Arquivo de agosto de 2014

Pessoas com Síndrome de Down são mais felizes do que se imagina

domingo, 31 de agosto de 2014

timthuNa semana passada o biólogo Richard Dawkins gerou polêmica ao afirmar que seria imoral para uma mãe manter uma gravidez se soubesse que o feto tem Síndrome de Down. Em sua página no Twitter, o biólogo deu o seguinte conselho: aborte e tente outra vez.

Pessoas com Síndrome de Down são mais felizes do que se imagina

domingo, 31 de agosto de 2014

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timthuNa semana passada o biólogo Richard Dawkins gerou polêmica ao afirmar que seria imoral para uma mãe manter uma gravidez se soubesse que o feto tem Síndrome de Down. Em sua página no Twitter, o biólogo deu o seguinte conselho: aborte e tente outra vez.

Após uma onda de críticas, o biólogo sustentou sua declaração, afirmando que ela estava baseada no principio moral de reduzir o sofrimento causado pela doença.

Contudo, os princípios morais de Dawkins estão errados. Não apenas por uma questão humana, mas porque seu entendimento sobre a doença está equivocado. Estudos recentes mostram que pessoas com Síndrome de Down e seus familiares são mais felizes do que Dawkins imagina.

Em 2010, um estudo mostrou que pais de crianças de 3 a 5 anos que têm Síndrome de Down passam por menos estresse do que pais  de crianças autistas da mesma faixa etária. Outro estudo, feito em 2007, mostrou que a taxa de divórcio entre casais que têm filhos com a síndrome é mais baixa que entre casais que têm filhos com outra ou nenhuma doença.

Em outro estudo, pesquisadores concluíram que pessoas com Síndrome de Down têm mais capacidade de adaptação ao ambiente em que estão inseridas do que aparentam. Segundo um artigo publicado no periódico americano Journal on Intellectual and Developmental Disabilities, o fato de ter a doença, faz com que o indivíduo aumente sua capacidade de se adaptar ao meio.

Isso comprova que pessoas com Síndrome de Down, assim como seus parentes, sofrem menos do que se imagina. No futuro, antes de fazer qualquer suposição moral, Dawkins deve levar em conta esses estudos.

 

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer continuam fumando

domingo, 31 de agosto de 2014

fumanteLevantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente.

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer continuam fumando

domingo, 31 de agosto de 2014

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fumanteLevantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente. “Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o médico, apesar da vontade dos pacientes de largar o tabaco, o vício é muito forte. “Quando a gente conversa com esses pacientes, vemos que eles têm vontade, estão motivados, mas, pelo fato de ter um nível alto de dependência da nicotina, não conseguem parar ou reduzir”, contou.

A situação se agrava, de acordo com Fernandes, pelo fato de o cigarro ser uma válvula de escape de grande parte dessas pessoas ao lidar com situações difíceis. “E, muitas vezes, quando a pessoa recebe um diagnóstico como esse, acentua os traços de ansiedade. Com isso, ela acaba não conseguindo largar o cigarro por não conseguir canalizar a ansiedade contra a doença em outra coisa”, explica o médico.

Além de ser um fator que contribui para o surgimento do câncer, Fernandes destaca que o cigarro pode atrapalhar o tratamento. “Alguns tipos de quimioterapia têm menor eficácia quando a pessoa continua fumando e recebendo o tratamento”, enfatiza. Fumar também interfere na cicatrização e recuperação de cirurgias. “Se uma pessoa é submetida a uma cirurgia, parando de fumar ela tem uma cicatrização melhor e um pós-operatório menos complicado”, acrescenta.

Há ainda, segundo o médico, o problema da fragilização do sistema respiratório. “Uma das principais complicações que ocorrem no tratamento de câncer são as infecções respiratórias. E a pessoa que fuma tem chance maior de contrair uma infecção durante o tratamento do câncer”.

Por isso, o Icesp montou uma equipe para apoiar os pacientes que querem deixar o cigarro. “Nós temos uma equipe multiprofissional, composta por psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e médicos, que vai dar um tratamento baseado tanto em medidas comportamentais, quanto em medicações, para tentar diminuir o vício”, detalha Fernandes.

Uma das principais linhas de atuação do grupo é, justamente, ajudar os fumantes a lidar com a ansiedade sem o tabaco. “Ensinar como lidar com as situações de problema, com o stress do dia a dia, sem precisar recorrer ao cigarro, coisa que muitos deles estão acostumados a recorrer desde a adolescência”, explica o médico.

Daniel Mello – Repórter da Agência Brasi

Para Zé Dirceu, Marina Silva “é o Lula de saias”

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

images_cms-image-000390243Ex-ministro da Casa Civil, que cumpre pena em regime semiaberto em Brasília, avalia o cenário eleitoral como bastante consolidado, com a presidente Dilma e Marina Silva no segundo turno. Depois, vitória para a candidata do PSB. Sua frase mais recorrente nos últimos dias é: “Marina é o Lula de saias”

Para Zé Dirceu, Marina Silva “é o Lula de saias”

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Governo Central fica negativo em R$ 2,2 bi e tem pior resultado desde 1997

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

notas_real_50_2_de_1-4O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registra, em julho, o pior resultado primário da série histórica, iniciada em 1997. No mês, o resultado ficou negativo em R$ 2,2 bilhões, ante o déficit de R$ 1,9 bilhão de junho. Os números foram divulgados hoje pelo Tesouro Nacional.

