Arquivo de Janeiro de 2016

Lula repudia “tentativa” de envolvê-lo na Lava Jato

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016

lula_heinrichaikawa_inst.lula_Em nota publicada em sua página no Facebook, o ex-presidente Lula protestou contra o que chamou de “tentativa” de envolver seu nome em “atos ilícitos” investigados pela Operação Lava Jato. “Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal”, diz o texto.

Lula repudia “tentativa” de envolvê-lo na Lava Jato

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2016

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Do Congresso em Foco

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lula_heinrichaikawa_inst.lula_Em nota publicada em sua página no Facebook (leia a íntegra abaixo), o ex-presidente Lula protestou contra o que chamou de “tentativa” de envolver seu nome em “atos ilícitos” investigados pela Operação Lava Jato. “Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal”, diz o texto divulgado pela assessoria do petista na noite dessa quarta-feira (27). O Ministério Público de São Paulo apura se o ex-presidente ocultou de seu patrimônio um apartamento triplex, no condomínio Solaris, em Guarujá (SP), que teria sido cedido à família dele pela construtora OAS, investigada na Lava Jato.

“Nos últimos 40 anos, nenhum líder brasileiro teve a vida particular e partidária tão vasculhada quanto Lula, e jamais encontraram acusação válida contra ele. Lula foi preso, sim, mas pela ditadura, porque lutava pela democracia no Brasil e pelos direitos dos trabalhadores. Não será investigando um apartamento – que nem mesmo lhe pertence – que vão encontrar uma nódoa em sua vida”, diz a nota.

Em outra frente de apuração, procuradores da Lava Jato afirmaram ontem que todos os apartamentos do condomínio Solaris serão alvo de investigação. Há suspeita de que os apartamentos tenham sido comprados para lavar dinheiro desviado da Petrobras. O caso é objeto da 22ª etapa da operação, deflagrada nessa quarta-feira pela Polícia Federal com o nome de Triplo X.

Em seu despacho, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações em primeira instância, informou que há indícios de que a OAS “teria utilizado o empreendimento imobiliário no Guarujá para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras”. Um dos imóveis, segundo os procuradores, pertence à família do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso desde abril de 2015, acusado de receber propina no esquema de desvio de recursos da estatal.

Na nota de repúdio divulgada no Facebook, a assessoria de Lula ressalta que o ex-presidente não foi citado na decisão de Sérgio Moro. “O ex-presidente Lula não foi sequer citado na decisão do juiz Sérgio Moro e repudia qualquer tentativa de envolver seu nome em atos ilícitos investigados na chamada Operação Lava Jato.”

De acordo com o texto, Lula “nunca escondeu” que comprou uma cota da cooperativa Bancoop para ter um apartamento no Solaris. “Para ter o apartamento, de fato e de direito, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota e o valor do imóvel, com as modificações e acréscimos ao projeto original. A família do ex-presidente não exerceu esse direito.”

A apuração do Ministério Público de São Paulo é independente da nova fase da Lava Jato. A investigação que corre em São Paulo recai sobre a legalidade da transferência de empreendimentos da Bancoop à OAS. A empreiteira pagou por reformas feitas em 2014 no tríplex reservado à família de Lula. Entre as modificações, estava a instalação de um elevador privativo. De acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em novembro, a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, desistiu de ficar com o imóvel.

Leia a íntegra da nota divulgada no perfil de Lula no Facebook:

“LULA REPUDIA TENTATIVA DE ENVOLVIMENTO NA LAVA JATO

O ex-presidente Lula não foi sequer citado na decisão do juiz Sérgio Moro e repudia qualquer tentativa de envolver seu nome em atos ilícitos investigados na chamada Operação Lava Jato.

Nos últimos 40 anos, nenhum líder brasileiro teve a vida particular e partidária tão vasculhada quanto Lula, e jamais encontraram acusação válida contra ele.

Lula foi preso, sim, mas pela ditadura, porque lutava pela democracia no Brasil e pelos direitos dos trabalhadores. Não será investigando um apartamento – que nem mesmo lhe pertence – que vão encontrar uma nódoa em sua vida.

Lula nunca escondeu que sua família comprou, a prestações, uma cota da Bancoop, para ter um apartamento onde hoje é o edifício Solaris. Isso foi declarado ao Fisco e é público desde 2006. Ou seja: pagou dinheiro, não recebeu dinheiro pelo imóvel.

Para ter o apartamento, de fato e de direito, seria necessário pagar a diferença entre o valor da cota e o valor do imóvel, com as modificações e acréscimos ao projeto original. A família do ex-presidente não exerceu esse direito.

Portanto, Lula não ocultou patrimônio, não recebeu favores, não fez nada ilegal. E continuará lutando em defesa do Brasil, do estado de direito e da Democracia.”

Marta entra em pré-campanha para a Prefeitura de São Paulo

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

Marta_Suplicy_april_2013-e1453813147996A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) vem investindo pesado em postagens nas redes sociais para conquistar a candidatura à Prefeitura de São Paulo. Desde o início de janeiro ela vem reformulando seu perfil político no Facebook, que tem mais de 81,1 mil seguidores.

