Arquivo de Abril de 2014

Economia para pagamento de juros é a menor do governo Dilma no 1º trimestre

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

DILMA-ROUSSEFF-2012-433.jpg-size-140O setor público brasileiro (governo central, estatais, municípios e Estados) economizou 3,580 bilhões de reais em março para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário. Com isso, o resultado do primeiro trimestre foi de 25,63 bilhões de reais, ou 2,12% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor para o período no governo Dilma Rousseff.

Economia para pagamento de juros é a menor do governo Dilma no 1º trimestre

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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Fonte: Contas Abertas
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O setor público brasileiro (governo central, estatais, municípios e Estados) economizou 3,580 bilhões de reais em março para pagar juros da dívida pública, o chamado superávit primário. Com isso, o resultado do primeiro trimestre foi de 25,63 bilhões de reais, ou 2,12% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor para o período no governo Dilma Rousseff. Em 2013, o saldo havia sido positivo em 30,72 bilhões de reais entre janeiro e março (2,75% do PIB), enquanto em 2012 e 2011, ficaram em 45,97 bilhões (4,49% do PIB) e 39,26 bilhões (4,2%), respectivamente.

Nos três primeiros meses do ano, o governo central (formado pelo governo federal, Previdência e Banco Central) registrou queda de 35% em sua economia para pagamento da dívida. Ao todo foram economizados 12,32 bilhões de reais, 7,68 bilhões a menos do que no mesmo período de 2013. No caso dos Estados e Municípios, o superávit foi de 10,37 bilhões e 2,82 bilhões, respectivamente. Já as estatais conseguiram economizar 119 milhões de reais.

O resultado de março ficou em linha ao projetado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de 3,5 bilhões de reais. No terceiro mês, o governo Central foi responsável por um superávit primário de 3,2 bilhões de reais, enquanto os governos regionais economizaram 482 milhões. As empresas estatais, contudo, gastaram bem mais do que receberam e registraram um déficit de 64 milhões de reais.

Considerando-se os fluxos acumulados em doze meses, o superávit primário atingiu 86,2 bilhões de reais (1,75% do PIB), quase o mesmo de fevereiro. A meta para 2014 todo é de 99 bilhões de reais, ou 1,90% do PIB.

O BC informou ainda que o déficit nominal ficou em 13,022 bilhões de reais no mês passado, enquanto a dívida pública representou 34,2% do PIB, a mesma projetada em pesquisa Reuters.

Governo – Segundo dados do Tesouro divulgados também nesta quarta-feira, o resultado fiscal apenas do governo central (governo federal, Previdência e BC) ficou em 1,4% em relação ao PIB em março, maior do que o visto em fevereiro (1,3%), mas abaixo do mesmo mês de 2013 (1,7%).

Enquanto o Tesouro registrou um superávit de 7,737 bilhões de reais em março (contra déficit de 475,6 milhões em fevereiro), a Previdência anunciou um rombo (déficit) de 4,529 bilhões em suas contas – maior do que o visto no mês anterior, de 2,580 bilhões. O BC, por sua vez, registrou um déficit de 34,1 milhões de reais no período, acima do resultado negativo de fevereiro (24,1 milhões de reais).

Credibilidade fiscal – Os excessivos gastos do governo brasileiro e a desaceleração econômica levaram, em março, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s a rebaixar a nota de crédito (rating) do Brasil, de ‘BBB’ para ‘BBB-‘. Com isso, a credibilidade da política econômica e fiscal do governo Dilma foi abalada e o mercado tema que outras agências façam o mesmo.

Para 2015, o governo fixou o alvo em 143,3 bilhões de

Lucro da Vale no 1º tri cai 4,7% para R$ 5,9 bilhões

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

vale-logo-1-size-598A Vale registrou lucro líquido de 5,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2014, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a mineradora brasileira reverteu o prejuízo líquido de 14,86 bilhões de reais, depois de ter perdas provocadas pela adesão da companhia ao Refis.

Lucro da Vale no 1º tri cai 4,7% para R$ 5,9 bilhões

quarta-feira, 30 de Abril de 2014
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Fonte: Contas Abertas
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vale-logo-1-size-598A Vale registrou lucro líquido de 5,9 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2014, queda de 4,7% ante o mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a mineradora brasileira reverteu o prejuízo líquido de 14,86 bilhões de reais, depois de ter perdas provocadas pela adesão da companhia ao Refis.

Considerando o resultado líquido em dólar, de 2,515 bilhões, contudo, a queda foi bem maior, de 19,1%. A diferença é explicada pelo fato de a empresa, que é uma grande exportadora, estar bastante exposta às oscilações cambiais. O número veio em linha com as expectativas, uma vez que a média das projeções de instituições financeiras apontava para um lucro de 2,609 bilhões de dólares.

