Arquivo de agosto de 2013

Gikberto Freyre e os médicos cubanos

sábado, 31 de agosto de 2013

Percival PugginaRecebo carta de leitor disposto a ensinar-me que o convênio para admissão de médicos estrangeiros no Brasil prevê que eles sejam acompanhados pelas famílias. Como se eu não tivesse lido a Medida Provisória nº 623 de 19 de julho de 2013! Está ali, sim, com todas as letras, que o Brasil reconhece o  direito do estrangeiro admitido no programa Mais Médicos de se fazer acompanhar por cônjuge e filhos.

GILBERTO FREYRE E OS MÉDICOS CUBANOS

sábado, 31 de agosto de 2013
Por Percival Puggina
Recebo carta de leitor disposto a ensinar-me que o convênio para admissão de médicos estrangeiros no Brasil prevê que eles sejam acompanhados pelas famílias. Como se eu não tivesse lido a Medida Provisória nº 623 de 19 de julho de 2013! Está ali, sim, com todas as letras, que o Brasil reconhece o óbvio direito do estrangeiro admitido no programa Mais Médicos de se fazer acompanhar por cônjuge e filhos enquanto prestar serviços ao nosso país. O problema que ao missivista pareceu irrelevante é este: enquanto os profissionais de quaisquer outras procedências exercerão esse direito, os cubanos são os únicos aos quais ele é vedado, não aqui, mas no país de origem. O doutor vem, mas a família fica lá, como garantia de retorno do cativo a seu dono e senhor, o Estado marxista-leninista de Cuba. O que a Medida Provisória de Dilma permite não está previsto nas Cartilhas do Cárcere do governo cubano. Há gente que pensa que os outros não pensam.

A vergonhosa manifestação promovida por alguns médicos brasileiros contra os cubanos que desembarcaram em Fortaleza foi um self-service bem fornido para proveito dos formadores de opinião que atribuem a preconceitos ideológicos qualquer atitude avessa à agenda petista. Como se a defesa dos interesses do petismo estivesse associada aos mais translúcidos e elevados ideais humanos! Ou, como se essa defesa fosse gerada por um ambiente filosófico e político blindado à mais tênue contaminação ideológica. Me poupem.

O site da revista Carta Capital na última quarta-feira deu destaque ao recém chegado Dr. Juan Delgado. “Não sei porque nos chamam de escravos”, exclamou ele, observando que não vem tirar trabalho de ninguém e que todos irão para onde os médicos brasileiros não querem ir. Tem razão em parte, o Dr. Juan. A atitude dos seus colegas cearenses foi deplorável grosseria. Por outro lado, é irremediável a situação do escravo que sequer tem consciência de ser escravo. Danosa, também, a matéria da revista, claro, por não informar o leitor sobre a escravidão que o regime castrista impõe aos cidadãos da ilha.
Carta Capital faz malabarismos. Também ela pensa que os outros não pensam.

A presidente Dilma veio às falas naquele estilo que não dá bola para sujeito, predicado e complemento: “É um imenso preconceito esse que algumas vezes a gente vê sendo externado contra os médicos cubanos. Primeiro, é importante dizer que os médicos estrangeiros, e aí não só os cubanos, porque tem cubano, argentino, uruguaio, espanhol, português, tem de várias nacionalidades. Esses médicos vêm ao Brasil para trabalhar onde os médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar”.

Pois é, presidente, também a senhora não percebe. Argentinos, uruguaios, espanhóis e portugueses vêm ao Brasil de livre e espontânea vontade e são admitidos no programa individualmente, um a um. Já os cubanos, são tratados como gado de curral, vendidos aos lotes. Recebem pequena fração do que seus outros colegas embolsam enquanto a parte robusta do ervanário gerado por seu trabalho vai para os cofres de Havana. (Nota: Repete-se aqui, com os médicos, o tipo de locação com que o regime de Havana servia a Moscou jovens soldados, como bucha de canhão, nas guerras e guerrilhas que os soviéticos mantinham ou subsidiavam na África.) Considerar que os cubanos merecem tão desumano e depreciativo tratamento é muito mais do que preconceito. É maldade e perversão.

Critique os manifestantes de Fortaleza, presidente. Mas dê uma olhada no que a senhora e os stalinistas de seu governo andam fazendo. Seu Advogado Geral da União já avisou que para os médicos cubanos não haverá asilo… Pergunte à ministra Maria de Rosário o que ela acha disso tudo na perspectiva dos Direitos Humanos. E se ela disser que concorda, despache-a com aquela sua caneta (retrátil, é verdade) de assinar demissões. Lembrei-me de Gilberto Freyre. Brasília, nesta alvorada do século 21, tornou-se a nova Casa Grande que contrata e paga por cabeça na senzala cubana.

_____________
* Percival Puggina (68) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões.

Na Coreia do Sul, plástica promete sorriso eterno nos lábios

sábado, 31 de agosto de 2013

timthumb.phpUma nova técnica que promete deixar um sorriso constante nos lábios está ganhando adeptos por todo o país. O nome do procedimento é uma combinação entre lift, plástica utilizada para levantar seios ou rosto, e lip, “lábios” em inglês.

Na Coreia do Sul, plástica promete sorriso eterno nos lábios

sábado, 31 de agosto de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

A Coreia do Sul sempre foi um grande mercado para o setor de cirurgia plástica. De aumento de pálpebras a sorriso com covinhas artificiais, o país foi pioneiro em diversas tendências estéticas.

