Arquivo de Janeiro de 2015

Marta critica Dilma: “a vaca engasgou de tanto tossir”

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

timthumb.phpA senadora Marta Suplicy (SP), que foi deputada, prefeita e duas vezes ministra pelo PT, voltou a criticar duramente  a presidente Dilma Rousseff e sua condução da política econômica. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo intitulado “O diretor sumiu”, a senadora lista as mazelas do país e diz que falta “transparência”, “confiança” e “credibilidade” ao governo.

Marta critica Dilma: ‘a vaca engasgou de tanto tossir’

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

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timthumb.phpA senadora Marta Suplicy (SP), que foi deputada, prefeita e duas vezes ministra pelo PT, voltou a criticar duramente nesta terça-feira, 27, a presidente Dilma Rousseff e sua condução da política econômica. Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo intitulado “O diretor sumiu”, a senadora lista as mazelas do país – da economia à saúde –, e diz que falta “transparência”, “confiança” e “credibilidade” ao governo.

“Temos vivido crises de todos os tipos: crise econômica, política, moral, ética, hídrica, energética e institucional. Todas elas foram gestadas pela ausência de transparência, de confiança e de credibilidade”, escreve a senadora.

O texto chama de “maldades” as recentes medidas de austeridade adotadas pelo governo e diz que Dilma “está fazendo a vaca engasgar de tanto tossir”.

“Se tivesse havido transparência na condução da economia no governo Dilma, dificilmente a presidente teria aprofundado os erros que nos trouxeram a esta situação de descalabro. Não estaríamos agora tendo de viver o aumento desmedido das tarifas, a volta do desemprego, , a diminuição dos direitos trabalhistas, a inflação, o aumento consecutivo dos juros, a falta de investimentos e o aumento de impostos, fazendo a vaca engasgar de tanto tossir.”

A senadora diz que ainda que Dilma não apoia os ministros que escolheu e lembrou o caso da mudança da regra do salário mínimo, anunciada pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e desmentido por Dilma no dia seguinte: “Ela logo desautoriza a primeira fala de um membro da equipe. Depois silencia. A situação persiste sem clareza sobre o que pensa a presidenta.”

Marta coloca Dilma na mira também do PT, que estaria hoje insatisfeito com a presidente e vivendo “situação complexa”, embarcado no “circo de malabarismos econômicos”. A senadora lembra as críticas feitas pela Fundação Perseu Abramo, do PT, sobre as medidas econômicas impopulares adotadas pelo governo. “O partido não apoia as decisões do governo e alguns deputados petistas vociferam contra elas”, escreve.

“O PT vive situação complexa, pois embarcou no circo de malabarismos econômicos, prometeu, durante a campanha, um futuro sem agruras, omitiu-se na apresentação de um projeto de nação para o país, mas agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção”, escreve Marta, acrescentando que a situação do país “não era rósea como foi apresentada na eleição”.

“A peça se desenrola com enredo atrapalhado e incompreensível. O diretor sumiu”, conclui.

Luiz Henrique anuncia candidatura à presidência do Senado

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

lhsMarcosOliveiraAgenciaSenadoO senador Luiz Henrique (PMDB-SC) anunciou  que será candidato à presidência do Senado. No próximo dia 1º, logo após a posse dos 27 senadores eleitos em outubro de 2014, será eleita a Mesa Diretora da Casa. Até o momento, não há candidatos oficiais ao cargo, mas os líderes partidários já consideram que o atual presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), será o nome oficial do partido à reeleição.

Luiz Henrique anuncia candidatura à presidência do Senado

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

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lhsMarcosOliveiraAgenciaSenadoO senador Luiz Henrique (PMDB-SC) anunciou hoje (27) que será candidato à presidência do Senado. No próximo dia 1º, logo após a posse dos 27 senadores eleitos em outubro de 2014, será eleita a Mesa Diretora da Casa. Até o momento, não há candidatos oficiais ao cargo, mas os líderes partidários já consideram que o atual presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), será o nome oficial do partido à reeleição.