Segundo a companhia, sua receita entre janeiro e março foi de 22,83 bilhões de reais, alta de 5,5% em relação ao primeiro trimestre de 2013 (21,65 bilhões de reais), mas queda de 24,6% ante o quarto período do ano passado (30,29 bilhões).

Tradicionalmente o primeiro trimestre do ano costuma ser mais fraco em termos de volumes embarcados. Além de uma produção menor, característica neste período, as siderúrgicas chinesas também costumam iniciar os anos estocadas, de forma a se preparar para o rigoroso inverno na região.

Além da questão dos volumes, o resultado da mineradora no trimestre passado foi afetado pelos preços do minério de ferro, em queda ao longo dos primeiros meses do ano no mercado à vista chinês, o principal destino dos embarques transoceânicos da matéria-prima. Como o insumo é o principal produto da companhia brasileira, o menor valor do produto acaba impactando seu desempenho.

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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador de geração de caixa, ficou em 9,57 bilhões de reais entre janeiro e março, recuo de 8% na comparação anual e de 36,8% em relação aos três meses anteriores.

Produção – A produção de minério de ferro da Vale totalizou 71,1 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2014, alta de 9,6% ante o mesmo período do ano anterior, quando foram produzidos 64,85 milhões de toneladas. Trata-se do maior nível para o período desde 2008. O resultado foi impulsionado pelas melhores condições climáticas e pelos “ramp-ups” dos projetos Planta 2, em Carajás, e Conceição Itabiritos, em Itabira (MG).

“A produção no primeiro trimestre do ano tende a ser fraca devido à sazonalidade relacionada ao clima. Nos primeiros três meses do ano, tivemos melhores condições climáticas, o que propiciou a melhora da produção em relação ao mesmo período dos anos anteriores”, informou a companhia. Em Carajás, o principal empreendimento da Vale individualmente, houve aumento de 8,1% na produção de minério de ferro, para 23,36 milhões de toneladas, na comparação anual.

Em relação ao quarto trimestre de 2013, no entanto, a produção recuou pressionada pelas paradas programadas para manutenção que geralmente ocorrem no primeiro semestre do ano.

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Brasileiros estão entre membros da Al Qaeda mortos no país, diz Iêmen

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

bO governo do Iêmen informou que brasileiros estão entre os mortos durante uma ofensiva do exército contra a Al Qaeda no sul do país, realizada na última terça-feira, 29. A operação terminou com a morte de 18 militares e 12 combatentes da Al Qaeda. Segundo o presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, foram mortos combatentes de várias nacionalidades, como brasileiros, franceses, holandeses, alemães e árabes

Brasileiros estão entre membros da Al Qaeda mortos no país, diz Iêmen

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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O governo do Iêmen informou que brasileiros estão entre os mortos durante uma ofensiva do exército contra a Al Qaeda no sul do país, realizada na última terça-feira, 29. A operação terminou com a morte de 18 militares e 12 combatentes da Al Qaeda.

Segundo o presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, foram mortos combatentes de várias nacionalidades, como brasileiros, franceses, holandeses, alemães e árabes. “Quase 70% dos membros da Al Qaeda no Iêmen são estrangeiros”, disse o presidente, ressaltando que nenhum dos países em questão demonstrou interesse em recuperar os corpos.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou que vai averiguar a veracidade das informações divulgadas pelo governo iemenita.

 

PMDB escolhe presidência da CPI da Petrobras no Senado; PT fica com a relatoria

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

sede_petrobras3O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou que o seu partido vai presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que vai investigar as denúncias de irregularidades na Petrobras. Mas o líder do PMDB não divulgou ainda o nome do senador que vai presidir os trabalhos da CPI.

PMDB escolhe presidência da CPI da Petrobras no Senado; PT fica com a relatoria

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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Fonte: Congresso em Foco
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O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou na tarde desta quarta-feira (30) que o seu partido vai presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado que vai investigar as denúncias de irregularidades na Petrobras. Mas o líder do PMDB não divulgou ainda o nome do senador que vai presidir os trabalhos da CPI.

Com essa escolha, a relatoria coube ao PT. O líder do partido, senador Humberto Costa, disse que  “a maior probabilidade” é que o relator seja o senador José Pimentel (PT-CE).

Mais cedo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a criação de uma CPI mista dependeria de acordo entre os líderes. Ele fez as declarações em meio a notícias de que teria cedido a pressões e decidido instalar a uma comissão com deputados e senadores para investigar a Petrobras, exatamente como quer a oposição. “Não cabe ao presidente decidir quem vai investigar” explicou Renan aos jornalistas, no início desta tarde.

A confusão se instalou depois que Renan anunciou ontem (29) que vai reunir os líderes das duas Casas na próxima terça-feira (6) e pedir que, a exemplo do que foi feito no Senado, que eles indiquem membros para compor a comissão mista.

