Arquivo de junho de 2017

Pet terapia: um atendimento animal

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Cherry

Quando Cherry entrou no Prontobaby – Hospital da Criança, na Tijuca, na semana passada, não teve enfermeiro, paciente ou médico que não parasse para dar uma espiada no que estava acontecendo ali. Cherry é uma cadela de 10 anos, que faz parte do Projeto Pêlo Próximo.

Pet terapia: um atendimento animal

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Cherry

Quando Cherry entrou no Prontobaby – Hospital da Criança, na Tijuca, na zona norte do Rio, na semana passada, não teve enfermeiro, paciente ou médico que não parasse para dar uma espiada no que estava acontecendo ali.

Cherry é uma cadela de 10 anos, que faz parte do Projeto Pêlo Próximo. Todas as segundas-feiras, das 15h às 16h, a equipe de voluntários leva animais para este hospital, que é apenas uma das inúmeras instituições onde atendem.

Adriana Cabana

A psicóloga Adriana Cabana, coordenadora do Centro de Apoio ao Familiar do Prontobaby, explica que as crianças que participam da visita têm que estar dentro de um protocolo do hospital, ou seja, precisam se encaixar num perfil específico que segue regras da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). No Prontobaby, as crianças têm que ser maiores de dois anos, não podem estar com doenças infectocontagiosas nem estar com um acesso (tubo, sonda ou dreno) profundo, nada que possa causar dano para ela ou para o animal. “Elas têm que ter autorização por escrito dos responsáveis. A gente sempre preconiza as crianças que estão hospitalizadas há mais tempo”, explica Adriana.

Em uma área delimitada e devidamente higienizada, Cherry e os voluntários aguardavam a chegada das crianças. As reações eram as mais diversas, desde a criança que receia chegar perto do animal até aquela que já vem abraçando. Os voluntários entram em ação e propõem tarefas. As crianças escovam o pelo, escutam o coração de Cherry, fazem curativos de brincadeira em sua pata e escutam histórias com marionetes. Por uma hora, elas esquecem que aquele mesmo ambiente é um hospital.

Roberta Araújo

A coordenadora do projeto Roberta Araújo, que também é uma das idealizadoras do Pêlo Próximo, conta que sempre adorou animais. “Eu via que nem todas as pessoas tratavam os animais da mesma forma como a minha família fazia, com respeito, carinho, como um membro efetivo da família. Depois de mais velha, confesso que não fiquei muito satisfeita em ver o cachorro só como companhia. O que eu via é que eles ofereciam muito mais, sem tanto retorno dos seres humanos”. Por isso, ela e uma amiga começaram a pesquisar na internet e viram que instituições no exterior já faziam Atividade Assistida por Animais (AAA), Terapia Assistida por Animais (TAA), além de promover a Educação Assistida por Animais (EAA).

Roberta, então, se capacitou e reuniu um grupo multidisciplinar, com voluntários da área de saúde, educação, além de comportamentalistas e adestradores para avaliar os animais. Afinal de contas, nem todos os animais são aptos para o trabalho. “O cão pode ser maravilhoso para você, dono, mas não ser o mesmo para as outras pessoas. O animal tem que ter uma tendência natural para fazer este trabalho. Ele deve ser extremamente receptivo com pessoas e outro animais. Além disso, precisa ser extremamente dócil, e não pode de forma alguma revidar a nenhum tipo de agressão. Nós lidamos muito com autistas, por exemplo, que podem ter reações inesperadas e acabar agredindo o animal. O animal não pode de forma alguma responder a agressão. O máximo permitido é que ele se afaste ou se esquive da violência”, explica Roberta.

Os animais são avaliados antes e durante sua participação no projeto. Quando o cão envelhece, os atendimentos no projeto diminuem. Não se deve tirar o animal de uma vez, pois ele pode entrar em depressão.

Cada animal tem seu veterinário particular, mas o Pêlo Próximo tem um veterinário que atende a todos eles. Os animais precisam passar pelo crivo deste profissional para participar. O trabalho filantrópico é mantido através de doações e os animais são bancados por seus próprios donos. No entanto, existe o sonho de ter uma sede própria do Pêlo Próximo, onde poderiam ocorrer mais atendimentos. “No projeto, há fisioterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional, entre outros profissionais, mas são todos voluntários [com ou sem animal], eles têm seus próprios trabalhos. O sonho é ter patrocinadores que possam regar esse jardim da solidariedade”, conta Roberta.

No total, 25 animais participam do projeto. Além de cachorros, também há calopsitas, que são destinadas a atividades com idosos. Segundo a coordenadora do projeto, as crianças sentem nervoso com os pássaros e podem acabar apertando o animal, o que pode resultar em óbito.

As abordagens são diversas. Em escolas, os animais podem ajudar a intervir indiretamente em casos de bullying, gagueira ou timidez exacerbada. Já no Instituto Benjamin Constant, referência nacional na área de deficiência visual, na Urca, na zona sul do Rio, são usados dois tipos de cães. Um para treinar as crianças para um futuro cão-guia, treinando caminhada, autoestima, segurança e individualidade, e outro que fica com aqueles que são mais debilitados. Neste caso, o atendimento é feito com Penélope, uma cadela que sofreu maus tratos e perdeu a perna traseira.

De volta ao Prontobaby, as crianças se encantam com o pelo macio de Cherry. “No mesmo dia ou no dia seguinte, a gente passa nos leitos para saber como foi a visita e o feedback que recebemos é ótimo. As crianças perguntam quando vai ter de novo. Elas melhoram com a interação, isso diminui o estresse e tem um efeito muito bom no psicológico do paciente”, explica a psicóloga Adriana Cabana. O trabalho de Cherry foi concluído com sucesso.

Fonte: Opinião&Notícia

Lula lidera pesquisa presidencial de 2018; Bolsonaro e Marina aparecem na disputa pelo segundo lugar, diz Datafolha

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pesquisa realizada pelo Datafolha aponta o ex-presidente Lula (PT), em todos os cenários, na liderança da disputa presidencial de 2018. Lula tem 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSC), com 16%, e Marina Silva, com 15%.

Lula lidera pesquisa presidencial de 2018; Bolsonaro e Marina aparecem na disputa pelo segundo lugar, diz Datafolha

segunda-feira, 26 de junho de 2017

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Pesquisa realizada pelo Datafolha aponta o ex-presidente Lula (PT), em todos os cenários, na liderança da disputa presidencial de 2018. Lula tem 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSC), com 16%, e Marina Silva, com 15%. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo jornal Folha de S.Paulo.

O resultado também revela um crescimento das intenções de voto em Bolsonaro, que saiu de 8% em dezembro, para 14% em abril, e, agora, 16% em junho. No cenário em que o candidato tucano é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o PSDB fica em quarto lugar.

