Arquivo de junho de 2014

Em desempenho econômico, Brasil leva goleada do Chile

segunda-feira, 30 de junho de 2014

dilma-bachelet-size-598O confronto entre Brasil e Chile neste sábado pelas oitavas de final da Copa do Mundo promete ser acirrado, mas na corrida pelo desenvolvimento econômico, o país andino segue (muito) à frente. Segundo dados do FMI a economia chilena deve crescer 3,6% este ano, enquanto a brasileira deve avançar não mais que 1,6% no mesmo período.

Em desempenho econômico, Brasil leva goleada do Chile

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Fonte: Contas Abertas

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Dilma com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet

Dilma Rousseff com a presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet (PR)

O confronto entre Brasil e Chile neste sábado pelas oitavas de final da Copa do Mundo promete ser acirrado, mas na corrida pelo desenvolvimento econômico, o país andino segue (muito) à frente. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia chilena deve crescer 3,6% este ano, enquanto a brasileira deve avançar não mais que 1,6% no mesmo período. Para 2015, a expectativa é de uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do Chile de 4%, acima da previsão de alta de 2,6% para o Brasil. Tal desempenho não é um ponto fora da curva ou um pico de aceleração provocado pela alta dos preços das commodities. O crescimento médio anual do PIB chileno na última década é de 4,7%, mesmo quando se leva em conta a retração econômica de 2009, que fez sua economia recuar 0,9%. Tal ritmo é justamente o que o Brasil precisa para conseguir avançar, mas não consegue porque lançou mão de um modelo econômico que freia o crescimento: o modelo que prevê o aumento do tamanho do estado na economia e o protecionismo. O Chile segue a receita inversa. E tem dado certo.

O sucesso da economia chilena tem origem na política de austeridade fiscal implantada na ditadura de Augusto Pinochet, e que foi mantida durante o processo de redemocratização. Além de prever uma menor participação do estado na economia, tal política tinha como pilar a realização de altos superávits com o objetivo de acumular reservas para períodos de crise. As exportações de cobre, responsáveis por 40% do PIB chileno, tiveram papel crucial nesse modelo. Com o boom das commodities no início da década de 2000, o governo chileno criou fundos soberanos para administrar as receitas trazidas pela estatal de cobre, a Codelco. Quando houve o terremoto que abalou o país em 2010, os estragos avaliados em mais de 15 bilhões de dólares não corriam o risco de derrubar a economia do país. O Chile tinha em caixa 12% de seu PIB em fundos soberanos para usar em emergências — cerca de 20 bilhões de dólares. Ainda assim, para não ficar completamente descoberto, o governo realizou emissões de dívida e aumentou impostos sobre a indústria de tabaco para se capitalizar. Como resultado, naquele mesmo ano, a economia avançou 5,7%.

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O Brasil, por sua vez, fez o contrário. Criou um fundo soberano polpudo em 2008 para tentar suavizar os efeitos da crise, mas o esvaziou no final de 2012 para estancar a sangria provocada pelo aumento dos gastos do governo e ajudar a cumprir a meta fiscal. “Nos últimos dez anos, o Chile optou por uma política de maior abertura ao mercado, priorizando o controle dos gastos públicos e uma maior eficiência e crescimento da economia. A questão, agora, é saber se o país conseguirá sustentar suas conquistas. Já o Brasil, preferiu manter um caminho mais estatista, talvez por isso os resultados não tenham sido tão bons”, diz o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto. Prova disso é que os gastos do governo brasileiro devem ficar em torno de 40% do PIB entre 2014 e 2015, quase o dobro do que o governo chileno, que prevê gastos de 23% do PIB.

Com o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da América Latina, a renda per capita do Chile também deve continuar superior à do Brasil nos próximos anos: de 14.856 dólares em 2014 e 15.736 dólares em 2015, ante 11.080 dólares em 2014 e 11.607 dólares em 2015 no caso do Brasil. No caso da inflação não é diferente. Dados do FMI mostram que ambos os países devem encerrar o ano com índices de preços ao consumidor dentro do teto da meta. Ainda assim, no curto prazo, o cenário doméstico chileno permanece mais favorável que o brasileiro, com uma inflação de 3% ao ano, abaixo dos 6,4% projetados para o Brasil este ano.

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OCDE indica ritmo mais fraco de crescimento do Brasil   

Setor público tem rombo de R$ 11,05 bilhões em maio – o pior desde 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2014

imagens-do-dia-20140605-25-size-598O setor público consolidado (governo central, estatais, Estados e Municípios) apresentou déficit primário de 11,05 bilhões de reais em maio. É a primeira vez que o resultado fica negativo para meses de maio. Superávits dos governos regionais e das estatais não conseguiram compensar o resultado negativo de R$ 10,5 bi do governo central.

