Arquivo de Maio de 2017

Disputa presidencial seria duelo entre Lula e Bolsonaro

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que apontou que 90,6% dos brasileiros querem a realização de eleições diretas, revela ainda que o segundo turno seria disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro; Lula teria 25,8% contra 16,1% do deputado fluminense

Disputa presidencial seria duelo entre Lula e Bolsonaro

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

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O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que apontou que 90,6% dos brasileiros querem a saída de Michel Temer e a realização de eleições diretas, revela ainda que, neste cenário, o segundo turno seria disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro (PSC-RJ); Lula teria 25,8% contra 16,1% do deputado fluminense; ou seja: o PSDB, que se associou a Eduardo Cunha e Michel Temer para golpear a democracia brasileira ficaria de fora; é por isso mesmo que a oligarquia política luta para emplacar o “golpe dentro do golpe”, que seria a substituição de Temer por um presidente biônico, por meio de eleições indiretas

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que apontou que 90,6% dos brasileiros querem a saída de Michel Temer e a realização de eleições diretas, revela ainda que, neste cenário, o segundo turno seria disputado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Ministro adianta que PIB será positivo e marca o fim da recessão

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que o Produto Interno Bruto do Brasilno primeiro trimestre de 2017 será positivo na divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e marcará o fim da recessão.

Ministro adianta que PIB será positivo e marca o fim da recessão

quarta-feira, 31 de Maio de 2017
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O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou hoje (31) que o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – no primeiro trimestre de 2017 será positivo na divulgação de amanhã (1º) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e marcará o fim da recessão.

“O PIB amanhã será positivo, e isto é muito importante, porque marca o fim da recessão. A economia brasileira está reagindo e há muitos indicadores que fundamentam isto”, disse Oliveira.

O ministro afirmou que o crescimento deve ser um pouco menor que o medido pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), por divergências de metologia. Divulgado no último dia 15, o indicador apontou para um crescimento de 1,12% no primeiro trimestre de 2017, na comparação com o quatro trimestre de 2016.

O ministro participou de um seminário na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e voltou a defender as reformas propostas pelo governo e, especialmente, a reforma da Previdência em discussão no Congresso Nacional. “A evolução das despesas com previdência do país são insustentáveis, e não são insustentáveis apenas do ponto de vista da previdência, são insustentáveis do ponto de vista das outras despesas do governo federal. A previdência está ocupando todo o espaço disponível e vai avançar cada vez mais.”

Reformas

Oliveira afirmou que o governo não tem um “plano B” para a reforma proposta e afastou a possibilidade de fatiamento de pontos da reforma para facilitar a aprovação. “O governo não discute nenhum plano B”.

Além de defender as reformas, o ministro minimizou o impacto da crise política no cenário fiscal do país. “O que vejo é que as medidas continuam avançando no Congresso, então, não vejo isto afetando a meta fiscal ou as nossas projeções fiscais.”

Ao apresentar as prioridades do governo federal para melhorar as contas públicas e recuperar a economia, Oliveira apontou que a previdência ocupa cerca de 55% das despesas totais deste ano. “Estamos gastando demais com previdência e de menos com investimento. Esta não é a composição adequada para construir o país”, afirmou ele, comparando com os 2,08% que devem ser destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento.

Segundo o ministro, o governo vem revisando benefícios como auxílio-doença e Bolsa Família dentro dos critérios legais e vem obtendo cortes de custos significativos. Com o auxílio-doença, o índice de reversão de benefícios concedidos durante mais de dois anos chega a 80%, mas a perspectiva é que o percentual caia para cerca de 50%, já que inicialmente foram analisados os benefícios com maior suspeita.

Dyogo Oliveira destacou ainda medidas tomadas para controlar os custos de compras públicas, melhorar a governança das estatais e reduzir o custeio administrativo.

“Há toda uma programação em curso para reduzir os custos, melhorar a qualidade dos gastos públicos, focalizar os programas e abrir espaço dentro da margem fiscal para que nos próximos anos possamos conviver de maneira adequada com o limite do gasto publico,” disse.

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil*

Marco Aurélio será relator das investigações sobre Aécio Neves no Supremo

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio foi escolhido como novo relator das investigações que envolvem o senador afastado Aécio Neves, a partir da delação premiada de executivos da JBS. O ministro também será responsável pela condução do inquérito sobre a irmã de Aécio, Andrea Neves.

Marco Aurélio será relator das investigações sobre Aécio Neves no Supremo

quarta-feira, 31 de Maio de 2017
André Richter – Repórter da Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio foi escolhido hoje (31) como novo relator das investigações que envolvem o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), a partir da delação premiada de executivos da JBS. O ministro também será responsável pela condução do inquérito sobre a irmã de Aécio, Andrea Neves, presa há duas semanas na Operação Patmos, da Polícia Federal.

A troca de relator foi realizada após decisão do antigo relator, Edson Fachin, que atendeu a um pedido feito pela defesa do parlamentar e determinou a redistribuição do inquérito.  A escolha de Marco Aurélio foi feita eletronicamente por sistema processual eletrônico do Supremo.

A decisão foi motivada por pedidos de desmembramento dos inquéritos pelos advogados de defesa. Na semana passada, em recurso encaminhado ao Supremo, após ser afastado do mandato por Fachin, os advogados de Aécio Neves sustentaram que a investigação não deveria permanecer com o ministro e que a decisão do ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, não poderia ser tomada individualmente, mas pela Segunda Turma do STF.

Confiança Empresarial atinge maior nível desde dezembro de 2014

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

O Índice de Confiança Empresarial avançou 1,2 ponto em maio na comparação com abril (0,0 ponto) e atingiu 86,4 pontos, o maior nível desde os 87,7 pontos de dezembro de 2014. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas.