Marta entra em pré-campanha para a Prefeitura de São Paulo

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

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Senadora é considerada a favorita para representar o PMDB na disputa pela Prefeitura de São Paulo
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Marta_Suplicy_april_2013-e1453813147996A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) vem investindo pesado em postagens nas redes sociais para conquistar a candidatura à Prefeitura de São Paulo.

Desde o início de janeiro ela vem reformulando seu perfil político no Facebook, que tem mais de 81,1 mil seguidores. Embora o PMDB ainda não tenha oficializado os candidatos do partido que disputarão as eleições municipais deste ano, Marta é considerada favorita na disputa pela candidatura à prefeitura paulista.

Entre as mudanças no perfil da senadora está um logotipo criado pela sua equipe: um mapa de São Paulo predominantemente alaranjado ao lado do nome “Marta” e do ano de 2016 e um desenho da senadora. Além disso, há postagens feitas pela senadora relacionadas à cidade de São Paulo, com críticas a atual gestão do prefeito Fernando Haddad.

Outro que também está concorrendo à vaga de candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB é o atual secretário municipal da Educação, Gabriel Chalita. No entanto, o secretário segue sem apoio dentro do partido. A legenda está integrada à gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), que disputará a reeleição.

Apesar de Marta ter afirmado publicamente em um evento em São Paulo que seria a candidata do PMDB, o vice-presidente Michel Temer – que preside nacionalmente o partido – não deu garantias de que a senadora representará a legenda nas eleições municipais deste ano.

Marta, que foi casada com o atual secretário de Direitos Humanos da gestão Haddad, Eduardo Suplicy (PT-SP), usa o perfil político com o sobrenome omitido desde a sua criação, em 2010, na campanha política que foi eleita senadora pelo PT. Em abril de 2015 se desfiliou do PT e em outubro do mesmo ano passou a integrar o PMDB.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Pesquisa revela que 80% dos motoristas de São Paulo usam celular ao dirigir

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

celular-direcao-senadoDe acordo com a pesquisa feita com  4,1 mil motoristas, 42% dos entrevistados afirmaram que mandam mensagens de texto enquanto dirigem, o que é ainda mais perigoso. Além disso, 8% disseram que não mudariam de comportamento de jeito nenhum.

 

Pesquisa revela que 80% dos motoristas de São Paulo usam celular ao dirigir

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
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Motoristas de São Paulo participaram de uma pesquisa feita pelo Hospital Samaritano
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celular-direcao-senadoUma pesquisa desenvolvida pelo Hospital Samaritano de São Paulo revelou que 80% dos motoristas entrevistados admitiram que dirigem e usam o celular ao mesmo tempo.

Leia também: Uso excessivo de celular causa ‘dores tecnológicas’
Leia também: A fobia de ficar longe do celular
Leia também: Radiação de celulares pode prejudicar a saúde, revela estudo

De acordo com a pesquisa, que contou com a participação de 4,1 mil motoristas de São Paulo, 42% dos entrevistados afirmaram que mandam mensagens de texto enquanto dirigem, o que é ainda mais perigoso. Além disso, 8% disseram que não mudariam de comportamento de jeito nenhum.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano, Renato Anghinah, explica que, “quando eu desvio o meu foco para o celular eu estou fazendo mais do que uma ação. Eu estou olhando para o celular, eu estou lendo no celular e vou digitar, eu estou fazendo várias ações. A última coisa que eu vou pensar é no trajeto que eu estava executando”.

Diogo Garcia, coordenador do centro de trauma do hospital, diz também em entrevista ao telejornal que “o grande problema da gravidade de quem está digitando enquanto está dirigindo é que você não vai ter como se preparar para o acidente. Se a pessoa está a 100 km/h e ela perde a direção não vai ter aquele período em que ela freou porque ela viu que ia sofrer um acidente”.

 

Fonte: Opinão&Notícia

Lula é o segredo de Polichinelo da Lava Jato

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

images_cms-image-000478937Embora evitem citar seu nome explicitamente, os integrantes da força-tarefa da Lava Jato deixam cada vez mais evidente que seu alvo é o ex-presidente Lula, avalia o colunista Igor Gielow, da Folha de S.Paulo. Segundo Cristiana Lôbo, da Globonews, a apreensão no Planalto é maior com esta nova fase.

Lula é o segredo de Polichinelo da Lava Jato

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

 

Fonte: Congresso em Foco

Operação Triplo X: MPF suspeita que donos de imóveis ocultaram patrimônio

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

índiceO Ministério Público Federal (MPF) suspeita que proprietários de apartamentos do residencial Solaris, no Guarujá (SP), empreendimento investigado na 22ª fase da Lava Jato, a Operação Triplo X, usaram nome de terceiros para ocultar patrimônio.

