de frutose na alimentação está associado a doenças hepáticas e a diabetes melito.

Excesso de frutose é responsável por doenças hepáticas

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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A frutose, um açúcar de grande poder adoçante, é encontrada principalmente nas frutas. Os fabricantes de alimentos e bebidas adicionam frutose para adoçar seus produtos. Mas o excesso de frutose na alimentação está associado a doenças hepáticas e a diabetes melito.

A natureza dessa associação tem sido pesquisada há anos. Alguns estudiosos argumentam que o efeito é indireto. Alimentos doces suprimem a sensação de saciedade, por isso, as sobremesas são servidas ao final de uma refeição. O consumo de alimentos ricos em frutose pode causar obesidade e doenças decorrentes do aumento de peso. Outros acham que o efeito é mais direto, em razão de seu processo metabólico.

Agora, um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism por Josh Rabinowitz e seus colegas da Universidade de Princeton apoia a hipótese do efeito metabólico como causa de doenças. O artigo de Rabinowitz sugere que a frutose, quando consumida em grande quantidade, sobrecarrega o mecanismo no intestino delgado que a processa. Assim, a frutose é assimilada diretamente pelo fígado, onde se converte em gordura.

Rabinowitz e seus colegas chegaram a essa conclusão por meio de um experimento feito com ratos. Alguns animais foram alimentados com frutose misturada a um isótopo não radioativo de carbono – 13C. Outros foram alimentados com glicose a qual acrescentaram o isótopo. A mistura de glicose com o isótopo após ser processada pelo intestino delgado seguiu para o fígado através da artéria hepática. Em seguida, entrou na corrente sanguínea que a distribuiu por todo o corpo. A mistura de frutose com o isótopo, por sua vez, foi bloqueada pelo intestino delgado.

Depois da análise do processamento dos dois tipos de açúcar pelo organismo, Rabinowitz e seus colegas aumentaram as doses. A ideia era dar aos ratos a mesma quantidade de açúcar contida em um refrigerante adoçado com frutose. O mecanismo do intestino delgado não conseguiu processar a dose mais elevada de frutose e 30% do açúcar foi transportado sem processamento para o fígado, onde se converteu em gordura.

Em quantidades moderadas o fígado tem a capacidade de metabolizar alimentos e toxinas. Mas em longo prazo o órgão sofre as consequências dos excessos e o acúmulo de gordura no fígado pode causar doenças hepáticas crônicas, como cirrose.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Novo antibiótico tem potencial para combater superbactérias

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Uma nova família de antibióticos com potencial de combater infecções resistentes a outros tratamentos foi descoberta em amostras de solos em diferentes pontos dos Estados Unidos. O estudo foi divulgado na Nature Microbiology.

Novo antibiótico tem potencial para combater superbactérias

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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Uma nova família de antibióticos com potencial de combater infecções resistentes a outros tratamentos foi descoberta em amostras de solos em diferentes pontos dos Estados Unidos. O estudo foi divulgado na Nature Microbiology.

Os testes feitos por pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, mostraram que os compostos naturais chamados de “malacidins” conseguiram combater doenças bacterianas que tinham se mostrado resistentes a outros tipos de tratamentos, como a superbactéria MRSA (Staphylococcus aureus, que é resistente à meticilina).

Os exames foram feitos em roedores, fazendo com que a infecção de pele que eles tinham fosse eliminada. Com isso, os cientistas renovaram as esperanças em encontrar antibióticos mais eficientes no combate às doenças resistentes a remédios, que matam aproximadamente 700 mil pessoas por ano em todo o mundo.

O líder da equipe de pesquisadores da Rockefeller University, Sean Brady, é um dos cientistas que deseja explorar o potencial medicinal dos micro-organismos vivos que estão no solo, com potencial para se tornarem componentes terapêuticos.

Os pesquisadores estão analisando mais de mil amostras de solo coletada em todo os Estados Unidos. Os cientistas já identificaram a família “malacidins” em diferentes amostras usando uma técnica de sequenciamento de genes.

Com isso, os pesquisadores querem melhorar o medicamento para fazê-lo mais eficiente, tentando tornar os “malacidins” em um novo tratamento de antibióticos em humanos. No entanto, segundo Brady, isso ainda é incerto, pois a pesquisa está em fase inicial. “É um longo, árduo caminho entre a descoberta inicial e o uso médico de um antibiótico”, explicou.

O professor Colin Garner, que pesquisa antibióticos no Reino Unido, seguiu a mesma linha de pensamento de Brady, admitindo que a descoberta da nova família é uma boa notícia, mas mantendo os pés no chão sobre o futuro do possível tratamento. “Nossa preocupação é com as bactérias chamadas gram-negativas, que são difíceis de tratar e cuja resistência está aumentando. Elas causam pneumonia, infecções sanguíneas e urinárias, além de infecção na pele. .Precisamos de novos antibióticos”, finalizou Garner.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Marco Aurélio está cético quanto aos resultados da intervenção no Rio

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Carioca, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz ter “sérias dúvidas” sobre o resultado da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro. “Será que o Exército realmente vai solucionar a problemática da corrupção na polícia repressiva, que é a militar?”, questionou.

Marco Aurélio está cético quanto aos resultados da intervenção no Rio

segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

Um carnaval de cinzas!

domingo, 18 de Fevereiro de 2018

Peço desculpas, mas aproveitando a quarta-feira de cinzas que passou e já fazendo uma analogia de cinzas e do que foi esse carnaval, principalmente no Rio, hoje a coluna será um pouco egoísta e vai falar do que restou do Rio de Janeiro.