Enquanto o cenário em torno da comissão continua indefinido, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), diz que o partido vai desistir das indicações de nomes para a CPI só naquela Casa e indicar membros apenas para a comissão mista. “Desisti em razão da decisão do presidente Renan de pedir a indicação da CPI mista, nossa prioridade é a indicação da CPI mista porque ela tem mais força política”.

Já os governistas insistem em uma comissão só do Senado e não pretendem indicar nomes para um colegiado misto. “Quem quer fazer CPI mista não quer apurar nada, quer montar um palco para uma disputa eleitoral exatamente como nós vimos na CPI do Cachoeira”, disse o líder do PT, senador Humberto Costa (PE).

Mista ou não, uma Comissão Parlamentar de Inquérito só pode ser instalada caso os líderes indiquem nomes. “Quando os líderes não indicam o regimento diz que cabe ao presidente (do Congresso) fazer as indicações e eu vou fazer isso porque acatei o princípio constitucional contido na liminar”, garantiu Renan.

O presidente do Senado também esclareceu que para “manter a coerência” vai entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a liminar da ministra Rosa Weber e ampliar o escopo de investigações da CPI da Petrobras com apurações sobre irregularidades no metrô de São Paulo e no Porto de Suape, em Pernambuco.

Mais sobre Petrobras

Em pronunciamento, Dilma diz que vai corrigir tabela do Imposto de Renda

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

911502-_tuk9764-editarEm pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda e atualizar os valores pagos aos beneficiários do Programa Brasil sem Miséria. Segundo ela, a correção trará um “importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”.

Em pronunciamento, Dilma diz que vai corrigir tabela do Imposto de Renda

quarta-feira, 30 de Abril de 2014
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Danilo Macedo e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

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Em pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda e atualizar os valores pagos aos beneficiários do Programa Brasil sem Miséria. Segundo ela, a correção trará um “importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, favorecendo quem vive da renda do trabalho. O discurso é para marcar o Dia do Trabalho, celebrado amanhã (1º).

“Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador”, disse.

No último dia 10 de março, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a correção da tabela para os isentos do pagamento de imposto de renda, segundo a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A OAB alegou que há defasagem acumulada de 61,24% no cálculo durante o período de 1996 a 2013, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Se a correção for feita como pedido pela OAB, estarão isentos contribuintes que ganham até R$ 2.758, e não R$ 1.787 como é hoje.

“Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria”, declarou Dilma, programa que, segundo a presidenta, vai garantir que esses cidadãos continuem acima da linha da extrema pobreza, definida pela Organização das Nações Unidas. O programa garante às famílias renda mínima de R$ 70 por pessoa. No início deste ano, o valor médio do pagamento aos beneficiários do Bolsa Família era R$ 150,60.

Sobre o aumento do salário mínimo, corrigido pela inflação, é um “instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade” entre os trabalhadores, a presidenta assumiu o compromisso de “continuar a política de valorização do salário mínimo”. Dilma rebateu críticas sobre o crescimento do mínimo. “Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem-estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores”.

Durante o pronunciamento, a presidenta defendeu as políticas econômicas, como o “crescimento com estabilidade” e o “controle rigoroso da inflação”. Sobre este assunto, Dilma afirmou que “aumentos localizados de preço” causam “incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos”.

Em relação ao setor energético, Dilma disse que a tarifa de energia teve “a maior redução da história”. “A seca baixou o nível dos reservatórios e tivemos de acionar as termoelétricas, o que aumentou muito as despesas. Imaginem se nós não tivéssemos baixado as tarifas de energia em 2013”. Segundo ela, os investimentos feitos em geração e transmissão de energia permitem hoje ao Brasil “superar as dificuldades momentâneas, mantendo a política de tarifas baixas”.

Rio de Janeiro vira alvo fácil na imprensa internacional

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

timthA Copa se aproxima e as verdades sobre a desorganização do evento se espalham pelo mundo. A maioria dos visitantes já sabe o que vai encontrar por aqui. Além das típicas mazelas existentes nas nações subdesenvolvidas — já conhecidas por todos –, a organização do Mundial 2014 trouxe à tona problemas que proporcionam um novo panorama de “vergonha nacional”.

Rio de Janeiro vira alvo fácil na imprensa internacional

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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timthA mídia internacional nunca estampou tantas manchetes com as mazelas do Rio de Janeiro. Graças à Copa, notícias devastadoras rompem o mito de cidade maravilhosa e escancaram boa parte da realidade carioca, antes só conhecida pelos brasileiros. Longe das expectativas dos turistas, a cidade se desfaz em episódios de violência, obras inacabadas, imundície, manifestações e descontentamento da maior parte da população.