Governo Central fica negativo em R$ 2,2 bi e tem pior resultado desde 1997

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil

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notas_real_50_2_de_1-4O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registra, em julho, o pior resultado primário da série histórica, iniciada em 1997. No mês, o resultado ficou negativo em R$ 2,2 bilhões, ante o déficit de R$ 1,9 bilhão de junho. Os números foram divulgados hoje (29) pelo Tesouro Nacional.

Em 2014, até julho, o superávit primário do Governo Central somou R$ 15,2 bilhões – o equivalente a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre outros, a receita do setor apresentou acréscimo de 8,5% relativamente ao mês anterior, devido, principalamente, ao recolhimento, no mês de julho, da primeira cota ou cota única do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da participação especial de parte das compensações financeiras, apurada trimestrealmente.

No mês, as despesas do Governo Central aumentaram R$ 9,9 bilhões (12,3%), explicado pelo Tesouro Nacional, como consequência da antecipação da gratificiação natalina dos servidores do Poder Executivo, início do pagamento do benefício do abano salarial (FAT) e acréscimo dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O secretário do Tesouto Nacional, Arno Agustin, detalha do resultado ainda nesta manhã.

PIB registra queda de 0,6% no segundo trimestre

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

notas_real_50_2_de_1O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

PIB registra queda de 0,6% no segundo trimestre

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

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Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

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O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve queda de 0,6% no segundo trimestre de 2014, em relação aos primeiros três meses do ano. O valor ficou em 1,27 trilhão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (29) o indicador, que havia caído 0,2% no trimestre anterior.

Já em 12 meses, com o dado do segundo trimestre, há um crescimento acumulado de 1,4%.

O melhor desempenho neste trimestre foi registrado pelo setor de agropecuária, que cresceu 0,2% em relação aos últimos três meses. O PIB da indústria caiu 1,5% e o de serviços, 0,5%, no período.

Quando a comparação dos dados divulgados nesta sexta-feira ocorre com o segundo trimestre do ano passado, a queda atinge 0,9%, com agropecuária sem crescimento e indústria com recuo de 3,4% e serviços com alta de 0,2%.

O único subsetor da indústria que teve resultado positivo no período foi o de extrativismo mineral, com avanço de 3,2%. Entre as quedas nas outras áreas, destacam-se a da indústria de transformação (-2,4%), a de construção civil (-2,9%) e a de eletricidade e gás, água esgoto e limpeza urbana (-1%).

Já o setor de serviços teve recuo puxado pela queda do comércio, que chegou a 2,2%, e pelo resultado negativo do segmento de outros serviços (-0,8%). Serviços de informação tiveram o melhor desempenho, com alta de 1,1%, e também contribuíram positivamente o de atividades imobiliárias e aluguel, que subiu 0,6%.

Perda de água chega a quase 40% nas maiores cidades do Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

timthumA cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades. O índice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macapá. Os números são do Ranking do Saneamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil.

Perda de água chega a quase 40% nas maiores cidades do Brasil

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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timthumA cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades. O índice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macapá. Os números são do Ranking do Saneamento divulgado, nesta quarta-feira, 27, pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2012.

O estudo considerou a perda no faturamento, ou seja, a diferença entre a água produzida e a efetivamente cobrada dos clientes. De acordo com o instituto, o indicador de referência para a perda de água por faturamento é 15%. Dos 100 municípios da lista, quatro têm nível de perda menor ou igual ao patamar. Em 11 deles, as perdas superam 60% da água produzida.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Édison Carlos, as perdas se refletem diretamente na capacidade de investimento das empresas e podem comprometer a expansão e qualidade dos serviços. “A perda é um reflexo da gestão da empresa. Qualquer autoridade que pensa em saneamento como um negócio, teria que atacar as perdas. Quando a empresa tem perdas muito altas, não consegue nem custear o próprio serviço”, avaliou. “Qualquer litro de água recuperado é um litro a mais que ele vai receber”, acrescentou.

Apesar dos registros, os municípios fazem pouco para reduzir as perdas de água por faturamento, de acordo com o estudo. Entre 2011 e 2012, 51 das 100 cidades pesquisadas não reduziu em nada as perdas ou até piorou os resultados no período. Segundo o Trata Brasil, os números sugerem que “diminuir perdas de água não vem sendo uma prioridade entre os municípios brasileiros”.

Apenas 10% dos municípios analisados na pesquisa registraram melhoria de mais de 10% na redução de perdas de água. Em média, de acordo com o levantamento, a melhora nas perdas dos municípios ficou em 0,05% na comparação entre 2011 e 2012.

As soluções, segundo Carlos, variam de acordo com o tamanho e as características de cada município. Em cidades com índices de perda muito elevados, por exemplo, a instalação de equipamentos como controladores de vazão e pressão tem reflexos rápidos na perda por vazamentos.

Em relação ao saneamento, o ranking mostra que, nos 100 maiores municípios do país, 92,2% da população têm acesso à água tratada. Em 22 das cidades, o atendimento chega a 100%, atingindo a universalização do serviço.

No entanto, os dados de coleta e tratamento de esgoto são bem inferiores. A média de população atendida por coleta de esgoto nas cidades avaliadas é 62,46%. Os números do tratamento são ainda menores: em média, 41,32% do esgoto do grupo de maiores cidades do país é tratado. Entre as 10 cidades com piores índices no quesito, três são capitais: Belém, Cuiabá e Porto Velho, sendo que as duas últimas têm tratamento de esgoto nulo.