Operação Triplo X: MPF suspeita que donos de imóveis ocultaram patrimônio

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016
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André Richter da Agência Brasil
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índiceO Ministério Público Federal (MPF) suspeita que proprietários de apartamentos do residencial Solaris, no Guarujá (SP), empreendimento investigado na 22ª fase da Lava Jato, a Operação Triplo X, deflagrada hoje (27), usaram nome de terceiros para ocultar patrimônio. Os investigadores chegaram à conclusão após receberem as matrículas dos imóveis registradas no cartório da cidade.

Os procuradores decidiram aprofundar as investigações sobre 12 unidades. Nove estão registradas em nome da empreiteira OAS, entre eles três triplex e um duplex. Há imóveis registrados em nome de Freud Godoy, ex-assessor da Presidência da República, e de Sueli Falsoni Cavalcante, apontada pelo MPF como funcionária da OAS. Outro triplex foi registrado pela empresa off shore Murray Holdings, sediada em Las Vegas, nos Estados Unidos.

O condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa. Para os investigadores, há indícios de que as aquisições dos imóveis ocorreram por meio de repasse de propina entre os envolvidos nos desvios de recursos da Petrobras, entre eles a OAS.

Os presos nesta fase da operação foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O juiz federal Sérgio Moro emitiu 15 mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão temporária em São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Joaçaba, Santa Catarina.

A Agência Brasil entrou em contato com a OAS e aguarda retorno.

Brasil tem sua pior posição em ranking internacional de corrupção

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

3026A Transparência Internacional, coalizão global anticorrupção, lançou, em Berlim, a 21ª edição do Índice de Percepção da Corrupção. Enquanto a maioria dos países aumentou sua pontuação, o Brasil foi o que apresentou a maior queda entre os 168 países avaliados, com apenas 38 pontos.

Brasil tem sua pior posição em ranking internacional de corrupção

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

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Por  Nicole Verillo – Congresso em Foco
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Nicole Verillo

Nicole Verillo

A Transparência Internacional, coalizão global anticorrupção, lançou hoje (27), em Berlim, a 21ª edição do Índice de Percepção da Corrupção (IPC). Enquanto a maioria dos países aumentou sua pontuação, o Brasil foi o que apresentou a maior queda entre os 168 países avaliados, com apenas 38 pontos. A pontuação vai de 0 (considerado o mais corrupto) a 100 (considerado o menos corrupto).  O Índice baseia-se em opiniões especializadas sobre a corrupção do setor público, e tem sua metodologia ancorada em diversos estudos comparativos.

O Brasil divide o 76º lugar com mais seis países: Bósnia e Herzegovina, Burquina Faso, Índia, Tailândia, Tunísia e Zâmbia. Em 2014 o Brasil obteve 43 pontos, em 2013, 42, e em 2011, 43. É a primeira vez que o país sofre uma queda tão relevante (cinco pontos) de um ano para o outro. Para a Transparência Internacional, uma alteração de mais de quatro pontos de diferença de um ano para o outro é muito significativa. Em 2014, o Brasil aparecia na 69ª colocação, ou seja, perdeu sete posições de um ano para o outro.

Segundo o IPC 2015, a Dinamarca é o país menos corrupto do mundo, com 91 pontos, seguida pela Finlândia, Suíça, e Nova Zelândia. Nenhum país recebeu a pontuação máxima. Um recorte voltado para os países da América Latina coloca o Uruguai, com 74 pontos, e o Chile, com 70 pontos, no topo da região. Na lanterna do ranking global estão a Somália e a Coréia do Norte, apenas com oito pontos cada.

Os países com melhor desempenho compartilham características de democracias fortes: alto nível de liberdade de imprensa; amplo acesso à informação sobre orçamento público, para que a população saiba de onde vem e como é gasto o dinheiro, e sobre as ações do governo, para que a população seja capaz de responsabilizar seus representantes; altos níveis de integridade entre as pessoas no poder; e sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres, e que são realmente independentes das outras esferas de governo. Do outro lado, os países que ocupam as posições mais baixas são caracterizados, para além dos conflitos e guerras, por possuírem fragilidades em sistemas de governança; instituições públicas débeis – como a polícia e o judiciário – e que não atendem às necessidades dos cidadãos; falta de independência da mídia e prevalência de subornos, envolvendo tanto agentes públicos como privados.

Essa análise pode ser aprofundada comparando os resultados do IPC com outro ranking mundial publicado na semana passada, no qual o Brasil, classificado como “democracia falha”, também sofreu uma queda significativa, o Índice de Democracias 2015 – ID, realizado pela Economist Intelligent Unit, ligada à revista The Economist. De acordo com a metodologia do estudo, os países são classificados como “democracias completas”, “democracias falhas”, “regimes híbridos” e “regimes autoritários”.

Quanto mais escura a cor, maior a percepção de corrupção. Clique na imagem para ampliá-la

 

 

Quase todos os países classificados como “democracias completas” estão na parte mais alta do IPC, ou seja, demonstram serem menos corruptos. Na outra ponta, a maioria dos países classificados como “regimes autoritários” no ID estão na parte mais baixa do IPC, com menos de 30 pontos, classificados como altamente corruptos. Ou seja, pra quem ainda não sabia, regime autoritário e intervenção militar não são (nunca foram e nunca serão) solução para a corrupção, muito pelo contrário.