Setor público tem rombo de R$ 11,05 bilhões em maio – o pior desde 2008

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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É a primeira vez que o resultado fica negativo para meses de maio. Superávits dos governos regionais e das estatais não conseguiram compensar o resultado negativo de R$ 10,5 bi do governo central
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Resultado negativo deixa mais difícil a tarefa de chegar à meta do Primário

Resultado negativo deixa mais difícil a tarefa de chegar à meta do Primário (Reuters)

O setor público consolidado (governo central, estatais, Estados e municípios) apresentou déficit primário de 11,05 bilhões de reais em maio. O resultado veio pior do que o projetado por analistas, que apontavam saldo negativo de 9,25 bilhões de reais no mês passado. Este é o primeiro déficit para meses de maio de toda a série histórica do BC e também o maior rombo desde dezembro de 2008, quando o resultado negativo foi de 20,95 bilhões. Em abril, o resultado foi positivo em 16,89 bilhões de reais.

Nos cinco primeiros meses do ano, o setor público teve um saldo líquido de 31,5 bilhões de reais, ante 46,7 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses até maio, a economia feita para o pagamento de juros equivale a 1,52% do Produto Interno Bruto (PIB).

No mês, o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou um déficit 10,5 bilhões de reais, o pior para meses de maio da série histórica. Como anunciado na sexta-feira, as receitas com dividendos de estatais caíram 70%, somando 779,9 milhões de reais em maio. O Tesouro registrou em maio um déficit de 6,49 bilhões de reais, enquanto o rombo da Previdência ficou em 3,88 bilhões de reais. Já as contas do BC tiveram um resultado negativo de 136,4 milhões de reais.

Em paralelo, os governos regionais (Estados e municípios) contribuíram com superávit 12 milhões de reais e as empresas estatais, 15 milhões de reais.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 32,44 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 34,6% do PIB.

Leia também: Moody’s: próximo governo definirá classificação de risco do Brasil 
Arrecadação é a pior para maio desde 2011

As manobras fiscais usadas pelo governo nos últimos anos para fechar as contas abalaram a confiança dos agentes econômicos. Para reverter o quadro, o governo ajustou, recentemente, a meta de superávit primário para 99 bilhões de reais, ou 1,9% do PIB. Inicialmente, a proposta era atingir 110,9 bilhões de reais no ano, mas o ministro Guido Mantega afirmou que o setor público não conseguirá cumprir essa meta, devido à previsão de não cumprimento da meta de estados e municípios.

A meta do governo central é economizar 80,8 bilhões de reais este ano ou 1,55% do PIB. Já Estados e municípios têm como objetivo juntar 18,2 bilhões de reais, ou 0,35% do PIB. Para 2015, o governo fixou o alvo em 143,3 bilhões de reais, ou 2,5% do PIB, mas afirmou que o objetivo mínimo e ajustado será de 2% do PIB.

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A menos de quatro meses da eleição, governo lança pacote para agradar empresários

Ler para bebês aprimora a capacidade intelectual

segunda-feira, 30 de junho de 2014

tiA Academia Americana de Pediatria divulgou este mês sua nova cartilha. Nela pediatras afirmam que é importante ler para o bebê logo após o nascimento, não apenas na segunda parte da infância. Segundo os pediatras, antes dos três anos de idade, o cérebro humano passa por uma importante fase do desenvolvimento.

Ler para bebês aprimora a capacidade intelectual

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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tiA Academia Americana de Pediatria divulgou este mês sua nova cartilha. Nela pediatras afirmam que é importante ler para o bebê logo após o nascimento, não apenas na segunda parte da infância.

Segundo os pediatras, antes dos três anos de idade, o cérebro humano passa por uma importante fase do desenvolvimento. Ler para a criança nesse período ajuda a aprimorar seu vocabulário e sua capacidade de comunicação.

A pediatra Pamela High, que redigiu a cartilha, recomenda médicos a orientar pais a ler para as crianças. “A leitura deve ser uma atividade em família divertida e diária”, diz Pamela.

De acordo com os especialistas, da mesma forma que a fala e os gestos, a leitura tem um importante papel no desenvolvimento do vocabulário infantil, pois aumenta o número de palavras escutadas por ela. Isso faz com que a criança se torne uma pessoa com maior capacidade de expressão e de aprendizado escolar.

Os pediatras afirmam que quanto mais cedo os pais começarem a ler para os filhos melhor. O ideal é adquirir esse hábito logo após o nascimento. “Adquirir esse hábito nos primeiros três anos pode, realmente, poupar os pais de muitos problemas depois em relação à educação”, diz Dipesh Navsaria, professor na Universidade de Pediatria e Saúde Pública de Wisconsin, EUA.

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Emissão de títulos faz Dívida Pública Federal subir R$ 70 bilhões em maio

segunda-feira, 30 de junho de 2014

indices1A emissão de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) registrar forte alta em maio. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou o mês passado em R$ 2,13 trilhões, com alta de R$ 70,3 bilhões (3,43%) em relação a abril.

Emissão de títulos faz Dívida Pública Federal subir R$ 70 bilhões em maio

segunda-feira, 30 de junho de 2014
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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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A emissão de títulos prefixados fez a Dívida Pública Federal (DPF) registrar forte alta em maio. De acordo com dados divulgados há pouco pela Secretaria do Tesouro Nacional, a dívida fechou o mês passado em R$ 2,13 trilhões, com alta de R$ 70,3 bilhões (3,43%) em relação a abril.