Tradicionalmente, por contar com a maior bancada do Senado, o PMDB tem a prerrogativa de indicar o nome do presidente, mas os senadores podem quebrar o acordo histórico e eleger um candidato diferente daquele indicado pelo partido.

“Um grupo grande de senadores deve lançar uma chapa forte para a disputa. Há uma tendência em direção ao meu nome. Recebi muitos apelos também de companheiros de vários partidos, o que vai nos possibilitar fazer uma chapa forte e bem representativa”, disse Luiz Henrique ao anunciar a candidatura alternativa.

O senador admite que não conseguiu “viabilizar” o próprio nome como indicação oficial do seu partido, mas disse que a decisão é “irreversível” e que conta com apoios em outras legendas. “Eu tenho sinalização de vários partidos: PSDB, DEM, PDT, PP e PSD”, afirmou.

Luiz Henrique ressaltou que sua candidatura não é de protesto, mas para ganhar e promover mudanças na condução dos trabalhos do Senado. “Eu não vou sair contra o Renan, eu vou sair a favor do Senado e a favor das mudanças reclamadas nas ruas. Como dizia o doutor Ulysses [Guimarães]: ‘o povo quer mudanças. Ou mudamos ou seremos mudados’”, afirmou.

A candidatura de Luiz Henrique pode ainda contar com o apoio do PSB, que terá seis senadores a partir da próxima legislatura. A bancada do partido no Senado vai se reunir na noite de hoje para decidir como votará na eleição para a presidência da Casa.

Segundo a líder do PSB, Lídice da Mata (BA), a pauta da reunião será sobre a proposta de lançar o nome do senador Antônio Carlos Valadares (SE) ao cargo. No entanto, a decisão ainda será discutida e tomada apenas se o partido tiver apoio suficiente das outras legendas para ganhar.

“Vamos conversar hoje, porque não teria sentido expormos o nome do nosso senador mais antigo, nosso líder, um senador que já tem três mandatos, a ser um candidato sem apoio”, disse a líder do PSB pouco antes de receber Luiz Henrique e os colegas Ricardo Ferraço (PMDB-ES) e Waldemir Moka (PMDB-MS) para a reunião em que o nome do parlamentar catarinense foi oficializado.

De acordo com Lídice, há um clima de “desconforto” no Senado, porque Renan Calheiros não admitiu ainda que é candidato à reeleição. Lídice destacou que, apesar de o acordo histórico definir que o partido com maior bancada indica o nome para a presidência, isso não significa que as demais legendas sejam ignoradas. “Não é uma resistência ao nome do Renan. É uma resistência ao PMDB manter as decisões em segredo. É o tal do candidato em off”, definiu a líder pessebista.

Além da eleição para a presidência do Senado, no próximo domingo, os senadores também podem fazer a eleição dos demais membros da Mesa Diretora. A definição de quem ocupará cargos como 1ª vice-presidência e 1ª secretaria também deve obedecer ao critério da proporcionalidade, com o PT sendo o próximo a fazer indicações, por ter a segunda maior bancada. Em seguida, provavelmente na segunda-feira (2), os senadores elegerão os presidentes das comissões permanentes da Casa, seguindo o mesmo critério.

Mais sobre a eleição da Mesa

 

Da Agência Brasil – com o Congresso em Foco

Aécio, FHC e Alckmin tentam evitar adesão do PSDB a Cunha

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

images_cms-image-000415351Os principais nomes do PSDB nacional reagiram à articulação de deputados federais do partido para implodir a candidatura de Júlio Delgado (PSB) à presidência da Câmara, em favor de Eduardo Cunha (PMDB). Fernando Henrique Cardoso,Aécio Neves , Geraldo Alckmin e  José Serra deflagraram uma operação para conter os dissidentes e assegurar a manutenção da candidatura do pessebista.