Considerando acesso à água, coleta e tratamento de esgoto e o índice de perdas, o estudo fez um ranking com os 20 municípios com melhores e os 20 com piores resultados em saneamento. Além disso, o instituto traçou uma perspectiva de universalização dos serviços nos próximos 20 anos, como quer o governo federal, com base na evolução dos indicadores entre 2008 e 2012.

Entre as 20 cidades com melhores resultados, todas atingiram ou atingirão a meta nos próximos anos. No entanto, nos 20 municípios com piores notas, entre eles seis capitais, apenas um deve atingir a universalização se o ritmo de melhoria se mantiver. “É um dado preocupante, na medida em que a gente tem uma meta clara para duas décadas”, avalou Édison Carlos.

De acordo com o presidente do Trata Brasil, a situação só será revertida se as políticas de saneamento entrarem na agenda de prioridades dos gestores públicos e a população pressionar por avanços no setor. “Tem que ser prioridade, principalmente dos prefeitos, mesmo as cidades em que os serviços são operados por empresas estaduais. Isso não tira a responsabilidade dos prefeitos, que têm que brigar por metas mais rápidas e mais amplas. É preciso foco”, avaliou. “O eleitor, o cidadão, tem que cobrar. É investimento, não é milagre”, comparou.

 

Eleições: entre o pânico, o medo e o “será?”

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

GritaAgora posso afirmar que depois do na TV, começa, enfim, a nossa caminhada para algum lugar; só não sei que lugar é esse ainda. Se esse lugar dependesse somente do meu voto eu diria na lata para onde estaríamos indo. Mas, como é o meu voto mais o de meia dúzia de doze, usando a matemática que a Dilma conhece, vamos ter que aguardar um pouco mais e rezar. Mas rezar bem forte.

Eleições: entre o pânico, o medo e o “será?”

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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Por Claudio Schamis
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medoO primeiro debate entre os presidenciáveis, que aconteceu nesta última terça-feira, 26, nos apresentou algumas novas figuras ainda mais para quem não acompanha política e passa longe do canal da TV Câmara ou do Senado (que nas pesquisas aparecem como “outros”). E que figuras são também os candidatos a ocupar o cargo mais alto dessa “bagaça”, como a candidata Luciana Genro do PSOL, o Eduardo Jorge pelo PV, Levy Fidelix pelo PRTB e o Pastor Everaldo pelo PSC. Os outros candidatos, (é, temos outros candidatos) nem foram convidados por não terem nenhuma representatividade.

Agora posso afirmar que depois desse debate começa, enfim, a nossa caminhada para algum lugar; só não sei que lugar é esse ainda. Se esse lugar dependesse somente do meu voto eu diria na lata para onde estaríamos indo. Mas, como é o meu voto mais o de meia dúzia de doze, usando a matemática que a Dilma conhece, vamos ter que aguardar um pouco mais e rezar. Mas rezar bem forte.

Fora o despreparo de alguns candidatos, e que olhando para a figura deles nos faz questionar, pelo menos eu me questionei, como pode isso representar o Brasil no mundo? Será que realmente somos um país sério? Essas pessoas são loucas de se candidatar? O que são elas? O fato de conseguirem se eleger como deputados não é regra de que essa pessoa tenha aquela coisa que um presidente tem que ter. Aquele “it”. Aliás, quem tinha um “it” legal foi Fernando Henrique Cardoso. Assim como Bill Clinton tinha o dele e Barack Obama tem o dele. Não estou aqui nem julgando as ações, o mandato, o que fez ou deixou de fazer, estou falando simplesmente do “it”, do que quando a pessoa é olhada passa para quem o está olhando.

Então, o debate foi até calmo – houve ataques sim, mas brandos – perto do que já vimos no passado, o que me fez cochilar em alguns momentos, mas que no fim pode ter começado a dar uma ideia do que teremos.

Para mim, pelo menos, ficou claro que há o pânico da Dilma, apesar de tudo, ganhar mais quatro anos, há o medo de Marina ganhar e virar o Brasil do avesso com suas ideias do que chamou de “nova política”, com sua “bipolaridade” de ora está aqui, ora está acolá e com a ideia de ressuscitar o falecido CPFM, pelo qual votou a favor para melhorar a Saúde, mas que cá entre nós se tivesse servido para alguma coisa a nossa Saúde não estaria debilitada quase chegando a óbito hoje.

Eu olho para a Marina e não sei ainda o que vejo. Vejo um ponto de interrogação e uma figura estranha, esmirrada sem porte de presidente.

E temos o “será?”, representado pela figura de Aécio Neves, que parece o mais coerente, o mais sensato e o mais preparado para dar ao Brasil a guinada que ele precisa e que nós merecemos depois de doze anos do PT no poder.

Uma coisa é certa ainda é cedo para comemorarmos alguma coisa, mas não temos também muito tempo pela frente. O tempo voa e precisamos de verdade, se quisermos mudar alguma coisa, ouvir outro debate, e outro e mais outro. Decidir só pela propaganda de cada um dos candidatos não é certo e nem honesto – mas isso não é culpa nem dos candidatos e sim da lei eleitoral. O que vale avaliar são os embates travados nesses encontros, pois propaganda por propaganda tem sempre aquela que pode ser enganosa e que nos caímos – nós vírgula, vocês que votaram no PT, eu nunca me enganei – por mais de uma vez. Três para ser preciso. E acho que já deu para ver que chegamos no basta de PT & Cia.