Apesar dos resultados, o Brasil demonstrou alguns esforços para combater a corrupção nos últimos anos, como a aprovação, via iniciativa popular, da Lei da Compra de Votos e da Lei da Ficha Limpa; também possuímos Lei de Acesso à Informação; somos signatários da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção; participamos da Parceria pelo Governo Aberto (OGP) e aprovamos a Lei Anticorrupção Empresarial. O que estamos fazendo de errado, afinal?

Todos esses esforços são muito positivos, porém, tudo isso ainda é muito pouco. São avanços que se resumem em pequenas reformas, muito específicas e pontuais, até mesmo frágeis, como a participação no OGP, que servem para dizer que estamos avançando, mas que ainda não tocam em questões fundamentais.

O Brasil precisa de reformas profundas e sistêmicas, começando, por exemplo, pelo nosso modelo atual de financiamento político. Os cidadãos precisam conhecer quem financia os políticos e com quanto, sendo capazes de saber para quem eles estão, de fato, votando. Nosso sistema atual demonstra fortes sinais de colapso e é elaborado para manter toda essa situação que estamos vivendo, com um processo eleitoral totalmente dominado pelo capital. Campanha eleitoral e corrupção são sinônimos no país. As grandes empreiteiras e o sistema financeiro interferem diretamente nos resultados das eleições, ao direcionarem montanhas de dinheiro para os principais candidatos. Se não mudarmos esse sistema, não avançaremos na luta anticorrupção.

Paralelamente, repensar o Poder Judiciário, sua independência e a influência política que este sofre é fundamental para garantir o fim da impunidade. A credibilidade na política e nos políticos precisa, urgentemente, ser resgatada. As pessoas precisam confiar nos partidos e nos políticos novamente. Para isso, também devem ser criados mecanismos que protejam e permitam que as pessoas possam denunciar e agir contra a corrupção de forma segura, confiando nas instituições responsáveis por fazerem as leis serem cumpridas.

Do outro lado, os cidadãos não podem renunciar às suas reivindicações de mudanças. Também temos nossa parcela de culpa. É culpado quem é apático à política e se abdica de sua capacidade de realizar mudanças na sociedade, simplesmente porque considera que a corrupção é inevitável, cultural ou genética: “porque somos assim e não há o que possa ser feito”.

A pressão em cima dos líderes deve continuar, exigindo instituições fortes, independentes, responsáveis e eficientes como merecemos. Não podemos deixar na mão de governantes, nos quais na maioria das vezes não confiamos, a responsabilidade de realizar grandes reformas e ações anticorrupção. Não dá para esperar que aqueles que se beneficiam com a corrupção irão, de fato, realizar mudanças que possam eliminá-la. Sem pressão e envolvimento popular não iremos avançar. Volto a dizer aqui, não nos resta outra opção senão aprofundar nosso compromisso com a luta anticorrupção.

“Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem”

Para saber mais sobre o trabalho da Transparência Internacional, apoiar e saber como você pode participar escreva para: Bruno Brandao – bbrandao@transparency.org

Lobista muda depoimento e favorece José Dirceu

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

jose-dirceu_deixando_PF_Brasilia_1O lobista Fernando Moura não ofereceu o prometido ao Ministério Público Federal, na última sexta-feira (22). Frente ao juiz Sergio Moro, Moura isentou Dirceu e empresários beneficiados pela indicação de Renato Duque para o cargo na Petrobras.

Lobista muda depoimento e favorece José Dirceu

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2016

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jose-dirceu_deixando_PF_Brasilia_1O lobista Fernando Moura não ofereceu o prometido ao Ministério Público Federal, na última sexta-feira (22): revelações sobre as ações do ex-ministro José Dirceu para aparelhar a diretoria de Serviços da Petrobras e irrigar o caixa dois de seu partido, o PT. Frente ao juiz Sergio Moro, Moura isentou Dirceu e empresários beneficiados pela indicação de Renato Duque para o cargo na Petrobras.

No depoimento, Fernando Moura gaguejou, riu e pareceu espantado quando confrontado com suas as próprias declarações anteriores.

Em 28 de agosto, Moura disse que foi de Dirceu o conselho para que se mantivesse fora do Brasil durante o mensalão.

“Depois que assinei [o termo do depoimento] que fui ver [o que estava escrito], diz que o Zé Dirceu me orientou a isso. Não foi esse o caso”, recuou.

No esboço da delação, Moura havia escrito: “Depois da divulgação de reportagens que envolviam o meu nome ao escândalo do mensalão, recebi a ‘dica’ de José Dirceu para sair do país e, no começo de 2005, fui para Paris, onde fiquei de março a junho, ficando até o Natal em Miami”.

Moura, amigo de Dirceu há 30 anos, participou de todas as campanhas do petista. Em 2002, organizava jantares para a candidatura do ex-ministro a deputado.

Ajuda

Anunciado como chefe da Casa Civil, Dirceu disse que não nomearia um “amigo para não confundir as coisas”, mas orientou Moura a arranjar uma empresa e que ele, Dirceu, “ajudaria em nível de governo”.