Confiança Empresarial atinge maior nível desde dezembro de 2014

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

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Da Agência Brasil
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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) avançou 1,2 ponto em maio na comparação com abril (0,0 ponto) e atingiu 86,4 pontos, o maior nível desde os 87,7 pontos de dezembro de 2014. Os dados foram divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Com o resultado de maio, na avaliação do superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr., a confiança empresarial manteve a tendência de alta observada desde o início do ano.

“A boa notícia é a redução virtuosa da distância, ainda grande, entre o nível dos indicadores que medem a percepção sobre o presente e os de expectativas. A má notícia é que a maior parte da coleta de dados para o fechamento deste mês já havia sido realizada quando uma nova crise política foi deflagrada no país, em 17 de maio”, disse Campelo Jr. Para ele, “o aumento da incerteza provocado por eventos dessa natureza tende a impactar negativamente as expectativas”.

Agregação dos indicadores

A partir deste mês, a FGV passa a divulgar o ICE com a agregação dos indicadores-síntese das quatro sondagens empresarias produzidas pelo Ibre, consolidando os índices de confiança dos quatro macrosetores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV/IBRE: indústria, serviços, comércio e construção.

A agregação é realizada por pesos econômicos, tendo como referência dados extraídos das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A variável de ponderação dos setores é o valor adicionado, exceto pelo setor de comércio, cujo peso é determinado pela margem de comercialização. Segundo a FGV, as séries completas dos indicadores de confiança empresarial “serão dessazonalizadas a cada mês”.

Diferentes horizontes

Ainda segundo a publicação da FGV, considerando-se os diferentes horizontes de tempo da pesquisa, a maior contribuição para a alta da confiança em maio foi dada pelo Índice de Situação Atual (ISA-E), com alta de 1,1 ponto, indo a 80,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-E) subiu 0,3 ponto, alcançando 95 pontos.

A FGV ressaltou que o distanciamento entre a percepção atual dos empresários e as expectativas pode ser visto também nas quatro sondagens que compõem o resultado empresarial. A sondagem com a maior diferença entre expectativas e percepção atual é da construção com 20,9 pontos, seguida por serviços com 13,8 pontos e comércio com 11,9, enquanto a indústria apresenta um distanciamento menor: 6,7 pontos.

A alta da confiança empresarial ocorreu nos dois segmentos com maior peso na composição do indicador: indústria e serviços. Segundo a FGV, no comércio houve ligeira queda (-0,5 ponto), após alta acumulada de 10,2 pontos nos três meses anteriores, enquanto a construção continua apresentando resultados bem inferiores aos dos outros setores, retratando um setor ainda em clima de recessão.
Para a construção do Índice de Confiança Empresarial, o IBRE/FGV coletou dados em 4.932 empresas dos quatro setores, durante os dias 2 e 25 deste mês.

Defesa de Temer quer depoimento somente após perícia em áudio

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

A defesa do presidente Michel Temer enviou ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, um pedido de reconsideração para que ele assegure que o depoimento de Temer à PF seja realizado somente após concluída a perícia sobre a gravação feita pelo empresário Joesley Batista.

Defesa de Temer quer depoimento somente após perícia em áudio

quarta-feira, 31 de Maio de 2017
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Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil
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A defesa do presidente Michel Temer enviou hoje (31) ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de reconsideração para que ele assegure que o depoimento de Temer à Polícia Federal (PF) seja realizado somente após concluída a perícia sobre a gravação feita pelo empresário Joesley Batista.

Em petição anterior, os advogados de Temer já haviam solicitado a suspensão da tentativa da PF de ouvir o presidente, investigado na Corte após ter sido citado nos depoimentos de delação premiada de executivos do grupo JBS.

Os advogados de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo de Mendonça de Alvarenga, voltaram a sustentar que Temer não pode prestar depoimento porque ainda não está pronta a perícia conduzida própria PF no áudio no qual o empresário Joesley Batista, dono da JBS, gravou uma conversa com o presidente.

Ontem (31), Fachin autorizou a PF a enviar perguntas por escrito ao presidente, que deve respondê-las no prazo de 24 horas após o recebimento. Caso o ministro não determine que se aguarde a perícia antes do depoimento, a defesa pediu hoje (31) que ele ordene os policiais a não fazerem perguntas ligadas ao conteúdo do áudio, cuja validade é questionada por Temer.

“Além de insanáveis ilicitudes formais, que serão apontadas oportunamente, já se mostrou que o próprio conteúdo da prova arquitetada pelo citado empresário foi evidentemente adulterado”, reiteraram os advogados de Temer.

“Contudo, é de fácil percepção a absoluta impossibilidade de o Presidente da República fornecer respostas enquanto não finalizada a perícia deferida como prioridade por Vossa Excelência. Especialmente, impossíveis de ser respondidos seriam eventuais quesitos que digam respeito a uma gravação que, de antemão, já se sabe fraudada!”, diz a peça.

O áudio da conversa tem cerca de 40 minutos. Na gravação, Temer e Batista conversam sobre o cenário político e econômico e também acerca da situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

Senadores suspeitos têm forte presença no Conselho de Ética do Senado

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

Nove entre 30 membros da nova composição do Conselho de Ética do Senado são alvos de ao menos um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a nova formação aprovada  terça-feira (30) em plenário (veja os nomes na reportagem).

Senadores suspeitos têm forte presença no Conselho de Ética do Senado

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

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Nove entre 30 membros da nova composição do Conselho de Ética do Senado são alvos de ao menos um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a nova formação aprovada nesta terça-feira (30) em plenário veja (os nomes abaixo), por parte do PMDB os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA) e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), estarão com a responsabilidade de julgar seus pares no biênio 2017-2019. Apenas Jader responde a sete inquéritos (leia mais abaixo).