Aécio, FHC e Alckmin tentam evitar adesão do PSDB a Cunha

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

Filho de Lula vai processar Eduardo Jorge por dizer que ele é dono da Friboi

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

images_cms-image-000415354Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou que vai processar o ex-candidato à presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, por conta de um tuíte divulgado em seu perfil. Na rede social, ele disse que Fábio seria dono da Friboi. O boato divulgado por Jorge é recorrente nas redes.

Filho de Lula vai processar Eduardo Jorge por dizer que ele é dono da Friboi

terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

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Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou que vai processar o ex-candidato à presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, por conta de um tuíte divulgado em seu perfil; na rede social, ele disse que Fábio seria dono da Friboi; o boato divulgado por Jorge (que apagou o tuíte) é recorrente nas redes, sendo que diversos memes foram produzidos a respeito durante a última campanha presidencial; na ação, Fábio diz que “não é ou jamais foi sócio ou manteve qualquer relação profissional com negócios relacionados ao setor agropecuário ou agroindústria”

Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, anunciou que vai processar o ex-candidato à presidência da República pelo PV, Eduardo Jorge, por conta de um tuíte divulgado em seu perfil. Na rede social, ele disse que Fábio seria dono da Friboi.

Internet provoca desigualdade social, egoísmo e narcisismo, diz livro

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

timthumbA história da internet, sugere Andrew Keen, poderia ser dividida em duas histórias. A primeira, um relato dos seus primórdios, quando dois tecnólogos e visionários deram os primeiros passos para sua criação.

Internet provoca desigualdade social, egoísmo e narcisismo, diz livro

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

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timthumbA história da internet, sugere Andrew Keen, poderia ser dividida em duas histórias. A primeira, um relato dos seus primórdios, quando dois tecnólogos e visionários deram os primeiros passos para sua criação. Vannevar Bush, um renomado engenheiro americano cuja invenção do dispositivo Memex profetizou a criação da internet, e Tim Berners-Lee, um físico e cientista da computação britânico, que involuntariamente desenvolveu o conceito de supervia da informação, ou infobahn. Esses são apenas dois nomes entre muitos, disse Keen, que criaram a internet e demonstraram a utilidade de seu uso.

A segunda história refere-se à permissão da National Science Foundation da entrada de parceiros comerciais na estrutura incipiente da internet. Sem dúvida, Andrew Keen, um empresário de nacionalidade inglesa e americana e autor de The Internet is Not the Answer, não está contente com a evolução dos acontecimentos desde então.

Sua principal preocupação é com a estrutura da economia online, que enriqueceu poucas pessoas de uma maneira fabulosa (quase todas jovens e brancas), sem criar muitos postos de trabalho. A cada menção a TomPerkins, um investidor em capital de risco, Keen não resiste em citar seu iate de US$130 milhões, do comprimento de um campo de futebol. No entanto, toda essa riqueza é autocentrada; “temos uma nova nobreza”, lamentou, “sem noblesse oblige”.

Mas existem ainda mais problemas além de um consumo conspícuo. Aplicativos como Instagram e Snapchat causaram um “modismo de uma arrogância vulgar” e uma “epidemia de narcisismo e voyeurismo”, escreveu Keen. A realidade distorcida da cultura do Vale do Silício o desagrada. O autor com certeza se considera um provocador espirituoso, mas sua mensagem é lúgubre. É difícil, por exemplo, discordar que as interações de muitas pessoas com as mídias sociais são “ególatras”. Entre outras recomendações, Andrew Keen sugere um controle mais rigoroso “para obrigar a Internet a sair de sua adolescência prolongada”.

 

Fontes: The Economist-Net costs
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Temer diz não acreditar que PF armou áudio contra Cunha

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

TEMERO vice-presidente da República, Michel Temer, declarou não acreditar que a Polícia Federal esteja por trás das gravações de áudio apresentadas  pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Candidato do partido à Presidência da Casa, Cunha disse que a gravação, com diálogo supostamente combinado, tenta ligá-lo às denúncias da Operação Lava Jato.