O alvo da benesse seria a Etesco, prestadora de serviços de engenharia da Petrobras. Moura disse que foi procurado por Licínio Machado, um dos donos da empresa, que queria em troca indicação de Duque para a diretoria de Serviços.

O lobista Fernando Moura acrescentou que levou a demanda para o PT, em 2002. No ano seguinte, Duque foi nomeado, como cota do PT na Petrobras. De acordo com sua primeira versão, Moura passou a receber, como retribuição, uma mesada de US$ 30 mil da Etesco, a cada três meses. Já no depoimento desta sexta, o lobista diz que não sabe se Dirceu teve a “última palavra” sobre a nomeação de Duque.

Diferente do que disse no ano passado, quando informou que ao conseguir a indicação de Duque para a diretoria de Serviços a Etesco conquistou contratos milionários na Petrobras.

Depois de ler trecho do primeiro depoimento, Moro perguntou se a Etesco havia lucrado com Duque na estatal. “Falei isso?”, perguntou o delator, para em seguida comentar, rindo: “Assinei isso? Devem ter preenchido um pouquinho mais do que eu falei. Mas se falei, eu concordo”. O juiz o repreendeu: “Não, não é assim que funciona”.

O novo depoimento de Fernando Moura não descaracteriza a denúncia, já que Milton Pascowitch, outro delator, associou o ex-ministro ao pagamento de propina de fornecedores da diretoria de Serviços.

Pascowitch também provou que bancou reformas em imóveis de Dirceu e fez depósitos na conta da consultoria do ex-ministro, a empresa JD.

“Ele [Fernando Moura] vai ser intimado para explicar as contradições imensas. Se mentiu, o acordo de colaboração dele pode ser anulado”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da Operação Lava Jato.

Moura pode agora os benefícios combinados na delação, entre eles o de só ficar três meses em regime fechado. O lobista está em prisão domiciliar.

O outro lado

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o advogado de Fernando Moura, Pedro Iokoi, não quis comentar as mudanças de versão de seu cliente nem a abertura de um procedimento para apurar se o acordo de delação premiada foi violado.

O criminalista Roberto Podval, que defende José Dirceu, pediu acesso a vídeos dos depoimentos prestados por Fernando Moura à força-tarefa da Lava Jato na fase de investigação, ainda segundo o jornal.

“Fernando Moura afirmou literalmente que não revelou em momento nenhum que o Zé Dirceu deu a dica para que fugisse do Brasil. Por isso pedimos para ter acesso às gravações dos depoimentos porque é preciso checar como tudo se deu”, afirmou.

Dono da Etesco, Licínio Machado Filho disse à Folha que não conhecia Renato Duque em 2002 e, portanto, não poderia tê-lo indicado para ocupar a diretoria de Serviços da Petrobras.

O empresário afirmou que um de seus irmãos era amigo de Fernando Moura, mas negou que ele ou sua empresa tenham realizado pagamentos ao lobista “a título de agradecimento”.

“Parece que ele agora está dizendo a verdade”, disse Licínio, sobre a nova versão de Moura, que isenta sua empresa de ter sido favorecida pela indicação de Duque.

 

Fonte: Congresso em Foco

Delfim: Brasil pode ter 10 milhões de desempregados em março

terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

images_cms-image-000477608O ex-ministro Antonio Delfim Neto alerta que o Brasil corre o risco de atingir 10 milhões de desempregados em março deste ano: ‘Não dá para esperar mais! É fundamental que o Executivo e o Legislativo incorporem o senso de urgência e trabalhem para restabelecer a “confiança” entre eles”.

Delfim: Brasil pode ter 10 mi de desempregados em março

terça-feira, 19 de Janeiro de 2016

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images_cms-image-000477608O ex-ministro Antonio Delfim Neto alerta que o Brasil corre o risco de atingir 10 milhões de desempregados em março deste ano: ‘Não dá para esperar mais! É fundamental que o Executivo e o Legislativo incorporem o senso de urgência e trabalhem para restabelecer a “confiança” entre eles e recuperar o respeito da sociedade brasileira, sem o qual não haverá crescimento e, com ele, a queda do desemprego’.

Ele ressalta que estamos hoje que o mundo e o Brasil perderam tração, mas diz que é evidente que o efeito externo sobre o qual não temos controle é muito menor do que o efeito interno. “Os últimos resultados da Pnad, divulgados no dia 15 pelo IBGE, são alarmantes. A taxa de desemprego atingiu 8,9% no terceiro trimestre de 2015 (um aumento de 30% sobre o seu homólogo de 6,9% no triênio 2012-14), em resposta a uma queda do PIB de 4,5% no mesmo período. Talvez tenha atingido 9,5% no 4º trimestre e será (pelo efeito estacional) ainda maior no 1º trimestre de 2016”.