No entanto, em um terceiro cenário criado pela pesquisa, com Alckmin e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o ex-ministro ocupa a colocação de Alckmin, com 11%, e o governador tucano cai para quinto lugar, com 8%.

No caso de segundo turno, Lula, que é réu na Operação Lava Jato, ganha de Bolsonaro, Alckimin ou João Doria, prefeito de São Paulo. Seus maiores embates são com Marina e com o juiz Sérgio Moro. Já em um cenário sem Lula e envolvidos na Lava Jato, Marina Vence Bolsonaro e Ciro Gomes e empata com Alckmin e Dória.

No nordeste, o ex-presidente continua aclamado, com 48% das intenções de voto. No norte seu eleitorado cai para 39%. Seus eleitores continuam sendo em maior proporção formado por pessoas com ensino fundamental.

No caso de Bolsonaro, 22% são homens, jovens entre 16 a 24 anos representam 23%, com ensino médio 21%, empatado com ensino superior, e com renda familiar de cinco a dez salários mínimos representam 25%. No Centro-Oeste o parlamentar tem maior aceitação, com 22%.

Marina Silva tem melhor desempenho no Norte, com 18%, entre mulheres, que representam 18% das intenções de voto, jovens de 16 a 24 anos, com 18%, e de ensino médio com 17%. Alckmin lidera entre os mais ricos, com 14% das intenções de voto, maiores de 60 anos com 12% e tem maio expectativa de voto no Sudeste, com 12%.

 

Fonte: Congresso em Foco

Moro condena Palocci a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato

segunda-feira, 26 de junho de 2017

O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A sentença foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba (PR).

Moro condena Palocci a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato

segunda-feira, 26 de junho de 2017

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O ex-ministro Antonio Palocci foi condenado a 12 anos e 2 meses de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A sentença foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba (PR). Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi preso na 35ª fase da operação, deflagrada em 26 de setembro de 2016.

Outras 13 pessoas também tiveram a sentença decretada por Moro no mesmo processo. Entre os condenados, estão o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Leia íntegra da sentença

Conforme aponta a condenação, Palocci movimentou e ocultou US$ 10,2 milhões, por meio de off-shores no exterior, de uma conta corrente que chegou a movimentar R$ 100 milhões em propinas para cobrir custos de campanhas eleitorais do PT.

A denúncia trata de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro executados mediante depósitos em contas secretas no exterior. Os acertos das propinas teria se dado com Palocci, inclusive no período em que ele detinha o mandato de parlamentar federal e depois como Ministro Chefe da Casa Civil no governo Dilma.

“O condenado agiu enquanto Ministro Chefe da Casa Civil, um dos cargos mais importantes e elevados na Administração Pública Federal. A responsabilidade de um Ministro de Estado é enorme e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes. Isso sem olvidar que o crime se insere em um contexto mais amplo, de uma relação espúria de anos entre o Grupo Odebrecht e o condenado”, disse Moro em sua decisão.

O juiz determinou ainda a interdição do ex-ministro para exercício de cargo ou função pública pelo dobro do tempo da pena. E decidiu ainda o bloqueio de US$ 10,2 milhões, valor que será corrigido pela inflação e agregado de 0,5% de juros simples ao mês.

Na mesma decisão em que sentencia Palocci, Moro absolve Branislav Kontic, assistente do petista, e Rogério Santos de Araújo, executivo da Odebrecht. Ambos os casos foi por falta de provas.

Como consta na denúncia, a “conta corrente geral de acertos de propinas ” era entre o Grupo Odebrecht e agentes do Partido dos Trabalhadores. Palocci era o responsável pela gestão da conta. A conta abrangia toda a relação entre o Governo Federal e o Grupo Odebrecht decorrentes de contratos da Petrobrás, inclusive para fornecimento, por intermédio da Sete Brasil,de sondas para exploração do petróleo na área do pré­sal.

Segundo o MPF, o ex-ministro e a construtora Odebrecht estabeleceram um “amplo e permanente esquema de corrupção” entre 2006 e 2015 que envolvia pagamento de propinas destinadas “majoritariamente ao Partido dos Trabalhadores (PT)”. A denúncia afirma que Palocci atuou de modo a garantir que a empresa vencesse uma licitação da Petrobras para a contratação de 21 sondas. Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, condenado na Lava Jato a 19 anos e quatro meses de prisão, também foi condenado na ação.

No fim de abril, Palocci disse a Sérgio Moro que poderia dar às investigações “mais um ano de trabalho”, entregando nomes e operações. Na ocasião, o petista disse que há caixa dois em todas as campanhas eleitorais. “Eu não me sinto em condições de falar o que todo mundo está falando, que nada existiu, que tudo foi aprovado nos tribunais. Não, todo mundo sabe que teve caixa dois em todas as campanhas. Não vou mentir sobre coisas”, declarou.

 

Fonte: Congresso em Foco

Senador retaliado por voto contra reforma trabalhista ataca governo: “Corrupção por todo lado”

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Voto de base contra a reforma trabalhista, o senador Hélio José (PMDB-DF) foi imediatamente retaliado pelo governo Michel Temer com a demissão de dois de seus apadrinhados na administração pública federal. “Votei favorável aos trabalhadores, impondo uma derrota a este projeto ridículo”.

Senador retaliado por voto contra reforma trabalhista ataca governo: “Corrupção por todo lado”

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Brasília – Entrevista coletiva com o Senador Helio José (Valter Campanato/Agência Brasil)

Voto de base contra a reforma trabalhista, o senador Hélio José (PMDB-DF) foi imediatamente retaliado pelo governo Michel Temer com a demissão de dois de seus apadrinhados na administração pública federal. Ontem (segunda, 20), o Palácio do Planalto foi derrotado pela minoria governista com o voto de três senadores na Comissão de Assuntos Sociais, entre eles o de Hélio. Contrariado, a agora ex-aliado de Temer classifica a gestão peemedebista como “balcão de negócios” e diz que o governo está “totalmente atacado de corrupção por todos os lados”.

Derrota do governo na reforma trabalhista revela abandono de aliados no Senado

“Votei de cabeça erguida favorável aos trabalhadores ontem, impondo uma derrota a este projeto ridículo que está sendo colocado. Hoje a gente vê um governo totalmente atacado de corrupção por todos os lados tomando este tipo de atitude, de transformar o governo em um balcão de negócios e de retaliação às pessoas que, inclusive, são da base aliada e que votam de forma correta com o povo brasileiro – que é o pagador de imposto, o pagador do nosso salário”, vocifera o peemedebista.

“[Temer] é um presidente que faz retaliação a quem vota a favor do trabalhador brasileiro. Querem vender os nossos interesses, querem privatizar a Previdência em uma aliança clara com os bancos para prejudicar os trabalhadores”, acrescentou Hélio José, relator da CPI da Previdência, em funcionamento no Senado desde 26 de abril.