Temer diz não acreditar que PF armou áudio contra Cunha

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

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TEMERO vice-presidente da República, Michel Temer, declarou nesta segunda-feira (26) não acreditar que a Polícia Federal esteja por trás das gravações de áudio apresentadas na última terça-feira (20) pelo líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Candidato do partido à Presidência da Casa, Cunha disse que a gravação, com diálogo supostamente combinado, tenta ligá-lo às denúncias da Operação Lava Jato. O caso foi levado ao Ministério da Justiça, que determinou investigação por parte da Polícia Federal.

Para Temer, o próprio Eduardo Cunha não acredita no envolvimento da PF na divulgação do áudio. “Não acredito e nem o Eduardo Cunha acredita. A Polícia Federal cumpre seu papel de investigação. Eu não acredito que alguém da Polícia Federal pudesse fazer isso”, disse Temer, presidente nacional licenciado do PMDB. O peemedebista deu a declaração depois de participar de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), informa a Agência Estado.

Em conversa com jornalistas na Câmara, na semana passada, Cunha disse ter sido vítima de “nova alopragem”. A primeira, segundo o deputado, aconteceu quando foram publicadas reportagens sobre seu suposto envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Em uma das matérias, relata-se que o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, entregou dinheiro de propina ao peemedebista por ordem de Youssef.

Em meio à disputa com o deputado Arlindo Chinaglia (SP), candidato do PT ao comando da Câmara, Cunha chegou a acusar a cúpula da PF pela divulgação do áudio. Mas, depois da conversa com jornalistas, o peemedebista usou sua conta no Twitter para negar que a gravação tenha sido montada por integrantes do governo. “Se tivesse a certeza de que era o governo teria procurado direto o MP e não o governo”, afirmou, em uma das mensagens.

Rusga

As declarações de Cunha provocaram pronta reação por parte do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS). “Esta acusação é absolutamente indevida”, disse Fontana, acrescentando ser “algo inaceitável” convocar a imprensa e mostrar a gravação, assim como a tentativa de envolver o governo no caso. “Uma coisa é pedir investigação […] mas não imediatamente politizar isso. Quem é candidato deve estar preparado para ganhar ou perder”, disse Fontana. Ele garante não haver “cooptação” de aliados com oferecimento de cargos em troca do voto em Chinaglia. “[A disputa na Câmara] não tem vínculo de formação de governo.”

Depois das declarações de Fontana, Cunha voltou à ofensiva e disse que o PMDB não negocia mais com ele. Também por meio do Twitter, disse que o colega petista sempre foi um líder “fraco, desagregador e radical”.

 

Do Congresso em Foco

Defesa de Cerveró pede intimação de Gabrielli e desiste de indicar Dilma como testemunha

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

images_cms-image-000415073A defesa do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró solicitou à Justiça a intimação do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli como testemunha no processo a que responde por suposto recebimento de propina quando era diretor da empresa e desistiu do pedido feito mais cedo para que a presidente Dilma Rousseff também fosse intimada.

Defesa de Cerveró pede intimação de Gabrielli e desiste de indicar Dilma como testemunha

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

Dilma dará aval a Levy, que apanha do PT e da esquerda

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

images_cms-image-000415070Presidente quer deixar claro, na primeira reunião ministerial de seu segundo mandato, mensagem de apoio às medidas de ajuste fiscal anunciadas pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa. O objetivo é acabar com as dúvidas sobre seu compromisso com a nova política econômica.