Leia também: “Bloomberg aconselha turistas a “deixar o colar de ouro em casa” durante a Copa
Leia também: “Copa está por trás da ocupação da Maré, diz Guardian”
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Leia também: “Desabamento aumenta listas de polêmicas da Copa 2014

The New York Times

“O Brasil está lutando para sediar dois eventos esportivos internacionais em dois anos, incluindo a Copa do Mundo, que começa em junho. Os preparativos para os dois eventos têm sido atormentados por atrasos, aumento dos custos, manifestações de rua, greves de trabalhadores e mortes na construção de estádios.”

“O governo da cidade do Rio de Janeiro está sob pressão não só dos organismos desportivos internacionais, mas também da população local, que protesta contra os gastos em eventos esportivos internacionais durante enormes manifestações de rua e através de mídias sociais, usando frases como “Fora, FIFA !”e satirizando o slogan de “Cidade Olímpica” adotado pela prefeitura.”

Clarín

“Faltam 43 dias para o Mundial e a cidade tranquila e recuperada que sonharam os cariocas para esse mega evento esportivo não parece ser uma meta fácil de alcançar.”

 

El País

“O Governo do Brasil se esforça para apaziguar as favelas ante o iminente Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos de 2016. Mas os problemas sociais e a marginalidade não cessam.”

“Como pano de fundo, o descontento de uma parte substancial da classe média urbana iludida pelo poder público que afirmou que os grandes eventos –  o Mundial e Jogos Olímpicos– seriam a oportunidade para resolver os numerosos problemas das cidades brasileiras. As promessas não se cumpriram e, a menos de 100 dias do Mundial, as maiores cidades do país seguem tendo graves problemas na educação, saúde e, principalmente, nas infraestruturas. A única coisa que foi feita – com atraso – foram os grandes estádios de futebol, que, como se fosse pouco, custaram muito mais do que o previsto em projetos já superfaturados.”

“Mas apesar das boas palavras e intenções, o medo segue. A Policia Militar do estado do Rio de Janeiro é tristemente conhecida pela corrupção e violência, especialmente contra os mais pobres. As favelas pacificadas vivem em um permanente estado de alerta, com policias fortemente armados que vigiam cada esquina. E, como denunciam constantemente as ONGs, muitos residentes passaram do terror ao narcotráfico ao terror à polícia”.

 

 

Infecções menores podem voltar a matar, alerta OMS

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

ÍndiceInfecções consideradas menores atualmente podem voltar a matar se nada for feito com urgência em âmbito global para lutar contra a resistência aos antibióticos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Infecções menores podem voltar a matar, alerta OMS

quarta-feira, 30 de Abril de 2014
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Da Agência Brasil

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ÍndiceInfecções consideradas menores atualmente podem voltar a matar se nada for feito com urgência em âmbito global para lutar contra a resistência aos antibióticos, alertou hoje (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS). No primeiro relatório sobre a resistência aos antibióticos em nível mundial, a OMS informa que “essa grave ameaça já não é uma previsão, mas uma realidade em cada uma das regiões do mundo e todos, independentemente da idade e do país, podem ser afetados”.

Considerados pela OMS como um dos pilares da saúde, os antibióticos permitem-nos viver mais tempo e com melhor saúde, mas a sua utilização incorreta tornou-os praticamente ineficazes há algumas décadas. “A não ser que os numerosos atores envolvidos ajam urgentemente, de modo coordenado, o mundo caminha para uma era pós-antibióticos, em que infecções comuns e feridas menores que têm sido tratadas há décadas podem voltar a matar”, advertiu o subdiretor-geral da OMS para a Segurança Sanitária, Keiji Fukuda.

“Se não tomarmos medidas significativas para evitar as infecções e para alterar o modo como produzimos, receitamos e utilizamos os antibióticos, vamos perder pouco a pouco esses benefícios para a saúde pública mundial e as consequências serão devastadoras”, disse.

O relatório, com dados de 114 países, indica que existe resistência a numerosos agentes infecciosos, mas centra-se na resistência a esses medicamentos contra sete bactérias responsáveis por doenças comuns, como as infeções hematológicas (septicemia, ou infecção generalizada), diarreias, pneumonias, infecções das vias urinárias e gonorreia.

A OMS, que classifica os resultados como “muito preocupantes”, considera como uma das principais causas da resistência o uso incorreto dos antibióticos: nos países pobres, as doses administradas são demasiado fracas e, nos países ricos, o uso é excessivo. A organização critica também a falta de vigilância do uso de antibióticos destinados ao consumo humano em animais.

As recomendações feitas pela OMS são o estabelecimento de sistemas de vigilância desse fenômeno, a prevenção das infecções e a criação de novos antibióticos.