Delfim propõe que como saída autorizar a plena validade do entendimento direto entre comitês de fábrica e empresários sob a vigilância dos sindicatos. ‘É que trabalhadores e empresários, sentados numa mesa com as informações relevantes e transparentes, possam discutir – caso a caso, livre e concretamente – qual a melhor forma de obter uma distribuição mais “justa” dos ganhos e dos inconvenientes da flutuação da conjuntura, respeitando a segurança, a estabilidade e os direitos constitucionais de ambas as partes’ (leia mais).

 

Fonte: Brasil 247

Pena de delatores da Lava Jato cai de 283 para sete anos

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

alberto-youssef-fotospublicas-830x526Por conta dos acordos de colaboração, os 13 delatores da Operação Lava Jato que tinham sido condenados, ao todo, a 283 anos e nove meses de reclusão tiveram suas penas reduzidas para no máximo seis anos e 11 meses de prisão em regime fechado.

Pena de delatores da Lava Jato cai de 283 para sete anos

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

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Procuradores que integram a força-tarefa da operação afirmam que os acordos de delação premiada têm sido fundamentais para o avanço das investigações
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alberto-youssef-fotospublicas-830x526Por conta dos acordos de colaboração, os 13 delatores da Operação Lava Jato que tinham sido condenados, ao todo, a 283 anos e nove meses de reclusão tiveram suas penas reduzidas para no máximo seis anos e 11 meses de prisão em regime fechado. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

O balanço feito pelo jornal é baseado apenas nos processos cujas sentenças já foram decretadas pelo juiz Sérgio Moro. Alguns delatores da Lava Jato ainda respondem a ações sem decisão judicial.

De acordo com os procuradores que integram a força-tarefa da operação, os acordos de delação premiada têm sido fundamentais para o avanço das investigações.

Em entrevista à Folha, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava jato, explicou que “nos acordos de colaboração, o princípio é de que se troca um peixe por um cardume, ou um peixe pequeno por um grande [..] As colaborações são feitas para alcançar provas em relações a diversas outras pessoas, incluindo criminosos com atuação mais relevante no crime, e para recuperar o dinheiro desviado”.

Dallagnol ressaltou ainda que os cerca de 40 acordos de delação feitos até agora permitiram acusações criminais contra 179 pessoas por corrução, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Deste total, 80 pessoas já foram condenadas a penas que somam 783 anos de prisão.

O procurador afirmou também que ainda há outras centenas de pessoas sendo investigadas.

Críticos da delação afirmam, no entanto, que tais acordos podem passar a sensação de impunidade. Há quem diga que se trata de uma medida de duvidosa legalidade e legitimidade. Em entrevista à Folha, o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira argumenta que o delator, na verdade, “está delatando pura e simplesmente para se ver livre de prisões”, e ainda que ele “delata e fala o que as autoridades queiram que ele delate e fale”.

Um dos mais importantes delatores da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, por exemplo, que foi inicialmente condenado a 82 anos e oito meses de prisão, graças à delação premiada ficará apenas três anos preso em regime fechado.

 

Fonte: Opinião&Notícias

 

Dilma não sofre impeachment nem renuncia, afirma senador Jereissati

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

tasso_jereissati_antoniocruz_abr2O senador Tasso Jereissati, vice-presidente nacional do PSDB, entende que a presidente não sofrerá impedimento por parte do Congresso ou do TSE, mas que também não será capaz de recompor sua base de apoio parlamentar nem de conseguir a recuperação da economia.

Dilma não sofre impeachment nem renuncia, afirma senador Jereissati

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

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tasso_jereissati_antoniocruz_abr2O senador Tasso Jereissati, vice-presidente nacional do PSDB, afirmou que na sua opinião não haverá impeachment e nem renúncia da presidente Dilma – medida que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) havia sugerido a Dilma como “um gesto de nobreza”. Tasso entende que a presidente não sofrerá impedimento por parte do Congresso ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas que também não será capaz de recompor sua base de apoio parlamentar nem de conseguir a recuperação da economia. As informações são do jornal O Povo.

Jereissati, que é também empresário e ex-governador do Estado do Ceará, falou das mudanças que presenciou desde sua estreia no Senado, quando o PT chegava ao poder, e neste segundo mandato da Dilma.

“Mudou tudo, completamente. Como se fosse outro mundo. Quando cheguei no Senado, o Lula assumindo a Presidência da República, havia uma expectativa extremamente otimista em relação ao PT e ao Lula, principalmente. Havia o grande respeito, inclusive da oposição. Eu mesmo fiz um discurso saudando ao presidente Lula, dizendo que aquele momento era importante para o Brasil. Afinal de contas, era uma solidificação de uma democracia. Um presidente que era um sindicalista, um operário de colarinho azul, do chão de fábrica, de um partido de esquerda, que tomava posse eleito democraticamente sem que nenhuma vidraça tivesse sido quebrada”, lembrou o senador.

“Hoje é exatamente o oposto de tudo isso”, afirma Tasso.