Dilma dará aval a Levy, que apanha do PT e da esquerda

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015

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Presidente quer deixar claro, na primeira reunião ministerial de seu segundo mandato, que acontece nesta terça-feira 27, mensagem de apoio às medidas de ajuste fiscal anunciadas pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa; objetivo é acabar com as dúvidas sobre seu compromisso com a nova política econômica, que prevê corte de gastos e acerto das contas do governo em prol da recuperação do crescimento e da credibilidade do País; neste fim de semana, a revista Carta Capital disse que o novo pacote fiscal “golpeia os mais frágeis” e seu editor, o jornalista Mino Carta, previu que Levy irá apenas até setembro; setores do PT também criticam as decisões de Levy

A primeira reunião ministerial do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, marcada para acontecer nesta terça-feira 27, deve ter como mensagem principal do Palácio do Planalto o apoio às medidas de ajuste fiscal anunciadas pela nova equipe econômica do governo. A presidente faz questão de deixar claro que apoia o novo plano da Fazenda, que prevê cortes de gastos e acertos das contas públicas em prol da recuperação do crescimento econômico e da credibilidade do Brasil junto a investidores.

Youssef irá apontar sua metralhadora contra o PT

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

images_cms-image-000414795O doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava Jato, já escolheu seu alvo principal em sua peça de defesa: o Partido dos Trabalhadores. “É a corrupção sustentando um esquema de poder. Não há para mim a menor dúvida que esse esquema é um grande sistema de manutenção de grupos políticos, disse o advogado Antonio Figueiredo Basto.

Youssef irá apontar sua metralhadora contra o PT

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

Lava Jato: Youssef era peça em projeto de poder do PT

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

yousseffabrA defesa do doleiro Alberto Youssef vai argumentar na Justiça que ele era apenas uma “mera engrenagem” em um projeto criado para manter PT, PMDB e PP no poder. Apontado pelo Ministério Público Federal como um dos principais líderes do esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro, responsável por R$ 10 bilhões da Petrobras, Youssef está preso desde abril do ano passado.

Lava Jato: Youssef era peça em projeto de poder do PT

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

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Do Congresso em Foco
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yousseffabrA defesa do doleiro Alberto Youssef vai argumentar na Justiça que ele era apenas uma “mera engrenagem” em um projeto criado para manter PT, PMDB e PP no poder. Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos principais líderes do esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro responsável por R$ 10 bilhões da Petrobras, Youssef está preso desde abril do ano passado, quando a Operação Lava Jato foi deflagrada.

“É um projeto de poder para sustentação do PT. Não há dúvida disso. Vou citar isso na peça, claro. Não tem dúvida. PT e a base aliada como PMDB, PP”, disse Antônio Augusto Figueiredo Basto, responsável pela defesa de Youssef, ao repórter Erich Decat, do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o advogado, o doleiro não teve a importância no esquema como defende o MPF, que aponta Youssef como um dos líderes da quadrilha. “Meu cliente foi mera engrenagem. Não era a peça fundamental do esquema. Não tinha esse poder para fazer com que o esquema funcionasse ou deixasse de funcionar”, completou.

Pela entrevista do advogado ao jornal, será adotada uma estratégia jurídica similar com a da defesa do vice-presidente da Engevix, Gérson de Mello Almada. Apesar de ele negar que haja uma tática conjunta, ao atrelar o esquema de corrupção a políticos com prerrogativas de foro, tenta-se, por consequência, evitar o desmembramento do processo. Atualmente, os acusados sem foro privilegiado serão julgados na 13ª Vara Federal de Curitiba, onde o juiz Sérgio Moro é titular.

As citações a políticos com prerrogativa de foro foram enviadas para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na corte suprema, o ministro Teori Zavascki é o responsável por analisar o caso. Em 19 de dezembro ele homologou a delação premiada de Youssef. Nesta semana, Moro levantou o sigilo dos termos do acordo assinado pelo doleiro. Ele não poderá cumprir pena de mais de cinco anos em regime fechado, mas terá que devolver carros, imóveis e hotéis, além de R$ 1,8 milhão em dinheiro.