*Com informações da Agência Lusa

Graça Foster diz que negócio de Pasadena foi “potencialmente bom” até 2008

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

912836-graca foster__5A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um negócio “potencialmente bom” até 2008 em função das condições econômicas do período com crescente consumo de derivados e margens de lucro otimistas. Segundo ela, o negócio tem que ser analisado em dois momentos.

Graça Foster diz que negócio de Pasadena foi “potencialmente bom” até 2008

quarta-feira, 30 de Abril de 2014
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Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

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912836-graca foster__5A presidenta da Petrobras, Graça Foster, disse hoje (30) que a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi um negócio “potencialmente bom” até 2008 em função das condições econômicas do período com crescente consumo de derivados e margens de lucro otimistas. Segundo ela, o negócio tem que ser analisado em dois momentos. O segundo seria pós-2008, quando a refinaria passou a ter baixo retorno para a estatal brasileira.

“As margens foram reduzidas porque o mercado caiu, porque não fizemos o revamp da refinaria [investimentos necessários para aumentar o refino da média de 30 a 60 mil barris para 100 mil barris diários] e o mercado compra menos”, explicou.

A presidenta da Petrobras – que definiu a compra da refinaria como um “mau negócio”, ao falar com senadores no último dai 15 – disse que a decisão da estatal foi tomada a partir de estudos de consultorias contratadas pela estatal que apresentaram ressalvas que não comprometiam o negócio. Segundo ela, a aquisição estava de acordo com os objetivos da Petrobras na época.

“A orientação em 1999, confirmada em 2004, era que tínhamos que expandir o refino fora do Brasil”, disse ela, ao citar as compras de outras refinarias na Argentina e Bolívia. Hoje, a Petrobras mantém três refinarias no exterior, incluindo Pasadena, que somam um refino de 230 mil barris por dia. “A Petrobras produzia mais petróleo pesado. Era um petróleo descontado. Na hora de comercializar tinha que fazer desconto para refinadores. Por isso, foi correta a estratégia de levar esse petróleo para o exterior”, completou.

Pelas contas apresentadas hoje (30), em uma audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Graça Foster disse que a estatal brasileira pagou US$ 554 milhões pela refinaria e US$ 341 milhões pela trading com o grupo belga Astra Oil, além de outros US$ 354 milhões que foram gastos com outras aquisições. “A Astra pagou por Pasadena, [em valor] estimado, US$ 360 milhões.”

Segundo ela, o valor pago pelos belgas inclui a aquisição de estoques da refinaria que custaram US$ 104 milhões, além dos pagamentos mensais feitos para elevar a carga de refino, que variava entre 30 a 60 mil barris refinados por dia para 100 mil barris. O dinheiro foi gasto em contratos de serviços e equipamentos. Os números foram levantados por uma Comissão Interna de Apuração da Petrobras deve ser concluído nas primeiras semanas de maio.

A presidenta da estatal lembrou que a Petrobras investiu US$ 685 milhões em Pasadena e que o negócio resultou em baixas nos anos de 2008, 2009 e 2012, totalizando US$ 530 milhões. “[Isso] porque não fizemos o revamp [investimentos necessários para aumentar o refino para 100 mil barris]. O projeto não foi realizado e não captamos a margem. Ainda houve queda de margem do refino e do consumo.”

Graça Foster explicou que as perdas registradas podem ser revertidas, mas isso dependerá de uma reação do mercado, com melhora da margem de refino e aumento de consumo de derivados. Além disto, a Petobras, segundo ela, mantém avaliação constante sobre o retorno de investimentos no exterior ou no mercado interno para decidir o que é mais lucrativo para a empresa.

Liderança de Dilma se torna cada vez mais frágil

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

timtDurante muito tempo, Dilma Rousseff parecia uma candidata invencível para seus adversários políticos. Nem mesmo os protestos do ano passado foram capazes de reduzir o apoio à presidente, e sua vitória nas eleições deste ano era dada como certa já no primeiro turno .No entanto, uma pesquisa confirmou o que muitos analistas políticos já sabiam: que a liderança política de Dilma está mais abalada do que ela e o PT gostariam de admitir.

Liderança de Dilma se torna cada vez mais frágil

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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Durante muito tempo, Dilma Rousseff parecia uma candidata invencível para seus adversários políticos. Nem mesmo os protestos do ano passado foram capazes de reduzir o apoio à presidente, e sua vitória nas eleições deste ano era dada como certa já no primeiro turno.

Leia mais: Dilma perde sete pontos nas intenções de voto

A pesquisa, feita em parceria entre o Instituto MDA e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostrou que Dilma tem 37% das intenções de voto, contra 43% registrados em fevereiro deste ano. A aprovação do governo da presidente também caiu de 55% em fevereiro, para 48% este mês.

Segundo analistas, se a aprovação do governo ficar abaixo dos 40%, sua reeleição corre sério risco. Com o aumento da inflação afetando as despesas das camadas mais pobres da população e endividando a classe média, a derrota de Dilma não parece nada improvável.