“Um PT desmoralizado, sem credibilidade, sem o respeito nem nosso, da oposição, nem da população, nem do mundo. O Brasil desmoralizado. A economia em frangalhos, numa das piores situações que eu já vivi na minha vida. E, moralmente, que era uma esperança que se tinha no PT, que viesse a ser uma referência de conduta moral e ética no governo, essa, então, totalmente jogada por terra. E, o pior, sem perspectiva. Sem luz no fim do túnel. Sem uma referência que diga: é por aqui que nós vamos sair.

Valores

O senador tucano vê, além dos problemas na economia, perda de valores e também uma falta de controle das questões de saúde incompatíveis com o nosso o tempo.

“Desde problemas na economia até a Lava Jato, uma degradação de valores. Até problemas sociais, como nós estamos vivendo aqui. Problemas gravíssimos, como esse do zika vírus e da microcefalia. Parece até que nós estamos voltando, em determinados pontos, à Idade Média, por falta de controle sobre as questões da saúde”, considera Tasso.

Jereissati considera que o PT perdeu a oportunidade de unir o país e  criou um clima de rancor que hoje se espalha pela população.

“A primeira coisa que [o PT] fez foi tentar, o máximo possível, espezinhar e acusar os derrotados; dividir o Brasil entre nós e eles: nós, partidos que ganhamos, contra eles. Depois, eles, da elite, contra nós, do povo. Criou um Brasil muito dividido. Não apenas dividido, mas com um sentimento de rancor muito profundo, que a gente sente hoje espalhado pela população. Foi um erro fundamental de visão filosófica de governo”, apontou.

Fuga

Quanto à afirmação de que o PSDB deixou de ocupar espaços e fugiu a debates importantes, o senador concorda:

Você tem razão. O nível de popularidade do Lula era tão grande, que era difícil. O PT, usando dessa popularidade do governo, demonizou algumas palavras, como privatização, liberal e neoliberal. Ficou demonizado. Numa dessas eleições, no ápice do PT, havia uma discussão sobre a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Cheguei numa cidade do interior muito pequena e na entrada da igreja tinha um livro de assinatura contra a Alca. E eu perguntei: por que isso? O senhor não sabia? Os Estados Unidos vão tomar conta do Brasil. O PT criou esse tipo de demonização, que ficou imune a qualquer debate, a qualquer discussão mais racional. Isso, de uma certa maneira equivocada, intimidou o PSDB durante algumas campanhas eleitorais”, reconheceu.

A falta de competência política do PT é o maior problema do partido, na visão do vice-presidente do PSDB:

“A maior crise política é um governo sem base política. Todas as crises foram geradas pela base do governo. Nós não representamos 20% do Senado. Nós não temos maioria para derrotar nada no Senado. Absolutamente nada. Nem pra ganhar nada. Quem derruba, ou vai derrubar ou votar, é a base do governo. Mais grave ainda: boa parte é do partido do governo. O PT foi a maior oposição ao ministro do governo (ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, que foi substituído por Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento), acusou Tasso Jereissati.

 

Por Edson Sardinha do Congresso em Foco

Campanha de Lula em 2006 teve propina, diz Cerveró

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

ex-presidente-lula_Fábio-Rodrigues-Pozzebom_ABrDocumento elaborado pela defesa de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, afirma que a campanha do ex-presidente Lula à reeleição, em 2006, recebeu propina da Sonangol (estatal angolana de petróleo) de até R$ 50 milhões.

Campanha de Lula em 2006 teve propina, diz Cerveró

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

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FABIO POZZEBOM/ABR

FABIO POZZEBOM/ABR

Documento elaborado pela defesa de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, afirma que a campanha do ex-presidente Lula à reeleição, em 2006, recebeu propina da Sonangol (estatal angolana de petróleo) de até R$ 50 milhões. A declaração, obtida pelo jornal Valor Econômico, foi feita antes do acordo de delação premiada, assinado em novembro passado com o Ministério Público Federal.

Cerveró alega que obteve a informação de Manuel Domingos Vicente, então presidente do conselho de administração da estatal angolana e atualmente  vice-presidente daquele país.

‘Manoel (sic) Vicente foi explícito em afirmar que desses US$ 300 milhões pagos pela Petrobras a Sonangol, companhia estatal de petróleo de Angola, retornaram ao Brasil como propina para financiamento da campanha presidencial do PT valores entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões”.

O ex-diretor da Petrobras ressalta que naquela época “houve uma oferta internacional de Angola, de venda de blocos de exploração em águas profundas, como se fosse um grande leilão”.

Nestor Cerveró ainda explica que “a referida negociação foi conduzida pelos altos escalões do governo brasileiro e angolano, sendo o representante brasileiro o ministro da Fazenda [Antonio] Palocci”. Por meio de sua assessoria, Palocci negou “participação em qualquer ‘tratativa política’ do tema”. O ex-ministro ainda ressaltou que “desconhece o objeto das supostas negociações referidas, aliás competência exclusiva da Petrobras e de suas áreas técnicas”.

O Instituto Lula afirmou que não comentaria “supostas delações, quanto mais supostos acordos de delação, vazados de forma seletiva, parcial e provavelmente ilegal, que alimentam um mercado de busca por benefícios penais e manchetes sensacionalistas”.