Veja o desabafo no vídeo abaixo:

“Melancia”

As exonerações de indicados do senador são Vicente Ferreira, agora ex-diretor de Planejamento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), e Francisco Nilo, da Superintendência da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no Distrito Federal. Ambas as nomeações foram vistas à época, a três semanas do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, como moeda de troca para que Hélio José votasse contra a petista – e, consequentemente, beneficiasse Temer, com quem o próprio Hélio e outros senadores indecisos sobre como votar no impeachment se reuniram em jantares e outros convescotes.

Na ocasião, áudios com fala do senador a respeito das contratações ganharam o noticiário, como este site mostrou em 5 de agosto de 2016. “Isso aqui é nosso. Isso aqui eu ponho quem eu quiser aqui. A melancia que eu quiser aqui eu vou botar”, afirmou o senador, diante da revolta de servidores da SPU em torno da indicação de Francisco Nilo para a superintendência do órgão.

 

Fonte: Congresso em Foco

PF recupera mensagens deletadas que Rocha Loures enviou para Temer por celular

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Em mais um desdobramento das investigações sobre Michel Temer, a Polícia Federal conseguiu recuperar mensagens de celular que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) enviou ao presidente e, depois, apagou. O resgate do conteúdo foi possível devido a uma perícia feita no aparelho.

PF recupera mensagens deletadas que Rocha Loures enviou para Temer por celular

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Em mais um desdobramento das investigações sobre Michel Temer, a Polícia Federal conseguiu recuperar mensagens de celular que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) enviou ao presidente e, depois, apagou. O resgate do conteúdo foi possível devido a uma perícia feita no aparelho. Segundo relatório preliminar tornado ontem (terça, 20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as apurações apontam “com vigor” que Temer e Loures, também suspeitos de associação criminosa e obstrução de Justiça, cometeram corrupção passiva valendo-se de relações ilícitas com poderosos grupos como a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ambos delatores da Operação Lava Jato.

Leia também:
Justiça nega ação de Temer contra Joesley por calúnia, injúria e difamação

A informação foi veiculada na edição desta quarta-feira (21) do Jornal da Globo. As mensagens mostram que Rocha Loures conversou com Temer sobre cargos que ele poderia ocupar no governo do peemedebista. A PF informa que os registros não têm data, mas provavelmente tenham sido feitos em 2014, ano em que Loures disputou sem sucesso uma cadeira na Câmara.

Loures diz, em uma das mensagens, ter tido “uma ótima conversa com Henrique”, quando lhe pediu apoio para permanecer em Brasília. Nessa conversa, foi sugerida a nomeação como vice-presidente da Caixa Econômica, posto antes chefiado pelo atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.

“Michel, acabo de ter ótima conversa corn Henrique. Pedi a ele apoio para permanecer em Brasilia. Ele concordou e sugeriu a VP [vice-presidência] Caixa ocupada anteriormente pelo Moreira. Ressaltou-me que pelo meu perfil e estilo posso ajudá-Io e apoiá-lo (agora e no futuro)”, diz Loures na mensagem. Em 2014, uma das principais figuras do PMDB era o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), ex-presidente da Câmara ligado ao também ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ambos estão presos em decorrência da Lava Jato e seus desdobramentos.

Em outra mensagem de celular, Loures diz a Temer: “Michel, pode ser [uma nomeação na Hidrelétrica de] ltaipu. ldealmente, como sabe, gostaria de estar em Brasilia ao seu lado servindo nosso governo, ao PMDB e ao Paraná. O que você decidir está bom para mim”, ressalva o peemedebista.

Assessoria de Michel Temer nega a versão de que tenha discutido com Loures uma nomeação para Itaipu. Mas, como se sabe, o aliado jamais ficou desamparado por Temer: acomodado na função de assessor especial da Presidência da República, com acesso privilegiado ao chefe nas dependências do Palácio do Planalto.

Mesmo instalado no centro do Poder Executivo, afastou-se do cargo para assumir mandato de deputado federal como suplente de Osmar Serraglio (PMDB-PR), nomeado por Temer para comandar o Ministério da Justiça no lugar de Alexandre de Moraes, hoje ministro do STF. Mas, em meio a pressões e atritos com o governo, Serraglio deixou a pasta e recusou a recolocação no Ministério da Transparência. Em decorrência de sua decisão, retornou à Câmara e, consequentemente, desalojou Loures, que perdeu o direito a foro privilegiado e foi preso pela Polícia Federal em 3 de junho.

Saiba mais no vídeo do Jornal Nacional

“Homem da mala”

Em uma cena que marca as denúncias de corrupção contra o grupo de Temer, o ex-deputado Rocha Loures foi flagrado correndo com uma mala de R$ 500 mil na ação coordenada executada pela PF sob monitoramento do Ministério Público Federal. Segundo investigadores, era a primeira das várias parcelas de um montante que, pago semanalmente em um prazo de mais de 20 anos, seria uma espécie de aposentadoria para Temer e Loures.

No relatório preliminar entregue na última segunda-feira (19) ao STF, a PF conseguiu esclarecer trechos dos áudios gravados por Joesley Batista antes inaudíveis. Para embasar a identificação de corrupção passiva, os investigadores utilizaram dois laudos periciais sobre o teor de conversas entre Rocha Loures e Ricardo Saud, que atuava como lobista da JBS. Temer é relacionado na investigação justamente ao roteiro referente ao episódio da mala de dinheiro recebida pelo ex-deputado.

 

Do Congresso em Foco

BC mantém projeção de crescimento do PIB em 0,5%; inflação deve ficar em 3,8%

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Banco Central manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu estimativa para a inflação. De acordo com o Relatório de Inflação,  a projeção para a expansão do PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segue em 0,5% para 2017.

BC mantém projeção de crescimento do PIB em 0,5%; inflação deve ficar em 3,8%

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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O Banco Central (BC) manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu estimativa para a inflação. De acordo com o Relatório de Inflação, divulgado hoje (22), em Brasília, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, segue em 0,5% para 2017.

Entretanto, no relatório, o BC cita as reformas propostas pelo governo, como a da Previdência e trabalhista, para que a economia se recupere este ano. “A manutenção, por tempo prolongado, de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade”.

Sobre a inflação, o Banco Central diz que “permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária [definição da taxa básica de juros, a Selic]”, diz o relatório.

No relatório, as projeções para a inflação são apresentadas em quatro cenários. A “projeção central”, elaborada considerando as estimativas do mercado para a taxa de juros e o câmbio, indica inflação em torno de 3,8%, 0,2 ponto percentual abaixo da divulgada no relatório de março.