De acordo com o ministro, existem indícios da participação de políticos no esquema, especialmente de PT, PMDB e PP. “Dos documentos juntados com o pedido é possível constatar que, efetivamente, há elementos indicativos, a partir dos termos do depoimento, de possível envolvimento de várias autoridades detentoras de prerrogativa de foro perante tribunais superiores, inclusive de parlamentares federais, o que atrai a competência do Supremo Tribunal Federal”, justificou Teori, segundo reportagem publicada pelo Estadão na quarta.

Leia a íntegra da entrevista

Mais sobre a Operação Lava Jato

Relógio do Apocalipse é adiantado e deixa humanidade mais perto da extinção

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

timthumb.phpMembros da organização Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) adiantaram em dois minutos o Relógio do Apocalipse, que mede o quanto a humanidade está próxima da extinção

Relógio do Apocalipse é adiantado e deixa humanidade mais perto da extinção

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

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timthumb.phpMembros da organização Boletim de Cientistas Atômicos (BAS, na sigla em inglês) adiantaram em dois minutos o Relógio do Apocalipse, que mede o quanto a humanidade está próxima da extinção.

O relógio agora está marcando três minutos para meia-noite, o horário mais alarmante desde o final da Guerra Fria, quando o mundo vivia sob o risco de uma guerra nuclear. Segundo os cientistas da BAS, desta vez a ameaça agora é outra: as mudanças climáticas.

“Isto é sobre o fim da civilização como nós a conhecemos. A probabilidade de uma catástrofe global é muito alta, e as ações necessárias para reduzir os riscos são urgentes. As condições são tão ameaçadoras que estamos adiantando o relógio em dois minutos. Agora faltam três para a meia-noite”, disse Kennette Benedict, diretora-executiva do BAS.

Em comunicado, a BAS afirmou que a emissão de gases causadores do efeito estufa na atmosfera está fazendo o planeta sofrer climas extremos que já estão afetando a população. No documento, a associação faz duras críticas aos líderes globais que “falharam em agir na velocidade ou escala requerida para proteger os cidadãos de uma potencial catástrofe”.

Em entrevista ao jornal Globo, o ambientalista Fabio Feldmann disse que o alarme não é um exagero e que a ameaça é real. “Se há um ano eu falasse sobre os riscos da crise hídrica em São Paulo, seria tachado de apocalíptico, mas veja a situação agora”.

Ameaça atômica ainda existe 

A associação também alertou que as armas nucleares ainda são uma ameaça. Isso porque alguns países, principalmente EUA e Rússia, estão modernizando seus arsenais nucleares, quando deveriam estar reduzindo-os.

Segundo a BAS, existem cerca de 16.300 armas nucleares no mundo, sendo que 100 já seriam o bastante para causar danos de longo prazo à atmosfera do planeta. “O processo de desarmamento chegou a um impasse, com os EUA e a Rússia aplicando programas de modernização das ogivas, minando os tratados de armas nucleares e outros detentores se unindo nesta loucura cara e perigosa”, disse a associação.

                 Opinião&Notícia-

Operação Lava Jato investiga empresa de José Dirceu

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

timthumb.phpA JD Consultoria, empresa do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, está sendo investigada na Operação Lava Jato. Na última quinta-feira, 22, a Justiça quebrou o sigilo fiscal e bancário da JD após obter documentos indicando que ela recebeu aproximadamente R$ 4 milhões das empreiteiras envolvidas nos escândalos de corrupção da Petrobras.

Operação Lava Jato investiga empresa de José Dirceu

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

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timthumb.phpA JD Consultoria, empresa do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, está sendo investigada na Operação Lava Jato. Na última quinta-feira, 22, a Justiça quebrou o sigilo fiscal e bancário da JD após obter documentos indicando que ela recebeu aproximadamente R$ 4 milhões das empreiteiras envolvidas nos escândalos de corrupção da Petrobras. Entre as construtoras que enviaram recursos estão a Galvão Engenharia, UTC e OAS, que tiveram seus diretores presos no fim de 2014.