Agora, uma nova técnica que promete deixar um sorriso constante nos lábios está ganhando adeptos por todo o país. O Lipt consiste em fazer um corte nas laterais dos lábios para dar a impressão de um sorriso permanente. O nome do procedimento é uma combinação entre lift, plástica utilizada para levantar seios ou rosto, e lip, “lábios” em inglês.

Entusiastas da técnica afirmam que o Lipt também pode beneficiar pessoas que têm a boca pequena ou virada para baixo. “Essas pessoas sofrem psicologicamente. Mesmo quando ela está bem, perguntam ‘Por que você está triste?’. É estressante”, diz o cirurgião plástico Kwon Taek-keun, da Aone Plastic Surgery, clínica estética que patenteou a técnica.

O procedimento custa cerca de US$ 2 mil e é muito popular entre homens e mulheres de 20 a 30 anos, especialmente entre profissionais de empresas que exigem um sorriso constante. Resta saber se um sorriso maior do que o natural não prejudica a higiene em locais poluídos ou se serão aceitos em ocasiões onde um sorriso constante não é de bom tom, como velórios, por exemplo.

Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini

sábado, 31 de agosto de 2013

ABr210513DSM_9938O Brasil está preparado para enfrentar as oscilações do mercado financeiro global, geradas pela decisão dos Estados Unidos de reduzir estímulos monetários. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em discurso no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais.

Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini

sábado, 31 de agosto de 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil está preparado para enfrentar as oscilações do mercado financeiro global, geradas pela decisão dos Estados Unidos de reduzir estímulos monetários. A avaliação foi feita hoje (31) pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em discurso no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&F Bovespa, em Campos do Jordão, São Paulo.

Tombini disse que a economia mundial passa por um processo de transição, com a recuperação econômica dos Estados Unidos. “Diga-se de passagem, transição positiva, pois significa que a recuperação da maior economia do mundo está ganhando força e isso representará maior crescimento da economia e do comércio global à frente.”

Apesar das características positivas da transição, Tombini destacou que o processo de normalização das condições monetárias nas economias avançadas gera volatilidade (fortes oscilações), principalmente nos mercados de economias emergentes, como o Brasil. “As economias emergentes são as mais impactadas por essa volatilidade. Sempre foi assim. E não é diferente no caso da economia brasileira.”

“Os mercados se anteciparam aos fatos e, na ausência de informações claras e precisas de como se dará esse processo de retirada dos estímulos monetários, os preços dos ativos financeiros estão mais voláteis, oscilando ao sabor de cada dado sobre o ritmo de atividade da economia norte-americana”, ressaltou Tombini.

Segundo o presidente do Banco Central, a estratégia da instituição é clara: “Usaremos nosso amplo rol de instrumentos para reduzir a volatilidade excessiva e mitigar potenciais riscos à estabilidade financeira.” De acordo com Tombini, essa estratégia será usada o tempo que for necessário, em  todo o período de transição “entre o mundo atual e o mundo à frente, de condições monetárias normalizadas e maior crescimento da economia e do comércio global”.

Desde o fim de maio, o sistema financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.

Tombini disse que o Brasil está preparado para enfrentar a volatilidade porque o sistema financeiro brasileiro está “sólido, com elevados níveis de capital, liquidez e provisões”.

Desde que a volatilidade aumentou, o país manteve fluxo positivo tanto de investimento estrangeiro direto (que vai para o setor produtivo da economia) quanto de portifólio (ações e títulos de renda fixa), “inclusive com o aumento da participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária pública interna”.

“É importante ressaltar que eventuais saídas [de investimento estrangeiros] pontuais são naturais, não representando mudança de tendência, nem alterando as condições de financiamento do país e o acesso de empresas brasileiras ao mercado financeiro internacional”, destacou Tombini. Ele lembrou que, nos últimos dois anos, o país continuou a ampliar o “colchão de segurança e de liquidez”. “Adicionamos quase US$ 90 bilhões às nossas reservas internacionais, que hoje ultrapassam US$ 370 bilhões.”

Ele explicou que esse “colchão” permite ao Banco Central, no atual “período de transição, marcado por níveis mais elevados de volatilidade e pelo aumento da aversão ao risco, ofertar proteção (hedge) aos agentes econômicos e, se necessário, liquidez aos diversos segmentos do mercado”.

Tombini disse que, na semana passada, o BC anunciou o programa de leilões diários de venda de dólares, pelo menos até o final do ano. “Esse programa, além de conferir previsibilidade, ofertará aos agentes econômicos proteção cambial superior a US$100 bilhões, se considerarmos o montante de proteção que já foi disponibilizado”.

Edição: Nádia Franco

Núncio apostólico na Venezuela é o novo secretário de Estado do Vaticano

sábado, 31 de agosto de 2013

ABr250713_TNG6799O atual núncio apostólico na Venezuela, arcebispo Pietro Parolin, foi nomeado pelo papa Francisco para a  Secretaria de Estado do Vaticano, em substituição ao cardeal Tarcisio Bertone. A notícia foi anunciada oficialmente pela Santa Sé. Segundo o comunicado, o papa pediu a Bertone que permaneça no cargo até 15 de outubro.

Núncio apostólico na Venezuela é o novo secretário de Estado do Vaticano

sábado, 31 de agosto de 2013

 

Da Rádio Vaticano

 

Cidade do Vaticano – O atual núncio apostólico na Venezuela, arcebispo Pietro Parolin, foi nomeado pelo papa Francisco para a  Secretaria de Estado do Vaticano, em substituição ao cardeal Tarcisio Bertone. A notícia foi anunciada oficialmente na manhã de hoje (31) pela Santa Sé. Segundo o comunicado, o papa pediu a Bertone que permaneça no cargo até 15 de outubro, dia em que Francisco agradecerá publicamente, em audiência com toda a Cúria Romana, os serviços prestados pelo cardeal e apresentará Parolin a seus colaboradores.