Para o fim de 2018, a projeção permaneceu em 4,5%. Na estimativa para a inflação em 12 meses encerrados no final do segundo trimestre de 2019, o índice cai para 4,3%.

Câmbio e inflação

No cenário com taxa de câmbio constante em R$ 3,30 e taxa Selic estimada pelo mercado financeiro, a projeção para a inflação este ano fica em 3,8% e sobe para 4,3% em 2018, abaixo do centro da meta perseguida pelo BC (4,5%).

O BC também divulgou as projeções feitas com taxa de juros inalterada no atual patamar (10,25% ao ano), mas considera essas estimativas “pouco informativas” porque a Selic está em processo de redução.

“Entretanto, no espírito de manter elevado grau de transparência, o Relatório de Inflação também reporta as projeções condicionais que supõem taxa Selic constante”, diz o BC.

No cenário com taxa de juros e câmbio constantes, a inflação fica em 3,8%, em 2017 e em 3,9%, em 2018. Por fim, no cenário com câmbio projetado pelo mercado financeiro e Selic constante, a inflação fica em 3,8%, este ano, e em 4% em 2018.

 

Fone: Agência Brasil

Irmã de Aécio, Andrea Neves deixa a prisão em Belo Horizonte

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), deixou o Complexo Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, passando a cumprir prisão domiciliar. Andrea Neves instalou uma tornozeleira eletrônica ainda antes de sair da prisão, informou o advogado Marcelo Leonardo

Irmã de Aécio, Andrea Neves deixa a prisão em Belo Horizonte

quinta-feira, 22 de junho de 2017

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Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), deixou o Complexo Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, passando a cumprir prisão domiciliar.

Na última terça-feira (20), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu estender a ela e a Frederico Pacheco, primo de Aécio, o benefício concedido no mesmo dia a Mendherson de Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

Os três são apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como intermediários no recebimento de propina da JBS por Aécio. Eles foram presos em 18 de maio, na Operação Patmos.

Andrea Neves instalou uma tornozeleira eletrônica ainda antes de sair da prisão, informou o advogado Marcelo Leonardo. Ela não poderá sair de casa sem autorização prévia e está vetada de se comunicar com o irmão.

Ela foi apontada pelos investigadores como sendo responsável por solicitar R$ 2 milhões em propina a Joesley Batista, dono da JBS. O dinheiro seria destinado a pagar advogados.

Outros R$ 40 milhões teriam sido solicitados por Andrea. A defesa alega que a quantia nada tem a ver com vantagens ilícitas, sendo referente à venda de um apartamento da família no Rio de Janeiro.

 

Fonte: Agência Brasil

Lula: espero que Moro anuncie minha inocência

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ex-presidente disse acreditar que não será condenado à prisão pelo juiz Sergio Moro no processo em que é acusado de ter recebido propina por conta de três contratos entre a empreiteira OAS e a Petrobras, e que o tríplex no Guarujá seria parte desse benefício.

Lula: espero que Moro anuncie minha inocência

terça-feira, 20 de junho de 2017

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Ex-presidente disse acreditar que não será condenado à prisão pelo juiz Sergio Moro no processo em que é acusado de ter recebido propina por conta de três contratos entre a empreiteira OAS e a Petrobras, e que o tríplex no Guarujá seria parte desse benefício; “Espero que o juiz Moro leia os autos do processo para que possa, definitivamente, anunciar ao Brasil a minha inocência”, afirmou em entrevista à rádio Tupi, do Rio de Janeiro, nesta manhã; “Se pegar a peça de acusação [do MPF], você vai perceber que é uma piada, não é uma acusação”, acrescentou o ex-presidente; para Lula, os “procuradores da Lava Jato deveriam ser exonerados por terem fabricado uma mentira”

O ex-presidente Lula disse na manhã desta terça-feira 20 acreditar que não será condenado à prisão pelo juiz Sergio Moro no processo em que é acusado de ter recebido propina por conta de três contratos entre a empreiteira OAS e a Petrobras, e que o tríplex no Guarujá seria parte desse benefício.

Crivella e Rio: uma parceria que não dá samba

terça-feira, 20 de junho de 2017

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, iniciou uma polêmica ao anunciar um corte de 50% na verba destinada às escolas de samba para o Carnaval de 2018. Segundo Crivella, a verba salva com o corte será redirecionada para creches que têm convênio com a prefeitura.

Crivella e Rio: uma parceria que não dá samba

terça-feira, 20 de junho de 2017

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O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, iniciou uma polêmica na semana passada ao anunciar um corte de 50% na verba destinada às escolas de samba para o Carnaval de 2018.

Segundo o prefeito, o patrocínio destinado no ano que vem às 13 escolas de samba que compõem o grupo especial será reduzido para R$ 1 milhão para cada agremiação, o que vai gerar uma economia de R$ 13 milhões para a prefeitura. Também haverá cortes para o Grupo de Acesso, mas os valores não foram divulgados.

Segundo Crivella, a verba salva com o corte será redirecionada para creches que têm convênio com a prefeitura. A ideia é dobrar de R$ 10 para R$ 20 o valor gasto por crianças pelas creches.

O que dizem as escolas de samba

Ao lado do Réveillon, o Carnaval carioca é um dos principais eventos do Rio de Janeiro. Logo, o anúncio gerou indignação por parte de integrantes de escolas de samba, representantes da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), carnavalescos e ícones da cultura popular, como a cantora Alcione.

Cinco das 13 escolas do grupo especial ameaçaram boicotar o carnaval, caso o corte seja efetivado. As escolas são União da Ilha, Mocidade, São Clemente, Mangueira e Unidos da Tijuca. Outras agremiações ainda não se posicionaram sobre o boicote.

No último sábado, 17, componentes de várias escolas saíram em protesto da Marquês de Sapucaí até a sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, centro do Rio. Um dos presentes no ato era Laíla, diretor da Beija-Flor. Em entrevista ao site G1, ele acusou o prefeito de usar uma retórica demagógica e de por em risco o trabalho de pessoas que se dedicam o ano inteiro ao Carnaval.

“Nós temos muitas crianças necessitadas no Rio de Janeiro, não só as das creches da prefeitura. Quando você pega um momento difícil como este e quer atingir o que mais embeleza o carnaval carioca é muita demagogia. […] Não tenho meios e ganhos que não seja o Carnaval, e muita gente que trabalha o ano inteiro também não tem. Não tem vagabundo, não tem ladrão”, disse o diretor.

Outra que criticou a proposta foi a cantora Alcione. “Eu queria dizer uma coisa: cortaram metade da verba para as escolas de samba. Os caras vão lá na Petrobras e roubam e a culpa é do samba? O samba já foi tão marginalizado. Espero que o prefeito reveja isso e volte atrás em sua decisão”, disse a cantora, em um programa da emissora Globo.