A dívida pública mobiliária – em títulos públicos – interna subiu de R$ 1,96 trilhão para R$ 2,03 trilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro emitiu R$ 51,2 bilhões em títulos a mais do que resgatou e reconheceu R$ 18,8 bilhões em juros. O reconhecimento se dá porque a correção que o Tesouro se compromete a pagar aos investidores é incorporada gradualmente ao valor devido.

A dívida pública externa encerrou maio em R$ 93,22 bilhões, com leve alta de 0,35% em relação ao valor de abril, quando tinha atingido R$ 92,9 bilhões. Contribuiu para o aumento a valorização de 0,13% do dólar no mês passado.

O principal fator que fez a dívida pública subir em maio foi o elevado volume de emissão de títulos. Apenas em maio, R$ 59,25 bilhões foram emitidos. A maior parte, R$ 42,08 bilhões, correspondeu a títulos prefixados (com juros fixos definidos com antecedência).

A alta da DPF é típica do segundo mês de cada trimestre por causa das emissões de títulos prefixados, para substituir os papéis que venceram no mês anterior. Dessa forma, a Dívida Pública Federal costuma registrar queda no estoque em janeiro, maio, julho e outubro. No entanto, sobe nos meses seguintes.

Apesar da alta em maio, a DPF está abaixo das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no fim de janeiro, a tendência é que o estoque da Dívida Pública Federal encerre o ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver os dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

Eleições: Aloysio Nunes é vice de Aécio na chapa tucana

segunda-feira, 30 de junho de 2014

910519-cpi_senado_petrobras_9O PSDB anunciou  o nome do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) como vice na chapa do senador e presidente do partido, Aécio Neves (MG), na disputa pela Presidência da República em outubro. No último dia 14, o partido oficializou, em convenção nacional, a candidatura de Aécio, com a aprovação de 447 dos 451 delegados votantes.

Eleições: Aloysio Nunes é vice de Aécio na chapa tucana

segunda-feira, 30 de junho de 2014
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Carolina Gonçalves-Repórter da Agência Brasil

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910519-cpi_senado_petrobras_9O PSDB anunciou hoje (30) o nome do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) como vice na chapa do senador e presidente do partido, Aécio Neves (MG), na disputa pela Presidência da República em outubro. No último dia 14, o partido oficializou, em convenção nacional, a candidatura de Aécio, com a aprovação de 447 dos 451 delegados votantes, mas ainda não havia confirmado o nome do vice.

Aloysio Nunes criticou a gestão da presidenta Dilma Rousseff e destacou que os brasileiros querem mudanças na condução política do país. As principais bandeiras defendidas pela legenda têm sido o controle da inflação e o combate à corrupção. “O Brasil quer mudar, quer um governo diferente, um novo fôlego e novo impulso e Aécio conseguiu encarar esse desejo.”

Aécio explicou que a escolha por Nunes, entre as opções que o partido tinha, foi motivada pela coerência do senador. “A trajetória exemplar de Aloysio na vida pública fazem com que a partir de agora a nossa caminhada se fortaleça.”

Aloysio Nunes Ferreira Filho, líder do PSDB no Senado desde o ano passado, é formado em direito pela Universidade de São Paulo. No período da ditadura militar, Nunes ficou exilado durante quase dez anos na França, onde se formou em economia política e fez mestrado em ciência política pela Universidade de Paris.

Com o fim do regime militar, Nunes voltou para o Brasil e se elegeu, por duas vezes, deputado estadual pelo PMDB e, na mesma legenda, foi deputado federal entre 1995 e 1999. Este ano, filiou-se ao PSDB e foi eleito deputado federal por dois mandatos seguidos.

O paulista de São José do Rio Preto também foi vice-governador de São Paulo entre 1991 e 1994, e, em Brasília, foi ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República de 1999 a 2001 e comandou o Ministério da Justiça, em 2001 e 2002, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Há quatro anos, Aloysio Nunes ocupou o cargo de secretário-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo que, na época era administrado por José Serra. Em outubro de 2010, Nunes foi eleito senador com mais de 11 milhões de votos.

Aécio ainda anunciou que o senador José Agripino Maia, líder do DEM, será o coordenador da campanha da chapa. O DEM firmou aliança com o PSDB na maior parte dos estados. Os dois senadores devem participar da Convenção Nacional do DEM, no início da tarde de hoje (30), em Brasília.

IPI reduzido para automóveis continua até dezembro

segunda-feira, 30 de junho de 2014

carros_novosO ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, a manutenção, até dezembro, das tarifas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Segundo o ministro, o objetivo da medida é fazer com que o setor se recupere da queda nas vendas observada nos últimos meses.

IPI reduzido para automóveis continua até dezembro

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje (30), a manutenção, até dezembro, das tarifas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Segundo o ministro, o objetivo da medida é fazer com que o setor se recupere da queda nas vendas observada nos últimos meses. A permanência da desoneração está vinculada a um compromisso do setor em não cortar empregos.