Parolin nasceu em Schiavon, norte da Itália, há 58 anos. De família simples, ficou órfão de pai aos 10 anos. Aos 14, ingressou no seminário, estudou direito canônico em Roma, foi ordenado sacerdote em 1980 e iniciou carreira diplomática na Santa Sé em 1986. Foi representante do Vaticano na Nigéria e no México. Em 2002, foi chamado novamente a Roma e nomeado vice-secretário da Seção para as Relações com os Estados, colaborando com os cardeais Angelo Sodano e Tarcisio Bertone. Dom Pietro cuidou das relações com países asiáticos, como o Vietnã e a China até 2009, quando Bento XVI o nomeou para a Nunciatura de Caracas.

A nomeação do atual núncio apostólico na Venezuela marca o retorno à Secretaria de Estado do Vaticano de um diplomata de formação. Dom Pietro fala italiano, inglês, francês e espanhol.

Após a notícia de sua nomeação, dom Pietro agradeceu, em Caracas, a confiança do papa e manifestou total disponibilidade para colaborar com ele. Ele disse que sabe da responsabilidade da missão “empenhativa e exigente” que recebeu e que, embora suas forças sejam frágeis e pobres as suas capacidades, confia na misericórdia de Deus, na oração e na ajuda dos outros para desempenhar a tarefa.

Também hoje o papa confirmou nos respectivos cargos dom Giovanni Angelo Becciu, substituto para as Questões Gerais, dom Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados, dom Georg Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia, monsenhor Peter Wells, assessor para as Questões Gerais, e monsenhor Antoine Camilleri, subsecretário para as Relações com os Estados.

Rejeição da cassação de Donadon é “incongruência constitucional”, diz Barbosa

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ABr110313MCA_4266-2O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, disse que lamenta a “incongruência constitucional” gerada pela decisão da Câmara dos Deputados de rejeitar a cassação do deputado Natan Donadon. Ele foi condenado pelo STF a 13 anos de reclusão por peculato e formação de quadrilha e está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

Rejeição da cassação de Donadon é “incongruência constitucional”, diz Barbosa

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

 

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, disse hoje (30) que lamenta a “incongruência constitucional” gerada pela decisão da Câmara dos Deputados de rejeitar a cassação do deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Ele foi condenado pelo STF a 13 anos de reclusão por peculato e formação de quadrilha e está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

“Quando julgamos, no ano passado e neste ano, decidimos pela perda do mandato. Eu disse, muito claramente, que seria uma incongruência constitucional muito grande manter no Congresso Nacional um parlamentar condenado criminalmente ou eventualmente um parlamentar a cumprir pena”, ressaltou Barbosa.

“Eu chamei a atenção para a improvável e impossível conciliação do mandato com essa condição [de presidiário]. Lamento muito que estejamos hoje diante desse impasse constitucional absurdo, mas o Congresso Nacional é soberano, ele tomou a sua decisão, ele terá que conviver e lidar com as consequências desse ato”, acrescentou o presidente do STF.

Barbosa lembrou que a Constituição Federal prevê que os condenados percam os direitos políticos. “Além do voto aberto para o Congresso Nacional, outra proposta, a meu ver, que viria ao encontro do que uma maioria do STF disse no ano passado, seria o condenado criminalmente, sem nenhuma possibilidade de recurso, transitada em julgado a decisão, automaticamente perder o mandato.”

Aliás, lembrou o ministro, “a Constituição diz isso no Artigo 15: o condenado por pena criminal tem os seus direitos políticos suspensos. Ora, a posse dos direitos políticos é um requisito indispensável para o exercício da representação do mandado eletivo. O sujeito não pode nem se candidatar, muito menos conciliar essa condição de parlamentar com a de presidiário”, resumiu.

Barbosa falou com a imprensa depois de receber o Prêmio Presidente José Alencar de Ética, da Associação Comercial do Rio, na categoria Gestão Pública.

Edição: Nádia Franco

Superávit primário de julho é o menor para o período desde 2010

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

imagesA economia para o pagamento de juros da dívida pública, de julho deste ano foi a pior para o período desde 2010. No mês passado, o resultado ficou em R$ 2,287 bilhões. No mesmo mês de 2010, o superávit primário ficou em R$ 1,5 bilhão. Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário chegou a R$ 88,167 bilhões, o que corresponde a 1,91% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB)

Superávit primário de julho é o menor para o período desde 2010

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A economia para o pagamento de juros da dívida pública – superávit primário, de julho deste ano foi a pior para o período desde 2010. No mês passado, o resultado ficou em R$ 2,287 bilhões. No mesmo mês de 2010, o superávit primário ficou em R$ 1,5 bilhão.

Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário chegou a R$ 88,167 bilhões, o que corresponde a 1,91% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a meta de superávit primário é 2,3% do PIB.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que ainda é preciso aguardar para saber se a meta será atingida. “Ainda temos cinco meses. A gente precisa aguardar um pouco mais para ver a evolução desses fluxos”, disse.

De acordo com os dados do BC, o pagamento de juros da dívida chegou a R$ 23,393 bilhões, o maior resultado para o mês de julho, na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. Em 12 meses encerrados em julho, as despesas com juros chegaram a R$ 226,887 bilhões, o que corresponde a 4,91% do PIB.

Segundo Maciel, em julho, o aumento nas despesas com juros ocorreu devido ao número de dias úteis no mês, à inflação, ao crescimento da dívida e às despesas do BC com operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.