 

Fonte: Congresso em Foco

Cigarro eletrônico não ajuda a abandonar o hábito de fumar, diz estudo

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

cigarro-eletronicoUm estudo feito pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que o uso de cigarro eletrônico não ajuda os fumantes a abandonar o cigarro convencional.

Cigarro eletrônico não ajuda a abandonar o hábito de fumar, diz estudo

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

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cigarro-eletronicoUm estudo feito pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos EUA, revelou que o uso de cigarro eletrônico não ajuda os fumantes a abandonar o cigarro convencional.

De acordo com os pesquisadores, na verdade quem usa o cigarro eletrônico é 28% menos propenso a parar de fumar.

Os resultados do estudo, publicados na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, foram divulgados nesta quinta-feira, 14.

Elaborado a partir de uma revisão de 38 pesquisas já realizadas sobre o assunto, o levantamento é o maior já feito para avaliar se os cigarros eletrônicos realmente ajudam fumantes a largar o vício.

O estudo também contou com a participação de fumantes que queriam abandonar o cigarro e outros que não pretendiam parar de fumar.

De acordo com Stanton Glantz, co-autor do estudo, “não há dúvidas de que uma tragada em um cigarro eletrônico seja menos perigosa do que uma tragada em um cigarro convencional, o mais perigoso do cigarro eletrônico, contudo, é o fato de que ele pode manter uma pessoa fumando os cigarros tradicionais”.

No Brasil, a Anvisa proíbe a venda e a importação de cigarros eletrônicos, mas não o uso.

O último discurso de Obama como presidente

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

obamafinal-e1452705294850Obama falou sobre  a recuperação econômica, a criação de milhões de empregos,  a reaproximação com Cuba e as melhorias na Colômbia. Na plateia estavam refugiados sírios, os dois americanos que evitaram um ataque terrorista em um trem na França e o casal que garantiu o casamento gay na Suprema Corte.

O último discurso de Obama como presidente

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

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obamafinal-e1452705294850Em seu último discurso do Estado da União, o presidente americano Barack Obama falou sobre esperança e otimismo, e chegou a dizer que acredita que o país vai encontrar a cura para o câncer e controlar o HIV/aids e a malária.

O presidente falou sobre as conquistas de seu governo, como a recuperação econômica e a criação de mais de 14 milhões de empregos, além de citar a reaproximação com Cuba e as melhorias na Colômbia. Na parte econômica, fez fortes críticas a Wall Street.

Ele disse que os americanos precisam resistir à estigmatização dos muçulmanos em tempos de ameaça do Estado Islâmico, dando uma alfinetada no pré-candidato republicano Donald Trump.

No quesito segurança nacional, Obama voltou a prometer que vai acabar com o Estado Islâmico e buscar “soluções definitivas” para o Oriente Médio.

Além disso, o presidente falou sobre a influência dos Estados Unidos no âmbito internacional.  “Pesquisas mostram que nossa posição em todo o mundo é maior do que quando fui eleito para este cargo, e quando se trata de todas as questões internacionais importantes, as pessoas do mundo não olham para Pequim ou Moscou, elas nos chamam”, disse.

O fim de seu discurso foi marcado por uma mensagem de esperança, citando Martin Luther King. “Mas posso prometer que um ano a partir de agora, quando já não ocupar este cargo, eu estarei na rua com você, como um cidadão ‘inspirado por essas vozes da equidade e da visão, de coragem e bom humor e gentileza que têm ajudado os EUA a ir tão longe. Vozes que nos ajudam a ver a nós mesmos não em primeiro lugar como preto ou branco, ou asiático ou latino, não como gay ou hétero, imigrantes ou nativos; não como democratas ou republicanos, mas como americanos primeiro, vinculados por um credo comum’.”

Na plateia estavam refugiados sírios, os dois jovens americanos que evitaram um ataque terrorista em um trem na França e o casal que garantiu o casamento gay na Suprema Corte. O simbolismo também foi utilizado, afinal de contas, uma cadeira foi deixada vazia em nome das vítimas de armas de fogo, reforçando a luta de Obama pelo controle de armas.

 

Fonte: Opinião&Notícia

Alckmin sabota por dentro o PSDB de Aécio e Serra

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

images_cms-image-000476674Guerra interna do PSDB se intensifica com os movimentos do governador Geraldo Alckmin, que deixam claro que ele será candidato à presidência da República, em 2018; na prática, ele já age como se estivesse desembarcando do ninho tucano e preparando seu ingresso no PSB.

Alckmin sabota por dentro o PSDB de Aécio e Serra

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

 

Fonte: Brasil 247

Depois da citação a FHC, PSDB baixa o tom sobre Lula

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

images_cms-image-000476699Diante da acusação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de propina de R$ 100 milhões no governo FHC, o PSDB adotou um tom ameno sobre a menção de Lula na Lava Jato. Para o líder tucano no Senado, Cassio Cunha Lima, “não se faz politicagem com isso”, segundo o colunista Ilimar Franco.

Depois da citação a FHC, PSDB baixa o tom sobre Lula

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

 

Fonte: Brasil 247