“A avaliação é que as vendas foram mais fracas em função de uma série de motivos, entre os quais a diminuição do crédito e também, no período mais atual, a questão da Copa [do Mundo], com menos dias úteis no período”, ressaltou o ministro, ao explicar as razões da queda na venda de veículos. A estimativa é que a desoneração implique renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhão.

Para carros até mil cilindradas, a alíquota permanece em 3%. A previsão era que o IPI para esse ipo de veículo voltasse amanhã (1º) ao patamar de 7%, anterior à redução. Os automóveis entre mil e 2 mil cilindradas, bicombustíveis, continuaram tributados em 9%. Antes da redução, a alíquota da categoria era 11%.

Para o presidente da Associação Nacional da Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, a medida ajudará a impulsionar as vendas nos próximos meses. “Eu tenho a convicção de que, com a manutenção da alíquota, teremos um segundo semestre melhor do que o primeiro”, disse ele.

Moan lembrou que, com a elevação das vendas, o impacto na arrecadação do governo federal deverá ser menor do que o previsto. “Esse pressuposto de perda de arrecadação é se as vendas forem mantidas. Mas, com certeza, com aumento do IPI, as vendas seriam menores do que a projeção que nós temos”, acrescentou.

Segundo balanço da Anfavea, de janeiro a maio deste ano, as vendas de automóveis caíram 8,3% em comparação com o mesmo período de 2013. Foram vendidos 1,002 milhão de unidades nos primeiros cinco meses do ano, contra 1,092 milhão no mesmo período do ano passado.

A produção de automóveis caiu, de acordo com a Anfavea, 14,5% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Foram fabricados 1,153 milhão de unidades de janeiro a maio de 2013, contra 990 mil no mesmo período deste ano. Em maio, a produção caiu 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 202 mil automóveis.

Projeção de crescimento da economia este ano cai pela quinta vez seguida

segunda-feira, 30 de junho de 2014

notas_real_50_2_de_1As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,16% para 1,10%.

Projeção de crescimento da economia este ano cai pela quinta vez seguida

segunda-feira, 30 de junho de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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notas_real_50_2_de_1As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,16% para 1,10%. Para 2015, a estimativa, em queda há seis semanas consecutivas, passou de 1,6% para 1,5%.

O BC também reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano, mas está mais otimista que o mercado financeiro. No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira (26), o Banco Central revisou a estimativa para a expansão do PIB de 2% para 1,6%.

O mercado financeiro também espera por retração na produção industrial de 0,14%, com recuperação em 2015. A estimativa para o crescimento no próximo ano passou de 2,2% para 2,3%.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 2 bilhões para US$ 2,01 bilhões, em 2014, e de US$ 10 bilhões para US$ 9,9 bilhões, no próximo ano.
A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,40, neste ano, e em US$ 2,50, em 2015.

As instituições financeiras também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2014, no atual patamar de 11% ao ano. Para o fim de 2015, a expectativa segue em 12% ao ano.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa permanece em 6,46%, este ano, e em 6,10%, em 2015. A previsão do BC é que a inflação feche este ano em 6,4% e 2015 em 5,7%.

FHC prega o fim de atitude ‘leniente’ com preços

segunda-feira, 30 de junho de 2014

images_cms-image-000379308Ex-presidente FHC afirma que, embora o país esteja longe do descontrole de preços do passado, a memória inflacionária ainda é um risco: “Não creio que seja iminente nem que estejamos diante do que aconteceu no passado, mas é preciso mudar a atitude leniente e estar sempre de olho no que já está indexado”.

FHC prega o fim de atitude ‘leniente’ com preços

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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Fonte: Brasil247
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Ex-presidente FHC (PSDB) afirma que, embora o país esteja longe do descontrole de preços do passado, a memória inflacionária ainda é um risco: “Não creio que seja iminente nem que estejamos diante do que aconteceu no passado, mas é preciso mudar a atitude leniente e estar sempre de olho no que já está indexado”; para ele, a política monetária sozinha não dá conta de controlar a inflação

Ao fazer novo balanço sobre os 20 anos do Plano Real, o ex-presidente FHC (PSDB) faz um alerta sobre o risco da memória inflacionaria do país.

“Não creio que seja iminente nem que estejamos diante do que aconteceu no passado, mas é preciso mudar a atitude leniente e estar sempre de olho no que já está indexado”, diz.

Em entrevista ao Globo, ele ressalta que a política monetária sozinha não dá conta de controlar a inflação. “Desde o governo Lula, o mantra é: mais crédito e mais consumo. Houve pouca atenção ao aumento de produtividade e à atração de investimentos produtos”, afirma.

FHC defende o legado do Plano Real para a economia do Brasil: “O plano marcou uma mudança na vida brasileira que permaneceu: não aceitar a inflação como inevitável”.