Leia mais: Empresas citadas na Operação Lava Jato doaram R$ 24,3 mi a políticos
Leia mais: Veja as principais obras públicas realizadas por empresas denunciadas no Lava Jato
Leia mais: Ministério Público denuncia 35 suspeitos na Operação Lava Jato

A agência de consultoria, que pertence a Dirceu e seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, recebeu R$ 2,3 milhões da UTC entre 2012 e 2013, R$ 725 mil da Galvão entre 2009 e 2011 e R$ 720 mil da OAS entre 2010 e 2011. Os documentos da Receita das três empreiteiras mostraram as transferências para a JD.

O objetivo da investigação agora é descobrir se a verba faz parte do esquema de distribuição de propina da Petrobras e se houve outros pagamentos suspeitos. A quebra de sigilos da empresa foi determinada pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A juíza Gabriela Hardt conduz o caso.

Durante o período em que a consultora recebeu as verbas, Dirceu não tinha cargos públicos. Ele saiu do ministério da Casa Civil em 2005, após os escândalos do mensalão. Ele teve seu mandato de deputado cassado em dezembro daquele ano. Foi condenado a sete anos e 11 meses por corrupção ativa, no julgamento do mensalão, e começou a cumprir a pena em novembro de 2013. Um ano depois, passou para o regime semiaberto e atualmente cumpre a pena em casa.

A assessoria de imprensa do ex-ministro divulgou uma nota sobre o assunto após a matéria ser exibida pelo Jornal Nacional na última quinta-feira:

“A respeito da reportagem veiculada pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (22), a JDA esclarece que prestou consultoria às empresas UTC, OAS e Galvão Engenharia, conforme contratos, para atuação em mercados externos, sobretudo na América Latina e Europa. A relação comercial com as empresas não guarda qualquer relação com contratos na Petrobras sob investigação na Operação Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à Justiça”.

 

PSOL lança candidatura de Chico Alencar à presidência da Câmara

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

910681-camara_-1195A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, no próximo dia 1º, terá quatro candidatos. O PSOL lançou hoje a candidatura de Chico Alencar (PSOL-RJ) para disputar o cargo com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

PSOL lança candidatura de Chico Alencar à presidência da Câmara

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

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Da Agência Brasil

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910681-camara_-1195A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, no próximo dia 1º, terá quatro candidatos. O PSOL lançou hoje (23) a candidatura de Chico Alencar (PSOL-RJ) para disputar o cargo com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG).

“A candidatura do deputado Chico Alencar à presidência da Casa representa uma reação ao discurso de negação da política e à necessidade de que o Legislativo – constituído, predominantemente, por despachantes do grande capital que vertebra o sistema político – se abra aos clamores da população”, diz nota divulgada nesta sexta-feira pela assessoria do PSOL.

O partido espera contar com os votos dos deputados mais ligados à pauta progressista que defende. Além disso, com a eleição polarizada entre os candidatos do PT e do PMDB, os socialistas podem se beneficiar dos votos da oposição e dos que tiverem resistência aos dois, mas ainda terá que superar Delgado na disputa por esse grupo.

Este ano, o PSOL, que até 2014 tinha três deputados federais, contará com cinco representantes na Câmara. Além de Alencar, integrarão a bancada a partir de fevereiro os atuais deputados Ivan Valente (SP) e Jean Willys (RJ) e os novatos Edmilson Rodrigues (PA) e Cabo Daciolo (RJ).

Geração de empregos cai 64% em 2014

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015

imagesO Brasil registrou 396.993 novas vagas de trabalho com carteira assinada no ano de 2014, informou o Ministério do Trabalho e Emprego. Houve aumento de 1% em relação ao estoque de empregos em dezembro de 2013. No entanto, os empregos criados no ano passado representam queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,1 milhão.

Geração de empregos cai 64% em 2014

sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015
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Da Agência Brasil

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imagesO Brasil registrou 396.993 novas vagas de trabalho com carteira assinada no ano de 2014, informou o Ministério do Trabalho e Emprego. Houve aumento de 1% em relação ao estoque de empregos em dezembro de 2013. No entanto, os empregos criados no ano passado representam queda de 64,4% em relação às vagas abertas em 2013 – que somaram 1,1 milhão.