Vai entender isso. Explica aí, TSE!

Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? Essa é até fácil, só não é fácil entender como metade dos fichas-sujas do Rio de Janeiro conseguiu aprovar a própria candidatura e ameaçam sujar mais o que já está imundo?

O que me assusta é que nem todos sabem quem são os fichas-sujas. Deveria ser lei e ter dentro da cabine de votação uma lista de todos os candidatos elegíveis, mas que são fichas-sujas. Fica muito fácil para o TSE dizer que a lei existe, e usar como desculpas que há furos na lei e logo existem maneiras de burlá-la. Então que os homens da lei sentem e façam uma lei mais blindada.

No Distrito Federal, o TSE anulou a candidatura de José Arruda para o governo do estado, mas ele ainda pode recorrer da decisão e, enquanto isso, sua campanha continua de vento em popa. Outra coisa que os homens da lei deveriam mudar é essa coisa de poder recorrer, pois, imagina, a campanha continua, ele é eleito – o que não seria nenhum espanto, já que ele ainda lidera as pesquisas – e a decisão deles sai somente depois. E se ela for desfavorável? Vão convocar novas eleições? Sabe que isso não é simples nem barato. Mas é a cara do Brasil.

Cá entre nós, depois do que o Arruda fez, ele estar liderando as pesquisas me deixa somente uma certeza. A gente merece os políticos que temos. Infelizmente.

O povinho ruim de urna!

Enquanto isso também…

Dilma, a sem noção, apareceu agora defendendo Graça Foster, a presidente da Petrobras, dizendo que a questão das doações dos imóveis que ela fez – e que o ex-diretor Nestor Cerveró também fez – aos seus filhos já está toda esclarecida.

Agora eu pergunto: o que a Dilma tem a ver com as calças?  Não deveria ela estar mais preocupada com outros assuntos?

Isso soa até meio estranho: a presidente Dilma, que está envolvida no caso Pasadena, ficar se manifestando da forma que ela fez. Aí tem. Tem que ter.

Zé Dirceu, meus pêsames!

Estou com os pêsames guardados desde a metade do mês e gostaria de aproveitar para dizer que sou solidário a sua pessoa, pois deve ser muito chato, muito humilhante para um ex-ministro da Casa Civil ser rebaixado no emprego, passando de bibliotecário a digitador. Sei que a classe dos Bibliotecários está em festa, pois não tem mais o senhor sujando a classe deles. Mas, se o salário não mudar, não deve nem ter tanta importância um título, já que como ex-ministro você foi preso, não é verdade?

E cá entre nós, coitado dos digitadores né?

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambientes fechados.

Salário mínimo aumentará para R$788,06 em 2015

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

timtA ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou o aumento do salário mínimo para R$788,06 a partir do primeiro dia de 2015. Esse acréscimo é previsto no Projeto de Lei Orçamentária e apresenta um reajuste de 8,8% em relação ao valor atual de R$724 e maior que a expectativa, que era de R$779,79.

Salário mínimo aumentará para R$788,06 em 2015

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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timtA ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou nesta quinta-feira, 28, o aumento do salário mínimo para R$788,06 a partir do primeiro dia de 2015. Esse acréscimo é previsto no Projeto de Lei Orçamentária e apresenta um reajuste de 8,8% em relação ao valor atual de R$724 e maior que a expectativa, que era de R$779,79.

Miriam fez o anúncio após a entrega do Projeto de Lei Orçamentária para o presidente do Senado, Renan Calheiros. O novo valor é uma estimativa e será confirmado com a aprovação do projeto. “O salário mínimo previsto no Orçamento para 2015, a partir de janeiro de 2015, será de R$ 788,06. É a regra que está estabelecida de valorização do salário mínimo”, disse a ministra.

O cálculo do salário mínimo é baseado na Lei 12.832 que determina que o aumento valor deve incorporar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de dois anos antes, somado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação nos doze meses anteriores ao reajuste.

O PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2013 e o INPC registrou alta da inflação de 6,3% até julho deste ano. A Lei expirará em 2015, porém uma nova prorrogação, até 2019, tramita no Senado.

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

PT vai à Justiça e ao MP contra vídeo em que Lula apoia Marina

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

eleicoes-2014O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou que a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição vai protocolar representações na Justiça e no Ministério Público (MP) por conta de um vídeo em que o ex-presidente Lula aparece manifestando apoio a Marina Silva, presidenciável do PSB. O vídeo está na internet.

PT vai à Justiça e ao MP contra vídeo em que Lula apoia Marina

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou nesta quinta-feira (28) que a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição vai protocolar representações na Justiça e no Ministério Público (MP) por conta de um vídeo em que o ex-presidente Lula aparece manifestando apoio a Marina Silva, presidenciável do PSB. O vídeo está na internet.

De acordo com a campanha petista, trata-se de um vídeo “manipulado criminosamente” porque Lula apoia “exclusivamente” Dilma Rousseff. De acordo com a campanha, “o vídeo foi editado de forma a ludibriar quem o assiste, montado a partir de um vídeo original em que Lula pede votos para a candidata Marina Sant’Anna, que disputa uma cadeira no Senado pelo PT-GO”.