Aloysio Nunes será vice na chapa de Aécio

segunda-feira, 30 de junho de 2014

timtO senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) deve ser anunciado nesta segunda-feira, como vice na chapa de Aécio Neves. A informação foi publicada neste domingo, 29, na coluna “Direto da Fonte”, do jornal O Estado de S.Paulo.

Aloysio Nunes será vice na chapa de Aécio

segunda-feira, 30 de junho de 2014

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O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) deve ser anunciado nesta segunda-feira, 30, como vice na chapa de Aécio Neves. A informação foi publicada neste domingo, 29, na coluna “Direto da Fonte”, do jornal O Estado de S.Paulo.

A Executiva Nacional do PSDB vai se reunir nesta segunda em Brasília para anunciar o nome do escolhido. Embora Aloysio Nunes não tenha descartado a possibilidade de ser candidato a vice-presidente, o senador ressaltou que ainda “não tem nada resolvido”.

O tucano obteve 11,1 milhões de votos em 2010 ao ser eleito para uma das vagas do senado do estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Outros nomes como o da ex-ministra do STF Ellen Gracie e o do ex-governador do Ceará Tasso Jereissati também vêm sendo cotados para a vaga de vice na chapa do PSDB.

Fonte: Opiniao&Noticia

Planalto “persegue” a prefeitos que aderiram ao ‘Aezão”

quinta-feira, 26 de junho de 2014

timthuNo último dia 12, Cássio Parrode Pires, assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI) enviou uma mensagem à assessoria de imprensa do PMDB no Rio onde solicitava a lista de presença no almoço de lançamento da aliança “Aezão”, na Barra da Tijuca, ocorrido no dia anterior.

Planalto ‘persegue’ a prefeitos que aderiram ao ‘Aezão’

quinta-feira, 26 de junho de 2014

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Fonte: Opinião & Noticia
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No último dia 12, Cássio Parrode Pires, assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI) enviou uma mensagem à assessoria de imprensa do PMDB no Rio onde solicitava a lista de presença no almoço de lançamento da aliança “Aezão”, na Barra da Tijuca, ocorrido no dia anterior. De acordo com o ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, a intenção era convidar as autoridades para almoçar.

Lançado neste mês, o movimento em apoio às candidaturas do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para a Presidência reuniria, na ocasião, os prefeitos dos partidos que aderiram à frente.

Cássio Parrode é lotado na Subchefia de Assuntos Federativos da SRI, ministério cuja função é promover a articulação política do governo e da relação institucional com os governadores e prefeitos, entre outras atribuições. O assessor atua no Núcleo de Gestão da Informação, departamento responsável pela coleta de informações sobre os estados e municípios brasileiros que auxiliam o ministro e a presidente na tomada de decisões.

Contudo, Cássio descreveu de maneira distinta suas funções: trabalho a informação nas diversas fontes. Eu busco em todos os meios de comunicação, on-line ou impresso. (…) A gente faz o controle de todos os pré-candidatos ao governo federal, explicou. Apesar da justificativa, o funcionário do Palácio do Planalto afirmou não haver motivação “eleitoreira” no levantamento de dados.

 

 

Imagina nas Olimpíadas!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

GritaA Copa do Mundo está aí. Ela já aconteceu, apesar das previsões catastróficas de alguns Nostradamus de plantão. Só para constar: eu não era um deles. Eu tinha certeza de que, assim que puxaram o nome do Brasil em 2007 para ser sede da Copa, ela iria acontecer. Ali foi selada a “compra”. Era naquela época que o gigante deveria ter acordado e gritado: “NÃOOOOOOOOOOOOOO”.

Imagina nas Olimpíadas!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

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Por Claudio Schamis
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A Copa do Mundo está aí. Ela já aconteceu, apesar das previsões catastróficas de alguns Nostradamus de plantão. Só para constar: eu não era um deles. Eu tinha certeza de que, assim que puxaram o nome do Brasil em 2007 para ser sede da Copa, ela iria acontecer. Ali foi selada a “compra”. Era naquela época que o gigante deveria ter acordado e gritado: “NÃOOOOOOOOOOOOOO”. Mas quase fizeram um Carnaval fora de época para comemorar. Enfim… E só foram acordar anos depois, quando o governo anunciou um aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus. O R$ 1 bilhão que talvez fosse custar a Copa não fez ninguém despertar. Muito menos os quase R$ 30 bilhões que acabou custando a “Copa das Copas”. De novo, enfim…

dilma127As manifestações que disseram que iriam ocorrer durante a Copa… cadê? Uma ou outra aqui e acolá, isoladas, e abafadas pela quantidade de turistas e gritos da torcida. Fora — e sem contar — a paixão do brasileiro por futebol e por estar vivendo mais Copa do Mundo aqui no país do futebol e do jogo sujo do nosso governo. Mas isso eles preferem deixar para depois. Agora é aproveitar os telões nas “Fan Fests” espalhadas pelas 12 cidades-sede dos jogos, o carnaval fora de época, e a torcida pelo hexa campeonato. O resto… bem, o resto deixa pra depois.