Integrantes das escolas de samba se queixam de que Crivella vem descumprindo promessas de campanha. Eles lembram o fato de Crivella ser o primeiro prefeito carioca a não comparecer a uma cerimônia para a entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, ato que caracteriza a abertura oficial do Carnaval carioca.

“Este ano, ele sequer entregou as chaves da cidade ao Rei Momo. Fica a dúvida se foi ou não por convicções religiosas (o prefeito é bispo licenciado da Igreja Universal) que ele não foi à Sapucaí. O fato é que com R$ 1 milhão a menos não dá para desfilar. O prefeito está dando as costas para um evento que traz muito mais retorno para a cidade do que é investido pela prefeitura”, disse o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta.

O que diz Crivella

Nesta segunda-feira, 19, Crivella tornou a reafirmar o corte e diz que não pretende voltar atrás. “Acho que vou criar o bloco ‘é conversando que a gente se entende’. Estamos enfrentando uma crise e as crianças e as creches são prioridades. Temos de reavaliar e corrigir os custos do ano passado, quando houve um aumento do subsídio num momento de euforia”, disse o prefeito, em um evento no centro do Rio.

O aumento citado por Crivella é referente à gestão do ex-prefeito Eduardo Paes, que em 2015 aumentou para R$ 2 milhões a verba destinada às escolas de samba para compensar o corte de repasses do governo estadual, que já enfrentava dificuldades financeiras.

O prefeito comparou a discussão com as cólicas de um parto, afirmando que “cólicas não são pra desanimar”. “As cólicas de uma mulher que vai dar à luz são redentoras”, disse Crivella.

Crivella espera que o corte nas escolas de samba seja suprido por patrocinadores privados. A Riotur afirmou que vai tentar captar verba privada para o Carnaval. Porém, tal medida não surtiu efeito na Paradas gay LGBT, evento que também foi alvos de cortes por parte de Crivella, sob a mesma justificativa.

O que dizem os números

Segundo um cálculo feito pelo jornal Globo, o corte de R$ 13 milhões do Carnaval carioca não seria suficiente para cobrir os investimentos prometidos por Crivella nas creches conveniadas. Isso porque, para que a verba seja dobrada para R$ 20, como deseja o prefeito, seriam necessários R$ 43,2 milhões a mais por ano.

Segundo o jornal, o valor economizado com o corte nos repasses para o Carnaval seria suficiente para atender 3.611 crianças, número muito abaixo das cerca de 20 mil crianças atualmente atendidas pelas creches conveniadas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Magistrados repudiam declarações de Gilmar contra juízes e promotores da Lava Jato

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Associação dos Magistrados de Pernambuco emitiu nota de repúdio sobre declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF, durante uma palestra para empresários no Recife. “Nos últimos tempos, a postura do Ministro Gilmar Mendes não se coaduna com a que deve ter um magistrado”, diz a entidade

Magistrados repudiam declarações de Gilmar contra juízes e promotores da Lava Jato

terça-feira, 20 de junho de 2017

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A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) emitiu nota de repúdio sobre declarações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma palestra para empresários no Recife, na tarde dessa segunda-feira (19). “Nos últimos tempos, a postura do Ministro Gilmar Mendes não se coaduna com a que deve ter um magistrado”, diz a entidade, que também pontua situações sobre a conduta de Gilmar como, por exemplo, o fato de participar dos julgamentos de casos de clientes do escritório do advogado Sérgio Bermudes, sócio de sua mulher, Guiomar Mendes. Para a AMEPE, Gilmar viola a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) ao não se declarar impedido nestes casos.

Gilmar Mendes, na tarde de ontem (19), voltou a criticar investigações contra magistrados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e chamou a condução da Operação Lava Jato por juízes e promotores de “ditadura”. “Os autoritarismos que nós vemos aí já revelam que nós teríamos, não um governo, mas uma ditadura de promotores ou de juízes”, ressaltou.

De acordo com ele, “expandiu-se demais a investigação, além dos limites” com objetivo de constranger “a pessoa, o tribunal e a magistratura”. Mendes também condenou a forma com que a investigação tem avançado na linha do presidente Michel Temer. “Não se pode aceitar investigação na calada da noite. Arranjos e ações controladas, que têm como alvo o próprio presidente da República”, disse.

Em nota emitida pela Associação, a entidade cita que o ministro antecipa posições e votos de casos concretos que serão julgados por ele, além de mencionar o grampo que revelou sua “atuação político-partidária” em conversa telefônica com o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Na conversa, gravada com autorização judicial, Aécio pede ao relator de seus inquéritos que converse com o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) para convencê-lo a votar a favor do projeto de abuso de autoridade, apontado pela força-tarefa da Lava Jato como uma forma de intimidar o Ministério Público e juízes. Na ligação, o ministro se prontifica a prestar o favor ao investigado. O senador tucano é alvo de duas investigações relatadas pelo ministro no STF.

Gilmar, durante sua palestra, também criticou a forma como algumas decisões dos magistrados afetam os recursos públicos e, como exemplo, citou o auxílio-moradia de juízes. “Não pensem que nós, juízes e promotores, seríamos melhores gestores. Temos uma decisão no Supremo de um juiz que manda pagar auxílio-moradia, inclusive para quem tem casa, para todos os juízes do Brasil. Isto custa R$ 800 milhões por ano”, alfinetou.

Sobre a declaração, a AMEPE ressalta que Gilmar, ao fazer referência ao assunto, “critica a decisão de um outro magistrado do STF”, quando, na verdade, a questão da remuneração da magistratura deve ser debatida de acordo com a Constituição Federal. “A propósito, a LOMAN veda que um magistrado tenha qualquer outro tipo de receita ou atividade a não ser de magistério superior, enquanto todos sabem que sua Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, é sócio do Instituto do Direito Público de Brasília que, segundo a imprensa, recebeu patrocínio de empresa investigada no maior escândalo de corrupção da história”, rebate a instituição.

Assista ao vídeo com declarações de Gilmar Mendes:

Leia abaixo íntegra da nota de repúdio da AMEPE contra declarações de Gilmar Mendes no Recife:

A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE), que congrega 550 magistrados estaduais, vem a público repudiar as declarações do ministro Gilmar Mendes proferidas nesta segunda-feira (19) em evento empresarial no Recife, nas quais criticou a atuação de juízes e promotores de justiça no âmbito da Operação Lava Jato.

Nos últimos tempos, a postura do Ministro Gilmar Mendes não se coaduna com a que deve ter um magistrado, na medida em que antecipa posições e votos de casos concretos que serão julgados por ele; viola a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) ao atuar em processos em que o escritório de sua esposa tem interesse direto ou indireto; tem atuação político-partidária quando é flagrado em conversa telefônica com um senador da República, trabalhando pela aprovação de uma lei que ele mesmo posteriormente terá a competência de apreciar a constitucionalidade.