Nessa operação, o BC oferece a variação do dólar em troca de oscilação de taxa de juros. Como o dólar subiu, o BC teve despesa de R$ 1,722 bilhão com essas operações de swap, em julho. De janeiro a julho, as despesas ficaram em R$ 1,518 bilhão. Já de 2002, quando o BC começou a fazer essas operações de swap cambial, até o mês passado, houve ganhos de R$ 7,4 bilhões.

Maciel destacou que, ao longo do tempo, há oscilações entre ganhos e perdas do BC com as operações de swap cambial. “Essa conta pende para um lado ou pro lado. Agora houve uma despesa”, disse. Ele ressaltou também que o objetivo do BC ao fazer esses leilões é oferecer proteção contra risco cambial ao mercado.

Edição: Denise Griesinger // O título da matéria foi alterado às 13h35 para corrigir informação. O superávit primário de julho é o menor para o período desde 2010 e não desde o início da série histórica do BC, como dizia o título

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Si, si, pero no mucho! Ou, sim, sim, mas não muito!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Grita BrasilCalma gente, o texto vai ser em português e não vai precisar de tradução simultânea.  Então agora o problema da língua é oficial. Já imaginou, “doutor cubano, estou com uma dor aqui na região do rim, acho que é cálculo renal. Eu sempre tenho isso… “. “Não se preocupe, vamos tirar o seu apêndice e a dor vai passar. La garantia soy yo”.

Si, si, pero no mucho! Ou, sim, sim, mas não muito!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Por Claudio Schamis – opiniaoenoticia.com.br

Calma gente, o texto vai ser em português e não vai precisar de tradução simultânea.  Então agora o problema da língua é oficial. Sim, não são só os médicos cubanos que deveriam passar por uma avaliação oral, mas nossos políticos também.

Já imaginou, “doutor cubano, estou com uma dor aqui na região do rim, acho que é cálculo renal. Eu sempre tenho isso… “. “Não se preocupe, vamos tirar o seu apêndice e a dor vai passar. La garantia soy yo”.

Para o ministro Alexandre Padilha nada disso é um bicho de sete cabeças. Ele afirmou não achar isso algo muito terrível, pois ele próprio já atendeu vários povos indígenas e até hoje não sabe uma língua indígena. E mesmo assim salvou vidas. Ele deve ter levado uma tecla SAP ou tinha alguém dublando e ele nem percebeu. Quem sabe ele não fez a brincadeira da mímica?

Nada contra os cubanos ou a nacionalidade que for, mas temos somente que nos questionar a razão de chegarmos ao ponto de importar médicos. Alguma coisa tem. Mas daí o governo assumir… O governo não assume é nada! Ele só sorri e dá tapinhas nas costas.

Eu prometo trocar o camarão por essa melancia aqui!

O problema do idioma é mais grave ainda, mas com nossos políticos!

Sinceramente não sei mais que língua o povo fala, as ruas falam e os políticos falam. Ninguém se entende. E eles, principalmente, não estão entendendo nada.

Depois que o Cid Gomes, governador do Ceará, contratou aquele buffet por R$ 3,4 milhões, para servir pratos exóticos, o seu amigo que fala a mesma língua que ele, o governador do Piauí, Wilson Martins, publicou um edital de licitação onde se propõe a pagar até R$ 6,3 milhões a empresas que forneçam carnes, frios, bolos, crustáceos, salgados, frutas, bebidas, além de produtos de higiene pessoal, cosméticos e material de limpeza. Afinal, um estado que teve o terceiro pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2010 precisa que seu governador esteja bem alimentado, bem cuidado, para poder enfrentar os problemas do seu governo. Já imaginou um governador desprovido de camarão (foi destinado R$ 101,2 mil pelo fornecimento de quatro tipos de camarão), de picanha (R$ 65,5 mil) – imagina ele comendo acém, chã de dentro, chã de fora – além de chicletes e pastilhas (R$ 16,6 mil). Quero só ver a conta do dentista. Será que será um dentista cubano? Além disso, tem o shampoo, pelo qual ele pagaria até R$ 85,41 por 500 ml, que deve ser com água do mar morto, máscara de cabelo (R$ 143,92 por 500 ml) e reparador de pontas (R$ 113,87 a unidade).

E da mesma maneira que Cid Gomes, que depois de denunciado mandou tirar os itens exóticos do cardápio, Wilson Martins “cancelou” o processo de licitação e disse que iria retirar alguns itens e lançar um novo edital.

O grave problema é que nenhum dos dois governadores entendem o que se passa no país e no estado de cada um deles. É como se falassem outra língua. Não a língua dos homens. Ou será que nós é que estamos errados em pensar assim e não entendemos o  que eles falam? Só pode ser.

Eles não deveriam nem ter começado. Camarão, escargot, ostras, cosméticos… Retirar alguns itens do cardápio não fará com que se tornem pessoas melhores e arrependidas. Na verdade eles não estão arrependidos. Estão chateados com a imprensa e a oposição que descobriu e denunciou. Caso contrário, estariam refastelados em suas espreguiçadeiras à beira da piscina comendo camarão, bebendo vinho e água Perrier com canapés de caviar. Mas isso deveria, sim, fazer com que não fossem mais eleitos. É vergonhoso. É desrespeito com o povo do estado de cada um deles. É até mais nojento que cuspir na cara. É vulgar.

Tá. Se você me provar que é um Alvarenga, eu te contrato

E a questão do idioma é contagiante!

Como denunciado no programa CQC, no interior de Minas Gerais, na cidade de Joanésia, seis das sete secretarias municipais são ocupadas por parentes do prefeito Antônio Carlos Alvarenga (PSDB-MG), o Nenzinho Alvarenga. A secretaria de Educação é ocupada por Mary Alves de Alvarenga, mulher do meliante.