Os três são alvos da Operação Lava Jato e, como primeira missão, podem julgar se o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) – gravado ao pedir R$ 2 milhões para um dos principais delatores do petrolão, que também o acusou de receber propina de R$ 60 milhões – quebrou o decoro parlamentar. O tucano é o campeão de inquéritos abertos para investigar se ele se beneficiou do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras: seis procedimentos judiciais. A Rede Sustentabilidade já pediu abertura de processo contra Aécio.

Além dos peemedebistas, Acir Gurgacz (PDT-RO), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Eduardo Amorim (PSDB-SE), José Pimentel (PT-CE), Telmário Mota (PTB-RR), Wellington Fagundes (PR-MT) também respondem a um ou mais inquéritos no Supremo. Nenhum desses seis está sob investigação no petrolão. Ainda falta a indicação de três nomes para vagas de titulares e sete para vagas de suplentes. Veja abaixo o que pesa sobre cada um deles e as respostas encaminhadas ao Congresso em Foco.

Mesmo com a divulgação da lista do ministro Edson Fachin, relator na Lava Jato no STF, em 11 de abril, o Senado permanecia com o Conselho de Ética desativado. Questionado sobre a razão desse não funcionamento, o presidente do colegiado nos últimos anos, João Alberto Souza (PMDB-MA), dizia que os partidos ainda não haviam indicado seus respectivos membros.

Apenas depois da divulgação de parte do conjunto probatório reunido pelos donos e executivos da JBS (Friboi), que levaram à investigação formal do presidente Miche Temer no STF, os senadores se movimentaram para reativar o Conselho. Quatro meses depois do início do ano legislativo, o colegiado ainda não foi instalado.

Recorde negativo

Como este site mostrou no início do mês, as delações da Odebrecht levaram o Senado a bater um recorde negativo. Pela primeira vez na história, mais da metade dos senadores (53% dos 81 integrantes da Casa) está na mira do Supremo. Os números podem ser ainda maiores, já que o STF mantém sob absoluto sigilo algumas investigações contra autoridades com foro privilegiado.

Ao todo, 44 senadores são suspeitos de crimes. Só cinco dos 17 partidos com assento na Casa não têm parlamentares com pendências criminais. Coincidentemente, todos com apenas um representante – casos do PPS, de Cristovam Buarque (DF); do PRB, de Eduardo Lopes (RJ); do PSC, de Pedro Chaves (MS); do PV, de Alvaro Dias (PR); e da Rede Sustentabilidade, de Randolfe Rodrigues (AP).

Próximos passos

Dos três investigados do PMDB, apenas Jucá é membro titular do Conselho de Ética. Jader e Braga, por óbvio, são membros suplentes, mas podem vir a se tornar titulares com apenas uma assinatura do líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). Ao indicarem seus correligionários para as vagas, líderes de blocos partidários tiveram de seguir a regra de proporcionalidade, que prioriza os mais numerosos agrupamentos partidários. PMDB é maior bancada da Casa, com 22 nomes. Aprovada a composição em plenário, senadores têm de realizar uma reunião de instalação do colegiado, ainda sem data.

Além de Jucá, os membros titulares aprovados em plenário são Airton Sandoval (PMDB-SP), João Alberto Souza (PMDB-MA), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Eduardo Amorim (PSDB-SE), José Pimentel (PT-CE), Acir Gurgacz (PDT-RO), João Capiberibe (PSB-AP), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Wellington Fagundes (PR-MT) e Pedro Chaves (PSC-MS).

Já os membros suplentes, além de Jader e Braga, são os senadores Hélio José (PMDB-DF), Ataídes de Oliveira (PSDB-TO), Paulo Bauer (PSDB-SC), Regina Souza (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN) e Telmário Mota (PTB-RR).

O bloco formado por PP e PSD ainda tem que indicar dois nomes. PMDB também ainda definirá quem será seu quarto membro no colegiado. Todos eles também têm que ser anunciados em plenário e, em seguida, aprovados por maioria simples.

O que dizem os senadores:

EDUARDO AMORIM (PSDB-SE)

É investigado no Inquérito 2867,que apura a prática de crimes contra a Lei de Licitações e improbidade administrativa. De acordo com o senador, a denúncia foi instaurada após ele ter acionado uma licitação para compra de medicamentos para o hospital público de Sergipe quando ocupou o cargo de Secretário de Saúde no Estado.

O senador também afirmou que tanto o Ministério Público quanto o Tribunal de Contas do Estado já arquivaram o processo. “Como médico, tive que escolher entre fazer as licitações com urgência ou deixar os pacientes morrerem. Eu escolhi pela vida”, declarou.

EDUARDO BRAGA (PMDB-AM)

Inquérito 4429

O senador nega as acusações.

JADER BARBALHO (PMDB-PA)

Desde 2015, Jader entrou na mira da Operação Lava Jato. O ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró – preso desde janeiro daquele ano – afirmou em delação premiada que pagou propina de US$ 6 milhões aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), ambos do PMDB, em 2006. A suspeita resultou na abertura de inquéritos contra o ex-governador paraense. Jader Barbalho responde a sete inquéritos (2909399340344171417242674326) no Supremo Tribunal Federal. Os crimes são diversos, e vão desde crime contra a ordem tributária até corrupção passiva, calúnia e difamação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Leia mais:
STF abre inquéritos contra Renan, Jader e Delcídio

JOSÉ PIMENTEL (PT-CE)

Inquérito 4346, por prevaricação e corrupção passiva.