A respeito do auxílio-moradia, o Ministro critica a decisão de um outro magistrado do STF, quando, na verdade, a questão da remuneração da magistratura deve ser debatida de uma forma transparente e de acordo com a Constituição Federal. A propósito, a LOMAN veda que um magistrado tenha qualquer outro tipo de receita ou atividade a não ser de magistério superior, enquanto todos sabem que sua Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, é sócio do Instituto do Direito Público de Brasília que, segundo a imprensa, recebeu patrocínio de empresa investigada no maior escândalo de corrupção da história.

Como afirmou o próprio Ministro, todos estão sujeitos à Lei: ele pode até não se submeter ao Conselho Nacional de Justiça, mas se submete à Constituição Federal e à Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Não existe uma “república” e muito menos uma “ditadura dos juízes e promotores” como afirmou o Ministro. O que existe por parte da esmagadora maioria dos juízes e promotores brasileiros é o firme propósito de combater a corrupção, uma chaga que se alastra e que corrói nossa democracia“.

 

Fonte: Congresso em Foco

 

Fonte: Congresso em

PF conclui que houve corrupção no caso sobre Temer e Loures; relatório preliminar foi entregue ao STF

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Polícia Federal entregou na segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal  um relatório preliminar sobre o inquérito aberto contra o presidente Michel Temer e um de seus mais próximos aliados, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso desde 3 de junho.

PF conclui que houve corrupção no caso sobre Temer e Loures; relatório preliminar foi entregue ao STF

terça-feira, 20 de junho de 2017

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A Polícia Federal entregou nesta segunda-feira (19) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório preliminar sobre o inquérito aberto contra o presidente Michel Temer e um de seus mais próximos aliados, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso desde 3 de junho. Ambos são investigados por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça depois de flagrados em filmagens e gravações de áudio viabilizadas na delação premiada de executivos do Grupo JBS. Temer tem negado as acusações e resolveu partir para o ataque contra os acusadores, anunciando ações judiciais antes de partir para viagem oficial à Rússia e à Noruega.

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O material apresentado pela PF ainda não foi divulgado pelo STF, mas informações obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo dão conta de que seu conteúdo aponta ao menos a ocorrência de corrupção passiva. Ao encaminhar o conjunto probatório ao STF, os investigadores aproveitaram para pedir ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, mais cinco dias para completar a apuração e verificar se outros crimes foram cometidos. A expectativa é que também fique comprovada a acusação de obstrução de Justiça – há a suspeita de que o grupo de Temer tenha atuado para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro e condenado a mais de 15 anos de prisão por envolvimento no petrolão, e assim impedir uma eventual delação premiada do ex-cacique peemedebista.

Temer chefia “maior e mais perigosa” organização criminosa do Brasil, diz Joesley à revista Época

Nesse período, diz a PF, será concluída a perícia do diálogo que Joesley Batista, um dos donos da JBS, teve com Temer por volta das 23h de 7 de março no Palácio do Jaburu, sede da Vice-Presidência da República. Segundo o conteúdo da gravação, o encontro foi secreto, não constou da agenda oficial da Presidência da República e não serviu para tratar de qualquer assunto inerente ao exercício do mandato presidencial.

Os áudios em que Temer avaliza compra do silêncio de Cunha e infiltração de procurador na Lava Jato

Segundo o jornal paulista, ainda não está claro o papel de Temer e Loures nos crimes apontados. Reportagem veiculado há pouco no site do jornal paulista informa que o documento da PF é “conclusivo” em relação ao cometimento do crime de corrupção passiva.

Em uma das imagens que marcam a investigação, Rocha Loures foi filmado correndo com uma mala de R$ 500 mil – segundo o Ministério Público Federal (MPF), responsável pela ação coordenada dos flagrantes, com base em relatos de Ricardo Saud, executivo da JBS, trata-se da primeira de uma série de parcelas que, pagas semanalmente por mais de 20 anos, constituiriam uma espécie de aposentadoria para Temer e Loures. O dinheiro foi devolvido pelo ex-deputado com R$ 35 mil a menos, valor posteriormente resposto pelo investigado.

Atualizada no final da noite desta segunda-feira (19), a reportagem da Folha não obteve posicionamento da PF sobre o inquérito. Também as defesas de Temer e Rocha Loures não se manifestaram sobre a conclusão do inquérito. O Congresso em Foco veiculará as eventuais manifestações sobre o assunto tão logo elas sejam tornadas públicas.

Denúncia a caminho

A entrega do relatório preliminar da PF antecede a denúncia esperada nos próximos dias contra Temer e Rocha Loures por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Hoje (segunda, 19), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que só analisaria o pedido de arquivamento das investigações feito pela defesa de Temer depois que a Polícia Federal concluísse definitivamente o inquérito. No requerimento de abertura de inquérito, Janot comunicou a Fachin que o presidente de fato avalizou a compra do silêncio de Cunha e um dos operadores do grupo criminoso, Lúcio Funaro, também preso no âmbito da Lava Jato.

Ainda segundo a reportagem do jornal paulista, a PF conseguiu esclarecer trechos dos áudios gravados por Joesley Batista antes inaudíveis. Para embasar a identificação de corrupção passiva, os investigadores utilizaram dois laudos periciais sobre o teor de conversas entre Rocha Loures e Ricardo Saud, que atuava como lobista da JBS. Temer é relacionado na investigação justamente ao roteiro referente ao episódio da mala de dinheiro recebida pelo ex-deputado.

Três elementos centrais configuram o envolvimento do presidente na questão dos repasses de dinheiro da JBS, segundo a força-tarefa formada por MPF e PF. O primeiro deles é o fato de que o próprio Loures agendou, em 6 de março deste ano, o encontro entre Temer e Joesley no dia seguinte, no Palácio do Jaburu. Nessa reunião secreta, o presidente disse ao empresário que ele poderia tratar qualquer assunto com o ex-deputado, pois gozava de sua inteira confiança.

Dias depois, como acabaria por revelar as ações coordenadas executadas pela PF, sob monitoramento do MPF, Loures e Saud se encontram em São Paulo e combinam os termos da entrega do dinheiro, posteriormente flagrada em filmagens constantes no relatório parcial levado a Fachin. Segundo a investigação, propina seria uma contrapartida pela defesa de interesses do Grupo J&F, controlador da JBS, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Cheque nominal

Na noite desta segunda-feira (20), quase no mesmo instante que a PF entregava seu relatório parcial ao STF, o canal fechado Globonews veiculou uma reportagem afirmando ter tido acesso a cópias de cheques da empreiteira OAS e da JBS – ambas enredadas no bilionário esquema de corrupção que saqueou a Petrobras –, de R$ 500 mil cada, movimentados na campanha eleitoral que reelegeria Temer na chapa com a ex-presidente Dilma Rousseff – a mesma chapa absolvida por quatro votos a três no Tribunal Superior Eleitoral, no polêmico julgamento concluído em 9 de junho, depois de quase quatro anos desde seu início, a pedido do PSDB.