Meliante sim, pois esse nepotismo escancarado que ele pratica vai contra a nossa – não a dele – Constituição Federal e o artigo 37. É crime!

Ao assumir, esse prefeitinho simplesmente fez a limpa nas secretarias e contratou quase todos da família.

Um caso de corrupção que já foi denunciado ao Ministério Público, mas até o momento nada foi feito. Será que tem algum Alvarenga trabalhando por lá?

Eu pergunto, que idioma o Alvarenga fala? Que idioma o MP de Minas Gerais fala?

Hum… depois vou querer um modelito desses pra mim

Até a ministra da Cultura parece que não fala bem o português!

Ou, se não for isso, ela pensa em outra língua. Graças a uma intervenção da própria ministra da Cultura, Marta Suplicy, o estilista Pedro Lourenço poderá captar R$ 2,8 milhões via Lei Rouanet para mostrar suas criações na semana de moda de Paris em outubro e em março de 2014.

Isso porque a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Cnic) não aprovou o projeto mesmo estando descrito como “mostra” de “artefatos artísticos”. É a Cnic que decide quem pode captar via Lei Rouanet, mas nesse caso a ministra passou com um trator por cima de todos e desconsiderou a decisão da Comissão. E justificou que eles não entenderam moda como cultura. Mas ela sim. E se sim, então sim. Tá aprovado.

E o felizardo Pedro Lourenço disse que essa ajuda não era para ele; tá legal. É, deve ser para mim então. Só não avisaram onde saco a grana. Não quero o vestido. Ou melhor, não quero o “artefato artístico”.

Para tudo! Mas é isso mesmo. Em vez de abrir os cofres para projetos culturais feitos aqui para a nossa gente, a ministra vê que bancando um desfile de moda em Paris para um estilista brasileiro estará levando nossa cultura ao mundo.

Sinceramente… (#*&%$#$#$#$*%$). Entenderam a onomatopeia?

Save the whales. Do not throw trash on the floor. Do not smoke indoors.

Meu Deus, que cabeça a minha.

Salve as baleias. Não jogue lixo no chão. Não fume em ambiente fechado.

PSDB pede ao STF anulação da sessão que absolveu Donadon

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

imagesO líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), entrou  com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para anular a sessão que absolveu o deputado Natan Donadon. O plenário da Casa absolveu Donadon no processo de cassação de mandato. Foram 233 votos a favor do parecer do relator, Sergio Sveiter (PSD-RJ), 131 votos contra e 41 abstenções.

PSDB pede ao STF anulação da sessão que absolveu Donadon

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

André Richter
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), entrou hoje (29) com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a sessão que absolveu o deputado Natan Donadon (sem partido-RO).

Ontem (28), o plenário da Casa, em votação secreta, absolveu Donadon no processo de cassação de mandato. Foram 233 votos a favor do parecer do relator, Sergio Sveiter (PSD-RJ), 131 votos contra e 41 abstenções.

O processo de cassação foi aberto após o parlamentar ser condenado pelo STF a mais de 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e formação de quadrilha. A condenação foi pelo desvio de R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia à época em que era diretor financeiro da Casa. Desde o início de julho, ele deixou de receber o salário de deputado.

Na petição entregue ao Supremo, Sampaio contesta o procedimento adotado pela Mesa Diretora da Câmara para a votação da cassação do mandato. Segundo o parlamentar, após a condenação de Donadon, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, deveria ter encaminhado a cassação diretamente para que a Mesa Diretora declarasse a perda do mandato automaticamente.

“A perda de mandato do parlamentar em função de condenação criminal comum transitada em julgado não depende de deliberação de qualquer das Casas do Congresso Nacional, mas é um efeito automático da sentença condenatória, cabendo às Casas legislativas apenas declarar a produção desse efeito uma vez atendidos os seus requisitos formais”, diz o documento.

De acordo com o parlamentar, a absolvição de Donadon pode causar conflitos institucionais entre o Judiciário e o Legislativo. “Há o risco de desmoralização do Parlamento. Com efeito, desde que o plenário da Câmara decidiu manter o mandato do deputado Donadon, diversos atos e discursos vêm aumentando esse risco”, disse.

O relator do mandado de segurança no STF ainda não escolhido.

STF rejeita recurso para diminuir pena de José Dirceu

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ABr21082013VAC_7003O Supremo Tribunal Federal (STF) negou mais dois recursos para redução de penas de réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Os ministros julgaram os recursos do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu e o publicitário Cristiano Paz. Desde o início do julgamento, no dia 14 deste mês, foram negados recursos de 19 dos 25 réus.

STF rejeita recurso para diminuir pena de José Dirceu

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fonte: Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira (29) mais dois recursos para redução de penas de réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Os ministros julgaram os recursos do ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu e o publicitário Cristiano Paz. Desde o início do julgamento, no dia 14 deste mês, foram negados recursos de 19 dos 25 réus.

No primeiro recurso analisado, os ministros mantiveram a pena do publicitário Cristiano Paz, mas acataram o pedido de correção material (quando há erro na grafia) no acórdão no somatório de penas. A mudança, porém, não altera a pena e a multa aplicadas. Paz foi condenado a 25 anos, 11 meses e 20 dias, além de multa de mais de R$ 2,5 milhões, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha.

O STF também rejeitou a redução de pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado a dez anos e dez meses de prisão. No recurso apresentado ao STF, a defesa de Dirceu pediu a redução da pena, a publicação de trechos do julgamento omitidos no acórdão, com detalhes das decisões dos ministros; e reivindicou um novo relator para o embargo de declaração protocolado.

O julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Luís Roberto Barroso durante a análise dos embargos do ex-assessor do PP João Cláudio Genu. No recurso, a defesa alegou que houve contradições na fixação das penas, como a falta de provas para fundamentar a condenação por lavagem de dinheiro. Genu também alegou que não sabia que os recursos repassados por Marcos Valério tinham origem ilegal porque cumpria as ordens dos dirigentes do partido.

Todos os argumentos apresentados para diminuir a pena foram negados pelo relator da ação penal, ministro Joaquim Barbosa. No entanto, o ministro Ricardo Lewandowski defendeu que a pena do ex-assessor do PP seja reduzida para menos de quatro anos de prisão, fato que levaria a conversão para pena alternativa. Segundo Lewandowski, Genu “era apenas um prestador de serviço”.

Os ministros começaram a analisar a questão, mas não chegaram a um consenso. O ministro Luís Roberto Barroso preferiu pedir vista do processo para analisar melhor o caso. A sessão será retomada na próxima quarta-feira (4).

Governo propõe salário mínimo de R$ 722,90

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

1138mc115O novo valor do salário mínimo deverá ser R$ 722,90. O anúncio foi feito há pouco pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ela esteve no Congresso para entregar ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a peça orçamentária de 2014.

Governo propõe salário mínimo de R$ 722,90

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O novo valor do salário mínimo deverá ser R$ 722,90. O anúncio foi feito há pouco pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ela esteve no Congresso para entregar ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a peça orçamentária de 2014. O texto deve ser votado pela Câmara e pelo Senado até o fim do ano.

O reajuste passa a valer em 1º de janeiro de 2014. O valor atual do mínimo é R$ 678.

“O novo valor incorpora a regra de valorização do salário mínimo que tem sido uma política importante de alavancagem da renda das famílias no Brasil, que tem nos levado a patamares de qualidade de vida muito superiores”, disse Belchior.

Edição: Talita Cavalcante

Ministro do Supremo nega liminar contra Programa Mais Médicos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AgenciaBrasil221012_DSA3474O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido liminar feito pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para suspender o Programa Mais Médicos. Marco Aurélio determinou que a questão seja analisada pelo plenário da Corte.

Ministro do Supremo nega liminar contra Programa Mais Médicos

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

 

André Richter
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido liminar feito pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para suspender o Programa Mais Médicos. Marco Aurélio determinou que a questão seja analisada pelo plenário da Corte.

Em julho, Bolsonaro entrou com mandado de segurança no Supremo para suspender a eficácia da medida provisória (MP) que criou o programa, por entender que ela “não respeitou os requisitos constitucionais de relevância e urgência”. O deputado alegou que as regras do programa deveriam ter sido encaminhadas ao Congresso Nacional por meio de projeto de lei para que fossem debatidas com a classe médica e apreciadas em regime de urgência.

Ao negar a liminar, o ministro entendeu que cabe ao plenário do Supremo decidir se as regras constitucionais de urgência foram cumpridas na MP que criou o Mais Médicos. “Descabe, no entanto, nesse campo de relevância e urgência, implementar ato precário e efêmero, antecipando-se à visão do colegiado, não bastasse o envolvimento, na espécie, de valores a serem apreciados. Deve-se aguardar o julgamento definitivo da impetração”, afirmou Marco Aurélio.

O ministro também é o relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) impetrada pela Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) para suspender o Programa Mais Médicos. Na ação, as duas entidades alegam que a contratação de profissionais formados em outros países sem que sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) é ilegal.

Edição: Nádia Franco

Câmara mantém deputado preso no mandato

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

natanLúcioBernardoJrCamaradosDeputadosEm votação secreta, por 233 sim, 131 não e 41 abstenções, a Câmara manteve o mandato do deputado de Natan Donadon, mesmo condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por formação de quadrilha e peculato. Com a decisão, a Casa cria a situação de ter um parlamentar em mandato e preso, em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília

Câmara mantém deputado preso no mandato

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Em votação secreta, por 233 sim, 131 não e 41 abstenções, a Câmara manteve o mandato do deputado de Natan Donadon (sem partido-RO), mesmo condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por formação de quadrilha e peculato. Com a decisão, a Casa cria a situação de ter um parlamentar em mandato e preso, em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

A votação durou aproximadamente quatro horas. Dos 469 deputados presentes, 405 votaram. Quando o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou o fim da coleta de votos, Natan estava com as mãos tapando os olhos. Após o resultado sair no painel, ele se ajoelhou no plenário, levantou as mãos para o céu e começou a rezar. Na sequência, comemorou com a família a manutenção do mandato. “A Justiça está sendo feita”, afirmou Natan.

“A Câmara dos Deputados está de luto”, afirmou o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). Para o deputado paranaense, a decisão de levar o caso a plenário foi infeliz. “Foi uma atitude infeliz que desgasta ainda mais o Parlamento. Essa votação só vai produzir um resultado de descrença para a Câmara dos Deputados”, comentou o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO). Já o líder do Psol, Ivan Valente (SP), entende que o resultado seria outro se o voto fosse aberto.

Aberta às 19h, a sessão começou com o relator do processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Sérgio Zveiter (PSD-RJ), reforçando a necessidade da cassação. Na semana passada, o colegiado aprovou o pedido para Natan perder o cargo. “A sociedade tem o direito de receber uma resposta da Câmara. Devemos impedir que a sensação de impunidade se alastre”, afirmou deputado fluminense.