Os recentes escândalos da Petrobras que ocorreram sob a supervisão de Dilma, quando ela era chefe do Conselho Administrativo da empresa, colocaram em xeque a capacidade da presidente como gestora. A crise no setor de energia e a possibilidade de racionamento também desafiam a sua reeleição.

Dilma ainda tem vantagem sobre seus principais adversários políticos, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que apareceram na pesquisa do MDA com 21% e 11%, respectivamente. Contudo, a queda das intenções de voto na presidente está se convertendo em apoio a seus adversários. A disputa presidencial deste ano está ficando mais acirrada do que o governo gostaria.

 

Fontes: The Economist-Dilma’s fragile lead
www.opiniaoenoticia.com.br

Dilma sinaliza candidatura mesmo sem apoio da base

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

tiEm entrevista   a rádios de Salvador, a presidenta Dilma Rousseff considerou “normal” o manifesto “Volta Lula”, anunciado na última segunda-feira (28) pelo líder do PR na Câmara, deputado Bernardo Vasconcellos (MG). Para Dilma, em ano eleitoral é possível ocorrer fatos “concebíveis” e “até as inconcebíveis”.

Dilma sinaliza candidatura mesmo sem apoio da base

quarta-feira, 30 de Abril de 2014

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Fonte: Congresso em Foco
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Em entrevista  hoje (30) a rádios de Salvador, a presidenta Dilma Rousseff considerou “normal” o manifesto “Volta Lula”, anunciado na última segunda-feira (28) pelo líder do PR na Câmara, deputado Bernardo Vasconcellos (MG). Para Dilma, em ano eleitoral é possível ocorrer fatos “concebíveis” e “até as inconcebíveis”.

“[O volta Lula] é uma situação normal. Gostaria que, quando eu for candidata, eu tenha o apoio da minha própria base. Mas não havendo esse apoio, vamos tocar em frente. Sempre por trás das coisas existem outras explicações. Daqui até o final do ano, tenho uma atividade importantíssima para fazer, que não posso me desligar”, explicou a presidenta.

Na última segunda-feira, o líder do PR, leu um manifesto, assinado por 20 dos 32 deputados da bancada, em que pedem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja candidato à Presidência da República. De acordo com o líder do PR, Lula é o único capaz de conduzir o país “neste momento de crise econômica”.

Em resposta ao radialista Mário Kertész, da rádio Metro1, Dilma ressaltou que gosta de sua função. “Eu gosto [de ser presidenta], sabe por quê? Porque vamos fechar este ano com mais 750 mil cisternas construídas no Semiárido. Com as cisternas construídas no governo do ex-presidente Lula e no meu, vamos chegar a 1,1 milhão de unidade. Isso me faz gostar muito de ser presidenta”, destacou. Dilma citou também números do Pronatec e do Programa Minha Casa, Minha Vida para justificar o gosto de ser presidenta.

Mais sobre eleições 2014

Aloysio Nunes é o nome mais cotado para vice de Aécio

terça-feira, 29 de Abril de 2014

timO senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é o nome mais cotado para ser o vice de Aécio Neves nas eleições presidenciais deste ano. O anúncio oficial está previsto para acontecer em 14 de junho, mas tucanos mineiros e paulistas parecem já ter entrado em consenso em relação à escolha de Aloysio para o posto.

Aloysio Nunes é o nome mais cotado para vice de Aécio

terça-feira, 29 de Abril de 2014


O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é o nome mais cotado para ser o vice de Aécio Neves nas eleições presidenciais deste ano.

O anúncio oficial está previsto para acontecer em 14 de junho, mas tucanos mineiros e paulistas parecem já ter entrado em consenso em relação à escolha de Aloysio para o posto. Outro nome cotado para o cargo, Alberto Goldman deve ficar responsável por coordenar a campanha do tucano.

Se confirmado, será a primeira vez desde a redemocratização que tucanos dos dois estados formarão uma chapa para disputar o Planalto. Em entrevista, Aloysio mostrou descontração com a possibilidade. “Me criei tomando café com leite. Gosto muito”, disse o senador em referência “à política do café com leite”, como ficou conhecido o acordo de quase 30 anos entre São Paulo e Minas Gerais nas sucessões presidenciais.

Aloysio já foi ministro da Justiça no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso e não responde a nenhum processo. Ele é considerado uma figura discreta entre os membros do PSDB. Em 2010, ele foi eleito senador de São Paulo com 11 milhões de votos (30% do eleitorado).

 

Dilma perde sete pontos nas intenções de voto

terça-feira, 29 de Abril de 2014

timthA presidente Dilma Rousseff caiu sete pontos percentuais nas intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada hoje. Conforme o estudo, em uma simulação apenas com os principais candidatos, Dilma teria 37% das intenções de voto, caso as eleições fossem hoje. Em fevereiro, esse percentual era de 43,7%.