“Queremos botar um freio, deter esse tipo de campanha com a qual nos deparamos hoje. É um vídeo grosseiramente fraudado e que infelizmente traz marca oficial da campanha de candidata do PSB e coligação”, disse Falcão, acrescentando que o PT não está atribuindo a autoria do “vídeo fraudado” a nenhum partido ou candidato.

A coordenação da campanha de Dilma já pediu ao YouTube, canal do Google, a exclusão do vídeo. Na Justiça eleitoral, a assessoria jurídica da candidata petista vai alegar propaganda eleitoral irregular. Ao Ministério Público, vai pedir a abertura de inquérito criminal por falsidade ideológica de cunho eleitoral.

Caso o vídeo não seja retirado do ar, a assessoria pretende propor ação civil por violação de direito autoral e direito de imagem. Com a representação, o Tribunal Superior Eleitoral poderá determinar a retirada do vídeo e o responsável.

Veja o Vídeo

Fonte: Congresso em Foco

Câmara paga até canal pornô para deputados

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

fatura_sky_renatomolling_285_270O Congresso em Foco teve acesso às faturas de TV fechada de três deputados: Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS). Eles contrataram pacotes especiais e ainda aderiram às ofertas das operadoras, que preveem até a abertura do sinal dos chamados “canais adultos”.

Câmara paga até canal pornô para deputados

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

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Por Fábio Góis – Congresso em Foco
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fatura_sky_renatomolling_285_270Mais uma modalidade de uso questionável de recursos públicos está em curso na Câmara, desta vez por meio de TV por assinatura. Ao menos três deputados aproveitaram as benesses da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que garante fornecimento de produtos e serviços necessários ao exercício do mandato, para contratar pacotes especiais de televisão fechada. São mais de cem canais à disposição, dezenas deles em alta definição, com instalações nos gabinetes e até nas casas dos parlamentares. É de se imaginar que o interesse das excelências seja por notícias ou programas culturais. Mas há campeonatos de futebol e até canal pornô no conteúdo pago com o dinheiro do contribuinte.

O Congresso em Foco teve acesso às faturas de TV fechada de três deputados: Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS). Eles contrataram pacotes especiais e ainda aderiram às ofertas das operadoras, que preveem até a abertura do sinal dos chamados “canais adultos”. Houve também compra de filmes e campeonatos de futebol no sistema pay-per-view (pague para ver, em tradução livre). Obviamente, com mais custos para o contribuinte, que é quem de fato paga a conta.

O benefício vem por meio do chamado “cotão”, como é mais conhecida a Ceap, verba multiuso destinada ao pagamento de inúmeras despesas, principalmente passagens aéreas, combustíveis e aluguel de veículos. Com essa cota, a Câmara e o Senado gastam por ano cerca de R$ 253 milhões. A verba varia de estado para estado – deputados do Distrito Federal recebem R$ 27,9 mil; os de Roraima, por exemplo, R$ 41,6 mil. A média dos gastos com o cotão na Câmara é de R$ 35 mil mensais por deputado.

Sex Zone HD

 

Renato Molling: “O pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”

Em seu segundo mandato, Renato Molling contratou o serviço “combo” da Sky, que oferece mais de cem canais e outros 34 itens opcionais em alta definição. No pacote de Renato, coube ainda o serviço de transmissão do futebol brasileiro (“Brasileirão série A ou B + 1 campeonato estadual”) e a “Sex Zone HD” (veja o site), uma zona digital dedicada a filmes, programas e demais atrações pornográficas. Nesse pacote, três equipamentos são fornecidos ao comprador – 1 Sky HDTV Plus, 1 Sky HDTV Slim e 1 Sky HDTV Zapper, entre outros mimos.

 

O valor, de R$ 279,60, sobe para R$ 299,60 com os itens opcionais. O ponto, de acordo com a fatura, está localizado em Sapiranga (RS), município da região metropolitana de Porto Alegre onde Renato mantém seu escritório político.

Em entrevista ao Congresso em Foco, Renato diz não ter ideia do que há em seu serviço de TV por assinatura. “É um pacote que foi feito. Não sou nem eu que faço. Fizemos essa assinatura para ficar por dentro das notícias, dos programas de política. Acredito que não deva ter isso [canais pornô, de futebol etc], porque o pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”, afirmou o deputado.

Renato Molling disse que seu gabinete vai devolver à Câmara o que foi gasto com canais extras em observância ao sistema de custeio da cota parlamentar. “Estamos vendo como ressarcir aquilo que não pode ser feito. Agora, não sei o [canal] que pode e o que não pode. Já orientei o pessoal para não ter mais esse pacote. A gente olha notícia ou a parte cultural [dos programas]. Foi um lapso, e estamos corrigindo para que nunca mais volte a acontecer”, declarou o deputado, ressalvando que possui trajetória política ilibada. “Sempre me elegi dentro do que é correto.”

Combo “full top”

 

“Foi um erro involuntário”, diz Flaviano Melo, que pediu desculpas e mandou cancelar o pacote

Já Flaviano Melo, também em seu segundo mandato, contratou o pacote mais caro, também da Sky, com serviços complementares e ampla oferta em transmissões de futebol – apenas este opcional custou, na fatura emitida em 4 de junho deste ano, R$ 69,90. Referente ao período entre 16 de junho e 15 de julho, o pacote escolhido pelo deputado é o “Combo Sky HDTV Full Top”, que dá direito a três campeonatos de futebol. O valor da fatura é de R$ 422,35, com “serviços do mês” em R$ 432,35.