Depois de Zveiter, falaria o advogado do agora ex-deputado, Gilson Stefanes. Ele abriu mão e deixou seu cliente discursar. Em uma intervenção emocionada, usando mais do que os 25 minutos permitidos pelo regimento interno da Câmara, Natan contou sobre seu dia a dia na Penitenciária do Distrito Federal 1, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Disse que hoje, inclusive, faltou água para tomar banho.

“Só a verdade me trouxe aqui. Eu não viria aqui se não tivesse a verdade. Não adiantaria nada eu vir aqui hoje para mentir”, disse Natan ao subir na tribuna. Depois de falar sobre a família, dos filhos, criticou a ação do Ministério Público de Rondônia que resultou na sua condenação. Também reclamou do seu julgamento no STF e apontou, na sua visão, erros na condução do caso.

“Nunca fiz nada de ilícito. Nunca desviei um centavo da Assembleia Legislativa de Rondônia”, disparou. “Vejam minha declaração de Imposto de Renda. No meu terceiro mandato, eu só tenho uma casa”, ressaltou. Para ele, o Ministério Público local “escolheu as provas” que resultaram na sua condenação. “As provas para me condenar vieram para o Supremo. Mas as provas para me absolver não vieram. Quebrem o sigilo bancário das empresas! O Ministério Público de Rondônia sabe que o serviço foi executado. Se quisessem descobrir, era simples.”

Durante o discurso, criticou a postura da relatora da ação penal, Cármen Lúcia, que reprovou o fato de Natan ter renunciado um dia antes do julgamento no STF. “Por que renunciei? Porque é o meu direito!”

Para participar da sessão, o advogado de Natan precisou pedir autorização da Vara de Execuções Penais de Brasília. Com a permissão da Justiça, o diretor do presídio mobilizou agentes do Grupo Penitenciário de Operações Especiais (GPOE) para escoltarem Natan até a Câmara dos Deputados. Ao chegar no prédio, deixaram o ex-deputado sob responsabilidade da Polícia Legislativa, que montou um esquema especial para ele chegar até o plenário sem ser percebido pela imprensa.

Gastos

Desde a condenação de Natan, em outubro de 2010, até o início de julho, quando foram suspensos seus direitos de parlamentar, a Câmara gastou R$ 4 milhões com ele em salários e pagamento de benefícios. Somente em vencimentos foram R$ 962 mil. Em 29 meses de mandato, desde a condenação, em 28 de outubro de 2010 até a prisão, ele recebeu 36 remunerações de R$ 26,7 mil, entre vencimentos mensais, 13º, 14º e 15º salários.

Outros R$ 893,4 mil foram destinados a ele na forma de ressarcimento para cobrir despesas associadas ao mandato, como aluguel de carro, combustíveis, alimentação, hospedagem e divulgação de suas atividades, o chamado cotão. O parlamentar teve mais R$ 2 milhões para gastar com funcionários que serviam em seu gabinete na capital federal e no escritório político em Rondônia.

Condenação

Natan foi condenado em outubro de 2010 a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por peculato e formação de quadrilha pelo STF. Ele foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de fazer parte de um esquema que fraudou licitações para contratos de publicidade da Assembleia Legislativa de Rondônia entre 1998 e 1999.

Dois anos e meio depois da condenação, a mais alta corte do país rejeitou um embargo apresentado pela defesa do deputado e determinou o trânsito em julgado do processo e a expedição do mandado de prisão. Em 28 de junho, o deputado se entregou à Polícia Federal em Brasília. Desde então está preso na Penitenciária do Distrito Federal 1 (PDF), na capital federal.

Como acabou a possibilidade de recursos, a Constituição Federal prevê que a perda do mandato será decidida pela Câmara “por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa”. No entanto, pelo caso ser inédito desde 1988, a Mesa determinou que o processo começasse pela CCJ.

Em 12 de agosto, Zveiter apresentou seu relatório recomendando a cassação de Natan. Ele considera a situação “gravíssima”. Para o parlamentar fluminense, o deputado preso “perdeu a condição de permanecer como parlamentar” na Câmara. Na semana passada os integrantes da CCJ aprovaram o parecer pela cassação por maioria dos votos – 39 a 16.

Por Mario Coelho e Rodolfo Torres – congressoemfoco.com.br

Um dos piores momentos momentos da diplomacia brasileira

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Roger-Pinto-Molina-Foto-Reprodução-Facebook-e1364321570509-1A história da retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina do confinamento de 455 dias na embaixada em La Paz, pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, parece ser mais uma demonstração de como o profissionalismo outrora reconhecido do Itamaraty foi corroído por interesses partidários e simpatias lulopetistas.

Um dos piores momentos momentos da diplomacia brasileira

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Por Ricardo Setti – veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/

Embora haja ainda muito a esclarecer sobre a história da retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina do confinamento de 455 dias na embaixada em La Paz, pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, o caso parece ser mais uma demonstração de como o profissionalismo outrora reconhecido do Itamaraty foi corroído por interesses partidários e simpatias lulopetistas pelo nacional-populismo bolivariano-chavista hegemômico na Bolívia.

A defenestração do chanceler Antonio Patriota é apenas parte do enredo.

Dizendo-se surpreendido pelo desfecho da operação executada pelo encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Saboia — filho do embaixador aposentado Gilberto Vergne Saboia, conhecido pela atuação na defesa dos direitos humanos —, não havia mesmo como o chanceler continuar no cargo.

Sem ter conseguido se impor minimamente no ministério de Dilma, Patriota já não contava com a simpatia da centralizadora presidente, segundo se dizia há tempos.