ROMERO JUCÁ (PMDB-RR)

O atual segundo-vice-presidente do Senado e líder do governo no Congresso é alvo de oito investigações. No Inquérito 3989, da Lava Jato, Jucá responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva. Também é investigado nos inquéritos 329721162963 por crimes eleitorais, de responsabilidade e contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica.

Apenas em 2016, mais quatro inquéritos (4211426743264347) foram instaurados na Corte contra o senador. Em ampla maioria, as investigações são por crimes de corrupção passiva e ativa, ocultação de bens e formação de quadrilha.

Um dos procedimentos diz respeito à origem e ao destino de R$ 100 mil jogados para fora de um carro por um de seus auxiliares momentos antes de ser abordado pela polícia. O ato ocorreu durante a campanha eleitoral de 2010. O assessor disse que o dinheiro seria usado na campanha de Jucá.

TELMÁRIO MOTA (PDT-RR)

O senador licenciado responde ao inquérito 4296 por violência doméstica contra a mulher. A denúncia de agressão foi feita por uma jovem de 19 anos. Ela registrou boletim de ocorrência contra o senador no dia 31 de dezembro de 2015, e disse que o episódio de violência ocorreu no dia 26 do mesmo mês – ela teria sido agredida até desmaiar. O exame de corpo de delito verificou a existência de lesões na cabeça, boca, orelha, dorso, braço e joelho.

A vítima disse em depoimento à polícia que mantinha relacionamento com o senador há três anos e meio, e que as agressões físicas e ameaças eram recorrentes. Porém, pouco tempo depois ela se retratou e negou a existência das supostas agressões e ameaças.

Na época da abertura do inquérito, a assessoria de Telmário Mota informou que tem o maior interesse em que esse caso seja apurado o mais rápido possível para que ele possa provar que não cometeu crime algum. Afirmou ainda que o senador está “tranquilo” e quer celeridade na apuração do caso.

WELLINGTON FAGUNDES (PR-MT)

O senador Wellington Fagundes responde ao Inquérito 2340. De acordo com a assessoria do parlamentar, ele também “aguarda a decisão pelo arquivamento”. Leia a íntegra da resposta de Wellington Fagundes:

Em atenção à solicitação desse veículo de comunicação, informo que o senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, aguarda a decisão pelo arquivamento do citado procedimento apuratório, visto que não se confirmou – como já era esperado desde o início – qualquer envolvimento de sua parte na questão investigada. Como integrante da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento do Judiciário, lamenta que situações como essa – em que não há absolutamente qualquer suposta prática criminosa – perdurem tanto tempo para um desfecho, causando prejuízos a imagem parlamentar.”

 

Fonte: Congresso em Foco

Controladora da JBS fecha acordo de leniência com multa de R$ 10,3 bilhões

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

A Procuradoria-Geral da República e a controladora da empresa JBS, chegaram a um acordo no valor de R$ 10,3 bilhões da multa que deverá ser paga pela empresa para a assinatura do acordo de leniência. O montante, segundo o Ministério Público Federal, o maior para esse tipo de acordo no mundo.

Controladora da JBS fecha acordo de leniência com multa de R$ 10,3 bilhões

quarta-feira, 31 de Maio de 2017

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A Procuradoria-Geral da República e os negociadores da holding J&F, controladora da empresa JBS, chegaram a um acordo no valor de R$ 10,3 bilhões da multa que deverá ser paga pela empresa para a assinatura do acordo de leniência. O montante, a ser pago em 25 anos, representa, segundo o Ministério Público Federal, o maior para esse tipo de acordo no mundo. Considerando a correção, a projeção é que o total a ser pago pela J&F, o chamado valor futuro, alcance cerca de R$ 20 bilhões.

O acordo, que deverá ser assinado nos próximos dias, inclui fatos investigados nas operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono, além da Bullish e da Carne Fraca. Do total a ser pago, R$ 8 bilhões serão destinados à Fundação dos Economiários Federais (Funcef) (25%), à Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) (25%), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (25%), à União (12,5%), ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) (6,25 %) e à Caixa Econômica Federal (6,25%).

“O restante da multa, R$ 2,3 bilhões, será pago por meio de projetos sociais, especialmente nas áreas de educação, saúde e prevenção da corrupção. O prazo de pagamento foi fixado em 25 anos, sendo que, neste período, os valores serão corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA]”, diz nota do MPF.

Pelo acordo, os pagamentos serão feitos exclusivamente pela holding controladora e deverão ser iniciados em dezembro de 2017. O total estipulado na negociação representa 5,62% do faturamento livre de impostos registrado pelas empresas do grupo em 2016. De acordo com o Ministério Público Federal, o percentual de multa por faturamento equivale à média verificada em outros quatro acordos firmados no âmbito da Operação Laja Jato.

Em termos absolutos, o montante representa mais que a soma dos valores que serão pagos por Odebrecht (R$ 3,28 bilhões), Brasken (R$ 3,1 bilhões), Andrade Gutierrez (R$ 1 bilhão) e Camargo Corrêa (R$ 700 milhões). Segundo o MPF, diferentemente do que previram outros acordos, no caso da J&F, todo o valor de multa arrecadado ficará no Brasil.

Quem são os quase 2 mil candidatos que a JBS diz ter financiado

terça-feira, 30 de Maio de 2017

Foram repassados quase R$ 600 milhões. Joesley Batista e Ricardo Saud não especificaram o que é propina, caixa dois ou doação legal. Na lista, publicada abaixo pelo Congresso em Foco, há também contribuições para partidos, que distribuíram os recursos entre seus candidatos.