Dilma perde sete pontos nas intenções de voto

terça-feira, 29 de Abril de 2014

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Fonte: Opinião & Notícia
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A presidente Dilma Rousseff caiu sete pontos percentuais nas intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 29. Conforme o estudo, em uma simulação apenas com os principais candidatos, Dilma teria 37% das intenções de voto, caso as eleições fossem hoje. Em fevereiro, esse percentual era de 43,7%. O ex-senador Aécio Neves (PSDB) cresceu de 17% para 21,6% e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) de 9,9% para 11,8%. O percentual dos votos nulos ou brancos caiu de 20,4% para 20%.

Na simulação com candidatos menores, a atual presidente teria 36,5% pontos percentuais. Em seguida aparece Aécio com 21,5% e Campos com 11,2%. José Maria Eymael (PSDC) tem 0,6%, enquanto Levy Fidélix (PRTB) e Randolfe Rodrigues (PSOL) têm 0,4% das intenções de voto cada. Brancos e nulos somam 19,2%, e eleitores indecisos 10,2%.

Segundo turno

A diferença entre a petista e seus principais oponentes também diminuiu diante de um eventual segundo turno. Em fevereiro deste ano, Dilma tinha 46,6% contra 23,4% de Aécio Neves. Na última análise, a presidente caiu para 39,2% e o candidato tucano subiu para 29,3%. Contra Eduardo Campos, Rousseff tinha 48,6% das intenções de voto e caiu para 41,3%, enquanto o ex-governador pernambucano cresceu de 18% para 24%.

A Pesquisa CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas, em 24 unidades de federação, nas cinco regiões do país entre os dias 20 e 25 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais (para mais ou para menos), com 95% de nível de confiança.

 

Fontes: Último Segundo-Dilma cai sete pontos e tem 37% das intenções de voto, diz pesquisa

Percentual de famílias endividadas aumenta e chega a 62,3%

terça-feira, 29 de Abril de 2014

cartaoPesquisa divulgada  pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo constatou o aumento no número das famílias brasileiras endividadas e com contas em atraso, de março para abril. O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,3% em abril deste ano.

Percentual de famílias endividadas aumenta e chega a 62,3%

terça-feira, 29 de Abril de 2014

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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasi

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Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (29) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) constatou o aumento no número das famílias brasileiras endividadas e com contas em atraso, de março para abril. O percentual de famílias brasileiras que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 62,3% em abril deste ano. Em março, o índice era 61%. Quando a comparação se dá com abril do ano passado (62,9%), o indicador mostra leve recuo.

Houve, neste caso, também queda no percentual de famílias inadimplentes em relação ao constatado em abril de 2013, quando esse indicador alcançou 21,5% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso – e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – apresentou queda apenas na comparação mensal, alcançando 6,9% em abril de 2014, contra 7,1% de março deste ano e 6,7% quando a comparação se dá com abril de 2013.

Segundo a CNC, a alta no número de famílias endividadas, na comparação com o mês anterior, deu-se em ambos os grupos de renda pesquisados, mas na comparação anual (abril do ano passado) houve queda apenas para a faixa de maior renda. Para as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual das que tinham dívidas chegou a 64,1% em abril. Em março, este percentual era 63,5% e 63,8% em abril do ano passado.

Em relação às famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual das que estavam endividadas passou de 49,6% para 53,3%, de março para abril. Em abril de 2013, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era 58,5%.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal com cerca de 18 mil consumidores.

Avaliação do governo Dilma cai 3,5 pontos percentuais entre fevereiro e abril

terça-feira, 29 de Abril de 2014

eleiçõesPesquisa da Confederação Nacional do Transporte mostra queda na popularidade e na intenção de voto da presidente Dilma Rousseff. Entretanto, se as eleições fossem hoje, ela seria reeleita. Segundo o levantamento, avaliação positiva de Dilma baixou de 36,4% para 32,9% entre fevereiro, data da última pesquisa, e abril. Já a avaliação negativa aumentou de 24,8% para 30,6%.

Avaliação do governo Dilma cai 3,5 pontos percentuais entre fevereiro e abril

terça-feira, 29 de Abril de 2014

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Carolina Sarres – Repórter da Agência Brasil
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A avaliação do governo da presidenta Dilma Rousseff caiu entre fevereiro e abril deste ano, segundo pesquisa divulgada hoje (29) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Há dois meses, 36,4% da população avaliavam positivamente o governo. Em abril, esse percentual caiu para 32,9%. A avaliação negativa do governo, em contraponto, aumentou, alcançando 30,6%, contra os 24,8% da pesquisa anterior. O desempenho pessoal da presidenta também oscilou para baixo, passando de 55% para 47,9%.