Um dos cheques é fruto de propina e financiou, segundo o MPF, a campanha Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao Governo do Rio Grande do Norte. Ex-presidente da Câmara, o peemedebista, que exerceu 11 mandatos como deputado federal, é apontado como um dos beneficiários de esquemas de corrupção comandados pelo grupo do partido que reunia, entre outros nomes, Cunha, Loures e o próprio Temer. Sob acusação de ter recebido suborno, Henrique Alves está preso desde 6 de junho, após diligências da Operação Manus, desdobramento da Lava Jato – apura corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

“Segundo o MPF, parte da propina paga a Henrique Alves veio da OAS. O dinheiro, entretanto, foi depositado não na conta de Henrique Alves, na época candidato do Governo do Rio Grande do Norte, mas sim na conta do então vice-presidente da República, Michel Temer. No pedido de prisão de Alves, o Ministério Público afirma que R$ 500 mil em propina passaram pela conta de Temer antes de chegarem ao Diretório Regional do PMDB no Rio Grande do Norte. Além dos R$ 500 mil vindos da OAS por meio de Temer, Henrique Alves também recebeu do então vice-presidente outros R$ 50 mil vindos da JBS. Nesse caso, entretanto não há manifestação do Ministério Público sobre se esse recursos seriam ilícitos ou não”, diz trecho da reportagem narrada por Natuza Nery, que a assina com o jornalista Léo Arcoverde (veja no vídeo).

“O complicado no caso do dinheiro vindo da OAS é porque a gente consegue mostrar que, de fato, a campanha do então candidato à reeleição na Vice-Presidência da República fez um cheque e o transferiu para a conta de Henrique Eduardo Alves […]. No caso da JBS, ainda não existe manifestação do Ministério Público sobre se esse dinheiro é ilícito ou não. Mas há, nos casos que nós vimos, um modus operandi muito parecido”, afirma a própria Natuza, em comentário após a exibição da reportagem. Ela acrescenta que o maior montante dos recursos de campanha de Temer (R$ 6 milhões) teve origem na JBS, enfraquecendo o discurso de que o governo não tinha uma relação estreita com o grupo empresarial.

 

Fonte: Congresso em Foco

Inflação pelo IPC-S recua em sete capitais pesquisadas pela FGV

terça-feira, 20 de junho de 2017

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal recuou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas entre a primeira e a segunda semanas de junho. A maior queda ocorreu em Recife: -0,44 ponto percentual, indo de 1,01% na primeira semana para 0,57% na segunda semana.

Inflação pelo IPC-S recua em sete capitais pesquisadas pela FGV

terça-feira, 20 de junho de 2017
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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de junho. A maior queda ocorreu em Recife: -0,44 ponto percentual, indo de 1,01% na primeira semana para 0,57% na segunda semana.

Saiba Mais

Três capitais tiveram deflação (queda de preços) depois de recuo na segunda semana de junho: Belo Horizonte (-0,34 ponto percentual, ao passar de 0,04% para -0,30%), Rio de Janeiro (-0,26 ponto percentual, indo de 0,20% para -0,06%) e Brasília (-0,11 ponto percentual, caindo de 0,08% para -0,03%).

Outras três capitais continuaram tendo inflação, apesar dos recuos na segunda semana: São Paulo (-0,27 ponto percentual, indo de 0,48% para 0,21%), Salvador (-0,24 ponto percentual, de 0,63% para 0,39%) e Porto Alegre (-0,20 ponto percentual, de 0,38% para 0,18%).

A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (19), caiu 0,26 ponto percentual, passando de 0,39% na primeira semana de junho para 0,13% na segunda semana.

Edição: Kleber Sampaio

Supremo julga pedido de prisão preventiva contra o senador Aécio Neves

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar pedido de prisão preventiva feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A sessão está prevista para as 14h.

Supremo julga pedido de prisão preventiva contra o senador Aécio Neves

terça-feira, 20 de junho de 2017
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André Richter – Repórter da Agência Brasil
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Brasília – Senador Aécio Neves, após encontro com o presidente Michel Temer, fala sobre a reforma da Previdência, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar hoje (20) pedido de prisão preventiva feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). A sessão está prevista para as 14h.

Os cinco ministros do colegiado vão julgar um recurso da PGR contra a decisão do primeiro relator do caso, ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido de prisão e concordou apenas com o afastamento do parlamentar do cargo.

Aécio Neves foi investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Patmos, originada a partir das delações da empresa JBS, e denunciado ao Supremo pelos crimes de corrupção e obstrução da Justiça. Na denúncia, a PGR acusa Aécio Neves de solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.

Na semana passada, a PGR reforçou o pedido de prisão e alegou que Aécio Neves não está cumprindo a medida cautelar de afastamento. Ao reiterar o pedido, Janot citou uma postagem do senador afastado, em sua página no facebook, no dia 30 de maio, em que ele aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, diz a legenda da foto.

Em nota, a assessoria de Aécio Neves informou que o senador afastado tem cumprido integralmente a decisão do ministro Edson Fachin e se mantém afastado das atividades parlamentares. “Entre as cautelares determinadas não consta o impedimento de receber visitas e discutir como cidadão, e não como parlamentar, assuntos diversos”, diz o texto.

A Primeira Turma do Supremo é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, e o presidente e relator do processo sobre Aécio, Marco Aurélio.

Conta do Palácio é a de que Temer tem 290 votos na Câmara para derrubar a vindoura denúncia de Janot

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Depois do sufoco no julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, que poderia apeá-lo do cargo, o presidente Michel Temer respira aliviado, por ora. A conta do Palácio é a de que ele tem 290 votos na Câmara Federal para derrubar possível denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot.

Conta do Palácio é a de que Temer tem 290 votos na Câmara para derrubar a vindoura denúncia de Janot

quarta-feira, 14 de junho de 2017

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Depois do sufoco no julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, que poderia apeá-lo do cargo, o presidente Michel Temer respira aliviado, por ora. A conta do Palácio é a de que ele tem 290 votos na Câmara Federal para derrubar a vindoura denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, amparada na delação de Joesley Batista. Para Temer virar réu no STF, são necessários 342 votos dos 513 deputados.

Camburão na pista

O PSDB faz tanto suspense sobre ficar ou não na base do Governo Temer como se dependesse do presidente a prisão ou liberdade de Aécio Neves nas mãos do STF.