Quem são os quase 2 mil candidatos que a JBS diz ter financiado

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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Em delação premiada, o presidente e o diretor de Relações Institucionais do grupo J&F contaram que financiaram, direta ou indiretamente, 1.829 candidatos de 28 partidos na eleição de 2014, entre postulantes a presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Foram repassados quase R$ 600 milhões. Joesley Batista e Ricardo Saud não especificaram o que é propina, caixa dois ou doação legal. Na lista, publicada abaixo pelo Congresso em Foco, há também contribuições para partidos, que distribuíram os recursos entre seus candidatos. Os dados constam de anexo da delação dos dois executivos (na primeira parte da tabela, os eleitos; na sequência, os não eleitos).

Ao todo, um em cada três parlamentares teve a campanha financiada pelo grupo, conforme os delatores. Muitos alegam que não sabiam da origem do dinheiro arrecadado por seus diretórios partidários. Entre os nomes financiados pela JBS estão os dois da linha sucessória de Temer: os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Maia aparece como beneficiário de R$ 100 mil. Já no caso de Eunício não há valor. Em depoimento, Joesley disse ter dado R$ 6 milhões ao peemedebista.

“Eleitos foram 179 deputados estaduais, de 23 estados; 167 deputados federais, de 19 partidos. Demos propina para 28 senadores da República, sendo que alguns disputaram e perderam eleição para governador e alguns disputaram reeleição ou eleição para o Senado. E demos propina para 16 governadores eleitos”, contou Saud.

Em depoimento em vídeo, Joesley relata como eram realizados os repasses: “Tem pagamento via oficial, caixa 1, via campanha política, tem via caixa 2, tem via dinheiro em espécie. Basicamente essa é a forma de pagar. Normalmente acontece o seguinte: se combina o ilícito, se combina o ato de corrupção com o político, com o dirigente do poder público, e daí pra frente se procede o pagamento. Os pagamentos são feitos das mais diversas maneiras. Seja nota fiscal fria, seja dinheiro, caixa 2, até mesmo doação política oficial”.

O Congresso em Foco deixa o espaço aberto para que os citados na delação de Joesley e Saud esclareçam o seu caso se assim desejarem. Basta enviar mensagem para redacao@congressoemfoco.com.br.

 

Fonte: Congresso em Foco

Osmar Serraglio recusa Ministério da Transparência e retorna à Câmara

terça-feira, 30 de Maio de 2017

O ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio não aceitou o convite do presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União. Temer anunciou que trocaria o comando dos dois ministérios e fez o convite a Serraglio, que estava no cargo desde março.

Osmar Serraglio recusa Ministério da Transparência e retorna à Câmara

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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O ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio não aceitou o convite do presidente Michel Temer para ocupar o cargo de ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). No último domingo (28), Temer anunciou que trocaria o comando dos dois ministérios e fez o convite a Serraglio, que estava no cargo desde março. Serraglio assumiria a pasta ocupada por Torquato Jardim que, por sua vez, assume o Ministério da Justiça.

A assessoria de Serraglio divulgou na manhã desta terça-feira (30) a carta de recusa enviada ao presidente da República, na qual também anuncia que voltará a ocupar o mandato de deputado na Câmara dos Deputados. “Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos”, diz a carta.

Apesar de o anúncio ter sido feito no dia 28, por meio de nota do Palácio do Planalto, as exonerações e nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União.

Serraglio reassume seu mandato na Câmara, pelo PMDB do Paraná, que vinha sendo ocupado por seu suplente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial de Temer flagrado pela Polícia Federal (PF) carregando uma mala com R$ 500 mil que, segundo investigações, foi enviada pelo empresário Joesley Batistas,dono do frigorífico JBS, como pagamento de propina.

Leia a íntegra da carta divulgada pela assessoria de Serraglio:

“Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

Agradeço o privilégio de ter sido Ministro da Justiça e Segurança Público do nosso País.

Procurei dignificar a confiança que em mim depositou.

Volto para a Câmara dos Deputados, onde prosseguirei meu trabalho em prol do Brasil que queremos.

Osmar Serraglio”

Auditoria não encontra atos ilícitos de Lula na Petrobras

terça-feira, 30 de Maio de 2017

A empresa de auditoria KPMG Auditores Independentes informou ao juiz federal Sérgio Moro não ter encontrado indícios de corrupção do ex-presidente Lula na Petrobras. A informação consta em um ofício da empresa enviado ao juiz.

Auditoria não encontra atos ilícitos de Lula na Petrobras

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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A empresa de auditoria KPMG Auditores Independentes informou ao juiz federal Sérgio Moro não ter encontrado indícios de corrupção do ex-presidente Lula na Petrobras. A informação consta em um ofício da empresa enviado ao juiz na última terça-feira, 29.

Em abril deste ano, Moro destacou a KPMG para auditar as contas da Petrobras entre 31 de dezembro de 2006 e 31 de dezembro de 2011.

“Em resposta ao ofício supra, a KPMG Auditores Independentes vem, respeitosamente, à presença de V.Exa, esclarecer que, durante a realização de auditoria das demonstrações contábeis da Petrobras, que abrangeu os exercícios sociais encerrados no período de 31.12.2006 e 31.12.2011, efetivada por meio de procedimentos e testes previstos nas normas profissionais de auditoria, não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito”, diz o ofício da KPMG.

Trata-se da segunda auditoria encomendada por Moro que não identifica indícios de atos ilícitos por parte de Lula na estatal. Em março deste ano, Moro intimou a PricewaterhouseCoopers a informar se Lula estava envolvido em atos ilícitos na estatal entre 2012 e 2016. Em abril deste ano, a empresa respondeu ao juiz, afirmando não ter encontrado indícios de atos ilícitos no período auditado. “No período em que atuamos como auditores independentes da Companhia (exercícios sociais de 2012 a 2016), não foram identificados e nem trazidos ao nosso conhecimento atos de corrupção ou atos ilícitos com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse a empresa.