Com relação à corrida eleitoral, a presidenta Dilma Rousseff mantém a liderança nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2014, com 20,5% nas intenções de voto espontâneas (quando não são sugeridos nomes de candidatos aos entrevistados), segundo a pesquisa. Na sondagem anterior, em fevereiro, Dilma tinha 21,3% das intenções de voto.

De acordo com o documento, nas intenções de voto espontâneas, a presidenta está à frente de Aécio Neves (9,3%), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (6,5%), de Marina Silva (4,5%) e de Eduardo Campos (3,6%). Em fevereiro, Aécio tinha 5,6% das intenções; Lula, 5,6%; Marina, 3,5%; e Eduardo Campos, 1,6%.

Os pesquisadores da CNT entendem que o cenário para as eleições deste ano mostram a “arrancada de Aécio Neves e de Eduardo Campos, no momento em que ambos começam a capitalizar votos que a presidente Dilma vem perdendo” e concluem que, “com isso, aumenta-se a possibilidade de segundo turno”.

Para a CNT, a deterioração de índices sociais – saúde, educação e segurança – e a vinculação do governo ao caso da compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras contribuíram para a queda das intenções de voto e a migração para os candidatos da oposição.

Quando a pesquisa pede que o eleitor vote em um cenário em que Dilma concorre com Aécio Neves e Eduardo Campos em primeiro turno, a presidenta alcança 37% das intenções de voto, contra 21,6% e 11,8% dos concorrentes, respectivamente. Em fevereiro, contra os mesmos candidatos, Dilma estava com 43,7% das intenções.

Em um possível segundo turno contra Aécio, Dilma venceria com 39,2% das intenções, contra 29,3% do oponente. Com relação a Eduardo Campos, a presidenta venceria com 41,3%. Caso Aécio Neves e Eduardo Campos se enfrentassem em um segundo turno, Aécio venceria com 31,3% dos votos contra 20,1%.

A pesquisa da CNT ouviu 2.002 pessoas entre os dias 20 e 25 de abril, nas cinco regiões brasileiras, em 137 municípios de 24 unidades da Federação. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais.

 

 

 

Confiança do setor de serviços alcança menor nível desde junho de 2009

terça-feira, 29 de Abril de 2014

images1O Índice de Confiança de Serviços recuou 3,1% em abril frente ao mês anterior, registrando a maior queda desde julho de 2013 (- 4,1%), quando a confiança havia sido negativamente abalada pelas manifestações populares do ano passado. Ao passar de 116,9 para 113,3 pontos, o índice alcança também o menor nível desde junho de 2009.

Confiança do setor de serviços alcança menor nível desde junho de 2009

terça-feira, 29 de Abril de 2014
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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil

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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 3,1% em abril frente ao mês anterior, registrando a maior queda desde julho de 2013 (- 4,1%), quando a confiança havia sido negativamente abalada pelas manifestações populares do ano passado. Ao passar de 116,9 para 113,3 pontos, o índice alcança também o menor nível desde junho de 2009.

Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) a piora do ICS em abril foi determinada pela queda de ambos os componentes e das doze atividades pesquisadas, nove apresentaram redução da confiança.

De março para abril, o Índice da Situação Atual (ISA-S) caiu 3,8%, a segunda queda consecutiva; enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) registrou queda, pelo quarto mês consecutivo (2,5%).

Segundo o Ibre, o recuo do ISA-S resultou do declínio de seus dois componentes. O indicador de Volume de Demanda Atual cedeu 6,1% na comparação com março; enquanto o indicador de Situação Atual dos Negócios recuou 1,8%. Neste caso, o aumento da proporção de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa (de 23,9% para 24,6%) foi insuficiente para neutralizar a elevação verificada na frequência de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como ruim (de 17% para 19,6 %).

Na avaliação do Ibre, a queda do Índice de Expectativas entre março e abril foi determinada pela redução tanto do indicador de Demanda Prevista (- 2,9%), quanto do indicador de Tendência dos Negócios (- 2,1%).

O levantamento indica que a proporção de empresas prevendo aumento da demanda caiu de 40,3% para 39,1%, enquanto a das que preveem demanda menor passou de 8,5% para 11,1%. Já a proporção de empresas esperando tendência dos negócios melhor recuou de 39,2% para 37,7% e a proporção das que esperam piora na tendência dos negócios aumentou de 6,5% para 7,8%.

O Ibre ressalta, ainda, o fato de que os resultados de abril refletem um momento de avaliação desfavorável das empresas sobre o nível de atividade do setor. O nível do ICS que, mesmo situando-se abaixo da média histórica desde o início do ano passado, vinha mantendo certa estabilidade a partir de agosto, parece apontar em abril para uma nova redução de patamar, “sugerindo um cenário de arrefecimento no ritmo de crescimento econômico”.