 

Mas bastou uma ligação à Sky para saber que, no descritivo da fatura “Opcional 1 + Opcional 2″, o que se pede a mais é justamente o acesso a determinados filmes adultos, à livre escolha do usuário. O pedido especial foi feito entre os dias 16 de junho e 15 de julho, e custou R$ 42,90 a mais na conta final.

À reportagem, Flaviano não respondeu se foi ele quem pediu o filme adulto. Confrontado com a possibilidade de alguém de seu gabinete ou de sua convivência pessoal ter pedido o serviço extra, disse que tomaria providências para descobrir. Ele pediu desculpas à sociedade pelos excessos cometidos na contratação do pacote de TV fechada. Para Flaviano, a questão já foi resolvida.

“Já ressarci isso. Pedi à Câmara para me informar o valor que foi gasto com isso [canais extras]. Foi um erro meu? Foi. Mas foi um erro involuntário. Quando me alertaram, vi e corrigi. Nem estão debitando mais [na conta da Sky]”, declarou o peemedebista.

Dizendo ter havido confusão no instante em que o serviço foi instalado, o peemedebista admitiu que os canais estavam à disposição tanto na Câmara quanto em sua casa. E na mais vasta oferta. “Tem no meu escritório e tem em casa. Mas foi esse rolo todo, eles [instaladores] inverteram e colocaram também na minha casa. Está tudo [canais] lá, deve ter de tudo. Quando você compra esse pacote, compra tudo. Dei bobeira. Mas peço desculpa e já ressarci o pagamento. Estamos sujeitos a esses erros”, completou Flaviano.

Conexão Papicu

Já o deputado José Airton consumiu R$ 383 em TV a cabo, segundo a fatura emitida em 25 de junho, com vencimento em 7 de julho. Ao todo, no período entre 7 de julho e 6 de agosto, os “serviços do mês” totalizaram R$ 406,90 no pacote descrito como “Combos New Sky HDTV Super 2011 – M”, que custou R$ 299,90. Com o pacote opcional de futebol, esse valor foi acrescido de R$ 69,90. A fatura foi endereçada à Rua Riachuelo, 760, no bairro tradicional de Papicu, em Fortaleza (CE).

Procurado pela reportagem, tanto por e-mail quanto pelo telefone de seu gabinete em Brasília, José Airton não foi encontrado. O Congresso em Foco mantém o espaço aberto para que o deputado se manifeste sobre o assunto a qualquer momento.

Cotão

A Câmara e o Senado fazem análise apenas dos aspectos relativos à regularidade fiscal e contábil das prestações de contas dos parlamentares para autorizar o ressarcimento das despesas.  Os técnicos examinam apenas se o serviço contratado é contemplado pelo cotão.

No Ato da Mesa Diretora nº 43, que institucionalizou a Ceap em junho de 2009, registra-se que a verba é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”. Entre as descrições de serviços e produtos designados como necessários a tal atividade está a assinatura de TV a cabo “ou similar”, sem restrições de canal ou tipo de programação. Os valores são pagos aos congressistas na forma de reembolso mediante apresentação de comprovantes de pagamento.

“Não é pelo valor em si que a gente deve fiscalizar [o uso do dinheiro público], mas pelo ato em si. Porque quem mexe com um valor pequeno sem responsabilidade pode, também, não ter responsabilidade para lidar com valores altos de dinheiro público. Essa atitude de fiscalizar, de cobrar, tem de ser independente do valor. Cada cidadão brasileiro tem a obrigação, até, de ser um fiscal, e cobrar dos gestores públicos uma posição mais coerente, mais correta para lidar com o dinheiro público”, disse à reportagem o ativista digital Lúcio Big, que se dedica a analisar como os congressistas gastam o cotão e descobriu os gastos com a TV por assinatura.

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images_cms-image-000390132Ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram proposta de aumento de 22% nos próprios salários. Vencimentos passam de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil. Proposta terá que ser aprovada ainda pelo Congresso para ser incluída no Orçamento de 2015. O reajuste dos salários dos ministros do STF tem efeito em cascata para toda a classe da magistratura

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Na semana do PIB, a palavra é recessão

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

presidente-dilma-palacio-planalto-brasilia-20120830-01-size-598O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser divulgado na próxima sexta-feira, em meio a um cenário de pessimismo, de certa forma, inédito. Não que a economia brasileira nunca tenha passado por percalços — longe disso — mas, pela primeira vez desde a estabilização econômica, há a expectativa de recessão por razões majoritariamente domésticas.

Na semana do PIB, a palavra é recessão

quarta-feira, 27 de agosto de 2014
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Por Marília Carrera  – Contas Abertas
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Prévia do PIB indica retração de 1,2% da economia brasileira no 2º trimestre

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O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deve ser divulgado na próxima sexta-feira, em meio a um cenário de pessimismo, de certa forma, inédito. Não que a economia brasileira nunca tenha passado por percalços — longe disso — mas, pela primeira vez desde a estabilização econômica, há a expectativa de recessão por razões majoritariamente domésticas. Não há uma turbulência desestabilizando os emergentes, como foi o caso das crises do México, da Rússia ou dos Tigres Asiáticos, nos anos 1990; os Estados Unidos mostram recuperação cada vez mais consistente; e os países europeus já atravessaram o pior de sua crise fiscal, que teve seu ápice em 2011. A China passa por mudanças em seu modelo econômico que continuam lhe garantindo crescimento de 7% e não são suficientes para colocar em perigo o resto do mundo. Apesar disso, no Brasil, a expectativa é de crescimento próximo de zero, com cada vez mais analistas aderindo à possibilidade de recessão. A economia brasileira tem se comportado como um doente acometido por várias pequenas infecções, umas graves, outras menos, e que, por falta de tratamento adequado, caminha para uma falência múltipla.