 

Fonte: Opinião&Notícia

A memória e o óleo de alecrim

terça-feira, 30 de Maio de 2017

Em época de provas, estudantes fazem de tudo para melhorar a memória. Não foi a toa que a loja inglesa Holland & Barrett teve um aumento de 187% nas vendas de óleo de alecrim no ano passado. Uma pesquisa da Universidade de Northumbria,  mostrou que o óleo de alecrim pode fazer bem para a memória futura

A memória e o óleo de alecrim

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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Em época de provas, estudantes fazem de tudo para melhorar a memória. Não foi a toa que a loja inglesa Holland & Barrett teve um aumento de 187% nas vendas de óleo de alecrim no ano passado. Uma pesquisa da Universidade de Northumbria, Reino Unido, mostrou que o óleo de alecrim pode fazer bem para a memória futura.

Em termos científicos, podemos considerar que há três tipos de memória: a passada (como o que você aprendeu na escola), a presente (usada a todo o momento) e a futura (lembrar de tomar um remédio, por exemplo). Segundo o chefe de departamento de psicologia da universidade, Mark Moss, algumas moléculas do óleo de alecrim conseguiriam interagir com neurotransmissores cerebrais. Os componentes seriam absorvidos pelo sangue pela inalação do aroma do óleo.

A questão é que não seria apenas uma molécula, mas um conjunto delas em proporções específicas. Logo, pode haver um óleo de alecrim sem benefícios para memória. No estudo, a equipe de Moss dividiu 60 voluntários em três salas impregnadas com óleo de alecrim, óleo de lavanda e sem aroma nenhum.

Os participantes achavam que estavam testando uma bebida de vitaminas. Quando comentavam o cheiro do sala, os pesquisadores diziam que o aroma tinha sido “deixado pelo grupo que usou a sala antes”. Durante o experimento, os voluntários fizeram um teste de memória. Aqueles que estavam na sala com aroma de alecrim foram estaticamente melhor do que os que estavam na sala sem aroma. Já os da sala com aroma de lavanda (associada ao sono) tiveram uma queda significativa no desempenho.

Apesar de a pesquisa ter sido feito em pequena escala, para um aluno desesperado vale chá de hortelã antes da prova, canela para aumentar o estado de atenção ou até um suplemento de Ginkgo biloba (apesar de um grande estudo não conseguir provar os benefícios que são tradicionalmente divulgados).

Fonte: Opinião&Notícia

Crack é um grave problema para um em cada cinco municípios

terça-feira, 30 de Maio de 2017

Um levantamento feito pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revela que a droga é um grave problema para 1.155 dos 5.570 municípios do país, ou um em cada cinco.

Crack é um grave problema para um em cada cinco municípios

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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Um levantamento feito pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), revela que a droga é um grave problema para 1.155 dos 5.570 municípios do país, ou um em cada cinco.

Pode-se concluir, no entanto, que o crack está presente em 78,5% dos municípios brasileiros caso sejam somados todos os níveis de problemas relacionados à droga.

O levantamento foi baseado em relatos feitos pelas prefeituras por meio de um questionário com 26 perguntas. Um total de 17%, ou 945, dos municípios não participaram. Apenas 5%, ou 252, disseram que não têm que resolver problemas relacionados ao crack.

O estado de São Paulo é o que reúne, em números absolutos, o maior número de cidades com graves problemas com crack: um total de 193 dos 644 municípios paulistas. Em seguida aparece Minas Gerais, com 191 municípios de um total de 852.

O Observatório do Carck vem reunindo essas informações desde 2010. O levantamento traz apenas um mapeamento da circulação da droga e dos problemas gerados pela presença do crack nos municípios. Não há dados sobre o número de usuários em cada cidade, nem sobre número de pessoas que recebem atendimento.

De acordo com o último levantamento sobre o consumo de crack no Brasil, elaborado em 2010, há um total de 2 milhões de usuários em todo o país. O número, no entanto, já está defasado. Na ocasião, a Secretaria Nacional Antidrogas e a Fiocruz identificaram um total de 29 cracolândias em 17 capitais brasileiras.

Os problemas relacionados ao uso do crack são classificados como alto, médio e baixo. A tarefa fica a cargo das próprias prefeituras. De acordo com Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, “quando um gestor indica que o nível do problema é alto, significa praticamente um pedido de socorro”.

A falta de equipamentos para atender dependentes químicos é a principal queixa dos gestores municipais, impossibilitando o tratamento de crise de abstinência, início de overdose e desintoxicação.

 

Fonte: Opinião&Notícia

“Paro quando quiser”

terça-feira, 30 de Maio de 2017

Uma arma, uma bala, uma tentativa. A roleta russa foi uma das coisas que Luiz Antônio da Cruz fez por conta do alcoolismo. Entre brigas e empregos perdidos, ele chegou a ameaçar o padrasto com uma faca sem nem saber o motivo.