Toga quente

Aécio pode preparar a mochilinha. Até ontem à noite o placar informal no pleno do STF era a grande maioria pela prisão do senador afastado na próxima terça.

O acordo

O acordo dos governadores tucanos com Michel Temer segurou o PSDB na base do governo. Passa pela nova renegociação das dívidas e mais benesses para os estados.

EXTRA
Leniência

A Gontijo, cujo ônibus capotou ontem no sul de Minas deixando dois mortos e 17 feridos, acredite, está blindada contra fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres e Polícia Rodoviária Federal. A Justiça proíbe que fiscais e policiais revistem ou apreendam veículos da empresa. Processo 0017379-25.2006.4.01.3800.

Hein!?

“Determino, ainda, que as requeridas, ou seus servidores, abstenham-se da prática de qualquer ato tendencioso a impor sanções administrativas à autora, seja de que ordem for (advertências, multas, apreensões/retenções de veículos, impedimento de seguir viagem etc.)”, determinou o juiz, a favor da Gontijo, deixando ANTT e PRF inertes.

No acostamento

Procuradas, a Gontijo informou que foi uma fatalidade: motorista desviou de caminhão que invadiu a contramão e capotou. E que deu assistência às vítimas feridas. A ANTT informa que, “em virtude de decisão judicial, inclusive com ameaças de prisão a agentes da ANTT, caso haja descumprimento, a fiscalização tem obedecido à ordem judicial”.

Cadê?

A Advocacia do Senado e o Conselho de Ética da Casa guardam numa gaveta há oito meses o pedido de cassação de Renan Calheiros feito por juízes de primeira instância.

Efeito boiada

O escândalo da JBS interferiu na rotina do Congresso. A reforma da Previdência foi para a gaveta, por ora. E o Senado analisou 38 matérias em maio — em abril foram 60.

Parou

O processo de cassação de Aécio Neves continua parado no Conselho de Ética. Mais de 25 dias depois de apresentada pelo Rede e PSOL, a representação ainda aguarda um despacho do presidente João Alberto (PMDB-MA).

Acorda, João!

O peemedebista sequer convocou reunião do conselho para esta semana e não prevê data de envio da denúncia para análise da Advocacia do Senado.

Blindagem

Aliados do presidente Temer na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara estão vigilantes para evitar a convocação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para explicar sua atuação, entre 2012 e 2016, como CEO da J&F Holding, dona da JBS.

Faca no pescoço

O requerimento de convocação foi apresentado há mais de 20 dias pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA): “Temos que saber a natureza das atividades desempenhadas pelo ministro: se era consultivo ou tomando decisões estratégicas”.

Olha ele aí!

O advogado goiano do casamento de R$ 8 milhões, Djalma Rezende, pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, como a Coluna revelou, não brinca. Apareceu com 6.2% numa pesquisa para governador.

Antidrogas

Os advogados Paulo Fernando Melo e Patrícia Naves foram indicados pelo Conselho Federal para representarem a OAB no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. No Ministério da Justiça.

J&F gastou R$ 2,1 milhões em patrocínio ao Instituto de Gilmar Mendes, diz jornal

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Instituto Brasiliense de Direito Público, que tem como um dos sócios o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, recebeu pelo menos R$ 2,1 milhões em patrocínios nos últimos dois anos do grupo J&F, que controla a JBS, e que tem como donos os empresários Joesley Batista e Wesley Batista.

J&F gastou R$ 2,1 milhões em patrocínio ao Instituto de Gilmar Mendes, diz jornal

quarta-feira, 14 de junho de 2017

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O Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que tem como um dos sócios o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu pelo menos R$ 2,1 milhões em patrocínios nos últimos dois anos do grupo J&F, que controla a JBS, e que tem como donos os empresários Joesley Batista e Wesley Batista – os irmãos que firmaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-geral da República (PGR). As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo, na manhã desta quarta-feira (14).

Ao jornal, o IDP diz ter devolvido R$ 650 mil no dia 29 de maio, após a revelaçãodo acordo de delação premiada de executivos da empresa. Além disso, afirma ter rescindido contrato assinado em 11 de junho de 2015, em razão de cláusula contratual “relacionada à conduta ética e moral por parte do patrocinador”. A JBS diz ter gastado R$ 1,45 milhão desde 2015 com o IDP. No entanto, não menciona a devolução de R$ 650 mil.

Um dos congressos patrocinados ocorreu em abril, em Portugal, pouco depois dos executivos da JBS firmarem acordo de delação com o Ministério Público Federal. No evento, participaram magistrados, ministros do governo de Michel Temer, advogados e políticos.

A homologação da delação da JBS foi realizada pela ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF. O assunto tem rendido críticas da sociedade, de advogados e magistrados, que questionam os benefícios concedidos aos irmãos Batista. Gilmar tem sido um dos críticos da homologação e defendeu que a homologação da delação fosse discutida pelo plenário.

A Folha de S. Paulo, em outra reportagem, também apontou que a família de Gilmar  vende gado para o frigorífico. Na ocasião, questionado, “o ministro diz que não havia motivo para se declarar impedido de participar de votações sobre assuntos envolvendo a empresa”.

Irmãos Batista

Após depor e entregar gravações e documentos à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo que comprometem, entre outros, o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Joesley viajou para os Estados Unidos. O grupo tem mais de 60 fábricas em território norte-americano.

Os trechos divulgados da delação até agora trazem conversas gravadas por Joesley com Michel Temer e Aécio. No diálogo com o presidente, ele conta, entre outras coisas, que tinha um procurador informante no Ministério Público Federal e que “segurava” dois juízes que estavam em seu caminho. Também fez menção a negociações financeiras com Eduardo Cunha para que o ex-deputado cassado não fizesse delação premiada. Temer ouviu tudo sem tomar qualquer atitude, em alguns momentos chego a dizer “ótimo, muito bom” sobre as tratativas para obstruir a Justiça.

A Polícia Federal também gravou a entrega de uma mala com R$ 500 mil enviada por Joesley ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), escalado pelo presidente para tratar de assuntos de interesse da JBS. O empresário também gravou conversas em que Aécio lhe pede R$ 2 milhões. O rastreamento mostrou que o dinheiro foi parar na empresa do filho do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), aliado do presidente do PSDB.

Parlamentares receberam mais de R$ 107 milhões da JBS

Um em cada três integrantes do atual Congresso recebeu dinheiro do grupo JBS na eleição de 2014, segundo planilha entregue pelos delatores à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo. Juntos, quase 200 congressistas receberam mais de R$ 107 milhões da empresa. De acordo com os delatores, a maior parte dos recursos era propina, mesmo em casos de doação oficial registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram beneficiados pela JBS 167 deputados federais, de 19 partidos, e 28 senadores.

 

Fonte: Congresso em Foco