O governo vem atribuindo o cenário ruim ao mercado externo e tem desferido críticas públicas aos analistas que dizem o contrário, conforme mostra o episódio lamentável com o banco Santander. Tal incapacidade em reconhecer a má condução da economia apenas acentua a descrença de investidores e empresários no Brasil. Eles pararam suas máquinas e congelaram decisões de investimento no aguardo por dias melhores. Resultado da pouca confiança do setor privado no país é que a projeção para a taxa de investimento da economia em 2014, medida pela Formação Bruta de Capital Fixo, mostra queda de 2,4% na comparação com o ano anterior.

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Os investimentos só devem ser destravados após o pleito eleitoral. Aécio Neves, do PSDB, mantém-se como favorito do mercado, seguido por Marina Silva, que tem demonstrado ao menos a intenção de montar uma equipe disposta a recuperar o tripé econômico. Já a presidente Dilma parece continuar vivendo no mundo de faz de conta. Em entrevista ao Jornal Nacional na última semana, como candidata à reeleição, afirmou que os indicadores antecedentes da economia apontavam uma recuperação do PIB no segundo semestre. Tais índices são compostos pela produção de indústrias de embalagens e papelão, e que apontam a tendência das encomendas da indústria. Já nesta segunda-feira, Dilma voltou atrás e disse a jornalistas em Brasília que não tem “expectativa” quanto aos novos dados do PIB. “Não faço estimativa prévia, não. Nunca fiz expectativa. Não force a barra”, desconversou a presidente.

Os números (veja gráfico), contudo, mostram o contrário do que a presidente quer acreditar. O país já está, sim, em recessão técnica, segundo o monitor do PIB do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). O levantamento, divulgado na segunda-feira, acompanha os mesmos indicadores econômicos que o IBGE e aponta que a riqueza gerada no país recuou 0,45% no segundo trimestre deste ano, após ter diminuído 0,12% nos primeiros três meses de 2014. Outros indicadores mostram diagnóstico similar. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 1,2% no segundo trimestre ante o primeiro e permaneceu praticamente inalterado, com avanço de apenas 0,08%, no acumulado do ano. Já a produção industrial caiu 6,9% em junho ante igual período do ano anterior, consolidando o quarto mês consecutivo de queda e o pior resultado desde setembro de 2009, quando o indicador recuou 7,4%. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) no Brasil teve variação negativa de 3,2% em julho ante junho, para 84,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Trata-se do menor nível desde abril de 2009, quando o indicador atingiu 82,2 pontos. Já as vendas no varejo caíram 0,7% em junho ante maio, afirmou o IBGE. Em 12 meses, a alta é de 4,9%, número bem distante das variações de dois dígitos que costumavam ser registradas até 2012.

Ruim e realista — Diante de tantas variáveis, o diagnóstico feito por especialistas ouvidos pelo site de VEJA é ruim — e realista. A deterioração do cenário econômico entre abril e junho pode contribuir para que o desempenho da economia brasileira entre janeiro e março seja revisado para patamares negativos. Caso, além da revisão, o resultado do segundo trimestre também venha no vermelho, como apontam alguns analistas, configura-se recessão técnica.

A economia brasileira expandiu somente 0,2% no primeiro trimestre 2014 na comparação com os três últimos meses de 2013. “Com a economia paralisada desde o segundo trimestre do ano passado, acho inevitável falar em recessão. Temos certeza de que o resultado do PIB será negativo, e uma desaceleração intensa pode acabar puxando o resultado do trimestre anterior para baixo. Com uma expansão próxima de zero, há grandes chances de ser confirmada a retração no primeiro trimestre”, afirma o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. “Temos uma economia que está há quatro anos em profunda desaceleração, desde o pico de crescimento em 2010, fragilizada por questões domésticas. O ponto é que tivemos um governo muito intervencionista nos últimos anos, que protagonizou uma queda de braço com o setor privado. Investidores sentiram-se desmotivados, esperando a situação melhorar”, completa.

Ainda que a expectativa ruim não tenha oficialmente se convertido em recessão, pelo menos não até a próxima sexta, já existe o clima recessivo — que é tão nocivo quanto. “É como se o mercado enxergasse, na prática, um clima de recessão econômica. Precisamos de um governo que crie um novo ciclo de reformas que reduza o custo Brasil e aumente a taxa de investimento”, diz o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho. Segundo Velho, caso nenhum dos candidatos de oposição vença, a única forma de tentar dissipar a atmosfera de descrença é uma mudança brutal na equipe econômica petista — algo pouco provável, diante da própria incapacidade dos gestores em questão de reconhecer a lambança feita no país. “A convocação de profissionais pró-mercado e sensíveis às necessidades de ajustes para elevar a produtividade poderá trazer efeitos positivos para a economia brasileira”, diz.

​Perspectivas – Estimativas do relatório Focus do Banco Central apontam para um crescimento de apenas 0,70% em 2014. O economista-chefe do Santander, Maurício Molan, confirma que, diferentemente de 2008, quando houve a crise financeira, o atual período de estagnação econômica é explicado por razões internas. “Os motivos da recessão de 2008 foram totalmente externos. Desta vez, estamos vendo um desempenho mais fraco e uma falta de confiança na economia por fatores predominantemente domésticos, como inflação próxima do teto da meta, falta de controle das contas públicas e elevados custos de produção.”