Nas entrevistas seguras que concedeu depois de cruzar a fronteira em veículos diplomáticos, sob a segurança de fuzileiros navais brasileiros, o diplomata foi claro: já comunicara ao ministério que poderia tomar uma decisão de emergência por razões humanitárias, devido ao estado de saúde de Molina, obrigado a ficar num cubículo, com pouco contato com o mundo exterior.

Situação diferente de Julian Assange (Wikileaks), também forçado de forma abusiva pelo governo inglês a acampar na embaixada equatoriana em Londres, mas onde concede entrevistas e recebe visitas.

A atual política externa brasileira assumiu o papel indecoroso de carcereiro

Até que desmentidos comprovados convençam do contrário, o governo Dilma, com o Itamaraty de agente, aceitou passivamente que o governo boliviano de Evo Morales não concedesse o salvo-conduto ao senador de oposição, para vencê-lo por fadiga psicológica.

A atual política externa brasileira assumiu o papel indecoroso de carcereiro, contra os princípios da diplomacia do velho Itamaraty. Foi traída uma política de Estado de sempre colocar o Brasil ao lado de boas causas do ponto de vista ético.

Mas a flexibilidade da espinha dorsal desta política externa de ocasião não parece ter limites.

A Bolívia já expropriou refinaria da Petrobras sem um resmungo de Brasília, que também aceitou fazer parte de uma operação sibilina com a Argentina e Uruguai para trocar o velho aliado Paraguai pela Venezuela chavista no Mercosul.

O novo ministro, Luiz Alberto Figueiredo Machado, logo será testado, diante do provável pedido de extradição que a Bolívia encaminhará.

O senador é acusado na Justiça de corrupção, mas a independência do Judiciário boliviano tem o valor de uma folha de coca ao sopé dos Andes.

Valerá para Pinto Molina o que valeu para o esquerdista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por homicídio, mas acolhido pelo PT, ou não?

Com apenas 11 anos, menino cursa Física Quântica nos EUA

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

timthumb.phpCom apenas 11 anos, Carson Huey-You é o novo calouro da Texas Christian University, nos EUA. O aluno mais novo da história da instituição deseja se formar em Física Quântica. “Estou tendo aulas de Física, Cálculo, História e Religião. Essas são as minhas quatro disciplinas”, disse Carson em uma entrevista ao canal CBS.

Com apenas 11 anos, menino cursa Física Quântica nos EUA

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Fonte: opiniaoenoticia.com.br

Com apenas 11 anos, Carson Huey-You é o novo calouro da Texas Christian University, nos EUA. O aluno mais novo da história da instituição deseja se formar em Física Quântica. “Estou tendo aulas de Física, Cálculo, História e Religião. Essas são as minhas quatro disciplinas”, disse Carson em uma entrevista ao canal CBS.

No SAT —  exame admissional da faculdade, similar ao Enem –, Carson conseguiu 1770 pontos, nota considerada excelente. Ele está animado com o curso. “É divertido porque é igual ao Ensino Médio, mas em um campus grande e com muito mais gente”, diz o menino, que também toca piano e fala mandarim.

Claretta, mãe de Carson, diz que o menino aprendeu a ler com apenas um ano e aos cinco já entendia pré-algebra. “Ele diz que o Cálculo ajuda ele a relaxar”, diz Claretta.

Apesar da pouca idade, professores e colegas de classe dizem que Carson se comporta como um estudante normal quando está em sala de aula. “Ele decididamente tem muito talento, leva seu trabalho muito a sério e gosta do que faz. É tudo o que um professor pode esperar de um aluno, não?” diz o professor de matemática, Qiao Zhang.

Caso Carson se forme em quatro ou cinco anos, como esperam seus pais, ele irá pegar seu diploma na mesma época em que poderá tirar a carteira de motorista, já que nos EUA, a idade mínima para dirigir é 16 a

Evo Morales diz que Brasil deve mandar senador Pinto Molina de volta à Bolívia

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

1935AC112aO presidente boliviano, Evo Morales, disse, em entrevista coletiva no palácio do governo, que o Brasil precisa explicar a fuga do senador Roger Pinto Molina, que estava asilado, por vontade própria, na embaixada brasileira em La Paz, e deveria mandá-lo de volta a seu país para responder na Justiça a várias acusações de corrupção.

Evo Morales diz que Brasil deve mandar senador Pinto Molina de volta à Bolívia

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Danilo Macedo*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente boliviano, Evo Morales, disse hoje (28), em entrevista coletiva no palácio do governo, que o Brasil precisa explicar a fuga do senador Roger Pinto Molina, que estava asilado, por vontade própria, na embaixada brasileira em La Paz, e deveria mandá-lo de volta a seu país para responder na Justiça a várias acusações de corrupção.

Na entrevista, Morales ratificou a decisão de lutar contra a corrupção pública e ressaltou que, conforme acordos internacionais, “devolver” o senador à Bolívia “seria a melhor forma de contribuir com esta luta”.

Morales disse que espera uma resposta oficial do governo brasileiro à nota oficial enviada pela chancelaria boliviana. Ele também denunciou a ação de grupos conservadores do Brasil, que, segundo ele, querem o enfrentamento entre os governos boliviano e brasileiro. “Querem criar desconfiança”, disse.

De acordo com o presidente, a vida do senador nunca esteve em perigo na Bolívia. Se quisesse, Pinto Molina poderia, inclusive, se deslocar por qualquer região boliviana, embora estivesse proibido de viajar ao exterior, ressaltou Morales.

O senador deixou a embaixada brasileira, onde passou cerca de um ano e meio, na última sexta-feira (23), com o apoio do encarregado de Negócios (equivalente a embaixador provisório) do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, que assumiu a responsabilidade pela operação.

*Com informações da Agencia Boliviana de Información
Edição: Nádia Franco