“Paro quando quiser”

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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Uma arma, uma bala, uma tentativa. A roleta russa foi uma das coisas que Luiz Antônio da Cruz fez por conta do alcoolismo. Entre brigas e empregos perdidos, ele chegou a ameaçar o padrasto com uma faca sem nem saber o motivo. Hoje, Luiz Antônio tem um site sobre alcoolismo, no qual compartilha textos para ajudar pessoas a superarem o problema. Segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2016 do Ministério da Saúde (Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico), 19,1% dos brasileiros consomem bebidas alcoólicas de forma abusiva.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 3,3 milhões de mortes ao redor do mundo (5,9% do total) em 2012 foram atribuídas ao consumo de álcool. De acordo com outro relatório da OMS de 2014, cada pessoa (acima de 15 anos) consumiu, em média, 8,7 litros de álcool por ano no país, entre 2008 e 2010, enquanto a média per capita mundial durante o período foi de 6,2 litros. A média brasileira projetada para o ano de 2016 foi de 8,9 litros, enquanto a média mundial projetada foi de 6,4. O psiquiatra e psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, Bernard Miodownik, explica que o alcoolismo é uma doença. “Mesmo que inicialmente o álcool seja utilizado para aliviar ou encobrir sintomas ansiosos ou depressivos, o seu uso constante cria uma dependência psicológica e uma dependência física específica.”

Luiz Antônio da Cruz, autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz Antônio da Cruz,
autor do site Alcoolismo (Foto: Arquivo Pessoal)

Luiz começou a beber com 14 anos. A maioria dos seus amigos já bebia e ele não queria ficar de fora. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar de 2015 do IBGE revelou que 55,5% dos pouco mais de 102 mil alunos do 9º ano do ensino fundamental entrevistados já experimentaram alguma vez uma bebida alcoólica. Para piorar, 23,8% dos entrevistados disseram ter bebido nos últimos 30 dias anteriores à realização da pesquisa, e 21,4% do total disseram já ter passado por um episódio de embriaguez na vida. Segundo o psiquiatra, o álcool muitas vezes é uma ponte para a socialização e inserção em um grupo, além de funcionar como um “desinibidor” nos relacionamentos. “O alcoolismo costuma começar na juventude nessa forma recreativa”, explica.

Quando o álcool não fazia mais efeito, Luiz passou a fumar maconha e só não foi para cocaína porque era muito cara. Com uns 20 e poucos anos, a situação foi piorando. Ia trabalhar embriagado, acabava brigando e sendo demitido. Quando se mudou para outro bairro com a mãe e os irmãos, ficou contente porque a casa alugada fazia esquina com um bar. Acabou tendo um relacionamento com Ana Léia, a dona do local. Ia para o bar ajudá-la e acabava bebendo escondido.

Ele achava que um dos clientes tinha um caso com Ana. “O doente do álcool acaba vendo coisas que não existem”, conta Luiz. Um dia, depois de uma mistura nada saudável entre remédios para emagrecer e muita bebida, Luiz agrediu o cliente. Ele tentou agredir a própria mulher, mas foi impedido. Depois da confusão, ela o expulsou do bar e de sua vida.

Durante os seis meses em que ficou afastado da mulher e daquele bar, ele pegava sua moto e bebia muito no seu antigo bairro. “Não sei como voltava de moto”, conta. Uma vez, uma viatura de polícia pediu para que Luiz encostasse. Ele ia começar um novo trabalho como motoboy no dia seguinte, sabia que a situação não era nada promissora e falou a verdade. “Eu estou com problemas, me separei da minha mulher, estou tentando parar o álcool, separei dela por causa da bebida. Vou começar um emprego novo amanhã, se eu for preso e perder a moto, não vou ter mais o que fazer da minha vida”. O policial disse que guincharia a moto, mas que ele ficasse tranquilo, porque nada ia acontecer com ele. Quando chegaram à delegacia, uma assistente social conversou com Luiz. “Aquele policial entendeu minha situação”, lembra. A polícia chamou os irmãos do Luiz para que o levassem para casa. “Meu irmão começou a chorar, a me perguntar o que estava fazendo com a minha vida e a dizer que estava acabando com a de minha mãe”, lembra Luiz.

Depois do episódio, ele resolveu dar uma chance a sua mãe e concordou com seu pedido de ir a uma reunião da Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo (AAESP). Naquele mês de junho de 1993, diante de todos os presentes no encontro, Luiz jurou que ia parar de beber. Bernard Miodownik lembra que ajudar um alcoólatra costuma ser complicado, pois a pessoa tende a negar sua dependência, dizendo “paro quando quiser”. A pessoa geralmente não para ou logo retoma o uso de álcool pelo prazer emocional devido à dependência psicológica e por conta do mal-estar físico causado pela dependência física. “Na maioria dos casos, a pessoa só vai buscar tratamento por exigência familiar”. O psiquiatra explica que a melhor forma é buscar uma abordagem multidisciplinar com tratamento emocional através de psicoterapia individual ou grupal para o alcoólatra e sua família, além de tratamento medicamentoso com psiquiatra e tratamento clínico para as complicações físicas do alcoolismo. Os grupos de apoio também são uma alternativa.

Durante sua recuperação, um ex-chefe o reencontrou e acabou o empregando novamente. Como o chefe era cliente do antigo bar, ele foi dando notícias da mudança de vida de Luiz. Ana Léia e Luiz logo voltaram a se encontrar e acabaram voltando a namorar.  Os filhos dela estavam com um pé atrás, mas Luiz sabia que devia ganhar novamente a confiança de todos.

Com o surgimento da internet, a empresa onde trabalhava montou um provedor. Luiz deixou de ser motoboy para ocupar um cargo administrativo, quando aprendeu um pouco sobre internet. Como sabia que sua mulher gostava de orquídeas, fez um pequeno site com imagens de flores. Na época, um jornal estava fazendo uma matéria sobre a quantidade de inutilidade que havia na internet e seus colegas indicaram seu portal. “Fiquei constrangido, mas participei da matéria. O site era um lixo mesmo. Era bonitinho para minha esposa, mas não tinha utilidade nenhuma”. A repercussão negativa sobre o antigo site foi alta, e foi aí que Luiz teve uma ideia: “se um site de orquídeas pode gerar tanta repercussão mesmo que negativa, por que não faço um sobre alcoolismo, sobre minha recuperação?”. O site sobre alcoolismo foi ganhando reconhecimento, logo vieram e-mails de pessoas pedindo ajuda e convites para falar com a imprensa. Luiz pediu ajuda de clínicas de reabilitação para responder a parte médica e o site continuou a crescer.