A previsão para o próximo ano é de que a economia se mantenha fraca, pressiona pela necessidade de reajustes na política fiscal. Economistas apontam para expansão de 1,2% em 2015. “A previsão para 2015 é de baixo crescimento econômico, dada a necessidade de reajuste fiscal. Os reajustes contribuirão para uma menor expansão da economia, já que o governo será obrigado a cortar gastos e investimentos”, afirma o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno. De acordo com Rostagno, o mercado de trabalho deverá sofrer os impactos da contração econômica a partir do ano que vem. “O mercado de trabalho passará a refletir o ambiente de baixo crescimento econômico e inflação alta. A expectativa é de que ano que vem o mercado de trabalho comece a dar sinais mais consistentes de enfraquecimento com a deterioração do cenário econômico.”

O TOMBO DA ECONOMIA

Na semana do PIB, a palavra é recessão - Economia - Notícia - VEJA.com

Marina: “Sou magrinha, mas nem machado verga”

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

image“O pessoal diz: ‘A Marina é magrinha, é fraquinha’. Sou magrinha. Mas, olha… Eu venho da Amazônia. Lá tem uma árvore chamada biorana. Tem a biorana branca e a biorana preta. A Biorana preta não fica tão grossa. Mas experimenta bater com um machado… Sai faísca, mas ela não verga. Não verga!”, brada Marina, dedo em riste.

Marina: “Sou magrinha, mas nem machado verga”

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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Fonte: Congresso em Foco
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A campanha da presidenciável Marina Silva demonstrou nesta quarta-feira (27) senso de oportunidade ao responder ao também candidato Eduardo Jorge, do PV, sobre uma declaração feita ontem (terça, 26), em debate promovido pela TV Bandeirantes. Ao criticar as atuais contas públicas, ele se dirigiu a Marina e disse que “se auditar nossa dívida e colocar numa ressonância, ela vai sair magrinha como você”. A fala de Eduardo Jorge levou a plateia às gargalhadas e, hoje, a resposta veio de maneira inusitada: um vídeo em que Marina, no discurso de retomada de campanha, em Recife, após a morte de Eduardo Campos, fala de sua “firmeza”, mesmo magra.

“O pessoal diz: ‘A Marina é magrinha, é fraquinha’. Sou magrinha. Mas, olha… Eu venho da Amazônia. Lá tem uma árvore chamada biorana. Tem a biorana branca e a biorana preta. A Biorana preta não fica tão grossa. Mas experimenta bater com um machado… Sai faísca, mas ela não verga. Não verga!”, brada Marina, dedo em riste, no momento em que um jingle de campanha menciona o lema “não vamos desistir do Brasil”.

Assista ao vídeo:

 

Aécio ataca Marina: “Brasil não é para amadores”

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

images_cms-image-000389845Em defesa de uma “mudança segura, qualificada, preparada”, o presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, criticou hoje a candidatura da adversária do PSB, Marina Silva, que ultrapassou o tucano nas pesquisas eleitorais divulgadas essa semana. Segundo ele, o PSDB é o único “com quadros extremamente qualificados para os desafios do Brasil”.

Aécio ataca Marina: “Brasil não é para amadores”

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Inadimplência das empresas atinge maior nível para meses de julho

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

notas_real_50_2_de_1O número de empresas que deixaram de pagar dívidas cresceu 12,9% em julho na comparação com junho – maior avanço para um mês desde o início da pesquisa em 2000. Quando comparado com julho do ano passado houve alta de 11,4%. No acumulado do ano, o índice registrou alta (6,9%), de acordo com números divulgados pela Serasa Experian.

Inadimplência das empresas atinge maior nível para meses de julho

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

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Flávia Albuquerque – Repórter da Agência
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notas_real_50_2_de_1O número de empresas que deixaram de pagar dívidas cresceu 12,9% em julho na comparação com junho – maior avanço para um mês desde o início da pesquisa em 2000. Quando comparado com julho do ano passado houve alta de 11,4%. No acumulado do ano, o índice registrou alta (6,9%), de acordo com números divulgados hoje (27) pela Serasa Experian.

Os títulos protestados e os cheques sem fundos foram os principais responsáveis pela alta do indicador em julho, com variações positivas de 39,5% e 23,1% e contribuições de 8,6 pontos percentuais e 3,7 pontos percentuais, respectivamente. As dívidas não bancárias (de cartões de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviço) também apresentaram crescimento de 2,7%, com contribuição de 1,1 ponto percentual.

As dívidas com os bancos tiveram queda de 1,8% e contribuíram para que o índice não subisse ainda mais em julho de 2014.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a Copa do Mundo resultou em muitos feriados e paralisações, especialmente durante a fase da disputa de grupos, e reduziu a base de comparação mensal (junho), o que impulsionou os registros de inadimplência em julho.

“Por outro lado, a estagnação da economia, prejudicando a geração de caixa das empresas, a elevação do custo financeiro tendo em vista os juros mais altos neste ano em relação aos vigentes no ano passado e o avanço dos salários acima do crescimento da produtividade vêm proporcionando maiores dificuldades às empresas para honrar seus compromissos financeiros”, informa a instituição.