E as Olimpíadas? Também vão acontecer. Já estão “compradas”. Pode não ser um negócio tão bom quanto Pasadena, mas já está feito. E será motivo de orgulho do PT para cuspir na cara de quem quiser ser cuspido que eles trouxeram uma Copa e uma Olimpíada no mesmo pacote. E que pacote!

Acontece que entre a Copa e as Olimpíadas temos uma eleição, e esse deveria ser o nosso foco: no entre. O antes está aí e o depois, esse só a Deus pertence, mas a gente bem que pode dar uma ajudinha.

Mas e aí? Alguém arrisca um palpite? Eu já nem sei mais. Antes eu sabia — diferentemente do Lula, que disse que nunca soube de nada a respeito do mensalão (até porque isso na cabeça doente dele nunca existiu) –, eu tinha um palpite. Mas agora a única coisa que surge é um gigante ponto de interrogação.

Aí você vai falar que as pesquisas indicam uma queda da Dilma — será que ela pelo menos ralou o joelho? –, mas que os outros candidatos não apontam uma subida significativa e que blá, blá, blá, eu quero tchu, eu quero chá e o lepo, lepo.

Já se você for se basear no “Instituo de pesquisa” do Mark Zuckerberg, o Facebook, você acha que a Dilma praticamente está aniquilada, tamanha é a quantidade de postagens de Fora Dilma, Fora PT, fora também os muitos vídeos com falas de Lula e Dilma dizendo absurdos e abobrinhas. Para reforçar ainda temos as muitas reportagens envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aí eu pergunto: dá pra confiar?

Eu já até contribuí nessa pesquisa do Facebook, mas depois de tantas eleições eu NUNCA fui agraciado com alguém do Ibope ou do Datafolha me perguntando nada a respeito, aliás, nem a marca de xampu que eu uso. Nada. Eu provavelmente não existo para eles. Mas com toda a certeza os defensores de carteirinha de Lula, Dilma, PT & Cia vão dizer que isso é obra da “elite branca” — assim como foi considerado por Lula o xingamento à presidente Dilma.

Mas isso não é preconceito? Elite e branca ainda por cima. Daqui a pouco vão começar a debater sobre a criação de cotas para negros adentrarem nessa elite. Esquece o governo que a elite não escolhe sexo, cor ou religião. É a situação que leva a pessoa a se inserir na tal da elite. Mas está ficando cada vez mais difícil conseguir essa inserção.

Existe também a possibilidade de acusarem uma única pessoa de com um perfil “fake” no Facebook estar produzindo o terror — pode ser até que me acusem de ser esse tal de “fake” –, mas vamos conversar que até agora o único “fake” que conhecemos e reconhecemos como sendo legítimo é o próprio governo, que desde os primórdios tempos do Lula mostra ser uma coisa que não é e nunca foi.

É claro que aqui vou me permitir abrir um parêntese ou uma aspas (o sinal de pontuação que se chama aspas é um substantivo feminino grafado sempre no plural. A palavra ‘aspa’ (grafada no singular), de acordo com o dicionário Larousse, significa instrumento de suplício em forma de X), e deixar registrado que nem tudo foram espinhos no governo. Fizeram umas coisas legais e não posso ser leviano nesse ponto.

Mas e esse tal legado de outras coisas feitas pelo governo, especialmente para a Copa, que a presidente Dilma diz que irá ficar para nós e que nenhum turista irá levar, vai realmente servir para alguma coisa? Um estudo já apontou quatro estádios que podem virar verdadeiros “elefantes brancos”: o Nacional, em Brasília, a Arena Amazônia, em Manaus, a Arena Pantanal, em Cuiabá, e o Estádio das Dunas, em Natal. Isso porque o estudo aponta que a média de público das séries B, C, e D contrasta com a capacidade de cada um dos estádios. Ou seja, com um custo alto não será possível sustentar por muito tempo um estádio desses no Padrão FIFA. Com o tempo a coisa vai se deteriorando, deteriorando, e quando abrirmos os olhos o estádio estará podre. Para que fazer tantos novos estádios? Acho que nenhum outro país fez tantos estádios quanto nós para receber uma Copa. Já estou até vendo que, no desespero, vão começar a fazer shows nos estádios, e quem sabe até organizar campeonato de botão. Mas com um deles haveria uma solução. Convocar a classe política toda para o Nacional em Brasília e implodir o estádio com tudo dentro. E que me desculpem os bons políticos — são poucos –, mas isso é o que se chama de dano colateral, e poderíamos começar do zero.

Ou se achar muito radical, levanta a cabeça e protesta, eliminando os ratos nas próximas eleições.

É o que nos resta.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

Incertezas sobre alta de preços da gasolina, eletricidade e ônibus são risco

quinta-feira, 26 de junho de 2014

ÍndiceSegundo o BC, essas expectativas tiveram impacto negativo nos últimos meses pela inflação corrente, pela dispersão de aumento de preços e, sobretudo, por incertezas que cercam a trajetória de preços com grande visibilidade, como os da gasolina e de tarifas de serviços públicos, entre eles eletricidade e ônibus urbano.