Luiz Antônio da Cruz é abstêmio desde seu primeiro e único voto na AAESP, em 1993. Hoje, aos 56 anos, ele tem consciência do perigo do álcool. Depois de uns cinco anos sem beber, sua sogra ofereceu um gole de champagne numa festa de final de ano, dizendo “você já está bom, não vai acontecer nada”. Luiz recusou, sabia que sua promessa era para vida toda e que muitas pessoas passam tudo de novo por conta de apenas um gole. Luiz é casado com Ana Léia desde 2010. O bar não existe mais, o que foi um alívio para Luiz, não pela sua fraqueza para com a bebida, mas porque sabia que era incoerente falar sobre alcoolismo enquanto enchia o copo dos outros.

Fonte: Opinião&Notícia

Danilo Gentili esfrega nas partes íntimas notificação de Maria do Rosário; deputada vai processá-lo

terça-feira, 30 de Maio de 2017

O apresentador de TV Danilo Gentili rasgou e esfregou nas partes íntimas a notificação extrajudicial em que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) pedia que ele excluísse de sua conta no Twitter mensagens ofensivas à petista. O apresentador finge surpresa e destaca o termo “puta” da palavra deputada enquanto abre o envelope.

Danilo Gentili esfrega nas partes íntimas notificação de Maria do Rosário; deputada vai processá-lo

terça-feira, 30 de Maio de 2017

Do Congresso em Foco
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O apresentador de TV Danilo Gentili rasgou e esfregou nas partes íntimas a notificação extrajudicial em que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) pedia que ele excluísse de sua conta no Twitter mensagens ofensivas à petista. O ex-integrante do CQC finge surpresa com o conteúdo do envelope e destaca o termo “puta” da palavra deputada enquanto abre o envelope. O mais novo show de grosseria do apresentador do The Noite foi gravado e publicado por ele no Facebook.

Em seguida, Gentili vai a uma agência dos Correios e manda, no mesmo envelope, os papeis rasgados de volta para a Câmara. “Para a Maria do Rosário e para qualquer outro deputado de qualquer outro partido, eu pago o seu salário. Então eu decido se você cala ou não a boca, nunca o contrário”, disse.

Nas mensagens que originaram a notificação extrajudicial, Gentili chamou a deputada de “nojenta”, “falsa” e “cínica”. Maria do Rosário disse que tomará providências judiciais contra o apresentador. “Sofri outro ataque daquele que se diz comediante. Comprova viés machista e autoritário. Criminoso vai responder à Justiça. E assim será”, afirmou no Twitter.  “Sou mulher firme e cabeça erguida. O cara usou a palavra Deputada destacando Puta? Ñ sou.Mas conheço mts q podem lhe ensinar ética e respeito”, acrescentou.

Veja o vídeo:

Mantega admite que tinha US$ 600 mil em conta não declarada na Suíça

terça-feira, 30 de Maio de 2017

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega reconheceu ter uma conta não declarada no exterior com depósito de US$ 600 mil. Segundo a defesa do ex-ministro, a conta foi aberta antes  assumir o comando do Ministério da Fazenda e o valor refere-se ao pagamento recebido pela venda de imóvel herdado do pai.

Mantega admite que tinha US$ 600 mil em conta não declarada na Suíça

terça-feira, 30 de Maio de 2017

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O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega reconheceu nessa segunda-feira (29) ter uma conta não declarada no exterior com depósito de US$ 600 mil. Segundo a defesa do ex-ministro dos governos Lula e Dilma, a conta foi aberta antes de o petista assumir o comando do Ministério da Fazenda e o valor refere-se ao pagamento recebido pela venda de imóvel herdado do pai.

Em petição protocolada nesta segunda-feira na Justiça Federal no Paraná, a defesa do ministro abriu mão dos sigilos financeiros e fiscal e disse não querer, com o pedido, perdão ou clemência pelos erros cometidos.

Réu na Operação Lava Jato, Mantega é suspeito de ter solicitado pagamentos ilícitos a campanhas do PT, em 2012. O ex-ministro chegou a ser preso na 34ª fase da Lava Jato, intitulada de Arquivo X, mas foi solto no mesmo dia.

“A fim de demonstrar sua total transparência frente às investigações em curso neste juízo [a defesa] afirma que abre mão de todo e qualquer sigilo bancário, financeiro e fiscal, inclusive de conta estrangeira aberta antes de assumir o cargo de Ministro da Fazenda, na qual recebeu um único depósito no valor de US$ 600 mil como parte de pagamento pela venda de imóvel herdado de seu pai”, diz o documento.

“Aproveita, outrossim, para esclarecer que não espera perdão nem clemência pelo erro que cometeu ao não declarar valores no exterior, mas reitera que jamais solicitou, pediu ou recebeu vantagem de qualquer natureza como contrapartida ao exercício da função pública, conforme poderá inclusive confirmar o extrato da conta, documento que o peticionário se compromete a apresentar tão logo o obtenha da instituição financeira”, diz trecho da petição.

No documento, a defesa de Mantega afirma ainda que “há outras informações bancárias para fornecer” que não estão relacionadas ao período em que ele esteve a frente do Ministério da Fazenda e que serão apresentadas quando for intimado a prestar depoimento.

 

Fonte: Congresso em Foco