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) informam que os estados que mais geraram empregos foram Santa Catarina, com 53.887 (+2,72%), o Rio de Janeiro, com 53.586 postos (+1,39%) e o Ceará, com 47.372 (+3,98%).

Entre as regiões, o Sudeste teve o melhor desempenho, com 121.689 vagas (+0,56%), seguido do Sul, com 118.795 vagas (+1,62%) e do Nordeste com 99.522 empregos (+1,51%). No Centro-Oeste, o saldo foi positivo em 39.335 (+1,25%) e no Norte em 17.652 vagas (+0,39%).

O setor que mais criou empregos foi o de serviços, com 476.108, em seguida vêm o comércio, com 108.814, e a administração pública com 8.257 empregos.

Os setores da agricultura, da construção civil e da indústria de transformação fecharam o ano com saldo negativo. Na agricultura, a variação negativa ficou em 370 vagas. A construção civil terminou 2014 com menos 106.476 empregos e indústria de transformação com menos 163.817 postos de trabalho.

José Dirceu reúne parlamentares do PT e critica governo

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

Joaquim-300x150Cumprindo prisão domiciliar, Dirceu tenta reagrupar seu grupo e medir forças dentro do partido por meio de críticas à política econômica da gestão Dilma Rousseff. A intenção das reuniões, que têm sido frequentes, seria a articulação de uma nova tendência política no PT, o que poderia levar ao afastamento de Dirceu da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil.

José Dirceu reúne parlamentares do PT e critica governo

quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

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Joaquim-300x150O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu tem recebido, dois anos depois de sua condenação no processo do mensalão, deputados, senadores e dirigentes do PT insatisfeitos com o governo e os rumos da legenda. Cumprindo prisão domiciliar, Dirceu tenta reagrupar seu grupo e medir forças dentro do partido por meio de críticas à política econômica da gestão Dilma Rousseff. A intenção das reuniões, que têm sido frequentes, seria a articulação de uma nova tendência política no PT, o que poderia levar ao afastamento de Dirceu da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).

Mesmo parlamentares da tendência Mensagem ao Partido, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta terça-feira (22), e do núcleo ideologicamente mais à esquerda da legenda, já participaram dessas reuniões. O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), um dos mais proeminentes representantes daquela corrente, é desafeto de Dirceu.

“Embora tenha sido condenado em 2012 a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, Dirceu ainda se considera forte no PT e quer reunir, após o carnaval, militantes de diferentes tendências. Até agora, ele já conversou com cerca de 30 deputados, sete senadores e correligionários de vários estados em sua casa no Lago Sul de Brasília, onde cumpre a prisão domiciliar”, diz trecho da reportagem, assinada por Vera Rosa e Wilson Tosta.

O jornal lembra que as “conversas reservadas” ocorrem às vésperas das celebrações pelos 35 anos do PT, em fevereiro, quando será realizado o 5º Congresso da sigla – o ex-ministro teria como intenção discutir o futuro do partido ao promover os encontros. A ser realizado em Salvador, o evento servirá para redefinir as ações do partido e deve promover uma autorreflexão sobre os sucessivos escândalos que o têm envolvido.

“Padrinho de Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás que teve o nome envolvido na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Dirceu tem afirmado aos interlocutores que o PT e o governo Dilma estão na defensiva e não sabem reagir à oposição. Critica abertamente a direção do PT, a presidente Dilma, a equipe econômica e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais), encarregados da articulação política com o Congresso”, relata a reportagem, acrescentando que Dirceu tem feito críticas ao governo em seu blog e teria se sentido “abandonado” pela cúpula do PT durante o julgamento do mensalão.

Confira a íntegra da reportagem

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Por Fábio Góis – Congresso em Foco