Incertezas sobre alta de preços da gasolina, eletricidade e ônibus são risco

quinta-feira, 26 de junho de 2014
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Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil
 
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As expectativas de alta dos preços são uma fonte de risco para a inflação no país, de acordo com avaliação feita pelo Banco Central (BC) no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (26).

Segundo o BC, essas expectativas tiveram impacto negativo nos últimos meses pela inflação corrente, pela dispersão de aumento de preços e, sobretudo, por incertezas que cercam a trajetória de preços com grande visibilidade, como os da gasolina e de tarifas de serviços públicos, entre eles eletricidade e ônibus urbano.

A projeção do BC para o preço da eletricidade, este ano, subiu de 9,5%, previstos em março, para 11,5%, no relatório divulgado hoje. Também foi revisada, de estabilidade para queda de 3,8%, a projeção para as tarifas de telefonia fixa.

A projeção para a variação do conjunto de preços administrados por contrato e monitorados foi mantida em 5% em 2014. Segundo o relatório, essa projeção considera variações ocorridas, até maio, nos preços da gasolina (1,4%) e do botijão de gás (0,7%), assim como as projeções para eletricidade e telefonia fixa.

Para 2015, a projeção de aumento de preços administrados é 6%, ante 5% considerados no relatório anterior. Em 2016, a estimativa é 4,5%.

Hoje, o BC revisou a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 6,4%, este ano, 0,3 ponto percentual acima da projeção divulgada em março.

Ministro do STF autoriza Delúbio, Pedro Corrêa, Jacinto Lama e Valdemar Soares a voltar trabalhar fora da prisão

quinta-feira, 26 de junho de 2014

delubio_soares_2O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso,  autorizou Delúbio Soares, Jacinto Lama (ex-tesoureiro do extinto PL) e os  ex-deputados federais Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Corrêa (PP) e Jacinto Lama (ex-tesoureiro do extinto PL) para trabalho externo.

Ministro do STF autoriza Delúbio, Pedro Corrêa, Jacinto Lama e Valdemar Soares a voltar trabalhar fora da prisão

quinta-feira, 26 de junho de 2014
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Fonte: Congresso em Foco

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luisrobertobarrosojosecruzabrO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, acatou recurso de Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT) e autorizou que ele volte a trabalhar na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Barroso também liberou os ex-deputados federais Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Corrêa (PP) e Jacinto Lama (ex-tesoureiro do extinto PL) para trabalho externo.

Os quatro foram condenados pelo STF à prisão, em regime semiaberto (entre quatro e oito anos), por participação no mensalão do PT.

Ontem, o Supremo decidiu que presos em regime semiaberto podem deixar o presídio para trabalho externo antes mesmo do cumprimento de um sexto da pena. Esse entendimento favorece condenados no julgamento da ação penal do mensalão do PT. Isso porque o benefício — autorização para que eles trabalhassem fora do presídio — tinha sido cassado pelo presidente da Corte, Joaquim Barbosa.

Barbosa renunciou à relatoria do processo do mensalão sob a alegação de que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente na ação, por meio de manifestos e insultos pessoais.

Novo relator do caso, Luís Roberto Barroso avaliou que a exigência de cumprimento de um sexto da pena teria impacto em todo o sistema prisional. Os outros ministros, exceto Celso de Mello, votaram pela derrubada da exigência.

Na sessão de ontem, os ministros avaliaram a situação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e concederam autorização para que ele trabalhe durante o dia em um escritório de advocacia em Brasília. Ele deverá prestar serviços no escritório do advogado José Gerardo Grossi, com salário de R$ 2,1 mil.

Em relação aos outros condenados, Barroso proferiu individualmente as decisões, divulgadas hoje (26).

Para Joaquim Barbosa, os condenados deveriam cumprir o mínimo de um sexto da pena para ter direito ao benefício. Além disso, ele considerou irregulares os tipos de emprego.

Em relação a Romeu Queiroz (ex-deputado federal) e a Rogério Tolentino (ex-advogado de Marcos Valério, considerado operador do esquema), também condenados no mensalão, Barroso entendeu que eles podem trabalhar fora da prisão, mas que devem ter novas propostas de emprego. Queiroz queria trabalhar na própria empresa de consultoria e ter Tolentino como funcionário, o que não seria adequado, na avaliação do Ministério Público.

Carvalho condena “ilusão do PT de que está tudo bem”

segunda-feira, 23 de junho de 2014

images_cms-image-000378151Após contrariar a cúpula do PT por ter dito que os xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff no Itaquerão não vieram só da ‘elite branca’, ministro Gilberto Carvalho volta a reafirmar que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação com o governo; “E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio”, disse.

Carvalho condena “ilusão do PT de que está tudo bem”

segunda-feira, 23 de junho de 2014

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Fonte: Brasil 247
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Após contrariar a cúpula do PT por ter dito que os xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff no Itaquerão não vieram só da ‘elite branca’, ministro Gilberto Carvalho volta a reafirmar que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação com o governo; “E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio”, diz; na primeira declaração, deputado José Guimarães (CE) chegou a dizer que Carvalho “está meio fora da casinha”; mesmo assim, ele nega que tenha levado “puxão de orelha” do partido: “Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir”

Após ouvir críticas da cúpula do PT ao negar xingamentos a Dilma só da ‘elite branca’, ministro Gilberto Carvalho reafirma que o PT está errado no seu diagnóstico sobre a insatisfação com o governo.

“O Gilberto está meio fora da casinha! Depois de todo esse estrupício que fizeram com Dilma na Copa, ela está melhor do que imaginava. Essa declaração está fora de propósito”, disse o deputado José Guimarães (CE) após a primeira declaração (leia aqui).

Ele vê “ilusão de que o povo pensa que está tudo bem”. “Acho um erro de diagnóstico. E quando você não tem um bom diagnóstico, não tem um bom remédio”, diz em entrevista à Folha de S. Paulo.

Carvalho voltou a condenar as agressões dirigidos a Dilma na abertura da Copa do Mundo, mas mantém sua versão sobre os fatos e nega que tenha levado “puxão de orelha” do PT: “Prefiro ser criticado de sincericídio do que me omitir”.

Ele assume casos passados de corrupção relacionado ao partido e diz que problema é o tratamento que se dá a erros dos outros. “Como o mensalão tucano, que se chama de mensalão mineiro, nem do PSDB dizem que foi. A compra de votos para reeleger [o ex-presidente] Fernando Henrique [Cardoso], que não passou por nenhuma investigação porque havia naquele tempo um esquema para impedir”, relembra (leia mais).

“Bacanal eleitoral” cria desafio para Dilma no Rio

segunda-feira, 23 de junho de 2014

images_cms-image-000378278A troca de alianças entre partidos atingiu no Rio de Janeiro um novo estágio. Classificado de “bacanal eleitoral” pelo prefeito Eduardo Paes e como “suruba” pelo deputado federal Alfredo Sirkis (PSB), esse é o nível em que vai sendo posicionada a rodada definitiva de acordos para as eleições a presidente, governador e senador.

“Bacanal eleitoral” cria desafio para Dilma no Rio

segunda-feira, 23 de junho de 2014

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Fonte: Brasil 247
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Prefeito Eduardo Paes lembra orgias do deus do vinho, Baco, para definir cena eleitoral no Rio de Janeiro; marineiro Alfredo Sirkis chama de “suruba” a consolidação das alianças partidárias; aliados da presidente Dilma Rousseff fortalecem os principais adversários dela; governador Luiz Fernando Pezão leva antecessor Sergio Cabral a sair da disputa pelo Senado para ter como candidato o ex-adversário Cesar Maia, do DEM; chapa Aezão, criada por Jorge Picciani, presidente regional da legenda, se fortalece; petista Lindbergh Farias atrai deputado federal Romário (PSB) como candidato a senador e, na prática, firma aliança com presidenciável Eduardo Campos; é o Carnaval fora de época e proibidão?

A troca de alianças entre partidos atingiu no Rio de Janeiro um novo estágio. Classificado de “bacanal eleitoral” pelo prefeito Eduardo Paes e como “suruba” pelo deputado federal Alfredo Sirkis (PSB), esse é o nível em que vai sendo posicionada a rodada definitiva de acordos para as eleições a presidente, governador e senador.

No final de semana, os chefes partidários transformaram o que parecia ser, no máximo, um carnaval animado numa festa com cenas as mais inusitadas. Mesmo líder nas pesquisas para a eleição ao Senado, o ex-governador Sergio Cabral, que sempre se mostrou aliado da presidente Dilma Rousseff, abriu mão de sua candidatura para permitir a entrada do ex-adversário Cesar Maia, do DEM, na coligação regional.

Sob a bandeira da chamada chapa Aezão, que pede o voto para o tucano Aécio Neves e o governador peemedebista Luiz Fernando Pezão, Maia será o candidato a senador. “Promete pedir voto para você com a mesma ênfase que farei por meus companheiros de partido”, disse Pezão para Cesar Maia no ato que selou a nova amizade.

Enquanto isso, noutro movimento surpreendente, e mais uma vez contra os interesses da presidente Dilma, o candidato petista ao governo, senador Lindbergh Farias, atraiu para sua chapa o deputado federal Romário (PSB), que será candidato a senador. Com isso, Lindbergh fortaleceu no Rio o presidenciável Eduardo Campos, que passa a ter um palanque mais forte.

A aliança entre o PT e o PSB no Estado levou o deputado federal Alfredo Sirkis, um dos mais ligados à ex-ministra Marina Silva, a chamar o acordo de “suruba”, usando uma imagem ainda mais forte que a empregada pelo prefeito Paes. Este, aliás, parece estar afivelando as malas para encontrar um novo partido para atuar.

Para o deputado federal Anthony Garotinho (PR), líder nas pesquisas de intenção de voto para governador, o resultado das mexidas é o risco de isolamento de Dilma no terceiro maior colégio eleitoral do País.